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VIVIANE DE OLIVEIRA DE CARVALHO

RELATO DE EXPERIÊNCIA
Estágio: observação de aula na E.E.F. Nossa Senhora de Fátima.

CAMOCIM/CE
2019
Viviane de Oliveira de Carvalho

RELATO DE EXPERIÊNCIA

Relato de experiência para a disciplina de Estágio


Supervisionado II – Língua Portuguesa, do curso de Letras
Português/Inglês, do Instituto Federal do Ceará – Campus
Camocim, realizado na Escola de Ensino Fundamental
Nossa Senhora de Fátima, como requisito de obtenção de
nota da primeira etapa (N1) do semestre VII.
Professoras: Elioneide e Angelane Firmo.

CAMOCIM/CE
2019
1. INTRODUÇÃO

O presente relatório tem como objetivo realizar uma descrição reflexiva a cerca da
observação da prática docente de uma Professora de Língua Portuguesa nos anos iniciais
do Ensino Fundamental. As reflexões aqui descritas advêm da investigação das aulas da
turma do 6º e 7º “A”, na E.E.F. Nossa Senhora de Fátima, localizada no distrito de Araras,
município de Barroquinha (CE). Durante a observação busquei entender como o papel que
a sociedade espera da escola vem sendo cumprido. Outros elementos presentes no âmbito
escolar como as condições de acesso, número de alunos, rotina escolar, aproveitamento do
tempo de aula e recursos pedagógicos disponíveis, também foram levados em conta.
No que tange a parte prática da docência nas 30hrs de observação de sala estive
exposta a forma com que a Professora Francisca das Chagas conduzia a aula, valorizava o
conhecimento prévio dos discentes, bem como aos seus instrumentos de avaliação. Além
dos aspectos já citados pude ver a relação da escola com a Gestão Escolar. Sendo assim,
tive acesso a uma demonstração do que é ser professor do ensino básico, pois como
Pimenta (2004) nos diz o estágio é o retrato dessa realidade. Tendo como base o que foi
dito reconheço o quão importante é para o aluno vivenciar essa oportunidade de obtenção
de conhecimento e construção da identidade docente.
A partir desse contato direto com a escola pude visualizar o planejamento de aula e
sua aplicabilidade, bem como a importância da postura de respeito às diferenças, tanto na
relação professor-aluno, como na interação aluno-aluno. Dessa forma, concordo que o
estágio é sem dúvida o momento onde ocorre a transição do se entender estudante e se
reconhecer professor. Durante essa experiência pude perceber aspectos no ambiente
escolar até então imperceptíveis a minha época de aluna do nível fundamental II. Os
referenciais teóricos foram autores como LARROSA (2002), PIMENTA (2004) e ZABALA
(1998), etc.

2. OBJETIVOS

2.1 Objetivos Gerais

Relatar a relevância da experiência adquirida através do Estágio Supervisionado II, no


período de observação de aula nos anos iniciais do Ensino Fundamental II, em uma escola
localizada no distrito de Araras, município de Barroquinha (CE).

2.2 Objetivos Específicos

Documentar os aspectos encontrados durante a observação da escola.

Refletir sobre como aspectos da instituição escolar interferem na prática docente.


3. DESENVOLVIMENTO

O relato objetiva documentar a experiência vivenciada no Estágio Supervisionado II

de Língua Portuguesa nas turmas do 6º e 7º “A”, na E.E.F. Nossa Senhora de Fátima,

localizada no distrito de Araras, município de Barroquinha (CE). Anterior à visita a escola

tratei de me informar a cerca dos motoristas e horários dos transportes que conduziam até a

escola porque pretendia ir juntamente com os alunos, visto que moro em umas das

localidades que a escola atende. Transporte e horários acertados realizei o primeiro contato

com a escola na qual pretendia realizar a observação. Chegando lá realizei uma conversa

com a Coordenadora da instituição na busca de saber se poderia realizar a atividade no

local, pois o Diretor não estava presente no local.

Durante a conversa gentilmente fui informada a respeito dos horários e respectivos

professores de Língua Portuguesa, pois era fundamental que nossas rotinas combinassem

de forma a evitar maiores transtornos. Deixei claro o objetivo da minha presença e quanto

tempo seria necessário para alcançar a carga horária exigida pela disciplina do estágio.

