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SISTEMA DIGESTIVO

Prof. Sérgio Carvalho


 O SISTEMA DIGESTIVO

O sistema digestivo permite-nos transformar os alimentos em elementos e


moléculas simples, capazes de ser absorvidos pelo organismo, de modo
ao obtermos deles a energia necessária à vida.
Independentemente da sua origem (animal ou vegetal) os alimentos são
constituídos pelas mesmas substâncias: os nutrientes.
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 OS NUTRIENTES

NUTRIENTES INORGÂNICOS NUTRIENTES ORGÂNICOS

Água Glícidos

Lípidos
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Prótidos

Sais
Minerais Vitaminas
 OS NUTRIENTES

Glícidos

São substâncias utilizadas pelas células para obterem energia necessária às


actividades vitais. São conhecidos vulgarmente por açúcares. Podem
apresentar uma complexidade variada:
 Monossacarídeos ou Oses: são os mais simples e são directamente
utilizados pelas células.
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GLICOSE GALACTOSE

FRUTOSE
 OS NUTRIENTES

Glícidos

 Dissacarídeos: resultam da ligação de 2 monossacarídeos.

GLICOSE GLICOSE FRUTOSE GLICOSE GALACTOSE GLICOSE


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MALTOSE SACAROSE LACTOSE


 OS NUTRIENTES

Glícidos

 Polissacarídeos: moléculas gigantes constituídas por muitos monossacarídeos.

GLICOGÉNIO
CELULOSE
AMIDO
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Como substância Como substância


estrutural Como substância
de reserva de reserva
 OS NUTRIENTES

Lípidos

São moléculas constituídas por ácidos gordos e glicerol (um


álcool). A sua função é principalmente energética.
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LÍPIDO
Ácido gordo
Glicerol

+ Ácido gordo
Ácido gordo
 OS NUTRIENTES

Prótidos

São moléculas com função estrutural e que podem ter diversos graus de
complexidade. Os aminoácidos são as suas unidades estruturais.

AMINOÁCIDOS PÉPTIDOS PROTEÍNA


(a.a.)
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 MORFOLOGIA DO SISTEMA DIGESTIVO

A digestão é o processo que


permite a transformação dos
alimentos no tubo digestivo,
resultando dela moléculas
simples que podem ser
absorvidas pelo organismo.

O tubo digestivo é formado por


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diversas cavidades tubulares e


glândulas anexas.
 MORFOLOGIA DO SISTEMA DIGESTIVO

TUBO DIGESTIVO GLÂNDULAS ANEXAS

Boca Glândulas Salivares


Faringe Fígado
Esófago Vesícula Biliar
Estômago Pâncreas
Intestino Delgado
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Intestino Grosso
Recto
Ânus
 MORFOLOGIA DO SISTEMA DIGESTIVO

As glândulas anexas, embora


não façam parte do tubo
digestivo, segregam e lançam
nele as substâncias que
produzem.
Estas substâncias são
essenciais na digestão dos
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alimentos.
 FISIOLOGIA DO SISTEMA DIGESTIVO

A digestão inicia-se na boca e continua ao longo de todo o tubo digestivo.


Nela ocorrem:

- Fenómenos Físicos: os alimentos são reduzidos a partículas


sucessivamente mais pequenas. Isto aumenta a superfície de contacto
com os sucos digestivos.
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- Fenómenos Químicos: os sucos digestivos provocam alterações


químicas nos alimentos, através das quais as moléculas complexas são
transformadas em moléculas mais simples.
 FISIOLOGIA DO SISTEMA DIGESTIVO

As reacções químicas ocorrem graças a substâncias chamadas enzimas,


as quais aumentam a rapidez com que as reacções ocorrem.
As moléculas sobre as quais as enzimas actuam chamam-se substratos.
As enzimas são muito específicas e só actuam sobre determinados
substratos.
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Enzima
Substratos
 FISIOLOGIA DO SISTEMA DIGESTIVO

Assim, ao longo do sistema digestivo os alimentos sofrem a acção de várias


enzimas.
A - BOCA:
Na cavidade oral encontramos os dentes e a 1
língua.
O ser humano tem 32 dentes na sua dentição
definitiva.
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O palato (1) é aquilo a que, comummente,


chamamos “céu da boca” e a úvula (2) impede 2
que os alimentos se dirijam para as fossas
nasais.
 FISIOLOGIA DO SISTEMA DIGESTIVO

A - BOCA:
As glândulas salivares produzem
saliva, a qual possui uma enzima
que actua sobre o amido, a amilase
salivar.
Por acção desta enzima, o amido é
transformado em maltose (um
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dissacárido).
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Temos três pares de glândulas
salivares: sublinguais (1),
submaxilares (2) e parótidas (3).
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 FISIOLOGIA DO SISTEMA DIGESTIVO

A - BOCA:
Ao misturar-se com a saliva, o alimento transforma-se numa massa
amorfa a que se dá o nome de bolo alimentar.
Ocorre então a deglutição, em que o bolo alimentar é empurrado pela
língua para a faringe e esófago.
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B – ESÓFAGO:
O bolo alimentar avança ao longo do esófago
graças aos movimentos peristálticos.
Estes movimentos ocorrem involuntariamente,
devido a contrações musculares rítmicas que
existem em certos órgãos do sistema
digestivo.
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Por fim, o bolo alimentar chega ao estômago.


