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N-1997 REV.B 04 / 2019

PROJETO DE REDES ELÉTRICAS EM


SISTEMAS DE BANDEJAMENTO PARA
CABOS

Procedimento
Esta Norma substitui e cancela a sua revisão anterior.
Cabe à CONTEC - Subcomissão Autora, a orientação quanto à interpretação do
texto desta Norma. O Órgão da PETROBRAS usuário desta Norma é o
responsável pela adoção e aplicação dos seus itens.

Requisito Técnico: Prescrição estabelecida como a mais adequada e que


CONTEC deve ser utilizada estritamente em conformidade com esta Norma. Uma
eventual resolução de não segui-la ("não-conformidade" com esta Norma) deve
Comissão de Normas ter fundamentos técnico-gerenciais e deve ser aprovada e registrada pelo
Técnicas Órgão da PETROBRAS usuário desta Norma. É caracterizada pelos verbos:
“dever”, “ser”, “exigir”, “determinar” e outros verbos de caráter impositivo.

Prática Recomendada: Prescrição que pode ser utilizada nas condições


previstas por esta Norma, mas que admite (e adverte sobre) a possibilidade de
alternativa (não escrita nesta Norma) mais adequada à aplicação específica. A
alternativa adotada deve ser aprovada e registrada pelo Órgão da
PETROBRAS usuário desta Norma. É caracterizada pelos verbos:
“recomendar”, “poder”, “sugerir” e “aconselhar” (verbos de caráter
não-impositivo). É indicada pela expressão: [Prática Recomendada].
Cópias dos registros das “não-conformidades” com esta Norma, que possam
contribuir para o seu aprimoramento, devem ser enviadas para a
SC - 06 CONTEC - Subcomissão Autora.

Eletricidade
As propostas para revisão desta Norma devem ser enviadas à CONTEC -
Subcomissão Autora, indicando a sua identificação alfanumérica e revisão, o
item a ser revisado, a proposta de redação e a justificativa técnico-econômica.
As propostas são apreciadas durante os trabalhos para alteração desta Norma.

“A presente Norma é titularidade exclusiva da PETRÓLEO BRASILEIRO


S.A. – PETROBRAS, de uso interno na Companhia, e qualquer reprodução
para utilização ou divulgação externa, sem a prévia e expressa
autorização da titular, importa em ato ilícito nos termos da legislação
pertinente, através da qual serão imputadas as responsabilidades
cabíveis. A circulação externa será regulada mediante cláusula própria de
Sigilo e Confidencialidade, nos termos do direito intelectual e propriedade
industrial.”

Apresentação
As Normas Técnicas PETROBRAS são elaboradas por Grupos de Trabalho
- GTs (formados por especialistas da Companhia e das suas Subsidiárias), são comentadas pelas
Unidades da Companhia e das suas Subsidiárias, são aprovadas pelas Subcomissões Autoras - SCs
(formadas por técnicos de uma mesma especialidade, representando as Unidades da Companhia e
as suas Subsidiárias) e homologadas pelo Plenário da CONTEC (formado pelos representantes das
Unidades da Companhia e das suas Subsidiárias). Uma Norma Técnica PETROBRAS está sujeita a
revisão em qualquer tempo pela sua Subcomissão Autora e deve ser reanalisada a cada 5 anos para
ser revalidada, revisada ou cancelada. As Normas Técnicas PETROBRAS são elaboradas em
conformidade com a norma PETROBRAS N-1. Para informações completas sobre as Normas
Técnicas PETROBRAS, ver Catálogo de Normas Técnicas PETROBRAS.

PROPRIEDADE DA PETROBRAS 48 páginas e Índice de Revisões


N-1997 REV. B 04 / 2019

Sumário

1 Escopo ................................................................................................................................................. 6

2 Referências Normativas ...................................................................................................................... 6

3 Termos e Definições ............................................................................................................................ 7

3.1 Sistema de Bandejamento de Cabos..................................................................................... 7

3.2 Componentes do Sistema de Bandejamento ........................................................................ 7

3.3 Trecho de Eletrocalha ............................................................................................................ 7

3.4 Trecho de Eletrocalha Lisa .................................................................................................... 8

3.5 Trecho de Eletrocalha Perfurada ............................................................................................. 9

3.6 Trecho de Leito de Cabos ...................................................................................................... 9

3.7 Fixações ................................................................................................................................. 9

3.8 Encaminhamento ................................................................................................................... 9

3.9 Suporte ................................................................................................................................... 9

3.10 Acessório do Sistema de Bandejamento .............................................................................. 9

3.11 Componente não Propagador de Chama do Sistema de Bandejamento............................. 9

3.12 Influência Externa................................................................................................................ 10

3.13 Dispositivo de Fixação Externa ........................................................................................... 10

3.14 Carga Uniformemente Distribuída....................................................................................... 10

4 Requisitos Gerais para Sistemas de Bandejamento ......................................................................... 10

4.1 Dimensões ........................................................................................................................... 10

4.2 Tampas de Eletrocalhas ou Leitos de Cabos ...................................................................... 10

5 Casos de Usos Permitidos para Sistemas de Bandejamento........................................................... 11

6 Casos de Usos não Permitidos para Sistemas de Bandejamento.................................................... 11

7 Seleção de Materiais para Sistemas de Bandejamento ................................................................... 11

8 Aterramento e Continuidade Elétrica ................................................................................................ 12

8.1 Sistema de Bandejamento como Condutor de Proteção ..................................................... 12

8.2 Sistema de Bandejamento como Condutor de Proteção em Separado .............................. 16

8.3 Aterramento de Sistema de Bandejamento em Fibra de Vidro ........................................... 16

8.4 Requisitos para Instalação de Aterramento do Sistema de Bandejamento ........................ 17

9 Critérios de Projeto para Sistemas de Bandejamento ...................................................................... 17

9.1 Propriedades Mecânicas ...................................................................................................... 17

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9.2 Tipos, Localização e Espaçamento de Suportes ................................................................. 18

9.3 Acessórios para Sistemas de Bandejamento ...................................................................... 23

9.3.1 Barreiras de Separação (Septo Divisor).................................................................... 23

9.3.2 Acessórios de Saídas para Bandejamento de Cabos ............................................... 25

9.4 Proteção Contra Fogo e Propagação de Fumaça ............................................................... 26

9.5 Contração e Expansão Térmica do Sistema de Bandejamento .......................................... 30

9.6 Instalação de Cabos em Sistemas de Bandejamento ......................................................... 31

9.7 Segregação Física entre Circuitos de Força e Circuitos de Sinal ....................................... 34

9.8 Encaminhamento do Sistema de Bandejamento ................................................................. 35

10 Projeto, Instalação, Inspeção e Manutenção de Sistemas de Bandejamento em Áreas


Classificadas.......................................................................................................................................... 36

ANEXO A - Detalhes Típicos de Instalação do Sistema de Bandejamento ......................................... 41

Figuras

Figura 1 - Eletrocalha Perfurada sem Tampa ......................................................................................... 7

Figura 2 - Eletrocalha Lisa sem Tampa .................................................................................................. 8

Figura 3 - Eletrocalha Perfurada com Tampa Reta................................................................................. 8

Figura 4 - Eletrocalha Lisa com Tampa Reta .......................................................................................... 8

Figura 5 - Leitos para Cabos ................................................................................................................... 9

Figura 6 - Aterramento de Trecho Reto com Junção ............................................................................ 13

Figura 7 - Aterramento de Trecho Horizontal com Junção Ajustável.................................................... 14

Figura 8 - Aterramento de Trecho Reto sem Junção (Descontínuo) .................................................... 14

Figura 9 - Aterramento de Trecho com Junção Vertical Ajustável ........................................................ 14

Figura 10 - Cordoalha de Aterramento Isolada ..................................................................................... 15

Figura 11 - Cordoalha de Aterramento Nua .......................................................................................... 15

Figura 12 - Cordoalha de Aterramento Trançada ou Laminada........................................................... 15

Figura 13 - Localização dos Suportes em Trechos Retos Horizontais ................................................. 18

Figura 14 - Localização de Suporte em Curva Horizontal .................................................................... 19

Figura 15 - Localização de Suporte em “T” Horizontal ......................................................................... 19

Figura 16 - Localização de Suporte em “Y” Horizontal ......................................................................... 20

Figura 17 - Localização de Suporte em “X” Horizontal ......................................................................... 20

Figura 18 – Localização de Suporte em “T” Vertical ............................................................................. 21

