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RELATÓRIO DE FÍSICA

EXPERIMENTAL III

 MOTOR ELÉTRICO

Nome: SORAIA FERNANDES

Mat.: 201201343372

Turma: 3030

Data: 14/11/2016.
I – INTRODUÇÃO
Motor elétrico é uma máquina destinada a converter energia elétrica em energia
mecânica. É o mais utilizado de todos os motores elétricos, pois combina a facilidade de
transporte, economia, baixo custo, limpeza e simplicidade de comando. São máquinas de
fácil construção e fácil adaptação com qualquer tipo de carga.

II – OBJETIVO
Neste relatório objetivamos o estudo do motor elétrico, seu funcionamento e analisar o
comportamento prático dos conceitos de campo e indução eletromagnética.

III – TEORIA
As máquinas que atualmente conhecemos não produzem energia, elas convertem outros
tipos de energia em energia mecânica para que possam funcionar. Assim como já dizia
Lavoisier: “Na natureza nada se perde, nada se cria, tudo se transforma”. Ou seja, nada
pode ser criado do nada, apenas transformado de algo já existente. Um exemplo disso é o
nosso querido e velho liquidificador. Ele converte a energia elétrica em energia mecânica
para que possa processar os alimentos.
Hoje, em face da grande necessidade de se poupar a camada de ozônio da emissão de
gases poluentes, os motores elétricos estão sendo largamente utilizados em veículos
automotores com o intuito de economizar energia e poupar o meio ambiente. Gases
poluentes, como o dióxido de carbono que é liberado dos escapamentos de veículos
automotores e das chaminés das fábricas, têm um grande poder de destruição na camada
de ozônio.

O funcionamento dos motores elétricos está baseado nos princípios do eletromagnetismo,


mediante os quais, condutores situados num campo magnético e atravessados por
corrente elétrica, sofrem a ação de uma força mecânica, força essa chamada de torque.

Existem vários tipos de motores elétricos, dos quais os principais são os de corrente
contínua e de corrente alternada. Os motores de corrente contínua são mais caros, pois é
necessário um dispositivo que converte a corrente alternada em corrente contínua. Já os
motores de corrente alternada são mais baratos e os mais utilizados, pois a energia
elétrica é distribuída em forma de corrente alternada, reduzindo assim seu custo.

Corrente contínua: corrente na qual possui fluxo contínuo e ordenado de elétrons sempre
na mesma direção.

Corrente alternada: é uma corrente cuja magnitude e direção varia ciclicamente. Ou seja,
há variação de corrente elétrica, ao contrário da corrente contínua.
Acima está a figura de um esquema simplificado de um motor elétrico. Ele possui um imã
que produz um campo de indução magnética, um cilindro onde estão os condutores e fios
que são ligados a um gerador.

História

O ano de 1886 pode ser considerado, como o ano de nascimento da máquina elétrica,
pois foi nesta data que o cientista alemão Werner von Siemens inventou o primeiro
gerador de corrente contínua autoinduzido. Entretanto esta máquina que revolucionou o
mundo em poucos anos, foi o último estágio de estudos, pesquisas e invenções de muitos
outros cientistas, durante quase três séculos.

Em 1600 o cientista inglês William Gilbert publicou, em Londres a obra intitulada De


Magnete, descrevendo a força de atracção magnética. O fenómeno da electricidade
estática já havia sido observado antes pelo grego Tales, em 641 a.C., ele verificou que ao
friccionar uma peça de âmbar com um pano, esta adquiria a propriedade de atrair corpos
leves, como pelos, penas, cinzas, etc.
A primeira máquina electrostática foi construída em 1663 pelo alemão Otto von Guericke e
aperfeiçoada em 1775 pelo suíço Martin Planta.

O físico dinamarquês Hans Christian Oersted, ao fazer experiências com correntes


eléctricas, verificou em 1820 que a agulha magnética de uma bússola era desviada de
sua posição norte-sul quando esta passava perto de um condutor no qual circulava
corrente eléctrica. Esta observação permitiu a Oersted reconhecer a íntima ligação entre o
magnetismo e a electricidade, dando assim, o primeiro passo para em direcção ao
desenvolvimento do motor eléctrico.

O sapateiro inglês William Sturgeon – que paralelamente com sua profissão, estudava
electricidade nas horas de folga – baseando-se na descoberta de Oersted constatou, em
1825, que um núcleo de ferro envolto por um fio condutor eléctrico transformava-se em
um íman quando se aplicava uma corrente eléctrica, observando também que a força do
ímã cessava tão logo a corrente fosse interrompida. Estava inventado o eletroímã, que
seria de fundamental importância na construção de máquinas eléctricas girantes.

