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16/06/2016 Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe

Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe
   
Dados do Processo:

Número: Situação: Competência:


201511301644 JULGADO 13ª Vara Cível
Classe: Julgamento: Distribuido Em:
Procedimento Comum 05/02/2016 01/12/2015
Fase: Impedimento/Suspeição:
RECURSO NÃO
Guia Inicial: Processo Sigiloso:
201510073165 NÃO
Segredo de Justiça:
NÃO
Tipo do Processo:
Virtual
Número Único:
0039945­96.2015.8.25.0001

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Assuntos:

DIREITO DO CONSUMIDOR ­ Responsabilidade do Fornecedor ­ Indenização por Dano Moral ­ Inclusão Indevida em
Cadastro de Inadimplentes 

DIREITO PROCESSUAL CIVIL E DO TRABALHO ­ Partes e Procuradores ­ Assistência Judiciária Gratuita 

DIREITO PROCESSUAL CIVIL E DO TRABALHO ­ Processo e Procedimento ­ Antecipação de Tutela / Tutela
Específica 

       
Recursos no 2º Grau:

201600809447        

       
Partes do Processo:

Tipo Nome Representante da Parte

Requerente DANIELLE MARINHO DA Advogado: GABRIEL GARCEZ VASCONCELOS ­ 7940/SE


ROCHA

Requerido CLARO S A Advogado: ANA LUIZA DE OLIVEIRA LEDO ­ 23338/BA 


Advogado: GLEIDSON RODRIGO DA ROCHA CHARÃO ­ 27072/BA
Advogado: LARISSA FERNANDA LIMA DOS SANTOS LEITE ­
4737/SE

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16/06/2016 Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe

         

Movimentos do Processo:

Data Movimento Descrição Localização Diário da


Justiça

15/06/2016 Recebimento {Recebimento} Secretaria Não


07:30:29  Processo encaminhado do Tribunal de Justiça ao Juízo
de Origem. 

14/06/2016 Outras  Apelação Cível transitado em julgado, tombado sob no. Tribunal de Não


14:00:34 Informações do processo 201600809447. {Movimento gerado pelo 2o. Justiça de
Grau}  Sergipe

13/04/2016 Outras  APELACAO CIVEL distribuído(a) em 13/04/2016, Tribunal de Não


13:28:37 Informações tombado sob nr. 201600809447 Justiça de
{Movimento gerado automaticamente pelo 2o. Grau}  Sergipe

13/04/2016 Remessa {Remessa} Tribunal de Não


13:23:39  REMESSA DESTE PROCESSO PARA O TRIBUNAL DE Justiça de
JUSTIÇA/SE CONFORME DESPACHO.  Sergipe

08/04/2016 Despacho {Despacho >> Mero Expediente} Secretaria


13:15:40   Processo 201511301644 ­ C FEITO JULGADO, 11/04/2016
conforme teor em 05/02/2016. A parte autora apresenta
Recurso de Apelação em 08/03/2016. Contrarrazões em
23/03/2016 Os autos vieram conclusos em 28/03/2016.
Pois bem. Considerando­se a entrada em vigor do Novo
CPC, cuja aplicação tem caráter imediato; Considerando­
se o art. 1.009, §3º, NCPC, o qual informa que, após as
intimações devidas, o recurso deverá ser remetido ao
TJ/SE independente de juízo de admissibilidade em 1º
grau; DETERMINO: REMETAM­SE OS AUTOS AO
TJ/SE, com cautelas de praxe, a fim que haja o devido
juízo admissibilidade do recurso por esse Tribunal. Com o
retorno direi sobre 29/03/16. Aracaju, 08/04/2016.
Despacho  na  Í nt egr a. . .

29/03/2016 Juntada {Juntada >> Documento} Juiz Não


18:08:45  Mandado/Carta n° 201611300994, de modalidade AR­
Digital, devolvido ao cartório nesta data.

29/03/2016 Juntada {Juntada >> Petição} Juiz Não


18:06:45  Juntada de Cumprimento da Obrigação realizada nesta
data. {Movimento Gerado pelo Advogado: LARISSA
FERNANDA LIMA DOS SANTOS LEITE ­ 4737}

29/03/2016 Juntada {Juntada >> Documento} Juiz Não


17:10:20  Mandado/Carta n° 201611300993, de modalidade AR­
Digital, devolvido ao cartório nesta data.

