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1)R=- droga vegetal: planta medicinal, ou suas partes, que contenham as substâncias

responsáveis pela ação terapêutica, após processos de coleta/colheita, estabilização,

quando aplicável, e secagem, podendo estar na forma íntegra, rasurada, triturada ou

pulverizada;

- derivado vegetal: produto da extração da planta medicinal fresca ou da droga

vegetal, que contenha as substâncias responsáveis pela ação terapêutica, podendo ocorrer

na forma de extrato, óleo fixo e volátil, cera, exsudato e outros;

- derivado vegetal: produto da extração da planta medicinal fresca ou da droga

vegetal, que contenha as substâncias responsáveis pela ação terapêutica, podendo ocorrer

na forma de extrato, óleo fixo e volátil, cera, exsudato e outros;

fitoterápico: produto obtido de matéria-prima ativa vegetal, exceto substâncias

isoladas, com finalidade profilática, curativa ou paliativa, incluindo medicamento fitoterápico

e produto tradicional fitoterápico, podendo ser simples, quando o ativo é proveniente de

uma única espécie vegetal medicinal, ou composto, quando o ativo é proveniente de mais

de uma espécie vegetal;

- marcador: substância ou classe de substâncias (ex.: alcaloides, flavonoides,

ácidos graxos, etc.) utilizada como referência no controle da qualidade da matéria-prima

vegetal e do fitoterápico, preferencialmente tendo correlação com o efeito terapêutico. O

marcador pode ser do tipo ativo, quando relacionado com a atividade terapêutica do

fitocomplexo, ou analítico, quando não demonstrada, até o momento, sua relação com a

atividade terapêutica do fitocomplexo;

- planta medicinal: espécie vegetal, cultivada ou não, utilizada com propósitos

terapêuticos;

maceração com água: preparação, destinada a ser feita pelo consumidor, que

consiste no contato da droga vegetal com água potável, a temperatura ambiente, por tempo

determinado, específico para cada droga vegetal. Método indicado para drogas vegetais

que possuam substâncias que se degradem com o aquecimento;

infusão: preparação, destinada a ser feita pelo consumidor, que consiste em


verter água potável fervente sobre a droga vegetal e, em seguida, tampar ou abafar o

recipiente por um período de tempo determinado. Método indicado para partes de drogas

vegetais de consistência menos rígida, tais como folhas, flores, inflorescências e frutos, ou

com substâncias ativas voláteis ou ainda com boa solubilidade em água;

decocção: preparação, destinada a ser feita pelo consumidor, que consiste na

ebulição da droga vegetal em água potável por tempo determinado. Método indicado para

partes de drogas vegetais com consistência rígida, tais como cascas, raízes, rizomas,

caules, sementes e folhas coriáceas ou que contenham substâncias de interesse com baixa

solubilidade em água;

Os produtos tradicionais fitoterápicos não podem se referir a doenças,

distúrbios, condições ou ações consideradas graves, não podem conter matérias-primas

em concentração de risco tóxico conhecido e não devem ser administrados pelas vias

injetável e oftálmica.

2)R= a secagem das plantas medicinais permite conservação por um longo período. Nesse processo, a
água contida nas células é retirada, paralisando-se as atividades das enzimas. Por isso, quanto antes o
material for submetido à secagem, menor será a perda de princípios ativos. Por outro lado,
microrganismos, como fungos e bactérias, também afetam a qualidade do produto e precisam de certo
grau de umidade para sua sobrevivência e crescimento. Assim, a secagem das plantas é de suma
importância para conservação de suas qualidades, em termos de princípios ativos, aroma, sabor e cor
das mesmas.”.

Porém, alguns cuidados devem ser tomados durante a secagem, como:

❊ A sala de secagem deve ser mantida sempre no escuro, pois a luz degrada a coloração e os princípios
ativos das plantas.

❊ Identificar a planta no secador, colocando uma ficha com o nome da planta e a data da coleta.

❊ Colocar sempre uma fina camada de planta sobre a bandeja, pois a camada grossa leva mais tempo
para secar. A umidade ficará retida por baixo da bandeja, deixando o material desuniforme.

❊ Não se deve colocar plantas aromáticas de espécies diferentes para secar ao mesmo tempo no
secador, de modo a evitar que elas absorvam odores umas das outras.

❊ Em uma mesma seção de secagem (prateleira vertical com bandejas), utilizar apenas uma mesma
espécie para que os resíduos de uma planta, que eventualmente passem pela tela, não contaminem
outra.

