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Ismael Ossifo Chinai

NECESSIDADES EDUCATIVAS ESPECIAIS DE LINGUAGEM

Cadeira: NEE

Licenciatura em Ensino de Biologia

Universidade Licungo
CEAD - Gurué
2020

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Ismael Ossifo Chinai

NECESSIDADES EDUCATIVAS ESPECIAIS DE LINGUAGEM

Cadeira: NEE

Licenciatura em Ensino de Biologia

Trabalho a ser apresentado no Departamento de


Ciências Naturais e Matemática, da
Universidade Licungo, CAD-Gurué, orientado
por:

Docente: Ronaldo Carlos João

Universidade Licungo
CEAD - Gurué
2020

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Índice
1. Introdução .................................................................................................................................... 4
2. Necessidades educativas especiais de linguagem ( conceito) ..................................................... 5
3. Causas .......................................................................................................................................... 5
A NEE de linguagem oemginam em seguintes aspectos:................................................................ 5
4. Sinais de alerta ............................................................................................................................. 5
5. Principais alterações na linguagem.............................................................................................. 6
Disfonia ........................................................................................................................................... 6
Dislalia ............................................................................................................................................. 6
Disfemia .......................................................................................................................................... 7
6. Estratégias psicopedagógicas em lidar com alunos disléxicos na sala de aulas ........................ 10
7. Conclusão .................................................................................................................................. 11
Bibliografia .................................................................................................................................... 12

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1. Introdução
O presente trabalho, aborda sobre Necessidades educativas especiais de linguagem. Um tema
muito interessante porque serve como ferramenta indispensável para a carreira docente. E tem
como objetivo, compreender as causas e sinais de alerta de alunos com Necessidades educativas
especiais de linguagem; identificar os sinais de alerta nas crianças e conhecer as estratégias
psicopedagogicas em lidar com alunos disléxico na sala de aula trabalho apresenta a seguinte
estrutura: Conceito de Necessidades educativas especiais de linguagem, Causas, Sinais de alerta,
Principais alterações na linguagem, Estratégias psicopedagógicas em lidar com alunos disléxicos
na sala de aulas, conclusão e bibliografia. Para o desenvolvimento do trabalho, o autor usou a
metodologia bibliografia, baseada na pesquisa eletrônica.

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2. Necessidades educativas especiais de linguagem ( conceito)
São crianças que tem dificuldades de produção, recepção, produção e compreensão de
mensagens. Deixa a criança complexada/insegura, tendo vergonha de se exprimir em público ou
relacionar com os outros com medo de ser julgado negativamente.. Deixa a criança
complexada/insegura, tendo vergonha de se exprimir em público ou relacionar com os outros
com medo de ser julgado negativamente.Uma perturbação da linguagem é definida por
dificuldade ou desvio no desenvolvimento da compreensão ou da produção de um sistema
simbólico (falado, escrito ou outro). A perturbação poderá evolver a forma da linguagem
(fonologia, morfologia e sintaxe).

3. Causas

A NEE de linguagem oemginam em seguintes aspectos:


Ambiental: é aquela que é interropido pelo acidendes ou traumas.

Genética: é aquela é afectado desde a nascença.

Progenitores: durante o processo de parto, a mãe quando fica cansada e com dor, pode
acidentalmente apertar a cabeça da criança prejudicando deste modo o desenvolvimento na
articulacao das palavras da criança. Pode também os problemas na criança estar associadas ao
consumo de bebidas alcoolicas, tabaco em esccenso.

4. Sinais de alerta
Os pais são quem melhor pode detectar problemas na fala ou linguagem; mas para isso têm de
estar atentos aos sinais de alarme, que são os seguintes:

1º Ano de vida: falta de reacção ao som e à voz humana; aos 8 meses não palra ou vocaliza
monotonamente.

2° Anos: não identifica partes do corpo, pessoas familiares e objectos; não cumpre ordens
verbais; não junta duas palavras.

3° Anos: omite ou troca sílabas; não faz frases simples; não faz perguntas; não usa o “eu”; não
cumpre ordens verbais na íntegra; não tem interesse pelo outro e não interage.

