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GEOGRAFIA VER CAPÍTULO

CAP. 05
AGENTES FORMADORES DO RELEVO Escaneie com o
Exportado em: 04/06/2019 leitor de QR
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One na tela inicial

SLIDES DO CAPÍTULO

Objetivos de aprendizagem

Identificar os agentes formadores do relevo.

Relacionar a Teoria da Deriva Continental à Teoria da Tectônica de Placas.

Distinguir os limites das placas tectônicas e suas consequências para a superfície terrestre.

Explicar os processos internos do planeta que resultam em fenômenos naturais como terremotos,
vulcões e tsunamis.

1
 Para começar e refletir

1.
Na imagem acima, o que mais chama sua atenção?

2.
O que você acha que pode ter acontecido nesse lugar?

3.
O que você se pergunta ao ver essa imagem?

As diferentes camadas da Terra


De que é constituído nosso planeta? Que forças atuam sobre ele?

A Terra é formada por diferentes camadas. Essas camadas resultaram da maneira como o
planeta se formou, bilhões de anos atrás, e são diferentes no que diz respeito à composição

química, temperatura, pressão, espessura, entre outras propriedades.

A camada mais superficial da Terra, onde vivem os seres humanos, chama-se crosta
terrestre ou litosfera. Desde sua formação, sofre alterações constantes em razão de duas

forças principais: as forças externas (como a água e os ventos) e as forças internas (que
serão estudadas neste capítulo).

A camada abaixo da crosta terrestre, o manto, apresenta temperaturas altíssimas e é

pastosa. O manto, porém, não possui temperatura igual em toda a sua extensão. A área

2
mais próxima do núcleo tem temperaturas muito elevadas. E a área logo abaixo da litosfera,

chamada astenosfera, tem temperaturas menos elevadas e sua consistência é maleável.

A astenosfera proporciona um mecanismo de transferência de calor entre a parte mais

próxima à litosfera e a parte mais distante. Isso gera o movimento do magma, por meio das

correntes de convecção. Essas correntes arrastam a litosfera, causando seu deslizamento.

Agora é com você

Questão 01

Para compreender como as correntes de convecção funcionam, é possível utilizar um


exemplo prático, que você pode conferir em casa.

Você já observou alguém cozinhando?

Caso sim, é provável que saiba responder sozinho às questões a seguir. Caso ainda não
tenha observado, pergunte a um adulto, que ele o ajudará.

1.a)

Ao colocar uma panela com água no fogão aceso, o que acontece quando a água está

3
prestes a ferver?

1.b)

Agora, pense: o que aconteceria se houvesse uma camada sólida sobre essa água?

Placas tectônicas
O que passa pela sua cabeça quando você ouve a expressão "placas tectônicas"?

Embora rígida, a litosfera é fragmentada, isto é, formada por vários pedaços ou blocos,

chamados de placas tectônicas, que “flutuam” sobre o magma. Hoje se sabe que essas
placas, onde se situam os continentes e os oceanos, foram se formando ao longo do tempo
e estão em constante movimento. Esses movimentos acontecem devido às correntes de

convecção, que você acabou de estudar.

Teoria da Deriva Continental

Há pouco mais de 100 anos, no ano de 1912, o cientista alemão Alfred Wegener expôs a
Teoria da Deriva Continental. Segundo essa teoria, ao longo de milhões de anos, os
continentes se formaram a partir de um único bloco continental que foi se fragmentando

até chegar à atual configuração.

Para defender sua teoria, Wegener se baseou nos contornos da costa ocidental da África e

4
da costa oriental da América do Sul, que sugerem a possibilidade de encaixe no passado.
Observe as representações a seguir. Clique nas imagens para ver suas legendas.

Segundo a teoria de Wegener, cerca de 225 milhões de anos atrás havia um único bloco, chamado Pangeia. Da mesma
forma, existia apenas um oceano, o Pantalassa.

