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Aula 04

Noções de Direito Processual do Trabalho p/ TRT-BA (Técnico Jud - Área


Administrativa) - Atualização

Professores: Bruno Klippel, Adriana Lima


Direito Processual do Trabalho Teoria e Questões
Prof. Bruno Klippel / Profa. Adriana Lima Aula 04

IREITO CONSTITUCIO

AULA 04 – NOTIFICAÇÃO, DEFESA DO RECLAMADO E


REVELIA.

Nome do curso/concurso: TRT/BA 5ª Região

ATUALIZADA COM A REFORMA TRTABALHISTA – LEI 13.467/17

Prof. Bruno Klippel / Profa. Adriana Lima

MATÉRIA DA AULA

SUMÁRIO

 NOTIFICAÇÃO;
 RESPOSTA DO RÉU;
o Espécies de defesa;
 Contestação;
 Preliminares de mérito;
 Defesa de mérito;
o Princípio da impugnação especificada dos fatos – Art. 341 do
CPC/15:
o Princípio da eventualidade – Art. 342 do CPC/15:
o Compensação, dedução e retenção como matérias de defesa:
 Exceções;
 Exceção de incompetência – art. 800 da CLT:
 Exceções de suspeição e impedimento;
 Reconvenção;

 REVELIA;

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 NOTIFICAÇÃO;

O termo notificação é utilizado genericamente no processo do trabalho,


diferentemente do que ocorre no direito processual civil, que distingue os atos de
comunicação em citação e intimação, descritos nos artigos 238 e 239 do CPC/15,
respectivamente. No direito processual do trabalho, notificação tanto é utilizada para
o autor quanto para o réu, o que demonstra certa autonomia em relação ao direito
processual comum.

! A notificação engloba a comunicação sobre o ajuizamento da


demanda e ciência do ato processual já realizado ou a realizar.

Art. 238. Citação é o ato pelo qual são convocados o réu, o


executado ou o interessado para integrar a relação
processual.

Art. 239. Para a validade do processo é indispensável a


citação do réu ou do executado, ressalvadas as hipóteses de
indeferimento da petição inicial ou de improcedência liminar
do pedido.

Apenas no processo de execução é que a CLT, em seu art. 880, tratou da


citação do executado, que se dará de maneira bastante diferente daquela ocorrida no
processo de conhecimento.
Como pontos principais da notificação do réu, seguindo-se o curso do
procedimento ordinário, tem-se que:
 Trata-se de ato automático realizado por servidor da Justiça do Trabalho, no
prazo de 48h a contar do recebimento da petição inicial. Logo, não há despacho
do Juiz determinando a notificação do reclamado, pois aquele, geralmente,
somente tem contato com os autos na audiência.

! No processo civil o Juiz despacha a inicial (art. 334 do CPC/15) e


estando presentes todos os requisitos, determina a citação do réu
para comparecer à audiência de conciliação ou mediação.

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Art. 334. Se a petição inicial preencher os requisitos


essenciais e não for o caso de improcedência liminar do
pedido, o juiz designará audiência de conciliação ou de
mediação com antecedência mínima de 30 (trinta) dias,
devendo ser citado o réu com pelo menos 20 (vinte) dias de
antecedência.

 A notificação na seara trabalhista ocorre para que o reclamado compareça à


audiência e apresente defesa, querendo, sob pena de revelia.

! Lembre-se que a revelia importa em presunção de veracidade dos


fatos e não do direito.

 Importante frisar que entre o recebimento da notificação e a realização da


audiência deve haver prazo mínimo de 5 (cinco) dias, sob pena de nulidade,
conforme art. 841 da CLT. Caso a notificação seja recebida com o desrespeito
ao prazo mínimo, poderá o reclamado comparecer à audiência tão somente
para arguir o vício, sendo determinada nova data para o ato.

Art. 841 - Recebida e protocolada a reclamação, o


escrivão ou secretário, dentro de 48 (quarenta e oito)
horas, remeterá a segunda via da petição, ou do
termo, ao reclamado, notificando-o ao mesmo tempo,
para comparecer à audiência do julgamento, que será
a primeira desimpedida, depois de 5 (cinco) dias.

 A notificação no processo do trabalho, quando realizada no processo de


conhecimento, é feita por via postal, com aviso de recebimento, não havendo
necessidade de ser pessoal, já que o TST entende que a entrega no endereço
do reclamado, a qualquer pessoa ou na caixa postal, é totalmente válida, já que
o ato não é pessoal.

! A notificação somente é pessoal no processo de execução, já que o


executado deve ser cientificado da existência de condenação e da
necessidade de seu cumprimento no prazo de 48h.

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Exemplo: após trabalhar muitos anos, fui demitido e resolvi


ajuizar ação trabalhista em face do meu ex-empregador. O meu
Advogado redigiu a petição inicial e incluiu o endereço
corretamente, conforme anotação na minha CTPS. Após
ajuizamento da ação, a mesma foi distribuída para a 3ª Vara do
Trabalho de Vitória, sendo que o servidor encaminhou a
notificação pelos correios, que entregaram a mesma na empresa,
para um funcionário que estava na portaria. Essa notificação foi
considerada válida, pois entregue no local indicado.

 Não sendo possível a notificação pela via postal, dispõe o art. 841, §1º da CLT,
que far-se-á a notificação por edital, o que importa dizer que a autorização para
a realização do ato por Oficial de Justiça existe apenas para o processo de
execução. Na prática, por questões de economia e celeridade, prefere-se seguir
a ordem: postal, oficial de justiça e edital.

! Para os concursos, seguir, no processo de conhecimento, a


ordem: postal e edital.

§ 1º - A notificação será feita em registro postal com


franquia. Se o reclamado criar embaraços ao seu
recebimento ou não for encontrado, far-se-á a
notificação por edital, inserto no jornal oficial ou no
que publicar o expediente forense, ou, na falta, afixado
na sede da Junta ou Juízo.

 Quando realizada a notificação por edital, não se aplicará o art. 72, II do


CPC/15, se o reclamado ficar revel, ou seja, não se nomeará curador especial,
já que este somente será nomeado quando o reclamante for menor e não tiver
representante legal.

Art. 72. O juiz nomeará curador especial ao: II - réu preso


revel, bem como ao réu revel citado por edital ou com hora

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certa, enquanto não for constituído advogado.

 Se o reclamado for pessoa jurídica de direito público, o prazo entre o


recebimento da notificação e a realização da audiência será, conforme Decreto-
Lei 779/1969, considerado em quádruplo, isto é, o prazo mínimo será de 20
(vinte) dias. Além disso, é importante dizer que o TST possui posicionamento
segundo o qual as pessoas jurídicas de direito público devem ser notificadas por
via postal, como já afirmado em relação às privadas.

Exemplo: após trabalhar para uma empresa de segurança, que


prestava serviços para o Estado do Espírito Santo, ajuizei ação
trabalhista em face do meu ex-empregador e da pessoa jurídica
de direito público Estado do ES, uma vez que houve terceirização
e o último possuía responsabilidade subsidiária. Ao marcar a
audiência, o Servidor da Justiça do Trabalho teve o cuidado de
marcar em uma data mais distante, uma vez que o Estado do ES
tem direito a, pelo menos, 20 dias entre o recebimento da
notificação e a realização da audiência, já que precisa de mais
tempo para preparar a defesa.

 Há que se destacar ainda o posicionamento consolidado na Súmula n. 16 do


TST, segundo o qual há uma presunção de recebimento da notificação no prazo
de 48h a contar da postagem, isto é, postada a notificação, presume-se que o
reclamado a recebeu no aludido prazo, devendo aquele demonstrar que o prazo
não foi respeitado, sendo ônus da prova que lhe incumbe.

! O aviso de recebimento mostra-se como importante meio de


comprovação de que a notificação não foi recebida dentro do prazo
a que alude a Súmula n. 16 do TST.

Súmula nº 16 do TST: Presume-se recebida a


notificação 48 (quarenta e oito) horas depois de sua
postagem. O seu não-recebimento ou a entrega após o
decurso desse prazo constitui ônus de prova do

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destinatário.

 Se o reclamado residir ou tiver sede fora da comarca, será notificado da mesma


maneira por via postal, ou seja, não há necessidade de notificação por carta
precatória, já que o art. 247 do CPC/15 autoriza a notificação por correios para
todas as comarcas do país. Caso esteja em outro país, a notificação será
realizada mediante carta rogatória, nos termos do art. 260 e seguintes do
CPC/15.

Art. 247. A citação será feita pelo correio para qualquer


comarca do país, exceto: I - nas ações de estado, observado
o disposto no art. 695, § 3o; II - quando o citando for
incapaz; III - quando o citando for pessoa de direito público;
IV - quando o citando residir em local não atendido pela
entrega domiciliar de correspondência; V - quando o autor,
justificadamente, a requerer de outra forma.

Por fim, e em separado, pois será objeto de estudos no tópico apropriado,


afirma-se que no rito sumaríssimo não há espaço para a notificação por edital, já que
a lei (Art. 852-B, II da CLT) impõe a indicação correta e completa do endereço do
reclamado. Em não havendo tais dados, deverá o processo ser arquivado (extinto sem
resolução do mérito), ajuizando-se novamente perante o rito ordinário, já que tal
procedimento permite a prática do ato naquela forma.

Art. 852-B. Nas reclamações enquadradas no


procedimento sumaríssimo: (...) II - não se fará
citação por edital, incumbindo ao autor a correta
indicação do nome e endereço do reclamado.

Exemplo: ajuizei uma ação trabalhista em face do meu ex-


empregador, mencionando como valor da causa a quantia de
R$10.000,00. Por ser um valor inferior a 40 salários mínimos, tal
demanda será processada como rito sumaríssimo. Foi expedida
notificação para o reclamado, mas a mesma retornou dos correios
com a indicação de que naquele local não há a empresa

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reclamada. Assim, nos termos do §1º do art. 852-B da CLT, o Juiz


determinou o arquivamento do processo, ou seja, a sua extinção
sem resolução do mérito, com a minha condenação ao pagamento
das custas processuais, para que novamente fosse ajuizada a
ação, pelo rito ordinário, com pedido de citação por edital.

 RESPOSTA DO RÉU;

O tema merece estudo aprofundado, já que muito importante para a prática


trabalhista, assim como para os concursos públicos da área. Já se afirmou acima que
o reclamado é notificado para comparecer à audiência, que será a primeira
desimpedida no prazo mínimo de 5 (cinco) dias. O prazo, como já sabido, é
considerado como o mínimo para a formulação da defesa, que contempla a reunião de
documentos e a concatenação de ideias e teses de defesa.
No dia da audiência, de acordo com o art. 847 da CLT, o reclamado
apresentará resposta caso seja infrutífera a primeira tentativa de conciliação,
realizado nos termos no art. 846 da CLT.

Exemplo: no dia e hora marcados, o Juiz do Trabalho fez o


pregão das partes, que comparecem à sala de audiência. O
Magistrado perguntou se havia a possibilidade de acordo entre as
partes, o que foi respondido que não. O Juiz tentou mediar a
situação, mas realmente não havia a menor possibilidade de
acordo, razão pela qual passou a palavra ao reclamado para que
apresentasse a sua defesa, conforme art. 847 da CLT.

Importante frisar que a defesa é apresentada oralmente, no prazo de 20


(vinte) minutos (contestação e reconvenção – as exceções tem procedimento próprio
previsto no art. 800, da CLT). Essa é a regra do caput do art. 847 da CLT, mas a
reforma trabalhista (Lei 13.467/17) inovou ao trazer para o texto legal a
possibilidade de apresentação de defesa escrita.
O novel parágrafo único do art. 847 da CLT dispõe acerca da possibilidade
da parte apresentar defesa escrita pelo sistema do processo judicial eletrônico até a

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audiência. Percebam que são duas as possibilidades: a parte pode optar por
apresentar a defesa oral em audiência ou por escrito, antes da audiência !!

! CUIDADO, pois a defesa não é mais obrigatoriamente oral e nem


passou a ser obrigatoriamente escrita. São duas possibilidades !!

Art. 847 - Não havendo acordo, o reclamado terá vinte


minutos para aduzir sua defesa, após a leitura da
reclamação, quando esta não for dispensada por
ambas as partes. Parágrafo único. A parte poderá
apresentar defesa escrita pelo sistema de processo
judicial eletrônico até a audiência.

Havendo mais de um reclamado, cada um terá o prazo acima descrito para


apresentação oral de sua defesa. Tal forma de apresentação da defesa reflete os
princípios que fundamentam o processo do trabalho, em especial, o jus postulandi e a
celeridade.

Exemplo: em determinada ação trabalhista, chegou-se ao dia da


audiência, sem que houvesse qualquer possibilidade de acordo.
Assim, o Juiz passou a palavra ao Advogado do reclamado, para
que apresentasse a defesa. Como o Advogado havia sido
contratado naquele dia, sem tempo de redigir a defesa,
apresentou oralmente, no prazo de 20 minutos. Utilizou esse
tempo para apresentar a contestação, afirmando que não houve o
dano moral descrito na petição inicial e, também, para apresentar
a alegação de incompetência, afirmando que a ação deveria ser
ajuizada no Rio de Janeiro e não em São Paulo, pois foi naquela
primeira cidade que houve a prestação dos serviços. Terminada a
apresentação da defesa, o Juiz passou à instrução do processo,
isto é, à produção das provas.

 Espécies de defesa;

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Em item anterior, fixou-se a premissa de que a defesa do réu pode ser


apresentada oralmente, no prazo máximo de 20 (vinte) minutos, conforme art. 847
da CLT ou por escrito, antes da audiência, nos termos do § único do mesmo
dispositivo.

! Apesar de na prática forense a defesa ser apresentada por escrito,


para fins de provas objetivas de concursos públicos, deve-se adotar
o entendimento de que ela também pode ser apresentada
oralmente, no prazo máximo de 20 minutos.

Art. 847 - Não havendo acordo, o reclamado terá vinte


minutos para aduzir sua defesa, após a leitura da
reclamação, quando esta não for dispensada por
ambas as partes. Parágrafo único. A parte poderá
apresentar defesa escrita pelo sistema de processo
judicial eletrônico até a audiência.

Poderá o reclamado apresentar diversas peças de defesa, cada uma com o


seu objetivo específico. Assim, poderá aquele apresentar apenas a contestação, peça
mais utilizada no cotidiano forense, ou optar por apresentar também alguma outra
alegação, como suspeição, impedimento, etc. Optando pela apresentação oral de mais
de um tipo de alegação na defesa, deverá fazê-lo dentro dos 20 (vinte) minutos de
que dispõe, isto é, a apresentação oral de todas as peças não poderá exceder o limite
legal.
Serão analisadas, uma a uma, as peças que o reclamado pode valer-se para
sua defesa, destacando as formalidades legais, o procedimento e consequência de seu
acatamento.

 Contestação;

A principal peça de defesa do reclamado é denominada contestação e na


maioria nas demandas trabalhistas mostra-se como a única a ser apresentada, já que
a existência de algum vício que imponha a apresentação das demais peças de defesa,

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como a suspeição ou impedimento do julgador ou a incompetência do juízo,


exemplificativamente, são situações excepcionais.

 Preliminares de mérito;

Ao formular uma contestação, poderá o reclamado aduzir matérias


relacionadas ao processo (preliminares de mérito) e outras que dizem respeito aos
fatos e fundamentos jurídicos, bem como aos pedidos, formulados pelo reclamante
(defesa de mérito).
Em relação à primeira hipótese, prevista no art. 337 do CPC/15 e
denominada de “arguição de preliminares de mérito”, há que se dizer que diversas
são as matérias (vícios e irregularidades) que o reclamado pode afirmar, buscando ora
a extinção do feito, ora a correção da irregularidade.

Art. 337. Incumbe ao réu, antes de discutir o mérito,


alegar: I - inexistência ou nulidade da citação; II -
incompetência absoluta e relativa; III - incorreção do valor
da causa; IV - inépcia da petição inicial; V - perempção; VI -
litispendência; VII - coisa julgada; VIII - conexão; IX -
incapacidade da parte, defeito de representação ou falta de
autorização; X - convenção de arbitragem; XI - ausência de
legitimidade ou de interesse processual; XII - falta de
caução ou de outra prestação que a lei exige como
preliminar; XIII - indevida concessão do benefício de
gratuidade de justiça.

Afirma o art. 337 do CPC/15 que “Incumbe ao réu, antes de discutir o


mérito, alegar”, trazendo em seguida extenso rol de situações que podem ser objeto
de análise pelo Poder Judiciário. Recebem o nome de preliminares de mérito, pois
devem ser apresentadas antes de qualquer defesa em face das afirmações contidas na
inicial, que resultam nos pedidos apresentados (mérito).

! Não há forma predeterminada para a formulação da contestação, e


sim, uma ordem lógica que geralmente é seguida, que consiste em

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deduzir em primeiro lugar as matérias consideradas preliminares


para, em seguida, falar-se sobre o mérito.

A respeito das preliminares de mérito, alguns comentários indispensáveis


devem ser formulados:

 Com o CPC/15, surgiram três novidades em relação às preliminares, que são


situações novas em relação ao CPC/73:
o Incompetência relativa;
o Incorreção em relação ao valor da causa;
o Indevida concessão do benefício da justiça gratuita;

 Especificamente no tocante à alegação de incompetência relativa, não se


aplica o CPC ao processo do trabalho, já que a Lei 13.467/17 (reforma
trabalhista) reafirmou a utilização da exceção de incompetência, que
posteriormente será analisada, demonstrando que esta é a peça adequada para
demonstrar que a ação trabalhista foi ajuizada no local errado. A exceção
encontra-se prevista no art. 800 da CLT.

 Com exceção do compromisso arbitral, todas as matérias arroladas no art.


337 do CPC/15 são consideradas de ordem pública, o que representa dizer que
poderão ser reconhecidas de ofício pelo Magistrado, isto é, sem necessidade de
pedido. De acordo com o §5º do artigo referido, somente há necessidade de
pedido para o reconhecimento do compromisso arbitral.

! Matéria de ordem pública é aquela sobre a qual não há preclusão,


por mostrar-se de interesse do Estado, tais como as condições da
ação e pressupostos processuais. De acordo com o art. 10 do
CPC/15, o Juiz deve intimar a parte antes de analisar tal matéria, o
que é uma novidade no sistema processual.

§ 5o Excetuadas a convenção de arbitragem e a


incompetência relativa, o juiz conhecerá de ofício das
matérias enumeradas neste artigo.

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 As preliminares de mérito são classificadas em dilatórias e peremptórias, a


depender das consequências advindas de seu reconhecimento, sendo que as
primeiras acarretam a dilatação do procedimento, isto é, o seu alongamento,
enquanto as últimas geram a extinção do feito sem resolução do mérito. Como
exemplos das dilatórias pode-se citar: inexistência ou nulidade de citação,
incompetência absoluta, conexão, etc. Já em relação à inépcia da petição
inicial, perempção, coisa julgada, litispendência, dentre outros, têm-se matérias
peremptórias.

O fato do reclamado não ter aduzido as preliminares descritas no art. 337


do CPC/15 não impede que o Juiz as conheça de ofício, como já afirmado, e que o
próprio reclamado formule posteriormente pedido no sentido de que sejam
reconhecidos os vícios, uma vez inexistir preclusão em relação às matérias de ordem
pública.

Exemplo: fui contratado como Advogado de uma empresa em


determinado processo trabalhista e estou redigindo a defesa.
Verifiquei que não houve a prestação das horas extraordinárias,
conforme alegado pelo autor e que o mesmo recebeu o adicional
de transferência, diferentemente do que alega na petição inicial.
As teses da defesa estão prontas. Contudo, antes de demonstrar
que o autor não tem direito, vou redigir as preliminares de mérito,
demonstrando que já existe outra ação idêntica a essa, ajuizada
no ano passado e que está tramitando na 3ª Vara do Trabalho de
Vitória. Assim, vou alegar a preliminar de litispendência.

 Defesa de mérito;

No que toca à defesa de mérito a ser formulada pelo reclamado, duas


regras (consideradas pela doutrina majoritária como princípios específicos) devem ser
seguidas, a saber:
 Princípio da impugnação especificada dos fatos – Art. 341 do CPC/15:

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Art. 341. Incumbe também ao réu manifestar-se


precisamente sobre as alegações de fato constantes da
petição inicial, presumindo-se verdadeiras as não
impugnadas, salvo se: I - não for admissível, a seu
respeito, a confissão; II - a petição inicial não estiver
acompanhada de instrumento que a lei considerar da
substância do ato; III - estiverem em contradição com
a defesa, considerada em seu conjunto. Parágrafo
único. O ônus da impugnação especificada dos fatos
não se aplica ao defensor público, ao advogado dativo
e ao curador especial.

Ao formular a sua defesa de mérito, deverá o reclamado “voltar seus olhos”


para a petição inicial, impugnando todos os fatos e pedidos ali contidos, de maneira a
evitar a confissão ficta, já que a ausência de defesa em relação a algum ou alguns,
importa em revelia, que traz consigo, como já estudado, a presunção de veracidade.
Não há possibilidade, como regra geral, do reclamado apresentar contestação
genérica, isto é, por negação geral, por meio da qual afirme que todos os fatos
narrados são inverídicos e, por consequência, requerendo a improcedência dos
pedidos formulados. Essa espécie de defesa não é aceita, regra geral, pois não
impugna precisamente os fatos que foram levados ao Poder Judiciário. O art. 341 do
CPC/15 destaca que: “Incumbe também ao réu manifestar-se precisamente
sobre as alegações de fato constantes da petição inicial, presumindo-se
verdadeiras as não impugnadas, salvo se:”. Como se pode observar, a regra da
presunção de veracidade possui algumas exceções, a saber:

o Se não for possível a confissão: tratando-se de direitos indisponíveis,


sobre os quais não pode haver confissão ou renúncia (como nas
hipóteses de direitos de personalidade), não caberá a referida presunção
de veracidade, já que tais fatos devem ser provados nos autos.

o Se a petição inicial não estiver acompanhada de documento


indispensável a prova do ato: se a lei considera indispensável
determinado documento e o mesmo não é juntado aos autos, não pode

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considerar-se provado aquele em virtude da revelia, razão pela qual não


incide tal consequência da inércia do reclamado. Como exemplo, pedido
formulado pelo autor embasado em acordo ou convenção coletiva de
trabalho, sem que tais normas sejam juntadas ao processo.

o Se estiverem em contradição com a defesa em seu conjunto:


muitas vezes não são impugnados todos os pedidos do autor, mas a
defesa em seu conjunto faz controverter todos aqueles, pois decorrem da
procedência de um principal, como ocorre com o reconhecimento de
vínculo de emprego e condenação às verbas dele decorrentes. Pode ser
que o reclamado não impugne o pagamento de 13º salário, férias + 1/3,
aviso prévio, etc., em demanda em que se pretende o reconhecimento
do vínculo de emprego. Mas o fato de ter apresentado defesa negando o
vínculo de emprego faz controvertidos todos os pedidos, dispensando-se
a impugnação específica em relação a todos.

Verifica-se claramente que apresentar defesa por negação geral é o mesmo


que não apresentar, pois a presunção de veracidade surge como uma consequência
imediata, salvo as exceções acima tratadas.
Tal regra comporta exceções, isto é, alguns sujeitos processuais podem
apresentar defesa genérica ou por negação geral, a saber: curador especial, advogado
dativo, Ministério Público, nos exatos termos do art. 341, § único do CPC/15.
Qualquer outro ente que venha a apresentar defesa estará cingido ao princípio da
impugnação especificada dos fatos.