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5 Anos: Defeitos na articulação das palavras; faz frases com estrutura gramatical alterada; não
descreve histórias ou actividades do dia-a-dia; foge ao tópico da conversa; dificuldades de
evocação/nomeação, em qualquer idade, regressão das competências da linguagem previamente
adquiridas.

5. Principais alterações na linguagem

Disfonia
A disfonia é a dificuldade para produzir sons ao falar ou uma alteração no tom ou na qualidade da
voz. A voz pode soar diminuída, estridente ou rouca (rouquidão). A afonia é a perda total da voz.

As causas mais frequentes são as laringites ou a inflamação da laringe (sítio onde estão as cordas
vocais).

Podem ser provocadas por uma constipação comum (vírus), pelo mau uso da voz (como por
exemplo gritar ou cantar muito alto), por respirar substâncias irritantes ou pelo consumo de
tabaco ou álcool, pelo choro ou gritos excessivos das crianças, ou ainda, com menor frequência,
pelo refluxo gástrico (ácido do estômago que irrita a laringe). Em alguns casos a inflamação pode
resultar em verdadeiras lesões das cordas vocais, com nódulos, pólipos ou granulomas de
contacto.

De um modo geral, curam em poucos dias, mas algumas pessoas, pela sua profissão (professor,
músico, vendedor, etc.) têm maior risco de ter estes problemas, pelo que devem ter cuidados
especiais.

Dislalia
Normalmente até os 6 anos de idade, a maioria dos sons da fala já está adquirida. A dislalia ou
transtorno específico de articulação da fala corre quando a aquisição dos sons da fala pala criança
está atrasada ou desviada, levando a:

má articulação e conseqüente dificuldade para que os outros a entendam;

omissões, distorções ou substituições dos sons da fala;

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inconsistência na coocorrência de sons (isto é, a criança pode produzir fonemas corretamente em
algumas posições nas palavras, mas não em outras).

A gravidade do distúrbio articulatório varia de pouco ou nenhum efeito sobre a inteligibilidade da


fala até uma fala completamente ininteligível, embora mesmo nestes casos, as pessoas da família
compreendam o que a criança quer expressar.

Existem vários fatores etiológicos, além dos aspectos que favorecem indiretamente a existência e
manutenção da alteração, como 3:

permanência de esquemas de articulação infantis;

deficiência na discriminação auditiva;

deficiência na orientação do ato motor da língua.

Alterações na respiração, inadequação da mastigação e deglutição, hábitos orais inadequados (uso


prolongado da chupeta e mamadeira, onicofagia e sucção de dedo), podem causar prejuízos
anatômicos e funcionais no sistema orofacial da criança, alterando os movimentos adequados e
necessários para a produção correta dos fonemas.

Diversas classificações são encontradas para o distúrbio articulatório, entretanto, a classificação


abaixo é bastante esclarecedora:

Dislalias fonológicas: os mecanismos de conceitualização dos sons e as relações entre


significantes e significados estão afetados, os sons não se organizam em sistemas e não existe
uma forma apropriada de usá-los em um contexto;

Dislalias fonéticas: determinadas por processos fisiológicos, de realização articulatória com


traços característicos de incoordenação motora e/ou insensibilidade orgânica. 4

Existem alterações articulatórias nos casos de disartrias, entretanto estas são ocasionadas por
danos cerebrais.

Disfemia
A disfemia é conhecida pela dificuldade em manter a fluência da expressão verbal, é um
transtorno de fluência da palavra, que se caracteriza por uma expressão verbal interrompida em
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seu ritmo, de maneira mais ou menos brusca. O tipo mais comum de disfemia é a gagueira,
também chamada de tartamudez.

A tartamudez se caracteriza pela interrupção da fluência verbal, por meio de repetições ou


prolongamento dos sons, sílabas ou palavras. Frequentemente, ela vem acompanhada de
movimentos corporais, como balançar os braços e as mãos, piscar os olhos ou tremor labial, na
tentativa de superar o bloqueio da fala. 1, 5, 6, 7, 8 Observa-se que a frequência e a intensidade
da gagueira estão associadas ao estado emocional do indivíduo.

