Você está na página 1de 35

EQU138 - Transferência de Massa

Prof°.: Mateus Tomaz Neves

Migração de Vapor de Água


em Edificações

REGIME ESPECIAL REMOTO


2020/1

1
CONTEÚDO

➢ Consequências da umidade no desempenho de


diferentes materiais;

➢ Controle de migração de umidade;

➢ Umidade relativa do ar;

➢ Difusão de vapor de água em paredes planas.

EQU138 – TRANSFERÊNCIA DE MASSA 2


UMIDADE x DESEMPENHO DE MATERIAIS

A umidade nas construções representa um dos


maiores desafios dentro do ramo da construção civil.

A durabilidade e desempenho dos materiais de

Fonte: A7 Arquitetura: Edificação Comercial/Residencial


construção é fortemente influenciada pela umidade.

Disponível em: a7arquitetura.com.br


As manifestações patológicas da umidade incluem
manchas, bolor, fissuras e trincas, e podem ocorrer
em diversas partes das edificações, como paredes,
lajes, tetos, fachadas e pisos.

EQU138 – TRANSFERÊNCIA DE MASSA 3


UMIDADE x DESEMPENHO DE MATERIAIS

Madeira de Carvalho Branco

▪ 4,5% de variação na umidade em


madeira de carvalho branco provoca
uma variação de 2,5% em seu
volume;

▪ Esse tipo de variação enfraquece


junções e compromete as
estruturas.

EQU138 – TRANSFERÊNCIA DE MASSA 4


UMIDADE x DESEMPENHO DE MATERIAIS
Metais em geral:
Umidade causa corrosão e
ferrugem.
Isolamentos térmicos:
Um isolamento térmico com 5% de umidade,
em volume, aumenta a transferência de calor
em 15 a 25% com relação ao isolamento seco.

Madeiras em geral:
Umidade causa apodrecimento e
crescimento de fungos.

EQU138 – TRANSFERÊNCIA DE MASSA 5


CONTROLE DA MIGRAÇÃO DE UMIDADE

O controle da migração de umidade pode ser feito por meio da utilização de Barreiras de
Vapor ou de Retardadores de Vapor.

BARREIRAS DE VAPOR são constituídas de


materiais impermeáveis à umidade que
efetivamente barram a migração de vapor.

Exemplos: folhas de metais, folhas de metais


pesados e camadas espessas de plástico.

EQU138 – TRANSFERÊNCIA DE MASSA 6


CONTROLE DA MIGRAÇÃO DE UMIDADE

RETARDADORES DE VAPOR são constituídos de materiais que retardam ou abrandam o fluxo de


umidade, mas não o eliminam totalmente.

Exemplos: metais ou plásticos reforçados,


chapas finas, filmes plásticos, papéis
tratados, tintas de revestimento.

EQU138 – TRANSFERÊNCIA DE MASSA 7


CONTROLE DA MIGRAÇÃO DE UMIDADE

A Building Science Corporation, uma empresa de consultoria em ciência da construção e


arquitetura, especializada em tecnologia de construção, apresenta alguma orientações a
respeito da utilização de barreiras de vapor:

▪ Se a instalação de uma barreira for aconselhável, não instalar barreiras de vapor em ambos os lados de um
elemento construtivo para permitir a sua secagem pelo menos numa direção;

▪ Evitar colocar barreiras impermeáveis se uma barreira retardante oferecer um desempenho razoável;

▪ Evitar usar barreiras retardantes se os materiais permeáveis oferecerem um desempenho razoável;

▪ Encorajar a instalação de meios de ventilação ao invés de mecanismos ou barreiras de vapor.

EQU138 – TRANSFERÊNCIA DE MASSA 8


CONTROLE DA MIGRAÇÃO DE UMIDADE

As barreiras de vapor são essenciais em regiões mais frias. Quanto mais fria for a região, mais
impermeável ao vapor deverá ser a barreira.

Por sua vez, nas zonas mais quentes as barreiras são


consideradas desnecessárias e até prejudiciais.

Nas zonas frias, as barreiras devem ser instaladas do


lado mais quente da parede (nas paredes internas).
Em zonas muito úmidas e muito quentes, apesar de
não ser obrigatória, ao aplicar-se alguma barreira,
esta deve ser aplicada pelo lado exterior das
paredes.

EQU138 – TRANSFERÊNCIA DE MASSA 9


UMIDADE RELATIVA DO AR

O ar atmosférico pode ser encarado como uma mistura de AR SECO e VAPOR DE ÁGUA.

A pressão atmosférica, 𝑷𝒂𝒕𝒎 , é a soma da pressão do ar seco (𝑷𝑨𝒓𝑺𝒆𝒄𝒐 ) e da pressão do vapor


de água presente, que é chamada de pressão de vapor (𝑷𝒗 ).

𝑷𝒂𝒕𝒎 = 𝑷𝑨𝒓𝑺𝒆𝒄𝒐 + 𝑷𝒗

Para cada temperatura, existe uma quantidade máxima de umidade


que o ar pode conter. Essa condição é a chamada condição de
saturação, e a pressão de vapor nessas condições equivale à pressão
de saturação (𝑷𝒔𝒂𝒕 ).

