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Colocação pronominal

Na sintaxe da língua portuguesa, o termo colocação pronominal diz respeito ao modo como


se dispõem os pronomes em relação aos demais elementos de uma oração[1]. Dentre os fatores
que determinam a ordem dos pronomes estão a função sintática do pronome na oração,
o tempo verbal, a regência do verbo principal, a ocorrência de advérbios e de outros
pronomes na mesma oração.
Em português, distinguem-se os pronomes retos (eu, tu, ele/a, nós, vós, eles/as), os quais em
geral expressam o sujeito da oração, dos pronomes oblíquos (me, mim, te, ti, etc...), que
indicam uma entidade afetada pela ação descrita pelo verbo[2]. Grande parte da variação na
colocação se dá no uso dos pronomes oblíquos, sobretudo nos pronomes oblíquos átonos: me,
te, se, nos, vos, o, a, lhe, os, as, lhes. Não possuem acento próprio. São clíticos.

Posições clíticas dos pronomes oblíquos átonos[editar | editar código-fonte]


Os pronomes oblíquos átonos portugueses são considerados morfemas com características
sintáticas de palavra, mas dependentes fonologicamente do verbo ou sintagma verbal.
Na gramática tradicional, há três posições relativas do pronome pessoal em relação ao verbo:

Posição clítica Localização Nome Exemplo

Pronome proclítico Antes do verbo Próclise Isso não se faz.

Pronome
No meio do verbo Mesóclise Chamar-me-iam de louco.
mesoclítico

Pronome enclítico Depois do verbo Ênclise Quero-lhe muito bem.

Usos normativos[editar | editar código-fonte]


Todas as conjugações verbais permitem próclise e, com exceção do particípio e dos
tempos futuro do presente [fará, dirá, verá] e futuro do pretérito [faria, diria, veria], permitem
também ênclise. Somente os tempos futuro do presente e futuro do pretérito permitem
mesóclise.

Formas verbais e colocação pronominal / posições clíticas permitidas

Futuro do
Futuro do Demais
Particípio pretérito /
presente formas
Condicional

Próclise permite permite permite permite

Ênclise não permite não permite não permite permite

Mesóclise não permite permite permite não permite


Usos coloquiais[editar | editar código-fonte]
O português falado no Brasil é diferente do falado em Portugal quanto às preferências por
posições clíticas. No português brasileiro vernáculo, a próclise é quase absoluta,
independentemente da posição do grupo/sintagma/locução verbal (pronome e verbo) na
oração. No entanto, no português brasileiro padrão (usado em ocasiões formais, como na
redação de documentos oficiais), o uso da próclise observa as mesmas regras gramaticais do
português de Portugal. Em Portugal, dependendo da posição do grupo verbal na oração, opta-
se ou não pela próclise.
Registro informal - coloquial
Me diz quem tem razão.
Te vi na rua.
Registro formal - culto
Diz-me quem tem razão.
Vi-te na rua.
As gramáticas normativas condenam o uso brasileiro de próclise e esse uso é
ensinado no colégio como sendo proibido na escrita. Portanto, exceto quando a
escrita simula a fala (mensagens instantâneas e de celular, por exemplo), as posições
clíticas da escrita no Brasil são as mesmas do português falado em Portugal.
Português brasileiro vernáculo

1. O falante opta pela ênclise ou pela próclise.


Português de Portugal e Português brasileiro padrão

1. nunca se usa próclise no início do período, texto ou redação, exceto sob


licença poética
2. nunca se usa próclise após pausa/vírgula, ponto e vírgula, dois-pontos,
exclamação, interrogação ou reticências
3. usa-se sempre próclise após atratores.
Lista de atratores

1. Palavra ou expressão negativa: não, nada, nunca, ninguém, jamais, de modo


algum, de jeito nenhum, em hipótese alguma.
2. Conjunção subordinativa integrante ou adverbial: que, porque, se, quando,
conforme, embora, logo que, visto que, contanto que, a fim de que, à medida
que.
3. Advérbio sem vírgula: aqui, já, lá, muito, talvez, sempre, realmente
4. Numeral ou pronome indefinido: ambos, alguém, tudo, outros, muitos, alguns
5. Pronome relativo: que, quem, qual, onde
6. Pronome demonstrativo: isto, isso, aquilo (Atrai o clítico facultativamente no
Brasil, podendo ocorrer também a ênclise com igual correção nesse país. Em
Portugal, pronomes demonstrativos não são catalisadores de próclise).[3][4]
7. Verbo no gerúndio precedido de palavra atrativa ou da preposição EM: Saiu
da sala, não nos dizendo as razões. / Em se plantando tudo dá. / Em se
tratando de videogame, ele é um expert.
8. Frase interrogativa, exclamativa ou optativa[1] (expressa desejo): Quem nos
ajudará nos testes? / Quanto me custa entender as razões! / Deus o ilumine!
9. Conjunção coordenativa aditiva ou alternativa: não só... mas também, não
só... como também, ou... ou, ora... ora, quer... quer, seja... seja
10. Palavra ''só'' no sentido de ''somente'', ''apenas'' = palavra denotativa de
exclusão.
Formas verbais proparoxítonas não são fatores de próclise, podendo
ocorrer normalmente a ênclise pronominal.[5][6][7]
As divergências quanto à colocação pronominal existentes nas variedades
do português devem-se a preferências desenvolvidas historicamente,
porquanto em textos (cantigas e documentos oficiais) escritos em formas
mais antigas de português, datando até a Renascença, usava-se uma
colocação muito mais livre e que não foi padronizada por muito tempo,
diferentemente da do espanhol e do francês. Muitos linguistas e outros
estudiosos brasileiros defendem que o uso de próclise em todos os
contextos seja estandardizado.