Também conversamos sobre os estagiários anteriores presentes na instituição e me

tranquilizou saber que a gestão tinha uma relação pacífica com os alunos que vinham

observar as aulas.

Optei pelas turmas do 60 e 70 ano pois a professora que lecionava era a mesma em

ambas as salas, a saber, Francisca das Chagas, residente no município de Chaval, cidade

vizinha de Barroquinha, a qual minha localidade pertence. A escolha também se justifica por

alguns fatores, como: minha intenção de ter contato com as séries iniciais, por ser noturno

da manhã e por ser na segunda-feira, horário em que não tenho disciplinas na IFCE. Além

disso, outros fatores que contribuíram na minha escolha foram a simbologia bíblica do

número 7, considerado como número da perfeição e o fato de ser próxima de alguns

estudantes em ambas as salas.

3.1 DESCRIÇÕES DAS AULAS OBSERVADAS

O primeiro dia de observação foi na data 07/10/19, no horário de 07h15min a

09h15min da manhã, na turma do 70 “A”. A primeira aula que observei iniciou com a
saudação, depois chamada e organização dos alunos. Logo depois a Professora organizou

a leitura dos alunos e enfatizou a importância do ato da leitura, das habilidades de

entonação e fluência leitora. É através dessa prática que os alunos realizam as leituras dos

textos que escolheram previamente. Ao observar esse momento me indaguei a respeito da

organização das carteiras em filas e se seria possível que este momento de leitura

compartilhada pudesse ser realizado em círculo. A “leitura deleite” como é chamada pela

professora é uma boa iniciativa sem dúvidas, porém, o que pude notar é que muitos alunos

não compreende a importância de tal hábito. Houve ocasiões em que os alunos não traziam

os textos, e em decorrência disso sofriam penalizações. Questionava-me então: Porque

eles não trouxeram o texto, ou, que fatores eles enfrentaram que os impedi de realizar essa

tarefa? O desinteresse seria o causador?

Após a leitura dos alunos, a professora realizou o “Ciclo de Leitura”, onde os alunos

tinham contato com autores cearenses, escolha que me deixou muito contente, pois mostra

uma valorização precisa do que é nosso. A obra do dia “As duas irmãs”, de ******** contava

a seguinte história: Eram irmãs ruivas. Uma das irmãs morreu e algumas crianças a viram

no enterro, porém, dias depois, enquanto passeavam no cemitério (ótimo lugar para um

passeio), viram a mesma mulher ruiva viva, andando por entre as lápides. A solução do

mistério acontece quando os garotos leem em um jornal que a “defunta viva” era na verdade

a irmã gêmea da defunta verdadeira. A obra era relativamente curta, mas muito bem escrita

e continha uma boa dose de suspense em sua trama.

A professora realizava perguntas antes do início da leitura da obra, tais como “O que

vocês acham que trata o livro?”. Era gratificante ver as participações dos alunos enquanto

respondiam coisas como “o livro fala de duas irmãs que brigavam”, ou, “elas ajuntavam

castanhas juntas”. Vale lembrar, no entanto, que não eram todos os que participavam,

alguns eram um pouco rudes não traziam o material e eram desinteressados também. O

que os tornou assim? Ao término da excelente leitura, Francisca conversou sobre os

comentários deles a respeito do texto, onde puderam ver se tinha se aproximado ou não do

real conteúdo da narrativa.


A próxima etapa da aula se deu através do uso do livro didático onde foi abordado o

novo conteúdo. O conteúdo das aulas anteriores foi o gênero informativo, a partir dessa

aula o conteúdo seria o gênero crônica. A exposição do conteúdo começou com a

etimologia da palavra crônica, de origem grega “chronos” que significa tempo. Ela realçou a

subjetividade do gênero, pois como sabemos esse tipo de construção textual é usada para

expressar a forma como o escritor ver determinados fatos. Também foi realizada a leitura da

crônica “O vendedor de Palavras” de Fábio Reynol presente no livro. O texto lido abordava

a iniciativa inusitada de um senhor em vender palavras em uma banca após ver uma

reportagem que diziam que nós, brasileiros, sofríamos com a falta de palavras. A professora

realizava perguntas sobre o conteúdo promovendo a participação dos discentes como:

“vocês acham que daria certo isso”?, no que eles comentavam “ Tia, ele é doente!”. Houve a

diferenciação e comparação desse gênero com o anteriormente estudado, explicação de

que os textos informativos eram baseados em fatos verídicos, enquanto os literários eram

baseados também em situações ficcionais.

