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O Processo de comunicação

No processo de comunicação, o emissor (ou codificador) emite uma mensagem (ou


sinal) ao receptor (ou descodificador), através de uma chamada, por exemplo um
telefonema. O receptor interpretará a mensagem que pode ter chegado até ele com
algum tipo de barreira (ruído) e, a partir daí, dará o feedback ou resposta, completando o
processo de comunicação
Ciclo comunicacional:

Codificar: transformar, num código conhecido, a intenção da comunicação ou elaborar


um sistema de signo ou um significado que aparenta objetivos comuns;

Descodificar: decifrar a mensagem, operação que depende do repertório (conjunto


estruturado de informação) de cada pessoa;

Feedback: corresponde à informação que o emissor consegue obter e pela qual sabe se
a sua mensagem foi captada pelo.

Função e importância dos elementos que intervêm no processo de comunicação

Emissor
Quem fala. O que emite ou transmite a mensagem – ponto de partida de qualquer
mensagem.

Receptor
Quem ouve. Aquele a quem se dirige a mensagem. Deve estar sintonizado com o
emissor para entender a mensagem. Deve captar a mensagem e aceitá-la. É o alvo mais
importante, porque se a mensagem não chegar ao receptor, de nada serviu enviá-la.

Mensagem
Conjunto de enunciados que formam a comunicação. Combinação de signos e símbolos
que formam um código. Transmissão de um código. Conteúdo da Comunicação. O
emissor codifica a mensagem e o receptor interpreta a mensagem, dá-lhe significado,
descodificando-a.

Código
Sistema de fala que é utilizado pelos falantes, ou seja, a língua. Conjunto de sinais e
regras que permite transformar o pensamento em informação, capaz de ser entendida, na
sua globalidade, pelo receptor. O emissor utiliza o código para construir a sua
mensagem – codificação.

Canal
Meio físico onde ocorre a comunicação. Suporte que serve de veículo a uma mensagem.
Ex: ar, carta, livro, telefone, rádio, TV. Contexto – Conteúdo, assunto da mensagem.
Conjunto das variáveis que rodeiam e influenciam a situação da comunicação.

Feedback
Resposta do receptor ao emissor. É a informação de retorno, que serve para validar a
mensagem do emissor.

CHIAVENATO, Idalberto. Administração: Teoria, Processo e Prática. 3ª ed., São Paulo: Makron
Books, 2000.

 A tomada de notas e sua importância.

Existem inúmeras concepções sobre a tomada de notas, esta acção, geralmente chamada
“tirar apontamentos”, é uma actividade cognitiva complexa que permite ao aluno focar a
atenção, registar ou sintetizar informação, distinguir o essencial do acessório por escrito,
e consultar os dados durante um posterior estudo. “Tirar apontamentos quer dizer
seleccionar as informações, reelaborá-las, reorganizá-las” e é deste modo que a
informação registada pelo discente se torna realmente útil.
É importante ter noção de que não e possível fazer registo de tudo o que se fala, é
preciso ter estratégia para efectuar o registo de tomada de notas no processo de ensino e
aprendizagem, é preciso que conheça os seguintes passos e os mesmo variam de
individuo para individuo, mas pode reter os seguintes aspectos:

 Anotar o maior possível de informação com mínimo de palavras e tempo;


 Interessar-se menos pela forma, mas sim com o conteúdo;
 Assinalar todas a palavras-chave;
 Suprimir o pormenor;
 Assentar as conclusões e as propostas de acção;
 Estabelecer ligações entre as informações.
 A Tomada de Notas (noção)
Como se pode notar, ao fazermos a tomada de notas produzimos um texto novo e
pessoal, a partir de uma escuta selectiva ou de uma leitura de um texto. Produzimos um
texto novo (embora, muitas vezes, desconexo, vago, sem esclarecimento,), no qual
reflectimos sobre (e sintetizamos) a informação apreendida. A tomada de notas é forma
de retenção das informações para seu reaproveitamento posterior. O objectivo da
tomada de notas é a memorização.

