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Índice

Capitulo I.......................................................................................................................3

1. Introdução...............................................................................................................3

1.1. Objetivos.................................................................................................................3

1.1.1. Objetivos gerais..................................................................................................3

1.1.2. Objetivos especifico........................................................................................3

1.3. Metodologia........................................................................................................3

CAPITULO II................................................................................................................4

2. Fundamentação teórica...........................................................................................4

2.1. Perspectiva de desenvolvimento da educação em Moçambique............................4

2.1.1. Concitos basicos:.................................................................................................4

2.1.2. Breve visão da educação......................................................................................4

2.1.3. Perspectivas educacionais em Moçambique após independência......................4

2.1.4. Educação após os Acordos da Paz (1992)...........................................................7

2.2. O enquadramento político e os instrumentos políticos do governo........................8

2.3. Modalidades de Ensino.......................................................................................9

2.3.1. Administração do sistema...............................................................................9

2.4. Missão...............................................................................................................10

2.5. Desafios e visão estratégica da educação em Moçambique.............................10

2.5.1. Educação para Todos....................................................................................11

2.5.2. Integração na região......................................................................................11

2.5.3. Desafios actuais.............................................................................................11

CAPITULO III.............................................................................................................13

3. Considerações finais.............................................................................................13

CAPITULO IV............................................................................................................14

4. Referencias bibliograficas....................................................................................14
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Capitulo I

1. Introdução
No presente trabalho que nos foi consebido iremos abordar sobre as perspectivas da
educação em Moçambique, é de salientar dos desafio e visão da educação, visto que em
Moçambique a educação é um dos pilares mestre para a preparação dos recursos
humanos necessários ao crescimento em todas vertentes ou contexto de um país e ao
seu desenvolvimento. Em Moçambique, infelizmente, os programas educativos
realizados após a independência estão hoje seriamente ameaçados por factores externos
ao sistema educativo.

1.1. Objectivos

1.1.1. Objectivos gerais


 Analise das perspectivas da educação em Moçambique.

1.1.2. Objetivos especifico


 Contextualizar a educação, ensino e visões futuras para o seudesenvolvimento;
 Descrever as perspectivas da educação de Moçambique;
 Prespectivar novos desafio da educação de moçambique.

1.3. Metodologia
Para a realização de este trabalho, usou-se como metodologia a pesquisa bibliográfica,
que segundo Gil, (1991) citado por Silva & Metnezes (2001:21): “quando elaborada a
partir de material já publicado, constituído principalmente de livros, artigos de
periódicos e actualmente com material disponibilizado na Internet”.
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CAPITULO II

2. Fundamentação teórica

2.1. Perspectiva de desenvolvimento da educação em Moçambique

2.1.1. Concitos basicos:


 Perspectiva- é uma palavra de multiplos significado, podendo estar relacionada
com modo como se analisa determinada situaçao ou objecto; isso é, um ponto
de vista sobre uma situacao em especifico um modo tridimencional de
representacao ou tudo aquilo que se consege ver ao longe.
Ex: a minha perpectiva para o novo emprego é otimista ou a perspectiva do novo
emprego deixa-o ansioso.

 Desenvolvimento- é toda accao ou efeito relacionado com o processo d


crescimento, evulucao de uma determinada condicao; o acto d se desenvolver
resulta na accao de estar apto para o proximo passo, direcao, indicacao ou etapa
superior aque se encontra na fase actual.
 Educação- Educação é o ato de educar, de instruir, é polidez, disciplinamento.
No seu sentido mais amplo, educação significa o meio em que os hábitos, costumes e
valores de uma comunidade são transferidos de uma geração para a geração seguinte.

2.1.2. Breve visão da educação

2.1.3. Perspectivas educacionais em Moçambique após independência


Segundo Uaciquete (2010), com a obtenção da independência do país em 1975,
Moçambique se deparou com uma estrutura patrimonial do sistema colonial, tanto
material como humana, assim como, também, com uma educação que foi implementada
nas zonas libertadas.

Na área da educação, o país deparava com a insuficiência das instituições escolares e


com a falta dos professores e técnicos para actuarem nesta referida área. O autor citado
afirma que durante muitos anos, vários moçambicanos não frequentaram a escola por
razões decorrentes do sistema colonial, baseado na descriminação, por este motivo,
depois da independência, houve a expansão das escolas que se deu através das
iniciativas das populações e através das campanhas de alfabetização feitas no país.
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Segundo Uaciquete (2010), no sector educacional, por meio do Governo de transição,


muitas acções foram levadas a cabo para discutir o sistema educacional, tais como:

 Seminário de Beira (Dezembro de 1974 a 1975);


 Reunião de Macuba (Abril de 1975);
 Seminário Nacional de Alfabetização (Abril de 1975);
 IIIª Reunião do MEC (Julho de 1979);
 Seminário Nacional da Língua Portuguesa (Outubro de 1979);
 Seminário Nacional de Ensino de Matemática (Maio de 1980).

