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Disciplina: Gestão Social e Ambiental

Professora: Dra. Jônica Marques Coura Aragão


Aluna: Kátia Cristina de Medeiros Pereira
FICHA DE LEITURA
DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL E A EFETIVAÇÃO DO DIREITO FUNDAMENTAL AO MEIO AMBIENTE SADIO: POR UMA ORDEM ECONÔMICA
AMBIENTAL

TABELA DE ANÁLISE DE TEXTOS ACADEMICOS-CIENTÍFICOS, segundo as Dimensões de Pesquisa propostas por Novikoff - TABDN
PERÍODO DO ESTUDO: Início: 13/03/2020 Término: 17/07/2020.

1.0 Tipo de texto ( AR)

Projeto de Pesquisa (PP) Dissertação Profissionalizante (DP) Artigo (Ar)


Dissertação Acadêmica (DA) Livro (Lv)
Tese (T) Resenha (Re)

Análise textual e temática Resumo:


O meio ambiente ecologicamente equilibrado possibilita ao ser humano gozar de vários direitos humanos, em especial o direito à vida.
Entretanto, mesmo o meio ambiente sendo o responsável pela existência humana, o desenvolvimento científico e tecnológico tem crescido em
descompasso com a consciência ecológica. A ação humana tem alterado profundamente o meio ambiente, sobretudo de maneira prejudicial. Os
efeitos já são sentidos de diversas formas: aumento da temperatura, extinção de espécies, poluição, aumento dos desastres naturais, entre outros.
Isso demonstra que a vida imediata e das futuras gerações já estão ameaças pela ação do homem.
A concentração de gases poluentes na atmosfera tem aumentado de maneira rápida desde 1950. Todo ano, fazem-se depósitos de gases
poluentes na atmosfera em volume maior do que esta tem capacidade de absorver. Estima-se que esses gases provocarão aquecimento global
médio na faixa de 0,2 a 0,5 ºC por década e 2 a 5 ºC no final do século, se esse padrão persistir. O aquecimento global poderá devastar áreas
costeiras, florestais e regiões de agricultura, com consequências drásticas para a saúde humana. A água apropriada para o consumo também está
sendo ameaçada com o depósito de lixo domésticos e industrial nos rios e lagos. O solo também tem sido muito afetado pela ação humana, a
agricultura em grande escala, tem aumentado a desertificação e poluído o solo, alimento e água com o uso excessivo de agrotóxicos. Somado a
isso, a população mundial aumenta de forma vertiginosa, o que aumenta a demanda crescente por mais recursos naturais
Na segunda metade do século passado, especialmente depois da crise do petróleo e de desastres ambientais motivados por
contaminação nuclear, a preocupação com o meio ambiente ganhou espaço. O liberalismo, fruto da revolução industrial, começa a dar sinais de
desgaste. Nesse contexto surge o termo “sociedade de risco”, terminologia apresentada por Ulrick Beck, e significa que a produção da riqueza não
mais domina a produção dos riscos. Com a tese de Beck, constata-se que o desenvolvimento científico industrial expõe a humanidade a riscos e a
inúmeras modalidades de contaminação, além disso, as projeções indicam que os riscos criados hoje alcançarão gerações futuras. Nesse contexto,
surge a necessidade de mudar a relação homem-natureza, com o intuito de garantir a vida imediata e das gerações futuras.
O desenvolvimento sustentável passou a ser prescrito como ideal a ser alcançado em 1972, na Conferência das Nações Unidas sobre o
Meio Ambiente Humano, entretanto a expressão somente foi usada mais tarde, no Relatório Brundtland, que trouxe o conceito clássico de
desenvolvimento sustentável: “O desenvolvimento sustentável é o desenvolvimento que encontra as necessidades atuais sem comprometer a
