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PROCEDIMENTOS DE

BIOSSEGURANÇA EM SAÚDE
Contexto Histórico

 1970 – Origem do conceito de Biossegurança durante a reunião


“Asilomar” (California).

 1995 a Lei 8.974 Criada no Brasil ; Lei de Biossegurança

 1995 o Decreto n° 1.752 criou a Comissão Técnica Nacional de


Biossegurança (CTNBio)
Etiologia

 O significado de Bio (do grego Bios) = Vida e


segurança se refere à qualidade de ser ou
estar seguro, protegido, preservado, livre de
risco ou perigo.

 Processo progressivo, que não inclui


conclusão em sua terminologia.
O que é Biossegurança?

“É a condição de segurança alcançada por um conjunto de


ações destinadas a prevenir, controlar, reduzir ou eliminar
riscos inerentes às atividades que possam comprometer a saúde
humana, animal, vegetal e o ambiente.”
(CBS, 2010)
Objetivos. Instituir normas e medidas que reduzam ao máximo a
exposição a riscos que afetam a saúde de todos os
trabalhadores,professores e estudantes nos laboratórios da área
básica que estão em contato com equipamentos, substâncias
químicas e espécimes biológicos.
Importância
 Abordar medidas de Controle de infecção para
proteção da equipe em serviços de saúde.

 Promoção da consciência sanitária na comunidade


onde atua.

 Preservação do meio ambiente na manipulação e no


descarte de resíduos quimicos, toxicos e infectantes.

 Redução geral de Risco à saúde e acidentes


ocupacionais.
Definições Básicas Aplicadas a
Biossegurança

 AGENTES AMBIENTAIS: são elementos ou substâncias


presentes nos diversos ambientes humanos que, quando
encontrados acima dos limites de tolerância, podem causar
danos à saúde das pessoas.

 AGENTES BIOLÓGICOS: São introduzidos nos processos de


trabalho pela utilização de seres vivos ( em geral
microorganismos) como parte integrante do processo
produtivo, tais como vírus, bacílos, bactérias, etc,
potencialmente nocivos ao ser humano.
Definições Básicas Aplicadas a
Biossegurança
 AGENTES ERGONÔMICOS: são riscos introduzidos no
processo de trabalho por agentes (máquinas, métodos, etc)
inadequados às limitações dos seus usuários.

 AGENTES FÍSICOS: são os riscos gerados pelos agentes que


têm capacidade de modificar as características físicas do
meio ambiente.

 AGENTES MECÂNICOS (Acidentes): São os riscos gerados


pelos agentes que derrancam o contato físico direto com a
vítima para manifestar a sua nocividade.
Definições Básicas Aplicadas a
Biossegurança
 AGENTES QUIMICOS: são as substâncias,
compostos ou produtos que possam penetrar no
organismo pela via respiratória, nas formas de
poeiras, fumos, névoas, neblinas, gases ou vapores,
ou que, pela natureza da atividade de exposição,
possam ter contato ou ser absorvidos pelo
organismo através da pele ou por ingestão. São os
riscos gerados por agentes que modificam a
composição química do meio ambiente.
Definições Básicas Aplicadas a
Biossegurança
Definições Básicas Aplicadas a
Biossegurança

 ÁGUA ESTÉRIL: é aquela que sofreu tratamento


físico com a finalidade de eliminar qualquer tipo de
vida microbiana ali presente (Água destilada, Água
deionizada, Água MileQ)

 ÁGUA TRATADA: é aquela que sofreu tratamento


físico e/ou químico com a finalidade de remover
impurezas e germes patogênicos.
Definições Básicas Aplicadas a
Biossegurança
 ARTIGO CRÍTICO: é todo o instrumental pérfuro-
cortante que penetra em tecidos e entra em contato
com sangue e secreções

 ARTIGO DESCARTÁVEL: é o produto que após o uso


perde as suas características originais e não deve ser
reutilizado e nem reprocessado.

 ARTIGO NÃO-CRÍTICO: é todo artigo destinado apenas


ao contato com a pele íntegra do paciente/trabalhador.
Definições Básicas Aplicadas a
Biossegurança
 ANTI-SEPSIA: é a eliminação de formas vegetativas
de bactérias patogênicas de um tecido vivo.

 ASSEPSIA: é o conjunto de medidas adotadas para


impedir que determinado meio seja contaminado.