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Figura 19 - Bandejamentro Horizontal Suportado por Tirantes ............................................................ 21

Figura 20 - Bandejamento Horizontal Suportado por Perfilado ............................................................ 21

Figura 21 - Bandejamento Horizontal Suportado por Mão Francesa.................................................... 22

Figura 22 - Bandejamento Vertical Suportado por Mão Francesa ........................................................ 22

Figura 23 - Bandejamento Vertical Suportado por Tirantes .................................................................. 22

Figura 24 - Bandejamento Vertical Suportado por Perfilado ................................................................. 23

Figura 25 - Aplicação de Barreira de Separação em Trecho Reto Horizontal ...................................... 23

Figura 26 – Aplicação de Barreira de Separação em Trecho Horizontal Curvo ................................... 24

Figura 27 - Aplicação de Barreira de Separação em Trecho Vertical Curvo ........................................ 24

Figura 28 - Detalhes de Fixação do Septo-Divisor................................................................................ 24

Figura 29 - Saídas Laterais em Eletroduto ............................................................................................ 25

Figura 30 - Saídas Laterais em Perfilados ............................................................................................ 25

Figura 31 - Saídas Inferiores em Eletrodutos........................................................................................ 25

Figura 32 - Exemplos de Aplicação, por Pistola ou por Pincel, de Tinta Intumescente para Proteção
Contra Fogo de Cabos em Bandejamento ............................................................................................ 26

Figura 33 - Bandejamento com Sistema de Proteçãoi Passiva Contra Fogo Direto através de Manta
Protetora ................................................................................................................................................ 27

Figura 34 - Argamassa Intumescente, para Proteção Contra a Propagação de Fogo, Fumaça e Gases
Tóxicos, para Cabos através de Parede de Alvenaria .......................................................................... 28

Figura 35 - Argamassa Intumescente, para Proteção Contra a Propagação de Fogo, Fumaça e Gases
Tóxicas, para Bandejamento através de Parede de Alvenaria ............................................................. 28

Figura 36 - Bolsas Intumescentes, para Proteção Contra a Propagação de Fogo, Fumaça e Gases
Tóxicos, para Cabos através de Parede de Alvenaria .......................................................................... 29

Figura 37 - Tijolos Intumescentes, para Proteção Contra a Propagação de Fogo, Fumaça e Gases
Tóxicos, para Bandejamento através de Parede de Alvenaria ............................................................. 29

Figura 38 - Placas de Lã de Rocha e Tinta Intumescente para Proteção de Cabos em Bandejamento


e Contra a Propagação de Fogo, Fumaça e Gases Tóxicos, Através de Parede de Alvenaria ........... 30

Figura 39 - Detalhe Típico de Bandejamento Instalado em Vários Níveis Horizontais ........................ 32

Figura 40 - Instalação de Leitos de Cabos em Diferentes Níveis para Diferentes Níveis para
Diferentes Tipos de Circuitos ................................................................................................................ 33

Figura 41 - Bandejamento com Barreira de Separação Entre Cabos de Circuitos de Média e Baixa
Tensão ................................................................................................................................................... 34

Figura 42 - Caixa de Areia – Vista Explodida........................................................................................ 37

Figura 43 - Caixa de Areia – Vista Aa ................................................................................................... 38

Figura 44 - Caixa de Areia – Vista Bb ................................................................................................... 38

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Figura A.1 - Instalação de Bandeja, Eletrocalha ou Leito de Cabos Fixado por Travessas e Tirantes 41

Figura A.2 - Detalhe Típico de Instalação de Junção de Bandeja, Eletrocalha ou Leito de


Cabos....................................................................................................................................................41

Figura A.3 - Detalhe Típico de Instalação de Junção Articulada para Bandeja, Eletrocalha ou Leito de
Cabos....................................................................................................................................................41

Figura A.4 - Detalhe Típico de Instalação de Cordoalha de Aterramento em Juntas de Bandeja,


Eletrocalha ou Leito de Cabos..................................................................................................... ......... 42

Figura A.5 - Detalhe Típico de Instalação de Derivação Lateral de Cabo Através de Eletroduto ........ 42

Figura A.6 - Detalhe Típico de Instalação de Derivação Lateral de Cabo Através de Eletroduto ........ 42

Figura A.7 - Detalhe Típico de Instalação de Septo Divisor em Bandeja ou Leito de Cabos ............... 43

Figura A.8 - Seqüência de Construção de Curva em Leito Aramado ................................................... 43

Figura A.9 - Seqüência de Construção de Curva em Leito Aramado ................................................... 44

Figura A.10 - Detalhes Típicos de Fixação de Leito Aramado.............................................................. 44

Figura A.11 - Detalhe Típico de Fixação de Leito Aramado com Tirantes ........................................... 45

Figura A.12 - Detalhe Típico de Junção de Leito Aramado .................................................................. 45

Figura A.13 - Detalhes Típicos de Lançamento de Circuitos de Força, Controle e Instrumentação


entre Painéis, Botoeira de Comando Local, Motor Elétrico e Caixa ee Junção, Utilizando Sistema de
Bandejamento.............................................................................................................................. ......... 46

Tabelas

Tabela 1 - Requisitos de Área Metálica quando o Sistema de Bandejamento for Utilizado como
Condutor de Proteção ........................................................................................................................... 13

Tabela 2 - Seção Mínima de Cordoalhas para Sistemas de Bandejamento utilizados como


Condutores de Proteção ........................................................................................................................ 16

Tabela 3 - Comprimento Máximo de Trecho Reto para Dilatação Térmica de 25 mm......................... 30

Tabela 4 - Espaçamento entre Bandejamentos de Força e de Sinal de Acordo com o Tipo de Sinal . 35

Tabela 5 - Espaçamento Entre Bandejamento e Eletroduto de Acordo com o Tipo de Sinal .............. 35

Tabela 6 - Dimensões da Abertura na Parede em Função da Largura da Bandeja ou do Leito, para a


Instalação de Caixas de Areia (mm) ..................................................................................................... 38

Tabela 7 - Dimensões da Passagem Horizontal na Parede, para a Instalação de Caixas de


Areia (mm) ............................................................................................................................................. 39

Tabela 8 - Dimensões da Viga “U” para a Instalaçao de Caixas de Areia em Parede de


Alvenaria (mm) ...................................................................................................................................... 39

Tabela 9 - Exemplo de Lista de material Para a Instalação de Caixas de Areia em Parede de


Alvenaria ................................................................................................................................................ 39

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1 Escopo

1.1 Esta Norma fixa as condições mínimas exigíveis para os procedimentos de projeto, instalação e
inspeção de redes elétricas em sistemas de bandejamento para cabos, a serem utilizados em salas
de controle, subestações, salas de painéis, galerias, instalações ao tempo, em áreas classificadas ou
não.

1.2 Esta Norma se aplica a todas as instalações da PETROBRAS.

1.3 Esta Norma se aplica à execução dos procedimentos de projeto, instalação e inspeção de redes
elétricas em sistemas de bandejamento para cabos, a partir da data de sua edição.

1.4 Esta Norma contém Requisitos mandatórios.

2 Referências Normativas

Os documentos relacionados a seguir são indispensáveis à aplicação deste documento. Para


referências datadas, aplicam-se somente as edições citadas. Para referências não datadas,
aplicam-se as edições mais recentes dos referidos documentos.

PETROBRAS N-0057 - Projeto Mecânico de Tubulações Industriais;

PETROBRAS N-2918 - Atmosferas explosivas - Classificação de Áreas;

PETROBRAS N-1882 – Critérios de Elaboração de Projetos de Instrumentação;

ABNT NBR 5410 - Instalações Elétricas de Baixa Tensão;

ABNT NBR 14039 - Instalações Elétricas de Média Tensão de 1,0 kV a 36,2 kV;

ABNT NBR 15708-1 - Indústrias do petróleo e gás natural — Perfis pultrudados Parte 1:
Materiais, métodos de ensaio e tolerâncias dimensionais;

ABNT NBR 15708-4 - Indústrias do petróleo e gás natural — Perfis pultrudados Parte 4:
Sistema de bandejamento;

ABNT NBR IEC 60079-14 - Atmosferas explosivas - Parte 14: Projeto, seleção e montagem
de instalações elétricas;

ABNT NBR IEC 60079-17 - Atmosferas explosivas - Parte 17: Inspeção e manutenção de
instalações elétricas;

ABNT NBR IEC 61537 - Encaminhamento de cabos — Sistemas de eletrocalhas para cabos
e sistemas de leitos para cabos;

ABNT NBR 6323 - Galvanização por imersão a quente de produtos de aço e ferro fundido –
Especificação;

ABNT NBR 13231 - Proteção contra incêndio em subestações elétricas;

API RP 552 - Transmission Systems;

API RP 2218 - Fireproofing Practices in Petroleum and Petrochemical Processing Plants;

ASTM B221 - Standard Specification for Aluminum and Aluminum-Alloy Extruded Bars,
Rods, Wire, Profiles and Tubes;

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IEC 61892-6 - Mobile and fixed offshore units – Electrical installations – Part 6: Installation;

NEMA VE 1 - Metal Cable Tray Systems;

NEMA VE 2 - Cable Tray Installation Guidelines;

UL 1709 - UL Standard for Safety Rapid Rise Fire Tests of Protection Materials for
Structural Steel;

SAE J403 - Chemical Compositions of SAE Carbon Steels.

