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1. INTRODUÇÃO

O objetivo deste projeto é auxiliar e orientar a população quanto ao uso


racional de medicamentos, visando a execução de práticas éticas como a promoção,
proteção e recuperação da saúde do paciente. Além de prevenir doenças e melhorar
a qualidade de vida dos cidadãos.

O conceito de consultório farmacêutico foi definido em duas portarias do


Conselho Federal de Farmácia (CFF), publicadas em 2013 e a existência desse
espaço é também apoiada pela Lei 13.021 de Agosto de 2014, que dispõe sobre o
exercício das atividades farmacêuticas.

Dentro desse contexto iremos explicar quais os procedimentos realizados e


como deve ser um consultório na clínica universitária, onde citaremos as legislações
e diretrizes, conceito e importância da Atenção e Assistência Farmacêutica,
estrutura do consultório, orçamento, gastos iniciais e mensais e os Procedimentos
Operacionais Padrão (Pops).
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2. LEGISLAÇÕE E DIRETIZES PARA MONTAR UM CONSULTÓRIO


FARMACÊUTICO

A partir das Resoluções 585 e 586 de 29/08/2013, do Conselho Federal de


Farmácia (CFF), e da Lei nº 13.021/14, começou a surgir um movimento entre os
farmacêuticos, de montar suas clínicas para prestação de serviços farmacêuticos à
população, dentre eles, a prescrição de medicamentos.

As exigências iniciais para se montar um consultório farmacêutico, consiste


na formação do empreendedor, que deve ser farmacêutico, graduado como
Bacharel em Farmácia por uma instituição de ensino superior devidamente
reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC). Ainda, o profissional deve estar
devidamente registrado no Conselho Regional de Farmácia (CRF) da sua jurisdição,
e não se encontrar impedido por motivos éticos ou administrativos de exercer a
profissão.

A grande maioria dos farmacêuticos, não tiveram formação clínica durante a


graduação. Isso mudará a partir da conclusão da revisão das Diretrizes Curriculares
dos Cursos de Farmácia - processo em andamento atualmente.

Outro passo importante no processo, é saber quais os objetivos de um


consultório farmacêutico, Para isso é necessário um estudo crítico da legislação que
regulamente as atribuições clínicas do farmacêutico e a prescrição farmacêutica no
Brasil, especificamente as Resoluções 585 e 586 do CFF. É recomendável, também,
uma releitura da RDC-ANVISA 44, de 17 de agosto de 2009, que dispõe, entre
outros temas, sobre a prestação de serviços farmacêuticos em farmácias e
drogarias. Completando este estudo preliminar, a leitura analítica da Lei 13.021, de
08 de agosto de 2014.

A maioria dos consultórios farmacêuticos no Brasil, são instalados dentro de


farmácias e drogarias, a regulamentação segue uma via mais simples, pois este
estará anexado a uma estrutura já existente e que será regulamentada como um
estabelecimento farmacêutico (farmácia ou drogaria) que passa a oferecer serviços
na sua prática profissional.

Porém como nosso trabalho compete na implantação de um consultório


farmacêutico, com a proposta de acompanhar o paciente em seu desenvolvimento
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terapêutico. A partir das diretrizes do Conselho Federal de Farmácia (CFF), o Centro


Universitário Nossa Senhora do Patrocínio optou por adequar-se às necessidades
sociais e educacionais, desenvolvendo um modelo de consultório farmacêutico, que
será anexado as clínicas que agregam diferentes especialidades médicas entre
outros atendimentos de saúde dentro da própria Universidade, onde alunos
estagiários farão o atendimento de atenção farmacêutica, com um centro integrado
de informações, e estabelecendo a relação da prática com as disciplinas
curriculares. Além de oferecer aos alunos do curso de Farmácia oportunidade de
estágio. Busca-se, assim, formar um aluno que poderá atender aos requisitos de
mercado e também às demandas sociais, praticando a atenção farmacêutica.

Coerente com o conceito de farmácia universitária, atenderá somente os


pacientes encaminhados, ou seja, pacientes que já fazem tratamento nas clinicas de
fisioterapia, nutrição e psicologia situadas dentro da faculdade, e também alunos e
funcionários da mesma, para que tenha condições de realizar o acompanhamento
personalizado. Entre os serviços oferecidos estão: assistência farmacêutica, aferição de
pressão arterial, glicemia capilar, e orientação quanto ao uso racional de medicamentos.

O monitoramento e o acompanhamento farmacoterapêutico ainda não é


oferecido na maioria das farmácias da cidade, apesar de ser previsto na Lei Federal
13.021/2014, que coloca como uma responsabilidade do farmacêutico prestar
orientação e esclarecer ao paciente a relação risco x benefício, conservação e
utilização correta dos fármacos e a importância do manuseio correto, para aprimorar
as condições terapêuticas e garantir a saúde e bem-estar dos pacientes.

Para abrir um consultório farmacêutico, é necessário um estudo crítico da


legislação que regulamente as atribuições clínicas do farmacêutico e a prescrição
farmacêutica no Brasil, especificamente as Resoluções 585 e 586 do CFF.

O conceito de consultório farmacêutico foi definido em duas portarias do


Conselho Federal de Farmácia (CFF) publicadas em 2013 e a existência desse
espaço é também apoiada pela Lei 13.021, de agosto de 2014, que dispõe sobre o
exercício das atividades farmacêuticas.

Há alguns anos atrás ainda não existia a regulamentação no sentido de


documentação da legalização do consultório farmacêutico, nessa época ainda se
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fazia um oficio e enviava para o conselho de farmácia, avisando que iria abrir um
consultório farmacêutico e os serviços que iria oferecer, a localização etc. Hoje esse
conceito de documentação mudou bastante.

Em 2017 ficou disponível no site da Comissão Nacional de Classificação


(CONCLA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a atualização da
CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas) para que o sistema de
atividade econômica comtemple os consultórios farmacêuticos clínicos. Isso significa
que agora já é possível incluir o número de registro da atividade econômica no
contrato social das empresas. A alteração foi pleiteada pelo CFF (Conselho Nacional
de Farmácia) no IBGE.

O CNAE é uma classificação usada com o objetivo de padronizar os códigos


de identificação das unidades produtivas do país, nos cadastros e registros da
administração pública nas três esferas de governo, em especial na área tributária. O
CNAE regulariza a atuação do farmacêutico clinico em ambiente apropriado ao
cuidado farmacêutico, os farmacêuticos tem agora o respaldo burocrático e legal que
faltava para a instalação de seus consultórios e a prestação de seus serviços.

