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LICITAÇÃO CONTRATOS E CONVÊNIOS - AVALIAÇÃO À DISTÂNCIA 1

Aluna: Daniele de Jesus da Silva Matrícula: 17213110109


Curso: Administração Pública Polo: Paracambi

Novo Regime das Empresas Estatais


A Lei 13.303/2016, denominada Lei das Estatais, dispõe sobre o “estatuto jurídico da
empresa pública, da sociedade de economia mista e de suas subsidiárias”, abrangendo
as empresas públicas e sociedades de economia mista que exploram atividade
econômica de produção ou comercialização de bens ou de prestação de serviço, sejam
da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios. A nova disciplina
jurídica, aplicável “ainda que a atividade econômica esteja sujeita ao regime de
monopólio da União ou seja de prestação de serviços público” tem por objetivo a
introdução de regras de governança corporativa, também chamadas de práticas de
integridade, que incluem as normas internas e externas para a boa gestão de empresas.
No que se refere aos contratos administrativos, grande inovação promovida foi a
obrigatoriedade de adoção de programas de compliance para licitações na modalidade
tomada de preço. Outro aspecto relevante foi a revogação das disposições relativas ao
procedimento licitatório simplificado adotado pela Petrobras, anteriormente previsto na
Lei n°. 9.478/97.
Isto posto, pergunta-se:

1) Com a promulgação da nova lei, a Lei 8.666/93 continua a ser aplicável às


empresas públicas e sociedades de economia mista? Discorra sobre como as
licitações devem ser realizadas por tais pessoas jurídicas.

Com promulgação da Lei 13.303/2016, as Sociedades de Economia Mista e Empresas


Públicas ainda segue a Lei 8.666/93 apenas nos assuntos pertinentes ao Critério de
Desempate e dos Crimes e das Penas.
2) A introdução de programas de compliance para licitações em empresas
públicas e sociedades de economia mista é compatível com a natureza
jurídica das mesmas e com os princípios que regem o Direito
Administrativo?

É notório que o objetivo da lei das estatais é o de atualizar e adaptar a gestão dessas
entidades, mirando na maior transparência, regularidade e integridade aos atos
praticados pela Administração Pública, o que vai ao encontro às crescentes demandas da
sociedade dos tempos atuais. Também se constata que a nova legislação busca, através
do compliance tornar plausível, dar a essas entidades tratamento idêntico ao que é dado
às demais empresas de direito privado, flexibilizando o processo de compras,
contratações e aquisições, e ao mesmo tempo oferecendo soluções que intensificam o
controle de irregularidades dentro dessas entidades, de modo que possam ser
efetivamente competitivas, ou seja, essa nova legislação traz sim o aperfeiçoamento do
regime jurídico dessas entidades, mas não se distância dos princípios que norteiam a
administração pública.