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Universidade Federal da Paraíba

Centro de Tecnologia
Departamento de Engenharia Civil e Ambiental

Construção de Edifícios I

EXECUÇÃO DAS ESTRUTURAS

Prof. Dr. Hidelbrando Diógenes

hidelbrando@ct.ufpb.br
DE CONCRETO ARMADO
GENERALIDADES
Requisitos gerais de qualidade da estrutura
1. Capacidade resistente: Consiste basicamente na
segurança à ruptura.
2. Desempenho em serviço: Consiste na capacidade da
estrutura manter-se em condições plenas de utilização
durante sua vida útil, não podendo apresentar danos que
comprometam em parte ou totalmente o uso para o qual
foi projetada.
3. Durabilidade: Consiste na capacidade de a estrutura
resistir às influências ambientais previstas e definidas em
conjunto pelo autor do projeto estrutural e pelo
contratante, no início dos trabalhos de elaboração do
projeto.
DE CONCRETO ARMADO
GENERALIDADES
Requisitos gerais de qualidade do projeto
1. Qualidade da solução adotada: considerar as condições
arquitetônicas, funcionais, construtivas (ver ABNT NBR
14931), estruturais e de integração com os demais projetos
(elétrico, hidráulico, ar-condicionado e outros), explicitadas
pelos responsáveis técnicos de cada especialidade, com a
anuência do contratante.
2. Atender as condições imposta ao projeto
3. Documentação da solução adotada: O produto final do
projeto estrutural é constituído por desenhos, especificações
e critérios de projeto. As especificações e os critérios de
projeto podem constar nos próprios desenhos ou constituir
documento separado.
DE CONCRETO ARMADO
GENERALIDADES
Avaliação da conformidade do projeto
A avaliação da conformidade do projeto deve ser realizada
por profissional habilitado, independente e diferente do
projetista, requerida e contratada pelo contratante, e
registrada em documento específico, que acompanhará a
documentação do projeto;
Vida útil de projeto
Período de tempo durante o qual se mantêm as
características das estruturas de concreto, sem intervenções
significativas, desde que atendidos os requisitos de uso e
manutenção prescritos pelo projetista e pelo construtor,
conforme, bem como de execução dos reparos necessários
decorrentes de danos acidentais.
DE CONCRETO ARMADO
GENERALIDADES
Dos ensaios para controle tecnológico
Os ensaios de controle com a finalidade de verificar a
uniformidade dos materiais constituintes do concreto, com
relação aos inicialmente caracterizados. As propriedades
básicas do concreto são:
Do concreto não endurecido
Trabalhabilidade
Exsudação
Tempos de início e de fim de pega
Do concreto endurecido
Resistência aos esforços mecânicos e módulo de elasticidade
Deformações em face das ações extrínsecas e solicitações mecânicas
Permeabilidade
Durabilidade diante da ação do meio ambiente.
DE CONCRETO ARMADO
GENERALIDADES
Fck = Resistência característica do concreto
Freqüência relativa Freqüência relativa
Freqüência relativa
Intervalo Intervalo fck  fcmFreqüência
- s.δ relativa
Intervalo Intervalo
Concreto B
Concreto B

fck = fcm - 1,65.s


Concreto A
Concreto A
n

 f  fcm 
2
ci
i1
s2 =
n -1
f c (MPa) f c (MPa) f c (MPa) f c (MPa)
f 5% 5% f ck f
f cm cm f ck f cm cm
n

f 1,65 . s 1,65 . s
ci
fcm  i1

OBRIGATÓRIO A ESPECIFICAÇÃO EM PROJETO


DE CONCRETO ARMADO
GENERALIDADES
DE CONCRETO ARMADO
GENERALIDADES
DE CONCRETO ARMADO
GENERALIDADES
RESISTÊNCIA DO CONCRETO

PARÂMETROS RESISTÊNCIA PARÂMETROS


DA AMOSTRA DAS FASES COMPONENTES DE CARREGAMENTO
•DIMENSÕES •TIPO DE TENSÃO
•GEOMETRIA •VELOCIDADE DE APLICAÇÃO DA
•ESTADO DE UMIDADE TENSÃO

POROSIDADE DA MATRIZ POROSIDADE DO POROSIDADE DA ZONA DE


• FATOR a/c AGREGADO TRANSIÇÃO
• ADITIVOS MINERAIS • FATOR a/c
• GRAU DE HIDRATAÇÃO • ADITIVOS MINERAIS
- Tempo de cura • CARACTERÏSTICAS DE EXUDAÇÃO
- Temperatura - Distribuição granulométrica do
- Umidade agregado
• CONTEÚDO DO AR - Tamanho máximo e Geometria
- Ar preso • GRAU DE COMPACTAÇÃO
- Ar incorporado • GRAU DE HIDRATAÇÃO
- Tempo de cura
- Temperatura
- Umidade
• INTERAÇÃO QUÍMICA ENTRE
AGREGADO E PASTA DE CIMENTO

