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Divisão da Historia

Economia – comercio, fabrico de objectos, Agricultura.

Politica - tratados, acordos, cooperações

Social/cultural - um campo da disciplina História que tem como objecto a sociedade


como um todo.

Facto Histórico

Conjunto de acontecimentos surgidos em determinado período e em uma determinada


sociedade cujo impacto se mostrou relevante para a vivencia dessa sociedade.

Divisão do facto histórico

 Curta duração: acontecimentos


 Media duração: conjuntural
 Longa duração: estrutural

Um facto histórico deve ser:

Idêntico isto e, eles se repetem mas não nas mesmas circunstancias

Um facto histórico deve ser único, situado, complexo.

ACONTECIMENTOS HISTORICOS

Cientifico

 Métodos – critica histórica


 Experimentação
 Objectos/Objectivos

Não cientifico

 Deduções
 Não provável

Critica histórica

Hermenêutica - Critica Interna, ciência da Interpretação

Heurística - critica externa,

Historiografia

Conjunto de obras concernentes a um assunto histórico, produzidas numa determinada


época ou num determinado local. Quando se diz por exemplo historiográfica
moçambicana, a designação refere-se as obras escritas sobre a Historia de Moçambique,
tendo por autores nacionais assim como estrangeiros.
Evolução da historiografia africana

A Historiografia africana evolui em 2 contextos

1.Remoto Geral: que acontecem fora de África mas suas contribuições se fazem sentir
em África.

2.Mediato/ especifico

Remoto Geral: factores políticos, Ideológicos, Científicos

EX: Iluminismo, o Positivismo, Revolução francesa.

Mediato/ específico

Emergência de primeiros africanos intelectuais em 1945

A contribuição do novo papel da antropologia

Eurocentrismo

Corrente racista que defende a superioridade da raça branca sobre a negra e sustenta que
os africanos não tem historia antes de estabelecerem contacto com europeus.
Defensores Hegel afirma que que África não e um continete histórico, não demostra
mudanças e nem desenvolvimento os negros são imcapazes de aprender e de receber
educao .
E uma corrente que rejeita qualquer valor e utilidade da história de África sob pretesto
que não tem cultura, escrita não tem soberania , religião, e possui uma economia de
carácter familiar.

A corrente afro centrista

Surge intimamente ligada ao nacionalismo africano. É caracterizada por valorizar


excessivamente as relações africanas.

Para esta corrente a história de África conseguiu-se graças ao esforço exclusivo dos
africanos, sem concorrência de alguns factores positivos ou negativos. Externos.
1.a fonte oral e digna de respeito e consideração para a rescontrucao dos povos sem
escritas. Porque ela retrata factos vividos.
2. África erra um continente histórico porque desde o surgimento do homem
caracterizou se por desenvolver actividades económicas, sócias, politicas e religiosas.
3. Antes da presença europeia África tinha soberania que foi destruída pela colonização.
4. África tinha economia pois já praticava comercio com os árabes.
Correntes Progressista ou Africanista

As duas primeiras correntes, revelam-se retrógradas e racistas, uma vez que se


sustentam em factos que lhes convêm para as suas ideias preconcebidas, desprezando o
que não esta de acordo com as suas pretensões. Esta corrente recorre a todas fontes
disponíveis, muito para além de documentos.

Evolução da historiografia africana segundo D. Fange

Durante a antiguidade,

Escritos de viajantes, historiadores, ou geógrafos, como Heródoto de Helicarso (séc. V


