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“LITERALIZANDO”: O LETRAMENTO POR MEIO DE GÊNEROS

TEXTUAIS DIVERSOS

CAMOCIM – CE
2020
Elaine Linhares Aguiar
Francisco Evair Silva das Chagas
Francisco Ronieli Moraes Sousa
Gabrielle Pará de Aguiar
João Gustavo Sousa
Lucas Araújo da Costa
Márcia Valeria Fontele Rocha
Maria Jéssica do Carmo de Oliveira
Pedro Lucas Simplício de Alcântara

“LITERALIZANDO”: O LETRAMENTO POR MEIO DE GÊNEROS


TEXTUAIS DIVERSOS

Projeto de intervenção referente ao período


de atuação na Escola de Ensino
Fundamental Idelzuite Tavares Carneiro,
enquanto bolsistas do programa
institucional de bolsa de iniciação à
docência – PIBID.
Coordenadora – Profa. Inambê Sales

CAMOCIM – CE
2020
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO.....................................................................................................................03
2. OBJETIVOS..........................................................................................................................04
3. JUSTIFICATIVA..................................................................................................................04
4. REVISÃO DE LITERATURA.............................................................................................06
4.1. LETRAMENTO NA PERSPECTIVA SOCIAL................................................................06
4.2. OS GÊNEROS NO PROCESSO DE LETRAMENTO.....................................................07
4.3. O DIA A DIA EM AÇÃO: A IMPORTÂNCIA DOS GÊNEROS NA PRÁTICA.........08
5. METODOLOGIA.................................................................................................................11
6. CRONOGRAMA..................................................................................................................18
7. RESULTADOS E DISCUSSÕES........................................................................................22
8. CONSIDERAÇÕES FINAIS...............................................................................................23
9. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS................................................................................24
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1. INTRODUÇÃO
Este projeto surge através do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à
Docência (Pibid), em parceria com o município de Camocim, possibilitando os seus
alunos bolsistas a atuar nas escolas da esfera municipal, a fim de desenvolver um
trabalho mútuo entre os alunos bolsistas de Letras do Campus IFCE Camocim e alunos
das escolas da cidade.
O projeto “Literalizando: O Letramento Por Meio De Gêneros Textuais
Diversos”
foi realizado na Escola de Ensino Fundamental Idelzuite Tavares Carneiro, nas turmas
de 8° e 9° no decorrer dos anos de 2018 e 2019. Na primeira etapa da ação, o foco do
projeto está voltado para as lendas locais, pois a cidade possui uma forte herança
cultural. Sendo assim, o projeto tem o intuito de reforçar o conhecimento dos alunos na
questão da valorização cultural local.
Após passada essa primeira etapa, e após uma avaliação dos resultados que
esperamos conseguir, pretende-se acrescentar outros gêneros textuais ao projeto. Dessa
forma, busca-se reforçar a importância da prática de leitura e escrita dos discentes, essa
nova visão será dentre outras coisas o desenvolvimento pessoal e aprimoramento da
linguagem, pois é por ela, seja escrita ou falada, que o indivíduo atua mais claramente
na sociedade, estando assim mais apto para as relações interpessoais estabelecidas na
atualidade, como afirma (Bezerra, 2005).

A concepção de aprendizagem como resultado da interação dialética de um indivíduo


com outros, num determinado grupo social (Vygotsky, 1984), reflete a importância da
dimensão social no processo de desenvolvimento do ser humano. Segundo o autor, essa
interação se dá, desde o nascimento, entre o homem e o meio social e cultural em que se
insere. Ou seja, o homem transforma e é transformado nas relações produzidas em uma
determinada cultura. Mas a sua relação com o meio não se dá de forma direta, ela é
mediada por sistemas simbólicos que representam a realidade; e a linguagem que se
interpõe entre o sujeito e o objeto de conhecimento é o principal sistema de todos os
grupos humanos (p.38).

A idealização do projeto se fez em conjunto com as professoras coordenadoras,


a saber, Inambê Sales e Sandra Pereira, e todas as estratégias adotadas visam atender as
necessidades de todos os envolvidos na ação, tanto bolsista como as turmas das escolas.
Ademais, o projeto e todas as suas ações focam na carência que os alunos da
escola supracitada têm no que cerne a leitura, escrita e compreensão de textos. Com o
fim de melhorar os resultados nesses aspectos, e contribuir de forma significativa para o
crescimento dos alunos, seja intelectualmente ou mesmo pessoalmente, para tal objetivo
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foram escolhidos os gêneros textuais como alvo de ensino, pois os mesmos encontram-
se diariamente presentes no cotidiano do ser humano.

2. OBJETIVOS.
2.1 Objetivo Geral.
 Possibilitar uma melhor apreensão dos gêneros textuais aos discentes da escola
Idelzuite Tavares Carneiro, através da compreensão e produção de textos
diversos relacionados ao cotidiano.

2.2 Objetivos específicos


 Entender a função social dos gêneros textuais.
 Propiciar uma melhora da escrita e leitura por meio dos gêneros trabalhados
visando uma formação crítica.
 Elaborar produções artísticas e literárias relacionadas a história local.
 Construir a partir dos gêneros uma identidade mais ativa do aluno em sala de
aula.
3. JUSTIFICATIVA

