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Prólogo.

"Transgredir normas e regras estabelecidas é a


verdadeira expressão da liberdade e somente os
fortes são capazes dessa ousadia."
- (Nietzsche).
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Booktrailer:

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"Chego até um portão grande de zinco enferrujado e o puxo, fazendo-o ranger. Entro
no espaço e o fedor de pó me faz tossir. Está tudo escuro e não consigo enxergar
nada. Eu tenho que encontrá-la. Pego a lanterna no bolso da minha calça e a acendo.

O galpão está exatamente como eu me lembrava, apenas mais empoeirado e velho


agora. Piso num galho no chão e me assusto. Tento controlar meu coração acelerado
e continuo explorando o local.

-Aparece, seu/sua filho/a da puta. -grito irritado e amedrontado ao mesmo tempo, com
o que pode ter acontecido.

Escuto cadeiras caindo em algum lugar do galpão e dou um pulo, assustado. Agora o
único som que consigo escutar é minha respiração ofegante.

-Aparece de vez, desgraçado/a. - berro e escuto uma risada jacosa de longe. Giro a
lanterna tentando ver alguma alma viva. Giro meu corpo procurando desesperado por
alguém e as risadas aumentam. A porra da lanterna começa a falhar e a bato na mão,
tentando fazê-la voltar ao normal. - Merda. - xingo quando a lanterna apaga e fico no
bréu que domina o galpão. Bato a lanterna com força na mão e ela reacende, me
fazendo pular de susto ao ver uma ratazana enorme e asquerosa. As risadas
aumentam com minha reação. - Eu vou te matar! - Grito enraivado. Ando pelo galpão
enquanto escuto apenas o som da minha respiração ofegante e meu coração
pulsante. A artéria em meu pescoço pulsa alucinadamente. Meu couro cabeludo se
arrepia ao ficar em frente para um espelho rachado no meio. Encaro meu rosto aflito
no espelho, com meu corpo tremendo completamente.

-Bu! - o/a filho/a da puta sussurra atrás de mim, fazendo-me quase infartar ao ver seu
rosto no espelho. Fico boquiaberto olhando para o/a psicopata, que sorri de canto.
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Anastasia

" Eu era uma menina, quando saí desta casa, há quatro meses. Por que não me disse
que havia perigo entre os homens? Por que a senhora não me avisou?
As damas sabem contra o que ficar prevenidas, porque lêem romances que lhes
ensinam esses truques; eu, porém, nunca tive ocasião de ler dessa maneira, e a
senhora não me ajudou." (Thomas Hardy).

Cada verso do criticado romance do século XIX, Tess of the d'Urbervilles, deixam-me
nostálgica, me fazem lembrar de Christian, As cópias caríssimas que ele me dera de
presente após a entrevista para o jornal da faculdade. Meus pressentimentos
apontam que me presenteou com esses livros para chamar minha atenção,
seduzir-me.
A verdade é que o Sr. Grey imaginou que me conquistaria com seu dinheiro, como fez
com suas ex-subs.

Depois que percebeu que não me compraria com seus bilhões de dólares que nossa
relação andou. Christian estava acostumado a comprar as pessoas com dinheiro.
Atraí-las com a beleza de sua conta exorbitante e mimá-las ao serem submissas a ele.
E não estou falando apenas das subs. Os doláres dele mantinham muitas pessoas ao
seu controle. Até hoje. Concluindo, meu marido é um consumista do caralho. Sempre
adorou me surpreender com belas jóias ou livros caros. Ficava feliz quando ele me
fazia essas surpresas. Não pelo valor monetário dos presentes, mas por seu carinho
e dedicação. Carinho e dedicação que já não existem mais.

Me levantando da poltrona confortável de couro italiano que estou sentada, Fecho


minha cópia surrada de Tess, tentando eliminar conturbados pensamentos que
desejam perturbar minha mente.
O vento frio da noite vem contra meu rosto, fazendo meus cabelos esvoaçarem. Ando
até a janela e a fecho, contendo o costumeiro vento forte.

