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C Ó D IGO

F. I . P. E . R.
O GRANDE SEGREDO DOS
EDUCADORES EXTRAORDINÁRIOS
[AVISO]
Não comece a estudar esse conteúdo
sem antes ler essa carta.

Caro leitor,

Nós ainda não nos conhecemos e por isso não sei sobre
a sua realidade, mas quero te contar a história de uma
educadora que conseguiu construir uma incrível conexão
com a essência dos seus alunos, estimulando-os a terem
mais foco, criatividade e, por fim, melhorando o rendi-
mento de sua sala de aula em poucos meses.

Estamos falando da Juliana, que desde jovem sonhava em


ser educadora e auxiliar crianças a serem protagonis-
tas de sua própria história. Sua brincadeira preferi-
da era dar aula para suas bonecas enquanto sonhava com
uma educação diferente da experiência sofrida que vi-
veu em sua infância.

Na faculdade, ela se encantou com vários pensadores


que impactaram a educação.

Ao concluir seu curso, Juliana queria mudar o mundo


assim como esses autores e pensadores, mas não sabia
por onde começar. Acreditou que na instituição em que
fosse trabalhar encontraria outros educadores tão en-
tusiasmados quanto ela para que, juntos, pudessem re-
volucionar a educação brasileira.

Porém a realidade que ela encontrou foi um grande bal-


de de água fria.
O que ela mais ouvia eram frases como:

“Isso sempre foi assim, não tem jeito de mudar o


sistema”
“Você é nova demais, ainda tem muito o que
aprender sobre a realidade do professor.”
“Esses alunos não têm solução! São todos uns in-
subordinados.”

E se espantava com cenários como:

• Alunos sendo aprovados pelo conselho mesmo


sem saber ler ou escrever e, pior, os professo-
res não demonstravam o menor interesse no futuro
desses jovens.
• Crianças sofrendo com conflitos internos como
estresse e fadiga mental, dificultando o seu
aprendizado e sendo rotulados pelos professores,
causando neles total desmotivação em aprender.

Juliana estava emocionalmente fraca. Não tinha forças


para resistir a tanta indiferença e tanto pessimis-
mo. Ela se via no centro desse caos em que professores
e alunos estavam completamente confusos, sem saberem
como se comunicar.

Foi então que ela se percebeu diante de duas escolhas:

Continuar naquela situação apenas culpando o sistema e


sem fazer nada. Ou buscar melhores alternativas.

Foi então que, pesquisando na internet, ela encontrou


um livro que, aparentemente, poderia auxiliá-la a sair
do caos no qual se encontrava.
Ao ler este livro, ela descobriu uma nova visão sobre
a forma de trabalhar com crianças e jovens. Percebeu
que, para ter sucesso na profissão, o foco do educador
deveria ser ajudar a desenvolver a criança inteira-
mente, reconhecendo que todos os aspectos de sua vida
afetam o seu ser. Diante disso, ela notou que tais
comportamentos não só podem ser justificados como devem
ser trabalhados.

Juliana recuperou o otimismo. Estava eufórica, con-


fiante de que agora as coisas dariam certo. Quase não
aguentou esperar chegar o dia seguinte para apresentar
sua descoberta para os colegas de trabalho.

Porém o que ela ouviu foi completamente diferente do


que havia imaginado. Risos, chacotas e frases como
“Por que fazer isso? Essas crianças não têm jeito. O
que você ganha com isso? Por acaso seu salário vai au-
mentar?”

Mas ela não estava disposta a se entregar sem lutar,


ela não iria se render ao sistema. Decidiu continuar
buscando outras pessoas que também sonhavam em cons-
truir uma nova história para a educação.

Foi quando ela encontrou a Ana. Que logo a apresentou


para a Sílvia, que as convidou para conhecer um grupo
de pessoas que compartilhava o mesmo ideal e discor-
ria sobre essa metodologia pouco conhecida que estava
revolucionando a forma de educar crianças e adolescen-
tes, o F.I.P.E.R..
Neste grupo ela aprendeu não apenas as ferramentas es-
senciais para o desenvolvimento das crianças, mas tam-
bém uma nova forma para envolver os demais professores
da instituição em que trabalhava.

UAU!!!! O resultado foi incrível!!!

Ela não desistiu nem dos alunos, nem dos seus cole-
gas de trabalho. E eles, que antes não acreditavam na
possibilidade de mudança, hoje conseguem ser um canal
de transformação na vida de muitas crianças e jovens,
melhorando seus comportamentos e mudando seu diálogo
interno.

Então, caro leitor, se você também anseia por mudança,


quer melhorar seu desempenho como educador, deseja se
comunicar de forma assertiva com seus alunos através
dessa mesma metodologia, te convido a desfrutar esse
livro agora.

Boa leitura.
Um indivíduo emocionalmente inteligente
é aquele que consegue identificar as suas
emoções com mais facilidade.
DANIEL GOLEMAN
Professor, você quer revolucionar o ensino em sala de
aula e participar desse movimento que está ganhando o
coração de milhares de educadores brasileiros?

Então este livro é para você!

Aqui começa o processo de conhecimento e aplicação


da Educação Socioemocional, desenvolvido através de
uma metodologia única que une mente e coração a fim
de proporcionar às crianças e adolescentes vivências
capazes de melhorar seu processo de aprendizagem e,
mais do que isso, sua vida.

Se você está conosco nesta missão, este conteúdo é


exatamente o que você precisa!
índice
1. CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO

1.1 Conceitos Fundamentais

2. A EDUCAÇÃO SOCIOEMOCIONAL

3. IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO
SOCIOEMOCIONAL

4. PRINCÍPIOS DA EDUCAÇÃO
SOCIOEMOCIONAL

5. CONCEITOS FUNDAMENTAIS PARA A


EDUCAÇÃO SOCIOEMOCIONAL

5.1 Ancoragem

5.2 Modelagem Mental

5.3 Psicologia Positiva

5.4 Aprendizagem Mecânica

5.5 Aprendizagem Significativa

5.6 Rapport

5.7 Patrocínio Positivo


6. O MÉTODO F.I.P.E.R.
6.1 Metodologia F.I.P.E.R.

6.2 Benefícios do Método F.I.P.E.R.

7. AS FERRAMENTAS F.I.P.E.R.

7.1 Ferramenta 01 - Quem Eu Sou

7.2 Ferramenta 02 - Name Tag

7.3 Ferramenta 03 - Eu Sou

7.4 Ferramenta 04 - Perfis De


Personalidade

7.5 Ferramenta 05 - Minhas Linguagens


Do Amor

7.6 Ferramenta 06 - Meus Heróis


— 01 —
CONSTRUÇÃO DO
CONHECIMENTO

A aprendizagem é um processo de mudança de com-


portamento desenvolvido a partir da experiência cons-
truída ao longo da vida de forma interna e subjetiva.
Lev Vygotsky, importante pensador da área da educa-
ção, defende que o desenvolvimento intelectual das
crianças ocorre em função de suas interações sociais e
condições de vida e enfatiza a importância do proces-
so histórico-social e da linguagem no desenvolvimento
do indivíduo.

Sua questão central é a aquisição de conhecimentos


do sujeito através de relações intra e interpessoais
e da troca com o meio a partir de um processo
denominado mediação. Para ele, não é suficiente ter o
aparato biológico da espécie para realizar uma tarefa
se o indivíduo não participa de ambientes e práticas
específicas que promovam esta aprendizagem. Ele
ainda afirma que não podemos pensar que as crianças
vão simplesmente se desenvolver com o tempo, pois
elas não têm, por si só, os instrumentos para percorrer
o caminho do desenvolvimento.

Para Vygotsky, o desenvolvimento é promovido pela


convivência social e acontece na medida em que se dá
o processo de internalização de conceitos promovidos
pela aprendizagem social, principalmente aquela plane-
jada na escola. Isso significa que a criança é reconhecida
como ser pensante e capaz de vincular suas ações à re-
presentação de mundo que constitui sua cultura. Assim,
a escola é o lugar onde este processo é vivenciado e,
mais do que isso, onde o método de ensino-aprendiza-
gem envolve diretamente a interação entre os sujeitos.

Neste cenário, percebe-se o papel fundamental da Edu-


cação Socioemocional ao proporcionar vivências únicas
para orientar, acompanhar e direcionar crianças e ado-
lescentes para a descoberta do seu potencial. Além disso,
as habilidades socioemocionais são fundamentais para
desenvolver no jovem a mentalidade para lidar com as
diferenças e adversidades, identificando e potencializan-
do capacidades e buscando valores como respeito, com-
paixão, partilha, empatia e caráter.

Para o modelo Piagetiano, o desenvolvimento humano


ocorre de acordo com o pressuposto de que existe
uma conjuntura de relações interdependentes entre o
sujeito conhecedor e o objeto a conhecer. Esses fatores
complementares envolvem mecanismos bastante
complexos e intrincados, como o processo de maturação
do organismo, a experiência com objetos, a vivência social
e, sobretudo, a equilibração do organismo ao meio.

Este conceito torna-se especialmente marcante na teoria


de Piaget pois é o fundamento que explica todo o processo
do desenvolvimento humano. Trata-se de um fenômeno
que tem, em sua essência, um caráter universal, já
que é de igual ocorrência para todos os indivíduos da
espécie humana, mas pode sofrer variações em função
de conteúdos culturais do meio em que o indivíduo está
inserido. Nessa linha de raciocínio, o trabalho de Piaget
leva em conta a atuação de 2 elementos básicos ao
desenvolvimento humano:

• Fatores invariantes

Piaget defende que, ao nascer, o indivíduo recebe como


herança uma série de estruturas biológicas - sensoriais
e neurológicas - que permanecem constantes ao longo
de sua vida. São essas estruturas biológicas que irão
predispor o surgimento de certas estruturas mentais.
Em vista disso, na linha piagetiana, considera-se que o
indivíduo carrega consigo uma marca inata, a tendência
natural à organização e à adaptação, o que significa que,
em última instância, o ‘motor’ do comportamento do
homem é inerente ao ser.

• Fatores variantes

São representados pelo conceito de esquema que cons-


titui a unidade básica de pensamento e ação estrutural
do modelo piagetiano. É um elemento que se transforma
no processo de interação com o meio visando a adap-
tação do indivíduo ao real que o circunda. Com isso, a
teoria psicogenética evidencia que a inteligência não é
herdada, mas sim que ela é construída no processo in-
terativo entre o homem e o meio físico e social em que
está inserido.

CONCEITOS FUNDAMENTAIS

ESQUEMAS

Alguns autores afirmam que são arquivos de dados na


nossa cabeça. Isso significa que são estruturas mentais
ou cognitivas pelas quais os indivíduos intelectualmen-
te organizam o meio através de um padrão de compor-
tamento ou pensamento que emerge da integração de
unidades mais simples e primitivas. Dessa forma, pode-
mos afirmar que os esquemas mudam continuamente e
tornam-se mais refinados.

Os esquemas podem ser examinados pelo compor-


tamento observável da criança. Ao nascer, o bebê tem
esquemas correspondentes às atividades motoras de
agarrar, sugar etc. Já a criança modifica e constrói novos
esquemas.

ASSIMILAÇÃO

É o processo cognitivo de colocar novos eventos em


esquemas já existentes por meio da incorporação de
elementos do meio externo a um esquema ou estrutura
do sujeito. Pela assimilação, os estímulos são “forçados”
a se ajustarem aos esquemas da pessoa.

ACOMODAÇÃO

É a modificação de um esquema ou de uma estrutura em


função das particularidades do objeto a ser assimilado.
Ela pode ocorrer de duas formas: criando um novo
esquema no qual se possa encaixar o novo estímulo ou
modificando um já existente de forma que o estímulo
possa ser incluído nele.
Este aspecto da atividade cognitiva envolve a modifica-
ção dos esquemas para corresponderem aos objetos da
realidade e força a pessoa a mudar seus esquemas ou
criar novos para acomodar os novos estímulos. A aco-
modação é determinada pela atividade do sujeito sobre
o objeto para tentar assimilá-lo. O balanço entre a assi-
milação e a acomodação é chamado de adaptação.

EQUILIBRAÇÃO

É o processo de organização de estruturas cognitivas


em um sistema coerente que visa levar o indivíduo à
construção de uma forma de adaptação à realidade. Os
mecanismos de assimilação e acomodação são modos
de funcionamento de nossa vida mental para garantir um
estado de equilíbrio ou de adaptação ao nosso meio.

