Você está na página 1de 21

Índice

1.Introdução.....................................................................................................................................3

1.1.Objectivos..................................................................................................................................3

1.2.Metodologia...............................................................................................................................3

2.1.Trabalho académico...................................................................................................................4

2.1.1.Importância Trabalho académica............................................................................................4

2.1.Trabalhos académicos longos....................................................................................................4

2.1.1.Tese.........................................................................................................................................5

2.1.2.Dissertação..............................................................................................................................5

2.1.2.1.Tipos de Dissertação............................................................................................................6

2.1.3.Monografia.............................................................................................................................7

2.1.4.Elementos pré Textuais...........................................................................................................8

2.2.5.Elementos textuais..................................................................................................................9

2.2.4.Trabalho de Conclusão de Curso............................................................................................9

2.2.4.1.Escolha do Tema..................................................................................................................9

2.2.3.Tipos de Trabalhos de conclusão de curso...........................................................................10

2.4.Trabalhos Académicos Curtos.................................................................................................11

2.4.1.Artigo Científico...................................................................................................................11

2.4.1.1.Origem...............................................................................................................................11

2.4.1.2.Apresentação......................................................................................................................12

2.4.2.Relatório...............................................................................................................................12

2.4.2.1.Características do Relatório...............................................................................................13

2..4.2.2.Tipos de relatórios............................................................................................................13

2.4.3.Fichamento...........................................................................................................................14
2.4.4.Resenha.................................................................................................................................14

2.4.4.1.Pré-Textuais.......................................................................................................................15

Lista de abreviaturas......................................................................................................................16

2.4.4.2.Texto..................................................................................................................................16

2.4.4.4.Pós-Textuais......................................................................................................................18

3. Conclusão...............................................................................................................................20

3.1.Referencias Bibliográficas.......................................................................................................21

2
1.Introdução
Ao longo da vida académica de estudante sempre se depara com uma diversidade de trabalhos
académicos/ científicos. Há aqueles que são realizados durante no processo de aprendizagem,
mas também aqueles que fazemos no final do Curso denominados Monografias, teses e
dissertações.

O Presente trabalho de pesquisa científica encontra-se estruturado em três fases, onde na


primeira fase encontramos a introdução, os objectivos e a metodologia. Já na segunda fase
encontramos a fundamentação teórica e por último a terceira fase temos a conclusão e a
bibliografia.

1.1.Objectivos
1.1.2. Objectivo Geral

 Compreender sobre os trabalhos académicos longos e curtos.

1.1.3.Objectivos específicos

 Distinguir os trabalhos académicos longos e curtos;


 Identificar as suas importâncias trabalhos académicos longos e curtas;
 Con1hecer a distinção dos trabalhos académicos longos e curtos;

1.2.Metodologia
O presente Trabalho tem como tema o trabalhos académicos longos e curtos tendo obedecido o
método de revisão Bibliográfica onde que teve como seu ponto de partida a recolha de dados
através dos trabalhos dos colegas, livros, revistas e artigos de internet existentes que aborda
assuntos vários assuntos atinentes a Disciplina de método de investigação cientifica I.

2.Fundamentação teórica
3
2.1.Trabalho académico
Segundo Ferreira (1999), define o Trabalho académico como um texto, isto em sentido lato
resultado de algum dos diversos processos ligados à produção e transmissão de conhecimento
executados no âmbito das instituições ensino, pesquisa e extensão universitária, formalmente
reconhecidas para o exercício dessas actividades.

2.1.1.Importância Trabalho académica


Existem várias finalidades de um trabalho académico pode se resumir em apresentar, demonstrar,
difundir, contestar o conhecimento produzido, acumulado ou transmitido.