❊ Caso a secagem na bandeja esteja desuniforme, recomenda-se alterar a posição da bandeja no


secador.
3)R= Metabolitos secundários são compostos orgânicos que não estão diretamente envolvidos nos
processos de crescimento, desenvolvimento e reprodução dos organismos. Ao contrário dos metabolitos
primários, a ausência dos metabolitos secundários não resulta na morte imediata, outrossim, a longo
prazo afecta a sobrevivência, fecundidade ou estética do organismo, podendo mesmo não ter qualquer
impacto significativo. Os metabolitos secundários são frequentemente restritos a um grupo reduzido de
espécies de um grupo filogenético. Os metabolitos secundários têm frequentemente um papel
importante nas defesas vegetais contra a herbivoria e outras defesas inter-espécies

4)R= O sistema atual identifica cada espécie por dois nomes em latim: o primeiro, em maiúscula, é o
gênero, o segundo, em minúscula, é o epíteto específico. Os dois nomes juntos formam o nome da
espécie. Os nomes científicos podem vir do nome do cientista que descreveu a espécie, de um nome
popular desta, de uma característica que apresente, do lugar onde ocorre, e outros. Por convenção
internacional, o nome do gênero e da espécie é impresso em itálico, grifado ou em negrito, o dos outros
táxons não. Subespécies têm um nome composto por três palavras.

Ex.: Canis familiares, Canis lupus, Felis catus.

5)R= Maceração: processo que envolve a extração da matéria-prima

vegetal moída ou rasurada, utilizando recipiente fechado, deixando

a matéria-prima vegetal em contato com o líquido extrator por um

período específico de tempo (horas ou dias), sem troca do líquido e

submetendo o recipiente à agitação ocasional.

2A-Percolação: operação dinâmica, mais utilizada para a extração

de substâncias sensíveis a altas temperaturas, que possuem ação

farmacológica e estão presentes em baixas concentrações na matéria-

prima vegetal. Ela consiste na passagem contínua do líquido extrator

no interior de um percolador, arrastando com ele os ativos de interesse

presentes na matéria-prima vegetal.

3A-Turbo-extração ou turbolização: processo que utiliza um

dispersor (tipo ultraturrax) e consiste na redução do tamanho das

U2 - Citologia e morfologia vegetal14

partículas da matéria-prima e consequente extração do ativo de

interesse. Essa operação causa o rompimento das células vegetais,

favorecendo a liberação e a dissolução do ativo de interesse no líquido

extrator. É um processo simples e que pode ser utilizado com eficiência


quando se objetiva a obtenção de uma droga vegetal em que os

resíduos da matéria-prima vegetal não causem interferência, já que a

utilização dessa técnica dificulta a posterior separação de resíduos.

Quando os ativos de interesse possuem estabilidade em temperaturas

elevadas, métodos de extração a quente podem ser utilizados, sendo

os mais conhecidos, entre os que podem ser realizados em sistemas

abertos, inclusive em ambiente doméstico, a infusão e a decocção.

1B-Infusão: na infusão o processo de extração é feito pelo contato

de água fervente com a matéria-prima vegetal, sendo necessária a

cobertura do recipiente imediatamente após o acréscimo da água

fervente sobre o material vegetal. Ela é bastante útil para a extração de

ativos presentes em estruturas vegetais menos resistentes, geralmente

encontradas em folhas, flores e frutos moles. Esta técnica é bastante

popular no preparo de chás à base de ervas,, entre outras preparações

terapêuticas utilizando plantas medicinais.

2B-Decocção: na decocção, diferente da infusão, a matéria-prima

vegetal fica em contato com o líquido extrator em um processo de

ebulição que pode durar intervalos de tempo variáveis, de acordo

com o tipo de material utilizado e do ativo que se deseja obter. É mais

eficiente na extração de compostos que se encontram em tecidos

vegetais mais rígidos, como raízes, cascas e caules. Esta é também uma

técnica simples, largamente utilizada em preparações domésticas em

que o líquido extrator é a água. A decocção não deve ser utilizada com

solventes voláteis e tóxicos, já que a evaporação dessas substâncias

para o ambiente pode causar intoxicações e contaminações.

Além dos métodos de extração a quente utilizando sistemas abertos,

em laboratórios são utilizados os sistemas fechados, que possibilitam a

extração sob refluxo e em aparelho de Soxhlet.


