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Biografia

A carreira de Sérgio (que começou nos anos 70 em Vitória, ES) aconteceu principalmente nos
bastidores. Ainda no final dos 70 mudou-se para Boston/USA e em 1984 graduou-se “Magna Cum
Laude” na conceituada Berklee College of Music. Voltando para o Brasil (RJ) fundou a Rio
Música, onde elaborou uma metodologia inédita de ensino e que formou uma legião de
instrumentistas e artistas de grande representatividade no cenário da Música Brasileira. Nomes
expressivos como Raphael Rabello, Arthur Maia, Heitor Pereira, Fernando Caneca, William
Magalhães, Marcelo Martins, Baby do Brasil, Sérgio Chiavazolli e Zélia Duncan são alguns que já
frequentaram as suas aulas. No ES já teve Roger Bezerra, Fábio Calazans, Silva, Thiago Perovano,
Alexandre Lima, Paulo Prot e Gabriela Brown entre seus alunos. Essa metodologia vem sendo hoje
lançada nacionalmente em livros pela Editora carioca 5W.

Nos anos 90, criou na própria Rio Música, tendo como parceiros o produtor Mayrton Bahia e o
sonorizador Carlos Pedruzzi, a primeira escola a oferecer no Brasil um curso completo de Produção
Fonográfica e, já no final da década o seu nome constava como verbete na enciclopédia de música
Cravo Albin, antes mesmo de ter qualquer gravação disponibilizada ao público. Prestou também
serviços para gravadoras como a EMI e Polygram (ambas hoje Universal).

Com essa experiência, Sérgio começa a retomar o circuito ES, atuando também fortemente como
produtor musical. Dirigiu diversos espetáculos e produziu mais de 20 CDs, alguns deles com
destaque nacional como o primeiro do grupo Solana (que colheu elogios entusiasmados de
Fernanda Abreu e Bono Vox), o da banda Rajar (que entrou com uma música no seriado Malhação,
da Rede Globo) e o do grupo Saia no Samba (que com o lançamento em 2010 deixou o grupo em
terceiro lugar na categoria de Melhor Grupo de Samba no Prêmio de Música Brasileira 2011). Sua
produção de 2014, o CD Orbe do guitarrista Fábio Calazans foi pré-indicado ao Prêmio de Música
Brasileira. Ainda fazem parte deste pacote produtos diferenciados como o CD Ao Vivo em Vitória,
que marcou o encontro inédito de 4 grandes nomes da música instrumental (Carlos Malta, Marcos
Suzano, Victor Biglione e Arthur Maia) ou o Catálogo de Música do Espírito Santo, coletânea de
quatro CDs fazendo uma ampla mostragem da música feita no estado , promovido pela Secretaria
de Cultura do Estado do Espírito Santo.

A partir de 2007 começa a produzir os seus próprios álbuns. O primeiro, Onde Andará Ruff Cutz?,
tem como ponto de partida uma série de loops de bateria chamado Ruff Cutz, um trocadilho com
“rough cuts” (takes toscos ou cortes toscos), criado pelo baterista Dave Ruffy. O álbum teve um
reconhecimento instantâneo ao ser pré-selecionado para o Prêmio da Música Brasileira em 2008.
Em 2011 finaliza Io, seu segundo disco, ancorado nos vários significados do nome “Io” (o “eu” em
italiano; a belíssima e intrigante Lua de Júpiter; a ninfa que encantou Zeus e foi transformada em
novilha pela enfurecida Hera; a bela espécime de borboleta que nasceu das lágrimas da Io; e
também o In/Out na linguagem do Áudio). E em 2016 finaliza Cangaço Cyber, que chegou a estar
pré-selecionado no Grammy Latino 2017. A motivação dessa vez é o mundo épico brasileiro do
Cangaço convivendo em consonância com as tecnologias da música eletrônica. Ainda em 2016 é
disponibilizada a trilogia instrumental completa em formato Box com o nome de Shaking Planets –
The Music Of Sérgio Benevenuto.