O número da CNAE tanto para consultórios farmacêuticos, quanto para


serviços prestados por farmacêuticos clínicos é 8650-0/99. Provisoriamente está
sendo utilizado o código das (atividades da área da saúde não especificadas
anteriormente). Essa foi a opção encontrada em função da ausência, na atual
classificação de um código especifico.

E também no CFF tem o código 103 onde eles expedem a certidão de


regularidade do seu consultório farmacêutico, existem taxas a serem pagas, e outro
detalhe importante é a localização.

No Brasil a constituição federal de 1988, estabelece a assistência à saúde


como direito fundamental do cidadão sendo dever do estado, e essa pratica de
atenção farmacêutica é um modelo desenvolvido no contexto de assistência
farmacêutica, sendo a interação direta do farmacêutico e do paciente, visando uma
farmacoterapia racional.
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A profissão farmacêutica está se movendo de um paradigma técnico para um


social, e a farmácia clinica teve início na área hospitalar nos Estados Unidos na
década de 60. No Brasil essa transformação tem contribuído de uma forma muito
significativa para a evolução da profissão e criando expectativas para os
profissionais, oferecendo uma oportunidade do resgate em relação ao paciente x
farmacêutico, ambos se tornaram muito próximos depois dessas resoluções do CFF
585 e 586.

Obedecendo essas resoluções, a consulta farmacêutica é caracterizada por


atendimento do profissional farmacêutico ao paciente com a finalidade de obter os
melhores resultados com a farmacoterapia e também o uso racional dos
medicamentos. O farmacêutico pode prescrever os medicamentos isentos de
prescrição, existe uma gama desses medicamentos, existe uma oferta muito grande
em fitoterápicos, e medicamentos que ficam de livre acesso ao público dentro das
drogarias.

Quando lemos as resoluções existem três palavras muito importante que se


repetem diversas vezes que é a promoção, proteção e recuperação da saúde,
porque esse é um dos objetivos que essas resoluções foram criadas. Afim de muito
mais promover a saúde do que propriamente tratar a doença.

O profissional farmacêutico também pode prescrever exames laboratoriais,


mas nunca para fins de diagnósticos, mas para acompanhamento
farmacoterapeutico que é muito importante frisar. O que está bem claro na resolução
586 é que o profissional pode também prescrever alguns medicamentos que seja de
prescrição medica, mas é importante ressaltar que para ser feita essa prescrição, o
profissional precisa ser pós graduado em farmácia clínica, e desde que esses
medicamentos esteja inseridos dentro de protocolos, que são medicamentos que
estão inseridos dentro de programas de hipertensão, diabetes e asma, e assim para
poder dar continuidade a esse tratamento do paciente, o farmacêutico clinico
poderá prescrever, mas desde que isto esteja dentro do protocolo.

2.1 A lei 13.021/14 transforma as farmácias e drogarias em estabelecimento de


saúde
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A lei 13.021/14, nasceu no senado federal em 08/08/2014, foi aprovada por


unanimidade, que transforma as farmácias e drogarias em unidade de prestação de
assistência farmacêutica, assistência à saúde e orientação sanitária individual e
coletiva (educação a saúde), e assegura a atuação do farmacêutico nesses
estabelecimentos.

A lei vem atender uma antiga reinvindicação dos farmacêuticos, e diz com
clareza absoluta que a farmácia é um estabelecimento de saúde. De acordo com a
lei, a assistência farmacêutica é um conjunto de ações e serviços para garantir a
assistência terapêutica integral, através da promoção, proteção e recuperação da
saúde em estabelecimentos públicos ou particulares e para garantir o acesso e uso
racional dos medicamentos.

Considerando os aspectos de doenças crônicas não transmissíveis a


promoção, proteção e recuperação da saúde, passa necessariamente pela atitude
do farmacêutico em fazer avaliação e acompanhamento para haver controle dessas
enfermidades e prevenindo riscos.

O farmacêutico não deve ter como objetivo apenas facilitar o acesso do


paciente ao tratamento indicado, mas seu papel é fundamental para propiciar/induzir
o paciente ao uso racional de medicamentos.

Compete ao farmacêutico também a orientação sobre as possíveis interações


entre medicamentos e/ou alimentos ou outros produtos, bem como
acompanhamento quanto a adesão ao tratamento.

No art. 4º da lei 13.021/14 diz que é responsabilidade do poder público


assegurar a assistência farmacêutica, segundo os princípios e diretrizes do Sistema
Único de Saúde, de universalidade, equidade e integralidade.

No art. 10º O farmacêutico e o proprietário dos estabelecimentos


farmacêuticos agirão sempre solidariamente, realizando todos os esforços para
promover o uso racional de medicamentos.

No art. 13º Obriga-se o farmacêutico, no exercício de suas atividades, a:


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Estabelecer o perfil farmacoterapêutico no acompanhamento sistemático do


paciente, mediante elaboração, preenchimento e interpretação de fichas
farmacoterapêuticas; e a prestar orientação farmacêutica, com vistas a esclarecer ao
paciente a relação benefício e risco, a conservação e a utilização de fármacos e
medicamentos inerentes à terapia, bem como as suas interações medicamentosas e
a importância do seu correto manuseio.

2.2 Nota técnica nº 01/2016 do conselho federal de farmácia

Com data no dia 01/06/2016 diz em suas premissas que:

A Farmácia Universitária (FU) é um estabelecimento de saúde, que


disponibiliza serviços e procedimentos farmacêuticos ao indivíduo, à família e à
comunidade, de modo a contribuir para a promoção, proteção e recuperação da
saúde, a prevenção de doenças e de outros agravos, e a melhoria dos resultados
em saúde. Contribui, ainda, para promover o acesso e o uso racional de
medicamentos, e a otimização da farmacoterapia. (CFF, 2016).

No contexto da educação interdisciplinar, corresponde a um ambiente que


favorece à formação do farmacêutico para atuar em equipes Inter profissionais,
participando de ações integradas aos diversos níveis de atenção à saúde. (CFF,
2016).

A FU deve fomentar a realização de trabalhos de ensino, pesquisa e


extensão, e a divulgação de seus resultados. Suas atividades devem estar alinhadas
com a formação na graduação e na pós-graduação - se houver - e direcionadas à
integração entre a teoria e a prática profissional. (CFF, 2016).

A FU deve estar estruturada de tal forma que possibilite aos estudantes


desenvolver competências para o cuidado em saúde, a tecnologia e a inovação em
saúde, e também a gestão em saúde, além de apresentar uma estrutura
organizacional e de pessoal suficiente para garantir a qualidade e a segurança dos
serviços e procedimentos disponibilizados. (CFF, 2016).