Em 1832, o cientista italiano S. Dal Negro construiu a primeira máquina de corrente


alternada com movimento de vaivém. Já no ano de 1833, o inglês W. Ritchie inventou o
comutador construindo um pequeno motor eléctrico onde o núcleo de ferro enrolado
girava em torno de um ímã permanente. Para dar uma volta completa, a polaridade do
eletroímã era alternada a cada meia volta através do comutador. A inversão da polaridade
também foi demonstrada pelo mecânico parisiense H. Pixii ao construir um gerador com
um ímã em forma de ferradura que girava diante de duas bobinas fixas com um núcleo de
ferro. A corrente alternada era transformada em corrente contínua pulsante através de um
comutador.

Grande sucesso obteve o motor eléctrico desenvolvido pelo arquitecto e professor de


física Moritz Hermann von Jacobi – que, em 1838, aplicou-o a um bote. Alimentados por
células de baterias, o bote transportou 14 passageiros e navegou a uma velocidade de
4,8 quilômetros por hora.

Somente em 1886 Siemens construiu um gerador sem a utilização de ímã permanente,


provando que a tensão necessária para o magnetismo poderia ser retirado do próprio
enrolamento do rotor, isto é, que a máquina podia se autoexcitar. O primeiro dínamo de
Werner Siemens possuía uma potência de aproximadamente 30 watts e uma rotação de
1200rpm. A máquina de Siemens não funcionava somente como um gerador de
electricidade, mas também podia operar como um motor, desde que se aplicasse aos
seus bornes uma corrente contínua.
Em 1879, a firma Siemens & Halske apresentou, na feira industrial de Berlim, a primeira
locomotiva eléctrica, com uma potência de 2 kW.

A nova máquina de corrente contínua apresentava vantagens em relação à maquina a


vapor, a roda d’água e à força animal. Entretanto, o alto custo de fabricação e a sua
vulnerabilidade em serviço (por causa do comutador) marcaram-na de tal modo que
muitos cientistas dirigira sua atenção para o desenvolvimento de um motor eléctrico mais
barato, mais robusto e de menor custo de manutenção. Entre os pesquisadores
preocupados com esta ideia, destacam-se o jugoslavo Nikola Tesla, o italiano Galileo
Ferraris e o russo Michael von Dolivo-Dobrovolski. Os esforços não se restringiram
somente ao aperfeiçoamento do motor de corrente contínua, mas também se cogitou de
sistemas de corrente alternada, cujas vantagens já eram conhecidas em 1881.

Em 1885, o engenheiro electrotécnico Galileu Ferraris construiu um motor de corrente


alternada de duas fases. Ferraris, apesar de ter inventado o motor de campo girante,
concluiu erroneamente que os motores construídos segundo este princípio poderiam, no
máximo, obter um rendimento de 50% em relação a potência consumida. E Tesla
apresentou, em 1887, um pequeno protótipo de motor de indução bifásico com rotor em
curto-circuito. Também esse motor apresentou rendimento insatisfatório, mas
impressionou de tal modo a firma norte-americana Westinghouse, que esta lhe pagou um
milhão de dólares pelo privilégio da patente, além de se comprometer ao pagamento de
um dólar para cada HP que viesse a produzir no futuro. O baixo rendimento desse motor
inviabilizou economicamente sua produção e três anos mais tarde as pesquisas foram
abandonadas.

Foi o engenheiro electrotécnico Dobrowolsky, da firma AEG, de Berlim, entrou em 1889


com o pedido de patente de um motor trifásico com rotor de gaiola. O motor apresentado
tinha uma potência de 80 watts, um rendimento aproximado de 80% em relação a
potência consumida e um excelente conjugado de partida. As vantagens do motor de
corrente alternada para o motor de corrente contínua eram marcantes: construção mais
simples, silencioso, menos manutenção e alta segurança em operação. Dobrowolsky
desenvolveu, em 1891, a primeira fabricação em série de motores assíncronos, nas
potências de 0,4 a 7,5 kW.
IV – MATERIAL UTILIZADO
– Gerador

– Motor
V – PROCEDIMENTO PRÁTICO
Foi ligado o motor ao gerador de tensão e corrente e analisado o comportamento do
motor dada a indução magnética atuante.

VI – CONCLUSÃO
Através deste relatório podemos observar o funcionamento do motor elétrico por indução
magnética, tendo o condutor percorrido por uma corrente elétrica e estando na área de
atuação de um campo magnético, o motor gera um torque, responsável pela rotação de
seu eixo, em nosso experimento, devido ao fato do motor não ser ideal, foi necessário a
aplicação de uma força mecânica (peteleco) para romper a inércia e começar o
movimento no motor.
VII – REFERÊNCIAS
SANTOS, Marco Aurélio da Silva. "Eletricidade: Acionamento de Motores
Elétricos

Disponível em<http://brasilescola.uol.com.br/fisica/eletricidade-acionamento-motores-
eletricos.htm>.Acesso em:14/11/2016.

Disponível em<https://pt.wikipedia.org/wiki/Motor_el%C3%A9trico>.Acesso
em:14/11/2016.

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