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UNIVERSIDADE DO ALGARVE

ESGHT
PORTIMÂO

INFORMÁTICA

SISTEMAS OPERATIVOS

GESTÃO
1º ANO
2010

Docente
Raul Guerreiro

Discente
Paulo A. Ramires da Encarnação
Nº 7595
INTRODUÇÂO
Um computador sem software adequado não funciona e é apenas um conjunto
de metal sem qualquer funcionalidade, todavia quando é adicionado á maquina
um software que gere todo o sistema a informação pode ser processada
alterada ou criada, essa informação pode se traduzir em texto, imagem,
cálculos, dados ou som. O Software de um computador pode ser classificado
em duas categorias, os programas de sistemas que gerem as operações e as
comunicações entre as diversas partes do computador e os programas de
aplicação que estão ao serviço do utilizador para a resolução de problemas. Os
programas mais importantes são os programas de sistema ou seja os sistemas
operativos que controlam todos os recursos do computador e permitem que os
programas de aplicação corram no computador. Um sistema moderno de
computador é constituído por um ou mais processadores, por memória RAM,
por um disco rígido, por uma placa gráfica, uma placa mãe, terminais, interfaces
de rede e um conjunto de dispositivos de entrada e saída. Fazer programas que
coordenem todos estes componentes que forma um computador é muito
complicado. É provável que se um programador se tivesse de se preocupar
com os vários componentes de um computador muitos dos programas que hoje
conhecemos não teriam sido escritos. Desde cedo se chegou á conclusão que
o utilizador deveria ser afastado de toda a problemática que é a gestão dos
vários componentes de um sistema informático. A solução encontrada desde
cedo e que evoluiu gradualmente foi colocar um sistema operacional a correr
sobre o hardware para gerir todos os componentes do sistema informático,
ficando o utilizador com um ambiente mais agradável e simples para programar.
Tal ambiente é conhecido como máquina virtual. A camada de software é
constituída sobre a base do hardware é chamada de sistema operativo. O
hardware é composto por duas ou mais camadas em que a mais baixa delas
contem os dispositivos físicos constituídos por chips de circuitos integrados,
fios, fontes de alimentação e assim por diante. De seguida vem uma camada
constituída por um software muito primitivo que controla os diapositivos
anteriormente referidos proporcionando a criação de uma interface simples para
a camada seguinte. Este software é designado de microcódigo, constituído a
partir de microprogramas, normalmente gravado numa memória do tipo de
read-only. Este microcódico trata-se de facto de um interpretador, que procura
as instruções de máquina na memória principal (add, move, jump, etc.) fazendo
com que o conjunto de sinais de controlo necessários à execução das ditas
instruções pelo hardware. O conjunto de instruções que o microcódigo
interpreta é designado de linguagem de máquina do processador. A linguagem
de máquina é constituída por um conjunto de 50 a 300 instruções, a maioria
delas move dados dentro da própria máquina, faz operações aritméticas e
compara valores. Nesta camada, os dispositivos de entrada/saída são
controlados pela carga de valores em registradores especiais, designados de
registradores de dispositivos. A questão da temporização das operações de
entrada/saída é igualmente muito importante na programação de tais
dispositivos. A principal função do sistema operativo é a de esconder toda esta
complexidade, proporcionando ao programador um conjunto de instruções mais
convenientes para o desenvolvimento de seu trabalho. No topo do sistema
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Paulo Encarnação
operativo, estão os restantes softwares do sistema, normalmente conhecidos
como interpretadores de comando (shell), compiladores, editores, etc. É de
igual forma importante notar que tais programas não fazem parte do sistema
operativo não obstante serem oferecidos pelo fabricante do computador. O
sistema operativo é a parte do software que corre no modo kernel ou modo
supervisor, com o fim de proteger o hardware da acção do utilizador final da
máquina, acção esta que pode vir a ser problemática. O resto dos componentes
do software do sistema, assim como os compiladores e editores correm no
modo utilizador. Se um determinado utilizador não estiver de acordo com um
compilador, ele pode sempre escrever o seu próprio programa, todavia ele pode
escrever o programa de tratamento de interrupções de disco que é incluído no
sistema operativo, normalmente protegido contra tentativas da parte de o
utilizador de altera-lo. Assim no topo dos programas de sistema pode-se
encontrar os programas de aplicação. Estes programas são escritos pelos
utilizadores para solucionarem problemas específicos, que implicam o
processamento de informação. (1)

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Paulo Encarnação
O SISTEMA OPERATIVO

SISTEMA OPERATIVO

DESCRIÇÃO DO SISTEMA OPERATIVO


Um computador só pode fazer funcionar um programa informático (chamado às
vezes aplicação ou software) através de um sistema operativo. O sistema deve
estar preparado para efectuar várias operações preparatórias de forma a
permitir a ligação entre o processador, a memória, e os recursos físicos
(periféricos).

O sistema operativo (OS abreviatura do termo inglês Operating System), tem a


função de possibilitar a conexão entre os recursos materiais, o utilizador e as
aplicações (tratamento de texto, jogos de vídeo, etc.). Desta forma quando um
programa pretender aceder a um recurso material não é necessário mandar
informações específicas ao periférico, prontamente envia as informações ao
sistema operativo que se incumbe de envia-las ao periférico identificado através
do seu piloto. Quando não existe pilotos, cada programa terá de reconhecer e
assegurar a comunicação com cada um dos periféricos. O sistema operativo
possibilita desta forma "dissociar" os programas e o material, facilitando a
gestão dos recursos e oferecendo ao utilizador uma interface homem-máquina
(notado “IHM”) simplificada para lhe permitir sair-se da complexidade da
máquina física. (2)

(2) http://pt.kioskea.net/contents/systemes/sysintro.php3

CONSTITUIÇÃO DO SISTEMA OPERATIVO


Um sistema operativo é constituído por um conjunto de programas e rotinas
computacionais que têm como objectivo criar uma camada da abstracção entre
o utilizador e o hardware propriamente dito. Considere-se o utilizador todo
aquele elemento que necessite de aceder aos recursos de um computador
(seja ele um utilizador real ou aplicativo). Os sistemas operativos podem ser
analisados de três maneiras: pelo tipo do núcleo de sistema (ou kernel, como é
conhecido na gíria técnica), pelo método adoptado ao administrador os
programas em execução, ou pelo número de utilizadores que podem operá-lo
simultaneamente.

Na actualidade são utilizados basicamente dois tipos de implementações do


núcleo de sistema: monolíticos e estrutura de microkernel.

Núcleos monolíticos ➔ têm como principal característica o facto de integrarem


todas as funcionalidades possíveis do sistema num grande "bloco" de software.
A adição de novas funcionalidades implica na recompilação de todo o núcleo.
Trata-se de uma abordagem um tanto antiquada, mas que foi adoptada, por
exemplo, por Linus Torvalds quando este resolveu desenvolver o kernel do
Linux.