Sérgio mantém vivo também o seu grupo cartoon Bardot Móbile, no momento iniciando as
gravações de seu terceiro álbum.

www.sergiobenevenuto.net
@benevenutosergio

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:: INTERVALOS ::

• O Numeral...................................................................................................................5
o Segundas e Terças............................................................................................5
o Exercício de Segundas e Terças.......................................................................6

o Sextas e Sétimas...............................................................................................7
o Exercícios de Sextas e Sétima........................................................................10

o Quartas e Quintas............................................................................................11
o Exercícios de Quartas e Quinta.......................................................................12

• A Qualidade................................................................................................................13
o Exercícios Definindo as Qualidades.................................................................15

• Nomenclatura.............................................................................................................16

• Em Busca das Distâncias Mais Curtas....................................................................17


o Exercícios Sobre as Distâncias mais Curtas....................................................18

• Exercícios...................................................................................................................21

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INTERVALOS
O único sistema métrico usado na música para se determinar a distância existente
entre duas notas. Age exatamente como uma velha fita métrica, fixando distâncias entre dois
pontos (na fita métrica convencional um dígito é o centímetro; no sistema intervalar
consideraremos um dígito como sendo um semitom). Então podemos medir a distância entre
duas notas pelo número de semitons contido dentro dessa distância. Só que o sistema de
medição convencionado em música é tão surpreendentemente complicado que se tornou uma
das maiores razões dos abandonos no estudo de música. Sua lógica própria chega a gerar
confrontos diretos com a matemática. Em música, como veremos adiante, a soma de dois
intervalos de SEGUNDA resultam em uma TERÇA (SEGUNDA+SEGUNDA=TERÇA
......2+2=3!!!!!).

O sistema foi se formatando ao longo dos últimos cinco Séculos com esse “defeito” e
assim ficou estabelecido. Precisamos entender seu defeito e gerar, em contrapartida, a maior
velocidade possível na aplicação e reconhecimento dos intervalos (incluindo o
reconhecimento auditivo). Isso é fundamental para o músico que deseja dominar
definitivamente a música sob seus aspectos melódico e harmônico, para que, aí sim, possa
interagir com ela de forma plena, livre e consciente.

Então, ficamos sabendo que a distância de 5 cm em uma fita métrica convencional


corresponde, na linguagem intervalar, a 5 semitons entre um ponto e outro (uma nota e
outra). Só que ao invés dessa distância ser chamada de 5 cm ou 5 semitons, na linguagem
intervalar ela é denominada uma “QUARTA JUSTA”!! Estranho...muito estranho. Nem os
números batem! “Cinco” semitons viram uma “QUARTA”, confundindo ainda mais qualquer
espírito matemático!

Na linguagem intervalar, a denominação da distância é feita sempre com duas


informações simultaneamente: um Numeral (“QUARTA”, usando o exemplo acima) e uma
Qualidade (“JUSTA”). Assim, coisas como 1 cm, 9 cm ou 6 cm (ou semitons) acabarão sendo
expressas como SEGUNDA MENOR, SEXTA MAIOR, QUARTA AUMENTADA, etc.

Vamos tentar decifrar de vez toda essa confusão...Vamos começar separando


radicalmente essas duas informações na cabeça: o Numeral e a Qualidade.

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O NUMERAL
1) SEGUNDAS E TERÇAS

Só temos sete nomes para as notas, que achando-as do grave para o agudo possuem
uma ordem fixa (DÓ, RÉ, MI, FÁ, SOL, LÁ e SI) e multiplicadora, pois depois do SI se
encontra um novo DÓ, recomeçando a série sucessivamente.. Obviamente as notas movem-
se tanto “subindo” (do grave para o agudo) quanto “descendo” (do agudo para o grave),
passeando por essa ordem fixa. As notas restantes são variações destas quando recebem
os chamados acidentes ajustadores: sustenido(#), bemol(b), dobrado-sustenido(x) e
dobrado-bemol(bb) . É primordial já reter na memória que em nossos instrumentos Ocidentais
somente as passagens do MI pra o FÁ, e do SI para o DÓ não possuem uma nota intercalada
(aquela que normalmente recebe algum acidente ajustador).

Sustenido (#) – eleva um semitom Dobrado-Sustenido (x) – eleva dois semitons

Bemol (b) – abaixa um semitom Dobrado-Bemol (bb) – abaixa dois semitons

Nosso primeiro procedimento é relacionar o Numeral exclusivamente ao Nome da


nota. É convencionado, por exemplo, que uma distância de uma certa nota até a seguinte na
série fixa será chamada de uma SEGUNDA (como de DÓ para o RÉ, ou de RÉ para o MI,
etc..). Esta regra prevalecerá, radicalmente, para todas as outras notas.

