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: um novo conceito na

distalização de molares
ERTTY SILVA O propósito deste artigo é apresentar um novo método de tratamento
CARLOS ALBERTO GASQUE
das maloclusões de Classe II dentárias uni ou bilaterais, em pacientes jo-
vens ou adultos, sem a necessidade de utilização, em nenhum momento,
do aparelho extra-bucal. Este sistema de forças biomecânicas, totalmente
Artigo publicado na revista intra-oral, é de confecção laboratorial de simples adaptação, sendo bem
clínica de ortodontia
aceito entre os pacientes. Pretendemos, neste artigo, ilustrar o mecanismo
dental press
volume 2 • número 3 de ação do sistema desde a sua construção até a obtenção do resultado es-
junho/julho 2003 perado, por meio de fotografias e desenhos esquemáticos.

Introdução te5,6, o AEB apresenta-se como uma


arma absolutamente eficiente de dis-

D entre todas as maloclusões descri- talização do molar.


tas, aquela que apresenta a maior Entretanto, a difícil aceitação des-
prevalência é a maloclusão de Classe I te dispositivo e a não obediência ao
de Angle. No entanto, observa-se que uso do mesmo, por parte do pacien-
a procura por tratamento é significan- te, muitas vezes fada o tratamento ao
temente mais freqüente nos casos de insucesso. O profissional perde o con-
Classe II, provavelmente pelo fator es- trole sobre o caso e o paciente se tor-
tético. na responsável absoluto pelo seu tra-
Nos casos de maloclusões de Clas- tamento.
se II, quando a discrepância interar- Em função de todas estas dificulda-
cos é muito grande, ou existe um api- des e a fim de necessitar de mínima
nhamento severo, muitas vezes preci- cooperação, vários outros aparelhos
samos lançar mão de extrações dentá- ou métodos de distalização de molares
rias, o que nunca deve ser feito sem têm sido apresentados à comunidade
um exaustivo estudo clínico e da docu- científica. No entanto, estudos clíni-
mentação do paciente. No entanto, se cos com todos eles têm mostrado efei-
esta maloclusão de Classe II não apre- tos colaterais indesejáveis, tais como
senta demasiado apinhamento ou pro- inclinação de molares e perda de anco-
trusão, ela pode, freqüentemente, ser ragem em troca da movimentação dis-
tratada sem a remoção de elementos tal do molar. Estes efeitos colaterais
dentais. freqüentemente exigem o uso do apa-
Sendo assim, a fim de obter a cor- relho extra-bucal para corrigir a angu-
reção da discrepância e conseqüente- lação de raízes ou manter a correção
mente a correção da Classe II maxilar, dos molares depois deles terem sido
procura-se produzir uma movimenta- movimentados distalmente. É o caso
ção distal dos dentes superiores, mais do ACCO7, das barras transpalatinas as-
especificamente dos molares. Os mé- sociadas ao AEB8, dos fios de Niti9, das
todos utilizados para se conseguir esta molas Niti10, dos magnetos11, dos Jo-
distalização envolvem desde as mais nes Jig12, do arco de Wilson13, do Pen-
tradicionais até as mais inovadoras in- dulum16, do Distal Jet5 e de tantos ou-
venções. Tradicionalmente, o aparelho tros.
extra-bucal tem sido o mais utilizado O objetivo deste estudo é apresen-
para a correção da relação sagital dos tar uma nova proposta de distalização
molares1,2,3,4. Se respeitadas a forma e que não apresenta os efeitos indesejá-
a freqüência de uso, e se utilizado du- veis comumente observados em outros
rante a fase de crescimento do pacien- métodos, além de não necessitar, em