28/03/2016 Conclusão {Conclusão} Juiz Não


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10:11:54   

23/03/2016 Juntada {Juntada >> Petição} Secretaria Não


13:17:34  Juntada de Contrarrazões realizada nesta data.
{Movimento Gerado pelo Advogado: GLEIDSON
RODRIGO DA ROCHA CHARÃO ­ 27072}

09/03/2016 Ato {Ato Ordinatório} Secretaria


07:40:08 Ordinatório  Intime­se requerido para apresentar contrarrazões no 10/03/2016
prazo de 15 dias. 

09/03/2016 Certidão {Certidão} Secretaria Não


07:38:50  Certifico que a apelação juntada em 08/03/2016 é
tempestiva e sem preparo pago, em razão da gratuidade. 

08/03/2016 Juntada {Juntada >> Petição} Secretaria Não


10:20:17  Juntada de Apelação realizada nesta data. {Movimento
Gerado pelo Advogado: GABRIEL GARCEZ
VASCONCELOS ­ 7940}

03/03/2016 Expedição {Expedição de documento} Secretaria Não


12:19:15 de  Mandado de nº: 201611300994 do tipo OFÍCIO LIVRE (
Documento assinante juiz )[MD03510] protocolado nesta data.
 Hi st ór i co  do  Mandado. . .

03/03/2016 Expedição {Expedição de documento} Secretaria Não


12:19:15 de  Mandado de nº: 201611300993 do tipo OFÍCIO LIVRE (
Documento assinante juiz )[MD03510] protocolado nesta data.
 Hi st ór i co  do  Mandado. . .

02/03/2016 Certidão {Certidão} Secretaria Não


12:32:53  Certifico que expedi ofícios para o SPC e SERASA 

02/03/2016 Julgamento {Julgamento >> Com Resolução do Mérito >> Não­ Secretaria


11:18:22 Acolhimento de Embargos de Declaração} 03/03/2016
 Ademais, sendo a responsabilidade extracontratual,
adota­se a Súmula 54 do STJ.Destaco que a decisão
embargada não está em confronto com a SÚMULA 362
DO STJ, a qual somente trata da correção
monetária.Diante do exposto, conheço dos Embargos
apresentados pela parte requerida, mas lhes nego
provimento, ante as razões acima esposadas, mantendo a
sentença de 05/02/16.Intimem­se.Proceda o cartório ao
cumprimento da expedição de ofícios determinada na
parte final da sentença.Aracaju, 02/03/16.
Jul gament o  na  Í nt egr a. . .

22/02/2016 Juntada {Juntada >> Documento} Juiz Não


11:52:27  Ofício SERASA 
Juntada de Ofício

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16/02/2016 Conclusão {Conclusão} Juiz Não


08:03:30   

15/02/2016 Juntada {Juntada >> Petição} Secretaria Não


13:52:57  Juntada de Embargos de Declaração realizada nesta
data. {Movimento Gerado pelo Advogado: GLEIDSON
RODRIGO DA ROCHA CHARÃO ­ 27072}