 DESCONTAMINAÇÃO: é o processo de eliminação


total ou parcial da carga microbiana de artigos ou
superfícies, tornando-os aptos para o manuseio
seguro. Este processo pode ser aplicado através de
limpeza, desinfecção e esterilização.
Definições Básicas Aplicadas a
Biossegurança
 LIMPEZA OU HIGIENE: é o asseio ou retirada da
sujidade de qualquer superfície. E pode ser feito
por:
 Fricção mecânica com água e sabão;
 Máquinas de limpeza com jatos de água quente ou
detergentes;
 Máquinas de ultra-som com
detergente/desencronstantes.
Definições Básicas Aplicadas a
Biossegurança
 DESINFECÇÃO: é o processo de eliminação de vírus,
fungos e formas vegetativas de bactérias, porém não
seus esporos, mediante a aplicação de agentes
físicos ou químicos, sendo principalmente utilizados:

 Hipoclorito de Sódio a 0,5% (meio químico líquido)


 Álcool Etílico a 70% (meio qúimico Líquido)
 Formaldeído a 4% (Meio químico líquido)
 Glutaraldéido a 2% (meio químico líquido)
 Pasteurização de 60 a 90ºC por 30 min (meio físico líquido)
Definições Básicas Aplicadas a
Biossegurança
 ESTERILIZAÇÃO: é o processo de eliminação de
todos os microorganismos presentes no
instrumental, tais como vírus, fungos e bactérias,
inclusive seus esporos.
 Autoclavagem- 121ºC por 30 min (meio físico);
 Estufa ou forno de Pasteur – 170ºC por 120min (meio
físico);
 Glutaraldeído a 2% por 10 h (meio químico líquido);
 Fomaldeído a 4% por 18 h (meio químico líquido);
 ET – Óxido de Etileno – tempo de aeração 6 a 24 h (meio
químico gasoso).
VOLTANDO...

 “Biossegurança é um conjunto de medidas


voltadas para a prevenção de riscos....”

O que é Risco?
Biossegurança

 PERIGO: Fonte ou situação com potencial


para provocar danos em termos de lesão,
doença, dano à propriedade, meio ambiente,
local de trabalho ou a combinação destes.

 RISCO: Combinação da probabilidade de


ocorrência e da consequência de um
determinado evento perigoso.
Biossegurança

 Resumindo:

 Perigo é a fonte geradora e o Risco é a


exposição a esta fonte.
Biossegurança
De onde vêm o Risco

 Instrução inadequada;
 Supervisão ineficiente;
 Práticas inadequadas;
 Mau uso de EPI;
 Trabalho falho;
 Não observação de normas.
O que é Risco?

 Entende-se por agente de risco qualquer


componente de natureza Física, Química ou
Biológica que possa “Comprometer a saúde
do homem, dos animais, do meio ambiente
ou a qualidade dos trabalhos desenvolvidos”

 Para que tenhamos AÇÃO em Biossegurança,


é imprescindível realizar uma AVALIAÇÃO DE
RISCO!
Mapa de Risco
ALGUNS EXEMPLOS
DE ACIDENTES DE
TRABALHO EM
POTENCIAL
Boas Práticas em Laboratório Clínico (BPLC)
Boas Práticas em Laboratório Clínico (BPLC)
Boas Práticas em Laboratório Clínico (BPLC)
Boas Práticas em Laboratório Clínico (BPLC)
Barreiras de contenção

EPIs
EPCs
Barreiras de contenção primária

- Equipamentos de proteção individual (EPI)


-Portaria 3214-NR6 (08/06/78)
“Todo dispositivo de uso individual, de fabricação nacional ou
estrangeira, destinado a proteger a saúde e a integridade física
do trabalhador”.

-Equipamentos de proteção coletiva (EPC)


-Cabines de segurança biológica (CSB)

Barreiras de contenção secundária


- Desenho e estrutura física dos laboratórios
Equipamentos de Proteção Individual
(EPI)
 Luvas
 Máscara
 Jaleco
 Viseiras de proteção
 Óculos
 Gorro
Equipamentos de proteção coletiva (EPC)

 Chuveiro de emergência
 Lava-olhos
 Equipamentos complementares
 Cabines de segurança
 Fluxo laminar de ar
 Capela química NB
 Manta ou cobertor
 Vaso de areia
 Mangueira de incêndio
 Extintores de incêndio
Classificação de Risco Biológico
Classificação de Risco Biológico

 Os riscos biológicos podem ser classificados


em “Classes de Risco 1, 2, 3 e 4” segundo a
OMS.
 Esses riscos são classificados segundo:
 Patogenicidade para o homem
 Virulência
 Modos de transmissão
 Disponibilidade de medidas profiláticas eficazes
 Disponibilidade de tratamento eficaz
 Endemicidade
Normas e condutas no ambiente laboratorial
As instalações laboratoriais designam-se por: (NR-32)

 Laboratório de base 1 (lab. escola) – Nível 1 de segurança


biológica;

 Laboratório de base 2 (Hospitais e lab. clínicos) – Nível 2 de


segurança biológica,

 Laboratório de confinamento – Nível 3 de segurança


biológica.(grandes quantidades e [ ] de microrganismos Cl.2)

 Laboratório de confinamento máximo – Nível 4 de segurança


biológica
Níveis de Biossegurança (Agente Biológico)