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nenhum momento, do auxílio de los pacientes. No entanto, deve ser as-
qualquer tração extra-bucal. sociada a um aparelho extra-bucal de
puxada alta durante a noite, para se
Revisão da Literatura obter o efeito de distalização. Além
disso, Cetlin e Tem Hoeve17 sugerem
O tratamento ortodôntico se baseia a continuação do uso do extra-bucal
em tentar obter uma oclusão o mais após a distalização para verticalização
próxima possível daquela que é consi- dos molares, uma vez que estes sofrem
derada uma oclusão ideal. inclinação durante a mecânica. Foi ob-
Todas as maloclusões descritas e servada também perda de ancoragem
classificadas por Eduard H. Angle1, fo- na forma de protrusão incisiva.
ram baseadas na posição do molar e na Fios de Nitinol também têm sido
linha de oclusão. Desta forma, a corre- utilizados na tentativa de se conseguir
ção da relação molar se tornou um dos distalização “de corpo” dos molares
grandes objetivos do tratamento orto- superiores. Locatelli et al.18 descreve-
dôntico. ram uma técnica utilizando fios de ní-
Vários métodos já foram propostos quel-titânio com memória, associados
a fim de se obter esta correção. O mais a elásticos de Classe II e/ou um Botão
tradicionalmente utilizado e difundido de Nance. Mesmo assim, a perda de an-
continua sendo o aparelho extra-bu- coragem foi inevitável.
cal, também conhecido como Aparelho Um método similar utilizando mo-
Cervical de Kloehn ou, simplesmen- las Niti foi descrito por Gianelly, Bed-
te, AEB. A eficácia do extra-bucal é nar e Dietz19. Um Botão de Nance ga-
bem aceita. Graber5, Klein14, Kloehn15 rante ancoragem, que pode ser ainda
e Wieslander6 reportaram todos corre- mais potencializada pelo uso de elás-
ções bem sucedidas de Classe II através ticos de Classe II. A distalização acon-
do uso de força extra-bucal. No entan- tece, porém há inclinação dos molares
to, foram unânimes ao afirmar que um corrigidos, que devem ser verticaliza-
fator determinante do sucesso no tra- dos posteriormente, por meio da utili-
tamento com o AEB era a presença de zação de aparelho extra-bucal de tra-
crescimento. Haas24 afirmou que a te- ção alta.
rapia com o AEB é a maneira mais efi- Utilizando essencialmente o mesmo
ciente de se distalizar molares. sistema descrito para distalizar mola-
O extra-bucal tem, sem dúvida, vá- res com molas Niti, muitos estudiosos
rias vantagens sobre outros métodos. lançaram mão de magnetos de repulsão
Todavia, ele também apresenta inúme- como uma fonte de força para transla-
ras e decisivas desvantagens. A dura- ção distal20-23. Estudos concluíram que
ção prolongada do uso é fator deter- os magnetos são uma alternativa acei-
minante de sucesso. Para ser eficaz é tável para movimentar molares distal-
recomendado que a força seja aplica- mente. No entanto, Gianelly, Vaitas e
da durante 12 a 14 horas por dia4. A Thomas20 relataram que deve ser espe-
quantidade de crescimento presente e rada uma perda de ancoragem de cerca
a obediência do paciente influenciam de 20%. Bondemark e Kurol21 relataram
diretamente nos resultados. Não so- inclinação distal e rotação distopalati-
mente a questão antiestética pode ser na dos primeiros molares superiores. O
um problema, mas também, injúrias e uso do aparelho extra-bucal para cor-
tensão muscular e esqueletal podem rigir e finalizar a posição destes den-
acompanhar o uso do extra-bucal40. tes é inevitável. Além disso, os magne-
Com o objetivo de potencializar o tos necessitam freqüentes reativações,
efeito de distalização e diminuir a ne- devendo ser reaproximados semanal-
cessidade de uso do AEB, Margolis16 mente para se manterem ativos.
apresentou uma placa removível de Jones e White25 projetaram um apa-
acrílico, conhecida como ACCO, que relho conhecido como Jones Jig, que
possui molas digitais ativadas contra a consiste em uma mola Niti aberta,
superfície mesial dos primeiros mola- por onde passa um fio de aço redon-
res superiores. Esta placa deve ser uti- do, adaptado aos tubos das bandas dos
lizada 24 horas/dia e é bem aceita pe- primeiros molares superiores, em cada