Isto significa que trata-se de um processo ativo pelo


qual uma pessoa reage a distúrbios ocorridos em sua
maneira comum de pensar através de um sistema de
compreensão; o que resulta em nova compreensão
e satisfação, ou seja, em equilíbrio. Aqui é importante
compreender que toda experiência leva a um processo
de assimilação e acomodação, o que significa que o
mundo das ideias é um mundo inferencial. Para avançar
no desenvolvimento, é preciso que o ambiente promova
condições para transformações cognitivas. No entanto,
esse processo de transformação vai depender sempre
de como o indivíduo vai elaborar e assimilar as suas
interações com o meio.

A equilibração é necessária porque se uma pessoa só as-


similasse estímulos acabaria com poucos esquemas cog-
nitivos, que seriam muito amplos, e por isso incapaz de
ver diferenças nas coisas. No entanto, o contrário tam-
bém é nocivo, pois se a pessoa só acomodasse estímulos
acabaria com uma grande quantidade de esquemas cog-
nitivos, porém muito pequenos, acarretando uma taxa de
generalização tão baixa que a maioria das coisas seriam
vistas sempre como diferentes, mesmo pertencendo à
mesma classe.

Piaget separa o processo cognitivo inteligente em


duas palavras: aprendizagem e desenvolvimento.
Aprendizagem se refere à aquisição de uma resposta
particular, aprendida em função da experiência e obtida
de forma sistemática ou não. Já o desenvolvimento é, de
fato, uma aprendizagem responsável pela formação dos
conhecimentos em 4 estágios.
Sensório-motor (0 a 2 anos):

Neste estágio, a partir de reflexos neurológicos básicos,


o bebê começa a construir esquemas de ação para
assimilar mentalmente o meio. O período é marcado
pela construção prática das noções de objeto, espaço,
causalidade e tempo. Progressivamente, a criança vai
aperfeiçoando tais movimentos reflexos e adquirindo
habilidades.

• Até 01 mês

Comportamentos como respirar, chorar ou sugar o


leite materno são determinados hereditariamente e
manifestam-se sob a forma de reflexos inatos.

• De 01 a 4 meses

O toque físico permite as primeiras adaptações e o


reconhecimento do ambiente. Repetições sucessivas
testam as reações, cujos resultados são assimilados e
incorporados a novas situações.

• De 04 a 8 meses

Novos movimentos provocam ações sobre as coisas:


toques sucessivos em móbiles, pequenos barulhos e
movimentos que estimulam o interesse.
• De 8 a 12 meses

O bebê aplica formas já conhecidas por ele para resolver


situações novas.

• De 12 a 18 meses

As experiências com objetos ampliam os meios para o


entendimento de novas situações. A criança começa a
considerar, por exemplo, que os objetos saem da visão,
como uma bola atrás de uma almofada.

• Dos 18 aos 24 meses

Surgem combinações mentais e de ações, os jogos de


encaixe tornam-se instigantes. Mudança qualitativa da
organização da inteligência, passa de sensível e motora
para mental.

Pré-operatório (2 a 7 anos):

É nesta fase que surge a capacidade da criança substituir


um objeto ou acontecimento por uma representação
graças à função simbólica. Nesta época, a criança é
egocêntrica, centrada em si mesma e não consegue se
colocar no lugar do outro.

Ela possui uma percepção global, não discrimina deta-


lhes e deixa-se levar pela aparência sem relacionar fatos.
Neste período ocorrem grandes transformações na qua-
lidade do pensamento em relação ao primeiro estágio,
pois a criança começa a usar símbolos mentais, imagens
ou palavras que representam coisas e pessoas que não
estão presentes.

Operatório concreto (7 a 11, 12 anos)

Neste estágio a criança desenvolve noções de tempo,


espaço, velocidade, ordem e causalidade, sendo então
capaz de raciocinar diferentes aspectos e abstrair dados
da realidade. É nesta fase que começam as operações
chamadas de lógico-concretas, nas quais as respostas
baseiam-se na observação do mundo e no conhecimento
adquirido. Neste momento, a criança usa a lógica e o
raciocínio de modo elementar.

Operatório formal (12 anos em diante)

É neste momento que as estruturas cognitivas da crian-


ça alcançam seu nível mais elevado de desenvolvimento.
A representação agora permite à criança uma abstração
total, não se limitando mais à representação imediata e
nem às relações previamente existentes. A criança tor-
na-se capaz de pensar logicamente, formular hipóteses
e buscar soluções sem depender só da observação da
realidade. Além disso, ela consegue raciocinar sobre hi-
póteses na medida em que é capaz de formar esquemas
conceituais abstratos, executar operações mentais den-
tro de princípios da lógica formal, criticar sistemas sociais
e propor novos códigos de conduta.

Após os 12 anos

Nesta fase, o adolescente é capaz de deduzir as con-


clusões de puras hipóteses, pode considerar hipóteses
como verdadeiras ou não e examinar o que resultará se
essas hipóteses forem verdadeiras.

De acordo com a tese piagetiana, ao atingir este estágio


o jovem adquire a sua forma final de equilíbrio, ou seja,
ele consegue alcançar o padrão intelectual de sua vida
toda. Isso não quer dizer que ocorra uma estagnação das
funções cognitivas, pois seu desenvolvimento posterior
consistirá numa ampliação de conhecimentos, tanto em
extensão como em profundidade.

O processo de transformação vai depender de como o


indivíduo vai elaborar e assimilar as suas interações com
o meio. O crescimento, em qualquer estágio, depende da
atividade, afinal o desenvolvimento do poder do cérebro
não está fixado no nascimento, mas é uma função da
atividade apropriada durante cada estágio. A equação
de Piaget Inteligência = Atividade vale para as crianças
e adolescentes, visto que o processo de aprendizagem
ocorre quando a pessoa aprende, começando no
nascimento e continuando durante toda a vida.

No entanto, não aprendemos apenas na escola,


aprendemos a ter atitudes em relação a nós mesmos
e aos outros e a ser o tipo de pessoa que realmente
somos. As crianças estão sempre aprendendo algo com
suas experiências cotidianas, por isso é necessário ser
presente e buscar incluir versões sem anular as outras
possibilidades.
— 02 —
A EDUCAÇÃO
SOCIOEMOCIONAL

A Educação Socioemocional é a área que busca desen-


volver diversas competências do aluno, conduzindo-o
a se tornar autorresponsável e preparando-o para de-
senvolver relações sociais baseadas em valores como
empatia, confiança, aceitação, autoimagem, ética, ci-
dadania e honestidade. Assim, além de ser consciente,
organizado e ter mais clareza nas tomadas de decisão,
a criança e o adolescente terão capacidade para esta-
belecer objetivos e cumprir metas.
— 03 —
IMPORTÂNCIA
DA EDUCAÇÃO
SOCIOEMOCIONAL
A metodologia da Educação Socioemocional se baseia
na análise de que o melhor aprendizado acontece em
ambientes seguros e saudáveis. Ciente disso, a Base
Nacional Curricular Comum (BNCC) definiu que todas
as escolas brasileiras terão de incluir as habilidades so-
cioemocionais nos seus currículos, necessitando adap-
tar os programas escolares e treinar os professores
para ministrar essas novas competências.

Essas habilidades têm foco em competências não


cognitivas, que auxiliam o aluno a agir com autonomia
e maturidade emocional, expressar seus sentimentos
e respeitar os sentimentos e características do outro,
impactando positivamente na relação do indivíduo com
o mundo ao seu redor.
— 04 —
PRINCÍPIOS
DA EDUCAÇÃO
SOCIOEMOCIONAL
A Educação Socioemocional propõe que as crianças e
jovens aprendam, dentro do currículo escolar, sobre
conhecimentos, atitudes e habilidades necessárias
para avançar em sua jornada escolar de forma
integral. Essa metodologia tem o objetivo de atender
as necessidades emocionais dos jovens, apoiar o
alinhamento de programas e iniciativas escolares e
desenvolver o pensamento autônomo e autoconfiante,
além de formar pessoas capazes de gerir suas emoções
e resolver conflitos.

As atividades são trabalhadas com a finalidade de ins-


pirar os alunos a se tornarem cidadãos com valores
essenciais, promovendo um crescimento emocional
saudável e desenvolvendo habilidades, atitudes e com-
portamentos fundamentais para lidar com as tarefas e
desafios do dia a dia de forma dinâmica e ética.
As bases da educação socioemocional incluem autoco-
nhecimento, autogerenciamento, tomada responsável
de decisões, habilidades de relacionamento e consciên-
cia social. Para essa metodologia ser efetiva, as atividades
devem ser incluídas na escola, em casa e na sociedade,
envolvendo todos os grupos que se relacionam com a
instituição de ensino.
— 05 —
CONCEITOS
FUNDAMENTAIS
PARA A EDUCAÇÃO
SOCIOEMOCIONal

ANCORAGEM
Ancoragem é uma técnica poderosa da Programação
Neurolinguística desenvolvida para ser usada com
crianças, jovens e adolescentes.

Para entender sua importância, leia as perguntas a


seguir e reflita sobre elas:

Quantas vezes somos ancorados por pensamentos


negativos? Quantas vezes nos deparamos com
sentimentos que impactam e nos paralisam?

Alguns exemplos disso são crianças que só andam de


cabeça baixa e falam de forma negativa ou depressiva
sobre diversas situações. Esse processo acontece
diversos jovens e faz parte da forma como eles se
enxergam, se tornando um padrão mental.

O processo de ancoragem deve quebrar essa situação e


reverter a favor dessa criança.

MODELAGEM MENTAL

Essa técnica envolve perceber aquilo que realmente


representa um gigante para a criança ou adolescente.
Para isso, é necessário desmembrar o problema e ajudar
a criança a analisar cada aspecto que pode parecer
insolúvel para ela.

Os passos para esse processo são:

1. Descobrir a situação que está paralisando a


criança. Para isso, o educador deve ligar a habilidade
de acuidade sensorial e perceber a linguagem não
verbal da criança ou adolescente, ajudando-o a
entender a gravidade e a intensidade do problema.

2. Verificar o que é realmente essencial e o que é


construído no discurso que o jovem está narrando.
Após ouvi-lo, deve-se realizar perguntas retóricas que
darão o senso de realidade e farão o jovem refletir.
3. O último passo é a aplicação do processo de
ancoragem, que fará a criança ou adolescente ir de
vítima a herói. Nesta fase, o educador refaz o que o
jovem falou e demonstrou ser sua força, colocando
luz no que ele tem de interessante, pegando o
positivo e fazendo ele se tornar maior do que a visão
crítica e vitimizada.

PSICOLOGIA POSITIVA

Psicologia positiva é uma área que vai de encontro aos


potenciais, motivações e capacidades humanas.

Para entender sua importância, algumas questões devem


ser analisadas:

Quais as suas motivações? Quais as suas capacidades?


No que você é realmente bom? E, ainda mais importante,
em qual matriz de vida você encontra a explicação para
a sua existência?

Para iniciar essa análise, chamamos o processo de nossa


existência de Oferta de Vida. Afinal, não pagamos nada
por ela, mas de que forma temos respondido a ela? Com
graça, leveza, Inteligência, poder e inspiração?
Para ter força de vida é preciso estar completamente
conectado a essa poderosa estrutura que nos foi dada.
Só temos força de vida se estivermos 100% conectados
com aquilo que faz sentido para nós, aquilo que faz nosso
coração queimar.

Dessa forma, a força de vida só faz sentido se estivermos


conectados com aquilo em que somos realmente bons,
que nos motivam, que dão capacidade e nos fazem ser
acima da média.

O resultado dessa conexão é a construção de um legado


poderoso, com passos que só algumas pessoas dão para
transcender.

APRENDIZAGEM MECÂNICA

É a estrutura de ensino em que se valoriza o coeficiente


intelectual. Nela, as crianças e jovens aprendem apenas
sobre matérias, mas não possuem base na educação
completa.

Isso significa que, ao focar apenas na educação mecânica,


estamos oferecendo um processo educacional, voltado
apenas para a informação.
APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA

A Aprendizagem Significativa fala sobre o EU e cumpre


o papel de formar o coeficiente emocional. Nela, são
desenvolvidas as seguintes habilidades:

Sentir Perceber Compreender Definir


Argumentar Discutir Transformar

RAPPORT

Rapport é uma técnica utilizada para estabelecer uma


ligação de empatia entre duas ou mais pessoas. Ela pode
ser feita através da recepção de ideias ou da disposição
de diálogo, criando afinidade entre o falante e o ouvinte
e possibilitando um ambiente de confidencialidade.