𝑨𝒓 𝒄𝒐𝒎 𝒖𝒎𝒊𝒅𝒂𝒅𝒆 𝒎á𝒙𝒊𝒎𝒂: Tabela A-9 Livro Transferência de calor e massa,


𝑷𝒗 = 𝑷𝒔𝒂𝒕 Çengel; 4ª Edição

EQU138 – TRANSFERÊNCIA DE MASSA 10


UMIDADE RELATIVA DO AR

A razão entre a quantidade real da umidade no ar (𝑷𝒗 ) a uma determinada temperatura, e o


valor máximo de umidade que o ar pode conter naquela temperatura (𝑷𝒔𝒂𝒕 ) é chamado de
umidade relativa do ar (φ).

𝑷𝒗
φ=
𝑷𝒔𝒂𝒕

A umidade relativa do ar varia de 0 para o ar seco até 100%


para o ar saturado (ar que não pode conter mais umidade)

EQU138 – TRANSFERÊNCIA DE MASSA 11


UMIDADE RELATIVA DO AR

EXEMPLO 1. Calcular a umidade relativa do ar em um local em que a pressão de vapor é igual a 2,6 kPa a 25°C

Resolução:

𝑷𝒗
φ=
𝑷𝒔𝒂𝒕

𝑃𝑣 = 2,6 𝑘𝑃𝑎

𝑃𝑠𝑎𝑡 (25°𝐶) = 3,169 𝑘𝑃𝑎

𝑃𝑣 2,6
φ= = → φ = 𝟎, 𝟖𝟐𝟎𝟒
𝑃𝑠𝑎𝑡 3,169

EQU138 – TRANSFERÊNCIA DE MASSA 12


UMIDADE RELATIVA DO AR

EXEMPLO 2. Calcular a umidade relativa do ar em um local em que a pressão atmosférica é igual a 101 kPa e a pressão de ar seco
é igual 97,8 kPa a 33°C

Resolução:

𝑷𝒗 𝑷𝒂𝒕𝒎 − 𝑷𝑨𝒓𝑺𝒆𝒄𝒐
φ= =
𝑷𝒔𝒂𝒕 𝑷𝒔𝒂𝒕
101 − 97,8
φ= → φ = 𝟎, 𝟔𝟑
5,075
𝑃𝑠𝑎𝑡 (33°𝐶) = 5,075 𝑘𝑃𝑎

EQU138 – TRANSFERÊNCIA DE MASSA 13


UMIDADE RELATIVA DO AR

EXEMPLO 3. Em um local em que a pressão atmosférica é igual a 95 kPa, a fração molar de ar seco no ar é de 0,96, a 30°C.
Determine a umidade relativa do ar nessas condições.

Resolução:

𝑃𝑎𝑡𝑚 = 95 𝑘𝑃𝑎 𝑃𝑎𝑡𝑚 = 𝑃𝐴𝑟𝑆𝑒𝑐𝑜 + 𝑃𝑣

𝑦𝐴𝑟𝑆𝑒𝑐𝑜,𝐴𝑟 = 0,96 𝑃𝐴𝑟𝑆𝑒𝑐𝑜 = 𝑦𝐴𝑟𝑆𝑒𝑐𝑜,𝐴𝑟 ∙ 𝑃𝑎𝑡𝑚 → 𝑃𝐴𝑟,𝑆𝑒𝑐𝑜 = 0,96 ∙ 95 = 91,2 𝑘𝑃𝑎


𝑃𝑣 = ? 𝑃𝑣 = 95 − 91,2 → 𝑃𝑣 = 3,8 𝑘𝑃𝑎
𝑃𝑠𝑎𝑡 (30°𝐶) = 4,246 𝑘𝑃𝑎
𝑃𝑣 3,8
φ= = → φ = 𝟎, 𝟖𝟗𝟓
𝑃𝑠𝑎𝑡 4,246

EQU138 – TRANSFERÊNCIA DE MASSA 14


UMIDADE RELATIVA DO AR

EXEMPLO 4. Considere um copo de água em uma sala a uma temperatura de 20 °C e 100 kPa. Considerando que a umidade
relativa do ar na sala é 70% e água e ar estão na mesma temperatura, determine:
a) A fração molar do vapor de água no ar ambiente;
b) A fração molar do vapor de água no ar adjacente à superfície;
c) A fração molar do ar seco na água perto da superfície.