Exemplo: em determinada ação trabalhista foram formulados 5


pedidos: pagamento de adicional noturno, horas extras, dano
moral, adicional de transferência e adicional de insalubridade. Ao
redigir a defesa, tenho que demonstrar a inexistência do direito do
autor em relação à cada pedido. Assim, tenho que demonstrar,
por exemplo, que ele não trabalhava no período noturno, que as
horas extras já foram pagas, que não houve o dano moral, que a
transferência era definitiva e que a utilização de equipamentos de
proteção individual exclui a insalubridade. Vejam que a minha

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defesa foi específica, pois me defendi de todos os pedidos. Não


posso, por exemplo, dizer que o autor não tem direito aos
pedidos, pois não provou as suas alegações. Essa defesa,
considerada genérica, não é aceita.

 Princípio da eventualidade – Art. 342 do CPC/15:

Art. 342. Depois da contestação, só é lícito ao réu


deduzir novas alegações quando: I - relativas a direito
ou a fato superveniente; II - competir ao juiz conhecer
delas de ofício; III - por expressa autorização legal,
puderem ser formuladas em qualquer tempo e grau de
jurisdição.

Ao formular a sua defesa meritória, o reclamado deverá reunir todos os


argumentos e documentos, apresentando-os todos de uma vez, isto é, num único
evento, que é a audiência, sob pena de preclusão. Tal princípio impede a realização de
defesas por partes ou etapas. A apresentação de apenas um fundamento de defesa
gera preclusão consumativa para qualquer outro, já que o réu utilizou-se do único
momento que possuía para levar ao Estado-Juiz os seus fatos impeditivos,
modificativos e extintivos do direito do autor.
Ocorre que tal princípio também comporta exceções, previstas no art. 342
do CPC/15, que trata das situações em que o reclamado poderá valer-se de momento
posterior para levar ao Poder Judiciário as suas alegações. São as seguintes exceções:

 Relativas a direito superveniente, isto é, fatos que ocorreram


posteriormente à apresentação da defesa, mas que estão relacionados ao
objeto da demanda;

 Podem ser conhecidas de ofício pelo Juiz, tais como as condições da ação e
pressupostos processuais, que são conhecidos como matérias de ordem pública.

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 Podem ser formuladas a qualquer tempo, por expressa autorização


legal, tal como ocorre com a prescrição e decadência, bem como as normas de
ordem pública acima descritas, confundindo-se nesse ponto as duas hipóteses.

Exemplo: o princípio da eventualidade diz que a defesa deve ser


apresentada toda de uma vez só, na audiência, não podendo a
parte trazer os seus fundamentos aos poucos, como um “conta-
gotas”. Assim, contra um pedido de condenação ao pagamento de
horas extras, deve a parte alegar, na mesma defesa, de uma vez
só: que não foram prestadas as horas extras; que todas já foram
pagas; que existe sistema de compensação de jornada, etc,
mesmo que as defesas pareçam contraditórias.

 Compensação, dedução e retenção como matérias de defesa:

Os três temas mostram-se extremamente importantes na prática


trabalhista, despertando algumas dúvidas, que passam a ser aclaradas.

 Compensação: trata-se de forma de extinção das obrigações, quando duas


pessoas são credoras e devedoras ao mesmo tempo, tratando-se de hipótese
de extinção indireta da obrigação. No plano processual, a alegação de
compensação é considerada como uma defesa indireta, pois o réu alega um
fato extintivo do direito do autor. A alegação de compensação é possível no
processo do trabalho desde que respeitadas algumas regras, constantes da CLT
e Súmulas do TST, a saber:
o O momento processual adequado para requerer-se a compensação é a
defesa, pois o art. 767 da CLT dispõe que deve ser arguida como matéria
de defesa. Tal ideia também está contida na Súmula nº 48 do TST, que
diz ser a contestação a peça de defesa adequada à sua arguição.

Art. 767 - A compensação, ou retenção, só poderá ser


arguida como matéria de defesa.

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Súmula nº 48 do TST: A compensação só poderá ser


arguida com a contestação.

o A compensação na seara trabalhista, apesar de possível, mostra-se


bastante restrita, pois é permitida apenas entre dívidas de natureza
trabalhista, isto é, o reclamado poderá valer-se da compensação para
extinguir a sua obrigação se for credor de dívida de igual natureza, como
ocorre quando o empregado não concede o aviso-prévio e o empregador
compensa tal valor com o devido em virtude da rescisão. Também é
possível na ocorrência de dano pelo empregado, desde que pactuado o
desconto ou decorrente de dolo, conforme dispõe o art. 462, §1º da CLT.
O TST sedimentou o entendimento por meio da Súmula nº 18 do TST.

Art. 462 - Ao empregador é vedado efetuar qualquer


desconto nos salários do empregado, salvo quando
este resultar de adiantamentos, de dispositivos de lei
ou de contrato coletivo. § 1º - Em caso de dano
causado pelo empregado, o desconto será lícito, desde
que esta possibilidade tenha sido acordada ou na
ocorrência de dolo do empregado.

Súmula nº 18 do TST: A compensação, na Justiça do


Trabalho, está restrita a dívidas de natureza
trabalhista.

 Dedução: Na dedução, o réu demonstra que já foram efetuados pagamentos


relacionados às mesmas parcelas pleiteadas pelo autor. Diferencia-se da
compensação, pois pode ser requerida pela parte a qualquer tempo e grau de
jurisdição, podendo ser reconhecida de ofício pelo Magistrado, evitando-se o
enriquecimento ilícito do reclamante.

 Retenção: na retenção, o empregador retém objeto de titularidade do


empregado, visando forçá-lo ao pagamento de dívida, devendo ser requerida na
contestação, sob pena de preclusão, conforme art. 767 da CLT.

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Art. 767 - A compensação, ou retenção, só poderá ser


arguida como matéria de defesa.

Exemplo: digamos que o autor da ação trabalhista esteja pedindo


a condenação ao pagamento de R$10.000,00 à título de verbas
rescisórias. Esse mesmo empregado, por dolo, quebrou uma
máquina e o conserto custou R$3.000,00. Posso, na defesa,
requerer a compensação, que não foi possível na rescisão diante
do valor elevado, já que o dano decorreu da relação de emprego,
ou seja, o valor a ser compensado é considerado uma dívida
trabalhista. Também posso requerer a compensação do valor do
aviso prévio, que o trabalhador não concedeu, conforme art. 487
da CLT.

 Exceções;

Ao tratar do tema no art. 799, a CLT afirma que poderão ser opostas as
exceções de suspeição e incompetência, mostrando-se silente em relação à exceção
de impedimento. Contudo, há uma explicação histórica para tal omissão. Quando da
elaboração da CLT, estava em vigor o CPC/39, que não fazia menção à exceção de
impedimento, levando o legislador trabalhista a também incorrer na omissão.
Contudo, após a entrada em vigor do CPC/73, que passou a prever no art. 304 as três
espécies de exceção, a saber: incompetência, suspeição e impedimento. A reforma
trabalhista, implementada pela Lei 13.467/17, a exceção de incompetência
teve o seu procedimento modificado, conforme será analisado a seguir.

Art. 799 - Nas causas da jurisdição da Justiça do


Trabalho, somente podem ser opostas, com suspensão
do feito, as exceções de suspeição ou incompetência.

Por se tratarem de peças de defesa, deverão ser apresentadas em


audiência, oralmente de acordo com o art. 847 da CLT, ou por escrito, conforme §
único do mesmo dispositivo, incluído pela reforma trabalhista.

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Art. 847 - Não havendo acordo, o reclamado terá vinte


minutos para aduzir sua defesa, após a leitura da
reclamação, quando esta não for dispensada por
ambas as partes. Parágrafo único. A parte poderá
apresentar defesa escrita pelo sistema de processo
judicial eletrônico até a audiência.

 Exceção de incompetência territorial – art. 800 da CLT:

e
A exceção de incompetência ou exceção declinatória de foro, é a peça
processual adequada para o réu alegar a incompetência territorial, ou seja, afirmar
que a ação não tinha sido ajuizada no local correto, previsto no art. 651 da CLT, que
em síntese afirma a necessidade de ajuizamento da demanda trabalhista no foro da
prestação dos serviços, independentemente se a contratação ocorreu em outro lugar.

Art. 651 - A competência das Juntas de Conciliação e


Julgamento é determinada pela localidade onde o
empregado, reclamante ou reclamado, prestar serviços
ao empregador, ainda que tenha sido contratado
noutro local ou no estrangeiro.

A alteração no art. 800 da CLT é fundamental para as provas de processo


do trabalho, pois é totalmente diferente do que estávamos habituados no dia a dia
forense. Agora, a exceção deve ser apresentada em até 5 dias a contar do
recebimento da notificação, antes da audiência. Ao ser apresentada a peça, será
suspensa a realização da audiência, bem como o processo, para que seja processada
e julgada primeiro a exceção.
! Dispõe o art. 800 da CLT que a exceção, apesar de ser uma peça de
defesa, será apresentada antes da audiência, no prazo de 5 dias a
contar do recebimento da notificação.

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O magistrado, nos termos do §2º do art. 800 da CLT, intimará a parte


contrária e eventuais litisconsortes, para apresentação da manifestação no prazo de 5
dias, designando audiência caso entenda necessária a produção de prova oral. Um
detalhe fundamental: a produção das provas (depoimento pessoal e testemunhal)
poderá ser realizada no local que foi afirmado como competente pelo excipiente,
conforme previsto no art. 800, §3º da CLT.
Após a decisão do incidente, o processo retornará ao seu curso, com a
realização de audiência, apresentação de defesa e produção de provas perante o juízo
que foi considerado competente.

Art. 800. Apresentada


0 exceção de incompetência
territorial no prazo de cinco dias a contar da
notificação, antes da audiência e em peça que sinalize
a existência desta exceção, seguir-se-á o
procedimento estabelecido neste artigo.
§ 1º Protocolada a petição, será suspenso o processo e
não se realizará a audiência a que se refere o art. 843
desta Consolidação até que se decida a exceção.
§ 2º Os autos serão imediatamente conclusos ao juiz,
que intimará o reclamante e, se existentes, os
litisconsortes, para manifestação no prazo comum de
cinco dias.
§ 3º Se entender necessária a produção de prova oral,
o juízo designará audiência, garantindo o direito de o
excipiente e de suas testemunhas serem ouvidos, por
carta precatória, no juízo que este houver indicado
como competente.
§ 4º Decidida a exceção de incompetência territorial, o
processo retomará seu curso, com a designação de
audiência, a apresentação de defesa e a instrução
processual perante o juízo competente.

 Exceções de suspeição e impedimento;

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As exceções de suspeição e de impedimento serão apresentadas quando


houver quebra de imparcialidade do Julgador, por se enquadrar nas hipóteses dos
artigos 144 e 145 do CPC/15. Nessas situações, por mostrar-se parcial, deve ser
substituído por outro julgador imparcial.

Art. 144. Há impedimento do juiz, sendo-lhe vedado


exercer suas funções no processo: I - em que interveio
como mandatário da parte, oficiou como perito,
funcionou como membro do Ministério Público ou
prestou depoimento como testemunha; II - de que
b
conheceu em outro grau de jurisdição, tendo proferido
decisão; III - quando nele estiver postulando, como
defensor público, advogado ou membro do Ministério
Público, seu cônjuge ou companheiro, ou qualquer
parente, consanguíneo ou afim, em linha reta ou
colateral, até o terceiro grau, inclusive; IV - quando for
parte no processo ele próprio, seu cônjuge ou
companheiro, ou parente, consanguíneo ou afim, em
linha reta ou colateral, até o terceiro grau, inclusive; V
- quando for sócio ou membro de direção ou de
administração de pessoa jurídica parte no processo; VI
- quando for herdeiro presuntivo, donatário ou
empregador de qualquer das partes; VII - em que
figure como parte instituição de ensino com a qual
tenha relação de emprego ou decorrente de contrato
de prestação de serviços; VIII - em que figure como
parte cliente do escritório de advocacia de seu
cônjuge, companheiro ou parente, consanguíneo ou
afim, em linha reta ou colateral, até o terceiro grau,
inclusive, mesmo que patrocinado por advogado de
outro escritório; IX - quando promover ação contra a
parte ou seu advogado.

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Art. 145. Há suspeição do juiz: I - amigo íntimo ou


inimigo de qualquer das partes ou de seus advogados;
II - que receber presentes de pessoas que tiverem
interesse na causa antes ou depois de iniciado o
processo, que aconselhar alguma das partes acerca do
objeto da causa ou que subministrar meios para
atender às despesas do litígio; III - quando qualquer
das partes for sua credora ou devedora, de seu
cônjuge ou companheiro ou de parentes destes, em
linha reta até o terceiro grau, inclusive; IV -
interessado no julgamento
6 do processo em favor de
qualquer das partes.

No tocante ao procedimento, deve-se observar que o art. 802 da CLT prevê


situação que não mais se coaduna com a organização da Justiça do Trabalho de 1ª
grau, já que com a EC nº 24/99, restou extinta a representação classista na Justiça do
Trabalho.

Art. 802 - Apresentada a exceção de suspeição, o juiz


ou Tribunal designará audiência dentro de 48
(quarenta e oito) horas, para instrução e julgamento
da exceção. § 1º - Nas Juntas de Conciliação e
Julgamento e nos Tribunais Regionais, julgada
procedente a exceção de suspeição, será logo
convocado para a mesma audiência ou sessão, ou para
a seguinte, o suplente do membro suspeito, o qual
continuará a funcionar no feito até decisão final.
Proceder-se-á da mesma maneira quando algum dos
membros se declarar suspeito. § 2º - Se se tratar de
suspeição de Juiz de Direito, será este substituído na
forma da organização judiciária local.

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Até a referida emenda constitucional, vigorava o que está descrito no art.


802 do CPC, que assinala o julgamento pelo Juiz ou Tribunal, no prazo de 48h
(quarenta e oito horas).
Assim, devem ser aplicadas as normas do artigo 146 do CPC/15
quando a suspeição/impedimento referirem-se ao Juiz do Trabalho, que
destacam:

 Ao reconhecer a suspeição e o impedimento, o Juiz do Trabalho remeterá os


autos ao substituto legal;

 Caso não reconheça a situação que


1 lhe é imposta, apresentará as suas razões
no prazo de 15 (quinze) dias, remetendo os autos ao Tribunal;

 Ao julgar o incidente, o Tribunal determinará o seu arquivamento ou,


reconhecendo o vício, condenará o Magistrado nas custas processuais,
determinando a remessa dos autos ao substituto legal;

 Uma novidade do CPC/15 é em relação aos efeitos, já que o Relator poderá


atribuir efeito suspensivo ou não, ou seja, o processo principal poderá ficar
paralisado ou continuar a tramitar. No sistema do CPC/73, havia a suspensão
automática.

Art. 146. No prazo de 15 (quinze) dias, a contar do


conhecimento do fato, a parte alegará o impedimento
ou a suspeição, em petição específica dirigida ao juiz
do processo, na qual indicará o fundamento da recusa,
podendo instruí-la com documentos em que se fundar
a alegação e com rol de testemunhas. § 1o Se
reconhecer o impedimento ou a suspeição ao receber a
petição, o juiz ordenará imediatamente a remessa dos
autos a seu substituto legal, caso contrário,
determinará a autuação em apartado da petição e, no
prazo de 15 (quinze) dias, apresentará suas razões,
acompanhadas de documentos e de rol de

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testemunhas, se houver, ordenando a remessa do


incidente ao tribunal. § 2o Distribuído o incidente, o
relator deverá declarar os seus efeitos, sendo que, se o
incidente for recebido: I - sem efeito suspensivo, o
processo voltará a correr; II - com efeito suspensivo, o
processo permanecerá suspenso até o julgamento do
incidente. § 3o Enquanto não for declarado o efeito em
que é recebido o incidente ou quando este for recebido
com efeito suspensivo, a tutela de urgência será
requerida ao substituto legal. § 4o Verificando que a
alegação de impedimento ou de suspeição é
improcedente, o tribunal rejeitá-la-á. § 5o Acolhida a
alegação, tratando-se de impedimento ou de manifesta
suspeição, o tribunal condenará o juiz nas custas e
remeterá os autos ao seu substituto legal, podendo o
juiz recorrer da decisão. § 6o Reconhecido o
impedimento ou a suspeição, o tribunal fixará o
momento a partir do qual o juiz não poderia ter
atuado. § 7o O tribunal decretará a nulidade dos atos
do juiz, se praticados quando já presente o motivo de
impedimento ou de suspeição.

Exemplo: ajuizei uma ação trabalhista em Vitória/ES, que foi


distribuída perante a 10ª Vara do Trabalho de Vitória/ES. No dia
da audiência, após realizado o pregão, dirigi-me à sala de
audiência e lá chegando “fiquei branco”, pois o Juiz era o meu
inimigo mortal, a pessoa que queria me ver o mais longe possível,
por desavenças do passado. Na hora pensei: - perdi a ação. Esse
Juiz vai me prejudicar, pois não gosta de mim. Meu Advogado
apresentou exceção de suspeição, alegando que o Magistrado era
meu inimigo capital, o que foi reconhecido de plano pelo Juiz, que
determinou a remessa dos autos à outra Vara do Trabalho. Caso
ele não tivesse reconhecido o que foi alegado, iria apresentar
defesa e encaminhar a exceção de suspeição ao TRT, para

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julgamento.

 Reconvenção;

A reconvenção mostra-se como importante peça de defesa, constituindo-se


como um contra-ataque do réu ao autor, no mesmo processo, sendo por isso
considerado instituto de relevo para a consecução dos princípios da economia e
celeridade processuais. A possibilidade de apresentar-se a reconvenção encontra-se
no art. 343 do CPC/15. O dispositivo legal afirma a possibilidade de apresentação,
demonstrando que o réu não é obrigado a apresentá-la, podendo, caso queira, levar a
sua pretensão por meio de ação autônoma.

! O fato do réu não ter apresentado reconvenção, no prazo de


defesa, não impede o ajuizamento posterior de ação autônoma, não
havendo, portanto, preclusão. Trata-se a reconvenção de mais uma
opção conferida à parte para levar sua pretensão ao Poder
Judiciário.

Art. 343. Na contestação, é lícito ao réu propor reconvenção


para manifestar pretensão própria, conexa com a ação
principal ou com o fundamento da defesa. § 1o Proposta a
reconvenção, o autor será intimado, na pessoa de seu
advogado, para apresentar resposta no prazo de 15 (quinze)
dias. § 2o A desistência da ação ou a ocorrência de causa
extintiva que impeça o exame de seu mérito não obsta ao
prosseguimento do processo quanto à reconvenção. § 3o A
reconvenção pode ser proposta contra o autor e terceiro. §
4o A reconvenção pode ser proposta pelo réu em
litisconsórcio com terceiro. § 5o Se o autor for substituto
processual, o reconvinte deverá afirmar ser titular de direito
em face do substituído, e a reconvenção deverá ser proposta
em face do autor, também na qualidade de substituto
processual. § 6o O réu pode propor reconvenção
independentemente de oferecer contestação.

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Pela redação do §6º do art. 343 do CPC/15, não é preciso apresentar a


contestação para a parte apresentar a reconvenção, pois são pretensões
diversas, independentes entre si. Na contestação o réu pede para não ser
condenado, enquanto na reconvenção o pedido é de condenação do autor.
Uma das alterações mais importantes, trazidas pelo CPC/15 em relação à
reconvenção está relacionada à sua forma. Vejamos a diferença:

 CPC/73: no código anterior, a reconvenção era apresentada em


uma petição apartada, ou seja, uma petição diferente da
contestação, pois possuía natureza jurídica de ação e tinha que ser
apresentada na forma de petição inicial.

 CPC/15: no atual código de processo civil, simplificou-se a


apresentação da reconvenção, afirmando que a mesma pode ser
apresentada dentro da contestação, como um capítulo da mesma,
como já ocorria nos Juizados Especiais com a apresentação do
pedido contraposto.

O contra-ataque que se realiza por meio da reconvenção depende da


presença de alguns requisitos, a saber:

 Competência: o juízo da ação principal deve possuir competência para julgar a


pretensão exposta na reconvenção.

 Conexão entre a ação principal e a reconvenção: o art. 343 do CPC/15 traz


como requisito para a reconvenção a existência de conexão (art. 55 do
CPC/15), entre a ação principal e a reconvenção. A possibilidade de apresentar-
se nova pretensão no mesmo processo decorre da existência de um liame entre
as causas de pedir ou pedidos.

Art. 55. Reputam-se conexas 2 (duas) ou mais ações


quando lhes for comum o pedido ou a causa de pedir.

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 Pendência de ação: a apresentação de reconvenção decorre da pendência de


ação principal, já que aquela se utilizará do procedimento instaurado pelo
ajuizamento da demanda originária.

Como exemplos de reconvenção no processo do trabalho, pode-se falar no


pedido de devolução de equipamentos ou de condenação ao pagamento de
indenização decorrente de dano causado pelo obreiro, dentre outros.
Um dos aspectos mais importantes para os concursos públicos é a
autonomia/independência da reconvenção em relação à ação principal, disposta no
art. 343, §2º do CPC/15. Apesar de ação principal e reconvenção se utilizarem do
mesmo procedimento, continuam a ser tratadas como duas ações independentes, isto
é, autônomas, o que representa dizer que a extinção de uma não obsta o
prosseguimento da outra.

! Em praticamente todas as provas de concursos que exploram as


disciplinas de direito processual civil e direito processual do
trabalho, é inserida questão analisando o tema em destaque. A
premissa que deve ser seguida pelo aluno é sempre a da
AUTONOMIA entre ação e reconvenção.

§ 2o A desistência da ação ou a ocorrência de causa


extintiva que impeça o exame de seu mérito não obsta
ao prosseguimento do processo quanto à reconvenção.

Por fim, em relação ao procedimento a ser adotado, deve ser realizada uma
adaptação às normas do processo do trabalho, já que o §1º do art. 343 do CPC/15 diz
que o autor será intimado para apresentar defesa em 15 dias, sendo que na Justiça do
Trabalho a defesa não é apresentada em “x” dias, mas em audiência. Assim, ocorrerá
o seguinte:
o Sendo apresentada a reconvenção em audiência;
o O Juiz designará nova audiência;
o O autor poderá apresentar contestação à reconvenção na nova audiência;

Exemplo: durante muitos anos trabalhei para a mesma empresa,

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que nunca me pagou horas extras. Pedi demissão e ajuizei ação


trabalhista, dando à causa o valor de R$10.000,00. Ocorre que
nos últimos dias de trabalho, propositalmente bati um veículo da
empresa, gerando um prejuízo de R$15.000,00. Na defesa, a
empresa alegou que nunca prestei horas extras e que, aquelas
eventualmente prestadas, já tinham sido pagas. Além disso, a
empresa apresentou reconvenção demonstrando o dolo no dano
causado ao veículo, requerendo a minha condenação ao
pagamento dos R$15.000,00. Na sentença, o Juiz condenou a
empresa ao pagamento de R$3.000,00 a título de horas extras,
bem como me condenou ao pagamento de R$15.000,00 do
prejuízo do carro.

 REVELIA;

Sobre o tema, é indispensável asseverar que a ausência do reclamado à


audiência importa em revelia, com presunção de veracidade dos fatos narrados,
conforme art. 844 da CLT, desde que não haja motivo relevante, conforme deixa claro
o parágrafo único do dispositivo em destaque. A presença apenas do Advogado do
reclamado, estando ausente o preposto ou quem lhe represente, também gera
revelia, uma vez que não se pode ser preposto e Advogado ao mesmo tempo. A
ausência do preposto pode ser justificada através de atestado médico que informe a
impossibilidade de locomoção, tudo em conformidade com a Súmula n. 122 do TST.

! Sobre o tema “preposto”, destaca-se que a reforma trabalhista


mudou o entendimento consagrado na Súmula nº 377, passando a
afirmar em seu artigo 843, §3º, da CLT, que o preposto NÃO precisa
ser empregado da empresa.

