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17/09/2015 Quanto?

 (Pesos e Medidas) ­ Banco de Dados ­ Beta Estudos

Retornar ao Novo Testamento  

 
Sistemas de medidas nas Escrituras
 
Dc. Marcos Morgado
E­mail
Definição de Medida As tabelas das medidas

Medida  é  a  "grandeza  conhecida  e  determinada  que Todas  as  medidas  constantes  nas  tabelas  são
se  toma  base  para  a  avaliação  de  outras  grandezas aproximadas  e  tem  suas  correspondências  distintas
do  mesmo  gênero".  As  medidas  gerais  variam  de em  várias  fontes  de  consultas.  A  primeira  coluna
acordo  com  épocas  e  locais  diferentes.  Vários especifica  a  medida  com  o  nome  traduzido  ou
intérpretes  consideram  as  medidas  de  formas transliterado,  tal  como  aparece  nas  maiorias  das
diferenciadas.  versões  em  língua  portuguesa.  A  segunda  coluna,
"Nome",  de  cada  tabela,  deve  ser  compreendida
Omissão de Referências como  "Nome  original",  que  vem  a  ser  o  termo
hebraico  ou  grego  encontrado  nos  originais  dos
Nesta  matéria  foram  utilizadas  várias  fontes  de textos  da  coluna  "Referências".  No  caso  dos  termos
pesquisa,  de  forma  que  não  usamos  referências  em hebraicos,  há  tão  somente  as  transliterações,
meio  aos  textos  ou  tabelas,  o  que  iria  alongar  por enquanto que nos gregos, há a grafia original seguida
demais  este  estudo,  que  tem  caráter  sintético  e da transliteração aproximada.
aproximado, mais ilustrativo que técnico.
  
Medidas do Velho Testamento
 
Pesos
Medida Nome  Relação Correspondência Referências
siclo sheqel unidade básica,  2 becas 11,4 gramas de prata Gn 23:15; 2 Rs 6:25
gerah gerah  1/20 do siclo 0,57 gramas de prata Ex 30:13; Ez 45:12 
beca beqa' 1/2 siclo, 10 geras aprox. 6 g Ex 38:26
libra de prata   50 siclos 570 gramas de prata  
50 siclos (1 Rs)   570 g (1 Rs)  
mina maneh 1 Rs 10:17; Ez 45:12
60 siclos (Ez) 680 g (Ez)
talento kikar 60 minas, 3000 siclos cerca de 34 kg (ouro / prata) Ex 25:39
talento grego     26,2 kg 1 e 2 Mc (apócrifo)
A medida gerah era a menor unidade de peso existente.
A palavra kikar, traduzida por "talento" também quer dizer pão redondo, disco de chumbo, peso.
   
Medidas de comprimento
Medida Nome Relação Corresp.  Referências
1) dedo etzevah   ­2 cm Jr 52:21
2) palmo menor tophar (mão) largura da mão (4 dedos) 7,5 cm Ex 25:25 (?); 37:12; 2 Cr 4:5; Sl 39:5 (?)
22,5 cm  
3) palmo zeret Polegar ao dedo mínimo Ex 28:16; 39:9; 1 Sm 17:4
(3 mãos)
Gn 6:15; 7:20; Dt 3:11; 1 Sm 17:4; 1 Cr 11:23;
4) côvado    ver *1 45­52 cm
Et 5:15
cana     3 metros Ez 40:3, 5; 42:16
vara   6 côvados 2,67 m  
passo     1,50 m 1 Sm 20:3; 2 Sm 6:13
jornada de um dia     35 km Gn 30:36; 31:23; Nm 10:33
2 Mc 11:5 (apócrifo) stadious, stadious
skenos (egípcio)   5­6 km
(Septuaginta) 
gômed ?? ignorado ignorado Jz 3:16 somente 
As medidas numeradas acima encontram­se especificadas por seus respectivos números no infográfico abaixo.  
*1) O côvado era a distância do cotovelo à ponta do dedo médio (cerca de 2 palmos).