20°C Resolução:
𝑃𝑣 a) O ar no ambiente possui uma “quantidade” de
φ=
Interface 𝑃𝑠𝑎𝑡 vapor proporcional à umidade relativa do ar
Água-Ar

𝑃𝑣 𝑃𝑣
𝑦𝑣𝑎𝑝𝑜𝑟,𝐴𝑟 = φ= → 𝑃𝑣 = 0,7 ∙ 2,339 → 𝑃𝑣 = 1,637 𝑘𝑃𝑎
𝑃𝑎𝑡𝑚 𝑃𝑠𝑎𝑡
Água
20°C
𝑃𝐴𝑟𝑆𝑒𝑐𝑜 𝑃𝑣 1,637
𝑦𝐴𝑟,Á𝑔𝑢𝑎 = 𝑦𝑣𝑎𝑝𝑜𝑟,𝐴𝑟 = → 𝑦𝑣𝑎𝑝𝑜𝑟,𝐴𝑟 = → 𝒚𝒗𝒂𝒑𝒐𝒓,𝑨𝒓 = 𝟎, 𝟎𝟏𝟔𝟒 𝒐𝒖 𝟏, 𝟔𝟒%
𝐻 𝑃𝑎𝑡𝑚 100

EQU138 – TRANSFERÊNCIA DE MASSA 15


UMIDADE RELATIVA DO AR

EXEMPLO 4. Considere um copo de água em uma sala a uma temperatura de 20 °C e 100 kPa. Considerando que a umidade
relativa do ar na sala é 70% e água e ar estão na mesma temperatura, determine:
a) A fração molar do vapor de água no ar ambiente;
b) A fração molar do vapor de água no ar adjacente à superfície;
c) A fração molar do ar seco na água perto da superfície.

20°C Resolução:
𝑃𝑣 b) O ar adjacente à superfície pode ser
φ=
Interface 𝑃𝑠𝑎𝑡 considerado saturado, portanto 𝑃𝑣 = 𝑃𝑠𝑎𝑡
Água-Ar

𝑃𝑣 𝑃𝑠𝑎𝑡 2,339
𝑦𝑣𝑎𝑝𝑜𝑟,𝐴𝑟 = 𝑦𝑣,𝐴𝑟𝐴𝑑𝑗 = → 𝑦𝑣,𝐴𝑟𝐴𝑑𝑗 = →
𝑃𝑎𝑡𝑚 𝑃𝑎𝑡𝑚 100
Água
20°C
𝑃𝐴𝑟𝑆𝑒𝑐𝑜
𝑦𝐴𝑟,Á𝑔𝑢𝑎 = 𝒚𝒗,𝑨𝒓𝑨𝒅𝒋 = 𝟎, 𝟎𝟐𝟑𝟒 𝒐𝒖 𝟐, 𝟑𝟒%
𝐻

EQU138 – TRANSFERÊNCIA DE MASSA 16


UMIDADE RELATIVA DO AR

EXEMPLO 4. Considere um copo de água em uma sala a uma temperatura de 20 °C e 100 kPa. Considerando que a umidade
relativa do ar na sala é 70% e água e ar estão na mesma temperatura, determine:
a) A fração molar do vapor de água no ar ambiente; Constante de Henry (em bar)
b) A fração molar do vapor de água no ar adjacente à superfície;
c) A fração molar do ar seco na água perto da superfície.

20°C Resolução:
𝑃𝑣 c) A fração de ar na água pode ser calculada pela
φ=
Interface 𝑃𝑠𝑎𝑡 lei de Henry
Água-Ar

𝑃𝑣 𝐻 20°𝐶 = 65780 𝑏𝑎𝑟 = 6,5780𝑥109 𝑃𝑎 = 6,5780𝑥106 𝑘𝑃𝑎


𝑦𝑣𝑎𝑝𝑜𝑟,𝐴𝑟 =
𝑃𝑎𝑡𝑚 𝑃𝐴𝑟𝑆𝑒𝑐𝑜 (100 − 2,339)
Água 𝑦𝐴𝑟,Á𝑔𝑢𝑎 = = →
20°C
𝐻 6,578𝑥106
𝑃𝐴𝑟𝑆𝑒𝑐𝑜
𝑦𝐴𝑟,Á𝑔𝑢𝑎 =
𝐻 𝒚𝑨𝒓,Á𝒈𝒖𝒂 = 𝟎, 𝟎𝟎𝟎𝟎𝟏𝟒𝟖 𝒐𝒖 𝟎, 𝟎𝟎𝟏𝟒𝟖 %

EQU138 – TRANSFERÊNCIA DE MASSA 17


DIFUSÃO DE VAPOR DE ÁGUA EM PAREDES PLANAS

A vazão mássica de umidade através de uma parede plana de espessura “L” e área “A” pode ser
expressa em termos da umidade relativa do ar e de outros parâmetros conhecidos:

𝐃𝐀𝐁 ∙ 𝐀 ∙ 𝐂𝒗𝟏 − 𝐂𝒗𝟐


𝐃𝐢𝐟𝐮𝐬ã𝐨 𝐞𝐦 𝐩𝐚𝐫𝐞𝐝𝐞 𝐩𝐥𝐚𝐧𝐚: 𝐍ሶ 𝒅𝒊𝒇,𝒗 = (𝟏)
𝐋

𝐑𝐞𝐥𝐚çã𝐨 𝐜𝐨𝐧𝐜𝐞𝐧𝐭𝐫𝐚çã𝐨/𝐬𝐨𝐥𝐮𝐛𝐢𝐥𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞: 𝐂𝒗𝒊 = 𝐕𝐚𝐩𝐨𝐫−𝐏𝐚𝐫𝐞𝐝𝐞 ∙ 𝑷𝒗,𝒊 (𝟐)