Exemplo: imagine que em determinada ação trabalhista, o


reclamante afirme que sempre trabalhou 2 horas extraordinárias,
durante todo o período em que trabalhou para a reclamada (3
anos), sem nunca receber qualquer quantia por isso (adicional de

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trabalho extraordinário). Regularmente notificada, a empresa não


compareceu à audiência, pois o preposto e o Advogado se
confundiram em relação à data. Diante da ausência da reclamada,
o Juiz aplicou os efeitos da revelia, considerando verdadeiros os
fatos afirmados na inicial, ou seja, que houve o trabalho
extraordinário e que o reclamante não recebeu pelo mesmo.
Diante da presunção de veracidade, dispensou a produção de
outras provas e proferiu sentença oral, condenando a reclamada
ao pagamento das horas extraordinárias e seus reflexos legais.

Art. 844 - O não-comparecimento do reclamante à


audiência importa o arquivamento da reclamação, e o
não-comparecimento do reclamado importa revelia,
além de confissão quanto à matéria de fato.

Súmula nº 122 do TST: A reclamada, ausente à


audiência em que deveria apresentar defesa, é revel,
ainda que presente seu advogado munido de
procuração, podendo ser ilidida a revelia mediante a
apresentação de atestado médico, que deverá declarar,
expressamente, a impossibilidade de locomoção do
empregador ou do seu preposto no dia da audiência.

A reforma trabalhista de 2017 (Lei 13.467/17) incluiu o §5º do art. 844 da


CLT, prevendo o recebimento da defesa e dos documentos do réu revel quando o
Advogado estiver presente em audiência, o que não exclui a revelia, sendo que os
documentos podem ser utilizados nas hipóteses do também novo §4º do mesmo
artigo.

§ 5º Ainda que ausente o reclamado, presente o


advogado na audiência, serão aceitos a contestação e
os documentos eventualmente apresentados.

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Destaque também para a OJ n. 245 da SBDI-1 do TST, que diz inexistir


previsão legal que justifique o atraso à audiência, o que significa dizer, em outras
palavras, que feito o pregão das partes, o Juiz não precisa aguardar para verificar se
reclamante e reclamado estão presentes, podendo desde logo impor as consequências
legais, que são, respectivamente, o arquivamento da inicial e a revelia.

OJ nº 245 da SDI-1 do TST: Inexiste previsão legal


tolerando atraso no horário de comparecimento da
parte na audiência.

Ainda a respeito da revelia, três são os efeitos de tal instituto trabalhista.


Sendo o réu revel, podem surgir como consequências do fenômeno:

1º) A presunção de veracidade dos fatos narrados pelo autor: em regra, os


fatos narrados pelo autor na petição inicial são tidos como verdadeiros, já que não há
controvérsia acerca dos mesmos, conforme art. 344 do CPC/15. A apresentação de
defesa em relação ao mérito (fatos e fundamentos jurídicos apresentados na petição
inicial como premissas para os pedidos) gera a controvérsia típica de uma demanda
judicial, que será objeto das provas e do livre convencimento motivado do julgador.
Se não há controvérsia, os fatos são considerados verdadeiros, por presunção
relativa, dispensando-se a produção das provas.

! A presunção relativa de veracidade não impede o Juiz de


determinar a produção de provas, haja vista os seus poderes
instrutórios, previstos no art. 130 do CPC e reconhecidos pela
jurisprudência consolidada do TST, por meio do inciso III na Sumula
de nº 74.

Art. 344. Se o réu não contestar a ação, será


considerado revel e presumir-se-ão verdadeiras as
alegações de fato formuladas pelo autor.

Art. 370. Caberá ao juiz, de ofício ou a requerimento


da parte, determinar as provas necessárias ao

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julgamento do mérito. Parágrafo único. O juiz


indeferirá, em decisão fundamentada, as diligências
inúteis ou meramente protelatórias.

Súmula nº 74, III do TST: A vedação à produção de


prova posterior pela parte confessa somente a ela se
aplica, não afetando o exercício, pelo magistrado, do
poder/dever de conduzir o processo.

Importante destacar que a regra acima disposta encontra exceções, nas


situações descritas no art. 345 do CPC/15, a saber:

Art. 345. A revelia não produz o efeito mencionado


no art. 344 se: I - havendo pluralidade de réus, algum
deles contestar a ação; II - o litígio versar sobre
direitos indisponíveis; III - a petição inicial não estiver
acompanhada de instrumento que a lei considere
indispensável à prova do ato; IV - as alegações de fato
formuladas pelo autor forem inverossímeis ou
estiverem em contradição com prova constante dos
autos.

I) Se, havendo pluralidade de réus, algum deles contestar a ação: sendo


unitário o litisconsórcio, isto é, sendo os interesses dos litisconsortes os
mesmos e devendo a decisão a ser proferida ser única para aqueles, a
defesa apresentada por um aproveitará aos demais, elidindo o efeito da
revelia.

Exemplo: João ajuizou ação buscando o pagamento de comissões


em face das empresas “A” e “B”, com base no mesmo contrato
firmado entre todos. “A” não apresentou defesa, mas “B”
apresentou, demonstrando que aquele contrato era nulo, por ter
sido falsificadas as assinaturas dos representantes legais das
empresas. Mesmo diante da ausência de “A”, não haverá

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presunção de veracidade, pois o outro litisconsorte “B” apresentou


defesa e controverteu os fatos narrados, pois toda a pretensão
está baseada no mesmo documento, que é o contrato firmado
com “A” e “B”.

II) Se o litígio versar sobre direitos indisponíveis: se o direito em


discussão for considerado indisponível, tal como ocorre como os direitos de
personalidade, bem como aqueles relacionados à segurança e medicina do
trabalho, não se operará tal efeito da revelia, uma vez que, se não é
possível dispor do direito, também não se permitirá a presunção de
veracidade, uma vez que é necessária a produção de provas para aferir o
ferimento à norma jurídica. Assim como ocorre em relação, por exemplo, ao
adicional de insalubridade. Mesmo sendo revel o reclamado, será necessária
a produção de prova sobre a insalubridade, não se podendo presumir que o
reclamante trabalhava sujeito a agentes insalubres.

Exemplo: João ajuizou ação trabalhista afirmando ter trabalhado


em ambiente insalubre, em grau máximo, pois havia um ruído
muito alto. Notificada a empresa, não compareceu à audiência.
Apesar de revelia, não serão presumidos verdadeiros os fatos, ou
seja, não vamos presumir que havia insalubridade. O Juiz deverá
determinar a produção da prova pericial para saber se o ambiente
era insalubre ou não.

III) Se a petição inicial não estiver acompanhada do instrumento


público, que a lei considere indispensável à prova do ato: em algumas
situações, a prova do fato está intimamente ligada à juntada de
determinado documento, tido por indispensável naquela situação. Assim
ocorre no processo do trabalho quando se pleiteia verba decorrente de
acordo coletivo, convenção coletiva ou sentença normativa. Caso tais
documentos não sejam juntados aos autos, a ausência de defesa não
presumirá o direito do reclamante, já que os referidos documentos
mostram-se indispensáveis na hipótese.

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Exemplo: ajuizei ação trabalhista requerendo a condenação da


empresa reclamada ao pagamento de horas extraordinárias com
adicional de 150%, alegando que recebia tão somente adicional de
50% e que a Convenção Coletiva de Categoria prevê aquele
primeiro percentual mais elevado. Contudo, não juntei aos autos a
Convenção Coletiva de Trabalho. A reclamada foi notificada, mas
não compareceu. Apesar da revelia, não vamos presumir que o
adicional devido é 150%, pois não houve a juntada da CCT,
instrumento indispensável para a prova do fato.

As mesmas situações constam expressamente no §4º do art. 844 da CLT,


incluído pela Lei 13.467/17 (reforma trabalhista). Vejamos:

§ 4º A revelia não produz o efeito mencionado no


caput deste artigo se: I – havendo pluralidade de
reclamados, algum deles contestar a ação; II – o
litígio versar sobre direitos indisponíveis; III – a
petição inicial não estiver acompanhada de
instrumento que a lei considere indispensável à prova
do ato; IV – as alegações de fato formuladas pelo
reclamante forem inverossímeis ou estiverem em
contradição com prova constante dos autos.

2º) Julgamento antecipado da lide: a presunção de veracidade dos fatos trazidos


pelo autor torna possível o julgamento antecipado da lide, que consiste na dispensa
da fase instrutória para imediato julgamento, isto é, o Magistrado dispensa a
produção de provas e profere sentença. Tal possibilidade encontra-se prevista no art.
355, II do CPC/15.

! Mesmo havendo revelia, o Juiz não está obrigado a julgar


antecipadamente a lide, já que pode determinar a produção de
provas, já que os seus poderes instrutórios foram reconhecidos pelo

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art. 370 do CPC/15, permitindo àquele a produção de qualquer meio


de prova em direito admitido.

Art. 355. O juiz julgará antecipadamente o pedido,


proferindo sentença com resolução de mérito, quando:
I - não houver necessidade de produção de outras
provas; II - o réu for revel, ocorrer o efeito previsto
no art. 344 e não houver requerimento de prova, na
forma do art. 349.

3º) Desnecessidade de intimação do réu dos atos processuais, com fluência


automática dos prazos: o revel não precisa ser intimado da prática dos atos
processuais posteriores ao momento no qual poderia ser apresentado defesa. Logo,
não precisa ser intimado de audiência posterior que venha a ser designada ou do
início da realização da perícia, bem como da entrega do laudo pelo perito. Ocorre que,
consoante disposição contida no art. 852 da CLT, o réu, mesmo que revel, deverá ser
intimado da sentença, já que pode recorrer e praticar atos processuais a qualquer
momento. O fato de ter sido declarado revel não impede a realização posterior de atos
processuais, já que o parágrafo único do art. 346 do CPC/15 assevera a possibilidade
daquele intervir no processo no estado em que se encontra. O revel tão somente não
poderá realizar atos já acobertados pela preclusão. Dois pontos ainda importantes
sobre o tema: o revel que tenha Advogado nos autos possui direito a ser intimado de
todos os atos processuais, a teor do art. 346 do CPC/15. Assim, mesmo representado
por patrono, se for revel, terá direito a ser intimado, sob pena de nulidade por
violação ao princípio do contraditório.

! Não se esquecer das seguintes regras: se o réu revel não estiver


representado por Advogado, precisa ser notificado apenas da
sentença (art. 852 CLT). Caso contrário, terá direito a ser notificado
de todos os atos processuais (art. 346 CPC/15).

Art. 852 - Da decisão serão os litigantes notificados,


pessoalmente, ou por seu representante, na própria
audiência. No caso de revelia, a notificação far-se-á

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pela forma estabelecida no § 1º do art. 841.

Art. 346. Os prazos contra o revel que não tenha


patrono nos autos fluirão da data de publicação do ato
decisório no órgão oficial. Parágrafo único. O revel
poderá intervir no processo em qualquer fase,
recebendo-o no estado em que se encontrar.

Exemplo: digamos que eu tenha ajuizado uma ação trabalhista


pedindo a condenação ao pagamento de danos materiais, por
determinado acidente que sofri em serviço. A reclamada foi
notificada regularmente, mas não compareceu à audiência. Após
ser decretada a revelia, lembrei de pedir também o dano moral
em virtude da situação. Como já havia passado o momento da
defesa, essa inclusão do dano moral somente é possível se o
reclamado permitir. Para isso, será a mesma intimada para dizer
se permite ou não a inclusão. Permitindo, será designada nova
audiência para que eu apresente defesa em relação ao dano
moral. Se não permitir, o processo continuará em relação ao dano
material, podendo o autor propor outra ação apenas para pedir a
condenação ao pagamento dos danos morais.

DICAS

Notificação do reclamado

1. A notificação do reclamado está prevista no art. 841 da CLT e é realizada como


um ato automático, no prazo de 48 horas, pelo servidor da Vara do Trabalho.
Tal ato independe de pedido do autor, pois a petição inicial não traz como
requisito o pedido de notificação do reclamado.

2. A notificação do reclamado será realizada pelos Correios, não sendo necessária


a entrega pessoal, pois o TST reconhece válida a notificação entregue no
endereço do reclamado. Se não for possível a realização da notificação postal,

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será realizado o ato por edital, de acordo com o § 1º do art. 841 da CLT. Não
há no processo de conhecimento a realização do ato por Oficial de Justiça, pois
esse servidor apenas realiza a citação do executado, ou seja, no processo de
execução, de acordo com o art. 880 da CLT.

3. Encaminhada pelos Correios, a notificação chega ao destinatário no prazo de 48


horas, de acordo com a Súmula n. 16 do TST. Trata-se de presunção relativa,
pois a própria súmula afirma ser ônus da prova do destinatário o não
recebimento ou o recebimento tardio.

4. Entre o recebimento da notificação e a realização da audiência, há necessidade


de garantir um prazo mínimo de 5 dias para que o reclamado possa preparar a
defesa que será apresentada naquele ato. A entrega fora do prazo da Súmula
n. 16 do TST e que acarrete a redução do prazo mínimo de 5 dias poderá ser
alegada pelo reclamado, devendo o Magistrado redesignar a audiência.

5. Vimos que a notificação poderá ser realizada por edital, de acordo com o § 1º
do art. 841 da CLT, quando não for possível a notificação postal ou quando o
reclamado criar embaraços ao recebimento. Sendo notificado por edital, poderá
o reclamado ficar revel, caso não compareça à audiência. Nessa hipótese,
diferentemente do que assevera o CPC, não será nomeado curador especial ao
réu revel citado por edital.

6. As pessoas jurídicas de direito público possuem prerrogativa de prazo, prevista


no Decreto-Lei n. 779/69. Nos termos dos dispositivos, tais entes possuem
prazo em dobro para recorrer e em quádruplo para se defender. A prerrogativa
do prazo em quádruplo é efetivada da seguinte forma: entre o recebimento da
notificação e a realização da audiência, deverá haver espaço de tempo de 20
dias. Não se aplica o prazo em dobro do art. 183 do NCPC, na medida em que
há uma norma específica para o processo do trabalho, prevendo o prazo em
quádruplo, que é o DL 779/69.

7. Apesar da prerrogativa de prazo, as pessoas jurídicas de direito público serão


notificadas também pelos Correios, não se aplicando o art. 247 do NCPC, que

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diz ser por meio de Oficial de Justiça no processo civil.

8. No rito sumaríssimo, não haverá notificação por edital, nos termos do art. 852-
B, II, da CLT. Esse dispositivo legal afirma que cabe ao autor a indicação do
endereço correto e completo do reclamado, sob pena de arquivamento da
reclamação trabalhista, com a condenação ao pagamento das custas
processuais, que serão calculadas com base no art. 789 da CLT, em 2% sobre o
valor da causa.

9. No rito sumaríssimo, se o endereço estiver errado ou for insuficiente, não cabe


a emenda da petição inicial, e sim o arquivamento do processo, isto é, a
extinção sem resolução do mérito, conforme art. 852-B da CLT.

10.A notificação (ou citação) no processo de execução será realizada pelo Oficial
de Justiça Avaliador, conforme art. 880 da CLT, em um ato completo que
envolve encontrar o executado, comunicar-lhe que deve pagar ou depositar a
quantia devida em 48 horas, podendo também nomear bens à penhora no
mesmo prazo, sob pena de penhora dos bens, que serão avaliados pelo mesmo
servidor.

11.Ainda sobre notificação, temos a que é realizada aos Advogados, em uma


situação bem específica e cotidiana, constante na Súmula nº 427 do TST, que
prevê a pluralidade de Advogados representando a mesma parte. É comum a
contratação de escritórios de advocacia com diversos Advogados, todos
constantes na procuração e com poderes para agir no processo. Nestes casos, é
válido o pedido para que as intimações sejam realizadas em nome de um único
Advogado, sendo possível alegar-se nulidade processual caso o pedido não seja
atendido e ocorra algum prejuízo à parte representada.

12.Sobre a notificação de testemunhas, importante frisar que não há notificação


prévia para comparecimento à audiência, conforme art. 825 da CLT, pois as
testemunhas devem comparecer ao ato independentemente de qualquer ato
judicial. Na prática, representa dizer que as partes devem conversar com as
testemunhas e pedir que compareçam no dia e hora designados para a

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audiência.

13.Caso alguma ou todas as testemunhas faltem ao ato, poderá a parte requerer


ao Juiz a intimação delas, sendo necessária a designação de nova audiência. Tal
notificação depende da análise do Juiz acerca da necessidade da prova, já que
pode o Magistrado entender que não há necessidade de tal prova, que o
processo pode ser julgado com base nos documentos que constam nos autos.

14.No rito sumaríssimo, as testemunhas somente serão intimadas pelo Juiz caso a
parte prove que elas foram convidadas previamente, conforme art. 852-H, §3º,
da CLT. Nesse caso, geralmente é encaminhada uma carta com A.R (aviso de
recebimento) para provar em juízo o convite feito. Se a parte não provar tal
convite, perderá a oitiva da testemunha.

15.Por fim, se a sentença for proferida em audiência, que é a regra geral, à


medida que é proferida oralmente ao final daquele ato, a intimação das partes
ocorrerá no mesmo momento, mesmo que ausentes caso tenham sido
intimadas para a audiência, conforme Súmula nº 197 do TST. O réu revel será
intimado da sentença por edital, conforme art. 852 da CLT.

Defesa do reclamado

16.O reclamado é notificado para comparecer à audiência, que é una no processo do


trabalho, momento adequado para apresentação da defesa. As formas previstas
para a defesa são oral, em 20 minutos, nos termos do art. 847 da CLT e por
escrito, antes da audiência, nos termos do §º único do mesmo artigo.

17.Se ausente o reclamado à audiência, apesar de regularmente notificado, será


decretada a sua revelia, com a presunção de veracidade dos fatos afirmados na
petição inicial. Se o réu se atrasa, também é decretada a revelia, nos termos da
OJ n. 245 da SDI-1 do TST. A consequência – revelia – consta no art. 844 da
CLT, importantíssimo para as provas.

18.A revelia pode ser ilidida com a apresentação de atestado médico que

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demonstre a impossibilidade de locomoção do representante da empresa no dia


da audiência, nos termos da Súmula n. 122 do TST. A presença apenas do
Advogado, mesmo que munido de procuração e defesa, não é capaz de evitar a
revelia.

19.Percebam que a presença da parte e a ausência do Advogado é uma situação


considerada “normal”, por termos o jus postulandi no processo do trabalho. Já
a presença do Advogado e a ausência das partes não é tolerada, pois a parte é
“mais importante que o Advogado” para o processo do trabalho.

20.Mesmo revel, será determinada a produção da prova pericial quando for


imposta por lei, como ocorre em relação à insalubridade e à periculosidade, de
acordo com o art. 195, § 2º, da CLT. Na hipótese não se presume que o
empregado labora em local insalubre ou em condição de periculosidade,
devendo ser realizada a prova técnica sobre a situação. Em relação à
insalubridade, a prova técnica ainda deve ser realizada para demonstrar o grau,
que pode ser mínima (10%), médio (20%) e máximo (40%).

21.Em relação às peças de defesa que podem ser apresentadas pelo réu, destaca-
se a contestação, que possui duas partes: 1. preliminares de mérito, previstas
no art. 337 do NCPC; 2. mérito. No tocante às preliminares de mérito, dividem-
se em peremptórias e dilatórias, as primeiras, se reconhecidas, geram a
extinção do processo, enquanto as demais não geram a extinção, e sim outras
consequências, como reunião de processos, remessa dos autos para outro
órgão jurisdicional etc.

22.Em relação às preliminares de mérito da contestação, o CPC/15 trouxe algumas


grandes novidades, presentes no art. 337. Passaram a ser preliminares as
alegações de incompetência relativa, equívoco no valor da causa e concessão
de justiça gratuita fora dos requisitos legais. Muito embora na prática
trabalhista, a incompetência relativa já viesse sendo alegada em preliminar de
contestação, os artigos da CLT que tratam sobre a exceção de incompetência
não foram revogados.

23.A incompetência relativa é alegada por meio de exceção de incompetência,

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conforme art. 800 da CLT, no prazo de 5 dias antes da audiência, suspendendo-


se o processo e a audiência.

24.No mérito, destaca-se a compensação, nos termos do art. 767 da CLT e das
Súmulas nº. 18 e 48 do TST. A compensação somente pode ser objeto de
defesa, sendo alegada na contestação. Por fim, somente é possível a
compensação de dívidas trabalhistas. Frisa-se que a compensação deve ser
pedida expressamente pela parte.

25.A dedução, que não se confunde com a compensação, seria o “desconto” dos
valores pagos em relação àqueles que constam da condenação, como por
exemplo, a dedução das horas noturnas já pagas, quando há condenação a
mesma rubrica. A dedução não precisa ser pedida, pois diferentemente da
compensação, pode ser deferida de ofício.

26.Ainda no mérito, relembre os dois princípios relacionados ao tema: impugnação


especificada art. 341 do NCPC dos fatos e eventualidade (art. 336 do NCPC). A
defesa de mérito deve ser realizada pedido a pedido, fato a fato, sob pena de
considerar-se verdadeiro o fato ou o pedido não impugnado. Além disso, toda a
matéria de defesa deve ser apresentada naquele momento, sob pena de
preclusão.

27.Há ainda uma classificação em relação à defesa de mérito, que é: defesa direta
e indireta. A primeira consiste na negativa dos fatos constitutivos do autor, ou
seja, a afirmação de que aqueles fatos não ocorreram, como a afirmação de
que não houve trabalho extraordinário em relação ao pedido de horas extras. Já
a defesa indireta consiste na alegação de um fato novo, denominado de
extintivo, impeditivo ou modificativo do direito do autor. Na hipótese,
reconhece-se o fato narrado pelo autor como verdadeiro, mas nega-se a
produção de efeitos por existir alguma outra situação que a extinga, impeça ou
modifique. No exemplo já trabalhado, da ação em que se cobram horas extras,
vamos na defesa indireta alegar a existência do banco do horas, que previsto
no art. 59, §2º da CLT, retira o direito ao recebimento das horas extras, que
serão compensadas no sistema do banco de horas.

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28.Também é importante lembrar o entendimento do TST sobre outro tema


relacionado à prescrição, que é a impossibilidade de reconhecimento de ofício
pelo Juiz. O TST vem firmando esse entendimento por ser prejudicial ao
trabalhador, uma vez que permite ao Juiz reconhecer de ofício (sem pedido) a
prescrição trabalhista e retirar parte do direito do reclamante. Assim, duas
situações podem surgir: “A” ajuíza ação trabalhista em face de “B”, requerendo
a condenação ao pagamento de horas extraordinárias dos últimos 20 anos. Se
“B” alegar na sua defesa a prescrição quinquenal, o Juiz condena ao pagamento
dos últimos 5 anos e reconhece a prescrição dos 15 anos anteriores. Se “B” não
alegar a prescrição, o Juiz condenará o pagamento de todos os 20 anos!!

29.As exceções de suspeição e impedimento seguem o mesmo procedimento,


descrito no artigo art. 146 do NCPC, que traz o prazo de defesa do Juiz de 15
dias, que possibilita ao Juiz, quando do recebimento das peças, reconhecer-se
como parcial, remetendo os autos ao substituto legal. Não reconhecendo, pode
o Juiz apresentar defesa em 15 dias, encaminhando os autos ao Tribunal para
julgamento.

30.No julgamento, o Tribunal poderá arquivar a exceção, caso entenda que não há
a alegada suspeição ou impedimento, bem como reconhecer o vício e condenar
o Juiz ao pagamento das custas processuais, determinando, por fim, a remessa
dos autos ao substituto legal.

31.A última peça de defesa a ser lembrada é a reconvenção, que também deixa de
ser uma peça autônoma para tornar-se uma outra alegação a ser formulada na
contestação, como um “pedido contraposto” já muito conhecido nos Juizados
Especiais (Lei 9.099/95).