O Rapport é composto de três ações comportamentais:


atenção mútua, coordenação e positividade mútua. Isso
significa que os indivíduos têm a oportunidade de ouvir,
compreender e respeitar a opinião dos outros.
TÉCNICAS DE RAPPORT

Conheça as técnicas de Rapport mais utilizadas atual-


mente:

1. Espelhamento: um indivíduo começa a imitar


alguns elementos da linguagem corporal da outra
pessoa, como:

Postura Expressões faciais


Respiração Gestos

Essa técnica permite que as pessoas se tornem


perfeitamente sincronizadas, estabelecendo o Rapport.
No entanto, a imitação deve pegar um elemento de cada
vez para que a pessoa não perceba e ache que está sendo
debochada.

2. Reciprocidade: consiste em dar presentes ou


realizar favores sem demonstrar interesse em
receber algo em troca.

Usar elogios e outras palavras agradáveis também podem


ser pontos de apoio reais dessa técnica.
3. Interesses em comum: trabalha na identificação
de gostos parecidos, criando uma conexão entre as
pessoas.

Aqui também podem ser identificadas coisas que


os desagradam, tornando a afinidade e o vínculo de
camaradagem e confiança mais forte.

PATROCÍNIO POSITIVO

O Patrocínio Positivo consiste em afirmações poderosas


e positivas que o educador socioemocional utiliza com os
jovens para criar um ambiente seguro, levando o aluno
a um estado mental positivo, de receptividade, apoio e
autoconfiança.

O objetivo é que a criança ou adolescente seja celebrada


por algo positivo que conquistou ou realizou, por alguma
coisa que aprendeu ou por uma mudança em seu
comportamento.

IMPORTÂNCIA DO PATROCÍNIO POSITIVO

• Identifica especificamente a contribuição, aprendi-


zagem e comportamento.
• Identifica os atributos pessoais que foram usados
para alcançar os resultados.

• Faz com que as pessoas se sintam confortáveis ao


serem reconhecidas.

• Enaltece o que as pessoas estão fazendo correta-


mente.

• Move o foco do resultado para a maneira como os


resultados foram alcançados.

• Cria um ambiente de valorização do que é positivo.

• Explica o impacto positivo que as ações causaram


no todo.
— 06 —
O MÉTODO
F.I.P.E.R.

O F.I.P.E.R. é uma metodologia desenvolvida pela


CEOKids Brazil para ajudar pais, profissionais da
educação infantil, coaches, psicólogos, pediatras e
demais profissionais ligados ao desenvolvimento infantil
a melhorar o ensino e a aprendizagem dos jovens por
meio do Coaching Infantil, da Psicologia Positiva, da
Programação Neurolinguística (PNL) e da Inteligência
Emocional.

O programa foi baseado nos recentes estudos da


neurociência que norteiam e consolidam os processos
de aprendizado cognitivo e comportamental e tem o
objetivo de promover o bem-estar emocional e social
das crianças a partir do desenvolvimento de estratégias
socioemocionais.

O método ajuda a melhorar as habilidades emocionais


e sociais das crianças e jovens através de técnicas
modernas e eficazes, dando aos educadores a possibili-
dade de tornar o ambiente familiar e escolar mais sau-
dável e produtivo.

METODOLOGIA F.I.P.E.R.

A metodologia F.I.P.E.R. utiliza ferramentas práticas para


desenvolver as habilidades socioemocionais através de
técnicas de coaching infantil, PNL na aprendizagem e
psicologia positiva para crianças. O processo apresenta,
através de linguagem adequada à idade, variados estilos
de comunicação e interação, propondo reflexões e
discussões em grupo sobre o assunto abordado pela
estória contada.

A partir disso, o educador identifica a personalidade de


cada criança ou jovem e começa a aplicar o processo
para potencializar suas qualidades e desenvolver novas
habilidades.

Para isso, busca-se criar um ambiente onde as crianças


têm liberdade para se expressar e contar suas experiên-
cias.
BENEFÍCIOS DO MÉTODO
F.I.P.E.R.

1. Confiança

Faz com que a criança ou adolescente abra seu coração


e expresse seus sentimentos nas diversas áreas da sua
vida.

2. Escuta na essência

Trabalha a necessidade que temos de nos sentirmos


ouvidos, fazendo o aluno compreender que o que ele
pensa é importante e deve ser dito de forma assertiva em
um ambiente de confiança, em que ele se sinta seguro
para expressar seus sentimentos.

3. Confidencialidade

Todas as informações compartilhadas na sessão são


privadas, a menos que o aluno permita que o educador
converse sobre elas com os responsáveis a fim de
solucionar problemas.

Isso permite o desenvolvimento da individualidade e o


reconhecimento de sua originalidade, particularidade e
peculiaridade. Identificar e respeitar a individualidade
das crianças e jovens faz com que elas acreditem nas
suas potencialidades e confiem na sua capacidade para
desenvolver as habilidades necessárias para os desafios
da sociedade.

4. Protagonismo

O aluno aprende a sair da posição de coadjuvante e


passa para a posição de protagonista da sua história,
participando de forma ativa e sendo valorizado e
incentivado a expressar pensamentos, sentimentos e
necessidades.

Dessa forma, as crianças e jovens tornam-se agentes de


seu próprio desenvolvimento, capazes de participar de
decisões, expressar opiniões e necessidades e influenciar
as pessoas ao seu redor.
— 07 —
AS FERRAMENTAS
F.I.P.E.R.

ERRAMENTA 01 - QUEM EU SOU

A ferramenta QUEM EU SOU é utilizada para ajudar


as crianças e adolescentes a compreenderem suas
emoçõe e valorizarem suas atitudes, auxiliando cada
jovem a cultivar o autoconhecimento para que cresçam
saudáveis e felizes.

A metáfora e as atividades devem ser aplicadas com


o objetivo de fazer a criança ou adolescente perceber
quem é, além de estimulá-las a expressarem, de manei-
ra positiva, quem são. Para isso, é importante utilizar
uma linguagem acolhedora e estimular positivamente
cada afirmação.
PROPÓSITO DA FERRAMENTA

Neste módulo você vai entender a ferramenta QUEM EU


SOU e conhecer os passos para aplicar a ferramenta e
conhecer a história de vida de cada criança ou adolescente.

MATERIAIS DA SESSÃO

Lápis de cor Giz de cera Lápis


Borracha Apontador
Brindes (bombons, doces, balões etc)

ACOLHIDA

Antes de iniciar a sessão o educador deve colocar as


cadeiras em U para os alunos se sentarem. Além disso,
recomenda-se preparar um ambiente tranquilo e receber
os alunos de forma calorosa, adaptando a comunicação,
o tom e a velocidade da voz aos participantes.

Após esse momento, o educador pode olhar dos olhos


de cada participante, dizer “Você é muito importante e
faz a diferença” e, em seguida, dar um forte abraço em
cada criança. O objetivo é fazer cada criança se conhecer,
explicando que saber quem somos é muito importante.
PRÁTICA

O objetivo da dinâmica é conhecer mais de cada criança


ou adolescente através de perguntas com significado.

Peça para cada participante responder às perguntas


poderosas em uma folha de papel.

Após um tempo, peça para que cada criança fale um


pouco sobre si mesmo e se apresente, baseando-se nas
perguntas do questionário.

Encerre a sessão pedindo para que cada criança ou


adolescente olhe os colegas nos olhos e diga “Você é
muito importante e estou muito feliz por conhecer você.”

Recolha os questionários e leia-os atentamente para


conhecer melhor cada aluno.

Abordagem Por Faixa Etária

A sessão pode ser realizada em qualquer faixa etária,


sendo necessário apenas adequar a abordagem.

• Kids (6 a 10 anos)

Abordagem com desenhos da vida, família, amigos, etc.


Nesta fase deve-se explicar conceitos usando metáforas
e histórias.

• Teens (11 a 14 anos)

Abordagem deve ser feita com desenhos e questionários


para que a criança escolha qual método melhor a
representa.

• Young (15 a 17 anos)

Questionário com as perguntas QUEM EU SOU


PERGUNTAS PODEROSAS PARA REFLEXÃO

Quem Sou Eu?

Meu nome é:_______________________________________________

Minha idade:_______________________________________________

Nasci em:__________________________________________________

Minha mãe se chama: ____________________________________

Meu pai é:_________________________________________________

Cor da pele:________________________________________________

Cor do cabelo:______________________________________________

Meu peso: _________________________________________________

Foto ou desenho da minha família:_______________________

Brincadeiras favoritas: ____________________________________

Lugares que gosto de ir: __________________________________

Coisas que gosto de fazer: ________________________________

Meu talentos: _____________________________________________

Minhas conquistas: _______________________________________

Quando estou feliz: _______________________________________

Quando estou triste: ______________________________________


Perguntas Para Adolescentes:

• Como foi a sua infância?

• Que tipo de aluno você é na escola?

• Como é a sua relação com seus pais?

• Qual foi o dia dos pais mais significativo até aqui na


sua vida? Em que ano foi? O que você lembra que acon-
teceu nesse dia?

• Qual foi o dia dos mães mais significativo até aqui


na sua vida? Em que ano foi? O que você lembra que
aconteceu nesse dia?

• Você tem irmãos? Como é a sua relação com eles e o


que você acha interessante melhorar?

• Quais são os três acontecimentos mais marcantes da


sua vida até hoje?

• Qual foi o filme da sua vida? Como ele marcou sua vida
e quais foram as grandes lições que você aprendeu?

• Quais músicas marcaram sua vida? Que lembranças e


fatos você revive ao ouvi-las?

• Qual foi a coisa mais ousada que você já fez? Como


foi?

• Quais amigos você lembra de sua infância e adoles-


cência até aqui?

• Quem é a pessoa que mais te marcou negativamente?


• Qual foi a sua maior insatisfação?

• Quem foi a pessoa que mais te influenciou


positivamente ao longo da sua vida? Qual foi a maior
lição ou aprendizado?

• O que estas lições e experiências falam sobre você?


Quem é você quando sabe de tudo isso?

LOVEWORK

Olhar nos olhos de duas pessoas que gosta muito e dizer


ou entregar um bilhete com a mensagem “Você é uma
pessoa muito importante e faz a diferença na minha vida.”

MATERIAL DE APOIO

O ser humano é repleto de dúvidas. Uma delas, entretanto,


costuma tirar o sono de muita gente: quem sou eu?

Ao longo da história da humanidade, a busca pela identi-


dade tem sido uma constante para pensadores, que ten-
taram responder esta complexa questão de diferentes
formas. Seja na inscrição do Templo de Apolo, que diz
“Conhece-te a ti mesmo”, seja na música Who Are You,
da banda The Who, todos nós já tentamos responder a
esta questão em algum momento.
É claro que uma pergunta tão complexa quanto esta apre-
senta diferentes respostas, hipóteses e praticamente ne-
nhum consenso. Mas se são tantas pessoas capacitadas
– filósofos, pesquisadores, pensadores, poetas – fazendo
a mesma pergunta, então por que é tão difícil encontrar
a resposta certa?

A primeira dificuldade está no fato de a nossa identidade


estar sempre mudando. O ser humano está em constante
transformação. Ninguém hoje é exatamente a mesma
pessoa que era há 5 ou 10 anos. Nem será daqui a 20,
30 ou 50 anos.

Para complicar, quando a gente se pergunta “quem sou


eu”, o “sou” indica o presente, e o presente pode ser a
qualquer momento, dia da semana, hora, minuto ou
segundo.

E se isso parece complicado, é óbvio que fica ainda pior


quando o “eu” entra em cena. Será que ele se refere ao
eu físico ou ao eu emocional, com nossos pensamentos
e sentimentos, ou ainda nossas ações?

A impressão que se tem é que estamos navegando por


águas perigosas, talvez por isso que o historiador grego
Plutarco tenha usado a história de um navio para falar
sobre o assunto.
Diz a lenda que Teseu, o rei que fundou Atenas, matou
sozinho o minotauro de Creta e depois voltou para casa.
Durante mil anos, os atenienses mantiveram no porto
da cidade o navio de Teseu, reencenando atualmente
a aventura do herói. Sempre que uma parte do navio
ficava gasta ou era danificada, era substituída por uma
peça idêntica, do mesmo material. Em um determinado
momento, entretanto, o navio deixou de ter peças
originais.

Plutarco notou que o navio e suas peças substituídas


consistiam em um exemplo do paradoxo filosófico que
gira em torno da persistência da identidade. Como pode-
se substituir todas as partes de uma coisa e ela se manter
a mesma?