Ao apresentar resultados, o texto académico atende à necessidade de publicidade relativa ao


processo de conhecimento. A pesquisa realizada, a ideia concebida ou a dedução feita perecem
se não vierem a público; por esse motivo existem diversos canais de publicidade adequados aos
diferentes trabalhos: as defesas públicas, os periódicos, as comunicações e a multimédia virtual
são alguns desses. A demonstração do conhecimento é necessidade na comunidade académica,
onde esse conhecimento é o critério de mérito e acesso. Quase todo conhecimento produzido é
contestado. Essa contestação, em que não constitua conhecimento diferenciado, certamente é
etapa contribuinte no processo da construção do saber que contesta, quer por validá-lo, quer por
refutá-lo. As finalidades do texto académico certamente não se esgotam nessas, mas ficam aqui
exemplificadas. Para atender à diversidade dessas finalidades, existe a multiplicidade de formas,
entre as quais se encontram alguns conhecidos tipos, sobre os quais se estabelece conceito difuso
(GARCIA, 2000).

2.1.Trabalhos académicos longos


Existem vários tipos de Trabalhos académicos longos tendo como destaque (PRATA, 1998):

 Tese

 Dissertação

 Monografia

4
2.1.1.Tese
Um Tese é considerado principalmente o trabalho académico que apresenta o resultado de
investigação complexa e aprofundada sobre temas mais ou menos amplos, com abordagem
teórica definida.

De acordo com Prata (1998), define a Tese como um texto que se caracteriza pela defesa de uma
ideia, de um ponto de vista, ou pelo questionamento acerca de um determinado assunto. O autor
do texto dissertativo trabalha com argumentos, com factos, com dados, que utiliza para reforçar
ou justificar o desenvolvimento de suas ideias.

A mesma fonte acrescenta que em diversas instituições de ensino superior, a Tese é um


documento essencial para a obtenção de alguns títulos académicos, como o de doutor e livre-
Docente, e tem como Objectivo revelar a capacidade de seu autor em desenvolver um trabalho
que acrescente novo conhecimento à área de estudo que foi alvo de suas investigações,
constituindo uma contribuição àquela especialidade. Assim sendo, o factor que caracteriza a Tese
de outros documentos é a originalidade.

Quando elaborada para a obtenção de um título, a tese é normalmente elaborada sob a


coordenação de um orientador académico, embora seja um trabalho autónomo de pesquisa. Em
adição à elaboração do documento, a obtenção do título geralmente é condicionada a arguição
pública onde o candidato defende o assunto abordado pela sua tese para uma banca avaliadora
(ECO, 1996).

2.1.2.Dissertação
Na visão de Aurélio & Camargo (1996), advogam que a Dissertação é uma modalidade de
redacção ou composição, escrita em prosa ou apresentada de forma oral sobre um tema sobre o
qual se devem apresentar e discutir argumentos, provas, exemplos etc. Nos meios universitários,
equivale à tese, diferenciando-se no entanto desta pelo volume de material: a dissertação seria o
material que envolvesse poucas páginas (até o limite de 100), enquanto a tese rotularia os textos
que ultrapassassem esse número. Já pelo aspecto qualitativo, a dissertação pressupõe a

5
capacidade de aplicação de um método de análise e interpretação, enquanto a tese implica a
originalidade do tema ou da abordagem à luz da qual é exposta e discutida.

2.1.2.1.Tipos de Dissertação
2.1.2.1.Dissertação expositiva

Este tipo de Dissertação é a modalidade de texto explicativa sem a intenção de convencer o


leitor, debater, polemizar ou contestar posições diferentes (GARCIA, 2000).

2.1.2.2.Dissertação Argumentativa

O mesmo autor a cima referenciado diz que é a modalidade de texto que tenta convencer o leitor
sobre algo com base em raciocínio e evidências de provas. A dissertação argumentativa não dá
espaço para o leitor ter suas próprias conclusões uma vez que a conclusão já se encontra no texto,
de modo que a única possibilidade de interpretação é a aceitação da conclusão proposta por parte
do autor.