𝐑𝐞𝐥𝐚çã𝐨 𝐬𝐨𝐥𝐮𝐛𝐢𝐥𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞/𝐩𝐞𝐫𝐦𝐞𝐚𝐛𝐢𝐥𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞: = 𝐃𝐀𝐁 ∙ (𝟑)

𝑷𝒗
𝐔𝐦𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐫𝐞𝐥𝐚𝐭𝐢𝐯𝐚 𝐝𝐨 𝐚𝐫: φ = → 𝑷𝒗 = φ ∙ 𝑷𝒔𝒂𝒕 (𝟒)
𝑷𝒔𝒂𝒕

EQU138 – TRANSFERÊNCIA DE MASSA 18


DIFUSÃO DE VAPOR DE ÁGUA EM PAREDES PLANAS

𝐃𝐀𝐁 ∙ 𝐀 ∙ 𝐂𝒗𝟏 − 𝐂𝒗𝟐


𝐍ሶ 𝒅𝒊𝒇,𝒗 = (𝟏)
𝐋
𝐂𝒗𝒊 = 𝐕𝐚𝐩𝐨𝐫−𝐏𝐚𝐫𝐞𝐝𝐞 ∙ 𝑷𝒗,𝒊 (𝟐)
= 𝐃𝐀𝐁 ∙ (𝟑) = (equação 3)
𝑷𝒗 = φ ∙ 𝑷𝒔𝒂𝒕 (𝟒)

DAB ∙ A ∙ ∙ Pv1 − ∙ Pv2 A ∙ DAB ∙ ∙ Pv1 − Pv2 A∙ ∙ Pv1 − Pv2


Substituindo 2 em 1 : Nሶ dif,v = = = (𝟓)
L L L

∙ A ∙ φ1 ∙ 𝑃𝑠𝑎𝑡1 − φ2 ∙ 𝑃𝑠𝑎𝑡2
Substituindo 4 em 5 : Nሶ dif,v =
L

É 𝑐𝑜𝑚𝑢𝑚 𝑒𝑥𝑝𝑟𝑒𝑠𝑠𝑎𝑟 𝑎 𝑝𝑒𝑟𝑚𝑒𝑎bilidade em base mássica w , w ∙ A ∙ φ1 ∙ 𝑃𝑠𝑎𝑡1 − φ2 ∙ 𝑃𝑠𝑎𝑡2


de modo a obter diretamente o valor de difusão mássica (mሶ dif,v ): mሶ dif,v =
L

EQU138 – TRANSFERÊNCIA DE MASSA 19


DIFUSÃO DE VAPOR DE ÁGUA EM PAREDES PLANAS

A razão entre a permeabilidade mássica do material w e a sua espessura (L) é chamada de


Permeação (Ϻ):

𝑘𝑔
Ϻ= w
→ Unidade:
𝐿 𝑠∙𝑚2 ∙𝑃𝑎

A permeação do vapor de materiais de construção comuns é dada em tabelas, geralmente em


𝑛𝑔
unidades de
𝑠∙𝑚2 ∙𝑃𝑎 Obs: 1 ng = 1x10-12 kg

EQU138 – TRANSFERÊNCIA DE MASSA 20


DIFUSÃO DE VAPOR DE ÁGUA EM PAREDES PLANAS

A Tabela 14-10 traz valores típicos de permeação para materiais de


construção comuns com espessuras específicas.

Por exemplo, uma camada de gesso de 19 mm, sobre uma estrutura de


madeira possui permeação de 𝟔𝟑𝟎 𝒏𝒈/(𝒔 ∙ 𝒎𝟐 ∙ 𝑷𝒂)

A equação de difusão pode ser escrita em termos da permeação:

Fonte: Transferência de calor e massa, Çengel; 4ª Edição


mሶ dif,v = A ∙ Ϻ ∙ φ1 ∙ 𝑃𝑠𝑎𝑡1 − φ2 ∙ 𝑃𝑠𝑎𝑡2

IMPORTANTE: A tabela 14-10 pode ser utilizada para consulta de "Ϻ” dos
materiais com a espessura indicada na tabela. Se o problema trouxer uma
espessura diferente, deve-se utilizar a tabela para calcular a Permeabilidade
( w ), e usar a equação de difusão em termos de “ w ” e “L”.

EQU138 – TRANSFERÊNCIA DE MASSA 21


DIFUSÃO DE VAPOR DE ÁGUA EM PAREDES PLANAS

O inverso da permeação é chamado de resistência do vapor, que representa a resistência do


material à transmissão do vapor de água:
1 𝐿 𝑠 ∙ 𝑚2 ∙ 𝑃𝑎
Rv = = 𝑈𝑛𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒:
Ϻ w 𝑛𝑔

A resistência do vapor global de uma estrutura de edifício composta que consiste de várias
camadas em série é a soma das resistências das camadas individuais:

𝑅𝑣,𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 = ෍ 𝑅𝑣,𝑖

A taxa de transmissão mássica do vapor através de uma estrutura composta pode ser
escrita como:
A ∙ φ1 ∙ 𝑃𝑠𝑎𝑡1 − φ2 ∙ 𝑃𝑠𝑎𝑡2
mሶ dif,v =
ΣR v,𝑖

EQU138 – TRANSFERÊNCIA DE MASSA 22


DIFUSÃO DE VAPOR DE ÁGUA EM PAREDES PLANAS

IMPORTANTE:

Para cálculos de difusão em paredes compostas, não se somam as permeações. Somam-se


as resistências do vapor.