O presente projeto, surge em decorrência das atividades do Programa


Institucional de Bolsa e Iniciação à Docência - PIBID, cujo propósito é promover uma
experiência significativa aos licenciandos em formação, os inserindo diretamente no
ambiente escolar, isso se dá através da atuação direta nas instituições públicas de
ensino. Após o primeiro contato com o ambiente e através de uma reunião com a
supervisora da escola onde a equipe atuaria, a saber, a professora Sandra Pereira da
Silva Gomes, foi realizado o diagnóstico dos principais déficits dos alunos que seriam o
público alvo do projeto. O diagnostico que foi identificado foi que os alunos possuíam
um alto grau de desmotivação, assim como um déficit na área de leitura e escrita. Diante
do exposto, conclui-se que o cenário em que os alunos se encontravam era preocupante,
pois os mesmos já se encontravam nos anos finais do ensino fundamental e estavam
prestes a ingressar no ensino médio.
Em virtude do fato relatado, elaborou-se um projeto voltado para o letramento,
com o objetivo de explorar e em certa medida sanar tais dificuldades utilizando os
gêneros textuais. É importante ressaltar, que o projeto, não busca somente que os alunos
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saiam no final das aulas apenas sabendo os aspectos estruturais destes gêneros, mas,
também, que explorem os demais meios de leitura, pesquisem, se posicionem e que
adentrem nos espaços sociais sendo capazes atuar criticamente e reivindicar seus
direitos. Por isso, a necessidade do presente projeto, pois através dele, será possível o
domínio dessas competências que facilitariam a comunicação e acesso das informações
por parte dos alunos que poderiam expressar e defender seus pontos de vista de maneira
crítica e reflexiva.
O trabalho feito por meio dos gêneros textuais tornam a aprendizagem mais
dinâmica e diversificada, pois, com a variedade de gêneros existentes torna-se possível a
criação de jogos e gincanas. Nesse sentido, o projeto também visa a participação
significativa dos alunos, por isso, as oficinas propostas valorizam as múltiplas
habilidades, não resumindo apenas no ler e escrever. Claro, os alunos serão incentivados
a fazer produções textuais voltadas aos gêneros trabalhados em sala de aula, a fim de
melhorar suas competências nessas habilidades que apresentam déficits. Porém, dentro
desse contexto de valorização e respeito pelo tempo individual de cada em absolver o
conteúdo pois a finalidade principal é amenizar as dificuldades salientadas
anteriormente.
Outro fator essencial que desencadeou a elaboração desse projeto é a localização
da escola. A referida instituição fica situada em uma comunidade carente, a qual denota
em seu entorno grande quantidade de famílias em situação de vulnerabilidade social
com dificuldades financeira e afetadas pelo alto índice de criminalidade. Segundo a
coordenadora da escola, a maioria das famílias dos alunos são de baixa renda e
sobrevivem dos apoios de programas de assistência governamental, como, o bolsa-
família, etc. Contudo, algumas das famílias não tem sequer uma renda fixa, tiram seu
sustento da pesca, que é uma atividade muito forte na cidade. Diante desse cenário,
percebe-se que é de extrema relevância desenvolver um projeto que resgate a valor
dessa comunidade local, e mostre aos alunos, que eles podem progredir, não importando
o fato de terem vindo de uma família menos favorecida.
Nesse sentido, busca-se motivar e estimular os alunos para os estudos, pois o uso
dos diversos gêneros textuais permitiria que uma maior interatividade entre eles,
contribuindo para a formação plena como sujeitos inseridos e atuantes no meio social.
Fica estabelecido assim, as várias funções da língua e seu uso em várias
situações, atentando para diversidade linguística presente no país. Seguindo essa lógica,
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explorar o papel social dos gêneros textuais de maneira didática em detrimento de um


objetivo maior, no caso o letramento, é um recurso bastante vantajoso, pois como já é de
conhecimento da grande maioria dos profissionais da educação, um texto só pode ser
considerado um gênero quando o seu uso implica a solução de uma necessidade social.
Portanto, é essencial explorar de maneira satisfatória e em conjunto com as práxis
pedagógica as potencialidades dos diversos gênero, afim de se alcançar o objetivo do
letramento como veículo de ascensão para os alunos.
Dessa forma, compreende-se que o projeto inclui a participação efetiva dos discentes,
no que diz respeito ao processo de letramento e enaltecimento de sua cultura. Em suma,
pode-se afirmar que o projeto permite que os alunos ampliem seus horizontes,
possibilitando a construção de uma nova perspectiva de futuro. Isso é crucial para a
formação de cidadãos conscientes e comprometidos com seu crescimento pessoal e
moral na sociedade.
4. REVISÃO DA LITERATURA

4.1 LETRAMENTO NA PERSPECTIVA SOCIAL


Conceitualmente é importante ressaltar a diferenciação entre o letramento e a
alfabetização tendo em vista que a alfabetização consiste meramente na aprendizagem
do ler e escrever, ou seja, uma decodificação de signos linguísticos. Portanto, trata-se de
uma definição errônea quando se atribui ao letramento este mesmo significado, pois, ele
está além da capacidade de leitura e escrita, se caracterizando principalmente pela sua
natureza social. Nessa perspectiva Kleiman (2010), afirma

A concepção identitária do letramento se opõe a uma concepção


instrumental, funcional da escrita, que se centra geralmente nas capacidades
individuais de uso da língua escrita em cotejo com uma norma universal do
que é ser letrado. (KLEYMAN, 2010, p. 376)

Deste modo, o letramento está além de uma perspectiva unicamente


instrumental, este pode ser ampliado como uma capacidade de leitura de mundo do
aluno, ou seja, a habilidade de interpretar as informações que o rodeia. Um indivíduo
alfabetizado é sim perfeitamente capaz de ler um texto e identificar as informações nele
contidas, mas um letrado supera essa condição, mostrando uma capacidade de
compreensão aguçada, percebendo a função social e o objetivo daquele texto para com
ele. Por isso, Soares (2009) nos atenta sobre a natureza prática do letramento.
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O letramento não é um atributo unicamente ou essencialmente pessoal, mas


é, sobretudo, uma prática social. É o conjunto de prática sociais ligadas à
leitura e à escrita em que os indivíduos se envolvem em seu contexto social.
(SOARES. 2009, pág. 72).

Apesar do autor desconsiderar a prática fora do ambiente escolar. É conciso ao


afirmar que ele projeta um processo de evolução do estudante rumo a sua autonomia.
Através disso, torna-se possível ampliar suas percepções, fazendo com que possua os
atributos necessários para opinar e participar de forma ativa e consciente das decisões
do seu próprio entorno, transformando-o em agente de mudança social.
Vale salientar também que a sociedade atual exige um domínio tanto da língua
escrita quanto da falada (oralidade), essas habilidades são essenciais para o exercício
pleno da cidadania. Seguindo essa mesma premissa, Bhola (2010) diz que o letramento
não se trata somente de aprender,

não (é) apenas o processo de aprendizagem de habilidades de leitura, escrita e


cálculo, mas uma contribuição para a liberação do homem e para o seu pleno
desenvolvimento. Assim concebido, o letramento cria condições para a
aquisição de uma consciência crítica das contradições da sociedade em que
os homens vivem e dos seus objetivos; ele também estimula a iniciativa e a
participação do homem na criação de projetos capazes de atuar sobre o
mundo, de transformá-lo e de definir os objetivos de um autêntico
desenvolvimento. (BHOLA, apud SOARES, 2010, p.77)

Por esse motivo, o letramento é um produto social que proporciona ao aluno,


sobretudo, se posicionar dentro da coletividade social, pois é através do
desenvolvimento dessas capacidades básico linguísticas que ele estará se preparando
para as mais variadas situações cotidianas