Os professores devem ter formação, experiência prática e competência


técnica na área específica de sua atuação. (CFF, 2016).

A FU tem como objetivo assegurar a qualificação acadêmica dos estudantes


e propiciar a integração das diversas áreas de conhecimento que compõem o curso
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de graduação em Farmácia, por meio de estágios e outras atividades, e ser capaz


de reforçar o processo de ensino aprendizagem e a avaliação formativa, na busca
pela melhoria da qualidade da educação farmacêutica (CFF, 2016).

Com embasamento jurídico a FU deverá efetuar sua legalização junto:

Ao órgão sanitário local;

Ao Conselho Regional de Farmácia da jurisdição;

À Anvisa – para obter a autorização de funcionamento

 Decreto nº 5.296, de 02/12/2004 – Regulamenta as leis nº 10.048, de 8


de novembro de 2000, que dá prioridade de atendimento às pessoas
que especifica, e nº 10.098, de 19 de dezembro de 2000, que
estabelece normas gerais e critérios básicos para promoção da
acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com
mobilidade reduzida, e dá outras providências.
 Resolução RDC/Anvisa nº 306, de 07/12/2004 - Dispõe sobre o
Regulamento Técnico para o gerenciamento de resíduos de serviços
de saúde.
 Resolução/CFF nº 480, de 25/06/2008 - Dispõe sobre os serviços
farmacêuticos na farmácia-escola, pública ou privada, e dá outras
providências.
 Resolução/CFF nº 585, de 29/08/2013 - Regulamenta as atribuições
clínicas do farmacêutico e dá outras providências.
 Resolução/CFF nº 586, de 20/08/2013 - Regula a prescrição
farmacêutica e dá outras providências.
 Resolução/CFF nº 596, de 21/02/2014 - Dispõe sobre o Código de
Ética Farmacêutica, o Código de Processo Ético e estabelece as
infrações e as regras de aplicação das sanções disciplinares.
 Resolução/CFF nº 600, de 25/07/2014 – Regulamenta o procedimento
de fiscalização dos Conselhos Regionais de Farmácia, e dá outras
providências.
 Resolução/CFF nº 610, de 20/03/2015 - Dispõe sobre as atribuições do
farmacêutico na farmácia universitária, e dá outras providências.
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Esta nota técnica é um documento norteador para coordenadores, gestores


universitários e para os corpos docente e discente dos cursos de Farmácia, visando
a atender ao instrumento de avaliação de curso de graduação do Ministério de
Educação, em atenção à Nota Técnica DAES/INEP 008, de 04/03/2015. Futuras
modificações desta nota técnica dependem da aprovação de novas legislações
voltadas para as boas práticas de farmácia.
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3. ATENÇÃO FARMACÊUTICA NA CLÍNICA UNIVERSITÁRIA

O aluno estagiário fará uma anamnese junto ao paciente, e através dessa


anamnese traçará seu plano de cuidado onde se pode prescrever, ou fazer um
simples encaminhamento, não sendo somente prescrição de fármacos, como
exemplo tomar 15 minutos de sol por dia, ou um encaminhamento para um outro
profissional da saúde. Existe um padrão de prescrição que está no CFF.

Na pratica o estagiário vai orientar sobre como o paciente vai utilizar esse
medicamento, podendo o aluno sob supervisão do tutor prescrever dentro de
problemas de saúde autolimitados, que são patologias menos graves e de curso
pequeno e elaborar o perfil farmacoterapeutico, identificando suas necessidades
relacionadas à saúde e medicamentos.

O atendimento iniciará com pacientes encaminhados integradamente com as


clinicas de nutrição e fisioterapia. Tratará de diabéticos, hipertensos e doenças
crônicas, pelo fato destes pacientes fazerem uso de um número maior de
medicamentos contínuos, contribuindo assim para ocorrência de diversos problemas
relacionados aos medicamentos.

A atenção farmacêutica é feita no consultório e fica documentada em ficha


especifica, onde consta dados e ações realizadas e registradas para a avaliação dos
resultados. Após realizada a anamnese do paciente e todos os dados registrados,
afere-se padrões fisiológicos e biológicos. Afere-se a PA e no caso de diabéticos
verifica-se a glicemia capilar.

Todos os valores obtidos durante a atenção farmacêutica realizada são


declaradas na ficha de serviços farmacêuticos em duas vias, sendo que a primeira é
entregue ao paciente e a segunda via é arquivada. Essas fichas serão armazenadas
em local especifico na sala de atenção farmacêutica e ordenadas em ordem
alfabética. Todos os dados e informações coletadas recebem tratamento sigiloso e
serão somente utilizadas para a prestação da atenção farmacêutica.

A declaração deve conter:


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 Identificação do estabelecimento e do responsável técnico,


 Identificação do paciente, motivo da realização desta medição, se por
solicitação médica, ou por acompanhamento no uso de alguma medicação;
 Identificação do médico responsável pelo atendimento do paciente, informar
se usuário faz uso de medicamento e quais são;
 Informar se usuário faz uso de insulina, e em qual frequência, no caso de
aferição de glicemia capilar.

Valores obtido da medida do parâmetro fisiológico e bioquímico e em quais


condições conforme abaixo:

 No caso de aferição de glicemia indicar se em jejum ou após refeição;


 No caso de aferição de pressão arterial indicar os valores sistólicos;
diastólico, a posição do usuário durante a aferição, qual membro foi medido,
e a largura do manguito utilizado;
 No caso da aferição de temperatura corporal indicar o horário de aferição.

Valores dos parâmetros fisiológicos e bioquímicos Serão classificados


segundo baseados em literatura técnica reconhecida.

Se houver diferença entre os valores encontrados e os valores de referência


constantes em literatura técnico-científica correta, o paciente deverá ser orientado a
procurar assistência médica, tal orientação deve ser registrada na declaração do
serviço prestado, com os valores medidos assim como o encaminhamento. Ainda
que seja verificada diferença entre os valores encontrados e os valores de
referência, não poderão ser alterados os medicamentos em uso pelo paciente.

Considera-se o prazo de uma semana para o retorno do paciente, que será o


tempo necessário entre o estudo do caso, levando em conta sua necessidade.

Com todos os dados em mãos o estagiário com a supervisão do tutor, fará o


estudo de caso de todos os medicamentos utilizados pelo paciente em relação a
posologia utilizada, interação droga x alimento, droga x droga e reações adversas.
Será necessário identificar os dados, resolvendo e prevenindo os problemas
relacionados ao medicamento.

