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LEI ORDINÁRIA N° 3972, DE 15 DE DEZEMBRO DE 2009

DISPÕE SOBRE A REORGANIZAÇÃO E ADEQUAÇÃO DA ESTRUTURA E PLANO


DE CARREIRA E REMUNERAÇÃO DO MAGISTÉRIO PÚBLICO DO MUNICÍPIO E
DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

JOSÉ CARLOS HORI, Prefeito Municipal de Jaboticabal, Estado de São Paulo, no uso de
suas atribuições legais,

Faz saber que a Câmara Municipal de Jaboticabal, em sua sessão de 07 de Dezembro de


2.009, decretou e ele sanciona e promulga a seguinte Lei:

CAPÍTULO I
DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

SEÇÃO I
Do Estatuto e Plano de Carreira e Remuneração do Magistério e seus Objetivos

Art. 1º – Esta Lei reorganiza e adéqua o Estatuto e Plano de Carreira e Remuneração do


Magistério Público Municipal, nos termos das disposições constitucionais e legais vigentes.

Art. 2º – A reorganização adequação da carreira do magistério têm como fundamento:

I – o atendimento à legislação educacional pátria, especialmente ao disposto no artigo 6º


da Lei nº. 11.738, de 16 de julho de 2008 e na Resolução nº 2, de 29 de mala de 2009, da Câmara de
Educação Básica do Conselho Nacional de Educação.

II – a valorização do profissional do magistério público, observados:

a) a oferta de programa permanente de formação continuado, acessível a todo servidor,


com vistas ao aperfeiçoamento profissional e à progressão na carreira, de acordo com as necessidades do
sistema municipal de ensino;

b) o estabelecimento de normas e critérios que privilegiem, para fins de progressão na


carreira. a titulação, experiência, desempenho, dedicação exclusiva, atualização e aperfeiçoamento
profissional:

c) a remuneração condigno, com vencimento iniciai corresponde a, no mínimo, o Piso


salarial profissional nacional;

d) a evolução do vencimento inicial, através de enquadramento em referências de


vencimento compatíveis com a progressão na carreira;

III – a avaliação periódica de desempenho individual como requisito necessário para o


desenvolvimento na carreira, que levará em conta a análise de indicadores qualitativos e quantitativos, bem
como a transparência do processo de avaliação, visando assegurar que o resultado possa ser analisado pelo
avaliado e pelo sistema, com vistas à superação das dificuldades detectadas paro o desempenho
profissional e do próprio sistema.

Art. 3º – Paro efeito desta Lei, integram a carreira do magistério público municipal os
servidores que desempenham as atividades de docência ou os de suporte pedagógico à docência, isto é,
direção ou administração, planejamento, inspeção, supervisão, orientação e coordenação educacional,
exercidas na educação básica pública, em suas diversas etapas e modalidades.

SEÇÃO II
Dos Conceitos Básicos

Art. 4º – Paro efeito desta Lei considera-se:

I – Cargo do Magistério: é o conjunto de atribuições, deveres e responsabilidades,


cometidos ao servidor do magistério, criado por Lei, com denominação própria, número certo e vencimento
pago pelos cofres públicos;

II – Função: conjunto de atividades concernentes o um determinado corgo e exercido em


caráter temporário ou em substituição;

III – Quadro de pessoal: conjunto de cargos e de funções da mesma denominação;

IV – Posto de Trabalho: função destinada o servidor titular de cargo de docência para


exercício de atividades de coordenação pedagógica;

V – Faixa de vencimentos: posição indicativa da situação do Servidor na tabela de


vencimentos;

VI – Carreira do magistério: conjunto de cargos da mesma natureza de trabalho,


escalonadas segundo em nível de complexidade e o grau de responsabilidade;

VII – Quadro de magistério: é a expressão da estrutura organizacional, definida por cargos


públicos, estabelecido com base nos recursos humanos necessários à obtenção dos objetivos da
Administração Municipal na área da educação;

VII – Vencimento: a retribuição pecuniária básica, fixada através de lei e paga


mensalmente ao servidor público pelo exercício de seu cargo ou função;

IX – Vencimentos: corresponde ao somatório do vencimento do cargo e vantagens de


caráter permanente adquiridas pelos servidores;

X – Remuneração: vencimento do cargo, acrescido das vantagens pecuniários,


permanentes e temporárias, a que o servidor público faça jus.

CAPÍTULO II
DO QUADRO DO MAGISTÉRIO

SEÇÃO I
Da Constituição

Art. 5º – O Quadro do Magistério Público Municipal é constituído dos seguintes cargos, nos
termos do Anexo I que faz parte integrante desta lei:

I – Cargos de Docentes:

a) Educador Infantil;

b) Professor de Educação Básica I;

c) Professor de Educação Básica II;

d) Professor Adjunto de Educação Básica I.


I – 03 (três) cargos de Supervisor de Ensino;

II – 06 (seis) cargos de Vice Diretor de Escola;


III – 05 (cinco) cargos de Professor Coordenador;
IV – 01 (um) cargo de Assessor Técnico em Educação A;
V – 01 (um) cargo de Assessor Técnico em Educação B. (Inciso com redação dada pela
Lei nº 4391 de 2013).

§ 1º A classe salarial e a jornada semanal dos cargos citados no "caput" deste artigo são
as constantes da Lei n° 3.972, de 15 de dezembro de 2009, com as alterações posteriores.

§ 2º Fica alterado no Quadro do Magistério Público Municipal de Jaboticabal, o Anexo I da


Lei nº 3.972, de 15 de dezembro de 2009, com as alterações posteriores, para fazer constar os cargos
criados, o qual passa a vigorar com a redação dada na presente lei. (Parágrafo acrescido com redação dada
pela Lei nº 4391 de 2013).

II – Cargos de Suporte Pedagógico:

a) Diretor de Escola;

b) Vice-Diretor de Escola;

c) Supervisor de Ensino;

d) Assessor Técnico Pedagógico.

III – Função Gratificada:

a) Professor Coordenador.

§ 1º – Os integrantes do quadro do magistério receberão vencimento mensal conforme


tabela, nos termos do Anexo II desta Lei.

§ 2º – Os titulares de cargos de docentes quando designados para o exercício de cargos


de suporte pedagógico poderão optar pela remuneração de seu cargo de origem.

§ 2º Os titulares de cargos de docentes quando designados para o exercício de cargos de


suporte pedagógico farão jus à remuneração prevista para os referidos cargos, podendo optar pela
remuneração de seu cargo de origem, aplicando-se, neste caso, o disposto no parágrafo único do art. 18 da
lei n°. 3.736, de 03 de abril de 2008. (Parágrafo com redação dada pela Lei nº 4143 de 2011).

§ 3° - Ao titular de dois cargos de docentes, quando designado paro cargo de suporte


pedagógico, optar-se-á o disposto no parágrafo único do art. 18 e art. 55 da Lei nº 3.736, de 03 de abril de
2008.

Art. 6º – Além dos cargos previstos no artigo anterior haverá nas unidades escolares,
postos de trabalho destinados à função de Professor Coordenador, a serem exercidos por docentes titulares
de cargos efetivos e estáveis do Quadro do Magistério.

§ 1º – Pelo exercício da função de Professor Coordenador, o docente receberá, além, da


remuneração de seu cargo de origem, a retribuição correspondente à diferença entre a jornada semanal
desse mesmo cargo e 40 (quarenta) horas semanais, a título de carga suplementar, acrescido de função
Gratificado (FG), no mesmo valor estabelecido para a FG-2 prevista pela Lei nº 3.733, de 03 de abril de
2008.

§ 2° - Os titulares de dois cargos de docentes, quando designados para o exercício das


funções de Professor Coordenador poderão ficar afastados de ambos os cargos, recebendo. as
remunerações de seus cargos de origem e, nesse coso, não farão jus ao recebimento da diferença de
jornada e da gratificação na forma prevista no parágrafo anterior.
§ 3° - A diferença de Jornada e a gratificação de que trata o § 1° será considerada para
fins de cálculo de gratificação natalina e adicional de férias.

SEÇÃO II
Do Campo de Atuação

Art. 7º – Os docentes exercerão suas atividades na seguinte conformidade:

I – Educador Infantil: na educação infantil, na modalidade de creche;

II – Professor de Educação Básica I: na educação infantil, modalidade de pré-escola, nos


anos iniciais do ensino fundamental, na educação de jovens e adultos equivalentes a esses anos e na
educação especial;

III – Professor de Educação Básica II: nos anos finais do ensino fundamental, na educação
de jovens e adultos equivalentes a esses anos e nos anos iniciais do ensino fundamental, quando se optar
pela presença de portador de habilitação específica em área própria;

IV – Professor Adjunto de Educação Básica I: na educação infantil, nos anos iniciais do


ensino fundamental regular e na educação de Jovens e adultos equivalente a esses anos.

Parágrafo Único – A descrição detalhada das atribuições de cada cargo de docentes


consta do Anexo IV da presente Lei.

Art. 8º – Os ocupantes, de cargos e funções de suporte pedagógico exercerão suas


atividades nos diferentes níveis e modalidades da educação básica, observado o seu campo de atuação. de
acordo com o estalecido no Anexo IV, que faz porte integrante desta Lei.