NOTA Quando houver divergência entre esta Norma e as normas citadas neste Capítulo,
prevalecem as definições estabelecidas nesta Norma.

3 Termos e Definições

Para os propósitos desta Norma são adotadas as definições indicadas nos itens 3.1 a 3.14.

3.1
sistema de bandejamento de cabos
sistema de suportação de cabos composto por trechos de eletrocalhas ou leito de cabos, acessórios,
suportes e peças de fixação.

3.2
componentes do sistema de bandejamento
partes utilizadas para implementação do sistema. Os componentes do sistema são os seguintes:

a) trechos e eletrocalha ou leito de cabos;


b) acessórios de eletrocalha ou leito de cabos;
c) fixações para suporte;
d) fixações para montagem;
e) demais acessórios do sistema de bandejamento.

3.3
trecho de eletrocalha
componente do sistema de bandejamento utilizado para suporte de cabos, consistindo de uma base
integrada com os membros laterais ou uma base conectada aos membros laterais. (ver Figuras de 1
a 4).

Figura 1 - Eletrocalha Perfurada sem Tampa

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Figura 2 - Eletrocalha Lisa sem Tampa

Figura 3 - Eletrocalha Perfurada com Tampa Reta

Figura 4 - Eletrocalha Lisa com Tampa Reta

3.4
trecho de eletrocalha lisa
componente do sistema de bandejamento consistindo de um fundo e de laterais lisos, sem aberturas
para ventilação (ver Figuras 2 e 4).

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3.5
trecho de eletrocalha perfurada
componente do sistema de bandejamento consistindo de um fundo e de laterais perfurados, com
aberturas para ventilação. As aberturas para ventilação devem ser suficientes para passagem de ar,
utilizando, no mínimo, 30 % da área plana de suportação de cabos, para efeito de dimensionamento
dos cabos conforme ABNT NBR 5410 (ver Figuras 1 e 3).

3.6
trecho de leito de cabos
componente do sistema de bandejamento utilizado para suporte dos cabos, consistindo de membros
laterais de suporte, fixados entre si por meio de degraus transversais (ver Figura 5).

Figura 5 - Leitos para Cabos

3.7
fixações
componentes utilizados para unir, mudar a direção, mudar a dimensão ou fazer a terminação de
trechos de eletrocalha ou leito de cabos. Exemplos típicos: curvas, derivações, junções e reduções.

3.8
encaminhamento
Montagem composta de trechos de eletrocalhas ou leitos de cabos e suas fixações.

3.9
suporte
dispositivo projetado para fornecer suportação e fixação mecânica de um encaminhamento de cabos.

3.10
acessório do sistema de bandejamento
componente do sistema de bandejamento utilizado para uma função suplementar, tal como: a
segregação de cabos, fixação de cabos e coberturas. Exemplos típicos: septos divisores, braçadeiras
de fixação e tampas.

3.11
componente não propagador de chama do sistema de bandejamento
componente do sistema de bandejamento que é responsável pela não propagação de fogo e que é
auto-extinguível dentro de um tempo limitado após a remoção da chama.

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3.12
influência externa
presença de água, óleo, maresia, materiais de construção, substâncias corrosivas ou poluentes e
forças mecânicas externas, tais como: neve, vento e outros fatores ambientais.

3.13
dispositivo de fixação externa
dispositivo para fixação da suportação do sistema de bandejamento em paredes, tetos ou outras
estruturas.

3.14
carga uniformemente distribuída
carga distribuída equilibradamente sobre uma determinada área.

4 Requisitos Gerais para Sistemas de Bandejamento

4.1 Dimensões

4.1.1 As dimensões de altura, largura e comprimento devem atender aos requisitos da ABNT NBR
IEC 61537 para eletrocalhas e leitos metálicos e a ABNT NBR 15708-4 para eletrocalhas e leitos de
fibra de vidro.

4.1.2 O raio interno de curvatura deve ser superior a 8 vezes o diâmetro externo para cabos não
armados e superior a 12 vezes o diâmetro externo para cabos armados.

4.1.3 A cota superior da lateral da eletrocalha ou leito deve estar acima do plano superior do cabo
mais elevado instalado.

4.2 Tampas de eletrocalhas ou Leitos de Cabos

4.2.1 Deve ser utilizado o sistema de bandejamento sem tampas desde que sejam atendidos os
requisitos da ABNT NBR 5410 quanto à competência das pessoas e acessibilidade das instalações.

4.2.2 Em locais onde haja riscos de ocorrência de danos devido à queda de objetos, respingos de
solda, líquidos corrosivos, necessidade de proteção UV (ULTRA VIOLETA) e descargas atmosféricas
devem ser utilizadas eletrocalhas ou leitos com tampas.

4.2.3 A tampa e a eletrocalha ou leito devem ser do mesmo material.

4.2.4 Em locais com possibilidade de acúmulo de água, a respectiva tampa, dependendo de suas
dimensões, deve possuir meios que evitem este acúmulo (cumeeira).

4.2.5 Em ambientes próximos a fontes de interferência eletromagnética devem ser utilizadas


eletrocalhas e tampas metálicas. Para circuitos de sinais devem ser atendidos os requisitos da norma
N-1882 e item 9.7.

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4.2.6 Em instalações ao tempo, as tampas do sistema de bandejamento devem ser fixadas por cintas
metálicas de aço inoxidável ou alumínio.

4.2.7 Em sistemas de bandejamento sobrepostos, caso haja a necessidade de tampas, estas devem
ser colocadas apenas no último nível.

5 Casos de Usos Permitidos para Sistemas de Bandejamento

5.1 A utilização de eletrocalhas e leitos de cabos é permitida como sistema de suportação para
circuitos alimentadores, circuitos de serviços auxiliares, circuitos de ramais, circuitos de controle e
automação, circuitos de instrumentação e circuitos de sinalização. As eletrocalhas e osleitos de cabos
e seus componentes devem ter sua utilização identificada na documentação de projeto e no campo.

6 Casos de Usos não Permitidos para Sistemas de Bandejamento

6.1 Sistemas de bandejamento não devem ser utilizados em áreas de levantamento de cargas ou em
locais onde possam vir a ser submetidos a severos danos físicos.

6.2 Sistemas de bandejamento para cabos não devem ser utilizados dentro de dutos e câmaras
projetados para sistemas de ventilação, pressurização e ar condicionado.

6.3 Sistemas de bandejamento em fibra de vidro não devem ser utilizados em locais expostos à luz
solar, a menos que sejam certificados e marcados como adequados para este propósito.

6.4 Sistemas de bandejamento em fibra de vidro não devem ser utilizados em locais sujeitos à
temperatura ambiente acima daquela para a qual os sistemas de bandejamento foram certificados e
marcados.

6.5 Para as instalações offshore, bandejamento em fibra de vidro não deve ser utilizado em locais
confinados (áreas internas). Bandejamento em fibra de vidro também não deve ser permitido em
áreas externas que, de acordo com o estudo de propagação de incêndio, possam atingir
temperaturas superiores à temperatura máxima de utilização definida pelo fabricante.

7 Seleção de Materiais para Sistemas de Bandejamento

7.1 As condições ambientais do local de instalação devem ser consideradas quando da seleção dos
materiais do sistema de bandejamento.

7.2 Quando o ambiente de instalação for corrosivo e agressivo deve ser utilizado sistema de
bandejamento em aço inoxidável, alumínio ou fibra de vidro, conforme item 7.5. Para as instalações
offshore, bandejamento em alumínio não deve ser utilizado.

7.3 Quando o ambiente de instalação for corrosivo e agressivo e quando o peso do sistema for um
item crítico do projeto da instalação, deve ser utilizado sistema de bandejamento em fibra de vidro.