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hemiarco25. Um Botão de Nance modi- mento da Classe II sem cooperação.
ficado é usado como forma de ancora- O sistema utiliza uma espécie de Bo-
gem e o sistema deve ser ativado em tão de Nance, associado a uma mola
intervalos de 4 a 5 semanas até que a de TMA (Titânio-molibidênio), que dis-
correção seja obtida. O Jones Jig dis- tribui uma força leve e contínua da li-
taliza de fato os molares, porém não o nha mediana do palato aos molares su-
faz de corpo, inclinando-os em sentido periores. Caso seja necessário mais
distal. Além disso, um movimento me- ativação durante o tratamento, o he-
sial recíproco dos pré-molares superio- licóide da mola pode ser ativado in-
res também acontece. A perda de an- tra-bucalmente. Este sistema permite
coragem é inevitável. correções unilaterais, o que nem sem-
O arco de distalização bimétrico pre é possível quando utilizamos ou-
de Wilson (BDA) é um sistema modular tras técnicas de distalização. Estudos
desenvolvido por William Wilson26 que clínicos31-34 relatam distalização do pri-
consiste de um tubo circular que des- meiro molar, mas com inclinação dis-
liza na secção final de um arco redon- tal. Ocorre também mesialização e ex-
do. A adaptação de uma mola espiral trusão dos pré-molares. A distalização
associada ao uso de elástico de Clas- do molar foi responsável por 76% das
se II (uso 12 horas/dia) e aparelho ex- mudanças de posição sagital entre os
tra-bucal (uso noturno) proporcionam primeiros molares e primeiros pré-mo-
a distalização dos molares. “O uso do lares; movimentação anterior recípro-
AEB ainda reduz problema de ancora- ca ou perda de ancoragem foi 24% da
gem”26. Um arco lingual ou uma pla- movimentação. Joseph e Butchart33 re-
ca lábio-ativa garantem a ancoragem lataram perda de ancoragem devido à
mandibular. A certeza de que o pacien- pró-inclinação de 4,9 graus dos incisi-
te irá verdadeiramente usar os elás- vos superiores, ao passo que Byloff e
ticos e o extra-bucal conforme orien- Darendeliler34 relataram perda mínima
tados, determina, em grande parte, de ancoragem incisal.
o sucesso do sistema. Vários estudos Outro aparelho projetado para dis-
têm sido conduzidos a fim de se ava- talizar molares é o Distal Jet. Ele tam-
liar os efeitos clínicos do BDA. Todos bém utiliza um Botão de Nance asso-
eles relatam distalização do primeiro ciado a tubos bilaterais e molas espi-
molar27,28,29. No entanto, Muse et al.27 rais de Nitinol. A adaptação do tubo,
perceberam movimentação mesial do próximo ao centro de resistência do
molar inferior, além de protrusão e molar superior, garante a distalização
extrusão dos incisivos superiores. Es- de corpo deste dente. O sistema deve
tes achados são sustentados por outros ser reativado uma vez por mês, através
autores28,29. Ucem et al.28, Rana e Be- da compressão da espiral. O Distal Jet
cher29 concluíram que os molares su- é de fácil adaptação, bem tolerado, es-
periores sofreram inclinação distal, tético, pode ser usado unilateralmente
ou seja, não distalizaram de corpo, e e não requer cooperação do paciente.
os incisivos superiores sofreram signi- Achados clínicos35-38 evidenciaram que
ficante pró-inclinação e protrusão. To- a inclinação distal dos molares superio-
davia, deve se levar em conta, que ne- res foi pouco significante, todavia hou-
nhum dos estudos conduzidos utilizou ve uma significante perda de ancora-
o sistema BDA de Wilson conforme des- gem de cerca de 20% do espaço total
crito por ele, tendo a distalização sido conseguido, evidenciada pela inclina-
feita por meio do uso de elástico de ção vestibular dos incisivos.
Classe II em período integral, ao invés Uma modificação mais invasiva do
do uso noturno do aparelho extra-bu- Distal Jet envolve um implante pala-
cal. Talvez menos inclinação dos mola- tino39. A função deste implante é eli-
res e protrusão de incisivos teria acon- minar totalmente o problema de perda
tecido se o aparelho extra-bucal tives- de ancoragem. No entanto, esta técni-
se sido utilizado conforme recomenda- ca ainda é pouco aceita pelo paciente
ção de Wilson. por envolver custos financeiros e emo-
O Pendulum30 é um mecanismo que cionais de duas cirurgias. O implante
foi descrito por Hilgers para o trata- pode ser utilizado associado também