Quanto ao ponto de vista do autor presente na dissertação argumentativa, temos, ainda, os


seguintes tipos de dissertação:

Dissertação subjectiva

O autor se envolve claramente no texto ao expressar suas ideias e usar verbos na primeira pessoa

Dissertação objectiva

O autor usa verbos na terceira pessoa defendendo conceitos conhecidos ou universais, já


expressos anteriormente por outros. É o tipo de dissertação comummente pedido em provas de
concursos (GRACIA, 2000).

2.1.3.Monografia
França (1998) argumenta que a monografia é uma dissertação (em sentido lato) sobre um ponto
particular de uma ciência, de uma arte, de uma localidade, sobre um mesmo assunto ou sobre

6
assuntos relacionados. Comummente escrita apenas por uma pessoa. É o principal tipo de texto
científico. Trabalho académico que apresenta resultado de investigação científica e hipótese de
pesquisa, previamente, definida.

Na visão da norma ABNT NBR 6023:2018, monografia é um "item não seriado, isto é, item
completo, constituído de uma só parte, ou que se pretende completar em um número
preestabelecido de partes separadas."

Monografias elaboradas para a obtenção de título de bacharel, de título de especialista ou de


título de mestre não possuem o requisito referente à originalidade, pois este é elemento essencial
em teses de doutorado. Ao não se exigir originalidade, é possível elaborar um texto
argumentativo em que são confrontados diversos posicionamentos relativos a determinada
temática (FRANÇA, 1998).

Monografias exigidas para a conclusão de cursos de graduação e de especialização possuem em


média 50 laudas (páginas), são apresentadas perante uma banca examinadora composta por dois
ou três docentes e, em via de regra, são públicas.

Segundo o Dicionário Aurélio, a monografia é o estudo minucioso a fim de esgotar determinado


tema, relativamente, restrito. A partir do exposto por Umberto Eco que diz para facilitar a
elaboração da monografia, o pesquisador deve escolher um tema que possua afinidade e estudo
prévio, que possua uma bibliografia de fácil acesso, que já tenha sido discutido em outros textos
científicos e que o marco teórico utilizado esteja em uma língua que seja compreensível pelo
acadêmico:

De acordo com seus propósitos, a monografia é construída a partir de inúmeras regras que visam
ao melhor tratamento da ideia ou do assunto. Desse modo, deve-se estruturar um texto
argumentativo o qual possui três elementos fundamentais segundo a professora Cristina Godoy
da Faculdade de Direito da USP - Ribeirão Preto:

7
a) Hipótese de pesquisa: a ideia que será defendida no trabalho académico;

b) Dados: fatos e dados estatísticos empregados para sustentar o argumento central e

c) Garantias: conexão entre a hipótese de pesquisa e os dados mediante o discurso construído


pelo académico.

A metodologia científica deve ser definida de forma clara antes da elaboração do texto da
monografia, já que a metodologia indica o caminho a ser percorrido pelo pesquisador para
sustentar o argumento central defendido em sua monografia. Os argumentos e os contra-
argumentos devem ser conectados de forma lógica, sendo que a metodologia é a forma como
estes serão interligados.

Desse modo, é preciso possuir clareza acerca do debate existente em relação ao tema delimitado.
Deve-se apresentar os argumentos e contra-argumentos para sustentar a ideia da monografia,
permitindo ao leitor a constatação do porquê da relevância do trabalho científico e qual é a
questão-chave existente.

