Você está na página 1de 12

I SÉRIE — NO 45 «B. O.

» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 10 DE DEZEMBRO DE 2007 839


Artigo 9º Artigo 14º
Protecção dos familiares Pagamento de contribuições

Os familiares dos agentes e equiparados e dos apo- 1. Até ao dia 15 de cada mês, é feito o pagamento das
sentados têm direito à assistência médica, hospitalar e contribuições correspondente aos encargos dos Muni-
medicamentosa do regime da protecção social dos traba- cípios sobre a massa salarial e sobre o valor global das
lhadores por conta de outrem. pensões, bem como das quotizações obrigatoriamente
Artigo 10º deduzidas nas remunerações.
Obrigatoriedade de inscrição e registo 2. Logo que registada alguma situação de incumpri-
1. Cada Município, para garantir a abertura e atri- mento referida no número anterior, o Instituto Nacional
buição dos direitos previstos neste diploma, obriga-se a de Previdência Social deve comunicar imediatamente o
fornecer ao Instituto Nacional de Previdência Social os facto à Direcção Geral de Contabilidade Pública, indi-
suportes informáticos ou outros e os documentos neces- cando ainda o valor em dívida.
sários à: 3. Em face da comunicação do Instituto Nacional de
a) Sua inscrição como entidade empregadora, nos Previdência Social, a Direcção Geral de Contabilidade
termos do artigo 2º; Pública emite de imediato uma ordem de pagamento,
no valor indicado pelo Instituto, à Direcção Geral de
b) Inscrição dos agentes públicos e dos aposentados Tesouro.
como segurados, nos termos do número 1 do
artigo 3º; 4. A Direcção Geral de Tesouro, utilizando os recursos
destinados ao Município no quadro do Fundo de Finan-
c) Inscrição dos familiares dos agentes públicos e dos ciamento dos Municípios, procede, com brevidade, ao
aposentados como beneficiários, nos termos do pagamento da dívida do Município faltoso.
número 2 do artigo 3º;
Artigo 15º
d) Registo mensal de salários e pensões, nos termos
Disposição transitória
do artigo 11º;
Todos os Municípios obrigam-se a inscrever os res-
2. Os formatos dos suportes informáticos e dos modelos
pectivos agentes e equiparados no sistema de protecção
de documentos são fornecidos pelo Instituto Nacional de
social dos trabalhadores por conta de outrem até o dia
Previdência Social.
31 de Dezembro de 2009.
Artigo 11º
Artigo 16º
Declaração mensal de remunerações
Entrada em vigor
Até ao dia 15 de cada mês, o Município entrega ao
INPS o suporte informático contendo as remunerações Este diploma entra em vigor no dia 1 de Janeiro de 2008.
pagas no mês anterior, bem como o que contém as pen- Visto e aprovado em Conselho de Ministros.
sões pagas.
José Maria Pereira Neves - Sidónio Fontes Lima
Artigo 12º
Monteiro - Cristina Duarte - Ramiro Andrade Alves
Financiamento Azevedo
Para financiamento da protecção social dos agentes e Promulgado em 3 de Dezembro de 2007.
equiparados ao seu serviço e aposentados, os Municípios
transferem mensalmente para o INPS uma verba: Publique-se.
a) Igual a 23% da massa salarial dos agentes providos O Presidente da República, PEDRO VERONA RO-
após 31 de Dezembro de 2007, correspondendo DRIGUES PIRES
8% à taxa social única devida pelos mesmos e Referendado em 5 de Dezembro de 2007.
15% à contribuição dos Municípios;
O Primeiro-Ministro, José Maria Pereira Neves
b) Igual a 8% da massa salarial dos agentes providos
até 31 de Dezembro de 2007, correspondendo à –––––––
taxa social única devida pelos mesmos;
Decreto-Lei nº 46/2007
c) Igual a 8% sobre o montante global das pensões de 10 de Dezembro
dos aposentados.
Artigo 13º
A publicidade assume, nos dias de hoje, uma impor-
tância e um alcance significativos, quer no domínio da
Previsão Orçamental de Encargos
actividade económica, quer como instrumento privilegiado
1. Os Municípios ficam obrigados a inscrever anual- do fomento da concorrência, sempre benéfica para as
mente no seu orçamento a verba necessária e suficiente empresas e respectivos clientes.
para satisfazer os encargos inerentes à protecção social
Por isso, importa enquadrar a actividade publicitária
objecto deste diploma.
como grande motor do mercado, enquanto veículo dina-
2. Os encargos referidos no número anterior são consi- mizador das suas potencialidades e da sua diversidade
derados despesas obrigatórias nos termos definidos pela e, nessa perspectiva, como actividade benéfica e positiva
Lei das Finanças Locais. no processo de desenvolvimento de um país.

X4E2W8O6-29L3SJDH-8S4V5L2X-254KUNBN-3F6Y9V4H-2U7K7F1G-1V5U9U2R-20170G21
840 I SÉRIE — NO 45 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 10 DE DEZEMBRO DE 2007

Em obediência a esse desiderato, a actividade publicitária ANEXO


não pode nem deve ser vista, numa sociedade moderna
CÓDIGO DE PUBLICIDADE
e desenvolvida, como um mal menor, que se tolera mas
não se estimula, e muito menos como resultante de um CAPÍTULO I
qualquer estado de necessidade.
Disposições Gerais
Porém, a receptividade de que beneficia no quotidiano Artigo 1º
dos cidadãos, se lhe confere, por um lado, acrescida
importância, não deixa, outrossim, de acarretar uma Âmbito do diploma
natural e progressiva responsabilidade, na perspectiva, 1. O presente diploma aplica-se a qualquer forma de
igualmente merecedora de atenção, da protecção e defesa publicidade, independentemente do suporte utilizado
dos consumidores e das suas legítimas expectativas. para a sua difusão.
De facto, uma sociedade responsável não pode deixar 2. O diploma aplica-se ainda a todos os agentes publi-
igualmente de prever e considerar a definição de regras citários e a todas as entidades públicas ou privadas, na-
mínimas, cuja inexistência, podendo consumar situações cionais ou estrangeiras que desenvolvem uma actividade
enganosas ou atentórias dos direitos do cidadão con- publicitária em território nacional, ainda que o órgão
sumidor, permitiria, na prática, desvirtuar o próprio e emissor esteja localizado no estrangeiro.
intrínseco mérito da actividade publicitária. Artigo 2º

Sem recorrer a intenções paternalistas e recusando Direito aplicável


mesmo soluções de cariz proteccionista, o novo Código da
A publicidade rege-se pelo disposto no presente diploma
Publicidade pretende, com equilíbrio e sentido da realida-
e demais legislação aplicável ao sector.
de, conciliar as duas vertentes enunciadas, sublinhando
a sua relevância e alcance económico e social. Artigo 3º

Conceito de publicidade
Realçando a experiência já adquirida, o caminho já
percorrido pela legislação nacional e os contributos re- 1. Considera-se publicidade, para efeitos do presente
colhidos de todos quantos, directa ou indirectamente, a diploma, qualquer forma de comunicação feita por enti-
esta actividade se dedicam, a nova legislação contempla, dades de natureza pública ou privada, no âmbito de uma
apresentamos o novo código de publicidade. actividade comercial, industrial, artesanal ou liberal, com
o objectivo directo ou indirecto de:
Assim:
a) Promover, com vista à sua comercialização ou
Nos termos da alínea a) do nº 2 do artigo 203º da Cons- alienação, quaisquer bens ou serviços;
tituição, o Governo decreta o seguinte:
b) Promover ideias, princípios, iniciativas ou ins-
Artigo 1º tituições.