32.O conceito de reconvenção não sofreu alteração com o CPC/15, pois apenas a
forma é que foi modificada. Continuamos a ter um “contra-ataque do réu ao
autor no mesmo processo”, em que se requererá, por exemplo, a condenação
do autor ao pagamento de determinada quantia.

33.Vale lembrar que a relação entre ação e reconvenção é marcada pela

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autonomia, o que significa dizer que, se extinta a ação, continuará a


reconvenção, e vice-versa, nos termos do art. 343, §2º do NCPC.

34.Sendo apresentada a reconvenção em audiência, deverá ser designada nova


audiência para que o réu-reconvindo possa apresentar defesa (contestação). A
nova audiência deve ser marcada com pelo menos 5 dias de diferença, para
que o réu da reconvenção tenha tempo hábil para preparar a defesa, por
aplicação do art. 841 da CLT.

35.A reconvenção não é admitida nos ritos sumário e sumaríssimo, pois se


entende cabível o pedido contraposto, que é a forma mais simples de realizar o
“contra-ataque” pretendido pela reconvenção.

36.Também não cabe a reconvenção nas ações dúplices, tais como a ação de
consignação em pagamento e o inquérito para apuração de falta grave, pois o
pedido que o réu faria, por exemplo, de condenação do autor ao depósito de
quantia superior ou pagamento dos salários (no inquérito), já é consequência
natural da sentença de improcedência.

37.Não se admite no processo do trabalho a aplicação do art. 343, §3º do CPC/15,


que trata da apresentação de reconvenção contra o autor e terceiros, pois
haverá um elastecimento do procedimento que contraria o ideal de celeridade
do processo do trabalho.

38.Por fim, o §5º do art. 343 do CPC/15 deixa claro que não é necessário
apresentar a contestação para reconvir, ou seja, não precisa o réu apresentar
defesa de mérito para reconvir, podendo o mesmo simplesmente reconvir sem
nada falar sobre o mérito da demanda (ou preliminares de mérito).

Revelia

39.A ausência injustificada do reclamado à audiência gera a revelia, conforme art.


844 da CLT, já que seria naquele ato que a defesa seria apresentada. Como
consequências temas a presunção de veracidade dos fatos afirmados na petição
inicial, a possibilidade de julgamento antecipado da lide (Art. 355 do NCPC) e a
ausência de intimação do réu dos demais atos do processo (Art. 346 do NCPC),

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com exceção da sentença, já que sabemos que o revel deverá ser intimado por
edital (art. 852 da CLT).

40.A revelia não produzirá o efeito de presumir verdadeiros os fatos afirmados na


petição inicial quando algum litisconsorte apresentar defesa, controvertendo
fatos que se aplicam ao revel, conforme art. 345 do NCPC. Assim, o réu revel
aproveitará a defesa apresentada por outro litisconsorte.

41.Também é sempre importante lembrar que os efeitos da revelia não serão


produzidos quando houver necessidade de prova técnica (pericial), considerada
obrigatória pelo legislador, como nas hipóteses em que se discute ser devido
adicional de insalubridade ou periculosidade, nos termos do art. 195, §2º, da
CLT. Mesmo que o réu seja revel, a prova deve ser produzida, por entender-se
que é a única forma de verificar se o ambiente era insalubre ou se a situação
era de periculosidade.

42.O Novo CPC traz uma nova situação em que a revelia não produz os seus
efeitos, no art. 345, IV, que fala em alegação inverossímil ou em contradição
com prova constante nos autos. Na hipótese não há a presunção de veracidade
das alegações constantes na petição inicial. Se a situação narrada na petição
inicial é absurda, fora do normal, inverossímil portanto, não será considerada
verdadeira, mesmo que não seja apresentada defesa, devendo o Juiz
determinar a produção de provas em relação àquela.

QUESTÕES RELACIONADAS À MATÉRIA DA AULA

1. (QUESTÃO ADAPTADA) Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: TRT - 20ª REGIÃO (SE)
Prova: Analista Judiciário Oficial de Justiça

A empresa Delta & Gama Engenharia, em sua contestação na reclamação trabalhista movida
por Perseu, alterou a verdade dos fatos e procedeu de modo temerário. O advogado do
reclamante peticionou ao Juiz requerendo a condenação da reclamada ao pagamento de multa
por litigância de má-fé e indenização por prejuízos sofridos. Nessa situação, o Juiz

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(A) não poderá acolher o pedido visto que não há previsão legal deste instituto na
Consolidação das Leis do Trabalho e nesse caso não pode ser aplicado dispositivo do processo
comum pelo princípio da reserva legal, porque implica em punição processual.
(B) deverá acolher integralmente o pedido de multa e indenização em razão da litigância de
má-fé de acordo com o previsto na Consolidação das Leis do Trabalho.
(C) deverá aplicar apenas a norma relativa ao tema prevista na Consolidação das Leis do
Trabalho, que se restringe ao pagamento de multa revertida aos cofres públicos.
(D) deverá aplicar apenas a norma relativa ao tema prevista na Consolidação das Leis do
Trabalho, que se restringe ao pagamento de indenização por prejuízos sofridos pela parte
contrária.
(E) deverá acolher integralmente o pedido de multa e indenização em razão da litigância de
má-fé do reclamado, mas não poderia se a situação fosse inversa, por força de dispositivo na
Consolidação das Leis do Trabalho que não permite a aplicação subsidiária do processo comum
contra o trabalhador.

GABARITO: B
COMENTÁRIOS: Após a reforma trabalhista a litigância de má-fé encontra-se regulamentada
no art. 793-A e seguintes da CLT. Antes da mudança aplicava-se de forma subsidiária o
previsto no art. 80 do Novo CPC. Assim, a condenação ao pagamento de multa e perdas e
danos por litigância de má-fé pode ser aplicada na Justiça do Trabalho, sendo que a alteração
da verdade dos fatos e proceder de forma temerária são duas situações explícitas da má-fé
processual, conforme art. 793-B, da CLT Vejamos:

Art. 793-A. Responde por perdas e danos aquele que litigar de má-fé como reclamante,
reclamado ou interveniente.’
‘Art. 793-B. Considera-se litigante de má-fé aquele que:
I - deduzir pretensão ou defesa contra texto expresso de lei ou fato incontroverso;
II - alterar a verdade dos fatos;
III - usar do processo para conseguir objetivo ilegal;
IV - opuser resistência injustificada ao andamento do processo;
V - proceder de modo temerário em qualquer incidente ou ato do processo;
VI - provocar incidente manifestamente infundado;
VII - interpuser recurso com intuito manifestamente protelatório.’
‘Art. 793-C. De ofício ou a requerimento, o juízo condenará o litigante de má-fé a pagar
multa, que deverá ser superior a 1% (um por cento) e inferior a 10% (dez por cento)
do valor corrigido da causa, a indenizar a parte contrária pelos prejuízos que esta
sofreu e a arcar com os honorários advocatícios e com todas as despesas que efetuou.
§ 1o Quando forem dois ou mais os litigantes de má-fé, o juízo condenará cada um na
proporção de seu respectivo interesse na causa ou solidariamente aqueles que se
coligaram para lesar a parte contrária.

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§ 2o Quando o valor da causa for irrisório ou inestimável, a multa poderá ser fixada em
até duas vezes o limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social.
§ 3o O valor da indenização será fixado pelo juízo ou, caso não seja possível mensurá-
lo, liquidado por arbitramento ou pelo procedimento comum, nos próprios autos.’
‘Art. 793-D. Aplica-se a multa prevista no art. 793-C desta Consolidação à testemunha
que intencionalmente alterar a verdade dos fatos ou omitir fatos essenciais ao
julgamento da causa.
Parágrafo único. A execução da multa prevista neste artigo dar-se-á nos mesmos
autos.’”

2. (QUESTÃO ADAPTADA) Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: TRT - 20ª REGIÃO (SE)
Prova: Analista Judiciário

Na audiência UNA de rito ordinário designada na reclamação trabalhista movida por Ícaro em
face da Cia. de Aviação Nuvens S/A, o advogado da reclamada apresentou exceção de
incompetência territorial, alegando fatos desconhecidos pelo advogado do reclamante. Nessa
situação hipotética, conforme norma prevista em legislação trabalhista,

(A) A exceção de incompetência territorial deverá ser apresentada no prazo de cinco dias a
contar da notificação, antes da audiência e em peça que sinalize a existência desta exceção.
(B) caso seja requerido pelo advogado de Ícaro o prazo de 15 dias para se manifestar sobre a
exceção, o juiz deverá concedê-lo, adiando a audiência.
(C) a audiência não será adiada para que o juiz possa decidir sobre a exceção apresentada,
não cabendo nenhum prazo para manifestação à parte contrária.
(D) o juiz apreciará imediatamente a arguição da exceção, não havendo previsão de concessão
de prazo ao exceto, porque a audiência é UNA.
(E) não havendo previsão na Consolidação das Leis do Trabalho, cabe ao juiz, dentro do seu
poder de direção do processo, apreciar a exceção na própria audiência, ou decidir em 48 horas
em caso de complexidade da matéria, mas não cabe prazo para manifestação do contrário,
nesse caso, por se tratar de exceção.

GABARITO: A
COMENTÁRIOS: A banca considerou como resposta a letra “A”, que trata do procedimento
quando é alegada a incompetência territorial, conforme art. 800 da CLT, pós reforma
trabalhista. Como se trata de uma novidade na CLT, transcrevo o inteiro teor desse
dispositivo:
“Art. 800. Apresentada exceção de incompetência territorial no prazo de cinco
dias a contar da notificação, antes da audiência e em peça que sinalize a

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existência desta exceção, seguir-se-á o procedimento estabelecido neste


artigo.
§ 1o Protocolada a petição, será suspenso o processo e não se realizará a
audiência a que se refere o art. 843 desta Consolidação até que se decida a
exceção.
§ 2o Os autos serão imediatamente conclusos ao juiz, que intimará o
reclamante e, se existentes, os litisconsortes, para manifestação no prazo
comum de cinco dias.
§ 3o Se entender necessária a produção de prova oral, o juízo designará
audiência, garantindo o direito de o excipiente e de suas testemunhas serem
ouvidos, por carta precatória, no juízo que este houver indicado como
competente.
§ 4o Decidida a exceção de incompetência territorial, o processo retomará seu
curso, com a designação de audiência, a apresentação de defesa e a instrução
processual perante o juízo competente.”

3. Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: TRT - 23ª REGIÃO (MT) Prova: Analista
Judiciário

O advogado da reclamada Fênix Produtora, por ocasião da audiência UNA, apresentou a


contestação da ré, bem como reconvenção, por meio da qual pretendeu a devolução de
ferramentas de trabalho da empresa que ficaram em posse do empregado após a rescisão
contratual. Nessa situação,
a) não deve ser aceita a reconvenção, por falta de previsão desse ato processual na legislação
trabalhista, não podendo ser aplicada outra legislação processual para o caso.
b) a Consolidação das Leis do Trabalho expressamente prevê que nos casos omissos, o direito
processual comum será fonte subsidiária do direito processual do trabalho, exceto naquilo em
que for incompatível com as normas no texto consolidado.
c) somente será aceita a reconvenção caso haja a expressa concordância da parte contrária,
que terá prazo para exercer o contraditório.
d) deve ser aceita a reconvenção em razão de estar expressamente prevista na Consolidação
das Leis do Trabalho, como modalidade de defesa da reclamada.
e) não deve ser aceita a reconvenção, visto que somente poderia ser proposta ação
possessória no foro cível, competente para a matéria.

GABARITO: LETRA “B“. A reconvenção, prevista no art. 343 do CPC/15, é cabível no


processo do trabalho uma vez que a CLT é omissa em relação à matéria, podendo o CPC ser

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aplicado nos termos do art. 769 da CLT, que prevê dois requisitos para a aplicação subsidiária
do processo comum ao processo do trabalho, a saber: lacuna e compatibilidade. Lembrando
que esse dispositivo da CLT não sofreu alteração com a reforma trabalhista, ainda sendo
exigido os dois requisitos: lacuna e compatibilidade.

4. Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: TRT - 23ª REGIÃO (MT) Prova: Analista
Judiciário - Área Judiciária

A legislação trabalhista prevê algumas modalidades de defesa da reclamada nas reclamações


trabalhistas, dentre as quais se incluem as exceções, sendo certo quanto a estas que,
a) se o recusante houver praticado algum ato pelo qual haja consentido na pessoa do juiz, não
poderá alegar exceção de suspeição, salvo sobrevindo novo motivo.
b) o Juiz é obrigado a dar-se por suspeito, e pode ser recusado, em razão de parentesco
apenas por consanguinidade até o quarto grau civil.
c) a exceção de suspeição será admitida ainda que o recusante propositadamente tenha
procurado o motivo de que ela se originou, ante ao conflito que se estabelecerá entre o juiz e a
parte.
d) apresentada exceção de suspeição, o juiz designará audiência dentro de 05 dias para
instrução e julgamento da exceção.
e) apresentada exceção de incompetência, abrir-se à vista dos autos ao exceto, por 48 horas,
que poderão ser prorrogados por igual prazo pelo juiz em caso de complexidade da matéria,
devendo a decisão ser proferida na primeira audiência que se seguir.

GABARITO: LETRA “A“. A situação prevista na única assertiva correta foi extraída do § único
do art. 801 da CLT, que trata das hipóteses de suspeição do Magistrado. O § referido deixa
claro que a parte não poderá alegar a suspeição do Juiz se tiver, por qualquer meio,
consentido com aquele, ou seja, praticado ato anteriormente aceitando aquele Magistrado
como imparcial.

5. Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: TRT - 23ª REGIÃO (MT) Prova: Analista
Judiciário

No início da audiência designada em reclamatória trabalhista, por não ter convidado nenhuma
testemunha e prevendo o seu insucesso, o autor Hércules provocou um incidente tumultuário
ameaçando o Juiz auxiliar da Vara de Lucas do Rio Verde e declarando, em público, que era
inimigo pessoal do magistrado. Em razão do ocorrido, o patrono do autor apresentou no ato
exceção de suspeição do referido Juiz, postulando o adiamento da audiência, para que não

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fosse configurada nulidade processual. Nessa situação, conforme disposição legal, o


magistrado deve
a) rejeitar a exceção, visto que a exceção de suspeição e a nulidade não serão pronunciadas
quando o recusante da suspeição tenha procurado de propósito o motivo de que ela se
originou e a nulidade for arguida por quem lhe der causa.
b) acolher a exceção e se declarar suspeito apenas para o julgamento, prosseguindo a
audiência, colhendo o depoimento das partes e a oitiva das testemunhas presentes da
reclamada e remetendo o julgamento para o Juiz titular da Vara.
c) adiar a audiência acolhendo a suspeição, mesmo que o recusante da suspeição tenha
procurado de propósito o motivo de que ela se originou e a alegada nulidade tenha sido
arguida por quem lhe deu causa.
d) prosseguir a audiência por não haver previsão legal tanto para a alegada exceção de
suspeição do Juiz, bem como quanto à arguição por quem deu causa da nulidade.
e) adiar a audiência para que haja instrução da suspeição designando nova audiência em 05
dias para que o Juiz Titular da Vara aprecie a admissibilidade da exceção e, após, remeta ao
Tribunal para julgá-la.

GABARITO: LETRA “A“. A situação está prevista no art. 801, § único da CLT, que diz que a
exceção não deve ser aceita porque foi apresentada por quem criou intencionalmente o
incidente, ou seja, o “problema”. Se o autor criou de propósito o motivo que originou a
apresentação da exceção, não pode o Advogado dele apresentar a peça de defesa e requerer o
afastamento do Juiz.

6. ( Prova: FCC - 2013 - TRT - 9ª REGIÃO (PR) - Analista Judiciário - Execução de


Mandados / Direito Processual do Trabalho / Audiências; ) Em se tratando de
dissídio individual, a norma processual trabalhista prevê, como regra, a realização de
audiência UNA, ou seja, em um determinado ato processual será realizada a tentativa
de conciliação, a instrução processual e o julgamento. Nesse sentido,
a) terminada a defesa, seguir-se-á a instrução do processo, sendo ouvidas as testemunhas, os
peritos e os técnicos, se houver, e após será efetuado o interrogatório dos litigantes.
b) caso o reclamante não compareça na audiência inaugural, mesmo presente seu advogado,
deverá necessariamente ser adiada a sessão.
c) é facultado ao empregador fazer-se substituir pelo gerente, ou qualquer outro preposto que
tenha conhecimento do fato, mas cujas declarações não obrigarão o proponente.
d) aberta a audiência, o Juiz proporá a conciliação, sendo que se não houver acordo, o
reclamado poderá apresentar defesa oral no tempo máximo de 10 (dez) minutos.
e) deverão estar presentes o reclamante e o reclamado na audiência de julgamento,
independentemente do comparecimento de seus representantes.

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COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “E”. A informação contida na letra “E”, de que as partes
devem comparecer à audiência independentemente de seus representantes, encontra-se no
art. 843 da CLT, assim redigido:

“Na audiência de julgamento deverão estar presentes o reclamante e o reclamado,


independentemente do comparecimento de seus representantes salvo, nos casos de
Reclamatórias Plúrimas ou Ações de Cumprimento, quando os empregados poderão
fazer-se representar pelo Sindicato de sua categoria”.

Percebam que as exceções se encontram nas ações plúrimas e nas ações de cumprimento,
pois nessas o número de autores, em especial, poderia impedir ou atrapalhar a própria
realização da audiência. Imagine uma ação ajuizada por 100 reclamantes. Seria impossível a
presença e participação de todos na mesma audiência. Vejamos as demais alternativas:
Letra “A”: errada, pois o art. 848 da CLT diz que o interrogatório será realizado e, em seguida,
serão ouvidas as testemunhas, peritos e assistentes.
Letra “B”: errada, pois a ausência do reclamante, mesmo presente o seu Advogado, importará
no arquivamento no processo, conforme art. 844 da CLT.
Letra “C”: errado, pois as informações prestadas pelo preposto vinculam a parte, conforme art.
843, §1º da CLT.
Letra “D”: errado, pois o art. 847 da CLT prevê a apresentação da defesa no prazo de até 20
minutos.

7. ( Prova: FCC - 2013 - TRT - 9ª REGIÃO (PR) - Técnico Judiciário - Área


Administrativa / Direito Processual do Trabalho / Audiências; ) Sobre as audiências
trabalhistas, com base nas normas aplicáveis, é correto afirmar:
a) A ausência injustificada do reclamante ou de seu advogado à audiência importa em revelia,
além de confissão quanto à matéria de fato.
b) O reclamante e o reclamado, deverão estar presentes pessoalmente, independentemente
do comparecimento de seus advogados, não podendo ser substituídos ou representados neste
ato processual.
c) As partes e testemunhas serão inquiridas pelo juiz, não podendo ser reinquiridas a
requerimento das partes ou advogados.
d) O juiz, à hora marcada, declarará aberta a audiência, sendo feita pelo chefe de secretaria
ou escrivão a chamada das partes, havendo uma tolerância de até 15 minutos após a hora
marcada.

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e) Estas serão públicas e realizar-se-ão em dias úteis, entre 8 e 18 horas, não podendo
ultrapassar 5 horas seguidas, salvo quando houver matéria urgente.
COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “E”. A informação trazida pela FCC na alternativa “E”,
considerada correta, é cópia fiel do art. 813 da CLT, que deve ser memorizado pelo candidato,
pois muitas vezes cobrado nos concursos trabalhistas:

“As audiências dos órgãos da Justiça do Trabalho serão públicas e realizar-se-ão na


sede do Juízo ou Tribunal em dias úteis previamente fixados, entre 8 (oito) e 18
(dezoito) horas, não podendo ultrapassar 5 (cinco) horas seguidas, salvo quando
houver matéria urgente”.

Vejamos as demais assertivas, que estão todas erradas:


Letra “A”: errado, pois o art. 844 da CLT diz que a ausência do reclamante importa em
arquivamento. Na verdade, a revelia surge pela ausência injustificada do reclamado.
Letra “B”: errado, pois o art. 843 da CLT prevê a possibilidade de representação das partes,
ora por empregados da mesma categoria ou sindicato ou por preposto.
Letra “C”: errado, pois as testemunhas e partes podem ser reinquiridas conforme o art. 820 da
CLT.
Letra “D”: errado, pois a OJ nº 245 da SDI-1 do TST não prevê tolerância para o atraso das
partes.

8. ( Prova: FCC - 2005 - OAB-SP - Exame de Ordem - 2 - Primeira Fase / Direito


Processual do Trabalho / Audiências; ) Na reclamação ajuizada pelo trabalhador,
para a cobrança de direito irrenunciável, correspondente a salário mínimo não pago,
ausentes ambas as partes à única audiência designada,
a) deve designar-se nova audiência, com condução coercitiva das partes.
b) o reclamado é considerado revel.
c) o processo é arquivado.
d) encerra-se a instrução, julgando o feito no estado em que se encontra.
COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “C”. O Art. 844 da CLT prevê o arquivamento do processo
quando ausente o reclamante e a revelia quando ausente o reclamado. Havendo ausência de
ambas as partes, o entendimento é de que o feito será arquivado. Transcreve-se o artigo
mencionado para ciência:

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“Art. 844 - O não-comparecimento do reclamante à audiência importa o


arquivamento da reclamação, e o não-comparecimento do reclamado importa revelia,
além de confissão quanto à matéria de fato.
§ 1o Ocorrendo motivo relevante, poderá o juiz suspender o julgamento, designando
nova audiência.
§ 2o Na hipótese de ausência do reclamante, este será condenado ao pagamento das
custas calculadas na forma do art. 789 desta Consolidação, ainda que beneficiário da
justiça gratuita, salvo se comprovar, no prazo de quinze dias, que a ausência ocorreu
por motivo legalmente justificável.
§ 3o O pagamento das custas a que se refere o § 2o é condição para a propositura de
nova demanda.
§ 4o A revelia não produz o efeito mencionado no caput deste artigo se:
I - havendo pluralidade de reclamados, algum deles contestar a ação;
II - o litígio versar sobre direitos indisponíveis;
III - a petição inicial não estiver acompanhada de instrumento que a lei considere
indispensável à prova do ato;
IV - as alegações de fato formuladas pelo reclamante forem inverossímeis ou
estiverem em contradição com prova constante dos autos.
§ 5o Ainda que ausente o reclamado, presente o advogado na audiência, serão
aceitos a contestação e os documentos eventualmente apresentados.”

As demais alternativas tratam do mesmo assunto, razão pela qual não precisam ser
analisadas em separado.

9. ( Prova: FCC – 2013 – TRT – 1ª REGIÃO (RJ) – Analista Judiciário – Execução


de Mandados / Direito Processual do Trabalho / Audiências; ) Hércules após quatro
anos de contrato de trabalho com a empresa Alfa Beta Engenharia foi dispensado
sem receber saldo salarial e verbas da rescisão. Ajuizou reclamação trabalhista,
sendo designada audiência UNA (conciliação, instrução e julgamento) após dois
meses da distribuição da ação. Ocorre que Hércules sofreu acidente na véspera da
audiência, ficando hospitalizado e, portanto, impossibilitado de se locomover até a
Vara do Trabalho. Com base nas normas previstas em lei trabalhista, nessa situação,
a) o advogado de Hércules fará toda a sua assistência em audiência, inclusive com poderes
para depor pelo reclamante e realizar demais atos processuais.
b) o reclamante Hércules poderá fazer-se representar na audiência por outro empregado que
pertença a mesma profissão ou pelo Sindicato Profissional.
c) o processo será arquivado ante a ausência do reclamante, que poderá ajuizar novamente a
demanda quando estiver em condições plenas de saúde.