Neste contexto, algumas ideias foram consideradas como prioridades de um momento


recente que necessita de uma árdua batalha para conquistá-las.

Essas prioridades foram ilustradas da seguinte maneira: criar uma sociedade nova e um
‘homem novo’ com a capacidade e mentalidade livre, capaz de ser independente da
ajuda estrangeira, organizar uma nova nação com o sistema do Estado novo equiparada
às nações modernas, desenvolver uma economia com a base na agricultura e indústria.
Chegar a estas metas levaria Moçambique a se tornar um país moderno com uma
sociedade moderna.

De acordo com o Relatório publicado pela Afri MAP (2012). O referido padrão de
ensino se coloca nos seguintes parâmetros:

 O ensino tem que funcionar com os seus próprios recursos;


 Todas as pessoas devem aprender e ensinar;
 Fazer uma conexão entre a teoria e a prática;
 Lutar contra o tribalismo, racismo e nepotismo;
 Fazer uma ligação entre a educação, produção e a comunidade;
 Tornar a escola um meio democrático.

De fato, depois do país conquistar a sua independência, o governo de Moçambique


escolheu a área da educação como um meio possível para o desenvolvimento do país,
Num discurso proferido na 2ª Conferência do Departamento de Educação e Cultura
(DEC), em 1973, Samora Machel afirma que a educação deveria preparar os
moçambicanos para assumirem a nova sociedade e as suas exigências.
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Os professores e quadros da educação devem comportar-se como o médico, que antes


de se aproximar do doente na sala de operações se desinfecta, se esteriliza, a fim de não
infectar o paciente.” (MACHEL, 1973)

Segundo Uaciquete (2010), Samora Machel pensava na educação, fundar escolas novas,
ampliadas, esta educação dever-se-ia basear na valorização dos trabalhos manuais,
como sendo ponto-chave do conhecimento, fazer uma ligação entre ensino e trabalho de
produção social. Hoje em Moçambique, o sistema de ensino está estruturado da seguinte
forma:

 Escolas pré-primárias, que abarcam as crianças com menos ou igual a seis anos
de idade. Essas escolas são jardins infantis e creches;
 A educação escolar, abrange o ensino geral, ensino técnico profissional e
educação superior. A educação escolar inclui as formas especiais de ensino, que
são: educação especial, educação vocacional, alfabetização e formação de
professores.

Os dois níveis da educação compõem o ensino geral, englobando o ensino geral e o


ensino secundário. O ensino primário corresponde a sete anos de escolaridade com
subdivisão em duas partes, EP1 (Primeiro nível de ensino primário) da 1ª a 5ª classe e
EP2 (Segundo nível do ensino primário) da 6ª a 7ª classe. O ensino secundário
corresponde a cinco anos de escolaridade com subdivisão em dois períodos, o primeiro
período, ESG1, da 8ª a 10ª classe e o segundo, ESG2, que vai da 11ª a 12ª classe. Por
outro lado, o ensino técnico profissional correspondente ao EP2, ESG1 e ESG2 do
ensino geral, relacionado ao nível elementar básico e médio.

A área da educação teria uma estrutura de cinco subsistemas de acordo com as normas
do Sistema Nacional da Educação, que são:

 Educação geral;
 Educação de adultos;
 Educação técnico-profissional;
 Formação de professores;
 Educação superior. Existiam quatro níveis, que são:
 Primário;
 Secundário;
 Médio
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 Superior.

O subsistema da educação geral foi estruturado em Ensino Primário (EP) que tem
duração de sete classes, ou com a duração mínima de sete anos, cinco anos para 1º grau
(EP1) e dois anos para 2º grau (EP2), e Ensino Secundário Geral (ESG) com a duração
de cinco anos e com subdivisão de dois períodos, o primeiro período que vai da 8ª à 10ª
classe (ESG1), o segundo período que vai da 11ª à 12ª classe (ESG2). Muitas normas
administrativas e regulamentares foram adoptadas com o estabelecimento do Sistema
Nacional da Educação, no qual a escola passou a ser obrigatória até 7ª classe. O SNE
proibia a discriminação e exigia a garantia de acesso à formação sem considerar a cor da
pele, sexo, religião ou raça, exigia também a existência da igualdade de oportunidade
para toda a população de Moçambique.