1C-Extração sob refluxo: neste tipo de processo, tanto o líquido

extrator quanto a matéria-prima vegetal ocupam o mesmo recipiente,

acoplado a condensadores, e são submetidos ao aquecimento. A

utilização de condensadores em sistema fechado permite a utilização de

líquidos extratores com maior volatilidade, partindo do princípio de que

U2 - Citologia e morfologia vegetal 15

o solvente evaporado durante o processo será condensado e retornará

ao sistema para um novo ciclo. Esse sistema possui uma capacidade

de extração elevada, mas ainda assim não consegue esgotar a matéria-

prima vegetal. Uma observação importante para a sua utilização é o

fato de envolver a exposição da matéria-prima vegetal a temperaturas

elevadas, por períodos longos de tempo, o que inviabiliza o seu uso

para a extração de compostos sensíveis a temperaturas elevadas.

6)R= As análises fitoquímicas fornecem informações relevantes da presença de metabólitos secundários


nas plantas, para que assim possa chegar ao isolamento de princípios ativos importantes na produção de
novos fitoterápicos

7)R= SOLAMENTO E USO DE PRODUTOS NATURAIS COMO FÁRMACOS

Plantas produzem metabólitos secundários (produtos naturais) os quais desempenham um papel


fundamental nas suas interações de defesa contra predadores e patógenos. Muitos desses produtos
naturais são de grande valor para a agricultura e medicina. Assim, as plantas podem ser consideradas
como uma fonte valiosa de produtos naturais úteis como fármacos, agroquímicos e outros.
Historicamente, metabólitos secundários de plantas vêm sendo utilizados pela humanidade como
remédio desde o início de nossa civilização. Nos dias atuais, mesmo com o grande desenvolvimento de
fármacos obtidos por síntese orgânica, eles continuam desempenhando um papel de destaque na saúde
pública. Mais de 25% dos medicamentos em uso são derivados naturais ou produtos semissintéticos de
origem natural. Nos países em desenvolvimento da América Latina, e em particular no Brasil, a
percentagem de utilização de produtos naturais pela população vem aumentando substancialmente,
revelando a importância do conhecimento da química das plantas utilizadas para estes fins.

Dentro do contexto de busca de substâncias bioativas de plantas temos estudado a ordem Rutales com
intuito de encontrar substâncias úteis para o tratamento de doenças tropicais, especialmente chagas e
leishmaniose. Algumas espécies vegetais pertencentes à família Rutacea e, como é o caso de Galipea
longiflora e Zanthoxyllum naranjillo, têm fornecido substâncias de interesse. De G. longiflora vários
alcaloides 2-alquilquinolínicos mostraram potente atividade leishmanicida e tripanocida. Z. naranjillo
forneceu lignanas com atividade tripanocida.

Considerando o grande potencial da ordem Rutales na produção de substâncias bioativas, extratos de


plantas pertencentes a essa ordem, têm sido testados em diferentes modelos biológicos para a busca de
substâncias bioativas. Alguns desses extratos e substâncias puras têm mostrado atividade bastante
promissora.

TIPOS DE ISOLAMENTO DE PRODUTOS NATURAIS

CROMATOGRAFIA - Cromatografia é um kit completo de ferramentas de maneiras inestimáveis de


separar os componentes de um produto natural. A maioria dos métodos envolve uma coluna preenchida
com um material chamado de fase estacionária. O produto a ser separado flui através da coluna,
juntamente a um solvente. Algumas moléculas contidas no composto original possuem uma afinidade
mais forte pela fase estacionária do que outras. No topo da coluna, todas as moléculas estão unidas,
porém, conforme elas correm pela coluna, separam-se em bandas distintas, que podem ser identificadas
conforme emergem. HPLC, cromatografia de gás, cromatografia de camada delgada e cromatografia de
afinidade são todas técnicas úteis para o isolamento de substâncias específicas.

ESPECTOFOTOMETRIA - Quando for preciso purificar um produto natural, é preciso distingui-lo de outros
compostos e uma maneira simples de fazer isso é determinando quão puro ele é. É aí que a
espectrofotometria se torna útil. As moléculas absorvem radiação eletromagnética em diferentes
comprimentos de onda, dependendo da estrutura molecular de cada uma. Incidir um raio de radiação
eletromagnética através de uma amostra ajuda os cientistas e pesquisadores a determinarem a
concentração de uma espécie que absorve majoritariamente a um comprimento de onda específico. As
técnicas espectrofotométricas como essa também são usadas para determinar quais compostos estão
deixando, ou eluindo, de uma coluna de cromatografia.