2.1.4.Elementos pré Textuais


Elementos pré textuais configuram-se como as partes que antecedem o texto, permitindo melhor
identificação e utilização da monografia elaborada. Na estrutura de um trabalho académico,
pode-se mencionar a Parte Externa, a qual é formada pela Capa (obrigatório) e pela Lombada
(obrigatório). Além disso, há a Parte Interna, sendo que os elementos pré-textuais desta parte são,
conforme a ordem de apresentação, os seguintes: folha de rosto (obrigatório), errata (opcional),
folha de aprovação (obrigatório), dedicatória (opcional), agradecimentos (opcional), epígrafe
(opcional), resumo na língua vernácula (obrigatório), resumo na língua estrangeira (obrigatório),
listas de abreviações (opcional), listas de tabelas (opcional), lista de abreviaturas e siglas
(opcional), listas de símbolos (opcional) e sumário (obrigatório) (OLIVEIRA, 2019).

8
2.2.5.Elementos textuais
Para ABNT (2018) defende que os elementos pós-textuais sucedem o texto e são relevantes para
complementar o trabalho académico. Os elementos pós textuais são os seguintes de acordo com a
ordem de apresentação na monografia: referências (obrigatório), glossário (opcional), apêndice
(opcional), anexo (opcional) e índice (opcional).

2.2.4.Trabalho de Conclusão de Curso


Prata (1998) fundamenta que o Trabalho de conclusão de curso, trabalho de graduação
interdisciplinar, trabalho final de graduação, projecto de formatura, projecto experimental ou
monografia de curso, com suas respectivas siglas, é um tipo de trabalho académico no meio
educacional brasileiro amplamente utilizado em cursos superiores e técnicos, como forma de
efectuar uma avaliação final dos estudantes, que contemple a diversidade dos aspectos de sua
formação educacional.

O mesmo autor acrescenta que Em muitas instituições, o TCC é encarado como critério final de
avaliação do aluno: em caso de reprovação, o aluno estará impedido de obter o diploma e
consequentemente exercer a respectiva profissão até que seja aprovado.

2.2.4.1.Escolha do Tema
Para Garcia (2000) ressalta que os Professores orientadores recomendam aos alunos que o tema
escolhido seja um assunto com o qual o aluno possua afinidade. Ele vai passar talvez seis meses
ou mais escrevendo sobre um determinado assunto. Se não for um assunto cativante, de que
goste verdadeiramente, o processo tende a ser muito mais difícil para o aluno, que precisará
conviver com ele todo esse tempo.

O mesmo autor acrescenta que o tema deve ser procurado através de perguntas. Uma grande
dúvida deve ser o início de um trabalho académico. Algo que não foi respondido ainda.
Preferencialmente alguma área do curso escolhido que ainda tenha algo escondido dos cientistas.

Recomenda-se que o tema escolhido atenda a três premissas básicas:

9
Que seja um tema do qual o aluno goste muito: o processo de desenvolvimento do TCC tende a
ser muito mais prazeroso caso se escolha um assunto de que goste, pelo fato de que será
necessário conviver com ele por meses;

Que seja um tema para qual exista material de pesquisa suficiente: um TCC precisa,
invariavelmente, conter uma base teórica em sua elaboração, e, para esta base, é necessário citar
autores confiáveis que falem sobre o assunto. Um tema que tenha material dessa natureza
escasso tende a ser mais trabalhoso e de menor qualidade;

Que seja um tema relevante para a área do conhecimento à qual faz parte: um TCC que não
agregue valor à área do conhecimento de que faz parte torna-se irrelevante e facilmente
esquecido. É importante que o tema escolhido tenha potencial de acrescentar valor à comunidade
académica e profissional da sua área.

Atendidas as premissas básicas para a composição de um bom tema, é recomendável que o


assunto não seja muito amplo, que seja específico, focado em um assunto único e que não abra
margem para uma infinidade de tópicos variados. É característica de um conteúdo científico a
especificidade.