Próclise[editar | editar código-fonte]
Denomina-se próclise a colocação dos pronomes oblíquos átonos antes
do verbo.
Proibição[editar | editar código-fonte]

 Não deve ser usada no início de oração ou período, com uma exceção
feita à licença poética.
Ex.: *Se faz justiça com as próprias mãos naquele lugar.
Correção: Faz-se justiça com as próprias mãos naquele lugar.

 Note que uma oração pode iniciar-se a meio de uma frase,


por exemplo, depois de uma vírgula, ponto e vírgula, dois-
pontos, exclamação, interrogação ou reticências.
Ex.: *Naquele lugar, se faz justiça com as próprias mãos.
Correção: Naquele lugar, faz-se justiça com as próprias mãos.

 Nos infinitivos há uma tendência à ênclise, mas


também é possível a próclise. A ênclise só é mesmo
rigor quando o pronome tem a
forma o (principalmente no feminino a) e o infinitivo
vem regido da preposição a.
Ex.: Se soubesse, não continuaria a lê-lo.
Existem determinadas palavras da língua que são
consideradas "atratores" dos pronomes pessoais
oblíquos átonos pois, nos enunciados em que elas
ocorrem, esses pronomes devem ficar em posição
proclítica com relação ao verbo que complementam.
Uso[editar | editar código-fonte]
A próclise é obrigatória quando há antes do verbo:

 palavra negativa
Ex.: Nunca nos esqueceremos deste lugar.

 pronome relativo
Ex.: Aceitou a sugestão que te dei?

 pronome indefinido
Ex.: Alguém te falou isso?

 pronome interrogativo ou advérbio


interrogativo
Ex.: Quem nos ajudará nos testes?
Por que  vos maltrataram?

 conjunção subordinativa, mesmo que oculta na oração subordinada.


Ex.: Quando se fala de informática, ele é um especialista.
Fazia a lista de convidados,  conforme me lembrava dos amigos.

 advérbio sem vírgula


Ex.: Hoje me sinto seu amigo.

 orações iniciadas por palavras exclamativas, bem como nas orações optativas (aquelas
que expressam desejo), com a palavra ''só'' no sentido de ''apenas'', ''somente'', com
conjunções coordenativas aditivas ou alternativas.
Ex.: Como te pareces com teu pai!
A terra lhes seja leve!
Só se lembram de estudar na véspera das provas.
Ou se diverte, ou fica em casa.

 gerúndio precedido de preposição em ou palavra atrativa, bem como preposição +


pronome + infinitivo pessoal (flexionado)
Ex.: Em se tratando das contas, pagarei todas.
Foram embora, não nos dizendo nenhuma razão.
Por me faltar ao respeito, você será punido.
Se o verbo estiver no infinitivo impessoal e ocorrer uma dessas palavras antes do verbo, o uso
da próclise ou da ênclise será facultativo.

Ênclise[editar | editar código-fonte]
Em gramática, denomina-se ênclise a colocação dos pronomes oblíquos átonos depois
do verbo.
É usada principalmente nos casos:

1. Quando o verbo inicia a oração;


2. Quando o verbo está no imperativo afirmativo;
3. Quando o verbo está no infinitivo impessoal;
4. Quando o verbo está no gerúndio (sem a preposição em ou palavra atrativa)
Não deve ser usada quando, o verbo está no futuro do presente ou no futuro do pretérito.
Neste caso utiliza‐se a mesóclise.
Os pronomes oblíquos átonos o, a, os, as assumem as formas lo, la, los, las quando estão
ligados a verbos terminados em r, s ou z. Nesse caso, o verbo perde sua última letra e a nova
forma deverá ser re-acentuada de acordo com as regras de acentuação da língua. Por
exemplo:

 "tirar-a" torna-se "tirá-la";


 "faz-os" torna-se "fá-los";
 "comes-o" torna-se "come-lo" (não há mudança de acentuação);
 "Vou comer-o" torna-se "vou comê-lo".
No caso de verbos terminados em m, õe ou ão, ou seja, sons nasais , os
pronomes o, a, os, as assumem as formas no, na, nos, nas, e o verbo é mantido inalterado.
Por exemplo:

 "peguem-os" torna-se "peguem-nos";


 "põe-as" torna-se "põe-nas".
No português brasileiro vernáculo (mas não no padrão), o pronome reto substitui o oblíquo
— por exemplo: "peguem eles!", não se usa muito o pronome em posição enclítica.