- 'Mamã', 'Mamã', onde 'tá?' - Escuto Ted perguntar, me procurando pela biblioteca,
vestido em seu pijama do Mickey, grande demais para seu corpo.

-Vai ter que me achar, garotinho. - Digo correndo para trás de umas das estantes de
livros, me escondendo dele.

-'Mamã?' - Theo coloca seu pequeno dedo na boca e começa a explorar o local, me
procurando.

-'Achô' - Theodore me surpreende me abraçando e circulando seus bracinhos


aquecidos em meu pescoço. Começo a rir e ele solta aquela risada fofa que só meu
menino possui. A risada que faz meus pulsos acelerarem e meu coração ficar
aquecido.

-Oi, meu amor. - Comprimento-o beijando suas bochechas gordinhas. Deus, esse
menino é minha vida. Ele é um dos motivos pelo qual ainda não ter desistido de meu
casamento. Por meu pequeno e... por ainda amar Christian grandemente.

- 'Mamã', cadê meu papai? - Faz uma cara tristinha. Pergunte a uma mãe o que é a
pior coisa para ela e a mesma lhe dirá que é a tristeza de seu filho. Com esta
indagação torturante Ted me faz lembrar que são 23:00h e Christian ainda não chegou
em casa.

-Bebê, não faz essa carinha. Seu pai deve estar no escritório. - Digo tentando
apaziguá-lo. Meu pequeno é muito apegado ao pai. E o desprezo de Christian para ele
é a pior coisa. Eu o odeio por fazer meu filho sofrer, o odeio. A quem eu quero
enganar? Eu amo Christian mais que tudo.

-'Binca' com Ted, 'mamã?' -Ele faz olhos de cachorrinho. Sabe que me tem em sua
mão quando faz isso.

- Claro, meu pequeno. - Beijo seus cachinhos macios e cheirosos, o pegando no colo.

-'Mamã', Papai não 'binca' mais de 'boia' com eu. - Faz biquinho. Escutar meu filho
falar isso me dói, me machuca mais que tudo. Christian sempre deu carinho pra ele,
sempre o tratou com amor, afagou seus cabelos, beijou suas bochechinhas até
ficarem vermelhas, o colocou pra dormir após ler uma historinha como todo bom
pai... mas nas últimas semanas tem sido frio com o Ted.

-Então a mamãe brinca de bola com você. - exclamo saindo da biblioteca de minha
casa e entrando no vasto corredor. Theo sorri imensamente, todo contente em meu
colo. Seu sorriso encantador poderia iluminar o mundo caso o sol se apagasse. O sol
desta casa se apagou há tempos e Ted apenas com seu sorriso de criança tem
iluminado meu coração e meus dias.

Avisto Taylor e Sra. Taylor-não-mais-Jones se beijando calorosamente à esquerda da


brinquedoteca, apaixonados. Ruborizo envergonhada por pegar meu motorista e
minha governanta em um momento íntimo e dou um leve sorriso.

Deixe-me corrigir: Taylor e Gail são praticamente da família. Juntos, vêm sendo os
melhores vizinhos, amigos e funcionários que eu poderia imaginar. Os dois ficam
vermelhos e sem graça quando me vêem.

-Nos desculpe, Sra Grey. - Os dois se desculpam em uníssono, envergonhados.

-Sem problemas, pessoal. - Sigo com Ted nos braços, para que eles voltem para seu
momento de amor.
E

stranho ao ver Taylor em casa essa hora. Acho que Christian voltará dirigindo
sozinho para casa.

-Mamãe, 'po quê' as pessoas se 'beizam?' - Meu pequeno me questiona curioso.


Sorrio amorosa com sua curiosidade.

-Porque quando as pessoas se amam, elas se beijam, filho. - Explico esperando que
ele não tenha mais perguntas. Toda mãe sabe que um dia terá que responder de onde
os bebês vêm. Você nem lembra a última vez que Christian a beijou calorosamente.
Sou atormentada por meu subconsciente.

Chego com Theodore na brinquedoteca, colocando-o no chão para brincar. Quando


me sento no chão, Theo pega a bola e joga para mim.