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Medidas de superfície
Medida Nome Relação corresp.  Referências
jeira       1 Sm 14:14; Is 5:10; Ez 45:14 (?)
Aparentemente não havia sistema de medidas quadradas, dentre os judeus. A superfície era apenas medida sendo dado o
número  de  côvados  da  largura  e  comprimento.  A  jeira,  aparentemente  a  única  medida  de  superfície  registrada  nas
escrituras, não tinha suas dimensões fornecidas.

Medidas de capacidade ­ Para Secos
Medida Nome Relação corresp. Referências
efah ephah unidade básica 37 litros Ex 29:40; Lv 19:36; Nm 15:4; 28:5; Jz 6:19
cabe kab 1/18 do efa 2,05 litros 2 Rs 6:25 
gômer   1/10 do efá 3,7 litros Ex 16:16, 22, 36; Lv 27:16; Is 5:10; Os 3:2
seá seah 1/3 do efá 12,3 litros Gn 18:6; 1 Sm 25:18
letec letheck 5 efás 185 litros  
alqueire       2 Rs 7:1
O efá tinha também a medida de 3 arrobas.

Medidas de capacidade ­ Para líquidos
Medida Nome Relação corresp. Referências
log   1/12 do him 1/2 litro  
him   1/6 do bato 6,2 litros Ex 29:40; Ez 4:11
bato   igual ao efa 37 litros 1 Rs 7:26, 38; 2 Cr 2:10; Ed 7:22; Ez 45:14
coro   10 batos  370 litros 1 Rs 4:22; Ez 45:14
ômer     360 litros Ez 45:14
O bato tinha a mesma capacidade do efa, a saber, 37 litros e era o dízimo do hômer, medida básica: "A efa e o bato serão
duma mesma medida, de maneira que o bato contenha a décima parte do hômer, e a efa a décima parte do hômer; o
hômer será a medida padrão." (Ez 45:11) O efá tinha também a medida de 3 arrobas.

Medidas do Novo Testamento  
Medidas Monetárias
Medida Nome Relação corresp. Referências
moeda , nomisma nome genérico   Mt 22:19
quadrante , kodrante 1/4 asse, 2 leptos moeda de cobre Mc 12:42
leptos lepton 1/2 quadrante, 1/8 asse 0,8 g de cobre Mc 12:42; Lc 12:59; 21:2
ceitil , kodrante tradução   Mt 5:26
centavo , kodrante tradução   Mt 5:26
asse , assarion 1/10 a 1/16 dinheiro 0,25 g de prata Mt 10:29
dinheiro , argurion nome genérico   Mt 25:18,27 ver nota abaixo
denário , denarion salário de um dia 4 g de prata Mt 18:28; 20:2,9,10,13; 22:19; Lc 10:35
dracma drachma aprox. ao dinheiro 3,6 g de prata Lc 15:8
didracma , didrachma 2 dracmas 7,2 g de prata Mt 17:24
estáter , státer 4 dracmas 14,4 g de prata Mt 17:27
talento , talanton 6000 dracmas/denários 21,6 kg de prata Mt 18:24; 25:15,16,20,22
O termo grego , nomisma, "moeda" ou "regra", é derivado de , nomos, "lei". É um nome genérico para o
valor monetário básico indistinto. Jesus referia­se ao objeto em si, a moeda, sem aludir ao nome que lhe conferiria valor e
distinção. Provavelmente era um , denarion, o denário romano.
O , kodrante, era a menor moeda romana em circulação. As duas pequenas moedas da viúva, juntas,
alcançava este ínfimo valor. No texto original de Mt 5:26 o termo encontrado é , kodrante, ou quadran, menor
moeda romana, de pequeno valor, traduzido por centavo, menor moeda de nosso conhecimento, centésima parte da
unidade monetária do Brasil, ou ceitil, moeda em curso no tempo de D. João I, valendo um sexto do real da época. Na
passagem paralela deste texto, Lc 12:59, o termo é , lepton, menor moeda judaica, de metade do valor do