Mesóclise[editar | editar código-fonte]
Em gramática, denomina-se mesóclise ou tmese a colocação do pronome oblíquo átono no
meio do verbo.
Utiliza-se quando o verbo está no futuro do presente ou no futuro do pretérito e não há, antes
do verbo, palavra que justifique o uso da próclise. É uma colocação exclusiva da linguagem
formal e da modalidade literária, não ocorrendo em uma fala espontânea.
Ex.: Convidar-me-ão para a solenidade de posse da nova diretoria.
Convidar-te-ia para viajar comigo, se pudesse.
Se houver pronome pessoal reto ou palavra que justifique o uso da próclise, desfaz-se a
mesóclise.
Ex.: Sempre te convidaria para viajar comigo, se pudesse. (O advérbio ''sempre'' exige o uso
de próclise.)
Hoje me convidarão para a solenidade de posse da nova diretoria. (O advérbio ''hoje'' exige o
uso de próclise.)
Origem da mesóclise[editar | editar código-fonte]
A origem da mesóclise se relaciona à formação de uma construção inovadora de futuro
analítico (formado por mais de uma palavra), no período do latim vulgar. Essa forma de
futuro analítico se compunha do verbo principal no infinitivo e do verbo
*avere (habēre no latim clássico) no presente do indicativo. Sendo o futuro analítico uma
forma composta, era possível colocar o pronome entre os dois verbos. Com a evolução da
língua, o verbo *avere como auxiliar foi assimilado ao verbo principal, mas manteve-se a
possibilidade de deixar o pronome em posição mesoclítica. Ou seja:

 caballos comprar ei (comprarei cavalos)


 Ter + ei ⇒ terei
 Ter + ás ⇒ terás
 Ter + á ⇒ terá
 Ter + emos ⇒ teremos
 Ter + eis ⇒ tereis
 Ter + ão ⇒ terão
 Ter + havia ⇒ teria
 Ter + havias ⇒ terias
 Ter + havia ⇒ teria
 Ter + havíamos ⇒ teríamos
 Ter + havíeis ⇒ teríeis
 Ter + haviam ⇒ teriam

Locuções verbais[editar | editar código-fonte]


Verbo principal no infinitivo ou no gerúndio
Sem palavra atrativa - O pronome pode ser colocado antes do verbo auxiliar, antes do verbo
principal, depois do verbo auxiliar ou depois do verbo principal
Quero lhe apresentar meus primos que vieram do interior.
Quero apresentar-lhe meus primos que vieram do interior.
Ia lhe dizendo as razões da minha desistência.
Ia dizendo-lhe as razões da minha desistência.
Com palavra atrativa - O pronome pode ser colocado antes do verbo auxiliar ou depois do
verbo principal.
Hoje lhe quero apresentar meus primos que vieram do interior.
Sempre lhe ia dizendo as razões da minha desistência.
Hoje quero apresentar-lhe meus primos que vieram do interior.
Sempre ia dizendo-lhe as razões da minha desistência.

Tempos compostos[editar | editar código-fonte]


Verbo principal no particípio
Faz-se a colocação segundo o tempo do verbo auxiliar
O advogado nos tinha dito a verdade.
Não a havia conhecido em nenhum lugar da loja.
Tê-lo-ia perguntado, se o tivesse visto naquela ocasião.

Referências

1. ↑ Ir para:a b Português Linguagens - 9º ano. Atual Editora. Página 260. Por: William
Roberto Cereja e Thereza Cochar Magalhães.
2. ↑ da., Cunha, Celso Ferreira (2001). Nova gramática do português
contemporâneo 3. ed. Rio de Janeiro: Ed. Nova
Fronteira. ISBN 8520911374. OCLC  314901112
3. ↑ «Pronomes demonstrativos e oblíquos: próclise ou ênclise?». Recanto das Letras
4. ↑ Cunha & Lindley Cintra, Celso Ferreira, Luís Felipe (2016). Nova Gramática do
Português Contemporâneo. Rio de Janeiro: Lexikon. pp. 323–332
5. ↑ «Colocação pronominal com palavras proparoxítonas – proibida a
ênclise?». DicionarioeGramatica.com. 6 de julho de 2017
6. ↑ Ciberdúvidas/ISCTE-IUL. «Ênclise do pronome átono e formas verbais
proparoxítonas - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa». ciberduvidas.iscte-iul.pt. Consultado
em 19 de novembro de 2018
7. ↑ Bechara (2015). Moderna Gramática Portuguesa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira.
277  páginas

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

 «Pronomes», Intervox, BR: UFRJ, consultado em 27 de janeiro de 2008, cópia


arquivada em |arquivourl= requer |arquivodata= (ajuda) 🔗 Parâmetro desconhecido |
fechaarchivo= ignorado (|arquivodata=) sugerido (ajuda).
 Moreno, professor Cláudio (27 de outubro de 2009), «Regras da colocação
pronominal»,  Sua língua, BR: ClicRBS.

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Conjugacao pronominal

São chamados de verbos pronominais os verbos que são conjugados juntamente com um


pronome oblíquo átono (me, te, se, nos, vos, se). ... Assim, a conjugação pronominal ocorre
quando o pronome oblíquo está relacionado com o pronome reto ou sujeito equivalente. Pode
ser reflexiva ou recíproca.

COMO IDENTIFICAR UM VERBO ESSENCIALMENTE PRONOMINAL?

Quando um verbo vem acompanhado de um pronome oblíquo átono da mesma pessoa do


sujeito, diz-se que se trata de verbo pronominal. Veja que o verbo queixar-se, por exemplo,
somente pode ser conjugado com o pronome oblíquo: Eu me queixo dos problemas.

Como conjugar os pronomes

Na língua portuguesa, ocorre frequentemente a conjugação de verbos acompanhados


de pronomes pessoais oblíquos átonos.

Conjugação verbal com pronomes.
Próclise

Quando eu me queixar

Quando tu te queixares

Quando ele se queixar


Futuro do subjuntivo
Quando nós nos queixarmos

Quando vós vos queixardes

Quando eles se queixarem

Quais são os tipos de conjugação de verbos?