 RISCO 1: NB1: baixo risco individual e coletivo


 Ex: bascillus subtilis
 RISCO 2: NB2: moderado risco individual e risco coletivo
limitado
 Ex: HBV, HIV
 RISCO 3: NB3: elevado risco individual e risco coletivo baixo
 Mycrobacterium tuberculosis
 RISCO 4: NB4: Agentes que causam doenças graves para o
homem e representa sério risco para os profissionais
(individual) e para a coletividade.
 Ex: Vírus Ebola
Níveis de Biossegurança
NB AGENTES PRÁTICAS INSTALAÇÕES (Barreiras
Secundárias)
A1 Comissão
Que não são Técnica
conhecidos Nacional
causarem doenças em adultos
de Biossegurança
por Práticas Padrões de microbiologia (CTNBio) normatizou
Bancadas abertas com pias
próximas.
os níveis
sadios.
de Biossegurança
Associados com
crescentes no maior NB-1
doenças Prática de NB-1 mais:
graumais:
deAutoclave
contenção e
disponível.
complexidade
humanas, risco
do =exposição
percutânea, ingestão, nível de- Aviso
proteção
lesão - Acesso limitado
de Risco Biológico
2 da membrana mucosa. - Precauções com objetos
perfurocor-tantes.
- Manual de Biossegurança que
defina qualquer descontaminação de
dejetos ou normas de vigilância
médica.
Agentes exóticos com potencial Práticas de NB-2 mais: NB-2 mais:
para transmissão via aerossol; a - Acesso controlado - Separação física dos corredores de
doença pode ter conseqüências - Descontaminação de todo o lixo acesso.
3 sérias ou até fatais. - Descontaminação da roupa usada - Portas de acesso dupla com
no laboratório antes de ser lavada. fechamen-to automático.
- Amostra sorológica - Ar de exaustão não recirculante.
- Fluxo de ar negativo dentro do
laborató-rio.
Agentes exóticos ou perigosos NB-3 mais: NB-3 mais:
que impõem um alto riso de -Mudança de roupa antes de entrar. - Edifício separado ou área isolada.
doenças que ameaçam a vida, -Banho de ducha na saída. - Sistemas de abastecimento e
4 infecções laboratoriais -Todo o material descontaminado na escape, a vácuo, e de
transmitidas via aerossol; ou saída das instalações. descontaminação.
relacionadas a agentes com -Outros requisitos sublinhados no
risco desconhecido de texto.
transmissão
Classificação dos resíduos de serviços de saúde
 Grupo A1: Culturas e estoques de microrganismos; descarte de vacinas,
amostras de laboratório contendo sangue ou líquidos corpóreos.

 Grupo A2 :Carcaças, peças anatômicas


vísceras e outros resíduos submetidos a
processos de experimentação com ino-
culação de microorganismos.

 Grupo A3 :Peças anatômicas (membros)


do ser humano

 Grupo A4 :resíduos que não necessitam de tratamento. Sobras de


amostras de laboratório e seus recipientes etc.
Grupo B
 Resíduos contendo substâncias químicas que podem
apresentar risco à saúde pública ou ao meio ambiente.
Grupo C
 Quaisquer materiais resultantes de atividades humanas que
contenham radionuclídeos e para os quais a reutilização é imprópria
ou não prevista.
Grupo D
 Resíduos que não apresentam risco biológico, químico ou
radiológico à saúde ou ao meio ambiente. Suas características são
similares às dos resíduos domiciliares.
Grupo E

 Materiais perfuro cortantes ou escarificantes: objetos instrumentos


contendo cantos, bordas, pontas ou protuberâncias rígidas e agudas,
capazes de cortar ou perfurar.

“As agulhas descartáveis devem ser desprezadas juntamente com as


seringas, quando descartáveis, sendo proibido reencapá-las ou
proceder a sua retirada manualmente” (ANVISA, 2004)”
Simbologia em Biossegurança
Condutas mediante a um acidente com
material biológico em Lab.Escola
 Comunicar imediatamente ao professor

Cuidados com o ferimento:


-Exposição percutânea ou cutânea: Lavagem com água corrente e
sabão
-Exposição em mucosas:lavagem com soro fisiológico ou água
destilada.

 Identificaçao da fonte
 Determinaçao do material biologico envolvido
 Classificaçao da gravidade da lesao
 Exames solicitados
 Acompanhamento do acidentado e notificaçao CIPA
Biossegurança em saúde

 Para que as ações de biossegurança sejam efetivas é necessário


que todos os envolvidos em atividades de risco estejam
devidamente informados acerca das diretrizes atuais, bem como
aptos a colocá-las em prática de maneira correta.

Para que as ações de biossegurança sejam efetivas é necessário


que todos os envolvidos em atividades de risco estejam
devidamente informados acerca das diretrizes atuais, bem como
aptos a colocá-las em prática de maneira correta.
Referencias Bibliograficas
 P.M.M. Penna et al. BIOSSEGURANÇA: UMA REVISÃO: Arq. Inst. Biol.,
São Paulo, v.77, n.3, p.555-465, jul./set., 2010

 PALOS M , Acidentes com material biológico ocorridos com profissionais


de laboratórios de Análises Clínicas- DST – J bras Doenças Sex Transm
18(4): 231-234, 2006

 UNESP, Manual de Biossegurança – Laboratorio de Hemoglobina e


Genetica das doenças Hematologicas.

 PUC-GOIAS, Manual de Biossegurança Laboratorios da Area Basica-


LAB,Departamento de Biomedicina,2008

 Ministerio da saude-Manual de biossegurança,2 ediçao,SP 2003