7.4 O material das porcas, parafusos e arruelas deve ser compatível com o material do sistema de
bandejamento e satisfazer as condições de agressividade do meio.

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7.5 Tipos de Materiais para o Sistema de Bandejamento

7.5.1 Fibra de Vidro

A especificação técnica dos materiais do sistema de bandejamento em fibra de vidro devem ser
selecionados de acordo com o local de instalação atendendo aos requisitos das normas ABNT NBR
15708-4 e NBR 15708-1.

Para as instalações offshore, o material do bandejamento em fibra de vidro deve:

- Ser moldado em processo de pultrusão;


- Atender os requisitos da ABNT NBR 15708-4;
- Possuir nível de resistividade volumétrica inferior a ;
- Possuir nível de resistividade superficial inferior a 1MΩ ( ;
- Possuir resistência para terra (medida de qualquer ponto do equipamento) inferior a 1MΩ
( ;

7.5.2 Aço-Carbono Galvanizado

7.5.2.1 A chapa utilizada na fabricação deve ser do tipo SAE 1008 ou superior.

7.5.2.2 A proteção de cobertura deve ser do tipo galvanizado à quente por imersão, após fabricação,
conforme ABNT NBR 6323. Para as instalações offshore, este tipo de material é permitido apenas em
áreas internas e sua pintura deve atender as especificações técnicas de projeto.

7.5.3 Aço Inoxidável

7.5.3.1 Para ambientes marítimos, os materiais do sistema de bandejamento devem ser do tipo AISI
316L.

7.5.3.2 Para ambientes não marítimos, os materiais do sistema de bandejamento devem ser do tipo
AISI 304 ou superior.

7.5.4 Alumínio

O alumínio utilizado no sistema de bandejamento deve ser do tipo “Copper Free” e possuir as
especificações da Ligas ASTM 6063, 1100 ou superior, de acordo com os requisitos indicados nas
normas ASTM B 221.

8 Aterramento e Continuidade Elétrica

8.1 Sistema de Bandejamento como Condutor de Proteção

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8.1.1 É permitida a utilização de sistemas de bandejamento metálicos como condutores de proteção


desde que as eletrocalhas ou os leitos atendam à área da seção transversal disponível mínima
requerida conforme Tabela 1 desta Norma. Neste caso, as cordoalhas de aterramento de interligação
entre trechos devem ser dimensionadas conforme requisitos da ABNT NBR 5410 e instaladas em
ambas as laterais nas eletrocalhas ou leitos, conforme ilustrado nas Figuras de 6 a 9.

Tabela 1 - Requisitos de Área Metálica quando o Sistema de Bandejamento for


Utilizado como Condutor de Proteção

Máxima Corrente Nominal do Fusível, Seção Transversal Mínima da


Ajuste de “Trip” do Disjuntor, Área Metálica (mm2)
Ajuste de “Trip” do Relé de Proteção para Falta à
Terra em Quaisquer Circuitos no Sistema de Bandejamento em Bandejamento
Bandejamento (A) Aço em Alumínio

60 130 130

100 260 130

200 450 130

400 650 260

600 970 260

1 000 - 390

1 200 - 650

1 600 - 970

2 000 - 1 290

Figura 6 - Aterramento de Trecho Reto com Junção

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Figura 7 - Aterramento de Trecho Horizontal com Junção Ajustável

Figura 8 - Aterramento de Trecho Reto sem Junção (Descontínuo)

Figura 9 - Aterramento de Trecho com Junção Vertical Ajustável

14
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8.1.2 Bandejamento em aço não deve ser utilizado como condutor de aterramento para circuitos com
ajuste de proteção de falta à terra acima de 600 A.

8.1.3 Bandejamento em alumínio não deve ser utilizado como condutor de aterramento para circuitos
com ajuste de proteção de falta à terra acima de 2 000 A.

8.1.4 É permitida a utilização do próprio sistema de bandejamento como condutor de aterramento


nos sistemas de bandejamento para circuitos de instrumentação, comunicação, controle.

8.1.5 Se a área da seção transversal disponível da eletrocalha ou leito não for compatível com o
ajuste da corrente de atuação do mecanismo de proteção, conforme Tabela 1 desta Norma, um
condutor de aterramento em separado deve ser instalado, conforme indicado no item 8.2 desta
Norma.

8.1.6 As cordoalhas de aterramento podem ser isoladas, nuas, trançadas ou laminadas, conforme as
Figuras de 10 a 12.

Figura 10 - Cordoalha de Aterramento Isolada

Figura 11 - Cordoalha de Aterramento Nua

Figura 12 - Cordoalha de Aterramento Trançada ou Laminada

8.1.7 As cordoalhas de aterramento são aplicáveis quando o sistema de bandejamento for utilizado
como condutor de aterramento. O dimensionamento da seção mínima das cordoalhas de aterramento
deve ser de acordo com a Tabela 2 desta Norma.

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Tabela 2 - Seção Mínima de Cordoalhas para Sistemas de Bandejamento utilizados


como Condutores de Proteção

Valor Máximo para o Ajuste do Dispositivo


Seção Transversal do Condutor de
de Proteção de Sobre-Corrente à Montante
Aterramento (mm2) Condutor de Cobre
do Circuito (A)
de 15 a 300 25,0
400 35,0
500 35,0
600 50,0
800 70,0
1 000 70,0
1 200 95,0
1 600 120,0
2 000 150,0
2 500 185,0
3 000 240,0
4 000 300,0
5 000 400,0
6 000 400,0

8.1.8 O sistema de bandejamento do tipo aramado não deve ser utilizado como condutor de
proteção.

8.2 Sistema de Bandejamento com Condutor de proteção em Separado

8.2.1 Quando um condutor de proteção em separado for utilizado, este condutor deve ser fixado em
cada trecho do sistema de bandejamento por meio de conectores de aterramento.

8.2.2 Cordoalhas de aterramento nas junções não são necessárias se o condutor de proteção em
separado for adequadamente interligado a todas as partes do sistema de bandejamento.

8.2.3 A seção nominal mínima do condutor de aterramento deve estar de acordo com a ABNT NBR
5410 e ABNT NBR 14039.

8.2.4 O condutor de aterramento ou o bandejamento utilizado como condutor de proteção (conforme


item 8.1 desta Norma) deve ser interligado à malha de aterramento da unidade a cada 20 m. Se a
estrutura de suporte da eletrocalha ou leito for condutora e aterrada, é aceitável a interligação do
cabo de aterramento da, eletrocalha ou leito à estrutura suporte.

8.2.5 As extremidades iniciais e finais das eletrocalhas ou leitos devem ser aterradas.

8.3 Aterramento de Sistema de Bandejamento em Fibra de Vidro

8.3.1 O objetivo do aterramento de sistemas de bandejamento em fibra de vidro é evitar o acúmulo


de cargas eletrostáticas.

16
N-1997 REV. B 04 / 2019

8.3.2 O aterramento deve ser efetuado com cabos de cobre nu com seção nominal de, no mínimo,
25 mm2.

8.3.3 Devem ser aterrados todos os trechos retos. Este aterramento deve ocorrer através dos
suportes metálicos do sistema de bandejamento de forma alternada, ou seja, a
cada 2 suportes, 1 suporte deve ser utilizado para aterramento.

8.3.4 Deve haver uma perfeita conexão elétrica entre o ponto de aterramento na estrutura metálica e
o cabo de aterramento. Após a conexão, o acabamento final do suporte metálico deve ser refeito.

8.3.5 Os suportes em fibra de vidro não são aceitos como pontos de aterramento de sistemas de
bandejamento.

8.3.6 Para sistema de bandejamento em fibra de vidro não é requerida a utilização de cordoalhas de
aterramento para as junções das peças.

8.3.7 Para instalações offshore, o aterramento de sistemas de bandejamento em fibra de vidro não é
necessário.

8.4 Requisitos para Instalação de Aterramento do Sistema de Bandejamento

8.4.1 Nos pontos de conexão do sistema de aterramento, qualquer sistema de pintura ou cobertura
similar não condutora deve ser removida das roscas, pontos de contato e superfícies de contato, ou
conectadas por meio de acessórios que tornem tal remoção desnecessária.

8.4.2 Caso haja problemas de ataque ao cobre, devido às substâncias presentes na atmosfera, os
pontos sujeitos ao ataque devem ser adequadamente protegidos.