Imagine que há 2 navios: o navio que Teseu atracou


em Atenas seria o primeiro e aquele que os atenienses
navegaram mil anos depois seria o segundo. Será que
estes dois navios são o mesmo?

Talvez você diga que durante mil anos só houve um


navio pertencente a Teseu, porque as mudanças feitas
ocorreram gradualmente, e em momento algum ele
deixou de ser considerado o navio original – ainda que
não tenha sobrado nenhuma peça original. Por outro
lado, os dois navios são numericamente iguais e guardam
o mesmo significado, sendo qualitativamente a mesma
coisa.

A questão seguinte, então, é que Teseu nunca colocou


os pés no segundo navio e que sua presença nele seria
essencial para que a propriedade do navio fosse atribuída
a ele. Daí que se eles são numericamente idênticos, eles
não são qualitativamente idênticos.

Agora, imagine o seguinte: e se à medida que cada peça


original ia sendo retirada do navio, alguém as recolhesse
e fosse montando o navio original inteiro? Quando ficasse
pronto, seria inegável que haveria, realmente, dois navios
físicos e ambos poderiam reclamar o título de navio de
Teseu, mas apenas um deles seria o verdadeiro.

A primeira pergunta é qual deles é o verdadeiro. E a


segunda é o que isso tem a ver com você.

Assim como Teseu, todos nós somos uma coleção de


peças em constante mudança. Nosso corpo, mente,
sentimentos, ações e circunstâncias, tudo muda o tempo
inteiro, mas, por alguma razão, a gente continua sendo
as mesmas pessoas.

É por isso que responder a uma pergunta como “quem


sou eu” é tão complicado e, para tentar respondê-la, seria
necessário mergulhar no oceano profundo do paradoxo
filosófico. Ou, quem sabe, continuar vivendo e deixando
a vida te levar.

FERRAMENTA 02 - NAME TAG

A ferramenta NAME TAG tem o objetivo de fazer com que


a criança ou adolescente perceba todas as qualidades
que seus colegas veem nela, além de estimular as crian-
ças a se expressarem positivamente em relação aos seus
colegas.

A aplicação da ferramenta deve levar os participantes a


criar um name tag que possa identificar a identidade de
cada criança e trabalhar as características pessoais de
cada um.

PROPÓSITO DA FERRAMENTA

Neste módulo você vai entender como aplicar a ferra-


menta NAME TAG para incentivar a criança a se conhe-
cer e expressar positivamente em relação aos colegas.
MATERIAIS DA SESSÃO

Crachá ou adesivo para colar no peito


(tamanho 12mmx26mm)
Fichas Controle de frequência
Canetinhas nas cores azul e vermelho

ACOLHIDA

Antes de iniciar a sessão, o educador deve deixar a sala


em formato de U para os alunos se sentarem. Após esse
momento, o educador deve fazer a acolhida e iniciar
explicando que vão aprender a reconhecer o melhor de
cada pessoa, seja ela colega, amigo ou familiar.

Em seguida, deve-se iniciar as atividades com as pergun-


tas “Quem aqui gosta de ser elogiado?” Quem aqui não
gosta de ter apelidos desagradáveis?”

METÁFORA

Abordagem Por Faixa Etária

A sessão pode ser realizada em qualquer faixa etária, ade-


quando a abordagem às necessidades e características
de cada fase. Para as crianças menores pode-se traba-
lhar características de personagens de desenhos ou fil-
mes através de associações. Já para os maiores, pode-se
evidenciar ícones da música ou personagens de filmes e
seriados.

Confira as recomendações para essa sessão de acordo


com a faixa etária:

• Kids (6 a 10 anos)

Contar a metáfora de forma bem teatral e lúdica, dando


ênfase nas palavras em negrito no texto (abaixo).

• Teens (11 a 14 anos)

Contar a metáfora de forma bem teatral e lúdica, porém


com menos intensidade que na fase Kids, colocando
emoção, principalmente, nas palavras em negrito no
texto.

• Young (15 a 17 anos)

Contar a metáfora de forma mais reflexiva para que os


adolescentes possam identificar o impacto de se senti-
rem rejeitados e o peso de rejeitarem outra pessoa.
História

Era uma vez uma patinha que teve quatro patinhos muito
lindos, porém quando nasceu o último a patinha exclamou
espantada:

- Meu Deus, que patinho feio!

Quando a mãe pata nadava com os filhos, todos os animais


da fazenda olhavam para eles:

- Que pato grande e feio!

Os irmãos tinham vergonha dele e gritavam-lhe:

- Vai-te embora porque é por tua causa que todo mundo


fica olhando para nós!

O Patinho Feio afastou-se tanto que acabou chegando


à outra margem. De repente, ouviram-se uns tiros e um
bando de gansos começou a voar. O cão dos caçadores
começou a persegui-lo furioso.

Ele conseguiu escapar do cão, mas não tinha para onde


ir. Finalmente o Inverno chegou. Os animais do bosque
olhavam para ele cheios de pena.

- Para onde irá o Patinho Feio com este frio?

Não parava de nevar e então ele escondeu-se debaixo de


uns troncos e foi ali que uma velhinha com um cãozinho
o encontrou.
- Pobrezinho! Tão feio e tão magrinho!

E levou-o para casa. Nesse local, trataram muito bem


dele. Até que chegou novamente a Primavera. Mas a velha
cansou-se dele, afinal não servia para nada: não punha
ovos e, além disso, comia muito porque estava ficando
muito grande.

O Patinho Feio acabou tendo que ir embora.

O Patinho foi nadando e chegou a um lago em que


passeavam dois belos cisnes que ficaram olhando para
ele. O Patinho Feio pensou que eles o iriam enxotar e,
muito assustado, ia esconder a cabeça entre as asas
quando, ao ver-se refletido na água, viu, nada mais nada
menos, do que um belo cisne que era ele próprio.

Quando os cisnes começaram a voar, o Patinho Feio


seguiu voando junto deles, afinal ele tinha descoberto
quem ele era: um belo cisne. Quando passou por cima
da sua antiga fazendo, os patinhos, seus irmãos, olharam
para eles e exclamaram:

- Que cisnes lindos!

Adaptação do conto de Hans Christian Andersen


PRÁTICA

O objetivo da atividade é ajudar a criança ou adolescente


a reconhecer o melhor de cada pessoa.

Confira o passo a passo para a prática da ferramenta:

1. Peça para que o primeiro participante sente-se


na cadeira.

2. Comece falando o que você vê naquele jovem (ex.


Brincalhona, amigável, engraçada, carinhosa etc).

3. Peça para a turma dar qualidades inerentes àquela


criança e, se uma criança falar algo não apropriado
para outro, motive-o a dar características positivas.

4. Encoraje as crianças a dar name tags de acordo


com tudo o que foi falado sobre cada um.

5. Esses name tags vão ser escritos nos crachás ou


adesivos e vão ser colados na roupa do jovem.

6. Use nomes poderosos e identificadores de cada


criança ou adolescente a partir das qualidades fala-
das pelo grupo (ex. Hulk, super poderosa etc.)

Abordagem Por Faixa Etária

No momento da prática também é necessário adequar a


abordagem de acordo com cada fase.
• Kids (6 a 10 anos)

Podem ser usados adesivos coloridos e imagens de heróis


ou personagens do mundo infantil para fazer os name
tags.

A sessão pode ser finalizada com uma brincadeira na qual


cada um representa o personagem com o qual mais se
identificou, inclusive o educador.

• Teens (11 a 14 anos)

Podem ser usados adesivos coloridos e imagens de


heróis ou personagens do mundo infantil para fazer os
name tags. Além disso, o colega pode dizer porque está
atribuindo o name tag a esse colega.

A sessão pode ser finalizada com uma brincadeira na qual


cada um representa o personagem com o qual mais se
identificou, inclusive o educador.

• Young (15 a 17 anos)

Os adesivos já devem ser menos infantis, porém bastan-


te coloridos. Por exemplo, pode-se usar post its de cores
variadas, de forma que elas possam ampliar os significa-
dos dos nomes escolhidos.
Para essa faixa etária é possível pedir que os participantes
usem discursos mais elaborados ao falar o que veem de
positivo em seus colegas. Por exemplo, podem falar sobre
o que sentem por ele ou ela, como acreditam que sejam
as suas emoções, como acham que podem melhorar etc.

PERGUNTAS PODEROSAS PARA REFLEXÃO DA


METÁFORA

•Alguém aqui já se sentiu diferente dos colegas e por


isso se sentia mal?

•Quando foi que você já se sentiu inferior aos outros?

•Alguma vez você já tratou alguém como se fosse um


patinho feio? Como você acredita que a pessoa se
sentiu?

•Como seria sua vida se todo mundo lhe tratasse como


um patinho feio?

•Como seria sua vida se todo mundo lhe tratasse como


o belo cisne que você realmente é?

Abordagem Por Faixa Etária

• Kids (6 a 10 anos)

Usar linguagem e entonação adequadas à faixa etária


(mais infantil) e cultural local. Se necessário, altere algumas
palavras das perguntas.

• Teens (11 a 14 anos)

Usar linguagem e entonação adequadas à faixa etária


(meio termo entre infantil e adolescente) e cultura local.
Se necessário, altere algumas palavras das perguntas. De
acordo com a maturidade da turma pode-se exigir um
pouco mais de sabedoria e reflexão nas respostas.

• Young (15 a 17 anos)

Usar linguagem mais voltada ao cômico ou ao reflexivo, de


acordo com o clima e a sintonia da turma com o educador.

LOVEWORK

O que mais gostou? O que mais te chamou atenção? O


que aprendeu hoje?

Por que valeu a pena descobrir suas qualidades?

Incentivar os participantes a reconhecerem os pontos


positivos dos pais e irmãos e fazer diariamente 3 elogios
em casa e na escola.
MATERIAL DE APOIO

O elogio é uma ferramenta fundamental para um


desenvolvimento emocional e saudável da criança e é de
extrema importância, em qualquer idade.

Faz com que as crianças desenvolvam a sua autoestima,


de uma forma positiva, e se sintam reconhecidas pelas
pessoas que mais amam: os seus pais, familiares e
professores.

A Dificuldade Dos Pais

Uma das maiores dificuldades dos pais é saber observar


as forças e virtudes dos filhos. Já reparou como os pais
lidam com as coisas boas que “acontecem” aos filhos?

• Situação – Tirou boa nota.

• Resposta dos pais: “Não fez mais do que a sua


obrigação!”.

Já reparou que os “erros e falhas” são os mais notados e


recebem mais a atenção dos pais?

• “Você tem que melhorar sua nota de português.”.

Neste sentido, aquilo que tendemos mais a elogiar são os


resultados (“Que bom que você tirou uma nota 7”) ou as
competências gerais (“Você é muito bom em história.”).
Isto está errado! Devemos sim valorizar o esforço:

• “Estou orgulhosa porque se esforçou muito. Você se


dedicou e deu o seu melhor.”.

Vários estudos explicam que precisamos elogiar e refor-


çar o esforço, que é aquilo sobre o que temos controle,
pois nem sempre temos poder sobre o resultado.

Aprove Ou Reprove As Atitudes, Não A Criança

Os elogios devem estar relacionados às atitudes e


comportamentos da criança e não com suas características.

Quando se diz a uma criança que ela é esperta ou


talentosa, é como se tivessem colocado uma etiqueta
(name tag) nela, que depois elas não querem perder. É
uma forma de lhes dizer que essas características são
fixas e que elas são impotentes perante o fracasso.

• Se acertou é porque é inteligente. Então, se errou é


porque não é inteligente.”.

Em breve, quando essas crianças se tornarem adultos,


não terão desenvolvido resistência à frustração e a
fragilidade emocional estará presente.

• Elogiar superficialidades é uma tendência atual:


“Nossa, você é linda! / Nossa, você é inteligente demais.”

Por mais que os pais amem seus filhos, é importante


evitar ficar dizendo “Como você é inteligente!”, “Você é o
máximo” ou “Você é linda”.

O ideal é demonstrar aprovação ou desaprovação em


relação às atitudes, não à pessoa. Se a criança se achar o
máximo, pode se sentir insegura para arriscar, pois pode
perder esse status.

Elogios Que Se Referem Às Suas Atitudes E


Comportamentos

O esforço pode ser elogiado mesmo que o objetivo não


seja conquistado integralmente. Se a criança competiu
e não ganhou a prova, mas realmente se empenhou, é
válido o reconhecimento. Desse modo, a atitude deve
ser reforçada.