05/02/2016 Julgamento {Julgamento >> Com Resolução do Mérito >> Secretaria


14:19:47 Procedência} 11/02/2016
  Processo nº 201511301644 – C Vistos, etc. DANIELLE
MARINHO DA ROCHA move Ação Declaratória de
Inexistência de Débito c/c Indenização por Danos Morais
e Antecipação dos Efeitos da Tutela em face de CLARO
S/A, pelos fatos e fundamentos a seguir expostos. Afirma
a parte autora que NUNCA celebrou qualquer contrato com
a empresa requerida, mas teve seu nome inscrito junto ao
cadastro de proteção ao crédito, conforme documentos
ANEXADOS COM A EXORDIAL. Discorre sobre o direito
aplicável à espécie e ocorrência de danos morais. Em
sede de antecipação, a parte requerente requer a baixa da
negativação. Ao final, pretende a ratificação do pleito
liminar, bem como a declaração de inexistência de débito
com a requerida e condenação dessa ao pagamento de
danos morais. Anexou os seguintes documentos:
procuração, CTPS, comprovante de residência, consulta
da negativação. Deferida a gratuidade em 01/12/2015,
com deferimento da antecipação dos efeitos da tutela para
fins de baixa da negativação. Regularmente citada, a
requerida apresenta contestação em 29/01/2016, fazendo,
inicialmente, breve síntese dos fatos aduzidos na
exordial. Suscita preliminar de ilegitimidade passiva, pois,
se houve ato ilícito, este foi praticado por terceiros. No
mérito, informa ser autorizada do serviço de execução de
telecomunicação pelo Poder Público, ao tempo em que
atesta sua cautela ao contratar para fins de evitar fraudes,
sustenta a legalidade do pacto firmado. Tece
considerações sobre responsabilidade civil, repudia a
fraude. Alega que, que em havendo fraude, a ré também
foi vítima de prejuízos. Defende a ausência do dever de
indenizar, repudia o dano moral alegado e a inversão do
ônus da prova. Combate a inversão do ônus da prova.
Conclui pedindo a total improcedência do pleito autoral.
Réplica em 04/02/2016. Em seguida, vieram conclusos os
autos. É o que impende relatar. Passo a decidir. Registre­
se que a matéria posto a julgamento é unicamente de
direito, e, os fatos a serem demonstrados contam com
respaldo documental, observada a regra do art. 333 I e II
do CPC, sendo desnecessária produção de provas em
audiência, tudo com respaldo no art. 330, I, do CPC, e em
obediência ao Princípio da Celeridade insculpidos no art.
5º, LXXVIII, da Constituição Federal. Assim, passo ao
julgamento antecipado da lide. ­ DA PRELIMINAR.
Suscita a parte ré a sua ilegitimidade para figurar no pólo