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ertty systems • guia Científico 45
a outros métodos de distalização • Distalização eficaz do molar superior do tanto em pacientes jovens quanto
que não apenas o Distal Jet. de corpo; adultos. Ele também pode ser utilizado
Vários outros dispositivos disponí- • Distalização de todo o segmento bu- com a finalidade de abertura de espaço
veis mereceriam nossa atenção, po- cal simultaneamente, não necessi- ou como auxílio de ancoragem.
rém tivemos que optar por citar ape- tando ser feita retração individual de O sistema deve ser associado à apa-
nas alguns mais utilizados. Em geral, cada dente anterior ao molar; relhagem fixa superior e inferior. Antes
todos eles conseguem o efeito de dis- • Nenhuma necessidade de uso do AEB de sua inserção devem ser observados
talização pretendido, alguns em perí- ou qualquer outro aparelho auxiliar; alguns pontos:
odos mais longos, outros em períodos • Nenhuma necessidade de ativação • Deve ser feito um diagnóstico minu-
mais curtos de tempo. No entanto, ne- adicional; cioso para se certificar de que se tra-
nhum deles conseguiu um movimento • Nenhuma interrupção da mecânica; ta de um caso indicativo de distaliza-
de translação distal dos molares supe- • Nenhuma perda de ancoragem; ção;
riores, ou seja, conseguiu distalizar es- • Nenhuma extrusão; • Os dentes devem estar alinhados e
tes dentes de corpo, sem que ocorres- • Tempo de distalização de aproxima- nivelados, e uma radiografia panorâ-
sem efeitos indesejáveis de perda de damente 3 a 4 meses; mica deve ser tomada para se verifi-
ancoragem maxilar, protrusão ou pró- • Mínima cooperação do paciente, so- car o paralelismo radicular;
inclinação de incisivos superiores, in- mente no que concerne ao uso de • Os molares inferiores devem estar
clinação mesial de pré-molares e ex- elástico de Classe II; ancorados de acordo com o método
trusão e/ou rotação de dentes. • Baixo custo; de eleição de cada profissional, sen-
Além disso, para se corrigir as incli- • Fácil adaptação; do que os mais utilizados são a an-
nações dos molares geradas pela gran- • Boa aceitação por parte dos pacien- coragem cortical, conforme descrita
de maioria destes aparelhos, freqüen- tes; por Ricketts42, ou a adaptação de um
temente lança-se mão do aparelho ex- • Alternativa de tratamento de casos arco lingual;
tra-bucal. Este acaba sendo utilizado de pacientes não colaboradores, dimi- • Em pacientes adultos, o posiciona-
ou durante a fase ativa do tratamento nuindo a necessidade de exodontias. mento dos terceiros molares supe-
para distalizar os molares ou como fa- riores deve ser analisado; caso seja
tor de ancoragem, após a correção dos O Ertty System® é indicado para necessário, estes dentes devem ser
mesmos, para verticalizá-los ou man- distalização tanto uni quanto bilateral extraídos antes do início da mecâni-
tê-los naquela posição. Desta forma, o de molares superiores, e pode ser usa- ca de distalização.
objetivo inicial do dispositivo, que era
de criar um sistema que não dependes-
se da cooperação do paciente, deixa
Figura 2 1 a 8

de ser cumprido. 1 2

O Ertty System®

O Ertty System® pode ser definido


como um sistema intra-oral de forças
biomecânicas, que tem como objeti-
vo distalizar o molar maxilar de corpo,
sem efeitos colaterais indesejáveis. A
aplicação de força do sistema acarre-
ta movimentação distal não só do mo-
lar como também de todo o segmento 5 6
bucal do lado que está sofrendo a dis-
talização.
Uma vez que o molar é movimen-
tado de corpo, torna-se dispensável a
utilização do aparelho extra-bucal du-
rante e após todo o tratamento. O sis-
tema é ativado antes de sua inserção
na cavidade oral e não requer qualquer
ativação adicional. A distalização pre-
1 Confecção da barra transpalatina com fio de aço Dentaurum 0,90 mm (0,036”), com dois
tendida é obtida com o mínimo de co-
helicóides, um mediano e outro mais próximo da junção da solda. 2 Soldagem da barra à
operação do paciente. banda do molar oposto àquele que se pretende distalizar. 3 Cálculo da força necessária,
Em síntese, os benefícios do siste- levando-se em conta o tipo facial, a idade do paciente e a quantidade que se pretende
ma incluem40: distalizar, em milímetros. 4 Posicionamento da barra junto à banda do molar do lado a

