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CLC.UC6.

DR2
Ruralidade e
Urbanidade
Escola Secundária de Salvaterra de Magos
Curso EFA 2015/2016

Formadora Ângela Batista


Formanda Regiane C.C. Gomes
CLC_UC6.DR2 Ruralidade e urbanidade
Curso EFA 2015/2016

Ficha de Trabalho 1

1. Distinga «Ruralidade» de «Urbanidade», nas sociedades


europeias ocidentais contemporâneas.

Distinção entre o meio rural e o meio urbano.


No meio rural as indústrias funcionam na base da agricultura e da criação
do gado, as habitações no campo são normalmente casas construídas em
pedra rústica e com área de campo à sua volta, devido à criação de gado ou à
agricultura. Contudo, os habitantes do campo necessitam de se deslocar às
cidades para usufruir desses serviços de carácter social.
No meio urbano as cidades funcionam com indústrias de todo o tipo, que vai
desde refinarias, indústria têxtil, indústria automóvel, indústria informática, e as
indústrias que funcionam com a matéria-prima fornecida pelo campo. As
cidades oferecem os seus habitantes todo o tipo de funcionalidades desde o
nível jurídico, educacional, rede de transportes públicos, à educação, espaços
de lazer, como por exemplo centros comerciais ou parques naturais (este
rodeados por habitações).

2. Tendo em linha de conta, o visionamento do documentário de


António Barreto Mudar de Vida – O fim da sociedade rural,
responsa as seguintes questões:
2.1. Por que razão, a partir dos anos 60, a sociedade
portuguesa foi perdendo o seu carácter
predominantemente rural?

A partir dos anos 60, para fugir à pobreza, muitos portugueses


abandonaram o campo, uns partiram para emigração, outros começaram a
trabalhar nas indústrias, construção civil e nos serviços e passaram a viver
nas cidades e litoral. Em finais dos anos 60 já havia mais dinheiro em
Portugal, as novas classes médias mudaram de casas, o mercado
automóvel cresceu, as famílias começaram a comprar carros e
eletrodomésticos e até férias já faziam. Mas, poucos operários conseguiram
chegar a essas novidades.
No princípio dos anos 70, coincidiu com o período Marcelino, viveu-se nas
cidades e durante uns anos um clima de euforia. Foram criados fundos de
investimento, as pessoas jogavam na bolsa, e nessa altura surgiu o
capitalismo popular.
Com toda essa mudança, as cidades cresceram rapidamente e, as
cidades mais atrativas, Lisboa e Porto, tiveram que acolher a população que

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saía do campo. Foi então que cresceram os subúrbios que conhecemos


hoje: Amadora, Loures, Almada, Matosinhos, Vila Nova de Gaia.
Lisboa e Porto transformaram-se em grandes áreas metropolitanas onde
vive hoje a maior parte da população, no restante país aumentaram as
áreas despovoadas, algumas cidades médias cresceram também como:
Setúbal, Aveiro e Braga.

2.2. Apresente as vantagens e desvantagens da vida na cidade.

Nas cidades vive-se melhor, há mais igualdade, mais liberdade, mais


oportunidades, mas muita das vezes é uma vida difícil, de correrias, de
esperas, de engarrafamentos, poluição, tensão, anonimato.

3. Nos nossos dias, muitas pessoas, trocaram a vida em zonas


urbanas pela vida em zonas rurais e investiram na criação de
novas ofertas profissionais. Mencione algumas dessas novas
ofertas e caracterize-as sucintamente.

As pessoas, hoje em dia, trocaram a vida urbana pela vida rural, devido ao
stress da vida nas cidades, e dos engarrafamentos, ou seja, as pessoas
mesmo a trabalharem nas cidades e a viverem no campo demoram o mesmo
tempo de percurso de casa ao trabalho que uma pessoa que viva nos
arredores da cidade. Esta situação verifica-se ainda, devido à vida nas cidades
serem muito caras, a poluição sonora, etc.

4. Identifique, na sua região, novas oportunidades de emprego


criada por novas formas de articulação entre o mundo urbano e
o mundo rural e dê a sua opinião sobre a implantação dessas
novas atividades profissionais.

Na minha opinião e, tendo em conta a região onde moro, infelizmente não há


mercado de trabalho. Há uns poucos anos atrás haviam muitas construções,
mas com a crise os próprios construtores foram “obrigados” a emigrar, as
vendas das habitações caíram consideravelmente. Hoje em dia e falando na
região onde moro, há muita oferta de mão-de-obra e pouca oferta de emprego,
o que leva a que os moradores sejam obrigados a procurar fora da sua região
emprego.