O tempo se passa e meu menino me passa a bola, rindo e brincando comigo.


Theodore sempre foi brincalhão e cheio de energia. Costumava brincar com Christian
até os dois chegarem à exaustão. Na falta do pai, brinco com meu pequeno durante
um bom tempo, até ficarmos ofegantes de cansaço. Pelo menos distraio minha
cabeça. Pelo menos assim não fico pensando em Christian, que passou de marido
carinhoso para algoz em pouco tempo.

Ted ofega no meu colo após correr minutos brincando de bola, cheio de energia.

-Cansou, 'mamã'. -Meu menino fala ofegante. Oh, Deus, ele é tão meigo e fofo.
Geralmente para derrubar este garotão é preciso de muito esgotamento físico.

-Então dorme, meu amor. -Me deito com Ted em uma das poltronas da sala. Isto me
faz lembrar de minha mãe, Ela sempre brincava comigo. O que eu mais gostava era a
sessão de leitura pós-brincadeira. Eu e ela também tinhamos um programa de mãe e
filha: liamos um livro por mês, cada um de nossa escolha e criticávamos ele no último
dia do mês. Meu contato com os livros veio desde cedo e acredito que a mesma deve
ser estimulada pelos pais. Não romance. Romance, não. Romance não, por favor.
Desisti desse gênero há muito tempo. Estava lendo Tess apenas para relembrar bons
e velhos tempos. Não quero povoar a cabeça de meu filho com ilusões amorosas
projetadas por escritores lunáticos e fantasiosos. Eu já vivi o amor? Sim. Foi bom
enquanto durou. Depois que você percebe que nada, repito, nada é perfeito num
relacionamento, você cai na realidade de que o "príncipe encantado" e o "felizes para
sempre" são apenas artifícios criados para William Shakespeare e Walt Disney
ganharem dinheiro.

- 'Canta pra eu, mamãe.' - Theodore me pede todo manhoso. Desde sua vinda ao
mundo tenho o costume de cantar para meu pequeno. Quando recém-nascido ele
chorava no meio da madrugada e só sossegava quando eu o pegava no colo e
cantava alguma musiquinha até ele adormecer.

-Canta aquela 'xuave' que a mamãe cantava pra eu 'mimi' quando era 'pepezinho'.

Afagando os cabelos do meu pequeno começo a cantar: "La vie en rose" versão em
inglês, a música que cantava com mais frequência para fazê-lo cair no sono.

-"Hold me close and hold me fast" (Abrace-me forte e abrace-me rápido)." - meu
menino respira fundo e fecha seus lindos olhinhos, curtindo a música. A cor de seus
olhos são maravilhosos, uma mistura dos olhos cinzas misteriosos de Christian e
meus olhos azuis doces. - "The magic spell you cast. This is La vie en rose." (O feitiço
mágico que vocoêlança. Essa é a vida em cor-de-rosa). - Fecho meus olhos e sorrio
enquanto canto. -"When you kiss me heaven sighs and though I close my eyes. I see
La vie en rose."(Quando você me beija o céu suspira E mesmo que feche meus olhos
Eu vejo a vida em cor-de-rosa)." - Penso no quanto Ted é importante para mim
enquanto continuo a cantarolar a doce música-"When you press me to your heartI'm
in a world apart.A world where roses bloom. '"( Quando você me aperta contra seu
coração estou em um mundo à parte. Um mundo onde as rosas florescem.)" - sorrio
largamente, acariciando os cabelos do meu pequeno.-"And when you speak... angels
sing from above Everyday words seems...to turn into love songs' " (E quando você
fala... Anjos cantam de cima. As palavras banais parecem... Transformar-se em
canções de amor. - Me preparo para finalizar a música. - " 'Give your heart and soul to
me and life will always be La vie en rose. (Dê seu coração e alma para mim a a vida
sempre será a vida em cor-de-rosa). '"

Sussurro as últimas palavras da canção e escuto um garotinho fofo respirando


profundamente após adormecer em meus braços. Sorrio ternamente. Ele sempre
dormia rápido quando eu cantava "La vie en rose". Começou com Christian cantando
a versão em francês de Edith Piaf para ele e meu pequeno gostando. Como não falo
francês, aprendi a versão em inglês.