CAPÍTULO III
DO PROVIMENTO DOS CARGOS

SEÇÃO I
Das Formas de Provimento

Art. 9º – Os cargos do Quadro do Magistério serão providos na seguinte conformidade:

I – Docentes: concurso público de provas e títulos e nomeação;

II – Suporte Pedagógico: nomeação em comissão.

Art. 10º – O provimento dos cargos obedecerá ao regime jurídico estatutário, nos termos
da lei nº 3.736, de 03 de abril de 2.008.

Art. 11º – Os cargos em comissão serão providos mediante escolha do Chefe do Poder
Executivo, observado os requisitos para investidura.

§ 1º – São reservados 70% (setenta por cento) do número geral de cargos em comissão
do Quadro do Magistério para a nomeação de servidores efetivos desse mesmo quadro.

§ 2° - O servidor efetivo, ao ser exonerado do cargo em comissão, retornará ao seu cargo


de origem, independentemente do prazo de duração da nomeação para o cargo em comissão.

§ 3° - A atribuição de Função Gratificada será de livre escolha do Chefe do Poder


Executivo e incidirá no percentual de que trata o § 1° deste artigo.

SEÇÃO II
Do Concurso Público para Ingresso
Art. 12º – A investidura nos cargos efetivos que compõem o Quadro do Magistério, far-se-á
através de aprovação prévia em concurso público de provas e títulos.

Art. 12º – Os concursos públicos reger-se-ão por instruções especiais contidos nos
respectivos editais e na legislação vigente.

Art. 14º – O prazo de validade do concurso público será de até 2 (dois) anos, a contar da
data de sua homologação, podendo ser prorrogado por uma vez, por igual período.

SEÇÃO III
Dos Requisitos

Art. 15º – Os requisitos poro o provimento dos cargos de docentes e cargos de suporte
pedagógico ficam estabelecidos em conformidade com o Anexo III desta Lei.

Art. 16º – A experiência docente mínima, pré-requisito exigido para o exercício profissional
de funções de suporte pedagógico, será de, no mínimo, 3 (três) anos, adquiridos em qualquer rede ou
sistema de ensino, nos termos do Anexo III desta Lei.

SEÇÃO IV
Do Estágio Probatório

Art. 17º – Após o provimento do cargo em caráter efetivo, o servidor será submetido a
estágio probatório pelo período de 3 (três) anos, durante o qual serão avaliadas sua aptidão e capacidade
para o desempenho do cargo, nos termos da Lei nº 3.736, de 03 de abril de 2008.

Parágrafo Único – Além dos critérios de avaliação previstos na lei nº 3.736 de 03 de abril
de 2.008, poderão ser estabelecidos outros critérios, próprios da carreira do magistério.

SEÇÃO V
Da Contratação Temporária de Funções Docentes

Art. 18º – Para atender à necessidade temporária de excepcional interesse público,


contratar-se-á pessoal para funções docentes, por tempo determinado, na condição de professor substituto,
nas seguintes hipóteses:

I – para ministrar aulas em classes atribuídas a ocupantes de cargos ou funções,


afastados o qualquer título;

II – para ministrar aulas cujo número reduzido de alunos, especificidade ou transitoriedade


não justifiquem o provimento do cargo ou para desenvolver projetos educacionais;

III – para ministrar aulas de reforço ou em projetos educacionais transitórios desenvolvidos


na rede municipal;

IV – para ministrar aulas decorrentes de cargos vagos ou que ainda não tenham sido
criados;

V – para ministrar aulas cujo número seja insuficiente para completar a jornada mínima de
trabalho do cargo docente.

Art. 19º – O professor contratado para as funções docentes, por prazo determinado, não
integrará o quadro de pessoal efetivo, não comporá a carreira do magistério, e seu vencimento
corresponderá ao número de horas-aula que trabalhar, sendo fixado com base na referência inicial do cargo.

Parágrafo Único – O vencimento, previsto no caput será reajustado na mesma época e no


mesmo índice em que for revisto o dos servidores da carreira do magistério.
Art. 20º – As contratações temporárias serão efetuadas, observando-se que:

I – O contratado deverá preencher os requisitos mínimos estabelecidos para o cargo do


docente a ser substituído e do qual façam parte as atribuições a serem desempenhadas;

II – O contratado deverá se submeter ao regimento interno do estabelecimento de ensino,


as normas do sistema municipal de ensino e à legislação pertinente.

Art. 21º – O contratado para o exercício das atividades docentes deverá ficar à disposição
da rede municipal de ensino e exercerá as atividades nas unidades escolares que o compõem, a critério
exclusivo da Administração.

Art. 22º – Fica vedado ao professor contratado por prozo determinado:

I – o desempenho de qualquer atividade diferenciada das funções do magistério;

II – à nomeação para cargo em comissão ou posto de trabalho.

Art. 23º – Fica vedada, para atender necessidade temporária, a contratação de professor
ocupante de cargo permanente da rede municipal de ensino que esteja em gozo de licença ou afastamentos
previstos na legislação vigente.

Art. 24º – A contratação temporária será precedida de processo seletivo simplificado e far-
se-á, quanto ao procedimento, de acordo com a lei municipal que rege a matéria e com ampla divulgação.

Art. 25º – O processo seletivo de que trata o artigo anterior será realizado na forma da lei e
com peculiaridades estabelecidas em regulamento.

Parágrafo Único – Quando houver concurso público vigente, o processo seletivo poderá
consistir na utilização da listo de aprovados remanescentes.

SEÇÃO VI
Da Jornada de Trabalho dos Docentes

Art. 26º – Os ocupantes de cargos docentes ficam sujeitos as seguintes jornadas de


trabalho:

I – Educador infantil: 40 (quarenta) horas-aula semanais em atividades com alunos e horas


de trabalho pedagógico cumpridas na unidade escolar em atividades coletivas com os pares nos termos da §
2º deste artigo:

II – Professor de Educação Básica I:

a) 24 (vinte e quatro) horas-aula semanais, sendo 20 (vinte) horas-aula em atividades com


alunos, 2 (duas) horas-aula de trabalho pedagógico cumpridos na unidade escolar em atividades coletivas
com os pares e 2 (duas) horas-aula em local de livre escolha;

b) 30 (trinta) horas-aula semanais, sendo 25 (vinte e cinco) horas-aula em atividades com


alunos, 3 (três) horas-aula de trabalho pedagógico cumpridos na unidade escolar em atividades coletivas
com os pares e 2 (duas) horas em local de livre escolha.

III - Professor de Educação Básica II:

a) 24 (vinte e quatro) horas-aula semanais, sendo 20 (vinte) horas-aula em atividades com


alunos, 2 (duas) horas-aula de trabalho pedagógico cumpridas na unidade escolar em atividades coletivas
com os pares e 2 (duas) horas-aula em local de livre escolha;
b) 30 (trinta) horas-aula semanais, sendo 25 (vinte e cinco) horas-aula em atividades com
alunos, 3 (três) hora-aula de trabalho pedagógico cumpridas na unidade escolar em atividades coletivas com
os pares e 2 (duas) horas em local de livre escolha;

c) 40 (quarenta) horas-aula semanais, sendo 34 (trinta e quatro) horas-aula em atividades


com alunos, 3 (três) horas-aula de trabalho pedagógico cumpridas na unidade escolar em atividades
coletivas com os pares e 3 (três) horas em local de livre escolha.

IV – Professor Adjunto de Educação Básica I:

a) 24 (vinte e quatro) horas-aula semanais, sendo 20 (vinte) horas-aula em atividades com


alunos, 2 (duas) horas-aula de trabalho pedagógico cumpridas na unidade escolar em atividades coletivas
com os pores e 2 (duas) horas-aula em local de livre escolha;

b) 30 (trinta) horas-aula semanais, sendo 25 (vinte e cinco) horas-aula em atividades com


alunos, 3 (três) horas-aula de trabalho pedagógico cumpridas na unidade escolar em atividades coletivas
com os pares e 2 (duas) horas em local de livre escolha.

§ 1º – O Professor de Educação Básica I que atuar na educação de jovens e adultos


cumprirá 24 (vinte e quatro) horas-aula semanais, sendo 15 (quinze) horas-aula em atividades com alunos, 2
(duas) horas-aula de trabalho pedagógico, cumpridos na unidade escolar em atividades coletivos, 2 (duas)
horas-aula em local de livre escolha e 7 (sete) horas-aula para preparar atividades ou prestar atendimento a
alunos, na forma determinada pela direção da unidade escolar ou pelo Secretaria Municipal de Educação,
Cultura, Esporte e Lazer.

§ 2º – O Educador Infantil cumprirá 2 (duas) horas-aula de trabalho pedagógico coletivo


mensalmente.

§ 3º – A hora-aula terá duração de 60 (sessenta) minutos.

§ 4º – Para o Professor de Educação Básica l, Professor de Educação Básica II e


Professor Adjunto de Educação Básica I, pelo menos 50 (cinquenta) minutos da duração da hora-aula a que
se refere o parágrafo anterior serão dedicados à tarefa de ministrar aulas.

§ 5° - Quando o docente cumprir jornada de horas com duração igual à duração do


período letivo, terá direito a, no mínimo, 15 (quinze) minutos consecutivos de descanso por período, exceto o
Educador Infantil cujo período de descanso consiste no horário reservado para refeição.