Durante o decorrer da aula e leitura da crônica que tratava de uma reflexão bastante

interessante pensei que uma opção de atividade para a aula poderia ser a proposta da

construção de um dicionário com palavras cearenses. O intuito da ação seria valorizar

aspectos da nossa cultura e mostrar a diversidade de palavras que nosso vocabulário

possui, pois é conhecendo que começamos a valorizar.

Finalizada essa etapa, os alunos realizaram a leitura do texto citado acima de forma

compartilhada. Depois, começaram a executar a tarefa sugerida pelo livro. Uma aluna

perguntou o significado da expressão “venda no atacado” e a professora auxiliou a mesma.

Ela aproveitou a ocasião para dizer aos alunos que quanto mais eles lessem, maior seria o

vocabulário deles. Após a observação dessa primeira aula pude perceber um pouco sobre

como era a turma e como a professora trabalhava.

A professora demonstrou durante a aula domínio de conteúdo e segurança. Ela

também se mostrou bem organizada em relação ao aproveitamento do tempo da aula,

período para correção das atividades, utilizava exemplos do cotidiano, prática que contribui
bastante para prender a atenção dos alunos e tornar o ensino contextualizado e citava

pessoas da comunidade. Apesar dos elementos citados, notei, porém, que um aluno dormia

durante a aula, porque isso acontecia?

A segunda aula observada na mesma data citada a cima, de 09h30min a 11h15min

na turma do 60 “A” iniciou seguindo o modelo da primeira aula na turma do 7 0 ano com

organização da turma e chamada, porém, a professora utilizou o começo da aula de Língua

Portuguesa para finalizar as apresentações muito interessantes sobre artesanatos com

materiais reciclados, da disciplina de Artes. Os meninos apresentaram bonitos carros feitos

com papelão, caçoeira***(espécie de rede de pesca), e talo de coqueiros, obra bem criativa.

As meninas confeccionaram um cofre em forma de porquinho de garrafa pet e eva, e

também cestas e porta guardanapos de flamingo. Finalizada a apresentação que daria

origem a uma exposição em conjunto com o 7 0 “A”, ocorreu a leitura dos textos escolhidos

pelos alunos, que diferente da outra turma, realizavam a leitura de pé frente a turma, e

diziam qual o gênero escolhido. Alguns trouxeram tirinhas, outros parlendas.

Depois tivemos o ciclo de leitura com o livro “O dia em que o mundo parou” do autor

cearense ****. A professora levou os alunos a realizarem inferência do conteúdo da história

a partir do título do livro, bem como da capa. Ouvi uma pergunta curiosa de um menino

sobre a rotação da terra ao redor do céu que me fez ver como os alunos têm pensamentos

inusitados. A leitura do restante do livro ficou para a próxima aula. O gênero que a turma

está estudando é Artigo de Opinião. Encerrado o Ciclo de Leitura a professora realizou a

leitura do artigo “É hora de me virar sozinho?” de Rosely Sayão, contido no livro. Depois da

discussão os alunos realizaram a leitura paragrafada do artigo.

A aula foi se encaminhando para o fim com a atividade do livro, momento em que a

professora aproveitou para lembrar os alunos que as respostas deveriam ser de acordo com

o texto para que eles não extrapolassem a interpretação. Depois dos alunos opiarem as

questões do livro (o tempo seria melhor*** aproveitado se os alunos copiassem as

respostas ou eles usariam o tempo para realizar aquela típica bagunça?) houve a correção.

Ela também delegou questões para serem realizadas em casa.