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quadrante. A intenção dos dois autores não é estabelecer um valor fixo e correspondente, pois estariam em contradição,
mas mostrar a obrigação inflexível do dever, "pagando até o último centavo", ou até moedas tão ínfimas como o quadran
e o lepto.
O , leptos, era a menor moeda judaica em circulação e a única desta origem citada no Novo Testamento. Valia
muito pouco, cerca de 2% do valor do denário, ou seja, o pagamento de quinze minutos ou menos de trabalho. Tem o seu
nome derivado do termo grego , leptos, que significa "despojado da própria pele", "desnudo", "delgado", "fino",
delicado", "leve", e vem do verbo , lepo, "pelar", "descascar", "desnudar". Podemos notar pelos significados que o
leptos não tinha nenhuma camada externa de prata ou ouro, mas era feito de materiais menos nobres como o cobre ou
bronze, extremamente fino ou delgado, portanto de pequeno peso e destituído de valor monetário, conferindo pouco poder
de subsistência e compra a seu ganhador ou portador. Dois dessem pequenos leptos era toda a renda da pobre viúva de
Mc 12:42. Não havia oferta menor que dois leptos. Portanto aquele viúva ofertou a menor soma, porém tudo o que
possuía.
Asse, em grego , assarion, moeda romana de quase nenhum valor, embora valia quatro vezes mais que o
quadrante e oito vezes o lepto. Seriam necessários dez deles para pagar apenas um dia de trabalho. Era usado pelos
gregos, romanos e judeus como símbolo daquilo que não tem algum valor. O pássaro de Mt 10:29, na realidade um pardal
(strouthia), tem tão pouco valor que dois deles valiam 1 asse, ou virtualmente nada. Lucas chega a afirmar que
cinco deles valem duas desta moeda, reputando­os por menos (Lc 12:6). Apesar de serem reputados por nada, pela parte
do homem, Jesus demonstra o cuidado de Deus com a criação, informando que não cairá nenhum deles ao chão sem o
consentimento do Pai, que jamais se esquecerá deles (Dt 22:6).
O termo traduzido como dinheiro, , argurion, tem o significado inicial de "prata", ou "moeda de prata". É um
nome genérico, como a "moeda" de Mt 22:19. No texto proposto pela tabela, Mt 25:18,27, o termo encontrado, segundo o
contexto, é "moeda de prata". Trata­se da parábola dos talentos e somente ao que recebe um talento é dito "...
", "...o dinheiro do seu senhor." (v. 18) e "......", "...o meu dinheiro..." (v.27), sem aplicar­
lhe valores e correspondências monetárias. Mas seu valor é claramente especificado em "...";
"...o que recebera um talento..." (v. 24), "...", "..o teu talento..." (v. 25); "TO", "...o talento..."
(v.28). Portanto os versículos 18 2 27 trazem um termo genérico, "dinheiro" ou "moeda de prata" e os versículos 24, 25 e
28 o especificam como "um talento". Não se pode confundir o termo empregado "dinheiro" como um denário, salário diário,
cerca de 4 gramas de prata, com o talento, 6.000 denários, ou dias de trabalho, ou aproximadamente 20 anos, algo mais
que 20 kg de prata.
O denário, , denárion, tinha a efígie do imperador Tibério ou Augusto e era de prata, sendo um generoso salário
ou pagamento pelo trabalho de um dia (Mt 20:3) e o bastante para fornecer refeições a 25 homens (Mc 6:37), pois eram