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Microkernel ➔ Trata-se de um termo designado para caracterizar um núcleo
de sistema na qual as funcionalidades não-essenciais ao seu funcionamento
são transferidas para servidores, que se comunicam com o núcleo mínimo
através do modo de acesso do núcleo (local onde o programa tem acesso a
todas as instruções da CPU e a todas as interrupções de hardware), deixando o
máximo de recursos correndo no modo de acesso do utilizador. Quando o
processador trabalha no modo utilizador, uma aplicação só pode executar
instruções não privilegiadas, tendo acesso a um número mínimo de instruções.

Os vários tipos de sistemas operativos que existem têm diferentes maneiras de


gerir os programas em execução pelo utilizador. Há de facto três tipos de
gestão de tarefas (ou processos):

Sistemas monotarefa ➔ Possibilitam a execução unicamente de uma tarefa ou


processo de cada vez. Um dos mais importantes sistemas operativos
monotarefa é o MS-DOS (Microsoft Disk Operating System), lançado em 1981 e
desenvolvido para correr no então processador 8086 da Intel.

Nos dias de hoje a grande maioria dos sistemas operativos são do género
multitarefa. É referido de multitarefa a característica dos sistemas operativos
modernos que possibilitam dividir a utilização do processador entre várias
tarefas simultaneamente.

A multitarefa cooperativa ➔ funciona precisamente como referido


anteriormente: o tempo de processamento é dividido entre as várias tarefas,
dando a sensação de o utilizador que elas estão sendo executadas
simultaneamente. A sua principal característica (ou deficiência) está no fato de
que não existe controle sobre o tempo de CPU que cada processo despende. O
sistema cede o controlo da CPU ao processo, e este só o devolve quando tiver
finalizado a sua tarefa.

A multitarefa preemptiva ➔ faz a gestão do tempo de utilização da CPU de


maneira inteligente, reservando e protegendo o espaço de memória dos
aplicativos e impedindo que programas com erros possam invadir as áreas
demarcadas pelo sistema operativo. Os núcleos destes sistemas mantêm em
memória um registo de todos os processos em execução através de uma
árvore de processos. Entre outros atributos acerca de cada processo, a árvore
de processos insere as informações de prioridade, com a qual o núcleo calcula
o tempo de CPU que deve dar a cada processo; quando esse tempo finda, o
núcleo tira do processo o controle da CPU e o passa ao processo que vem a
seguir na fila. Quando a fila acaba, o núcleo volta a dar o controle da CPU ao
primeiro processo, fechando assim o ciclo. (3)

(3)http://www.etaj.com.br/~jmoreira/projetos/disciplinas/Sistemas
%20Operacionais%20I/so1.pdf

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Paulo Encarnação
VISÃO GERAL
Um sistema operativo pode ser visto como um programa
de enorme complexidade que é responsável por todo o
funcionamento de uma máquina desde o software a todo
hardware instalado na máquina. Todos os processos de
um computador estão na base de uma programação
complexa que comanda todas a funções que um
utilizador exige à máquina. Existem vários sistemas
operativos; os mais populares actualmente são
geralmente utilizados em computadores domésticos e que são o Windows,
Linux e Mac OS X.

Um computador com o sistema operativo instalado pode não permitir o acesso


a todo o seu conteúdo dependendo do utilizador. Com um sistema operativo,
podemos criar autorizações a vários utilizadores que trabalham com este.
Existem duas espécies de contas que podem ser criadas num sistema
operativo, as contas de Administrador e as contas limitadas. A conta
Administrador é uma conta que permite todo o acesso à máquina desde a
gestão de pastas, ficheiros e software de trabalho ou entretenimento ao
controlo de todo o seu Hardware instalado. A conta Limitada é uma conta em
que não há autorização para o utilizador dessa conta instalar software na raiz
do sistema ou aceder a algumas partes do sistema operativo ou ainda que
tenha ligação com algum Hardware que modifique o seu funcionamento normal
ou personalizado pelo Administrador. Neste tipo de contas o administrador do
sistema poderá definir as zonas do sistema operativo a que os titulares desta
contas podem aceder permitindo ou recusando o acesso a alguns ficheiros do
sistema.

O sistema operativo funciona fazendo correr processos nos quais aquele


necessita para trabalhar correctamente. Estes processos podem ser ficheiros
que são muitas vezes actualizados ou ficheiros que processam dados úteis
para o necessário funcionamento do sistema. Podemos ver os vários processos
correndo no sistema operativo desde o seu arranque até á fase actual através
do gestor de tarefas. Pode-se igualmente visualizar a utilização da memória por
cada processo, no caso do sistema operativo começar a dar erros ou falhas no
acesso a programas a correrem no disco poderá se observar no gestor de
tarefa quais dos processos que se encontram bloqueados e consequentemente
a afectar a memória do computador.

FUNCIONAMENTO
Um sistema operativo possui as seguintes funções:

❑ Administrador de processos;
❑ Administrador de memória;
❑ Sistema de arquivos;
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❑ Entrada e saída de dados

ADMINISTRADOR DE PROCESSOS

O sistema operativo multitarefa é preparado para dar a ideia ao utilizador de


que o número de processos a correr em simultâneo no sistema é superior aos
processos instalados. Cada processo é executado numa fatia de tempo rápida
e em separado o que dá a ilusão de o processamento ser executado
simultaneamente.

São executados algoritmos num determinado período de tempo para ver qual o
processo que é executado nesse período de tempo.

Os processos podem comunicar-se através de IPC (Inter-Process


Communication). Os mecanismos que são utilizados são:

 sinais;
 pipes;
 named pipes;
 memória compartilhada;
,soquetes (sockets);
 trocas de mensagens

O sistema operativo deve possibilitar o multiprocessamento (SMP ou NUMA).


Deste modo os diferentes processos e threads podem ser executados em
diferentes processadores. Numa determinada tarefa, esta pode ser reentrante e
interrompível, o que implica a sua interrupção poder ser feita no meio da
execução de uma tarefa.

ADMINISTRAÇÃO DE MEMÓRIA

O sistema operativo tem de ter acesso seguro á memória do computador o que


implica que os processos executados pelo utilizador tenham acesso quando
forem requisitados.

Geralmente os sistemas operativos usam memória virtual, que possui 3 funções


básicas:

1. Assegurar que cada processo tenha seu próprio espaço de


endereçamento, começando em zero, para evitar ou resolver o problema
de relocação (Tanenbaum, 1999);

2. Providenciar protecção de memória de modo a que um determinado


processo não aceda a um endereço de memória que não lhe pertença.

3. Fazer com que um determinada aplicação utilize mais memória do que a


existente fisicamente

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SISTEMA DE ARQUIVOS

A memória principal do computador é instável e o seu tamanho é reduzido pelo


preço do hardware. Desta forma os utilizadores precisam de um método de
guardar e recuperar dados no sistema.