§ 6° - O tempo do descanso a que se refere o parágrafo anterior está incluída no tempo de


duração da hora-aula, a que se re fere o § 3º.

§ 7° - O docente que faltar na totalidade de sua jornada diária de trabalho terá consignado
“falta dia”.

§ 8° - O descumprimento de parte da jornada de trabalho diário, inclusive as horas de


Trabalho pedagógico na unidade escolar, será caracterizada “falta hora”, a qual será somada na finalidade
cada mês às demais para perfazimento da “falta dia”, observada a jornada de trabalho a que o docente
estiver sujeito, na conformidade da tabela constante do Anexo VII.

§ 9° - O desconto financeiro da “falta dia” será efetuado la razão de 1/30 do valor da


retribuição pecuniária mensal.

§ 10º – Somente o Professor de Educação Básica II poderá apresentar “falta hora”, sendo
que para as demais classes de docentes a “falta hora” só será permitida quando se tratar de horas de
trabalho pedagógico na unidade escolar.

§ 11º – Ocorrendo saldo de “faltas hora” no final do mês, serão elas somadas às que
ocorrerem no mês seguinte ou subsequentes, até totalizar “falta dia”, quando ocorrerá o desconto.
§ 12º – No mês de dezembro de cada ano, o saldo de “faltas hora”, caso não alcance o
total de uma “falta dia”, será descontada da remuneração na proporção das horas faltadas.

§ 13º – O não comparecimento do docente nos dias letivos ou de convocação acarretará a


constatação de falta dia ou falta hora, conforme o caso.

Art. 27º – Para efeito de cálculo de remuneração mensal, o mês será considerado como de
5 (cinco) semanas.

Art. 28º – As jornadas de trabalho previstas nesta Lei não se aplicam aos docentes
contratados por tempo determinado que serão retribuídos conforme a jornada de trabalho que efetivamente
vierem a cumprir, inclusive as horas-aula de trabalho pedagógico, nos termos do Anexo V desta lei.

Art. 29º – Entende-se por jornada de trabalho o conjunto de horas-aula em atividade com
alunos, horas-aula de trabalho pedagógico na unidade escolar e horas-aula de trabalho pedagógico em local
de livre escolha pelo docente, quando previstas.

§ 1 ° - Quando o conjunto de horas-aula em atividade com alunos for diferente do previsto


no artigo 26 desta Lei, a esse conjunto corresponderão horas-aula de trabalho pedagógico na unidade
escolar e horas-aula de trabalho pedagógico em local de livre escolha pelo docente, na forma indicada no
Anexo V desta lei.

§ 2º – O Anexo previsto no parágrafo anterior não se aplica à jornada do Educador Infantil.

§ 3° - A jornada de trabalho dos docentes não poderá ultrapassar 40 (quarenta) horas-aula


semanais, computando-se a carga suplementar.

Art. 30º – O ingresso do Professor de Educação Básico II far-se-á sempre na jornada 24


(vinte e quatro) horas-aulas, sendo que a jornada poderá ser ampliada no ato de ingresso anualmente, por
ocasião da atribuição de classes e/ou aula, mediante manifestação do servidor e que existam aulas livres,

Art. 31º – Ocorrendo redução de classes e/ou aulas em virtude de alteração da


organização curricular ou diminuição do número de classes, o docente ocupante de função temporária será
dispensado e o docente ocupante de cargo permanente deverá completar a jornada a que estiver sujeito em
qualquer necessidade escolar do Município, mediante exercício da docência de habilitação própria do cargo
ou de disciplinas afins para os quais estiver legalmente habilitada e observadas as seguintes regras de
preferência:

I – quanto à unidade escolar, em primeiro lugar aquela em que se encontra;

II – quanto à classe ou disciplina, em primeiro lugar a que lhe é próprio.

Parágrafo Único – Verificada a impossibilidade de se completar a jornada nos termos deste


artigo, o docente terá sua jornada de trabalho reduzida para a jornada de ingresso, quando se tratar de
Professor de Educação Básica II.

SEÇÃO VII
Da Jornada de Trabalho de Suporte Pedagógico

Art. 32º – A jornada de trabalho dos ocupantes de cargas de suporte pedagógico fica
fixada em 40 (quarenta) haras semanais.

§ 1º – A jornada poderá ser reduzida, a critério da autoridade nomeante, com redução


proporcionai na remuneração.

§ 2° - Em qualquer hipótese, os ocupantes de cargos de suporte pedagógico providos em


comissão sujeitam-se o regime de dedicação ao serviço nos termos das determinações emanadas da
autoridade superior, objetivando ao cumprimento de suas atividades específicos, podendo ser convocados
sempre que reclamados pelo interesse público.
SEÇÃO VIII
Das Horas-aula de Trabalho Pedagógico

Art. 33º – As horas-aula de trabalho pedagógico na unidade escolar deverão ser utilizadas
para reuniões e outras atividades pedagógicos e de capacitação e atualização em serviço, de caráter
coletivo, organizados pela unidade escolar e em horário definido em sua proposta pedagógica, bem como
para atendimento a pais de alunos.

§ 1º – Para os docentes que atuarem em projetos, as "horas-aula” de trabalho pedagógico


serão cumpridas no local do projeto ou de acordo com determinação do Secretário da pasta, sendo permitido
sua compensação com atividades de integração com a comunidade ou outros que o projeto demandar.

§ 2º – Quando o servidor, cumprir parte de sua jornada na unidade escolar e parte em


projetos, as horas-aula de trabalho pedagógico serão cumpridas proporcionalmente em cada um dos locais.

Art. 34º – As horas-aula de trabalho pedagógico, quando previs10s na jornada, destinam-


se à preparação de autos e à avaliação de trabalhos dos alunos.

Art. 35º – O docente afastado para exercer atividades de suporte pedológico não fará jus
às horas-aula de trabalho pedagógico.

SEÇÃO IX
Da Carga Suplementar de Trabalho Docente

Art. 36º – Os docentes sujeitos às Jornadas de trabalho previstas nesta Lei poderão
exercer cargo suplementar de trabalho, o critério exclusivo do Secretário Municipal de Educação, Cultura,
Esporte e Lazer.

§ 1º – A cargo suplementar de trabalho será atribuído pelo Secretário Municipal de


Educação, Cultura, Esporte e Lazer, condicionada aos Interesses da Administração e à conveniência do
serviço público.

§ 2° - A cargo suplementar somente poderá ser, exercido dentro do campo de atuação, do


cargo do docente ou quando investido na função de professor coordenador.

Art. 37º – Entende-se por carga suplementar de trabalho o número de horas-aula


prestadas pelo docente, além daquelas fixadas para a Jornada de trabalho a que estiver sujeito.

§ 1° - As horas-aula prestadas a título de cargo suplementar são constituídas de horas-


aula em atividades com alunos e horas-aula de trabalho pedagógico.

§ 2° - O número de horas-aula semanais da carga suplementar de trabalho corresponderá


à diferença entre o limite de 40 (quarenta) horas-aula e o número de horas-aula previstas na jornada de
trabalho a que o docente estiver sujeito.

§ 3° - A retribuição pecuniário do ocupante de cargo ou função, por hora-aula prestada a


título de cargo suplementar de trabalho, correspondente ao valor de hora-aula na faixa de vencimento de seu
enquadramento na tabela o que pertence.

Art. 38º – Poderão ser atribuídos aos ocupantes de cargos ou funções, o título de carga
suplementar, horas-aulas semanais para o desenvolvimento de projetos de recuperação e/ou outros projetos
constantes das propostas pedagógicas das unidades escolares.

Parágrafo Único – Os docentes titulares de cargo terão preferência na atribuição de aulas


de projetos.

Art. 39º – As vantagens a que fazem jus aos servidores do quadro do magistério incidirão
sobre o valor correspondente ao vencimento do cargo efetivo.
Parágrafo Único – A carga suplementar não caracteriza, em nenhuma hipótese, prestação
de serviços extraordinários.

Art. 40º – Durante o período de férias e na percepção da Gratificação Natalina do servidor,


a retribuição pecuniária do cargo suplementar de trabalho será feita pela média das horas de cargo
suplementar exercidas durante o período aquisitivo.

SEÇÃO X
Da Acumulação de Cargos e Funções

Art. 41º – Na hipótese de acúmulo de cargo ou função do quadro do magistério com outro
cargo, emprego ou função, nas hipóteses permitidas pela Constituição Federal, a carga horária total dos dois
cargos, empregos ou funções não poderá ultrapassar o limite de 64 (sessenta e quatro horas) semanais,
além da obrigatoriedade de cumprimento dos seguintes requisitos:

I – compatibilidade de horários;

II – comprovação de viabilidade de acesso aos locais de trabalho por meios normais de


transporte;
III – intervalo entre o término de uma jornada e início da outra de no mínimo uma hora.

Parágrafo Único – O intervalo constante do inciso III poderá ser reduzido para até 15
(quinze) minutos, quando os locais de trabalho se situarem próximos e o critério da autoridade competente,
desde que não haja prejuízo poro o serviço público.

SEÇÃO XI
Da Disponibilidade e do Aproveitamento

Art. 42º – Ficará em disponibilidade o servidor estável que por qualquer motivo ficar sem
classe dou jornada de aula,

§ 1° - O servidor em disponibilidade ficará à disposição da Secretaria Municipal de


Educação, Cultura Esporte e Lazer e será por ela designada para as substituições ou para o exercício de
atividades inerentes ou correlatas às do magistério, obedecido às habilitações do servidor.