5000 homens presentes na multiplicação (Mc 6:44) e os discípulos perguntaram a Jesus se levariam 200 denários para
comprar pão (pois a soma era razoável, cerca de 7 meses de trabalho e seria um número fabulos de pães a ser comprado
por com tal valor). Ora, 200 denários para 5000 homens, permitiriam que 25 homens se alimentassem com apenas um
único denário. Na parábola do servo incompassivo de Mt 18:23­35, este exige que um de seus conservos ()
pague­lhe o que deve, isto é, cem denários (), três meses e meio de trabalho. Não podendo, lançou­lhe na
prisão. Sua falta de misericórdia se contrasta com o perdão que lhe fora dado por parte do rei, pois  devia­lhe a
exorbitância de dez mil talentos (v. 24) ou 60 milhões de denários, algo simplesmente impossível de pagar, pois iria
muitíssimo além do que o curto período da vida humana poderia ganhar, necessitando de um perdão incondicional e total
do rei. Ele devia 60 milhões de denários, foi perdoado. Seu conservo lhe devia 100 denários e foi lançado na prisão por
este ingrato servo sem a menor compaixão. No texto da parábola dos trabalhadores da vinha (Mt 20:1­16), o
proprietário regulou o salário diário como um denário. Por dia de trabalho entende­se o tempo compreendido entre o
nascer­do­sol e o aparecimento das estrelas. Nesta parábola é proposta a equidade do Senhor e a igualdade dos
galardões, pois os que começaram a trabalhar logo no início do dia ganharam o mesmo daqueles que começaram o labor
às 9:00h (hora terceira), ao meio­dia (hora sexta), às 15:00h ou três horas da tarde (hora nona) e aos últimos, que só
iniciaram seu trabalho às 17:00h ou cinco da tarde (hora undécima), ou seja, uma hora antes do término do expediente do
dia. Em Mt 22:19 um denário (, denárion) foi apresentado à Jesus como a moeda do tributo (
, nomisma tou kensou) onde era cunhada a imagem (, eikon, v. 20) de Tibério, bem possivelmente e em seu
anverso a inscrição (, epigrafe). Na parábola do bom samaritano (Lc 10:30­37), este entrega ao hospedeiro,
para que cuide do "...homem que descia de Jerusalém..." (v. 30) a generosa quantia de dois denários (v. 35), suficiente
para alimentar 50 homens, ou a diária de dois dias.
Para a mulher da parábola das dracmas (Lc 15:8­10) perder uma dracma (drachma), dentre as dez que
economizara era mesmo motivo de sua diligência em não só acender a candeia, mas varrer meticulosamente a casa.
Talvez este pequeno montante fosse a difícil poupança de uma pobre habitante da Palestina dos tempos de Jesus.
A didracma (, didrachma) é descrita em Mt 17:24 como o imposto anual que o judeu pagava ao tesouro do
templo, cobrado de Jesus através de Pedro, que foi pago de maneira miraculosa, através da pesca de um único peixe
(Mt 17:27), dentro do qual havia um estáter, moeda grega de valor próximo a 4 dracmas ou 2 didracmas, com o qual foi
pago o tributo da dupla.
O , státer, moeda de ouro ou prata é originado do termo grego ,  istemi, verbo que também significa
"fixar", "instituir", nos trazendo a idéia de que o státer era o valor e moeda instituída e fixada como base no sistema
monetário grego. Foi encontrado no interior do peixe que Pedro pegou com anzol, a mando de Jesus, a fim de pagar o