OS GÊNEROS TEXTUAIS NO PROCESSO LETRAMENTO


Através de uma demanda da escola onde o projeto está atuando e considerando
o cenário das provas externas que se aproximavam como o SPAECE (Sistema
Permanente de Avaliação da Educação Básica do Ceará), houve a necessidade de
trabalhar os gêneros textuais de modo a reforçar as capacidades interpretativas dos
alunos. Dessa forma, a equipe decidiu ir além das características estruturais dos textos e
partir para uma abordagem mais funcional da língua, pois, “o trabalho com gêneros
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textuais em sala de aula é uma oportunidade de lidar com a linguagem oral e escrita nos
seus mais diversos usos autênticos no dia a dia” (MARCUSHI, 2005).
Todos nós nos comunicamos por textos, sejam eles escritos ou falados, seja
qual for o objetivo, no decorrer do tempo, a sociedade encontrou inúmeras formas de
transmitir mensagens, visto que a evolução tecnológica ampliou exorbitantemente a
maneira como anunciamos, informamos ou relatamos algo. Nessa perspectiva,
Marcuschi (2005) corrobora que os gêneros textuais tratam-se de:

Fruto de trabalho coletivo, os gêneros contribuem para ordenar e estabilizar


as atividades comunicativas do dia-a-dia. São entidades sócio-discursivas e
formas de ação social incontornáveis em qualquer situação comunicativa. No
entanto, mesmo apresentando alto poder preditivo e interpretativo das ações
humanas em qualquer contexto discursivo, os gêneros não são instrumentos
estanques e enrijecedores da ação criativa. Caracterizam-se como eventos
textuais altamente maleáveis, dinâmicos e plásticos. Surgem aparelhados a
necessidades e atividades socioculturais, bem como na relação com
inovações tecnológicas, o que é facilmente perceptível ao se considerar a
quantidade de gêneros textuais hoje existentes em relação a sociedade
anteriores à comunicação escrita. (MARCUSCHI, 2005, p. 19)

Nessa lógica, a autor salienta a natureza dinâmica dos gêneros textuais,


considerando que um texto não pode ser enquadrado perfeitamente dentro de um
gênero, daí vem a teoria dos tipos textuais que para Marcuschi (2005) se apresentam
como:

constructos teóricos definidos por propriedades linguísticas ou sequencias de


enunciados no interior dos gêneros e não são textos empíricos; sua nomeação
abrange um conjunto limitado de categorias teóricas determinadas por
aspectos lexicais, sintáticos, relações lógicas, tempo verbais; designações
teóricas dos tipos: narração, argumentação, descrição, injunção
(MARCUSHI, 2005, p. 23)

Em linhas gerais, a língua mostra-se um objeto evolucionário que se molda


através do tempo, dos elementos comunicativos e dos próprios indivíduos. Dessa forma
surge adaptações, mesclagens e releituras, não se trata, portanto, de uma estrutura
fechada, pois, “os gêneros de que os interlocutores sociais fazem uso nas interações
verbais são tão diversos e heterogêneos quanto à diferença de esferas de circulação
social.” (AMADO, 2013, p. 23-24)

O DIA A DIA EM AÇÃO: OS GÊNEROS E SUA IMPORTÂNCIA NA PRÁTICA


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- O MEME
É imprescindível que pensemos a linguagem como sendo associada e
interligada ao contexto social, pois a mesma se estabelece através das interrelações entre
locutores e interlocutores. É pensando por esse viés que entendemos um novo gênero
social que se alastrou de forma estarrecedora hoje em dia, o meme.
Muito se sabe a respeito dos gêneros textuais e a sua função para a linguagem e
interação dos indivíduos, dessa forma, muitos autores caracterizam os gêneros textuais.
Porto (2009), se valendo das concepções de Bakhtin, a respeito das interações humanas
afere que “das inúmeras maneiras de interação entre os homens nas mais variadas
atividades sociais [...]. Os gêneros são os instrumentos utilizados para realização dessas
práticas” (PORTO, 2009, p. 38).
Ainda sobre o que caracteriza um gênero textual, Marchuschi (2008, p. 154)
afirma:
Os gêneros textuais são os textos que encontramos em nossa vida diária e que
apresentam padrões sociocomunicativos característicos definidos por
composições funcionais, objetivos enunciativos e estilos concretamente
realizados na integração de forças históricas, sociais, institucionais e técnicas.
[...], os gêneros são entidades empíricas em situações comunicativas diversas,
[...].

Assim sendo, o meme, caracteriza-se hoje em dia como sendo uma forte
ferramenta comunicacional, que se estabelece no âmbito digital. Dessa forma, podemos
dizer que é um gênero textual emergente, e que cada vez mais ganha força nas
interações socias dos indivíduos.
A atualidade traz à tona ao conceito de letramento novas concepções e formas
de realizar tal tarefa. Muito se fala hoje em dia sobre letramento digital,
multiletramento, e criticidade na leitura. O gênero em questão, no caso o meme,
proporciona de certa forma esses três conceitos, pois ele pode ser caracterizado como
uma ferramenta do letramento digital por circular no âmbito da internet. Ele traz na sua
estrutura tanto imagem quanto textos ou vídeos, o que o caracteriza como
multiletramento e está quase que sempre carregado de uma boa dose de crítica
disfarçada de humor.
Deste modo, esse tipo de gênero emergente é de grande valia para alunos das
etapas iniciais da educação. Seja porque é algo mais atrativo para eles, ou seja, pelo
próprio valor linguístico que ele traz em sua estrutura composicional.
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Tal gênero carrega na sua espinha dorsal elementos verbais e não verbais,
linguagem imagética e textual, etc. Em outras palavras é um gênero primordialmente
intertextual que está sempre brincando com a semiótica e diversos outros signos verbais.

- HQ’s & TIRINHAS


Diferentemente do gênero citado anteriormente, as HQ’s e tirinhas são gêneros
já consolidados. Estudá-los em sala de aula proporciona ao aluno uma maior apreensão
dos conteúdos. Pois esses gêneros unem de forma harmoniosa tanto a linguagem escrita
quanto a imagética. Barbosa (2004, p. 22), disserta a respeito disso afirmando que:
“Palavras e imagens, juntos, ensinam de forma mais eficiente – a interligação
do texto com a imagem, existente nas histórias em quadrinhos, amplia a
compreensão de conceitos de uma forma que qualquer um dos códigos,
isoladamente, teria dificuldades para agir”.

Esses elementos sempre tiveram uma relação amigável com a educação,


embora já tendo passado por momentos de hostilidade, tais como, a ideia de que os
quadrinhos afastavam jovens leitores do habito de ler. Apesar disso, não se pode negar o
valor educacional existente nesse gênero. Barbosa (2004, p. 23) a respeito do valor dos
quadrinhos para o ensino ressalta que:
“Os quadrinhos auxiliam no desenvolvimento do hábito de leitura – a ideia
preconcebida de que as histórias em quadrinhos colaboravam para afastar
as crianças e jovens da leitura de outros materiais foi refutada por diversos
estudos científicos. [...] Os leitores de histórias em quadrinhos são também
leitores de outros tipos de revistas, de jornais e de livros”.