É importante ter a noção de que não é possível fazer o registo de tudo o que se fala. É
preciso ter estratégias para efectuar o registo!
Na tomada de notas devemos ter em conta os seguintes aspectos:

 Anotar o maior número possível de informação com o mínimo de palavras e


tempo;
 Interessar-se menos pela forma, mas sim com o conteúdo;
 Eliminar todos os elementos supérfluos e redundantes;
 Assinalar todas as palavras-chave;
 Suprimir/ apagar o pormenor;
 Assentar as conclusões e as propostas de acção.
 Estabelecer ligações (nexos) entre as informações;
 Desenvolver uma capacidade de antecipação e adquirir o hábito da concisão, isto
é, uma escrita acelerada (estilo telegráfico, frases curtas e sem verbos; utilização
de abreviaturas, sinais convencionais, siglas, símbolos e esquemas); reflectir
sobre a essência do tema tratado;
 Utilizar códigos: sublinhar, destacar a cor, enquadrar a informação de modo a
destacar ou reflectir a hierarquia ou a prioridade;
 Suprimir as palavras de ligação sem prejudicar o sentido e a compreensão;
 Ortografar de modo legível (de modo a poder facilitar a reutilização da
informação);
 Adoptar uma paginação clara; Não pode usar o verso das folhas;
 Deixar muitos espaços em branco e abrir parágrafo sempre que se apresente uma
nova ideia.
Modos de tomadas de notas

Durante a tomada de notas, são seleccionadas as informações do texto de base


ou do discurso. Conforme as necessidades as notas podem apresentar-se de modos
diversos:
a)      Pequenos resumos – as notas apresentam características idênticas às do resumo.
Embora as diversas notas estejam articuladas entre si, nesta técnica produzem-se frases
completas com sujeito, verbo e complementos com conjunções e preposições.
b)      Palavras-chave – as notas não formam um texto de frases completas, mas são
constituídas por palavras significativas, seleccionadas cuidadosamente – as palavras-
chave do discurso. Segue-se a organização destas de modo a abrangerem conceitos mais
complexos. Mencionam-se factos e ideias de modo esquemático, contudo, a
compreensão destes esquemas está ligada à memória de quem os fez. (As palavras-
chave não são geralmente utilizáveis por pessoas que não o autor. Neste modo de
tomada de notas, as ligações de dependência entre as palavras chave são evidenciadas
com o recurso a setas e outros sinais.
c)      Citações ou frases-chave – São registadas as citações ou frases-chave, aparecendo
algumas delas a resumir uma ideia-matriz, uma característica essencial de uma
personagem ou de uma tese. Aqui as citações podem ser anotadas sem alteração, entre
aspas, o que é mais significativo do pensamento do autor.
d)     Tomar notas do próprio texto – neste caso, antes de as registar em folhas ou fichas, as
notas são tomadas no próprio texto, possibilitando a realização de um primeira triagem
directamente na matéria prima. São evidenciadas as ideias-chave sublinhando-as,
colorindo-as, etc. À margem do texto podem ser colocadas as anotações  que sejam
formulações abreviadas de cada parágrafo. Ao mesmo tempo, com recurso a setas, são
estabelecidas relações de aproximação entre certos elementos dispersos ao longo do
texto.
e)      Mapas – As notas são organizadas num mapa que ocupa(aproximadamente) metade
da folha. Nos mapas ocorrem frase esquemáticas e palavras-chave, mostrando
graficamente as correspondências e as hierarquias entre as palavras e/ou ideias
Exemplo de uma Tomada de Nota

“acta de uma reunião”

……….Aos vinte e seis dias do mês de Fevereiro de dois mil e quinze, pelas dez horas e
trinta minutos na sala de Formação Profissional dentro das instalações da empresa ,
realizou-se um encontro de trabalho referente a análise do nível de cumprimento das
actividades no Sector de Controlo das Operações junto do Sector de Expedição e o
Sector de Organização e Métodos de Gestão do Tráfego……….….
………………………………
…………No fim do encontro foram apresentados colaboradores que passarão a exercer
funções de controladores nas terminais (Museu e Praça dos Trabalhadores) nas horas.

Princípios reguladores na comunicação (noção)

Para que a interação discursiva se desenvolva de modo eficiente e correta e alcance o


seu objetivo, é necessário observar alguns princípios reguladores, os quais orientam o
modo como os falantes interagem.
     A comunicação pressupõe uma espécie de ação conjunta entre os interlocutores, que
atuam de forma responsável, coordenada e alternando os papéis de locutor e
interlocutor.
     A interação discursiva entre os falantes ocorre de forma disciplinada, coordenada e
recíproca, o que faz com que aqueles sejam corresponsáveis pela condução eficiente da
interação comunicativa.

     Quando se fala em princípios a interação discursiva, estamos a referir-nos


ao princípio da cooperação e às respetivas máximas conversacionais, ao princípio da
cortesia e ao princípio da pertinência ou relevância.