O segundo dia de observação foi na data 14/10/19, no horário de 07h15min a

09h15min da manhã, na turma do 70 “A”. Nesta data por algum motivo o transporte escolar

não veio, a professora organizou a turma, fez a chamada, leitura dos alunos, dos 4 que

estavam encarregados 3 faltaram por conta do carro. A quadra está passando por reforma e

por conta disso o barulho tira a pouca atenção dos alunos. O livro cearense do ciclo de

leitura dessa aula foi “Pedro, o menino do mar”, escolha muito bem feita, pois o município

de Barroquinha possui muitas localidades banhadas por praias e lagoas, como por exemplo,

Bitupitá, Gamileiras e Curimãs, que fazem parte da realidade dos alunos. A turma

apresentou um ótimo comportamento, estavam bastante quietos, o que me surpreendeu.

Após o Ciclo de Leitura a professora corrigiu a atividade de casa da aula anterior e

explicou um pouco sob os elementos de construção do gênero Crônica. Os alunos também

retomaram ao texto “O vendedor de palavras”, lido na aula anterior fazendo a leitura

paragrafada. Uma parte muito interessante dessa aula foi quando a professora estava

tratando da importância dos bons argumentos em uma produção textual e utiliza um

exemplo que os fizeram pensar. Ela disse: “O que vocês diriam para mim caso eu tirasse o

direito de irem para o recreio hoje? Como vocês me convenceriam?” A aula terminou com

os alunos respondendo uma atividade do livro.

A segunda aula observada na mesma data citada a cima, de 09h30min a 11h15min

na turma do 60 “A” seguiu a mesma rotina. Essa turma é mais tranquila do que a outra,

porém, possui muitos cinco alunos repetentes, é superlotada e tem uma aluna que possui

laudo por retardo mental, além de ser surda e muda. A professora finaliza o livro e rele o

artigo iniciado na aula anterior explicando de forma clara os elementos característicos do

gênero sempre estabelecendo reações com o assunto anterior. Depois disso tratando da

importância dos bons argumentos em uma produção textual utiliza um exemplo que os

fizeram pensar. Disse: “O que vocês diriam para mim caso eu dissesse que só iria liberar

vocês depois do horário de costume (11h15min)? Como vocês me convenceriam?” Eles

responderam com três argumentos, foram estes: vamos perder o carro, vamos ficar com
fome, nossos pais vão ficar preocupados. Apesar do susto eles entenderam rapidamente o

que era argumentar.

Dando prosseguimento a aula, os alunos leram um texto de forma compartilhada,

depois realizaram uma atividade. A professora teve que sair da sala para buscar alguma

coisa e nessa ocasião ocorreu a primeira cena que me deixou receosa. Um aluno levantou

para discutir com outro e o ameaçou, situação que me constrangeu bastante. Pude refletir

depois sobre como devo me portar em situações como essa no cotidiano da sala de aula.

O terceiro dia de observação foi na data 21/10/19, no horário de 07h15min a

09h15min da manhã, na turma do 70 “A”. O livro do Ciclo de leitura foi “Um castelo bem

assombrado” e a quadra está novamente recebendo reparos. Após a recapitulação rápida

da aula anterior os alunos realizam a leitura de um texto xerocado, depois a professora lê, e

depois ocorre a leitura paragrafada. Nessa aula os alunos se mostraram bem agitados,

porém, alguns participam. Alguns alunos demonstram entender o assunto abordado. A

professora discutiu as questões de uma atividade avaliativa e em seguida os alunos

respondem. Depois ela discute as respostas e faz novamente a leitura do texto.

A segunda aula observada na mesma data citada a cima, de 09h30min a 11h15min

na turma do 60 “A” que possui 40 alunos. A aula seguiu a mesma rotina de sempre, por isso

não irei descrever novamente. Nesta ocasião a professora aplicou também uma atividade

avaliativa e me disponibilizou uma xerox do material. Pude perceber através da leitura do

material que o texto está bem adequado a idade dos alunos. Por fim, houve a correção

coletiva.

O quarto dia de observação foi na data 28/10/19, no horário de 07h15min a

09h15min da manhã, na turma do 7 0 “A”. Após os procedimentos corriqueiros, a professora

delega as leituras da próxima aula. A quadra continua recebendo reparos, o que atrapalha a

aula. Hoje pude escutar a leitura de algumas produções dos alunos, havia títulos como “O

ônibus quebrado”, que revelava a triste realidade dos alunos que dependem do transpote,

“Por que a água chega lá em casa e não chega no Campo?” (Bairro da Chapada, localidade

vizinha), que demonstrava uma percepção da realidade local, “O vendedor do desapego”


(inspirado no “O vendedor de palavras”?) e “Uma polêmica do Mc Gui”, que dispensa

comentários pela criatividade.