• Descreva o que a criança está fazendo: não diga


apenas “Que bonito”, mas “Notei que você está se
esforçando para melhorar os teus desenhos.”

• Seja específico: diga “Eu gostei quando você guardou


os seus sapatos e os brinquedos no lugar.”, “É fantás-
tico ajudar o seu irmão.”.
• Ensine a criança a perceber sentimentos bons de
suas próprias atitudes: “Você falou muito bem hoje,
deve ter orgulho disso”.

Este tipo de elogio, além de reforçar o comportamento


adequado da criança, mostra o que os pais e professores
esperam dela.

Quando a criança entende o que é esperado


dela, a probabilidade de executar determinados
comportamentos aumenta, o que permite que elas
desenvolvam as ferramentas para atingirem uma boa
autoestima e confiança nos seus atos.

FERRAMENTA 03 - EU SOU

A ferramenta EU SOU é utilizada para desenvolver


o autoconhecimento e trabalhar com as diversas
características de personalidade. O objetivo é levar a
criança a pensar sobre quais qualidades a definem e
reconhecer as características das pessoas ao seu redor.

A criança ou adolescente deve entender que se conhecer


é um grande desafio, pois exige muita sinceridade
e honestidade consigo mesma. No entanto, essa
compreensão é necessária para o jovem entender e
respeitar que cada um tem suas características e um
caminho a seguir.

Para isso, é trabalhada uma metáfora que traz quatro


animais (tubarão, lobo, águia e gato) com qualidades
muito diferentes. A reflexão deve ser exposta de forma a
fazer o jovem pensar se existe um perfil melhor ou mais
assertivo.

Ao aplicar essa ferramenta é importante perguntar ao


aluno com qual dos animais ele se identificou ou qual
tem mais a ver com suas características. Aqui o objetivo é
levar a criança ou adolescente a concluir que, na verdade,
todos são importantes e cada um tem uma maneira de
se expressar.

PROPÓSITO DA FERRAMENTA

Neste módulo você vai entender a ferramenta EU SOU


e conhecer os passos para a sua aplicação através da
criação de um ambiente seguro e amoroso que permite
o desenvolvimento do processo de aprendizagem para
auxiliar na comunicação interpessoal e no relacionamento
com um grupo.
MATERIAIS DA SESSÃO

Cartas EU SOU
Lápis Lápis de Cor Revista para recorte Post it
Controle de frequência dos alunos

ACOLHIDA

Antes de iniciar a sessão o educador deve colocar as


cadeiras em U para os alunos se sentarem. Além disso, é
interessante preparar um ambiente tranquilo e receber
os alunos de forma calorosa.

Após esse momento, o educador pode iniciar as atividades


perguntando para os alunos quais qualidades os definem
e se ainda seriam eles mesmos sem essas características.
O objetivo é fazer as crianças e adolescentes entenderem
que as nossas melhores características nos faz sermos
exatamente quem somos.

METÁFORA

Abordagem Por Faixa Etária

A sessão pode ser realizada em qualquer faixa etária,


sendo necessário apenas adequar a abordagem. Para
as crianças menores pode-se colocar características
de personagens de desenhos ou filmes, utilizando
associações para fazer mais sentido. Já para os maiores,
pode-se evidenciar ícones da música ou personagens de
filmes e seriados.

Outra característica importante é a questão do tempo,


pois crianças não conseguem manter o foco e atenção
por muito tempo. Para lidar com isso, a dica é buscar
formas de abordagens lúdicas conforme a faixa etária.

As sessões são divididas em abordagem por faixa etária:

• Kids (6 a 10 anos)

Contar a metáfora de forma bem teatral e lúdica, dando


ênfase no texto marcado em negrito (abaixo).

Caso necessário, podem ser feitas pequenas pausas após


a fala de cada animal para explicar mais detalhadamente
a característica de cada um deles.

• Teens (11 a 14 anos)

Contar a metáfora de forma teatral e lúdica, porém com


menos intensidade que na fase Kids.
Para esta faixa etária pode-se usar como recurso a
explicação do dicionário acerca de cada característica e
qualidade apresentada pelos animais.

• Young (15 a 17 anos)

Contar a metáfora de forma mais reflexiva, podendo


convidar quatro alunos a assumirem a leitura de cada
um dos personagens.

História

Certa vez, reuniram-se todos os animais da natureza. Eles


queriam conhecer mais uns aos outros. Todos tinham que
falar de si mesmos, de como eram, de como percebiam
o mundo e de como entendiam todas as coisas.

O primeiro e mais imponente tomou logo a palavra. Era


o Tubarão:

Vou logo dizendo. EU SOU o Tubarão. Gosto que as coisas


sejam rápidas, sem enrolação. Gosto de desafios e gosto
mais ainda de vencer cada obstáculo. Não gosto das
coisas demoradas. Quando começo a fazer algo, quero
ver logo o resultado disso. Se existirem dois caminhos a
serem escolhidos, vou pelo mais rápido. Gosto das pessoas
e do que elas podem fazer para mim. Eu sei o que quero
e faço tudo o que puder para chegar onde quero o mais
rápido possível.

O tubarão terminou de falar e a palavra ficou aberta


ao próximo que quisesse se apresentar. Então, todo
desinibido, o segundo animal tomou a palavra:

Olá, pessoal. Tudo bem com vocês? É tão bom ver todo
mundo assim reunido. EU SOU o Gato. Eu gosto muito
de estar junto com os outros. Gosto de ver todo mundo
reunido, alegre, sem preocupação com nada. Gosto
muito quando me dão atenção, pois me sinto importante.
Gosto de ser expansivo e sempre expressar o que sinto.
Gosto também de conversar e me comunicar com todos.
E, sabe, não gosto de brigas. Não gosto de ver alguém
falando mal dos outros. Para mim, só tem sentido fazer
alguma coisa se for algo novo, diferente e se tiver muita
gente junto comigo. E se eu tiver que decidir diante de
dois caminhos, eu escolho o mais divertido. Gostei muito
de falar de mim! Obrigado.

Em seguida, a palavra ficou aberta novamente. Todos que


quisessem poderiam falar. E todos queriam escutar um
pouco mais sobre os outros. Do alto surgiu uma ave com
suas belas asas abertas e todos olharam com atenção
enquanto ela começava a falar:
EU SOU a Águia. Consigo ver muitas coisas, mesmo
que estejam distantes. Sou uma visionária. De tudo que
acontece, vejo tudo. Consigo ver o que acontece e as
consequências que virão. Tenho grande intuição e gosto
de ver o futuro. Gosto de criatividade e gosto que me deem
liberdade para criar um mundo novo. Gosto de contar
minhas ideias e sonhar com elas. Não gosto de limites
demais, regras demais. Se tiver dois caminhos, escolho o
que me der mais liberdade para criar, idealizar e sonhar.

Todos olharam impressionados e ficaram se perguntan-


do como a águia conseguia ver tantas coisas. E após um
momento de silêncio chegou outro animal muito inte-
ressante:

Acho que agora é o momento certo para eu falar. Bem,


EU SOU o Lobo. Vejo todas as coisas com cuidado e
analiso todos os detalhes para saber se está tudo certo.
Eu gosto de organização. Gosto de tudo no lugar certo, na
hora certa, das pessoas certas. Gosto daqueles que são
leais comigo, daqueles que me dão segurança. Eu não
gosto de imprevisto. Prefiro tudo muito bem organizado
e planejado. Eu acredito que o conhecimento é muito
importante, por isso temos que conhecer cada vez mais. Se
tiver que escolher entre dois caminhos, procuro conhecer
tudo que for possível sobre cada um, penso muito bem
sobre eles e então escolho o mais seguro.
Daí a pouco, todos os outros animais começaram a discutir
se pareciam mais com o tubarão, o gato, a águia ou o
lobo.

E você, com qual animal mais se identificou?

MATERIAL DE APOIO

Águia

Lema: fazer diferente.

Comportamento: criativo, intuitivo, foco no futuro,


distraído, curioso, informal/casual, flexível.

Pontos fortes: Provocar mudanças radicais, antecipar o


futuro, criatividade.

Pontos de melhoria: Falta de atenção para o aqui e agora,


impaciência e rebeldia, defende o novo pelo novo.

Motivações: Liberdade de expressão, ausência de con-


troles rígidos, ambiente de trabalho descentralizado, li-
berdade para fazer exceções, oportunidade para dele-
gar tarefas e detalhes.
Gato

Lema: fazer junto.

Comportamento: Sensível, relacionamentos, time,


tradicionalista, contribuição, busca harmonia, delega
autoridade.

Pontos fortes: Manter comunicação harmoniosa,


desenvolver e manter a cultura empresarial, comunicação
aberta.

Pontos de melhoria: Esconder conflitos, felicidade acima


dos resultados, manipulação através dos sentimentos.

Motivações: Segurança e aceitação social, construir


o consenso, reconhecimento da equipe, supervisão,
compreensiva, ambiente harmônico, trabalho em grupo.

Lobo

Lema: Fazer certo.

Comportamento: Detalhista, organizado, estrategista,


busca do conhecimento, pontual, conservador, previsível.

Pontos fortes: Consciência de passado, presente e futuro,


conformidade e qualidade, lealdade e segurança, regras
e responsabilidade.
Pontos de melhoria: Dificuldade de se adaptar às mu-
danças pode impedir o progresso, detalhista e demasia-
damente sistematizado.

Motivações: Certeza, compreensão exata de quais são as


regras, conhecimento específico do trabalho, ausência
de risco e erros, ver o produto acabado - começo, meio
e fim.

Tubarão

Lema: Fazer rápido.

Comportamento: Senso de urgência, ação, iniciativa,


impulsivo, prático, vencer desafios, aqui e agora, auto-
suficiente, não gosta de delegar poder.

Pontos fortes: Fazer acontecer, parar com a burocracia.

Pontos de melhoria: Relacionamento complicado, faz do


modo mais fácil.

Motivações: Liberdade para agir individualmente, contro-


le das próprias atividades, resolver os problemas do seu
jeito, competição individual, variedade de atividades, não
ter que repetir tarefas.
CARACTERÍSTICAS

Tubarão Gato

Encorajador Líder Brincalhão Amigável


Ativo Confiante Social Emotivo
Amoroso

Águia Lobo

Autêntico Criativo Pacífico Reflexivo


Visionário Aventureiro Seguro Responsável
Explorador Sensato

PRÁTICA

O objetivo da dinâmica é descobrir as características


e qualidades da personalidade de cada criança ou
adolescente através das cartas EU SOU.

Confira o passo a passo para a prática da ferramenta:

1. O educador entrega o jogo de cartas EU SOU


para cinco crianças e pede que cada uma escolha as
cinco cartas que melhor a representam.
2. Os alunos são incentivados a explicar porque
escolheram cada uma das cinco cartas e relatar
uma situação que mostre que eles realmente têm
as características da carta escolhida.
3. Cada aluno deve selecionar as duas cartas que
mais representam sua personalidade, descartando
as demais, e contar o que o levou a perceber que as
características dessas cartas são mais presentes do
que as outras.
4. Cada aluno deve eliminar mais uma carta, ficando
apenas com aquela característica mais intensa ou
representativa.

Abordagem Por Faixa Etária

Assim como na apresentação da metáfora, no momento


da prática é necessário adequar a abordagem de acordo
com cada fase.

• Kids (6 a 10 anos)

A sessão pode ser finalizada com uma brincadeira na qual


cada um representa o personagem/personalidade com
a qual mais se identificou.
• Teens (11 a 14 anos)

A sessão pode ser finalizada com apresentação do


personagem e da personalidade com a qual mais se
identificou.

• Young (15 a 17 anos)

A sessão pode ser finalizada com uma breve discussão


sobre quem cada um é, as qualidades que vem desen-
volvendo e como escolhe levar para sua vida essas ca-
racterísticas que marcam sua personalidade.

A CARTA EU SOU

Ao final da prática, o educador deve fazer o patrocínio


positivo para que cada criança ou adolescente reflita
sobre as suas qualidades e características e sobre a
personalidade dos colegas.

Outro aspecto importante é promover a discussão sobre


qual qualidade ou característica gostaria de transformar
em si mesmo.
PERGUNTAS PODEROSAS PARA REFLEXÃO DA
METÁFORA

• Quem refletiu sobre as qualidades e características


de cada um dos animais?

• O que achou das qualidades e características de cada


um dos animais: tubarão, gato, águia e lobo?