Princípio da cooperação
 Os interlocutores desenvolvem esforços no sentido de a comunicação seguir o
mesmo objetivo.
 Promove-se, assim, a boa-formação conversacional.
Princípio da cortesia

Aplicação das regras sociais e culturais, recorrendo a estratégias verbais e não verbais
(gestos, expressões, tom de voz), de modo a evitar conflitos e a não pôr em causa a
imagem pública do interlocutor.
princípio de pertinência
 O princípio de pertinência é uma espécie de guia de comportamento comunicativo
humano que garante que o locutor produz enunciados que conduzem a uma
interpretação adequada por parte do interlocutor, deixando cair outras interpretações.
                Isto sucede porque os interlocutores reconhecem universos de referência
comuns, ou seja, eles partilham saberes sobre o mundo, sobre os valores psicológicos e
sociais, sobre os comportamentos, etc.

Referências Bibliográficas

CHIAVENATO, Idalberto. Administração: Teoria, Processo e Prática. 3ª ed., São


Paulo: Makron Books, 2000.
CORREIA, J. David Pinto – Introdução às técnicas de comunicação e de expressão –
Ed. Livraria Almedina, Coimbra 1985
GENOUVRIER, Emile e Outros – Linguística e Ensino do Português – Ed. Livraria
Almedina, Coimbra, 1985;

SIMONET, Jean e Renée, Como Tirar Notas de Maneira Prática. Lisboa, Edições
Catop, 1988;

SERAFINI, Maria Teresa, Como se Faz um Trabalho Escolar. 3.ª Edição, Lisboa,
Editorial Presença, 1994;

https://pt.scribd.com/doc/6814760/Tomada-de-notas...visitado em 09/03/16 ás 14:37:08


FORUM 2

A importância do texto expositivo - argumentativo na vida académica e


profissional

Um Texto Argumentativo tem como objetivo mostrar alguém as nossas ideias. Deve ser
claro e ter riqueza explicativa (dai o nome), podendo tratar qualquer tema ou assunto. É
constituído por um primeiro parágrafo curto, que deixe a idéia no ar, depois o
desenvolvimento deve referir a opinião da pessoa que o escreve, com argumentos
convincentes e verdadeiros, e com exemplos claros. Deve também conter contra-
argumentos, de forma a não permitir a meio da leitura que o leitor os faça. Por fim, deve
ser concluído com um parágrafo que responda ao primeiro parágrafo, ou simplesmente
com a ideia chave da opinião.

Argumentação
A argumentação visa persuadir o leitor acerca de uma posição. Quanto mais polémico
for o assunto em questão, mais dará margem à abordagem argumentativa. Pode ocorrer
desde o início quando se defende uma tese ou também apresentar os aspectos favoráveis
e desfavoráveis posicionando-se apenas na conclusão.
Argumentar é um processo que apresenta dois aspectos: o primeiro ligado à razão,
supõe ordenar ideias, justificá-las e relacioná-las; o segundo, referente à paixão, busca
capturar o ouvinte, seduzi-lo e persuadi-lo.

Segundo Rei (1990:88) “Um argumento é um raciocínio


destinado a provar ou refutar uma afirmação destinada a fazer
admitir outra.”

Ainda de acordo com o mesmo autor, a teoria da argumentação estuda as técnicas


discursivas que permitem provocar ou aumentar a adesão dos espíritos às teses que
apresentamos ao seu consentimento. Sem se afastar da dialéctica, da lógica e da retórica.
A argumentação investiu no campo da psicologia, da sociologia e da teoria geral da
informação, indo nestes campos procurar alguma luz sobre como reage o homem,
quando exposto às mensagens persuasivas, como altera as suas convicções e o seu
comportamento.
Argumentos e Provas

Já definimos o argumento como um raciocínio destinado a provar ou refutar uma


afirmação ou, ainda, uma afirmação destinada a fazer admitir outra. Os argumentos são,
portanto, elementos abstractos, cuja disposição no discurso dependerá da sua força
argumentativa, aparecendo, assim, no texto, numa disposição crescente, decrescente ou
dispersa.
Ordens das Provas
As provas têm a função de sustentar os argumentos e são de três ordens (Jules Verest,
1939: 468-471):
Naturais - incluem os textos das leis, o testemunho das autoridades, as afirmações das
testemunhas e os documentos de qualquer espécie;
Verdades e princípios universais - são reconhecidos, deste modo, por todos e
apresentados sob a forma de raciocínio reduzido.

O Exemplo – é um caso particular, real ou fictício, que tem uma analogia verdadeira
com o caso que nos ocupa. A intenção é, a partir dele, inculcar uma verdade geral da
qual deduzimos uma proposição que queremos estabelecer.