Qual é uma segunda acima de um FÁ? Invariavelmente terá de ser um tipo de SOL
(com quaisquer dos acidentes...então poderia ser um SOLb ou SOL#, mas sempre um tipo
de SOL!!). Segunda acima de um LÁ? Invariavelmente um tipo de SI...E segunda abaixo de
um FÁ? Um tipo de MI, é claro... Bem simples, não?

Da mesma forma que estabelecemos o critério das SEGUNDAS, estabelecemos


também o critério das TERÇAS, obviamente levando o cérebro até uma nota mais adiante na
série fixa. Se partimos de uma nota DÓ, teremos então um tipo de RÉ como SEGUNDA acima
, consequentemente um tipo de MI como TERÇA acima. Um tipo de SI como SEGUNDA

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abaixo , e consequentemente um tipo de LÁ como TERÇA abaixo. Qual é a segunda acima
de um SOL? Um tipo de LÁ. E a TERÇA acima desse SOL? Um tipo de SI, não é mesmo?

EXERCICIO DE SEGUNDAS E TERÇAS


Se deixe envolver durante uns dias com um exercício mental de velocidade (como um
pequeno jogo de entretenimento) buscando achar as SEGUNDAS e TERÇAS acima e abaixo
de cada uma das sete notas existentes. Só abandonar a brincadeira quando não existir mais
dúvida ou vacilo e a respostar vier de imediato.

De um DÓ (SEGUNDA acima - RÉ ; TERÇA acima - MI ;

SEGUNDA abaixo - SI ; TERÇA abaixo - LÁ)

De um RÉ (SEGUNDA acima – MI ; TERÇA acima - FÁ ;

SEGUNDA abaixo - DÓ ; TERÇA abaixo - SI)

E assim por diante.

Vimos então que é bem simples localizarmos intervalos mais curtos (SEGUNDAS e
TERÇAS), pois são distâncias que exigem uma velocidade possível ao raciocínio. Mas e
quando estivermos trabalhando com SEXTAS ou SÉTIMAS? O cérebro terá de caminhar
seis, sete dígitos sobre a série fixa até chegar lá! Nãão!!! Há um modo mais simples:
conhecendo bem a fórmula de inversão de intervalos.

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2) SEXTAS E SÉTIMAS

A assimilação do que seja a inversão de um intervalo se baseia na compreensão do


que é uma OITAVA (quando ao se subir ou descer sobre a sequência fixa de notas você
encontra a mesma nota do ponto de partida).

Uma nota inserida dentro da OITAVA divide-a em duas distâncias, dois intervalos
determinados. Um é a inversão do outro.

Se sabemos que de um DÓ a um RÉ logo acima temos uma SEGUNDA, concluímos


(ainda contando!) que uma nova distância desse mesmo RÉ até o próximo DÓ que for
encontrado acima será de uma SÉTIMA. Conte com os dedos. Esta será a última vez.

Com essa constatação em mãos, se a mente se fixar nessa nota RÉ, a todo momento
que se precisar pensar em uma SÉTIMA acima dela (que, já sabemos, é um DÓ) o cérebro
não precisará mais subir todos os degraus literalmente até lá, pois esta mesma nota estará
sempre e automaticamente uma SEGUNDA abaixo. A nota desejada que está uma SÉTIMA
acima é sempre a mesma que está uma SEGUNDA abaixo e vice-versa, só que em alturas
diferentes . Isso acontece então em ambas as direções: a SÉTIMA acima será a mesma nota
de uma SEGUNDA abaixo, e uma SÉTIMA abaixo será a mesma de uma SEGUNDA acima.
Podemos usar então a inversão dos intervalos para eliminarmos a contagem de distâncias
longas usando sempre, e somente, as curtas. Vamos reforçando melhor esse procedimento
para o raciocínio.

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A soma de um intervalo e a sua inversão então é o que resulta sempre em uma oitava,
não é mesmo?

Mas, como a matemática aqui nos é cruel, o resultado numérico dessa soma para
gerar uma Oitava será (pasmem!) sempre...9!!!

Tipo: a inversão de uma SEGUNDA será sempre uma SÉTIMA e ponto, pois 2+7=9!!!

A de uma TERÇA será sempre uma SEXTA, pois três e seis somam...9!!!!