EXTRAÇÃO QUÍMICA - Algumas moléculas de produtos naturais podem ser isoladas com uma abordagem
química muito mais simples. Esse tipo de método está relacionado a uma sequência de procedimentos,
que envolve dissolver o produto em um solvente, centrifugar a solução e recristalizá-la. Essa sequência
ajuda a isolar um composto em particular. Isso acontece, por exemplo, com a trimiristina, um composto
encontrado nas sementes de noz-moscada. O sólido gelatinoso que é produzido pode ser dissolvido em
acetona quente e ser cristalizado; os outros compostos na mistura permanecem dissolvidos no solvente.

8)R= tecidos de crescimeto: Eles são o felogênio e o câmbio.

Tecidos de revestimento: são responsáveis, principalmente pela proteção do vegetal. Nesse grupo há a
epiderme, formada por células vivas, achatadas, justapostas, que reveste externamente os órgãos da
planta, e além da função de proteção, é responsável pela absorção de água e sais minerais, excreção,
secreção e trocas gasosas. O súber ou cortiça é, também, um tecido de revestimento, composto de
células mortas, infladas e que apresentam paredes celulares dotadas de suberina (substância graxa) e é
produzido pelo felogênio.

Tecidos de preenchimento, ou parênquimas: são formados por células vivas, volumosas, com vacúolos
grandes e parece celular pouco espessa. É dividido em parênquimas clorofilados, que possuem células
ricas em cloroplastos; parênquimas de reserva, formado por células de armazenamento de vários tipos
de substâncias; parênquima de preenchimento, que preenche certas regiões do caule e da raiz;
parênquima aquífero, que armazenam água; parênquimas amilíferos, que armazenam amido e
parênquima aerífero, que armazenam ar.

Tecidos de sustentação: divididos em colênquima e esclerênquima. O colênquima é composto de células


vivas, com cloroplastos e ocorre em caules verdes e na pecíolo das folhas. A esclerênquima é formada
por células mortas ricas em lignina (substância às vezes presente na parede celular vegetal, que confere
dureza e resistência a ela).

Tecidos de condução (vasculares): responsáveis pelo transporte das seivas bruta e elaborada. O xilema
(ou lenho) é o tecido especializado em transporte de seiva bruta (água e sais minerais), formado por
células mortas, alongadas e de parede celular lignificada. O floema (ou líber) tem a função de conduzir a
seiva elaborada (água e carboidratos) e é constituído por células vivas, alongadas, com paredes
transversais dotadas de poros e anucleadas.

9)R= Raízes, caules, folhas, frutos e flores são estruturas que comumente chamamos órgãos vegetais.
Cada órgão possui sua função definida e várias formas possíveis. Vimos que as flores são órgãos
reprodutivos, e os frutos se originam dessas. Como foi assunto de aulas passadas, ao caracterizarmos as
angiospermas, aqui trataremos das raízes, caules e folhas

Raiz: Tem como função absorver e fixar. Possui regiões definidas: coifa (protege a ponta da raiz), zona
meristemática (indiferenciada), zona de alongamento (onde as células estão crescendo e se
diferenciando), zona pilífera (possui pêlos absorventes de água) e zona das ramificações (onde partem
raízes secundárias).

Caule: Tem função de sustentação e conexão entre raízes e parte aérea, pode realizar reservas de
substâncias e energia e pode ser fotossintético também.

Foha: Absorve gases e luz solar, realiza a fotossíntese, libera produtos da fotossíntese. Às vezes pode
realizar o papel de pétalas (brácteas), sendo colorida e atraindo agentes polinizadores. Pode também
estar modificada em espinho, como maneira de diminuir a sua superfície e evitar a perda de água por
transpiração.

10)R= Os polissacarídeos são então macromoléculas formados pela união de muitos monossacarídeos.
Estes compostos apresentam uma massa molecular muito elevada que depende do número de unidades
de monossacarídeos que se unem. Podem ser hidrolisados em polissacarídeos menores, assim como em
dissacarídeos ou monossacarídeos mediante a ação de determinadas enzimas.