Há aproximadamente 200 milhões de anos, a Pangeia dividiu-se primeiramente em dois continentes: Laurásia e
Gondwana.

5
No decorrer dos anos, esses dois blocos começaram a se fragmentar em partes menores e a se separar, formando os
continentes e os oceanos existentes hoje.

IBGE. Atlas geográfico escolar. 6. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2012. p. 12. (adaptado)

Além disso, registra-se a ocorrência de fósseis vegetais e animais semelhantes nos dois
continentes, o que seria impossível se eles estivessem separados, pois o oceano seria uma

barreira natural e impediria a migração dessas espécies.

Estendendo a ideia do encaixe para os demais continentes, verificou-se também que a


Austrália poderia estar ligada à Antártica; a América do Norte à Europa; e o sul da Ásia à

parte oriental da costa africana, formando, assim, um grande quebra-cabeça.

Na época, as ideias de Wegener encontraram forte resistência por parte de outros


estudiosos. Somente em 1940, dez anos após sua morte, a comunidade científica reconheceu

a validade de sua teoria. No entanto, faltava explicar, ainda, como se dava o deslocamento
desses enormes blocos.

Teoria da Tectônica de Placas

Na década de 1960, o geólogo norte-americano Harry Hess expôs a Teoria da Tectônica de


Placas.

De acordo com essa teoria, a litosfera está dividida em grandes blocos – ou placas – que se

deslocam continuamente.

Por meio da Teoria da Tectônica de Placas, foi possível explicar as falhas de grandes
proporções e a formação de cadeias montanhosas e do fundo dos oceanos com suas

cordilheiras (cordilheiras meso-oceânicas). O oceano Atlântico, por exemplo, foi formado a

partir do desprendimento e do afastamento das placas Sul-Americana e Africana, ocorridos

6
cerca de 140 milhões de anos atrás. Esse movimento proporcionou o soerguimento (subida)
do magma, que foi se solidificando ao longo do tempo. A área onde esse magma foi

depositado e acumulado é mais elevada e recebe o nome de Dorsal Meso-Oceânica. Essa

dorsal, que fica sob as águas oceânicas do Atlântico, forma a maior cadeia de montanhas do
mundo.

1- Cerca de 140 milhões de anos atrás

2- Início da quebra do Gondwana

3- Cerca de 65 milhões de anos atrás

4- Atualmente

7
TEIXEIRA, Wilson et al (Org.). Decifrando a Terra. 2. ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2009. p. 105.
(adaptado)

Movimentos das placas tectônicas

Como se dá o movimento no interior da Terra? Como será que é possível detectá-lo?

Pesquisas realizadas com diferentes técnicas, como o uso de satélites artificiais,


comprovaram que as placas tectônicas se deslocam continuamente. Essa comprovação

validou os pensamentos de Wegener e Hess. Dentre os movimentos realizados pelas placas


tectônicas, podem se destacar: convergentes, quando as placas se chocam entre si;

divergentes, quando se distanciam; e conservativos, quando as placas se deslocam

lateralmente.

Investigando

Questão 01

Para essa investigação você vai precisar de uma canetinha e uma folha sulfite!

1.a)

Desenhe uma linha dividindo a folha sulfite. Imagine que cada lado da folha é uma placa

tectônica. Depois disso, com as duas mãos, faça pressão na folha de papel, como na
ilustração a seguir:

Observe atentamente e responda:

8
O que aconteceu com a folha de papel?

1.b)

Faça conexões entre este experimento e o que acontece com as placas tectônicas e a
superfície terrestre.

1.c)

Agora observe atentamente a imagem a seguir. Ela ilustra os tipos de movimentos e suas
consequências para a superfície terrestre. Depois, com base na imagem, identifique que

tipo de movimento tectônico você simulou neste experimento.

 Vamos aos conceitos!

• Movimento convergente: responsável pela formação das cadeias de montanhas – como


a cordilheira dos Andes (América do Sul), os Alpes (Europa) e a cordilheira do Himalaia
(Ásia) – e das zonas de subducção (estudadas a seguir).

