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As cinco coisas que todo cristão precisa saber para crescer

É sabido que nos jogos olímpicos os atletas se preparam durante anos para uma
apresentação que pode lhes render o reconhecimento de ser o melhor ou um dos melhores do
mundo. No entanto, nossa caminhada aqui, como discípulos do Senhor, também é como uma
corrida, mas o nosso prêmio é a coroa da vida. Assim como os atletas se preparam, nós também
precisamos nos preparar nessa caminhada. Vejamos algumas necessidades para uma corrida de
êxito.

1º) Estudar a Palavra de Deus – Lord Tennison, poeta inglês, afirmou que o estudo da
Bíblia é educação por si só. Púlpito não é local de psicologia, não é palanque para políticos, não
é local de entretenimento, não é balcão de vendas ou terapias espirituais como muitos tem feito
ou lugar de exposição de opiniões de pastores, púlpito é o local onde Deus deseja falar com seu
povo. E o povo espera receber um palavra do Senhor.

Nós em algum momento fomos transformados pelo poder da Palavra de Deus em nossas
conversões. Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada
de dois gumes, e penetra até à divisão de alma e espírito, e de juntas e medulas, e é apta para
discernir os pensamentos e intenções do coração. (Hb 4:12).

Aurelius Augustinus Hipponensis – Mais conhecido como santo Agostinho (de Hipona)
vivia uma vida completamente imoral, quando um dia ouviu algumas crianças brincando com
um jogo no qual cantavam um refrão: "Tolle Lege, Tolle, Lege" - em português: "Tome e leia".
Ao ouvir Romanos 13:13-14 “13 Andemos honestamente, como de dia: não em glutonarias e
bebedeiras, não em impudicícias e dissoluções, não em contendas e inveja. 14 Mas revesti-vos
do Senhor Jesus Cristo; e não tenhais cuidado da carne em suas concupiscências”. Séculos mais
tarde, Martinho Lutero foi despertado de modo muito similar. Então, ao ler o comentário escrito
por Agostinho sobre Romanos 1.17 (Mas o justo viverá pela fé), de repente viu a verdade do
Evangelho: que a justificação de Cristo é dada somente pela fé. O livro de Romanos também foi
o instrumento na conversão de John Wesley.

Assim como a Palavra de Deus é usada em nossa conversão, ela é também um


instrumento crucial ao nosso crescimento espiritual. Ao mergulhar na Palavra de Deus, nós
começamos a ganhar a mente de Cristo e aprender o que é o discipulado.

A fonte das Escrituras é Deus. Paulo, ao falar que as Escrituras foram "inspiradas",
refere-se ao fato não somente de como Deus supervisionou os escritores da Bíblia, mas também
que Ele é a fonte de seu conteúdo. A palavra traduzida por "inspirada" é o termo grego
theopnestus, que significa literalmente "soprado por Deus". Quando Paulo escreveu que as
Escrituras foram sopradas por Deus, o termo traz a ideia de expiração e não de inspiração, isto
é, a Bíblia foi soprada por Deus. Ela é a Sua Palavra e está carregada com sua autoridade.

Como estudante e professor tenho ensinado sempre a verificar a fonte de qualquer


declaração. A credibilidade está diretamente ligada à sua fonte. Os repórteres frequentemente
citam suas "fontes inquestionáveis" para confirmarem a legitimidade de informação. A única
fonte verdadeira e inquestionável é Deus. Paulo queria que Timóteo conhecesse a fonte da
Bíblia, e não o modo como ela foi inspirada. “Toda Escritura foi divinamente inspirada” (2 Tm
3:16).
O ensino da Palavra é que vai nos transformar. É o que tem transformado vidas. Não daria pra
falar em um culto o significado do estudo da Palavra de Deus.

2º) Oração – O combustível da vida cristã é a oração é o que vai nos aproximar mais de Deus.
Martinho Lutero disse que nós temos pelo menos três motivos para orar: a) Dever; b) Privilégio
e c) Orar é um meio de receber graça.