Um arquivo pode-se traduzir por um conjunto de bytes geralmente


armazenados num dispositivo periférico não instável como é o caso do disco
rígido e que pode ser lido e escrito por um ou mais processos.

ENTRADA E SAÍDA DE DADOS

Dispositivos de entrada e saída de dados.

São aqueles dispositivos ou periféricos que permitem a comunicação entre o


computador e o exterior.

Existem três tipos de dispositivos:

• de entrada ( input )
• de saída ( output )
• de entrada e saída ( input / output )

Dispositivos de entrada ( input ) São os dispositivos que permitem que o


utilizador envie informação para o computador. Exemplos:

Joystick, Teclado, Rato, Scanner.

Dispositivos de saída ( output ) São os dispositivos que permitem ao


computador enviar informação para o exterior. Exemplos:

Impressora, Monitor, Data show, Plotter

Dispositivos de entrada e saída ( input / output ) São os dispositivos que


permitem tanto enviar informação para o exterior como receber informação do
exterior de modo simultâneo. Exemplos:

Disquete. CDs e DVDs regraváveis, Stick USB, Modem externo,


Placa de rede, Modem interno, Disco rígido, Placa de som, etc.

FUNÇÔES BÀSICAS
Os sistemas operativos, contendo softwares vão simplificar o desempenho do
computador, desempenhando várias funções fundamentais e importantes para
a administração do sistema informático. As que se destacam mais podem ser
encontradas nas que são exercidas por um componente interno (módulo em

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núcleo monolítico/núcleos monolíticos e servidor em micro núcleos), podemos
descrever as seguintes:

❑ Possibilitar mais conforto ao utilizador de um computador.

❑ Administrar de forma eficiente os recursos da equipa, executando serviços


para os processos (programas).

❑ Proporcionar uma interface ao utente, executando instruções (comandos).

❑ Permitir que as alterações devidas ao desenvolvimento do próprio sistema


operativo se possam efectuar sem interferir com os serviços que já se
prestavam.

Num sistema operativo existem cinco funções fundamentais na operação de um


sistema informático: fornecimento de interface ao utente, administração de
recursos, administração de arquivos, administração de tarefas e serviço de
suporte e utilidades.

Interfaces do utente ➔ É a capacidade que o sistema operativo tem para se


comunicar com o utente de modo a possibilitar carregar programas aceder
arquivos e realizar outro tipo de tarefas. Podem existir três tipos básicos de
interfaces: as que se baseiam em comandos, as que utilizam menus e as
interfaces gráficas de utente.

Administração de recursos ➔ Consistem na administração de recursos de


hardware e de redes de um sistema informático, como a memória, CPU,
dispositivos de armazenamento e periféricos de saída.

Administração de arquivos ➔ Trata-se de um sistema de informação


contendo programas de administração de arquivos que são responsáveis pela
criação, eliminação e acesso de arquivos de dados e de programas. A
administração de arquivos é também responsável por manter o registo da
localização física dos arquivos nos discos magnéticos e em outros dispositivos
de armazenamento secundários.

Administração de tarefas ➔ São os programas de um sistema operativo que


administram as tarefas informáticas dos utilizadores finais. Os programas
controlam a parte do sistema que tem acesso ao CPU e por quanto tempo. As
funções de administração de tarefas controlam o tempo do CPU para aceder a
uma determinada tarefa, e podem interromper uma tarefa a correr no CPU para
a substituir por outra mais importante.

Serviços de suporte ➔ Os serviços de suporte do sistema operativo


dependem daquele com que estejamos a trabalhar. Por exemplo dos mais
conhecidos destacam-se as implementações de Unix, os sistemas operativos
de Apple Inc., como Mac VOS X para os computadores de Apple Inc., os
sistemas operativos de Microsoft, e as implementações de software livre, como
GNU/Linux ou BSD produzidas por empresas, universidades, administrações

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Paulo Encarnação
públicas, organizações sem fins lucrativos e/ou comunidades de
desenvolvimento. (4)

(4) http://pt.wikilingue.com/es/Sistema_operativo

PAPÉIS DO SISTEMA OPERACIONAL


Os papéis do sistema operacional são vários:

Gestão do processador ➔ O sistema operativo encarrega-se de administrar o


subsídio do processador entre os diferentes programas, em concordância a um
algoritmo de emissão.

Gestão da memória viva ➔ O sistema operativo administra o espaço da


memória atribuído a cada aplicação e possivelmente a cada utilizador. No caso
de falta de memória física o sistema operativo cria no disco rígido a chamada
memória virtual. A memória virtual permite que aplicações que necessitam de
mais memória que a memória física corram no sistema. No entanto esta
memória é muito mais lenta.

Gestão das entradas/saídas ➔ O sistema operativo unifica e controla o


acesso dos programas ás partes de hardware ligadas ao sistema através dos
pilotos (chamados igualmente administrativos de periféricos ou gestores de
entrada/saída).

Gestão da execução das aplicações ➔ É o sistema operativo que administra


a execução das aplicações permitindo o funcionamento dos recursos
necessários. Pode entretanto interromper ou encerrar uma aplicação que já não
esteja a responder corretamente.

Gestão dos direitos ➔ O sistema operativo é responsável pela segurança da


execução dos programas fazendo com que os recursos sejam utilizados pelos
programas e utilizadores que possuam os respectivos direitos.

Gestão dos arquivos ➔ O sistema operativo é responsável pela leitura e


escrita no sistema de arquivos e pelos direitos de acesso aos arquivos pelos
utilizadores e aplicações.

Gestão das informações ➔ O sistema operativo gere todo o sistema de


arquivos e ficheiros de modo a que permitam o bom funcionamento do sistema
informático.

COMPONENTES DO SISTEMA OPERACIONAL


O sistema operativo é composto por uma variedade de software que permite o
intercambio com os elementos físicos do computador ou hardware. Neste
conjunto de software podemos destacar normalmente os seguintes elementos:

• O núcleo (em inglês kernel) ➔ Integra as funções fundamentais do


sistema operativo como a administração da memória, do processador,
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dos arquivos, das entradas/saídas principais, e das funcionalidades de
comunicação.
• O intérprete de comandos (em inglês shell, ou "casca", por oposição
ao núcleo) ➔ Permite a comunicação com o sistema operativo através
de uma linguagem de comandos que permite ao utilizador o controlo das
partes do computador sem ter necessidade de conhecer as suas
características.

• O sistema de arquivos (em inglês "file system", notado FS) ➔ Permite


registar os arquivos num sistema de árvore.

SISTEMAS MULTITAREFAS
Um sistema operativo é defenido de "multi-tarefas" (em inglês multithreaded)
quando permite que diversas aplicações corram no sistema simultaneamente.