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DE CONCRETO ARMADO
GENERALIDADES
A areia e a brita constituem mais de 80% da massa do concreto,
precisando ser levada em conta, portanto, a sua devida importância. Cada
remessa terá de ser examinada ao ser recebida:
1. Limpeza: um dos pontos mais importantes a serem observados é a
limpeza. Barro, argila ou detritos nos agregados causarão
enfraquecimento do concreto. Pedaços de madeira em decomposição,
folhas e vários materiais orgânicos retardarão o endurecimento e
consequentemente a resistência do concreto. Os agregados graúdos
poderão ser verificados por inspeção visual e o miúdo, por manual.
2. Teste manual: como primeira verificação da areia, esfrega-se uma
porção dela entre a palma das mãos; caso estas permaneçam limpas, a
areia provavelmente também se encontra limpa. Caso fiquem sujas e
manchadas, ela estará sem condições de uso, sendo então necessário
proceder-se a ensaios mais precisos
DE CONCRETO ARMADO
GENERALIDADES
A areia e a brita constituem mais de 80% da massa do concreto,
precisando ser levada em conta, portanto, a sua devida importância.
Cada remessa terá de ser examinada ao ser recebida:
3. Argila na areia: esse teste não serve para areia industrializada (pó
de pedra, ou seja, areia produzida em pedreira). E necessário encher
um frasco de vidro graduado, até 50 mL, com solução de sal (uma
colher de chá de sal de cozinha para 0,5 L de água é o suficiente).
Não havendo um frasco graduado na obra, poderá ser usado um
vidro de boca larga (vidro de geléia) e uma régua. Inicialmente,
colocam-se cerca de 10 cm de areia solta no vidro. Após, adiciona-se
a solução salina, de modo que fique cerca de 2,5 cm de liquido
acima da areia. Em seguida, agita-se o recipiente. Deixa-se em
repouso por 3 h. Finalmente, mede-se a espessura da camada de
argila e a altura da areia que se depositou logo abaixo. A medida da
tolerância de argila é de 0,5 cm da camada que se depositou sobre a
areia.
Prática 03
Pede-se:

1. Realizar o ensaio para a verificação da quantidade da argila na areia


elaborar um relatório;
2. Discutir os impactos de um elevado teor de argila na areia para a
durabilidade do concreto.

Grupo: até 03 componentes


Entrega: dia 30.08.2016
DE CONCRETO ARMADO
PLANO DE CONCRETAGEM – CHECK LIST
DE CONCRETO ARMADO
RECEBIMENTO DO CONCRETO USINADO
Com a chegada do caminhão na obra deve-se verificar se o concreto
que está sendo entregue está de acordo com o pedido. Confira no
documento de entrega:

I. volume do concreto;
II. classe de agressividade;
III. abatimento (slump-test);
IV. resistência característica do concreto à compressão (fck); ou
consumo de cimento/m³;
V. aditivo, quando solicitado.

Antes da descarga do caminhão-betoneira deve-se ainda avaliar se a


quantidade de água existente no concreto está compatível com as
especificações, não havendo falta ou excesso de água.
DE CONCRETO ARMADO
GENERALIDADES
Abatimento

OBS: Valores indicativos de YAZIGI (2002), mas deve-se obsevar caso a caso
DE CONCRETO ARMADO
RECEBIMENTO DO CONCRETO
Durante o trajeto da central dosadora até a obra é comum
ocorrer perda na consistência do concreto devido às
condições climáticas -temperatura e umidade relativa do ar.
Parte da água da mistura deve ser reposta na obra
compensando a perda por evaporação durante o trajeto.
Para isso, utiliza-se o ensaio de abatimento (slump-test),
bastante simples e de fácil execução.
As regras para a reposição de água perdida por
evaporação são especificadas pela NBR 7212 - Execução de
Concreto Dosado em Central. Como regra geral, a adição de
água não deve ultrapassar a medida do abatimento
solicitada pela obra e especificada no documento de
entrega do concreto.
DE CONCRETO ARMADO
AMOSTRAGEM DO CONCRETO

 não é permitido retirar amostras, tanto


no princípio quanto no final da
descarga da betoneira;
 a amostra deve ser colhida no terço
médio do caminhão-betoneira;
 a coleta deve ser feita cortando-se o
fluxo de descarga do concreto,
utilizando-se para isso um recipiente ou
carrinho-de-mão;
 deixe os corpos-de-prova nos moldes,
sem sofrer perturbações e em
temperatura ambiente por 24hs;
 Ao final levar para o Laboratório e
romper.
DE CONCRETO ARMADO
TRANSPORTE
DE CONCRETO ARMADO
TRANSPORTE
DE CONCRETO ARMADO
TRANSPORTE

DUMPERS
DE CONCRETO ARMADO
TRANSPORTE

GRUAS E GUIDASTES – TRANSPORTE VERTICAL/HORIZONTAL


DE CONCRETO ARMADO
TRANSPORTE
• Transporte por meio de tubulações sob
efeito de algum tipo de pressão que pode
ser por ar comprimido, tubos deformáveis
(sistema + demorado) ou pistão (sistema +
utilizado).
• O sistema por ar comprimido tem uma
perda significativa nas juntas das
tubulações o que pode afetar a
produtividade.