Ϻ𝑣,𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 = ෍ Ϻ𝑣,𝑖 𝑅𝑣,𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 = ෍ 𝑅𝑣,𝑖

EQU138 – TRANSFERÊNCIA DE MASSA 23


DIFUSÃO DE VAPOR DE ÁGUA EM PAREDES PLANAS

EXEMPLO 4.
A difusão do vapor de água através de placas de gesso e sua condensação no isolamento de paredes em tempo frio é motivo de
preocupação, uma vez que reduz a eficácia do isolamento. Considere uma casa mantida a 20°C com 60% de umidade relativa no local na
qual a pressão atmosférica é 97 kPa. O interior das paredes está acabado com placas de gesso de 9,5 mm de espessura. Considerando a
pressão do vapor na face externa das paredes como sendo zero, determine a quantidade máxima de vapor de água que se difundirá
através da seção de 3 m x 8 m da parede durante o período de 24h. A permeação de placas de gesso de 9,5 mm de espessura ao vapor de
água é 2,86x10-9 kg/(s·m² ·Pa)
Placa
de gesso mሶ dif,v = A ∙ Ϻ ∙ φ1 ∙ 𝑃𝑠𝑎𝑡1 − φ2 ∙ 𝑃𝑠𝑎𝑡2
1 2
𝑃𝑠𝑎𝑡1 = 2,339 𝑘𝑃𝑎 = 2339 𝑃𝑎
Sala Meio
externo φ2 = 0

Difusão mሶ dif,v = 3 ∙ 8 ∙ 2,86𝑥10−9 ∙ 0,6 ∙ 2339 − 0 → mሶ dif,v = 9,633𝑥10−5 𝑘𝑔/𝑠


do vapor
𝑘𝑔 3600 𝑠
𝐄𝐦 𝟐𝟒𝐡: 𝑚𝑑𝑖𝑓,𝑣 = 9,633𝑥10−5 ∙ 24ℎ ∙ → 𝒎𝒅𝒊𝒇,𝒗 = 𝟖, 𝟑𝟑 𝒌𝒈
𝑠 1ℎ

EQU138 – TRANSFERÊNCIA DE MASSA 24


DIFUSÃO DE VAPOR DE ÁGUA EM PAREDES PLANAS

EXEMPLO 5.
Reconsidere o problema anterior. A fim de reduzir a migração de vapor de água através da parede, propõe-se a utilização de um filme de
polietileno de 0,051 mm de espessura com permeação de 9,1𝑥10−12 𝑘𝑔/(𝑠 ∙ 𝑚2 ∙ 𝑃𝑎). Determine a quantidade de vapor de água que se
difundirá através da parede, nesse caso, durante o período de 24h.

Placa A ∙ φ1 ∙ 𝑃𝑠𝑎𝑡1 − φ2 ∙ 𝑃𝑠𝑎𝑡2 1 1


de gesso mሶ dif,v = 𝑅𝑣 = 𝑅𝑣1 + 𝑅𝑣2 = +
ΣR v Ϻ1 Ϻ2
1 2
1 1
Sala Meio
𝑅𝑣 = −9
+ −12
→ 𝑅𝑣 = 1,1𝑥1011 (𝑠 ∙ 𝑚2 ∙ 𝑃𝑎)/𝑘𝑔
externo
2,86𝑥10 9,1𝑥10

Difusão
(3 ∙ 8) ∙ 0,6 ∙ 2339 − 0
do vapor
mሶ dif,v = 11
→ mሶ dif,v = 3,06x10−7 kg/s
Filme de
1,1𝑥10
polietileno

𝑃𝑠𝑎𝑡1 = 2,339 𝑘𝑃𝑎 = 2339 𝑃𝑎 𝑘𝑔 3600 𝑠


𝑚 = 3,06𝑥10 −7 ∙ 24ℎ ∙ → 𝒎𝒅𝒊𝒇,𝒗 = 𝟎, 𝟎𝟐𝟔𝟒 𝒌𝒈 = 𝟐𝟔, 𝟒 𝒈
φ2 = 0 𝐄𝐦 𝟐𝟒𝐡: 𝑑𝑖𝑓,𝑣 𝑠 1ℎ

EQU138 – TRANSFERÊNCIA DE MASSA 25


DIFUSÃO DE VAPOR DE ÁGUA EM PAREDES PLANAS
𝐦ሶ 𝐯,𝐢𝐧𝐭
EXEMPLO 6.
Considere uma parede de moldura madeira construída em torno 𝐦ሶ 𝐯,𝐞𝐱𝐭