As aplicações são compostas em sequência de instruções que se chamam


"processos ligeiros" (em inglês "threads"). Estes threads são executados e
activados alternando em espera, suspensos ou destruídos de acordo com a
prioridade que lhe é dada ou executados sequencialmente. Um sistema é
préemptivo quando tem um planificador que divide o tempo da maquina pelos
diferentes processos que fazem pedidos de acordo com critérios de prioridade.
O sistema é de tempo partilhado quando existe um determinado tempo
atribuído a cada processo pelo comando. É geralmente o caso dos sistemas
multiutilizadores que possibilitam o funcionamento de vários utilizadores utilizar
aplicações diferentes ou similares numa mesma máquina: o sistema é então
chamado de transaccional, e é atribuído a cada utilizador uma porção de tempo

SISTEMAS MULTIPROCESSADORES
O multiprocessing é a técnica de se utilizar vários processadores em pararelo
para se conseguir uma potencia de calculo superior do que a obtida com um
processador topo de gama ou com o objectivo de se aumentar a performance
do sistema (em caso de avaria de um processador).

O SMP (Symmetric Multiprocessing ou Symmetric Multiprocessor) é um


processo em que os vários processadores têm acesso à memória partilhada do
computador. Um sistema multiprocessador deve poder administrar a partilha de
memória pelos vários processadores do computador mas também de distribuir
as várias tarefas.

SISTEMAS EMBARCADOS
Os sistema embarcados são sistema operativo destinados a funcionar em
máquinas de pequena dimensão, tais como PDA ((personal digital assistants ou
em português, assistentes numéricos pessoais) ou aparelhos electrónicos
autónomos (sondas espaciais, robots, computador de bordo de veículo, etc.),
possuindo uma autonomia reduzida. Uma das características típicas dos

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sistemas embarcados é a capacidade que têm para administrar recursos
limitados tais como a energia.
Os mais populares sistemas embarcados para o grande público são:

• PalmOS
• Windows CE/Windows Mobile/Window Smartphone

SISTEMAS TEMPO REAL


Os sistemas tempo real (real time systems), são aqueles que são
particularmente utilizados na indústria e têm como objectivo funcionar num
ambiente temporariamente forçado. Um sistema tempo real deve funcionar de
maneira segura em concordância com restrições temporais específicas ou seja
funcionar de de maneira a fornecer um tratamento correcto das informações
recebidas em intervalos de tempo bem definidos (regulares ou não). (5)

5) http://pt.kioskea.net/contents/systemes/sysintro.php3

PRINCIPAIS TAREFAS DUM SISTEMA OPERATIVO


Execução de Programas ➔ É necessário executar um conjunto de tarefas para
iniciar um programa. É necessário executar instruções e dados para serem
carregados em memória de modo a que dispositivos de I/O(Entrada/Saída) e
ficheiros possam ser inicializados.

Acesso a dispositivos de Entrada/Saída ➔ Cada dispositivo de I/O tem o seu


conjunto de instruções, sinais de modo a ser identificado no sistema operativo.
O sistema operativo identifica as características dos vários periféricos.

Acesso controlado a ficheiros ➔ No que respeita aos ficheiros, para além da


natureza do dispositivo de I/O, o SO deve possibilitar a leitura dos diversos
formatos de ficheiros aos utilizadores

Criação de Programas ➔ O sistema operativo disponibiliza para a criação de


programas facilidades e serviços tais como editores de programação e
debuggers que se encontram na forma de utilitários não fazendo
necessariamente parte do sistema operativo.

Acesso ao sistema ➔ Deve ser administrado correctamente o sistema


partilhado de modo a aceder ao sistema como um todo e especificamente a
cada recurso.

Detecção de erros e resposta ➔ O sistema operativo deve poder responder


aos eventuais erros que ocorrem tanto no software como no hardware.

Registo de parâmetros ➔ Um sistema operativo deve poder registar diversas


estatísticas relacionadas com o desempenho e os recursos do computador.

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Paulo Encarnação
Estas informações permitem a optimização do sistema operativo e o aumento
do desempenho.

COMPONENTES DUM SISTEMA OPERATIVO

Gestão de Processos ➔ Um processo é um programa em execução e deve


permitir como funções básicas a criação, eliminação, suspensão, activação,
sincronização e comunicação. O sistema operativo deve distribuir o tempo de
processamento por entre os vários processos.

Gestão de Memória ➔ O sistema operativo deve distribuir o espaço de


memória pelos diferentes processos que correm no computador. Se o sistema
operativo tiver á sua disposição um sistema de memória virtual este pode
disponibilizar memória superior á memória física.

Gestão de I/O(Entrada/Saída) ➔ Trata-se de um sistema em que existe


comunicação de entrada (leitura) e saída (escrita) entre o computador e um
periférico. O sistema operativo lida com cada dispositivo podendo dispor de
modelos que lidam particularmente com cada tipo de dispositivos (device
drivers).

Gestão de Ficheiros ➔ Um ficheiro é um conjunto de informação recolhida que


pode ter as funções básicas como a criação, eliminação ou manuseamento. Um
ficheiro pode ser organizado em directórios e podem ser feitas copias de
segurança.

Protecção ➔ O sistema operativo pode efectuar mecanismos de segurança ao


acesso dos processos em execução e aos utilizadores do sistema.

Interpretador de comandos ➔ Vários comandos enviados ao sistema


operativo são instruções de controlo que se interligam com os mecanismos de
gestão do sistema operativo.

Chamadas de sistema ➔ A comunicação entre os processos e o sistema


operativo é efectuada através de chamadas de sistema (system calls). Estas
funções são disponibilizadas por meio de bibliotecas (APIs-Application
Programming Interfaces) pelo sistema operativo e podem ser utilizadas em
qualquer programa. A chamadas do sistema criam, eliminam e manuseiam
vários objectos de software e estruturas de dados administrados pelo sistema
operativo. Os mais importantes destes objectos são os processos e os
arquivos.

(6) http://www.di.ubi.pt/~operativos/teoricos/cap1-h.pdf

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HISTÓRICO DOS SISTEMAS OPERATIVOS
A PRIMEIRA GERAÇÃO (1945-1955)

Em meados da década de 40
foram construídas maquinas de
calcular
baseada em relés, cujos ciclos
eram medidos em segundos.
Estes foram
rapidamente substituídos por
válvulas e painéis após
esforços desenvolvidos por
Babbage. Quase não houve
avanços nesta área até o início
da Segunda Guerra Mundial.
Em torno de 1940, Howard
Aiken em Harvard, John Von
Neumann no Instituto de
UNIVAC - O PRIMEIRO COMPUTADOR Estudos Avançados de
Princeton, J. Presper Eckert e
William Mauchley na
Universidade da Pennsylvania
e Konrad Zuse na Alemanha,
tiveram sucesso
na construção de
computadores primitivos,
baseados em válvulas. Estas
máquinas eram enormes e
ocupavam vária e amplas salas
utilizando dezenas de milhares
de válvulas na sua construção.
Assim, o utilizador realizava a
sua própria programação nos painéis da máquina, e torcendo para que
nenhuma das 20.000 válvulas do computador se queimassem. Nesta época,
um único grupo de pessoas era responsável pelo projecto, construção,
programação, operação e manutenção de cada máquina. Nessa época os
programas processados pelos computadores eram constituídos essencialmente
por cálculos numéricos repetitivos, como por exemplo a geração de tabelas de
funções trigonométricas. O conceito de linguagem de programação ainda não
existia e os sistemas operativos também não. No início dos anos 50, hove uma
melhoria no uso destas máquinas com a introdução do cartão perfurado que
tornou possível a codificação de programas em cartões e sua leitura pela
máquina, dispensando a programação através de painéis.