Cuidados na execução: O diâmetro do agregado não deve ser maior que 1/3 do diâmetro
do tubo; O concreto deve ter slump de 8 a 10 cm com no mínimo 60% de argamassa; O
concreto desloca-se dentro da tubulação de forma constante, devendo haver uma
película lubrificante entre a tubulação e a massa, que é obtida com a introdução na
tubulação de uma nata de cimento antes do início da concretagem.
Atualmente, conseguimos bombear
concreto para altura de até 200 m,
o que equivale a cerca de 70
andares.
DE CONCRETO ARMADO
Concretagem
O ato de concretar implica em três operações
fundamentais:

I. Preparação das fôrmas e armação


II. Lançamento do concreto
III. Adensamento e cura.
DE CONCRETO ARMADO
Lançamento
O principal cuidado é evitar que o concreto
desagregue. Logo:

Deve-se evitar o arrasto a distâncias muito grandes para


não provocar a perda de materiais durante o arrasto.
Evitar o lançamento de grandes alturas também p/evitar
a segregação.
No caso do concreto depositado na obra para
posterior colocação nas formas " tempo máx. < 30
min”
Tempo maior usar retardador de pega. Importante
manter a trabalhabilidade sem alterar a dosagem.
DE CONCRETO ARMADO
Lançamento
A altura de lançamento não deve exceder a 2m
(ABNT NBR:14931,2004) ou até um pé direito (2,5
até 2,8m).
Para peças estreitas e altas, o concreto deverá ser
lançado por meio de janelas abertas nas fôrmas
sendo recomendado seu emprego em alturas
superiores a 3m.
Se for empregado uso de direcionadores de fluxo
(funil), minimiza a possibilidade de ocorrer choque
com a forma e a armadura, alturas maiores podem
ser admitidas → Evita a segregação
argamassa/agregado graúdo
DE CONCRETO ARMADO
Lançamento
Concretagens durante períodos de chuvas somente
deverão ser interrompidos quando houver a lavagem
superficial do concreto, o que poderá determinar
alterações em uma camada
significativa de concreto, com diminuição da altura da
peça.

No lançamento de concreto em peças densamente


armadas deve-se pensar em adequações ao traço, como
por exemplo, a redução da dimensão máxima
característica do agregado e da dosagem para uma
trabalhabilidade adequada. Deve-se ainda estabelecer
uma ordem de lançamento. CONCRETO AUTO-
ADENSÁVEL É UMA ALTERNATIVA.
DE CONCRETO ARMADO
Lançamento
Preparo das formas antes do lançamento do concreto
limpas e receber aplicação de desmoldante que deverão
apresentar facilidade de aplicação, t reduzido de
secagem, evitando, os efeitos da ação de chuva ou poeira.