• Movimento divergente: responsável pela formação das cordilheiras meso-oceânicas,


como as encontradas no fundo do oceano Atlântico.

• Movimento transformante/conservativo: responsável pelas falhas de grandes


proporções, como a de San Andreas, no oeste dos Estados Unidos.

Veja, no mapa a seguir, todas as placas tectônicas que compõem a litosfera e o sentido dos
movimentos que realizam:

9
IBGE. Atlas geográfico escolar. 6. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2012. p. 12.

Acesse

Para saber ainda mais, veja aqui outro experimento e uma animação sobre como ocorre o

processo de formação das montanhas!

BRASIL. CPTEC/INPE. Interrelação do relevo e clima. Vídeos educacionais. Disponível em:


<http://videoseducacionais.cptec.inpe.br/swf/relevo_clima/7_at/>. Acesso em: 13 dez. 2018.

Agora é com você

Questão 01

Observe o mapa a seguir e responda às perguntas.

10
CALDINI, Vera; ÍSOLA, Leda. Atlas geográfico Saraiva. São Paulo: Saraiva, 2013. p. 169. (adaptado)

1.a)

O que está representado no mapa? Como você descobriu isso?

1.b)

Compare esse mapa com o anterior (Planisfério: placas tectônicas). Que relação é possível

estabelecer entre eles? Explique.

1.c)

Localize o Brasil. Em qual placa ele se encontra? Essa localização poderia explicar o fato de

não existirem vulcões em atividade e não ocorrerem terremotos de grandes intensidades no

país? Por quê?

Os movimentos das placas tectônicas (continuação)

Você imaginava que no interior da Terra havia essa movimentação intensa que repercute

diretamente na forma da superfície terrestre?

Os movimentos realizados pelas placas tectônicas resultam das forças internas que
participam da modificação do relevo ao longo de milhões de anos e que provocam os

11
abalos sísmicos (terremotos e maremotos) e as atividades vulcânicas.

Observe o mapa novamente para localizar as principais placas tectônicas e leia suas

respectivas descrições abaixo.

IBGE. Atlas geográfico escolar. 6. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2012. p. 12.

• Placa Sul-Americana: possui 32 milhões de quilômetros quadrados. O Brasil localiza-se


no centro dessa placa e, como os terremotos e as erupções vulcânicas acontecem
principalmente nos limites entre as placas, o país não sofre diretamente com esses
desastres naturais.

• Placa Norte-Americana: com 70 milhões de quilômetros quadrados, a placa engloba


toda a América do Norte e parte da América Central. Desloca-se horizontalmente em
relação à placa do Pacífico, causando terremotos devastadores na costa oeste norte-
americana, como os que ocorrem na falha de San Andreas, na Califórnia.

12
A movimentação das placas Norte-Americana e do Pacífico gerou uma das mais famosas falhas do planeta, a de San
Andreas, mostrada na fotografia.

• Placa Africana: com 65 milhões de quilômetros quadrados, essa placa se afasta


continuamente da placa Sul-Americana, permitindo ascensão de magma no limite entre
elas e fazendo surgir uma cadeia de montanhas no assoalho (fundo) oceânico, chamada
de Dorsal Meso-Oceânica.

• Placa Arábica: abrange a península Arábica e parte do Oriente Médio. Os choques


entre a placa Arábica e a placa Euro-Asiática produzem, com frequência, terremotos em
regiões da Turquia, país localizado no limite entre essas duas placas.

• Placa Indo-Australiana: com 45 milhões de quilômetros quadrados, abrange a Índia, a


Austrália, a Nova Zelândia e parte do oceano Índico.

• Placa Antártica: possui 25 milhões de quilômetros quadrados. Há 200 milhões de anos,


essa placa era composta por Austrália, África e Índia. Após choques com placas
menores, dividiu-se, originando um bloco composto apenas pela Antártica e parte dos
oceanos Atlântico e Pacífico.