O tutor responsável irá analisar a coleta de dados do paciente feito pelo


estagiário e ajudar na identificação de problemas e correções de possíveis falhas.
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A análise será feita de acordo com os seguintes parâmetros:

 Se o paciente utiliza todos os medicamentos que realmente são necessários.


 Se o paciente apresenta resposta esperada à farmacoterapia.
 Se o regime terapêutico (dose) está adequado ao alcance das metas
terapêuticas.
 Se a farmacoterapia não produz novos problemas de saúde ou agrava
problemas pré existentes.

Com estudo definido obtém- se os resultados, que serão repassados ao


paciente em seu retorno com todas as informações necessárias para o seu
tratamento, bem como, qualquer informação que o farmacêutico julgue
necessário para um melhor tratamento. Caso necessário o prescritor deve ser
contatado para esclarecer eventuais dúvidas detectadas no momento da
avaliação, sendo que este contato também deve ser registrado em seu
prontuário.

3.1 Sobre o estágio semanal

 Terá uma média de 80 alunos (matutino e noturno).


 1 semana (5 dias por semana) 16 Alunos farão o atendimento por dia, com
um atendimento de 30 minutos cada.
 1 tutor (atenderá em horário administrativo).
 8:00 as 12:00 (uma hora de almoço) 13:00 as 17:00.
 O tutor vai cumprir 8 horas de trabalho por dia, 4 horas no período da manhã
e 4 horas no período da tarde.
 Em 5 dias 80 alunos atenderam 16 pacientes por dia, sendo 8 alunos de
manhã e 8 à tarde, cada um terá o tempos de 30 minutos, ou seja, a cada
uma hora dois alunos prestaram atendimento com o auxílio do tutor.
 Ao final do dia o tutor auxiliará 16 alunos cumprindo sua carga horária de 8
horas por dia.

3.2 Modelos de formulários de acordo com o CFF

Segundo Walter Jorge João, Presidente do CFF, uma das primeiras ações do
Programa de Suporte ao Cuidado Farmacêutico na Atenção à Saúde (Profar) é
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disponibilizar modelos da documentação necessária ao processo de cuidado do


paciente. Durante a prestação de serviços é fundamental que o farmacêutico
desenvolva habilidades para registrar as informações coletadas e, a partir delas, ter
condições de acompanhar a evolução terapêutica do paciente e os resultados das
intervenções propostas.

Os modelos apresentados pelo CFF têm como objetivo padronizar ações


entre os farmacêuticos com atuação clínica, por isso, o Conselho preparou alguns
modelos de prontuário do paciente, de redação da prescrição e de encaminhamento
a outros profissionais da saúde”, comentou Walter Jorge João, Presidente do CFF.

 PRONTUÁRIO - a documentação do processo de cuidado deve ser feita


em prontuário próprio para cada paciente, organizado de forma a manter o
registro dos atendimentos e, portanto, a história farmacoterapêutica e
clínica do paciente. Uma das formas mais comuns de registro, adotada por
diferentes profissionais da saúde, é o modelo SOAP (do inglês, Subjective,
Objetictive, AssessmentPlan), que organiza as informações em dados
subjetivos (S), objetivos (O), avaliação (A) e plano (P). O CFF apresenta
um modelo que permite a organização das informações dos pacientes e o
registro de evolução.
 RECEITA – durante a prestação de serviços farmacêuticos, o profissional
utiliza um raciocínio que culmina com a seleção da (s) melhor(es) conduta
(s) que será documentada por meio da receita e entregue ao paciente. Ele
deve ser redigida em português, por extenso, de modo legível, observados
a nomenclatura e o sistema de pesos e medidas oficiais, sem emendas ou
rasuras, incluindo os componentes previstos no artigo 9º, da 
Resolução 586, de 29 de agosto de 2013.
 ENCAMINHAMENTO – quando o farmacêutico decide seleciona como
conduta encaminhar o paciente a outro profissional da saúde, ele precisa
garantir que, tanto o usuário, quanto o profissional compreendam o motivo
da recomendação feita pelo farmacêutico. 
Entende-se que com este procedimento o outro profissional compreenda o
raciocínio clínico utilizado pelo farmacêutico, bom como, a conduta
selecionada. O documento formaliza a comunicação com outros
profissionais.
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4. ESTRUTURA FÍSICA DO CONSULTÓRIO FARMACÊUTICO

O ponta pé inicial para abertura de um consultório é a contratação dos


serviços de uma empresa de contabilidade ou de um contador especializado para
clínicas médicas ou farmacêuticas, para que se tenha uma orientação em relação
aos trâmites exigidos pela legislação e ao custo operacional do empreendimento.

Num consultório, existe a necessidade de manter controles com os materiais


médicos, materiais de escritório e de higiene, controles de funcionários, incluindo
recepção, pessoal de limpeza e auxiliares de consultórios, encargos tributários e
despesas de manutenção de equipamentos, além dos custos normais de qualquer
estabelecimento, como água, telefone e energia, as quais o contador poderá auxiliar.

Para abertura da clínica é preciso obter registo na Prefeitura do município,


onde deverá apresentar os documentos do local onde será instalado o consultório e
realizar os pagamento de taxas correspondentes. É preciso também, fazer o registro
da Vigilância Sanitária e observar com frequência as legislações especificas do
estado ou cidade para que o ambiente esteja sempre em conformidade com as
exigências da Vigilância Sanitária para a regularização e documentação da clínica.

O alvará de funcionamento, assim como o da Vigilância Sanitária, será


necessário para o início das atividades da clínica. O alvará de funcionamento é
concedido pelo município.

É necessário também, a autorização de funcionamento do Corpo de


Bombeiros, observando sempre a legislação do estado ou cidade no qual o
consultório será implantado, o qual determinará as regras gerais de segurança
contra incêndio e pânico.

Para iniciar a implantação da clínica é preciso contratar um engenheiro para


fazer modificações no local ou construir a área desejada.

Também é preciso fazer a contratação de profissionais para a execução do


trabalho braçal para a construção do ambiente clinico.

Neste projeto, ocorrerá poucas modificações no local onde será implantado o


consultório farmacêutico, já que este já vinha sendo utilizado por outros profissionais
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da clínica universitária e o espaço foi cedido para a coordenação do curso de


farmácia para montagem do consultório e realização dos estágios dos alunos do
curso.

Para a reforma da sala será necessário retirar a porta do fundo, a qual será
fechada e também retirar a porta de entrada, a qual será substituída por uma porta
de 90 cm para que a entrada fique acessível a portadores de necessidades
especiais e também será feito o encanamento para o lavatório. Com os ajustes que
serão feitos, será inevitável a pintura de toda a sala. Os moveis serão inseridos na
sala de acordo com a necessidade.