Além disso, deverão apresentar imiscibilidade com a


água e pH neutro ou básico, poder de evitar a aderência
entre o concreto e a fôrma, não prejudicar a aderência de
revestimentos sobre o concreto, não ser inflamável e
tóxico, não ser escorregadio.
DE CONCRETO ARMADO
Adensamento
Para a obtenção de concreto compacto com o mínimo
de vazios após a colocação do concreto nas fôrmas, há a
necessidade de compactá-lo através de processos
manuais ou mecânicos, que provocam a saída do ar,
facilitando o arranjo interno dos agregados, melhoram o
contato do concreto com as fôrmas e as ferragens
(acomodação da massa na fôrma, fazendo com que esta
ocupe todos os espaços).
Um concreto bem adensado terá desempenho de acordo
com os parâmetros considerados no processo de
dosagem, principalmente aqueles relativos à resistência
mecânica e à durabilidade, já que estará sendo garantida
a homogeneidade da camada de cobrimento.
DE CONCRETO ARMADO
Adensamento
O adensamento deve ser realizado criteriosamente para
que não ocorra a segregação dos materiais ou a formação
de ninhos, evitando a vibração da armadura e
consequentes prejuízos na aderência do concreto ao aço.
A ABNT NBR 14931:2004 recomenda que se estabeleça a
altura das camadas de lançamento do concreto e o
processo mais adequado de adensamento. Em peças com
elevada densidade de armadura, atenção especial deve
ser dada ao processo de adensamento para que o
concreto seja adequadamente distribuído em todo o
volume da peça.
DE CONCRETO ARMADO
Adensamento
 NBR 14931: 2004: espessura da camada
de concreto a ser adensada com
vibradores de imersão deve
aproximadamente 3/4 do comprimento
da agulha, sempre considerando que o
vibrador deve penetrar em torno de 10
cm na camada subjacente de concreto.
 utilizar o vibrador de preferência na
posição vertical;
 vibrar o maior número possível de
pontos ao longo da peça, promovendo
um adensamento uniforme de toda a
massa de concreto, com atenção aos
cantos e arestas para evitar a formação
de vazios;
DE CONCRETO ARMADO
Adensamento
 introduzir e retirar lentamente o
vibrador, mantendo-o ligado, para que
a cavidade formada pela agulha se
feche naturalmente;
 não deixar o vibrador entrar em contato
com a fôrma, a fim de evitar a
formação de bolhas de ar na superfície
da peça;
 não vibrar além do necessário,
mudando o vibrador de posição quando
a superfície apresentar-se brilhante.
DE CONCRETO ARMADO
Juntas de concretagem
A ABNT NBR 14931:2004 recomenda que, seja prevista a
relação entre as operações de lançamento e
adensamento, sendo a concretagem executada em altura
suficientemente alta para evitar a formação de juntas
frias, e baixa o necessário para evitar sobrecarga no
sistema de fôrmas e escoramento.
DE CONCRETO ARMADO
Juntas de concretagem
A interrupção da concretagem e consequente formação de
“junta fria” (junta de concretagem) deve ocorrer em locais
previstos no projeto estrutural, nas seções com menores
esforços de cisalhamento. A ABNT NBR 14931:2004
recomenda algumas precauções para garantir a ligação do
concreto novo ao concreto já endurecido:
I. O concreto deve ser bem adensado até a superfície da junta,
onde se utiliza fôrmas temporárias, tipo “pente” no local da
interrupção;
II. Antes de iniciar a nova concretagem, deve-se remover a nata
de cimento e limpar a superfície da junta, retirando todos os
detritos;
DE CONCRETO ARMADO
Juntas de concretagem
III. A nata superficial pode ser removida
imediatamente após o fim de pega do
concreto com água sob pressão (“corte
verde”)- se não for possível, para a obtenção
da aderência entre o concreto existente e a
camada a ser lançada, deve-se apicoar a
superfície da junta, deixando o agregado
graúdo aparente;
IV. Na retomada da concretagem, deve-se lavar
a superfície com jato de água sob pressão;
V. Deve-se aplicar argamassa sobre a superfície
do concreto com a mesma composição da
argamassa do concreto, a fim de evitar a
formação de vazios;
VI. Lançar o concreto novo, adensar novamente.
DE CONCRETO ARMADO
Cura do concreto
A cura do concreto é uma operação que pretende evitar a retração hidráulica e
garantir a continuidade das reações de hidratação do cimento nas primeiras
idades do concreto quando sua resistência ainda é pequena.
DE CONCRETO ARMADO
Cura do concreto
DE CONCRETO ARMADO
Cura do concreto
DE CONCRETO ARMADO
Cura do concreto
Em concretagens que envolvam grandes volumes de concreto, como barragens e blocos
de fundação, a substituição de parte da água de amassamento por gelo, associada ao
rebaixamento da temperatura dos agregados, minimiza os efeitos da retração térmica.
DE CONCRETO ARMADO
O aço para Concreto Armado
Obtenção do aço:
• Minério de Ferro

• Coque

O minério de ferro de maior emprego na siderurgia é


a hematita (Fe2O3).
Coque é o resíduo sólido da destilação do carvão
mineral.
DE CONCRETO ARMADO
O aço para Concreto Armado
1) Preparação ou tratamento do minério e do carvão
a. Eliminação de impurezas
b. Padronização granulométrica
c. Obtenção do coque
d. Adições
2) Redução do minério de ferro
a. Retirar o oxigênio do minério, reduzindo-o a ferro, e o separando da ganga
(resultado da combinação do coque com O2)
b. Obtenção do ferro gusa e da escória de alto forno.
3) Refino
a. Transformação do ferro gusa em aço (feito pela introdução controlada de
oxigênio)
b. Diminuição do teor de carbono e outros materiais
4) Tratamento mecânico
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DE CONCRETO ARMADO
O aço para Concreto Armado
DE CONCRETO ARMADO
O aço para Concreto Armado
1º) Laminação à quente

2º) Forjamento ou estiramento do aço;

Temperatura acima de 720ºC (Zona crítica).