• Placa das Filipinas: estende-se por 7 milhões de quilômetros quadrados e nela se


localiza quase metade dos vulcões ativos do planeta. O choque dessa placa com a Euro-
Asiática ocasiona inúmeros terremotos e erupções, como a ocorrida no monte Pinatubo,
em 1991, uma das maiores erupções vulcânicas dos últimos anos.

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• Placa Euro-Asiática: compreende o continente europeu e parte do território asiático. O
choque dessa placa com a Indo-Australiana originou o Himalaia, a cadeia montanhosa
mais alta do mundo.

Cordilheira do Himalaia, que tem os picos mais elevados da superfície terrestre, como o Everest.

Assista 
Assista aqui a um vídeo sobre a formação de montanhas.

De Onde Vêm As Montanhas? Nerdologia, publicado em 20 de nov de 2014. Disponível em:


<https://www.youtube.com/watch?v=BVJlyopEpeM>. Acesso em: 14 dez. 2018.

• Placa do Pacífico: com cerca de 70 milhões de quilômetros quadrados, esse bloco


renova-se em suas bordas, onde se separa das placas vizinhas e expande o assoalho
oceânico.

• Placa de Nazca: encontra-se a leste da placa do Pacífico. Abrange cerca de 10 milhões


de quilômetros quadrados, mas a cada ano fica menor, devido à colisão com a placa
Sul-Americana. A placa de Nazca desliza para baixo da placa Sul-Americana (processo
de subducção), ocasionando vulcões e elevando a cordilheira dos Andes.

14
ROSS, Jurandyr L. S. Geografia do Brasil. São Paulo: Edusp/FDE, 1996. p. 32. (adaptado)

• Placa de Cocos: localizada no oceano Pacífico, é uma das menores placas tectônicas.
Originou-se de um desprendimento da placa do Pacífico, formando o que os geólogos
denominam sistema Cocos-Nazca. Essa placa sofreu um processo de subducção,
fundindo-se com a placa do Caribe. Essa junção, por sua vez, ocasionou a formação de
vulcões na América Central (como na Costa Rica e na Guatemala) e no México, bem
como a incidência de terremotos nessa região (como no Haiti).

• Placa do Caribe: no encontro dessa placa com a placa Sul-Americana existe uma zona
de subducção com inúmeras erupções vulcânicas que formam uma região conhecida
como Pequenas Antilhas.

Abalos sísmicos
Os abalos sísmicos são tremores que ocorrem na superfície terrestre, principalmente em
razão de forças naturais no interior do planeta. Quando ocorrem nos continentes, são
chamados terremotos; quando acontecem no fundo do mar, recebem o nome de maremotos.

 SAIBA MAIS

Maremotos e tsunamis

Um maremoto gera grande quantidade de energia, causando deslocamentos de água de

proporções imensas. Isso pode provocar ondas gigantes, chamadas tsunamis. Quando
atingem a costa litorânea, os tsunamis provocam destruição e morte.

15
MAREMOTOS e tsunamis. Mundo em Fúria, São Paulo, ano 1, p. 7, [20--]. Edição especial. (adaptado)

Como você estudou, as placas deslocam-se constantemente por estarem flutuando sobre o
magma. Esses movimentos provocam pressão nas bordas das placas, que, aliada ao desgaste
natural ao longo do tempo geológico, leva à ruptura das rochas (falhas) e libera uma

energia muito intensa.

Essa energia se propaga pelas rochas em forma de ondas sísmicas que vão do foco do
evento sísmico (hipocentro) para fora, causando vibrações na litosfera, percebidas por meio

de tremores. O ponto da superfície da Terra localizado exatamente acima do foco do


hipocentro do terremoto é chamado de epicentro; é nele onde se registra a intensidade
superficial máxima do abalo sísmico.