Existem três conjugações principais: a 1. ª conjugação para verbos terminados em -ar, a 2.
ª conjugação para verbos terminados em -er e a 3. ª conjugação para verbos terminados em
-ir.

O que é uma forma pronominal?


Verbos pronominais são aqueles acompanhados por pronomes “me”, “te” “se”, “nos”
(pronomes oblíquos átonos). Esse tipo de verbo é usado para indicar ações relativas ao sujeito
que as pratica. Sendo assim, o verbo deverá ser conjugado sempre acompanhado do pronome
oblíquo correspondente à pessoa gramatical do sujeito.

O que é a conjugação dos verbos?


Conjugar um verbo é dizê-lo em todos os modos, tempos, pessoas, números e vozes. O
agrupamento de todas essas flexões, segundo uma ordem determinada, chama-
se CONJUGAÇÃO. Existem três conjugações, caracterizadas pela vogal temática, no
português.

O que são verbos pronominais acidentais?


Verbos pronominais acidentais: são aqueles verbos utilizados na forma pronominal e na
forma simples, onde o radical não transmite a ideia de reflexibilidade, a ideia de
reflexibilidade só vem a ser transmitida com o uso do pronome oblíquo.

Como e quando usar o verbo se?


# Nos casos em que o sujeito ou predicativo for representado por coisa, bem como se um
sujeito ou predicativo se encontrar no singular e outro (sujeito ou predicativo) no plural, a
concordância do verbo “ser” se dará no plural. Constatemos alguns exemplos: Os filhos são o
meu tesouro.

_________________________________________
CONJUGAÇÃO PRONOMINAL

Quando juntamos pronomes aos verbos, há algumas regras que temos que ter em


conta. Vejamos:
1 – Quando a forma verbal termina em vogal, o pronome não sofre alterações.
      
          ex: Vi o filme. > Vi-o

2 - Quando a forma verbal termina em R, S, ou Z, estas consoantes caem e o pronome


pessoal passa a ser: -lo, -la, -los, -las.

          ex: Vou ver o Pedro. > Vou vê-lo.


                Tu contas histórias.  > Tu conta-las.
                Ele faz os trabalhos de casa. > Ele fá-los.
 
3 - Se a forma verbal terminar em  M ou em ditongo nasal (õe, ão), o pronome tomará
as formas: -no, -na -nos, -nas.
 
          ex: Os alunos viram o filme. > Os alunos viram-no
                O João põe o livro na estante. > O João põe-no na estante.

4 – Quando a forma verbal estiver no modo condicional, o pronome coloca-se entre o


radical do verbo e as terminações verbais (-ia, -ias, -ia, -íamos, -íeis, –iam). No entanto,
como o radical termina em R, este cai e o pronome ganha um L, tomando a forma -lo,
-la, -los, -las.

           ex: Eu levaria a bicicleta para a escola. > Eu levá-la-ia para a escola.


                Tu convidarias os teus amigos para a festa. > Tu convidá-los-ias para a festa.

5 - Quando a forma verbal estiver no futuro, o pronome coloca-se entre o radical do


verbo e as terminações verbais (-á, -ás, -á, -emos, -eis, –ão). No entanto, como o radical
termina em «R», este cai e o pronome ganha um L, tomando a forma -lo, -la, -los, -las.

            ex: Ele entregará a encomenda a tempo. > Ele entregá-la-á a tempo.


                 Eles pedirão a prenda à mãe. > Eles pedi-la-ão à mãe.

6 – Se a frase estiver na negativa, o pronome vai para antes do verbo, sem sofrer
alterações (tal como nalguns casos em que a frase está na forma interrogativa).
            ex: Ele não levou o livro para a aula. > Ele não o levou para a aula
                 Já leste o livro todo?. > Já o leste todo? 
 

CASOS ESPECIAIS:
Sempre que na frase se encontrem em contacto duas formas de pronome pessoal, 
complemento directo e indirecto, elas contraem-se formando uma só palavra (em qualquer
tempo verbal).

             ex: Já li o livro. Posso emprestar-to ( te o )


                  Encontraste a peça? Então dá-ma. (me a)

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O que é uma ficha biográfica?


Ficha Bibliográfica: consiste numa pequena cartolina, contendo os elementos identificadores
de determinados documentos (livros, jornais, revistas, …). Observa bem o livro do qual vais
elaborar a tua ficha bibliográfica. Começa por escrever em maiúsculas ou em itálico o
apelido do autor e a seguir o primeiro nome.

Como fazer uma ficha biográfica?


Método 2 Escrevendo uma Ficha Bibliográfica para um Artigo de Revista
1. Encontre o autor do artigo. ...
2. Encontre o título do artigo de revista. ...
3. Inclua o nome da revista. ...
4. Na mesma linha, inclua a data de publicação. ...
5. Encontre o volume e número da edição da revista a que se refere. ...
6. Inclua os números exatos de página.

Como fazer uma ficha de documentação bibliográfica?


2 - Documentação bibliográfica: consiste em fichar e documentar material extraído de
livros, revistas, artigos e outros trabalhos. As fichas de documentação bibliográfica podem
trazer acima, à direita, o título ou subtítulo dentro do qual se inserem e, à esquerda, a
indicação bibliográfica completa.

Como escrever em fichas?