4.1 RDC nº50/2002

Todo estabelecimento de saúde deve estar com o ambiente estrutural de


acordo com as legislações vigentes da ANVISA, como a RDC nº 50/2002.

A RDC nº50, de 21 de fevereiro de 2002, é uma norma que busca definir as


etapas de elaboração de projetos; dimensões dos ambientes; organização funcional;
critérios para circulação interna e externa; condições de conforto; controle de
infecção; instalações prediais; segurança contra incêndio em estabelecimentos
assistenciais de saúde (EAS).

Todos os envolvidos com a infraestrutura do EAS, ou seja, devem conhecer


os princípios e/ou estar de acordo com esta normativa.

4.2 Materiais necessários para as modificações

 32 Blocos Cerâmicos;
 2 Sacos de Cal;
 1 Saco de Cimento;
 80 Sacos ou ½ metro de Areia;
 2 Metros de Cano PVC de 25mm
 2 Metros de Cano PVC de 50mm para Esgoto
 2 Cotovelos de 2”
 1 Sifão
 1 Lata de Tinta Branca
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5. CONCLUSÃO

A partir deste projeto, compreendemos a importância da iniciativa de


um consultório farmacêutico na clínica universitária, onde o atendimento é
gratuito e o principal objetivo é a promoção, proteção e recuperação da saúde
do paciente e seu bem-estar.

O atendimento do estagiário e do farmacêutico ao paciente beneficiará


ambos os lados. Onde o paciente terá um cuidado importante e essencial com
a sua saúde, e o estagiário aprenderá a postura de um farmacêutico clínico,
realizando a anamnese, reconciliação medicamentosa e estudo de caso.

Isto é muito importante, partindo do princípio de que o objetivo do


estágio é o aprendizado do aluno, visando a boa formação de futuros
profissionais farmacêuticos.
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6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

LEONARDI, EGLE. Como montar um consultório farmacêutico. Disponível em:


https://www.ictq.com.br/varejo-farmaceutico/496-a-montagem-de-um-consultorio-
farmaceutico. Acesso em: 01/10/2018.
SILVA,WALTER, JOÃO JORGE. Resolução nº 585 de 29 de agosto de
2013.Disponível em: http://www.cff.org.br/userfiles/file/resolucoes/585.pdf. Acesso
em: 05/10/2018.
SILVA,WALTER, JOÃO JORGE. Resolução nº 586 de 29 de agosto de 2013.
Disponívelem: http://www.cff.org.br/userfiles/file/noticias/Resolu
%C3%A7%C3%A3o586_13.pdf. Acesso em:05/10/2018.
CFF. A farmácia universitária como indicador obrigatório na avaliação dos
cursos de Farmácia. Disponível em: http://www.cff.org.br/userfiles/file/NT-FU-
2016.pdf. Acesso em: 01/10/2018.
COMUNICAÇÃO DO CFF. CFF disponibiliza modelos de formulários para
documentação de serviços clínicos. Disponível em: http://www.cff.org.br/noticia.php?
id=2581. Acesso em: 27/09/2018.
ANVISA Resolução RDC/ANVISA nº 50, de 21-02-2002. Disponível
em:http://www.saude.mg.gov.br/index.php?
option=com_gmg&controller=document&id=487. Acesso em: 28/09/2018.
SOLANO, IVONNE. POP procedimentos operacionais padrão para as unidades
básicas de saúde. Disponível em:
http://www.colombo.pr.gov.br/downloads/saude/062012/11-PROCEDIMENTOS-
OPERACIONAIS-PADRAO-PARA-UBS-VERSAO-2012.PDF.Acessoem: 27/09/2018.

6.1 Referências da Planilha de Custos


Dispensadores, Saco de Cal, Tinta Esmalte Branco, Tinta Acrílica Branco, Canos
Disponível em: www.balaroti.com.br. Acesso em:15/09/2018.
Mesa, Gaveteiro, Disponível em: www.madeiramadeira.com.br acesso em:
Cadeiras, Disponível em: www.mobly.com.br. Acesso em: 15/09/2018.
Gabinete com lavatório, Torneira, Alças de Apoio, Lixeiras, Bloco Cerâmico,
Areia, Porta com Batente, Disponível em: Sifão, www.telhanorte.com.br. Acesso
em: 15/09/2018.
Maca e escada, Disponível em: www.movmed.com.br. Acesso em: 15/09/2018.
Balança, Aparelho de Pressão, Aparelho de Glicemia, Fitas para Teste Rápido de
Glicemia. Disponível em: www.utilidadesclinicas.com.br. Acesso em: 15/09/2018.
18

Notebook e Impressora. Disponível em: www.extra.com.br. Acesso em:


15/09/2018.

7. ANEXOS

ANEXO A- tabela de gastos iniciais do investimento

MOVEIS E UTENSÍLIOS VALOR


Mesa de Escritório Nars Tabaco R$ 162,99
Cadeira de Escritório Antuérpia Base Fixa R$ 110,00
Cadeira de Escritório Antuérpia Base Fixa R$ 110,00
Notebook Samsung Essentials E30 NP350XAA-KF2BR R$ 2.000,00
Impressora Multifuncional Canon Pixma MG2410 R$ 250,00
Gaveteiro 4 Gavetas com Rodízios Maia Politorno Branco R$ 216,10
DEF Dicionário de Especialidades Farmacêuticas R$ 25,00
Maca com Escada R$ 500,00
Alça de Apoio 60 cm Sicmol R$ 115,00
Alça de Apoio 30 cm Sicmol R$ 87,21
Gabinete Suspenso com Lavatório Chow R$ 200,00
Torneira para Lavatório MV133 Forusi R$ 30,00
Dispensador Sabonete Liquido Premisse R$ 20,00
Dispensador de álcool em gel Premisse R$ 20,00
Dispensador Papel Premisse R$ 30,00
Lixeira Inox com Pedal Coisas e Coisinhas R$ 40,00
Ventilador Teto com 3 Pás Wind Light R$ 160,00
APARELHOS
Estetoscópio + Aparelho de Pressão Solidor R$ 80,00
Aparelho de Glicemia Freestyle Kit + 10 Tiras Abbott R$ 65,00
Fitas para Teste Glicêmico c/50 Freestyle Abbott R$ 120,00
Termômetro Clínico Digital Flex Term R$ 20,00
Balança Digital Vidro Glass 10 G-Tech R$ 50,00
OBRA
Bloco Cerâmico 11,5x14x24cm Nova Conquista R$ 0,49
Cal Virgem 20 kg Hidratado R$ 9,36
Cimento Todas as Obras 50kgs CPII Z 32R Votorantin R$ 21,40
Areia Media Ensacada 20 kg AB Areias R$ 2,87
Tubo 25 mm Sold. 3m Tigre R$ 9,06
Tubo 50 mm Sold. 3m Tigre R$ 23,52
Joelho 50 mm Esgoto Série R 90º Tigre R$ 7,73
Sifão para Lavatório Inteligente de PVC com Anel Metálico Branco Wog R$ 11,61
Tinta Acrílica 3,6lts Fosco Coralar Branco Coral R$ 40,98
Kit Porta Madeira Mescla 210x80x9cm Direita Batente ECO Mista Rodam R$ 166,41
Tinta Esmalte Sintético 0,9lts Brilhante Coralit Branco Gelo Coral R$ 36,59
PROFISSIONAIS ATUANTES
Pedreiro R$ 500,00
19