de vigas de madeira de 38 mm x 90 mm. A cavidade de 90 mm


entre as vigas é preenchida com isolamento de fibra de vidro. O Meio
Interno
interior tem acabamento com placas de gesso de 13 mm, e o
exterior, com painéis de fibra de madeira de 13 mm, com tábuas
de madeira sobrepostas de 13 mm x 200 mm. As condições
internas são 20°C e 60% de umidade relativa, enquanto as
condições externas são -16°C e 70% de umidade relativa (Psat (-
16°C) = 0,151 kPa). A temperatura da interface entre o isolamento
e a proteção externa é −11,3 °C (Psat (-11,3°C) = 0,234 kPa).
Meio
Determine a taxa de transferência de vapor de água, do meio Externo

externo e do meio interno, até a interface do isolamento (entre 2


e 3), considerando uma área de 1 m².

EQU138 – TRANSFERÊNCIA DE MASSA 26


Psat (-16°C) = 0,151 kPa
DIFUSÃO DE VAPOR DE ÁGUA EM PAREDES PLANAS
Resolução: Psat (-11,3°C) = 0,234 kPa
𝐦ሶ 𝐯,𝐢𝐧𝐭
Obs: na interface do isolamento, podemos considerar condições
𝐦ሶ 𝐯,𝐞𝐱𝐭 de saturação (φinterface = 1, 𝑇𝑖𝑛𝑡𝑒𝑟𝑓𝑎𝑐𝑒 = −11,3°𝐶)

CONSTRUÇÃO 𝐑 𝐯 (𝐬 ∙ 𝐦𝟐 ∙ 𝐏𝐚/𝐧𝐠)
Meio 2 0,019
Interno
3 0,0138
4 0,0004
5 0,012

Equações:

A ∙ φ𝑒𝑥𝑡 ∙ 𝑃𝑠𝑎𝑡,𝑒𝑥𝑡 − φ𝑖𝑛𝑡𝑒𝑟𝑓𝑎𝑐𝑒 ∙ 𝑃𝑠𝑎𝑡,𝑖𝑛𝑡𝑒𝑟𝑓𝑎𝑐𝑒


mሶ v,ext =
R v2 + R v3
Meio
Externo A ∙ φ𝑖𝑛𝑡 ∙ 𝑃𝑠𝑎𝑡,𝑖𝑛𝑡 − φ𝑖𝑛𝑡𝑒𝑟𝑓𝑎𝑐𝑒 ∙ 𝑃𝑠𝑎𝑡,𝑖𝑛𝑡𝑒𝑟𝑓𝑎𝑐𝑒
mሶ v,int =
R v4 + R v5

EQU138 – TRANSFERÊNCIA DE MASSA 27


DIFUSÃO DE VAPOR DE ÁGUA EM PAREDES PLANAS
Resolução:
𝐦ሶ 𝐯,𝐢𝐧𝐭

𝐦ሶ 𝐯,𝐞𝐱𝐭 Obs: Usar pressões em Pa, pois Rv trás unidade de Pa


Psat (20°C) = 2339 Pa (Tabela de vapor)

Meio
Interno
1 ∙ 0,6 ∙ 2339 − 1 ∙ 234
mሶ v,𝑖𝑛𝑡 = → 𝒎ሶ 𝐯,𝒊𝒏𝒕 = 𝟗𝟒𝟑𝟎𝟔, 𝟒𝟓 𝒏𝒈/𝒔
0,0004 + 0,012

1 ∙ 0,7 ∙ 151 − 1 ∙ 234


mሶ v,ext = → 𝒎ሶ 𝐯,𝒆𝒙𝒕 = −𝟑𝟗𝟏𝟎 𝒏𝒈/𝒔
0,019 + 0,0138

Meio Obs: Sinal negativo indica que o sentido de migração do


Externo vapor é do isolamento para o meio externo

EQU138 – TRANSFERÊNCIA DE MASSA 28


DIFUSÃO DE VAPOR DE ÁGUA EM PAREDES PLANAS

EXEMPLO 7.
Considere uma parede de tijolos de uma casa com 20 cm de espessura. As condições internas são 25°C e 40%
de umidade relativa, enquanto as condições externas são 40°C e 40% de umidade relativa. Supondo que não
haja condensação ou congelamento dentro da parede, determine a quantidade de umidade que flui através da
unidade de superfície (A = 1 m²) durante o período de 24h.

w ∙ A ∙ φ1 ∙ 𝑃𝑠𝑎𝑡1 − φ2 ∙ 𝑃𝑠𝑎𝑡2 1 𝐿
mሶ dif,v =
L Ϻ= w

1 𝐿 −3
𝑛𝑔 𝑛𝑔
= → w = 𝐿 ∙ Ϻ = 100𝑥10 [𝑚] ∙ 46 → w = 4,6
Ϻ w 𝑠 ∙ 𝑚2 ∙ 𝑃𝑎 𝑠 ∙ 𝑚 ∙ 𝑃𝑎

𝑘𝑔
w = 4,6𝑥10−12
𝑠 ∙ 𝑚 ∙ 𝑃𝑎

EQU138 – TRANSFERÊNCIA DE MASSA 29


DIFUSÃO DE VAPOR DE ÁGUA EM PAREDES PLANAS

EXEMPLO 7.1.
Permeação de tijolos de com 20 cm de espessura.