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Contudo, como “opção” para a criação de emprego o turismo surge como


opção para desenvolver a economia local. Nesse sentido, as autarquias
deveriam promover o desenvolvimento de infraestruturas turísticas.

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Novas Áreas de oferta profissional

Turismo Urbano são viagens feitas a locais ou cidades de grande densidade


populacional, sendo a duração destas viagens em geral, curtas. Como
exemplos temos os elétricos e os Tuc-tuc na zona de Lisboa.

Figura 1 - Turismo urbano Elétricos, Tuc Tuc

Turismo Rural é uma modalidade do turismo que tem por objetivo permitir a
todos um contacto mais direto e genuíno com a natureza, a agricultura e as
tradições locais. Em Portugal o turismo rural nada mais é que casas
particulares e casas de abrigos situadas em zonas rurais que prestam serviços
de hospedagem.

Como exemplo e sugestão de um turismo rural temos:

 As Casas de Juromenha

Nasceram no concelho
de Alandroal em 2012
e trazem à memória o
monte típico
Alentejano, num
ambiente de
tranquilidade de uma
aldeia ribeirinha.

Com uma oferta de


cinco casas e uma
suíte, as casas estão
Figura 2 - Casas de Juromenha
decoradas com a
simplicidade que convida
ao ambiente rural, mas como todo o conforto e elegância. Um dos destaques

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da unidade hoteleira vai para uma “forte ligação com a Albufeira de Alqueva,
que caracteriza todo o meio envolvente a este empreendimento turístico. A
unidade também disponibiliza serviços de lazer e entretenimento e atividades
de animação turística e marítimo-turística, nomeadamente, passeios pedestres
com guia turístico, descidas de Kayak ou cursos de Windsurf.
A situação privilegiada das Casas de Juromenha, localizadas junto a margem
do Alqueva, permite que se atravesse cerca de 400 metros de linha de água
desde a margem do rio Guadiana até a povoação espanhol, essa é uma das
ofertas oferecidas pelo turismo rural na compra de um pack de 5 noites de
estadia.

Turismo Aventura é um segmento de mercado do setor turístico que


compreende o movimento de turistas cujo atrativo principal é a prática de
atividades de aventura de carácter recreativo, podendo ocorrer em qualquer
espaço, seja ele, natural, construído, rural, urbano, e até estabelecido em área
protegida ou não. Como exemplo temos a caminhada aquática – Rio Ceira
(Góis), estes turismos podem ser adquiridos através da Casa da Eira,
localizada em Lousã.

Figura 3 - Caminhada aquática

Turismo Cultural designa como modalidade de turismo cuja motivação do


deslocamento se dá com o objetivo de encontros artísticos, científicos, de
formação e de informação.

Figura 4 -Mosteiro dos Jerónimos

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Situado junto ao Rio Tejo, na cidade de Lisboa, o Mosteiro dos Jerónimos


oferece: visitas temáticas, visita a sepulturas de reis e poetas, contemplação de
uma notável peça de arquitetura portuguesa, referenciada como parte
integrante da nossa cultura e identidade.

Turismo Habitação é um dos sistemas de alojamento domiciliar que foram


definidos para estarem inseridos no modelo de turismo rural em Portugal.

Impactos Humanos do Turismo

 Promoção de Emprego, graças a grandes investimentos feitos para


realizar esses projetos de turismo, de que muitas pessoas beneficiam.
 Promoção de Produtos nos Locais como a nível do artesanato e
gastronomia
 Crescimento de Infraestruturas melhoramento da qualidade de vida
das populações locais (vias de comunicação, saneamento básico, etc).
 Desenvolvimento da Economia graças às receitas do Turismo.

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Ficha 2
Leia atentamente cada um dos textos que se seguem e dê-lhes o título adequado.