§ 2° - Constituirá falta grave, sujeita às penalidades legais, a recusa por parte do servidor
em disponibilidade em exercer as atividades para as quais for regularmente designado.

§ 3° - Fica assegurado ao servidor em disponibilidade o direito de retornar às funções de


origem caso sejam restabelecidas a classe e/ou jornada de aulas.

§ 4° - Não havendo possibilidade de aproveitamento do servidor, nos termos do § 1°, o


mesmo ficará em disponibilidade remunerado proporcional ao seu tempo de serviço, de acordo com as
disposições do § 3°, artigo 41, da Constituição Federal.

Art. 43º – Não sendo estável o servidor será exonerado mediante decretação da
desnecessidade de seu cargo.

CAPÍTULO IV
DO VENCIMENTO

Art. 44º – O integrante do Quadro do Magistério Público Municipal ocupante de cargo


docente terá seu vencimento fixada de acordo com as tabelas constantes do Anexo II desta Lei.

Parágrafo Único – As tabelas são compostas de referências, correspondendo à primeira


referência ao vencimento inicial do cargo e os demais à progressão prevista nesta Lei.
Art. 45º – Os servidores ocupantes de cargos de suporte pedagógico terão vencimento
mensal fixado em tabela própria, nos termos do Anexo lI.

Art. 46º – Quando houver resíduo financeiro proveniente do Fundo de Manutenção e


Desenvolvimento da Educação Básica e da Valorização dos Profissionais da Educação ou de qualquer outro
fundo que venha a sucedê-lo, vinculados à remuneração dos servidores do Quadro do Magistério, o mesmo
será repassado aos servidores como gratificação ou prêmio de valorização profissional, de acordo com
regulamentação própria.

Parágrafo Único – A gratificação ou o prêmio de que trato o caput não será Incorporada em
nenhuma hipótese ao vencimento do servidor, nem será considerada para cálculo de vantagens pecuniárias.

CAPÍTULO V
DA CARREIRA DO MAGISTÉRIO E SUA REMUNERAÇÃO

SEÇÃO I
Da Carreira

Art. 47º – O desenvolvimento na carreira dos Integrantes do Quadro do Magistério


permitirá progressão dos seus profissionais, através do enquadramento em referências superiores, nos
termos previstos no presente Lei.

SEÇÃO II
Da Remuneração

Art. 48º – A remuneração dos integrantes do Quadro do Magistério será constituída do


vencimento inicial contemplado com progressão funcional, nos termos desta lei e demais vantagens.

Art. 49º – A revisão geral anual da remuneração dos integrantes do Quadro do Magistério
será feito na mesma data da revisão dos demais servidores e sem distinção de índices nos termos do art. 37,
inciso X, da Constituição Federal.

Parágrafo Único – Havendo disponibilidade dos recursos financeiros vinculados


constitucionalmente à manutenção e desenvolvimento do ensino, além da revisão geral a que alude o caput,
poderá ser concedido aumento da remuneração específica para o Quadro do Magistério, definido pelo Poder
Executivo, mediante autorização legislativo.

SEÇÃO III
Do Desenvolvimento na Carreira

Art. 50º – O desenvolvimento do servidor docente na carreira do magistério dar-se-á


mediante progressão, através da passagem para referências restituitórias superiores da classe a que o
servidor pertença, limitada pela amplitude de referências existentes nas tabelas de vencimentos, mediante
avaliação de Indicadores de crescimento de sua capacidade profissional e se dará através das seguintes
modalidades:

I – pela via acadêmica;

II – pela via não acadêmica.

SEÇÃO IV
Da Progressão pela Via Acadêmica

Art. 51º – A progressão pela via acadêmica será concretizada, dispensados quaisquer
interstícios de tempo, através de enquadramento em referências retribuitórias superiores, mediante
requerimento do servidor acompanhado da apresentação de diploma ou certificado de conclusão, na
seguinte conformidade:
I – habilitação em curso de pedagogia ou, ramal superior: 6 (seis) referências;

II – segunda habilitação em curso de licenciatura plena: 2 (duas) referências;

III – pós-graduação em nível de mestrado, na área da educação ou em área correlata: 6


(seis) referências;

IV – pós-graduação em nível de doutorado na área da educação ou em área correlata: 8


(oito) referências.

§ 1º – Não se aplica a evolução prevista no inciso I para o Professor de Educação Básica


II.

§ 2° - A evolução prevista no inciso II aplica-se quando a habilitação for distinta daquela


que é requisito para provimento do cargo.

§ 3° - Fica vedado a atribuição cumulativa de referências para as progressões previstas


nos incisos III e IV.

§ 4° - As progressões poderão ser requeridas pelo servidor a qualquer tempo, tendo a


Administração o prazo de 30 (trinta) dias para decidir sobre o deferimento.

§ 5° - O servidor fará jus ao recebimento a partir do mês subsequente ao do requerimento.

§ 6° - Só será concedido uma progressão para cada nível de graduação ou pós-


graduação, previstos nos Incisos anteriores, ainda que o servidor apresente diploma ou certificado de cursos
distintos.

SEÇÃO V
Da Progressão pela Via Não Acadêmica

Art. 52º – A progressão pela via não-acadêmica será concretizada através das seguintes
modalidades:

I – por assiduidade;

II – por qualificação do trabalho profissional.

§ 1º – A progressão ocorrerá anualmente, no mês de fevereiro, e será efetuada


alternadamente, por assiduidade e por qualificação do trabalho profissional.

§ 2º – Farão jus à progressão prevista nesta seção os servidores estáveis, assim


declaradas após a cumprimento do estágio probatório.

Art. 53º – Ao se concretizar a progressão pelo via não acadêmico, em quaisquer das
modalidades, o servidor passará para a referência Imediatamente superior do seu cargo, observando-se que:

I – o vencimento correspondente a sua nova referência ser-lhe-á devido a partir do


primeiro dia do mês de março;

II – sobre o valor monetário de sua referência serão recalculadas todas as vantagens de


ordem pecuniária, permanentes ou temporárias, a que faça jus.

Subseção I
Da Progressão por Assiduidade

Art. 54º – A progressão por assiduidade será automática e corresponderá, para cada 2
(dois) anos de Serviço prestado no serviço público municipal, 1 (uma) referência.
Art. 55º – O servidor fará jus a progressão quando apresentar no período de 2 (dois) anos
de apuração o máximo de 12 (doze) faltas.

Parágrafo Único – Para efeitos do caput, excetuam-se do cômputo de faltas as ausências


decorrentes de licenças gestante, adotante, paternidade, por acidente em serviço, prêmio por assiduidade,
para tratamento da própria saúde até 15 (quinze) dias, por motivo de doença em pessoa da família por até
10 dias, as concessões constantes dos incisos I a V e § 2º do art. 76 da Lei nº 3.736, de 03 de Abril de 2.008
e os serviços obrigatórios por lei.

Subseção II
Da Progressão por Qualificação do Trabalho Profissional

Art. 56º – A progressão por qualificação do trabalho profissional dependerá da contagem


de pontos relativa à conjunção dos seguintes fatores:

I – títulos referentes a cursos de formação continuado para aperfeiçoamento profissional;

II – dedicação exclusiva no cargo.

Art. 57º – O servidor, para concorrer à progressão por qualificação do trabalho profissional,
deverá preencher, cumulativamente, durante o período de aquisição, os segintes requisitos:

I – não ter sofrido qualquer das penalidades disciplinares previstas no art. 167 da Lei nº
3.736, de 03 de abril de 2.008;

II – possuir os pontos exigidos, nos termos desta lei;

III – não ter sido afastado ou licenciado de seu cargo, por mais de 6 (seis) meses em
virtude de:

a) cessão para outro órgão ou entidade, nos termos do inciso IV, art. 68 do Lei nº 3.736, de
03 de abril de 2008;

b) prestação de serviços em cargos ou funções junto a órgãos do próprio município fora da


área da educação;

c) licença para tratar de interesse particular;

d) licença para o desempenho de mandato classista;

e) licença por motivo de doença em pessoa da família;

f) afastamento para frequentar curso de pós-graduação em nível de mestrado ou


doutorado quando o afastamento implicar em prejuízo da remuneração e vantagens do cargo;

g) afastamento quando o cônjuge estiver no exercício do cargo de prefeito do Município de


Jaboticabal.

Art. 58º – Anualmente, no mês de janeiro, o servidor deverá apresentar a comprovação


dos títulos com menção da carga horária cumprida nos cursos e outros, para a contagem de pontos.

Parágrafo único – Na contagem de títulos, a Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e


Lazer Incluirá os pontos relativos à dedicação exclusiva, que será apurado no mês de dezembro de cada
ano, na forma a ser regulamentado.

Art. 59º – Na avaliação da contagem de pontos será considerado a documentação relativa


a:
I – frequência a cursos, simpósios e seminários, promovidos pela Secretaria Municipal de
Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Ministério da Educação ou órgãos que componham sua estrutura,
Secretaria da Educação do Estado de São Paulo ou instituições de ensino superior, destinadas ao
aperfeiçoamento profissional do Quadro do Magistério.