2.1.4. Educação após os Acordos da Paz (1992)


No ano de 1990 com o fim da guerra civil, uma nova constituição foi anunciada, a
Constituição da República de Moçambique, onde o mono-partidarismo deu o espaço ao
multipartidarismo, no qual os valores do socialismo democrático foram trocados e o
país adoptou os valores da democracia liberal.

Os acordos da paz foram assinados em Roma, capital da Itália em 1992 e em 1994


foram organizadas as primeiras eleições multipartidárias. A mudança do sistema foi
seguida do processo de modernização e reforma das áreas públicas e subsequentemente
de mudanças na área da educação. O Ministério da Educação em diálogo com os seus
parceiros internacionais, que estavam ajudando bastante o país, lançou um plano diretor
para o ensino técnico e geral em 1994 e neste plano, alguns pontos foram estabelecidos
como prioridades:

 Descentralizar as escolas e suas gestões, os governos das províncias devem


passar a tomar decisões em gestão e controle das escolas;
 Inserir as línguas locais ou línguas maternas nos materiais escolares;
 Apropriar os métodos do ensino com a realidade dos professores;
 Dar incentivo ao sector privado da área da educação.
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2.2. O enquadramento político e os instrumentos políticos do governo


A Constituição de Moçambique estabelece a educação como um direito, bem como um
dever, de todos os cidadãos. O Governo reconhece o papel chave da educação para a
melhoria das condições de vida e para a redução da pobreza.
O enfoque do Governo na área de educação é de assegurar que até 2015 todas as
crianças tenham acesso e possam completar um Ensino Primário de sete classes. Ao
mesmo tempo, é reconhecido que o ensino primário não é suficiente para apoiar e
sustentar os processos de desenvolvimento nacional do País num contexto de uma
economia e sociedade globalizada. O Governo promove uma visão holística do
desenvolvimento do sistema, que implica desenvolver em paralelo também o ensino
pós-primário, secundário, técnico e superior, de qualidade como forma de dar resposta
às necessidades de uma educação ao longo da vida para o desenvolvimento do capital
humano e da economia do país.
Existem diferentes instrumentos políticos e estratégicos que guiam os processos de
planificação, orçamentação e de monitoria ao nível do país

As normas da política da educação concentravam-se na democratização do ensino e na


sua articulação com as políticas do desenvolvimento nacional e foi reafirmada a
importância da educação para o progresso económico e social, onde alguns objectivos
foram estabelecidos, tais como:

 Acabar com o analfabetismo e oferecer acesso ao conhecimento científico à toda


a população;
 Inserir a obrigatoriedade da escola consoante o desenvolvimento do país, como
sendo o factor de garantir a educação básica para os jovens de Moçambique;
 Formar os professores profissionalmente conscientes e educadores, com uma
nova e vasta organização política, ideológica, pedagógica e científica com
capacidade de educar outras pessoas através dos conceitos socialistas;
 Formar cientistas e especialistas bem qualificados para possibilitar o
desenvolvimento da pesquisa científica consoante o que o país necessita.

As normas pedagógicas estabelecidas tinham como objectivo o desenvolvimento dos


alunos através da educação, incluindo a modificação do país, estas normas eram para
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orientar a futura organização do Sistema Nacional da Educação em nível do país, que


foi aprovado pela Assembleia Nacional Popular (ANP) através da lei-quadro em 1983.

2.3. Modalidades de Ensino


Para além do Ensino geral, Ensino Técnico-Profissional e Ensino Superior, a Lei 6/92
considera o Ensino Especial, o Ensino Vocacional, o Ensino de Adultos, o Ensino à
Distância e a Formação dos Professores como modalidades especiais que, sendo parte
integrante do ensino escolar, regem-se por disposições especiais e podem envolver
outros ministérios (por exemplo o MMAS, no caso de Ensino Especial).
A formação de professores para os diferentes níveis de ensino é oferecida por
instituições especializadas.