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Componentes do sistema próximo da junção de solda, paralelo
ao contorno do palato ao nível alveo-
Figura 1
De acordo com a <figura 1>, o siste- lar. Ambos proporcionam flexibilidade
ma é basicamente constituído por: para inserção. O helicóide mediano é
• Barra transpalatina modificada(1); também responsável por produção de
• Fio de aço retangular 0,016” x força distal, enquanto o helicóide pró-
0,022”(2), adaptado do lado oposto ximo ao molar proporciona distribuição
àquele que se pretende distalizar, es- desta força através do centro de resis-
tendido do molar ao canino, caracte- tência do dente, possibilitando a trans-
rizando a unidade de ancoragem; lação distal do mesmo.
• Fio de aço redondo 0,016”(3), esten- Esta barra é confeccionada com fio
dido de molar à molar superior, pas- de aço 0,90 mm e pré-ativada em la-
sando por todos os braquetes; boratório <figura 2, 1 a 8>. A quantida-
• Elástico de Classe II 5/16 pesado, de de força ideal a ser incorporada aos
usado no lado a ser distalizado. helicóides deve levar em conta três fa-
1 Barra transpalatina modificada; tores: o tipo facial, a idade do pacien-
2 Fio de aço retangular 0,016” x 0,022”;
A descrição acima se refere a bra- te e a quantidade de mm que se deseja
3 Fio de aço redondo 0,016”;
4 Bandas ortodônticas soldadas quetes com “slot” 0,018”. Para “slot” distalizar. A cimentação desta é feita
à barra transpalatina; 0,022”, deve-se substituir o fio de aço com cimento de ionômero de vidro.
5 Braquetes. A unidade de ancoragem é constitu-
redondo 0,016” por fio de aço redon-
do 0,018”, e o fio de aço retangular ída por um fio retangular segmentado,
0,016” x 0,022” por fio de aço retangu- com um “off set” de molar, estendido do
lar 0,018” x 0,025”. molar ao canino do lado oposto ao que se
A barra transpalatina modificada pretende distalizar, e adaptado ao tubo
possui dois helicóides. Um deles, volta- oclusal da banda do molar deste mesmo
do para a região anterior, posicionado lado. Ela serve para impor resistência à
na região mediana do palato duro e pa- rotação mesio-vestibular deste molar.
ralelo ao contorno do mesmo. O outro O fio redondo deve passar por todos
virado para posterior, colocado mais os braquetes, de um molar ao outro.
Na secção onde já está instalada a uni-
dade de ancoragem, ele passa sobre o
fio retangular (“overlay”), e na região
3 4 imediatamente mesial ao molar oposto
ao que está sendo distalizado, é feito
um “step” no fio redondo para que ele
entre de forma passiva no tubo cervi-
cal da banda. Recomenda-se fazer um
“cinch-back” neste fio no lado oposto
ao que se pretende distalizar, para que
ele não se deslize ao longo do arco su-
perior durante a mecânica. No lado de
distalização, o fio não pode oferecer
nenhum atrito, pois isso prejudicaria a
7 8 movimentação distal dos dentes.
A partir daí, o paciente é instruí-
do a usar um elástico de Classe II 5/16
pesado, no lado a ser distalizado. Este
elástico tem que ser utilizado em tem-
po integral e está diretamente relacio-
nado ao sucesso do tratamento.
Uma vez instalado, o Ertty System®
não requer ativações adicionais. Mes-
mo depois que a correção do molar é
ser distalizado, para se proceder a soldagem deste lado. 5 Soldagem da barra à banda do conseguida, existe uma força residual
molar do lado a ser distalizado. 6 Remoção do segundo molar do modelo de trabalho no
lado a ser distalizado, a fim de se fazer eventuais ajustes finais na banda. 7 Aspecto final presente. Esta força pode ser utilizada
da banda do lado a ser distalizado. 8 Aspecto da barra transpalatina e seus helicóides em como forma de ancoragem, caso seja
relação ao palato duro. necessário.