• Aços com patamar de
escoamento
CA-25
CA-50
• Melhor trabalhabilidade
• Aceita solda comum
• Resiste a incêndios
moderados
DE CONCRETO ARMADO
O aço para Concreto Armado – FRIO
•Deformação por meio de tração, compressão ou torção

•Aumento da resistência mecânica e da dureza

•Diminuição da resistência a corrosão e da ductilidade


Aços sem patamar de
escoamento
CA-60
• Trefilamento
• Em geral fios
DE CONCRETO ARMADO
O aço para Concreto Armado – FRIO
Propriedades mecânicas mais importantes

•Limite elástico; Resistência; Alongamento de ruptura


Essas propriedades são determinadas por meio de
ensaio de tração
O aço para armadura passiva tem:

•Massa específica de 7850 kg/m3

•Coeficiente de dilatação térmica -  = 10-5/ºC

•Módulo de elasticidade, Es = 210 GPa


DE CONCRETO ARMADO
O aço para Concreto Armado

Ensaio de tração – Laboratório de Eng. Estruturas – SET/EECS/USP


DE CONCRETO ARMADO
O aço para Concreto Armado

Extensômetros mecânicos - Ensaio de tração – Laboratório de Eng.


Estruturas – SET/EECS/USP
DE CONCRETO ARMADO
O aço para Concreto Armado

Extensômetros mecânicos - Ensaio de tração – Laboratório de Eng.


Estruturas – SET/EECS/USP
DE CONCRETO ARMADO
O aço para Concreto Armado

Gráfico tensão vs. Deformação barra de diâmetro (ø) de 6,3 mm, obtido por
ensaio de tração no LE – EESC - USP
Da ABNT NBR 7480:2007 e ABNT NBR 6118:2014

• Material elastoplástico perfeito.


• Os alongamentos de tração (st) são limitados a 10 ‰
• Os encurtamentos na flexão simples ou composta são limitados a
3,5 ‰
• O encurtamento na compressão simples é limitado a 2 ‰

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por adesão
Aderência por atrito
mecânica

Adesão  ocorre por causa das ligações físico-químicas na


interface dos materiais, durante a pega do cimento;
Atrito  verifica-se ao se processar o arrancamento da barra de
aço do concreto que a envolve;
Mecânica  é decorrente da existência de nervuras ou entalhes na
superfície da barra.

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DE CONCRETO ARMADO
fôrmas e cimbramento
Conjunto de elementos que constituem uma estrutura de suporte
provisória, utilizada durante a construção de vigas e lajes.
DE CONCRETO ARMADO
fôrmas e cimbramento
DE CONCRETO ARMADO
fôrmas e cimbramento
DE CONCRETO ARMADO
fôrmas e cimbramento

Escoras (ou sistema pontual)


DE CONCRETO ARMADO
fôrmas e cimbramento

Escoras (ou sistema pontual)


Escoramento remanescente – Procedimentos:
Escoramento de madeira
Troncos - É um sistema extremamente
rudimentar e desaconselhável. Geralmente de
eucalipto, esses troncos têm um diâmetro de
aproximadamente 10 cm. O material é
heterogêneo, as peças são disformes e
diferentes entre si e a capacidade de carga,
limitada. O ajuste de altura é extremamente
difícil e o reaproveitamento é baixo.

Pontaletes - O pontalete de pinho já é utilizado em escala na construção. Com seção


quadrada de 3 x 3 polegadas (7,5 x 7,5 cm), trata-se de um material mais homogêneo. As
peças são retilíneas e sua capacidade de carga ainda é limitada. É instável no manuseio e
não possui ajuste de altura. Dependendo da laje e viga a serem reescorados, há
necessidade de uma grande quantidade de elementos.
Escoramento Metálico
Escoras - São as mais utilizadas. São
encontradas no mercado para locação e venda,
sua capacidade de carga é elevada e duram
muitas obras. O sistema de ajuste conta com
tubo tipo “flauta”ou ‘’telescópica’’ furado para
o ajuste grosso e rosca para o ajuste fino.
Podem-se reescorar lajes e vigas com a mesma
facilidade. Se o projeto de fôrmas previr faixas
de reescoramento, essas escoras poderão ser
colocadas abaixo dessas faixas, estando
posicionadas já como reescoramento após a
desforma.
Torres - A utilização de torres metálicas como
reescoramento é menos comum. Isso acontece
em casos especiais em que a carga transferida
aos pavimentos inferiores é muito elevada ou
o pé direito é muito alto. Dentro do possível
deve ser utilizado outro sistema, uma vez que
as torres compõem-se de muitos elementos e
ocupam muito espaço sobre a laje.
ESCORAS METÁLICAS X ESCORAS DE MADEIRAS
Por que escoras metálicas levam larga vantagem
em relação às de madeira?
Capacidade de carga.
Precisão de Nivelamento.
Durabilidade
Estabilidade dimensional = requisito
de qualidade (caso da “laje zero”)
Nivelamento do cimbramento
Com o nível alemão. Por baixo das formas e com a leitura a partir da galga do
sarrafo c/ mangueira de nível

sarrafo
Comparativo dos sistemas de cimbramento
Componentes:
Aro de sustentação (suporte da escora)
Escora
Forcado simples
Forcado duplo
Cruzeta
Longarina ou trama ou vigota principal
Barrote ou vigotas secundárias (paralela ao maior comprimento e
em contato com o forcado)
PROJETO DE CIMBRAMENTO