Aprovação 2. Considera-se, também, publicidade qualquer forma


de comunicação da Administração Pública, não prevista
É aprovado o Código de Publicidade, anexo ao presente no número anterior, que tenha por objectivo, directo ou
diploma e que dele faz parte integrante. indirecto, promover o fornecimento de bens ou serviços.
Artigo 2º 3. Para efeitos do presente diploma, não se considera
publicidade a propaganda política, a informação jorna-
Revogação
lística, os programas de entretenimento, a actividade de
É revogado o Decreto-Lei nº 32/94, de 9 de Maio. lançamento de obras literárias ou artísticas protegidas
nos termos do Código do Direito de Autor, o acesso aos
Artigo 3º meios de comunicação para efeitos de campanha eleitoral,
referendo e comunicações políticas, quando utilizam os
Entrada em vigor
tempos de antena legalmente disponíveis.
O presente Decreto-Lei entra em vigor no dia seguinte Artigo 4º
ao da sua publicação.
Conceito de actividade publicitária
Visto e aprovado em Conselho de Ministros. 1. Considera-se actividade publicitária o conjunto de
operações relacionadas com a difusão de uma mensagem
José Maria Pereira Neves - Sara Maria Duarte Lopes
publicitária junto dos seus destinatários, bem como as
Promulgado em 3 de Dezembro de 2007 relações jurídicas e técnicas daí emergentes entre anun-
ciantes, profissionais, agências de publicidade e entidades
O Presidente da República, PEDRO VERONA RO- que explorem os suportes publicitários ou que efectuem
DRIGUES PIRES as referidas operações.

Referendado em 5 de Dezembro de 2007 2. Incluem-se entre as operações referidas no número


anterior, designadamente, as de concepção, criação, pro-
O Primeiro-Ministro, José Maria Pereira Neves dução, planificação e distribuição publicitárias.

X4E2W8O6-29L3SJDH-8S4V5L2X-254KUNBN-3F6Y9V4H-2U7K7F1G-1V5U9U2R-20170G21
I SÉRIE — NO 45 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 10 DE DEZEMBRO DE 2007 841
Artigo 5º d) Contenha qualquer discriminação em relação à
Anunciante, profissional, agência de publicidade, suporte raça, língua, território de origem, religião ou
publicitário e destinatário sexo;

1. Para efeitos do disposto no presente diploma, con- e) Utilize, sem autorização da própria, a imagem
sidera-se: ou as palavras de pessoas singulares ou co-
lectivas;
a) Anunciante, a pessoa singular ou colectiva no
interesse de quem se realiza a publicidade; f) Utilize linguagem obscena;

b) Profissional, pessoa singular que exerce a activi- g) Encoraje comportamentos prejudiciais à protecção
dade publicitária; do ambiente, tais como, a poluição, incluindo a
sonora, bem como a conducente à degradação
c) Agência de publicidade, pessoa jurídica espe- ou desvalorização da fauna, da flora e de outros
cializada nos métodos, na arte e na técnica recursos naturais;
publicitária, que, através de profissionais ao
seu serviço, estuda, concebe, executa e distri- h) Tenha como objecto ideias de conteúdo sindical,
bui publicidade aos meios de divulgação, por político ou religioso.
ordem e conta de clientes anunciantes, com o
3. Apenas é permitida a utilização de línguas de outros
objectivo de promover a venda de mercadorias,
países na mensagem publicitária, mesmo que em conjunto
produtos e serviços, difundir ideias ou informar
com a língua portuguesa ou crioula, quando aquela tenha
o público a respeito de organizações ou insti-
os estrangeiros por destinatários exclusivos ou principais,
tuições a que servem;
sem prejuízo do disposto no número seguinte.
d) Suporte publicitário, o veículo utilizado para a
4. É admitida a utilização excepcional de palavras
transmissão da mensagem publicitária;
ou de expressões em línguas de outros países quando
e) Destinatário, a pessoa singular ou colectiva a necessárias à obtenção do efeito visado na concepção da
quem a mensagem publicitária se dirige ou que mensagem.
por ela, de qualquer forma, seja atingida. Artigo 8º
2. As publicações periódicas informativas editadas Princípio da identificabilidade
pelos órgãos das autarquias locais, não podem constituir
suporte publicitário salvo se o anunciante for uma empre- 1. A publicidade tem de ser inequivocamente iden-
sa municipal de capitais exclusiva ou maioritariamente tificada como tal, qualquer que seja o meio de difusão
públicos. utilizado.

CAPÍTULO II 2. A publicidade efectuada na rádio e na televisão


deve ser claramente separada da restante programação,
Regime geral da publicidade através da introdução de um separador no início e no fim
Secção I do espaço publicitário.

Princípios gerais 3. O separador a que se refere o número anterior é


constituído, na rádio, por sinais acústicos e, na televisão,
Artigo 6º
por sinais ópticos ou acústicos, devendo, no caso da televi-
Princípios da publicidade são, conter, de forma perceptível para os destinatários, a
palavra “publicidade” no separador que precede o espaço
A publicidade rege-se pelos princípios da licitude, publicitário.
identificabilidade, veracidade e respeito pelos direitos
do consumidor. Artigo 9º

Artigo 7º Publicidade oculta ou dissimulada

Princípio da licitude 1. É vedado o uso de imagens subliminares ou outros


meios dissimuladores que explorem a possibilidade de
1. É proibida a publicidade que, pela sua forma, objecto transmitir publicidade sem que os destinatários se aper-
ou fim, ofenda os valores, princípios e instituições funda- cebam da natureza publicitária da mensagem.
mentais constitucionalmente consagrados.
2. Na transmissão televisiva ou fotográfica de quais-
2. É proibida, nomeadamente, a publicidade que: quer acontecimentos ou situações, reais ou simulados,
a) Se socorra, depreciativamente, de instituições, é proibida a focagem directa e exclusiva da publicidade
símbolos nacionais ou religiosos ou persona- aí existente.
gens históricas; 3. Considera-se publicidade subliminar, para os efeitos
b) Estimule ou faça apelo à violência, bem como a do presente diploma, a publicidade que, mediante o re-
qualquer actividade ilegal ou criminosa; curso a qualquer técnica, possa provocar no destinatário
percepções sensoriais de que ele não chegue a tomar
c) Atente contra a dignidade da pessoa humana; consciência.