Dever – Paulo fala ao romanos: "...alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação,


perseverai na oração..." (Romanos 12.12).

Não andeis ansiosos por coisa alguma; antes, em tudo sejam os vossos pedidos conhecidos
diante de Deus, pela oração e súplica, com ações de graças" (Filipenses 4.6)

"porque pela palavra de Deus e pela oração são santificados" (1 Timóteo 4.5).

Privilégio – No antigo testamento o acesso a Deus era limitado, no entanto, após o sacrifício
expiatório de Jesus, temos acesso direto à presença do Senhor. "Justificados, pois, pela fé,
tenhamos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo, por quem obtivemos também nosso
acesso pela fé a esta graça, na qual estamos firmes, e gloriemo-nos na esperança da glória de
Deus" (Romanos 5.1,2). Estávamos separados de Deus pelo pecado e Ele aproximou-se de nós.
O Deus todo poderoso abriu as portas para um relacionamento e isso, com certeza, é um
privilégio.

A união do cristão com Cristo é semelhante ao casamento, as vezes a comunicação pode falhar
e isso mostra que temos problemas. Geralmente os casais no começo do relacionamento
conversam bastante e depois vai diminuindo. Não podemos esquecer que além de uma
orientação é um privilégio poder entrar na presença do Rei dos Reis. Ele está em mim e está em
você e por isso nós somos o corpo de Cristo, a igreja. Muitos ao se converterem gastam muito
tempo falando com Deus mas com o passar do tempo vão se distanciando.

A oração é um meio de graça (vitórias) – Nós oramos não somente por causa de nosso dever
ou privilégio, mas também porque a oração é um poderoso meio da graça. Isto é, Deus usa a
oração para cumprir a sua vontade. A oração pode mudar alguma coisa? Podemos responder
com um sonoro: "Sim". A oração nos muda e a oração muda as situações. Em Tiago 5.13-18 nos
ensina: "Está aflito alguém entre vós? Ore. Está alguém contente? Cante louvores. Está doente
algum de vós? Chame os anciãos da igreja, e estes orem sobre ele, ungindo-o com óleo em nome
do Senhor; e a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido
pecados, ser-lhe-ão perdoados.

Esta passagem ensina que "muito pode por sua eficácia a súplica do justo". "Eficácia" significa
ter um impacto significante. Esta oração é efetiva. Isto é um poder de verdade. O poder da
oração é um meio que Deus usa para trazer os seus propósitos finais. Através da oração Deus
faz o impossível através de nossas vidas.

3º) Adoração – O próprio Senhor disse que chegariam dias e já chegaram em que os
verdadeiros adoradores o adorariam em espírito e em verdade. Ou seja, não é o local como a
mulher samaritana acreditava e sim a forma. Com gratidão, reconhecimento, conhecimento,
coração contrito, com verdade e não falsidade, em qualquer lugar.
O verdadeiro louvor é uma oferta a Deus! No entanto, muitos estão perdendo seu tempo ou
ofertando algo impuro a Deus. Homens e mulheres com corações sujos, em situações
pecaminosas. Outros ainda que sabem que seu irmão tem alguma coisa contra ele e não
consegue ir ao irmão e reconciliar-se. O Senhor disse: 23 Portanto, se estiveres apresentando a
tua oferta no altar, e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, 24 deixa ali
diante do altar a tua oferta, e vai conciliar-te primeiro com teu irmão, e depois vem apresentar
a tua oferta. Mateus 5:23-24.

Precisamos chegar na presença do Senhor com confiança como diz o autor de Hebreus e coração
puro. Não com arrogância.

Paulo o Silas quando foram encarcerados tomaram uma atitude impressionante: eles
adoraram a Deus. Eu não sei o que eles cantavam mas com certeza eles adoraram a Deus pelo
privilégio que era padecer por causa do nome do Senhor e isso foi tão apreciado por Deus que
Ele estremeceu todo o lugar, as algemas se quebraram e as cadeias foram abertas. Nós
aprendemos com isso que o louvor tem poder para libertar.