 Formação cultural e renovação urbana


 Cultura, integração social, formação e turismo
 Indústrias culturais e património cultural como parte integrante de uma
iniciativa de desenvolvimento local
 Conservação dos locais arqueológicos e turismo não sazonal
 Desenvolvimento da cultura e do turismo nas zonas rurais
 Ajuda às indústrias da cultura e dos média
 Conservação dos edifícios históricos
 Cultura, desenvolvimento duradouro e reconversão industrial

1. Cultura, Integração social, formação e turismo

Em Västra Sverige (Suécia), o programa 1995-1999 para o objetivo nº 5b concede


20% da dotação dos fundos estruturais à prioridade específica "turismo e cultura".
Entre outros aspetos, esta prioridade tem por objetivo elaborar um estudo do
mercado, criar um inventário dos recursos culturais da zona e apoiar os
equipamentos turísticos, como centros de acolhimento, alojamentos, museus e outras
instituições culturais. Calcula-se que esta medida poderá criar, direta e indiretamente,
cerca de 100 novos empregos.
2. Ajuda às indústrias da cultura e dos média

No Reino Unido, vários programas a título do objetivo nº 2 para o período 1994-1996


preveem uma ação específica de apoio às indústrias culturais. A definição das
prioridades dos programas varia consoante as características regionais ("serviços
culturais e serviços de produção", "turismo, indústrias culturais e valorização da
imagem", etc). Em algumas grandes zonas, as prioridades ligadas à cultura
representam entre 11 e 17% da dotação total dos fundos estruturais.
A título de exemplo, o documento único de programação do Noroeste de Inglaterra
(Greater Manchester, Lancashire, Cheshire) prevê, no âmbito da prioridade "turismo e
indústrias culturais: valorização da imagem da região", uma "ajuda à indústria da
cultura e dos média". Os objetivos
- estimular o crescimento a longo prazo e o emprego através de uma estratégia
coordenada a favor das indústrias culturais,
- explorar o potencial de crescimento e de emprego das indústrias ligadas aos média
(incluindo da sociedade da informação),
- melhorar as redes e a cooperação entre as várias indústrias culturais.
Cerca de 700 empresas beneficiarão de uma ajuda, o que permitirá criar ou manter
aproximadamente 2 000 empregos.
3. Conservação de edifícios históricos

Entre 1986 e 1992, o programa integrado mediterrânico (PIM) para a ilha de Creta
subvencionou, com a participação do FEDER, a renovação dos centros históricos de
Chania e Rethimnon (Grécia). A Comunidade contribuiu com 4,9 milhões de ecus,
para um custo total de 7 milhões de ecus. As medidas incluíam a estabilização e a
restauração de monumentos históricos e o melhoramento do seu ambiente e acesso.

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Este programa é um exemplo da combinação da preservação do património


arquitetural com o melhoramento do ambiente, que se traduz por um aumento
considerável da capacidade de atracção turística dos locais em causa.
Em conformidade com o quadro comunitário de apoio para Itália a título do período
1989-1993, o FEDER participou na restauração do castelo de Lagopesole em
Avigliano (região da Basilicata em Itália). Este projeto constitui um bom exemplo da
associação entre a preservação do património cultural, por um lado, e a exploração
comercial, a investigação cultural e a proteção do ambiente, por outro. O castelo
restaurado acolherá um instituto encarregado da restauração e da reutilização de
monumentos históricos no Mezzogiorno, bem como da proteção do ambiente.
O mesmo edifício acolherá, igualmente, o centro nacional de proteção das florestas.
Por outro lado, a cooperativa do castelo, instalada no edifício renovado, organiza
visitas guiadas, conferências, exposições e manifestações musicais e teatrais e
explora um restaurante destinado aos visitantes.
4. Industrias Culturais e património cultural como parte intregrante de uma
iniciativa de desenvolvimento local.

O programa "Zechenbahn Ruhrgebiet" (Alemanha) constitui um bom exemplo da


integração da cultura numa estratégia de desenvolvimento duradouro. No âmbito de
RECHAR II (1994-1997), os fundos estruturais contribuem para renovar uma rede
ferroviária desafetada, que liga localidades carboníferas e siderúrgicas. Uma parte
importante do projeto consiste em renovar antigas estações e edifícios localizados ao
longo da rede, que pertencem ao património de arquitetura industrial da região. Esta
integração da preservação do património industrial num grande programa de
desenvolvimento turístico e urbano (que inclui, simultaneamente, a reutilização de
locais industriais abandonados) demonstra como, ao melhorar a imagem da região,
atrair visitantes e criar emprego, a cultura pode ser incluída nas estratégias de
desenvolvimento local.
5. Cultura, desenvolvimento duradouro e reconversão industrial.