X4E2W8O6-29L3SJDH-8S4V5L2X-254KUNBN-3F6Y9V4H-2U7K7F1G-1V5U9U2R-20170G21
842 I SÉRIE — NO 45 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 10 DE DEZEMBRO DE 2007
Artigo 10º Artigo 12º

Princípio da veracidade Princípio do respeito pelos direitos do consumidor

1. A publicidade deve respeitar a verdade, não defor- É proibida a publicidade que atente contra os direitos
mando os factos. do consumidor.
Artigo 13º
2. As afirmações relativas à origem, natureza, com-
posição, propriedades e condições de aquisição dos bens Saúde e segurança do consumidor
ou serviços publicitados devem ser exactas e passíveis 1. É proibida a publicidade que encoraje comporta-
de prova, a todo o momento, perante as instâncias com- mentos prejudiciais à saúde e segurança do consumidor,
petentes. nomeadamente por deficiente informação acerca da
Artigo 11º perigosidade do produto ou da especial susceptibilidade
da verificação de acidentes em resultado da utilização
Publicidade enganosa
que lhe é própria.
1. É proibida toda a publicidade que, por qualquer 2. A publicidade não deve comportar qualquer apre-
forma, incluindo a sua apresentação, induza ou seja sentação visual ou descrição de situações onde a segu-
susceptível de induzir em erro os seus destinatários, rança não seja respeitada, salvo justificação de ordem
independentemente de lhes causar qualquer prejuízo pedagógica.
económico ou prejudicar um concorrente.
3. O disposto nos números anteriores deve ser parti-
2. Para se determinar se uma mensagem é enganosa cularmente acautelado no caso da publicidade especial-
devem ter-se em conta todos os seus elementos e, nome- mente dirigida a crianças, adolescentes, idosos ou pessoas
adamente, todas as indicações que digam respeito: portadoras de deficiências.
a) Às características dos bens ou serviços, tais como Secção II
a sua disponibilidade, natureza, execução, Restrições ao conteúdo da publicidade
composição, modo e data de fabrico ou de pres- Artigo 14º
crição, sua adequação, utilização, quantidade,
especificações, origem geográfica ou comercial, Menores
resultados que podem ser esperados da uti- 1. A publicidade especialmente dirigida a menores deve
lização ou ainda resultados e características ter sempre em conta a sua vulnerabilidade psicológica,
essenciais dos testes ou controlos efectuados abstendo-se, nomeadamente, de:
sobre os bens ou serviços;
a) Incitar directamente os menores, explorando a
b) Ao preço e ao seu modo de fixação ou pagamento, sua inexperiência ou credulidade, a adquirir
bem como as condições de fornecimento dos um determinado bem ou serviço;
bens ou da prestação dos serviços;
b) Incitar directamente os menores a persuadirem os
c) À natureza, às características e aos direitos do seus pais ou terceiros a comprarem os produtos
anunciante, tais como a sua identidade, as suas ou serviços em questão;
qualificações e os seus direitos de propriedade
c) Conter elementos susceptíveis de fazerem perigar
comercial ou intelectual, ou os prémios ou
a sua integridade física ou moral, bem como a
distinções que recebeu;
sua saúde ou segurança, nomeadamente atra-
d) Aos direitos e deveres do destinatário, bem como vés de cenas de pornografia ou do incitamento
aos termos de prestação de garantias. à violência;

3. Considera-se, igualmente, publicidade enganosa, d) Explorar a confiança especial que os menores de-
para efeitos do disposto no n.º 1, a mensagem que por positam nos seus pais, tutores ou professores.
qualquer forma, incluindo a sua apresentação, induza ou 2. Os menores só podem ser intervenientes principais
seja susceptível de induzir em erro o seu destinatário ao nas mensagens publicitárias em que se verifique existir
favorecer a ideia de que determinado prémio, oferta ou uma relação directa entre eles e o produto ou serviço
promoção lhe é concedido, independentemente de qual- veiculado.
quer contrapartida económica, sorteio ou necessidade de
Artigo 15º
efectuar qualquer encomenda.
Publicidade testemunhal
4. Nos casos previstos nos números anteriores, pode
a entidade competente para a instrução dos respectivos A publicidade testemunhal deve integrar depoimentos
processos de contra-ordenação exigir que o anunciante personalizados, genuínos e comprováveis, ligados à ex-
apresente provas de exactidão material dos dados de facto periência do depoente ou de quem ele represente, sendo
contidos na publicidade. admitido o depoimento despersonalizado, desde que não
seja atribuído a uma testemunha especialmente quali-
5. Os dados referidos nos números anteriores pre- ficada, designadamente em razão do uso de uniformes,
sumem-se inexactos, se as provas exigidas não forem fardas ou vestimentas características de determinada
apresentadas ou forem insuficientes. profissão.

X4E2W8O6-29L3SJDH-8S4V5L2X-254KUNBN-3F6Y9V4H-2U7K7F1G-1V5U9U2R-20170G21
I SÉRIE — NO 45 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 10 DE DEZEMBRO DE 2007 843
Artigo 16º b) Mencionar a área útil das unidades destinadas
Publicidade comparativa a venda;

1. É comparativa a publicidade que identifica, explícita c) Mencionar quaisquer ónus para o comprador de-
ou implicitamente, um concorrente ou os bens ou serviços correntes da transacção, bem como a natureza
oferecidos por um concorrente. e situação jurídica do terreno;

2. A publicidade comparativa, independentemente do d) No caso de apartamentos para habitação ou


suporte utilizado para a sua difusão, só é consentida, escritório quando as unidades apresentadas
no que respeita à comparação, desde que respeite as na publicidade tiverem preços diferentes por
seguintes condições: andar, deve esse facto ser mencionado;

a) Não seja enganosa, nos termos do artigo 11º; e) As fotografias ou imagens gráficas que veiculem
publicidade de imóveis devem reproduzir fiel-
b) Compare bens ou serviços que respondam às mesmas mente o local em que os mesmos se erguem,
necessidades ou que tenham os mesmos ob- não induzindo os destinatários da mensagem
jectivos; em erros de julgamento por perspectiva fala-
c) Compare objectivamente uma ou mais caracterís- ciosa ou ilusão óptica.
ticas essenciais, pertinentes, comprováveis e 2. As acções publicitárias tendentes à captação de
representativas desses bens ou serviços, entre capitais, quer por recurso ao investimento imobiliário
as quais se pode incluir o preço; quer por oferecimento de títulos com quaisquer carac-
d) Não gera confusão no mercado entre o anunciante terísticas, devem respeitar as exigências constantes
e um concorrente ou entre marcas, designações do n.º 1, na medida em que lhes forem aplicáveis, não
comerciais, outros sinais distintivos, bens ou podendo, além disso, induzir o público em erro acerca
serviços do anunciante ou de um concorrente; das garantias oferecidas, dos valores, rendimentos ou
valorizações de capital propostos e dos esquemas espe-
e) Não desacredite ou deprecie marcas, designações ciais de pagamento.
comerciais, outros sinais distintivos, bens,
Artigo 18º
serviços, actividades ou situação de um con-
corrente; Viagens e turismo

f) Se refira, em todos os casos de produtos com deno- A mensagem publicitária sobre viagens e turismo in-
minação de origem, a produtos com a mesma dica, obrigatoriamente, com rigor e minúcia:
denominação;
a) A entidade responsável pela viagem;
g) Não retire partido indevido do renome de uma
b) Os meios de transporte e a classe utilizados;
marca, designação comercial ou outro sinal dis-
tintivo de um concorrente ou da denominação c) Os destinos e os itinerários previstos;
de origem de produtos concorrentes;
d) A duração exacta da viagem e o tempo de perma-
h) Não apresente um bem ou serviço como sendo nência em cada localidade;
imitação ou reprodução de um bem ou serviço
cuja marca ou designação comercial seja pro- e) Os preços totais, mínimo e máximo, da viagem,
tegida. bem como todos os pormenores dos serviços
compreendidos nesse preço, nomeadamente,
3. Sempre que a comparação faça referência a uma alojamento, refeições, acompanhamento, visitas
oferta especial deve, de forma clara e inequívoca, conter a guiadas e excursões;
indicação do seu termo ou, se for o caso, que essa oferta
especial depende da disponibilidade dos produtos ou f) As condições de reserva e cancelamento.
serviços. Secção III

