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ACADEMIA NAVAL

DIRECÇÃO DE ENSINO
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA NAVAL MECÂNICA

ELABORAÇÃO DE CARTAS DE LUBRIFICAÇÃO E COMBUSTÍVEIS


PARA O NAVIO NGOLA KILUANGE E PROPOSTA DE SUA
IMPLEMENTAÇÃO

GMAR - ANDRÉ INÁCIO CAFUMBELO

LUANDA - 2018
ACADEMIA NAVAL
DIRECÇÃO DE ENSINO
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA NAVAL MECÂNICA

ELABORAÇÃO DE CARTAS DE LUBRIFICAÇÃO E COMBUSTÍVEIS


PARA O NAVIO NGOLA KILUANGE E PROPOSTA DE SUA
IMPLEMENTAÇÃO

Trabalho final para obtenção do grau académico de licenciado em Ciências Militares Navais
na especialidade de Engenharia Naval, ramo de Mecânica

GMAR - ANDRÉ INÁCIO CAFUMBELO

Orientador: TTF EN - MEC Manuel Banda


Co-orientador: TTF EN - AEL Adilson Maquita

LUANDA - 2018
GMAR - ANDRÉ INÁCIO CAFUMBELO

ELABORAÇÃO DE CARTAS DE LUBRIFICAÇÃO E COMBUSTÍVEIS


PARA O NAVIO NGOLA KILUANGE E PROPOSTA DE SUA
IMPLEMENTAÇÃO

Aprovado em Luanda, de de 2018

BANCA EXAMINADORA:
Presidente

1º Vogal (Arguente)
Graduação, nome, instituição

2º Vogal (Orientador)
Graduação, nome, instituição

Vogal

Vogal
DEDICATÓRIA

Dedico este trabalho a família Cafumbelo, pela educação transmitida e que têm vindo
a transmitir para ser um homem útil na sociedade, valorizando a vida e ser cada vez mais
responsável.

III
AGRADECIMENTO
A monografia é um trabalho que para a sua concretização envolve o apoio de muita
gente e instituições, e por essa razão, dirijo-me a estas para exprimir os meus agradecimentos.

Em primeiro lugar a Deus, o todo poderoso, e seguidamente aos meus pais, por me
terem ensinado a batalhar em busca de mérito próprio.

Ao orientador e co-orientador pela sapiência mostrada para a concretização da


monografia.

Ao Sr. CFR EN-MEC Ferreira Carvalho pela sugestão do tema desta monografia.

Ao Sr. CFR EN-MEC Robucho, pela colaboração e ter indicado oficiais da Direcção
de Navios da Marinha Portuguesa (DINAV) para prestarem auxilio.

Ao Sr. CFR EN-MEC Gameiro Mateus pelo apoio prestado, indicando e por
disponibilizar um oficial para o acompanhamento na elaboração de cartas das cartas de
lubrificação e combustíveis.

Ao Sr. 1TEN EN-MEC Amaral Henriques, pelo fornecimento de material de apoio.

A Sr. 2TEN STN Joana Rodrigues, pelo apoio direito na elaboração de cartas de
lubrificação e combustíveis.

Ao Sr. GMAR EN-MEC Castro Fernandes, pelo fornecimento de material de apoio.

Aos colegas de curso, pela interajuda e espírito de corpo mantido.

A grande família ACN, pelo apoio recebido das diversas áreas que compõem a nossa
instituição.

A todo pessoal da DINAV, pelo apoio disponibilizado.

A todo pessoal da Escola de Tecnologia Navais (ETNA), pelo apoio disponibilizado.

A tripulação do navio Ngola Kiluange, especialmente ao Sr. João Adão Francisco


responsável pela parte mecânica do navio, pela colaboração e ajuda prestada.

IV
EPÍGRAFE

“Uma vez que o atrito e o desgaste provêm do contacto das superfícies, o melhor método para
reduzi-los é manter as superfícies separadas, intercalando-se entre elas uma camada de
lubrificante”

(SENAI & CST 1997)

V
RESUMO
A presente monografia cinge-se na elaboração de cartas de lubrificação e combustíveis
para o navio Ngola Kiluange (navio da MGA), baseados nas cartas de lubrificação da Marinha
Portuguesa, a fim de especificar o lubrificante e combustível que apresentam condições
adequadas para ser usado nos equipamentos e contribuir para a redução da probabilidade do
operador se enganar no uso de um lubrificante e combustível inadequado num determinado
equipamento. Para a sua elaboração, o trabalho apresenta conceitos sobre cartas de
lubrificação e combustíveis, conceitos sobre lubrificação, lubrificantes e combustíveis, com
base a uma abordagem qualitativa, aplicativa e exploratória, obedecendo o método dedutivo,
usando as técnicas de análise de documentos, entrevistas, conversas e observação, que
permitiram conhecer os equipamentos do navio que usam lubrificantes e combustíveis, assim
como os lubrificantes e combustíveis recomendados pelo fabricante dos mesmos
equipamentos, e avaliação da disponibilidade dos mesmos no mercado nacional, para que os
lubrificantes e combustíveis apresentados nas cartas sejam possíveis a sua aquisição, e
também analisar a equivalências dos lubrificantes para servir de alternativo na falta do
recomendado, para que as cartas sejam usadas sem qualquer limitação.

Palavras chaves: Carta; Lubrificantes; Combustíveis; Equipamento; Vida util.

VI
ABSTRACT
This monograph is the elaboration of Lubrication and Fuel Charges for the vessel
Ngola Kiluange (ship of the MGA), an end of contribution in reducing the probability of the
operator to deceive without the use of a lubricant and a reduced fuel. For its elaboration, the
work presents concepts about lubrication charts and fuels, concepts about lubrication,
lubricants and fuels, based on a qualitative, applied and descriptive approach, using the
techniques of document analysis, interviews, conversations and observation, which allowed to
know the equipment of the ship that use lubricants and fuels, as well as the lubricants and
fuels recommended by the manufacturer of the same equipment, and to analyze the
availability of the same ones in the national market, so that the lubricants and fuels presented
in the chart are possible to acquire, and also analyze the equivalents of the lubricants to serve
as an alternative in the absence of the recommended, so that the charts are used without any
limitation.

Keywords: Charts; Lubricants; Fuel; Equipment; Useful life.

VII
LISTA DE FIGURAS
Figura 1 - Lubrificação de peças .............................................................................................. 19
Figura 2 - Visão microscópica do atrito e desgaste de corpos em contacto ............................. 20
Figura 3 - Lubrificação hidrostática ......................................................................................... 21
Figura 4 - Lubrificação hidrodinâmica ..................................................................................... 21
Figura 5 - Almotolia ................................................................................................................. 22
Figura 6 - Pistolas graxeiras ..................................................................................................... 23
Figura 7 - Lubrificação com pincel .......................................................................................... 23
Figura 8 - Copo com vareta ...................................................................................................... 24
Figura 9 - Lubrificação por salpico .......................................................................................... 25
Figura 10 - Lubrificação por banho .......................................................................................... 25
Figura 11 - Lubrificação por circulação ................................................................................... 26
Figura 12 - Sistema centralizado automático ........................................................................... 26
Figura 13 - Viscosímetro cinemático ....................................................................................... 27
Figura 14 - Índice de viscosidade do óleo A e B ...................................................................... 28
Figura 15 - Ponto de gota ......................................................................................................... 33
Figura 16 - Penetrómetro .......................................................................................................... 33
Figura 17 - Óleo monoviscoso.................................................................................................. 35
Figura 18 - Óleo multiviscoso .................................................................................................. 35
Figura 19 - Imagem de óleo lubrificante com a classificação API .......................................... 37
Figura 20 - Motor propulsor MTU ........................................................................................... 48
Figura 21 - Gerador de emergência .......................................................................................... 49
Figura 22 - Embreagem de ajuste automático (Power take off 244) ........................................ 50
Figura 23 - Bomba de incêndio (bba pumpen bv) ................................................................... 51
Figura 24 - Cabrestante............................................................................................................. 52
Figura 25 - Compressor de ar ................................................................................................... 53
Figura 26 - Grua (ned-deck) ..................................................................................................... 54
Figura 27 - Gancho de reboque (towing hook) ........................................................................ 55
Figura 28 - Motor volvo penta .................................................................................................. 57
Figura 29 - Rolamento (renk bearing) ...................................................................................... 58
Figura 30 - Caixa redutora ........................................................................................................ 59
Figura 31 - Centrifugador de gasóleo ....................................................................................... 60
Figura 32 - Veio propulsor ....................................................................................................... 61

VIII
LISTA DE TABELAS E QUADROS
Tabela 1 - Classificação SAE para óleos de Motores ............................................................... 35
Tabela 2 - Classificação SAE para óleos de caixas de transmissão e diferencias .................... 36
Tabela 3 - Classificação ISO para óleos industriais ................................................................. 40
Tabela 4 - Classificação AGMA para lubrificantes de engrenagens fechadas ......................... 41
Tabela 5 - Classificação AGMA para lubrificantes de engrenagens abertas ........................... 42
Tabela 6 - Classificação NLGI para massas lubrificantes ........................................................ 42
Tabela 7 - Massas lubrificantes recomendado para o Gancho de reboque (towing hook) ....... 56

Quadro 1 - Estado físico e principais lubrificantes .................................................................. 30


Quadro 2 - Classificação API actualmente em uso .................................................................. 38
Quadro 3 - Classificação API para transmissões ...................................................................... 38
Quadro 4 - Classificação ACEA ............................................................................................... 39
Quadro 5 - Combustíveis fósseis .............................................................................................. 44
Quadro 6 - Combustíveis vegetais ............................................................................................ 44
Quadro 7 - Estado físico dos combustíveis .............................................................................. 45
Quadro 8 - Lubrificantes e combustível recomendado para o motor propulsor MTU ............. 48
Quadro 9 - Lubrificantes e combustível recomendado para o gerador de emergência ............ 49
Quadro 10 - Lubrificantes e combustível recomendado para o gerador de auxiliar................. 49
Quadro 11 - Lubrificantes recomendado para a embreagem de ajuste automático .................. 50
Quadro 12 - Óleos recomendadas para bomba de incêndio ..................................................... 51
Quadro 13 - Massas lubrificantes recomendadas para bomba de incêndio .............................. 52
Quadro 14 - Óleos recomendados para o cabrestante............................................................... 53
Quadro 15 - Lubrificantes e óleo hidráulico recomendado para a grua ................................... 54
Quadro 16 - Combustível e óleo lubrificante recomendado para o motor fora de borda ......... 56
Quadro 17 - Massas lubrificantes recomendadas para a electro bomba centrifuga vertical..... 57
Quadro 18 - Óleos lubrificantes para Rolamento (renk bearing) ............................................. 58
Quadro 19 - Óleos para a caixa redutora recomendados pelo fabricante ................................ 59
Quadro 20 - Óleos recomendados para o Centrifugador de combustível ................................. 60
Quadro 21 - Óleos recomendados para o veio propulsor ......................................................... 61
Quadro 22 - Lubrificantes para motores comercializados no país ........................................... 62
Quadro 23 - Outros lubrificantes comercializados no país....................................................... 62
Quadro 24 - Lubrificantes equivalentes ou alternativos ........................................................... 63
Quadro 25 Lubrificantes equivalentes ..................................................................................... 64

IX
LISTA DE SIMBOLOS E ABREVIATURAS
ACEA Associação dos Construtores Europeus de Automóvel
AGMA American Gear Manufacturers Association
API American Petroleum Institute
ASTM American Society For Testing Materials
cSt Centistokes
CST Companhia Siderúrgica de Tubarão
CPSA Portuguesa Petróleo
CEDETEC Centro de Difusão de Tecnologia e Conhecimento
CMG Capitão de Mar e Guerra
CFR Capitão de Fragata
1TEN Primeiro Tenente
2TEN Segundo Tenente
DIN Deutsches Institute for Normung
SENAI Serviço Nacional de Aprendizagem Indústrial
EN European Standards
EN-MEC Engenheiro Mecânico
GLP Gás Liquefeito de Petróleo
IP Institute of Petroleum
ISO ou International Standart Organization
ISO VG
MGA Marinha de Guerra Angolana
MTU Motor and Turbine Union
NLGI National Lubricating Grease Institute
NO Número de Octano