LOCAÇÃO DAS ESCORAS

LOCAÇÃO DAS REESCORAS


Exemplo de Cálculo de Escoramento
FÔRMAS
Para trabalhar com fôrmas de madeira, as construtoras têm à sua
disposição duas opções:
1-Adquirir chapas de madeira ou de compensado para produzir as
fôrmas no próprio canteiro, a partir de um projeto específico.
2-Comprar o sistema pronto.
3-Há, ainda, uma terceira via, mais rara, que é a elaboração de um
projeto de fôrmas, cujas peças serão fabricadas por uma empresa de
fôrmas prontas.
Entre essas opções, não há um consenso sobre qual método é melhor. "É
preciso considerar a cultura da construtora. Algumas se dão bem com o
sistema pronto.

FIM DO IMPROVISO EM 2009 COM A CRIAÇÃO DA NBR 15696


FÔRMAS
FÔRMAS
NBR 15696
FÔRMAS METÁLICAS
Industrialização

Questão ambiental: diminuição do passivo ambiental


Pouca flexibilidade em relação à madeira
Ausência de improvisações, que fogem do previsto em
projeto
Velocidade = Ótima Produtividade
Acabamento Final
FÔRMAS METÁLICAS
FÔRMAS METÁLICAS
Existem diversos sistemas no mercado:
FÔRMAS METÁLICAS
FÔRMAS TREPANTES
Sistemas rápidos.
Os conjuntos trepantes são ideais para execução de estruturas altas de
concreto, nas quais o único suporte é a camada inferior já concretada.
FÔRMAS TREPANTES x DESLIZANTES
FÔRMAS PLÁSTICAS

*Redução do consumo de concreto e das armações.


*produzidos em polipropileno (PP), utilizados na Europa há mais de 40 anos. No Brasil
há 25 anos.
FÔRMAS PLÁSTICAS
FÔRMAS ESPECIAIS: Moldes Alternativos
Chapas de OSB, alumínio e as já tradicionais fôrmas de papelão têm histórico
diferente de mercado: umas ganham espaço e o gosto do construtor; outras
desaparecem, por falta de demanda.
Fôrmas para os elementos de
concreto armado
Dimensões usuais das tábuas
Espessura (E) La rgura L Comprimento C
Nomencla tura polega da (cm) polega da (cm) (metro)

1x4 4 (10,16) Bá sico 4,20


1x6 1 (2,54) 6 (15,24) comercia l 3,90
L 1x9 9 (22,86) comercia l 3,60
C 1x12 12 (30,48) comercia l 3,30

E Dimensões da s cha pa s compensa da s

Pa drã o alemã o = 1,10 m x 2,20 m


Pa drã o inglês = 1,22 m x 2,44 m (4’x8’)

Espessura s comercia is (mm)


6, 8, 10, 12, 15, 20

Número de rea proveita mentos


Resina dos ma is de 5 por fa ce (10x)
Pla stifica dos ma is de 15 por fa ce (30x)
Fôrmas para os elementos de
concreto armado
Solidarização e reforço de chapas compensadas
A

A Corte AA

Ripas de 1”x2”
Chapa compensada 1,10x2,20 m
Fôrmas para os elementos de
concreto armado
Fôrmas para os elementos de
concreto armado
guia
longarina Painel da
laje
garfo
gravata tensor
cunha

escora Mão-francesa
prumo

tirante
Sarrafo
nivelamento

cunha
gastalho

Fonte: Madeirit
Fôrmas para os elementos de
concreto armado
Fôrmas para os elementos de
concreto armado
Fôrmas para os elementos de
concreto armado
Painel
da laje
Nível da laje
Escora
1”x3”
...

Chapuz
1”x4”
Painel Painel
de fundo lateral
1”x9”, 1”x12” 1”x9”, 1”x12”

... ... .. ... ... ... .. ...


.. ..