4º) Serviço – Nem sempre pensamos a respeito do serviço como um meio da graça, mas
crescemos assim que servimos. A medida que servimos no Reino de Deus, mais parecidos com
Cristo nos tornaremos. Todos os crentes são chamados para serem servos de Deus, não
necessariamente um servo profissional ou remunerado, mas cada um de nós deve estar
envolvido em algum tipo de serviço a Deus e ao seu povo. Um dos modos de servir a Deus é
servindo às pessoas.

"Jesus, pois, chamou-os para junto de si e lhes disse: Sabeis que os governadores dos
gentios os dominam, e os seus grandes exercem autoridade sobre eles. Não será assim entre vós;
antes, qualquer que entre vós quiser tomar-se grande, será esse o que vos sirva; e qualquer que
entre vós quiser tomar-se grande, será esse o que vos sirva; e qualquer que entre vós quiser ser
o primeiro será vosso servo; assim como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para
servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos" (Mateus 20.25-28). Este mandamento não
foi somente para os discípulos mas para todos no Reino de Deus.

Se nós servimos tentando ganhar o nosso ingresso no Reino de Deus, nos


decepcionaremos. A motivação para o serviço cristão é a gratidão, e não tentar merecer a
salvação. O serviço é um meio de graça, que reconhece nossa dependência da graça e o
crescimento na graça. Meu amigo John Piper tem despertado nas pessoas este conceito de
importância vital na fé cristã – a alegria em obedecer a Deus. John Piper diz que a motivação
para nossa obediência não está em um senso abstrato de dever (creio que em muitos casos é
muito melhor obedecer por causa do dever que desobedecer. Não podemos ficar esperando
nos sentirmos bem para fazer algo). Ele está certo. É nosso deleite obedecer a Deus, motivado
pela alegria e pelo que Ele tem feito por nós, não pela severa obrigação ou como um meio de
ganhar o céu.

Nossa vida de servos não exige uma supervisão, não necessita de que alguém fique nos
observando para assegurar que estamos trabalhando. Nosso dever é agradar a Cristo, não
procurar ter uma performance para conseguir o aplauso das pessoas. Aqueles que procuram
agradar às pessoas não podem ser verdadeiros servos de Cristo.
5º) Mordomia – A mordomia da humanidade começou no Jardim do Éden, quando Deus deu
a Adão e Eva o domínio completo sobre toda a criação. Adão e Eva não eram os donos do mundo,
mas as eles foi dada a responsabilidade de administrá-lo.

Em nossa própria casa aprendemos que se gastarmos cem reais numa calça, logo
percebermos que iremos precisar deste dinheiro para outra coisa. Todo mundo, até as pessoas
milionárias, tem recursos limitados. Em todo o tempo usamos os recursos, fazemos uma
decisão, e esta decisão revela o tipo de mordomos que somos. Isto é onde Deus nos considera
responsáveis. Ele considerava Adão e Eva responsáveis em como eles cuidariam do Jardim do
Éden. Deus está interessado em como nós cuidamos de nosso ministério, nossa vida pessoal,
nosso lar, enfim, todos os aspectos de nossa vida. Todos lidam com a administração e
distribuição de nossos recursos.

A orientação da mordomia existe tanto no Novo quanto no Velho Testamento. Portanto


temos orientações quanto ao dízimo nos dois Testamentos. Dízimo é fidelidade ao Senhor e
oferta é generosidade que atrai a prosperidade (Dai e ser-vos-á dado...., Lc 6:38)

Enfim, para que haja mantimentos na casa do Senhor e recursos para desempenharmos
a obra na expansão do evangelho, como cristãos, devemos com sabedoria, administrar aquilo
que Deus tem colocado em nossas mãos. Portanto não podemos deixar de contribuir no Reino
de Deus com os nossos dízimos e ofertas ao Senhor.