PPM Partes Por Milhão


CP Centipoise
SSU Second Saybolt Universal

X
ÍNDICE
DEDICATÓRIA ....................................................................................................................... III
AGRADECIMENTO ...............................................................................................................IV
EPÍGRAFE ................................................................................................................................ V
RESUMO .................................................................................................................................VI
ABSTRACT ........................................................................................................................... VII
LISTA DE FIGURAS ........................................................................................................... VIII
LISTA DE TABELAS E QUADROS ......................................................................................IX
LISTA DE SIMBOLOS E ABREVIATURAS ......................................................................... X
ÍNDICE .....................................................................................................................................XI
1 INTRODUÇÃO ..................................................................................................... 13
1.1 Enquadramento do tema ........................................................................................ 13
1.2 Problemática .......................................................................................................... 14
1.3 Objectivos .............................................................................................................. 14
1.3.1 Objectivo Geral....................................................................................................... 14
1.3.2 Objectivos Específicos........................................................................................... 14
1.4 Justificativa ............................................................................................................ 15
1.5 Metodologia ........................................................................................................... 15
1.6 Organização da monografia ................................................................................... 16
2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ........................................................................ 17
2.1 Cartas de lubrificação e Combustíveis (conceitos) ............................................... 17
2.1.1 Constituição das Cartas de Lubrificação ............................................................... 17
2.1.2 Elementos presentes numa carta de Lubrificação ................................................. 18
2.2 Conceitos de lubrificantes e lubrificação .............................................................. 19
2.2.1 Principais funções dos lubrificantes ...................................................................... 19
2.2.2 Tipos de lubrificação ............................................................................................. 20
2.2.3 Formas de lubrificação .......................................................................................... 22
2.2.4 Características principais dos lubrificantes ........................................................... 27
2.2.5 Classificação dos lubrificantes .............................................................................. 29
2.2.5.1 Lubrificantes líquidos ............................................................................................ 30
2.2.5.2 Massas lubrificantes (graxas) ................................................................................ 31
2.2.5.2.1 Tipos de massas lubrificantes ................................................................................ 31
2.2.5.2.2 Características das Massas lubrificantes ................................................................ 32
2.3 Normas internacionais para os lubrificantes .......................................................... 34
2.3.1 Normas SAE .......................................................................................................... 34
XI
2.3.2 Normas API ........................................................................................................... 37
2.3.3 Normas ACEA ....................................................................................................... 39
2.3.4 Normas ISO ........................................................................................................... 40
2.3.5 Normas AGMA ..................................................................................................... 41
2.3.6 Normas NLGI ........................................................................................................ 42
2.4 Combustível (conceitos) ........................................................................................ 43
2.4.1 Função e tipos do combustíveis ............................................................................. 43
2.4.2 Características principais dos combustíveis .......................................................... 45
3.1 Equipamentos do navio com os respectivos combustíveis e lubrificantes
recomendados. .......................................................................................................................... 47
3.2 Óleos lubrificantes comercializados no país e equivalentes. ................................. 62
3.3 Cartas de lubrificação e combustíveis (elaboração) .............................................. 65
CONCLUSÃO .......................................................................................................................... 66
REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS ..................................................................................... 68
APÊNDICE - ENTREVISTA .................................................................................................. 70
ANEXOS - CARTAS DE LUBRIFICAÇÃO E COMBUSTÍVEIS ....................................... 71

XII
1 INTRODUÇÃO
1.1 Enquadramento do tema

Os navios são meios navais fundamentais para uma marinha, e a eles estão associados
vários factores que determinam a aquisição deste artefacto, o que implica dar o devido
tratamento quando é operado.

Por falta de Cartas de Lubrificação e Combustíveis no navio Ngola Kiluange, a


presente monografia está centrada na elaboração das mesmas, a fim de especificar o
lubrificante e combustível que apresenta condições adequadas e aproximadas ao indicado
pelo fabricante de modo a garantir o bom funcionamento do equipamento prolongando a sua
vida útil, em conformidade com as condições ambientais e económicas, tendo em conta o
meio onde o navio vai operar e servir de guia de orientação para o operador de equipamentos
de modo a reduzir a probabilidade de engano de uso de lubrificante e combustível inadequado
nos equipamentos.

Quando o operador de um equipamento cumpre com as recomendações indicadas pelo


fabricante do equipamento, ou se criar condições que ajudem no cumprimento das indicações
do fabricante e melhoramento do funcionamento do equipamento, este estará a aumentar a
vida útil do mesmo.

Segundo a 2TEN J. Rodrigues (comunicação pessoal, 23 de Outubro de 2017), as


cartas de lubrificação e combustíveis, são documentos criados para orientar o operador quanto
aos diferentes lubrificantes e combustíveis a usar nos vários equipamentos.

O navio é um artefacto que apresenta grande complexidade de funcionamento dos


vários equipamentos, onde a avaria pode condicionar o funcionamento de outros
equipamentos ou de todo o sistema (navio). Isto implica ter muita atenção no lubrificante e
combustível a usar, a fim de garantir o bom funcionamento do equipamento.

Segundo a Motor and Turbin Union ([MTU], 2010), para o rendimento satisfatório do
motor, a qualidade do combustível tem grande importância, assim como para obedecer aos
valores aceitáveis dos gases de escape, onde o uso do combustível inadequado causa a
diminuição da vida útil dos componentes do motor e poderá alem disso provocar danos ao
motor.

13
1.2 Problemática
Nas aulas de Máquinas Marítimas, aprendeu-se que, para uma exploração qualitativa
de um navio, é necessário que haja uma carta de lubrificação e combustíveis, onde estará
especificado o lubrificante e combustível adequado para o equipamento e para reduzir a
probabilidade de engano de uso inadequado de lubrificante e combustível num determinado
equipamento por parte do operador pelo facto do navio possuir vários equipamentos que
usam lubrificantes e combustíveis diferentes, onde a probabilidade do operador memorizar o
lubrificante e o combustível adequado a usar em cada equipamento é muito reduzida, pelo que
se usar as carta em questão para se orientar reduzirá a probabilidade de engano de uso de
lubrificante e combustível inadequado.

Durante as aulas práticas e de embarques realizadas no navio Ngola Kiluange


verificou-se que não havia cartas de lubrificação e combustíveis. O uso inadequado de
lubrificante e combustível causam danos nos equipamentos e reduz a vida útil do mesmo.

a) Pergunta de partida

Quais são os pressupostos para a elaboração de uma carta de lubrificação e


combustível?

1.3 Objectivos
Traçou-se uma meta com objectivos que conduzirão para a concretização deste
trabalho (elaboração de cartas), com a necessidade de reunir material e condições necessárias
que suportem e fundamentem de forma coerente e concisa a temática em estudo.

1.3.1 Objectivo Geral


Elaborar cartas de lubrificação e combustíveis para o navio Ngola Kiluange, a fim de
especificar o lubrificante e combustível adequado a usar e servir de orientação para os
operadores de equipamentos do navio, no uso de lubrificantes e combustíveis nos diferentes
equipamentos.

1.3.2 Objectivos Específicos


 Apresentar conceitos sobre cartas de lubrificação e combustíveis;
 Apresentar conceitos e características dos lubrificantes e combustíveis;

14
 Identificar os equipamentos do navio que usam lubrificantes e combustíveis;
 Avaliar a existência dos lubrificantes a usar no mercado nacional;
 Elaborar as cartas de lubrificação e combustíveis para cada equipamento.

1.4 Justificativa
Para a salvaguarda das águas nacionais a Marinha de Guerra Angolana deve estar
equipada com meios navais capazes de responder às necessidades do país. Os meios navais,
particularmente os navios têm custo elevado associado, tempo de fabrico demorado e outros
factores que influenciam negativamente a aquisição de navios. Por essa razão a Marinha de
Guerra Angolana deve tratar devidamente o navio Ngola Kiluange para que este atinja o
tempo de vida útil máximo para o qual foi projectado, e como os operadores1 dos
equipamentos são os principais responsáveis pelo funcionamento do artefacto e para garantir
o funcionamento eficiente e a sua vida útil, devem ter conhecimentos necessários dos
procedimentos correctos para operar com os equipamentos, e ter a capacidade de criar
mecanismos que possam facilitar o cumprimento das suas tarefas.

Temos abordo do navio Ngola Kiluange vários equipamentos que usam diferentes
lubrificantes e combustíveis, o que implica ter o lubrificante e combustível a ser usado
especificado numa carta e a mesma servirá de orientação para o operador dos equipamentos,
porque a probabilidade do operador memorizar todos os lubrificantes e combustíveis
adequados para cada equipamento é muito reduzida, o que aumenta a probabilidade de
engano, podendo haver risco do uso de lubrificante e combustível inadequado que poderão
resultar na danificação e redução da vida útil dos equipamentos.

Para uma exploração eficiente, os operadores do navio Ngola Kiluange deveriam usar
cartas de lubrificação e combustíveis.

1.5 Metodologia

A elaboração das cartas de lubrificação e combustíveis para o navio Ngola Kiluange é


baseada nas cartas de lubrificação da Marinha Portuguesa (Cartas de lubrificação do NRP
Viana de Castelo e Figueira da Cruz), e os lubrificantes e combustíveis nelas apresentadas é
com base as recomendações dos fabricantes dos equipamentos, obedecendo o método
indutivo.

1
Operadores: indivíduos da guarnição responsáveis pelo funcionamentos dos equipamentos.

15
A colecta de dados foram feitas por meio de entrevistas na Direcção de Navios da
Marinha Portuguesa, conversas com os engenheiros mecânicos da Marinha Portuguesa e
Angolana, conversa e acompanhamento dos responsáveis pela parte mecânica do navio Ngola
Kiluagem (elementos da guarnição), na identificação dos equipamentos do navio que usam
lubrificação e combustíveis por meio da observação, pela análise bibliográfica (manuais do
fabricante dos equipamentos e outros) e também pela confirmação de lubrificantes no
mercado informal nacional.
Os dados colectados foram tratados por análise de conteúdo (qualitativamente), com a
finalidade de aplicação prática, proporcionando maior familiaridade com o problema, o que
permitiu saber mais sobre a utilização das cartas de lubrificação e combustíveis e torna-lo
mais explícito.

1.6 Organização da monografia

Aproveitou-se este ponto para aclarar em relação a forma como a informação está
exposta e organizada, salientando-se que a monografia está dividida em quatro partes, das
quais três são capítulos conforme a descrição abaixo:

Capítulo 1 – no primeiro capitulo consta a parte introdutória do tema, respectivamente,


a identificação do problema que mostra a razão da escolha do tema, justificação do tema
escolhido, objectivos criados para conduzirem a solução do problema, e a metodologia usada.

Capítulo 2 – no segundo capítulo fez-se uma abordagem completa sobre a temática de


estudo, definições e conceitos.

Capítulo 3 – o terceiro capitulo trata das discussões e interpretação de dados, onde são
apresentados os resultados para a solução do problema

Na quarta parte está presente a conclusão, recomendações, referências bibliográficas,


apêndice e anexos, onde estão apresentadas as cartas elaboradas .

16
2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

2.1 Cartas de lubrificação e Combustíveis (conceitos)

De acordo com a Direcção de Navios da Marinha portuguesa( [DINAV], 2017), carta


de lubrificação é uma carta que apresenta o lubrificante específico e alternativo para ser
usado num determinado equipamento e servir de orientação para o operador assim como o
organismo abastecedor.

De acordo com a 2TEN J. Rodrigues (comunicação pessoal, 23 de Outubro de 2017),


as cartas de combustíveis surgem com a mesma finalidade das cartas de lubrificação, mas
essas para especificar o combustível a usar no equipamento.

As cartas de lubrificação são documentos de instrução técnica criada para uma


instalação que apresenta vários equipamentos que usam diversos lubrificantes e combustíveis,
como uma unidade naval (navio), a fim de ajudar o operador de equipamento, assim como o
abastecedor na selecção de lubrificantes e combustíveis adequados a usar.

2.1.1 Constituição das Cartas de Lubrificação

De acordo com CFR G. Mateus (comunicação pessoal, 13 de Outubro de 2017), as


cartas de lubrificação são documentos de instrução técnica e deve apresentar uma
constituição conforme apresentado abaixo.

a) Capa

A capa deve apresentar os seguintes itens:


 Identificação da entidade responsável pela unidade, seguido a entidade executora
das cartas (no cabeçalho);
 A expressão “Instrução Técnica” (no centro);
 A expressão “Carta de Lubrificação” seguido entre aspas o nome da unidade naval
destinatária (abaixo da instrução técnica).
 Indicação do número da carta.
b) Contra capa
A contra capa deve apresentar:
 Identificação da entidade executora das cartas (direcção e departamento);
 A expressão “Instrução Técnica” ;
 A expressão “Elaborado por” seguido pelo nome de quem a elaborou (no centro);
 Data da execução (mês e ano);
17
 Carta de lubrificação número (identifica-la por um número);
 Data da aprovação e identificação de quem a aprovou (Assinatura, posto, unidade).
c) Registo de alteração

As cartas de lubrificação estão sujeitas a alterações devido a diversos factores, tais


como económicos e ambientais. Por este motivo é seguida de uma folha onde deverão estar
registadas as alterações, conforme os itens apresentados abaixo:
 Descrição da correcção;
 Identificação do equipamento em causa;
 Lubrificante alterado (identificar o que deixa de ser usado e mostrar o que será
usado);
 Data em que foi efectuada a alteração;
 Quem efectuou a alteração(Assinatura, posto, unidade).

d) Índice

Este documento deve apresentar um índice após a folha dos registo de alteração onde
deverá constar:

 Título;
 Registos de alterações;
 Finalidade – explicar para que fim são destinadas as Cartas de Lubrificação;
 Aplicação – especificar a unidade destinatária das Cartas de Lubrificação em
causa;
 Procedimentos – menciona procedimentos pontuais do uso das Cartas;
 Lista de distribuição – menciona as entidades com o direito de ter o documento;
 Cartas de Lubrificação – são apresentadas cartas de cada equipamentos.

2.1.2 Elementos presentes numa carta de Lubrificação


De acordo com 2TEN J. Rodrigues (comunicação pessoal, 23 de Outubro de 2017), os
elementos presentes numa carta de lubrificação variam de acordo as necessidades
identificadas pelo autor, o que implica não haver uma regra específica. No entanto existem
elementos que normalmente estão presentes na carta como:

 A unidade naval;
 Nome do equipamento;
 Modelo ou código que serve de identificação do equipamento.

18
 Produtos recomendados (óleos e massas lubrificantes);
 Produtos alternativos;
 Equivalências comerciais;
 Partes a lubrificar;
 Alterações.