II – conclusão de cursos de especialização, de aperfeiçoamento e de extensão cultural.

§ 1º – Os títulos referentes ao inciso I deverão ser correlatos ao magistério, com duração


mínima de 30 (trinta) horas.

§ 2º – Os títulos serão contados uma única vez, vedado a sua acumulação.

Art. 60º – Os pontos relativos aos títulos previstos no artigo anterior desta Lei serão
atribuídos obedecendo-se os seguintes critérios:

I – para o previsto no incisa I: 2,5 (dois e meio) pontos;

II – para previsto no inciso II:

a) 3,0 (três) pontos para os cursos com carga horária mínima de 180 (cento e oitenta)
horas;

b) 6,0 (seis) pontos para os cursos com carga horária mínima de 360 (trezentos e
sessenta) horas.

Art. 61º – Q resultada da contagem de pontos será divulgada no mês de fevereiro do ano
em que ocorrer a progressão e constará do prontuário dos servidores.

Art. 62º – A partir da data de divulgação do resultado o servidor terá o prazo de 15 (quinze)
dias para recorrer de seu resultado, apresentando recurso escrito e fundamentado junto à Secretaria
Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer.

§ 1 ° - Os recursos serão obrigatoriamente julgados, no prazo de 10 (dez) dias, pelo


Secretário Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, ouvida a Comissão Paritária de
Acompanhamento do Carreira e da Qualidade dos Serviços Educacionais a que se refere o artigo 110 desta
Lei.

§ 2° - Os recursos serão julgados de forma definitiva e conclusiva, não cabendo apelação


para qualquer outra esfera da administração municipal.

Art. 63º – A dedicação exclusiva no cargo implica no impedimento do exercício de outra


atividade remunerada, pública ou privada, ainda que seja outro cargo ou função pertencente ao quadro do
magistério de Jaboticabal.

§ 1 ° - Para apuração da dedicação exclusiva será considerado o ano letivo, de acordo


com o calendário escolar de cada unidade de ensino, atribuindo-se 1 (um) ponto a cada ano trabalhado.

§ 2° - A dedicação exclusivo seró avaliada a partir do ano de vigência da presente Lei.

Art. 64º – A cada 10 (dez) pontos atribuídos, somados os fatores constantes do artigo 56,
ocorrerá o enquadramento do servidor na referência imediatamente superior daquela na qual se encontrava.

§ 1 ° - Os pontos excedentes serão acumulados e contados na próxima progressão.

§ 2° - O servidor que não obtiver os pontos necessários pora a progressão terá os mesmos
considerados na progressão seguinte.

SEÇÃO VI
Das Vantagens
Art. 65º – Os servidores do Quadro do Magistério farão jus a todos as vantagens previstas
na Lei nº 3.736, de 03 de abril de 2.008, exceto aquela prevista no art. 119, e também:

I – gratificação pelo exercício fora da sede do Município;

II – auxílio-transporte;

III – gratificação por produtividade.

Subseção I
Da Gratificação de Exercício Fora da Sede do Município

Art. 66º – O servidor que exercer suas atividades em unidade ou estabelecimento da rede
municipal de educação e ensino situada fora da sede do Município, fará jus a uma gratificação mensal, no
percentual de 20%, a ser calculado sobre o nível de sua referência de enquadramento do seu vencimento,
paga em parcela destacado que não se incorporará ao vencimento.

§ 1º – A gratificação será calculada sobre as horas-aula de atividades com alunos e as de


trabalho pedagógico que o servidor efetivamente cumprir na unidade escolar a que se refere o caput.

§ 2° - Não fará jus à gratificação o docente que embora exercendo suas atividades, resida
nas proximidades dessa unidade ou estabelecimento.

§ 3º – A gratificação será devida ao docente, enquanto estiver exercendo suas atividades


nessa unidade ou estabelecimento, perdendo o direito a percepção mesmo na hipótese de afastamento,
licenças e ausências de qualquer natureza.

Art. 67º – O Secretário Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer determinará,


ouvida a Comissão Paritária a que se refere o art. 110 desta Lei, por ato administrativo no início de cada ano
letivo, as unidades e estabelecimentos da rede municipal de educação e ensino que serão consideradas
para fins de concessão da gratificação que se refere a artigo anterior.

Subseção II
Do Auxílio-transporte

Art. 68º – Os servidores de cargos de suporte pedagógico farão jus, a título de auxílio-
transporte, a um percentual estipulado através de decreto do Chefe do Poder Executivo.

Parágrafo Único – O decreto disporá sobre os cargos de suporte pedagógico que farão jus
ao auxílio, bem como as condições para seu pagamento.

Subseção III
Da Gratificação por Produtividade

Art. 69º – A gratificação por produtividade, nos termos do art. 103 do Lei nº 3.736, de 03 de
abril de 2.008. será deferida mediante avaliação periódica de desempenho, correspondendo ao pagamento
bianual, tendo por base o valor de referência I, (um) da tabela correspondente ao cargo a que pertence o
servidor.

Art. 70º – A avaliação será efetuada através da verificação de índices de desempenho do


rendimento escolar dos alunos obtidos no IDES – Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, apurado
pelo Ministério da Educação, ou qualquer outro indicador que venha a substituí-la.

Art. 71º – O servidor fara jus à gratificação calculada na seguinte conformidade:

I – quando o Índice for igual ou superior em até 5% (cinco por cento) da meta estabelecida,
a gratificação corresponderá ao vencimento previsto na referência 1 (um) do cargo a que pertence o servidor.
II – quando o índice for superior o 5% (cinco por cento) e inferior o 15% (quinze por cento)
da meta estabelecida, a gratificação corresponderá a referência 1 (um), acrescida de 5% (cinco por cento);

III – quando o índice for superior o 15% (quinze por cento) do meta estabelecida, a
gratificação corresponderá a referência 1 (um), acrescida de 10% (dez por cento).

§ 1º – A avaliação será apurada tomando-se por base a unidade escolar de atuação do


servidor, exceto para:

I – Supervisor de Ensino e Assessor Técnico Pedagógico que receberão pontuação


tomando-se por base os resultados registrados pelo conjunto das escolas de atuação;

II – Servidores com atuação somente na educação infantil ou em projetos, cuja pontuação


será aplicada pela média obtida pelo Município.

§ 2° - No coso dos docentes que atuam em mais de uma unidade de ensino, a avaliação
será aplicada tomando-se por base o conjunto das escolas de atuação.

§ 2º No Caso dos docentes que atuam em mais de uma unidade de ensino, a avaliação
será aplicada tomando-se por base o conjunto das escolas de atuação e proporcionalmente ao número de
aulas de cada escola. (Parágrafo com redação dada pela Lei nº 4143 de 2011).

§ 3° - Os servidores de suporte pedagógico terão a gratificação calculada com base no


vencimento inicial do cargo de Professor de Educação Básica II.

§ 4° - Quando a meto já tiver sido atingida ou superada na avaliação do IDEB do biênio


anterior, a gratificação será calculada tomando-se por base o último resultado obtido, aplicando-se as
disposições dos Incisos I a III deste artigo sobre referido resultado.

§ 4° Quando a meta já tiver sido atingida ou superada na avaliação do IDEB do biênio


anterior, a gratificação será calculada na seguinte conformidade:

I - o vencimento previsto na referência 1 (um) do cargo a que pertence o servidor se o


resultado for abaixo do IDEB observado no biênio anterior, porém igual ou superior à meta projetada pelo
Ministério da Educação;

II - nos termos dos incisos Ia III do caput deste artigo quando o índice observado for igual
ou superior ao resultado obtido na avaliação do IDEB do biênio anterior. (Parágrafo com redação dada pela
Lei nº 4143 de 2011).

§ 5° Quando por critérios do Ministério da Educação a unidade escolar não tiver sido
avaliada o servidor fará jus à gratificação correspondente ao vencimento previsto na referência 1 (um) de seu
cargo.

§ 6° Por unidade escolar de atuação a que se refere o §1° considera-se aquela em que o
servidor atuava no ano de aplicação da avaliação aos alunos.

§ 7° A gratificação será paga até o mês de dezembro do ano subseqüente ao da


publicação dos resultados.

§ 8° O servidor não fará jus a gratificação quando a unidade escolar de atuação não
atingir a meta projetada pelo Ministério da Educação.(Parágrafos acrecidos com redação dada pela Lei nº
4143 de 2011).

Art. 72º – O servidor não fará jus à gratificação quando no decorrer do ano letivo tenha se
afastado do cargo nos termos do Inciso III, art. 57 desta Lei.

SEÇÃO VII
Dos Programas de Formação Continuada para Aperfeiçoamento Profissional
Art. 73º – A Secretaria ·de Educação, Cultura, Esporte e Lazer manterá programas
regulares e permanentes de formação contínua para aperfeiçoamento profissional através de cursos de
capacitações e atualização em serviço, assegurando-se, no mínimo, 30 (trinta) horas de cursos anuais para
cada um dos cargos de docentes.

§ 1º – Os programas de que trata o caput deste artigo poderão ser ministrados diretamente
pela Secretaria de Educação, Esporte, Lazer e Turismo ou através de cursos, parcerias, convênios ou
contratos com instituições ou profissionais qualificadas.

