Você está na página 1de 15

“ A arte, como quer que a definamos está em

tudo o que fazemos para agradar aos nossos


sentidos.” Reis (2003)

Expressão plástica
O que é a expressão plástica?

A expressão plástica é um dos modos mais característicos


que a criança tem, não só de observar e manipular a matéria,
de forma criativa, como, também, de comunicar ao exterior a
sua particular visão do meio, a sua aquisição permanente de
noções e a necessidade de compartilhar com os outros o seu
estado emocional.
A importância no desenvolvimento infantil

 Pedagogos e peritos em educação defendem que a expressão criadora é própria da infância.


 A expressão plástica é um dos meios que a criança encontra de forma imediata para se
comunicar.
 A criança tem necessidade de exprimir e de comunicar sensações corporais, sentimentos de
alegria, tristeza, desejos, ideias, curiosidade e experiências, todos este conjunto de factos,
impõe que o educador a ajude a exprimir-se pela pintura, pelo desenho, pelos trabalhos
manuais ou por qualquer outra expressão.

Em conclusão:
O trabalho das artes com as crianças, é muito importante na medida em que a criança de
uma forma mais directa se pode reflectir, desenvolver e reconhecer.
Objectivos das expressões

No fundo, um dos objectivos das expressões é aumentar e engrandecer a


qualidade do Ser.
A primeira referência que nos deparamos, é o desenho como forma de expressão
e que atribui à expressão, uma divisão em dois grupos:
1.º A expressão através de movimento específico onde se enquadra, a fala, a
escrita, o desenho, a pintura, a modelagem e a construção;
2.º A expressão através do movimento global, designada por expressão cinética
(mecânica que estuda o movimento independentemente das forças que o produzem
ou modificam) e que inclui a dança, o drama e a música (ritmos, canções, etc.)
É com técnicas de expressão plástica, que a criança realiza um processo
altamente imaginativo e criativo.
Organização de espaços, tempo e materiais
Para uma intervenção Educativa com qualidade devemos
considerar alguns princípios básicos na metodologia que se utiliza no
trabalho directo com as crianças:
Organização do espaço

 Não existe uma organização espacial que se possa considerar exemplar ou que
funcione como modelo.
 O espaço não diz respeito apenas à sala onde se realizam as actividades. Estende-
se às casas de banho, à cozinha, aos espaços onde se guardam os materiais de
consumo, e ao pátio que pode ser utilizado para muitas actividades, jogos
principalmente.
 Dispondo de espaços exteriores e interiores, podem criar-se ambientes em que as
crianças se sintam bem e possam brincar, aprender e desenvolver todas as suas
capacidades da melhor maneira possível, contribuindo assim para as suas experiências
de aprendizagem.
Em conclusão

 Deve-se adequar a organização do espaço às características das crianças que o


frequentam e às dimensões existentes, aos equipamentos de que dispõe, aos
materiais educativos que possui para dar à criança possibilidades de exprimir as suas
capacidades corporais.
Organização do tempo

O processo de aprendizagem constrói-se no tempo. As crianças necessitam de tempo


para:
• A acção;
• A relação;
• Se descobrirem a si próprios e aos outros;
• Se situarem no mundo e organizarem a realidade.
Como sabemos:
Cada criança tem o seu ritmo próprio de auto-estruturação
emocional, cognitiva (conhecimento) e social. O respeito pelo ritmo
de cada criança e pela sua vivência do tempo é o melhor caminho
para que ela se perceba única, diferente, reconhecida, valorizada e
aceite.

A organização temporal deve contemplar momentos para satisfazer as


necessidades da criança, pela construção gradual de uma rotina diária coerente, que
lhe dê a oportunidade de:
- Comunicar;
- Conversar entre si;

- Planear as actividades e os materiais que quer utilizar;


- Pôr em prática os seus planos;
- Participar nas actividades de grupo.
- Rever o que fez:
- Brincar no recreio
- Fazer a sua higiene:
- Comer;
-Descansar.

Nota: Para a criança interiorizar estas sequências temporais é


necessário frequentar regularmente o jardim-de-infância.
Organização dos materiais

Não há jardins-de-infância sem materiais educativos. A escolha dos objectos e


materiais educativos ou a sua produção pelo (a) educador (a), com o apoio das
próprias crianças, deve ser cuidadosa e adequada à idade das mesmas.
Os equipamentos e os materiais existentes condicionam o que as crianças podem
fazer e aprender. Por isso a escolha deve corresponder a alguns critérios:
- Serem variados, duráveis, atractivos e adaptados às crianças;
- Serem estimulantes, estarem acessíveis, rotulados e sempre arrumados nos
mesmos locais, de forma que a criança possa ir buscá-los e arrumá-los;
- Apresentarem-se sem perigos (como substâncias tóxicas, objectos demasiado
pequenos que possam ser engolidos, não terem saliências agudas);
- Serem de fácil limpeza.
A utilização de materiais naturais e de desperdício é de grande valor pedagógico:
quando devidamente preparados (limpos e seguros). Podem ser utilizados para
adaptar e/ou construir equipamentos; permitem que seja a criança a recolher e ou
construir; concretizam a colaboração dos pais de uma forma útil e positiva.
Intervenção do animador

O animador sociocultural é todo aquele que, sendo possuidor de uma formação


adequada, é capaz de elaborar e/ou executar um plano de intervenção, numa
comunidade, instituição ou organismo, utilizando técnicas culturais, sociais,
educativas, desportivas, recreativas e lúdicas.
O Animador Sociocultural é o profissional qualificado apto a
promover o desenvolvimento sociocultural de grupos e comunidades,
organizando, coordenando e/ou desenvolvendo actividades de
animação de carácter cultural, educativo, social, lúdico e recreativo.
As actividades principais a desempenhar por este técnico são:
 diagnosticar e analisar, em equipas técnicas multidisciplinares, situações de risco
e áreas de intervenção sob as quais actuar, relativas ao grupo alvo e ao seu meio
envolvente;
 planear e implementar em conjunto com a equipa técnica multidisciplinar,
projectos de intervenção sócio-comunitária;
 planear, organizar, promover e avaliar actividades de carácter educativo, cultural,
desportivo, social, lúdico, turístico e recreativo, em contexto institucional, na
comunidade ou ao domicilio, tendo em conta o serviço em que está integrado e as
necessidades do grupo e dos indivíduos, com vista a melhorar a sua qualidade de vida
e a qualidade da sua inserção e interacção social;
 promover a integração grupal e social;
 fomentar a interacção entre os vários actores sociais da
comunidade;
 articular a sua intervenção com os actores institucionais nos quais o grupo
alvo/indivíduo se insere;
 elaborar relatórios de actividades.

Você também pode gostar