a.c) e Cláudio Ptolomeu (séc. II), denominavam África de Etiópia e os africanos de
etíopes. Já para os muçulmanos eram “o Sudão e para os viajantes dos séculos XV e
XVII eram a Guiné e seus estranhos moradores”. Mas o importante desses nomes para a
presente análise, esta no fato dos mesmos possuir como denominador comum, a menção
a uma característica física da população africana: a cor negra da pele. E a própria forma
de denominar a África na antiguidade - Etiópia - utilizada principalmente por gregos e
romanos, levava em consideração esse importante elemento de estranhamento
anteriormente citado, já que o termo grego Aethiops, significa terra dos homens de pele
negra10. Assim, a pele negra, o cabelo crespo e as feições físicas foram os aspectos que,
antes de quaisquer outros elementos, em um primeiro contato, mais chamaram a atenção
dos que passaram pelo continente. E desta maneira, as terras africanas, foram
caracterizadas como o habitat de homens negros inferiores, sendo que a diferença, a
crença na superioridade e a dificuldade de entender o outro representam os significados
implícitos impressos nos referidos termos.

No período medieval,

As imagens dos africanos foram completamente fixadas pelo imaginário da cristandade


europeia, o que fez com que, mais uma vez, o desprestígio recaísse sobre as terras
africanas. A teoria camita, associada à fusão da cartografia de Ptolomeu com a
cosmologia cristã acabou por posicionar África e os africanos nas piores regiões da
terra. E foi na cartografia medieval que as impressões pejorativas sobre os africanos
ficaram mais explicitas. Conjugando os olhares da Antiguidade com as crenças sobre a
distribuição da humanidade na terra, relatadas pela a Bíblia, os mapas da época
reproduziam um padrão no qual, segundo Isabel Noronha,

Com as grandes Navegações e os contactos mais intensos com a África abaixo do Saara,
os estranhamentos e olhares preconceituosos perpetuaram-se. O imaginário dos
navegantes iria acentuar, de forma intensa, as visões desprestígiosas, depreciativas e
fantásticas acerca da África. O desconhecimento e conseqüentemente os temores do
Oceano e das regiões abaixo do Equador, alimentaram as criações e representações
européias sobre os africanos.
No período moderno

O intensificar dos contactos não resultou, como se poderia imaginar, na alteração


dessas leituras influenciadas pela crença de que a Europa era uma civilização
infinitamente mais desenvolvida. Antes, apenas operaram uma alternância das
abordagens preconceituosas. Como exemplo, no século XV, duas encíclicas papais
deram plenos poderes ao soberano português de se apoderar das terras e escravizar
eternamente os povos islâmicos, pagãos e os negros em geral. E essa condição de cativo
dos povos negros, veio a contribuir e potencializar os preconceitos e imagens negativas
dos africanos. Sendo que a maioria dos relatos elaborados nos decorrer dos séculos
XVI, XVII e XVIII, seguiam as abordagens de povos inferiores, mesmo, a despeitos
destes, se elevarem a um posição chave nas relações econômicas estabelecidas pelos
europeus com o Mundo Atlântico23. E isso se verifica facilmente com a análise dos
diários, memórias e crônicas dos viajantes ou nos relatórios oficiais elaborados por
diversos marinheiros, enviados diplomáticos, comerciantes, militares, missionários e
exploradores que percorreram o interior e a costa do continente entre os séculos XV e
XVIII.

Fases da evolução da historiografia africana philipp curtim

 Colonial
 Movimento independente
 Descolonização
 Libertação/ Libertaria
1. Todo que era escrito era feito de forma negativa quanto ao africano.
2. Quando começam a surgir os movimentos nacionais quando o africano tem nova
visão sobre sua cultura.
3. Independência como consequência a origem de varias obras que so surgiram da
independência.

A historia de África deve ser estudada tal como ela e.

Não se pode estudar historia de uma sociedade comparando com a de outra sociedade.

A historiografia libertaria tenta sai do pressuposto europeu , lutando para a igualdade .

A validade da fonte Oral

Existem duas correntes sobre a validade da fonte oral: corrente europeísta(NÃO) ,


corrente africanista(SIM)
Europeísta (NÃO)

Defende que a fonte oral não é valida e nem digna para a reconstrução da história de
qualquer sociedade.