A professora parabeniza as produções dos alunos e os incentiva a continuarem

escrevendo, o que é extremante relevante. Foi engraçado perceber que em certos

momentos a professora tinha dificuldade de entender a letra do aluno, porque não basta ser

educadora, tem que adivinhar o que o aluno escreveu, e ser fluente em árabe. Os alunos

leram outro texto do livro e depois responderam a uma atividade avaliativa com um nível

bom que a professora escreveu no quadro. Ela explicou as questões, citou os famosos

descritores do Spaece eles começaram a responder e a aula finalizou.

A segunda aula observada na mesma data citada a cima, de 09h30min a 11h15min

na turma do 60 “A” teve a mesma rotina de costume e depois a professora realizou uma

atividade avaliativa sobre o gênero artigo de opinião.

O quinto dia de observação foi na data 11/11/19, no horário de 07h15min a

09h15min da manhã, na turma do 70 “A”. A primeira aula seguiu novamente a mesma

rotina. Todos os dias a secretária vem anotar os nomes de quem faltou. O aluno que não

cumpre a tarefa de trazer o texto para “leitura deleite” fica com uma falta e segue para a

direção. O assunto estudado é retomado nessa aula, seguido de explicação da atividade

proposta pelo livro, execução dos alunos e correção coletiva. Os alunos se mostram pouco

participativas nessa data. Por fim, a professora direciona uma atividade para casa e leitura

do livro sobre as pequenas corrupções e delitos, durante esse momento, ao ter o pedido de

ir ao banheiro negado o aluno disse que não o deixar ir ao banheiro era um delito também.

A segunda aula observada na mesma data citada a cima, de 09h30min a 11h15min

na turma do 60 “A, mesmo processo de sempre. Hoje, porém, veio a menina que possui

deficiência, ela é surda, muda e possui retardo mental. Pude viver o que é ter um aluno com

laudo, como a educação pública está rastejando em relação a inclusão. Infelizmente essas

crianças não possuem nenhum tipo de amparo educacional. A menina fica cortando durante

a aula, andando e riscando no quadro.


Alguns alunos leram textos que pegaram dos colegas, ou seja, não se deram o

trabalho de pesquisar. Isso demonstra como os alunos ainda não entenderam o que é a

prática de ler por prazer, e sim, por obrigação. A professora citou durante a aula que

estavam trabalhando anteriormente o gênero anúncio publicitário, com domínio de conteúdo

ela explica a diferença entre a linguagem verbal e não verbal, a importância da imagem no

anúncio. Uma sugestão de atividade seria por exemplo, fazer com que os alunos

analisassem anúncios retirados da página “Mercado livre de Camocim”, ou anúncios de

sites famosos de artigos esportivos, ou, vestuário, proporcionando assim um contato real

com o gênero.

Além dessa proposta, outra atividade possível seria proporcionar aos alunos a

oportunidade dos discentes produzirem um anúncio a partir de item trazidos pela

professora, ou mesmo celulares, bonés, bolsas, coisas que eles estivessem portando dentro

de sala. A professora poderia ter dinamizado a aula realizando o sorteio de objetos físicos,

ou mesmo fotos, de item bons e itens defeituosos. Através do sorteio os alunos

individualmente ou em trios, poderiam tentar vender o produto realizando a propaganda.

Dessa forma, a capacidade argumentativa seria trabalhada, e a discussão acerca de até

onde a persuasão pode ser usada para o bem ou para o mal.

Posteriormente, Francisca explicou o que era um slogan, e sua função de vender

uma ideia ou um produto. Explicou os elementos construtivos como os argumentos, verbos

no imperativo e depois passou 5 questões do livro. Discutiu o enunciado e após a execução

corrigiu. Explicou sobre o veículo do anúncio, o público e acredito que deveríamos em sala

de aula aprofundar mais as discussões sobre a escolha da fonte, as cores e seus

significados.