4. Quando a oferta especial a que se refere o número Restrições ao objecto da publicidade


anterior ainda não se tenha iniciado deve indicar-se tam-
Artigo 19º
bém a data de início do período durante o qual é aplicável
o preço especial ou qualquer outra condição específica. Bebidas alcoólicas

5. O ónus da prova da veracidade da publicidade com- 1. A publicidade a bebidas alcoólicas, independente-


parativa recai sobre o anunciante. mente do suporte utilizado para a sua difusão, apenas é
consentida quando:
Artigo 17º

Imóveis a) Não se dirija especificamente a menores e, em


particular, não os apresente a consumir tais
1. A publicidade de imóveis novos deve respeitar as bebidas;
seguintes condições:
b) Não encoraje consumos excessivos;
a) Indicar o nome do proprietário e/ou da empresa
construtora; c) Não menospreze os não consumidores;

X4E2W8O6-29L3SJDH-8S4V5L2X-254KUNBN-3F6Y9V4H-2U7K7F1G-1V5U9U2R-20170G21
844 I SÉRIE — NO 45 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 10 DE DEZEMBRO DE 2007

d) Não sugira sucesso, êxito social ou especiais ap- Artigo 24º


tidões por efeito do consumo; Cursos
e) Não sugira a existência, nas bebidas alcoólicas, A mensagem publicitária relativa a cursos ou quais-
de propriedades terapêuticas ou de efeitos quer outras acções de formação ou aperfeiçoamento
estimulantes ou sedativos; intelectual, cultural ou profissional deve indicar:
f) Não associe o consumo dessas bebidas ao exercício
a) A natureza desses cursos ou acções, de acordo
físico ou à condução de veículos;
com a designação oficialmente aceite pelos
g) Não sublinhe o teor de álcool das bebidas como serviços competentes, bem como a duração
qualidade positiva. dos mesmos;
2. É proibida a publicidade a bebidas alcoólicas, na b) A expressão “sem reconhecimento oficial”, sempre
televisão e na rádio, entre as 7 horas e as 22 horas e 30 que este não tenha sido atribuído pelas enti-
minutos. dades oficiais competentes.
3. Sem prejuízo do disposto na alínea a) do n.º 2 do Artigo 25
artigo 7.º, é proibido associar a publicidade de bebidas
Veículos automóveis
alcoólicas aos símbolos nacionais.
4. As comunicações comerciais e a publicidade de 1. É proibida a publicidade a veículos automóveis que:
quaisquer eventos em que participem menores, designa-
a) Contenha situações ou sugestões de utilização do
damente actividades desportivas, culturais, recreativas
veículo que possam pôr em risco a segurança
ou outras, não devem exibir ou fazer qualquer menção,
pessoal do utente ou de terceiros;
implícita ou explícita, a marca ou marcas de bebidas
alcoólicas. b) Contenha situações ou sugestões de utilização do
5. Nos locais onde decorram os eventos referidos no veículo perturbadoras do meio ambiente;
número anterior não podem ser exibidas ou de alguma c) Apresente situações de infracção das regras do
forma publicitadas marcas de bebidas alcoólicas. Código da Estrada, nomeadamente excesso de
Artigo 20º velocidade, manobras perigosas, não utilização
Tabaco de acessórios de segurança e desrespeito pela
sinalização ou pelos peões.
1. É proibida toda a forma de publicidade, promoção e
patrocínio do tabaco. 2. Para efeitos do presente Código, entende-se por ve-
ículos automóveis todos os veículos de tracção mecânica
2. Para efeitos deste código, entende-se por produto do destinados a transitar pelos seus próprios meios nas
tabaco qualquer produto destinado a ser fumado, inalado, vias públicas.
chupado ou mascado, desde que seja constituído, ainda
que parcialmente, por tabaco. Artigo 26º

Artigo 21º Produtos e serviços milagrosos

Tratamentos e medicamentos 1. É proibida a publicidade a bens ou serviços mila-


1. É proibida toda a forma de publicidade a tratamentos grosos.
médicos e a medicamentos, com excepção da publicidade
2. Considera-se publicidade a bens ou serviços milagro-
incluída em prospectos ou publicações técnicas destina-
sos, para efeitos do presente diploma, a publicidade que,
das a médicos e outros profissionais de saúde.
explorando a ignorância, o medo, a crença ou a supersti-
2. A excepção prevista no número anterior fica sujeita ção dos destinatários, apresente quaisquer bens, produ-
à legislação aplicada pelo Ministério da Saúde. tos, objectos, aparelhos, materiais, substâncias, métodos
Artigo 22º ou serviços como tendo efeitos específicos automáticos ou
garantidos na saúde, bem-estar, sorte ou felicidade dos
Publicidade em estabelecimentos de ensino
ou destinada a menores
consumidores ou de terceiros, nomeadamente por per-
mitirem prevenir, diagnosticar, curar ou tratar doenças
É proibida a publicidade a bebidas alcoólicas, ao tabaco ou dores, proporcionar vantagens de ordem profissional,
ou a qualquer tipo de material pornográfico em estabe- económica ou social, bem como alterar as características
lecimentos de ensino e sua área circundante, bem como físicas ou a aparência das pessoas, sem uma objectiva
em quaisquer publicações, programas ou actividades comprovação científica das propriedades, características
especialmente destinados a menores. ou efeitos propagandeados ou sugeridos.
Artigo 23º
3. O ónus da comprovação científica a que se refere o
Jogos de fortuna ou azar número anterior recai sobre o anunciante.
1. Os jogos de fortuna ou azar não podem ser objecto de 4. As entidades competentes para a instrução dos
publicidade, enquanto objecto essencial da mensagem. processos de contra-ordenação e para a aplicação das
2. Exceptuam-se do disposto no número anterior os medidas cautelares e das coimas previstas no presen-
jogos promovidos pela Cruz Vermelha de Cabo Verde. te diploma podem exigir que o anunciante apresente

X4E2W8O6-29L3SJDH-8S4V5L2X-254KUNBN-3F6Y9V4H-2U7K7F1G-1V5U9U2R-20170G21
I SÉRIE — NO 45 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 10 DE DEZEMBRO DE 2007 845