Sabendo disso, no atual contexto, trabalhar as tiras e as HQ’s em sala de aula


pode ser uma grande ajuda para todo o processo de ensino aprendizagem. Elas por
serem carregadas de teor humorísticos e por se aproximar do público jovem, não só
pode, mas dever ser utilizada como uma ferramenta de incentivo à leitura e produção.
Fica evidenciado assim a eficácia tanto do uso das HQ’s, quanto da linguagem
imagética para a compreensão e também para atrair olhares curiosos.
Como podemos observar, os gêneros textuais encontram-se presente no nosso
cotidiano, daí tira-se a importância que eles têm para nós. Estudá-los é estar atento ao
que nos cerca. Dentre esses gêneros encontramos a notícia, que se mostra presente no
dia a dia de cada um dos alunos.
Eles estão em constante contato com ele e ao menos percebem. Por essa razão,
trabalhar esse gênero é fundamental. Pois cada vez mais busca-se na educação uma
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constante significação do que se está ensinando. Ou seja, para que isso será útil para os
nossos alunos. Dito isso, mostrar para os alunos que eles podem utilizar e encontrar esse
gênero faz com que eles se mantenham minimamente interessados no conteúdo.
Diferentemente da notícia, a poesia é um gênero que não encontramos com
facilidade no nosso cotidiano. Porém, se olharmos com mais atenção, vamos percebê-la
principalmente em músicas. Quem nunca ficou vagando na letra de uma canção. Muita
das vezes nos perdemos no emaranhado de pensamentos que a poesia da música traz à
tona.
É justamente por esse aspecto que a poesia se torna uma importante ferramenta
para a aprendizagem. O contexto escolar atual exige do aluno que ele saiba interpretar
um texto coerentemente, pois as provas externas encontram-se repletas desse tipo de
exigência.
Sabendo disso, e entendendo que a poesia é um texto altamente subjetivo, ou
seja, deixa possibilidade para diversas interpretações, que esse gênero deve ser
abordado em sala. Pois apesar da vasta gama de interpretações que os textos presentes
nesse gênero possam ter, os alunos não poderão extrapolar o que foi dito no poema. Isto
posto, esse tipo de gênero otimiza a interpretação de textos. Trazendo um melhoramento
no rendimento escolar e nas próprias provas externas.
Portanto, fica assim estabelecido a importância do uso e ensino dos gêneros em
sala. Eles são uma poderosa ferramenta de aprendizagem que se manuseada
adequadamente melhorará o rendimento dos alunos.

METODOLOGIA

A natureza das ações propostas neste sub-projeto do PIBID, financiado pela


CAPES se caracteriza por uma forma de intervenção educativa que ocorrerá na escola
municipal E. E. F Idelzuite Tavares Carneiro, nas turmas de 8º e 9º ano, nos dias de
quarta-feira no horário de 1:30 às 15:30, e na quinta-feira no horário de 1:30 às 15:30.
No que diz respeito aos tipos de pesquisa presentes no percurso metodológico
desse trabalho, elegemos uma abordagem qualitativa conforme a perspectiva de Minayo
(2013, p. 21)
A pesquisa qualitativa responde as questões muito particulares. Ela se
preocupa, nas ciências socias com o nível de realidade que não pode ser
quantificado. Ou seja, ela trabalha com o universo de significados, motivos,
aspirações, crenças, valores e atitudes, o que corresponde a um espaço mais
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profundo das relações, dos processos e dos fenômenos que não podem ser
reduzidos a operacionalização de variáveis.

Levando em conta essa premissa, o estudo assumirá uma postura de caráter


subjetivo diante do objeto analisado. Quanto ao diagnóstico do problema será feito
através de uma visita à escola, e conversas com a professora supervisora Sandra Pereira
da Silva Gomes, que é a responsável por orientar e viabilizar as atividades do PIBID
exercidas dentro da escola. Logo após, planeja-se adotar uma pesquisa de natureza
aplicada, visto que ao identificar as dificuldades espera-se encontrar as soluções
específicas ao problema diagnosticado.
Acrescenta-se ainda que os níveis de pesquisa traçados são do tipo exploratória
e descritiva, que de acordo com Gil (2008, p. 27-28) " Pesquisas exploratórias são
desenvolvidas com o objetivo de proporcionar visão geral, acerca de determinado fato",
Quanto a descritiva " as pesquisas deste tipo têm como objetivo primordial a descrição
das características de determinadas população ou fenômeno ou o estabelecimento de
relações entre variáveis", desse modo, o projeto desenvolvido busca não apenas
encontrar os percalços existente no contexto escolar, mas explorar e descrever possíveis
formas de intervenção que possam contribuir com a sociedade e a educação que se
espera nos dias atuais.
Ao que concerne os procedimentos utilizados para coleta de dados do projeto,
inicialmente será realizada uma pesquisa bibliográfica em livros, sites e dados da escola,
em seguida ocorrerá uma pesquisa de campo, ou seja, uma investigação mais
aprofundada na instituição mencionada acima. Salienta Gil (2008, p. 57) que:
os estudos de campo procuram muito mais o aprofundamento das questões
propostas do que a distribuição das características da população segundo
determinadas variáveis. Como consequência, o planejamento do estudo de
campo apresenta muito maior flexibilidade, podendo ocorrer mesmo que seus
objetivos sejam reformulados ao longo do processo de pesquisa.

Diante disso, o presente projeto, realizará diversas oficinas afim de atingir os


objetivos almejados no planejamento, convém ressaltar que as seis primeiras oficinas
foram pensadas para o período de seis meses, ocorrendo uma em cada mês, elas estarão
voltadas para a valorização cultural, ou seja, o gênero que será trabalhado é a lenda,
com o andamento do projeto será feita uma reavaliação e possivelmente inclusão de
novos gêneros, mas com antecedência estarão descritos, abaixo está elencado o passo a
passo para execução das oficinas.
- Oficina 01- 21 de março de 2019
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No primeiro contato direto com os discentes iremos apresentar o que é o PIBID,