2.2.3.Tipos de Trabalhos de conclusão de curso


Estes são alguns tipos de trabalhos de conclusão de curso:

 Monografia

 Estudo de caso

 Revisão da bibliografia

 Pesquisa de recepção

 Projecto arquitectónico e/ou urbanístico

 Plano de negócio

 Paper
10
 Projecto experimental

2.4.Trabalhos Académicos Curtos


Destaca se os Trabalhos Académicos Curtos as seguintes:

 Artigo

 Relatório

 Fichamento

 Resenha

 Comunicação

2.4.1.Artigo Científico
Artigo científico é o trabalho académico ou científico que apresenta e discute ideias, métodos,
técnicas, processos e resultados sucintos de uma pesquisa realizada de acordo com o método
científico ou inferência conforme o a hermenêutica das humanidades, cujo conhecimento
produzido é aceito por uma comunidade de pesquisadores. Por esse motivo, considera-se
científico o artigo que foi submetido a exame por outros cientistas, que verificam as informações,
os métodos e a precisão lógico-metodológica das conclusões ou resultados obtidos (CAMARGO,
1996).

2.4.1.1.Origem
Na visão de ECO (1996), afirma que as ideias circulavam através de cartas já que eram para
grupos restritos. As cartas tornaram-se um método de expressão crítica que ficou conhecido
como Republique des Lettres. Correspondência entre Paris e Londres. Tiveram problemas com
este método de troca de informações, pois cada dia aumentava o fluxo de correspondências e a
solução veio com a forma impressa. A imprensa se destacou com a publicação de seus métodos
científicos dentre os intelectuais e propriamente "endinheirados" da época. Podem ser originais,
de revisão, teóricos, de análise e classificatório.

11
2.4.1.2.Apresentação
A mesma fonte acima referenciado diz que apresentado segundo a linguagem e método próprios
de uma área da ciência e, de modo geral, com uma estrutura lógica de argumentação,
apresentando inicialmente o problema ou Objectivo da investigação, o conjunto de hipóteses, as
possíveis soluções do problema ou modos de se atingir o Objectivo, uma descrição dos métodos
e técnicas utilizados, uma análise dos resultados obtidos, uma conclusão que aponta qual
hipótese foi verificada experimentalmente.

Como há diversidade no que seja o método em cada área da ciência, a forma do artigo científico
pode variar em sua apresentação, não existindo uma estrutura única que assegure, por si mesma,
a cientificadas de um artigo ou texto que se pretenda científico.

Diante dessa impossibilidade de uma construção textual objectivamente científica, há a


necessidade do exame do artigo pela comunidade científica, pois a ciência é uma forma de
conhecimento de carácter público, cuja validade só se estabelece após o debate em torno dos
resultados apresentados e do caminho percorrido - o método - que conduziu a sua construção
(ECO, 1996).

2.4.2.Relatório
Na perspectiva de França (1998) define o relatório como um conjunto de informações utilizado
para reportar resultados parciais ou totais de uma determinada actividade, experimento, projecto,
acção, pesquisa, ou outro evento que esteja acabado ou em andamento. Pode ser oral ou por
escrito.

A mesma fonte acrescenta que quando se trata de um trabalho académico, pode ser elaborado
com referência a pesquisa original, ou apresentar estudo bibliográfico. Visa comummente
apresentar o andamento de trabalhos junto a órgãos financiadores e fiscalizadores, pode ser etapa
de estágio ou pesquisa. Nesse caso, é submetido às comissões e conselhos dos órgãos
competentes, ou do evento, que decidem sobre o mérito.

12
Normalmente utiliza-se formatação padronizada, o que no entanto pode ser flexibilizado caso o
âmbito do mesmo seja interno ao setor executante ou grupo a que este último pertence.

A dificuldade na criação de um relatório, é normalmente proporcional à complexidade e


amplitude do assunto abordado. Em situações deste tipo, criar sub-relatórios pode ser uma boa
alternativa.

2.4.2.1.Características do Relatório
Cada relatório segue uma proposta que, conforme já dito, depende muito de quem será o público-
alvo. Existem relatórios apresentados de forma digital, existem relatórios impressos, existem
relatórios orais. Não há obrigatoriedades.

