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MEMORIAL DESCRITIVO

HIDROSSANITÁRIO

MODALIDADE: Construção

LOCAL: Londrina

ÁREA:

PROPRIETÁRIO: Maria Neuma Aguiar

Equipe técnica responsável pelos projetos:

Eng° Bruno Beneciutti

Engª Dayanna Fujji

Engª Vanessa Aguiar

Londrina 2018
MEMORIAL DESCRITIVO

1 CARACTERÍSTICAS DA OBRA:

1.2 Ocupação:

Edificação em alvenaria, multifamiliar, médio padrão, constituído de pavimento térreo,


situado no município de Londrina-PR.

2 GENERALIDADES:

O presente memorial destina-se a apresentar os princípios básicos e as normas de


apoio que nortearão o desenvolvimento do projeto hidrossanitário, seu dimensionamento e as
especificações técnicas que completam a documentação necessária ao desenvolvimento dos
serviços na obra, dados conforme projeto hidrossanitário em anexo.

Para o desenvolvimento das soluções apresentadas recomendações das entidades a


seguir deve atender as normas técnicas da ABNT e demais legislações pertinentes, tais como:

a) NBR 5626:1998: Instalação predial de água fria.

b) NBR 7198:1993: Instalação predial de água quente

c) NBR 8160:1999: Sistemas prediais de esgoto sanitário – Projeto e execução;

d) NBR 10844:1989: Instalações prediais de águas pluviais;

Em toda rede de água fria está previsto o emprego de tubulações em PPR e em toda
rede de esgoto sanitário está previsto o emprego de tubulações em PVC. Nas redes pluviais e
de drenagem está previsto o emprego de tubulações de PVC. Todas as instalações deverão
ser executadas de acordo com as prescrições existentes nas normas brasileiras e também de
acordo com as indicações técnicas dos fabricantes dos materiais empregados, respeitando-se
rigorosamente o projeto do sistema.

3 DESCRIÇÃO DO PROJETO HIDROSSANITÁRIO

a) Entrada de água

A alimentação será efetuada através hidrômetro (SANEPAR) 25 mm”.

b) Sistema Instalação de água fria


O projeto de instalações de água fria foi elaborado de modo a garantir o fornecimento de
água, de forma contínua, em quantidades suficientes, mantendo sua qualidade, com pressões
e velocidades adequadas ao perfeito funcionamento das peças de utilização e do sistema de
tubulações, preservando ao máximo o conforto dos usuários, incluindo as limitações impostas
dos níveis de ruído nas tubulações.

A alimentação da água potável da residência será feita pela concessionária local, até o
hidrômetro a ser instalado, por meio de cavalete ligada ao reservatório superiores. Do
reservatório superior partirá as tubulações, por gravidade, que alimentará todos os ambientes
ramais, sub-ramais e consequentemente peças de utilização.

Do barrilete derivará para a coluna AF-1 de PVC Ø50 mm para alimentar os sub-ramais
das bacias sanitárias, sairá um outro ramal para com 25 mm de diâmetro com alimentará os
ramais e sub-ramais de todas as outras peças de utilização de água fria

Todos os ramais possuirão registros de gaveta com canopla cromadas individuais, para

permitir seu isolamento do restante da rede.

Os sub-ramais que alimentarão os banheiros serão em PVC Ø 25 mm. Exceto bacia


sanitária que usará sub-ramal de 50 mm de diâmetro

As torneiras de bancada e as esperas para as duchas higiênicas utilizarão PVC Ø 25


mm, não necessitando de redutor e serão conectadas às respectivas esperas.

As bacias sanitárias com caixa acoplata com coluna de PVC Ø 25 mm. Toda tubulação
de água fria de consumo, será executada em PVC rígido soldável. O diâmetro inicial da coluna
e suas reduções progressivas foram calculados levando-se em consideração as perdas de
carga, vazão de cada aparelho e a possibilidade de uso simultâneo na hora de maior consumo.

c) Ramais e Sub-ramais:

O consumo máximo provável, calculado através da soma dos pesos das peças
suscetíveis de utilização simultânea será determinante no cálculo do diâmetro dos sub-ramais,
respeitando-se a pressão de serviço e o diâmetro mínimo estabelecido por norma. (ABNT)
NBR - 5626 - Instalações Prediais de Água Fria.

O dimensionamento dos ramais será feito pelo Método de Hunter, achando-se o


diâmetro pelo ábaco de Lunetta.

A tubulação da rede de distribuição de água será em PVC, sendo distribuídas conforme


indicada em projeto.

b) Critérios de Dimensionamento da Tubulação


O dimensionamento das tubulações foi realizado com base, no método uso máximo
possível, como indicado pela NBR-5626/98 (instalação predial de água fria) da ABNT, de modo
a garantir pressões dinâmicas adequadas nos pontos mais desfavoráveis da rede de
distribuição, evitando que os pontos críticos das colunas possam operar com pressões
negativas em seu interior.

As perdas de cargas foram calculadas com base na fórmula de Fair Wipple Hsiao para
tubos de PVC.

4 Esgoto e Ventilação

As instalações foram projetadas de maneira a: permitir o rápido escoamento dos esgotos


sanitários; facilitar desobstruções; vedar a passagem de gases e animais nas tubulações para
o interior da edificação; impedir a formação de depósitos de sólidos na rede interna e não poluir
a água potável.