explicar por que estamos ali e realizar uma dinâmica de apresentação, onde teremos a
oportunidade de falar um pouco sobre nós mesmos e sobre nossas trajetórias estudantis,
como também, conhecer individualmente cada aluno. A fim de fazer um levantamento
dos conhecimentos prévios de cada indivíduo, nós os questionarem sobre quais os
gêneros textuais que eles mais gostam e porque, se tem aptidão com a escrita, desenho
ou capacidades artísticas como dançar e atuar.
Em seguida, iremos explanar sobre o projeto, revelando aos alunos o nome e
questionando-os novamente, porém, com perguntas relacionadas ao nome do projeto,
direcionar questionamentos para ver se conhecem as histórias locais e através de quem
conheceram. Feito isso, poderemos dar início aos trabalhos, discorrendo sobre cada
ponto do projeto, como surgiu e o que esperamos como resultado. Visto que a
integração dos alunos em sala de aula é muito baixa, será necessário buscar uma
aproximação com os mesmos de forma a instigar sua curiosidade e vontade de participar
das ações planejadas, para que haja uma quebra na seriedade do momento, daremos
continuidade com mais dinâmicas de integração e deixaremos como dever de casa
pesquisar histórias locais para discussão em grupo.
- Oficina 02- 28 de março de 2019
Nosso segundo encontro começará com a leitura de um texto motivacional, com
o intuito de dar boas-vindas aos alunos, iniciaremos uma conversa informal sobre o
texto lido e em seguida partiremos para as atividades do dia. Esse encontro será voltado
para a apresentação mais aprofundada do gênero textual lenda, como esse gênero surgiu
e qual sua finalidade, a todo o momento a fala dos alunos será instigada, pois é
necessário que aja uma interação e troca de experiências nesse momento. Será explicada
a diferença entre lendas locais e urbanas e qual o papel que a lenda tem na sociedade,
principalmente no contexto em que o discente está inserido.
Após essa exposição geral do tema, será realizada uma roda de leitura, na qual
os alunos poderão ler as lendas que trouxeram de casa, contar o que acharam e quem
contou as lendas para eles, além de, repassar aos demais colegas sua experiência como
pesquisador, nós aplicadores iremos fazer o intermédio desse momento fazendo
inferências entre cada leitura, mostrando como uma mesma lenda pode ter diversos
nomes e mudanças em detalhes da história dependendo do lugar em que está sendo
contada, contaremos também histórias conhecidas por nós e finalizaremos o momento
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com a fala dos alunos sobre o que acharam das histórias contadas, se gostaram do
encontro do dia, o que de novo foi descoberto durante as leituras e se julgam importante
ter conhecimento dessas histórias locais. Como tarefa para o próximo encontro ficará a
busca por matérias recortáveis, jornais, revistas e imagens para que seja realizada a
produção artística e literária em grupo.
- Oficina 03- 02 de maio de 2019 a 23 de maio de 2019.
Nosso terceiro encontro começará com a motivação diária, com o propósito de
motivar os alunos para mais uma oficina, e após as conversas informais acerca da
motivação do dia, iniciaremos as atividades propostas. Esse encontro será marcado pela
produção em grupo, onde serão sorteados grupos de alunos e os mesmos deverão
escolher uma lenda que foi contada no encontro anterior e reproduzi-la através da
bricolagem e intertextualidade, para tal serão escolhidos trechos de jornais e revistas,
assim como imagens para se montar um livreto da lenda feito apenas com recortes ou
desenhos feitos pelos próprios discentes.
Com o objetivo de estimular a criatividade das crianças, a escolha da lenda
assim como a forma de produção será livre, poderão usar de tintas, pincéis, giz de cera,
lápis de cor, dentre outros materiais fornecidos por nós aplicadores, para que seja
concretizada a atividade. Ao final do encontro, os alunos poderão expor seus trabalhos
aos demais colegas, contar como foi o processo de produção e se gostaram da atividade
proposta. A tarefa para o encontro seguinte será treinar a escrita e pesquisar histórias da
comunidade.
- Oficina 04- 30 de maio de 2019 a 13 de junho de 2019.
O quarto encontro começará com a motivação do dia e discussão informal sobre
a motivação, retomaremos as falas da oficina passada, expondo como o processo de
bricolagem estimula a criatividade e que essa produção pode ser aplicada em diversos
gêneros. Iremos expor de forma rápida outros gêneros textuais como as histórias em
quadrinhos, contos, fábulas, crônicas e a partir disso explicar a atividade do dia, que
consistirá na produção individual de cada aluno com o intuito de realizar um livro da
turma, a produção será livre e ficará a critério do aluno escolher o gênero que irá
escrever, entretanto, a história contada por eles terá que reproduzir alguma lenda
exposta nas reuniões. Os aplicadores estarão o tempo todo auxiliando os alunos com
possíveis dúvidas.
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Ao final, iremos receber as produções para que sejam feitas as devidas correções
antes de ser produzido o livro e daremos início as atividades artísticas. Serão
selecionados grupos para encenar uma das lendas, ler suas produções, cantar ou
desenhar sobre elas. Pediremos como tarefa de casa que os alunos tragam ideias para
um momento cultural que será produzido pela turma e apresentado para toda a escola.
-Oficina 05- 01 de agosto de 2019 a 15 de agosto de 2019.
O quinto encontro começará com a motivação do dia e discussão sobre a mesma,
iremos fazer algumas considerações sobre os textos corrigidos, explanar erros
frequentes, dar dicas de como melhorar o processo de escrita e devolver o texto para que
os alunos refaçam a produção considerando os pontos abordados na correção. Em uma
roda de ideias, ouviremos a opinião dos alunos acerca do momento cultural e
dividiremos as equipes para que iniciem os ensaios para cada momento, será estipulado
também o grupo que ajudará na decoração do momento, divulgação para os demais
alunos da escola e da comunidade. A ajuda do corpo docente neste momento será de
suma importância para sua realização, visto que os mesmos se encontram diariamente
com os alunos e estarão vistoriando se as atividades estão sendo realizadas pelos alunos
ao longo de todo o processo de criação do nosso momento cultural.
A finalização dessa reunião se dará com acordos, onde os alunos se responsabilizarão
por ensaios, assim como entregar suas produções e contribuições em dias.
-Oficina 06- 22 de agosto de 2019 e 29 de agosto de 2019
A sexta oficina será o fechamento de todo o nosso processo com os alunos, a
apresentação de seus trabalhos artísticos e literários será feito na quadra da escola na
presença de toda a instituição. Esse momento cultural terá como um de seus objetivos
mostrar aos demais alunos a experiência PIBID, os alunos poderão falar abertamente
sobre a experiência que tiveram com esses 5 encontros, nós aplicadores falaremos da
importância do projeto para contribuição de nossa vida acadêmica e as considerações
acerca do desenvolvimento do grupo de alunos durante todas as etapas.
Após as apresentações artísticas, o momento se encerrará com o lançamento do
livro produzido pelos alunos, que ficará como acervo da biblioteca da escola e
disponível para a leitura de todos.
Observação: As atividades a seguir terão no seu planejamento outros gêneros
textuais, e a inclusão da turma do 8º Ano, e os planos de cada oficina serão trocados
entre as turmas de 9º e 8º ano.
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Oficina 07- 01 de agosto de 2019 à 29 de agosto de 2019.