9 Critérios de Projeto para Sistemas de Bandejamento

9.1 Propriedades Mecânicas

9.1.1 O sistema de bandejamento deve suportar, no mínimo, as cargas estáticas aplicadas e os


esforços dos acessórios pertinentes. O sistema de bandejamento de cabos deve ser projetado
somente para suportação de cabos e não como meio de transporte de pessoas.

9.1.2 As cargas estáticas são divididas em cargas uniformemente distribuídas e cargas estáticas
concentradas.

9.1.3 Para o dimensionamento das cargas uniformemente distribuídas devem ser consideradas a
carga dos cabos instalados e a carga dos cabos futuros. Para o dimensionamento dos cabos futuros,
considerar que a seção reserva definida por projeto está totalmente preenchida por cabos.

9.1.4 O critério de dimensionamento mecânico deve considerar os requisitos da NEMA VE1. Os


requisitos de testes e ensaios devem ser conforme ABNT NBR IEC 61537.

17
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9.2 Tipos, Localização e Espaçamento de Suportes

9.2.1 Os suportes do sistema de bandejamento devem atender ao esforço mecânico associado à


carga de trabalho segura. As influências externas do local de instalação, tais como: ventos e
interferências mecânicas devem ser consideradas.

9.2.2 Não é permitida a instalação de eletrocalhas ou leitos diretamente sobre o piso acabado, sendo
obrigatória a utilização de suportes.

9.2.3 Não é permitido o uso de tubulações de processo como suporte do sistema de bandejamento.
Também não é permitido que os suportes do sistema de bandejamento sejam apoiados sobre
tubulações de processo.

9.2.4 Os suportes dos sistemas de bandejamento não devem ser instalados em áreas reservadas
para expansão de tubulações de processo em tubovias, conforme previsto na norma PETROBRAS N-
0057.

9.2.5 Localização dos Suportes

9.2.5.1 As juntas dos trechos retos devem estar localizadas a uma distância de 1/4 do comprimento
total do trecho reto, conforme indicado na Figura 13.

(X/4m)
(Xm) (Xm)

Figura 13 - Localização dos Suportes em Trechos Retos Horizontais

9.2.5.3 O espaçamento máximo entre suportes consecutivos, para trechos retos horizontais de
sistemas de bandejamento deve ser de até 3 m.

9.2.5.4 Curva horizontal

Os suportes devem ser locados a, no máximo, 600 mm de cada elemento de junção entre
eletrocalhas ou leitos como se segue (ver Figura 14):

a) suporte de curva 90º: no ponto de arco 45°;


b) suporte de curva 45º: no ponto de arco 22,5°;
c) suporte de curva 60º: no ponto de arco 30°;
d) suporte de curva 30º: no ponto de arco 15°.

18
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.
ÁX
M
m
m
0
60
1/2 Ø
Ø
600 mm MÁX. Ø = 30°, 45°, 60° e 90°

Figura 14 - Localização de Suporte em Curva Horizontal

9.2.5.5 “T” Horizontal

Os suportes devem ser locados a, no máximo, 600 mm de cada uma das 3 conexões do “T”. Pelo
menos, um suporte adicional deve ser locado em cada face do “T”, de acordo com a Figura 15.

600 mm MÁX.
2/3 R
TÍPICO
TÍPICO

1/2 L

600 mm MÁX. L 600 mm MÁX.

Figura 15 - Localização de Suporte em “T” Horizontal

9.2.5.6 “Y” Horizontal

Os suportes devem ser locados a, no máximo, 600 mm de cada uma das 3 conexões do “Y”. Pelo
menos, um suporte adicional deve ser locado no sentido da direção da bissetriz do maior ângulo do
“Y”, de acordo com a Figura 16.

19
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.
ÁX
M
m
m
0
60
22,5°
45°

600 mm MÁX. 600 mm MÁX.

Figura 16 - Localização de Suporte em “Y” Horizontal

9.2.5.7 “X” Horizontal

Os suportes devem ser locados a, no máximo, 600 mm de cada uma das 4 conexões do “X”. Pelo
menos, um suporte adicional deve ser locado em cada ponto médio de cada face curva do “X”, de
acordo com a Figura 17.

TÍPICO
600 mm MÁX.

2/3 R
TÍPICO

600 mm MÁX. 600 mm MÁX.

600 mm MÁX.

Figura 17 - Localização de Suporte em “X” Horizontal

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9.2.5.8 “T” Vertical

Os suportes devem ser locados a, no máximo, 600 mm de cada uma das 3 conexões do “T”, de
acordo com a Figura 18.

600 mm MÁX. 600 mm MÁX.

600 mm MÁX.

Figura 18 - Localização de Suporte em “T” Vertical

9.2.5.9 Dispositivos de Fixação Externa

Ver Figuras de 19 a 24.

Figura 19 - Bandejamentro Horizontal Suportado por Tirantes

Figura 20 - Bandejamento Horizontal Suportado por Perfilado

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Figura 21 - Bandejamento Horizontal Suportado por Mão Francesa

Figura 22 - Bandejamento Vertical Suportado por Mão Francesa

Figura 23 - Bandejamento Vertical Suportado por Tirantes

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Figura 24 - Bandejamento Vertical Suportado por Perfilado

9.3 Acessórios para Sistemas de Bandejamento

9.3.1 Barreiras de Separação (Septo Divisor)

9.3.1.1 As barreiras de separação (septos divisores) devem ser utilizadas para separação entre
cabos de circuitos de diferentes níveis de tensão ou de diferentes níveis de sinais, quando os cabos
forem instalados no mesmo bandejamento (ver Figuras 25 a 27).

Figura 25 - Aplicação de Barreira de Separação em Trecho Reto Horizontal

23
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Figura 26 – Aplicação de Barreira de Separação em Trecho Horizontal Curvo

Figura 27 - Aplicação de Barreira de Separação em Trecho Vertical Curvo

9.3.1.2 Barreiras de separação (septos divisores) devem ser instaladas na localização desejada,
fixadas com os acessórios apropriados.

Figura 28 - Detalhes de Fixação do Septo-Divisor

24
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9.3.2 Acessórios de Saídas para Bandejamento de Cabos

Estes acessórios permitem a conexão entre trechos de bandejamento de cabos e saídas por
eletrodutos ou perfilados. Devem ser previstos meios para evitar o acúmulo de água dentro dos
trechos de eletrodutos de saída.

Figura 29 - Saídas Laterais em Eletroduto

Figura 30 - Saídas Laterais em Perfilados

Figura 31 - Saídas Inferiores em Eletrodutos

25
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9.4 Proteção Contra Fogo e Propagação de Fumaça

9.4.1 Em Áreas de Processo

9.4.1.1 Nos casos de instalação de sistema de bandejamento para cabos contendo circuitos de força,
instrumentação, controle ou comunicação, que sejam críticos para o controle do processo ou que
façam parte do sistema de parada segura da planta, e que estejam em regiões sujeitas a danos
devido à ocorrência de incêndios, deve ser instalada proteção adicional do bandejamento através de
coberturas resistentes a fogo direto de hidrocarboneto, tais como: mantas protetoras ou esquemas de
pintura com características corta-fogo.

9.4.1.2 Os requisitos relativos às funções da proteção contra fogo, tais como especificações técnicas,
características e tipos dos materiais a serem utilizados, ensaios, facilidades de instalação, inspeção,
manutenção e efeitos do longo tempo de exposição devem estar de acordo com a norma API 2218.

9.4.1.3 Os materiais a serem utilizados na proteção contra fogo deve atender a ASTM E1725 com a
curva de elevação de temperatura da ASTM E1529 durante 30 minutos para fogo de hidrocarboneto.

9.4.1.4 Quando utilizadas as mantas, estas devem possuir elevada resistência a ataques químicos,
não serem afetadas por água e óleo e terem suas propriedades térmicas e físicas restauradas após a
secagem.

9.4.1.5 As mantas devem ser fixadas com materiais e espaçamentos máximos de acordo com as
recomendações do fabricante.

9.4.1.6 Para exemplos de instalação de materiais resistentes a passagem de fumaça, chamas ou


gases quentes, ver Figuras de 32 a 33.

Figura 32 - Exemplos de Aplicação, por Pistola ou por Pincel, de Tinta Intumescente


para Proteção contra Fogo de Cabos em Bandejamento

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1 2 3 4 5 6

LEGENDA:
1 BANDEJAMENTO
2 CABOS
3 MALHA EM FIO GALVANIZADO COM LARGURA DE 1200 mm (2 kg/m²).
4 2 CAMADAS DE MANTA "FIREMASTER", DENSIDADE # 8 E ESPESURA 25 mm.
5 JUNTA DE VEDAÇÃO LONGITUDINAL 75 mm A 150 mm COM FITAS DE ALUMÍNIO.
6 CINTA DE AMARRAÇÃO EM AÇO INOX 304, COM 20 mm DE LARGURA E 0,4 mm DE ESPESSURA MÍNIMA.