2.2 Conceitos sobre lubrificantes e lubrificação

Segundo Gândara (2000, p.28), “Dois corpos em movimento e em contacto tendem a


se desgastar devido ao atrito, através dos fenómenos de abrasão, arraste de material e
cisalhamento. Nestes casos, o lubrificante é utilizado para proporcionar uma película entre os
corpos, reduzindo o desgaste dos materiais e elevando a vida útil dos mesmos”.

“Um lubrificante é toda a substância sólida, semi sólida, líquida ou gasosa, de origem
animal, vegetal, mineral ou sintética que pode ser utilizada para reduzir o atrito entre peças e
os mecanismos em movimento” (Portuguesa Petróleos [Cepsa], 2006, p.5).

Segundo a Direcção de Navios da Marinha Portuguesa ([PTDINAV 001], 2005), o


processo que consiste em introduzir um lubrificante entre as superfícies dos corpos moveis
em contacto, é denominado de lubrificação, conforme mostra a Figura 1.

Figura 1. Lubrificação de peças


Fonte: Extraído de http://www.manutencaoemfoco.com.br/lubrificacao-e-seus-metodos/

2.2.1 Principais funções dos lubrificantes


De acordo com SENAI e CST (1997), a falta de lubrificação causa uma série de
problemas nas máquinas. As principais funções dos lubrificantes são:

 Controlo do atrito − transformando o atrito sólido em atrito fluido, evitando


assim a perda de energia;
19
 Controlo do desgaste − reduzindo ao mínimo o contacto entre as superfícies,
origem do desgaste, conforme a Figura 2;
 Controlo da temperatura − absorvendo o calor gerado pelo contacto das
superfícies (motores, operações de corte etc.);
 Controlo da corrosão − evitando que acção de ácidos destrua os metais;
 Transmissão de força − funcionando como meio hidráulico, transmitindo força
com um mínimo de perda (sistemas hidráulicos);
 Remoção de contaminantes − evitando a formação de resíduos;
 Vedação − impedindo a entrada de partículas estranhas (função das massas
lubrificantes), e impedindo a entrada de outros fluidos ou gases (função dos óleos
nos cilindros de motores ou compressores).

Figura 2. Visão microscópica do atrito e desgaste de corpos em contacto


Fonte: ( SENAI & CST, 1997, p.12)

2.2.2 Tipos de lubrificação


De acordo com Petronas (n.d), são três os tipos de lubrificação.

 Lubrificação Limítrofe;
 Lubrificação Hidrostática;
 Lubrificação Hidrodinâmica.

A lubrificação limítrofe - é aquela na qual a película lubrificante é bastante fina,


havendo possibilidade de seu rompimento, o que ocasionaria o contacto entre as superfícies,
podendo ocorrer soldagem.

20
A lubrificação hidrostática - ocorre quando o lubrificante é injectado sob pressão no
espaço entre as superfícies, antes do início da operação. Este tipo de lubrificação é adequado
quando altas cargas estão envolvidas, visando evitar o grande atrito gerado na partida,
conforme mostra a Figura 3.

Figura 3. Lubrificação hidrostática


Fonte: (Petronas 2017, p.6)

A lubrificação hidrodinâmica – Ocorre quando há introdução do lubrificante dentro


da área do mancal, a uma pressão suficiente para separar as superfícies com uma película
relativamente espessa, conforme mostra a Figura 4.

Figura 4. Lubrificação hidrodinâmica


Fonte: Extraído de http://www.machinerylubrication.com/Read/30741/lubrication-regimes

21
2.2.3 Formas de lubrificação
De acordo com a Escola Profissional (CEDTEC) (2012), Tebroeck (2015), Grando,
Sobral, & Camargo (2010), são várias as formas de lubrificação, assim sendo, são descritas
abaixo determinadas formas:

 Por Gravidade : Lubrificação manual (almotolia, com pistola e com pincel ), copo
com vareta, copo conta-gotas;
 Por Capilaridade : Copo com mecha, por estopa;
 Por Salpico : Por anel ou por corrente, por borrifo;
 Por Imersão : por banho;
 Por Sistema Forçado : Por perda, por circulação, Sistema Centralizado (para
massas).
Almotolia – esta forma consiste na introdução manual do lubrificante em
engrenagens abertas, correntes, cabos de aço e mancais pequenos e com pouca rotação. É um
método simples, porém, não se preocupa com a quantidade necessária ou em excesso, veja a
Figura 5.

Figura 5. Almotolia
Fonte : (CEDTEC 2012, p. 2)

Lubrificação com Pistola graxeira – consiste no uso de uma bomba manual que
introduz a graxa por intermédio do pino graxeiro. Os pinos podem ser dos tipos botão, pressão
e embutido, e são dotados de válvulas de retenção conforme mostra a Figura 6.

22
Figura 6. Pistolas graxeiras
Fonte : (SENAI & CST 1997, p. 61)

Pincel ou Espátula - sistema manual de aplicação de uma película de graxa na parte a


ser lubrificada, como mostra a Figura 7.

Figura 7. Lubrificação com pincel


Fonte : (Petronas n.d, p. 20)

Copo Conta-Gotas - esta forma consiste no processo do lubrificante gotejar sobre a


superfície a lubrificar, como mancais planos, correntes, engrenagens ou compressores . Este
óleo é proveniente de um reservatório e passa em uma válvula de agulha que a sua
regulagem controla a quantidade de lubrificante adicionada.

Copo com Vareta – a lubrificação tem como base um reservatório (copo) que possui
uma agulha com um orifício de diâmetro pouco maior do que o seu próprio, com a
extremidade sobre o eixo que com o movimento do eixo permiti a passagem do óleo de forma

23
contínua e automática. Este método é aplicado em mancais com carga leve e baixas rotações
conforme apresentado na Figura 8.

Figura 8. Copo com vareta


Fonte : (CEDTEC 2012, p. 3).

Lubrificação por Copo com Mecha - é baseado no princípio da capilaridade. A


passagem do óleo depende do pavio que, com a utilização, pode ficar sujo, impedindo o
escoamento. A vazão depende da viscosidade do óleo, da temperatura e do tamanho e
trançado do pavio.

Lubrificação por Copo graxeiro ou Stauffer - os copos são enchidos com graxa e,
ao girar a tampa, a graxa é impelida pelo orifício localizado na parte inferior do copo. Quando
a tampa chegar ao fim do curso da rosca, o copo deve ser preenchido.

Lubrificação por Estopa - é usada para lubrificar mancais dos eixos de vagões e
baseia-se na acção capilar da estopa embebida em óleo.

Lubrificação por Salpico - consiste no aproveitamento do movimento das peças que,


mergulhadas no óleo, espargindo para todas as partes conforme mostra a Figura 9.

24
Figura 9. Lubrificação por salpico
Fonte : (Petronas n.d, p. 20)

Lubrificação por Imersão - as peças encontram- se submersas no óleo, como mostra a


Figura 10.

Figura 10. Lubrificação por banho


Fonte : (Petronas n.d, p. 20)

Lubrificação por Sistema Forçado - consiste no uso de equipamentos capazes de


garantir a circulação do óleo para as partes a lubrificar, havendo retorno (lubrificação por
circulação) ou não do óleo, veja a Figura 11.

25
Figura 11- Lubrificação por circulação
Fonte: (CEDTEC 2012, p. 6)

Sistema Centralizado de Lubrificação das massas lubrificantes - este sistema


possibilita lubrificar simultaneamente a um elevado número de pontos, com quantidade
necessária e na frequência. O sistema é constituído de bombas, manómetros, válvulas,
conexões e reservatórios conforme a Figura 12.

Figura 12. Sistema centralizado automático


Fonte : (Petronas n.d, p. 21)

26
2.2.4 Características principais dos lubrificantes
Os lubrificantes apresentam certas características físicas e químicas das quais são
destacadas algumas detalhadamente neste trabalho de acordo com a (Texaco 2005, Petronas
n.d , SENAI & CST, 1997).

Viscosidade - é a resistência ao movimento (fluxo) que um fluido apresenta a uma


determinada temperatura. É a principal característica a ser observada na indicação correta do
lubrificante a ser utilizado num certo sistema.

A viscosidade é determinada em aparelhos chamados viscosímetros (Figura 13), onde


os mais usados comumente para medir viscosidade de óleo lubrificantes são:

 Saybolt (Estados Unidos)


 Redwood (Inglaterra)
 Engler (Alemanha)
 Cinemático (Uso Universal)

Figura 13. Viscosímetro cinemático


Fonte: (Texaco 2005, p. 14)

O método de medição de viscosidade cinemática, é medido o tempo que um volume


de líquido gasta para fluir (sob acção da gravidade) entre dois pontos de um tubo de vidro

27
capilar calibrado. A unidade de viscosidade cinemática é expressa em centistokes (cSt) ou em
m𝑚2 /s, conforme o sistema métrico internacional.

Índice de Viscosidade (IV) - é um número empírico que expressa a taxa de variação


da viscosidade com a variação da temperatura. Um alto IV indica que esta taxa de variação é
pequena, significando que sua viscosidade é mais estável às variações térmicas.

No gráfico abaixo, o óleo A apresentou uma menor variação na sua viscosidade para
uma mesma variação de temperatura em relação ao óleo B, portanto o óleo A possui maior
IV, conforme mostra a Figura 14.

Figura 14. Índice de viscosidade do óleo A e B


Fonte: (Petronas n.d, p. 9)

Ponto de fluidez - é a menor temperatura em que um óleo flui livremente, sob


condições preestabelecidas de ensaio. Esta característica é bastante variável, e depende de
diversos factores como: origem do óleo cru, tipo de óleo e processo de fabricação.

Ponto de fulgor - é a menor temperatura na qual um óleo desprende vapores que, em


presença do ar, provocam um lampejo ao aproximar-se de uma pequena chama da superfície
do óleo. Este ensaio permite estabelecer a máxima temperatura de utilização de um produto,
evitando riscos de incêndio e/ou explosão.

Ponto de anilina - menor temperatura na qual o lubrificante é miscível com igual


volume de anilina. Este teste confirma se o óleo básico é de origem parafínica ou nafténica e
indica também o nível de compatibilidade do lubrificante com borracha, pois se o mesmo for
de origem nafténica haverá tendência ao ataque.

28
Oleoginosidade ou Poder Lubrificante - capacidade do lubrificante em manter
resistente a sua película durante o processo de lubrificação.

Resistência a Oxidação - determina a tendência do lubrificante a se oxidar sob a


presença de oxigénio sob pressão e altas temperaturas.

Ponto de inflamação ou combustão - é a temperatura na qual o óleo, aquecido no


mesmo aparelho, inflama-se em toda a superfície por mais de 5 segundos, ao contacto de uma
chama.

Ponto de congelamento - é a temperatura mínima na qual o óleo começa o


congelamento do óleo.

Cor - a cor não significa qualidade. A cor dos produtos de petróleo varia amplamente.
A cor clara de um lubrificante não significa baixa viscosidade, havendo óleos brancos de alta
viscosidade.

Densidade - é a relação entre o peso do volume do óleo medido a uma determinada


temperatura e o peso de igual volume de água destilada. Também é conhecida como massa
específica.

2.2.5 Classificação dos lubrificantes


Atendendo a evolução dos equipamentos, verificados nas condições operacionais,
qualidade de combustíveis empregados, os fabricantes e a industria petrolífera têm vindo a
desenvolver várias maneiras de classificar e descrever os lubrificantes ( Texaco 2005).

Segundo SENAI & CST (1997), os lubrificantes são classificados, de acordo com seu
estado físico, estando classificados em líquidos, pastosos, sólidos e gasosos conforme se
seguem as definições.

Os lubrificantes líquidos - são os mais empregados na lubrificação pela sua variedade


e também pelo facto de apresentarem propriedades ideais para uso diverso.

Os pastosos, comumente chamados massas lubrificantes - são empregues onde os


lubrificantes líquidos não executam suas funções satisfatoriamente.

Os lubrificantes sólidos - são usados, geralmente, como aditivos de lubrificantes


líquidos ou pastosos. Algumas vezes, são aplicados em suspensão, em líquidos que se
evaporam após a sua aplicação. Estes lubrificantes apresentam grande resistência a elevadas
pressões e temperaturas.

29
Os lubrificantes gasosos - são empregados em casos especiais, quando não é possível
a aplicação dos tipos convencionais. Sua aplicação é restrita, devido à vedação exigida e às
elevadas pressões necessárias para mantê-los entre as superfícies, ver o quadro que indica o
estado físico dos lubrificantes (Quadro 1).

Quadro 1
Estado físico e principais lubrificantes

ESTADO FÍSICO DO TIPO DE LUBRIFICANTE


LUBRIFICANTE
Líquido Óleos minerais puros, óleos graxos, óleos
compostos, óleos aditivados e óleos sintéticos.
Pastoso Graxas de sabão metálico, graxas sintéticas,
graxas á base de argila, graxas betuminosas e
graxas para processo.
Sólido A grafite, o molibdénio, o talco, a mica.
Gasoso O ar, o nitrogénio e os gases halogenados

Fonte: Autor, extraído de SENAI & CST, (1997).

2.2.5.1 Lubrificantes líquidos

Segundo SENAI & CST, (1997, pp. 20 – 21), os lubrificantes líquidos são:
 Os óleos minerais puros - são provenientes da destilação e refinação do petróleo;
 Os óleos compostos - são constituídos de misturas de óleos minerais e graxos. A
percentagem de óleo graxo é pequena, variando de acordo com a finalidade do
óleo. Os óleos graxos conferem aos óleos minerais propriedades de emulsibilidade,
oleosidade e extrema pressão;
 Os óleos aditivados - são óleos minerais puros, aos quais foram adicionados
substâncias comumente chamadas de aditivos, com o fim de reforçar ou
acrescentar determinadas propriedades;
 Os óleos sintéticos - são provenientes da indústria petroquímica. São os melhores
lubrificantes, mas são também os de custo mais elevado. Os mais empregues são
os polímeros, os diésteres etc. Devido ao seu custo, o seu uso limitado aos locais
onde os óleos convencionais não podem ser utilizados.