habilidade das futuras gerações de atender suas próprias necessidades“
O desenvolvimento econômico é necessário para o bem-estar da economia mundial, capitalista e globalizada. Entretanto, esse
desenvolvimento tem consumido as riquezas naturais, que são finitas. Assim, vem à tona a discussão de como conciliar desenvolvimento
econômico e preservação do ambiente. Há quem diga que os problemas socioambientais gerados pelo processo produtivo capitalista dificilmente
podem ser resolvidos através da proposta de desenvolvimento sustentável. Há necessidade de críticas maduras ao sistema capitalista vigente. O
funcionamento da economia no capitalismo é mais voltado para o curtíssimo prazo, para o imediatismo social e para a banalização da memória
cultural. O capitalismo é voltado para criação de necessidades materiais cada vez mais artificiais, que influenciam de forma determinante a
sociedade contemporânea, tudo isso incluído num contexto de apelos publicitários que induz às pessoas ao mundo do consumo. Os produtos, cada
vez mais, estão sendo rapidamente substituídos por outros. Aliado a isso, há um índice muito baixo de reaproveitamento de resíduos.
A sociedade deve buscar métodos que impeçam o avanço desenfreado dos efeitos negativos do capitalismo, que entra em colisão direta
com direitos humanos como o direito à paz e ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. A Conferência Rio+20, realizada em 2012, no Rio de
Janeiro, reiterou a necessidade de construção de soluções regionais e locais para conquista do desenvolvimento sustentável, discussão já realizada
na Conferência de Estocolmo sobre o tema. O documento gerado na Rio+20, “O futuro que queremos”, estabeleceu objetivos e metas objetivos
metas a serem perseguidas pelos países para avançar nas áreas ambiental, política e social. Entretanto o documento recebeu críticas pela falta de
resoluções mais objetivas sobre as necessárias mudanças para enfrentamento da crise ambiental, pois a questão do desenvolvimento sustentável é
estrutural e demanda reformas drásticas no modo de produção atual. Não obstante o problema ambiental ser global, deve buscar soluções locais e
regionais, que sejam adequadas a uma dada população, em seu contexto econômico e cultural. A solução para a questão ambiental passa por uma
mudança de longo prazo nos padrões do consumo, pela diminuição do consumo. Com isso, haverá uma diminuição de uso do meio ambiente tanto
como provedor, como depósito de resíduos.
O direito fundamental ao meio ambiente ecologicamente equilibrado é recente, faz parte do rol dos direitos de terceira geração, está na
categoria de direitos coletivos. No contexto decorrente da sociedade de risco que é vivenciada, a Constituição Federal de 1988 positivou em seu
texto a preocupação com a questão ambiental ao tutelar no artigo 225 o meio ambiente como direito fundamental. Ao prevê um meio ambiente
ecologicamente equilibrado, a Constituição contribui para o alcance da dignidade da pessoa, fundamento previsto no artigo 1º da Constituição
Federal de 1988. O constituinte tem uma preocupação com a manutenção de condições sadias do meio ambiente, que propiciem o
desenvolvimento pleno de todas as formas de vida. Assim, na preocupação com os recursos naturais, não se pode deixar de mencionar que estes
aparecem no ordenamento jurídico não como fins em si mesmos, mas como meios de se assegurar a vida, a liberdade e a dignidade humanas. O
artigo 225 da CF/88 coloca no poder público e na coletividade a responsabilidade de preservar o meio ambiente para as presentes e futuras