Abalos sísmicos (continuação)

16
Como o planeta é dinâmico e as placas estão em constante movimento, os terremotos não
são raros. Durante o período de um ano, por exemplo, acontecem mais de um milhão de

abalos sísmicos de pequena intensidade na Terra. Todavia, são mais conhecidos apenas
aqueles de média ou grande proporção, que geralmente causam a morte de muitas pessoas
e enormes prejuízos materiais.

Para medir a magnitude dos abalos sísmicos, ou seja, a energia liberada no foco do evento e

a amplitude das ondas sísmicas, utiliza-se principalmente a escala Richter, que vai de 1 até
o infinito. No entanto, o maior terremoto ocorrido até hoje atingiu a magnitude máxima de
9,5 graus na escala Richter. O evento, que ocorreu na cidade de Valdívia (Chile), em 1960,

causou grande destruição e matou por volta de pessoas.


Importante!
Na escala Richter – criada em 1935 pelos sismólogos estadunidense Charles Richter e Beno
Gutenberg –, as magnitudes são expressas em escala logarítmica. Isso quer dizer que o
número sucessor na escala é dez vezes maior que o anterior. Quanto mais alto o valor

alcançado por um terremoto na escala, maiores serão os efeitos produzidos.

TOP 10: Após revisão, terremoto no Japão passa a ser o quarto maior na história.UOL Notícias Internacionais.
Disponível em: <https://noticias.uol.com.br/internacional/listas/top-10---maiores-terremotos-da-historia.jhtm>.
Acesso em: 17 dez. 2017. (adaptado)

17
Assista 
Este vídeo mostra as áreas onde ocorrem os terremotos, veja que se relacionam com os

limites das placas tectônicas.

NOAA/ NWS/ Pacific Tsunami Warning Center. Global Earthquake animation: 1 dec. 2004 to 30 nov. 2014.
Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=leomq5HJTK8>. Acesso em: 17 dez. 2018.

Em geral, um terremoto só é percebido pelas pessoas quando atinge ou supera a magnitude


3, que ainda não causa danos. Nesse caso, trata-se de um terremoto pequeno. Quando chega
à escala de 7 graus, ele é considerado grande e pode ser devastador. Terremotos acima de

8 graus são importantes e, em geral, causam sérios danos em uma vasta área. Quando
ocorrem em cidades, podem destruí-las completamente.

Destruição causada por terremoto em Valdívia, no Chile, em 1960.

18
Apolo11.com. Disponível em: https://www.apolo11.com/>. (adaptado)

Sismógrafo, aparelho que mede a magnitude dos terremotos.

 ENQUANTO ISSO, NO BRASIL

Terremoto no Brasil: é possível?

19
Parece estranho para quem acredita que o Brasil está imune a esse tipo de evento, mas, abaixo dos
nossos pés e em uma frequência maior do que a que estamos acostumados a ouvir, também nasce
aquilo que deixa o mundo todo em polvorosa: terremotos. Ex-chefe do Observatório Sismológico da
Universidade de Brasília, o professor aposentado José Alberto Vivas Veloso diz que há pelo menos
um tremor a cada sete dias no país e que eles nem sempre são tão inofensivos assim.

“É raro decorrer uma semana sem o registro de algum abalo sísmico no país, mas, geralmente, ele
será um evento pequeno e poderá passar despercebido pelas pessoas”, disse [...].

Dados do Sistema Nacional de Registros Sísmicos apontam que [até o início de agosto de 2014]
Minas Gerais lidera o número de casos, com 2 599 tremores. O estado é seguido pelo Mato Grosso,
que já contabilizou 1 304 terremotos, e Rio Grande do Norte, com 1 245. As medições no país
começaram em 1827, com a criação do Observatório Nacional, e até agora chegam a quase 8 mil. A
intensidade dos abalos é avaliada por meio da escala Richter [...].

Em geral, eles começam a ser sentidos pela população quando ultrapassam os 3 pontos. Nessa faixa,
já são capazes de mover mobílias e derrubar objetos de prateleiras, além de quebrar pratos e janelas
e balançar sinos de igrejas. Árvores e arbustos também sofrem oscilações.