Percurso da Argumentação

Segundo Rei (1990:90), são caminhos do pensamento para "justificar uma opinião,
desenvolver um ponto de vista, reflectir para chegar a uma decisão". Bellenger (1988:
16) define que “são processos de organização das ideias, segundo a natureza dos laços
que unem os elementos ou as etapas do edifício persuasivo: onde operam os
argumentos, escolhidos e dispostos, tendo em vista uma argumentação concreta”.
No processo de argumentação, usam-se com frequência os seguintes termos, de acordo
com o contexto, como a seguir se apresentam:
 Adversidade: (oposição, contraste): mas, porém, todavia, contudo, entretanto,
senão, que.
 Alternância: ou; e as locuções ou... ou, ora...ora, já...já, quer...quer...
 Conclusão: logo, portanto, pois.
 Explicação: que, porque, porquanto...
 Causa: que, como, pois, porque, porquanto; e as locuções: por isso que, pois que,
já que, visto que...
 Comparação: que, do que (depois de mais, maior, melhor ou menos,menor,
pior), como; e as locuções: tão... como, tanto... como,mais...do que, menos...do
que, assim como, bem como, que nem...
 Concessão: que, embora, conquanto. Também as locuções: ainda que,mesmo
que, bem que, se bem que, nem que, apesar de que, por maisque, por menos
que...
 Condição: se, caso. Também as locuções: contanto que, desde que,dado que, a
menos que, a não ser que, exceto se...
 Finalidade: As locuções para que, a fim de que, por que...
 Conseqüência: que (precedido de tão, tanto, tal) e também as locuções:de modo
que, de forma que, de sorte que, de maneira que...

Conectores lógicos usuais na argumentação

 Para reiterar, reafirmar - retomando a questão, penso que, a meu ver, creio
que, estou certo, em nosso entender
 Para concordar, provar, exprimir certeza- efectivamente, com efeito
 Para refutar, manifestar oposição, restringir ideias -no entanto, mas, todavia,
contudo, porém, apesar de, em sentido contrário, refutando, pelo contrário, ao
contrário, por outro lado, com a ressalva de
 Para exemplificar -por exemplo, como se pode ver, assim, tome-se como
exemplo, é o caso de, é o que acontece com
 Para explicitar -significa isto que, explicitando melhor, não se pretende com
isto, quer isto dizer, a saber, isto é, por outras palavras
 Para concluir -finalmente, enfim, em conclusão, concluindo, para terminar, em
suma, por conseguinte, por consequência
 Para estabelecer conexões de tempo- então, após, depois, antes, anteriormente,
em seguida, seguidamente, quando, até que, a princípio, por fim
 Para referenciar espaço -aqui, ali, lá, acolá, além, naquele lugar, o lugar onde,
ao lado de, à esquerda, à direita, ao centro, no meio, mais adiante
 Para indicar ordem -em primeiro lugar, primeiramente, em segundo lugar,
seguidamente, em seguida, começando por, antes de mais, por último, por fim
 Para estabelecer conexões de causa -porque, visto que, dado que, uma vez que
 Para estabelecer conexões de consequência -de tal modo que, de forma que,
tanto que, e por isso
 Para expressar condição, hipótese -se, a menos que, a não ser que, desde que,
supondo que, se por hipótese, admitindo que, excepto se, se por acaso
 Para estabelecer conexões de fim -para que, para, com o fim de, a fim de que,
com o intuito de
 Para estabelecer relações aditivas -e, ora, e também, e ainda
 Para estabelecer relações disjuntivas -ou, ou então, seja...seja, quer...quer
 Para expressar semelhança, comparação- do mesmo modo, tal como, pelo
mesmo motivo, pela mesma razão, igualmente, assim como
Estrutura do Texto Argumentativo
O texto argumentativo, oral ou escrito, estrutura-se basicamente num plano tripartido:

1) Exórdio é a primeira parte de um discurso, preâmbulo, a introdução do discurso


que consiste em:
a) Exposição do tema;
b) Exposição das ideias defendidas (pode recorrer-se à explicitação de
determinados termos, à apresentação de esquemas da exposição, à
referência de outras opiniões, etc.
2) Narração /confirmação – é a parte do discurso em que o orador desenvolve as
provas, consiste na utilização de argumentos (citação de factos, de dados
estatísticos, de outros exemplos, de narração de acontecimentos, etc.).
3) Peroração/epílogo – é a parte final de um discurso, a sua conclusão, o remate,
síntese, recapitulação.
Vias de Argumentação

1. Via Lógica

Trata-se, neste primeiro percurso, de modelos de raciocínios herdados das


disciplinas ligadas ao pensamento: a indução, a dedução, o raciocínio causal.