30
2.2.5.2 Massas lubrificantes (graxas)

Segundo a Texaco (2005), as massas lubrificantes ou graxas2 são definidas como


material sólido a semi-sólido constituído por um agente espessante (sabão metálico) disperso
num lubrificante líquido (óleo lubrificante).

As massas lubrificantes são usadas onde há necessidades de reduzir o ruído e onde


existem condições extremas de altas temperaturas, altas pressões, cargas de choque e baixas
velocidades com cargas elevadas ( Texaco 2005).

As massas lubrificantes são diferenciadas quanto à natureza do espessante. Existe uma


grande variedade de espessantes, dentre os quais, destacam-se sabões metálicos, argilas
tratadas, polímeros de uréia3 e outros, sendo que cerca de 90% dos casos os espessantes
empregados são sabões metálicos ( Texaco 2005).

2.2.5.2.1 Tipos de massas lubrificantes

Segundo SENAI, CST (1997) & Texaco (2005) os tipos de graxas são:
 Massas lubrificantes de sabão metálico - são as mais comumente utilizadas. São
constituídas de óleos minerais puros e sabões metálicos, que são a mistura de um
óleo graxo e um metal (cálcio, sódio, lítio, etc.). Como os óleos, estas massas
podem ser aditivadas para se alcançarem determinadas características;
 Massas lubrificantes sintéticas - são as mais modernas. Tanto o óleo mineral,
como o sabão, podem ser substituídos por óleos e sabões sintéticos. Como os óleos
sintéticos, devido ao seu elevado custo, estas graxas têm sua aplicação limitada aos
locais onde os tipos convencionais não podem ser utilizados;
 Massas lubrificantes á base de argila - são constituídas de óleos minerais puros
e argilas especiais de granulação finíssima. São massas especiais, de elevado
custo, que resistem a temperaturas elevadíssimas;
 Massas lubrificantes betuminosas - formuladas à base de asfalto e óleos
minerais puros, são lubrificantes de grande adesividade. Algumas, devido à sua
alta viscosidade, devem ser aquecidas para serem aplicadas. Outras, são diluídas
em solventes que se evaporam após sua aplicação;

2
Graxas é um termo brasileiro com o significado de massas lubrificantes
3
Uréia - Composto nitrogenoso cristalino,

31
 Massas lubrificantes para processo - são massas especiais, fabricadas para
atenderem a processos industriais como a estampagem, a moldagem etc. Algumas
contêm materiais sólidos como aditivos.
 Massas lubrificantes à base de sabão de Cálcio – bastante aderentes, são
indicadas para uso em peças que trabalham em contacto com água. Não são
indicadas para utilização em temperaturas superiores a 800C;
 Massas lubrificantes à base de sabão de Sódio – recomendadas para mancais
planos e rolamentos que trabalham a altas velocidades e temperaturas elevadas
(até 1200C) e, ocasionalmente, em engrenagens. É desaconselhável o seu uso em
presença de umidade, pois o sabão é solúvel em água;
 Massas lubrificantes à base de sabão de Alumínio – são indicadas para uso
onde o principal requisito seja a característica de aderência da massa,
proporcionando boa protecção contra a ferrugem e resistência à lavagem por água.
Não resiste a temperaturas elevadas;
 Massas lubrificantes à base de sabão de Lítio - são bastante aderentes e
relativamente insolúveis em água, substituindo, em aplicações convencionais,
muito bem as graxas de Cálcio e Sódio, sendo, portanto, de aplicações múltiplas.
Possuem grande estabilidade mecânica e alto ponto de gota, sendo de fácil
aplicação por meio de pistolas e sistemas centralizados de lubrificação;
 Massas lubrificantes à base de sabão Complexo - sabão complexo é aquele, em
que a fibra do sabão é formada pela co cristalização de um sabão normal (Cálcio,
Sódio, Alumínio ou Lítio) e um agente complexo, como: ácido acético, láctico,
etc. Esse tipo de graxa apresenta como característica principal um elevado ponto
de gota.

2.2.5.2.2 Características das Massas lubrificantes

As características das massas lubrificantes são tratadas neste trabalho de acordo com a
Texaco (2005).
 Ponto de gota - indica a temperatura em que a massa lubrificante passa do estado
sólido ou semi-sólido para o líquido, conforme apresentado na Figura 15.

32
Figura 15. Ponto de gota
Fonte: (Texaco 2005, p. 50)

 Consistência - é a resistência oferecida por uma massa lubrificante à sua


penetração. É determinada pelo método que consiste em medir a penetração (em
décimos de milímetros) exercida por um cone sobre uma amostra de massa sob
acção de carga padronizada durante 5 segundos e à temperatura de 250C. O
aparelho utilizado nesta medição é chamado penetrómetro, (Figura 16).

Figura 16. Penetrómetro


Fonte: (Texaco 2005, p. 48)

33
 Bombeabilidade - é a capacidade de fluir de uma massa lubrificante pela acção
de bombeamento. Os factores que afectam o bombeamento são: a consistência da
massa, a viscosidade do óleo e o tipo de espessante.

2.3 Normas internacionais para os lubrificantes


Internacionalmente existem organizações que estão empenhados no estudos dos
lubrificantes, procurando normalizar e especificar a qualidade e desempenho que o mesmo
apresenta. São apresentadas abaixo e destacadas as seguintes normas em uso
internacionalmente ( Dantas 2007, Petronas n.d & Cepsa 2006).

 SAE (Sociedade dos Engenheiros de Automóveis);


 API (Instituto do Petróleo Americano);
 ACEA (Associação dos Construtores Europeus de Automóveis);
 ISO (International Standards Organizations);
 AGMA (American Gear Manufactures Association);
 NLGI (National Lubricating Grease Institute).

2.3.1 Normas SAE


Segundo Petronas.(n.d), esta sociedade tem como base exclusiva para a classificação dos
lubrificantes à viscosidade, agrupando-os em dois grupos, um contendo a letra "W", (por
exemplo 10W, 20W), e outro sem a letra "W", (por exemplo 30, 40).

Os óleos do grupo com "W", são classificados pela viscosidade máxima a baixa
temperatura de arranque a frio (são para o inverno), pela temperatura máxima de limite
inferior de bombagem, bem como pela viscosidade mínima a 100ºC.

Os óleos do grupo sem "W", são classificados pela viscosidade cinemática mínima e
máxima a 100ºC (são para o verão).

A SAE classifica os óleos em:

 Monoviscos ou monograduados;
 Multiviscosos ou multigraduados.

Óleo monoviscoso - são caracterizados pela alteração da sua viscosidade em função


da temperatura, isto é, quando ele aquece sua viscosidade diminui e quando esfria, aumenta.
São representados por um algarismo somente e também por um algarismo e a letra “w” que
significa winnter na língua inglesa e inverno para a língua portuguesa, conforme mostra a
Figura 17.

34
Figura 17. Óleo monoviscoso
Fonte: Foto tirada pelo autor

Óleos multiviscosos - são óleos que apresentam mais de um grau de viscosidade, ou


seja, não altera a viscosidade, pela variação da sua temperatura. Esses óleos é identificado
pela letra “W” entre dois números (Ex: 20W40, 20w50, etc...), conforme a Figura 18.

Figura 18. Óleo multiviscoso


Fonte : Foto tirada pelo autor

Quanto mais alto for o número da direita, significa maior resistência do óleo a altas
temperaturas e quanto menor for o número da esquerda, maior sua resistência a baixas
temperaturas, ver a Tabela 1e 2.

Tabela 1
Classificação SAE para óleos de Motores

35
GRAU SAE VISCOSIDADE (CP4) NA VISCOSIDADE (cst) A
TEMPERATURA ºC 100ºC
MÁXIMA
0w 6.200 a -35 > 3,8
5w 6.600 a -30 > 3,8
10w 7.000 a -25 > 4,1
15w 7.000 a -20 > 5,6
20w 9.500 a -15 > 5,6
25w 13.000 a -10 > 9,3
20 - 5,6 a 9,3
30 - 9,3 a 12,530
40 - 12,5 a 16,3
50 - 16,3 a 21,95
60 - 21,9 a 26,160

Fonte: Petronas.(n.d). p.28

Tabela 2
Classificação SAE para óleos de caixas de transmissão e diferencias
GRAU DE TEMPERATURA MÁX. VISCOSIDADE A 100º C (cst)
VISCOSIDADE PARA A VISCOSIDADE DE
MÍN, MÁX.
SAE 150.000 CP (ºC)
70w -55 4,1 -

75w -40 4,1 -


80w -26 7 -
85w -12 11 -
80 - 7 < 11

85 - 11 < 13,5

90 - 13,5 < 24

110 - 18,5 < 24


140 - 24 < 41

4
CP – Centipoise é a unidade da viscosidade no sistema CGS

36
190 - 32,5 < 41
250 - 41 -

Fonte: Petronas (n.d). p.28

2.3.2 Normas API

Segundo Petronas.(n.d), a classificação API é a nível do desempenho do óleo


lubrificante, ou seja, classifica os óleos de acordo com critérios de qualidade e tipo de serviço,
dividindo-os em:

 Óleos lubrificantes para motores a gasolina;


 Óleos lubrificantes para motores diesel ou a gasóleo;
 Óleos lubrificantes para engrenagens (Quadro 3).

A API identifica os óleos para motores a gasolina com a letras S, e para motores
diesel pesado identifica-os com a letra C, seguida de uma segunda letra que indica o nível de
qualidade do lubrificante por ordem alfabética (Quadro 2). Quanto maior for a segunda letra
(aproximar-se a Z) maior é a qualidade do óleo, apesar de ter começado pela primeira letra do
alfabeto, isto é: API SA e API CA, ao longo dos anos alguns níveis foram ficando obsoletos.

Figura 19. Imagem de óleo lubrificante com a classificação API


Fonte: Foto tirada pelo autor.

37
Quadro 2
Classificação API actualmente em uso

ELEVADO NÍVEL DE
QUALIDADE
PARA MOTORES A PARA MOTORES A
GASOLINA GASÓLEO
PARA PARA
MOTORES MOTORES A
ÀAGASOLINA GASÓLEO
API SF API CD
API SH API CE
API SJ API CF-4 API SL API CI-4
API SL API CF
API CG-4
API CH-4 CI-4
API CI-4

Fonte: criado pelo autor

Quadro 3

Classificação API para transmissões

GRAU DESCRIÇÃO

Lubrificantes para engrenagens de transmissões que operam com baixas pressões


e velocidades, onde um óleo mineral puro apresenta bons resultados. Inibidores
GL-1
de oxidação, anti-espumantes e abaixadores do ponto de mínima fluidez podem
ser utilizados. Agentes de extrema pressão e modificadores de atrito não devem
constar na formulação.

GL-2 Lubrificantes para engrenagens que operam sob condições moderadas de cargas,
temperaturas e velocidades. Neste caso, um API GL-1 não tem desempenho
satisfatório

GL-3 Lubrificantes para engrenagens que operam sob condições moderadas de carga e
velocidade

Lubrificantes para engrenagens que operam sob condições severas, como


algumas hipnóides de veículos automotivos. Os lubrificantes desta categoria têm
GL-4
que alcançar a performance descrita pela ASTM STP-512 e os níveis de

38
protecção do CRC. Reference Gear Oil RGO-105

Lubrificantes para engrenagens que operam sob condições severas, como


algumas hipnóides de veículos automotivos. Os lubrificantes desta categoria têm
GL-5
que alcançar a performance descrita pela ASTM STP-512 e os níveis de
protecção do CR. Reference Gear Oil RGO-110.

Lubrificantes para transmissões manuais que operam sob condições severas.


Possuem em sua formulação aditivos EP com estabilidade térmica. Pode ser
MT-1
utilizado em substituição à especificação API GL-5.

Fonte: (Petronas n.d, p. 31)

2.3.3 Normas ACEA


Segundo Petronas.(n.d), esta associação, classifica os lubrificantes pelas letra A, B ou
E, seguido de um algarismo, onde a letra define o tipo de motor e o algarismo que se segue, o
nível de qualidade. Os dois algarismos que aparecem no final, dizem respeito ao ano da
emissão da especificação, conforme a descrição que se segue:

 (A) - lubrificantes para motores ligeiros a gasolina;


 (B) - lubrificantes para motores ligeiros a diesel;
 (E) - lubrificantes para motores pesados a diesel.

Quanto maior for o algarismo que segue da letra, melhor é a sua viscosidade e
apresenta maior exigências para o teste. São apresentadas uma sequências da classificação
ACEA que entrou em vigor em 2002 no Quadro 4.

Quadro 4
Classificação ACEA

MOTORES LIGEIROS A MOTORES LIGEIROS A MOTORES PESADOS A


GASOLINA GASÓLEO GASÓLEO

ACEA A1 ACEA B1 ACEA E2-96

ACEA A1-02 ACEA B1-02 ACEA E3-96

ACEA A2-96 ACEA B2-98 ACEA E4-99

39
ACEA A3-02 ACEA B4-02 ACEA E5-02

ACEA A4-nn ACEA B5-02

ACEA A 5-02 ACEA B3-98

Fonte: Criado pelo autor

2.3.4 Normas ISO


Segundo Petronas.(n.d), o sistema ISO, estabeleceu os graus do seu próprio sistema
(ISO), segundo a viscosidade cinemática do lubrificante industrial, na temperatura de 40º C
conforme mostra a Tabela 3.