Muitas crianças apresentam uma disfluência, também chamada gagueira fisiológica, entre os dois
e cinco anos de idade, o que é considerado normal, visto que o desenvolvimento e a aquisição da
linguagem se dão de forma intensa nesse período. A criança apresenta uma fala vacilante,
repetições de vocábulos, semelhantes ao gaguejar, mas assim como a disfluência aparece, com o
desenvolvimento da criança ela cessa. Recomenda-se não chamar a atenção da criança a respeito
desse comportamento, nem corrigi-la ou completar frases e palavras por ela. Nessa fase pais e
professores necessitam paciência e a espera para que a criança possa voltar a falar com ritmo
normal. A procura por um tratamento só deve ser feita se a disfluência permanecer após essa fase.

Não se reconhece uma etiologia única para a gagueira, e as formas terapêuticas e abordagens de
tratamento são variadas, visando em alguns casos uma melhor adaptação social e emocional,
passando pelo enfrentamento de situações de exposição verbal, pela diminuição da ansiedade e o
aumento da auto-estima.

Dislexia – Incapacidade devido lesão central do sistema nervoso para ler compreensivelmente,
sendo então considerada um problema de aprendizagem de ordem neurológica. Esses indivíduos
podem apresentar também problemas na escrita. Normalmente a dislexia é detectada no período
de alfabetização da criança e se apresenta por dificuldades na decodificação da grafia, confusões
fonéticas, inversões ortográficas e dificuldades em diversos níveis da leitura. É importante

descartar dificuldades na visão e audição antes de um diagnóstico de dislexia. Os professores


devem ficar atentos no sentido de não excluir esses alunos, não os rotularem como “preguiçosos”
e manterem sempre uma comunicação aberta com pais e equipe escolar.

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Dislalia – A dislalia é um distúrbio da fala que se caracteriza pela dificuldade de articulação de
palavras. O portador da dislalia pronuncia determinadas palavras de maneira errada, omitindo,
trocando, transpondo, distorcendo ou acrescentando fonemas ou sílabas a elas. Não cabe aqui
reforçar esses erros da criança, achando “engraçadinho” ou diferente.

Como dito anteriormente, esses são apenas alguns dos transtornos que normalmente se
apresentam durante a fase de escolarização da criança, e que devem ser observados,
diagnosticados e tratados por uma equipe profissional multidisciplinar, visando diminuir algo que
é comum a todos eles – o sofrimento por parte de seus portadores.

Discalculia – Distúrbio caracterizado por uma dificuldade no aprendizado dos números,


incapacidade de identificar sinais matemáticos, montar operações, classificar números, entender
princípios de medida, sequenciação, compreender conceitos matemáticos, relacionar valores
monetários, falta de organização temporal. Quando algum aluno apresentar esse diagnóstico, o
professor deve evitar ressaltar as dificuldades (apresentadas pelo aluno), mostrar impaciência
diante das dificuldades, corrigir o aluno de maneira inadequada na frente dos colegas, e sempre
buscar ajuda de outros profissionais, além de manter informados os pais ou responsáveis.

Disgrafia – caracteriza-se por uma desorganização da letra, cansaço e lentidão na escrita, traços
pouco precisos, entre outras coisas. Os alunos com disgrafia apresentam dificuldades de copiar do
quadro para o caderno, omitem ou adicionam letras, escrevem rápido demais ou muito
lentamente, ou seja, os traços e as letras se confundem. Nesse caso, cabe aos pais e professores
promover atividades onde a criança possa se expressar usando materiais diferentes como massa
de modelar, pinturas. Vale também estimular a criatividade da criança, bem como sua
coordenação motora usando atividades de recortar, por exemplo.

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6. Estratégias psicopedagógicas em lidar com alunos disléxicos na sala de aulas
Uma educação para todos precisa valorizar a heterogeneidade, pois a diversidade dinamiza os
grupos, enriquece as relações e interações, levando a despertar no educando o desejo de se
comprometer e aprender. Desta forma, a escola passa a ser um lugar privilegiado de encontro
com o outro, para todos e para cada um, onde há respeito por pessoas diferentes.