Ficha é também a forma conjugada do verbo fichar na 3. ª pessoa do singular do presente do
indicativo e na 2. ª pessoa do singular do imperativo afirmativo. O verbo fichar indica o ato
de apontar e catalogar em fichas, sendo sinônimo de anotar, apontar, registrar, escrever e
catalogar, entre outros.
FICHA BIBLIOGRÁFICA
- abril 19, 2010

CONCEITO:
Na nossa vida como estudante, muitas vezes somos confrontados com a necessidade de ir à
biblioteca, fazer várias pesquisas sobre temas variados.
Para que uma pesquisa, à base de leitura (pesquisa bibliográfica) seja considerada válida é
necessário que ela reflicta vários pontos de vista, colhidos de autores também diversificados.
É certo que no trabalho final que vamos apresentar, não podemos de modo nenhum levar as
obras consultadas ao vivo, porém é possível fazermos a identificação clara e inequívoca de
cada uma das obras lidas, para tal recorremos às fichas bibliográficas.
Assim, a ficha bibliográfica funciona como um “bilhete de identidade” da obra lida, pelo que
deve apresentar todos os elementos descritivos que permitam a sua identificação individual,
ou seja, apresenta as referências de uma determinada obra.
Várias são as normas usadas para as apresentar as referências bibliográficas, numa ficha.
Contudo, seja qual for a forma, há dados que não devem faltar, nomeadamente:
         Autoria,
         Título da obra,
         Número da edição,
         Local de edição,
         Editora,
         Data de edição.
Além dos elementos acima indicados, há outros possíveis, tais como:
         título do artigo ou capítulo dentro da obra,
         colecção,
         Indicação sobre a edição original – título na língua original, local de edição, editora,
data de edição.
         Indicações sobre a tradução usada – título da tradução, tradução, local de edição,
editora, data de edição.
         Número(s) da(s) página(s) citada(s),
         Número total de páginas e de volumes,
         Número (cota) ISBN.

ORDEM DOS ELEMENTOS

Conforme se afirmou anteriormente, há várias regras para apresentar as referências. As que


aqui apresentamos são aquelas que, quanto a nós, nos parecem mais fáceis de memorizar e,
são as mais usadas em Moçambique. Ei-las:

(i)  Livros, folhetos, relatórios, etc., considerados no todo


No caso de um só autor, o formato é:
APELIDO do autor (em maiúsculas), nome(s) abreviado(s). seguido pelo Título da Obra (em
itálico)[1], subtítulo. Edição. Local de publicação (cidade), Editora, Número do Volume, ano
da publicação.
Ex.: ZITA, I.. Os Molwenes. Maputo, Associação dos Escritores Moçambicanos, 1988.

No caso de serem até três autores, o formato é: lista dos apelidos dos autores seguidos pelas
respectivas abreviaturas dos nomes. O resto é semelhante ao formato de um só autor.

Ex.: CARLTON, J.T; SMITH, R. E WILSON, R.B.. Light’s Manual: Interdital invertebrates


of the  Central California Coast. 3rd ed.. California, University of California Press, 1975.

Se forem mais de três autores, o formato é: Apelido do primeiro autor, seguido da respectiva
abreviatura dos nomes e acrescenta-se a sigla et al. (do latim “et alii”= e outros). O resto é
semelhante.

Ex.: MATEUS, M.H.M. et al.. Gramática da Língua Portuguesa. 6ª ed. (revista e


aumentada). Lisboa, Caminho Editorial, 2003.

(ii) Capítulos de Livros

No caso de o autor do capítulo ser diferente do autor/responsável pelo livro, o formato é:


Autor do capítulo, começando pelo apelido (em maiúsculas) seguido pelo “título do capítulo
(entre “aspas”). In: Apelido do autor/responsável pelo livro (maiúsculas) seguido pela
abreviatura do nome. Título do Livro (em itálico). Subtítulo do livro (se for o caso). Edição.
Local de publicação (cidade), editora, número do Volume, ano de publicação, páginas inicial
e final do capítulo:

Ex.: ISSAK, I.. “Estruturas de Complementação Verbal do Português de Moçambique”. In:


GONÇALVES, P.  (org). Mudanças no Português em Moçambique. Maputo, Livraria
Universitária, 1998, pp. 67-101.

(iii) Dissertações e Teses

Nos trabalhos como monografias e teses, cujo objectivo é a qualificação académica do seu
autor, adopta-se o seguinte formato: APELIDO do autor seguido pela abrebiatura do
nome; Título do Trabalho. Grau ou categoria do trabalho. Nome da Universidade ou Escola.
Local de Publicação (cidade), Editora, Ano de publicação, número de páginas da obra.
Ex.: BERNARDO, R.L.. Efeitos microbicidas da mulala sobre a higiene bucal (Euclea
natalensis). Tese de licenciatura em Biologia. Faculdade de Ciências Naturais e Matemática.
Maputo, Universidade Pedagógica, 1993. 67p.

(iv) Texto obtido ou consultado na web

Actualmente, é inegável o papel que a internet desempenha na pesquisa científica. Tem-se


falado das famosas “bibliotecas virtuais” que são uma alternativa às bibliotecas
convencionais. Muitas obras têm sido convertidos para o formato digital, e disponibilizados
na web, portanto, é necessário saber referir com exactidão as fontes consultadas, eis as regras
de referenciação: APELIDO(s) do(s) autor(es), seguido(s) do(s) nome(s). Título do
artigo. Local de publicação, editora (se houver), n° de página (se houver), disponível em : ,
consultado em....

