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História e Estética

Fotográfica
Material Teórico
História da Fotografia no Brasil

Responsável pelo Conteúdo:


Prof.ª Me. Rita Garcia Jimenez

Revisão Textual:
Prof.ª Me. Natalia Conti
História da Fotografia no Brasil

• Introdução;
• Hercule Florence e a Descoberta da Fotografia no Brasil;
• Uma Grande Novidade Desembarca no Brasil: O Daguerreótipo;
• Os Pioneiros (e o Olhar Estrangeiro) no Século XIX;
• O importante trabalho de Marc Ferrez;
• Militão e Augusto Malta, Cronistas Fotográficos;
• Os Fotoclubes e a Fotografia Moderna Brasileira;
• Bob Wolfenson: O Mago da Fotografia de Moda no Brasil.

OBJETIVO DE APRENDIZADO
· Conhecer a história da fotografia no Brasil desde a chegada do pri-
meiro daguerreótipo ao Rio de Janeiro, em 1839, bem como as ex-
periências exitosas do francês radicado no país, Hercule Florence.
· Reconhecer os fotógrafos pioneiros no nosso país, entre estrangeiros
e os brasileiros natos.
· Valorizar a fotografia contemporânea brasileira como forma de ex-
pressão e de trabalho profissional.
Orientações de estudo
Para que o conteúdo desta Disciplina seja bem
aproveitado e haja maior aplicabilidade na sua
formação acadêmica e atuação profissional, siga
algumas recomendações básicas:
Conserve seu
material e local de
estudos sempre
organizados.
Aproveite as
Procure manter indicações
contato com seus de Material
colegas e tutores Complementar.
para trocar ideias!
Determine um Isso amplia a
horário fixo aprendizagem.
para estudar.

Mantenha o foco!
Evite se distrair com
as redes sociais.

Seja original!
Nunca plagie
trabalhos.

Não se esqueça
de se alimentar
Assim: e de se manter
Organize seus estudos de maneira que passem a fazer parte hidratado.
da sua rotina. Por exemplo, você poderá determinar um dia e
horário fixos como seu “momento do estudo”;

Procure se alimentar e se hidratar quando for estudar; lembre-se de que uma


alimentação saudável pode proporcionar melhor aproveitamento do estudo;

No material de cada Unidade, há leituras indicadas e, entre elas, artigos científicos, livros, vídeos
e sites para aprofundar os conhecimentos adquiridos ao longo da Unidade. Além disso, você
também encontrará sugestões de conteúdo extra no item Material Complementar, que ampliarão
sua interpretação e auxiliarão no pleno entendimento dos temas abordados;

Após o contato com o conteúdo proposto, participe dos debates mediados em fóruns de discus-
são, pois irão auxiliar a verificar o quanto você absorveu de conhecimento, além de propiciar o
contato com seus colegas e tutores, o que se apresenta como rico espaço de troca de ideias e
de aprendizagem.
UNIDADE História da Fotografia no Brasil

Figura 1 – Hercule Florence. Epréuve nº 2 (photographie). Fotografia, 1833.


Rótulos para frascos farmacêuticos feitos em papel sensibilizado fotograficamente com cloreto de prata em
contato com um desenho produzido com ponta metálica sobre um vidro previamente enegrecido com fuligem,
que foi exposto à luz do sol. Florence recebeu informações do boticário Joaquim Corrêa de Mello (1816-1877)
sobre as propriedades do nitrato de prata. A imagem é considerada como um dos mais antigos registros
fotográficos existentes no continente americano
Fonte: Adaptado de fotografia.ims.com.br

Introdução
A história da fotografia no Brasil está ligada à chegada do primeiro daguerreóti-
po ao Rio de Janeiro, em 1839 – mesmo ano em que a criação do francês Louis-
-Jacques-Mandé Daguerre foi anunciada,  oficialmente, em Paris – e também às
pesquisas e ao trabalho do francês Hercule Florence (1804-1879), realizadas em
Vila de São Carlos, atual cidade de Campinas, em São Paulo. Florence tornou-se
internacionalmente conhecido como inventor de um dos primeiros métodos de
fotografia do mundo.