1 𝐿
Ϻ= w

1 𝐿 −3
𝑛𝑔 𝑛𝑔
= → w = 𝐿 ∙ Ϻ = 100𝑥10 [𝑚] ∙ 46 → w = 4,6
Ϻ w 𝑠 ∙ 𝑚2 ∙ 𝑃𝑎 𝑠 ∙ 𝑚 ∙ 𝑃𝑎

4,6
w 𝑛𝑔
Ϻ (20 cm) = = = 23
𝐿 20𝑥10−2 𝑠 ∙ 𝑚² ∙ 𝑃𝑎

EQU138 – TRANSFERÊNCIA DE MASSA 30


DIFUSÃO DE VAPOR DE ÁGUA EM PAREDES PLANAS

EXEMPLO 7.
Considere uma parede de tijolos de uma casa com 20 cm de espessura. As condições internas são 25°C e 40%
de umidade relativa, enquanto as condições externas são 40°C e 40% de umidade relativa. Supondo que não
haja condensação ou congelamento dentro da parede, determine a quantidade de umidade que flui através da
unidade de superfície (A = 1 m²) durante o período de 24h.

φ𝟐 = 𝟒𝟎%
𝑻𝟐 = 𝟐𝟓°𝑪 → 𝑷𝒔𝒂𝒕𝟐 = 𝟑𝟏𝟔𝟗 𝑷𝒂
w ∙ A ∙ φ1 ∙ 𝑃𝑠𝑎𝑡1 − φ2 ∙ 𝑃𝑠𝑎𝑡2
mሶ dif,v =
L φ𝟏 = 𝟒𝟎%
𝑻𝟏 = 𝟒𝟎°𝑪 → 𝑷𝒔𝒂𝒕𝟏 = 𝟕𝟑𝟖𝟒 𝑷𝒂

4,6𝑥10−12 ∙ 1 ∙ 0,4 ∙ 7384 − 0,4 ∙ 3169


mሶ dif,v = → mሶ dif,v = 3,88𝑥10−8 𝑘𝑔/𝑠
20x10−2

𝑘𝑔 3600 𝑠
𝐄𝐦 𝟐𝟒𝐡: 𝑚𝑑𝑖𝑓,𝑣 = 3,88𝑥10−8 ∙ 24ℎ ∙ → 𝒎𝒅𝒊𝒇,𝒗 = 𝟑, 𝟑𝟓𝒙𝟏𝟎−𝟑 𝒌𝒈 = 𝟑, 𝟑𝟓 𝒈
𝑠 1ℎ

EQU138 – TRANSFERÊNCIA DE MASSA 31


φ𝟐 = 𝟑𝟎%
DIFUSÃO DE VAPOR DE ÁGUA EM PAREDES PLANAS 𝑻𝟐 = 𝟑°𝑪
𝑷𝒔𝒂𝒕𝟐 = 𝟕𝟔𝟖 𝑷𝒂

EXEMPLO 8.
O telhado de uma casa tem 15 m x 8 m e é feito de uma camada de concreto de 30 cm de
espessura. O interior da casa é mantido a 25 °C com 50% de umidade relativa, e a pressão φ𝟏 = 𝟓𝟎%
𝑻𝟏 = 𝟐𝟓°𝑪
atmosférica local é 100 kPa. Determine a quantidade de vapor de água que migrará através do 𝑷𝒔𝒂𝒕𝟏 = 𝟑𝟏𝟔𝟗 𝑷𝒂

telhado em 24h se as condições externas médias durante esse período forem de 3°C e umidade
relativa de 30%. A permeabilidade do concreto ao vapor de água é 24,7𝑥10−12 𝑘𝑔/(𝑠 ∙ 𝑚 ∙ 𝑃𝑎).
𝒘 = 𝟐𝟒, 𝟕𝒙𝟏𝟎−𝟏𝟐 𝒌𝒈/(𝒔 ∙ 𝒎 ∙ 𝑷𝒂)
𝑳 = 𝟎, 𝟑 𝒎