Ex.: APL. Actas – XIII Encontro Nacional da Associação Portuguesa de Linguística. Lisboa,


Associação Portuguesa de Linguística, 2008, ISBN 978-972-96615-1-8, disponível em
< http://www.apl.org.pt/images/docs/apl2008.pdf >, consultado em 14 de Abril de 2009.

COLOCAÇÃO DA REFERÊNCIAS

De acordo com Eco (1995), após a citação no texto, apresenta-se a sua referência
bibliográfica ou em nota de rodapé ou numa lista bibliográfica no final da obra.

Fontes:
 (i) BIBLIOGRAFIA:
ECO, H. Como se Faz uma Tese em Ciências Humanas. 6ª ed. Lisboa, Editorial Presença,
1995.
UP. Normas para a Produção e Publicação de Trabalhos Científicos na Universidade
Pedagógica. Maputo, Universidade Pedagógica, 2004.

(ii) SITES:
..< http://www.edce.sc.usp.br/cda/sessao-astronomia/sessao-astronomia-padrao/referencia
-bibliografica-ufrgs.html>, consultado em 10 de Abril de 2009.
.., consultado em 15 de Abril de 2009.

[1] No caso de um manuscrito, substitui-se o itálico pelo sublinhado.


FICHA DE LEITURA

Ficha de leitura

A ficha de leitura é um registro sobre os dados da obra, o autor, o resumo do enredo e alguns
trechos importantes.





 CURTIDAS 7

Com certeza você já deve ter tido a experiência de necessitar de uma determinada informação
de um texto ou livro e não encontrá-la de imediato porque não memorizou o parágrafo ou
página em que estava escrita, não é mesmo?

Para diminuir esse inconveniente da leitura, existe um recurso conhecido como ficha de


leitura ou fichamento. Esse recurso é, na verdade, uma técnica de estudo que consiste em
fazer um registro sobre os dados da obra, o autor, o resumo do enredo/assunto e alguns
trechos importantes. É por meio dela que sistematizamos o conteúdo que estamos estudando
e construímos reflexões sobre ele.

Para aprendermos como fazer uma ficha de leitura, vamos observar um exemplo da estrutura
desse tipo de texto:
Como você pode notar, a ficha de leitura possui uma estrutura ordenada e sintética, o que
facilita a organização do tema estudado, sem que haja necessidade de voltar à obra para
consultas posteriores. Assim, um bom fichamento deve ser estruturado da seguinte forma:

1. Leitura e anotações sobre partes relevantes do texto/obra;

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2. Organização das partes selecionadas;

3. Preenchimento da ficha de leitura.

Dessa maneira, a ficha deve ser composta basicamente por:

a) Cabeçalho:

 As informações bibliográficas da obra

 Informações sobre o autor

 Palavras-chave relacionadas ao tema

b) Desenvolvimento:
 Resumo do texto

 Citações literais do texto (usando sempre aspas nas transcrições)

 Comentários pessoais, reflexões sobre o assunto, referências a outros textos ou


estudos etc.)

c) Referências bibliográficas:

 Fazer referências a outras obras utilizadas

Perceba que existem alguns itens gerais que compõem a ficha de leitura, porém, dependendo
do tipo de texto que estamos estudando, esses itens podem variar, incluindo novos ou
excluindo alguns desses citados anteriormente. No entanto, deve-se estar atento a certos
aspectos da sistematização do assunto, tais como:

 o uso das aspas nas citações e a indicação das páginas onde se encontram;

 as observações e comentários pessoais devem ser colocados de forma diferenciada das


outras informações (por cores, fontes, colchetes etc.);

 hierarquização das ideias, respeitando a sequência lógica do próprio texto. Podem ser
organizadas por meio de esquemas.

Ao fazer uma citação no fichamento, não se esqueça de utilizar as aspas e indicar a página

Por: Mariana Rigonatto

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Sumário
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

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conteúdo. Ajude a inserir referências. Conteúdo
não verificável poderá ser removido.—Encontre
fontes: Google (notícias, livros e acadêmico) (Dezembro de 2016)

Sumário pode se referir a um resumo contendo os principais aspectos de outro texto, ou,


alternativamente, à lista hierarquizada dos assuntos abordados em uma obra.[1]
No sentido de resumo, é por vezes chamado sinopse[2], uma versão encurtada de
um texto original. O principal propósito de tal simplificação é entender os principais pontos
do texto original, filme ou evento, que usualmente são extensos, e portanto permitir a outrem
compreender a essência da fonte em um período menor de tempo. Normalmente traz em seu
início o título, nome do autor, tipo de texto e sua ideia principal. Tem uma estrutura
claramente organizada, de construção lógica, cronológica e determinada. Em contraste com
um resumo (em sentido estrito) ou uma revisão, um sumário não contém interpretação e nem
opinião. Apenas a opinião do escritor original é refletida – parafraseada com palavras novas
sem citações do texto original.
No sentido de lista de matérias, trata-se da “enumeração das principais divisões, seções e
outras partes de um documento, na mesma ordem em que a matéria nele se sucede” (ABNT-
NBR 6027). Em regra, o título de cada seção deve utilizar a mesma fonte em que aparece no
texto, mas se podem fazer as adequações à diagramação, mantidas as proporções. A indicação
das páginas localiza-se à direita de cada seção.