Pintor R$ 400,00
TOTAL R$ 5.998,84
ANEXO B- Tabela de gastos mensais

HIGIENE E ASSEPSIA VALOR


Sabonete Líquido R$ 50,00
Álcool em Gel R$ 50,00
Toalhas de Papel R$ 50,00
Papel Lençol R$ 80,00
Luvas R$ 50,00
Algodão R$ 40,00
Álcool 70% R$ 30,00
ATENDIMENTO
Fitas para Teste Glicêmico R$ 1.500,00
ESCRITÓRIO
Folhas A4 R$ 150,00
Canetas R$ 12,00
Lápis R$ 10,00
Borrachas R$ 6,00
Carimbos R$ 25,00
Cartuchos para Impressora R$ 200,00
PROFISSIONAL ATUANTE
TUTOR R$ 5.000,00
TOTAL MENSAL R$ 6.953,00
20

ANEXO C- POP

PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

HIGIENE E ANTISSEPSIA
Número: Data da validação: Data de Revisão:
POP-001
24/10/2018

ORIENTAÇÕES BÁSICAS DE HIGIENE PESSOAL DO PROFISSIONAL DE


SAÚDE.

EXECUTANTE: Estagiários e professores com formação, experiência e prática.

ÁREA: Consultório farmacêutico.

OBJETIVO: Garantir a higienização pessoal, o bem-estar do profissional evitando a


transmissão de doenças.

Passos:

1. Higiene pessoal: Deve o profissional de saúde manter a higiene corporal, que está
diretamente ligada à aparência pessoal. Através da execução do serviço de
assepsia elimina-se microrganismos que ficam aderidos à pele, unhas e cabelos;

2. Cuidados com os cabelos: Os cabelos devem estar limpos e, presos, se


compridos;

3. Cuidado com as unhas: As unhas devem estar sempre aparadas para evitar que a
sujidade fique depositada entre as unhas e a pele dos dedos. Esmaltes são
permitidos, porém não descascados. Neste caso, a exigência é de que seja
imediatamente retirado para evitar acumulo de microrganismos entre a unha e o
esmalte, além de tornar a aparência desagradável;

4. Cuidados com o uniforme: O uniforme deverá ser trocado todos os dias e todas as
vezes que se fizer necessário. Deve-se observar no uniforme a limpeza com
ausência de manchas, odor e descostura. A roupa de trabalho deverá ser lavada
separadamente da roupa doméstica.
21

ANEXO D- POP

PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

HIGIENE E ANTISSEPSIA
Número: Data da validação: Data de Revisão:
POP-002
24/10/2018

PRECAUÇÕES PADRÃO.

EXECUTANTE: Estagiários e professores com formação, experiência e prática.

ÁREA: Consultório farmacêutico.

OBJETIVO: Garantir o cumprimento das práticas assépticas, evitando a transmissão


de doenças.

Passos:

1. Lavar as mãos ou usar soluções antissépticas antes e depois de qualquer


procedimento e entre o atendimento de um paciente e outro. A assepsia pode ser
feita durante 1 minuto com água e sabão ou durante 30 segundos utilizando álcool
70%;

2. Usar luvas quando aferir a glicemia capilar do paciente para evitar contato com o
sangue;

3. Descartar lancetas contaminadas com sangue em local adequado.


22

ANEXO E- POP

PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

HIGIENE E ANTISSEPSIA
Número: Data da validação: Data de Revisão:
POP-003
24/10/2018

TÉCNICA DE LAVAGEM DAS MÃOS

EXECUTANTE: Estagiários e professores com formação, experiência e prática.

ÁREA: Consultório farmacêutico.

OBJETIVO: Garantir a higienização das mãos, evitando a transmissão de doenças.

Passos:

1. Retirar adornos como relógios, anéis e pulseiras (sob tais objetos acumulam-se
bactérias que não são removidas mesmo com a lavagem das mãos);

2. Abrir a torneira com a mão dominante sem encostar na pia para não contaminar a
roupa, quando na ausência de dispensador de pedal;

3. Molhar as mãos;

4. Colocar aproximadamente de 3 a 5ml de sabão líquido nas mãos;

5. Ensaboar as mãos, através de fricção por aproximadamente 1 minuto em todas as


faces (palma e dorso das mãos), espaços interdigitais, articulações, unhas,
extremidades dos dedos e polegares;

6. Com as mãos em nível baixo, enxagua-las em água corrente, sem encostá-las na


pia, retirando totalmente os resíduos de sabão;
23

7. Enxugar as mãos com papel tolha descartável; em caso de torneira sem


dispensador de pedal, fechar a torneira com o mesmo papel toalha;

8. Desprezar o papel toalha na lixeira.

Observações:

1. A técnica de lavagem das mãos proporciona outra opção de antissepsia no lugar


do sabão, o álcool 70%. Os passos de fricção são os mesmos, porém 30 segundos
são o suficiente para o cumprimento adequado da técnica.

2. Quando lavar: ao constatar sujidade, antes e após uso de toalete, após tossir,
espirrar ou assoar o nariz, entre o atendimento de um paciente e outro, após término
das atividades.
24

ANEXO F- POP

PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

HIGIENIZAÇÃO, DESINFECÇÃO E ESTERELIZAÇÃO


Número: Data da validação: Data de Revisão:
POP-004
24/10/2018

LIMPEZA E DESINFECÇÃO DE SUPERFÍCIES CONTAMINADAS

EXECUTANTE: Estagiários e professores com formação, experiência e prática.

ÁREA: Consultório farmacêutico.

OBJETIVO: Realizar a retirada de sujidades e focos de contaminação de superfícies.

