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Conceitos de gramática

Em Conceitos de Gramática, Martelotta apresenta por meio de alguns modelos teóricos como,
ao longo da evolução dos estudos linguísticos, questões acerca do funcionamento da língua
são abordadas.

O primeiro modelo é o da Gramática Tradicional, que possui origem em uma tradição de


estudos cuja base filosófica é a Grécia antiga. Dessa raiz manteve-se, entre outras coisas, a
herança normativa de ditar padrões de uso da língua.

Este capítulo também discorre sobre o modelo da Gramática Histórico-Comparativa que


propõe comparar elementos gramaticais de línguas de origem comum a fim de detectar a
estrutura da língua original.

A Gramática Estrutural é apresentada pelo autor como um modelo teórico que tende a
descrever a estrutura gramatical das línguas, vendo-as como uma rede de relações de acordo
com leis internas, ou seja, inerentes ao próprio sistema.

O quarto modelo descrito é a Gramática Gerativa, o qual assume que a natureza da linguagem
é relacionada à estrutura biológica humana e, por isso, estuda a estrutura gramatical das
línguas enquanto reflexo de um modelo formal de linguagem preexistente às línguas naturais.

Por fim, Martelotta descreve um modelo teórico que analisa não somente a estrutura
gramatical, como também a situação de comunicação inteira: a Gramática Cognitivo-funcional

. FICHAMENTO
Fichamento dotexto:Conceitos de Gramática da disciplina
Linguística Conteporânea,do curso de Letras,3º semestre na
Unijorge como requisito para nota

Salvador,2015Ficha de Indicação Bibliográfica


Martelotta, Mário Eduardo, LINGÜÍSTICA E LINGUAGEM,Conceitos
de gramática(P. 42-68).p. 43
Ficha de Assunto
1.Introdução. p.43 a 45
1.Gramática tradicional. p.45-47
2.Gramática histórico-comparativa. p.47-53
3.Gramática estrutural. p.53 a 58
4.Gramática gerativa. p.58 a 62
5.Gramática cognitivo-funcional. p.62 a 68
6.Conclusão. p. 68

Ficha de título da obra de Martelotta, Mário Eduardo, LINGÜÍSTICA


E LINGUAGEM,Conceitos de gramática.(P. 42-68).p. 43

Fichas de transcrição sem cortes

Transcrição: Introdução
Martelotta, Mário Eduardo, LINGÜÍSTICA E LINGUAGEM,Conceitos
de gramática.(P. 42-68).p. 43 a 45
Para começar, devemos levar em conta que os falantes não
combinam os elementos do modo como querem, já que sua língua
apresenta restriçõesquanto a esse processo. Quando
pretendemos, por exemplo, utilizar a desinência -s para designar o
plural de um vocábulo em português, sabemos que devemos
encaixá-la no final desse
vocábulo, e não no início ou no meio (casa/casai). Restrições de
combinação desse tipo existem em todos os níveis gramaticais e
se aplicam a todos os elementos linguísticos.
Neste ponto já sabemos que os falantes não combinam unidades
de qualquer modo.
Eles seguem tendências de colocação que parecem estar
associadas ao conhecimento geral que possuem de sua própria
língua, que lhes permite formular e compreender frases em
contextos específicos de comunicação. Resta agora saber qual é a
natureza desse conhecimento ou, mais especificamente, dessas
restrições de combinação.
Aqui é importante fazermos uma distinçãoentre dois sentidos do
termo "gramática". Por um lado, esse vocábulo pode ser usado
para designar o funcionamento da própria língua, que é o objeto a
ser descrito pelo cientista, Por outro lado, o termo é utilizado para
designar os estudos que buscam descrever a natureza desses
elementos e suas restrições de combinação. Nesse segundo
sentido, "gramática" se refere aos modelos teóricos criados pelos
cientistas a fim de explicar o funcionamento da língua.

Transcrição: Gramática tradicional


Martelotta, Mário Eduardo, LINGÜÍSTICA E LINGUAGEM,Conceitos
de gramática.(P. 42-68).p. 45 a 47
A gramática tradicional, também chamada de gramática normativa
ou gramática escolar, é aquela que estudamos na escola desde
pequenos.
A chamada gramática tradicional, utilizada como modelo teórico
paraa abordagem e o ensino da nossa língua nas escolas, tem
origem em uma tradição em estudos de base filosófica que se
iniciou na Grécia antiga. Os filósofos gregos se interessaram por
estudar a linguagem, entre outros motivos, porque queriam
entender alguns aspectos associados à relação entre a linguagem,
o pensamento e a realidade.
O que melhor caracteriza, entretanto, essa tradição é a
visão,inaugurada por
Aristóteles, de que existe uma forte relação entre linguagem e
lógica, desenvolveu-se
a partir daí a tendência de considerar a gramática um estudo
relacionado à disciplina
filosófica da lógica, que trata das leis de elaboração do raciocínio.
Segundo essa visão,a linguagem é um reflexo da organização
interna do pensamento humano. essa
organização interna é universal, já que, por ser...