Olho a hora em meu relógio de pulso. Já deu meia noite. Onde caralhos Christian
está? Ele nunca se atrasou tanto. Pego meu celular e disco seu número. O celular
toca até cair na caixa postal. Merda, eu já estou ficando preocupada. Não é de hoje
que Christian tem o costume de resolver nossos problemas com bebida alcoólica.

-"Você ligou para Christian Grey. Deixe seu recado e respon..." - Desligo antes que
seu recado de voz acorde Ted. Ligo mais 10 vezes, até que ele atende.

-Ana? Que desespero é esse? 'cê' é muito exagerada! - pronuncia ao atender.

- CHRISTIAN TREVELYAN-GREY, é bom você ter uma boa razão pra não ter chegado
em casa até agora. - Grito irritado ao telefone.

-Para de encher meu saco, 'Anaixtasia' - reclama com a voz embolada. Lembranças de
quando dei a notícia de minha gravidez vêm a mente. Tenho certeza que meu marido
está bêbado.

-Christian, você está bêbado? - pergunto frustada e espantada, saindo lentamente da


brinquedoteca para não acordar Ted.

-Só um pouquinho, 'seinhoura Gruei'.

-CHRISTIAN, VEM PRA CASA AGORA!!! - Eu e nosso filho esperando ele em casa e o
infeliz enchendo a cara em um bar? Isso já está passando dos limites, Ana.

-Ai, que brava. Me deixa, mulher. Eu iria, 'maix' 'tô' sem carro. Mandei Taylor pra casa.
- Desligo o telefone.

Levo Ted pra seu quartinho para que durma o resto da noite, mas meu bebê acorda.

-Mamãe, meu papai 'segô'?. -Meu menino me pergunta sonolento, coçando seus
olhinhos.

-Não, bebê, Ainda não. Durma agora. -digo com pesar. Beijo sua testa e me direciono
à sala. Ted sofre com isso. Os mais afetados em brigas entre pais são os filhos.
Taylor e Sawyer estão conversando animidamente. Interrompo a conversa.

-Sawyer, preciso que busque Christian em um lugar. - peço.

-Devo ir aonde, minha senhora? - questiona.

-Taylor? -Pergunto com o semblante irritado. Taylor engole seco e fica vermelho.
-Bar Deluxe, senhora. - responde corado e engolindo seco novamente.

-Sawyer. - Confirmo balançando a cabeça.

Escuto Sawyer saindo com o Audi Q7 e fico me perguntando o porquê de Christian


estar em um bar.
Te traindo? Meus pensamentos me pertubam.

Christian.

Da minha sala na Grey House vejo A placa iluminada com o nome "Deluxe's".

As luzes acesas nos apartamentos dos prédios próximos ao meu edifício impedem
que eu possa observar as estrelas que vejo na minha casa.

Minha esposa e meu filho vêm em minha mente. Ana está tão distante nos últimos
dias. Lembrar dela faz a dor em minha cabeça aumentar ainda mais.

Me afasto um pouco tonto da vidraça e chamo Taylor.

-Sim, senhor Grey. - Taylor entra na minha sala.

-Quero que me leve naquele bar que inaugurou ali. - Aponto para o bar.
E

le franze a testa. Deve estar surpreso, pois nunca saio para beber.

-Sim, senhor. - Isso, Taylor, Eu quero um descanso de Anastasia.

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Antes de abrir as portas do bar já escuto o som estridente e irritante lá dentro

"Oh, Look what you just made me do. I don't trust in nobody and nobody trusts me. I'll
be actress starring in your bad dreams." "(Oh, olhe o que você me fez fazer. Eu não
confio em ninguém e ninguém confia em mim. Eu vou ser a atriz estrelando nos seus
sonhos ruins. )".

Taylor abre as portas para mim e dou uma breve olhada no interior do bar.