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tributo de ambos (Mt 17:27).
O talento, em grego , talanton, era também o peso legal, cerca de 26 kg, e poderia ser de ouro, prata ou
cobre, sendo de um valor monetário altíssimo, eqüivalendo a cerca de 6.000 denários, ou algo como 6.000 dias de
trabalho, ou mesmo 20 anos de tarefas para o homem comum. O homem da parábola dos talentos de Mt 25:14­30
entregou somas altíssimas à confiança de seus criados ou servos, a saber: 1) ao primeiro entregou 5 talentos, 30.000
denários (ou dinheiros), mais do que um homem poderia angariar em toda sua vida: mais de 90 anos de trabalho. 2) ao
segundo conferiu 2 talentos, ou 12.000 denários, ou mesmo 40 anos de trabalho. 3) ao último deu apenas um talento, cuja
relação já conhecemos. Os dois primeiros dobraram os valores recebidos, mostrando terem empreendido e aplicado de
maneira eficiente tais somas. O último, nada fez.

Pesos
Medida Nome original Relação Correspondência Referências
arrátel litran   327,5 gramas Jo 12:3
libra (romana?) litran   327,5 gramas Jo 12:3; 19:39
talento     26­36 kg de prata/cobre Ap 16:21

    

Medidas de comprimento
Medida Nome Relação corresp.  Referências
côvado pékus   45­60 cm Mt 6:27; Jo 21:8; Ap 21:17
braça orguia  4 côvados 1,80 m At 27:28
estádio stadion 400 côvados 1/8 milha 180 m Lc 24:13; Jo 6:19; 11:18; Ap 14:20,24; 21:16
milha , milion   1480 m Mt 5:41
jornada de um 
sábado 
  1­ 1,2 km At 1:12
jornada de um dia    35 km Lc 2:44
A palavra grega , pekus, usada para designar o côvado, significa "cotovelo", "braço" ou "vara". O côvado que
Jesus disse que os ansiosos não podiam acrescentar à sua estatura (Mt 6:27) não pode ser tomado como medida de
comprimento, mas de tempo, visto que acrescentar de 45 a 50 cm à estatura física seria um verdadeiro milagre. Como o
côvado é a medida de quase dois pés ou mesmo um passo, uma melhor tradução do texto seria "...qual de vós... pode
acrescentar um passo à sua vida?". Desta forma, "passo" seria o decorrer do tempo na caminhada da vida, em lugar de
apenas uma estéril medida de comprimento. No incidente da pesca miraculosa, após a ressurreição de Cristo, os
discípulos, à exceção de Pedro, foram ao encontro do Mestre a partir do barquinho onde estavam, "...distantes da terra
senão cerca de duzentos côvados." (Jo 21:8). Estes "duzentos côvados" () somariam cerca de cem
metros. O côvado usado para a medida do muro da cidade de Nova Jerusalém em Ap 21:17 é "...medida de homem,
isto é, de anjo...", expressão de dificílima interpretação.
A orguia é uma medida derivada do termo oregma, "ação de estender (os braços)", que se origina do verbo
, oregoque lembra o ato de estender os braços abrindo­os, como numa cruz. Esta medida, a , orguia,
traduzida por "braça" é a distância entre os dedos médios, de braço à braço, abertos em cruz. Durante a viagem de
Paulo de Antioquia a Roma, quando no mar de Adria (At 27:27), os marinheiros lançaram a sonda (,
bolisantes, de , bolis, "sonda") a fim de medirem a profundidade (embora , euron, no texto, signifique "largura").
Encontraram, inicialmente, vinte braças (), ou 36 m. Logo mais adiante alcançaram 15 braças (
), 27 m (At 27:28). A sonda (), ou prumo, era uma linha (corda ou cabo) com um peso de chumbo ou outro
material na ponta, lançada até tocar ao fundo, oferecendo a medida de profundidade.
O , stadion, era a oitava parte da milha romana, tendo a equivalência de cerca de 125 passos ou 185 m. Era
uma medida grega. A aldeia de Emaús distava de Jerusalém 60 estádios (), ou mais de 10 km (Lc
24:13). Quando Jesus andava sobre o mar (Jo 6:11), os discípulos o encontraram após remarem vinte e cinco estádios
(, stadious eikosi pente), algo como 4,5 km; ou mesmo 30 estádios (, triakouta), 5,4 km.
A variação (25 ou 30 estádios) é dada pelo próprio escritor. Mateus diz estar o barco "...muitos estádios da terra..."
(, stadious pollous apo tes ges) em Mt 14:24, sem se importar com detalhes. João era
pescador, computava distâncias no mar com facilidade. Mateus tratava com medidas monetárias, visto ter sido cobrador
de impostos. Marcos se cala sobre a questão (Mc 6:45­51). No texto de Jo 11:18, a distância entre Betânia e Jerusalém
era de "...quinze estádios..." ou 1875 passos percorridos em cerca de 45 minutos, alcançando algo como 3 km. Os
conhecidos de Marta e Maria caminharam esta distância a fim de consolarem a família do morto Lázaro. Já no texto de
Ap 14:20, a extensão do juízo apocalíptico é de 1.600 estádios, algo próximo a 300 km, alcançando quase todo o
comprimento da Palestina. Em Ap 21:16, a cúbica cidade de Nova Jerusalém (sua altura, largura e comprimento são
idênticos) foi medida por uma cana em 12.000 estádios, ou os fantásticos 2220 km.
Durante o sermão da montanha (ou do monte), nos  a respeito da verdadeira aplicação e observância da lei
mosaica, Jesus fala de uma medida de comprimento: a milha (, milion). Há traduções para o texto que trazem
"...caminhar mil passos...", e outras, "...andar uma milha...". O texto grego traz "......" (Mt 5:41).
Uma milha romana media mil passos ou cerca de 1480 metros, quase 1,5 km. Os soldados romanos constrangeram um