Entre 1840 e 1860, a daguerreotipia se difunde pelo país. A partir desse mo-
mento, nomes como Victor Frond (1821-1881), Marc Ferrez (1843-1923), Augus-
to Malta (1864-1957), Militão Augusto de Azevedo (1837-1905) e José Christiano
Júnior (1832-1902) marcam o pioneirismo da fotografia no Brasil. O valor expres-
sivo e também documental de suas obras, dedicadas ao registro de aspectos varia-
dos da sociedade brasileira da época, como por exemplo, os escravos de Christiano
Júnior, ou a paisagem urbana de Militão, são fundamentais para compreendermos
o desenvolvimento da fotografia no Brasil.

Hercule Florence e a Descoberta


da Fotografia no Brasil
O nosso personagem, Antoine Hercule Romuald Florence – desenhista, pintor,
fotógrafo, tipógrafo, litógrafo, professor, inventor –, nasceu em Nice (França), em
1804 e, desde muito cedo, desenvolveu interesse e habilidades para o desenho,
a física, a matemática, a geografia e por viagens marítimas. Ele chegou ao Brasil,

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em 1824, e trabalhou inicialmente como caixeiro. Posteriormente, empregou-se
em uma tipografia e livraria onde também executava serviços de desenhos como
mapas e retratos. Em 1825, partiu com a comitiva da Expedição Langsdorff para
explorar o interior do Brasil. Sua função era registrar, por meio de desenhos e pin-
turas, aspectos da flora, da fauna, das paisagens, dos povos e costumes existentes
nos locais visitados. Ao final da expedição, que durou quatro anos, Florence se
radicou em Campinas (SP), onde viveu até a sua morte.
No início da década de 1930, ele iniciou pesquisas com o objetivo de desenvol-
ver um sistema diferente de impressão, que não precisasse das tradicionais máqui-
nas impressoras. Assim, ele criou a poligrafia (polygraphie), pranchas de madeira
embebidas em tinta capazes de imprimir.
Em 1933 – ano considerado como a descoberta isolada da fotografia no Brasil –,
Florence obtém outros resultados positivos de suas pesquisas, desta vez em relação
à sensibilização de papéis fotográficos utilizando-se de sais de prata fotossensíveis,
como o cloreto de prata. Esse momento representa um importante marco na história
da fotografia mundial, embora o fato seja pouco reconhecido. Ele obtém resultados
práticos e os registra em seus diários científicos, em 1834, quando usa pela primeira
vez o verbo photographier (fotografar, em português) (Fig. 2), anterior ao uso do
termo por John Frederick William Herschel (1792-1871), na Inglaterra, em 1839.
No mesmo diário, na data de 19 de fevereiro de 1934, ele escreveu photographie.

Figura 2 – Verbo photographier (fotografar) achado em trecho de diário de Hercule Florence, escrito em 1834
Fonte: revistapesquisa.fapesp.br

Com o anúncio da daguerreotipia, em 1839, em Paris, Florence tem uma sensação


de perda da oportunidade de reconhecimento de uma de suas invenções. Ao escrever
à imprensa, enviando exemplares de seus resultados a diversos jornais, contribuiu para
que seu trabalho sobrevivesse “e para que esta importante contribuição à história da
fotografia brasileira e mundial por parte deste pesquisador de origem francesa traba-
lhando isoladamente no Brasil se fizesse conhecida e reconhecida” (BURGI, 2014).