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Paulo Encarnação
A SEGUNDA GERAÇÃO (1955-1965)

A segunda geração é caracterizada pela


introdução do transístor e dos sistemas
batch. A utilização do transístor em
meados de 1950 veio a alterar bastante a
realidade anterior. Com o emprego desta
nova tecnologia, os computadores
tornaram-se bem mais eficazes de
maneira a poderem ser comercializados.
Estes computadores eram montados em
IBM 7094 salas isoladas e operados por pessoal
especializado. Apenas as grandes empresas e órgãos governamentais ou
universidades eram capazes de investir milhões de dólares necessários á
aquisição destas máquinas. Os programas em linguagem de máquina eram
entrados em cartões perfurados e as linguagens assembly foram desenvolvidas
para acelerar o processo de programação. Dado o alto custo destas maquinas,
encontrou-se uma alternativa para diminuir o tempo de máquina desperdiçado.
A solução encontrada, denominada de sistema batch (lote), usava um conjunto
de jobs e fazia a leitura dos mesmos para uma fita magnética empregando um
computador pequeno e relativamente barato, tal como o IBM 1401. Os
computadores da segunda geração eram usados maciçamente na realização
de cálculos científicos e de engenharia, tal como a obtenção da solução de
equações diferenciais parciais. A programação era feita em linguagem
FORTRAN ou em linguagem de montagem. O primeiro sistema operativo foi
desenvolvido pela GM Laboratories no inicio da década de 50 para o
computador IBM 701, e apareceram depois os sistemas operativos típicos como
era o caso do FMS (Fortran Monitor System) e o IBSYS, ambos desenvolvidos
pela IBM para rodar no 7094. Os sistemas operativos eram então do tipo lote
(batch)

A TERCEIRA GERAÇÃO (1965-1980) CIS E MULTIPROGRAMAÇÃO

No início dos anos 60, a maioria dos


fabricantes de computador tinha duas
linhas de produtos distintas e
totalmente incompatíveis. De um lado
estavam poderosas máquinas
vocacionadas para operações de
processamento científico pesado, como
o IBM 7094, do outro lado, estavam as
máquinas comerciais, orientadas a
caracteres, como o IBM 1401 utilizado
pelos bancos e companhias
seguradoras para pesquisar arquivos
em fita e para impressão de extensos
IBM 1401 DATA PROCESSING SYSTEM
relatórios. O desenvolvimento de duas
linhas distintas de duas máquinas independentes representava um pesado
fardo para os fabricantes, alem disso muitos dos seus clientes necessitavam
inicialmente de uma máquina pequena, mas com o passar do tempo vinham a

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Paulo Encarnação
precisar de uma máquina maior, capaz de armazenar uma quantidade maior de
informações e de processar com mais rapidez. A IBM conseguiu resolver
ambos os problemas com a introdução do Sistema 360. Este sistema era
composto de uma série de máquinas, todas elas compatíveis em nível de
software, abrangendo a faixa que começava no 1401 e chegava até a do 7094.
Estes computadores só se distinguiam no desempenho e no preço. Dado que
todas estas máquinas tinham o mesmo tipo de arquitectura e o mesmo conjunto
de instruções básicas, os programas escritos para qualquer destas máquinas
corriam em qualquer uma delas. Além do mais, a série 360 foi projectada com
características para suportar tanto o processamento científico quanto o
comercial. A série 360 foi a primeira família de máquinas a usar circuitos
integrados em sua fabricação, conseguindo uma
relação preço/performance muito melhor do
que as máquinas da segunda geração. O
uso de máquinas compatíveis foi depois
adoptado por outros fabricantes. Esta ideia
criou problemas. A intenção era de que
qualquer software, incluindo o sistema
operativo, corresse em todos os membros
da família. Este software deveria ser
uniforme tanto para máquinas com poucos
periféricos como maquinas com grande
número de periféricos. Deveria funcionar
OS360 tanto em ambientes para processamento
comercial quanto para processamento científico. Além disso o sistema
operativo deveria ser eficiente em todas as aplicações que fossem utilizadas. O
resultado desse sistema operativo foi ser demasiado complexo e enorme, duas
a três vezes maior que o FMS. Este sistema era composto de milhões de linhas
de código em linguagem de montagem, programado por milhares de pessoas e
continha um sem-número de bugs que originaram uma série incontável de
novos releases na tentativa de corrigi-los. Este sistema operativo foi chamado
de OS360. Apesar das suas grandes dimensões e dos vários problemas que
apareciam no seu desenvolvimento, o OS360 e os sistema operativo similares
de terceira geração produzidos por outros fabricantes estiveram de acordo com
a maioria dos seus utilizadores. Estes sistemas vieram a popularizar várias
técnicas como seja o caso da multiprogramação. Nas operações comerciais, o
tempo de espera por entrada/saída pode chegar a 80 ou 90 por cento do tempo
total de processamento, de maneira que teria de ser feito alguma coisa para
resolver este problema. Surgiu então a solução de se dividir a memória em
diversas partes com um Job alocado alocado a cada uma delas. Enquanto um
Job esperava o acesso a uma operação de entrada/saída um outro Job
esperava a utilização do processador. O fato de se manter na memória vários
jobs ao mesmo tempo tornou necessária a utilização de um hardware especial
para proteger cada job contra acessos indevidos. O 360 e os demais sistemas
de terceira geração estavam equipados com este hardware. Com o passar dos
anos a IBM desenvolveu a arquitectura 360 e passa a produzir uma nova gama
de produtos o 370 e o 390. Outra das características principais do sistema
operativo de terceira geração era a capacidade de ler jobs de cartão directo
para o disco. Esta técnica foi denominada de SPOOL (Simultaneous Peripheral
Operation On Line) e era também empregada para as operações de saída.