Travessa
Gravata
1”x2”, 1”x3”
1”x2”, 1”x3”
Tala .. Escora ..
1”x3” 1”x3”

Pontalete
3”x3”

Fôrma p/ viga intermediária Fôrma p/ viga periférica


Fôrmas para os elementos de
concreto armado
Pa inel da la je Tra vessões
tá bua s de 1”x12” 2”x3”, 3”x3”, 3’x4”

ta la s Guia c/ tá bua
Guia 1”x6”, 1”x9”
3”x4”
0,80 < 1,00 m

Ponta letes
ou pés-direitos
Fôrmas para os elementos de
concreto armado

ponta lete
H/ 3
cunha s

extensível
ca lço

H Forca do p/ ca ibros
H/ 3 H

Altura (H) va ria ndo de


Deta lhe da s cunha s 1,80m a 3,30 m
H/ 3
“Prazo para desforma”
Prazo de desforma
Tipos de fôrmas Concreto comum Concreto com ARI
Paredes, pilares e faces 3 dias 2 dias
laterais de vigas
Lajes até 10 cm de 7 dias 3 dias
espessura
Faces inferiores de vigas 14 dias 7 dias (?)
com reescoramento
Lajes com mais de 10 cm
de espessura e faces 21 dias 7 dias
inferiores de vigas com
menos de 10 m de vão
Arcos e faces inferiores de 28 dias 10 dias
vigas com mais de 10 m de
vão
Das Estruturas de AÇO
Generalidades
I. Solução com elevado grau de pré-fabricação;
II. Projeto e execução da estrutura realizado por
mão de obra qualificada;
III. Deve ser objeto de uma análise de viabilidade
econômica e financeira dado ao elevado custo
quando comparado a CML (Brasil)
IV. As situações transitórias são importantes, e na
maioria das vezes mais críticas!!!
Das Estruturas de AÇO
Generalidades
Aspectos importante da execução das estruturas
de aço:
I. Transporte externo
II. Transporte Interno
III. Armazenamento
IV. Içamento e Montagem
V. Ligações – interação com os outros elementos
da estrutura.
Das Estruturas de AÇO
Supostas vantagens
facilidades na utilização de materiais complementares pré-
fabricados;
condições para projetar economicamente grandes vãos
livres;
flexibilidade de utilização dos espaços construídos;
liberdade de formas;
desmontagem e remontagem da edificação em outro local;
ampliação e reforma da edificação, com o mínimo de
interferência e transtornos na utilização normal do edifício.
Comportamento das Ligações

Curvas
Ligação flexível com Ligação rígida com dupla momento x rotação
dupla cantoneira de alma cantoneira e chapas de
transpasse nas mesas
99
Sistema de piso para edificações

Estrutura Mista

100
Galpões industriais simples

101
Sistemas de Elementos Bidimensionais
• Os sistemas planos de elementos bidimensionais em aço são constituídos por chapas
dobradas ou reforçadas com enrijecedores soldados.

102
Das Estruturas de AÇO
Aços - chapa mais empregados na construção civil.
Das Estruturas de AÇO
Aços - perfis mais empregados na construção civil.
Das Estruturas de AÇO
Principais produtos disponíveis
Chapas
Perfis
Perfis laminados – seção aberta
Perfis laminados – seção aberta
Perfis laminados – seção aberta

110
Perfis laminados – seção aberta

111
Perfis laminados – seção aberta
Perfis laminados – seção fechada

113
Perfis soldados – ABNT-NBR 5884:2013
Perfis soldados – ABNT-NBR 5884:2013

115
Perfis soldados – ABNT-NBR 5884:2013
Tipos, qualidade e simbologia
 Definição: a solda é um tipo de união por coalecência do material, obtida por fusão das
partes adjacentes;
 A fusão por ser de origem elétrica, química, óptica ou mecânica.
 O material fundido deve ser isolado da atmosfera para evitar formação de impurezas na
solda.

117
Tipos, qualidade e simbologia
 Definição: a solda é um tipo de união por coalecência do material, obtida por fusão das
partes adjacentes;
 A fusão por ser de origem elétrica, química, óptica ou mecânica.
 O material fundido deve ser isolado da atmosfera para evitar formação de impurezas na
solda.

118
Tipos, qualidade e simbologia
 Definição: a solda é um tipo de união por coalecência do material, obtida por fusão das
partes adjacentes;
 A fusão por ser de origem elétrica, química, óptica ou mecânica.
 O material fundido deve ser isolado da atmosfera para evitar formação de impurezas na
solda.

119
Tipos, qualidade e simbologia
 A solda de eletrodo manual revestido é a mais utilizada na indústria. O
processo apresenta enorme versatilidade, podendo ser empregado tanto em
instalações industriais pesadas quanto em pequenos serviços de campo. A
escória, produzida pelas reações químicas do revestimento, tem menor
densidade que o metal de solda e, em geral, aflora na superfície devendo ser
retirada após o resfriamento.
 O processo de solda por arco voltaico submerso é largamente utilizado em
trabalhos de oficinas. Ele se presta à automatização, produzindo solda de grande
regularidade.
 O processo de solda com proteção gasosa é utilizado principalmente no
modo semiautomático em que a tocha de soldagem é conduzida pelo
soldador mas as outras operações, como a alimentação do arame, são
automáticas.
 Deve-se programar a sequência de solda de maneira a evitar a retração da solda
e resfriamento diferenciados que resultem e tensões residuais.