Textos administrativos ou científicos que discorrem sobre acontecimentos relativos a negócios,


organização empresarial ou pesquisa de carácter científico.

2..4.2.2.Tipos de relatórios
Existem 3 tipos de relatório:

Crítico: descreve e opina sobre a maneira como uma actividade foi desenvolvida

Síntese: menos elaborado, referente a relatórios anteriores.

Formação, mais ou menos pormenorizado, apresentando actividades desenvolvidas durante um


curso e/ou estágio.

2.4.3.Fichamento
Fichamento bibliográfico é o resumo, resenha crítica ou comentada das ideias principais
abordadas por determinada obra, podendo ser feito em uma ficha ou folha de papel, em um
arquivo de computador ou em uma base de dados, facilitando a procura de um determinado
assunto (GROGAN, 1992).

13
2.4.4.Resenha
AURÉLIO (1996) Resenha é um texto que serve para apresentar outro (texto-base),
desconhecido do leitor. Para bem apresentá-lo, é necessário além de dar uma ideia resumida dos
assuntos tratados, apresentar o maior número de informações sobre o trabalho: factores que, ao
lado de uma abordagem crítica e de relações intertextuais, darão ao leitor os requisitos mínimos
para que ele se oriente quanto ao grau de interesse do texto-base. Mas é bom lembrar que resenha
não é um mero resumo, é mais que isso, deve apresentar mais informações e criar o interesse do
leitor.

Quando se trata de resenha científica, ou trabalho académico de divulgação, apresenta síntese e


crítica sobre trabalho científico mais longo. Pode ser elaborado com base em leitura motivada
por interesse próprio ou sob demanda editorial. Visa geralmente à publicação em periódico
técnico ou mesmo visando divulgação de conhecimento ao grande público pela veiculação em
média ampla. Nesses casos a resenha é, geralmente, feita por um cientista da mesma área de
conhecimento do texto-base. Além disso, trata-se de um texto que geralmente é lido por
professores de diversas universidades, os quais geralmente avaliam o grau de clareza, a
pertinência e a relevância do texto para o tema abordado.

De acordo com GROGAN (1992) os documentos ou fontes de informação podem apresentar-se


em três categorias distintas:

1. Documentos ou fontes primárias - são aqueles que discutem ideias novas, novas interpretações
sobre acontecimentos importantes ou novos registos com a interferência directo do autor. São
fontes que apresentam a dificuldade de acesso porque estão dispersas e praticamente fora do
sistema de controlo bibliográfico.

2. Documentos ou fontes secundárias - documentos organizados de acordo com um arranjo


definido, podendo ser arranjo alfabético, cronológico ou sistemático que contêm informações
filtradas, organizadas e retiradas das fontes primárias. São exemplos os dicionários e as
enciclopédias.

14
3. Documentos ou fontes terciárias - não apresentam conhecimento, são na verdade guias,
direccionados, sinalizadores para a localização de informação contida nas fontes primárias e
secundárias. Os catálogos, directórios, bibliografias são exemplos dessa categoria.

Com o avanço das tecnologias de comunicação e informação alguns desses conceitos


estabelecidos como canais formais ou informais, documentos primários ou secundários estão
sendo questionados e revistos por alguns autores.

2.4.4.1.Pré-Textuais
Capa - elemento que deve constar entre as páginas introdutórias somente quando a cobertura do
conteúdo for transparente, deve ser impressa na cobertura quando ela for opaca, externamente;
muitas vezes a capa interna é solicitada mesmo quando a cobertura é opaca. Capa é,
necessariamente, o elemento externo, para identificação do trabalho. A capa contém:

nome do autor (na margem superior);

título do trabalho (mais ou menos centralizado na folha);

instituição onde o trabalho foi executado (na margem inferior);

cidade e ano de conclusão do trabalho (na margem inferior).

folha-de-rosto - deve conter:

as mesmas informações contidas na capa;

as informações essenciais da origem do trabalho;

Ficha Jatalográfica - localizada no verso da página de rosto e na parte inferior da mesma.