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17/09/2015 Quanto? (Pesos e Medidas) ­ Banco de Dados ­ Beta Estudos

judeu de Cirene a suportar o peso da cruz de Cristo (Mt 27:32; Mc 15:21). A tradução de A Bíblia Viva, 9 ed, SP: Editora
Mundo Cristão, 1996, traz: "Se um soldado exigir que você carregue a mochila dele por um quilômetro, carregue dois." A
tradução parafrásica traz luz à compreensão atual, mas não a correspondência correta, visto que a milha, como vimos,
vai além do quilômetro da tradução. Ocorre o mesmo na versão A Bíblia na Linguagem de Hoje.
O termo "jornada de um sábado"deriva­se da expressão  sabbaton exon odon, que seria a
distância que seria permitida caminhar no sábado. Após a ressurreição e ascensão de Cristo, os discípulos voltaram
para Jerusalém do Monte das Oliveiras, próximo àquela cidade "...a distância da jornada de um sábado..." (
, sabbaton echon odon)  (At 1:12). Esta medida era o percurso de dois mil passos ou 1,2 km.
O termo "jornada de um dia" deriva­se da expressão  emeras odon, "caminho de um dia". Quando Maria e
José procuravam a Jesus durante a viagem de regresso à Galiléia, tiveram que percorrer o extensíssimo comboio de
várias famílias com seus animais e pertences, por vários quilômetros, pois era bastante numerosa a caravana que vinha
de Nazaré. O casal, à procura do pequeno Jesus, percorreram durante um dia "...entre parentes e conhecidos..."
(, sungeneusin kai tois gnostois). Estima­se terem caminhado 35 km na empreitada

    
Medidas de capacidade ­ Para secos
Medida Nome Relação Corresp. Referências
medida (quénice) , koinix medida para trigo ou cevada 1,1 litro  Ap 6:6
coro , koros 10 batos 370 litros Lc 16:7
O , koros, transliterado para coro, medida para secos que podia também ser usada para líquidos, era como o
"ômer", equivalendo a 10 batos. No texto de Lc 16:7, o segundo devedor da parábola do mordomo infiel (Lc 16:1­13)
devia 100 coros de trigo ou 37.000 litros, uma porção considerável.
Algumas traduções de Ap 6:6 trazem "...queniz de trigo..." ou "...quênice de trigo..." (, koinix siton) e "...três
quenizes de cevada..." ou "...tres quenices de cevada..." (, treis koinikes krithon). A medida aí é o
koinix, ou quêniz grego, algo próximo a 450 g, o que  podia ser consumido por um homem em um dia. a profecia
apocalíptica aponta para uma época de extrema carestia, pois com um denário (), salário pelo trabalho de todo
um dia, podia­se comprar tão somente a quantidade inferior a meio quilo de trigo, o que talvez não saciasse um homem,
quanto mais toda sua família. A cevada (), cereal mais trivial e barato, era comprado em tres destas porções pelo
mesmo preço, ou seja, menos de um quilo e meio, o que será abusivamente caro