• Como você percebe essas características nas pes-


soas?

• Quem se percebe como tubarão, gato, águia ou lobo?

• Que reflexões você percebe dessa metáfora?

• Como você interpreta a possibilidade de mudança


de personalidade, qualidade e característica?

Abordagem Por Faixa Etária

• Kids (6 a 10 anos)

Usar linguagem e entonação mais infantil e adequadas


à cultura local. Caso ache necessário, algumas palavras
das perguntas podem ser alteradas.

• Teens (11 a 14 anos)

Usar linguagem e entonação entre o infantil e o adoles-


cente e adequadas à cultura local. De acordo com a ma-
turidade da turma, pode-se exigir um pouco mais de sa-
bedoria e reflexão nas respostas.

• Young (15 a 17 anos)

Usar linguagem mais reflexiva, analisando como se sen-


tiriam ao se relacionar com pessoas com personalidades
semelhantes às descritas na metáfora. Outra possibili-
dade é discutir os tipos de comportamentos e as vanta-
gens e desvantagens de cada característica do perfil de
comportamento.

LOVEWORK

Reconhecer as características e qualidades de sua


personalidade, refletir sobre quais gostaria de adquirir
e apontar uma qualidade que gostaria de ter e quais
gostaria de reforçar.

Definir uma ação ou gesto concreto para melhorar seu


comportamento.

Exemplo: Gostaria de ser mais paciente, então me


comprometo a não gritar com meu pai e minha mãe.
FERRAMENTA 04 - PERFIS DE
PERSONALIDADE

A ferramenta PERFIS DE PERSONALIDADE é utilizada


com o propósito de fazer cada criança ou adolescente
se compreender do seu jeito, entendendo que existem
diferenças e que elas devem ser respeitadas.

O objetivo é fazer o jovem aprender qual o seu perfil no


DISC, como ele se desenvolve, quais as suas motivações
e condutas e como desenvolver as demais característi-
cas. Mais do que isso, a ferramenta auxilia a construir
uma informação baseada em sua necessidade atual para
considerar uma nova estrutura de pensamento.

DISC - ENTENDENDO SOBRE PERFIL


COMPORTAMENTAL

O DISC é uma metodologia de análise que permite a


identificação de traços comportamentais predominantes
em cada indivíduo. As informações proporcionadas pelo
teste oferecem assertividade no desenvolvimento de
pessoas, além de uma análise mais justa do ser humano.

Essa metodologia faz a avaliação de acordo com os per-


fis predominantes, deixando claro que nenhum é melhor
que outro e que todas as pessoas possuem característi-
cas dos quatro. Cada indivíduo possui um ou dois perfis
cujas tendências de comportamento aparecem com mais
frequência e apresentam características fundamentais.

Os quatro tipos comportamentais principais são:

D - Dominância: remete ao controle, poder e


assertividade.
I - Influência: relacionada à comunicação e às relações
sociais.
S - Estabilidade: diz respeito à paciência e persistência.
C - Cautela: relativa à organização e à estrutura.

PROPÓSITO DA FERRAMENTA

Neste módulo você vai entender como aplicar a ferra-


menta PERFIS DE PERSONALIDADE para ajudar a criança
a compreender o seu jeito e o dos outros, compreen-
dendo a importância de respeitar as diferenças.

MATERIAIS DA SESSÃO

Letras D, I, S e C Fita adesiva


ACOLHIDA

Antes de iniciar a sessão, o educador deve deixar a sala


em formato de U para os alunos se sentarem. Após esse
momento, o educador deve fazer a acolhida e iniciar
apresentando a frase “Cada pessoa é de um jeito e
nenhum jeito é melhor ou pior que outro”.

Em seguida, deve-se retomar o conteúdo e os aprendi-


zados da aula anterior para acrescentar e associar a essa
sessão, deixando claro na didática a ideia de continuida-
de.

METÁFORA

Abordagem Por Faixa Etária

A sessão pode ser realizada em qualquer faixa etária,


adequando a abordagem às necessidades e características
de cada fase. Para as crianças menores pode-se trabalhar
características de personagens de desenhos ou filmes
através de associações. Já para os maiores, pode-se
evidenciar ícones da música ou personagens de filmes e
seriados.

Confira as recomendações para essa sessão de acordo


com a faixa etária:
• Kids (6 a 10 anos)

Contar a metáfora de forma bem teatral e lúdica, dando


ênfase na gentileza e no fato de que tanto o sol quanto
o vento são bons, cada um do seu jeito e fazendo o seu
melhor.

• Teens (11 a 14 anos)

Contar a metáfora de forma bem teatral e lúdica, dando


ênfase na gentileza e no fato de que tanto o sol quanto
o vento são bons, cada um do seu jeito e fazendo o seu
melhor.

• Young (15 a 17 anos)

Apresentar a metáfora conduzindo uma reflexão sobre as


diferenças e individualidades de cada pessoa. O objetivo
é minimizar o incômodo comum nesta fase em que as
diferenças incomodam em excesso.

HISTÓRIA

O Sol e o Vento

O Sol e o Vento discutiam sobre qual dos dois era mais


forte. O Vento então disse:
Provarei que sou o mais forte. Vê aquele senhor que vem
lá embaixo com um casaco? Aposto que posso fazê-lo
tirar o casaco mais depressa que você!

O Sol recolheu-se atrás de uma nuvem e o Vento soprou


até quase se tornar um furacão. Porém, quanto mais ele
soprava, mais o homem segurava o casaco junto a si.

Finalmente o Vento acalmou-se e desistiu de soprar. En-


tão o Sol saiu de trás da nuvem e sorriu bondosamente
para o senhor. Imediatamente ele esfregou o rosto e ti-
rou o casaco.

O Sol então disse ao Vento que a gentileza e a amizade


eram sempre mais fortes que a fúria e a força.

MATERIAL DE APOIO

Definição de cada perfil DISC

D: Dominante, Diretivo
• É uma pessoa determinada.
• Tem confiança em si mesma.
• Não pode ser empurrada para fazer algo que não
quer.
• Diz exatamente o que pensa.
• Define sua mente em algo e vai atrás dela com tudo
o que tem.
• É comprometida e decidida.
• É independente e capaz.
• Entra em novas situações sem medo.
• Sabe o que quer e vai atrás.
• Tem uma maneira muito honesta de expressar
exatamente o que pensa sobre as coisas.
Características: Direto, Orientado a Resultados, Firme,
Persistente e Confiante.

I: Influente, Comunicador
• É uma pessoa extrovertida.
• É entusiasmada e contagiante.
• Tem um maravilhoso senso de humor.
• Está ansiosa para participar de tudo que está
acontecendo.
• Tem imaginação criativa.
• É flexível e cheia de energia.
• Tem uma habilidade especial para motivar as pessoas.
• Compartilha seus sentimentos e pensamentos com
facilidade.
• Procura o melhor nas pessoas e situações.
Características: Extrovertido, Aficionado, Otimista, Bem-
Disposto e Alegre.
S: Social, Planejador
• É uma pessoa carinhosa, compreensiva e terna.
• Gosta de se garantir antes de entrar de cabeça.
• É acessível.
• Não se apressa em tomar decisões.
• É confiável.
• Transmite paz e tranquilidade para outras pessoas.
• Sempre segue em frente.
Características: Analítico, Prudente, Meticuloso, Reservado
e Sistemático.

C: Conformidade, Cautela
• Tem altos padrões de expectativa.
• Tenta sempre fazer seu melhor.
• Gosta de conhecer todos os fatos antes de tomar
uma decisão.
• Gosta das coisas bem organizadas.
• Quer entender tudo o que puder sobre o assunto
planejado.
• Pensa muito antes de tomar decisões.
• Aproveita o tempo por si mesmo.
• É um bom exemplo para os outros.
• É um bom avaliador.
Características: Calmo, Tolerante, Acomodado, Humilde,
Diplomático.
PRÁTICA

O objetivo da atividade é descobrir as características


predominantes em cada criança ou adolescente através
do teste DISC.

Confira o passo a passo para a prática da ferramenta:

1. Mostre as letras DISC coladas no chão por fita ade-


siva e apresente a seguinte informação para os alu-
nos: “Como vocês perceberam desde que chegaram
à nossa sala, temos 4 letras coladas no chão: D I S e
C. Cada uma delas representa um tipo de compor-
tamento e agora vamos descobrir em qual desses
perfis você melhor se encaixa”.
2. Peça para que todos os jovens fiquem de pé.
3. Pergunte quais participantes se acham mais
extrovertidos (brincalhões, comunicativos) e quais
se acham mais reservados (quietos, calados). Peça
que os extrovertidos fiquem sobre as letras D e I e
que os reservados fiquem sobre as letras S e C.
4. Questione quais se acham mais focados em pes-
soas (aqueles que gostam de resolver as coisas em
grupo e preferem liderar ou interagir com os colegas)
e quais são mais focados em tarefas (preferem re-
solver as coisas sozinhos e de forma rápida). Os que
são mais focados em pessoas devem ficar sobre as
letras S e I e os que se percebem mais focados em
tarefas devem ficar sobre as letras D e C.
5. Em seguida, os alunos devem ser divididos em
4 grupos, de forma que cada equipe será formada
pelos componentes que ficaram sobre cada letra.
Caso alguma letra tenha ficado sem ninguém, não
haverá grupo para ela.
6. Entregue para cada grupo uma folha impressa
com as características de cada personalidade.
7. Peça para que o grupo D leia suas características.
Após a leitura, ressalte as qualidades desse perfil
de personalidade e faça o mesmo com os demais
grupos.
8. Caso alguma letra fique sem grupo, o educador
pode ler e comentar as características a fim do estudo
ficar completo.

DICA: para o encerramento, faça duplas e peça que os


alunos digam um ao outro:

• Eu não sou melhor que você!

• Você não é melhor que eu!

• Nós somos diferentes, mas nós somos iguais.


Abordagem Por Faixa Etária

No momento da prática também é necessário adequar a


abordagem de acordo com cada fase.

• Kids (6 a 10 anos)

Enfatizar o respeito às diferenças e a importância de cada


colega do jeito que ele é.

• Teens (11 a 14 anos)

Enfatizar o respeito às diferenças e a importância de cada


colega do jeito que ele é. Nessa faixa etária, a ferramenta
pode ser utilizada como forma de reduzir o bullying,
fazendo o jovem entender que ser diferente não significa
ser melhor ou pior.

• Young (15 a 17 anos)

Enfatizar o respeito às diferenças e a importância de


cada colega do jeito que ele é. A ferramenta pode ser
utilizada como forma de reduzir o bullying, fazendo o
jovem entender que ser diferente não significa ser melhor
ou pior.
Neste momento, caso o ambiente seja propício, pode-se
permitir desabafos.

PERGUNTAS PODEROSAS PARA REFLEXÃO


DA METÁFORA

• Já percebeu quantas pessoas são diferentes de você?

• Já percebeu que, muitas vezes, achamos que os


outros são melhores ou mais importantes do que nós
ou que nós somos menos importantes que os outros?

• Quantas pessoas você conhece que falam muito?


Quantas você conhece que são muito caladas?

• Qual dos dois comportamentos está certo e qual


está errado?

• Quantas pessoas você conhece que tomam atitude


rápido? Quantas precisam pensar muito antes de
tomar uma atitude?

• Qual das duas posturas está certa e qual está errada?

DICA: encerre a reflexão sobre as perguntas poderosas


e as metáforas dando ênfase no fato de que cada um
tem seu valor e sua importância, por isso os jeitos de ser
devem ser respeitados.
ABORDAGEM POR FAIXA ETÁRIA

• Kids (6 a 10 anos)

Usar linguagem e entonação mais infantil e adequadas


à cultura local. Interaja com as crianças para que elas
respondam às perguntas e, se for preciso, vá respondendo
as perguntas de forma lúdica e interativa.

• Teens (11 a 14 anos)

Dê liberdade para que cada um possa expressar sua


opinião e atue como moderador, se necessário.

• Young (15 a 17 anos)

Dê liberdade para que cada um possa expressar sua


opinião e atue como moderador, se necessário.

LOVEWORK

Avaliar quais foram as ideias mais importantes do


encontro, o que descobriu e o que mais gostou.