Nessa oficina a equipe se dividirá em duas uma para turma do 8º ano e outra
para 9º ano, nos encontros realizados no 8º ano a primeira aula trabalhará a exposição
de um slide mostrando o gênero textual notícia, explicando as características funcionais
e estruturais, logo após, será levado variadas notícias sobre a cidade de Camocim-Ce,
em seguida em uma próxima aula em grupos de 3 alunos iniciará a produção do gênero
notícia, e para finalizar no último encontro será realizada a correção dessas produções
contando com a interação de toda a sala.
Na turma de 9º ano os gêneros textuais que serão trabalhados são carta pessoal e
carta de argumentação, no primeiro encontro será realizado a exposição de um slide
mostrando as características funcionais e estruturais dos gêneros, logo após, serão
levadas diversas cartas pessoais e de argumentação relacionadas as histórias do povo de
Camocim-CE para os alunos lerem e fazerem a compreensão dos textos, no próximo
encontro acontecerão as produções, os alunos poderão se dividir em grupos para
socializar as ideias e começar a escrever suas próprias cartas podendo ser de cunho
pessoal ou reclamação de algum problema social que eles percebam na comunidade,
para o fechamento dessa oficina no último encontro serão feitas as correções das cartas
com os alunos, e caso precisem ser reescritas, ocorrerão mais encontros destinados para
isso.
- Oficina 08- 04 de setembro de 2019 à 26 de setembro de 2019
No que se refere as oficinas realizados no mês de setembro serão feitas as trocas
das atividades do mês de agosto, ou seja, a turma do 8º ano irá aplicar o gênero textual
carta pessoal e carta argumentação, enquanto a equipe do 9º ano será trabalhará o
gênero textual notícia, o passo a passo dos encontros foram listados anteriormente no
referido mês de agosto.
- Oficina 09- 02 de outubro de 2019 à 31 de outubro de 2019.
Na turma do 8º ano o gênero textual destinado ao primeiro encontro será música,
inicialmente será exposição em slide sobre a estrutura e função social, logo após, será
aplicado uma atividade de forma escrita sobre o gênero em questão, para observar se os
alunos compreenderam os conceitos trabalhados, em seguida, acontecerá uma dinâmica
na qual os alunos ouvirão variados tipos de músicas, e receberão recortes de canções e
tentarão montar a música, serão pesquisadas músicas de cantores cearenses, ou de
compositores locais, será pedido também para os alunos fazerem pesquisas sobre as
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músicas ou cantores da sua cidade, e para finalização eles tentarão produzir uma canção
em grupo de 4 ou 5 alunos, claro que serão consideradas todas as produções como
válidas, mesmo não seguindo todas as regras para compor uma música, será avaliado
principalmente a interação da turma e a criatividade.
Já na turma do 9º ano será realizado um trabalho com gênero textual poema, no
primeiro encontro haverá exposição quanto as características estruturais e funcionais do
gênero. Logo após, será aplicada uma atividade na qual os alunos farão a leitura de
diversos poemas, de autores cearenses ou autores pertencentes a cidade de Camocim-
Ce, os alunos serão incentivados também a procurar poemas de escritores da localidade
para trazer para os encontros do mês de outubro. Em seguida os alunos trabalharão um
quiz bem animado com perguntas relacionadas aos conteúdos passados, eles também
ganharão brinde caso acertem as perguntas, e por fim no último encontro será realizado
uma produção de um poema em conjunto, cada aluno poderá contribuir montando uma
frase, e ao final será realizada a leitura.
- Oficina 10- 06 de novembro de 2019 à 28 de novembro de 2019.
Na turma do 8º ano será trabalhado o gênero textual quadrinho, no primeiro
encontro será realizado uma exposição em slide com as características funcionais e
estruturais do gênero, logo após, haverá a exposição de diversos tipos de revistas em
quadrinhos, os alunos poderão fazer a leitura de diversas formas, serão destinados dois
encontros para a exposição e leitura das revistas em quadrinhos, no último encontro será
realizado uma atividade com os alunos, na qual eles responderão perguntas sobre os
aspectos trabalhos nos encontros anteriores.
Quanto a turma do 9º ano será trabalhado o gênero textual tirinha, no primeiro
encontro com exposição sobre as características estruturais e funcionais da tirinha, em
seguida, serão levados diversos balões de fala para os alunos montarem a tirinha, no
próximo encontro haverá aplicação de uma atividade escrita, na qual os alunos poderão
praticar mais profundamente sua criatividade, criando falas para os personagens das
tirinhas, e depois lendo-as, em seguida daremos início a produção das tirinhas, quem
possuir mais aptidão para fazer desenhos irá desenhar os personagens das tirinhas e
outros que tiverem mais potencialidade para escrever vão produzir as falas, o último
encontro será destinado ao Feedback com os alunos, onde cada um pode ler um tirinha e
socializar com os colegas o humor ou a ironia que são fundamentais nesse gênero.
-Oficina 11- 04 de dezembro de 2019 à 18 de dezembro de 2019.
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No turma de 8º ano o gênero textual escolhido para ser trabalhado foi crônica, na
primeira aula será exposto em slide as características estruturais e funcionais do gênero,
logo após, será exibido um vídeo curta-metragem que seja baseado em uma história
simples do cotidiano, nisso poderão ser feitas discussões e reflexões com os alunos, em
seguida a leitura de variadas crônicas, também serão pesquisadas crônicas de autores
cearenses ou de escritores da cidade, os alunos serão também estimulados a trazerem de
casa textos sobre o gênero, após isso, para finalização será proposto aos alunos a
produção de uma crônica, eles poderão fazer em grupo ou individual, e serão destinados
mais encontros para essa produção e correção dos textos.
Com a turma do 9º ano o gênero textual que será trabalhado será meme, pois
estes estão muito presentes na atualidade, no primeiro encontro trataremos sobre as
características funcionais e estruturais do gênero, logo após, ocorrerá pesquisas na
internet em busca de memes da atualidade e da própria cidade, os alunos poderão trazer
de casa e a equipe do PIBID também levará alguns, então na aula haverá uma interação
com trocas de memes, nessa hora pretende-se também trabalhar aspectos da linguagem,
no outro encontro será destinado a explorar mais profundamente o uso da ironia na
linguagem, para o último encontro será feita uma revisão com os aluno sobre os pontos
importantes desse gênero, e a socialização de avisos para culminância do projeto.
Neste momento haverá uma gincana que acontecerá no auditório do IFCE
Campus Camocim onde as turmas de 8° e 9° ano se enfrentarão em provas escolhidas
por nós mesmos e baseadas nos gêneros trabalhados nas duas turmas. Antes de mais
nada, será feita uma dinâmica motivadora na qual os alunos devem escrever seus sonhos
em um papel e colocá-lo dentro de um balão, e em seguida proteger o seu sonho para
que ninguém o destrua, em seguida a primeira prova consistirá em um jogo das 3 pistas,
isto é, o mediador libera uma dica por vez tornando mais fácil conhecer a resposta,
todas as respostas serão baseadas nos gêneros estudados, após isso ocorrerá uma corrida
com o objetivo de pegar partes de um texto, reuni-las e montar o texto, por fim haverá
um momento de integração no qual será servido um lanche para os alunos e logo após
será lido um texto de despedida e assim se dará o encerramento do projeto.
Em suma, os pontos apresentados nas oficinas estão sujeitos as alterações no
decorrer do projeto, como visto primeiramente será abordada a questão da valorização
local, o gênero mais trabalhado vai ser lendas, esses outros gêneros apresentados serão
acrescentados caso necessite com a reavaliação dos alunos sobre o projeto. Ademais o
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cronograma que segue abaixo terá as datas que estão previstas para aplicação do
planejamento aqui apresentado.