Figura 33 - Bandejamento com Sistema de Proteção Passiva contra Fogo Direto


através de Manta Protetora

9.4.2. Em Áreas de subestações e Casas de Controle (Salas de painéis e salas de automação)

9.4.2.1 Quando a análise de risco de incêndio da instalação indicar a necessidade de tratamento


adicional dos cabos para evitar a propagação de chamas, deve ser instalada proteção adicional do
bandejamento contendo circuitos de força, instrumentação, controle ou comunicação por meio de
esquemas de pintura com características corta fogo atendendo requisitos da ABNT NBR 13231.

9.4.2.2 Os requisitos relativos às funções da proteção contra fogo, tais como especificações técnicas,
características e tipos dos materiais a serem utilizados, ensaios, facilidades de instalação, inspeção,
manutenção e efeitos do longo tempo de exposição devem estar de acordo com a norma ABNT NBR
13231.

9.4.2.3 No caso de sistemas de bandejamento para cabos instalados nas passagens entre
ambientes fechados, deve ser evitada a propagação de fumaça entre eles. Nestes casos, devem ser
aplicados materiais resistentes a passagem de fumaça, chamas ou gases quentes, tais como:
selantes, revestimentos ou bolsas intumescentes, argamassas corta fogo, massa moldável e tijolos
especiais. Estes materiais devem atender aos requisitos indicados na norma ABNT NBR 13231.

9.4.2.4 Para exemplos de instalação de materiais resistentes a passagem de fumaça, chamas ou


gases quentes, ver Figuras 34, 35, 36, 37 e 38.

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Figura 34 - Argamassa Intumescente, para Proteção contra a Propagação de Fogo,


Fumaça e Gases Tóxicos, para Cabos através de Parede de Alvenaria

Figura 35 - Argamassa Intumescente, para Proteção contra a Propagação de Fogo,


Fumaça e Gases Tóxicas, para Bandejamento através de Parede de
Alvenaria

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Figura 36 - Bolsas Intumescentes, para Proteção contra a Propagação de Fogo,


Fumaça e Gases Tóxicos, para Cabos através de Parede de Alvenaria

Figura 37 - Tijolos Intumescentes, para Proteção contra a Propagação de Fogo,


Fumaça e Gases Tóxicos, para Bandejamento através de Parede de
Alvenaria

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Figura 38 - Placas de Lã de Rocha e Tinta Intumescente para Proteção de Cabos em


Bandejamento e contra a Propagação de Fogo, Fumaça e Gases Tóxicos,
através de Parede de Alvenaria

9.5 Contração e Expansão Térmica do Sistema de Bandejamento

9.5.1 Para acomodar a contração e expansão térmica do sistema de bandejamento, deve ser
previsto um trecho não contínuo de bandejamento de 25 mm a cada comprimento de trecho reto
definido no item 9.5.2.

9.5.2 O comprimento do trecho reto é definido em função da diferença de temperatura ambiente


entre os dias mais quentes e os dias mais frios do ano, para a região em que se localiza o sistema de
bandejamento, de acordo com a Tabela 3 e conforme NEMA VE2.

Tabela 3 - Comprimento Máximo de Trecho Reto para Dilatação Térmica de 25 mm

Diferença de
Aço (m) Alumínio (m) Fibra de Vidro (m)
Temperatura (°C)
14 156 79 203
28 78 40 102
42 52 27 68
56 39 20 51
70 31 16 41
83 26 13 34
97 22 11 29

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9.5.3 Cada trecho do sistema de bandejamento deve ser rigidamente fixado no suporte mais próximo
do trecho reto. Todos os demais suportes (suportes-guia) devem permitir o movimento longitudinal
em ambas as direções.

9.5.4 Opcionalmente à adoção de um trecho descontínuo, pode ser utilizada uma junção ajustável
(ver FIGURAS 8 e 9) a ser dimensionada de acordo com os requisitos da norma NEMA VE 2.

9.6 Instalação de Cabos em Sistemas de Bandejamento

9.6.1 Durante a fase de projeto do sistema de bandejamento, deve ser elaborado um estudo de
puxamento de todos os tipos de cabo instalados (força, controle, comunicação etc). Este estudo deve
considerar os comprimentos e os percursos dos cabos previstos no projeto para assegurar que a
máxima tensão de puxamento estabelecida pelo fabricante do cabo não seja atingida.

9.6.2 Espaços reservas em eletrocalhas e leitos somente devem ser considerados caso sejam
especificados em projeto.

9.6.3 Nos casos em que for inevitável a instalação de sistemas de bandejamento próximos de fontes
de irradiação de calor, tais como: fornos e caldeiras, deve ser prevista a instalação de sistemas de
isolamento térmico.

9.6.4 Os cabos devem ser fixados às eletrocalhas ou leitos através de abraçadeiras. Em percursos
verticais os cabos devem ser fixados a cada 450 mm conforme NEMA VE2. Em trechos horizontais
os cabos devem ser fixados para manter o espaçamento entre os circuitos, para evitar movimentos
devido a forças magnéticas durante uma falta e para confinar o cabo dentro de uma área específica.

9.6.5 Para instalações offshore, a fixação dos cabos singelos deve ser feita somente com dispositivos
testados para os níveis de curto-circuito presentes nas instalações. Relatórios de testes e esquemas
de fixação devem ser submetidos à PETROBRAS para aprovação.

9.6.6 Os cabos multipolares dos circuitos de força com diâmetro superior a 40 mm devem ser fixados
nas, eletrocalhas ou leitos individualmente. Os cabos multipolares dos circuitos de força com diâmetro
inferior a 40 mm podem ser fixados nas, eletrocalhas ou leitos em grupos de até duas camadas. Os
cabos unipolares de circuitos trifásicos devem ser encaminhados e fixados nas eletrocalhas ou leitos
em trifólio.

9.6.7 Em trechos de descidas longas, onde o peso próprio do cabo possa exceder a sua capacidade
máxima de tração, os cabos devem ser suportados em trechos intermediários para dividir a carga do
cabo em vários segmentos. Tais suportes devem ser fixados nas, eletrocalhas ou leitos antes da
instalação dos cabos.

9.6.8 Todos os cabos devem ser claramente identificados com o “tag” de seu circuito conforme
indicado na lista de cabos. A identificação do “tag” deve ser feita em suas extremidades através de
anéis de plástico.

9.6.9 A instalação de cabos em eletrocalhas ou leitos horizontais dispostos em diferentes níveis


verticais deve obedecer à seguinte sequência de cima para baixo:

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a) Bandejas, eletrocalhas ou leitos com cabos de redes de automação;


b) Bandejas, eletrocalhas ou leitos com cabos de fibras ópticas;
c) Bandejas, eletrocalhas ou leitos com cabos do Sistemas de Detecção e Alarme de Incêndio e Gás;
d) Bandejas, eletrocalhas ou leitos com cabos do Sistema Instrumentado de Segurança;
e) Bandejas, eletrocalhas ou leitos com cabos do Sistema de Controle (Analógico e discreto);
f) Bandejas, eletrocalhas ou leitos com cabos de circuitos de baixa tensão, cabos de circuitos de
controle, cabos de circuitos de proteção e alimentação de instrumentos;
g) Bandejas, eletrocalhas ou leitos com cabos de circuitos de média tensão;

9.6.10 A distância mínima entre níveis de bandejamentos consecutivos deve ser de, no mínimo, 300
mm, de forma a facilitar o acesso aos cabos (ver Figuras 39 e 40) conforme NEMA VE2.

100 100

EL. INDICADA
EM PLANTA

300
(TÍP.)

Figura 39 - Detalhe Típico de Bandejamento Instalado em Vários Níveis Horizontais

32
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Figura 40 - Instalação de Leitos de Cabos em Diferentes níveis para diferentes Níveis


para Diferentes Tipos de Circuitos

33
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9.6.11 Cabos para circuitos de sinal instalados em eletrocalhas ou leitos devem passar a uma
distância mínima de 1,5 m de equipamentos geradores de ruído (motores, geradores e
transformadores em média tensão), caso os cabos para circuitos de sinal sejam instalados em
eletrodutos metálicos, esta distância pode ser reduzida à metade, conforme API 552.