§ 2° - A Administração poderá designar servidores do Quadro do Magistério para,


cumulativamente ou não com as funções de seus cargos de origem, atuarem nos programas, atribuindo-lhes
o pagamento de adicional por atividade de ensino, nos termos do art. 118 da Lei nº 3.736, de 03 de abril de
2.008.

§ 3° - Os Programas deverão levar em conta as prioridades das áreas curriculares, a


situação funcional dos servidores e a atualização de metodologias diversificadas, inclusive as que utilizam
recursos de educação à distância.

CAPÍTULO VI
DOS DEVERES E DOS DIREITOS

SEÇÃO I
Dos Deveres

Art. 74º – O integrante do Quadro do Magistério tem o dever constante de considerar a


relevância social de suas atribuições, mantendo conduta moral e funcional adequada à dignidade
profissional, em razão da qual, além das obrigações previstas em outras normas comuns aos demais
servidores, deverá:

I – conhecer e respeitar as leis;

II – preservar os princípios, OS ideais e fins da educação brasileira, através de seu


desempenho profissional;

III – empenhar-se em prol do desenvolvimento do aluno, utilizando processos que


acompanham o processo científico da educação;

IV – participar das atividades educacionais que lhe forem atribuídas por força de suas
funções;

V – comparecer ao local de trabalho com assiduidade e pontualidade, executando suas


tarefas com eficiência, zelo e presteza;

VI – eximir-se de iniciar a jornada de trabalho após o horário regulamento ou sair antes de


seu término, sem autorização prévia de seu superior imediato;

VII – manter o espírito de cooperação e solidariedade com a equipe escolar a comunidade


em geral;

VIII – incentivar a participação, o diálogo e a cooperação entre educandos, demais


educadores e a comunidade em geral, visando a construção de uma sociedade democrática;

IX – assegurar o desenvolvimento ao censo crítico e da consciência política do educando;

X – respeitar o aluno como sujeito do processo educativo e comprometer-se com a eficácia


do seu aprendizado:
XI – comunicar a autoridade imediata as irregularidades de que tiver conhecimento, na sua
área de atuação, ou às autoridades superiores, no caso de omissão por parte da primeira;

XII – zelar pela defesa dos direitos profissionais e pela reputação da categoria profissional;

XIII – fornecer elementos para a permanente atualização de seus assentamentos, junto


aos órgãos da Administração;

XIV – considerar os principias psicopedagógicos, a realidade socioeconômica da clientela


escolar e as diretrizes da política educacional na escolha e utilização de materiais, procedimentos didáticos e
instrumentos de avaliação do processo ensino-aprendizagem;

XV – participar do Conselho de Escola;

XVI – participar do processo de planejamento, execução e avaliação do projeto político-


pedagógico da escola e da rede de ensino.

SEÇÃO II
Dos Direitos

Art. 75º – Além dos previstos em outras normas comuns aos demais servidores, são
direitos do integrante do Quadro do Magistério:

I – ter ao seu alcance informações educacionais, bibliografia, material didático e outros


Instrumentos, bem como contar com assistência técnico que auxilie e estimule a melhoria de seu
desempenho profissional e a ampliação de seus conhecimentos;

II – ter assegurado a oportunidade de frequentar cursos de formação, atualização e


especialização profissional, sem prejuízo do desempenho de suas funções;

III – dispor no ambiente de trabalho, de instalações e material técnico-pedagógico


suficientes e adequados para que posso exercer com eficiência e eficácia suas funções;

IV – ter liberdade de escolha e utilização de material, de procedimentos didáticos e de


instrumento de avaliação do processo de ensino-aprendizagem, dentro dos princípios psicopedagógicos,
objetivando ali cercar o respeito à pessoa humana e à construção do bem comum;

V – receber remuneração por serviço extraordinário, desde que devidamente convocado


para tal fim;

VI – ter assegurado a Igualdade de tratamento no plano técnico-pedagógico, independente


do regime Jurídico a que estiver sujeito;

VII – receber, através dos serviços especializados de educação do Município, assistência


ao exercício profissional;

VIII – participar, como integrante do Conselho de Escola, dos estudos e deliberação que
afetam o processo educacional;

IX – participar do processo de planejamento, execução e avaliação das atividades


escolares;

X – reunir-se na unidade escolar para tratar de assuntos de interesse da categoria e da


educação em geral, sem prejuízo das atividades escolares, mediante prévia autorização do superior
hierárquico.

CAPÍTULO VII
DO EXERCÍCIO DE CARGOS E FUNÇÕES
SEÇÃO I
Dos Afastamentos

Art. 76º – Os integrantes do Quadro do Magistério poderão ser afastados do exercício do


cargo, respeitado o Interesse da Administração Municipal para os seguintes fins:

I – prover cargo em comissão no sistema de ensino municipal;

II – exercer atividades inerentes ou correlatas às do magistério, em cargos ou funções


previstas nas unidades de ensino ou órgãos de educação do Município;

III – exercer cargo ou substituir ocupante de cargo quando este estiver afastado, desde
que do mesmo campo de atuação;

VI – para prestação de serviços em cargos ou funções junto a órgãos do próprio município


fora da área da educação, com prejuízo de vencimentos e demais vantagens do corgo, mediante autorização
do Prefeito;

V – frequentar cursos de formação, aperfeiçoamento ou especialização no campo de


atuação;

VI – frequentar curso de pós-graduação em nível de mestrado ou doutorado na área da


educação;

VII – quando o cônjuge estiver no exercício do cargo de prefeito do Município de


Jaboticabal.

§ 1° - Os afastamentos previstos nas incisos I, lI, lII, V, serão concedidos sem prejuízo de
vencimentos e dos demais vantagens do cargo, l, a critério exclusivo da Administração Municipal.

§ 2° - O afastamento previsto no inciso VI será concedido com ou sem prejuízo dos


vencimentos e das demais vantagens do cargo e poderá ser autorizado, atendendo o interesse da
Administração Municipal, para os servidores que cumpram os seguintes requisitos:

I – seja estável no cargo;

II – firme termo de compromisso com a Administração comprometendo-se a permanecer


no exercício do cargo do qual é titular por período mínimo de 2 (dois) anos após a conclusão do curso, ou,
ressarcir os cofres públicos quando descumprir o prazo, no caso do afastamento ter sido autorizado sem
prejuízo dos vencimentos;

III – não ter sofrido qualquer penalidade disciplinar;

IV – contar com interstício de 4 (quatro) anos de exercício no cargo entre um afastamento


e outro dessa mesma natureza.

§ 3° - O afastamento previsto no inciso VII será concedido sem prejuízo dos vencimentos e
das demais vantagens do cargo.

§ 4° - Consideram-se atividades correlatoras às do magistério, aquelas relacionadas com a


docência em outras modalidades de ensino, bem como as de natureza técnica, relativas ao desenvolvimento
de estudos, planejamento, pesquisas, supervisão, coordenação, orientação em currículos, administração
escolar, orientação educacional, capacitação de docentes, apoio técnico pedagógico, assessoramento e
assistência técnica exercidas em unidades e/ou órgãos de educação do Município.

Art. 77º – Quando o afastamento se der para prestação de serviços em cargos ou funções
junto a órgãos do próprio município fora da área da educação ou, na hipótese do inciso VII do caput do artigo
anterior, será concedido sem onerar os recursos destinados a manutenção e desenvolvimento do ensino.
Art. 78º – Aplicar-se-á aos servidores do quadro do magistério, no que couber, as
disposições relativas a outros afastamentos, previstos na legislação municipal vigente, especialmente a Lei
nº 3.736, de 03 de abril de 2.008.

SEÇÃO II
Das Licenças

Art. 79º – Aplica-se aos servidores abrangidos pela presente Lei as licenças previstas na
Lei nº 3.736, de 03 de abril de 2008.

SEÇÃO III
Das Férias

Art. 80º – Os docentes gozarão 30 (trinta) dias de férias em período coincidente com o do
calendário escolar, independentemente de possuir ou não o interstício de um ano de exercício no magistério
municipal, exceto os que trabalharem em creches, que gozarão férias de acordo com escola elaborado pela
Administração.

§ 1º – Os ocupantes de cargos de suporte pedagógico terão seu período de férias fixado


por escalo, observada a conveniência e o interesse do serviço público.

§ 2º – As férias dos docentes ocupantes de funções contratados por tempo determinado


poderão ser gozadas nos períodos de recesso, previstos no calendário escolar.

§ 3º – AS férias devem ser remuneradas com pelo menos 1/3 (um terço) de acréscimo,
calculado sobre a remuneração mensal do docente.

Art. 81º – As férias dos docentes e dos servidores que oferecem suporte pedagógico serão
interrompidos quando forem coincidentes com as licenças gestante e de adoção.

Parágrafo Único – Os docentes que estiverem usufruindo licença gestante ou de adoção


no período de férias coletivas farão jus ao gozo dos mesmos quando do seu retorno ao exercício regular das
funções de seu cargo.

SEÇÃO IV
Do Recesso Escolar

Art. 82º – O recesso escolar, nunca Inferior la (dez) dias, será previsto no calendário
escolar e suspenderá as atividades docentes com os alunos, exceto nos estabelecimentos que atendam
alunos em regime de creche.