Conceito de Sumário
SumarioDe acordo com o contexto em que é empregado, existem diferentes referências para
o termo sumário.
Em seu uso mais utilizado, sumário se refere a um resumo ou uma sinopse.

Na área dos meios de comunicação, especialmente das revistas, o sumário é uma seção que
antecipa os artigos que contêm a edição e indica em que página poderá ser encontrada cada
um deles, fazendo deste modo muito mais simples a busca dos leitores sobre seus temas de
preferência. No sumário você encontrará exatamente a página em que aparece o artigo sobre
nosso restaurante.

Por outro lado, na área do Direito, o sumário é o conjunto de ações que permitem a
preparação do julgamento criminal. No sumário consta a perpetração de um crime e se
menciona também as circunstâncias que podem influenciar em sua qualificação e na
determinação da culpabilidade do crime para o qual alguém é acusado. Isto é, de alguma
maneira podemos dizer que o sumário nesta área é a preparação do julgamento.
Por sua vez, um julgamento sumário é aquele em que se procede muito breve, omitindo
certos trâmites e formalidades que são realizados nos julgamentos ordinários. Também
conhecido como processo sumário, no julgamento sumário se reúnem todas as partes de um
julgamento ordinário em um só ato, na qual ocorrerá a instrução, a análise das provas, a
decisão do tribunal e a condenação. A sentença é proferida no menor tempo possível. Estes
tipos de julgamentos são mais comuns em situações extraordinárias como: revoluções, guerra
ou revoltas.

O que deve constar no sumário?


Como deve ser o sumário nas normas ABNT

 A palavra sumário deve ser centralizada, em caixa alta, com a mesma fonte usada nas
seções primárias.
 Por fim, as normas definem que elementos pré-textuais, como resumo, abstract,
dedicatória, agradecimentos, epígrafe, entre outros não devem estar presentes no sumário.

Referências

1. ↑ «Definição de sumário».  Dicionário Priberam da Língua Portuguesa. Consultado


em 4 de abril de 2015
2. ↑ iDicionário Aulete: sinopse Arquivado em 15 de dezembro de 2013, no Wayback
Machine., acessado em 15 de setembro de 2010
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O TEXTO EXPOSITIVO-EXPLICATIVO
- abril 19, 2010

O que é um texto expositivo exemplo?


Texto expositivo. Os textos expositivos são aqueles que expõe informações sobre um
determinado objeto ou ainda um fato determinado. ... Esse tipo de texto apresenta muitas
informações, principalmente em se tratando de um produto novo que está sendo exposto,
por exemplo.

O que é um texto explicativo?


O texto explicativo consiste em um gênero textual que faz compreender um problema da
ordem do saber. A partir do problema apresentado, um sujeito comunica a seu interlocutor a
solução, modificando-lhe a percepção anterior. ... Palavras-chave: texto explicativo, gênero
textual, leitura e produção textual.

O que é um texto explicativo ou expositivo?


Os textos expositivos são aqueles que expõe informações sobre um determinado
objeto ou ainda um fato determinado. Trata-se de um texto usado para apresentar
informações, como descrição, assim como características, permitindo que o leitor identifique
de forma bastante clara qual é o tema central do texto.

Para que serve o texto explicativo?


Exposição é um tipo de discurso cuja principal finalidade é transmitir informação. É uma das
formas de expressão próprias dos textos didáticos. A finalidade de transmitir informação
pode concretizar-se de modos muito distintos, seja na língua oral, seja na escrita.

Qual a função de um texto expositivo?


O texto expositivo apresenta informações sobre um objeto ou fato específico, sua descrição e
a enumeração de suas características. Esse deve permitir que o leitor identifique, claramente,
o tema central do texto.

Qual o objetivo de um texto expositivo?


No texto expositivo, o objetivo central do locutor (emissor) é explanar sobre determinado
assunto, a partir de recursos como a conceituação, a definição, a descrição, a comparação, a
informação e enumeração.

Qual é a estrutura de um texto expositivo?


Estrutura do texto dissertativo-expositivo
O texto dissertativo-expositivo pode ser construído através da estrutura textual típica de
introdução, desenvolvimento e conclusão. Contudo, mais importante do que seguir
uma estrutura rígida, é que haja a exposição de ideias certas e bem organizadas sobre um
determinado tema.

O Texto Expositivo-Explicativo é um tipo de texto que tem por objectivo principal a


transmissão de conhecimentos a cerca de uma dada realidade, isto é, fazer-saber ou fazer-
conhecer (fazer-perceber).

Daí, podemos concluir à priori que o texto visa a transformação do estado cognitivo dos
sujeitos aos quais se destina, informando-os de forma clara, objectiva, coesa e coerente sobre
um assunto ou problema  de que se supõe eles serem dententores de um saber insatisfatório.

Como se pode notar, o Texto Expositivo-Explicativo apenas apresenta uma informação, que
se considera nova, partindo de um saber que se pressupõe que o leitor o detenha. Daí que a
linguagem usada neste tipo de texto tem muito a ver com o típo de público alvo ao qual  ele
se destina.

Neste tipo de texto, há o predomínio de duas funções  de linguagem, nomeadamente a função


referencial (aquela que se usa para transmitir informações novas) e a função metalinguística
(usada em segmentos que visam explicar ou esclarecer o sentido de uma noção ou expressão
anterior)

Neste tipo de textos, podemos identificar três momentos ou fases (correspondentes às partes
do texto), a saber: a fase do questionário (que contém de forma explícita ou implicita uma
questão que se vai responder ao longo do texto, ou simplesmente pela anunciação do
tema/assunto/problema da exposição) correspondente à introdução; a fase da resolução,
correspondente ao corpo explicativo ou desenvolvimento e a fase da conclusão.