Quando atingem magnitude igual ou maior que 5, os terremotos causam trincas e conseguem
derrubar construções mais frágeis. O último deles aconteceu em abril de 2008, em São Vicente (SP).
O tremor, de índice 5,2 e epicentro no mar, produziu pequenas rachaduras em paredes da capital
paulista e provocou o deslocamento de uma adutora em Mogi das Cruzes, deixando mais de 20 mil
pessoas sem água.

“As estatísticas mostram que, para todo o Brasil, acontece um terremoto de magnitude igual ou
maior a 5 a cada cinco anos, em média, e um de magnitude 7 só a cada 500 anos”, explica Veloso.
“Os dois maiores tremores registrados atingiram magnitudes 6,1 e 6,2 e aconteceram em 1955.
Apesar de tal magnitude ser considerada moderada, um sismo desse tamanho pode produzir muito
estrago, dependendo de onde aconteça e das condições geológicas locais e da qualidade das
construções da área atingida.”

MORAIS, Raquel. Terremotos no país liberaram energia de 20 bombas atômicas, diz professor.G1, Distrito
Federal, 3 ago. 2014. Disponível em: <http://g1.globo.com>. Acesso em: 17 dez. 2018. (adaptado)

Investigando

Questão 01

Com base no texto lido na seção "Enquanto isso, no Brasil...", responda às questões que
seguem.

20
1.a)

Procure no dicionário o significado das palavras do texto que não conhece e, em seguida,
releia-o.

1.b)

Considerando a localização do Brasil na placa Sul-Americana, como se pode explicar a

ocorrência de terremotos no país? Pesquise e registre suas descobertas.

1.c)

Já ocorreram terremotos no estado onde você mora? Em caso afirmativo, procure descobrir:

• quando ele(s) ocorreu(ram);

• em que município(s);

• qual(is) a(s) sua(s) magnitude(s); e

• as principais consequências.

Agora é com você

Questão 01

Quando você pensa em um terremoto de magnitude acima de 7, logo lhe vem à cabeça
destruição e perdas enormes, certo?

Embora essa afirmação seja verdadeira, as consequências de um terremoto não estão

relacionadas apenas à sua magnitude. Por meio do uso de tecnologias, os seres humanos
podem reduzir consideravelmente os danos causados pelos abalos sísmicos. Para você ter
uma ideia, compare a seguir dois terremotos de grandes magnitudes.

Em 2010, no Haiti, aconteceu um terremoto de 7 graus de magnitude. O país foi

praticamente destruído, e 200 mil pessoas morreram, além de 250 mil ficarem feridas e 1,5
milhão desabrigadas.

21
Terremoto no Haiti, 2010.

Em 2011, um terremoto de quase 9 graus de magnitude, seguido de um tsunami, atingiu o


Japão. O fenômeno causou a morte de mais de 25 mil pessoas.

Terremoto no Japão, 2011.

Embora o terremoto do Japão tenha tido maior magnitude que o do Haiti, o número de
mortos e a destruição nesse país foram muito maiores se comparados ao evento japonês.

No Japão, governantes e empresários investem maciçamente em tecnologia e planejamento

para diminuir os impactos sociais e econômicos de eventos dessa magnitude. Veja alguns
exemplos.

22
23
Institutos de pesquisas equipados com aparelhos avançados preparam-se para detectar terremotos a tempo de alertar
as populações e evitar catástrofes de maiores proporções. Alguns contam com sistemas de simulação de terremoto,
como o da fotografia.

1.a)

Que característica em comum entre o Japão e o Haiti é responsável pela ocorrência de

terremotos nesses países?

1.b)

Como podem ser explicadas as diferenças nas consequências entre os terremotos do Haiti
(2010) e do Japão (2011)?