Incentivar as crianças e adolescentes a reconhecer nos


seus colegas quem possui as características de cada per-
fil (D, I, S e C).
FERRAMENTA 05 - MINHAS
LINGUAGENS DO AMOR

A ferramenta MINHA LINGUAGEM DO AMOR é desenvol-


vida para fazer com que as crianças e adolescentes se
conheçam e se percebam como seres capazes de amar
e serem amados. O objetivo é levar cada uma a enten-
der as cinco linguagens do amor (Palavras de Afirmação,
Contato Físico, Presentes, Atos de Serviço e Tempo de
Qualidade) e identificar qual a sua melhor linguagem.

PROPÓSITO DA FERRAMENTA

Neste módulo você vai aprender a conduzir cada jovem


às preciosidades implícitas da capacidade de comunicar e
estimular cada aluno a entender sua linguagem de amor
e saber como é o seu jeito de amar e ser amado.

MATERIAIS DA SESSÃO

Corações com os nomes de cada linguagem do amor.


Canetinhas coloridas.
Controle de frequência dos alunos.
DICA: Fitas vermelhas com mini corações de papel
espalhados pela sala e grudados no teto.

Materiais Adicionais:

Crachás em forma de coração com tamanho suficiente


para a criança ou adolescente escrever seu nome e sua
linguagem do amor.

Teens e youngs: caso não se sintam a vontade, podem


substituir os crachás em formato de coração por crachás
comuns.

ACOLHIDA

Antes de iniciar a sessão o educador deve colocar


as cadeiras em U para as crianças e adolescentes se
sentarem. Além disso, é interessante preparar a sala com
balas, corações, balões vermelhos e música para criar um
ambiente tranquilo e agradável.

Em seguida, o aplicador deve explicar que a sessão


ensinará uma linguagem diferente - a linguagem do amor
- e como o amor se mostra nas atitudes e preferências
de cada pessoa. O objetivo é fazer os jovens entenderem
que há linguagens diferentes para demonstrar o amor e
para dizer que se ama.
METÁFORA

Abordagem Por Faixa Etária

A sessão pode ser feita em qualquer faixa etária ade-


quando a abordagem. Para as crianças menores pode-
-se usar características de personagens de desenhos ou
filmes e para os adolescentes pode-se evidenciar ícones
da música ou personagens de filmes e seriados.

As sessões são divididas em abordagem por faixa etária:

• Kids (6 a 10 anos)

Contar a metáfora de forma bem teatral e lúdica.

• Teens (11 a 14 anos)

Contar a metáfora de forma teatral e lúdica, porém com


menos intensidade que na fase Kids.

• Young (15 a 17 anos)

Contar a metáfora de forma mais reflexiva a fim de


identificarem as formas diversas da linguagem do amor.
A medida que os alunos reconhecerem cada linguagem,
deve-se incentivá-los a identificar a sua linguagem do
amor.
História

Uma grande fazenda reunia diversos animais, dentre os


quais estavam as galinhas, os patos e as vacas.

Todos eles conversavam uns com os outros, porém havia


muita diferença no jeito de viver de cada um. Certo dia,
o animal mais interessante de todos propôs um desafio.
O velho e sábio bode perguntou a todos:

Qual, dentre todos vocês, pode provar que é o animal


que mais sabe amar?

A galinha, toda espalhafatosa, iniciou seu discurso:

Claro que sou eu! As galinhas, desde os primórdios, vêm


chocando seus ovos. Nós sempre cuidamos dos nossos
filhotes para que não se molhem, não tomem chuva e
estejam sempre aquecidos. Cuidar é o maior de todos os
gestos de amor. Amor é sempre cuidar muito bem dos
outros.

Imediatamente a pata se levantou e iniciou seu discurso:

Vejo as coisa de um modo bem diferente. Não entendo


o que certos animais fazem com seus filhotes. Logo que
os filhotes começam a andar nós, os patos, devemos jo-
gá-los na água para que aprendam a nadar, explorar e
serem livres. Isto sim é amor. Amor é fazer os outros se
sentirem livres.
A conversa começou a ficar tão boa que a vaca, que
sempre ficava quietinha, tomou a postura de quem iria
falar algo muito importante. Ela olhou para todos, se
inclinou para frente e com um tom de voz firme disse:

Eu não sei voar, nem sei nadar tão bem. Mas sei muito
bem de uma coisa. Nós, os bovinos, somos quem melhor
amamos os semelhantes. Quando nascem nossos filhotes,
colocamos tanto amor, força, carinho e poder que poucos
minutos depois de nascidos eles já saem andando. Não
tem moleza em momento nenhum. E logo em seguida
damos o nosso leite. Sabemos fazer nossos filhotes darem
seus primeiros passos desde o início da vida. Ensinamos
eles a serem livres e, ao mesmo tempo, damos o alimento,
o cuidado e o carinho. Saber dar liberdade e aconchego
simultaneamente é o maior ato de amor que pode existir.

O papo estava tão bom que todos os animais estavam


ávidos de falar sobre estas formas de amar. Eles queriam
até propor votação para saber o que a maioria escolheria
como a forma mais perfeita de amor. A discussão foi tão
acirrada que os ânimos começaram a se exaltar.

Ao notar isso, o velho e sábio bode tomou a palavra e


chamou a atenção de todos. Então o bode pronunciou
sua visão:
Percebo que todos se sentiram tocados pelas palavras
ditas por nossos colegas. E parece que ainda não enten-
deram a questão toda. Cada um ama com o máximo de
amor que tem. Cada um ama com o máximo que sua
natureza permite. Se a galinha jogar seus filhotes na água
será considerada uma péssima mãe. Se a pata insistir em
fazer seu filhote levantar imediatamente ao nascer será
considerada maldosa. Se a vaca ficar em cima de seu fi-
lhote, como a galinha, poderá esmagá-lo. Percebem que
há amor verdadeiro em cada um destes gestos? Cada
um expressa seu amor com sua linguagem.

Após a explicação do sábio bode, todos concordaram que


cada um tem sua natureza de amar verdadeiramente.

Autor: Lenilson Moraes Rezende

PRÁTICA

O objetivo da dinâmica é permitir que as crianças e


adolescentes conheçam as características de cada uma
das linguagens de amor e identifique a sua linguagem.

Confira o passo a passo para a prática da ferramenta:


1. Explicar para os alunos cada uma das linguagens
e apresentar muitos exemplos, auxiliando os jovens
a se identificarem com as linguagens do amor.

2. Colocar os corações com as linguagens do amor no


centro da sala e convidar as crianças e adolescentes
a se posicionarem próximo daquela com a qual mais
se identifica.

3. Incentivar cada aluno a justificar o porquê de ter


se identificado com aquela linguagem do amor.

4. Ao identificar sua linguagem, cada participante


deve acrescentar no crachá a sua linguagem do amor.

Exemplo: Maria - Atos de Serviço | João - Afirmações


Positivas

5. Incentivar o jovem a reconhecer a linguagem do


amor de pessoas próximas, como familiares, amigos
e professores.

Abordagem Por Faixa Etária

Assim como na apresentação da metáfora, no momento


da prática é necessário adequar a abordagem de acordo
com cada fase.
• Kids (6 a 10 anos)

Trabalhar as linguagens do amor com crianças remete,


direta ou indiretamente, ao questionamento de ser
amado. É preciso abordar a temática de forma delicada
e sensível.

Deve-se ter atenção a casos em que o aluno demonstre


não se sentir amado, pois os outros podem se sentir
contagiados por essa ideia. Além disso, o educador
deve usar sua sensibilidade para conduzir aprendizados
importantes para a criança.

A sessão pode ser finalizada com os alunos expressando


gestos condizentes com a linguagem do amor dos outros.

Exemplo: se uma criança expressa ter a linguagem do


amor Toque Físico, os colegas devem apertar sua mão
ou abraçar. Se a linguagem do amor de outro aluno for
Palavras Positivas, os demais devem fazer elogios.

• Teens (11 a 14 anos)

Tratar das linguagens de amor nesta faixa etária pode


remeter à autorreflexão e a convicções sobre ser e se
sentir amado. O educador deve ficar atento às conclusões
de cada aluno.
A sessão pode ser encerrada com os alunos expressando
gestos adequados à linguagem do amor dos outros.

Exemplo: se um adolescente expressa ter a linguagem


do amor Toque Físico, os colegas devem apertar sua mão
ou abraçar. Se a linguagem do amor de outro aluno for
Palavras Positivas, os demais devem fazer elogios.

• Young (15 a 17 anos)

Nesta fase pode-se discutir questões relacionadas a


amizade e namoro. A dica é incentivar a identificar as
linguagens que apresentam-se quando estabelecemos
um relacionamento.

A sessão pode ser finalizada com os alunos expressando


gestos adequados à linguagem do amor dos outros.

Exemplo: se um jovem expressa ter a linguagem do


amor Toque Físico, os colegas devem apertar sua mão
ou abraçar. Se a linguagem do amor de outro aluno for
Palavras Positivas, os demais devem fazer elogios.
PERGUNTAS PODEROSAS PARA REFLEXÃO
DA METÁFORA

• Vocês perceberam como cada animal expressa seu


amor de forma bem particular?
• Quais são as formas de linguagens do amor que
vocês conhecem?
• O que as pessoas fazem quando amam
verdadeiramente?
• Qual gesto você mais gosta para se sentir amado?
• Qual gesto você já identificou que faz as pessoas ao
seu redor entenderem que são amadas?
• O que mais você faz para se sentir bem: um abraço,
um elogio, um presente, um tempo de qualidade ou
um gesto de serviço, como fazer um favor ou um al-
moço?
• Como você pode identificar qual é o jeito do outro
se sentir amado?
• Qual a diferença nos relacionamentos quando
conhecemos a linguagem do amor do outro?

Abordagem Por Faixa Etária

• Kids (6 a 10 anos)

Usar linguagem e entonação infantil e adequadas à cul-


tura local. A partir do texto pode-se estimular os alunos
a contarem um gesto de amor que tenham visto e que
consideraram como amor verdadeiro.

Se necessário, algumas palavras das perguntas podem


ser alteradas. Além disso, pode-se usar as questões abai-
xo como alternativa:

Como você faz para demonstrar para a mamãe que você


a ama?

De vez em quando a mamãe faz algo que te faz pensar


que ela não te ama?

De vez em quando você faz algo que faz a mamãe pensar


que você não a ama?

• Teens (11 a 14 anos)

Usar linguagem e entonação entre o infantil e o adoles-


cente e adequadas à cultura local. A partir do texto, po-
de-se estimular os adolescentes a contarem um gesto de
amor que tenham visto e que consideraram como amor
verdadeiro.

Se necessário, algumas palavras das perguntas podem


ser alteradas. De acordo com a maturidade da turma,
pode-se exigir um pouco mais de sabedoria e reflexão
nas respostas.
• Young (15 a 17 anos)

Usar linguagem mais reflexiva, mantendo o ambiente


aberto e alegre. Nessa fase, é comum que eles tentem
se esquivar das reflexões nas primeiras sessões, por
isso pode ser interessante estimular o uso de palavras
semelhantes a amor, como gostar e respeitar.

Caso o nível de maturidade e participação permita, pode-


se incentivar a discussão sobre namoro e as linguagens
do amor nesse tema.

LOVEWORK

• Refletir e responder sobre como As 5 Linguagens do


Amor contribuíram para o entendimento acerca de
amar e ser amado.

• Avaliar o que aprendeu na sessão que levará para o


resto da vida.

• Descobrir a linguagem do amor de cada pessoa da


sua casa e contar para os colegas na sessão seguinte.
TEXTO DE APOIO PARA O EDUCADOR

AS 5 LINGUAGENS DO AMOR - CHAPMAN, GARY. AS 5


LINGUAGENS DO AMOR. TRADUZIDO POR EMIRSON
JUSTINO. 3ª ED. SÃO PAULO: MUNDO CRISTÃO, 2013.

Fazer-se compreendido na maneira pela qual o outro


compreende é uma arte louvável. Acerca desta reflexão,
o Dr. Gary Chapman, no livro As 5 Linguagens do Amor,
que trata do diálogo entre casais, explica que há cinco
linguagens básicas do amor.

O autor, que é orientador de casais, comenta que muitos


jovens casais embriagados de paixão defrontam-se ine-
vitavelmente com a decepção em suas relações. O que
era doce e eterno torna-se amargo e irredutível. Ainda
conforme sua ideia, após a paixão (momento em que
cada um acredita ser compreendido em seu íntimo) é
que percebem que não falam a mesma língua, que não
se comunicam bem.