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ertty systems • guia Científico 47
RELATO DE CASOS CLÍNICOS

Caso Clínico 1 Distalização Unilateral • Paciente Braquifacial

Figura 3 A e B
Fotografias extrabucais
inicial frontal e lateral;

A B

C D E Figura 3 C a E
Fotografias intrabucais
iniciais.

A B C Figura 4 A a F
Mecânica de levante
vertical para correção de
sobremordida através da
adaptação e cimentação
de um batente fixo
superior.

D E F

A B C

Instalação do Ertty System® e início da distalização do lado direito. Note que o lado esquerdo também
Figura 5 A a C
apresentava ligeira Classe II, corrigida apenas com uso de elásticos verticais.

A B C

Término da distalização do lado direito em dois meses e uma semana. Note a relação de Classe I em
Figura 6 A a C
ambos os lados. Observe também, que não somente os molares superiores foram distalizados; os pré-
molares e os caninos também sofreram movimentação distal simultaneamente.

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P aciente M.M.M., leucoder­
ma, braquifacial, sexo fe­
mi­­ni­no, 10 anos e 3 meses,
apresentava Classe II, divisão
1 de Angle, com “overbite” e
“overjet” acentuados, desvio
da linha mediana e falta de es-
paço para erupção dos caninos
permanentes <Figura 3A-3E>.
A B C Cefalometricamente ob-
servou-se a óbvia contra-in-
dicação de exodontia e optou-se pela
D g distalização de molar para correção da
maloclusão apresentada.
Inicialmente, foi adaptado um dis-
positivo do tipo quadrihélice na arca-
da superior, a fim de se conseguir uma
ligeira expansão deste arco e conse-
qüente destravamento do arco infe-
E
rior. Procedeu-se a colagem de braque-
tes nos incisivos superiores e inferio-
res e foram confeccionados arcos base
h em ambas às arcadas, segundo a Tera-
pia Bioprogressiva de Ricketts. A corre-
ta ativação destes arcos não só leva à
F eficiente intrusão dos dentes anterio-
res, como também garante a ancora-
gem dos molares inferiores ao nível ós-
seo, conhecida por “ancoragem corti-
cal”41,42. Em virtude do “overbite” ex-
cessivamente acentuado da paciente,
lançou-se mão, também, de um baten-
Fotografias extrabucais e intrabucais um ano e um mês após a
Figura 7 A a H te superior fixo, com avanço, para au-
remoção do aparelho fixo, mostrando a estabilidade do caso a
longo prazo. xílio no levante <Figura 4A-4F>.
Uma vez estabelecida uma dimen-
A são vertical aceitável, concluiu-se o
alinhamento e nivelamento dental, to-
mando-se o cuidado de se verificar o
paralelismo de todas as raízes. Nesta
fase, o caso estava pronto para iniciar
a distalização. Realizou-se a moldagem
de transferência e um Ertty System® foi
adaptado para distalizar o lado direi-
to <Figura 5A-5C>. O lado esquerdo foi
corrigido apenas com o uso de elásti-
B cos verticais. Em 2 meses e 1 semana,
a distalização estava concluída e podia
ser observada uma relação de Classe I
dos dois lados <Figura 6A-6C>. Partiu-
se, para a finalização, fechando-se os
diastemas, verificando-se os contatos e
testando os movimentos em protrusiva
e lateralidade. O aparelho foi removido
e as placas de contenção foram adap-
tadas. Observe a estabilidade do caso,
Figura 8 A a B Radiografias panorâmicas tomadas logo após a distalização e um ano após um ano e um mês da remoção do
e um mês após a remoção do aparelho. Note a estabilidade do caso e aparelho <Figura 7A-7H, 8A-8B>.
a distalização de corpo, sem inclinação, dos molares superiores.

