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Índice

1. Introdução........................................................................................................................2
1. A bíblia: inspiração e revelação............................................................................................3
1.1 O que é a bíblia?.............................................................................................................3
1.2 O canone biblico.............................................................................................................3
1.3 C. A Inspiração da Escritura...........................................................................................5
2. A revelação.......................................................................................................................6
3.1 Conclusão.......................................................................................................................8
3.2Bibliografia.............................................................................................................................9

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1. Introdução
Neste presente trabalho da cadeira de Teologia iremos falar do seguinte tema a Bíblia
revelação e inspiração e vimos que A palavra bíblia vem do grego bíblia, que é o plural
de livro. Dito de outro modo, e uma palavra que remete para a coleção dos livros
sagrados dos cristãos. E o termo utilizado, com algumas variantes, na maior parte das
línguas europeias (inglês e francês,Bibl alemão Bibe holandês Bijbel; italiano Bibbia,
etc.).

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1. A bíblia: inspiração e revelação

1.1 O que é a bíblia?


A palavra bíblia vem do grego bíblia, que é o plural de <<livro>>. Dito de outro modo,
e uma palavra que remete para a coleção dos livros sagrados dos cristãos. E o termo
utilizado, com algumas variantes, na maior parte das línguas europeias (inglês e francês,
<<Bible>>; alemao <<Bibel>>; holandês <<Bijbel>>; italiano <<Bibbia>>, etc.).

A Bíblia crista tem duas partes de desigual extensão: o Antigo testamento e o Novo
Testamento. O antigo testamento e quase idêntico a Bíblia judaica e contem 46 (39)
Livros, enquanto que o Novo testamento, com os seus 27 livros, e próprio dos cristãos.

Um muçulmano que folheie a Bíblia vera imediatamente que é um gênero de escritura


muito diferente do Alcorão. O Alcorão e um Livro de uma só apresentação, numa só
língua, por um único homem e num período de 22 anos. A Bíblia, por seu lado, e uma
coleção de 72 (65) Livros que forma escritos ou compilados num período de 1500 anos,
em diferentes. Um grande número de escritores inspirados cujos nomes, em muitos
casos, não foram conservados implicados no processo complexo de produção desta
Escritura. Os livros refletem uma grande variedade de situações históricas e incluem um
certo número de gêneros literários.

Certos livros formaram-se lentamente no decurso dos séculos e encontraram a sua forma
final graças a um autor inspirado desconhecido, como é o caso dos livros de Moises.
Outros foram escritos por um indivíduo identificável, por uma razão particular, por
exemplo, as cartas de S. Paulo.

1.2 O cânone bíblico


O termo <<cânone>> indica a coleção dos escritores aceites como autênticos livros da
Escrituras. O leitor atento terá reparado que eu disse que disse que o Antigo Testamento
e composto por 46 (39) livros. Que é que isto quer dizer? Para dar uma resposta precisa
deve-se recuar a época judaica, um século antes de Cristo. Quando os exércitos de
Alexandre Magno conquistaram a palestina, por volta do ano 333 antes de Jesus Cristo,
numerosos judeus começaram a deixar esta região para se estabelecerem noutras regiões
do império. Este acontecimento histórico, chamado diáspora, foi provocado pela
perseguição do povo judeu e da sua religião que teve lugar nos reinados dos sucessores
de Alexandre, especialmente Antioco IV Epifanes (175 – 164 a. C.).

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Numerosos judeus estabeleceram-se em Alexandria, onde continuaram com a própria
cultura e vida religiosa. Com o tempo, a maior parte destes judeus deixou de ter o
hebreu como língua materna, mas falavam, escreviam e rezavam em grego. Em 250 a.
C., os judeus de Alexandria traduziram as suas Escrituras para grego. O número de
tradutores, segundo a tradução, foi de 70 pessoas, de maneira que essa tradução se
chamou dos Setenta.

Esta tradução compreende a volta de 46 livros, ainda que a inclusão de alguns deles
tenha sido considerada como duvidosa. Certos livros dos setenta provavelmente nunca
existiram em hebreu. Contudo, a tradução dos setenta da Bíblia hebraica foi utilizada
por muitos judeus do mundo grego e, eventualmente, também por judeus da palestina.
Para os escritores cristãos do novo testamento tornou-se habitual citar esta tradução
grega da Bíblia, quando citavam o Antigo Testamento.

Pelo ano 100 d. C., depois da destruição de Jerusalém e do seu Templo, os lideres
judeus reuniram-se em jabneel (jamni), na Palestina, para tomarem diversas decisões
religiosas. Reviram os livros bíblicos, um por um, e estabeleceram um cânone de 39
livros. Muitos livros faziam parte dos Setenta e não foram aceites pelos sábios judeus
chamaram-se <<apócrifos>> (isto e e, <<os livros escondidos>>) ou
<<deuterocanonicos>> (<<em segundo lugar no cânone>>, isto e, de autoridade
duvidosa).