Após o fim da aula no período de 12h a 13h realizei o reconhecimento da estrutura

física da instituição. Apesar de ter cursado o 9 0 na instituição não lembrava dos detalhes, e

houveram algumas mudanças também, como por exemplo, a construção da quadra

poliesportiva, que está recebendo reparos agora. Em anexo a quadra vi um local parecido

com uma dispensa, e também um vestuário masculino e feminina que está sendo utilizado
como depósito de cadeiras quebradas e bagunças em geral. A escola tem um portão grande

na entrada, uma sala para leitura, algumas poucas áreas de arborização, o espaço poderia

ser melhor aproveitado e se tornar mais agradável. A escola possui dois banheiros, a saber,

um feminino e um masculino, em péssimo estado, a pia quebrada, as portas do banheiro

quebradas, os sanitários velhos etc.

A pintura da escola está razoável, apenas com algumas manchas escuras do tempo

na base das paredes, o problema se encontra nas salas de aula está bem prejudicada, suja,

pelos alunos que riscam e mancham o ambiente que ficam boa parte do dia. Há um

bebedor, uma cantina, um pátio onde podemos ver uma pintura com a missão da instituição,

5 salas de aula, algumas possuem velhos armários. Na sala 02 do 90 há um painel dos

descritores do Saeb. As carteiras estão em péssimo estado, algumas são de madeiras, e as

de plástico com aço (mais moderninhas) estão descascadas e com o tampo da mesinha de

apoio arrancada com o compensado exposto. Conta com 5 janelas por sala e dois

ventiladores que mais atrapalham pelo barulho do que ajudam contra o intenso calor.

A escola em sua estrutura física possui apenas umas leves nivelações, não possui

rampas, ou qualquer tipo de acessibilidade, acredito que não há alunos com esse tipo de

deficiência. A sala da gestão é a que está mais bem conservada, decorada e agradável aos

olhos. Para o preparo da merenda e consumo em geral a escola utiliza água de uma

cisterna. Alguns alunos levam garrafas com água para evitarem o consumo, pois segundo

alguns, não é bem conservada e limpa.

Quanto a biblioteca ela possui pequenas repartições, acredito que deveriam ter

computadores no local, o armário dos professores, uma mesa grande no centro onde eles

lancham, um varal de livros no cantinho da parede, e bastante livros, dicionários e

ventiladores que incrivelmente funcionam. Acrescenta-se ao já citado que na referida data

de 13hr a 16:00 realizei mais uma etapa do estágio, a saber, o reconhecimento da escola o

que se refere a leitura do Projeto Político e Pedagógico (PPP) corpo de professores, o perfil

da família entre outros aspectos.


O sexto dia de observação foi na data 18/11/19, no horário de 07h15min a 09h15min

da manhã, na turma do 70 “A”. A primeira aula segui a sequência organização da turma,

chamada, leitura deleite realizada pelos alunos, ciclo de leitura de autores cearenses com o

livro “Viagens, sonhos, enigmas e brincadeiras, a alegria de conhecer”, que trata de uma

aventura vivida nas férias de algumas crianças no sítio dos avós. A obra fala sobre a

procura e descoberta de um tesouro, a professora poderia ter estabelecido comparação as

lendas de botijas (Potes enterrados e revelados por mortos cheios de moedas de ouro).

Posteriormente foi realizada a correção oral da atividade da aula anterior, me

questionei acerca de escrever ou não a resposta no quadro. Isso ajudaria ou faria com que

os alunos esperassem até o momento da correção para anotarem tudo no caderno. A

explanação do gênero artigo de opinião iniciou com a intenção do texto, a construção, a

linguagem empregada (norma culta), e o assunto global. Ela explicou a diferença entre a

linguagem forma e informal e enfatizou que eles deveriam ficar atentos pois possuem

*************

A segunda aula observada na mesma data citada a cima, de 09h30min a 11h15min

na turma do 60 “A

Na referida data realizei também mais uma etapa do estágio, a saber, o

reconhecimento da escola o que se refere a leitura do Projeto Político e Pedagógico (PPP)

O sétimo dia de observação foi na data 25/11/19, no horário de 07h15min a

09h15min da manhã, na turma do 70 “A”. A primeira aula

A segunda aula observada na mesma data citada a cima, de 09h30min a 11h15min

na turma do 60 “A

Ela libera os alunos doentes

mundo chega na aula, a secretária vem anotar os nomes dos faltosos


Local; - Sujeitos envovlvidos; - Período; - Procedimentos que envolveram a experiencia.