Nos organismos, os polissacarídeos são classificados em dois grupos dependendo da função biológica
que cumprem:

polissacarídeos de reserva energética: a molécula provedora de energia para os seres vivos é


principalmente a glicose (monossacarídeo). Quando esta não participa do metabolismo energético, é
armazenada na forma de um polissacarídeo que nas plantas é conhecido como amido, nos animais e nos
fungos como glicogênio.

polissacarídeos estruturais: estes carboidratos participam na formação de estruturas orgânicas, estando


entre os mais importantes a celulose, que participa na estrutura de sustentação dos vegetais.

11)R= Em relação aos parâmetros físico-químicos, avaliou-se o conteúdo de glicídios

redutores, glicídios totais, sacarose aparente, umidade, condutividade elétrica, pH, acidez,

teor de proteínas totais, concentração de prolina, hidroximetilfurfural e atividade

diastásica. Em relação à atividade antioxidante avaliou-se quantitativamente e

qualitativamente o conteúdo de fenóis e flavonóides totais, captura do radical 2,2-difenil-1-


picril-hidrazil (DPPH), além do método de redução do Fe3+ → Fe2+ (método FRAP).

Avaliou-se, ainda, a segurança microbiológica dos méis através da detecção de esporos de

Clostridium sp., além do perfil antibacteriano e antifúngico dos diferentes méis. Foi

utilizado o teste não paramétrico de Kruskal Wallis a 95 % de probabilidade (p< 0,05), pois

os dados não apresentaram distribuição normal, realizando-se, ainda, a correlação de

Spearman a 95 % de significância, p<0,05 e 99% de significância, p<0,01.

12)R= De acordo com a legislação brasileira, os amidos são

produtos amiláceos extraídos de partes comestíveis de

cereais, tubérculos, raízes ou rizomas. No Brasil, os amidos

extraídos de tubérculos, raízes e rizomas são comumente

denominados como fécula.

definiram o amido

resistente como sendo aquele que

resiste à dispersão em água fervente e

hidrólise pela ação da amilase pancreática e da pululanase

A gelatinização é a dilatação dos grânulos em água aquecida e aumento do volume. A partir da


temperatura de 58°C, os amidos começam a se romper liberando cadeias de amilose ao meio aquoso e,
posteriormente, amilopectina, fazendo com que toda água livre seja absorvida formando uma pasta
viscosa. Responsável pelo espessamento, estrutura e textura.

13)R=Amido de trigo: obtido de frutos de Triticum vulgare L., Poaceae

Apresentam dois tipos de grãos: os maiores são lenticulares quando vistos de frente ou biconvexos
quando vistos de lado, arredondados ou ovalados, com estrias pouco visíveis e hilo pontuado em raros
grãos. Os menores têm forma arredondada ou ligeiramente poligonal. Em média medem 20 a 30 μm.

Amido de milho: obtido de sementes de Zea mays L., Poaceae

Os grãos oriundos da periferia da semente são poliédricos achatados, ligeiramente abaulados. Os da


parte interna são ovoides e menores, apresentando hilo pontuado ou estrelado. Medem em média 30
μm.

Amido de arroz: obtido de frutos de Oryza sativa L., Poaceae

Apresenta tamanho muito pequeno e contorno poliédrico. São amidos do tipo compostos, portanto em
microscopia são visualizados em pequenos grupos ou agregados irregulares. Medem de 2 a 8 μm,
podendo chegar a 10 μm.
Fécula de batata: obtida de tubérculos de Solanum tuberosum L., Solonaceae

Os grãos são elipsoides, ovais, periformes, arredondados, subtriangulares, com lamelas excêntricas e
bem visíveis. O hilo é pontuado e excêntrico. Os grãos menores, de 6 a 15 μm, formam geralmente
agrupamentos de dois ou mais grãos. Os grãos maiores variam de 40 a 70 μm, podendo chegar a 100 μm

Microfotografia de amido de batata sob luz polarizad

Fécula de mandioca: obtida de tubérculos de Manihot esculenta Crantz.,

Euphorbiaceae

Grãos esféricos ou irregularmente arredondados, em forma de dedal ou de esferas truncadas em uma ou


mais facetas. Possuem hilo pontuado, linear ou estrelado, central e bem nítido. As lamelas são pouco
evidentes. Medem de 25 a 35 μm. Tanto os grãos pequenos como os grandes formam agregados de dois
a três elementos.

14)R= A mucilagem, no sentido botânico é uma secreção rica em polissacarídeos. Retém a água
aumentando de volume. Encontra-se, em alta concentração, em raízes aquáticas para sua proteção,
envolvendo algumas sementes etc.

No sentido farmacológico, é uma substância viscosa resultante da solução de determinadas matérias em


água.