Passos:

1. Utilizar luvas de autoproteção;

2. Retirar o excesso da matéria orgânica em papel absorvente descartável;

3. Desprezar o papel em saco de lixo para resíduo infectante;

4. Aplicar o desinfetante e deixar o tempo necessário – 10 min;

5. Remover o desinfetante com papel absorvente descartável;

6. Proceder a limpeza com água e sabão.

Observações:

1. A mesa de atendimento destinada à anamnese também deve ser passar por


antissepsia regularmente (ou quando se tornar necessário), álcool 70% é
suficiente.
25

2. A maca deverá passar por antissepsia no início e ao final do dia de


atendimento (ou quando se tornar necessário). O papel lençol é descartável e
deve ser trocado entre o atendimento de um paciente e outro.

ANEXO G- POP

PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

ASSISTÊNCIA A SAÚDE
Número: Data da validação: Data de Revisão:
POP-005
24/10/2018

ACOLHIMENTO DOS PACIENTES NO CONSULTÓRIO FARMACÊUTICO

EXECUTANTE: Estagiários e professores com formação, experiência e prática.

ÁREA: Consultório farmacêutico

OBJETIVO: Acolher o usuário com escuta ativa, visando atender suas necessidades
básicas.

Passos:

1. Utilizar uma escuta ampliada do motivo da procura ao serviço, levando em


consideração o contexto em que o usuário está inserido;

2. Observar, reconhecer e descrever sinais e sintomas em formulário padrão do CFF


(anamnese);

3. Comunicar ao professor responsável quando o motivo for uma queixa, sinal ou


sintoma para que, junto com a equipe responsável, o atendimento seja direcionado
no sentido de responder as necessidades humanas básicas e farmacoterapêutico;
ou um encaminhamento para um outro profissional da saúde;

4. Referenciar o paciente à equipe responsável por ele (clínica de fisioterapia,


nutrição e psicologia);
26

5. Agendar retornos a partir de solicitação da equipe responsável e/ou de acordo


com o atendimento programático (programas de saúde);

6. Responder às demandas de vigilância à saúde e encaminhar queixas ou


denúncias de cunho ambiental/social às instâncias pertinentes (Departamento de
Vigilância à Saúde) e realizar as orientações de saneamento.

Cabe ao professor responsável:

1. Supervisionar o acolhimento realizado pelo estagiário;

2. Receber os pacientes que procuram o serviço com queixa, sinal ou sintoma,


realizar acolhimento e, quando necessário, fazer a assistência farmacêutica, assim
como proceder os encaminhamentos necessários.
27

ANEXO H- POP

PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

ASSISTÊNCIA A SAÚDE
Número: Data da validação: Data de Revisão:
POP-006
24/10/2018

AFERIÇÃO DE PRESSÃO ARTERIAL

EXECUTANTE: Estagiários e professores com formação, experiência e prática.


ÁREA: Consultório farmacêutico.
OBJETIVO: Estabelecer rotinas de execução de procedimentos de farmácia.
MATERIAIS:
1. Esfigmomanômetro Aneróide ou de coluna de mercúrio.
2. Estetoscópio.
DESCRIÇÃO DO PROCEDIMENTO:
1. Explicar o procedimento ao paciente, questionar sobre uso de medicação, horário
e queixas.

2. Certificar-se de que o paciente não está com a bexiga cheia, não praticou
exercícios físicos, não ingeriu bebidas alcoólicas, café, alimentos, ou fumou até 30
minutos antes da medida.

3. Utilizar manguito de tamanho adequado ao braço do paciente, cerca de 2 a 3 cm


acima da fossa antecubital, centralizando a bolsa de borracha sobre a artéria
braquial. A largura da bolsa de borracha deve corresponder a 40% da circunferência
do braço e o seu comprimento e envolver pelo menos 80% do braço.
28

4. Manter o braço do paciente na altura do coração, livre de roupas, com a palma da


mão voltada para cima e cotovelo ligeiramente fletido.

5. Posicionar os olhos no mesmo nível da coluna de mercúrio ou do mostrador do


manômetro aneróide.

6. Palpar o pulso radial e inflar o manguito até seu desaparecimento, para a


estimativa do nível da pressão sistólica; desinflar rapidamente e aguardar um minuto
antes de inflar novamente.

7. Posicionar a campânula do estetoscópio suavemente sobre a artéria braquial, na


fossa antecubital, evitando compressão excessiva.

8. Inflar rapidamente, de 10 em 10 mmHg, até ultrapassar, de 20 a 30 mmHg, o


nível estimado da pressão sistólica. Proceder a deflação, com velocidade constante
inicial de 2 a 4 mmHg por segundo. Após identificação do som que determina a
pressão sistólica, aumentar a velocidade para 5 a 6 mmHg para evitar congestão
venosa e desconforto para o paciente.

9. Determinar a pressão sistólica no momento do aparecimento do primeiro som


(fase 1 de Korotkoff), seguido de batidas regulares que se intensificam com o
aumento da velocidade de deflação. Determinar a pressão diastólica no
desaparecimento do som (fase V de Korotkoff). Auscultar cerca de 20 a 30 mmHg
abaixo do último som para confirmar seu desaparecimento e depois proceder à
deflação rápida e completa. Quando os batimentos persistirem até o nível zero,
determinar a pressão diastólica no abafamento dos sons (fase IV de Korotkoff),
anotar valores da sistólica/ diastólica/ (zero).

10. Registrar os valores das pressões sistólica e diastólica, complementando com a


posição do paciente, o tamanho do manguito e o braço em que foi feita a medida.
Não arredondar os valores de pressão arterial para dígitos terminados em zero ou
cinco.

11. Esperar 1 a 2 minutos antes de realizar novas medidas.

12. O paciente deve ser informado sobre os valores obtidos da pressão arterial e a
possível necessidade de acompanhamento.
29

13. Registrar procedimento em prontuário/mapa de controle, assinando e


carimbando.

14. Comunicar o professor em caso de alteração da PA.

15. Registrar procedimento em planilha de produção.

16. Lavar as mãos.

17. Manter ambiente de trabalho em ordem.

OBSERVAÇÕES:

A. Orientar para que o paciente descanse por 5 a 10’ em ambiente calmo antes da
aferição e que não fale durante a execução do procedimento.

B. Esfigmomanômetro deve ser periodicamente testado e devidamente calibrado a


cada 6 meses.