CRONOGRAMA

CRONOGRAMA DE ATIVIDADES DO PIBID


14/ 08/ 2018 Início das atividades do PIBID no IFCE.
21/ 08/2018- Estudos no Campus.
28/08/2018
04/09/2018 Primeira visita a escola
11/ 09/2018- Estudos no Campus.
25/09/2018
01/10/2018 Segunda visita a escola- Diagnostico.
02/ 10/ 2018- Estudos e início da escrita do Projeto.
30/10/2018
06/ 11/2018- Continuação da escrita e pesquisas de lendas locais.
27/11/2018
04/ 12/2018- Finalização do Projeto escrito e apresentação das ideias em grupo.
18/12/2018
21/12/2018- Férias Letivas- Realização de atividades em casa.
21/01/2019
29/01/2019- Correção do Projeto e estudos para a criação de materiais.
26/02/2019
05/03/2019- Elaboração do plano de aula e preparação das atividades.
19/03/2019
21/ 03/ 2019 Início das atividades na escola (Apresentações e Dinâmicas)
28/03/2019 Apresentação do gênero Lendas e início das pesquisas.
04/04/2019 Leitura de Lendas na escola
11/04/2019 Características das lendas.
18/04/2019 Diferença entre Lendas Urbanas e Lendas Regionais
25/04/2019 Diferença de lendas nas localidades vizinhas / Mudanças da oralidade
para a escrita.
02/05/2019 Leitura e Seleção das lendas
09/05/2019 Produção dos textos em grupo
16/05/2019 Continuação: Produção dos textos em grupo
23/05/2019 Pesquisas complementares
30/05/2019 Correção dos textos em grupo
06/06/2019 Discussões dos erros frequentes (Escrita, coerência e coesão)
13/06/2019 Reescrita dos textos com base nas correções
20/06/2019 – Férias escolares – Pausas das atividades
01/08/2019
01/08/2019 Início das Bricolagens.
08/08/2019 Recorde das revistas e seleção dos materiais escritos / Colagens
15/08/2019 Finalização das bricolagens.
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22/08/2019 Preparação para as apresentações


29/08/2019 Apresentação dos trabalhos artísticos e literários

OBS: As atividades a seguir fazem parte da reavaliação do projeto, cujo incluem a turma do 8°
Ano.
DATA Atividade 9° Ano Data Atividade 8° Ano
xxxxxxxxx Gênero: Carta Pessoal e de xxxxxxxxxxx Gênero: Noticia
Reclamação
01/08/2019 Aula expositiva, mostrando do 07/08/2019 Aula expositiva,
que se trata o gênero, mostrando do que se
características funcionais e trata o gênero,
estruturais do gênero características
funcionais e estruturais
do gênero
08/08/2019 Aplicação de atividade 14/08/2019 Pesquisa sobre as
notícias locais

15/08/2019 Aula de produção textual 21/08/2019 Aula de criação de texto

22/08/2019 Continuação: Aula de produção 28/08/2019 Correção do texto


textual
29/08/2019 Aula de correção xxxxxxxxxxxxx xxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

xxxxxxxxxx Gênero: Notícias xxxxxxxxxxxxx Gênero: Carta pessoal


x e de reclamação
05/09/2019 Aula expositiva, mostrando do 04/09/2019 Aula expositiva,
que se trata o gênero, mostrando do que se
características funcionais e trata o gênero,
estruturais do gênero características
funcionais e estruturais
do gênero
12/09/2019 Pesquisa sobre as notícias locais 11/09/2019 Aplicação de atividade

19/09/2019 Aula de criação de texto 18/09/2019 Aula de produção


textual
26/09/2019 Correção do texto 25/09/2019 Aula de correção

xxxxxxxxxx Gênero: Poema xxxxxxxxxx Gênero: Poema


03/10/2019 Aula expositiva, mostrando do 02/10/2019 Aula expositiva/música
que se trata o gênero,
características funcionais e
estruturais do gênero.

10/10/2019 Aplicação de atividade 09/10/2019 Atividade escrita

17/10/2019 Revisão com Quiz animado 16/10/2019 Dinâmica


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24/10/2019 Produção de poema 23/10/2019 Produção de poema


31/10/2019 Continuação: Produção do 30/10/2019 Continuação: Produção
poema do poema

xxxxxxxxxx Gênero: Tirinhas xxxxxxxxxxxxx Gênero: Histórias em


Quadrinhos
07/11/2019 Aula expositiva, mostrando do 06/11/2019 Aula expositiva,
que se trata o gênero, mostrando do que se
características funcionais e trata o gênero,
estruturais do gênero características
funcionais e estruturais
do gênero
14/11/2019 Aula sobre os tipos de balões da 13/11/2019 Exposição de revistas
tirinha em quadrinhos

21/11/2019 Aplicação de atividade e 20/11/2019 Leitura de variados


produção de tirinha quadrinhos

28/11/2019 Feedback 27/11/2019 Aplicação da atividade

xxxxxxxxxx Gênero: Memes xxxxxxxxxxxx Gênero: Crônicas


05/12/2019 Aula expositiva, mostrando do 04/12/2019 Aula expositiva,
que se trata o gênero, mostrando do que se
características funcionais e trata o gênero,
estruturais do gênero. características
Pesquisa na internet sobre o funcionais e estruturais
gênero meme do gênero.
Vídeo sobre uma
crônica

12/12/2019 Aplicação de atividade e uso da 11/12/2019 Leitura de variadas


ironia na linguagem. crônicas Produção
Avisos e procedimentos sobre a textual de crônica
culminância do projeto Avisos e procedimentos
sobre a culminância do
projeto

18/12/2019 Culminância: Variadas 18/12/2018 Culminância: Variadas


dinâmicas, debates e aplicação dinâmicas, debates e
de questionário para aplicação de
consolidação dos gêneros questionário para
trabalhados no projeto. consolidação dos
gêneros trabalhados no
projeto.