Tabela 3 - Classificação ISO para óleos industriais


TODAS AS VISCOSIDADES A 40ºC. USAR OS "ASTM D 341
CHARTS" PARA DETERMINAR UMA VISCOSIDADE EM
GRAU ISO OUTRA TEMPERATURA
VISCOSIDADE
PONTO CINEMÁTICA, CST EQUIVALÊNCIA
MÉDIO DE Mín. Máx. APROXIMADA EM
VISCOSIDADE, SSU
CST

ISO vg 2 2,2 1,98 2,42 32


ISO vg 3 3,3 2,88 3,52 36
ISO vg 5 4,6 4,14 5,06 42
ISO vg 7 6,8 6,12 7,48 50
ISO vg 10 10 9,00 11,0 60
ISO vg 15 15 13,5 16,5 77
ISO vg 22 22 19,8 24,2 105
ISO vg 32 32 28,8 35,2 150
ISO vg 46 46 41,4 50,6 215
ISO vg 68 68 61,2 74,8 315
ISO vg 100 100 90,0 110 465
ISO vg 150 150 135 165 700
ISO vg 220 220 198 242 1.000
ISO vg 320 320 288 352 1.500

40
ISO vg 460 460 414 506 2.150
ISO vg 680 680 612 748 3.150
ISO vg 1.000 1.000 900 1.100 4.650
ISO vg 1.500 1.500 1.350 1.650 7.000
Fonte: (Petronas n.d. p.32)

2.3.5 Normas AGMA

Segundo Petronas.(n.d), a AGMA faz somente a classificação dos óleos para engrenagens
fechadas e abertas usando algarismos com a particularidades de 14R, 15R e os óleos
Compound que apresentam 3% a 10% de gordura natural ou sintética (Tabela 4 e 5).

Tabela 4

Classificação AGMA para lubrificantes de engrenagens fechadas


GRAU AGMA (SEM EP) VISCOSIDADE GRAU AGMA (COM)
SSU a 100ºF cSt a 37,8ºC EP)
1 193/135 71, 4/50,6 -

2 248/347 61,2/74,8 2 EP

3 417/510 90/110 3 EP

4 626/765 135/165 4 EP

5 918/1.122 198/242 5 EP

6 1.335/1.632 288/352 6 EP

7 Compound 1.919/2.346 414/506 7 EP

8 Compound 2.837/3.467 612/748 8 EP

8A Compound 4.171/5.098 900/1.100 -

Fonte: (Petronas n.d. p. 33)

41
Tabela 5
Classificação AGMA para lubrificantes de engrenagens abertas

VISCOSIDADE
GRAU AGMA (SEM EP) SSU A 100ºF SSU A 210ºF GRAU AGMA (COM)
EP)
4 626/765 - 4 EP
5 918/1.122 - 5 EP
6 1.335/1.632 - 6 EP
7 1.119/2.346 - 7 EP
8 2.837/3.467 - 8 EP
9 6.260/7.650 - 9 EP
10 13.350/16.320 - 10 EP
11 19.190/23.460 - 11 EP
12 28.370/34.670 - 12 EP
13 - 850/1.000 13 EP
14R - 2.000/4.000 -
15R - 4.000/8.000 -

Fonte: Petronas (n.d). p.33

2.3.6 Normas NLGI


Segundo Petronas.(n.d), a classificação NLGI baseia-se na penetração trabalhada da massa
lubrificante, isto é quando a mesma é submetida, antes do ensaio a 60 golpes em um aparelho
padronizado. Este sistema, especifica 9 graus, desde 000, a mais macia, passando por 00, 0, 1,
2, 3, 4, 5 e 6, a mais dura (Tabela 6). Os graus mais usados são 1, 2 e 3.

Na análise da sua consistência, quanto maior for a profundidade de penetração no cone


de ensaio, mais branda ou menos consistente é a massa.

Tabela 6

Classificação NLGI para massas lubrificantes

GRAU DE CONSISTÊNCIA PENETRAÇÃO ASTM @ 25ºC EM 1/10


mm
000 445/475

00 400/430

0 355/385

42
1 310/340

2 265/295

3 220/250

4 175/205

5 130/160

6 85/115

Fonte:( Cepsa 2006, p. 25)

2.4 Combustível (conceitos)

Os combustíveis têm sido uns dos maiores campos de estudo no conjuntos das ciências
e tecnologia pelo facto da sua utilização mover o mundo, no entanto a forma eficiente do
trabalho com a energia calorífica, obtida através dos combustíveis, tornou crescente o
consumo de combustíveis, Segundo Andrade (n.d).

Segundo Dionysio e Meirelles (n.d), qualquer substância que ao reagir com o oxigénio
ou outro comburente produz calor, chama, gases e há liberação de uma energia que pode ser
utilizável, ou seja algo susceptível de combustão trata-se de combustível.

Existem vários tipos de combustíveis e os mais utilizados dividem-se em dois grupos,


Os destilados, onde encontramos o Gasóleo, Gasolina e o Petróleo, Os residuais onde
encontramos a Nafta. Nas unidades navais utiliza-se o gasóleo nos motores propulsores,
motores geradores, em caldeiras, caldeirinhas e nas embarcações, enquanto que a gasolina é
usada mais nos motores fora de borda, de acordo com CFR EN-MEC R. da Silva (aula, 26
de Novembro, 2015).

2.4.1 Função e tipos do combustíveis


A queima de combustível é usada para gerar energia e produzir trabalho
movimentando os motores de máquinas veículos e até mesmo gerar energia eléctrica, de
acordo com o Portal de pesquisas temáticas e educacionais (n.d).

43
a) Tipos de combustíveis

De acordo com Andrade (n.d), os combustíveis podem ser classificados quanto:


 A sua origem: Fósseis (Não-Renováveis) e Vegetais (Renováveis), ver os Quadros
5e6;
 A sua natureza: Natural e Artificial (Quadro 7);
 O seu estado físico: Sólido, Líquido e Gasoso (Quadro 7).

Quadro 5
Combustíveis fósseis

ORIGEM COMBUSTÍVEL DERIVADOS


BÁSICO
GLP
Gasolina
Petróleo Óleos diesel
Fósseis Óleo combustível
Óleos residuais

Gás natura ----------------------


Xisto betuminosos Gases manufacturados
Carvões minerais

Fonte: (Andrade n.d, p. 22)

Quadro 6
Combustíveis vegetais

ORIGEM COMBUSTÍVEL DERIVADOS


BÁSICO
Cana de açúcar Bagaço de cana
Álcool etílico
Vegetal Carvão vegetal
Lenha Gases manufacturados
Metanol
Resíduos vegetais Biogás

Fonte: (Andrade n.d, p. 22)

44
Quadro 7
Estado físico dos combustíveis

ESTADO FÍSICO NATURAIS ARTIFICIAIS


DOS
COMBUSTÍVEIS
Sólidos Lenha, casca, turfa, Coque, briquetes, carvão
carvão mineral vegetal
Produtos da destilação de
Líquidos Petróleo bruto petróleo, álcoois e óleos
vegetais.
Gasosos Gás natural GPL, acetileno, propano,
butano

Fonte: Autor.

2.4.2 Características principais dos combustíveis


As substâncias apresentam características ou propriedades que os identificam e as
diferenciam das outras. Assim sendo os combustíveis apresentam as seguintes características
segundo Andrade (n.d).

 Viscosidade - indica a resistência que o fluido apresenta para escoar;


 Ponto de fluidez - indica a temperatura mínima em que o combustível flui sem
apresentar problema;
 Ponto de fulgor – é a temperatura de inflamação do combustível
 Teor de enxofre – é a substancia nociva resultante da queima do combustível;
 Ponto de inflamação - é a temperatura na qual o combustível, aquecido no mesmo
aparelho, inflama-se em toda a superfície, ao contacto de uma chama.
 Limite de inflamabilidade – é a capacidade de queima da substância, servindo de
campo de propagação do fogo.;
 Cor/cheiro – a cor do combustível pode variar de incolor, amarelo e verde quando
é aditivada, com cheiro característico;
 Densidade – é a grandeza que relaciona a massa do material com o volume
ocupado por ele, e a sua unidade no SI é Kg/ m³;
 Poder calorífico - é a quantidade de calor (energia) liberada quando o combustível
entra em combustão, sendo expressa em J/kg, cal/kg, ou J/Nm³;

45
 Toxicidade – um bom combustível não deve ser tóxico ou então apresentar um
grau muito reduzido de toxidade ;
 Índice de cetano) - é a capacidade do gasóleo resistir à detonação que leva à perda
de potência e pode causar danos ao motor;
 Índice de octano - é a capacidade da gasolina de resistir à detonação que leva à
perda de potência e pode causar danos ao motor.

46
3. ANÁLISE E DISCUSSÃO DE RESULTADOS

3.1 Equipamentos do navio com os respectivos combustíveis e


lubrificantes recomendados.

Para a elaboração de cartas de lubrificação e combustíveis é bastante relevante o


conhecimento do equipamento, o lubrificante recomendado, saber a zona onde o navio vai
operar, tendo em conta as situações climáticas, situações económicas e conhecer as
equivalências comerciais.

Os conceitos tratados no capitulo 2, têm suporte essencial para uma discussão que
conduzirá a elaboração das cartas em questão com maior clarividência.

Dos vários equipamentos do navio que usam lubrificantes e combustíveis, estão


apresentados nesse ponto os identificados, a partir de figuras reais com os respectivos
lubrificantes em quadros, assim como as suas característica, método de deste, rotações
definidas para o seu desempenho, temperatura e outras, atendendo a particularidade de cada
equipamento, em conformidade com manual do fabricante.

 Motor propulsor mtu (Figura 20, Quadro 8);


 Gerador de emergência (Figura 21, Quadro 9);
 Gerador auxiliar (Quadro 10);
 Embreagem de ajuste automático (Figura 22, Quadro 11);
 Bomba de incêndio (Figura 23, Quadro 12 e 13);
 Cabrestante (Figura 24, Quadro 14);
 Compressor de ar (Figura 25);
 Grua (Figura 26, Quadro 15);
 Gancho de reboque (Figura 27, Tabela 7);
 Motor fora de borda (Quadro 16);
 Motor d3-sola da volvo penta (Figura 28 );
 Electro bomba centrifuga vertical (Quadro 17);
 Rolamento de apoio do veio (Figura 29, Quadro 18);
 Caixa redutora (Figura 31, Quadro 19);
 Centrifugador (Figura 32, Quadro 20);
 Veio propulsor (Figura 33, Quadro 21).

47
Figura 20. Motor propulsor MTU
Fonte: Foto tirada pelo autor

Quadro 8
Lubrificantes e combustível recomendado para o motor propulsor MTU

VISCOSIDADE ATÉ METÓDO DE ÓLEO GRAUS


100°C TESTE

Óleos para motor


Máx . m𝑚2 /s ASTM D445 categoria 2.1 da MTU
e DIN 51562
Mín. m𝑚2 /s Texaco Ursa Super LA SAE 30, 40
Castrol MLC SAE
Cyclon D Prime
Agip Cladium 120

Essolube X 4 SAE 40
Addinol Marine MS4011 SAE 40
SA Addinol Turbo Diesel SAE 30
MD305 Addinol Turbo SAE 40

API CG-4/CH-4
ACEA E2–96

Mobil Delvac MX Extra


Mobil Delvac MX SAE 5W-30
SAE 10W-40
15W-40

Combustível Gasóleo

Fonte: (MTU 2010, p. 9 ).

48
Figura 21. Gerador de emergência
Fonte: Foto tirada pelo autor.

Quadro 9
Lubrificantes e combustível recomendado para o gerador de emergência

PRODUTO PARA TEMPERATURAS PARA TEMPERATURAS


ABAIXO DE 20°C ACIMA DE 20°C
Óleo SAE 30 ou óleo multigrado SAE 40
lubrificante
Combustivel Óleo diesel marinho (ISSO-F-DMB, JISK2205-CLASS1-No.2)
Gasóleo marinho (ISSO-F-DMA, JIS-K-2204-No.2)
Viscosidade Quantidad Ponto de Quantidad Ponto de
Combustíveise Cst e de mobilidade e de cinza inflamação
quivalentes (50°C) cetano (°C) mass% (°C)
com as 2.0 - 3.6 45 -55 ˂ - 10 ˂ 0.03 > 60
caracteristicas

Fonte: (Yanmar 2010, p. 4 -1 ).

Quadro 10
Lubrificantes e combustível recomendado para o gerador de auxiliar

API SAE PONTO DE PONTO VISCOSIDADE ÍNDICE


FULGOR DE CINÉTICA M𝐦𝟐 /S DE
(°C) FLUIDEZ 40°C 100°C VISCO-
(°C) SIDADE
CD 30 > 230 ˂ - 10 105 – 125 11- 12.5 96 – 110
40 > 240 ˂ - 7.5 140 - 155 14–15.5
Combustível Óleo diesel marinho (ISSO-F-DMB, JISK2205-CLASS1-No.2)
Gasóleo marinho (ISSO-F-DMA, JIS-K-2204-No.2)

49
Equivalentes com viscosidade Quantidade Ponto Quantidade Ponto de
as caracteris- Cst(50°C) de cetano de de, cinza inflamaçã
ticas mobilidade mass% o (°C)
(°C)

2.0 - 3.6 45 -55 ˂ - 10 ˂ 0.03 > 60

Fonte: (Yanmar 2010, p. 22 ).