Parágrafo Único – No recesso escolar os docentes poderão ser convocados para:

I – prestar serviços junto a área da educação ou em outros órgãos da administração


municipal, desde que em atividades pertinentes ou correlatos ao seu campo de atuação;

II – participar de cursos de aperfeiçoamento, seminários: palestras, orientações técnicas e


outras formas de formação continuada.

SEÇÃO V
Das Substituições

Art. 83º – Observados os requisitos legais, haverá substituição durante o impedimento


legal e temporário de docentes e de ocupantes de cargos de suporte pedagógico.

Parágrafo Único – Considera-se também substituição a designação temporária para


ocupar cargo vago.
Art. 84º – Os cargos de docentes admitem substituição a partir de um dia de impedimento
do titular e/ou regente de classe.

§ 1º – As substituições de Professor de Educação Básica I serão exercidas por


Professores Adjuntos de Educação Básica I.

§ 2° - Não havendo Professores Adjuntos disponíveis, a substituição poderá ser exercida


por ocupante de cargo do mesmo campo de atuação de docente, classificado em qualquer unidade escolar
do município ou por servido contratado por tempo determinado.

Art. 85º – No caso de afastamento ou Impedimento dos cargos de suporte pedagógico,


somente poderá haver substituição por períodos superiores a 30 (trinta) dias e a Critério da Administração
Municipal, que analisará a conveniência e necessidade de nomeação de substituto.

Art. 86º – Para fins de retribuição pecuniária, nos casos de substituição, observar-se-á a
Tabelo de Vencimentos aplicável ao Magistério, exceto para os cargos de Professor Adjunto.

Parágrafo Único – A retribuição pecuniária será efetuado com base na referência inicial
correspondente ao cargo do professor substituído.

Art. 87º – Qualquer que seja o período de substituição, o substituto titular de cargo
retornará, após o mesmo, a seu cargo de origem, não gerando direito de efetivação, sob nenhuma hipótese,
no cargo objeto da substituição.

SEÇÃO VI
Do Professor Adjunto

Art. 88º – O Professor Adjunto, com as atribuições previstas no Anexo IV desta Lei,
providos mediante aprovação em concurso público de provas e títulos, terão sede de controle de exercício e
período de trabalho definidos pela Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer no Início de
cada ano letivo.

§ 1º – Os professores-adjuntos exercerão a substituição preferencialmente na unidade de


ensino sede de controle, entretanto poderão ser designados para o exercício das funções em outras
unidades escolares da rede municipal, de acordo com as necessidades da Administração.

§ 2º – Os professores-adjuntos exercerão a substituição no período letivo correspondente


ao fixado para cumprimento de sua jornada de trabalho, podendo, entretanto, serem designados para
substituir em período diverso de acordo com as necessidades da Administração.

§ 3º – Quando o professor adjunto exercer substituições por períodos iguais ou superior a


15- (quinze) dias, fará jus a partir do décimo quinto dia, a diferença de vencimento, calculada em referência
de seu enquadramento e a referência numérica correspondente do cargo substituído.

§ 4º – O servidor também fará jus ao recebimento da diferença estabelecida no parágrafo


anterior, quanto exercer substituição interpolado por 15 (quinze) dias ou mais, dentro de um mesmo mês.

CAPÍTULO VIII
DA REMOÇÃO, DA ATRIBUIÇÃO DE CLASSES E/OU AULAS
E O TEMPO DE SERVIÇO

SEÇÃO I
DA REMOÇÃO

Art. 89º – A remoção é a transferência ou passagem do servidor com o mesmo


denominação do cargo, de uma para outra unidade escolar, ou de um para outro estabelecimento de ensino,
e condicionada sempre ao Interesse e conveniência da administração municipal.
§ 1º – A remoção do servidor poderá ser efetuada a seu pedido ou ex ofício.

§ 2º – Toda remoção ex ofício será precedida de um processo administrativo, onde deverá


ser caracterizada a incompatibilidade para o exercício da função ou da desnecessidade do servidor na
unidade ou estabelecimento em que atualmente estiver lotado.

Art. 90º – Os pedidos de remoção deverão ser solicitados no mês de dezembro.

§ 1º – A remoção voluntária proceder-se-á por permuta ou a pedido do interessado,


condicionada à existência de vaga e o critério da Administração.

§ 2º – A remoção por permuta, condicionada sempre ao Interesse da Administração,


poderá ocorrer quando dois integrantes do Quadro do Magistério, no exercício de altividades idênticas ou
com capacidade e habilitação para exercê-las., requeiram mudança das respectivas lotações.

Art. 91º – A remoção por permuto será processada a pedido escrito dos interessados, com
a concordância dos respectivos superiores hierárquicos, a critério da Administração e atendidos os
Interesses e requisitos dos órgãos, unidades e embelecimentos envolvidos.

§ 1º – Entre uma remoção por permuta e outra, será cumprido interstício mínimo de 1 (um)
ano.

§ 2° - O servidor que estiver a menos de 1 (um) ano da aposentadoria voluntária ou


compulsória não poderá remover-se por permuta.

Art. 92º – A remoção só poderá ser efetivada mediante ato da autoridade competente,
condicionada exclusivamente de um órgão, unidade ou estabelecimento para outro, dentro da mesma
Secretaria.

Art. 93º – O servidor removido deverá assumir de Imediato o exercício no local para onde
foi deslocado, salvo quando em férias, licença ou desempenho de cargo em comissão, hipóteses em que
deverá apresentar-se no primeiro dia útil após o término do impedimento.

Parágrafo Único – Anualmente, em tempo hábil, a Secretaria Municipal de Educação,


Cultura, Esporte e Lazer, publicará edital de remoção aos interessados para as vagas existentes.

SEÇÃO II
DA ATRIBUIÇÃO DE CLASSES

Art. 94º – A partir da atribuição de classes e ou aulas aos integrantes do Quadro de


Magistério, a realizar-se no início do ano letivo, ficará fixada como definida a lotação dos seus integrantes.

Art. 95º – Para efeito de atribuição de classes e ou aulas, os docentes serão classificados
por tempo de serviço.

Parágrafo Único – Será considerado o tempo de serviço docente, não concomitante,


prestado em qualquer unidade ou estabelecimento da rede pública municipal, devidamente legalizada, no
campo de atuação.

Art. 96º – A Secretaria Municipal dê Educação, Cultura, Esporte e Lazer baixará as


instruções regulamentando as inscrições dos docentes, classificação e atribuição de classes e ou aulas, bem
como o dia, hora e local em que será realizada.

Art. 97º – A atribuição de classes e/ou aulas para os docentes contratados para ocuparem
funções temporárias será feita de acordo com a classificação do processo seletivo simplificado, nos termos
dos artigos 24 e 25 desta Lei.

SEÇÃO III
DO TEMPO DE SERVIÇO

Art. 98º – O tempo de serviço dos servidores do Quadro do Magistério será contado de
acordo com o previsto no Capítulo XVIII da Lei nº 3.736, de 03 de abril de 2.008.

Parágrafo Único – O servidor ocupante do cargo de docente que for designado para
ocupar cargo em comissão do Quadro do Magistério, exercer cargo da estrutura da Secretaria de Educação,
Cultura. Esporte e Lazer previsto no Anexo I da Lei nº 3.733, de 03 de abril de 2.008, desde que relacionado
com a área da educação, exercer cargo de Secretária da referida Secretaria ou ocupar posto de trabalho
previsto nesta Lei, terá o tempo de serviço contado no cargo de origem para todos os bens previstos no
presente Lei.

CAPÍTULO IX
DA VACÂNCIA DE CARGOS E DE FUNÇÕES

Art. 99º – A vacância de cargos e de funções do Quadro do Magistério ocorrerá nas


hipóteses de exoneração, demissão, aposentadoria e falecimento.

Art. 100º – A dispensa das funções temporárias de docentes dar-se-á quando:

I – for provido cargo de natureza docente;

II – da reassunção do titular do cargo;

III – for extinto o cargo de natureza docente;

IV – expirar-se o projeto de contratação.

CAPÍTULO X
DA REABILITAÇÃO PROFISSIONAL E DA READAPTAÇÃO

Art. 101º – O servidor incapacitado parcial ou totalmente para o exercício das funções
próprias de seu cargo será readaptado de acordo com a legislação municipal e normas do regime de
previdência social.

CAPÍTULO XI
DA APOSENTADORIA

Art. 102º – Os servidores de carreira do magistério ao passarem para a inatividade, terão


seus proventos calculados na forma previsto na Constituição Federal e na legisloção previdenciária vigente.

CAPÍTULO XII
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS E FINAIS

Art. 103º – Os servidores da rede estadual de ensino, afastados junto ao Município através
do Termo de Parceria Estado Município, quando nomeados para o exercício de cargos em comissão ou
função gratificado do Quadro do Magistério, constantes desta Lei, farão jus ao recebimento de
complementação de salário paga pelos cofres municipais, nos seguintes termos:

I – A Complementação salarial de que trata o caput corresponderá à diferença entre o total


do vencimento do cargo previsto no Quadro do Magistério Municipal e o total do vencimento do cargo ou
emprego de origem, excluídas as parcelas de caráter individual;

II – Para efeito de aplicação da complementação salarial de que trata o caput deverão ser
utilizadas as definições estabelecidas nos artigos 78 e 79 da Lei Municipal nº 3.736, de 03 abril de 2.008;
III – A complementação salarial será paga mensalmente enquanto perdurar a nomeação,
sendo devida, inclusive, para efeito de pagamento de gratificação natalina;

IV – O servidor municipalizado quando ocupante de cargo em comissão no município


deverá fazer opção de percepção dos vencimentos pela Fazenda Municipal e apresentar mensalmente seu
comprovante de vencimento da rede estadual até o dia 15 (quinze) junto à Secretaria Municipal de
Educação, Cultura, Esporte e Lazer;

V – A complementação salarial de que trata a presente lei não se incorpora para a


remuneração do servidor, não integrando a base previdenciária;

VI – Quando designado para posto de trabalho de professor coordenador, perceberá


retribuição calculada de acordo com o previsto no § 1°, art. 6° desta Lei.