1.c)

Pesquise dois exemplos de tecnologias que podem diminuir os efeitos causados por abalos

sísmicos.

Atividades vulcânicas

24
Você já viu um vulcão de perto? Qual a principal ideia que um vulcão passa a você?

Os vulcões geralmente despertam grande fascínio nas pessoas e não raramente estão

relacionados a eventos grandiosos, seja de beleza ou de destruição. Nem todos os vulcões

são ativos, ou seja, uma parte deles não está sujeita a erupções. Quando em atividade, os
vulcões podem ocasionar diversos danos, como risco à vida das pessoas que vivem perto

deles e prejuízos financeiros, com a destruição de lavouras, cidades, construções, entre

outros.

Vulcanismo é o nome dado ao conjunto de processos que faz com que o magma (parte da

camada interna da Terra) chegue à superfície. Além de lava, um vulcão pode expelir gases,

lama, poeira, cinza e rochas. Esse fenômeno geológico, do interior para a superfície do
planeta, ocorre em geral nas áreas próximas aos limites das placas tectônicas .

Acesse

Clique aqui e saiba mais sobre cinco erupções vulcânicas que mudaram o mundo.

MEGA CURIOSO. 5 erupções vulcânicas que mudaram o mundo.Igor Nipo, 5 jan. 2017. Disponível em:
<https://m.megacurioso.com.br/acontecimentos-historicos/98977-6-erupcoes-vulcanicas-que-mudaram-o-
mundo.htm>. Acesso em: 17 dez. 2018.

25
 CURIOSIDADE

O Etna, localizado na Sicília (Itália), é um dos vulcões que mais entram em erupção no
continente europeu. Na Antiguidade acreditava-se que as erupções desse vulcão eram

provocadas pelo deus mitológico Vulcano. Potente e misterioso, Vulcano se escondia nas

entranhas daquele monte, de onde mandava raios para Júpiter, o deus mais importante
para os romanos. Acreditava-se também que, no seu interior, habitava o gigante Tifão,

cujos movimentos faziam a Terra tremer.

As atividades vulcânicas não trazem apenas prejuízos. O vulcanismo é mais um agente


(força interna) responsável pelas alterações na superfície da Terra. Ao alcançar a superfície,

o magma é chamado de lava, que, após o seu resfriamento, forma as rochas magmáticas.

Com a ocorrência de novos derramamentos se acumulando sobre os mais antigos, já


solidificados, formam-se camadas de rochas sobrepostas. Com a decomposição dessas rochas

ao longo de milhares de anos, originam-se solos férteis, beneficiando a população que vive

perto de vulcões.

A terra roxa do norte do Paraná e de São Paulo, por exemplo, é resultado de um extenso

derramamento de material vulcânico ocorrido há mais de 60 milhões de anos. Também os


diamantes, a pedra-pomes e o enxofre são resultantes da atividade vulcânica. Além disso,

atualmente o calor dos vulcões é aproveitado como forma de energia (energia geotérmica),

produzindo eletricidade.

Usina geotérmica que gera energia a partir de gases vulcânicos, na Islândia.

Agora é com você

26
Questão 01

A dinâmica de um vulcão envolve vários conhecimentos científicos e é um dos fenômenos


mais extraordinários da natureza (e destrutivos também!).

Assista a este tutorial e veja como construir um supervulcão.

Depois, responda:

O que você mais chamou sua atenção nesse experimento?

Neste capítulo estudamos...

As placas tectônicas e seus movimentos.

A Teoria da Deriva Continental e a Teoria da Tectônica de Placas.

Os abalos sísmicos e as suas consequências.

Os benefícios e os prejuízos causados pelo processo de vulcanismo.

27
QUESTÕES DO CAPÍTULO

Questão 01

No início do século XX, Alfred Wegener encontrou grande resistência por parte de

outros estudiosos quando expôs suas ideias sobre a formação dos continentes. Escreva
resumidamente o que diz a teoria de Wegener.