9.6.12 Cabos de circuitos de média tensão (isolamento acima de 1 000 V) não devem ser instalados
nas mesmas eletrocalhas ou leitos que contenham cabos de circuitos de baixa tensão (isolamento até
1 000 V), a menoscabos de circuitos de média tensão sejam separados dos cabos de circuitos de
baixa tensão por uma barreira sólida fixa (septo divisor) feita de material compatível com o
bandejamento (ver Figura 41);

Figura 41 - Bandejamento com Barreira de Separação entre Cabos de Circuitos de


Média e Baixa Tensão

9.6.13 Para instalações offshore, cabos de circuitos de média tensão (isolamento acima de 1 000 V)
não devem ser instalados nas mesmas eletrocalhas ou leitos que contenham cabos de circuitos de
baixa tensão.

9.6.14 Os cabos não devem ser instalados na face inferior das eletrocalhas ou leitos independentes
do meio de fixação e da capacidade estrutural do sistema de bandejamento.

9.6.15 A seção ocupada pelo total de cabos instalados em uma eletrocalha ou leito não deve
ultrapassar a seção transversal útil total interna da eletrocalha ou leito.

9.6.16 A instalação de cabos adicionais em bandejamentos existentes deve ser precedida por uma
revisão do dimensionamento do sistema de bandejamento. A adequação dos suportes deve ser
verificada antes da instalação dos novos cabos.

9.7 Segregação Física entre Circuitos de Força e Circuitos de Sinal

9.7.1. As eletrocalhas e leitos de cabos de circuitos de força devem ser instalados com espaçamentos
adequados em relação às eletrocalhas e leitos de cabos dos circuitos de sinal, de forma a evitar
interferência eletromagnética e assegurar operação adequada dos circuitos de sinal.

9.7.2 A separação entre o bandejamento com cabos de circuitos de força e o bandejamento com
cabos de circuitos de sinal do tipo par trançado com “shield” deve estar de acordo com a Tabela 4,
baseada nas recomendações da norma API RP 552. A separação entre o bandejamento com cabos
de circuitos de força e o bandejamento (com tampa e fundo metálicos) com cabos de circuitos de
sinal do tipo par trançado sem “shield” deve estar também de acordo com a Tabela 4.

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N-1997 REV. B 04 / 2019

Tabela 4 - Espaçamento entre Bandejamentos de Força e de Sinal de Acordo com o


Tipo de Sinal

Espaçamento entre Bandejamentos de Força e de Sinal (mm)


Tensão do Circuito do Cabo
de Força Sinal do Tipo
Sinal de Baixo Nível (mV)
4 mA a 20 mA CC
Até 125 V @ 20 A 750 mm 375 mm
De 125 V a 500 V @ 200 A 1 500 mm 750 mm
Acima de 500 V 4 500 mm 2 400 mm

9.7.3 A separação entre eletroduto com cabos de circuitos de força e bandejamento com cabos de
circuitos de sinal do tipo par trançado com “shield” deve estar de acordo com a Tabela 5, baseada
nas recomendações da norma API RP 552. A separação entre bandejamento com cabos de circuitos
de força e eletroduto com cabos de sinal do tipo par trançado com “shield” deve estar também de
acordo com a Tabela 5.

Tabela 5 - Espaçamento entre Bandejamento e Eletroduto de Acordo com o tipo de


Sinal

Espaçamento entre Bandejamento e Eletroduto


Tensão do Circuito do Cabo de (mm)
Potência Sinal do Tipo
Sinal de Baixo Nível (mV)
4 mA a 20 mA CC

Até 125 V @ 20 A 750 mm 375 mm

de 125 V a 500 V @ 200 A 750 mm 375 mm

Acima de 500 V 1 500 mm 750 mm

9.7.4 São considerados sinais de baixo nível sinais de termopares, saídas de sinais de pontes do tipo
“strain gauge” e sinais do tipo pulsos digitais, tais como sinais de rede de dados, sinais de telefonia e
sinais de CFTV. São considerados sinais de médio nível sinais analógicos do tipo 4 mA a 20 mA ou
do tipo 10 V a 50 V, sinais de instrumentos eletrônicos em corrente contínua, dispositivos de medição
de temperatura por resistência (RTD), circuitos de sinalização ou com chaveamento em 28 VCC ou
menor.

9.7.5 O agrupamento de fiação dos circuitos deve ser feito por tipo de circuito e nível de sinais. Os
sinais de baixo nível devem ficar o mais distante possível dos circuitos de força. A partir dos sinais de
baixo nível, deve ser adotada a seguinte ordem:

a) sinais analógicos;
b) sinais discretos em 24 VCC;
c) sinais discretos em 120 V ac ou dc;
d) sinais de alimentação de instrumentos.

9.8 Encaminhamento do Sistema de Bandejamento

9.8.1. Deve ser evitada a instalação de sistemas de bandejamento sobre regiões com maior risco de
incêndio, tais como pátios de bombas. Nos casos em que este encaminhamento for tecnicamente
inevitável, deve ser empregada proteção passiva contra fogo ou cabos especiais com isolação
resistente ao fogo (ver item 9.6).

35
N-1997 REV. B 04 / 2019

9.8.2 O encaminhamento do sistema de bandejamento deve ser o mais reto possível evitando,
porém, a exposição dos cabos ao calor excessivo, umidade, fortes interferências eletromagnéticas e
danos físicos.

9.8.3 O encaminhamento deve seguir, preferencialmente, rotas através de áreas com menor risco de
incêndio.

9.8.4 Devem ser respeitados os gabaritos mínimos de áreas de circulação e passagem para a
manutenção de equipamentos e acessos principais e secundários.

9.8.5 A instalação de sistema de bandejamento em local próximo de tubulações quentes deve ser
evitada.

9.8.6 Deve ser evitada a instalação de sistema de bandejamento em áreas onde haja risco de
vazamentos de hidrocarbonetos ou outros produtos químicos corrosivos que ataquem a isolação dos
cabos.

9.8.7 Deve ser evitada a instalação de sistemas de bandejamento próximos ou sobre equipamentos
mecânicos, trocadores de calor a ar ou qualquer outro equipamento que necessite de intervenções de
processo ou de manutenção periódica.

9.8.8 Na instalação de sistemas de bandejamento deve ser considerado o acesso para instalação do
próprio sistema de bandejamento, instalação de cabos, inspeção e manutenção requerida.

9.8.9 O encaminhamento do sistema de bandejamento deve, preferencialmente, acompanhar as rotas


definidas pelos “pipe-racks”.

9.8.10 O sistema de bandejamento deve ser projetado para instalação em níveis diferentes das
tubulações de processo nos “pipe-racks”.

10 Projeto, Instalação, Inspeção e Manutenção de Sistemas de Bandejamento em


Áreas Classificadas

10.1 A documentação de projeto de sistemas de bandejamento em áreas classificadas deve incluir a


documentação prevista nas normas ABNT NBR IEC 60079-10 e PETROBRAS N-2918.

10.2 Quando um sistema de bandejamento for instalado em áreas classificadas, os demais


componentes devem ser adequados para a classificação de área do local da instalação, atendendo
aos requisitos da norma ABNT NBR IEC 60079-14.

10.3 A restrição de instalação de sistemas de bandejamento em áreas classificadas se refere ao tipo


de cabo a ser utilizado. Não é permitida a instalação de cabos sem cobertura, de acordo com a
norma ABNT NBR IEC 60079-14, devendo neste caso, ser utilizado encaminhamento por eletrodutos.

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10.4 Os cabos e multicabos para circuitos intrinsecamente seguros devem ser instalados em
bandejamentos exclusivos, separados dos demais bandejamentos que contenham cabos de circuitos
de controle ou de instrumentação não intrinsecamente seguros. Os condutores reservas existentes
em multicabos contendo circuitos intrinsecamente seguros não devem ser utilizados para circuitos
não intrinsecamente seguros.

10.5 A passagem de circuitos instalados em sistemas de bandejamento através de aberturas em


paredes que separem áreas classificadas e áreas não classificadas deve ser efetuada por meios
físicos adequadamente selantes que impeçam a passagem dos gases para a área não classificada,
conforme requerido na norma ABNT NBR IEC 60079-14, Tais sistemas incluem caixas de areia,
“MCT - Multi Cable Transit” etc.