provas da comprovação científica a que se refere o n.º artigo 28º, sendo a sua remoção da responsabilidade das
2, bem como da exactidão material dos dados de facto e entidades que os tiverem instalado ou, quando tal não
de todos os benefícios propagandeados ou sugeridos na seja determinável, por aquelas que sejam identificáveis
publicidade. através das mensagens expostas, salvo se provarem que
a afixação ou instalação não lhes é imputável.
5. A comprovação científica a que se refere o n.º 2 bem
como os dados de facto e os benefícios a que se refere o 2. Compete às câmaras municipais definir os prazos e
número anterior presumem-se inexistentes ou inexactos condições de remoção dos meios de publicidade utilizados.
se as provas exigidas não forem imediatamente apresen- Artigo 31º
tadas ou forem insuficientes. Afixação indevida
Secção IV
Os proprietários das edificações, estruturas ou suportes
Publicidade por afixação onde tenham sido afixadas quaisquer mensagens publici-
Artigo 27º tárias com violação dos seus direitos e do preceituado na
Afixação de mensagens publicitárias
presente lei ou nas deliberações camarárias aplicáveis,
podem destruí-las ou por qualquer forma inutilizá-las.
1. A afixação de mensagens publicitárias está sujeita Artigo 32º
a licenciamento municipal.
Custos de remoção
2. Compete às assembleias municipais, para salva-
1. Os custos da remoção de material publicitário, ainda
guarda do equilíbrio urbano e ambiental nas respectivas
que efectivada por serviços públicos, cabem à entidade
áreas de jurisdição, definir os critérios de licenciamento
responsável pela sua afixação ou, quando tal não seja
aplicáveis à afixação de mensagens publicitárias.
determinável, àquelas que sejam identificáveis através
Artigo 28º das mensagens expostas, salvo se provarem que a afixação
Critérios de licenciamento não lhes é imputável.
Os critérios a estabelecer no licenciamento de publi- 2. O proprietário que proceder por meios próprios, ou
cidade devem ter atenção que os suportes publicitários mediante contrato, à remoção de material publicitário
não devem: ilegalmente afixado ou de outro modo exposto na sua
propriedade, tem direito de regresso contra o responsável
a) Provocar obstrução de perspectivas panorâmicas pelas despesas entretanto realizadas.
ou afectar a estética ou o ambiente dos lugares
Secção V
ou da paisagem;
Formas especiais de publicidade
b) Prejudicar a beleza ou o enquadramento de mo-
Artigo 33º
numentos e edifícios classificados;
Publicidade domiciliária e por correspondência
c) Causar prejuízos a terceiros;
1. Sem prejuízo do disposto em legislação especial, a
d) Afectar a segurança das pessoas ou das coisas, publicidade entregue no domicílio do destinatário, por
nomeadamente na circulação rodoviária; correspondência ou qualquer outro meio, deve conter, de
e) Apresentar disposições, formatos ou cores que forma clara e precisa:
possam confundir-se com os da sinalização a) O nome, domicílio e os demais elementos necessá-
rodoviária; rios para a identificação do anunciante;
f) Prejudicar a circulação de peões, designadamente b) A indicação do local onde o destinatário pode obter
dos deficientes; as informações de que careça;
g) Incumprir, este, os princípios assentes neste di- c) A descrição rigorosa e fiel do bem ou serviço pu-
ploma e demais legislação aplicável. blicitado e das suas características;
Artigo 29º d) O preço do bem ou serviço e a respectiva forma de
Licenciamento cumulativo pagamento, bem como as condições de aquisi-
ção, de garantia e de assistência pós-venda.
1. Se a afixação de publicidade exigir a execução de
obras de construção civil sujeitas a licença, tem esta de 2. Para efeitos das alíneas a) e b) do número anterior,
ser obtida, cumulativamente, nos termos da legislação não é admitida a indicação, em exclusivo, de um código
aplicável. postal ou qualquer outra menção que não permita a lo-
calização imediata do anunciante.
2. As câmaras municipais são competentes para or-
denar a remoção das mensagens publicitárias e para 3. A publicidade indicada no n.º 1 só pode referir-se a
embargar ou demolir obras quando contrárias ao disposto artigos de que existam amostras disponíveis para exame
nesta lei. do destinatário.
Artigo 30º 4. O destinatário da publicidade abrangida pelo dis-
posto nos números anteriores não é obrigado a adquirir,
Meios amovíveis
guardar ou devolver quaisquer bens ou amostras que
1. Os meios amovíveis de publicidade afixados em lhe tenham sido enviados ou entregues à revelia de
lugares públicos devem respeitar as regras definidas no solicitação sua.

X4E2W8O6-29L3SJDH-8S4V5L2X-254KUNBN-3F6Y9V4H-2U7K7F1G-1V5U9U2R-20170G21
846 I SÉRIE — NO 45 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 10 DE DEZEMBRO DE 2007
Artigo 34º 2. Os programas televisivos não podem ser patrocinados
Publicidade por telefone e telecópia por pessoas singulares ou colectivas que tenham por
1. É proibida a publicidade por telefone, com utilização actividade principal o fabrico ou a venda de cigarros ou
de sistemas automáticos com mensagens vocais pré- de outros produtos derivados do tabaco.
gravadas, e a publicidade por telecópia, salvo quando 3. Os programas televisivos de informação política não
o destinatário a autorize antes do estabelecimento da podem ser patrocinados.
comunicação. 4. Os programas patrocinados devem ser claramente
2. As pessoas que não desejarem receber publicidade identificados como tal pela indicação do nome ou logótipo
por telefone podem inscrever, o número de telefone de do patrocinador no início e, ou, no final do programa, sem
assinante de que são titulares numa lista própria a criar prejuízo de tal indicação poder ser feita, cumulativamen-
nos termos dos números seguintes. te, noutros momentos, de acordo com o regime previsto no
3. As entidades que promovam a publicidade por te- artigo 46º para a inserção de publicidade na televisão.
lefone mantêm, por si ou por organismos que as repre- 5. O conteúdo e a programação de uma emissão patro-
sentem, uma lista das pessoas que manifestem o desejo cinada não podem, em caso algum, ser influenciados pelo
de não receber essa publicidade, lista essa que deve ser patrocinador, de forma a afectar a responsabilidade e a
actualizada trimestralmente. independência editorial do emissor.
4. É proibida qualquer publicidade por chamada tele- 6. Os programas patrocinados não podem incitar à
fónica para os postos com os números constantes da lista compra ou locação dos bens ou serviços do patrocinador
referida nos números anteriores. ou de terceiros, especialmente através de referências
Artigo 35º promocionais específicas a tais bens ou serviços.
Publicidade nos serviços da sociedade de informação Artigo 37º
1. Na publicidade e promoção por serviços da sociedade Remissão
de Informação deve ser permitido ao seu destinatário O patrocínio de actividades através dos meios de co-
aceder a toda a informação disponível sobre o bem ou municação e informação, incluindo os serviços da socie-
serviço publicitado, sem quaisquer restrições. dade de informação será disciplinado por regulamento
2. No envio periódico de mensagens de dados com próprio.
informação publicitária de qualquer tipo, seja na forma Artigo 38º
individual, seja através de listas de correio, directamente Promoção de venda
ou mediante cadeias de mensagens, o emissor deve pro- Entende-se por promoção de vendas, para efeitos deste
porcionar meios expeditos para que o destinatário possa, artigo, a oferta de:
a todo o tempo, confirmar a sua subscrição ou solicitar a
a) Uma redução de preço;
sua exclusão das listas, cadeias de mensagens ou bases
de dados em que se encontre inscrito e que dão lugar ao b) Uma quantidade adicional do mesmo produto ou
envio de mensagens publicitárias. serviço adquirido oferecida sem qualquer custo
adicional para o comprador;
3. O pedido de exclusão vincula o emissor desde o mo-
mento da recepção do mesmo. A persistência no envio c) Um cupão ou senha que permite ao comprador de
de mensagens publicitárias indesejadas fica sujeita às um produto ou serviço obter uma redução no
cominações legais. preço de um produto ou serviço idêntico numa
compra posterior;
4. O usuário de redes electrónicas pode decidir livre-
mente se deseja ou não receber mensagens de dados que, d) Um brinde ou de uma oportunidade para participar
de forma periódica, sejam enviadas com a finalidade de num concurso ou jogo promocional.
informar sobre um produto ou serviço. Artigo 39º