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d) a lei processual trabalhista não prevê a hipótese de substituição de empregado reclamante


ausente, razão pela qual fica a critério do Juiz adiar a audiência ou arquivar o processo.
e) a esposa, companheira ou algum parente até o terceiro grau poderão representar o
trabalhador ausente com amplos poderes para inclusive prestar depoimento pelo reclamante.
COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “B”. Na hipótese da questão, há uma justificativa
plausível para a ausência do reclamante a audiência, razão pela qual autoriza a CLT que o
mesmo seja substituído por outro empregado da mesma categoria ou pelo sindicato, de forma
a evitar o arquivamento do processo. A representação serve apenas para evitar o
arquivamento do feito, não sendo realizados atos processuais. Vejamos a redação do art. 843,
§2º da CLT:

“Se por doença ou qualquer outro motivo poderoso, devidamente comprovado, não
for possível ao empregado comparecer pessoalmente, poderá fazer-se representar
por outro empregado que pertença à mesma profissão, ou pelo seu sindicato”.

Vejamos as demais alternativas:


Letra “A”: errado, pois a presença da parte é indispensável, não podendo ser suprida pela
presença do Advogado, conforme art. 843 da CLT.
Letra “C”: errado, pois o motivo da ausência é relevante, não havendo o arquivamento do
processo, o que somente ocorre na hipótese de ausência injustificada, o que não ocorreu na
situação em análise.
Letra “D”: errado, pois o art. 843, §2º da CLT prevê a substituição.
Letra “E”: errado, pois somente outro empregado da categoria ou o sindicato é que podem
representar o obreiro, não possuindo amplos poderes, e sim, apenas para evitar o
arquivamento.

10. ( Prova: FCC - 2013 - TRT - 1ª REGIÃO (RJ) - Analista Judiciário - Execução de
Mandados / Direito Processual do Trabalho / Audiências; ) A empresa Deuses do
Olimpo Produções S/A foi citada para responder reclamatória trabalhista que tramita
pelo procedimento ordinário e comparecer à audiência UNA (conciliação, instrução e
julgamento), designada trinta dias após a sua notificação. Entretanto, o
representante legal da empresa reclamada, por mero esquecimento, não compareceu
à audiência designada. O reclamante compareceu à audiência sem a presença de seu
advogado. O advogado da reclamada, presente em audiência, pretendeu apresentar
defesa oral. Nessa situação, com fundamento na lei e em jurisprudência sumulada do
Tribunal Superior do Trabalho – TST, o Juiz deverá

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a) arquivar a reclamatória diante da ausência de uma das partes e do advogado do


reclamante, tendo em vista que este não pode atuar pessoalmente na Justiça do Trabalho.
b) adiar a audiência para outra data possibilitando o comparecimento do advogado do
reclamante e do representante legal da reclamada.
c) permitir ao patrono da empresa a apresentação de defesa oral e adiar a audiência para que
o advogado do reclamante tome ciência da defesa e apresente réplica nos autos.
d) aplicar a revelia e consequente confissão quanto à matéria de fato à reclamada ausente não
permitindo que seu advogado apresente defesa oral diante do motivo da ausência não ser
relevante e prosseguir com o processo sem adiar a audiência.
e) autorizar que o patrono da reclamada apresente defesa por escrito em 15 dias diretamente
no protocolo da Secretaria da Vara e adiar a audiência para nova data.
COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “D”. A questão, apesar de relativamente grande, é de
fácil desate. Perceba que o reclamante estava presente mas seu Advogado ausente, o que não
gera o arquivamento do feito, pois a parte estava presente. Em relação ao reclamado, o
Advogado estava presente mas o representante da empresa não. Nessa situação, aplica-se a
Súmula nº 122 do TST, assim redigida:

“A reclamada, ausente à audiência em que deveria apresentar defesa, é revel,


ainda que presente seu advogado munido de procuração, podendo ser ilidida
a revelia mediante a apresentação de atestado médico, que deverá declarar,
expressa- mente, a impossibilidade de locomoção do empregador ou do seu
preposto no dia da audiência”.

Extrai-se da Súmula e da situação posta pela FCC, que mesmo presente o Advogado do
reclamado, haverá a aplicação da revelia, conforme art. 844 da CLT, pois o motivo da ausência
do reclamado não foi justo – mero esquecimento – não cabendo ao seu Advogado a
apresentação de defesa, conforme dito na letra “D”. Todavia, a reforma trabalhista incluiu um
novo parágrafo a esse dispositivo (§5º) que prevê a aceitação da contestação e dos
documentos em audiência caso o advogado do reclamado esteja presente. Importante lembrar
que o §5º não afasta os efeitos da revelia, transcrevo-o:
§ 5o Ainda que ausente o reclamado, presente o advogado na audiência,
serão aceitos a contestação e os documentos eventualmente apresentados.”

Vejamos as demais assertivas:


Letra “A”: errado, pois o reclamante estava presente, não podendo haver o arquivamento, pois
essa consequência decorre da ausência daquele, conforme art. 844 da CLT.

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Letra “B”: errado, não há o adiamento, pois a ausência do Advogado do reclamante não traz
consequências, já que no processo do trabalho impera o jus postulandi, ou seja, a
desnecessidade de Advogado. Já em relação ao representante da reclamada, não haverá o
adiamento, uma vez que a ausência foi injustificada (esquecimento).
Letra “C”: errado, pois a Súmula nº 122 do TST diz que o reclamando será revel, não sendo
concedido prazo para a parte se manifestar acerca da defesa.
Letra “E”: errado, pois, presente o advogado da empresa, a contestação e os documentos
serão aceitos na própria audiência, todavia, os efeitos da revelia se mantém (art. 844, §5º, da
CLT).

11. ( Prova: FCC - 2012 - TRT - 18ª Região (GO) - Juiz do Trabalho / Direito
Processual do Trabalho / Audiências; ) Em relação à audiência, considere:
I. Aberta a audiência, o juiz proporá a conciliação.
II. A audiência de julgamento será contínua, devendo ser concluída no mesmo dia.
III. A ausência do reclamante, quando adiada a instrução após contestada a ação em
audiência, não importa arquivamento do processo.
IV. Pessoa jurídica de direito público não se sujeita à revelia.
V. A reclamada, ausente à audiência em que deveria apresentar defesa, é revel, ainda que
presente seu advogado munido de procuração, podendo ser ilidida a revelia mediante a
apresentação de atestado médico, que deverá declarar, expressamente, a impossibilidade de
locomoção do empregador ou do seu preposto no dia da audiência.
É entendimento pacificado pelo TST, o que se afirma APENAS em
a) III e IV.
b) II, IV e V.
c) I.
d) II e III.
e) I, III e V.
COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “E”. Estão corretas as assertivas I, III e V, de acordo com
a jurisprudência do TST e a legislação aplicável. Vejamos:

I. A informação está correta, pois de acordo com o art. 846 da CLT, que diz que o Juiz
proporá a conciliação aberta a audiência.
II. Errada, pois a audiência de julgamento pode ser fracionada, caso haja necessidade,
como, por exemplo, alguma testemunha faltar ao ato e tiver que ser intimada.
III. Perfeito, pois a Súmula nº 9 do TST traz tal informação: se houver a apresentação de
defesa e a audiência for adiada, não haverá arquivamento do processo, pois nasceu para o
reclamado, com a apresentação da defesa, o direito ao julgamento de mérito.

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IV. Errado, pois a OJ nº 152 da SDI-1 do TST diz que o art. 844 da CLT, que trata da
revelia, é aplicável às pessoas jurídicas de direito público.
V. Perfeito, pois em total conformidade com a Súmula nº 122 do TST, que possui idêntica
redação.
VI. Importante lembrar aqui que com as inovações trazidas pelo art. 844 e seu parágrafos,
pode ser que essa Súmula seja alterada pelo TST, mas a princípio não parece estar contrária
às inovações.

12. ( Prova: FCC - 2012 - TRT - 1ª REGIÃO (RJ) - Juiz do Trabalho / Direito
Processual do Trabalho / Partes e Procuradores; Audiências; Procedimento
ordinário e sumaríssimo; ) De acordo com o entendimento pacífico da jurisprudência
do TST,
a) inexiste previsão legal tolerando atraso no horário de comparecimento da parte à audiência.
b) pessoa jurídica de direito público não se sujeita à revelia.
c) a reclamada, ausente à audiência em que deveria apresentar defesa, é revel, salvo se
presente seu advogado munido de procuração específica.
d) diante da gravidade do ato, a revelia da reclamada não pode ser ilidida.
e) a revelia produz confissão na ação rescisória.
COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “A”. A informação acerca da inexistência de previsão legal
para o atraso das partes à audiência está em total consonância com a OJ nº 245 da SDI-1 do
TST, a seguir transcrita:

“Inexiste previsão legal tolerando atraso no horário de comparecimento da parte na


audiência”.

Havendo atraso, aplicar-se-ão as consequências do art. 844 da CLT, ou seja, arquivamento no


atraso do reclamante e revelia, na hipótese do reclamado. Vejamos as demais assertivas:
Letra “B”: errado, pois a OJ nº 152 da SDI-1 do TST diz aplicar-se a revelia aos entes públicos.
Letra “C”: errado, pois viola a Súmula nº 122 do TST, que diz haver revelia da mesma forma.
Letra “D”: errado, pois a própria Súmula nº 122 do TST diz que o atestado médico, que
demonstre a impossibilidade de locomoção, é capaz de ilidir a revelia, ou seja, evitar a
aplicação dos seus efeitos.
Letra “E”: errado, pois a Sumula nº 398 do TST diz que não há confissão na ação rescisória, ou
seja, tal efeito da revelia não é verificado.

13. QUESTÃO ADAPTADA ( Prova: FCC - 2012 - TST - Analista Judiciário - Área
Judiciária / Direito Processual do Trabalho / Audiências; ) Conforme previsão legal e

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jurisprudência sumulada do TST, em relação às audiências trabalhistas é correto


afirmar:
a) A ausência do reclamante, quando adiada a instrução após contestada a ação em audiência,
importa arquivamento do processo.
b) O preposto da reclamada presente em audiência não precisa ser empregado da reclamada.
c) Não se aplica a confissão à parte que, expressamente intimada com aquela cominação, não
comparecer à audiência em prosseguimento, na qual deveria depor desde que esteja presente
o seu advogado.
d) Aberta a audiência, o reclamado terá dez minutos para aduzir sua defesa oral.
e) Terminada a defesa, seguir-se-á a instrução do processo, devendo o juiz, exofficio,
interrogar os litigantes, sob pena de nulidade, sendo que findo o interrogatório não poderão os
litigantes retirar-se, até o término da instrução com a oitiva de testemunhas.
COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “B”, já que de acordo com o §3º do artigo 843 da CLT,
incluído pela Lei nº 13.467/2017:
“§ 3o O preposto a que se refere o § 1o deste artigo não precisa ser empregado da
parte reclamada.”.

Vejamos as demais assertivas:


Letra “A”: errado, pois contraria a Súmula nº 9 do TST, que nessa hipótese diz inexistir
arquivamento do feito, pois a defesa já foi apresentada.
Letra “C”: errado, pois contraria o entendimento previsto no inciso I da Súmula nº 74 do TST.
Letra “D”: errado, pois o art. 847 da CLT prevê a possibilidade da defesa ser apresentada no
prazo de 20 minutos, oralmente.
Letra “E”: errado, pois viola o art. 848 da CLT, que será transcrito para comparação:

“Art. 848 - Terminada a defesa, seguir-se-á a instrução do processo, podendo o


presidente, exofficio ou a requerimento de qualquer juiz temporário, interrogar os
litigantes. § 1º - Findo o interrogatório, poderá qualquer dos litigantes retirar-se,
prosseguindo a instrução com o seu representante.§ 2º - Serão, a seguir, ouvidas as
testemunhas, os peritos e os técnicos, se houver”.

14. ( Prova: FCC - 2012 - TRT - 20ª REGIÃO (SE) - Juiz do Trabalho - Tipo 1 /
Direito Processual do Trabalho / Partes e Procuradores; Audiências; ) É INCORRETO
afirmar que
a) o preposto deve ser necessariamente empregado.
b) nas ações plúrimas, os empregados poderão fazer- se representar pelo sindicato da
categoria profissional correspondente.

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c) o não comparecimento do reclamante à audiência importa o arquivamento da reclamação.


d) aberta a audiência, o juiz proporá a conciliação.
e) a vedação à produção de prova posterior pela parte confessa somente a ela se aplica, não
afetando o exercício, pelo magistrado, do poder/dever de conduzir o processo.
COMENTÁRIOS:
A alternativa INCORRETA É A LETRA “A”. Com a reforma trabalhista, que incluiu o §3º ao
artigo 843 da CLT, o preposto não precisa ser empregado da parte reclamada:

“§ 3o Oferecida a contestação, ainda que eletronicamente, o reclamante não poderá,


sem o consentimento do reclamado, desistir da ação”.

Vejamos as demais assertivas da FCC:


Letra “B”: correta, pois de acordo com o art. 843 da CLT, que prevê a possibilidade de
substituição pelo Sindicato da categoria.
Letra “C”: correta, em conformidade com o art. 844 da CLT, que prevê o arquivamento do feito
na ausência injustificada do reclamante.
Letra “D”: correta, já que o art. 846 da CLT prevê a 1ª tentativa de conciliação sendo realizada
no início da audiência.
Letra “E”: correta, em conformidade com a Súmula nº 74, III do TST, que trata dos poderes
instrutórios do Juiz.

15. ( Prova: FCC - 2012 - TRT - 11ª Região (AM) - Juiz do Trabalho - Tipo 5 /
Direito Processual do Trabalho / Audiências; ) O Processo do Trabalho apresenta
como traços identificadores a oralidade, a concentração dos atos processuais e o
aspecto conciliatório. Em relação às propostas de conciliação no Processo do
Trabalho, é correto afirmar que
a) devem ser realizadas em dois momentos: após a abertura da audiência, mas antes da
apresentação da defesa; terminada a instrução processual, após as razões finais, caso as
partes queiram aduzi-las.
b) somente podem ser realizadas após a oitiva das partes e quando do encerramento da
instrução processual, antes das razões finais.
c) estão vinculadas ao valor atribuído à causa, sendo portanto obrigatórias apenas nas ações
de alçada e de rito sumaríssimo.
d) devem ser realizadas após a apresentação da defesa e renovadas após as razões finais,
caso as partes queiram aduzi-las.
e) não há obrigatoriedade na sua realização, constituindo-se assim em faculdade do Juiz na
direção do processo.
COMENTÁRIOS:

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A alternativa CORRETA É A LETRA “A”. Os dois momentos obrigatórios de tentativa de


conciliação são:
a. No início da audiência, após o pregão das partes e antes da apresentação da defesa
pelo reclamado, conforme art. 846 da CLT.
b. Após as razões finais, conforme art. 850 da CLT.
Esses dois momentos de conciliação foram tratados corretamente pela alternativa “A”.
Contudo, cuidado com a informação de que as partes podem aduzir ou não as razões finais.
Realmente não há obrigação daqueles apresentarem as razoes finais. O art. 850 da CLT diz
que as partes podem aduzir razões finais em prazo de 10 minutos para cada. Realmente não
há obrigatoriedade. Se forem apresentadas, a 2ª tentativa de conciliação será feita. Caso as
partes não queiram apresentar as razões finais, a tentativa de conciliação será feita da mesma
forma. Essa é a ideia correta. Como todas as demais alternativas tratam do mesmo
tema, não há necessidade de análise em separado.

16. ( Prova: FCC - 2008 - TRT - 19ª Região (AL) - Técnico Judiciário - Área
Administrativa / Direito Processual do Trabalho / Audiências; ) A ausência do
reclamante, quando adiada a instrução após contestada a ação em audiência,
a) importará no arquivamento da reclamação, sendo que o reclamante poderá ajuizar nova
ação postulando verbas que não foram anteriormente postuladas.
b) importará no arquivamento da reclamação, sendo que o reclamante poderá ajuizar nova
ação postulando as mesmas verbas anteriormente postuladas.
c) importará no arquivamento da reclamação, sendo que o reclamante poderá pedir o
desarquivamento do processo e continuar com a reclamação.
d) não importa no arquivamento do processo tendo em vista que a ação já tinha sido
contestada.
e) importará no reconhecimento da revelia, além de confissão quanto à matéria de fato.
COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “D”. A questão sobre a consequência da ausência do
reclamante à audiência, após contestada a ação, é bastante comum nos concursos
trabalhistas. A solução da mesma é simples, de acordo com a Súmula nº 9 do TST, que será
descrita a seguir:
“A ausência do reclamante, quando adiada a instrução após contestada a ação em
audiência, não importa arquivamento do processo”.

Se já houve a apresentação de defesa na primeira audiência e o reclamante falta à audiência


em prosseguimento, não haverá arquivamento do processo, pois a partir do momento em que
o réu apresenta a sua defesa, nasce para o mesmo o direito ao julgamento de mérito, não

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cabendo falar em extinção do feito sem resolução do mérito (arquivamento). A regra pode ser
assim resumida:

Primeira audiência Audiência em prosseguimento


Reclamado não apresenta defesa Ausência do reclamante gera o
arquivamento.
Reclamado apresenta defesa Ausência do reclamante não gera o
arquivamento.

Não se pode falar, de forma alguma, em revelia, pois essa é a consequência da ausência
injustificada do reclamado, conforme art. 844 da CLT. Como todas as assertivas tratam do
mesmo tema, não serão analisadas em separado.

17. ( Prova: FCC - 2008 - TRT - 19ª Região (AL) - Técnico Judiciário - Área
Administrativa / Direito Processual do Trabalho / Audiências; ) Maria ajuizou
reclamação trabalhista em face da empresa DEDE. João, proprietário da empresa,
cientificado da respectiva reclamação, contratou advogado na véspera da data
designada para a realização da audiência, em que será obedecido o procedimento
ordinário. O advogado advertiu João de que teria que apresentar defesa oral em
razão da proximidade da contratação. Neste caso, de acordo com a CLT, o advogado
a) não poderá apresentar defesa oral em razão do procedimento ordinário da respectiva
reclamação trabalhista.
b) poderá apresentar defesa oral e terá o prazo de 20 minutos para aduzir sua defesa.
c) poderá apresentar defesa oral e terá o prazo de 10 minutos para aduzir sua defesa.
d) não poderá apresentar defesa oral por expressa disposição legal, independentemente do
procedimento adotado pela ação reclamatória.
e) poderá apresentar defesa oral e terá o prazo de 30 minutos para aduzir sua defesa.
COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “B”. A primeira regra que deve ser lembrada é quanto à
forma de apresentação da defesa no processo do trabalho, nos moldes do art. 847 da CLT:
oral, em 20 minutos. O Advogado contratado pelo reclamando poderá apresentar defesa
oral, que é a regra prevista na CLT, valendo-se do prazo máximo de 20 minutos para
apresentação de toda a defesa, incluindo exceções e reconvenção, se for o caso. Transcreve-se
o dispositivo mencionado por sua importância:

“Não havendo acordo, o reclamado terá vinte minutos para aduzir sua defesa, após a
leitura da reclamação, quando esta não for dispensada por ambas as partes”.

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Em hipótese alguma a questão poderia afirmar que o reclamado não pode apresentar defesa
oral. Essas assertivas estão sempre erradas, conforme a sistemática adotada pela CLT. Como
todas as assertivas tratam do mesmo tema, já foram respondidas e, por isso, não
serão analisadas em separado.
Lembrando que a reforma trabalhista incluiu o parágrafo único ao artigo 847 da CLT
disposto que “A parte poderá apresentar defesa escrita pelo sistema de processo
judicial eletrônico até a audiência”.

18. ( Prova: FCC - 2012 - TRT - 18ª Região (GO) - Juiz do Trabalho / Direito
Processual do Trabalho / Resposta do Reclamado; ) Na esfera da Justiça do
Trabalho, é correto afirmar:
a) Nas causas de jurisdição da Justiça do Trabalho somente pode ser oposta, com suspensão
do feito, exceção de incompetência.
b) Das decisões sobre exceções de suspeição e incompetência, salvo, quanto a estas, se
terminativas do feito, não caberá recurso, podendo, no entanto, as partes alegá-las
novamente no recurso que couber da decisão final.
c) Apresentada a exceção de incompetência, abrir-se-á vista dos autos ao exceto, por 48
(quarenta e oito) horas improrrogáveis, devendo a decisão ser proferida na primeira audiência
ou sessão que se seguir.
d) São motivos de suspeição do juiz: inimizade pessoal, amizade íntima, parentesco por
consanguinidade ou afinidade até o segundo grau civil.
e) Apresentada a exceção de suspeição, o juiz ou Tribunal designará audiência dentro de 24
(vinte e quatro) horas, para instrução e julgamento da exceção.
COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “B”. A informação contida na letra “B” é cópia fiel do art.
799, §2º da CLT, que trata de uma exceção ao princípio da irrecorribilidade imediata das
decisões interlocutórias, ao dizer que da decisão “terminativa do feito”, que é aquela que
reconhece a incompetência da Justiça do Trabalho, cabe recurso imediato, sendo que nas
demais situações a parte deve interpor o recurso da decisão final, ou seja, da sentença.
Vejamos o dispositivo da CLT:
“Das decisões sobre exceções de suspeição e incompetência, salvo, quanto a estas,
se terminativas do feito, não caberá recurso, podendo, no entanto, as partes alegá-
las novamente no recurso que couber da decisão final”.

Vejamos as demais assertivas:


Letra “A”: errado, pois também podem ser opostas as exceções de suspeição e impedimento,
conforme art. 799 da CLT. Apesar do dispositivo não mencionado a exceção de impedimento, é
pacífico esse entendimento.

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Letra “C”: errado, pois a nova redação do art. 800, §2° da CLT fala que o reclamante terá o
prazo comum de 5 dias para se manifestar.
Letra “D”: errado, pois o art. 801 da CLT diz até 3ª grau civil.
Letra “E”: errado, pois o art. 802 da CLT traz o prazo de 48h.

19. ( Prova: FCC - 2012 - TRT - 1ª REGIÃO (RJ) - Juiz do Trabalho / Direito
Processual do Trabalho / Procedimento ordinário e sumaríssimo; Resposta do
Reclamado; ) De acordo com a CLT, nas causas de jurisdição da Justiça do Trabalho
somente podem ser opostas,
a) com suspensão do feito, as exceções de impedimento ou de suspeição.
b) com suspensão do feito, as exceções de impedimento ou de incompetência.
c) sem suspensão do feito, as exceções de impedimento ou de suspeição.
d) sem suspensão do feito, as exceções de incompetência ou de suspeição.
e) com suspensão do feito, as exceções de incompetência ou de suspeição.
COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “E”. Tecnicamente está errada a questão, pois se sabe
que com o advento do CPC, passou a ser possível a apresentação da exceção de impedimento
também, não só de suspeição e incompetência. Ocorre que o art. 799 da CLT continua a tratar
apenas das duas últimas, sendo que as provas da FCC são retiradas integralmente dos
dispositivos legais, que devem ser memorizados. Mesmo discordando do entendimento da FCC,
acho conveniente sempre dizer que somente podem ser opostas, com suspensão do
processo, as exceções de suspeição e incompetência, por ser essa a redação do art. 799
da CLT, a seguir transcrito:

“Nas causas da jurisdição da Justiça do Trabalho, somente podem ser opostas, com
suspensão do feito, as exceções de suspeição ou incompetência”.

Como as demais assertivas tratam da mesma matéria, não serão analisadas.

20. QESTÃO ADAPTADA ( Prova: FCC - 2008 - TRT - 19ª Região (AL) - Técnico
Judiciário - Área Administrativa / Direito Processual do Trabalho / Resposta do
Reclamado; ) Considere:
I. Litispendência.
II. Conexão.
III. Exceção de incompetência relativa do juízo.
IV. Carência de Ação.
V. Exceção de suspeição.
NÃO deverão ser arguidas em contestação a objeções indicadas APENAS em

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a) III e V.
b) I, II e III.
c) II e III.
d) I, II e V.
e) IV e V.
COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “A”. Conforme análise a ser realizada abaixo, não deve
ser apresentada na contestação a defesa descrita em III e V, ou seja, exceção de suspeição e
Exceção de incompetência relativa do juízo.
As defesas constantes em I, II e IV, respectivamente, litispendência, conexão e carência de
ação, são preliminares de mérito, que nos termos do art. 337 do CPC/15, aplicável ao processo
do trabalho, são tratadas na peça de contestação. Já a suspeição do Juiz é um vício que deve
ser demonstrado por meio de exceção de suspeição, apartada da contestação, assim como a
exceção de incompetência relativa que passou a ter novo trâmite previsto no art. 800, da CLT.