Deverá ser elaborada por profissional bibliotecário, para padronização das entradas de autor,
orientador e definição dos cabeçalhos de assunto a partir de índices de assuntos reconhecidos
internacionalmente.

Folha de aprovação - deve conter data de aprovação, nome completo e local para assinatura dos
membros da banca examinadora. Outros dados como notas, pareceres, podem ser incluídos nesta
página a critério da instituição;

15
Dedicatória tem a finalidade de oferecer o trabalho a alguém como homenagem de gratidão
especial. Este item é dispensável, mas usual. São preferíveis as mais formais;

Agradecimentos - manifestação de gratidão àqueles que contribuíram na elaboração do trabalho.


É outro item dispensável e usual, a formalidade aqui é também recomendada;

Sumário - partes de que se compõe o trabalho; não confundir com índices;

Índices: de figuras, mapas, tabelas, gráficos, fotografias ;

Lista de abreviaturas

Resumo - tem por Objectivo dar visão rápida do conteúdo ao leitor, para que ele possa decidir
sobre a conveniência da leitura do texto inteiro. Deve ser totalmente fiel ao trabalho e não pode
conter nenhuma informação que não conste do texto integral. A primeira frase do resumo deve
ser significativa, explicar o tema principal do documento. Não devem constar do resumo citação
de autores, tabelas e figuras. O resumo pode ser precedido da referência bibliográfica completa
do documento e deve, preferencialmente, estar contido em único parágrafo e única página. De
acordo com a norma, o resumo deve conter até 250 palavras para monografias e até 500 palavras
para dissertações e teses. Para contar o número de palavras do resumo, use o menu Ferramentas e
Contar palavras.

2.4.4.2.Texto
AURÉLIO (1996) diz que o Conjunto de palavras e frases articuladas, escritas sobre qualquer
suporte”. “Obra escrita considerada na sua redacção original e autêntica (por oposição a sumário,
tradução, notas, comentários, etc.)” . É a parte em que todo o trabalho de pesquisa é apresentado
e desenvolvido; deve expor raciocínio lógico, ser bem estruturado, fazer uso de linguagem
simples, clara e objectiva.

Introdução - apresenta o tema e indica aos leitores a linha do trabalho, sua motivação e o plano
da obra, com alguns elementos das conclusões alcançadas; menciona a importância do trabalho e
justifica contextual e pessoalmente a necessidade da realização do empreendimento. A
16
introdução deve ambientar o leitor. Cita fatos históricos importantes e trabalhos clássicos. A
caracterização do problema, as justificativas e as hipóteses podem ser incluídas na introdução ou
destacadas à parte, quando for o caso. Autores podem ser citados, mas não se trata de revisão;
apenas trabalhos de relevância para a caracterização do contexto devem ser citados. A introdução
deve ter cerca de três ou quatro páginas. Apresenta, no seu final, o Objectivo do trabalho, de
maneira clara e directa. É importante que o Objectivo apresentado tenha relação directa com o
texto exposto no corpo da introdução.

Desenvolvimento - varia muito conforme o tipo do trabalho. Em pesquisas experimentais é


comum subdividir essa parte em revisão da literatura, metodologia, resultados e discussão.
Entretanto, em pesquisas qualitativas, muitas vezes essa estrutura não é adequada. Em qualquer
tipo de pesquisa é importante apresentar os trabalhos realizados por outros pesquisadores. A
redacção desta revisão da literatura normalmente é de grande dificuldade, sobretudo pelos que se
iniciam no universo científico-acadêmico. Em face dessa dificuldade, muitos optam por apenas
resumir os trabalhos lidos em um ou dois parágrafos e apresentá-los em ordem cronológica.
Deve-se evitar esse tipo de redacção, pois, além de tedioso, o texto escrito dessa forma não
apresenta de maneira eficiente o que já existe publicado sobre o tema. O texto deve apresentar as
diferentes correntes de pesquisadores que estudaram a questão, deve ser fluente e os parágrafos
devem possuir articulação entre si, cada um contendo ideias que evoluíram do parágrafo anterior
e que preparam o seguinte.