5. Quando se trate de bens ou serviços a ser adquiridos Informações relativas a promoções de vendas
ou usados por meios electrónicos e on-line, o emissor ou Para além de outros requisitos em matéria de informação
o responsável pela transmissão de dados deve informar ao consumidor que decorram de outra legislação, as in-
os interessados sobre todos os requisitos, condições e formações sobre promoção de vendas deverão Incluir, de
restrições de aquisição e uso dos bens ou serviços pu- acordo com a sua natureza:
blicitados. a) O nome e endereço do promotor;
Artigo 36º
b) O preço, incluindo impostos, do produto ou serviço
Patrocínio
promovido e quaisquer custos adicionais asso-
1. Entende-se por patrocínio, para efeitos do presente ciados a transporte, entrega ou porte;
diploma, a participação de pessoas singulares ou colectivas c) A duração da oferta, com indicação da data de
que não exerçam a actividade televisiva ou de produção início e término da promoção ou indicação da
de obras audiovisuais no financiamento de quaisquer quantidade de stock disponível;
obras audiovisuais, programas, reportagens, edições,
rubricas ou secções, adiante designados abreviadamente e) A indicação da forma como as condições que regem
por programas, independentemente do meio utilizado a promoção de vendas pode ser obtidas;
para a sua difusão, com vista à promoção do seu nome, f) O montante exacto do desconto, representado
marca ou imagem, bem como das suas actividades, bens percentualmente ou como custo unitário ou
ou serviços. indicação de venda abaixo do custo;

X4E2W8O6-29L3SJDH-8S4V5L2X-254KUNBN-3F6Y9V4H-2U7K7F1G-1V5U9U2R-20170G21
I SÉRIE — NO 45 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 10 DE DEZEMBRO DE 2007 847

g) O preço anterior do produto ou serviço promovido Artigo 40º


e o período, incluindo datas, durante o qual Protecção das crianças e adolescentes
foi aplicado; 1. O promotor que efectue uma promoção de vendas
h) Nos casos em que o produto ou serviço em questão te- não pode recolher dados pessoais de uma criança sem o
nha sido anteriormente embalado ou distribu- consentimento verificável do representante legal dessa
ído num formato que impeça uma comparação criança, excepto nos casos em que seja necessário pedir
directa dos preços com a oferta promocional, a uma criança os dados de contacto do seu representante
indicação da base utilizada para avaliar o preço legal, por forma a poder solicitar o consentimento deste
anterior ao desconto. último.
i) O valor do resgate do cupão ou senha, que pode 2. Em conformidade com a legislação em matéria de
ser um produto ou serviço, ou, nos casos em segurança geral dos produtos, o promotor não pode for-
que o cupão ou voucher pode ser trocado por necer directamente a uma criança uma oferta gratuita,
dinheiro, o valor em dinheiro; um brinde ou um serviço, se com isso puder de qualquer
forma prejudicar a saúde da criança.
j) Quaisquer restrições à sua utilização, incluindo
3. O promotor não pode fornecer, gratuitamente, a in-
o prazo de validade e os produtos ou serviços
divíduos de idade inferior a 18 anos produtos cuja venda
contra os quais o cupão ou voucher podem ser
seja proibida a menores, em especial bebidas alcoólicas,
trocados.
tabaco, produtos tóxicos ou inflamável.
l) O valor real da oferta gratuita ou do brinde e Artigo 41º
quaisquer custos associados à obtenção da Reclamações
oferta gratuita ou do brinde; 1. O promotor fornece, gratuitamente, um endereço
m) O valor comercial e natureza do prémio; para o qual as queixas lhe possam ser enviadas.
n) A data limite para a recepção de candidaturas; 2. Sempre que o promotor disponibilizar um serviço
telefónico de consulta e/ou um endereço de correio
o) Quaisquer restrições geográficas ou pessoais, electrónico associado a uma determinada promoção de
como localização ou idade; vendas, o mesmo deve ser facultado sem dispêndios para
p) Necessidade de obter a autorização de um adulto os interessados.
para participar; Secção V
Protecção do interesse nacional
q) Quaisquer custos associados à participação no
Artigo 42º
concurso promocional ou jogo promocional,
Produto nacional e defesa da qualidade
para além da compra do produto ou serviço
em promoção; 1. A actividade publicitária nacional não deve perder
de vista a divulgação e promoção do produto nacional,
r) No caso de um jogo promocional, informação
seja qual for a sua espécie, por forma a estimular a sã
suficiente para que qualquer participante
concorrência, aumentar a qualidade do produto ou do
compreenda quais as suas probabilidades de
serviço prestado, no que respeita às regras de higiene,
ganhar o prémio.
apresentação, defesa da saúde pública e o desenvolvi-
s) Quaisquer condições aplicáveis ao concurso ou jogo mento da economia nacional.
promocional, incluindo quaisquer restrições às 2. A publicidade deve ter, igualmente, por objectivo
candidaturas ou prémios; aumentar as exigências do público no que respeita à
t) O número de prémios que pode ser ganho e o nú- qualidade dos bens e do serviço prestado, de forma a
mero de prémios de qualquer tipo, se estiver estimular a reclamação como meio normal de defesa do
em jogo mais do que um tipo de prémio; consumidor.
Artigo 43º
u) As regras de participação e de atribuição dos
Quota cultural
prémios, nomeadamente, recolha de dados
relativos às candidaturas vencedoras, sujeita 1. Toda a empresa que desenvolve uma actividade
ao consentimento dos vencedores, e regras em publicitária deve reservar pelo menos 10% do seu espaço
matéria de protecção de dados. publicitário à divulgação gratuita de obras de espírito,
entendendo-se como tais as protegidas pelo Código de
v) Os critérios de avaliação das candidaturas; Direito de Autor e demais legislação conexa.
x) O processo de selecção para a atribuição dos pré- 2. O acesso à quota cultural é feito de harmonia com um
mios e a composição do júri, se a selecção for regulamento próprio adoptado pela empresa publicitária,
efectuada desta forma; mas cada empresa pode solicitar ao órgão regulador da
w) A data dos resultados e a forma em que são actividade publicitária em território nacional que lhe
anunciados; proponha um regulamento que seja conforme com o seu
objecto social.
y) Os meios pelos quais os prémios podem ser en-
3. O regulamento a que se refere o nº anterior obedece
treguem ou levantados e quaisquer custos
aos princípios de prioridade temporal, igualdade dos in-
associados;
teressados, interesse da economia nacional e progresso
z) O prazo para o levantamento dos prémios. científico e cultural do país.