21. ( Prova: FCC - 2008 - TRT - 19ª Região (AL) - Técnico Judiciário - Área
Administrativa / Direito Processual do Trabalho / Resposta do Reclamado; ) De
acordo com a CLT e o entendimento Sumulado do TST, a compensação
a) não poderá ser arguida, em nenhum momento, em reclamações trabalhistas.
b) poderá ser arguida em qualquer fase processual, inclusive após o trânsito em julgado de
sentença.
c) deverá ser arguida através de exceção.
d) só poderá ser arguida como matéria de defesa na contestação.
e) poderá ser arguida em qualquer fase processual até o trânsito em julgado de sentença.
COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “D”. A compensação, na Justiça do Trabalho, somente
pode ser arguida como matéria de defesa, na contestação e em se tratando de dívida
trabalhista. Essas três importantes e indispensáveis informações encontram-se no art. 767 da
CLT e Súmula nº 18 e 48 do TST, que serão transcritos pois merecem atenção redobrada, já
que respondem à todas as questões envolvendo o tema compensação:

“Art. 767 da CLT: A compensação, ou retenção, só poderá ser arguida como matéria
de defesa”

“Súmula nº 18 do TST: A compensação, na Justiça do Trabalho, está restrita a dívidas


de natureza trabalhista”.

“Súmula nº 48 do TST: A compensação só poderá ser arguida com a contestação”.

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Como todas as alternativas tratam do mesmo tema, não precisam ser analisadas em
separado, pois já foram respondidas.

22. ( Prova: FCC - 2008 - TRT - 2ª REGIÃO (SP) - Técnico Judiciário - Área
Administrativa / Direito Processual do Trabalho / Resposta do Reclamado; ) Numa
reclamação trabalhista, o crédito do reclamado é superior ao do reclamante. Nesse
caso,
a) o reclamado só poderá apresentar reconvenção se a diferença for superior a um mês de
salário do empregado e se tiver ocorrido rescisão do contrato de trabalho.
b) o juiz pode determinar ao reclamante que devolva a diferença ao reclamado,
independentemente de reconvenção.
c) o reclamado só poderá pleitear seu crédito em ação própria, pois, no processo trabalhista,
não há reconvenção.
d) o reclamado pode apresentar reconvenção, se o crédito for oriundo da relação de emprego
e houver conexão.
e) o reclamado pode, em contestação, pedir a compensação dos créditos e a devolução do que
entende devido, sendo que o reclamante pode apresentar reconvenção.
COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “D”. Quando o crédito do reclamado é inferior ou igual ao
crédito do reclamante, aquele primeiro pode requerer, na contestação, a compensação,
conforme art. 767 da CLT e Súmulas nº 18 e 48 do TST. Caso o crédito seja superior, como
ocorre no problema dado pela FCC, o meio do reclamado requerer o mesmo é mediante a
apresentação de reconvenção, que é o contra-ataque do réu ao autor, no mesmo processo,
autorizado pelo artigo 343 do CPC/15. Aquele dispositivo do CPC prescreve que:

“Art. 343. Na contestação, é lícito ao réu propor reconvenção para manifestar


pretensão própria, conexa com a ação principal ou com o fundamento da defesa”.

Percebe-se a necessidade de conexão entre a ação principal e a reconvenção, razão pela qual o
crédito cobrado por meio da reconvenção deve estar relacionado ao vínculo de emprego,
conforme dito na questão. Além disso, temos a Súmula nº 18 do TST, que trata da natureza
trabalhista do valor a ser compensado, mesmo que por meio da reconvenção:

“Súmula nº 18 do TST: A compensação, na Justiça do Trabalho, está restrita a dívidas


de natureza trabalhista”.

Vejamos as demais alternativas:

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Letra “A”: errado, pois a exigência é que o valor do crédito do reclamado seja superior ao
perseguido pelo reclamante.
Letra “B”: errado, pois não há possibilidade de condenação do reclamante sem reconvenção,
nessa hipótese.
Letra “C”: errado, pois a reconvenção é admitida no processo do trabalho, ante a
compatibilidade do CPC nesse ponto com o procedimento trabalhista.
Letra “E”: errado, pois é o reclamado que apresenta reconvenção e não o reclamante, como
dito.

23. ( Prova: FCC - 2012 - TRT - 6ª Região (PE) - Analista Judiciário - Execução de
Mandados / Direito Processual do Trabalho / Resposta do Reclamado; ) A empresa
Margarida Confeitaria Ltda., em reclamação trabalhista em que é ré, apresentou na
audiência em sua defesa uma exceção. Em relação às exceções no processo do
trabalho é correto afirmar:
a) Apresentada exceção de incompetência, abrir-se-á vista dos autos ao exceto, por 48
(quarenta e oito) horas, que poderão ser prorrogadas por igual prazo pelo Juiz, em caso de
complexidade da matéria, devendo a decisão ser proferida na primeira audiência ou sessão
que se seguir.
b) Apresentada exceção de suspeição, o juiz designará audiência dentro de 05 (cinco) dias
para instrução e julgamento da exceção.
c) Se o recusante houver praticado algum ato pelo qual haja consentido na pessoa do juiz, não
poderá alegar exceção de suspeição, salvo sobrevindo novo motivo.
d) O juiz é obrigado a dar-se por suspeito, e pode ser recusado, por parentesco por
consanguinidade ou afinidade até o quarto grau civil.
e) A exceção de suspeição será admitida ainda que o recusante procurou de propósito o
motivo de que ela se originou.
COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “C”. A afirmação contida em “C” está absolutamente
idêntica ao § único do art. 801 da CLT, assim redigido:

“Se o recusante houver praticado algum ato pelo qual haja consentido na pessoa do
juiz, não mais poderá alegar exceção de suspeição, salvo sobrevindo novo motivo. A
suspeição não será também admitida, se do processo constar que o recusante deixou
de alegá-la anteriormente, quando já a conhecia, ou que, depois de conhecida,
aceitou o juiz recusado ou, finalmente, se procurou de propósito o motivo de que ela
se originou”.

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Trata-se da ideia de quem gerou a hipótese de suspeição ou com ela anuiu, não poderá alegar
o vício posteriormente. Vejamos as demais alternativas:
Letra “A”: errado, pois a nova redação do art. 800, §2° da CLT fala que o reclamante terá o
prazo comum de 5 dias para se manifestar.
Letra “B”: errado, pois o art. 802 da CLT traz o prazo de 48 horas.
Letra “D”: errado, pois o art. 801 da CLT fala em parentesco até o 3º grau civil.
Letra “E”: errado, pois o art. 801, § único da CLT impede tal situação.

24. QUESTÃO ADAPTADA ( Prova: FCC - 2011 - TRT - 23ª REGIÃO (MT) - Analista
Judiciário - Execução de Mandados / Direito Processual do Trabalho / Resposta do
Reclamado; ) De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho, apresentada a
exceção de incompetência
a) abrir-se-á vista dos autos ao exceto, por 24 horas prorrogáveis por igual período.
b) Protocolada a petição, será suspenso o processo e não se realizará a audiência a que se
refere o art. 843 desta Consolidação até que se decida a exceção. Os autos serão
imediatamente conclusos ao juiz, que intimará o reclamante e, se existentes, os litisconsortes,
para manifestação no prazo comum de cinco dias.
c) abrir-se-á vista dos autos ao exceto, por 48 horas improrrogáveis.
d) abrir-se-á vista dos autos ao exceto, por 48 horas prorrogáveis por igual período.
e) o juiz decidirá de plano, sem a manifestação da parte contrária que será intimada da
decisão.
COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “B”. Trata-se dos parágrafos 1º e 2º do artigo 800 da
CLT, introduzidos pela Lei nº 13.467/2017, que dispõe sobre o procedimento da exceção de
incompetência territorial, nos seguintes termos:

“Art. 800. Apresentada exceção de incompetência territorial no prazo de cinco dias a


contar da notificação, antes da audiência e em peça que sinalize a existência desta
exceção, seguir-se-á o procedimento estabelecido neste artigo.
§ 1o Protocolada a petição, será suspenso o processo e não se realizará a audiência
a que se refere o art. 843 desta Consolidação até que se decida a exceção.
§ 2o Os autos serão imediatamente conclusos ao juiz, que intimará o reclamante e,
se existentes, os litisconsortes, para manifestação no prazo comum de cinco dias.
§ 3o Se entender necessária a produção de prova oral, o juízo designará audiência,
garantindo o direito de o excipiente e de suas testemunhas serem ouvidos, por carta
precatória, no juízo que este houver indicado como competente.

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§ 4o Decidida a exceção de incompetência territorial, o processo retomará seu curso,


com a designação de audiência, a apresentação de defesa e a instrução processual
perante o juízo competente.”

As demais alternativas não precisam ser analisadas, pois tratam do mesmo assunto.

25. ( Prova: FCC - 2010 - TRT - 22ª Região (PI) - Técnico Judiciário - Área
Administrativa / Direito Processual do Trabalho / Audiências; Resposta do
Reclamado; ) Sobre a revelia, considere:
I. A ausência do reclamado em audiência, apesar de regularmente intimado, configura revelia.
II. A revelia importa na confissão do reclamado quanto à matéria de fato.
III. Havendo revelia, mas ocorrendo, entretanto, motivo relevante, poderá o juiz suspender o
julgamento, designando nova audiência.
IV. A revelia pode ser aplicada tanto ao reclamante quanto ao reclamado.

Está correto o que se afirma APENAS em


a) I e IV.
b) II e III.
c) III e IV.
d) I, II e III.
e) I, III e IV.
COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “D”. Estão corretas apenas as assertivas I, II e III,
conforme análise abaixo:

I. Correta, pois em conformidade com o art. 844 da CLT, que diz que a ausência do
reclamado à audiência, para a qual foi regularmente notificado, importa em revelia. Vejamos:

“O não-comparecimento do reclamante à audiência importa o arquivamento da


reclamação, e o não-comparecimento do reclamado importa revelia, além de
confissão quanto à matéria de fato”.

II. Correta, conforme art. 844 da CLT, acima transcrito, diz que haverá confissão quanto à
matéria de fato, presumindo-se verdadeiros aqueles. Claro que se trata de presunção relativa
de veracidade.

III. Correta, pois essa é a informação que consta no § 1º do art. 844 da CLT. Vejamos:

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“Ocorrendo motivo relevante, poderá o juiz suspender o julgamento, designando


nova audiência”.

IV. Errada, pois a revelia é uma consequência aplicada apenas ao reclamado, já que o art.
844 da CLT diz que a consequência para a ausência do reclamante é o arquivamento do
processo, ou seja, a extinção do mesmo sem resolução do mérito. Aqui, a título de
curiosidade, cumpre salientar que o parágrafo 2º desse dispositivo, introduzido pela reforma,
trouxe uma “penalidade” ao reclamante nesses casos, cita-se o teor do dispositivo:
“Na hipótese de ausência do reclamante, este será condenado ao pagamento das
custas calculadas na forma do art. 789 desta Consolidação, ainda que beneficiário da
justiça gratuita, salvo se comprovar, no prazo de quinze dias, que a ausência ocorreu
por motivo legalmente justificável”.

26. ( Prova: FCC - 2010 - TRT - 22ª Região (PI) - Técnico Judiciário - Área
Administrativa / Direito Processual do Trabalho / Atos, Termos e Prazos; Dissídios
Individuais; Resposta do Reclamado; ) A respeito do prazo para contestação no
Processo do Trabalho, é correto afirmar que:
a) Inexiste prazo para apresentar contestação na Secretaria da Vara na Reclamação
Trabalhista, devendo ser a ação contestada na audiência inicial ou UNA.
b) O prazo para apresentar contestação na Secretaria da Vara na Reclamação Trabalhista é de
dez dias a contar da citação do reclamado.
c) O prazo para apresentar contestação na Secretaria da Vara na Reclamação Trabalhista é de
vinte dias a contar da citação do reclamado quando este se tratar de órgão da Administração
Pública.
d) O prazo para apresentar contestação na Secretaria da Vara na Reclamação Trabalhista é de
dez dias a contar da audiência inicial ou UNA.
e) O prazo para apresentar contestação na Secretaria da Vara na Reclamação Trabalhista é de
vinte dias a contar da audiência inicial ou UNA, quando se tratar o reclamado de órgão da
Administração Pública.
COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “A”. A defesa no processo do trabalho não é protocolada,
como ocorre no processo civil, e sim, apresentada em audiência, conforme art. 847 da CLT,
oralmente no prazo de 20 minutos. Além disso, frisa-se que a audiência no processo do
trabalho é una, nos moldes do art. 849 da CLT. Vejamos:

“A audiência de julgamento será contínua; mas, se não for possível, por motivo de
força maior, concluí-la no mesmo dia, o juiz ou presidente marcará a sua continuação
para a primeira desimpedida, independentemente de nova notificação”.

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Vejamos as demais alternativas:

Letra “B”: errado, pois é na audiência, conforme já dito (art. 847 da CLT).
Letra “C”: errado, pois também os órgãos públicos apresentarão a contestação em audiência,
havendo apenas um prazo maior (em quádruplo) entre o recebimento da notificação e a
realização da audiência (20 dias).
Letra “D”: errado, pois como já dito é na própria audiência.
Letra “E”: errado, pois como já dito segue a mesma regra dos entes privados.

27. ( Prova: FCC - 2012 - TRT - 11ª Região (AM) - Juiz do Trabalho - Tipo 5 /
Direito Processual do Trabalho / Atos, Termos e Prazos; Dissídios Individuais; )
Quanto à forma de reclamação e a notificação no dissídio individual trabalhista pelo
rito ordinário, conforme previsões contidas na CLT e em súmulas da jurisprudência
uniformizada do TST é correto afirmar:
a) Recebida e protocolada a reclamação, dentro de 5 dias será notificado o reclamado para
comparecer em audiência que será a primeira desimpedida, depois de 48 horas.
b) Não é possível a acumulação num só processo de várias reclamações, ainda que se trate de
empregados da mesma empresa, sem a participação da entidade sindical.
c) Diante da complexidade das matérias que podem ser discutidas no processo trabalhista,
com o advento das novas competências, como por exemplo, as indenizações por danos morais
e por acidente do trabalho e as responsabilidades relativas à
terceirização de mão de obra, não mais se admite a reclamação trabalhista verbal.
d) Ao receber a petição inicial, a Secretaria da Vara, conforme expressa previsão legal, deve
enviar os autos imediatamente ao juiz para realização do juízo de admissibilidade.
e) Presume-se recebida a notificação 48 horas depois de sua postagem; o seu não
recebimento ou a entrega após o decurso desse prazo constitui ônus de prova do destinatário.
COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “E”. A resposta da questão encontra-se em consonância
com a Súmula nº 16 do TST, que alude ao prazo de recebimento da notificação postal, que é
de 48h a contar de sua postagem. Trata-se de uma presunção relativa, que pode ser
desconstituída pelo destinatário, sendo seu o ônus de provar o não recebimento ou o
recebimento posterior às 48h, que pode acarretar a ausência do prazo mínimo de 5 dias a que
alude o art. 841 da CLT. Lembre-se que entre o recebimento da notificação e a realização da
audiência, deve ser respeitado o prazo mínimo de 5 dias, para que o reclamado tenha tempo
hábil de preparar a defesa. Transcreve-se a Súmula nº 16 do TST para conhecimento:

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“Presume-se recebida a notificação 48 (quarenta e oito) horas depois de sua


postagem. O seu não-recebimento ou a entrega após o decurso desse prazo constitui
ônus de prova do destinatário”.

Vejamos as demais alternativas:


Letra “A”: errada, pois os prazos foram invertidos. Conforme art. 841 da CLT, a notificação
será remetida em 48h, para audiência que será a primeira desimpedida depois de 5 dias.
Letra “B”: errada, pois o art. 842 da CLT autoriza a acumulação, sem a necessidade de
participação do Sindicato.
Letra “C”: errada, pois a reclamação trabalhista verbal continua sendo possível, nos moldes do
art. 840 da CLT, mesmo com as novas competências estabelecidas pela EC nº 45/04.
Letra “D”: errada, pois os autos são remetidos à Secretaria para realização da notificação,
independentemente de prévio juízo de admissibilidade pelo Magistrado.

28. ( Prova: FCC - 2011 - TRT - 20ª REGIÃO (SE) - Técnico Judiciário - Área
Administrativa / Direito Processual do Trabalho / Dissídios Individuais; ) Carol
ajuizou no início do ano de 2011 reclamação trabalhista em face de sua ex-
empregadora a empresa EFGH. A presente reclamação possui o valor da causa de R$
19.739,00. Tendo em vista que a audiência UNA foi marcada para o dia 10 de Agosto
de 2011, Carol enviou telegrama com aviso de recebimento para suas três
testemunhas convidando-as para depor no dia e hora em que a audiência foi
designada porém, nenhuma das três testemunhas compareceu. Neste caso, de
acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho, o M.M. juiz deverá
a) suspender o processo por vinte dias e marcar nova audiência para no máximo 90 dias,
porém Carol deverá levar as testemunhas nesta nova audiência independentemente de
intimação.
b) suspender o processo por quinze dias e marcar nova audiência para no máximo 60 dias,
porém Carol deverá levar as testemunhas nesta nova audiência independentemente de
intimação.
c) marcar nova data para a realização da audiência e deferir a intimação das três
testemunhas.
d) marcar nova data para a realização da audiência e deferir a intimação de duas das três
testemunhas, devendo Carol desistir do depoimento de uma delas.
e) proferir sentença na mesma audiência uma vez que Carol possuía a obrigação de levar as
testemunhas independentemente de intimação.
COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “D”. Em 2011 o salário mínimo era de R$545,00. As
ações até R$21.800,00 eram, naquela época, ajuizadas perante o rito sumaríssimo, nos

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termos do art. 852-A da CLT. No rito sumaríssimo, dispõe o art. 862-H §§2º e 3º da CLT, que
cada parte poderá ouvir até 2 testemunhas, sendo que a intimação delas somente será
deferida pelo Magistrado se houver prova do convite formulado às mesmas. Perceba que a
situação posta pela FCC é de que houve o convite formulado a 3 testemunhas, em ação do rito
sumaríssimo (valor inferior a R$21.800,00 na época) e que as mesmas não compareceram ao
ato judicial. Nessa situação, o Juiz deve intimar duas testemunhas para nova audiência, ou
seja, nos termos da letra “D”, deve o Magistrado marcar nova audiência, intimando duas
testemunhas, isto é, o reclamante terá que desistir da oitiva de uma delas, já que convidou 3,
número excedente. Todas as demais assertivas estão erradas, pois falam em proferir sentença,
suspender o processo ou intimar as 3 testemunhas. Transcrevem-se os §§2º e 3º do art. 852-
H da CLT:
§ 2º As testemunhas, até o máximo de duas para cada parte, comparecerão à
audiência de instrução e julgamento independentemente de intimação. (Incluído pela
Lei nº 9.957, de 12.1.2000)

§ 3º Só será deferida intimação de testemunha que, comprovadamente convidada,


deixar de comparecer. Não comparecendo a testemunha intimada, o juiz poderá
determinar sua imediata condução coercitiva.

As demais assertivas não precisam ser analisadas, pois já foram descartadas com a análise da
letra “D”.

29. ( Prova: FCC - 2006 - TRT-4R - Técnico Judiciário - Área Administrativa /


Direito Processual do Trabalho / Atos, Termos e Prazos; Dissídios Individuais; ) A
citação do reclamado para comparecer à audiência e apresentar contestação é feita
a) pelo Correio, com pelo menos 48 horas de antecedência.
b) pelo Correio, com pelo menos 5 dias de antecedência.
c) pelo Correio, com pelo menos 15 dias de antecedência.
d) pelo Diário Oficial ou jornal local de grande circulação.
e) exclusivamente por Oficial de Justiça.
COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “B”. Em primeiro lugar, transcreve-se o art. 841 da CLT,
que trata da forma e prazo da notificação no processo do trabalho:

“Recebida e protocolada a reclamação, o escrivão ou secretário, dentro de 48


(quarenta e oito) horas, remeterá a segunda via da petição, ou do termo, ao
reclamado, notificando-o ao mesmo tempo, para comparecer à audiência do
julgamento, que será a primeira desimpedida, depois de 5 (cinco) dias. § 1º - A

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notificação será feita em registro postal com franquia. Se o reclamado criar


embaraços ao seu recebimento ou não for encontrado, far-se-á a notificação por
edital, inserto no jornal oficial ou no que publicar o expediente forense, ou, na falta,
afixado na sede da Junta ou Juízo. § 2º - O reclamante será notificado no ato da
apresentação da reclamação ou na forma do parágrafo anterior”.

Como pode ser verificado, a notificação no processo do trabalho é realizada por via postal, ou
seja, pelos correios, no prazo de 48h, que será recebida pelo destinatário no prazo de 48h
(Súmula nº 16 do TST), para a audiência que será a primeira depois de 5 dias do recebimento
da notificação. O destinatário, portanto, não pode receber a notificação hoje para uma
audiência amanhã ou depois de amanhã, já que entre o recebimento daquela e a audiência há
necessidade de, pelo menos, 5 dias, tempo hábil para a preparação da audiência.
Tudo isso que foi dito está em conformidade com a letra “B”, que afirma que a notificação será
“pelo Correio, com pelo menos 5 dias de antecedência”.
As demais assertivas ficam excluídas automaticamente.

30. ( Prova: FCC - 2006 - TRT-24R - Analista Judiciário - Área Judiciária / Direito
Processual do Trabalho / Dissídios Individuais; ) Nos dissídios individuais,
a) após a apresentação das razões finais, é defeso ao juiz renovar a proposta de conciliação,
em razão do término da instrução.
b) não havendo acordo, o reclamado terá trinta minutos para aduzir sua defesa, após a leitura
da reclamação, não podendo esta leitura ser dispensada pelas partes.
c) terminada a instrução, poderão as partes aduzir razões finais, em prazo não-excedente de
dez minutos para cada uma.
d) o não-comparecimento do reclamante à audiência importa em confissão quanto à matéria
de fato.
e) é facultado ao empregador fazer-se substituir por preposto que tenha conhecimento do
fato, porém as declarações deste não obrigarão o proponente.
COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “C”. A questão menciona um dos importantes atos
praticados pelas partes em audiência: a apresentação de razões finais orais, no prazo de até
10 minutos, nos termos do art. 850 da CLT, conforme transcrição a seguir:

“Terminada a instrução, poderão as partes aduzir razões finais, em prazo não


excedente de 10 (dez) minutos para cada uma. Em seguida, o juiz ou presidente
renovará a proposta de conciliação, e não se realizando esta, será proferida a
decisão”.

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Sabe-se que a audiência trabalhista é una, o que significa dizer que ele começará com o
pregão das partes e terminará com a sentença. Nesse meio termo, temos as tentativas de
conciliação, a apresentação de defesa, a instrução (produção das provas) e as razões finais,
oportunidade em que as partes, oralmente, demonstram ao Juiz do Trabalho que a sua
pretensão deve ser aceita, ou seja, que o seu direito está provado. No processo do trabalho
esse ato é oral, seguindo-se, portanto, o princípio da oralidade.
Vejamos as demais assertivas, que estão erradas:
Letra “A”: errada, pois o art. 850 da CLT diz que o Juiz renovará a proposta de conciliação, isto
é, realizará a segunda tentativa obrigatória de conciliação.
Letra “B”: errada, pois o art. 847 da CLT diz que a leitura da petição inicial pode ser
dispensada e que o prazo de defesa é de até 20 minutos.
Letra “D”: errada, pois o art. 844 da CLT afirma que não comparecimento do reclamante
importa em arquivamento do processo. O não comparecimento do reclamado é que gera
revelia e confissão quanto à matéria de fato.
Letra “E”: errada, pois o art. 843, §1º da CLT diz que as declarações do preposto vinculam o
proponente.