10.6 No caso de utilização de caixas de areia para passagem de cabos instalados em sistemas de
bandejamento, na fronteira entre áreas classificadas e áreas não classificadas, tais como
subestações e casas de controle locais, as caixas de areia devem ser possuir dimensões e materiais
conforme indicado nas Figuras 42, 43 e 44 e nas Tabelas 6, 7, 8 e 9.

5 2

3
=

E
TAMPA PARA
MANUTENÇÃO
=

DETALHE "A"

150
ALVENARIA 4
120

DETALHE "A" 3
TAMPA PARA MANUTENÇÃO
SEM ESCALA

Figura 42 - Caixa de Areia – Vista Explodida

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350 350

1 ≥ 700

345 2
275

170
3

7
100
4

VER TABELA
6

Figura 43 - Caixa de Areia – Vista AA

ALVENARIA
6

B A

Figura 44 - Caixa de Areia – Vista BB

Tabela 6 - Dimensões da Abertura na Parede em Função da Largura da Bandeja ou do


Leito, para a Instalação de Caixas de Areia (mm)

Dimensão da Abertura na Parede


Altura Largura da Bandeja ou do Leito Dimensão Dimensão
da Parede D E
Bandeja ou Bandeja ou Bandeja ou
Leito de 200 Leito de 400 Leito de 800
Externa - 254 263 465 865 275 188

Interna - 152 261 461 861 290 197

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Tabela 7 - Dimensões da Passagem Horizontal na Parede, para a Instalação de Caixas


de Areia (mm)

Passagem Bandeja ou Leito de Bandeja ou Leito de Bandeja ou Leito de


Horizontal 200 400 800
A 245 445 845

B 240 440 840

C 120 220 420

Tabela 8 - Dimensões da Viga “U” para a Instalaçao de Caixas de Areia em Parede de


Alvenaria (mm)

Dimensões da Viga “U”

Parede Externa 254 x 69.6 x 9.63


Parede Interna 152 x 51.7 x 7.98

Tabela 9 - Exemplo de Lista de Material para a Instalação de Caixas de Areia em


Parede de Alvenaria

Item Descrição do Material

1 Ferro chato, em aço-carbono ASTM A 283 Gr. C, 2” x 1/8”


2 Cantoneira “L” de abas iguais, em aço-carbono ASTM A 36, 3/4” x 1/8”
3 Chapa em aço-carbono ASTM A 283 Gr. C, 1/8”
4 Tubo em aço-carbono ASTM A 53 Gr. B, ponta lisa, ø 3/4”
5 Cantoneira “L” de abas iguais, em aço-carbono ASTM A 36, 1 1/2” x 3/16”
6 Viga “U” em aço-carbono ASTM A 283 Gr. C, 10”
7 Cantoneira “L” de abas iguais, em aço-carbono ASTM A 36, 1/2” x 1/8”

10.7 Os locais típicos de instalação de caixas de areia são as passagens de cabos em bandejas ou
leitos provenientes de áreas classificadas e que adentrem em áreas não classificadas, tais como no
interior de salas de controle ou de subestações.

10.8 A definição do local de instalação das caixas de areia na parede, em relação ao teto, depende
das condições físicas disponíveis do local, sendo em geral, preferível a instalação em pontos altos de
encaminhamentos de bandejas ou leitos, bem acima do nível do solo, de modo a facilitar a remoção
da areia e a passagem de novos cabos.

10.9 No projeto e na instalação de caixas de areia, os critérios descritos nos itens 10.9.1 a 10.9.11
devem ser observados:

10.9.1 A instalação deve ser provida de dispositivos removíveis ou basculantes na parte inferior das
caixas (portinholas), de modo a prover meios de drenagem e remoção da areia de seu interior,
quando necessário. Esta portinhola deve possuir dimensões de cerca de 150 mm e a região ao seu
redor deve ser deixada livre de cabos.

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10.9.2 O encaminhamento e a disposição física dos cabos no lado externo da parede deve ser, tal
que o estado seco da areia não seja prejudicado por entrada de água.

10.9.3 A instalação física dos cabos, desde a bandeja ou leito até a entrada da caixa deve ser, tal
que toda a água que escorrer pelos cabos deve gotejar fora da caixa de areia, antes que chegue ao
seu interior.

10.9.4 A caixa de areia deve ser protegida por coberturas onde existir o risco de entrada de água
proveniente de chuva.

10.9.5 No caso de passagens horizontais de cabos, ambas as extremidades dos cabos devem
apresentar um caimento, a fim de que respingos de água e águas pluviais não penetrem, através dos
cabos, para a caixa de areia.

10.9.6 As partes metálicas da caixa de areia devem ser aterradas.

10.9.7 Em instalações ao ar livre, deve ser instalada uma cobertura de proteção contra a chuva, por
sobre a área de passagem da caixa de areia.

10.9.8 A instalação e a passagem dos cabos deve ser, preferencialmente, iniciada a partir do lado de
fora do prédio.

10.9.9 Os cabos devem ser instalados com um afastamento mínimo de 20 mm em relação às


paredes laterais da caixa.

10.9.10 A caixa de areia deve ser preenchida com areia até a aresta superior das paredes laterais. A
areia utilizada deve ser seca, limpa e isenta de impurezas, composta de quartzo fino, com
granulometria abaixo de 0,5 mm.

10.9.11 A carga de areia deve ser introduzida de modo que os espaços vazios e as lacunas entre os
cabos fiquem totalmente preenchidos.

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Anexo A - Detalhes Típicos de Instalação do Sistema de Bandejamento

Figura A.1 - Instalação de Bandeja, Eletrocalha ou Leito de Cabos Fixado por


Travessas e Tirantes

Figura A.2 - Detalhe Típico de Instalação de Junção de Bandeja, Eletrocalha ou Leito


de Cabos

Figura A.3 - Detalhe Típico de Instalação de Junção Articulada para Bandeja,


Eletrocalha ou leito de Cabos

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Figura A.4 - Detalhe Típico de Instalação de Cordoalha de Aterramento em Juntas de


Bandeja, Eletrocalha ou Leito de Cabos

Figura A.5 - Detalhe Típico de Instalação de derivação lateral de Cabo através de


Eletroduto

Figura A.6 - Detalhe Típico de Instalação de Derivação Lateral de Cabo através de


Eletroduto

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Figura A.7 - Detalhe Típico de Instalação de Septo Divisor em Bandeja ou Leito de


Cabos

Figura A.8 - Seqüência de Construção de Curva em Leito Aramado

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Figura A.9 - Seqüência de Construção de Curva em Leito Aramado

Figura A.10 - Detalhes Típicos de Fixação de Leito Aramado

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Figura A.11 - Detalhe Típico de Fixação de Leito Aramado com Tirantes

Figura A.12 - Detalhe Típico de Junção de Leito Aramado

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Figura A.13 - Detalhes Típicos de Lançamento de Circuitos de Força, Controle e


Instrumentação entre Painéis, Botoeira de Comando Local, Motor
Elétrico e Caixa de Junção, utilizando sistema de Bandejamento

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ÍNDICE DE REVISÕES

REV. A
Partes Atingidas Descrição da Alteração
Todas Revisadas

REV. B
Partes Atingidas Descrição da Alteração
Todas Revisão Geral da Norma

IR 1/1
-NP-1-

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GRUPO DE TRABALHO - GT-06-49

Membros

Nome Lotação Telefone Chave


FRANCISCO DE ASSIS FERREIRA
SRGE/ERGE/SEAI/SDE 706-3516 UR60
MATIAS - Coordenador
ANDERSON LUIZ ALVES RIBEIRO INDUSTRIAL/AC/EI 706-4018 CXT4
FABIO PEREIRA SRGE/ESUP/EEI/ESES 712-7958 UR6X
IBERE FALEIRO GAVILAO BR/DIOL/GESMS/GRES - ZCIH
LUIZ HENRIQUE RAMOS DA SILVA REDUC/MA/EI 813-2801 RQGX
MARCOS LEONARDO RAMOS CENPES/PDDP/TFCM-SEQUI/NFE 755-5985 EOPI
MAYCON SANT ANNA LACORTE SRGE/PPSGP/PGP 706-3931 EO56
RODRIGO DE MORAES PEREIRA
SRGE/ESUP/EEI/ESES 706-2826 CTLX
DA ROSA
WALTER MARTINS DA SILVA
UO-BA/PRDC/EPP 721-7815 QS35
JUNIOR
YURI SANCHES PROVASE REPLAN/ESTO 753-7034 CXT2
Secretário Técnico
RODRIGO FERRAZ CENPES/GTEC/PIMN/CNORTEC 706-3340 UQV6