16
Paulo Encarnação
Com o SPOOL, o 1401 deixou de ser necessário. Os sistemas operativos de
terceira geração eram necessários ao processamento de dados científicos e
comerciais mas continuava a ser necessário o sistema batch. Com estes
sistemas, o tempo entre a submissão do job e a disponibilização de sua saída
passou a ser medido em horas, de maneira que o simples esquecimento de
uma vírgula poderia fazer com que o programador viesse a perder a metade do
dia. O dever de se obter menos tempos de resposta levou à criação dos
sistemas com compartilhamento de tempo (timesharing), uma espécie de
sistemas multiprogramados, onde cada utilizador tinha um terminal on-line á
sua disposição. Nesses sistemas se existissem muitos utilizadores activos com
17 deles parados, o processador seria alocado ciclicamente a cada um dos três
jobs que lhe estão requisitando serviço. O primeiro sistema de
compartilhamento de tempo, o CTSS
(Compatible Time-Sharing System),
foi desenvolvido no MIT para um 7094
especialmente modificado. Após o
desenvolvimento do CTSS, o MIT, o
Bell Labs e a GE decidiram
desenvolver um projecto de um
computador que suportasse centenas
de utilisadores simultaneamente, em
regime de compartilhamento de
tempo. projeto foi denominado de
MULTICS (Multiplexed Information
EC PDP-1 and Computing Service). Devido à
rápida evolução tecnológica dos parâmetros que foram tomados como base no
projeto e com o desenvolvimento de técnicas de integração de circuitos, o
projeto fracassou. Apesar disso, o MULTICS teve uma grande influência nos
sistemas operacionais construídos depois dele. Outros sistemas operativos de
tempo compartilhado os TSS (Time Sharing System) e o CP/CMS (Control
Program/Conversational Monitor System), ambos da IBM. Uma outra
característica da terceira geração de sistemas foi o surgimento e aumento dos
microcomputadores, iniciado com o EC PDP-1, lançado em 1961. O PDP tinha
somente 4K palavras de 18 bits, mas custava 5% do valor do 7094. Para
algumas aplicações não numéricas, sua performance era muitas vezes tão boa
quanto a do 7094. Um dos cientistas da Bell Labs que trabalhou no projeto
MULTICS, Ken Thompson, encontrou um pequeno PDP-7 e escreveu para ele
uma versão monousuário do MULTICS. Este trabalho esteve na origem do
projecto de desenvolvimento do sistema operativo UNIX que hoje domina o
mercado para minicomputadores e estações de trabalho.

A QUARTA GERAÇÃO: COMPUTADORES PESSOAIS

Com o aparecimento dos circuitos integrados em


larga escala desenvolveram-se os chips que
continham milhares de transistors encapsulados
num centímetro quadrado de silício nascendo o
princípio do computador pessoal. No que diz
respeito á arquitectura os computadores eram
idênticos aos minicomputadores. A diferença estava no preço. O aparecimento

17
Paulo Encarnação
dos minicomputadores possibilitou que universidades e empresas adquirissem
o seu próprio computador enquanto o chip microprocessador veio a tornar isso
possível para pessoas físicas. A grande disponibilidade de poder computacional
levou a que surgissem uma indústria de software dedicada a estas máquinas. A
maioria desses softwares é user-friendly cujo significado é de facilitar a
utilização a pessoas que não têm conhecimentos de computadores.
Actualmente os sistemas de computadores pessoais e estações de trabalho
são representados pelo Windows da Microsoft e o Unix. O Windows teve
origem no MS-DOS que dominou as máquinas baseadas nos processadores da
Intel, mais precisamente o 8088 e seus sucessores, 80286, 80386 e 80486. O
MS-DOS foi um sistema operativo inicialmente pouco avançado mas as versões
a seguir já apresentavam características modernas. A UNIX é uma variação de
sistemas operativos vocacionada para sistemas de computadores não
baseados em processadores Intel. Com a crescente oferta de
microcomputadores, outras empresas transportaram o Unix para novas
máquinas. Devido à disponibilidade dos fontes do Unix e à sua simplicidade,
muitos fabricantes alteraram o sistema, gerando variantes personalizadas a
partir do Unix básico licenciado pela AT&T. Um desenvolvimento interessante
foi o surgimento em meados dos anos 80 dos sistemas operativos para redes e
dos sistema operativo distribuídos. Numa rede, um conjunto de utilizadores
podem trocar e solicitar informação entre eles através de maquinas interligadas
nessa rede. Cada uma destas máquinas pode correr o seu próprio sistema
operativo com o seu utilizador. Nesses sistemas os utilizadores tomam
conhecimento de onde os programas são processados ou ainda onde os seus
arquivos estão armazenados, pois tudo é arranjado de forma automática e
eficiente pelo sistema operativo. Os sistema operativo de rede não diferem
daqueles que são usados em máquinas monoprocessadores. No entanto , eles
precisam de uma interface controladora de rede e de um software específico
para gerir tal interface além de programas que permitam a ligação de
utilizadores a máquinas remotas e seu acesso a arquivos remotos. Tais
características não chegam a alterar a estrutura do sistema operativo usado
para máquinas com um único processador. Já os sistemas operativos
distribuídos precisam de mais do que a simples adição de poucas linhas de
código a um sistema usado em máquinas monoprocessadoras, pois os
sistemas distribuídos diferem dos centralizados em pontos bastante críticos.
Por exemplo, os sistemas distribuídos permitem que programas corram em
vários processadores ao mesmo tempo, necessitando, portanto de algoritmos
de escalonamento de processador bem mais elaborados, de forma a optimizar
o grau de paralelismo disponível no sistema.

A DÉCADA DE 1990

Na década de 90 a procura imensa por recursos de Internet resultou na


proliferação das configurações em rede. Hoje o uso da Web e do correio
electrónico para quase todos os sistemas operativos. A Microsoft Corporation
tornou-se dominante na década de 90. O sistema operativo Windows tornou-se
o mais popular após o lançamento em 1993 do Windows 3.1, cujos sucessores
Windows 95 e Windows 98 praticamente dominaram o mercado de sistemas
operacionais para computadores de mesa no final da década de 90. Esses
sistemas operativos, que tomavam emprestado muitos conceitos popularizados

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Paulo Encarnação
pelos primeiros sistemas operativos Macintosh, habilitavam os usuários a
executar múltiplas aplicações concorrentes com facilidade. A Microsoft também
entrou no mercado de sistemas operativos corporativos com o lançamento do
Windows NT em 1993, que rapidamente tornou-se o sistema operacional
preferido para estações de trabalho corporativas. Actualmente os sistema
operativo mais populares São o Windows XP, Windows Vista, Windows 7, Linux
e Mac OS X.

