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Inicialmente tivemos a oportunidade de assistir ao documentário:

Realidade não documentada, no qual foi apresentado um episódio que contava


dentre outras histórias, a da jovem Awa, uma cidadã americana filha de imigrantes
ilegais Mauritanos nos Estados Unidos. A história mostrou a situação de seu pai,
Amadeu, que chegou ao país em 1991 e teve asilo político negado. No entanto,
Amadeu continuou residindo no país, constituiu família e durante o governo atual
do presidente Donald Trump foi preso pela polícia de imigração e teve sua
deportação realizada, retornando ao seu país de origem e deixando sua família nos
EUA.

Posteriormente foi aberta a mesa de discussão composta pelas professoras


Taciana Moura, Juliana, Gina Gouveia e Helena Castro, no qual foram levantados
e debatidos aspectos pertinentes a imigração, principalmente dos venezuelanos
em nosso país. A palestrante Juliana, convidada pela professora Taciana, trouxe
alguns pontos para reflexão da plateia, como a respeito da “invasão” venezuelana
difundida pela mídia como algo socialmente inadmissível.

O Brasil atualmente é o país com maior fluxo migratório de


venezuelanos. Nossos governantes precisam criar políticas integradoras para
inserir os venezuelanos aos sistemas públicos tanto de saúde como de educação.
A falta de oportunidades de trabalho e a falta de parceria entre as esferas federais,
estaduais e municipais tem levado a um cenário dramático espalhado pelo país,
onde podemos observar muitos venezuelanos em semáforos pedindo esmolas ou
vendendo alimentos, vivendo amontoados em abrigos improvisados sem
infraestrutura adequada e sem direito a um mínimo de dignidade.

A palestrante Juliana apresentou dados em que os imigrantes representam


menos de 0,3% da população do país, trouxe à reflexão ainda se a questão legal
poderia se sobressair a questão humanitária, e relatou a respeito dos discursos de
ódio disseminados pelas redes sociais contra os imigrantes em nosso país. Em
particular, a palestrante, trouxe à tona a discussão da situação das mulheres que
vivem em sociedades em conflitos, como no caso do documentário da família
Mauritânia e a partir disso outros pontos foram levantados como por exemplo, a
questão sobre a mulher imigrante e a sua inserção no mercado de trabalho
brasileiro. Em geral muitas mulheres imigrantes só conseguem oportunidades de
trabalho como babás, empregadas domésticas, serviços de limpeza, etc. A maioria
são empregos de baixa qualificação profissional, e muito se discutiu também sobre
a questão de direitos trabalhistas que com certeza não deveriam também ser
respeitados.