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Questão 02

Observe as imagens a seguir. Com base no que você estudou sobre movimentos das

placas tectônicas, escreva uma legenda para cada uma delas.

Imagem A.

Imagem B.

28
Imagem C.

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Questão 03

As afirmativas a seguir trazem informações sobre os terremotos. De acordo com o que

você estudou neste capítulo, assinale V ou F, conforme elas sejam verdadeiras ou falsas.

Depois, reescreva a(s) afirmativa(s) falsa(s), tornando-a(s) verdadeira(s).

( ) A escala Richter é utilizada para quantificar a magnitude sísmica de um terremoto

ocorrido em continente ou em oceano, desde aqueles registrados somente pelos


sismógrafos, até aqueles outros sentidos pelo ser humano e causadores de grande

destruição.

( ) Jornais, revistas e sites da internet, ao fazerem uso das expressões “tremor de terra”,
“abalo sísmico” e “terremoto”, estão se referindo a um fenômeno geológico que tem sua

origem associada à mobilidade e ao deslocamento das placas tectônicas.

( ) As áreas continentais próximas às bordas de placas tectônicas – como é o caso de


grande parte do território brasileiro –, revelam-se sismicamente instáveis, embora os

terremotos apresentem magnitude e frequência reduzidas.

( ) Em 2011, no Japão, ocorreu um terremoto com consequências mais devastadoras que

o ocorrido no Haiti em 2010. Isso se deu devido à magnitude atingida em cada um, que,

no Japão, chegou a 9 graus e, no Haiti, apenas a 7 graus.

29
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Questão 04

Observe as imagens e leia as legendas.

Dois anos depois do terremoto ocorrido no Haiti em 2010, grande parte da população ainda vivia em
acampamentos temporários como os mostrados na foto.

Um residente em um complexo habitacional temporário em Ishinomaki, em 1º de setembro de 2013. Ishinomaki


foi bastante afetada pelo tsunami em 2011, que causou a morte de 4 mil pessoas.

30
Considerando a situação socioeconômica de cada país, comente as situações retratadas.

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Questão 05

Analise a figura e, em seguida, escreva um texto breve que a explique.

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31
QUESTÕES EXCLUSIVAS

Questão 01

Com 21 ilhas, o arquipélago de Fernando de Noronha (PE) está localizado sobre um vulcão cuja
base tem 74 quilômetros de diâmetro e está a metros de profundidade. Extinta há mais de
20 mil anos, a cratera vulcânica submersa faz parte de uma cadeia de montanhas da parte
atlântica da placa Sul-Americana. As rochas vulcânicas mais antigas do arquipélago têm cerca de
12 milhões de anos.

Disponível em: <http://www.ilhadenoronha.com.br>. Acesso em: 17 dez. 2018. (adaptado)

IBGE. Atlas geográfico escolar. 6. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2012. p. 167. (adaptado)

Com base no texto e nas imagens anteriores, explique como se formou o arquipélago de

Fernando de Noronha.

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Questão 02

A imagem a seguir retrata a obra Hotdoom.com, de Rafaël Rozendaal, que representa

um vulcão em erupção digital. A obra foi apresentada na 15ª edição do Festival

Internacional de Linguagem Eletrônica (FILE), em 2014.

2.a)

Hotdoom.com, uma obra interativa projetada em um painel de LED na fachada do prédio da FIESP, em São Paulo.

Na obra, o autor mostra a lava sendo expelida. Além da lava, que outros elementos são,
geralmente, expelidos pelo vulcão?

2.b)

Reúna-se com um colega. Um de vocês irá apresentar os danos causados pelo

vulcanismo; o outro, os benefícios trazidos por ele.

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Questão 03

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Em grupos, elaborem cartazes que expliquem as modificações que ocorrem no relevo
terrestre ao longo do tempo com base no movimento das placas tectônicas. Colem

imagens e façam legendas para elas. Ao final, agendem com o professor uma data para

exposição e apresentação dos cartazes.

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