(7) http://www.scribd.com/doc/5565467/01INTRODUCAO-A-S-O
(8) http://www.deinf.ufma.br/~fssilva/graduacao/so/aulas/historico.pdf
(9) http://alumni.ipt.pt/~deeold/so99x04/public_html/historial.htm

EXEMPLO DE UM SISTEMA OPERATIVO – WINDOWS VISTA

O Windows Vista é uma família de sistemas operacionais de 32 e 64-bits


produzido pela Microsoft, para uso em computadores pessoais, incluindo
computadores residenciais e de escritórios, notebooks e media centers. A sua

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Paulo Encarnação
principal característica é a forma como se apresenta. É fácil aprendê-lo porque
sua interface gráfica é uniforme em todos os aplicativos. O Windows Vista
também tem como alvo aumentar o nível de comunicação entre máquinas
numa rede doméstica usando a tecnologia peer-to-peer, facilitando o
compartilhamento de arquivos e média digital entre computadores e
dispositivos. O principal objectivo da Microsoft com o Windows Vista, contudo,
tem sido a de melhorar a segurança no sistema operativo Windows.
Apresentamos aqui as várias componentes do sistema operativo Windows
vista.

O AMBIENTE DE TRABALHO (DESCRIÇÃO GERAL)

O ambiente de trabalho é a área principal do ecrã que é apresentada depois de


ligar o computador e iniciar sessão no Windows. Tal como a superfície de uma
secretária, o ambiente de trabalho serve como superfície para o seu trabalho.
Quando abrir programas ou pastas, estes serão apresentados no ambiente de
trabalho. Também pode colocar itens no ambiente de trabalho, tal como
ficheiros e pastas, atalhos ou programas e dispô-los do modo que se pretender.

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Paulo Encarnação
MENU INICIAR

Como o nome indica, é o menu que surge quando se pressiona a tecla


[Windows] ou se clica no botão iniciar e é aqui que se encontram todas
as opções que permitem aceder a todos os programas e documentos
disponíveis no seu computador, personalizar a aparência do Ambiente
de Trabalho, encontrar documentos no disco ou num disco de rede,
aceder a tópicos de ajuda, finalizar o Windows, etc. Para tal basta abrir o
menu iniciar e com as teclas direcionais escolher a opção pretendida.
Algumas opções têm submenus que podem ser acedidos com as teclas
direcionais.

BARRA DE TAREFAS

A barra de tarefas mostra quais as janelas estão abertas neste momento,


mesmo que algumas estejam minimizadas ou ocultas sob outra janela,
permitindo assim, alternar entre estas janelas ou entre programas com rapidez
e facilidade. A barra de tarefas é muito útil no dia a dia. Por exemplo quando se
está editando um texto e se tem necessidade de consultar um texto na Web,
pode-se alterar a janela através da Barra de Tarefas. Depois de se consultar

21
Paulo Encarnação
esse texto pode-se procurar uma pasta aberta com outro ficheiro a abrir, e
voltar novamente a editar o texto.

O MEU COMPUTADOR

O Meu computador é útil se se quiser visualizar o conteúdo de uma só unidade


de disco ou pasta. Quando se clica sobre o ícone no Ambiente de Trabalho,
as unidades disponíveis são apresentadas numa janela nova. Em seguida,
pode se clicar numa pasta para ver os arquivos que esta contém. Os ícones
principais do O meu computador são: Unidade C (HD) à Unidade A
(Disquete) à Unidade D (CD-ROM).

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Paulo Encarnação
RECICLAGEM

O Windows armazena arquivos eliminados na Reciclagem.


É possível reaver os arquivos que tenha eliminado
por engano ou para esvaziar o seu conteúdo de
forma a libertar espaço em disco, caso a
Reciclagem ainda não tenha sido definitivamente esvaziada.

MEUS LOCAIS DE REDE

Uma rede é um grupo de computadores interligados de modo a poderem


partilhar recursos tais como, arquivos e impressoras. Se o seu computador
estiver ligado a uma rede, poderá utilizar Meu Local de rede para navegar
em recursos de rede do mesmo modo que navega no conteúdo do seu
computador.

EXPLORAR O COMPUTADOR

Pode-se navegar no computador de vários modos. Por exemplo, pode-se ver o


conteúdo do computador utilizando O Meu Computador ou o Explorer do
Windows. Ambas as ferramentas de navegação são fáceis de encontrar: O
Meu Computador é aberto a partir do ambiente de trabalho e o Explorador
do Windows é aberto a partir do menu Iniciar. Se se preferir ver os os
arquivos numa estrutura hierárquica, pode-se ver a utilização do Explorer
do Windows. Em vez de se abrir unidades em janelas separadas pode-se
navegar numa só janela, o lado esquerdo da janela do explorador do
Windows contem uma lista das unidades e pastas, o lado direito apresenta
o conteúdo da pasta ou unidade de disco selecionada. A estrutura da
Informação é baseada em pastas e arquivos. Um arquivo é um bloco de
informação passível de ocupar espaço em disco, possuindo um
determinado tamanho e nome. Uma pasta (ou diretório), é uma parte do
disco que armazena arquivos e/ou Subdiretórios, que de alguma forma
podem estar associados entre si. As pastas contribuem para a organização
dos arquivos.

TRABALHAR COM ARQUIVOS E PASTAS

Antes de executar qualquer operação com arquivos, é necessário que o


utilizador indique qual o arquivo será alvo de determinada ação. Essa
indicação é dada, através da seleção. Esta pode ser de dois tipos: seleção
contínua (se os arquivo estiverem seguidos) e seleção intercalada (caso os
arquivo se encontrem dispersos).Para executar uma seleção contínua,
selecione o primeiro arquivo e/ou pasta, depois mantenha pressionada a
tecla [Shift] e com as teclas direcionais selecione os restantes arquivos e/ou
pastas pretendidos. Para executar uma seleção intercalada, selecione o
primeiro arquivo e/ou pasta, mantenha pressionada a tecla [Ctrl] e em
seguida escolha apenas os arquivo e/ou pastas pretendidos com as teclas
direcionais e pressionando a barra de espaços para os selecionar. Se
pretender selecionar todos os arquivo e/ou pastas, basta premir [Ctrl] + T.

23
Paulo Encarnação
O PAINEL DE CONTROLE DO WINDOWS

Pode gostar-se de alterar as definições no computador. Embora as alterações


nas definições de visualização, cores e padrão de fundo sejam frequentes,
poderá não se conseguir tirar partido das opções de configuração
localizadas nas várias aplicações no Painel de Controlo. Se se for um
utilizador novo, o Painel de Controlo permite alterar as definições do
dispositivo de entrada, adicionar, remover e solucionar problemas de
hardware e software, configurar dispositivos de entrada, como, por
exemplo, o teclado e o rato, e muito mais. Se for um utilizador mais
experiente, o Painel de Controlo pode ser personalizado a um nível mais
profundo, através de uma série de optimizações do Registo e de utilitários
de terceiros, como o TweakUI.