gerações. Isso destaca a solidariedade e desenvolvimento sustentável como princípios a serem perseguidos. A expressa disposição constitucional
de tutela do meio ambiente foi relevante para denotar um senso de continuidade e união que são importantes ao se tratar de meio ambiente, isso
porque as futuras gerações receberão as consequências das escolhas de hoje, sem, contudo, participarem do processo decisório. Isso reforça a
responsabilidade que a geração presente tem em efetivar a proteção ambiental prevista na CF/88.
A Constituição Federal, previu nos objetivos do Estado a “construção de uma sociedade livre, justa e solidária” e a “garantia do
desenvolvimento nacional”. Para efetivação deles, foi expresso no artigo 170 os princípios gerais da ordem econômica, dentre os quais um prevê a
defesa do meio ambiente. A CF/88 prevê um modelo sustentável de desenvolvimento, essencial à efetivação do direito ao meio ambiente
ecologicamente equilibrado. É necessário regular a economia com a finalidade de atingir os objetivos da ordem econômica e ao mesmo tempo
efetivar os direitos fundamentais, o que inclui o meio ambiente ecologicamente equilibrado.
O Estado pode intervir na economia de duas formas: direta e indireta. Na intervenção direta o Estado atua como agente econômico
principal, através das empresas estatais que exploram diretamente atividades econômicas. Na intervenção indireta, o Estado atua através de
enquadramento e orientação, aqui entra as normas, o fomento, as políticas econômicas, entre outros instrumentos. Nesse sentido, tendo em vista
que o mercado não pode se autorregular, o Estado deve criar os meios para que o crescimento da economia caminhe com o desenvolvimento
sustentável. Pois um bom PIB só é satisfatório se o IDH também for, desenvolvimento pressupõe distribuição ou redistribuição de riquezas em
favor do bem-estar social.
Para construir o desenvolvimento sustentável é necessário rever os mecanismos liberais do mercado em prol dos interesses difusos e
coletivos. O princípio solidário deve ser incorporado ao mercado. Os economistas, sempre consideraram a natureza como um bem livre, de oferta
ilimitada e com custo zero. Por isso, produtos e serviços não refletem o custo total de seus impactos socioambientais. Daí a importância de
implantar uma economia solidária, comprometida com o meio ambiente. É possível atingir metas sociais através da regulação do mercado. A
economia solidária é realizada através de pequenas firmas associadas ou de cooperativas de trabalhadores, tendo como valor a cooperação mútua.
Já o capitalismo é o realizado pelo grande volume de capital e tendo como valores o funcionamento dos mercados, a competição, o individualismo
e o Estado mínimo.
É necessário incentivar uma transição da economia capitalista para uma economia solidária, isso diminuirá os riscos ao meio ambiente. o
Estado precisa realizar mudanças socioeconômicas, com a finalidade de atingir o desenvolvimento sustentável. O estímulo à cidadania ambiental é
um caminho para solidarizar a economia, o cidadão deve ser estimulado a consumir menos e com mais qualidade. Portanto, a relação do homem
com a natureza deve ser repensada, há a necessidade de se elaborar políticas públicas de efetivação do direito ao meio ambiente ecologicamente
equilibrado. Neste sentido, o Estado, como condutor do desenvolvimento, em conjunto com a sociedade, deve criar as condições para o alcance da
sustentabilidade.
1.2 DESCREVER OS ITENS TAL QUAL ESTÁ NO TEXTO/ARTIGO
EPISTEMOLÓGICADIMENSÃO