Figura 22. Embreagem de ajuste automático (Power take off 244)


Fonte: Extraído de www.escopower.be>producers>hidraulic-power-take-offs/

Quadro 11
Lubrificantes recomendado para a embreagem de ajuste automático

ÓLEOS
TEMPERATURA SAE API ÓLEO DE
TRANSMIÇÃO
Abaixo de 66ºC (150º F) Não aprovou-se nenhum óleo nessas
condições de trabalho
66º - 85º C (150º - 185º F) SAE 30 API CD C–3
80º -100º C (175º - 210º F) SAE 40
Acima de 100º C (210º F) Não aprovou-se nenhum óleo nessas
condições de trabalho

Fonte: (Twin 1997, p. 2-5).

50
Figura 23. Bomba de incêndio (bba pumpen bv)
Fonte : Foto tirada pelo autor

Quadro 12
Óleos recomendadas para bomba de incêndio

TEMPERATURA ÓLEOS
-30 º C à 0º C ISO VG 15, 22, 32 óleo para motor
0º C à 50º C ISO VG 15, 22, 32 óleo para turbina
50º C à 80º C ISO VG 46, 68, 100 óleo para turbina
80º C à 110º C ISO VG 150, 200 óleo de rolamento

Fonte: (Bruim 2005, p. 69 ).

51
Quadro 13

Massas lubrificantes recomendadas para bomba de incêndio

PRODUTORES MASSAS LUBRIFICANTES


NLGI – 2 NLGI – 3
BP LS 2 LS 3
Chevron Polyurea EP grease – 2
Esso Beacon 2 Beacon 3
Beacon EP 2 Unirex – N3
Fina Lical EP 2 Ceran HV
Marson L 2
Gulf Crown grease Nº 2 Crown grease Nº 3
Mobil Mobilux Ep 2
SKF LGMT 2 LGMT 3
LGHQ 3
Shell Alvania R 2 Alvarina R3
Darina grease R 2
Texaco Multifax EP – 2
Total Multis EP – 22

Fonte: (Bruim 2005, p. 69 ).

Figura 24. Cabrestante


Fonte: Fotografia tirada pelo autor

52
Quadro 14
Óleos recomendados para o cabrestante

ROTAÇÃO TEMPERATURA AMBIENTE


-10 … 15º C 0… +30º C +10…+50º C
0…10 rpm VG 150 VG 220 VG 320
10… rpm VG 68 VG 150 VG 220
Guincho com VG 68 VG 68 VG 68
embeagem multichapa

Fonte: (Damen 2011, p. 2).

Figura 25. Compressor de ar


Fonte: Fotografia tirada pelo autor

53
É recomendado usar o óleo de compressor PAO para manter o compressor em
excelente condição (Atlas 2004).

Figura 26. Grua (ned-deck)


Fonte: Fotografia tirada pelo autor

Quadro 15
Lubrificantes e óleo hidráulico recomendado para a grua

TEMPERATURA AMBIENTE DE -30 À +50º C


Fabricantes Freio hidráulico Lubrificação de Lubrificação Cabrestantes
mamilos de cabos de aço planetários
BP Energol ou Energrease Energrease Emersyn HTX
batran HV 15 MP-MG 2 MP-MG 2 220
Castrol AWHM – 15 Spheerol Sx 2 Spheerol Sx 2 Alphasyn HG
150

54
Chevron Dura-lith Open gear
Mechanism LPS Grease EP 2 Lubricant 250
15 NC
ESSO Univis N15 Beacon EP 2 Surch fluid NX- Excolub SLG
4k
Mobil D.T.E 11M Mobilux EP 2 Mobilarma 798 Glygoyle 22
Glygoyle 30
SHC 630
Total lub Visga 15 Seran WR 2 Seran AD Epona SA 220
marine
Shell Tellus T15 Alvania Mallus Tivela oil 220
Grease EP 2 Fluid GL250
Grease R3 Rodina RL 2
Texaco Rando oil HD-Z- Multifak EP 2 Texclod- Synlube CLP
15 premium 2 220
Crater-premium
2
Gulf Gulf harmony Gulf crow Gulf open Gulf EP
HV15 EP Gear grease Lubricant HD
220

Fonte: (Ned-Decck 2012, p. 55 ).

Figura 27. Gancho de reboque (towing hook)


Fonte: Fotografia tirada pelo autor

55
Tabela 7
Massas lubrificantes recomendado para o Gancho de reboque (towing hook)

FABRICANTE MASSA LUBRIFICANTE TEMPERATURAS


Carl bechem Gmbh Bechem UWS LFB super 2 -20º C / +120º C
Berulub kryotox EP 2 -55º C / +120º C
O.K.S O.K.S 416 -55º C / +120º C
Shell Calithia EP grease T 2 -10º C / +120º C
Alvania EP grease 1e 2 -15º C / +110º C
BP Energrease L 2 -30º C / +100º C
Mobil Mobil grease 28 -55º C / +175º C
Mobillith SHC 220 -35º C / +200º C
Molycote TTF 52 -55º C / +120º C
Kluber F23 A -55º C / +120º C
Isolflox super LDS 18 -35º C / +120º C

Fonte: (Mampaly 2011, p. 13).

Quadro 16
Combustível e óleo lubrificante recomendado para o motor fora de borda

COMBUSTÍVEL ÓLEO LUBRIFICANTE


RECOMENDADO ALTERNATIVOS

Use uma gasolina de boa qualidade que Yamalube - óleo de Se o óleo do motor
atenda ao mínimo de octanagem de 90. motor de 2 tempos recomendado não estiver
Se ocorrer uma batida ou ping, use uma disponível, outro óleo de
marca diferente de gasolina ou motor de 2 tempos com
combustível premium sem chumbo. uma classificação TC-
W3 certificada pela
NMMA pode ser usado.

Fonte: Yamaha. (2007, p. 12).

56
Figura 28 - Motor volvo penta
Fonte: Extraído de www.volvopenta.com.br

É recomendado o uso de uma gasolina de boa qualidade que atenda ao mínimo de


octanagem de 90. (Volvo 2011)

Quadro 17
Massas lubrificantes recomendadas para a electro bomba centrifuga vertical

FABRICANTE MASSAS LUBRIFICANTES

Kluber Kluber BEM-41-132

Shell Álbida SEM-2

Esso Unirex N2, N3 ou S2

Mobil Mobilth SHC 100

SKF LGHQ3

Fonte: (Azcue n.d)

57
Figura 29. Rolamento (renk bearing)
Fonte: (Renk 2011, p. 1)

Quadro 18
Óleos lubrificantes para Rolamento (renk bearing)

ÓLEOS RECOMENDADOS ISO VG ÓLEOS PERMITIDOS SAE

Para a lubrificação de rolamento recomendamos O óleo mineral da classificação SAE


óleo mineral de viscosidade ISO VG classificado para motores é também permitido para
pela DIN 51517 parte 2 (óleo circulante CL) e uso no rolamento.
DIN 5152 parte 1 (Lubrificante hidráulico HL).

Fonte: (Renk 2011).

58
Figura 30. Caixa redutora
Fonte: Foto tirada pelo autor

Quadro 19
Óleos para a caixa redutora recomendados pelo fabricante

FABRICANTE TIPOS DE ÓLEO


Óleo de lubrificação para motor SAE 30
BP Energol DS3-153
Energol IC-HFX 203
Energol DL C3-30
Castrol Castrol MHP 153
Castrol TLX PLUS 203
Castrol MLC 30
Castrol MPX 30
Chevron Ursa marine 30
Taro 16 XD 30
Taro 20 DP 30
Delo 1000 marine 30
ExonMobil Mobil delvac 1330
Mobil delvac 1630
Mobilgard 312
Mobilgard ADL 30
Total Coprano TD 30
Rubia S 30
Total marine Disolam 3015
Disolam 3020
Shell Shell Marina S 30
Shell Marina 30
Shell gadinha AL 30

Fonte: (Reintjes 2011, p. 25).

59
Figura 31. Centrifugador de gasóleo
Fonte: Fotografia tirada pelo autor

Quadro 20
Óleos recomendados para o Centrifugador de combustível

FABRICANTE DESIGNAÇÃO DO ÓLEO COM ÓLEOS PARA HIGIENE


A CLASSIFICAÇÃO ISO VG COM A
CLASSIFICAÇÃO ISO
VG
Alfa laval 546098-81(4 litros)
546098-83 (1 litro)
BP Bartran 150
Bartran HV 150
Alpha ZN 150
Castrol Hyspin AWH (-M) 150
Hyspin AWS 150

Chevron Rando HD 150


Paper machine oil XL 150
ExxonMobil Mobil DTE PM 150 Mobil DTE FM 150
Mobil DTE 19M (ISO VG 150) (Mineral/PAO)

60
Mobil vacuoline 528 (ISO VG 150)
Nuto H 150
Mobilgear 600 XP 150
Bel-Ray Bel-Ray No-Tox gear oil 85
Bel-Ray No-Tox anti-wear
40
Total Keystone nevastane EP 150

Fonte: (Alfa 2008, p. 140 ).

Figura 32. Veio propulsor


Fonte: (Simplex 2010, p.135)

Quadro 21
Óleos recomendados para o veio propulsor

NOME DO ÓLEO SAE ÓLEO PARA ÓLEO OUTROS


MOTOR HIDRÁULICO ÓLEOS
Disola M 4015 40 
Disola MT 30 30 
Turbine T 100 30 
Turbine T 68 20 
Elf espona Z 150
Rubia H 30 30 
Rubia H 40 40 
Rubia S 30 30 
Rubia S 40 40 
Biohydran TMP 100 
Hidrox 21 (2024) 50 
Hidrox 550 (2018) 20 / 30 
Hidrox 8 EP (2019) 
Hidrox EP 150 
Hidrox Bio 68 20 
Hidrox Bio 100 30 
Hidrox Bio 220 50
Dimol HD 

61
Panta 20 
Panta 30 
Panta 40 

Fonte: (Simplex 2010, p.140).

3.2 Óleos lubrificantes comercializados no país e equivalentes.

O fabricante dos equipamentos recomenda os lubrificantes a serem usados nos


respectivos equipamentos, onde maioritariamente das recomendações são apresentadas várias
marcas e fabricantes e fabricantes diferentes de lubrificantes, dando opções de escolher o
lubrificante a usar. Esses e outros lubrificantes de diferentes fabricantes constituem as
equivalências comerciais. Assim sendo são apresentados os lubrificantes para motores
comercializados no país no Quadros 22, enquanto que o Quadros 23 apresenta outros
lubrificantes também comercializados no país, o Quadros 24 e 25, apresentam os lubrificantes
equivalentes.

A informação relativamente aos lubrificantes identificados nesse ponto foram


adquiridas pelo autor a partir do mercado informal, acabando tendo pouca informação dos
mesmos.

Quadro 22
Lubrificantes para motores comercializados no país

ÓLEOS PARA MOTORES NAS RESPECTIVAS CLASSIFICAÇÕES


Puma motor oil for diesel Puma pug plus, full Ngol diesel 40
petrol engines SAE40, API: synthetic SAE5w40 SAE 40; API:CF/SF
CF-4/SJ ACEA E1
SAE15W40, API: CI-4/SL Óleo para motor SAE30; SAE40; API CD
SAE20W50, API: SL/CF API CD
Ngol diesel 15W40 Ngol MG 40, motor a VIP, diesel oil SAE50;
API:CH-4, Motor a 4 tempo gasolina, SAE40 API:CF

Castrol magnatec 10w40 Castrol EDGE 5W40


Castrol GTX 15W40; API
CI-4/SL
Galp fórmula system Galp galáxia ultra XHP Galp galáxia super 15W40
SAE15W40; API: SL/CF; 10W40
ACEA A3/B3

Fonte: Autor

Quadro 23

62
Outros lubrificantes comercializados no país

PARA CAIXAS OUTROS TIPOS MASSAS


LUBRIFICANTES
Puma gear oil 80w90, Gl-5 Puma ATF III, automatic Puma LX2
transmission fluid
VIP, Gear oil Galp, Massa de lítio
Óleo de valvolina 80w90; API: Óleo de transmissão C-3 EP-2
GL-4

Galp transmatic DII Óleo para compressor de ar, Ngol multimax super
PAO nos graus ISO 32
…………………… Lubrax Compsor PAO Lical EP 2

…………………… HLP 32, ISO VG 32


Mobilux EP 2

…………………… Óleo de lubrificação para Marson L 2


turbinas, ISO VG 22, 32,
150, 220
…………………… ……………………
Mobil DTE FM 150
(Mineral/PAO)
Keystone nevastane EP 150

Fonte: Autor

Quadro 24
Lubrificantes equivalentes

LUBRIFICANTES EQUIVALENTES
ÓLEOS EQUIVALENCIA MASSAS EQUIVALENCI
A
Óleo de lubrificação Óleo de transmissão C- Galp, Massa de Lical EP 2
para motor com os 3 lítio EP-2 Mobilux EP 2
graus: Marson L 2
SAE 30 Ngol multimax
API CD super

Óleo de lubrificação Lubrax Compsor PAO Energrease MP- Spheerol Sx 2


sintético para MG 2
compressor de ar,
PAO nos graus ISO
32
Galp hidrolep 46 Calithia EP grease Alvania EP
Castrol AWHM – 15 Castrol Alphasyn HG T2 grease 1e 2
150
Yamalube - óleo de Ngol MG 40, motor a ………………… Calithia EP
motor de 2 tempos gasolina, SAE40 grease T2

63
Mobil DTE FM 150 Keystone ……………….. ……………….
(Mineral/PAO Nevastane EP 150
Hyspin AWS 150 Galp hidrolep 46 ……………….. ……………….