X4E2W8O6-29L3SJDH-8S4V5L2X-254KUNBN-3F6Y9V4H-2U7K7F1G-1V5U9U2R-20170G21
848 I SÉRIE — NO 45 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 10 DE DEZEMBRO DE 2007

4. O regulamento a que se referem os dois números 7. A transmissão de obras audiovisuais com duração
anteriores deve ser objecto de publicidade por qualquer programada superior a quarenta e cinco minutos, desig-
via que o torne acessível aos destinatários. nadamente longas metragens cinematográficas e filmes
Artigo 44º concebidos para a televisão, com excepção de séries, fo-
lhetins, programas de diversão e documentários, só pode
Direito de acesso à quota cultural
ser interrompida uma vez por cada período completo de
1. O direito de acesso à quota cultural não depende do quarenta e cinco minutos, sendo admitida outra inter-
regulamento previsto neste artigo. Na sua falta qualquer rupção se a duração programada da transmissão exceder
interessado pode requerer ao órgão regulador da activi- em, pelo menos, vinte minutos dois ou mais períodos
dade publicitária em território nacional que notifique completos de quarenta e cinco minutos.
uma empresa publicitária para que esta lhe reconheça o
8. As mensagens publicitárias isoladas só podem ser
direito à quota cultural.
inseridas a título excepcional.
2. Na situação prevista no número anterior, o direito
9. Para efeitos do disposto no presente artigo, enten-
de acesso é reconhecido pontualmente.
de-se por duração programada de um programa o tempo
Artigo 45º efectivo do mesmo, descontando o período dedicado às
Pequeno comércio interrupções, publicitárias e outras.
1. Toda a empresa que desenvolva uma actividade Artigo 48º
publicitária em território nacional, seja ela nacional ou Televenda
estrangeira, fica vinculada a praticar preços compatíveis
com a necessidade de estimular o desenvolvimento do 1. Considera-se televenda, para efeitos do presente di-
pequeno comércio ou da pequena indústria, enquanto ploma, a difusão de ofertas directas ao público, realizada
meios de criação de emprego e de condições de sustenta- através de canais televisivos, com vista ao fornecimento
bilidade das famílias. de produtos ou à prestação de serviços, incluindo bens
imóveis, direitos e obrigações mediante remuneração.
Artigo 46º
Benefícios fiscais 2. São aplicáveis à televenda, com as necessárias
adaptações, as disposições previstas neste Código para
Os encargos que resultarem para as empresas de a publicidade, sem prejuízo do disposto nos números
publicidade em virtude da aplicação dos dois artigos seguintes.
anteriores ficam para, efeitos fiscais, sujeitos ao regime
do mecenato cultural. 3. É proibida a televenda de medicamentos cuja co-
mercialização esteja sujeita a uma receita médica, assim
CAPÍTULO III como a televenda de tratamentos médicos.
Publicidade na televisão e televenda 4. A televenda não deve incitar os menores a con-
Artigo 47.º tratarem, a compra ou aluguer de quaisquer bens ou
Inserção da publicidade na televisão serviços.
Artigo 49º
1. A publicidade televisiva deve ser inserida entre
programas. Tempo reservado à publicidade

2. A publicidade só pode ser inserida durante os pro- O tempo reservado à publicidade varia entre cinco a
gramas, desde que não atente contra a sua integridade quinze minutos no máximo por bloco publicitário.
e tenha em conta as suas interrupções naturais, bem
CAPÍTULO IV
como a sua duração e natureza, e de forma a não lesar
os direitos de quaisquer titulares. Actividade publicitária
3. A publicidade não pode ser inserida durante a trans- Secção I
missão de serviços religiosos. Publicidade do Estado
4. Os programas de informação política, os programas Artigo 50º
de actualidade informativa, as revistas de actualidade, os
Publicidade do Estado
documentários, os programas religiosos e os programas
para crianças com duração programada inferior a trinta A publicidade do Estado é regulada em diploma próprio.
minutos não podem ser interrompidos por publicidade. Secção II
5. Nos programas compostos por partes autónomas, nas Relações entre sujeitos da actividade publicitária
emissões desportivas e nas manifestações ou espectáculos
Artigo 51º
de estrutura semelhante, que compreendam intervalos,
a publicidade só pode ser inserida entre aquelas partes Respeito pelos fins contratuais
autónomas ou nos intervalos. É proibida a utilização para fins diferentes dos acor-
6. Sem prejuízo do disposto no número anterior, entre dados de qualquer ideia, informação ou material publi-
duas interrupções sucessivas do mesmo programa, para citário fornecido para fins contratuais relacionados com
emissão de publicidade, deve mediar um período igual alguma ou algumas das operações referidas no n.º 2 do
ou superior a vinte minutos. artigo 4.º

X4E2W8O6-29L3SJDH-8S4V5L2X-254KUNBN-3F6Y9V4H-2U7K7F1G-1V5U9U2R-20170G21
I SÉRIE — NO 45 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 10 DE DEZEMBRO DE 2007 849
Artigo 52º publicitárias assim como pode reservar-se o direito de
Criação publicitária não transmitir uma mensagem publicitária que atente
contra os princípios e normas imperativas previstos neste
1. As disposições legais sobre direitos de autor aplicam-se
Código e demais legislação aplicável.
à criação publicitária, sem prejuízo do disposto nos nú-
meros seguintes. 2. As condições de contratação sob forma de contratos
de adesão fixam o período de vigência
2. Os direitos de carácter patrimonial sobre a criação
publicitária presumem-se, salvo convenção em contrário, Artigo 57º
cedidos em exclusivo ao seu criador intelectual. Nulidades
3. É ilícita a utilização de criações publicitárias sem a São nulas as cláusulas que fixem condições de contra-
autorização dos titulares dos respectivos direitos. tação que violem disposições imperativas previstas neste
Artigo 53º Código e demais legislação aplicável.
Publicidade proveniente do estrangeiro Artigo 58º

1. A empresa estrangeira que pretenda desenvolver Conteúdo do contrato


uma actividade publicitária em território nacional deve O contrato de publicidade contem, entre outros os
preencher os seguintes requisitos: seguintes elementos:
a) Encontrar-se legalmente constituída, de acordo a) A identidade das partes;
com a lei do lugar da constituição e da lei re-
guladora do seu estatuto pessoal; b) A mensagem a difundir e a respectiva duração;
b) Incluir no seu objecto o exercício de actividade c) A responsabilidade pelo conteúdo das mensagens;
publicitária, tanto no local do seu estabeleci- d) Os direitos de terceiros, nomeadamente, os
mento principal, como no estrangeiro; direitos de autor, relativos à publicidade a
c) A lei reguladora do seu estatuto pessoal não pro- difundir e o modo como se encontram salva-
íba o exercício de actividade publicitária no guardados;
estrangeiro e nem a lei cabo-verdiana aplicável e) O preço e modo de pagamento;
o proíba para empresas da sua natureza;
f) Os descontos legais, tratando-se de publicidade
d) Estabelecer, em território nacional, representação
sobre pequeno comércio ou indústria.
própria ou junto de uma empresa local legal-
mente constituída. Artigo 59º
Substituição de mensagem publicitária
2. A inobservância de qualquer das alíneas referidas
no número anterior torna a actividade ilegal e dá lugar A substituição de uma mensagem publicitária constante de
a aplicações cominadas neste diploma e nos de direito uma ordem de publicidade por outra, referente à mesma
civis e comercial. marca, produto, bem ou serviço, é sempre aceite quando
Artigo 54º o novo anúncio não envolver maior ocupação de espaço
Responsabilidade civil
de publicidade.