2.3.1. Administração do sistema


A responsabilidade pela administração dos serviços de educação e a gestão dos recursos
humanos, materiais e financeiros é cada vez mais descentralizada com as escolas e as
instituições com crescente autoridade financeira e poder para tomar de decisões.
O Ministério da Educação é o responsável pela elaboração das políticas nacionais e pelo
acompanhamento e monitoria através de um sistema integrado de planificação,
orçamentação e monitoria, assegurando coerência contínua com as grandes prioridades
e objectivos do Governo. Ao mesmo tempo, o Ministério tem o papel de desenvolver
padrões educativos, incluindo o desenvolvimento curricular, investigação educativa, e a
regulamentação dos procedimentos, qualificações, da criação e funcionamento das
instituições de ensino, etc..
Ao nível das províncias e dos distritos existem as Direcções Provinciais de Educação e
Cultura (DPECs) bem como os Serviços Distritais de Educação, Juventude e Tecnologia
(SDEJTs). Estas entidades são responsáveis pela gestão local do sistema de Educação,
desde a abertura de escolas primárias até à colocação e movimentação dos professores.
As províncias detêm um orçamento provincial que é partilhado com as escolas
secundárias, técnicas e algumas Escolas Primárias Completas e com os SDEJTs. As
escolas do Ensino Primário beneficiam, desde 2003, do fundo de Apoio Directo às
Escolas para o seu financiamento.
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2.4. Missão
A criação de um Sistema Educativo justo, inclusivo, eficaz e eficiente em termos de
gestão, um sistema onde os alunos obtenham as competências requeridas em termos de
conhecimentos, habilidades e atitudes, para atingirem o objectivo principal da
Educação, como reflectido na visão de longo prazo.
O sistema educativo será construído a partir do sistema existente com o objectivo de ter
um Sistema Educativo que, a longo prazo, esteja baseado num Ensino Básico de 9 ou 10
anos, obrigatório para todos no grupo etário relevante. Este Ensino Básico incluirá um
ano pré-primário e o primeiro ciclo de Ensino Secundário.
O Sistema Educativo oferece ainda ao cidadão, para além do Ensino Básico, e ao longo
da sua vida, oportunidades diversificadas de progredir no seu nível académico (Ensino
Secundário, Técnico-Profissional e Superior), para o seu próprio desenvolvimento, da
sua família e da sociedade em geral, quer através do ensino presencial, quer do ensino à
distância ou outras modalidades educativas.

2.5. Desafios e visão estratégica da educação em Moçambique


Os desafios e a visão do governo sobre o papel da educação no desenvolvimento do país
e do indivíduo implica que “a educação e formação devem dar valor preponderante
àcapacitação do cidadão moçambicano fornecendo, especialmente aos adolescentese
jovens, os instrumentos práticos e teóricos para serem bem-sucedidos navida”. Isto
expressa ainda a necessidade de maior ênfase na dimensão formativa da Educação e na
introdução da Educação e Formação Profissional que permite aos cidadãos produzir
“riqueza e recursos de vida para si e para os seus dependentese para o País, auto
empregando-se e empregando outros moçambicanos...”,(Agenda 2015, (2003))

A formação deve ainda estar voltada para cultivar, desde cedo, nas escolas pré-
primárias e primárias, a educação cívica, ética, moral, patriótica e a educação para uma
cultura de Paz. Para além das regras de bom comportamento, a ordem, a limpeza e
higiene, o pudor, o amor-próprio, o respeito ao próximo e à sociedade são práticas a
inculcar nos cidadãos.
Para o efeito, é necessário desenvolver uma educação baseada nos valores da família, no
respeito pelas tradições africanas e na sua compatibilização com valores da sociedade
moderna universalmente reconhecidos.
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A implementação desta visão implica a construção de um Sistema Educativo de


qualidade, recorrendo a várias opções e modalidades educativas, o que assegura que a
futura geração seja melhor equipada com habilidades para a vida. Este facto, por sua
vez, facilitará a participação e contribuição desta geração no desenvolvimento contínuo
do país, no contexto de um mundo globalizado com necessidades diversificadas e em
constante mudança.

2.5.1. Educação para Todos


A visão de longo prazo do Governo para o desenvolvimento do ensino básico e de uma
educação ao longo da vida enquadra-se no seu compromisso com a Declaração de
Dakar “Educação para Todos (2000)”13, que promove a aprendizagem de competências
básicas para todos, crianças, jovens e adultos, para um desenvolvimento sustentável e
para a criação e manutenção da Paz, numa perspectiva de assegurar uma educação
básica para todos e a redução da actual taxa de analfabetismo para metade, até 2015.
A visão engloba ainda os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (OdMs), na
Assembleia Geral das Nações Unidas, em Setembro de 2000. No que refere à Educação,
os objectivos incluem:
 A eliminação da desigualdade de género no Ensino Primário e Secundário
(2005);
 A conclusão do Ensino Primário, tanto para rapazes como para raparigas, até
2015.
O Plano Estratégico define os parâmetros para atingir estes objectivos de Dakar e os
OdMs, cujos ritmos e prazos estão ajustados à realidade e à capacidade do país.