Fonte: Autor, com base os manuais dos fabricantes

Quadro 25
Lubrificantes equivalentes

ÓLEO LUBRIFI- ÓLEO LUBRIFI - ÓLEO LUBRIFI - MASSAS


CANTE 15W40 CANTE PARA CANTE PARA LUBRIFI -
PARA MOTORES COMPRESSORES ENGRENA - CANTES
DIESEL DE AR GENS,
Galaxia ld 15w40 Oleo lubrificante, mi- Ep iso vg 68 Alvania r3
Delvac mx 15w-40 neral iso vg 100 Omala 68 Belona 3
Super diesel 15w40 Corena p 100 Transgear 68 Mobilux ep 3
Rimula x 15w40 Dacnis p 100 Mobilgear 626 Mobilux ep 2
Aircol pd 100
SAE 40 Ep iso vg 220 Belona 2
Disola M 4015 Omala hd220 Alvania r2
Rubia H 40 Transgear scm 220 Spheerol ap2
Rubia S 40 …………………….. Mobil shc 630 Mobilux 2

SAE 30 Ep iso vg 100


…………………….. Epona z 100 …………………
Shell Marina S 30
Omala s2 g100 ……..
Mobil delvac 1330 Transgear 100
Mobil delvac 1630
Ursa marine 30
Castrol MLC 30
Castrol MHP 153
Energol DS3-153
Energol IC-HFX 203

Ep iso vg 150
………………….. …………………….. Omala 150 ……………….
Spartan ep 150

Fonte: (DINAV, 2017)

64
3.3 Cartas de lubrificação e combustíveis (elaboração)
Para a elaboração das cartas de lubrificação e combustível baseou-se nas cartas da
Marinha Portuguesa. A identificação dos equipamentos do navio que usam lubrificantes e
combustíveis foi a primeira preocupação e seguindo-se a preocupação de conhecer os
lubrificantes recomendados pelo fabricante dos mesmos equipamentos.
Os produtos (lubrificantes e combustíveis) recomendados pelos fabricantes constituem
maioritariamente as cartas elaboradas, complementado pelo produto alternativo.
São elaboradas as cartas de lubrificação e combustíveis para o navio Ngola Kiluange,
conforme as necessidades identificadas pelo autor, e não exactamente como as cartas de
lubrificação da Marinha Portuguesa, procurando enquadra-los nas situações climáticas e
económicas do país (Angola).
Quanto a sua constituição, apresentam informações essenciais para a sua finalidade,
conforme descrito abaixo:
 Carta de lubrificação ou/ e combustível;
 Unidade – referindo-se da unidade da pertença da carta (Ngola Kiluange);
 Equipamento – referindo-se do equipamento da pertença da carta;
 Modelo – referindo-se do modelo ou um código que identifique o equipamento em
causa;
 Produto recomendado – referindo-se ao lubrificante determinado a ser usado;
 Partes ou órgãos a lubrificar – referindo-se das partes onde serão usadas os
lubrificantes;
 Produto alternativo/ emergência – referindo –se do lubrificante que pode ser usado
na falta do recomendado e as suas equivalências comerciais;
 Equivalentes comerciais – lubrificantes que apresentam as mesmas características;
 O.B.S – referindo-se das observações que forem feitas.

65
CONCLUSÃO

O uso de cartas de lubrificação e combustíveis nas unidades navais têm grande


importância, pelo que conduz a uma exploração eficiente do navio salvaguardando o seu
tempo de vida útil, e cria uma ligação positiva entre o navio e o organismo abastecedor,
permitindo o abastecedor ter conhecimento do lubrificantes e combustíveis necessários para o
navio.

Para a elaboração das cartas de lubrificação e combustíveis teve-se em consideração os


seguintes pressupostos:

 Conhecimentos teóricos sobre lubrificantes e combustíveis;


 Conhecimentos dos equipamentos do navio que usam lubrificantes e combustíveis;
 Conhecimentos dos lubrificantes recomendados pelo fabricante;
 Conhecimentos das equivalências comerciais e lubrificantes alternativo.

Concluiu-se que, as cartas de lubrificação e combustíveis elaboradas se forem usadas


conforme as orientações exigidas, haverá resultado positivo relativamente a salvaguarda da
vida útil do navio Ngola Kiluange, pelo que a probabilidade de uso de lubrificantes e
combustíveis inadequados serão reduzidos.

a) Dificuldades

Durante a elaboração de um trabalho de pesquisa, assim como outros, regista-se


dificuldades. Neste trabalho Registaram-se as seguintes dificuldades:
 A falta de catalogação dos equipamentos do navio dificultou a identificação dos
mesmos;
 Falta de apoio por parte das instituições responsáveis pelo fornecimento, produção
e vendedores de lubrificantes no país, para dar conhecimento da existência dos
lubrificantes recomendados no mercado nacional, e saber dos preços pelos quais
são vendidos, o que levou o autor fazer a busca no mercado informal, acabando
assim por ter pouca informação sobre os mesmos;
 Falta de informação bibliográfica acerca de cartas de lubrificação e combustíveis
para justificar a fundamentação teórica, o que levou o autor a recorrer à instituição
Marinha Portuguesa (DINAV), possuidores e elaboradores de cartas de
lubrificação, a fim de recolher dados por meio de entrevistas, e observação.

66
b) Propostas e sugestões
 Propõem-se a implementação das cartas de lubrificação e combustíveis, que
serviram de plena importância para a salvaguarda do navio Ngola Kiluange;
 Sugere-se que essa temática ainda seja estudada a fim de ser melhorada com a
identificação de outros equipamentos não identificados neste trabalho;
 Sugere-se que a entidade competente da MGA catalogue os equipamentos
existentes nos navio de modo a facilitar a sua localização.

67
REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS

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http://www.manutencaoemfoco.com.br/lubrificacao-e-seus-metodos/.
Alfa laval Tumba AB . (2008). Separator manual P605 . Swede: Author.
Andrade, A. S. (n.d). Combustíveis. Extraído de
http://www.madeira.ufpr.br/disciplinasalan/AT101-Aula01.pdf.
Atlas Copco. (2004). Instrution book. Belgium : Author.
CEDTEC, E. P. (2012). Lubrificantes: Aplicação e Controle . Extraído de
http://www.ebah.com.br/content/ABAAAAG60AI/apostila-lubrificantes-aplicacao-
controle.
CFR EN-MEC R. da Silva (aula, 26 de Novembro, 2015). Sistema de combustíveis e
lubrificantes. Academia Naval. Luanda. Angola.
Damen Shipyards. (2011). Users manual winches. Nederland: Author.
Dantas, G. (2007). Especificação Técnica do Óleo Lubrificante(I). Extraído de
http://www.sinalbahia.com.br/site2007/info.php?cod_tipo=1&cod=15.
Dionysio R. B, &. M. (n.d). Combustíveis: A química que move o mundo. Extraído de
http://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/br/legalcode.
Direcção de Navios da Marinha portuguesa . ([DINAV], 2017). Cartas de lubrificação do
NRP Viana de Castelo e Figueira da Cruz. Alfeite: Autor.
Gândara, G. ( 2000). Óleos lubrificantes minerais: uma analise das potencialidades da
reutilização. (Dissertação).Universidade Metodista de Piracicaba. Santa Bárbara
d’Oest.
Grando, E.G., Sobral, L.G., & Camargo, P. N. (2010). Métodos de aplicação de lubrificantes.
(trabalho escolar).Universidade estadual paulista. (2010). São paulo. Brasil.
Bruim J. (2005). Operating Instruction B-serie. (2.4 version). Holland: BBA pompen BV.
Mampaly. (2011). Operation manual. Holland: Author.
Motor and Turbine Union [MTU]. ( 2010). Fluids and lubricants specifications. Germany:
Author.
Ned-Decck marine. (2012). Technical manual. (0.0 version). Holland: Author.
Northrop Grumman. ( 2011). Instruction manual. Netherlands: Author.
Petronas lubrificantes Brasil S.A . (n.d). Princípios básicos de lubrificantes e lubrificação.
Brasil: Autor.
Portal de Pesquisas Temáticas e Educacionais . (n.d). Combustíveis Fósseis. Extraído de
http://www.suapesquisa.com/o_que_e/combustiveis_fosseis.htm.

68
Portuguesa Petróleos [Cepsa]. (2006). Manual de lubrificação automotivo. Portuga: Autor.
PTDINAV 001. (2005). Manual de combustíveis e lubrificantes (Não publicado). Alfeite:
Autor.
Reintjes. (2011). Technical manual. Germany: Reintjes Gmbh.
Renk . (2011). Operating instruction. Germany: Author.
Schottel. ( 2011). Installation documentation. Germany: Author.
SENAI e CST. (1997). Lubrificação Mecânica. Lisboa: Senai.
Simplex Compact Seal. (2010). Operating Manuel. Germany: Blohm + voss industries Gmbh.
Texaco . ( 2005). Fundamentos da lubrificação. Brasil: Chevron corporation.
Twin disc. ( 1997). Service manual for HPTO 244. Belgium: Twin disc international S.A.
Volvo Penta . ( 2011). Operator´s manual. Sweden: AB Volvo Penta.
Yamaha. (2007). Owener´smanual. Japan: Author.
Yanmar . (2010). Operation & Maintenance manual. Japan : Author.
Yanmar . (2010). Operation manual. Japan : Author.

69
APÊNDICE - ENTREVISTA

No processo de recolha de dados na direcção de navios da Marinha de Guerra


Portuguesa foram abordadas e esclarecidas questões sobre elaboração de cartas de
lubrificação e outras pelo CFR EN MEC Gameiro Mateus e 2TEN STN Joana Rodrigues ,
conforme apresentadas abaixo:

1. O uso das cartas de lubrificação na Marinha de Guerra Portuguesa.

2. Problemas com os equipamentos por uso de lubrificantes inadequados.

3. Importância do uso de cartas de lubrificação

4. Os documentos que servem de base para a elaboração ou criação de cartas de


lubrificação.

5. Conceitos de lubrificação e combustíveis .

6. Pressupostos para elaboração de carta de lubrificação.

7. Importância da catalogação dos equipamentos do navio.

8. Organismos abastecedores de lubrificantes e combustíveis ao navio.

9. O que fazer quando não há no país o lubrificante recomendado pelo fabricante.

70
ANEXOS - CARTAS DE LUBRIFICAÇÃO E COMBUSTÍVEIS

71
MARINHA DE GUERRA ANGOLANA
ACADEMIA NAVAL

INSTRUÇÃO TÉCNICA

CARTAS DE LUBRIFICAÇÃO E COMBUSTÍVEIS


PARA O NAVIO NGOLA KILUANGE

Nº 01

72
ACADEMIA NAVAL

DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA NAVAL MECÂNICA

INSTRUÇÃO TÉCNICA

Elaborado por:

GMAR André Inácio Cafumbelo

Janeiro 2018

CARTAS DE LUBRIFICAÇÃO E COMBUSTÍVEIS Nº 01

APROVADO POR :

FUNÇÃO :

DATA DA APROVAÇÃO: ENTRADA EM VIGOR AOS :

73
REGISTOS DE ALTERAÇÕES

Equipamento Lubrificante/combustível Data da Quem efectuou a correcção


correcção (nome, posto e unidade)

74
ÍNDICE
TITULO ……………………………………………………………………………... I
IDENTIFICAÇÃO DO NÚMERO DA CARTA …………………………………… II
REGISTO DE ALTERAÇÕES ……………………………………………………… III
ÍNDICE ……………………………………………………………………………… 1
1. FINALIDADE …………………………………………………………………… 2
2. APLICAÇÃO ……………………………………………………………………. 2
3. PROCEDIMENTOS …………………………………………………………….. 2
4. ARGANISMO COM DIREITO DA DE TER A CARTA ……………………… 2
EMBREAGEM DE AJUSTE AUTOMÁTICO (POWER TAKE OFF 244) …… A – 1
COMPRESSOR DE AR ………………………………………………………… A–2
MOTOR PROPULSOR MTU ………………………………………………….. A–3
GERADOR DE EMERGÊNCIA 100 KVA YANMAR ……………………… A–4
GERADOR DE AUXILIAR 170 KVA YANMAR …………………………… A–5
BOMBA DE INCÊNDIO (BBA PUMPEN BV) ………………………………. A–6
CABRESTANTE ……………………………………………………………… A–7
GRUA NDM (NED-DECK MARINE) ……………………………………….. A–8
GANCHO DE REBOQUE (TOWING HOOK) ……………………………….. A–9
MOTOR FORA DE BORDA YAMAHA ……………………………………… A – 10
MOTOR VOLVO PENTA …………………………………………………….. A – 11
ELECTRO BOMBA CENTRIFUGA VERTICAL …………………………… A – 12
ROLAMENTO DE APOIO AO VEIO PROPULSOR ( RENK BEARING) ….. A – 13
CAIXA REDUTORA …………………………………………………………. A – 14
CENTRIFUGADOR DE COMBUSTÍVEL ………………………………….. A – 15
VEIO PROPULSOR ………………………………………………………….. A – 16

75
1. FINALIDAE
Estas cartas tem como finalidade especificar o lubrificante e combustível e ajudar o
operador de equipamentos no uso de lubrificantes e combustíveis para reduzir a probabilidade
de engano, assim como facilitar o organismo abastecedor.
2. APLICAÇÃO
Devem ser aplicadas ao navio Ngola Kiluange, assim que forem aprovadas.
3. PROCEDIMENTOS
As cartas devem ser utilizadas para os devidos equipamentos conforme indicado na
carta, caso de alteração do lubrificante por qualquer razão deve se pedir autorização ao
organismo responsável pela unidade naval.
Quando haver falta do produto (lubrificante e combustível) recomendado deve se usar
o produto de equivalência comercial, e só pode ser usado o lubrificante alternativo caso o da
equivalência comercial também não haver.
Não se deve alternar o lubrificante recomendado com o alternativo.
4. DISTRIBUIÇÃO
As cartas devem ser distribuídas aos organismos com grande ligação ao navio, como:
 O próprio navio;
 O organismo abastecedor;
 O organismo responsável pelo navio.