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passivo da demanda, sob o argumento de que, se houve
ato ilícito, este foi praticado por terceiro. Não merece
acolhida a alegação da parte, uma vez que, pela situação
hipotética dos autos, a requerida tem legitimidade para
responder à presente ação, uma vez que determinou a
inclusão do nome da autora nos cadastros de
inadimplentes. Assim, rejeito a preliminar. ­ DO MÉRITO.
Versam os presentes autos sobre ação declaratória de
inexistência de débito c/c indenização por danos morais,
discutindo­se ausência de contratação com a requerida e
inscrição do nome da autora nos cadastros de proteção ao
crédito em razão de dívida não adimplida. A priori,
pondero que o caso em testilha se trata de relação de
consumo, fazendo­se imperioso aplicar o princípio da
inversão do ônus da prova, consagrado pelo Código de
Defesa do Consumidor, em razão das circunstâncias
concretas e em atenção ao princípio da carga dinâmica da
prova. Assim, compulsando os autos, em que pese
alegações apresentados pela requerida na sua peça de
defesa, pode­se constatar que a empresa ré não trouxe
documentos comprobatórios cabais da existência do
contrato firmado diretamente com a requerente, sendo
esta sua responsabilidade em face do que dispõe o artigo
333, II do CPC, uma vez que não é possível ao
consumidor fornecê­los, por ser fato negativo. Os
documentos colacionados pela requerida NÃO
demonstram regular contratação entre as partes, haja
vista ausência de contrato formal firmado entre as partes
e devidamente assinado, constituindo­se aqueles
documentos em prova unilateral, sem qualquer validade.
Frise­se que nem mesmo possível MÍDIA DE
CONTRATAÇÃO FOI LANÇADA NOS AUTOS. Assim,
tenho que não há nos autos prova cabal de lícita, legítima
e regular das contratações entre os litigantes para
justificar as negativações aqui combatidas. Diante de tais
fatos, resta patente a ausência de maior rigor e cautela da
parte ré na aferição dos dados do consumidor por ocasião
da contratação, posto que é seu dever a análise
minuciosa e rigorosa da documentação do solicitante do
serviço, a fim de inibir fraude e danos a terceiros. Nada há
para afastar a ilicitude do ato da ré, a qual não comprova
regular contratação. Da mesma forma não há que se falar
em culpa exclusiva/concorrente da vítima ou de terceiro
para a quebra de responsabilidade. A uma porque o réu
sequer provou o contrato efetivamente celebrado e as
cautelas aduzidas em sua defesa. De mais, não há
qualquer conduta da vítima que tenha ensejado a
contratação fraudulenta/irregular, cuja prova é também
imposta à demandada. Dito isto, ilícita foi a conduta da
empresa ré, tanto no ato da contratação, quanto no
momento da anotação do nome da parte autora junto ao
cadastro de proteção ao crédito. Aplica­se ao caso a
responsabilidade objetiva, assumindo o prestador do
serviço os riscos pela contratação fraudulenta. Dessa
feita, não havendo prova acerca da existência do contrato
regular e legítimo entre as partes, bem como da
regularidade dos débitos que ensejaram as anotações,
deverá a parte requerida assumir o dano moral sofrido pela
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autora, sendo este do tipo dano moral puro/objetivo,
declarando­se ainda ausência de débitos. AGRAVO.
RESPONSABILIDADE CIVIL. TELEFONIA. AUSENTE
CONTRATAÇÃO ENTRE AS PARTES. DÉBITO
INEXISTENTE. FRAUDE DE TERCEIRO.
CIRCUNSTÂNCIA QUE NÃO EXCLUI A
RESPONSABILIDADE DO FORNECEDOR DE
SERVIÇOS. INSCRIÇÃO INDEVIDA. DANO
EXTRAPATRIMONIAL CARACTERIZADO. QUANTUM
INDENIZATÓRIO. CORREÇÃO MONETÁRIA E JUROS
DE MORA. TERMO INICIAL. ­ CABIMENTO DA
DECISÃO MONOCRÁTICA ­ Cabível o julgamento por
decisão monocrática do Relator do recurso de apelação,
porquanto amparada pelo art. 557, do CPC, restando
pacificada no Superior Tribunal de Justiça e Tribunal de
Justiça. ­ ELEMENTOS DA RESPONSABILIDADE
OBJETIVA E CARACTERIZAÇÃO DA ILICITUDE NO
CASO CONCRETO ­ Há responsabilidade objetiva da
empresa bastando que exista, para caracterizá­la, a
relação de causalidade entre o dano experimentado pela
vítima e o ato do agente, surgindo o dever de indenizar,
independentemente de culpa ou dolo. O fornecedor de
produtos e serviços responde, independentemente da
existência de culpa, pela reparação dos danos causados
por defeitos relativos aos produtos e prestação de
serviços que disponibiliza no mercado de consumo. O
fornecedor responde pela reparação de danos extra­
patrimoniais advindos de lesões aos direitos de
personalidade, quando, diante de crédito decorrente de
débito inexistente, adquirido mediante contratação
fraudulenta, inscreve o nome da parte autora, que se diz
alheia àquela, em cadastro de inadimplentes. A falta de
diligência da companhia telefônica no momento da
contratação, permitindo a celebração de contrato, em
nome da parte autora, com terceiro, caracteriza a
responsabilidade da empresa. Precedentes da Câmara. ­
DANO EXTRAPATRIMONIAL ­ O dano extra­patrimonial
resultante das lesões aos direitos de personalidade,
ocasionadas pela inscrição indevida em cadastros de
inadimplentes, determina o pagamento de indenização. ­
QUANTUM DA INDENIZAÇÃO ­ A indenização por danos
extra­patrimoniais deve ser suficiente para atenuar as
conseqüências das ofensas aos bens jurídicos tutelados,
não significando, por outro lado, um enriquecimento sem
causa, bem como deve ter o efeito de punir o responsável
de forma a dissuadi­lo da prática de nova conduta.