RESULTADOS E DISCUSSÕES
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Por meio de visitas foi feito um primeiro diagnostico, onde através de conversas
foram detectadas algumas dificuldades de aprendizado por parte do alunado,
principalmente em relação a leitura e escrita, relatados pela professora orientadora,
pensando nisso serão elaboradas algumas alternativas de intervenção como prática
pedagógica para amenizar este déficit, levando em conta o foco inicial do projeto no
letramento, por meio de lendas locais, que como descrito abaixo será alterado para
gêneros textuais.
Serão feitas oficinas de leitura e produção textual, que a princípio teriam foco
nas lendas, porém como também pôde ser visto no diagnóstico das visitas, os alunos
demonstram resistência quanto ao fato de trabalha-las. Tendo este fato como ponto de
partida percebeu-se a necessidade de mudar o foco do projeto para gêneros textuais,
para a continuação das atividades. Além das atividades de produção também será feito
ao final do projeto um questionário básico de satisfação para saber qual a aceitação, por
parte dos alunos, quanto aos procedimentos adotados para o repasse dos conteúdos, que
serão trabalhados em sala, e sugestões de como melhorar para futuros trabalhos
semelhantes.
Os resultados esperados ao final do projeto são animadores, levando em conta a
necessidade de mudar o foco do projeto para gêneros textuais visto anteriormente, as
deficiências relatadas nas conversas inicias foram realmente comprovadas, pois as
primeiras produções evidenciaram erros nas competências de leitura e escrita, além da
dificuldade em trabalhar essas competências tendo as lendas como foco, isso se
justificou pelo não conhecimento de sua própria cultura local, e a grande desvalorização
da mesma pelas autoridades, porém após a troca de eixo almeja-se uma melhora
considerável com a adição dos gêneros textuais como ferramenta de aprendizagem.
Pretende-se obter um avanço nas produções textuais, e espera-se que os alunos
demostrem domínio na aplicação prática dos pontos estruturais e funcionais dos gêneros
que serão trabalhados em sala.
Em linhas gerais pode se destacar a mudança de foco do projeto, de lendas locais
para gêneros textuais a partir do diagnostico inicial, mesmo que pretenda-se manter o
viés da valorização cultural como plano de fundo, com isso tem-se o intuito de avançar
em relação ao aprendizado dos conteúdos, e das competências de leitura e escrita,
também sob uma perspectiva de iniciação docente será importante para as posteriores
23

reflexões para se perceber a flexibilidade do planejamento, pois algumas coisas podem


ser alteradas ao decorrer do processo de aplicação do projeto.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Ao longo dos dezoito meses de participação do Programa Institucional de Bolsa


e Iniciação à Docência (PIBID), em que executamos o projeto o projeto “Literalizando:
O Letramento Por Meio De Gêneros Textuais Diversos”, formos expostos a uma
experiência única que nos trouxe conhecimentos de extrema importância.
Durante a vivencia do projeto, buscamos sempre o compromisso e seriedade em
nossas ações, desde o planejamento sobre os temas trabalhados nas oficinas a aplicação
destes em campo. Apesar das dificuldades e contratempos, vivenciados ao longo do
percurso, sempre estivemos nos moldando, com o objetivo de adaptarmos aos mais
diversos desafios vividos durante a experiência, estes presenciados tanto no campo da
pesquisa como na dinâmica do grupo. Mesmo com as dificuldades procuramos trabalhar
com as melhores metodologias de ensino-aprendizagem, afim de que houvesse um
maior e melhor nível de ações realizadas, tudo isto em prol de resultados consideráveis
ao final do projeto.
Em relação a práxis do projeto, agimos sempre de modo responsável, na
perspectiva de alcançar resultados eficazes através do uso de metodologias simples,
como o uso de slides, dinâmicas, quiz, vídeos etc. Essas ações promoveram uma
interação entre as turmas e o assunto estudado em sala, tendo como objetivo principal
de cada oficina trabalhar o déficit na leitura e escrita dos alunos participantes,
dificuldades estas expostas acima quando identificamos o problema sobre qual nós
alunos pibidianos poderíamos trabalhar em nosso projeto.
Por fim a oportunidade de participar do PIBID como alunos bolsistas ainda em
processo de formação nos possibilitou uma maior visão do é ser professor, e assim nos
prepararmos de forma mais eficiente para a vida profissional, o que contribuiu
imensamente para as formações de nossas identidades docentes.
Ao final de nossa jornada, obtivemos resultados perceptíveis e consideráveis,
além da certeza de que nossa passagem pela a vida dos alunos participantes do projeto,
ocorreu de forma concreta e inspiradora. Agradecemos a Deus, ao programa e a CAPES
pela a oportunidade nos dada, seguiremos firmes na caminhada por uma educação de
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melhor qualidade, em busca de melhores métodos de ensino em prol da formação de


uma escola ideal.

REFERÊNCIAS

AMADO, Angela Aparecida Fernandes Gêneros textuais na alfabetização e letramento /


Angela Aparecida Fernandes Amado. – – Lins, 2013. 71p. il. 31cm.

BARBOSA, Alexandre. Os quadrinhos no ensino de Artes. In: RAMA, Angela;


VERGUEIRO, Waldomiro (Org.). Como usar as histórias em quadrinhos na sala de
aula. São Paulo: Contexto, 2004. p. 131-149.

GIL, Antônio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social. -6º Ed. - São Paulo:
Atlas, 2008.

KLEIMAN, A.B. Trajetórias de acesso ao mundo da escrita: relevância das práticas


não escolares de letramento escolar. Florianópolis: Perspectiva, v 28, número, Jul/dez,
2010.

MARCUSCHI, L. A. Gêneros textuais: definição e funcionalidade. In.: DIONÍSIO, A.


P. Gêneros textuais e ensino. 4. ed. Rio de Janeiro: Lucerna, 2005.

MARCUSCHI, L.A. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. 1ª ed.


Parábola Ed, 2009.

MINAYO, Maria Cecília de Souza. O desafio da pesquisa social. In: MINAYO, Maria
Cecília de Souza. DESLANDES, Suely Ferreira. GOMES, Romeu. (Orgs.) Pesquisa
Social: teoria, método e criatividade. 33ª. Ed. – Petrópolis, RJ: Vozes, 2013. Coleção
Temas Sociais.

PORTO, M. Um diálogo entre os gêneros textuais. 1ª ed. Curitiba: Aymará, 2009.

SOARES, M. Letramento: um tema e três gêneros. 4. ed. Belo Horizonte: Autêntica,


2010.

SOARES, M. Letramento: Um tema em três gêneros. 3ª ed. Belo Horizonte: Autêntica,


2009.