As primeiras comunidades cristas do Império Romano utilizaram os setenta, com a sua


vasta coleção de livros, e este texto bíblico foi gradualmente aceite pelas igrejas cristas.
Hoje, as Igrejas ortodoxas e a igreja católica romana aceitam um cânone do Antigo
Testamento fundado nos Setenta.

No século XVI (16), os Reformadores, no seu desejo de voltar a fé crista primitiva,


rejeitaram os apócrifos e tomaram o cânone judeu dos 39 livros. Se e certo que os
protestantes contemporâneos aceitam o valor espiritual de algum destes livros apócrifos,
não lhes reconhecem, ordinariamente, o mesmo valor que aos outros 39, Nas traduções
protestantes e ecumênicas da Bíblia, os apócrifos fazem ordinariamente, parte de uma
secção a parte, no fim do antigo Testamento.

No que se refere ao Novo Testamento, não há desacordo sobre o texto da Escritura.


Ortodoxos. Católicos e protestantes aceitam, todos, os 27 livros do Novo Testamento na
sua integridade textual.

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1.3 C. A Inspiração da Escritura
Os cristãos sustentam que os livros da Bíblia foram escritos por Deus através de um
instrumento que é o autor humano. Assim, os cristãos defendem que o livro da Bíblia
tem um autor divido e um autor humano. Ou seja: os cristãos creem que Deus e o autor
da Bíblia pela inspiração do espirito santo. Deus impele os autores humanos a escrever e
ajuda-os na sua ação de escrever, de tal modo que eles exprimem tudo o que Deus quer
significar e somente isso.

Os muçulmanos observarão que, nisto, o ponto de vista cristão do Islão. Deus e o ultimo
autor da Bíblia, mas compõe as escrituras através de um autor humano foi um homem
do seu tempo, com os limites de conhecimento e de linguagem próprios de todas as
pessoas. Os cristãos em geral, não dizem que Deus Ditou as Escrituras ao autor humano,
mas que lhe deu a possibilidade de exprimir a mensagem divina a sua maneira, segundo
as suas formas literárias e o seu estilo pessoal.

Uma pequena minoria de cristãos defende a inspiração literal das Escrituras, pela qual
Deus entrega a sua mensagem, palavra por palavra, ao autor humano, que escreve
fielmente tudo o que Deus lhe dita, Esta concepção, que é semelhante a que tinham os
antigos rabinos judeus e semelhante ao modo como os muçulmanos veem a revelação
do alcorão, leva a conclusão logica de que não pode haver nenhuma palavra errônea na
Bíblia.

Este ponto de vista, excluindo qualquer erro literal da Bíblia, é uma das características
dos cristãos deste século que se chamam a si mesmos <<fundamentalistas>>, pelo facto
de quererem voltar ao que eles consideram como os fundamentos da fé crista. Hoje eles
preferem definir-se como <<evangelistas>>. Contudo, a maioria dos pensadores
ortodoxos, católicos e protestantes rejeitam a concepção literal da inspiração bíblica e
pensam que o processo pelo qual Deus inspirou a Escritura é mais complexo. Os
cristãos distinguem entre a mensagem de salvação e a forma ou involucro no qual a
mensagem é apresentada. Todos os cristãos pensam que esta mensagem vem de Deus e
é, portanto, verdadeira. Contudo, sua forma depende não somente de Deus, mas também
do agente humano de que Deus se serve, o escritor, que, como tudo e qualquer ser
humano, é limitado e sujeito a cometer erros.

A Igreja Católica afirma que a mensagem divina repousa naquilo que Deus quis ensinar
através do autor humano. O autor humano pode ter pontos de vista errôneos, ou mesmo
uma informação incorreta, mas isso não afeta senão a forma, o involucro em nos chega
a mensagem.

Os cristãos desenvolvem um vasto campo de estudos escrituristicos, utilizando as


técnicas historioc-literarias, para chegar a mensagem que Deus quer transmitir por meio
do seu agente humano falível. Pode dizer-se que o trabalho de crítica bíblica que se
realiza nas universidades, faculdades teológicas, institutos bíblicos e seminários no
mundo, é um esforço para <<tirar a carta do seu subscrito>>, para descobrir a
mensagem de Deus contida nas exposições bíblicas.

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2. A revelação
Os muçulmanos perguntam frequentemente: porque é que se tem necessidade de um
autor humano? Será que Deus não é capaz de revelar diretamente a sua mensagem a um
profeta que, depois, a transmite exatamente a humanidade? Assim, uma comunidade
religiosa já não teria que depender dos estudos e de analises críticas para saber o que
Deus quer comunicar. A mensagem ser-lhe-ia claramente apresentada pelo profeta e
restaria escolher entre aceita-la e obedecer-lhe, ou rejeita-la.