120
Tipos, qualidade e simbologia
 Os eletrodos utilizados nas soldas por arco voltaico são aços-carbono ou aço de baixa liga;
 Os eletrodos com revestimento são designados, segundo ASTM, por expressões do tipo
E70XY.

 Os eletrodos sem revestimento, recebem também denominações numéricas


convencionais indicativas de resistência (em geral 60 ou 70 ksi) e outras propriedades,
iniciadas pela letra F.

121
Tipos, qualidade e simbologia
 Tomar cuidado com ainda com a SOLDABILIDADE.

 A norma brasileira NBR 8800 apresenta na sua Tabela 8, extraída da norma


americana AWS D1.1, os eletrodos compatíveis com os aços mais utilizados na
construção civil.

122
Tipos, qualidade e simbologia

INCLUSÃO DE ESCÓRIA

123
Tipos, qualidade e simbologia

124
Tipos, qualidade e simbologia

125
Tipos, qualidade e simbologia

126
Tipos, qualidade e simbologia

127
Tipos, qualidade e simbologia

128
Tipos, qualidade e simbologia

129
Tipos, qualidade e simbologia

130
Perfis formados a frio –NBR 6355:2012

131
Conformação a FRIO - PROCESSOS

132
Conformação a FRIO - PROCESSOS

133
Conformação a FRIO - PROCESSOS

134
Conformação a FRIO - PROCESSOS

135
Conformação a FRIO - PROCESSOS

136
Conformação a FRIO - PROCESSOS

137
Conformação a FRIO - PROCESSOS

138
139
Das Estruturas de AÇO
Normas
Das Estruturas de AÇO
Requisitos gerais - destaques
Das Estruturas de AÇO
O que define a estrutura de aço é:
Das Estruturas de AÇO
O que define a estrutura de aço é:
Das Estruturas de AÇO
O que define a estrutura de aço é:
Das Estruturas de AÇO
O que define a estrutura de aço é:
Das Estruturas de AÇO
O que define a estrutura de aço é:
Das Estruturas de AÇO
O que define a estrutura de aço é:
Das Estruturas de AÇO
Desenhos de projeto deve conter
Das Estruturas de AÇO
Desenhos de projeto deve conter
Das Estruturas de AÇO
Desenhos de projeto deve conter

Observar ainda no manual de execução de estruturas metálicas:

• Tolerâncias de execução
• Limpeza e pintura de fábrica
• Tolerâncias de Instalação de Chumbadores e outros Itens Embutidos em
Concreto
Tolerâncias das Estruturas
• GARANTIA DE QUALIDADE
Das Estruturas de AÇO
Planejamento de montagem
Das Estruturas de AÇO
Planejamento de montagem
Das Estruturas de AÇO
Planejamento de montagem
Das Estruturas MISTAS

Notas de aula da Prof. Fernanda Calenzani - UFES


Das Estruturas MISTAS

Notas de aula da Prof. Fernanda Calenzani - UFES


Das Estruturas MISTAS

Notas de aula da Prof. Fernanda Calenzani - UFES


Das Estruturas de Madeira
Definições importantes
• medula, que é a madeira proveniente da fase
inicial do crescimento da árvore, geralmente a
madeira mais fraca ou defeituosa;
• lenho, formado pelos anéis de crescimento, se
apresentando recoberto por um tecido especial
chamado casca;
• entre a casca e o lenho existe uma camada
extremamente delgada, aparentemente fluida,
denominada câmbio;
• cerne, geralmente mais densa, menos
permeável a líquidos e gases, mais resistente ao
ataque de fungos apodrecedores e de insetos.
• Em contraposição, o alburno, menos denso,
constituído pelo conjunto das camadas externas
do lenho, mais permeáveis a líquidos e gases
está mais sujeito ao ataque de fungos
apodrecedores e insetos.
Das Estruturas de Madeira
Classificação e seleção da espécie
Das Estruturas de Madeira
Classificação e seleção da espécie
Das Estruturas de Madeira
Classificação e caracterização estrutural
Das Estruturas de Madeira
Classificação e seleção da espécie
A escolha das espécies de madeira para um determinado uso é uma
das etapas mais importantes a serem cumpridas. Para que haja um bom
desempenho do material é necessário definir os requisitos de qualidade
da madeira, necessários ao uso pretendido (propriedades físicas e
mecânicas, durabilidade natural, tratabilidade com produtos
preservativos, fixação mecânica, etc.).
Requisitos gerais -

162
ALVENARIA
MADEIRA

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