Mas lembre-se. Nessa matemática maluca a soma se duas distâncias quando


totalizam 9 significa na verdade uma OITAVA! Vamos tentar ir clareando ainda mais.

Existe uma tabela prática para aplicação de inversões que uma vez memorizada
elimina radicalmente as longas distâncias (é claro, até que vc elimine também todas as
tabelas da cabeça e simplesmente “conheça” os intervalos de imediato, que é a nossa meta).
Impossível? Difícil? Acredite, é bem mais simples do que se supõe. Eis a tabela (1ª Lei de
Inversões – Numeral).

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Observe que o resultado numérico da soma é 9, e no entanto estamos falando de uma
OITAVA. Incrível, não é?

Assim, ao se buscar uma SÉTIMA acima é mais curto achar que nota é buscando-a
uma SEGUNDA abaixo (sua inversão, em sentido contrário) , e ao se descobrir que nota é
colocá-la mentalmente em seu lugar real (OITAVA acima).

Como exemplo vamos tentar localizar:

SÉTIMA acima de um DÓ

Acha-se Para depois localizar

O mesmo acontece com as TERÇAS e SEXTAS:

SEXTA acima de um DÓ

Acha-se Para depois localizar

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EXERCÍCIOS DE SEXTAS E SÉTIMAS

Faça agora o mesmo exercício mental de velocidade achando as SÉTIMAS e SEXTAS


acima e abaixo de cada uma das sete notas existentes (utilizando, é claro, radicalmente o
princípio da distância mais curta). Só abandone a brincadeira quando as respostas vierem
automaticamente.

De um DÓ (SÉTIMA acima - SI ; SEXTA acima - LÁ ;

SÉTIMA abaixo - RÉ ; SEXTA abaixo - MI)

De um RÉ (SÉTIMA acima – DÓ ; SEXTA acima - SI ;

SÉTIMA abaixo - MI ; SEXTA abaixo - FÁ)

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3) QUARTAS E QUINTAS

Já que as SÉTIMAS e SEXTAS agora se tornaram bem próximas com a aplicação de


inversões, na verdade as distâncias maiores passam a ser agora as QUARTAS e QUINTAS
(lembrando que elas somam 9, portanto uma é inversão da outra!).

Como só temos 7 nomes de notas e como as QUINTAS são intervalos muito presentes
nas formações de acordes, as vezes é mais rápido se acostumar com as 7 QUINTAS que
existem (pois só temos 7 notas nominais, não é???) como se fossem velhos casais de amigos.

Associações sempre ajudam no processo de memorização. Pode-se, por exemplo,


pegar um “casal” desses (tipo C – G, a primeira QUINTA e associar com nomes da sua
escolha, tipo “César e Gorete”... Haha, quem sabe? Assim é fácil memorizar 7 nomes de
casais, não é?

Lembrando que se Gorete é a QUINTA de César, César será a QUARTA de Gorete.


Certo?

Lembrando também que a maioria dos instrumentos de corda são afinados em


QUARTAS e QUINTAS. Pra esse tipo de instrumentista fica ainda mais fácil fazer
associações.

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EXERCÍCIOS DE QUARTAS E QUINTAS
Exercício mental de sedimentação dos sete “casais” até reconhecê-los instantaneamente.

d) INTERVALOS COMPOSTOS

Podemos a toda hora nos deparar com intervalos como NONAS, DÉCIMAS
PRIMEIRAS, DÉCIMAS TERCEIRAS, etc...

Se entendemos que quando chegamos em uma OITAVA estamos repetindo a mesma


nota do ponto de partida (a PRIMEIRA) só que em outra altura, relacionamos então uma
NONA com uma SEGUNDA (o reinício da sequência); uma DÉCIMA com uma TERÇA; uma
DÉCIMA PRIMEIRA com uma QUARTA e assim por diante. Simples assim.

Em cifras o surgimento desses intervalos compostos indica somente qual nota deverá
ser usada no acorde. E não necessariamente uma distância física dela com a
FUNDAMENTAL. Uma NONA (9) neste caso, quer dizer na verdade “uma SEGUNDA que
pode entrar a qualquer momento no acorde”, independente de estar efetivamente criando
uma distância de NONA em relação à FUNDAMENTAL do acorde.