É na escola que a dislexia, de fato, aparece. Há disléxicos que revelam suas dificuldades em
outros ambientes e situações, mas nenhum deles se compara à escola, local onde a leitura e
escrita são permanentemente utilizadas e, sobretudo, valorizadas. Entretanto, a escola que
conhecemos certamente não foi feita para o disléxico. Objetivos, conteúdos, metodologias,
organização, funcionamento e avaliação nada têm a ver com ele. Não é por acaso que muitos
portadores de dislexia não sobrevivem à escola e são por ela preteridos. E os que conseguem
resistir a ela e diplomar-se o fazem, astuciosa e corajosamente, por meio de artifícios, que lhes
permitem driblar o tempo, os modelos, as exigências burocráticas, as cobranças dos professores,
as humilhações sofridas e, principalmente, as notas.

Sendo um distúrbio, ou transtorno, da leitura e da escrita é geralmente notado nas crianças na fase
de alfabetização, ou logo após esta fase terminar, quando os pais e professores notam que a
criança não está acompanhando a turma e que ainda não se alfabetizou.

A intervenção psicopedagógica, antes de ser aplicada deve ser planejada, assim como todo
trabalho. Faz parte da intervenção psicopedagógica estratégias e metodologias próprias para cada
caso e para cada pessoa. No caso dos disléxicos não é diferente, o psicopedagogo deve planejar
meios pelo qual ele irá promover a aprendizagem do aluno, e segundo Capretz (2012) a melhor
maneira de se trabalhar com um disléxico é explorando a aprendizagem multissensorial com o
lúdico, ou seja, utilizando outros canais que não sejam a visão, como por exemplo, caminhar com
a criança sobre uma letra, deixá-la interagir com a caixa tátil, fazer gelatina na forma das letras,
fazer uma sopa de letras, vendar a criança para ela tentar descobrir com o dedo a forma de
alguma letra ou palavra, colar barbante ou feijão em cima da letra etc. Mas de início é muito
recomendado pela autora “sair do papel” e alternar atividades com massinhas e com a oralidade,
por exemplo, o foco do psicopedagogo é a aprendizagem do aluno, com isso não devemos
focalizar todo o nosso trabalho no problema do aluno, mas sim nos acertos, conforme o trecho
complementa:
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É comum prestarmos mais atenção às dificuldades, pois elas saltam aos olhos com muito mais
evidências que as potencialidades. Podemos começar a pensar sobre a dificuldade de
aprendizagem pelos acertos dos alunos. Assim, experimentando alguns sucessos, podemos abrir
uma porta para a construção de um vínculo positivo com as demais áreas da aprendizagem que
nosso aluno necessita aprimorar. Vamos descobrir os talentos dos nossos alunos e nos concentrar
neles! (SILVA, p.2, 2013).

Todas essas sugestões são formas lúdicas, pois o trabalho do psicopedagogo é e deve ser lúdico
para que a criança se desenvolva com outros meios sensoriais. Obviamente não é possível,
também, fazer apenas estas opções apresentadas, o ideal é mesclar sempre, para que aos poucos a
criança seja introduzida no mundo das letras sem notar.

7. Conclusão
Ao concluir, foi possível descobrir que a perturbação dificulta a comunicação, pois, tipicamente,
estas crianças apresentam muitas dificuldades na aquisição de novos conceitos, na expressão de
desejos, sentimentos e opiniões que vão influenciar todos os processos comunicativos em que

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participa. Consequentemente, a forma como estas crianças se relacionam com o meio (familiar,
social, escolar).

Bibliografia
Baratella, André. Música e Musicoterapia - Uma Linguagem da Alma. Bragança Paulista:
Empório do Livro.2008.

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BEHLAU, Pontes. Avaliação e tratamento das disfonias. São Paulo: Lovise, 1995.BRANDI,
Moisés Paulo. Educação da voz falada 1. Rio de Janeiro: Livraria Atheneu, 1984. LUCION, C. S.
IV Simpósio Internacional VII Fórum Nacional de Educação. 2010.SANTOS, Anabela cruz.
Problemas de comunicação em alunos com necessidades especial: o contributo para sua
compreensão. Lisboa: editorial caminho, 1997.TELES, Paula. Diversidades-Paradigmas da
Diferença. Pensar II. 2006.

https://colegiomoz.blogspot.com/2018/03/necessidades-educativas-especiais-de.html

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