2.5.2. Integração na região


Em consonância com o Protocolo relativo à Educação e Formação da SADC e à Nova
Parceria para o Desenvolvimento de África (NEPAD), o país continua engajado no
processo de integração regional, que se traduz no alcance gradual da equivalência,
harmonização e padronização dos Sistemas de Educação e Formação na Região da
SADC. Isto implica, entre outros, a integração dos sistemas de educação e a
harmonização dos diferentes currículos a nível regional, enfatizando a componente
prática da formação pós-primária, além de uma formação universal de, pelo menos, 9 ou
10 anos.
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2.5.3. Desafios actuais


Muito embora se verifique o desenvolvimento no sector da educação nos últimos anos,
pode-se reconhecer que o referido sector ainda enfrenta vários problemas, até então
existe baixa taxas de escolaridade no ensino secundário e superior, o país enfrenta ainda
as baixas taxas de conclusão, a desigualdade de género, as deficiências nas infra-
estruturas, a baixa qualidade de educação, falta de recursos humanos, estes e outros
pontos não citados aqui são os problemas que a área da educação enfrenta em
Moçambique.

Entre muitas razões, que levaram à baixa qualidade do ensino em Moçambique, além
das dificuldades existentes na educação, o que é assinalado pelos altos níveis de pobreza
e de desnutrição das crianças, alguns problemas relacionados à educação foram
destacados, tais como:

 Alto rácio entre alunos e professores na turma;


 A pouca motivação e formação pedagógica dos professores;
 Falta de manual de orientação de professor organizado e com detalhes;
 Carência de material e equipamentos didácticos;
 A falta de muitas escolas pré-primárias;
 Uma introdução tão lenta do ensino da língua materna o que ajudaria na
facilidade de aprender os conteúdos escritos em língua portuguesa;
 Curto período lectivo.

Para finalizar, os custos da educação directa ou indirectamente fazem surgir os efeitos


no acesso e fixação das crianças nas escolas, na maioria das vezes, são os familiares que
custeiam a fixação das crianças nas escolas, os custos directos correspondem às
propinas pagas para o ensino secundário, gastos nas compras de materiais escolares e
indirectamente estes custos incluem refeições, uniformes escolares, entre outros.
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CAPITULO III

3. Considerações finais
No fim do presente trabalho pode-se perceber que Moçambique passou por vários
momentos de colonização exploração, assim também de sacrifícios, no que refere a
educação após a independência, o país deparava com precariedade na conjuntura social,
política, económica. Que não possibilitava um avanço eficaz no sector da educação.
Falando da educação em Moçambique, O avanço do sistema educativo de Moçambique
possibilitou o desenvolvimento do país na referida área, pois é sabido que a educação
teve uma grande contribuição na formação do povo moçambicano e antes, ajudou
bastante na tomada de consciência, onde a educação mereceu a prioridade para
possibilitar uma revolução contra o jugo colonial e a tomada da independência. Conclui-
se, a partir do estudo, que quando a educação é convertida em prioridade, através de
políticas públicas de Estado para a educação, à probabilidade de alcançar altos níveis de
desenvolvimento socioeconómico e educacional são maiores, a exemplo das conquistas
alcançadas em Moçambique logo após a proclamação da independência (1975), pois
conseguiu baixar os altos índices de analfabetismo herdados do colonizador.
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CAPITULO IV

4. Referencias bibliograficas
 Augusto, A., O ensino primário em Moçambique, Associação portuguesa para o
progresso das Ciências, Coimbra 1957.
 Azevedo, João, Mozambique, a new kind of rural development training centre,
in «Ideas e action», Action for Development, Fao, n. 166, 1986.
 Adolfo, O ensino superior, objectivos, funções e contradições, I Seminário
Psicopedagógico da Universidade Eduardo Mondlane, Maputo, Setembro 1981,
policopiado.
 Barbosa, António, Problemas do Ensino nas Missões em Moçambique, in
«Missão e vida», n. 21, Maio-Junho 1972.
 Commissão nacional do plano, Moçambique, Informação estatística, 1980-81,
Cnp, Maputo 1982.
 UACIQUETE, Adriano Simão. Modelo da administração da educação em
Moçambique 1983-2009. 2010.
 Ministério da Educação e Cultura, Balanço do Plano Quinquenal do Governo -
Educação e Cultura, Maputo, 2009
 MOÇAMBIQUE. “Educar o homem para vencer a guerra, criar uma sociedade
nova e desenvolver a pátria”. Mensagem do Camarada Samora Machel,
Presidente da Frelimo, à 2ª Conferência do Departamento de Educação e Cultura
– DEC). In: Colecção “Estudos e Orientações” Nº 2 Nov. 1973.

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