Título/AUTOR Desenvolvimento sustentável e a efetivação do direito fundamental ao meio


Descrever a obra de acordo com a ABNT. ambiente sadio: por uma ordem econômica ambiental/ Romana Missiane Diógenes
Lima; Marianna De Queiroz Gomes
Tema do artigo Desenvolvimento e a busca pelo ambiente ecologicamente equilibrado.
Palavras-chave/unitermos Desenvolvimento sustentável, Capitalismo, Direito fundamental ao meio ambiente
sadio, Ordem econômica
Objeto: Discorre sobre nosso modelo de desenvolvimento, sobre a problemática ambiental:
Descrever aquilo que o autor esta escassez de recursos naturais, devido à demanda cada vez maior de bens; modelo
estudando/analisando. O SUJEITO NÃO É OBJETO.
de desenvolvimento que não distribui renda; e baixo reaproveitamento de
descartes. Estuda a o desenvolvimento sustentável e a consequente necessidade da
mudança de paradigmas na relação homem-meio ambiente.
Objetivo: Objetiva-se analisar como a Ordem Econômica Constitucional pode estimular o
Descrever o objetivo de acordo com o autor. chamado desenvolvimento sustentável e efetivar o direito fundamental ao meio
ambiente sadio.
Fundamentação e Justificativa:
Descrever o que o autor aponta como sendo Não há este tópico no artigo.
importante no artigo dele.
Problema: Analisar como a Ordem Econômica Constitucional pode estimular o chamado
Descrever o que o autor questiona ou levanta desenvolvimento sustentável e efetivar o direito fundamental ao meio ambiente
como sendo necessário estudar.
sadio.
Pressupostos/hipóteses A busca de um desenvolvimento sustentável exige uma postura do Estado. O Estado
Destaque a ideia que se tem sobre o problema ou brasileiro deve intervir na economia, regulando-a para resguardar e efetivar valores.
possível resposta.
O capitalismo atual não é capaz de proteger os recursos naturais. Uma mudança de
paradigma é necessária, na busca por uma economia solidária, onde haja
responsabilidade pelo consumo.
Finalidade da pesquisa:
( x) Teórica ( ) Aplicada
Marque apenas um X nas alternativas.
Teorias/conceitos/teóricos(ano):  a contemporaneidade desenvolveu um paradigma social que tem sido
Descrever os conceitos mais importantes do artigo, chamado de “sociedade de risco”, na terminologia apresentada por Ulrick
destacando o autor citado e o ano.
Beck. A produção da riqueza não mais domina a produção dos riscos. “A
avaliação é a seguinte: enquanto na sociedade industrial a ‘lógica’ da produção
de riqueza domina a ‘lógica’ da produção de riscos, na sociedade de risco essa
relação se inverte” (BECK, 2010)
 “A produção é sempre uma produção acoplada; nunca se geram apenas os
valores de uso desejados, mas também – e sempre – os produtos secundários
indesejados. Eles são sobretudo as emissões sólidas, líquidas e gasosas nas
esferas da natureza” (ALTVATER, 2010)
 “O desenvolvimento sustentável é o desenvolvimento que encontra as
necessidades atuais sem comprometer a habilidade das futuras gerações de
atender suas próprias necessidades.” (ONU,1987)
 A efetivação do desenvolvimento sustentável baseia-se em dois princípios: um
relativo à composição de valores materiais; outro, voltado ao equilíbrio de
valores morais e éticos, com uma justa distribuição de riquezas nos países e
entre países, além de uma interação de valores sociais, o lucro e o bem-estar
coletivo. O primeiro princípio traz a ideia de proporcionalidade econômica; o
segundo, proporcionalidade axiológica (DERANI,2008)
 Compatibilizar meio ambiente e desenvolvimento significa considerar os
problemas ambientais dentro de um processo contínuo de planejamento,
atendendo adequadamente às demandas da natureza e do desenvolvimento,
observando-se suas inter-relações específicas de cada contexto sociocultural,
político, econômico e ecológico, dentro de uma determinada dimensão
espaço/tempo (MILARÉ, 2005)
 Para o desenvolvimento econômico ser considerado sustentável, deverá estar
diretamente condicionado às necessidades socioambientais, rompendo-se com
a lógica econômica da privatização dos lucros e socialização dos prejuízos
(LOBATO; ALMEIDA, 2005)
 Direitos são tidos como fundamentais quando alicerçados na liberdade,
igualdade e dignidade humanas (SILVA, 2006)
 Desenvolvimento pressupõe distribuição ou redistribuição de riquezas em
favor do bem-estar social, além da participação da sociedade em benefícios
coletivos diversos, como educação, saúde, moradia, lazer, higidez ambiental,
etc. (FALCÃO, 1981
CONCLUSIVADIMENSÃO ANALITICO- AMORFOLÓGICDIMENSÃO TÉCNICADIMENSÃO

Método:
Descreva o método/técnica de coleta Pesquisa bibliográfica e documental, de objetivo exploratório. Os métodos são
(instrumentos) e a análise de dados que o autor
monográficos quanto ao procedimento e prioritariamente dedutivos no que toca à
usou. Se a pesquisa for de campo, descreva a
amostragem. abordagem.

Resultados

A pesquisa não apresentou resultados.

Conclusão Se almejamos um Estado que promova o desenvolvimento sustentável devem-se


estabelecer relações entre direito ao desenvolvimento e direito a uma vida
saudável. O Estado, na busca de satisfação desses dois direitos humanos, pode
explorar seus próprios recursos segundo políticas de meio ambiente e
desenvolvimento. No reverso da moeda, tem o dever de assegurar que atividades
sob sua jurisdição ou controle não causem danos ao seu meio ambiente.
Algumas referências
LIMA, R. M. D. ; GOMES, Marianna de Queiroz . Desenvolvimento sustentável e a
efetivação do direito fundamental ao meio ambiente sadio: por uma ordem
econômica ambiental. 24ed.: , 2015, v. , p. 180-.

1.1 Análise Interpretativa: (AQUI SUA INTERPRETAÇÃO/ANÁLISE CRITICA) Use o verso desta folha.
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