Fixação do valor da indenização com base na
jurisprudência do STJ. Manutenção do quantum
indenizatório, diante das peculiaridades do caso concreto.
AGRAVO DESPROVIDO. (Agravo Nº 70049262132, Nona
Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Leonel
Pires Ohlweiler, Julgado em 27/06/2012). Na hipótese,
tem­se o chamado dano moral objetivo. A negativação
indevida, por si só, é fato que macula a imagem creditícia
do autor/consumidor, haja vista não haver demonstração
de outras anotações em nome do mesmo. A conduta do
réu foi, flagrantemente, ilícita e geradora do dever de
reparação, devendo a empresa responder objetivamente,
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consoante previsão expressa no art. 14 do CDC. Dos
autos está evidente o dano e o nexo causal, cuja prova foi
produzida pela autora­consumidora. CDC. INSCRIÇÃO
INDEVIDA DO NOME DO CONSUMIDOR EM ROL DE
MAUS PAGADORES. DANO MORAL CONFIGURADO.
DEVER DE INDENIZAR. REQUERIMENTO DE
MAJORAÇÃO DO QUANTUM ARBITRADO PELO JUÍZO
A QUO. CORRETA FIXAÇÃO. RECURSO CONHECIDO
E NÃO PROVIDO. 1 ­ Inscrição indevida do nome do
recorrente nos órgãos de Proteção de Crédito.
Comprovação da efetiva negativação constante à fl. 11,
por meio de informativo de anotações. 2 ­ Não havendo
prova acerca da existência do contrato entre as partes,
bem como do débito que ensejou a negativação, deve
responder o recorrido pela inscrição indevida do nome do
recorrente no rol dos maus pagadores, fato que, por si só,
gera dano moral in re ipsu, passível de reparação,
conforme entendimento jurisprudencial dominante. [...]
(Recurso Inominado nº. 73/2007 – Turma Recursal dos
Juizados Especiais Cíveis da Capital de Aracaju/SE –
Relator Dr. Nilton Gomes Fernandes. Julgado em
27/08/2007) – Grifei. O Superior Tribunal de Justiça
manifestou­se sobre a responsabilidade objetiva na
hipótese de fraude, situação similar à constante nestes
autos. RECURSO ESPECIAL. COMPETÊNCIA VARA
ESPECIALIZADA. DIREITO LOCAL.
RESPONSABILIDADE CIVIL. ABERTURA DE CONTA
CORRENTE. DOCUMENTAÇÃO FALSA. INCLUSÃO
INDEVIDA NOS CADASTROS DE PROTEÇÃO AO
CRÉDITO. INDENIZAÇÃO. NECESSIDADE.
JULGAMENTO ULTRA PETITA. INOCORRÊNCIA.
VALOR ARBITRADO A TÍTULO DE DANOS MORAIS.
REDUÇÃO. 1. A verificação da competência da Vara da
Fazenda Pública para prosseguir no julgamento do feito,
tendo em vista a privatização do recorrente, demanda a
análise da Lei de Organização Judiciária do Estado da
Bahia, direito local e, nesse contexto, imune ao crivo do
recurso especial. Súmula 280/STF. 2. A falsificação de
documentos para abertura de conta corrente não isenta a
instituição financeira da responsabilidade de indenizar,
pois constitui risco inerente à atividade por ela
desenvolvida. Precedentes.3. O pedido é aquilo que se
pretende obter com o manejo da demanda, exsurgindo da
interpretação lógico­sistemática de todo o conteúdo da
inicial e não somente do capítulo reservado para esse fim.
Precedentes. 4. Redução dos valores arbitrados a título
de danos morais, tomando em conta que a utilização de
documentação falsa por terceiro foi decisiva no equívoco
perpetrado pelo recorrente. 5. Recurso especial conhecido
em parte e, nesta extensão, provido. (Recurso Especial nº
671.964 ­ BA (2004/0109106­7), Relator: Ministro
Fernando Gonçalves, Data de Julgamento: 18 de junho de
2009). No que concerne ao quantum indenizatório, a lei
não disciplina as regras para fixação do dano moral,
cabendo ao julgador arbitrá­lo com cautela e moderação,
observando os princípios da razoabilidade e da
proporcionalidade, mediante criteriosa consideração das
circunstâncias que envolveram o fato, da culpa da
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empresa requerida e da extensão do dano, sem que sua
concessão enseje enriquecimento ilícito ao ofendido e
insignificância para o seu ofensor. No caso em tela, o
constrangimento sofrido pela requerente quanto a recusa
na aquisição de crédito não restou provada. Assim,
entendo que o valor de R$ 8.000,00 (oito mil reais) atende
aos ditames da condenação. Isso posto, JULGO
PROCEDENTE O PEDIDO AUTORAL, para declarar a
inexistência do débitos em nome da autora e oriundo da
CLARO S/A, qual seja, CLARO, VALOR R$ 70,84, DATA
INCLUSÃO 20/04/11, DATA VENCIMENTO 31/12/2010,
CONTRATO 839961736; condenando a requerida ao
pagamento total de R$ 8.000,00 (oito mil reais), a título de
dano moral, atualizando o valor, monetariamente, por meio
da incidência do INPC, contados desta data, incidindo,
ainda, juros de mora de 1% (um por cento) ao mês a partir
da data da negativação (20/04/2011), com base no art.
186 do Novo Código Civil c/c art. 5º da Constituição
Federal de 1988 e art. 14 do CDC. Por cautela, oficiem­se
SPC SERASA desta decisão e para fins legais. Em se
tratando de sentença em que há condenação e observado
o princípio da causalidade, os honorários de sucumbência
devem ser atribuídos ao réu e fixados entre o mínimo de
10% e o máximo de 20% sobre o valor da condenação,
sempre levando em consideração o grau de zelo
profissional, o lugar da prestação do serviço, a natureza e
importância da causa, o trabalho realizado pelo advogado
e o tempo exigido para o seu serviço. Assim sendo, em
homenagem ao princípio da causalidade, condeno a
requerida ao pagamento das custas processuais e de
honorários advocatícios, ora arbitrados em 15% do valor
do proveito econômico auferido pelo autor. P. R. I.
Aracaju, 05/02/2016.
Jul gament o  na  Í nt egr a. . .