Os dejetos provenientes das edificações foram encaminhados para caixas de inspeção,


com dimensões internas de 60 x 60 cm e profundidade variável, de acordo com a NBR-
8160/99. As caixas de inspeção facilitam as inspeções das tubulações, prevenindo eventuais
problemas e são colocadas de modo a receber da melhor forma os efluentes e nas deflexões
das tubulações. Todas as caixas deverão possuir tampas removíveis e hermeticamente
fechadas.

Todos os efluentes serão lançados na estação de tratamento de esgoto, composta por


fossa séptica e sumidouro.

A instalação de esgoto sanitário foi projetada de modo a atender as exigências técnicas


mínimas, em caimentos, secções e peças de conexão permitindo assim um fácil escoamento,
com vários pontos de desobstruções, limitando os níveis de ruídos e ventilando a rede de modo
a se evitar ruptura dos fechos hídricos e encaminhar os gases à atmosfera.

4.1 Captação e dimensionamento:

O coletor predial, subcoletores, tubos de queda, ramais e colunas de ventilação,


foram dimensionados pelos critérios fixados pela Norma Brasileira, ou seja, através das
unidades Hunter de contribuição, levando-se em conta a quantidade e frequência habitual de
utilização dos aparelhos sanitários. O traçado da tubulação foi projetado de tal forma a ser o
mais retilíneo possível, evitando-se mudanças bruscas de direção. As colunas de ventilação
serão situadas acima da cobertura 30 cm, no caso de telhados ou laje de cobertura, caso a laje
seja utilizada para outros fins, a distância mínima será de 2,00 m protegida adequadamente
contra danificações.
As tubulações aparentes nos forros falsos, teto de subsolos, deverão ser fixadas
rigidamente considerando-se os caimentos mínimos.

4.2 Coleta e disposição de Esgotos Sanitários

4.2.1 Ramais de Descarga

Os vasos sanitários serão escoados por tubos PVC Ø 100 mm, ligados a rede existente;
os lavatórios serão ligados às respectivas caixas sifonadas por tubos PVC Ø 40 mm; as caixas
sifonadas dos banheiros serão ligadas aos respectivos ramais primários, por tubos PVC Ø 50
mm;

4.2.2 Caixas Sifonadas

As caixas dos banheiros serão de PVC Ø 100 mm, com grelha cromada e saída Ø 50
mm,

5 SISTEMA FINAL DE ESGOTO SANITÁRIO

O efluente dos esgotos sanitários serão encaminhados a Fossa Séptica e Sumidouros,


onde receberão tratamento adequado, e a partir daí será ligado ao ramal da rede pública da
rua.

As fossas são tanques sépticos de câmaras fechadas com a finalidade de deter os


despejos domésticos, por um período de tempo estabelecido, de modo a permitir a decantação
dos sólidos e retenção do material graxo contido nos esgotos transformando-os
bioquimicamente em substâncias mais simples e estáveis.

O esgoto é retido na fossa por um período de 12 horas (para contribuições maiores que 9.000
litros) e simultaneamente a retenção, processa-se uma sedimentação de 60 a 70% dos sólidos
em suspensão contidos nos esgotos, formando-se o lodo. Parte dos sólidos não decantados,
formados por óleos, graxas, gorduras e outros materiais misturados com gases é retida na
superfície livre do líquido no interior do tanque, denominado de escuma. Tanto o lodo como a
escuma são digeridos por bactérias anaeróbias, provocando uma destruição total ou parcial de
organismos patogênicos, nesta digestão observa-se uma acentuada redução de volume dos

sólidos retidos. As dimensões da fossa são mostradas no projeto do Sistema Final de Esgoto e
memorial de cálculo.

Os sumidouros também conhecidos como poços absorventes ou fossas

absorventes, são escavações feitas no terreno para disposição final do efluente de tanque
séptico, que se infiltram no solo pela área vertical das paredes e pelo fundo do poço.
Para a construção operação e manutenção da fossa e dos Sumidouros, deverá ser

seguido às especificações e recomendações do Manual Técnico do CPRH e NBR

7229.

. 6 ÁGUAS PLUVIAIS

a) Instalação de águas pluviais foi projetada de modo a permitir o rápido escoamento


das precipitações pluviais e facilitar a limpeza e desobstrução em qualquer ponto da rede,
visando garantir a funcionalidade, higiene e durabilidade ao sistema, em conformidade com os
índices pluviométricos estatísticos do local em questão.

b) Captação e Dimensionamento

O sistema de águas pluviais foi dimensionado considerando-se a intensidade


pluviométrica local, a duração da precipitação bem como o período de retorno. As captações
das lajes serão através de grelhas hemisféricas e ralos secos, desaguando em colunas.

Os condutores horizontais terão inclinação mínima de 0,5%.

c) Despejo Final

Todo o efluente será captado e dirigido por meio da gravidade despejando em caixas de
inspeção e encaminhadas para rede existente.

d) Das Caixas de Inspeção

Serão em alvenaria com revestimento interno de cimento alisado de acordo com detalhe
padrão.

As tampas de concreto, bem como as bordas das caixas, deverão ter cantoneiras
metálicas em suas bordas e acabamento tipo quadro.