w ∙ A ∙ φ1 ∙ 𝑃𝑠𝑎𝑡1 − φ2 ∙ 𝑃𝑠𝑎𝑡2 24,7𝑥10−12 ∙ (15 ∙ 8) ∙ 0,5 ∙ 3169 − 0,3 ∙ 768


mሶ dif,v = = →
L 0,3

mሶ dif,v = 1,338𝑥10−5 𝑘𝑔/𝑠

𝑘𝑔 3600 𝑠
𝐄𝐦 𝟐𝟒𝐡: 𝑚𝑑𝑖𝑓,𝑣 = 1,338𝑥10−5 ∙ 24ℎ ∙ → 𝒎𝒅𝒊𝒇,𝒗 = 𝟏, 𝟏𝟓𝟔 𝒌𝒈
𝑠 1ℎ

EQU138 – TRANSFERÊNCIA DE MASSA 32


φ𝟐 = 𝟑𝟎%
DIFUSÃO DE VAPOR DE ÁGUA EM PAREDES PLANAS 𝑻𝟐 = 𝟑°𝑪
𝑷𝒔𝒂𝒕𝟐 = 𝟕𝟔𝟖 𝑷𝒂

EXEMPLO 9.
Reconsidere o problema anterior (Exercício 8). A fim de reduzir a migração do vapor de água, a
superfície interna de uma parede é pintada com tinta látex com retardador de vapor cuja φ𝟏 = 𝟓𝟎%
𝑻𝟏 = 𝟐𝟓°𝑪
permeação é 26𝑥10−12 𝑘𝑔/(𝑠 ∙ 𝑚2 ∙ 𝑃𝑎). Determine a quantidade de vapor de água que Tinta
Látex
𝑷𝒔𝒂𝒕𝟏 = 𝟑𝟏𝟔𝟗 𝑷𝒂

difundirá através do telhado, nesse caso, durante o período de 24h.

A ∙ φ1 ∙ 𝑃𝑠𝑎𝑡1 − φ2 ∙ 𝑃𝑠𝑎𝑡2 1 1 w 𝒘 = 𝟐𝟒, 𝟕𝒙𝟏𝟎−𝟏𝟐 𝒌𝒈/(𝒔 ∙ 𝒎 ∙ 𝑷𝒂)


mሶ dif,v = 𝑅𝑣 = 𝑅𝑣1 + 𝑅𝑣2 = + Ϻ=
ΣR v Ϻ1 Ϻ2 𝐿 𝑳 = 𝟎, 𝟑 𝒎

24,7𝑥10−12
𝐏𝐞𝐫𝐦𝐞𝐚çã𝐨 𝐝𝐨 𝐜𝐨𝐧𝐜𝐫𝐞𝐭𝐨: ϺConcreto = = 8,23𝑥10−11 𝑘𝑔/(𝑠 ∙ 𝑚2 ∙ 𝑃𝑎)
0,3
1 1 1 1
𝐑𝐞𝐬𝐢𝐬𝐭ê𝐧𝐜𝐢𝐚 𝐭𝐨𝐭𝐚𝐥 𝐝𝐨 𝐯𝐚𝐩𝐨𝐫: 𝑅𝑣 = + = −11
+ −12
= 5,06𝑥1010 (𝑠 ∙ 𝑚2 ∙ 𝑃𝑎)/𝑘𝑔
Ϻ1 Ϻ2 8,23𝑥10 26𝑥10

A ∙ φ1 ∙ 𝑃𝑠𝑎𝑡1 − φ2 ∙ 𝑃𝑠𝑎𝑡2 15 ∙ 8 ∙ (0,5 ∙ 3169 − 0,3 ∙ 768)


𝐓𝐚𝐱𝐚 𝐝𝐢𝐟𝐮𝐬𝐢𝐯𝐚: mሶ dif,v = = 10
= 3,21𝑥10−6 𝑘𝑔/𝑠
ΣR v 5,06𝑥10
𝑘𝑔 3600 𝑠
𝐄𝐦 𝟐𝟒𝐡: 𝑚𝑑𝑖𝑓,𝑣 = 3,21𝑥10−6 ∙ 24ℎ ∙ → 𝒎𝒅𝒊𝒇,𝒗 = 𝟎, 𝟐𝟕𝟕 𝒌𝒈 = 𝟐𝟕𝟕 𝒈
𝑠 1ℎ

EQU138 – TRANSFERÊNCIA DE MASSA 33


QUESTÕES PARA DISCUSSÃO

Considere um tanque que contém ar úmido a 3 atm, cujas paredes são permeáveis ao vapor de água. O ar nos arredores
a 1 atm de pressão também contém alguma umidade. É possível que o vapor de água escoe dos arredores para dentro
do tanque?

A ∙ φ1 ∙ 𝑃𝑠𝑎𝑡1 − φ2 ∙ 𝑃𝑠𝑎𝑡2
mሶ dif,v =
P = 1 atm Rv

𝐦ሶ 𝐯
A força motriz para a transferência de umidade é
a diferença da pressão de vapor. Então, é possível
que o vapor de água escoe dos arredores para
? dentro, se a pressão de vapor nas redondezas for
maior que a pressão de vapor dentro do tanque.
P = 3 atm

EQU138 – TRANSFERÊNCIA DE MASSA 34


QUESTÕES PARA DISCUSSÃO

Por que os isolamentos sobre linhas de água gelada sempre são acondicionados com coletes com barreiras de vapor?

Os isolamentos nas linhas de água gelada são


sempre envolvidos com coletes de barreira de
vapor para eliminar a possibilidade de entrada de
vapor no isolamento. Isso ocorre porque a
umidade que migra através do isolamento para a
superfície fria se condensará e permanecerá
indefinidamente, sem possibilidade de
vaporização e retorno ao exterior.

EQU138 – TRANSFERÊNCIA DE MASSA 35