05/02/2016 Conclusão {Conclusão} Juiz Não


09:14:45   

04/02/2016 Juntada {Juntada >> Petição} Secretaria Não


08:30:52  Juntada de Réplica à Contestação realizada nesta data.
{Movimento Gerado pelo Advogado: GABRIEL GARCEZ
VASCONCELOS ­ 7940}

01/02/2016 Ato {Ato Ordinatório} Secretaria


07:57:20 Ordinatório  Intime­se requerente para se manifestar sobre a 02/02/2016
contestação do requerido. PRAZO DE 10 DIAS. 

29/01/2016 Juntada {Juntada >> Petição} Secretaria Não


07:59:33  Juntada de Petição Avulsa do
Advogado/Procurador/Defensor/Promotor LARISSA
FERNANDA LIMA DOS SANTOS LEITE (4737­SE) ao
processo eletrônico. Protocolizado sob nº
20160128194701691 às 19:47 em 28/01/2016.

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27/01/2016 Juntada {Juntada >> Documento} Secretaria Não


13:35:20  Mandado/Carta n° 201511304878, de modalidade AR­
Digital, devolvido ao cartório nesta data.

27/01/2016 Juntada {Juntada >> Documento} Secretaria Não


13:33:52  Mandado/Carta n° 201511304875, de modalidade AR­
Digital, devolvido ao cartório nesta data.

27/01/2016 Juntada {Juntada >> Documento} Secretaria Não


13:33:51  Mandado/Carta n° 201511304877, de modalidade AR­
Digital, devolvido ao cartório nesta data.

18/12/2015 Expedição {Expedição de documento} Secretaria Não


10:50:46 de  Mandado de nº: 201511304878 do tipo OFÍCIO LIVRE (
Documento assinante juiz )[MD03510] protocolado nesta data.
 Hi st ór i co  do  Mandado. . .

18/12/2015 Expedição {Expedição de documento} Secretaria Não


10:50:46 de  Mandado de nº: 201511304877 do tipo OFÍCIO LIVRE (
Documento assinante juiz )[MD03510] protocolado nesta data.
 Hi st ór i co  do  Mandado. . .

18/12/2015 Expedição {Expedição de documento} Secretaria Não


09:55:49 de  Mandado de nº: 201511304875 do tipo Citação e
Documento Intimação Liminar ou Tutela Antecipada Procedimento
Ordinário[MD01895] protocolado nesta data.
 Hi st ór i co  do  Mandado. . .

18/12/2015 Certidão {Certidão} Secretaria Não


09:09:30  Certifico que expedi carta de citação e intimação para o
requerido, bem como ofícios para o SPC e SERASA. 