1. Os anunciantes, os profissionais, as agências de CAPÍTULO VI


publicidade e quaisquer outras entidades que exerçam Fiscalização e sanções
a actividade publicitária, bem como os titulares dos su- Artigo 60º
portes publicitários utilizados ou os respectivos conces-
Sanções
sionários, respondem civil e solidariamente, nos termos
gerais, pelos prejuízos causados a terceiros em resultado 1. As infracções aos dispostos no presente diploma
da difusão de mensagens publicitárias ilícitas. constitui contra-ordenação punível com as seguintes
2. Os anunciantes libertam-se da responsabilidade pre- coimas:
vista no número anterior caso provem não ter tido prévio a) De 350 000$ a 750 000$ ou de 700 000$ a 2 000 000$,
conhecimento da mensagem publicitária veiculada. consoante o infractor seja pessoa singular ou
CAPÍTULO V colectiva, por violação do preceituado nos ar-
tigos 7º, 8º, 9º, 10º, 11º, 12º, 13º, 14º, 16º, 22º,
Contrato de publicidade 26º, 33º, 36º, 46º e 47º;
Artigo 55º
b) De 200 000$ a 700 000$ ou de 500 000$ a 1 500
Normas aplicáveis
000$, consoante o infractor seja pessoa singular
Sem prejuízo da liberdade contratual e das normas im- ou colectiva, por violação do preceituado nos
perativas aplicáveis, o contrato de publicidade observam artigos 19º, 20º e 21º;
as disposições do presente capítulo.
c) De 75 000$ a 500 000$ ou de 300 000$ a 800 000$,
Artigo 56º consoante o infractor seja pessoa singular ou
Reserva de direitos colectiva, por violação do preceituado nos ar-
1. O órgão de comunicação e informação pode fixar uni- tigos 15º, 23º, 24º, 25º, 34º, 35º e 37º.
lateralmente as condições de transmissão de mensagens 2. A negligência é sempre punível, nos termos gerais.

X4E2W8O6-29L3SJDH-8S4V5L2X-254KUNBN-3F6Y9V4H-2U7K7F1G-1V5U9U2R-20170G21
850 I SÉRIE — NO 45 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 10 DE DEZEMBRO DE 2007
Artigo 61º b) Em 20% para as associações de defesa do con-
Sanções acessórias sumidor;
1. Sem prejuízo do disposto no artigo anterior, podem c) Em 60% para o Estado.
ainda ser aplicadas as seguintes sanções acessórias: 4. As receitas das coimas aplicadas por infracção ao
a) Apreensão de objectos utilizados na prática das disposto nos artigos 19º e 20º revertem:
contra-ordenações; a) Em 20% para a entidade autuante;
b) Interdição temporária, até um máximo de dois b) Em 20% para o Estado;
anos, de exercer a actividade publicitária; c) Em 60% para um fundo destinado a financiar cam-
c) Privação do direito a subsídio ou benefício outor- panhas de promoção e educação para a saúde e
gado por entidades ou serviços públicos; o desenvolvimento de medidas de investigação,
d) Encerramento temporário das instalações ou prevenção, tratamento e reabilitação dos pro-
estabelecimentos onde se verifique o exercício blemas relacionados com o álcool e tabaco.
da actividade publicitária, bem como cancela- Artigo 66º
mento de licenças ou alvarás. Medidas cautelares
2. As sanções acessórias previstas nas alíneas b), c) e 1. Em caso de publicidade enganosa, publicidade com-
d) do número anterior só podem ser aplicadas em caso de parativa ilícita ou de publicidade que, pelo seu objecto,
dolo na prática das correspondentes infracções. forma ou fim, acarrete ou possa acarretar riscos para a
3. As sanções acessórias previstas nas alíneas c) e d) saúde, a segurança, os direitos ou os interesses legal-
do n.º 1 têm a duração máxima de dois anos. mente protegidos dos seus destinatários, de menores ou
do público a entidade competente para a aplicação das
4. Em casos graves ou socialmente relevantes pode a coimas previstas no presente diploma, sob proposta das
entidade competente para decidir da aplicação da coima entidades com competência para a fiscalização das infrac-
ou das sanções acessórias determinar a publicidade da ções em matéria de publicidade, pode ordenar medidas
punição por contra-ordenação, a expensas do infractor. cautelares de suspensão, cessação ou proibição daquela
Artigo 62º publicidade, independentemente de culpa ou da prova
Responsabilidade pela contra-ordenação de uma perda ou de um prejuízo real.
São punidos como agentes das contra-ordenações pre- 2. A adopção das medidas cautelares a que se refere o
vistas no presente diploma o anunciante, o profissional, número anterior deve, sempre que possível, ser precedida
a agência de publicidade ou qualquer outra entidade da audição do anunciante, do titular ou do concessionário
que exerça a actividade publicitária, o titular do suporte do suporte publicitário, conforme os casos, que dispõem
publicitário ou o respectivo concessionário, bem como para o efeito do prazo de três dias úteis.
qualquer outro interveniente na emissão da mensagem 3. A entidade competente para ordenar a medida cau-
publicitária. telar pode exigir que lhe sejam apresentadas provas de
Artigo 63º exactidão material dos dados de facto contidos na publici-
Fiscalização dade, nos termos do disposto nos n.º 4 e 5 do artigo 11.º
Sem prejuízo da competência das autoridades policiais 4. A entidade competente para ordenar a medida cau-
e administrativas, compete especialmente ao órgão regu- telar pode conceder um prazo para que sejam suprimidos
lador do sector a fiscalização do cumprimento do disposto os elementos ilícitos da publicidade.
no presente diploma, devendo-lhe ser remetidos os autos 5. O acto que aplique a medida cautelar de suspensão
de notícia levantados ou as denúncias recebidas. da publicidade tem de fixar expressamente a sua duração,
Artigo 64º que não pode ultrapassar os 60 dias.
Instrução dos processos 6. O acto que aplique as medidas cautelares a que se
A instrução dos processos pelas contra-ordenações refere o n.º 1 pode determinar a sua publicitação, a ex-
previstas neste diploma compete ao órgão regulador do pensas do anunciante, do titular ou do concessionário do
sector. suporte publicitário, conforme os casos, fixando os termos
Artigo 65º
da respectiva difusão.
Aplicação de sanções 7. Quando a gravidade do caso o justifique ou daí possa
resultar a minimização dos efeitos da publicidade ilícita,
1. A aplicação das coimas previstas no presente diplo-
pode a entidade referida no n.º 1 ordenar ao anunciante,
ma compete ao órgão regulador do sector.
ao titular ou ao concessionário do suporte publicitário,
2. Sempre que o órgão regulador do sector entenda conforme os casos, a difusão, a expensas suas, de publi-
que conjuntamente com a coima é de aplicar alguma cidade correctora, determinando os termos da respectiva
das sanções acessórias previstas no presente diploma, difusão.
remete o respectivo processo, acompanhado de proposta 8. Do acto que ordena a aplicação das medidas caute-
fundamentada, ao membro do Governo que tenha a seu lares a que se refere o n.º 1 cabe recurso, nos termos da
cargo a tutela da Comunicação Social, ao qual compete lei geral.
decidir das sanções acessórias propostas.
9. O regime previsto no presente artigo também se
3. Sem prejuízo do disposto no número seguinte, as aplica à publicidade de ideias de conteúdo político ou
receitas das coimas revertem: religioso.
a) Em 20% para a entidade autuante; O Primeiro-Ministro, José Maria Pereira Neves

X4E2W8O6-29L3SJDH-8S4V5L2X-254KUNBN-3F6Y9V4H-2U7K7F1G-1V5U9U2R-20170G21

Você também pode gostar