JOSEF classifica em 3 tipos:

1.Ferticistas da escrita – são todos aqueles que negam qualquer utilidade da fonte oral

2.Funcionalistas da escrita – aqueles que vêem a fonte oral como conjunto de métodos
criados para justificar certas causas.

3.Os cronofilos – aqueles que lamentam a ausência de uma cronologia segura.

De forma geral a corrente europeísta rejeita a validade da fonte oral, pelo facto de ser
passível de esquecimento, ausência de cronologia segura e falta de esclarecimento dos
acontecimentos no contesto em que ocorreu.

Corrente africanista (SIM)

A maior parte dos historiadores africanos consideram a fonte oral bastante útil para a
reconstrução da história de qualquer sociedade. A fonte oral deve ser suportada por
outras fontes.

Defensores: KI- Zerbo, T – Obenga, Jam Vansina, A. Hampata.

KI- Zerbo

Faz apreciação - a fonte oral foi durante muito tempo desprezada.

Advertência – a fonte oral tem sido por vezes a única disponível.

Em termos de lacunas:

- A fonte oral vive por um tempo curto, pois o ser humano tem a sua vida limitada.

- Ausência de Cronologia

-A falta de ligação entre os factos

Tese de KI- Zerbo

A Fonte oral é digna de confiança e por isso é valida para reconstrução da historia dos
povos sem escrita ou seja a fonte oral tem mesmo valor que a escrita.
T – Obenga

Para obenga a fonte oral e extremamente importante para a reconstrução da historia de


qualquer sociedade

Tese de T – Obenga

É de que mesmo as fontes escritas por se só não tem valor, elas também precisam de ser
confrontadas com outras fontes.

Amador Hampati - Ba

Primeiro faz um levantamento segundo o qual o problema apresentado por muitos


historiadores sobre a fonte oral e se e possível conceder a oralidade a mesma confiança
que se concede a escrita quando se trata do passado.

Tese

O testemunho seja escrito ou oral não é no geral mais que um testemunho humano. Uma
fonte oral recorda tradições vividas e nau pensamentos pessoais. Por isso ela e digna de
confiança.

Métodos de trabalhos com a fonte oral, JAM VANSINA

Vasina faz a seguinte apreciação: a fonte oral e uma forma de preservação da sabedoria
dos ancestrais, por isso e transmitida de geração a geração.

Defende que a fonte oral é tão importante quanto a escrita, pois a maioria das obras
literárias resultam da oralidade.

Identifica uma lacuna na fonte oral por apresentar uma cronologia relativa. Por isso,
propõe 04 métodos de trabalho com a fonte oral

1. Confrontar o dito com o visto


2 Tendo em conta que a fonte oral é uma memoria colectiva a função do
historiador e confrontar varias fontes orais, não só para ajuizar a sua veracidade,
mas também, para aprender seus significados.
3 Confrontar a mesma fonte oral varias vezes, com o mesmo questionário.
4. A veracidade de Uma informação oral e constatada se a informação poder ser
comparada ou equiparada por outras fontes.

Linguística e a Historia

Linguística – ciência da fala e da escrita que tem relação profunda com a história
porque ajuda a decifrar as línguas e códigos das civilizações antigas, ajuda a decifrar o
parentesco.
A linguística deve se aproximar do historiador e a sua fonte (deve permitir a
comparação das varias línguas faladas decifrando as mensagens veiculadas, para isso o
historiador deve fontes primarias se necessário.)

Na óptica de Diagne

A linguística fornece ao historiador 2 tipos de informação.

1. Linguística
2. Supra linguística

Uma informação e linguística tal como ela e dita.

Uma informação e supra linguística aquilo que nos anotamos, aquilo que nos
concluímos.

Classifica as línguas em 3 tipos:

1.Geográficas- aquela que consiste em avaliar e comparar as línguas faladas numa


determinada região

2.Cepologicas- avaliar as línguas em função das suas semelhanças.

3.Parentesco- aquelas que tem afinidade, isto e, são variantes de outras

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