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A QUALIDADE

Para chegarmos à distância exata em nossa fita métrica, vimos que o Numeral
(SEGUNDA, TERÇA, etc...) vem sempre acompanhado de uma Qualidade (MAIOR,
MENOR, JUSTO, AUMENTADO ou DIMINUTO).

Lembrando que o semitom é o menor dígito de nossa fita métrica (a “casa seguinte ou
anterior” nos instrumentos de corda, a menor distância entre as teclas de um teclado), foi
convencionado que uma SEGUNDA MAIOR corresponde a dois semitons e ponto.

Assim, obviamente a SEGUNDA MENOR diminuiria essa distância trazendo-a para


somente um semitom.

Nessa mesma lógica, a TERÇA MAIOR engloba então quatro semitons...

...e a TERÇA MENOR, um semitom a menos, com três semitons.

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As Qualidades chamadas AUMENTADA e DIMINUTA devem ser vistas sempre como
variações dos intervalos convencionais. O intervalo AUMENTADO acrescenta um semitom
ao intervalo MAIOR. Por exemplo, para acharmos a SEGUNDA AUMENTADA a partir da
nota DÓ.

O intervalo DIMINUTO subtrai um semitom da distância.

Foram convencionados também alguns intervalos denominados JUSTOS (que não


tem a variação MAIOR ou MENOR). A QUARTA, por exemplo, é denominada JUSTA
possuindo a soma de dois tons e meio.

Pode-se brincar com a ideia de que em um intervalo JUSTO juntasse em um mesmo


ponto as Qualidades MAIOR e MENOR. Assim, diferentemente do MAIOR e MENOR, já
chegamos ao intervalo AUMENTADO ou DIMINUTO direto a partir do JUSTO.

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E com essas informações chegamos à 2ª Lei de Inversões – Qualidades (que faz
referência justamente às Qualidades dos intervalos):

Um intervalo MAIOR fica automaticamente MENOR em sua inversão. E vice-versa.


Ponto. A inversão de uma SÉTIMA MAIOR será então uma SEGUNDA MENOR. É só inverter
a Qualidade também. Inversão de uma SÉTIMA MENOR será assim uma SEGUNDA
MAIOR. De uma SEXTA MAIOR será uma TERÇA MENOR.

Um intervalo AUMENTADO fica automaticamente DIMINUTO em sua inversão. E, é


claro, vice-versa. Inversão de uma SEGUNDA AUMENTADA será então uma SÉTIMA
DIMINUTA. Inversão de uma QUINTA DIMINUTA será assim uma QUARTA AUMENTADA.

E quando um intervalo é JUSTO ele permanece JUSTO em sua inversão! A inversão


de uma QUARTA JUSTA será assim uma QUINTA JUSTA. E vice-versa.

EXERCÍCIOS DEFININDO AS QUALIDADES

Exercitar livremente todo tipo inversão possível.

SEGUNDA MENOR inversão SÉTIMA MAIOR

SÉTIMA MENOR inversão SEGUNDA MAIOR

QUARTA JUSTA inversão QUINTA JUSTA

QUINTA DIMINUTA Inversão QUARTA AUMENTADA

E assim por diante até em busca do reconhecimento imediato.

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NOMENCLATURA
Uma nova nomenclatura mundial para os intervalos pode ser adotada, simplificando o
raciocínio e dando velocidade à sua forma escrita. Considera-se que um simples número será
sempre um intervalo ou MAIOR ou JUSTO.

Usam-se então os acidentes (sustenidos e bemóis) para ilustrar a flexibilidade dos


intervalos:

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*Algo que constantemente gera confusão é o contraste dessa nova linguagem
intervalar mais lógica e compreensível com algumas convenções “históricas” existentes nas
cifras. Com as SÉTIMAS, por exemplo, foi convencionado que somente o número 7 na cifra,
terá o significado de uma sétima MENOR. Isso gera um contraste que temos de suportar:

7 (em cifra=SÉTIMA MENOR) 7 (em intervalo=SÉTIMA MAIOR)

7M (em cifra=SÉTIMA MAIOR) b7 (em intervalo=SÉTIMA MENOR)

EM BUSCA DAS DISTÂNCIAS MAIS CURTAS

Aplicando agora e as duas Lei de Inversões (do Numeral e da Qualidade)


simultaneamente podemos reduzir de forma drástica a medição das longas distâncias de um
intervalo.