       
Medidas de capacidade ­ Para líquidos
Medida Nome Relação Corresp. Referências
alqueire , modion   8,75 litros Mt 5:15; Mc 4:21
medida ,  saton cerca de 1/3 do bato 13 litros Mt 13:33; Lc 13:21
medida, bato , batos igual ao bato V.T. 37 litros Lc 16:6
cado tradução      
metreta, almude , metretes aprox. ao bato 40 litros Jo 2:6
O , módion, traduzido por "alqueire", é uma medida usada através de uma vasilha, possivelmente de barro, como
um  vaso,  objeto  bastante  familiar  e  comum  em  qualquer  casa.  Era  usada  para  medir  cereais,  grande  o  bastante  para
receber mais que oito litros deste conteúdo. Outro uso que se dava para esta medida era o apagar das candeias, facho de
madeira acesa que iluminava o interior da casa. O velador era um suporte para a candeia, que impedia  de  cair    de  certa
altura da parede. Desta forma Jesus assevera em Mt 5:5 e Mc 4:21 que "...nem os que acendem uma candeia a colocam
debaixo do alqueire, mas no velador, e assim ilumina a todos que estão na casa." e "Vem porventura a candeia  para  se
meter debaixo do alqueire, ou debaixo da cama? não é antes para se colocar no velador?" A palavra alqueire é derivada do
termo  árabe  al­káil.  Aqui  não  se  trata  de  medida  de  área,  mas  de  capacidade.  Diferentemente  do  alqueire  bíblico,  este
mediria 16 litros.
Na parábola do fermento (Mt 13:33; Lc 13:21) a medida descrita é o sato (, saton), uma medida hebraica, usada
para calcular a quantidade da farinha, não para o fermento. Cada sato correspondia a 13 litros. Tres deles alcançavam a
grande quantidade de 37 litros, para uma receita a ser preparada de uma só vez.
O bato (, batos) era a medida de tres ânforas (vaso grego antigo, cujo nome , é uma haplologia de 
"dos dois lados", e , "levar", "carregar". desta forma seu nome quer dizer "o que se leva por ambos os lados", pelo
fato da ânfora ter "alças" de ambos os lados para fins de transporte). Correspondia a 37 litros, como o bato do Velho
Testamento. O que o primeiro devedor tinha como dívida na parábola do mordomo infiel (Lc 16:1­13) era "...cem cados
de azeite..." ou "Cem batos de azeite..." (, ekatou batous elaiou) ou mais de 3.500 litros de azeite.
O bato era a medida hebraica de maior capacidade para líquidos e seu nome grego deriva do hebraico bath. A tradução
cados vem do grego , kados, "vaso", de origem semítica, e era um grande vaso de barro para líquidos como vinho e
outras bebidas.
A metreta (, metretes) usada no casamento de Jo 2:6 era uma medida de capacidade líquida. Seu nome grego,
que também significa "medidor", deriva­se do verbo , metreo, "medir", "contar", calcular".  Na Septuaginta é a
tradução do bato (bath) hebraico. Naquelas bodas haviam seis talhas de pedra (, lithinai udriai) de duas ou
tres metretas. Cada talha, portanto, reservava até 120 litros, perfazendo, no total de seis talhas, 720 litros! O historiador
hebreu Josefo aponta a capacidade de 25 litros para cada metreta. Sendo assim, em cada talha caberiam até 75 litros,
que no total de seis talhas contariam 450 litros, o que já se caracterizaria um portentoso milagre de abundante

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17/09/2015 Quanto? (Pesos e Medidas) ­ Banco de Dados ­ Beta Estudos
fornecimento de vinho, para todos os dias daquela abençoada festa de casamento

Referências Bibliográficas
1) Friberg, Barbara e Timothy. O Novo Testamento Grego Analítico. SP: Sociedade Religiosa Edições  Vida Nova, 1987.
2) Pereira, Isidro. Dicionário Grego­Português... 7. ed. Braga, Portugal: Livraria Apost. da Imprensa. 1990.
3) Kirst, Nelson et al. Dicionário Hebraico­Português & Aramaico­Português. 5. Ed. RJ: Editora Sinodal e Coedição:
Editora Vozes Ltda. 1994.
4) Geraldo, Antônio. Dicionário Etimológico Nova Fronteira da Língua Portuguesa. 2.Ed. RJ: Ed. Nova Fronteira S/A. 1991.

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