❑ ADICIONAR/REMOVER

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Paulo Encarnação
As ferramentas Adicionar/Remover no Painel de Controlo estarão
provavelmente entre as mais visitadas. Embora a aplicação
Adicionar/Remover Hardware dê acesso a um ambiente de assistente
utilizado para adicionar, remover, desligar ou resolver problemas de
hardware, as visitas à aplicação Adicionar/Remover Programas são muito
mais frequentes. Esta ferramenta não só lhe permite adicionar, remover e
alterar software, como também lhe permite alterar componentes instalados
do sistema operativo (como jogos ou outros utilitários) e disponibiliza-lhe
uma interface gráfica a partir da qual se pode criar uma disquete de
arranque. Obviamente, a remoção de software não utilizado ajuda a libertar
componentes de sistema. Todavia, a criação de uma disquete de arranque
deve ser uma prioridade para todos os utilizadores, na medida em que será
indispensável se o sistema não arrancar.

❑ DEFINIÇÕES DO MONITOR

A aplicação Monitor é uma ferramenta comum com a qual se pode familiarizar


rapidamente. Esta ferramenta não só permite controlar várias definições de
cor e de esquema do ambiente de trabalho, como também se pode utilizar
esta ferramenta para se configurar a protecções de ecrã, padrões de fundo
de ambiente de trabalho, efeitos visuais e muito mais. As opções mais
importantes são as que se encontram no separador Definições, dado que
permitem controlar tanto a resolução de visualização como a profundidade
de cor utilizadas.

❑ TECLADO E RATO

A utilização da aplicação Teclado permite instalar idiomas adicionais ou


controlar o atraso do teclado e a velocidade de repetição. Pode-se fazer a
repetição mais lenta se se tender a manter premidas teclas individuais durante
demasiado tempo e se acidentalmente acabar com múltiplas ocorrências de um
carácter no ecrã. A aplicação do rato permite alterar uma vasta gama de
definições, incluindo a velocidade a que o rato responde a duplos cliques, a
orientação manual do rato (uma visita obrigatória para leitores esquerdinos) e
inclusivamente alterar os ponteiros do Windows utilizados.

❑ SOM

A partir desta ferramenta pode alterar e pré-visualizar os sons associados a


eventos como uma paragem crítica, exclamação, recepção de uma nova
mensagem de correio electrónico e até o som reproduzido no arranque do
Windows.

❑ FIREWALL DO WINDOWS

O Firewall do Windows, anteriormente conhecido como Firewall de Conexão


com a Internet ou ICF, é uma barreira protectora que monitora e restringe as
informações passadas entre o computador e uma rede ou a Internet. Isso
fornece uma defesa contra pessoas que podem tentar aceder ao computador
de fora do Firewall do Windows sem a permissão do utilizador.
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Paulo Encarnação
❑ TIPO DE LETRAS

Faz a gestão das letras no sistema – pode-se adicionar ou remover as letras do


sistema.

❑ DATA E HORA

Esta ferramenta é responsável pelo ajusto da data e da hora, bem como a


escolha do fuso horário
❑ DEFINIÇÕES REGIONAIS

A aplicação Definições Regionais é utilizada para controlar o modo como o


Windows apresentará e ordenará datas, números, moedas e horas, por
predefinição. Por exemplo, pode optar por alterar o símbolo predefinido da
moeda ou o modo como os valores positivos e negativos são apresentados.

❑ WINDOWS DEFENDER

O Windows Defender é um programa que ajuda a proteger o computador contra


janelas pop-up, desempenho lento e ameaças de segurança causadas por
spyware e outro software indesejado.

❑ GESTOR DE DISPOSITIVOS

Pode-se utilizar o Gestor de dispositivos para actualizar os controladores (ou


software) de dispositivos de hardware, modificar definições de hardware e
resolver problemas.

Caso o usuário trabalhe com mais de um idioma, podemos instalar novos


idiomas no computador do usuário. Com isso, o usuário poderá exibir e digitar
documentos em idiomas diferentes. Cada idioma possui um layout de teclado
padrão.

❑ OPÇÕES REGIONAIS

Caso o utilizador trabalhe com mais de um idioma, podemos instalar novos


idiomas no computador do utilizador. Com isso, o utilizador poderá exibir e
digitar documentos em idiomas diferentes. Cada idioma possui um layout de
teclado padrão. Na primeira aba das Opções regionais e de idiomas, que é
Formatos definimos como os programas exibirão as datas, horas, unidades
monetárias e números. Caso os modelos padrões não atendam as suas
necessidades, pode-se fazer as configurações desejadas. Na segunda aba,
Localização configuramos a localização do país. Na terceira aba, Teclados e
Idiomas, podemos alterar o idioma do teclado, e na quarta e última aba,
Administração podemos seleccionar um idioma que coincide com a versão do
idioma de um programa que não utiliza a codificação Unicode.

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Paulo Encarnação
CONCLUSÃO

Tendo em vista os aspectos observados, um computador não poderia funcionar


sem um sistema operativo que assegure o intercâmbio entre a máquina e o
utilizador. Sem os sistemas operativos os aplicativos ou os programas não
poderiam correr. Um sistema operativo pode ser visto como um programa de
enorme complexidade que é responsável por todo o funcionamento de uma
máquina desde o software a todo hardware instalado na máquina. Os sistemas
operativos actuais possuem dois tipos de implementação do núcleo, monolíticos
e estrutura de microkernel. O sistema operativo é composto por uma variedade
de software que permite a comunicação com os elementos físicos do
computador ou hardware. Neste conjunto de software podemos destacar
normalmente os seguintes elemento, o núcleo, o intérprete de comandos (em
inglês shell) e o sistema de arquivos. Um sistema operativo actual é defenido
de "multi-tarefas" quando permite que diversas aplicações corram no sistema
simultaneamente. Os sistemas operativos foram desenvolvidos ao longo do
tempo mas foi só na década de 90 que os sistemas operativos modernos se
desenvolveram com o aparecimento sobretudo do Windows do Linux e do Mac
Os X. Actualmente os sistemas operativos mais populares são o Windows e
Linux.

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Paulo Encarnação
BIBLIOGRAFIA
O que é um Sistema Operacional
(1) http://www.scribd.com/doc/5565467/01INTRODUCAO-A-S-O

Descrição do sistema operativo


(2) http://pt.kioskea.net/contents/systemes/sysintro.php3

Sistemas Operacionais
(3)http://www.etaj.com.br/~jmoreira/projetos/disciplinas/Sistemas
%20Operacionais%20I/so1.pdf

Funções básicas de um sistema operativo


(4) http://pt.wikilingue.com/es/Sistema_operativo

Sistema operacional
(5) http://pt.kioskea.net/contents/systemes/sysintro.php3

Sistemas Operativos
(6) http://www.di.ubi.pt/~operativos/teoricos/cap1-h.pdf

Sistemas Operacionais
(7) http://www.scribd.com/doc/5565467/01INTRODUCAO-A-S-O

Histórico dos Sistemas Operacionais


(8) http://www.deinf.ufma.br/~fssilva/graduacao/so/aulas/historico.pdf

Os sistemas operativos ao longo do tempo


(9) http://alumni.ipt.pt/~deeold/so99x04/public_html/historial.htm

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Paulo Encarnação