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MARIA

1 – Maria Mediadora, Intercessora e Co-Redentora

Concílio Vaticano II (Lumen Gentium 60-62)

Um só é o nosso Mediador segundo as palavras do Apóstolo: “Porque um só é Deus. Também há


um só mediador entre Deus e os homens, o homen Cristo Jesus que se entregou para redenção de
todos (1Tm 2, 5-6)”. Todavia a Materna Missão de Maria a favor dos homens de modo algum
obscurece nem diminui esta mediação única de Cristo, mas até ostenta sua potência, pois todo o
salutar influxo da Bem-aventurada Virgem a favor dos homens não se origina de alguma
necessidade interna, mas do divino beneplácito.

Flui dos superabundantes méritos de Cristo, repousa na Sua mediação, dela depende inteiramente e
dela aufere toda a força. de modo algum impede, mas até favorece a união imediata dos fiéis com
Cristo.

Predestinada desde a eternidade junto com a encarnação do Verbo Divino, como mãe de Deus, por
desígnio da Providência Divina, a Bem-aventurada Virgem foi nesta terra a sublime mãe do
Redentor, singularmente mais que os outros Sua generosa companheira e humilde serva do Senhor.
Ela concebeu, gerou, nutriu a Cristo, apresentou-o ao Pai no templo, compadeceu com seu filho que
morria na cruz. Assim, de modo inteiramente singular, pela obediência, fé, esperança e ardente
caridade, ela cooperou na obra do Salvador para a restauração da vida sobrenatural das almas. Por
tal motivo ela se tornou para nós mãe na ordem da graça.

Esta maternidade de Maria na economia da graça perdura ininterruptamente, a partir do


consentimento que ela fielmente prestou na Anunciação, que sob a cruz resolutamente manteve, até
à perpétua consumação de todos os eleitos. Assunta aos céus, não abandonou este salvívico múnus,
mas por sua multíplice intercessão prossegue em granjear-nos os dons da salvação eterna. Por sua
maternal caridade cuida dos irmãos de seu Filho, que ainda peregrinam rodeados de perigos e
dificuldades, até que sejam conduzidos à fiel pátria.

Por isso a Bem-aventurada Virgem Maria é invocada na Igreja sob os títulos de Advogada,
Auxiliadora, Adjutriz, Medianeira. Isto, porém, se entende de tal modo que nada derrogue, nada
acrescente à dignidade e eficácia de Cristo, o único Mediador.

Com efeito, nenhuma criatura jamais pode ser colocada no mesmo plano com o Verbo encarnado e
Redentor. Mas como o sacerdócio de Cristo é participado de vários modos seja pelos ministros, seja
pelo povo fiel, e como indivisa bondade de Deus é difundida nas criaturas de modos diversos, assim
também a única mediação do Redentor não exclui, mas suscita nas criaturas uma variada
cooperação que participa de uma única fonte.

A Igreja não hesita em proclamar esse múnus subordinado de Maria. Pois sempre de novo o
experimenta e recomenda-o ao coração dos fiéis para que, encorajados por esta maternal proteção,
mais intimamente adiram ao Mediador e Salvador.

Novo Catecismo da Igreja Católica – O Culto da Santíssima Virgem

“Todas as gerações me chamarão bem-aventurada (Lc 1, 48)”: “A piedade da Igreja para com a
Santíssima Virgem é legitimamente honrada com um culto especial pela Igreja. Com efeito, desde
remotíssimos tempos a Bem-aventurada Virgem é venerada sob o título de 'Mãe de Deus' sob cuja
proteção os fiéis se refugiam suplicantes em todos os seus perigos e necessidades (...). Este culto
(...), embora seja inteiramente singular, difere essencialmente do culto de adoração que se presta ao
Verbo encarnado e igualmente ao Pai e ao Espírito Santo, mas o favorece poderosamente”; este
culto encontra a sua expressão nas festas litúrgicas dedicadas à Mãe de Deus e na oração mariana,
tal como Santo Rosário, “resumo de todo Evangelho”.

2 – Maria – Ícone Escatalógico da Igreja

Depois de termos falado da Igreja, da sua origem, da sua missão e do seu destino, a melhor maneira
de concluir é voltarmos o olhar para Maria a fim de contemplar nela o que é a Igreja no seu
mistério, na sua “peregrinação da fé”, e o que ela será na pátria ao termo final da sua caminhada,
onde a espera, “na glória da Santíssima e indivisível Trindade”, “na comunhão de todos os santos”,
aquela que a Igreja venera como a Mãe do seu Senhor e como que a sua própria Mãe.

“Assim como no céu, onde já está glorificada em corpo e alma, a Mãe de Deus representa e
inaugura a Igreja na sua consumação no século futuro, da mesma forma nesta terra, enquanto
aguardamos a vinda do Dia do Senhor, ele brilha como sinal da esperança segura e consolação
diante do povo de Deus em peregrinação”.

Resumindo: Ao pronunciar o “fiat” (faça-se) da Anunciação e ao dar o seu consentimento ao


Mistério da Encarnação, Maria já colabora para toda a obra que o seu Filho deverá se realizar. Ela é
Mãe em todos os domínios em que Ele é Salvador e Cabeça do Corpo Místico.

Depois de encerrar o curso da sua vida terrestre, a Santíssima Virgem Maria foi elevada em corpo e
alma à glória do Céu, onde já participa da glória da ressurreição de seu Filho, antecipando a
ressurreição de todos os membros de seu corpo.

Alegremos que a Santíssima Mãe de Deus, nova Eva, Mãe da Igreja, continua no Céu sua função
em relação aos membros de Cristo.

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