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ertty systems • guia Científico 49
Caso Clínico 2 Distalização Unilateral • Paciente Dólicofacial

A B C

D E F Figura 9 A a F
Fotografias extrabucais e
intrabucais iniciais

A B C

E F

Figura 10 A a E
Instalação do Ertty
System® e início da
distalização do lado
direito.

A B C

Término da distalização do lado direito em menos de quarenta e cinco dias.


Figura 11 A a C

A B C

Remoção do aparelho fixo onze meses e meio após o início do tratamento


Figura 12 A a C

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P aciente S.S.G.F.C., leucoderma,
dólicofacial, 12 anos e 10 meses,
apresentava maloclusão de Classe II,
divisão 1, subdivi-
são direita de An-
gle, biprotrusão
dentária e falta de
espaço para erup-
ção do canino per-
manente superior
direito <Figura 9A-
9F>.
Estudou-se mi-
A B C nuciosa e detalha-
damente a docu-
mentação do pa-
D E F ciente para se cer-
tificar que se tra-
vava de um caso
indicativo de dis-
talização.
Instalou-se o
aparelho fixo su-
Figura 13 A a f perior e inferior e procedeu-se ao ali-
Estabilidade a longo nhamento e nivelamento dental. Che-
prazo; três anos e sete cado o paralelismo radicular e ancora-
meses após a remoção do o arco inferior, foi feita a moldagem
do aparelho fixo.
de tranferência e posterior instalação
de Ertty System® do lado direito <Fi-
gura 10A-10e>.
As <Figuras 11A-11c> mostram o
término da distalização, menos de um
mês e meio depois. Seguiram-se as
mecânicas de finalização. O aparelho
foi removido exatamente 11 meses e
A meio após o início do tratamento <Fi-
guras 12A-12c>. A estabilidade a longo
prazo pode ser conferida nas <Figuras
13A-13f>, que mostra o caso três anos
e sete meses após o término do trata-
mento.
As <Figuras 14A-14b> mostram as
radiografias panorâmicas tomadas logo
após a distalização, com o Ertty Sys-
tem® ainda instalado; e um ano após a
B remoção. Note que a distalização pre-
tendida foi conseguida sem prejuízo da
movimentação de corpo do molar su-
perior, que se manteve estável a lon-
go prazo.

Radiografias panorâmicas tomadas assim que foi obtida a


Figura 14 A a b
distalização com o sistema ainda adaptado, e um ano depois. Observe
que os molares foram distalizados de corpo.

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ertty systems • guia Científico 51
Caso Clínico 3 Distalização Bilateral

A B C

D E F

g h

Figura 15 A a h

Fotografias extrabucais
e intrabucais iniciais.

A B C

D Instalação do Ertty System® e início da


Figura 16 A a d
distalização do lado esquerdo. Note os helicóides
da barra transpalatina voltados para este lado.

A B C

Término da distalização do lado esquerdo.


Figura 17 A a c

52
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A B
P aciente A.C.N.N., leucoderma, bra-
quifacial, sexo masculino, 12 anos
e 3 meses, apresentava maloclusão se-
vera de Classe II, divisão 2 de Angle,
com “overbite” acentuado e desvio da
linha mediana <Figuras 15A-15h>.
O início do tratamento deste pa-
ciente foi, basicamente, bem seme-
Figura 18 A a b Troca de lado de distalização. Observe que os helicóides da lhante ao primeiro caso clínico des-
barra transpalatina estão voltados, agora, para o lado direito. crito. Foi cimentado um quadrihélice
A B C
nos molares supe-
riores e colado o
aparelho fixo supe-
rior e inferior. Con-
seguiu-se a restau-
ração da dimensão
vertical do pacien-
Figura 19 A a C Instalação do Ertty System® e início da distalização do lado direito. te através de arcos base de intrusão
de Ricketts. Seguiu-se, a fase de ali-
nhamento e nivela-
A B C
mento. Foi feita a
mecânica de anco-
ragem cortical no
arco inferior e che-
cado o paralelismo
radicular.
Término da distalização do lado direito. Uma vez que seria necessário dista-
Figura 20 A a c
lizar ambos os lados, elegeu-se primei-
ramente o lado esquerdo. A moldagem
de transferência foi feita e o Ertty Sys-
tem® foi adaptado <Figuras 16A-16d>.
Em 3 meses e meio já se podia verifi-
car o resultado da distalização <Figu-
ras 17A-17c>. Partiu-se para a distali-
zação do lado direito. Foi removida a
barra que estava adaptada e feita nova
A B
moldagem de transferência. Confec-
cionou-se outra barra transpalatina,
C f desta vez com os helicóides voltados
para o lado direito <Figuras 18A-18b>.
Iniciou-se, então, o processo des-
te lado <Figuras 19A-19C>. O resulta-
do pôde ser conferido em dois meses,
como mostram as <Figuras 20A-20c>. O
resultado final do caso ficou bastante
d satisfatório. Mais de um ano após a re-
Figura 21 A a g moção do aparelho, a estabilidade ob-
Fotografias extrabucais e intrabucais servada nas <Figuras 21A-21g> com-
finais, mais de um ano após a prova o sucesso do tratamento.
remoção do aparelho.