Outro exemplo notório de integração da cultura num projeto de saneamento urbano é


o da revitalização do centro histórico de Marselha com a criação da "Cité de la
musique" no bairro de Belsunce. O projeto (cujo custo total ascende a 10 milhões de
ecu) recebeu do FEDER 4 milhões de ecus enquanto projeto piloto urbano, a título do
artigo 10º do regulamento FEDER. Incide na formação musical de estudantes,
operários, empregados e habitantes do bairro e está baseado numa política cultural
que abrange a música multiétnica, a criatividade, apresentações visuais e concertos,
oferecendo assim aos habitantes mais desfavorecidos do bairro (jovens imigrantes
desempregados) pontos de referência. Isto ajudá-los-á a criar uma identidade e
elaborar projetos de futuro, e a comunicar com os outros habitantes do bairro e da
cidade, facilitando assim uma maior abertura e uma melhor integração social e
cultural.
6. Formação cultural e renovação urbana.

Em Kölding (Dinamarca), um grupo de jovens excluídos do mercado de trabalho


transformou um antigo submarino russo numa atração turística. O projeto, apoiado
pelas autoridades municipais com uma contribuição de 40% do FSE (objetivo nº 3),
incluía experiências práticas e teóricas. Após uma formação de base (história, cursos
de língua, trabalho como guia turístico), os participantes puderam escolher entre
vários cursos (eletrónica, marketing, trabalho do metal) e formações práticas (edição,
comunicação, criação de um museu submarinho, etc). Durante os três primeiros
anos, participaram no projeto 110 pessoas, das quais 69 encontraram trabalho ou
frequentam cursos de formação.
7. Desenvolvimento da cultura e di turismo nas zonas rurais.
O projeto Temple Bar em Dublim mostra como se pode revitalizar um bairro urbano

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abandonado favorecendo o desenvolvimento de PME no domínio cultural. Trata-se de


um exemplo perfeito de integração da cultura numa estratégia global de
desenvolvimento local, que inclui aspetos diversos como estruturas de alojamento,
ambiente, comércio, restauração e marketing.
Trata-se de um projeto a longo prazo, que implicou a criação de diversos centros
culturais (centro cinematográfico irlandês, ateliers artísticos, galerias de arte, centros
de exposição, um museu dos Vickings, um centro de criação de joalharia, um teatro
para crianças, etc). Organizam-se frequentemente festivais. Em 4 anos (até
Dezembro de 1995), foram investidos 120 milhões de ecus provenientes de fundos
públicos (comunitários e nacionais) e 70 milhões de ecus do sector privado; criaram-
se 1 200 postos de trabalho no sector cultural e noutros serviços; 72 novas empresas
instalaram-se em Temple Bar e 150 pessoas receberam formação nos domínios da
cultura e do ambiente. Temple Bar é agora considerado como a terceira atração
turística de Dublim.
8. Conservação dos locais arqueológicos e turismo não sazonal

No noroeste da Sicília, o FEDER participou, no âmbito do programa regional


multifundos para a Sicília, nos trabalhos de escavação da cidade de Segesta. A
contribuição do FEDER, no montante de 3 milhões de ecus, permitiu financiar uma
grande parte do programa, nomeadamente pôr a descoberto a Agora, a antiga
muralha da cidade e as ruínas de uma antiga cidade árabe e de uma colónia
normanda posterior. O complexo atrai numerosos turistas em todas as estações do
ano e constitui um exemplo da contribuição dos fundos estruturais para reforçar o
turismo não sazonal e o emprego permanente no sector cultural. Para além disso, na
Primavera e no Verão vários acontecimentos culturais (teatro, concertos) organizados
no antigo teatro grego aumentam a capacidade de atração local.

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Ficha 3

Após muitos anos de crescimento contínuo, as cidades enfrentam um declínio


populacional, primeiro no centro e mais tarde nos subúrbios e eventualmente em toda
a área urbana. Ao mesmo tempo começaram a crescer as cidades pequenas e
médias.
Dentro das cidades as atividades relocalizam-se. O espaço é reestruturado
quanto à forma e função. A atividade comercial – atividade urbana por excelência –
reflete os efeitos da globalização da produção e do consumo.

Continuará a cidade do futuro a aglutinar a população? Ou prevalecerá a


urbanização do espaço rural?

Antigamente as pessoas saíam do campo em direção a cidade à procura


de uma melhor qualidade de vida. Hoje em dia acontece exatamente o inverso.
Porém, algumas famílias, cansadas do caos urbano, deixam os grandes
centros para viver literalmente no meio rural. Esta população que se deslocou
para o campo são pessoas que frequentaram a faculdade, desfrutaram de um
certo conforto na cidade, mas não aguentavam mais a correria, falta de
liberdade, o trânsito, o excesso de consumo. Foram em busca de uma vida
mais simples e saudável.

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