Dr. Gary Chapman afirma que há, basicamente, 5 lingua-


gens num relacionamento (linguagem que, apesar de ser
voltada para casais, pode compreender todo campo de
relacionamento). Para explicar sua ideia, ele usa uma me-
táfora. Os relacionamentos são tanques, como tanques
de combustível. Assim, tanque cheio significaria satisfa-
ção, enquanto tanque vazio significaria quase desastre
relacional. À medida em que há compreensão na comu-
nicação, o tanque também fica cheio.

1º Linguagem do Amor: Palavras de Afirmação

A pessoa que possui essa linguagem entende que ao


receber elogios diretos ou indiretos, agradecimentos e
palavras agradáveis está sendo profundamente amada.

2ª Linguagem do Amor: Tempo de Qualidade

Esse indivíduo entende que ao receber um tempo


exclusivo para conversar, passear, viajar ou apenas estar
juntos está tendo uma grande prova de amor.

Pessoas com essa linguagem tendem a gostar de olhar


nos olhos e a ter proximidade, não necessariamente com
contato físico.

Reclamação padrão: Nunca tem tempo para mim.

3ª Linguagem do Amor: Presentes

Muito comum em diversas culturas, o ato de dar presentes


é uma forma de reverenciar o outro e demonstrar apreço.
O valor do presente não é o que causa o sentimento de
ser amado, o gesto é que é fundamental.

Ao receber o presente, a pessoa que possui essa lingua-


gem, sente que é especial e foi lembrada. A sensação é
que o presente é um sinal de que o outro se lembrou
dela e de que ela é importante.

Reclamação padrão: Trouxe algo para mim? Lembrou-se


de mim?

4ª Linguagem do Amor: Atos de Serviço

Quem se comunica por esta linguagem sente-se amada


quando algo é feito por ela. Se o outro prepara um jantar
saboroso, limpa o banheiro ou auxilia em algum afazer, a
pessoa sente-se agraciada.

Muitas pessoas dessa linguagem às vezes sofrem por se


sentirem incompreendidas, pois entendem que amar a
sua família é pagar as contas, sustentar a casa, garantir
alimentação e roupas, entre outros.

Reclamação padrão: Você não ajuda em nada. Faz isto


para mim?
5º Linguagem do Amor: Toque Físico

Carinho, abraços, aperto de mão, beijos, afago e


proximidade física são algumas características daqueles
que dialogam nesta linguagem. A pessoa sente que é
amada quando o outro está ao seu lado e demonstra
esse amor com os gestos listados acima.

Reclamação padrão: Você não me abraça.

FERRAMENTA 06 - MEUS HERÓIS

A ferramenta MEUS HERÓIS é utilizada para mostrar


para cada criança ou adolescente que pessoas comuns
possuem grandes poderes e são capazes de atitudes
extraordinárias. O objetivo é fazer o jovem refletir sobre
como se enxerga, quais são seus heróis, porque admiram
essas pessoas, o que as fazem especiais e, por fim, avaliar
quantos heróis elas conhecem.

O aluno deve entender que os verdadeiros heróis são


aqueles com quem convivemos diariamente, como pai,
mãe, irmãos, professores e tantos outros.
PROPÓSITO DA FERRAMENTA

Neste módulo você vai entender a ferramenta MEUS


HERÓIS e aprender a definir valores de consciência e
autoestima quanto àquilo que as crianças e adolescentes
veem nos seus heróis e buscam para si mesmos.

MATERIAIS DA SESSÃO

Papel em branco Canetinhas Lápis de cor


Lápis de escrever Giz de cera
Ficha “Como ser um herói?”

ACOLHIDA

Antes de iniciar a sessão o educador deve colocar os


alunos sentados ao redor de uma única mesa para todos
interagirem no processo. Além disso, é interessante
preparar um ambiente tranquilo e receber os alunos de
forma calorosa.

Após esse momento, pode-se iniciar as atividades


explicando às crianças e adolescentes que a sessão terá
o objetivo de ensinar a reconhecer o super herói ou a
super heroína que existe dentro de cada um de nós.
METÁFORA

Abordagem Por Faixa Etária

A sessão pode ser aplicada em qualquer faixa etária,


apenas adequando a abordagem. Crianças menores
podem ter contato com características de personagens
de desenhos ou filmes e os jovens podem encontrar
referência em ícones da música ou personagens de filmes
e seriados.

As sessões são divididas em abordagem por faixa etária:

• Kids (6 a 10 anos)

Contar a metáfora de forma bem teatral e lúdica, fazendo


pequenas pausas para explicar mais detalhadamente a
mensagem.

• Teens (11 a 14 anos)

Contar a metáfora de forma teatral e lúdica, porém com


menos intensidade que na fase Kids.

• Young (15 a 17 anos)

Contar a metáfora de forma mais reflexiva.


HISTÓRIA

Todo super herói tem sua história. Vamos pegar como


exemplo o Homem Aranha. Ele era só um rapaz comum
que um dia foi picado por uma aranha e ganhou super
poderes. Outro exemplo é o Batman, que, na verdade,
não tem nenhum super poder. Ele tem apenas a ciência,
a tecnologia, a inteligência e a força do seu corpo para
ser um super herói. Era um homem comum que um dia
decidiu lutar contra as injustiças e maldades praticadas
por algumas pessoas.

Na verdade, na vida também existem pessoas ainda mais


comuns que o Batman e que fazem coisas tão especiais
que parecem realmente ser super heróis. Por exemplo,
algumas mães que precisam trabalhar muito para cuidar
de suas famílias e de seus filhos.

E existem também pessoas que são tão importantes e


especiais para nós que parecem ser super heróis, os
nossos super heróis. São elas que nos dão suporte e força
quando as coisas parecem não estar bem.

PRÁTICA

Confira o passo a passo para a prática da ferramenta:


1. Distribua folhas em branco, canetinhas, giz de cera,
lápis de escrever e lápis de cor.

2. Peça para que cada um desenhe os seus heróis e


heroínas e ressalte que pode ser alguém da família,
um amigo ou personagem.

3. Faça perguntas poderosas sobre o desenho:

• Por que você escolheu esse herói?


• O que ele tem de especial que agrada você?
• Qual o poder dele?
• O que você mais gosta no poder dele?
• Gostaria de ter o poder dele?

4. Passe para a ficha “Como se tornar um herói?”,


orientando a criança ou adolescente a preencher
quais poderes ele pode ter e quais gostaria de ter.
Conduza cada aluno a colocar poderes atingíveis, po-
deres humanos e capacidades, como compreender
as pessoas, ter mais amor, aprender mais rápido ou
memorizar com mais facilidade.

DICA: peça para escolherem entre 1 e 5 poderes.

5. Peça para o jovem escolher um dos poderes


atingíveis e aplique as seguintes perguntas:

• O que você pode fazer para realmente atingir esse


poder?
• Quando você pode começar a fazer isso?
• Você quer ter esse poder?
• Você vai fazer isso?

6. Explique que alguns heróis têm um bordão, que


é uma frase usada com frequência, como Chapolin
Colorado, que dizia “Não contavam com minha
astúcia?”, e peça para cada um criar a sua frase.

PERGUNTAS PODEROSAS PARA REFLEXÃO DA


METÁFORA

• Quem são seus super heróis?


• Como ele se tornou um super herói?
• Se você pudesse ser um super herói, qual seria?
• Alguma vez na sua vida você já fez um ato heróico?
• Qual superpoder você gostaria de ter?
• Alguma vez na vida você já sentiu que precisava de
um super herói? Quando?

Abordagem Por Faixa Etária

• Kids (6 a 10 anos)

A sessão pode ser conduzida como uma grande brinca-


deira que vai levar até a ficha. É recomendável adequar
o vocabulário, evitando palavras muito complicadas.

• Teens (11 a 14 anos)

A sessão pode ser conduzida como uma grande brinca-


deira que vai levar até a ficha.

• Young (15 a 17 anos)

Conduza a conversa de forma adequada à idade. Apesar


do tema parece infantil, a discussão está bem viva entre
os jovens desta faixa etária devido aos investimentos do
cinema.

LOVEWORK

• Avaliar quais foram as ideias mais importantes do


encontro.

• Relatar o que foi importante, o que descobriu e o


que mais gostou.

• Refletir porque valeu a pena aprender a perceber que


os super heróis estão mais perto do que imaginamos.
MATERIAL DE APOIO

O Que É Um Herói?

Herói é um termo atribuído ao ser humano que executa


ações excepcionais com coragem e bravura com o
intuito de solucionar situações críticas, tendo como base
princípios éticos e morais.

Um ato é reconhecido como genuinamente heróico


quando a pessoa desempenha ou toma determinada
atitude de modo altruísta, ou seja, sem motivos egoístas
ou que envolvam o seu ser, mas apenas o bem-estar ou
segurança de terceiros.

De acordo com a mitologia grega, os heróis eram vistos


como semi deuses, figuras míticas que se destacavam por
serem supostamente filhos dos deuses. Para os gregos,
uma atitude baseada num pensamento e lógica não
egoísta era considerada sagrada, excedendo os limites
das capacidades e dons humanos.

Aliás, etimologicamente, o termo herói se originou a partir


do grego hrvV, que mais tarde foi adaptado para o latim
heros. A partir dessa etimologia, o herói também serve
para designar o protagonista de uma história, seja obra
literária, teatral, cinematográfica ou outro.

As grandes narrativas gregas, como a Odisséia e a


Ilíada, contam histórias de importantes personagens
considerados heróis gregos, como Aquiles, Teseu e
Hércules.

Atualmente, a figura dos super heróis é bastante


popular entre pessoas de todas as idades e em todo o
mundo. Os super heróis são personagens fictícios que
foram popularizados graças às histórias em quadrinho,
principalmente nos anos que se seguiram ao pós-Guerra.

Dotados de poderes especiais, os super heróis vistos nos


quadrinhos têm o dever de salvar a humanidade de todos
os tipos de perigos e inimigos. Normalmente, as histórias
são permeadas pela constante luta entre o bem e o mal
(herói contra vilão).

Entre os super heróis mais populares estão o Superman,


o Batman, o Homem Aranha, os X-Men, entre muitos
outros.

Fonte: https://www.significados.com.br/heroi/
(Acesso em: 28/03/2017 - 13h55m)
CONCLUSÃO
Caro leitor, chegamos ao final do nosso livro e imagino
que, talvez, agora você sinta renascer as esperanças
em uma nova educação diante da possibilidade
real de ajudar crianças e jovens a se desenvolverem
integralmente, assim como a Juliana se sentiu ao
descobrir esse mesmo material.

Agora você tem em suas mãos os recursos necessários


que vão te possibilitar ter mais segurança e confiança
na hora de lidar com seus alunos.

As ferramentas adequadas podem te auxiliar a orien-


tar e identificar a personalidade de cada criança, cons-
truindo uma ponte entre você e o coração de seus alu-
nos, além de te possibilitar:

• Fazer com que a criança ou adolescente abra seu


coração e expresse seus sentimentos nas diversas
áreas da sua vida.

• Trabalhar as necessidades que temos de nos sen-


tirmos ouvidos, auxiliando o aluno a compreender
que o que ele pensa é importante.
• Permitir o desenvolvimento da individualidade e
o reconhecimento de sua originalidade, particulari-
dade e peculiaridade.

• Identificar e respeitar a individualidade das crian-


ças e jovens, auxiliando-os a acreditarem em suas
potencialidades e confiarem na sua capacidade de
desenvolver as habilidades necessárias para os de-
safios da sociedade.

Assim o aluno aprende a sair da posição de coadjuvante


e passa para a posição de protagonista da sua história,
participando de forma ativa e sendo valorizado e
incentivado a expressar pensamentos, sentimentos e
necessidades.

Dessa forma, as crianças e jovens tornam-se agentes


de seu próprio desenvolvimento, capazes de participar
de decisões, expressar opiniões e necessidades e
influenciar as pessoas ao seu redor.

Bom, caro leitor, agora o que você precisa fazer é


praticar tudo o que aprendeu aqui.

No caso da Juliana, no início ela se sentiu solitária,


sem alguém para compartilhar suas experiências e
dificuldades. Talvez você também possa se sentir assim.
Mas você não precisa passar por tudo isso sozinho(a)!
Por isso, gostaria de te apresentar um lugar seguro,
um ambiente de troca de experiências, onde você será
valorizado e incentivado a expressar seus sentimentos
e compartilhar seus desafios como educador.

Venha fazer parte desse time de educadores


apaixonados por conhecimento e pelo bem do ser
humano.

PS.: Após a leitura desse material me escreva um


e-mail contando sua experiência.
ceokidsbrazil.atendimento@gmail.com
www.ceokidsbrazil.com.br