31. ( Prova: FCC - 2006 - TRT-24R - Analista Judiciário - Área Judiciária - Execução
de Mandados / Direito Processual do Trabalho / Atos, Termos e Prazos; Dissídios
Individuais; Reclamação Trabalhista; ) De acordo com a Consolidação das Leis do
Trabalho, considere as seguintes assertivas a respeito da forma de reclamação e de
notificação nos dissídios individuais:
I. Recebida e protocolada a reclamação, em regra, o escrivão ou secretário, dentro de 15 dias,
remeterá a segunda via da petição, ou do termo, ao reclamado, que será notificado
posteriormente, para comparecer à audiência do julgamento.
II. A notificação será feita em registro postal com franquia. Se o reclamado criar embaraços ao
seu recebimento ou não for encontrado, far-se-á a notificação por edital.
III. Sendo várias as reclamações e havendo identidade de matéria, poderão ser acumuladas
num só processo, se se tratar de empregados da mesma empresa ou estabelecimento.
Está correto o que se afirma APENAS em
a) I.
b) II.
c) I e II.
d) I e III.
e) II e III.

COMENTÁRIOS:

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A alternativa CORRETA É A LETRA “E”. Estão corretas as assertivas II e III, conforme análise
a seguir realizada:

I. Errada, pois o art. 841 da CLT diz que o escrivão ou secretário, dentro de 48 horas,
remeterá a notificação para o reclamado.
II. Correta, pois o §1º do art. 841 da CLT afirma que a notificação será postal, mas que
será realizada por edital caso o reclamado crie embaraços ao seu recebimento ou não seja
encontrado. Não há, nessa hipótese, notificação por Oficial de Justiça, pois esse realiza atos no
processo de execução.
III. Correta, pois essa é a redação do art. 842 da CLT, abaixo transcrito:

“Sendo várias as reclamações e havendo identidade de matéria, poderão ser


acumuladas num só processo, se se tratar de empregados da mesma empresa ou
estabelecimento”.

32. ( Prova: FCC - 2012 - TRT - 1ª REGIÃO (RJ) - Juiz do Trabalho / Direito
Processual do Trabalho / Procedimento ordinário e sumaríssimo; Resposta do
Reclamado; ) De acordo com a CLT, nas causas de jurisdição da Justiça do Trabalho
somente podem ser opostas,
a) com suspensão do feito, as exceções de impedimento ou de suspeição.
b) com suspensão do feito, as exceções de impedimento ou de incompetência.
c) sem suspensão do feito, as exceções de impedimento ou de suspeição.
d) sem suspensão do feito, as exceções de incompetência ou de suspeição.
e) com suspensão do feito, as exceções de incompetência ou de suspeição.
COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “E”. A afirmativa trazida pela banca examinadora
desconsiderou o entendimento doutrinário acerca do cabimento da exceção de impedimento no
processo do trabalho, levando em consideração tão somente o que dispõe o art. 799 da CLT,
abaixo transcrito:

“Nas causas da jurisdição da Justiça do Trabalho, somente podem ser opostas, com
suspensão do feito, as exceções de suspeição ou incompetência”.

O dispositivo em questão foi extraído do CPC/39, que não mencionava a exceção de


impedimento. Com o advento do CPC/73, esse passou a possibilitar a apresentação de três
espécies de exceções: suspeição, impedimento e incompetência. Como a FCC traz muitas
questões “copia e cola”, mencionaram apenas suspeição e incompetência, conforme dispositivo
acima mencionado e transcrito.

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33. ( Prova: FCC - 2012 - TRT - 1ª REGIÃO (RJ) - Juiz do Trabalho / Direito
Processual do Trabalho / Partes e Procuradores; Audiências; Procedimento
ordinário e sumaríssimo; ) De acordo com o entendimento pacífico da jurisprudência
do TST,
a) inexiste previsão legal tolerando atraso no horário de comparecimento da parte à audiência.
b) pessoa jurídica de direito público não se sujeita à revelia.
c) a reclamada, ausente à audiência em que deveria apresentar defesa, é revel, salvo se
presente seu advogado munido de procuração específica.
d) diante da gravidade do ato, a revelia da reclamada não pode ser ilidida.
e) a revelia produz confissão na ação rescisória.
COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “A”. A ausência das partes em audiência gera importantes
consequências conforme art. 844 da CLT. Se o reclamante está ausente, o feito será
arquivado. Se o reclamado é que está ausente, será aplicada a revelia. E se a parte estiver
atrasada? As penalidades serão aplicadas igualmente, pois não há previsão de tolerância para
atraso das partes, conforme OJ nº 245 da SDI-1 do TST, abaixo transcrita:

“Inexiste previsão legal tolerando atraso no horário de comparecimento da parte na


audiência”.

As demais assertivas estão incorretas, conforme anotações a seguir:

Letra “B”: errado, pois viola o entendimento da OJ nº 152 da SDI-1 do TST.


Letra “C”: errado, pois a Súmula nº 122 do TST diz que, mesmo que presente o Advogado,
será revel a empresa na hipótese mencionada. Aqui cumpre registrar que mesmo a reforma
trabalhista abrindo a possibilidade de juntada da defesa e dos documentos pelo advogado
presente em audiência, não há previsão na lei de que seja afastado os efeitos da revelia nesse
caso (art. 844,§5º, da CLT).
Letra “D”: errado, pois a Súmula nº 122 do TST diz que a revelia pode ser ilidida por meio de
atestado médico que demonstre a impossibilidade de locomoção.
Letra “E”: errado, pois a Súmula nº 398 do TST diz que não há confissão na ação rescisória,
mesmo que revel o réu.

34. ( Prova: FCC - 2012 - TRT - 11ª Região (AM) - Analista Judiciário - Área
Judiciária / Direito Processual do Trabalho / Procedimento ordinário e sumaríssimo;
) João moveu reclamação trabalhista em face da empresa Omega Industrial, tendo
atribuído à causa o valor total das verbas pleiteadas no importe de R$ 3.000,00. Na

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audiência UNA designada a empresa reclamada não compareceu, e o juiz verificou


que a citação não fora realizada porque o reclamante havia fornecido o endereço
incorreto da reclamada, absolutamente diverso daquele anotado em sua Carteira
Profissional. De acordo com a CLT, o juiz deve
a) aplicar a penalidade da revelia e confissão da reclamada.
b) abrir prazo para que o reclamante informe o endereço correto da reclamada, determinando
a designação de nova audiência.
c) determinar o retorno do processo à secretaria da vara para tentativa de localização da
reclamada.
d) determinar a citação da reclamada por edital.
e) determinar o arquivamento da reclamação trabalhista e condenação do reclamante ao
pagamento de custas sobre o valor da causa.
COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “E”. Percebam que não houve a correta indicação do
endereço do reclamado, obrigação do reclamante conforme art. 852-B, II da CLT. Ao não
cumprir com uma de suas obrigações, dispõe o §1º do mesmo artigo que a reclamação
trabalhista será arquivada (extinta sem resolução do mérito), com a condenação do autor ao
pagamento das custas processuais. Essas informações constam no dispositivo abaixo
transcrito, que foi mencionado acima (§1º do art. 852-B da CLT):

“Art. 852-B. Nas reclamações enquadradas no procedimento sumaríssimo: (Incluído


pela Lei nº 9.957, de 12.1.2000)
I - o pedido deverá ser certo ou determinado e indicará o valor correspondente;
(Incluído pela Lei nº 9.957, de 12.1.2000)
II - não se fará citação por edital, incumbindo ao autor a correta indicação do nome e
endereço do reclamado; (Incluído pela Lei nº 9.957, de 12.1.2000)
III - a apreciação da reclamação deverá ocorrer no prazo máximo de quinze dias do
seu ajuizamento, podendo constar de pauta especial, se necessário, de acordo com o
movimento judiciário da Junta de Conciliação e Julgamento. (Incluído pela Lei nº
9.957, de 12.1.2000)
§ 1º O não atendimento, pelo reclamante, do disposto nos incisos I e II deste artigo
importará no arquivamento da reclamação e condenação ao pagamento de custas
sobre o valor da causa”.

Pelo dispositivo legal, não há possibilidade de determinação de emenda da petição inicial (art.
321 do CPC/15), tampouco de citação por edital, pois excluído pelo próprio art. 852-B, II da
CLT. Assim, estão excluídas as demais alternativas, pois trazem uma dessas

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situações, que não podem ocorrer, já que a única correta deve indicar sempre o
arquivamento do feito.

35. ( Prova: FCC - 2013 - TRT - 9ª REGIÃO (PR) - Analista Judiciário - Execução de
Mandados / Direito Processual do Trabalho / Reclamação Trabalhista; ) A legislação
processual do trabalho regulamenta o trâmite de dissídios individuais, criando regras
sobre a forma de reclamação e a notificação do reclamado. Segundo tais normas, a
reclamação
a) recebida e protocolada será remetida a segunda via da petição ao reclamado, notificando-o
ao mesmo tempo, para comparecer à audiência de julgamento, que será a primeira
desimpedida, depois de 48 horas.
b) será, preliminarmente, sujeita a distribuição nas localidades em que houver apenas uma
Vara do Trabalho.
c) poderá ser apresentada pelos empregados e empregadores, pessoalmente, ou por seus
representantes e pelos sindicatos de classe.
d) será feita por notificação via oficial de justiça, não sendo admitida a notificação por edital
nos processos que tramitam pelo rito ordinário.
e) poderá ser acumulada num só processo com outros, quando houver identidade de matéria,
desde que sejam empregados da mesma profissão e região metropolitana.
COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “C”. A afirmação contida na letra “C”, acerca do
ajuizamento de reclamação trabalhista, está em conformidade com o art. 839 da CLT, assim
redigido:

“Art. 839 - A reclamação poderá ser apresentada: a) pelos empregados e


empregadores, pessoalmente, ou por seus representantes, e pelos sindicatos de
classe; b) por intermédio das Procuradorias Regionais da Justiça do Trabalho”.

Vejamos as demais assertivas, todas erradas, e suas justificativas:


Letra “A”: errada, pois contraria o art. 841 da CLT, que diz que a audiência será a primeira
desimpedida depois de 5 dias, ou seja, entre o recebimento da notificação e a realização do
ato deverá haver prazo mínimo de 5 dias.
Letra “B”: errada, pois se houver apenas uma Vara do Trabalho, não haverá distribuição,
conforme art. 837 da CLT.
Letra “D”: errada, pois o art. 841 da CLT afirma que a notificação será postal, sendo feita por
edital se não for possível por correios.
Letra “E”: errada, pois contraria o entendimento do art. 842 da CLT.

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RELAÇÃO DAS QUESTÕES ESTUDADAS NA AULA

1. (QUESTÃO ADAPTADA) Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: TRT - 20ª REGIÃO (SE)
Prova: Analista Judiciário Oficial de Justiça

A empresa Delta & Gama Engenharia, em sua contestação na reclamação trabalhista movida
por Perseu, alterou a verdade dos fatos e procedeu de modo temerário. O advogado do
reclamante peticionou ao Juiz requerendo a condenação da reclamada ao pagamento de multa
por litigância de má-fé e indenização por prejuízos sofridos. Nessa situação, o Juiz

(A) não poderá acolher o pedido visto que não há previsão legal deste instituto na
Consolidação das Leis do Trabalho e nesse caso não pode ser aplicado dispositivo do processo
comum pelo princípio da reserva legal, porque implica em punição processual.
(B) deverá acolher integralmente o pedido de multa e indenização em razão da litigância de
má-fé de acordo com o previsto na Consolidação das Leis do Trabalho.
(C) deverá aplicar apenas a norma relativa ao tema prevista na Consolidação das Leis do
Trabalho, que se restringe ao pagamento de multa revertida aos cofres públicos.
(D) deverá aplicar apenas a norma relativa ao tema prevista na Consolidação das Leis do
Trabalho, que se restringe ao pagamento de indenização por prejuízos sofridos pela parte
contrária.
(E) deverá acolher integralmente o pedido de multa e indenização em razão da litigância de
má-fé do reclamado, mas não poderia se a situação fosse inversa, por força de dispositivo na
Consolidação das Leis do Trabalho que não permite a aplicação subsidiária do processo comum
contra o trabalhador.

2. (QUESTÃO ADAPTADA) Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: TRT - 20ª REGIÃO (SE)
Prova: Analista Judiciário

Na audiência UNA de rito ordinário designada na reclamação trabalhista movida por Ícaro em
face da Cia. de Aviação Nuvens S/A, o advogado da reclamada apresentou exceção de
incompetência territorial, alegando fatos desconhecidos pelo advogado do reclamante. Nessa
situação hipotética, conforme norma prevista em legislação trabalhista,

(A) A exceção de incompetência territorial deverá ser apresentada no prazo de cinco dias a
contar da notificação, antes da audiência e em peça que sinalize a existência desta exceção.
(B) caso seja requerido pelo advogado de Ícaro o prazo de 15 dias para se manifestar sobre a
exceção, o juiz deverá concedê-lo, adiando a audiência.

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(C) a audiência não será adiada para que o juiz possa decidir sobre a exceção apresentada,
não cabendo nenhum prazo para manifestação à parte contrária.
(D) o juiz apreciará imediatamente a arguição da exceção, não havendo previsão de concessão
de prazo ao exceto, porque a audiência é UNA.
(E) não havendo previsão na Consolidação das Leis do Trabalho, cabe ao juiz, dentro do seu
poder de direção do processo, apreciar a exceção na própria audiência, ou decidir em 48 horas
em caso de complexidade da matéria, mas não cabe prazo para manifestação do contrário,
nesse caso, por se tratar de exceção.

3. Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: TRT - 23ª REGIÃO (MT) Prova: Analista
Judiciário

O advogado da reclamada Fênix Produtora, por ocasião da audiência UNA, apresentou a


contestação da ré, bem como reconvenção, por meio da qual pretendeu a devolução de
ferramentas de trabalho da empresa que ficaram em posse do empregado após a rescisão
contratual. Nessa situação,
a) não deve ser aceita a reconvenção, por falta de previsão desse ato processual na legislação
trabalhista, não podendo ser aplicada outra legislação processual para o caso.
b) a Consolidação das Leis do Trabalho expressamente prevê que nos casos omissos, o direito
processual comum será fonte subsidiária do direito processual do trabalho, exceto naquilo em
que for incompatível com as normas no texto consolidado.
c) somente será aceita a reconvenção caso haja a expressa concordância da parte contrária,
que terá prazo para exercer o contraditório.
d) deve ser aceita a reconvenção em razão de estar expressamente prevista na Consolidação
das Leis do Trabalho, como modalidade de defesa da reclamada.
e) não deve ser aceita a reconvenção, visto que somente poderia ser proposta ação
possessória no foro cível, competente para a matéria.

4. Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: TRT - 23ª REGIÃO (MT) Prova: Analista
Judiciário - Área Judiciária

A legislação trabalhista prevê algumas modalidades de defesa da reclamada nas reclamações


trabalhistas, dentre as quais se incluem as exceções, sendo certo quanto a estas que,
a) se o recusante houver praticado algum ato pelo qual haja consentido na pessoa do juiz, não
poderá alegar exceção de suspeição, salvo sobrevindo novo motivo.
b) o Juiz é obrigado a dar-se por suspeito, e pode ser recusado, em razão de parentesco
apenas por consanguinidade até o quarto grau civil.

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c) a exceção de suspeição será admitida ainda que o recusante propositadamente tenha


procurado o motivo de que ela se originou, ante ao conflito que se estabelecerá entre o juiz e a
parte.
d) apresentada exceção de suspeição, o juiz designará audiência dentro de 05 dias para
instrução e julgamento da exceção.
e) apresentada exceção de incompetência, abrir-se à vista dos autos ao exceto, por 48 horas,
que poderão ser prorrogados por igual prazo pelo juiz em caso de complexidade da matéria,
devendo a decisão ser proferida na primeira audiência que se seguir.

5. Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: TRT - 23ª REGIÃO (MT) Prova: Analista
Judiciário

No início da audiência designada em reclamatória trabalhista, por não ter convidado nenhuma
testemunha e prevendo o seu insucesso, o autor Hércules provocou um incidente tumultuário
ameaçando o Juiz auxiliar da Vara de Lucas do Rio Verde e declarando, em público, que era
inimigo pessoal do magistrado. Em razão do ocorrido, o patrono do autor apresentou no ato
exceção de suspeição do referido Juiz, postulando o adiamento da audiência, para que não
fosse configurada nulidade processual. Nessa situação, conforme disposição legal, o
magistrado deve
a) rejeitar a exceção, visto que a exceção de suspeição e a nulidade não serão pronunciadas
quando o recusante da suspeição tenha procurado de propósito o motivo de que ela se
originou e a nulidade for arguida por quem lhe der causa.
b) acolher a exceção e se declarar suspeito apenas para o julgamento, prosseguindo a
audiência, colhendo o depoimento das partes e a oitiva das testemunhas presentes da
reclamada e remetendo o julgamento para o Juiz titular da Vara.
c) adiar a audiência acolhendo a suspeição, mesmo que o recusante da suspeição tenha
procurado de propósito o motivo de que ela se originou e a alegada nulidade tenha sido
arguida por quem lhe deu causa.
d) prosseguir a audiência por não haver previsão legal tanto para a alegada exceção de
suspeição do Juiz, bem como quanto à arguição por quem deu causa da nulidade.
e) adiar a audiência para que haja instrução da suspeição designando nova audiência em 05
dias para que o Juiz Titular da Vara aprecie a admissibilidade da exceção e, após, remeta ao
Tribunal para julgá-la.

6. ( Prova: FCC - 2013 - TRT - 9ª REGIÃO (PR) - Analista Judiciário - Execução de


Mandados / Direito Processual do Trabalho / Audiências; ) Em se tratando de
dissídio individual, a norma processual trabalhista prevê, como regra, a
realização de audiência UNA, ou seja, em um determinado ato processual será

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realizada a tentativa de conciliação, a instrução processual e o julgamento.


Nesse sentido,
a) terminada a defesa, seguir-se-á a instrução do processo, sendo ouvidas as testemunhas, os
peritos e os técnicos, se houver, e após será efetuado o interrogatório dos litigantes.
b) caso o reclamante não compareça na audiência inaugural, mesmo presente seu advogado,
deverá necessariamente ser adiada a sessão.
c) é facultado ao empregador fazer-se substituir pelo gerente, ou qualquer outro preposto que
tenha conhecimento do fato, mas cujas declarações não obrigarão o proponente.
d) aberta a audiência, o Juiz proporá a conciliação, sendo que se não houver acordo, o
reclamado poderá apresentar defesa oral no tempo máximo de 10 (dez) minutos.
e) deverão estar presentes o reclamante e o reclamado na audiência de julgamento,
independentemente do comparecimento de seus representantes.

7. ( Prova: FCC - 2013 - TRT - 9ª REGIÃO (PR) - Técnico Judiciário - Área


Administrativa / Direito Processual do Trabalho / Audiências; ) Sobre as
audiências trabalhistas, com base nas normas aplicáveis, é correto afirmar:
a) A ausência injustificada do reclamante ou de seu advogado à audiência importa em revelia,
além de confissão quanto à matéria de fato.
b) O reclamante e o reclamado, deverão estar presentes pessoalmente, independentemente
do comparecimento de seus advogados, não podendo ser substituídos ou representados neste
ato processual.
c) As partes e testemunhas serão inquiridas pelo juiz, não podendo ser reinquiridas a
requerimento das partes ou advogados.
d) O juiz, à hora marcada, declarará aberta a audiência, sendo feita pelo chefe de secretaria
ou escrivão a chamada das partes, havendo uma tolerância de até 15 minutos após a hora
marcada.
e) Estas serão públicas e realizar-se-ão em dias úteis, entre 8 e 18 horas, não podendo
ultrapassar 5 horas seguidas, salvo quando houver matéria urgente.

8. ( Prova: FCC - 2005 - OAB-SP - Exame de Ordem - 2 - Primeira Fase / Direito


Processual do Trabalho / Audiências; ) Na reclamação ajuizada pelo
trabalhador, para a cobrança de direito irrenunciável, correspondente a salário
mínimo não pago, ausentes ambas as partes à única audiência designada,
a) deve designar-se nova audiência, com condução coercitiva das partes.
b) o reclamado é considerado revel.
c) o processo é arquivado.
d) encerra-se a instrução, julgando o feito no estado em que se encontra.

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9. ( Prova: FCC – 2013 – TRT – 1ª REGIÃO (RJ) – Analista Judiciário – Execução


de Mandados / Direito Processual do Trabalho / Audiências; ) Hércules após
quatro anos de contrato de trabalho com a empresa Alfa Beta Engenharia foi
dispensado sem receber saldo salarial e verbas da rescisão. Ajuizou
reclamação trabalhista, sendo designada audiência UNA (conciliação, instrução
e julgamento) após dois meses da distribuição da ação. Ocorre que Hércules
sofreu acidente na véspera da audiência, ficando hospitalizado e, portanto,
impossibilitado de se locomover até a Vara do Trabalho. Com base nas normas
previstas em lei trabalhista, nessa situação,
a) o advogado de Hércules fará toda a sua assistência em audiência, inclusive com poderes
para depor pelo reclamante e realizar demais atos processuais.
b) o reclamante Hércules poderá fazer-se representar na audiência por outro empregado que
pertença a mesma profissão ou pelo Sindicato Profissional.
c) o processo será arquivado ante a ausência do reclamante, que poderá ajuizar novamente a
demanda quando estiver em condições plenas de saúde.
d) a lei processual trabalhista não prevê a hipótese de substituição de empregado reclamante
ausente, razão pela qual fica a critério do Juiz adiar a audiência ou arquivar o processo.
e) a esposa, companheira ou algum parente até o terceiro grau poderão representar o
trabalhador ausente com amplos poderes para inclusive prestar depoimento pelo reclamante.

10.( Prova: FCC - 2013 - TRT - 1ª REGIÃO (RJ) - Analista Judiciário - Execução de
Mandados / Direito Processual do Trabalho / Audiências; ) A empresa Deuses
do Olimpo Produções S/A foi citada para responder reclamatória trabalhista
que tramita pelo procedimento ordinário e comparecer à audiência UNA
(conciliação, instrução e julgamento), designada trinta dias após a sua
notificação. Entretanto, o representante legal da empresa reclamada, por mero
esquecimento, não compareceu à audiência designada. O reclamante
compareceu à audiência sem a presença de seu advogado. O advogado da
reclamada, presente em audiência, pretendeu apresentar defesa oral. Nessa
situação, com fundamento na lei e em jurisprudência sumulada do Tribunal
Superior do Trabalho – TST, o Juiz deverá
a) arquivar a reclamatória diante da ausência de uma das partes e do advogado do
reclamante, tendo em vista que este não pode atuar pessoalmente na Justiça do Trabalho.
b) adiar a audiência para outra data possibilitando o comparecimento do advogado do
reclamante e do representante legal da reclamada.
c) permitir ao patrono da empresa a apresentação de defesa oral e adiar a audiência para que
o advogado do reclamante tome ciência da defesa e apresente réplica nos autos.

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d) aplicar a revelia e consequente confissão quanto à matéria de fato à reclamada ausente não
permitindo que seu advogado apresente defesa oral diante do motivo da ausência não ser
relevante e prosseguir com o processo sem adiar a audiência.
e) autorizar que o patrono da reclamada apresente defesa por escrito em 15 dias diretamente
no protocolo da Secretaria da Vara e adiar a audiência para nova data.