Conclusão - conclusões ou recomendações apresentam, objectivamente, o desfecho do trabalho a


partir dos resultados. É sempre importante apresentá-las de maneira relativa. Evita-se a redacção
do tipo “não houve influência do rádio na aculturação dos povos indígenas…”, e se dá
preferência a textos como “não foi possível demonstrar a influência do rádio na aculturação dos
povos indígenas…”. Colocam-se lado a lado os Objectivos e as conclusões, assegurando-se que
não tenham sido citadas conclusões que não foram Objectivos do trabalho.

2.4.4.4.Pós-Textuais
Referência bibliográfica ou bibliografia;

17
Anexos ou apêndices - Material suplementar de sustentação ao texto (por exemplo: questionário
aplicado, roteiro de entrevista ou observação, lei discutida no corpo do texto).

Glossário - explicação dos termos técnicos, verbetes ou expressões que constem do texto ou que
o complementem. Elemento facultativo, a ser inserido de acordo com necessidade, é uma lista
em ordem alfabética de palavras especiais, de sentido pouco conhecido, obscuro ou de uso muito
restrito, ou palavras em língua estrangeira acompanhadas de suas respectivas definições.

18
19
3. Conclusão
Ao apresentar resultados, o texto académico atende à necessidade de publicidade relativa ao
processo de conhecimento. A pesquisa realizada, a ideia concebida ou a dedução feita perecem
se não vierem a público; por esse motivo existem diversos canais de publicidade adequados aos
diferentes trabalhos: as defesas públicas, os periódicos, as comunicações e a multimédia virtual
são alguns desses. A demonstração do conhecimento é necessidade na comunidade académica,
onde esse conhecimento é o critério de mérito e acesso. Quase todo conhecimento produzido é
contestado. Essa contestação, em que não constitua conhecimento diferenciado, certamente é
etapa contribuinte no processo da construção do saber que contesta, quer por validá-lo, quer por
refutá-lo. As finalidades do texto académico certamente não se esgotam nessas, mas ficam aqui
exemplificadas. Para atender à diversidade dessas finalidades, existe a multiplicidade de formas,
entre as quais se encontram alguns conhecidos tipos, sobre os quais se estabelece conceito difuso
(GARCIA, 2000).

20
3.1.Referencias Bibliográficas
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6023: Informação e
documentação: Referências. Rio de Janeiro, p. 03. 2018.

AURÉLIO. Veja-se FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Dicionário Aurélio eletrônico –


Século XXI.1996.

ECO, Umberto. Como se Faz uma Tese - 14ª ed., São Paulo: Ed. Perspectiva, 1996.

FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Dicionário Aurélio eletrônico – Século XXI. Versão
3.0. São Paulo: Lexikon, 1999.

FRANÇA, Júnia Lessa et alii. Manual para normalização de publicações técnico-científicas. Belo
Horizonte: Editora UFMG, 1998.

GARCIA, Mauricio. Normas para elaboração de dissertações e monografias. São Paulo:


Universidade do Grande ABC, 2000.

GROGAN, D. Science and technology: an introduction to the literature. 2nd.ed. London : C.


Bingley. cap.1: The literature. 1992.

OLIVEIRA, Cristina Godoy Bernardo de. A fórmula da argumentação: o argumento de


autoridade. 1ª Ed. São Paulo. 2019.

PRATA, Mário. Uma tese é uma tese: O Estado de S. Paulo Segundo Caderno. São Paulo. . 1ª
Edição. Saraiva Editoras, 1998

21

Você também pode gostar