A Indução é a forma habitual de pensar do singular ao plural, do


particular ao geral. Pode tomar duas formas: totalizante, quando se
estabelece a partir do recenseamento de um todo, adquirindo o estatuto
de prova - como quando, depois da chamada, afirmamos "os alunos estão
todos"; generalizante, quando o recenseamento completo não é possível e
o raciocínio indutivo nos leva de uma parte ao todo, por generalização -
por exemplo quando se afirma: "Os portugueses são hospitaleiros". Este é
o procedimento mais usual, mas o menos rigoroso, pois a generalização
implica simplificação, e com ele vem o engano, o idealismo e a
teorização.

A Dedução - dois princípios estão na sua base: o da não contradição -


quando duas afirmações se contradizem uma delas é falsa - e o da
progressão do geral para a particular - através de articulação lógica
expressa por "assim", "portanto" ou "logo".

Por exemplo, o silogismo - constituído por três proposições ou afirmações - chamadas


premissas as duas primeiras (apelidada uma de "major" e outra de "menor", confome o
termo que contém, e conclusão, a terceira - deve possuir três termos e combiná-Ios dois
a dois. Veja:
Os Homens são mortais
Sócrates é um homem
Sócrates é mortal.

O raciocínio causal - "Asseguremo-nos bem do facto, antes de nos


inquietarmos com a causa" aconselhava Fontenelle (L. Bellenger, 1988:
27), o papel preponderante do raciocínio causal, na argumentação,
assenta em duas transposiões constantes: da causa para o efeito e do
efeito para a causa, conduzindo ao pressuposto de que "o conhecimento
das causas permitirá remediar o facto constatado" (ibid. 27), quer dizer,
suprimamos as causas e o problema estará resolvido, o que leva as
pessoas a preocuparem-se mais com as razões do presente do que com o
modo de melhorar o futuro.

Via Explicativa

A Via Explicativa à semelhança da anterior procura fazer compreender e tornar


inteligível a informação da argumentação. Para Bellenger (ibid.: 36-45), via explicativa
usa as definições, as comparações, a analogia, a descrição e a narração. O explicar
pretende convencer com o máximo de objectividade.

I. A definição - definir é dizer a verdade e responde à necessidade de


compreender. A necessidade de definir aumenta a credibilidade de quem
quer convencer.

II. A comparação - usa-se a comparação para provar a utilidade, a bondade,


o valor de uma coisa, um resultado, uma opinião. A técnica comparativa
é simples, fácil de compreender, inscrita nos nossos hábitos, levando-nos
a usá-la, activa e passivamente, de forma natural e sem disso nos darmos
conta. A comparação procura fazer passar identidades entre factos,
pessoas ou opiniões diferentes e transpor valores de sistemas
independentes e autónomos: estas passagens e transposições são
manipuladoras e pretendem chocar, colocar problemas de consciência,
questionar os modelos culturais e as normas vigentes.

III. A analogia – “é a imaginação em auxílio da vontade de se explicar e de


convencer.” (L. Belllenger, 1988: 41). Trata-se de uma semelhança
estabelecida pela imaginação entre pensamentos, factos, pessoas.
Simboliza a vontade de bem se exprimir e bem se fazer entender.
Simplifica a caricatura, prestando-se, assim, a uma fácil fixação e a uma
compreensão imediata, daí o seu uso frequente na publicidade. Os
antigos olhavam-na com alguma reserva, aconselhando, por isso, a
introduzi-la com expressões como: de certo modo, quase como, uma
espécie de…

IV. Descrição e narração - para convencer alguém, podemos descrever ou


narrar uma situação ou um acontecimento. São o ponto de partida da
indução socrática: narra uma história, uma experiência, uma anedota,
desencadeia um processo de inferência que a partir de um facto nos
conduz ao princípio ou à regra. É o peso do concreto, do vivido e do
testemunho que passa através delas. Ambos os processos criam a
ausência, a falta de um complemento, de um remate, de um "E depois?" -
ouvido sempre que alguém, ao narrar algo, aparenta parar ou desviar-se
do enredo.

Referências Bibliográficas

Abreu, António Suarez. A arte de argumentar: Gerenciando razão e emoção.


Ateliê Editoria. 1999.

Bechara, Evanildo. Moderna gramática portuguesa. Editora Nova Fronteira &


Editora Lucerna. 37.ª Edição. 2009.

Moreno, Cláudio. Guia prático do português correto: para gostar de aprender.


L&PM Pocket. 4° Volume, 2011..

Perrotti, Edna M. Barian. Super dicas para escrever bem: Diferentes tipos de
texto. Saraiva, 1ª Edição Edição. 2010.

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