Grande grupo de polissacarídeos complexos, frequentemente presentes nas paredes celulares das
plantas aquáticas e nos tegumentos de algumas outras espécies. Mucilagem é rígida quando seca e
pegajosa quando húmida. Tem possivelmente uma função protectora e de âncora nas plantas

15)R= óleos voláteis como produtos obtidos de partes de plantas através de destilação por arraste com
vapor de d’água, bem como os produtos obtidos por expressão dos pericarpos de frutos cítricos
(Rutaceae). De modo geral, são misturas complexas de substâncias voláteis, lipofílicas geralmente
odoríferas e liquidas. Também podem ser chamados de óleos essenciais, óleos etéreos ou essências.
Essas denominações derivam de algumas de suas características físico-químicas, como por exemplo, a de
ser geralmente líquida de aparência oleosa a temperatura ambiente, advindo, daí, a designação de óleo.
Entretanto, sua principal característica é a volatidade, diferindo-se, assim, dos óleos fixos, e misturas de
substancias lipídicas. Em água os óleos voláteis apresentam solubilidade limitada, mas suficiente para
aromatizar as soluções aquosas, que são denominados hidrolatos. Outras de suas características são:

Sabor: geralmente acre (ácido) e picante;

Cor: quando recentemente extraídos são geralmente incolores ou ligeiramente amarelados;

Estabilidade: em geral, os óleos voláteis possui índice de refração e são opticamente ativos,
propriedades estas usadas na sua identificação e controle de qualidade.

16)R= Os métodos comumente utilizados para isolar os óleos essenciais são a

destilação a vapor e a extração com solventes, no caso de

utilização de água, e arraste a vapor para extrações utilizando água e vapor ou

apenas vapor
17)R= comomila: Calmante. Diminui a ansiedade.

Digestiva. Combate os gases intestinais.

Anti-séptica.

Sedativa. Combate a insônia.

Anti-espasmódica. Alívio das cólicas intestinais cólicas do aparelho digestivo, em especial, as dos bebês.

canela da china: O seu consumo é indicado principalmente para problemas de circulação e erupções na
pele. Outra recomendação popular é para as pessoas que estão querendo emagrecer, pois a canela da
China incluída na alimentação tem uma ação termogênica.

canela do ceilão: Distúrbios da digestão, dispepsia, falta de apetite, náuseas e vômitos, dor de dente,
síndrome gripal, diarréia, diabete de tipo 2 (alguns estudos relataram que o uso regular de cápsulas ou
comprimidos à base de canela teria um efeito positivo sobre a doença, no entanto, ainda são
necessários novos estudos para comprovar de fato ou não esta indicação).– Doença de Alzheimer (leia
em Observações abaixo)– Fadiga (astenia), fadiga após gripe.

melissa: Uso interno (gotas, comprimidos):

Problemas do sono, estresse, ansiedade, nervosismo, problemas digestivos, azia e queimação do


estômago, doença de Alzheimer (aumento da memória, melhora na aprendizagem), bronquite.

A melissa possui efeito sobre a glândula tireoide (ver também as contras-indicações abaixo).

Uso externo (pomada):

Herpes labial, picadas de mosquito

Lipia: cólica ( dor de barriga ), antiespasmódico, estomáquico, gases, insônia, digestivo, calmante,
ansiolítico, sedativo, antidepressivo suave, anticonvulsivante suave, carminativo, relaxante, alivia os
efeitos da pressão alta ( faz baixar a pressão ) e asma.

capim limão: Seus principais constituintes são o citral, composto antimicrobiano e antifúngico eficaz na
inibição e destruição de micro-organismos, e o mirceno, responsável pela ação analgésica; outros cinco
de seus componentes possuem o poder de inibição da coagulação sanguínea. O citral também aumenta
a capacidade do corpo de aproveitar a vitamina A.

capim limão: planta medicinal utilizada em uso interno como sedativo e digestivo e em uso externo
contra as picadas de insetos.

erva cidreira: Em caso de distúrbios gastro-intestinais, nervosismo (estresse) e ansiedade.

Hortelã: Uso Contra dores de cabeça, especialmente dores de cabeça de tensão. Indicado também
contra a enxaqueca.

Eucalipito: utilizada no tratamento da tosse (ação expectorante) e do resfriado (inalação).

Erva doce: Uso Remédio caseiro usado contra distúrbios digestivos, tais como dispepsia ou cólica

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