Nesta atitude perante a revelação divina, está-se em presença de uma de uma das
diferenças fundamentais entre o Islão e o cristianismo. Para um muçulmano, o alcorão
não aponta para qualquer ato de revelação divina para além dele mesmo. O alcorão é a
revelação de Deus, a sua mensagem em palavra clara e definitiva, em forma perfeita. O
alcorão não pretende conduzir o crente a uma experiência de revelação plena e mais
perfeita não se produz um livro, mas um homem. Os cristãos creem que é o homem
jesus cristo que revela deus, que exprime perfeitamente na sua vida e na sua pessoa o
que Deus quer dizer que a humanidade. Assim, para os cristãos a Bíblia aponta sempre
para além dela mesma, quer sempre formar fé em jesus e naquilo que Deus quer dizer a
humanidade. Os autores do novo testamento eram homens que tentavam comunicar o
significado da sua experiência de Jesus que viveu, sofreu e morreu e que Deus, creem
eles, ressuscitou de entre os mortos. Assim este testemunho humano é essencial a
natureza das escrituras cristas.

Isto leva-nos a conta diferença nas abordagens crista e islâmica da revelação. Os


cristãos dizem não só que Deus revelou a sua mensagem a humanidade, mas que se
revelou ele mesmo na história humana e que os livros da Bíblia anunciam e interpretam
este auto revelação de Deus. Deus revela quem é e que espécie de Deus é, isto é, as suas
qualidades atributos. Deus revela como age em relação ao universo e a toda a
humanidade. Revela a sua vontade de moral com respeito a humanidade e, acima de
tudo, a sua vontade de salvação. Pode-se dizer que a Bíblia revelando-se a si mesmo
como alguém que salva.

Como acontece no Insola, a religião crista ensina que a essência de Deus está oculta a
humanidade. Deus é demasiado alto, demasiado grande, para que o homem possa
compreender a sua natureza intima. Está muito para além das nossas capacidades. De
Deus só se conhece que ele próprio nos diz e nos mostra de Si mesmo. E este auto
revelação parcial que se adapta aos limites da capacidade humana de compreensão, esta
necessariamente envolta em mistério. Por isso, os cristãos não ficam surpreendidos nem
desolados pelo facto de até as formulações teológicas mais cuidadosas serem afinal
insuficientes e não poderem nunca fazer justiça ao que Deus é em si mesmo. Quando os
cristãos dizem que a natureza de Deus é um mistério, não é para se esquivarem
discussão teológica, mas para confessar a grandeza de Deus, a sua eminencia e
profundidade, que ultrapassa todo o conhecimento humano.

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Muçulmanos e cristãos descobrem que tem muito em comum naquilo que creem que
Deus lhes ensinou da sua natureza e das suas atividades. Na bíblia, Deus revela-se como
um Deus vivo (em oposição aos ídolos, que não falam, nem agem). Deus é o Soberano
Senhor da história, O criador que fez a humanidade e tudo o que existe. Deus estava em
ação no começo da história humana e acompanhou a humanidade em todos os
acontecimentos da história com a sua sabedoria e a sua graça. Deus é o objetivo final
para o qual caminha a história. Assim, os cristãos, como os muçulmanos, reconhecem a
Deus como o soberano e Senhor da sua vida. Através daqueles que receberam a graça da
profecia, Deus revelou a sua vontade moral em relação a humanidade, pela qual cada
um será julgado um dia. Assim, os cristãos reconhecem Deus como Juiz. Juntando todas
estas afirmações, a Bíblia ensina que Deus é um Deus salvador (em oposição aos ídolos,
que não podem salvar). Deus entra ativamente Na história humana para manifestar a sua
vontade e o seu poder salifico.

No antigo testamento, o acontecimento central é o êxodo, pelo qual Deus salvou o seu
povo, conduzindo-o da escravidão da liberdade, constituindo-o como povo capaz de
cumprir a sua vontade. O poder salvifico de Deus não se manifestou uma só vez, na
libertação dos judeus do Egpito, mas foi uma promessa para todos os tempos,
simbolizada na aliança que Deus concluiu com os judeus no monte Sinai, pela qual
<<Ele seria o seu Deus e eles seriam o seu povo>>.

No Novo Testamento, é jesus que revela o poder salvifico de Deus. Os cristãos creem
que Jesus é o homem no qual reside a plenitude da revelação de Deus. Quando querem
conhecer Deus, os seus atos de salvação, a sua vontade quanto ao modo de viver neste
mundo inspira-se no que Deus revelou em Jesus.

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3.1 Conclusão
No presente trabanho chegamos conclusão que a biblia e um conjunto de textos
religiosos de valor sagrado para o cristianismo e tambem a Bíblia crista tem duas partes
de desigual extensão o Antigo testamento e o Novo Testamento para alem da biblia.
Tambem vimos que os cristãos creem que Deus e o autor da Bíblia pela inspiração do
espirito santo.

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3.2 Bibliografia
MICHEL, T. (1996). Para Compreender o Cristianismo. Braga: Editorial A. O. PP15-23

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