No tangente à organização discursiva deste tipo de texto, podemos identificar três tipos de
enunciados:

         Enunciados Expositivos: contendo as informações  com as quais o autor do texto


pretende fazer saber, ou seja, transmitir os novos saberes;

         Enunciados Explicativos: com os segmentos explicativos visando fazer compreender o


que se transmite;

         Enunciados Baliza: com a finalidade de marcar as articulações do discurso, isto é,


anunciar o que vai ser dito; resumir o que se disse, ou seja, estabelecer os nexos de ligação
entre as diversas partes do texto.

Relativamente às caracteristicas linguísticas, o Texto Expositivo – Explicativo apresenta:

         O uso do presente do indicativo com o valor gnómico (atemporal), uma vez que se refere
a factos que são tidos como verdadeiros por parte de quem os anuncia, portanto, uma verdade
que perdura independentemente do tempo em que ela é dita.

         Emprego da construção passiva como uma estratégia de impessoalizar o discurso


científico. Sendo o texto científico objectivo o sujeito deve estar afastado do seu discurso e
isso consegue-se com o recurso à passiva. O texto científico é monológico.

          As nominalizações são usadas para condensar o que foi dito e assegurar a progressão  do
texto;

         Não se usam os adjectivos valorativos, a não ser que eles sejam necessariamente exigidos
pelo discurso.

         As expressões explicativas permitem ao emissor tornar mais clara a sua comunicação e
orientam a compreensão do leitor;

         Os conectores discursivos são os elementos que vão assegurar os relações entre as
diversas partes do texto. No Texto Expositivo – Explicativo, os conectores são usados com
frequência e são de natureza lógica. Eles marcam laços de adição, oposições, laços de
consecução ou de causalidade;

         No que diz respeito ao vocabulário, recorre-se a um vocabulário especializado. Isto quer
dizer que se um texto é do ramo de biologia, por exemplo, irá recorrer a expressões da
lingugem técnica que um biólogo deve dominar.Um gestor ou administrador de uma
determinada empresa ou instituição, também deve possuir e dominar um vocabulário próprio
da área que ele administra. O mesmo poder-se-ia dizer relativamente às outras áreas do saber.

Observe-se que quando se fala de linguagem técnica especializada não se pretende de forma
nehuma dizer que se deva usar uma linguagem rebuscada e incompreensivel, pois quanto
mais compreensivel for o texto, mais facilmente ele alcança os objectivos para os quais foi
produzido.

_____________________________________

texto expositivo-argumentativo

O texto expositivo-argumentativo procura defender uma tese, apresentando dados e


observações que a confirmem. Este discurso, onde se valoriza a capacidade de apreensão, de
construção e de expressão de argumentos, é constituído por uma ideia principal, confirmada
por dados e razões que defendem a opinião emitida.

Consente, por isso, a possibilidade de se polemizar em torno de uma questão e de se recorrer


a outros referentes como suporte da estratégia de argumentação. 
MAIS ARTIGOS

• hegemonia


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• heurística
O texto argumentativo procura defender uma tese, apresentando dados e observações que a
confirmem. Deve expor com clareza e precisão as razões que levam à defesa de uma opinião
sobre o tema. Convém, na construção do texto, ser concreto e objetivo, evitando pormenores
desnecessários; fazer raciocínios corretos e claros, incidindo no que é importante; evitar
argumentos pouco explícitos.

Desde a antiguidade, a filosofia e a política recorreram à argumentação, discutindo e


aduzindo razões para fazerem valer as suas ideias e opiniões. Os sofistas eram mestres da
fala; Sócrates ouvia e apresentava objeção aos argumentos; Aristóteles dizia que se conhecer
era formar proposições (afirmações), tornava-se necessário examinar os modos como elas
eram construídas; através de "silogismos" (raciocínios) procurava encadear as proposições
(premissa maior e premissa menor) até formar o conhecimento (conclusão).

Na época medieval, a argumentação partia de uma disputa que exigia a formulação de um


problema e argumentos a favor e contra, uma solução e respetiva fundamentação e, por fim,
respostas às objeções encontradas ou supostas. Nos nossos dias, a argumentação ainda utiliza
regras desta arte filosófica.


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Como referenciar: texto expositivo-argumentativo in Infopédia [em linha]. Porto: Porto


Editora, 2003-2020. [consult. 2020-04-28 10:23:36]. Disponível na
Internet: https://www.infopedia.pt/$texto-expositivo-argumentativo

Qual é a estrutura de um texto argumentativo?


Um texto argumentativo tem como objetivo convencer alguém das nossas ideias. ...
Geralmente apresenta uma estrutura organizada em três partes: a introdução, na qual é
apresentada a ideia principal ou tese; o desenvolvimento, que fundamenta ou desenvolve a
ideia principal; e a conclusão.
Qual a diferença entre um texto expositivo é um texto argumentativo?
Como você pode perceber, enquanto no texto expositivo você irá apresentar um conceito
(sem necessariamente defendê-lo), no texto argumentativo você deverá defender a sua ideia
com base em argumentos. Essa é a principal diferença entre texto expositivo e
argumentativo.

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