Exemplo:

Buscando uma SÉTIMA MAIOR acima de uma nota escolhida, localiza-se (na mente)
essa mesma nota que estará sempre uma SEGUNDA MENOR abaixo desta mesma nota
escolhida, pois a inversão de uma SÉTIMA MAIOR será invariavelmente uma SEGUNDA
MENOR.

SÉTIMA MAIOR acima de um DÓ

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EXERCÍCIOS SOBRE AS DISTÂNCIAS MAIS CURTAS

Faça esse exercício mental

Uma particularidade sobre as QUARTAS e QUINTAS pode também ajudar em sua


medição:

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Havíamos visto as QUINTAS como “casais” (César e Gorete, lembra???). Pois bem,
com exceção da última delas (B – F), tomamos conhecimento agora de que todas as outras
QUINTAS que vieram ao mundo sem nenhum acidente (# ou b) nasceram como QUINTAS
JUSTAS!. Basta fazer as contas uma a uma. Mas se soubermos disso de antemão, enquanto
quisermos manter uma distância fixa de uma QUINTA JUSTA, o acidente que incidir sobre
uma nota será automaticamente aplicado de forma idêntica na outra. Bem simples.

Por exemplo, sabendo que a QUINTA JUSTA de um DÓ é um SOL, saberemos então


que a QUINTA JUSTA de um DÓ# será automaticamente um SOL# (levando o mesmo
acidente). Ou que a QUINTA JUSTA de um DÓb será então um SOLb.

Facilita também acharmos intervalos AUMENTADOS e DIMINUTOS de QUARTAS e


QUINTAS.

Obs.- Repare que não são os acidentes (# ou b) que determinam se uma distância
aumenta ou diminui. A aplicação de um Sustenido não significa dizer que a distância foi
aumentada. Distância é distância. Acidentes são ajustadores de notas.

Um b aumentando uma distância e um # diminuindo outra.

Atenção ao lidar com os acidentes!! Existe um procedimento chamado enarmonia que


permite denominarmos um mesmo som com dois nomes diferentes (C# ou Db; D# ou Eb;
etc..). Se você quer realmente entender como funciona uma tonalidade extingua a
possibilidade de enarmonia de seu pensamento. Guarde-a para situações especiais.

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Mesmo que os acidentes levem duas notas a soar no mesmo ponto, mantenha a lógica
dos intervalos.

Em música, quando pensamos de baixo para cima ou de cima para baixo estamos
falando de grave para agudo ou agudo para grave.

O raciocínio para distâncias que vão do grave para o agudo (intervalos ascendentes)
se aplica igualmente quando o sentido é oposto (intervalos descendentes).

Observe que setinhas são graficamente suficientes para dizer a direção.

Quando as notas de um intervalo são tocadas simultaneamente o denominamos


intervalo harmônico, e obviamente ele não prescindirá de senso da seta de direção.

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EXERCÍCIOS
Uma vez entendido o exercício abaixo é possível executá-lo em qualquer folha de
papel, em qualquer circunstância. O estudante que adotar esse exercício como um “vício
temporário” de passatempo, fazendo-o ao menos uma vez ao dia durante uns poucos meses,
certamente eliminará rapidamente e por definitivo qualquer “cálculo” no reconhecimento dos
intervalos. A repetição constante e quase massacrante dos mesmos intervalos o levarão a
ver que eles não são tantos assim. E o músico é que propõe a si mesmo o exercício.

Sobre um pentagrama escrever uma sequência de notas aleatórias.

A partir daí analisa-se os intervalos gerados de nota para nota, já usando nossa nova
nomenclatura intervalar e pondo em prática todos os procedimentos de encurtamento que
listamos aqui. Toda distância longa deve ser radicalmente localizada pela distância mais curta
até uma sedimentação completa (no exemplo abaixo, as notas fantasmas são as inversões
pelas quais o músico se baseia para chegar ao intervalo real).

Uma vez completada a análise desses intervalos deve-se criar um segundo


pentagrama e determinar um nota como ponto de partida (o único requisito é que essa nota
NÃO seja a mesma nota que iniciou a primeira série do exercício).

Se na primeira série começamos com um MI, esta é a única nota que não deve abrir a
segunda série. Abriremos aleatoriamente aqui com um DÓ.

A partir daí deve-se achar as notas seguintes seguindo e respeitando de forma


absoluta a sequência de intervalos gerados na primeira parte do exercício.

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