Na parede do
estômago há
células que
produzem um
muco protetor
contra o ácido
clorídrico.

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C - ESTÔMAGO:
As paredes do estômago possuem Cárdia
células que produzem o suco
gástrico. Esta substância é
Piloro
constituída por ácido clorídrico e
enzimas, essencialmente pepsina,
que transforma as proteínas em
péptidos.
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No final, o bolo alimentar passa a


quimo.
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D – DUODENO e INTESTINO DELGADO:


O duodeno é a parte inicial do intestino
delgado, mais próxima do estômago.
Nele são lançados os sucos produzidos
pelo fígado (e armazenados na vesícula
bilar), pelo pâncreas e pelo intestino
delgado.
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As células do
fígado são
chamadas de
hepatócitos. O
fígado produz
cerca de 1 litro
de bílis por dia.

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Fígado e vesícula biliar


O fígado produz a bílis, a qual não possui enzimas, mas é responsável
por emulsionar as gorduras, de modo a facilitar a atuação das enzimas.
O fígado envia então a bílis para a vesícula biliar, onde é armazenada.
Durante a digestão, a vesícula lança a bílis no duodeno.
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Fígado – vista anterior Fígado – vista posterior


 FISIOLOGIA DO SISTEMA DIGESTIVO

Pâncreas
O pâncreas (situado por detrás do estômago), produz o suco
pancreático, o qual contém inúmeras enzimas como tripsina, amilase
pancreática e a lipase pancreática, que são lançadas no duodeno.
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Pâncreas – vista anterior


 FISIOLOGIA DO SISTEMA DIGESTIVO

Intestino Delgado
A parede interna do intestino delgado
possui células que produzem o suco
intestinal. Este suco contem peptidases,
maltase, sacarase e lactase as quais são
lançadas para o duodeno.
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Após a digestão efetuada no duodeno, o


quimo transforma-se em quilo.
 FISIOLOGIA DO SISTEMA DIGESTIVO
Em síntese:

Órgão Suco Enzimas Substrato Digestão


Boca Mecânica +
Saliva Amilase Salivar Amido Química

Estômago Mecânica +
Suco Gástrico Pepsina Prótidos Química

Bílis (produzida
- Lípidos
no fígado)
Duodeno
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Suco Pancreático Amilase Pancreática Amido


(produzido no Tripsina Prótidos
(Intestino pâncreas) Lipase Pancreática Lípidos Química
Delgado)
Peptidases Péptidos
Suco Intestinal Maltase Maltose
(produzido no
intestino delgado) Sacarase Sacarose
Lactase Lactose
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E – INTESTINO DELGADO:
Após a digestão dos alimentos
em moléculas simples, estas
são transportadas para o meio
interno através da absorção. A
absorção ocorre a nível do
intestino delgado, o qual
possui muitas dobras: as
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válvulas coniventes.

Válvula conivente
As válvulas aumentam a
superfície de absorção do
intestino delgado.
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E – INTESTINO DELGADO:
Cada uma das válvulas
coniventes apresenta
estruturas microscópicas em
forma de dedo de luva, a que
dá o nome de vilosidades
intestinais e que aumentam
ainda mais a superfície de
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absorção.
Vilosidade
Em cada vilosidade há vasos intestinal
sanguíneos e vasos
quilíferos, Vaso
quilífero
 FISIOLOGIA DO SISTEMA DIGESTIVO

Absorção dos nutrientes


E – INTESTINO DELGADO:
Os nutrientes atravessam as células que
constituem as vilosidades intestinais (cada
uma destas células ainda possui Ácidos
gordos e
microvilosidades) e entra para a corrente Aminoácidos glicerol
sanguínea ou para os vasos quilíferos e açúcares
(onde circula linfa).
Lípidos
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– Aminoácidos e açúcares simples  Sangue


– Ácidos gordos e glicero  Linfa

Moléculas não digeridas (como as fibras e


a celulose) não são absorvidas.
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F – INTESTINO GROSSO: Cólon


transversal
Os materiais não absorvidos
prosseguem o caminho até
chegarem ao intestino grosso.
Aqui vivem bactérias simbiontes
que produzem vitaminas (K).
A maior parte da água é
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absorvida a nível dos intestino Cólon


ascendente
grosso.
Os alimentos não digeridos e os
nutrientes não absorvidos são Ceco Cólon
constituem as fezes e saem pelo Apêndice descendente
ânus. Reto
Ânus