76
CARTA DE LUBRIFICAÇÃO

UNIDADE: NAVIO NGOLA KILUANGE


EQUIPAMENO : EMBREAGEM DE AJUSTE AUTOMÁTICO (POWER TAKE OFF) MODELO: HPTO 244

PRODUTO
PARTES OU ORGÃOS EQUIVALENTES
PRODUTO RECOMENDADO ALTERNATIVO/ OBS.
A LUBRIFICAR COMERCIAIS
EMERGÊNCIA

Óleo lubrificante nos graus Sistema de lubrificação Óleo de transmissão ___


SAE 30, API CD, para motores C-3

77
CARTA DE LUBRIFICAÇÃO

UNIDADE: NAVIO NGOLA KILUANGE


EQUIPAMENO : COMPRESSOR DE AR MODELO: LE/LT ATLA COPE

PRODUTO
PARTES OU ORGÃOS EQUIVALENTES
PRODUTO RECOMENDADO ALTERNATIVO/ OBS.
A LUBRIFICAR COMERCIAIS
EMERGÊNCIA

Óleo de lubrificação sintético para sistema de lubrificação Lubrax Compsor PAO ___
compressor de ar, PAO nos graus
ISO 32

78
CARTA DE LUBRIFICAÇÃO E COMBUSTÍVEL

UNIDADE: NAVIO NGOLA KILUANGE


EQUIPAMENO : MOTOR PROPULSOR MTU MODELO: MTU 16V4000M70

PRODUTO
PARTES OU ORGÃOS EQUIVALENTES
PRODUTO RECOMENDADO ALTERNATIVO/ OBS.
A LUBRIFICAR COMERCIAIS
EMERGÊNCIA

Óleo de lubrificação para motor com Sistema de lubrificação Óleo de lubrificação para Mobil Delvac MX ___
os graus: SAE 15W40, API CH-4 e motor com o grau: SAE 15W-40
ACEA E2–96 Galp galáxia super
SAE 10W-40
15W40
Galp fórmula system
SAE15W40;
Castrol GTX 15W40;
………………………………………. ………………………….. Ngol diesel 15W40
………………………… ……………………..
Gasóleo de boa qualidade

79
CARTA DE LUBRIFICAÇÃO E COMBUSTÍVEL

UNIDADE: NAVIO NGOLA KILUANGE


EQUIPAMENO: GERADOR DE EMERGÊNCIA 100 KVA YANMAR MODELO: 6HAL-H

PRODUTO
PARTES OU ORGÃOS EQUIVALENTES
PRODUTO RECOMENDADO ALTERNATIVO/ OBS.
A LUBRIFICAR COMERCIAIS
EMERGÊNCIA

Óleo de lubrificação para motor com Sistema de lubrificação Óleo de lubrificação para Disola M 4015 ___
os graus: SAE 40, API CD motor com o grau SAE 30, Rubia H 40
API CD Rubia S 40
………………………………….. …………………………… ……………………….. ..............................
Óleo de lubrificação para turbinas, Sistema de lubrificação Óleo de lubrificação para
ISO VG 32 do motor pneumático turbinas, ISO VG 22
…………………………………….. …………………………. ……………………….. …………………..
Gasóleo de boa qualidade com 45 – 55 Gasóleo de boa qualidade
cetanos

80
CARTA DE LUBRIFICAÇÃO E COMBUSTÍVEL

UNIDADE: NAVIO NGOLA KILUANGE


EQUIPAMENO : GERADOR DE AUXILIAR 170 KVA YANMAR MODELO: 6HAL2-WT

PRODUTO
PARTES OU ORGÃOS EQUIVALENTES
PRODUTO RECOMENDADO ALTERNATIVO/ OBS.
A LUBRIFICAR COMERCIAIS
EMERGÊNCIA

Óleo de lubrificação para motor com Sistema de lubrificação Óleo de lubrificação para Disola M 4015 ___
os graus: SAE 40, API CD motor com o grau SAE Rubia H 40
30, API CD Rubia S 40
……………………………………… …………………………….. ………………………. …………………..

Óleo de lubrificação para turbinas, Sistema de lubrificação do Óleo de lubrificação para


ISO VG 32 accionador da partida do ar turbinas, ISO VG 22
…………………………………… ……………………………… ………………………… ……………………

Gasóleo de boa qualidade com 45 – 55 Gasóleo de boa qualidade


cetanos

81
CARTA DE LUBRIFICAÇÃO

UNIDADE: NAVIO NGOLA KILUANGE


EQUIPAMENO : BOMBA DE INCÊNDIO (BBA PUMPEN BV) MODELO: BBA PUMPEN BV

PRODUTO
PARTES OU ORGÃOS EQUIVALENTES
PRODUTO RECOMENDADO ALTERNATIVO/ OBS.
A LUBRIFICAR COMERCIAIS
EMERGÊNCIA

Óleos de lubrificação para turbinas, Sistema de lubrificação Óleos de lubrificação para ___
ISO VG 32 turbinas, ISO VG 22 turbinas, ISO VG22
………………………………….. …………………………… ……………………….. ………………………….
Massas lubrificantes resistentes a água Partes moveis Galp, Massa de lítio EP-2 BP LS 2
Multifax EP – 2
com a classificação NLG-2 Mobilux
Multis EP – 22
EP 2
Alvania R 2
Lical EP 2
Beacon EP 2
Galp, Massa de lítio EP-2

82
CARTA DE LUBRIFICAÇÃO

UNIDADE: NAVIO NGOLA KILUANGE


EQUIPAMENO : CABRESTANTE MODELO: KAB-5-EH-28D/28D KAC-E-2

PRODUTO
PARTES OU ORGÃOS EQUIVALENTES
PRODUTO RECOMENDADO ALTERNATIVO/ OBS.
A LUBRIFICAR COMERCIAIS
EMERGÊNCIA

Óleo lubrificante Sistema de lubrificação Óleo lubrificante ___


Com a classificação ISO VG 150 Com a classificação ISO
VG 220

83
CARTA DE LUBRIFICAÇÃO

UNIDADE: NAVIO NGOLA KILUANGE


EQUIPAMENO : GRUA NDM (NED-DECK MARINE) MODELO: PRH35H E 04 – 04 E

PRODUTO
PARTES OU ORGÃOS EQUIVALENTES
PRODUTO RECOMENDADO ALTERNATIVO/ OBS.
A LUBRIFICAR COMERCIAIS
EMERGÊNCIA

Massas lubrificantes resistentes a água Cabos de aço e partes moveis Galp, Massa de lítio EP-2 Beacon EP 2 ___
com a classificação NLG-2 Mobilux Grease EP 2
EP 2 Energrease MP-MG 2
Alvania
Grease EP 2
Grease R3
Multifak EP 2
Spheerol Sx 2
Beacon EP 2

84
CARTA DE LUBRIFICAÇÃO

UNIDADE: NAVIO NGOLA KILUANGE


EQUIPAMENO : GANCHO DE REBOQUE (TOWING HOOK) MODELO (DESINGN NO): DCX. 130. 045.196

PRODUTO
PARTES OU ORGÃOS EQUIVALENTES
PRODUTO RECOMENDADO ALTERNATIVO/ OBS.
A LUBRIFICAR COMERCIAIS
EMERGÊNCIA

Massa lubrificante Calithia EP grease Partes moveis Alvania EP grease 1e 2 Mobil grease 28 ___
T2 Kluber F23 A
Mobillith SHC 220
Molycote TTF 52
Berulub kryotox EP 2

85
CARTA DE LUBRIFICAÇÃO E COMBUSTÍVEL

UNIDADE: NAVIO NGOLA KILUANGE


EQUIPAMENO : MOTOR FORA DE BORDA YAMAHA MODELO: 20D 25N

PRODUTO
PARTES OU ORGÃOS EQUIVALENTES
PRODUTO RECOMENDADO ALTERNATIVO/ OBS.
A LUBRIFICAR COMERCIAIS
EMERGÊNCIA

Óleos lubrificantes para motores à 2 Sistema de lubrificação Óleos lubrificantes para ___
tempos Yamalube motores à 2 tempos com
uma classificação TC-W3
certificada pela NMMA
……………………………………. …………………………… ……………………….
Gasolina de boa qualidade com ……………………
Gasolina de boa qualidade
mínimo de 90 octanos

86
CARTA DE LUBRIFICAÇÃO E COMBUSTÍVEL

UNIDADE: NAVIO NGOLA KILUANGE


EQUIPAMENO : MOTOR VOLVO PENTA MODELO: D3-SOLA

PRODUTO
PARTES OU ORGÃOS EQUIVALENTES
PRODUTO RECOMENDADO ALTERNATIVO/ OBS.
A LUBRIFICAR COMERCIAIS
EMERGÊNCIA

Óleo de lubrificação para motor com Sistema de lubrificação Óleo de lubrificação para Castrol MLC 30 ___
o grau SAE 30, API CD motor com os graus: SAE Ursa marine 30
40, API CD Shell Marina S 30
Mobil delvac 1330
Energol DS3-153
…………………………………….. ………………………….. …………………………. …………………

Gasolina de boa qualidade com Gasolina de boa qualidade


mínimo de 90 octanos

87
CARTA DE LUBRIFICAÇÃO

UNIDADE: NAVIO NGOLA KILUANGE


EQUIPAMENO : ELECTRO BOMBA CENTRIFUGA VERTICAL MODELO: LN-EP 50/160

PRODUTO
PARTES OU ORGÃOS EQUIVALENTES
PRODUTO RECOMENDADO ALTERNATIVO/ OBS.
A LUBRIFICAR COMERCIAIS
EMERGÊNCIA

Massa lubrificante Mobilth SHC 100 Partes moveis Massa lubrificante Unirex SKF LGHQ3 ___
N2, N3 ou S2 Mobilth SHC 100
Álbida SEM-2
Kluber BEM-41-132

88
CARTA DE LUBRIFICAÇÃO

UNIDADE: NAVIO NGOLA KILUANGE


EQUIPAMENO : ROLAMENTO DE APOIO AO VEIO PROPULSOR MODELO: LRLPW19

PRODUTO
PARTES OU ORGÃOS EQUIVALENTES
PRODUTO RECOMENDADO ALTERNATIVO/ OBS.
A LUBRIFICAR COMERCIAIS
EMERGÊNCIA

___
Óleo mineral de viscosidade ISO VG Sistema de lubrificação Óleo mineral para motores
(óleo circulante CL) classificado pela com a classificação SAE 30
DIN 51517 parte 2 e DIN 5152 parte 1

89
CARTA DE LUBRIFICAÇÃO

UNIDADE: NAVIO NGOLA KILUANGE


EQUIPAMENO : CAIXA REDUTORA MODELO: LAF 863

PRODUTO
PARTES OU ORGÃOS EQUIVALENTES
PRODUTO RECOMENDADO ALTERNATIVO/ OBS.
A LUBRIFICAR COMERCIAIS
EMERGÊNCIA

Óleo de lubrificação para motor com Sistema de lubrificação Óleo de lubrificação para Shell Marina S 30
o grau SAE 30 motor com os graus SAE Mobil delvac 1330
40
Mobil delvac 1630
Ursa marine 30
Castrol MLC 30
Castrol MHP 153
Energol DS3-153
Energol IC-HFX 203
Energol DL C3-30

90
CARTA DE LUBRIFICAÇÃO

UNIDADE: NAVIO NGOLA KILUANGE


EQUIPAMENO : CENTRIFUGADOR DE COMBUSTÍVEL MODELO: P 605

PRODUTO
PARTES OU ORGÃOS EQUIVALENTES
PRODUTO RECOMENDADO ALTERNATIVO/ OBS.
A LUBRIFICAR COMERCIAIS
EMERGÊNCIA

Óleos com a classificação ISO VG Sistema de lubrificação Óleos com a classificação Mobil DTE 19M ___
150 (Mobil DTE PM 150) ISO VG 220 Rando HD 150
Paper machine oil
XL 150
Alpha ZN 150
Hyspin AWH (-M)
150
Hyspin AWS 150
Bartran 150

91
CARTA DE LUBRIFICAÇÃO

UNIDADE: NAVIO NGOLA KILUANGE


EQUIPAMENO : VEIO PROPULSOR MODELO: SC2A

PRODUTO
PARTES OU ORGÃOS EQUIVALENTES
PRODUTO RECOMENDADO ALTERNATIVO/ OBS.
A LUBRIFICAR COMERCIAIS
EMERGÊNCIA

Óleo de lubrificação para motor com o Veio propulsor Óleo de lubrificação para Disola M 4015 ___
grau SAE 40 motor com o grau SAE 30 Rubia H 40
Rubia S 40

92