C. Gestante recomenda-se que a PA seja verificada na posição sentada.

D. Dimensões aceitáveis da bolsa de borracha para braços de diferentes tamanhos:

Circunferência do Denominação do Largura do Comprimento


braço (cm) Manguito Manguito (cm) da bolsa (cm
<= 6 Recém-nascido 3 6
06 à 15 Criança 5 15
16 à 21 Infantil 8 21
22 à 26 Adulto pequeno 10 24
27 à 34 Adulto 13 30
35 à 44 Adulto Grande 16 38
45 à 52 Coxa 20 42

E. Em pacientes obesos, deve-se utilizar o manguito de tamanho adequado à


circunferência do braço.

F. Na 1ª avaliação fazer a medida da PA com o paciente sentado e em posição


ortostática, especialmente em idosos, diabéticos, alcoólicos, em uso de medicação
anti-hipertensiva.
30

ANEXO I- POP

PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

ASSISTÊNCIA A SAÚDE
Número: Data da validação: Data de Revisão:
POP-007
24/10/2018

AFERIÇÃO DE TEMPERATURA CORPORAL

EXECUTANTE: Estagiários e professores com formação, experiência e prática.

ÁREA: Consultório farmacêutico

OBJETIVO: Determinar a temperatura axilar do paciente; avaliar a resposta da


temperatura às terapias médicas e auxiliar no diagnóstico médico.

Os sinais vitais são indicadores do estado de saúde e da garantia das funções


circulatórias, respiratória, neural e endócrina do corpo. Neste caso, trata-se da
mensuração e do registro da temperatura axilar.

MATERIAIS:

 Termômetro digital
 Bandeja
 Algodão
 Álcool 70%
 Caneta e papel

DESENVOLVIMENTO DO PROCEDIMENTO:

1) Realizar a higienização das mãos;


2) Explicar o procedimento ao paciente e/ou acompanhante;
31

3) Realizar a desinfecção do termômetro friccionando-o 3 vezes com algodão


umedecido em álcool 70%;
4) Enxugar a axila do paciente, se necessário;
5) Colocar o termômetro na região axilar com o bulbo em contato direto na pele
do paciente;
6) Retirar o termômetro após o aviso sonoro e realizar a leitura;
7) Realizar a desinfecção do termômetro friccionando-o 3 vezes com algodão
umedecido em álcool 70%;
8) Recolher o material;
9) Realizar a higienização das mãos;
10)Comunicar ao paciente alterações nos valores;
11). Anotar o procedimento realizado e registrar o valor encontrado no prontuário
do paciente. Assinar e carimbar os respectivos registros.
32

ANEXO J- POP

PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

ASSISTÊNCIA A SAÚDE
Número: Data da validação: Data de Revisão:
POP-008
24/10/2018

AFERIÇÃO DE GLICEMIA CAPILAR


EXECUTANTE: Estagiários e professores com formação, experiência e prática.
ÁREA: Consultório farmacêutico
OBJETIVO: Para controle e avaliação em pacientes diabéticos e para atender
imediatamente os quadros clínicos cuja sintomatologia seja sugestiva de hipo e
hiperglicemia em pacientes suspeitos e diagnosticados com diabetes, e/ou outra
patologia que provoque a disfunção da insulina endógena.
MATERIAL:

 Luva de Procedimentos;
 Lanceta específica ou Agulha 13X 4,5;
 Dispositivo de leitura glicêmica;
 Caixa de fita reagente para glicose;
 Bolas de algodão embebido em álcool a 70%.

DESENVOLVIMENTO DO PROCESSO:

1) Explicar o procedimento ao paciente e ao acompanhante;


2) Higienizar as mãos;
3) Reunir o material utilizado;
4) Verificar se o aparelho de leitura está calibrado e pronto para o procedimento;
5) Colocar luvas de procedimento;
6) Limpar a polpa digital de eleição do paciente com algodão embebido no álcool
a 70%, aguardar secar;
33

7) Colocar a fita reagente no aparelho e aguardar o surgimento da figura da gota


de sangue;
8) Lancetar a polpa digital e coletar material na fita reagente, para a leitura
glicêmica;
9) Aguardar o tempo necessário para que o aparelho realize a leitura;
10) Pressionar o local da punção o suficiente para suspender o sangramento;
11) Realizar a leitura do índice glicêmico;
12) Certificar-se de que não há prolongamento do período de sangramento;
13) Desprezar o material utilizado na caixa Descarpack;
14) Retirar luva de procedimentos e desprezá-la no lixo;
15) Higienizar as mãos;
34

ANEXO K- POP

PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

DESCARTE DE RESÍDUOS
Número: Data da validação: Data de Revisão:
POP-

Descartes de resíduos contaminados e não contaminados

EXECUTANTE: Estagiários e professores com formação, experiência e prática.

ÁREA: Consultório farmacêutico

OBJETIVO: Padronizar o descarte de lixo comum, e materiais perfuro cortante da


clinica farmacêutica.

Passos:

1. Na clínica farmacêutica deverá ter um recipiente para lixo seco, orgânico e


biológico e cada um dos sacos plásticos obedecendo o regulamento de
dispensação descrita a baixo e caixas (Descarpak) para materiais perfuro
cortantes.

2. O lixo comum deve ser dividido em lixo orgânico e seco, devendo ser
descartados em sacos de lixo separados de cor azul ou preta.

3. Quando houver materiais biológicos contaminantes (luvas, máscaras, seringas,


materiais plásticos em geral) desde que não perfuro cortante, devem ser
separados do lixo comum, devendo ser descartados em saco plástico cor
branco opaco, destinados a resido de saúde.

4. Materiais não biológicos (plásticos e embalagens etc.) devem ser descartados


juntamente com o lixo seco, utilizando-se sacos de lixo cor azul ou preto.
35

5. Material perfuro cortante (agulhas, lancetas, vidros, pipetas de coleta para


amostra bioquímicas e sacos de coletas), deveram ficar armazenados em caixas
próprias de papelão duro fechada (Descarpak) e com abertura especifica para
dispensação destes materiais (contaminados ou não) sem contato com as mãos
e com tampa de isolamento. Todo este procedimento deve ser feito com o uso
de luvas descartáveis e as mesmas após o manuseio descartados junto ao lixo
biológico contaminantes.

OBS: todos os recipientes apresentaram extremamente uma identificação do tipo de


lixo a ser coletado.

6.

a. No descarte de materiais biológicos e perfuro cortantes, devera este ficar


armazenado no deposito especifico em caixas próprias adequadas. Não
devera existir contato com a mão e com tampa de isolamento, e feita a coleta
por empresa credenciada e especializada conforme o contrato entre a
instituição e o departamento municipal de limpeza urbana da prefeitura.

b. O controle de coleta, assim como a guarda do protocolo de entrega para a


empresa conveniada e feita pela instituição e encontra-se a disposição para
monitoramento destes protocolos quando se fizer necessário.
36