Art. 104º – Os atuais Integrantes do Quadro do Magistério terão seus cargos


redenominados e reenquadrados na forma estabelecida no Anexo I desta Lei.

Parágrafo Único – Os servidores serão enquadrados nas mesmas referências em que se


encontravam antes da vigência da presente Lei Complementar, respeitadas as jornadas Semanais de
trabalho a que estiverem sujeitos.

Art. 105º – A progressão pela via não-acadêmica, prevista na Seção V, Capítulo V, terá
aplicabilidade a partir do ano imediatamente subsequente ao ano do início de vigência desta lei, levando-se
em consideração os requisitos aferidos durante este.

§ 1º – No ano de Início de vigência desta lei manter-se-á a promoção horizontal prevista


na Seção l, Capítulo X da Lei nº 3.236, de 05 de janeiro de 2.004, quando serão levados em consideração os
requisitos aferidos durante o ano imediatamente anterior àquele.

§ 2º – Se a última promoção horizontal houver sido concedida por tempo de serviço, a


primeira progressão previsto nesta Lei será por quilificação do trabalho profissional e vice-versa.

Art. 106º – Os servidores que obtiveram a promoção horizontal por aperfeiçoamento


profissional, utilizando a pontuação referente à habilitação em cursos de licenciatura em pedagogia ou
conclusão de cursos de pós-graduação, em nível de mestrado ou de doutorado, nos termos dos incisos III e
IV do art. 48 da Lei nº 3.236, de 05 de Janeiro de 2.004, poderão requerer a progressão pela via acadêmica
prevista no art. 51 desta Lei, utilizando-se dos mesmos títulos, ficando obrigados a compensar a pontuação
utilizada com os mesmos na época da referida promoção horizontal, no prazo de 2 (dois) anos, utilizando
para isso, pontos dos fatores constantes do art. 56 desta Lei.

Parágrafo Único – Caso não ocorra a compensação, a progressão pelo via acadêmica
será anulada, ficando o servidor obrigado a restituir os valores percebidos a esse título.

Art. 107º –- Ficam transformados 2 (dois) cargos vagos de Auxiliar de Creche, constantes
do Anexo I da Lei nº 3.734, de 03 de abril de 2.008, que passam a Integrar o Quadro do Magistério, na
situação nova, constante do Anexo I da presente Lei.

Art. 108º – Os cargos de Auxiliar de Creche existentes no quadro de servidores da


Prefeitura Municipal de Jaboticabal, constantes do Anexo I da Lei nº 3.734, de 03 de abril de 2.008,
atualmente titularizados por servidores, serão transformados em cargos de Educador Infantil à medida que
seus titulares comprovarem possuir a habilitação exigida para o provimento desses cargos, nos termos do
Anexo III da presente Lei, e desde que estejam no efetivo exercício de suas funções junto à área de
educação.

Art. 108. Os cargos de Auxiliar de Creche existentes no quadro de servidores da


Prefeitura Municipal de Jaboticabal, constantes do Anexo I da Lei nº 3.734, de 03 de abril de 2.008,
atualmente titularizados por servidores, serão transformados em cargos de Educador Infantil à medida que
seus titulares comprovarem possuir a habilitação em nível médio ou superior para a docência na educação
infantil e desde que estejam no efetivo exercício de suas funções junto à área da educação. (Artigo com
redação dada pela Lei nº 4143 de 2011).

§ 1 ° - Aos atuais titulares dos cargos mencionadas no caput deste artigo que não
preencham os requisitos necessários, fica assegurado, no prazo de 5 (cinco) anos a partir da data de
publicação desta Lei, a transformação de que trata este artigo, na medida em que preencham e comprovem
os requisitos exigidos.

§ 2° - Após o prazo estabelecido no parágrafo anterior, não apresentada a habilitação


exigida, os servidores que titularizam cargos de Auxiliar de Creche deverão continuar exercendo as
atribuições inerentes aos cargos que ocupam.

§ 3° - Serão transformados, respectivamente, em cargos de Educador Infantil,


pertencentes à carreira do magistério municipal, à medida que vagarem os cargos titularizados pelos
servidores mencionados no parágrafo anterior.

§ 4° - À medida que se operarem as transformações previstas neste artigo, a quantidade


de cargos transformados será acrescida ao número de cargos respectivos, no Anexo I - “situação nova” da
presente lei.

§ 5° - Os servidores que tiverem seus cargos transformados serão enquadrados em


referências cujos valores sejam iguais ou imediatamente superiores ao atual valor recebido.

§ 6° - A partir da data da transformação os servidores farão jus a progressão prevista na


presente Lei, não mais se aplicando a progressão e a promoção previstas na Lei nº 3.734, de 03 de abril de
2008.

§ 7° - Para fins de atribuição para o Educador Infantil, após a transformação dos cargos,
será considerado todo o tempo de efetivo exercício no cargo, inclusive no período em que se denominava de
Auxiliar de Creche.

Art. 109º – Aplica-se, aos integrantes do Quadro do Magistério, naquilo que com a
presente lei não conflitar, as disposições da legislação municipal vigente.

Art. 110º – Fica criado Comissão Paritária de Acompanhamento do Carreira e da


Qualidade dos Serviços Educacionais, cujos membros terão suas dedignações pelo prazo máximo de 4
(quatro) anos, com as seguintes atribuições:

I – estudar as condições de trabalho e propor políticas públicas voltadas ao bom


desempenho profissional e à qualidade dos serviços educacionais prestados à comunidade;

II – demais previstos na presente Lei.

Art. 111º – A Comissão terá a seguinte composição:

I – dois representantes da Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, sendo um


deles o presidente;

II – um representante dos cargos de suporte pedagógico, escolhido pelos pares;

III – um representante dos cargos de docentes, escolhido pelos pares.

Parágrafo Único – As designações serão efetuadas por ato do Chefe do Poder Executivo,
observados as Indicações de cada segmento.

Art. 112º – A Lei nº 3.736, de 03 de abril de 2.008 passa a vigorar com as seguintes
alterações:

"Art. 151 – Não fará jus à licença-prêmio, o servidor que, em cada quinquênio, tiver:
I – sofrido pena de suspensão;

II – excedido o limite de 30 (trinta) faltas ao serviço, contando-se as faltas justificadas e as


licenças referidas nos incisos I, VI, VII, VIII, IX e X do artigo 128.

§ 1º – No caso previsto no inciso I deste artigo, o servidor perderá o tempo de efetivo


exercício prestado durante o quinquênio aquisitivo, somente recomeçando a contagem do novo período
aquisitivo após o término deste quinquênio.

§ 2º – No caso previsto no inciso lI, no dia posterior à data da trigésima primeira falta,
começará a fruir novo quinquênio aquisitivo para obtenção da licença." (Revogado pela Lei nº 4660 de
2015).

Art. 113º – Fica o Poder Executivo Municipal autorizada a baixar os atos necessários à
execução da presente Lei.

Art. 114º – Em decorrência da revogação do Lei nº 3.237, de 05 de janeiro de 2.004 e suas


alterações (antigo Quadro de Pessoal do Magistério), fica incorporado ao Anexo I – Cargos De Provimento
Em Comissão E Funções Gratificadas Ordenados Por Símbolos E Níveis De Vencimento Do Prefeitura
Municipal De Jaboticabal, constantes da Lei n° 3.733, de 03 de abril de 2.008, no quadro da Secretaria
Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, com os mesmos requisitos, quantidades e remuneração os
cargos de: Assessor Técnico em Educação A, Assessor Técnico em Educação B, Assessor Técnico em
Educação C e Assessor Técnico em Educação D.

Art. 115º – AS despesas decorrentes da execução da presente Lei serão atendidas por
conto de dotações orçamentárias próprias consignadas em orçamento, suplementadas, se necessário.

Art. 116º – Esta Lei entrará em vigor em 1° de Janeiro de 2010, revogadas as disposições
em contrário, especialmente as Leis na 3.236, de 05 de janeiro de 2004, nº 3.237, de 05 de janeiro de 2004 e
a Lei nº 3.884, de 25 de meio de 2009.

Prefeitura Municipal de Jaboticabal, aos 15 de Dezembro 2.009.

JOSÉ CARLOS HORI


Prefeito Municipal

ADEMILSON APARECIDO SERVIDONE


Secretário de Administração

CLÁUDIO ALMEIRA
Secretário de Educação, Cultura,
Esporte e Lazer

Registrada e publicada no Setor de Secretaria-Geral, aos 15 de Dezembro de 2.009.

IVANA MARIA MARQUES QUINTINO


Agente Administrativo