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UNIDADE História da Fotografia no Brasil

Além dos próprios esforços de Florence em registrar suas descobertas, Bur-


gi (2014) ressalta o fundamental trabalho do pesquisador brasileiro Boris Kossoy
(1941-), historiador da fotografia brasileira, que comprovou a descoberta isolada da
fotografia no Brasil por Hercule Florence.
A vida e a obra de Florence inserem-se assim como um belíssimo mo-
mento de transição entre o período pré-fotográfico e o fotográfico. Se
Florence não deu continuidade a seus experimentos realizados entre os
anos 1833 e 1835 e, portanto, não deixou uma obra fotográfica própria,
isto deve-se sem dúvida a sua situação de isolamento e dificuldade de in-
tercâmbio com outros pesquisadores do período (BURGI, 2014).

Figura 3 – Hercule Florence. Diploma da maçonaria, provavelmente de 1933,


embora apareça a data de 1832 no documento. Fotografia
Fonte: enciclopedia.itaucultural.org.br

Entretanto, em 1839, Hercule Florence desistiu definitivamente das experiên-


cias com a fotografia quando chegou ao Brasil a notícia sobre os trabalhos de
Niépce e Daguerre e o reconhecimento do governo da França aos dois como in-
ventores da técnica de imprimir pela luz. Em comunicado ao jornal A Phenix, de
São Paulo, em outubro do mesmo ano, Florence fala sobre suas invenções, mas
não reivindica pioneirismo: “…não disputarei descobertas a ninguém, porque uma
mesma ideia pode vir a duas pessoas, porque sempre achei precariedade nos fatos
que eu alcançava, e a cada um o que lhe é devido” (MARCOLIN, 2008, p. 11).

Uma Grande Novidade Desembarca


no Brasil: O Daguerreótipo
Do primeiro daguerreotipista em atividade no Brasil praticamente nada se
sabe senão que era francês, abade e chamava-se Louis. Sua demonstração
impressionou vivamente o jovem Pedro II, então com quase 15 anos, e

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terá contribuído de forma decisiva para o entusiasmo do imperador com
a fotografia, constantemente manifestado ao longo dos quase cinquenta
anos que lhe restariam de exercício do poder (AGUILAR, 2000, p. 230).

Em 16 de janeiro de 1840, o abade francês Louis Compte (1798-1868) de-


sembarca no Rio de Janeiro, trazendo consigo todos os equipamentos necessários
para a produção de daguerreótipos. Com certeza, ele não tinha noção de que viria
a produzir as primeiras fotografias da América do Sul, tiradas no Rio, ainda hoje
conservadas (Fig. 4). No dia seguinte, os jornais da época noticiaram o fato, entre
eles o Jornal do Commercio:
Finalmente passou o daguerreótipo para cá os mares e a fotografia, que
até agora só era conhecida no Rio de Janeiro por teoria [...] Hoje de ma-
nhã teve lugar na hospedaria Pharoux um ensaio fotográfico tanto mais
interessante, quanto é a primeira vez que a nova maravilha se apresenta
aos olhos dos brasileiros. [...] É preciso ver a cousa com seus próprios
olhos para se fazer ideia da rapidez e do resultado da operação. Em me-
nos de nove minutos o chafariz do Largo do Paço, a Praça do Peixe, o
mosteiro de São Bento, e todos os outros objetos circundantes se acha-
ram reproduzidos com tal fidelidade, precisão e minuciosidade, que bem
se via que a cousa tinha sido feita pela própria mão da natureza, e quase
sem a intervenção do artista (BORGES, s/d).

Figura 4 – Louis Compte. O Paço da Cidade, com a tropa formada à sua frente, 1840. Daguerreótipo
Fonte: Wikimedia Commons

O invento foi adquirido pelo jovem Imperador do Brasil, Dom Pedro II, antes
mesmo de completar 15 anos. Ele se tornou um grande entusiasta da daguerreoti-
pia e também o primeiro fotógrafo nascido no país. O imperador se transformou
em um dos maiores colecionadores de fotografia do século XIX. Hoje, o acervo se
encontra na Biblioteca Nacional. Ele promoveu a arte fotográfica brasileira e difun-
diu a nova técnica por todo o país.