g
e

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ertty systems • guia Científico 53
C o m pa r a t i v o d os casos clínicos

Caso Clínico 1

Início da distalização Final

Caso Clínico 2 Tempo total de tratamento: 11 meses e meio

Inicial Final

Caso Clínico 3
Inicial

Final

54
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Conclusão foi proposto com finalidade de corre-
ção das maloclusões de Classe II uni ou
O tratamento de maloclusões de bilaterais, tanto em pacientes jovens
Classe II dentárias tem sido executa- quanto adultos, por meio da distaliza-
do de inúmeras e variadas formas. Tra- ção de corpo do molar superior.
dicionalmente, o aparelho extra-bucal
tem sido a opção de escolha de grande
parte dos ortodontistas. No entanto, a Estudo clínico40 constatou:
falta de cooperação e a não obediên-
cia do paciente ao uso deste dispositivo • O sistema é capaz de distalizar o mo-
tem desanimado muitos destes profis- lar de corpo (translação), sem apre-
sionais, que têm buscado alternativas sentar os efeitos colaterais indese-
de tratamento para seus pacientes. jáveis freqüentemente associados a
Estudos clínicos demostraram que outros métodos de distalização;
todos os aparelhos até hoje propostos • A distalização é conseguida em curto
à comunidade científica, com finalida- pe­ríodo de tempo - 3 meses, em mé-
de de distalização de molares superio- dia;
res, que não necessitam da colabora- • Os molares superiores não sofrem in-
ção do paciente, a fim de obter a cor- clinação, nem extrusão, em conseqü-
reção da maloclusão de Classe II, de ência da distalização;
fato foram capazes de produzir o mo- • Não ocorre perda da ancoragem ma-
vimento distal esperado destes dentes, xilar;
no entanto, esse movimento foi conse- • A aplicação de força do sistema acar-
guido às custas de uma inclinação dis- reta movimentação distal não só do
tal apenas da coroa dos molares, ou molar como também de todo seg-
seja, eles não distalizam de corpo. Isto mento bucal do lado que está sofren-
porque estes dispositivos não permi- do a distalização;
tem a aplicação da força próxima ao • Uma vez que o molar é movimentado
centro de resistência do dente. A per- de corpo, torna-se dispensável a uti-
da de ancoragem também é um fator lização de todo e qualquer aparelho
indesejável e extremamente desfavo- adicional, incluindo o AEB, durante e
rável observado nos estudos de todos após todo o tratamento;
estes dispositivos. Além disso, o uso do • É necessário um mínimo de coopera-
aparelho extra-bucal acaba sendo ne- ção do paciente, no que concerne ao
cessário em, praticamente, todas estas uso dos elásticos de Classe II.
técnicas, seja com finalidade de dista-
lizar em si os molares, seja com o au- No entanto, deve-se salientar que
xílio de ancoragem, seja para vertica- o uso do Ertty System® pode levar a
lizar o molar que sofreu a distalização uma projeção dos incisivos inferiores
com inclinação de coroa. e ligeira rotação do plano oclusal em
O Ertty System® é um sistema in- sentido horário, pelo uso dos elásticos
tra-oral de forças biomecânicas, que de Classe II40.

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ertty systems • guia Científico 55
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