01/12/2015 Decisão {Decisão >> Concessão >> Antecipação de tutela} Secretaria


11:56:58  Processo nº 201511301644. Defiro gratuidade. Trata­se 02/12/2015
de ação declaratória de inexistência de débito c/c
indenização por dano moral e pleito de antecipação de
tutela, na qual a parte autora afirma não ter celebrado
qualquer contrato com a empresa requerida, mas teve seu
nome inscrito junto ao cadastro de proteção ao crédito,
conforme documentos ANEXADO COM A EXORDIAL.
Em sede de antecipação, a parte requerente requer a
baixa nas referidas inscrições. Pois bem. A parte autora
nega a existência da dívida que lastreou o apontamento.
À parte autora não é dada a possibilidade de produzir
prova de fato negativo, conforme melhor jurisprudência:
APELAÇÃO CÍVEL. RESPONSABILIDADE CIVIL.
SERVIÇO DE TELEFONIA. COBRANÇA DE VALORES
QUESTIONADOS PELO AUTOR. RESTRIÇÃO DE

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CRÉDITO. DANO MORAL IN RE IPSA. QUANTUM
INDENIZATÓRIO. Diante da negativa da contratação pela
parte autora, caberia à companhia telefônica o ônus da
prova da efetiva utilização dos serviços, na forma do
artigo 333, I, do CPC. A anotação indevida de restrição de
crédito causa, por si só, dano extrapatrimonial suscetível
de recomposição, inclusive às pessoas jurídicas. Sumula
227, STJ. Precedentes doutrinários e jurisprudenciais.
Valor da condenação fixado na origem reduzido para ser
adequar às peculiaridades do caso em concreto, bem
assim com os princípios da proporcionalidade e
razoabilidade, além da natureza jurídica da condenação.
DERAM PARCIAL PROVIMENTO AO APELO.
UNÂNIME. (Apelação Cível Nº 70028495364, Nona
Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Tasso
Caubi Soares Delabary, Julgado em 05/08/2009) Caso
confirmada a ausência de débito, a inscrição junto ao rol
de maus pagadores será considerada ilegítima. Os danos
oriundos da restrição ao crédito são indiscutíveis. Por
certo, havendo apontamento do nome da parte autora nos
bancos de proteção ao crédito, a concessão de qualquer
espécie de crédito lhe será negada. Na hipótese, não há
que se falar em dano inverso. Desta forma, concedo
antecipação de tutela para fins de determinar baixa na
anotação em nome do autor junto ao SPC/SERASA no
tocante ao débito em discussão oriundo da CLARO,
VALOR R$ 70,84, DATA INCLUSÃO 20/04/11, DATA
VENCIMENTO 31/12/2010, CONTRATO 839961736, com
base no art. 273 do CPC. Cite­se e intime­se réu – VIA
AR ­ para resposta em 15 dias, ciência da medida de
urgência e juntada de todo e qualquer documento que
comprove cabalmente a contratação combatida, tudo sob
pena de revelia (art. 285 do CPC). Oficiem­se SERASA e
SPC para cumprimento da presente decisão em 03 dias,
sob pena de aplicação de multa nos termos do art. 14 do
CPC. Com a resposta, intime­se advogado autoral para
manifestação. Prazo 10 dias. Se impossibilitada a
citação, intime­se parte autora para emenda, com
advertência do art. 267, IV CPC, no prazo de 10 dias.
Aracaju, 01/12/15
Despacho  na  Í nt egr a. . .

01/12/2015 Conclusão {Conclusão} Juiz Não


09:51:38   

01/12/2015 Distribuição {Distribuição} Secretaria Não


09:51:38  Registro eletrônico de Processo Judicial sob nº
201511301644, referente ao protocolo nº
20151201083200082, do dia 01/12/2015, às 08:32 horas,
denominado Procedimento Ordinário, de Inclusão Indevida
em Cadastro de Inadimplentes, Assistência Judiciária
Gratuita, Antecipação de Tutela / Tutela Específica.

https://www.tjse.jus.br/tjnet/portaladv/index.wsp?wi.redirect=X0J6O9TE7MQVGU6D5V75 10/11
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Disque TJ/SE
0800.079.0008

Opção (4) Consulta processual ­ para acompanhar o andamento do seu processo;
Opção (5) Ouvidoria ­ para sugestões, elogios, reclamações e dúvidas relacionadas ao Tribunal de Justiça de Sergipe.

https://www.tjse.jus.br/tjnet/portaladv/index.wsp?wi.redirect=X0J6O9TE7MQVGU6D5V75 11/11