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UNIDADE História da Fotografia no Brasil

Uma importante contribuição para o desenvolvimento da fotografia brasileira no


século XIX, foi o título de Photographo da Casa Imperial, agraciado por Dom Pedro
II a diversos fotógrafos, muitos deles de estúdios fotográficos de renome no período
como Buvelot & Prat, Joaquim Insley Pacheco, Stahl & Wahnschaffe, José Ferreira
Guimarães e Henschel & Benque (BRASILIANA FOTOGRÁFICA, 2016).

Figura 5 – Dom Pedro II. Autorretrato, c.1860. Daguerreotipia


Fonte: Wikimedia Commons

Os Pioneiros (e o Olhar Estrangeiro)


no Século XIX
Fotógrafos europeus começaram a chegar ao Brasil na década de 1840, se insta-
lando, inicialmente, em cidades portuárias como Recife, Salvador e Rio de Janeiro.
O fotógrafo francês, Jean Victor Frond (1821-1881), que chegou ao país, em ou-
tubro de 1856, e, um ano depois, já era proprietário de um estúdio fotográfico no
Rio de Janeiro, é considerado por pesquisadores como o primeiro grande paisagista
do Brasil. Suas imagens foram reproduzidas em litografia1 no livro Brazil Pitoresco

1 Impressão sobre papel, por meio de prensa, de escrito, desenho ou imagem fotográfica executado com tinta sobre
uma superfície calcária ou uma placa metálica.

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(1861), primeira publicação com fotografias realizada na América Latina e, segundo
Pedro Vasquez, o “mais ambicioso trabalho fotográfico realizado no país, durante o
século XIX” (BRASILIANA FOTOGRÁFICA, 2016). As imagens retratam paisagens
e a vida rural do Rio de Janeiro, Minas Gerais e da Bahia. A publicação foi um im-
portante marco para a fotografia e para as artes gráficas no Brasil.

Figura 6 – Victor Frond. Vitória e colônias, 1860, Espírito Santo


Fonte: https://bit.ly/1Q92WDK.

Outra utilização da fotografia, o retrato de estúdio, conforme Kossoy (2002),


registrou pequena expansão no Brasil durante o período da daguerreotipia (en-
tre 1840 e 1858, aproximadamente), muito pelas características itinerantes dos
fotógrafos pioneiros – estrangeiros na sua grande maioria – que, após reunir al-
gum dinheiro, embarcavam de volta. Entretanto, a partir da década de 1860, em
decorrência da introdução de novos processos e de técnicas fotográficas baseadas
no princípio do negativo-positivo, que reduziram os custos de produção, o retrato
fotográfico se tornaria acessível a um público maior.
Por outro lado, assiste-se a um progresso econômico: multiplicam-se as
ligações ferroviárias, a imigração europeia é incentivada, transformam-se
as feições dos mais importantes centros urbanos, há, enfim, um efetivo
crescimento de uma classe média nas maiores cidades, particularmente
no Rio de Janeiro, sede da Corte e, mais tarde, da República. A clientela,
nesta altura, já teria um perfil diferente daquele dos primeiros tempos da
daguerreotipia, quando o retratado era, via de regra, um representante da
elite agrária ou da nobreza oficial (KOSSOY, 2002, p. 11-12).

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UNIDADE História da Fotografia no Brasil

Figura 7 – Alberto Henschel. Retrato de criança, c.1870. Recife, Pernambuco. Frente e verso, carte-de-visite
Fonte: https://bit.ly/2zabdsy.

O Importante Trabalho de Marc Ferrez


Nascido no Rio de Janeiro, Marc Ferrez (1843-1923) é considerado o mais im-
portante fotógrafo brasileiro do século XIX, com uma obra que se equipara à dos
maiores nomes da fotografia em todo o mundo. Apesar de ter nascido no Brasil,
ele passou sua infância na França, retornando ao nosso país com cerca de 18 anos.
Aos 23 anos, estabeleceu-se por conta própria “anunciando como especialidade
‘vistas do Brasil’” (AGUILAR, 2000, p. 258). Entretanto, um incêndio, em 1873,
destrói seu estúdio, deixando-o quase na miséria.