11.( Prova: FCC - 2012 - TRT - 18ª Região (GO) - Juiz do Trabalho / Direito
Processual do Trabalho / Audiências; ) Em relação à audiência, considere:
I. Aberta a audiência, o juiz proporá a conciliação.
II. A audiência de julgamento será contínua, devendo ser concluída no mesmo dia.
III. A ausência do reclamante, quando adiada a instrução após contestada a ação em
audiência, não importa arquivamento do processo.
IV. Pessoa jurídica de direito público não se sujeita à revelia.
V. A reclamada, ausente à audiência em que deveria apresentar defesa, é revel, ainda que
presente seu advogado munido de procuração, podendo ser ilidida a revelia mediante a
apresentação de atestado médico, que deverá declarar, expressamente, a impossibilidade de
locomoção do empregador ou do seu preposto no dia da audiência.
É entendimento pacificado pelo TST, o que se afirma APENAS em
a) III e IV.
b) II, IV e V.
c) I.
d) II e III.
e) I, III e V.

12.( Prova: FCC - 2012 - TRT - 1ª REGIÃO (RJ) - Juiz do Trabalho / Direito
Processual do Trabalho / Partes e Procuradores; Audiências; Procedimento
ordinário e sumaríssimo; ) De acordo com o entendimento pacífico da
jurisprudência do TST,
a) inexiste previsão legal tolerando atraso no horário de comparecimento da parte à audiência.
b) pessoa jurídica de direito público não sujeita-se à revelia.
c) a reclamada, ausente à audiência em que deveria apresentar defesa, é revel, salvo se
presente seu advogado munido de procuração específica.
d) diante da gravidade do ato, a revelia da reclamada não pode ser ilidida.
e) a revelia produz confissão na ação rescisória.

13.QUESTÃO ADAPTADA ( Prova: FCC - 2012 - TST - Analista Judiciário - Área


Judiciária / Direito Processual do Trabalho / Audiências; ) Conforme previsão

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legal e jurisprudência sumulada do TST, em relação às audiências trabalhistas


é correto afirmar:
a) A ausência do reclamante, quando adiada a instrução após contestada a ação em audiência,
importa arquivamento do processo.
b) O preposto da reclamada presente em audiência não precisa ser empregado da reclamada.
c) Não se aplica a confissão à parte que, expressamente intimada com aquela cominação, não
comparecer à audiência em prosseguimento, na qual deveria depor desde que esteja presente
o seu advogado.
d) Aberta a audiência, o reclamado terá dez minutos para aduzir sua defesa oral.
e) Terminada a defesa, seguir-se-á a instrução do processo, devendo o juiz, exofficio,
interrogar os litigantes, sob pena de nulidade, sendo que findo o interrogatório não poderão os
litigantes retirar-se, até o término da instrução com a oitiva de testemunhas.

14.( Prova: FCC - 2012 - TRT - 20ª REGIÃO (SE) - Juiz do Trabalho - Tipo 1 /
Direito Processual do Trabalho / Partes e Procuradores; Audiências; ) É
INCORRETO afirmar que
a) o preposto deve ser necessariamente empregado.
b) nas ações plúrimas, os empregados poderão fazer- se representar pelo sindicato da
categoria profissional correspondente.
c) o não comparecimento do reclamante à audiência importa o arquivamento da reclamação.
d) aberta a audiência, o juiz proporá a conciliação.
e) a vedação à produção de prova posterior pela parte confessa somente a ela se aplica, não
afetando o exercício, pelo magistrado, do poder/dever de conduzir o processo.

15.( Prova: FCC - 2012 - TRT - 11ª Região (AM) - Juiz do Trabalho - Tipo 5 /
Direito Processual do Trabalho / Audiências; ) O Processo do Trabalho
apresenta como traços identificadores a oralidade, a concentração dos atos
processuais e o aspecto conciliatório. Em relação às propostas de conciliação
no Processo do Trabalho, é correto afirmar que
a) devem ser realizadas em dois momentos: após a abertura da audiência, mas antes da
apresentação da defesa; terminada a instrução processual, após as razões finais, caso as
partes queiram aduzi-las.
b) somente podem ser realizadas após a oitiva das partes e quando do encerramento da
instrução processual, antes das razões finais.
c) estão vinculadas ao valor atribuído à causa, sendo portanto obrigatórias apenas nas ações
de alçada e de rito sumaríssimo.

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d) devem ser realizadas após a apresentação da defesa e renovadas após as razões finais,
caso as partes queiram aduzi-las.
e) não há obrigatoriedade na sua realização, constituindo-se assim em faculdade do Juiz na
direção do processo.

16.( Prova: FCC - 2008 - TRT - 19ª Região (AL) - Técnico Judiciário - Área
Administrativa / Direito Processual do Trabalho / Audiências; ) A ausência do
reclamante, quando adiada a instrução após contestada a ação em audiência,
a) importará no arquivamento da reclamação, sendo que o reclamante poderá ajuizar nova
ação postulando verbas que não foram anteriormente postuladas.
b) importará no arquivamento da reclamação, sendo que o reclamante poderá ajuizar nova
==e0b61==

ação postulando as mesmas verbas anteriormente postuladas.


c) importará no arquivamento da reclamação, sendo que o reclamante poderá pedir o
desarquivamento do processo e continuar com a reclamação.
d) não importa no arquivamento do processo tendo em vista que a ação já tinha sido
contestada.
e) importará no reconhecimento da revelia, além de confissão quanto à matéria de fato.

17.( Prova: FCC - 2008 - TRT - 19ª Região (AL) - Técnico Judiciário - Área
Administrativa / Direito Processual do Trabalho / Audiências; ) Maria ajuizou
reclamação trabalhista em face da empresa DEDE. João, proprietário da
empresa, cientificado da respectiva reclamação, contratou advogado na
véspera da data designada para a realização da audiência, em que será
obedecido o procedimento ordinário. O advogado advertiu João de que teria
que apresentar defesa oral em razão da proximidade da contratação. Neste
caso, de acordo com a CLT, o advogado
a) não poderá apresentar defesa oral em razão do procedimento ordinário da respectiva
reclamação trabalhista.
b) poderá apresentar defesa oral e terá o prazo de 20 minutos para aduzir sua defesa.
c) poderá apresentar defesa oral e terá o prazo de 10 minutos para aduzir sua defesa.
d) não poderá apresentar defesa oral por expressa disposição legal, independentemente do
procedimento adotado pela ação reclamatória.
e) poderá apresentar defesa oral e terá o prazo de 30 minutos para aduzir sua defesa.

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18.( Prova: FCC - 2012 - TRT - 18ª Região (GO) - Juiz do Trabalho / Direito
Processual do Trabalho / Resposta do Reclamado; ) Na esfera da Justiça do
Trabalho, é correto afirmar:
a) Nas causas de jurisdição da Justiça do Trabalho somente pode ser oposta, com suspensão
do feito, exceção de incompetência.
b) Das decisões sobre exceções de suspeição e incompetência, salvo, quanto a estas, se
terminativas do feito, não caberá recurso, podendo, no entanto, as partes alegá-las
novamente no recurso que couber da decisão final.
c) Apresentada a exceção de incompetência, abrir-se-á vista dos autos ao exceto, por 48
(quarenta e oito) horas improrrogáveis, devendo a decisão ser proferida na primeira audiência
ou sessão que se seguir.
d) São motivos de suspeição do juiz: inimizade pessoal, amizade íntima, parentesco por
consanguinidade ou afinidade até o segundo grau civil.
e) Apresentada a exceção de suspeição, o juiz ou Tribunal designará audiência dentro de 24
(vinte e quatro) horas, para instrução e julgamento da exceção.

19.( Prova: FCC - 2012 - TRT - 1ª REGIÃO (RJ) - Juiz do Trabalho / Direito
Processual do Trabalho / Procedimento ordinário e sumaríssimo; Resposta do
Reclamado; ) De acordo com a CLT, nas causas de jurisdição da Justiça do
Trabalho somente podem ser opostas,
a) com suspensão do feito, as exceções de impedimento ou de suspeição.
b) com suspensão do feito, as exceções de impedimento ou de incompetência.
c) sem suspensão do feito, as exceções de impedimento ou de suspeição.
d) sem suspensão do feito, as exceções de incompetência ou de suspeição.
e) com suspensão do feito, as exceções de incompetência ou de suspeição.

20. QUESTÃO ADAPTADA ( Prova: FCC - 2008 - TRT - 19ª Região (AL) - Técnico
Judiciário - Área Administrativa / Direito Processual do Trabalho / Resposta
do Reclamado; ) Considere:
I. Litispendência.
II. Conexão.
III. Exceção de incompetência relativa do juízo.
IV. Carência de Ação.
V. Exceção de suspeição.
NÃO deverão ser arguidas em contestação a objeções indicadas APENAS em

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a) III e V.
b) I, II e III.
c) II e III.
d) I, II e V.
e) IV e V.

21.( Prova: FCC - 2008 - TRT - 19ª Região (AL) - Técnico Judiciário - Área
Administrativa / Direito Processual do Trabalho / Resposta do Reclamado; )
De acordo com a CLT e o entendimento Sumulado do TST, a compensação
a) não poderá ser argüida, em nenhum momento, em reclamações trabalhistas.
b) poderá ser argüida em qualquer fase processual, inclusive após o trânsito em julgado de
sentença.
c) deverá ser argüida através de exceção.
d) só poderá ser argüida como matéria de defesa na contestação.
e) poderá ser argüida em qualquer fase processual até o trânsito em julgado de sentença.

22.( Prova: FCC - 2008 - TRT - 2ª REGIÃO (SP) - Técnico Judiciário - Área
Administrativa / Direito Processual do Trabalho / Resposta do Reclamado; )
Numa reclamação trabalhista, o crédito do reclamado é superior ao do
reclamante. Nesse caso,
a) o reclamado só poderá apresentar reconvenção se a diferença for superior a um mês de
salário do empregado e se tiver ocorrido rescisão do contrato de trabalho.
b) o juiz pode determinar ao reclamante que devolva a diferença ao reclamado,
independentemente de reconvenção.
c) o reclamado só poderá pleitear seu crédito em ação própria, pois, no processo trabalhista,
não há reconvenção.
d) o reclamado pode apresentar reconvenção, se o crédito for oriundo da relação de emprego
e houver conexão.
e) o reclamado pode, em contestação, pedir a compensação dos créditos e a devolução do que
entende devido, sendo que o reclamante pode apresentar reconvenção.

23.( Prova: FCC - 2012 - TRT - 6ª Região (PE) - Analista Judiciário - Execução de
Mandados / Direito Processual do Trabalho / Resposta do Reclamado; ) A
empresa Margarida Confeitaria Ltda., em reclamação trabalhista em que é ré,

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apresentou na audiência em sua defesa uma exceção. Em relação às exceções


no processo do trabalho é correto afirmar:
a) Apresentada exceção de incompetência, abrir-se-á vista dos autos ao exceto, por 48
(quarenta e oito) horas, que poderão ser prorrogadas por igual prazo pelo Juiz, em caso de
complexidade da matéria, devendo a decisão ser proferida na primeira audiência ou sessão
que se seguir.
b) Apresentada exceção de suspeição, o juiz designará audiência dentro de 05 (cinco) dias
para instrução e julgamento da exceção.
c) Se o recusante houver praticado algum ato pelo qual haja consentido na pessoa do juiz, não
poderá alegar exceção de suspeição, salvo sobrevindo novo motivo.
d) O juiz é obrigado a dar-se por suspeito, e pode ser recusado, por parentesco por
consanguinidade ou afinidade até o quarto grau civil.
e) A exceção de suspeição será admitida ainda que o recusante procurou de propósito o
motivo de que ela se originou.

24. QUESTÃO ADAPTADA ( Prova: FCC - 2011 - TRT - 23ª REGIÃO (MT) - Analista
Judiciário - Execução de Mandados / Direito Processual do Trabalho /
Resposta do Reclamado; ) De acordo com a Consolidação das Leis do
Trabalho, apresentada a exceção de incompetência
a) abrir-se-á vista dos autos ao exceto, por 24 horas prorrogáveis por igual período.
b) Protocolada a petição, será suspenso o processo e não se realizará a audiência a que se
refere o art. 843 desta Consolidação até que se decida a exceção. Os autos serão
imediatamente conclusos ao juiz, que intimará o reclamante e, se existentes, os litisconsortes,
para manifestação no prazo comum de cinco dias.
c) abrir-se-á vista dos autos ao exceto, por 48 horas improrrogáveis.
d) abrir-se-á vista dos autos ao exceto, por 48 horas prorrogáveis por igual período.
e) o juiz decidirá de plano, sem a manifestação da parte contrária que será intimada da
decisão.

25.( Prova: FCC - 2010 - TRT - 22ª Região (PI) - Técnico Judiciário - Área
Administrativa / Direito Processual do Trabalho / Audiências; Resposta do
Reclamado; ) Sobre a revelia, considere:
I. A ausência do reclamado em audiência, apesar de regularmente intimado, configura revelia.
II. A revelia importa na confissão do reclamado quanto à matéria de fato.
III. Havendo revelia, mas ocorrendo, entretanto, motivo relevante, poderá o juiz suspender o
julgamento, designando nova audiência.

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IV. A revelia pode ser aplicada tanto ao reclamante quanto ao reclamado.

Está correto o que se afirma APENAS em


a) I e IV.
b) II e III.
c) III e IV.
d) I, II e III.
e) I, III e IV.

26.( Prova: FCC - 2010 - TRT - 22ª Região (PI) - Técnico Judiciário - Área
Administrativa / Direito Processual do Trabalho / Atos, Termos e Prazos;
Dissídios Individuais; Resposta do Reclamado; ) A respeito do prazo para
contestação no Processo do Trabalho, é correto afirmar que:
a) Inexiste prazo para apresentar contestação na Secretaria da Vara na Reclamação
Trabalhista, devendo ser a ação contestada na audiência inicial ou UNA.
b) O prazo para apresentar contestação na Secretaria da Vara na Reclamação Trabalhista é de
dez dias a contar da citação do reclamado.
c) O prazo para apresentar contestação na Secretaria da Vara na Reclamação Trabalhista é de
vinte dias a contar da citação do reclamado quando este se tratar de órgão da Administração
Pública.
d) O prazo para apresentar contestação na Secretaria da Vara na Reclamação Trabalhista é de
dez dias a contar da audiência inicial ou UNA.
e) O prazo para apresentar contestação na Secretaria da Vara na Reclamação Trabalhista é de
vinte dias a contar da audiência inicial ou UNA, quando se tratar o reclamado de órgão da
Administração Pública.

27.( Prova: FCC - 2012 - TRT - 11ª Região (AM) - Juiz do Trabalho - Tipo 5 /
Direito Processual do Trabalho / Atos, Termos e Prazos; Dissídios
Individuais; ) Quanto à forma de reclamação e a notificação no dissídio
individual trabalhista pelo rito ordinário, conforme previsões contidas na CLT e
em súmulas da jurisprudência uniformizada do TST é correto afirmar:
a) Recebida e protocolada a reclamação, dentro de 5 dias será notificado o reclamado para
comparecer em audiência que será a primeira desimpedida, depois de 48 horas.
b) Não é possível a acumulação num só processo de várias reclamações, ainda que se trate de
empregados da mesma empresa, sem a participação da entidade sindical.
c) Diante da complexidade das matérias que podem ser discutidas no processo trabalhista,
com o advento das novas competências, como por exemplo, as indenizações por danos morais

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e por acidente do trabalho e as responsabilidades relativas à


terceirização de mão de obra, não mais se admite a reclamação trabalhista verbal.
d) Ao receber a petição inicial, a Secretaria da Vara, conforme expressa previsão legal, deve
enviar os autos imediatamente ao juiz para realização do juízo de admissibilidade.
e) Presume-se recebida a notificação 48 horas depois de sua postagem; o seu não
recebimento ou a entrega após o decurso desse prazo constitui ônus de prova do destinatário.

28.( Prova: FCC - 2011 - TRT - 20ª REGIÃO (SE) - Técnico Judiciário - Área
Administrativa / Direito Processual do Trabalho / Dissídios Individuais; )
Carol ajuizou no início do ano de 2011 reclamação trabalhista em face de sua
ex-empregadora a empresa EFGH. A presente reclamação possui o valor da
causa de R$ 19.739,00. Tendo em vista que a audiência UNA foi marcada para
o dia 10 de Agosto de 2011, Carol enviou telegrama com aviso de recebimento
para suas três testemunhas convidando-as para depor no dia e hora em que a
audiência foi designada porém, nenhuma das três testemunhas compareceu.
Neste caso, de acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho, o M.M. juiz
deverá
a) suspender o processo por vinte dias e marcar nova audiência para no máximo 90 dias,
porém Carol deverá levar as testemunhas nesta nova audiência independentemente de
intimação.
b) suspender o processo por quinze dias e marcar nova audiência para no máximo 60 dias,
porém Carol deverá levar as testemunhas nesta nova audiência independentemente de
intimação.
c) marcar nova data para a realização da audiência e deferir a intimação das três
testemunhas.
d) marcar nova data para a realização da audiência e deferir a intimação de duas das três
testemunhas, devendo Carol desistir do depoimento de uma delas.
e) proferir sentença na mesma audiência uma vez que Carol possuía a obrigação de levar as
testemunhas independentemente de intimação.

29.( Prova: FCC - 2006 - TRT-4R - Técnico Judiciário - Área Administrativa /


Direito Processual do Trabalho / Atos, Termos e Prazos; Dissídios
Individuais;) A citação do reclamado para comparecer à audiência e
apresentar contestação é feita
a) pelo Correio, com pelo menos 48 horas de antecedência.
b) pelo Correio, com pelo menos 5 dias de antecedência.
c) pelo Correio, com pelo menos 15 dias de antecedência.

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d) pelo Diário Oficial ou jornal local de grande circulação.


e) exclusivamente por Oficial de Justiça.

30.( Prova: FCC - 2006 - TRT-24R - Analista Judiciário - Área Judiciária / Direito
Processual do Trabalho / Dissídios Individuais; ) Nos dissídios individuais,
a) após a apresentação das razões finais, é defeso ao juiz renovar a proposta de conciliação,
em razão do término da instrução.
b) não havendo acordo, o reclamado terá trinta minutos para aduzir sua defesa, após a leitura
da reclamação, não podendo esta leitura ser dispensada pelas partes.
c) terminada a instrução, poderão as partes aduzir razões finais, em prazo não-excedente de
dez minutos para cada uma.
d) o não-comparecimento do reclamante à audiência importa em confissão quanto à matéria
de fato.
e) é facultado ao empregador fazer-se substituir por preposto que tenha conhecimento do
fato, porém as declarações deste não obrigarão o proponente.

31.( Prova: FCC - 2006 - TRT-24R - Analista Judiciário - Área Judiciária - Execução
de Mandados / Direito Processual do Trabalho / Atos, Termos e Prazos;
Dissídios Individuais; Reclamação Trabalhista; ) De acordo com a
Consolidação das Leis do Trabalho, considere as seguintes assertivas a
respeito da forma de reclamação e de notificação nos dissídios individuais:
I. Recebida e protocolada a reclamação, em regra, o escrivão ou secretário, dentro de 15 dias,
remeterá a segunda via da petição, ou do termo, ao reclamado, que será notificado
posteriormente, para comparecer à audiência do julgamento.
II. A notificação será feita em registro postal com franquia. Se o reclamado criar embaraços ao
seu recebimento ou não for encontrado, far-se-á a notificação por edital.
III. Sendo várias as reclamações e havendo identidade de matéria, poderão ser acumuladas
num só processo, se se tratar de empregados da mesma empresa ou estabelecimento.
Está correto o que se afirma APENAS em
a) I.
b) II.
c) I e II.
d) I e III.
e) II e III.

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32.( Prova: FCC - 2012 - TRT - 1ª REGIÃO (RJ) - Juiz do Trabalho / Direito
Processual do Trabalho / Procedimento ordinário e sumaríssimo; Resposta do
Reclamado; ) De acordo com a CLT, nas causas de jurisdição da Justiça do
Trabalho somente podem ser opostas,
a) com suspensão do feito, as exceções de impedimento ou de suspeição.
b) com suspensão do feito, as exceções de impedimento ou de incompetência.
c) sem suspensão do feito, as exceções de impedimento ou de suspeição.
d) sem suspensão do feito, as exceções de incompetência ou de suspeição.
e) com suspensão do feito, as exceções de incompetência ou de suspeição.

33.( Prova: FCC - 2012 - TRT - 1ª REGIÃO (RJ) - Juiz do Trabalho / Direito
Processual do Trabalho / Partes e Procuradores; Audiências; Procedimento
ordinário e sumaríssimo; ) De acordo com o entendimento pacífico da
jurisprudência do TST,
a) inexiste previsão legal tolerando atraso no horário de comparecimento da parte à audiência.
b) pessoa jurídica de direito público não sujeita-se à revelia.
c) a reclamada, ausente à audiência em que deveria apresentar defesa, é revel, salvo se
presente seu advogado munido de procuração específica.
d) diante da gravidade do ato, a revelia da reclamada não pode ser ilidida.
e) a revelia produz confissão na ação rescisória.

34.( Prova: FCC - 2012 - TRT - 11ª Região (AM) - Analista Judiciário - Área
Judiciária / Direito Processual do Trabalho / Procedimento ordinário e
sumaríssimo; ) João moveu reclamação trabalhista em face da empresa
Omega Industrial, tendo atribuído à causa o valor total das verbas pleiteadas
no importe de R$ 3.000,00. Na audiência UNA designada a empresa reclamada
não compareceu, e o juiz verificou que a citação não fora realizada porque o
reclamante havia fornecido o endereço incorreto da reclamada, absolutamente
diverso daquele anotado em sua Carteira Profissional. De acordo com a CLT, o
juiz deve
a) aplicar a penalidade da revelia e confissão da reclamada.
b) abrir prazo para que o reclamante informe o endereço correto da reclamada, determinando
a designação de nova audiência.

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c) determinar o retorno do processo à secretaria da vara para tentativa de localização da


reclamada.
d) determinar a citação da reclamada por edital.
e) determinar o arquivamento da reclamação trabalhista e condenação do reclamante ao
pagamento de custas sobre o valor da causa.

35.( Prova: FCC - 2013 - TRT - 9ª REGIÃO (PR) - Analista Judiciário - Execução de
Mandados / Direito Processual do Trabalho / Reclamação Trabalhista; ) A
legislação processual do trabalho regulamenta o trâmite de dissídios
individuais, criando regras sobre a forma de reclamação e a notificação do
reclamado. Segundo tais normas, a reclamação
a) recebida e protocolada será remetida a segunda via da petição ao reclamado, notificando-o
ao mesmo tempo, para comparecer à audiência de julgamento, que será a primeira
desimpedida, depois de 48 horas.
b) será, preliminarmente, sujeita a distribuição nas localidades em que houver apenas uma
Vara do Trabalho.
c) poderá ser apresentada pelos empregados e empregadores, pessoalmente, ou por seus
representantes e pelos sindicatos de classe.
d) será feita por notificação via oficial de justiça, não sendo admitida a notificação por edital
nos processos que tramitam pelo rito ordinário.
e) poderá ser acumulada num só processo com outros, quando houver identidade de matéria,
desde que sejam empregados da mesma profissão e região metropolitana.

GABARITO DAS QUESTÕES DA AULA

1. B 16. D 31. E
2. A 17. B 32. E
3. B 18. B 33. A
4. A 19. E 34. E
5. A 20. A 35. C
6. E 21. D
7. E 22. D
8. C 23. C
9. B 24. B
10. D 25. D
11. E 26. A
12. A 27. E
13. B 28. D
14. A 29. B
15. A 30. C

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