1.2.1 MARCO TEÓRICO: Escolha um autor ou um referencial teórico que inspirou suas

reflexões durante as observações e comente.


1.2.2 RESULTADOS E DISCUSSÕES: - Interface entre a experiencia e o vivido; -

Descrição do que foi observado; - Como você se sentiu? - Descobertas, facilidades,

dificuldades e recomendações caso necessário. - Espaço de REFLEXÃO APROFUNDADA

sobre a experiencia vivida versus teoria.

1.3 CONSIDERAÇÕES FINAIS analisar criticamente a experiencia vivida.

1.4 REFERÊNCIAS

1. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

2. No decorrer do processo de estágio, podemos perceber que ele é uma


complementação à formação que se inicia na parte teórica, e que a observação das variáveis
educacionais existentes durante o processo educativo formam um conjunto de novos
conhecimentos de suma importância para a construção do profissional docente.

3. Pode-se observar também que, tudo o que envolve a aula, pode e deve ser considerado
como um fator de mudança e aprendizado. Dessa forma, sendo o estágio o primeiro contato
com a educação em ação, ele ajuda a construir noções significativas para a formação do
professor, como afirma Silva (2005):

4. [...] o Estágio Supervisionado Curricular, [...] é um espaço de construções significativas no processo de


formação de professores, contribuindo com o fazer profissional do futuro professor. O estágio deve ser visto
como uma oportunidade de formação contínua da prática pedagógica.

5. Seguindo essa mesma linha de raciocínio, podemos afirmar que o estágio não
está em contraposição a teoria, mas, sim, funciona como complementação da mesma. Ele
surge como um modo de aprender a profissão de modo real, saindo da zona de conforto das
teorias e mostrando como realmente se dá a educação em funcionamento. Sabemos também
que toda e qualquer atividade vai muito além das teorias, e não seria diferente com o
professor, que de acordo com Pimenta (2004):
6. O exercício de qualquer profissão é prático, no sentido de que se trata de aprender a fazer ‘algo’ ou
‘ação’. A profissão de professor também é prática. E o modo de aprender a profissão, conforme a perspectiva da
imitação, será a partir da observação, imitação, reprodução e, às vezes, da re-elaboração dos modelos existentes
na prática, consagrados como bons.

7. Sendo assim, de acordo com as concepções da autora, o exercício de


observação torna-se um fator de extrema importância para a formação desse futuro professor.
E que por mais que tenhamos conhecimento teórico sobre a profissão, só seremos
profissionais completos e preparados para o exercício dessa profissão ao sermos confrontados
da perspectiva pratica da coisa.

8. Ademais, é partindo da observação da prática que o graduando vai caracterizar


a sua própria, é nesse momento que ele vai observar e reproduzir aquilo que ele considera
relevante para sua práxis. Da mesma forma, é nesse momento também onde ele irá notar o
que não funciona dentro desse processo, e assim, reelaborar ou até criar estratégias novas
para seu uso na educação.

9. Para além da teoria e da pratica da atividade docente, temos nos meandros do


processo educativo, as relações sociais estabelecidas entre os indivíduos envolvidos. Ou seja,
a experiência. Durante toda a etapa de observação, notou-se que as relações hierárquicas
entre aluno/professor e professor/alunos estiveram sempre presentes. Como pode-se imaginar,
o professor não é um ser neutro dentro de sala de aula, ele está a todo momento mostrando,
embora que intrinsicamente suas concepções pessoais.

10. Portanto, o ato de ensinar vai muito mais além do que uma sistematização de
conteúdos previamente aprendidos pelo professor. O ato de educar, caracteriza-se não
unicamente, mas também nas relações estabelecidas entre os indivíduos envolvidos nesse
processo. Desde questões como a elaboração do currículo escolar até assuntos relacionados a
estrutura do ambiente. Pela mesma razão, afirmamos que ensinar, assim como o currículo e
um processo constituído todos os aspectos do ambiente do ambiente escolar, e que
contribuem de forma indireta para a aprendizagem do aluno, seja ela social ou sistemática.

11.
12.
Não julguem o livro pela capa, etc