É típico bar para solteiros desocupados. O interior é revestido de madeira antiga de


carvalho.
Observo um grande balcão de mármore com garrafas de Bourbon, Cerveja
fermentada e champagnes em sua superfície. O cheiro repudiável de peixe frito no ar
me causa náuseas.

Sigo até um das banquetas na frente do balcão, e me sento.

-Vai querer o quê, gatão? -A garçonete loira com os lábios carnudos e vermelhos me
pergunta, puxando seu uniforme para destacar seu decote ousado.

-Um copo de Whisky, por favor. -Sou breve e formal.

Ela vai à garrafa, pega um copo próprio para Whisky e me serve.

-Se precisar de alguma coisa, me chame. - Declara piscando para mim. Reviro os
olhos.

Reviro o copo de uma vez, fazendo a bebida descer ardendo em minha garganta.
Sinto uma pontada na cabeça, mas não ligo.

-Mais um!!! - Grito para garçonete que me olha sorrindo.

Estou no meu décimo copo de bebida quando uma mulher senta ao meu lado.

-Eu deixo você me pagar uma bebida!!! - Escuto sua voz.

Ela me olha sorrindo com a mão direita no queixo. Era só o que me faltava.

-Pena que eu não quero. -Sorrio sarcasticamente. Ela sorri brevemente. Nenhum
sorriso alcança a beleza do que a Ana possui.

-Vejo que está de mal-humor, Gostoso. Talvez eu possa te ajudar com seus
probleminhas. - Diz se aproximando e colocando a mão em uma das minhas coxas.

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Anastasia.

Após algumas horas que Mandei Sawyer atrás de Christian, escuto o ranger da porta
do quarto e vejo um Christian muito bêbado tropeçando em um dos meus saltos
largados na extensão do quarto.

-Porra. - ele murmura.

-Christian?!

A decepção me atinge com força. Ele mudou completamente mesmo.


-'Oláááá', Sra. 'Gruei'. -Responde gaguejando e se embolando nas palavras
pronunciadas. -Estou querendo fazer aquele amor gostoso, topa? - Continua.

-BANHO AGORA E DEPOIS CAMA!!! - grito me levantando da cama.

-Ai, que esposa chata. -- ele diz sorrindo de canto.

Me aproximo dele e franzo o nariz, repudiando o denegrível cheiro de bebida forte.


Bourbon com certeza.

Retiro sua camisa branca, botão por botão, puxando-a por seus braços, desfazendo
as abotoaduras com nossas iniciais gravadas.

Admiro seu corpo malhado. Merda! Por que ele tem que ser tão delicioso?

Christian sorri quando me pega babando por ele.

-Falta a calça, baby. - me olha malicioso.

Desafivelo seu cinto e puxo-o, desabotoando sua calça preta social, deixando-o
apenas de cueca.
Coloco seu braço em meu ombro, carregando meu marido até o banheiro de nossa
suíte.
Abaixo sua cueca para jogá-lo embaixo do chuveiro gelado para evitar uma bela
ressaca pela manhã.

-Opaaaa. - Fala animado.

-Nem pense nisso, Grey.

Ligo o chuveiro gelado empurrando Christian em direção à água fria.

-Nãaaaaoooo. Eu tomo 'banhon sozinhun'. - Chris reclama.

-Calado! Fica quieto porque se você cair vou te deixar no chão gelado a noite toda.

Termino seu banho e o visto com seu pijama azul.

-Deita. - Ordeno, o sentando na cama.

-Nãaoo. Quero transar. - resmunga.

Após 3 segundos já escuto seu ronco. Rio baixinho.


Jogo suas roupas sujas no cesto do banheiro, pegando seu celular no bolso da calça
que estava vestido.

O aparelho é ativado mostrando as últimas notificações.

|"Tomei a liberdade de salvar seu número.


Vamos sair um dia desses. Beijos.
- A garota do bar. " |

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"O AMOR PODE ATÉ SER PLATÔNICO, MAS A DOR SERÁ SEMPRE REAL". (Idenir
Ramos).

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