Ajudado por amigos, Ferrez vai à Europa comprar novo material de trabalho.
Ao retornar, em 1875, participa de uma importante expedição geológica ao Norte
do Brasil. O resultado foi mais de 200 fotografias que ele expôs em duas oportuni-
dades: 1877 e 1878. Pronto, ele estava novamente reestabelecido financeiramen-
te e como profissional.

Figura 8 – Carimbo utilizado por Marc Ferrez em suas fotografias. Acervo Instituto Moreira Salles
Fonte: https://bit.ly/1eY8cwO.

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Ferrez retratou cenas dos períodos do Império e início da República, entre
1865 e 1918, sendo que seu trabalho é um dos mais importantes legados visuais
daquela época. Suas obras mostram o cotidiano brasileiro na segunda metade
do século XIX, principalmente da cidade do Rio de Janeiro, então capital brasi-
leira. Há fotos da Floresta da Tijuca, da Praia de Botafogo, do Jardim Botânico
do Rio de Janeiro, da Ilha das Cobras, focadas nas imagens urbanas de uma
cidade que começava a se expandir, em um período anterior à reurbanização
empreendida pelo prefeito Francisco Pereira Passos, no início do século XX.
Mas Ferrez não se limitou a ser um grande fotógrafo de paisagem, ele também
foi um excelente retratista.

Figura 9 – Marc Ferrez. Entrée de Rio: de Nova Cintra, c.1890. Baía de Guanabara, Rio de Janeiro.
Acervo Fundação Biblioteca Nacional
Fonte: fotografia.ims.com.br

Figura 10 – Marc Ferrez. Vue topographique de Botafogo, c. 1890. Botafogo, Baía de Guanabara e Pão de Açúcar,
Rio de Janeiro. Acervo Fundação Biblioteca Nacional
Fonte: fotografia.ims.com.br

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UNIDADE História da Fotografia no Brasil

Figura 11 – Marc Ferrez. Estação da estrada de ferro Central do Brasil, c. 1899. Campo de Santana, Rio de Janeiro.
Acervo Fundação Biblioteca Nacional
Fonte: https://bit.ly/1eY8cwO.

Figura 12 – Marc Ferrez. Retrato de Machado de Figura 13 – Marc Ferrez. Menino índio, c.1880,
Assis, 1890. Fotografia Mato Grosso. Acervo Instituto Moreira Salles
Fonte: Wikimedia Commons Fonte: fotografia.ims.com.br

Ferrez, considerado um “brilhante cronista visual das paisagens e dos costumes


cariocas da segunda metade do século XIX e do início do século XX” (BRASILIA-
NA FOTOGRÁFICA, 2018), produziu uma série de registros de objetos e aspectos
da vida indígena durante a Exposição Antropológica Brasileira, inaugurada em 29
de julho de 1882, no Museu Nacional, no Rio de Janeiro (Figs. 14 e 15). A mostra
durou três meses e teve muito sucesso, com um público de mais de mil visitantes.

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Figuras 14 e 15 – Marc Ferrez. Exposição Antropológica Brasileira: artefatos e aspectos da vida indígena, 1882.
Acervo Fundação Biblioteca Nacional
Fonte: https://bit.ly/2KK72s4.

A Cor no Trabalho de Ferrez


Marc Ferrez iniciou  suas experiências com imagens em cores, em 1912, uti-
lizando as placas Autochrome Lumière, primeiro processo industrializado para
fotografias em cores, lançado comercialmente pela fábrica francesa, em 1907.
“Suas imagens coloridas, realizadas nesse período, são diferentes das fotografias
panorâmicas e de grandes obras públicas, produzidas por ele no século XIX e na
primeira década do século XX” (BRASILIANA FOTOGRÁFICA, 2017). O fotó-
grafo começa a registrar cenas do interior de sua casa e a sua família – sua mulher
Marie, o filho Julio, a nora Claire e os dois netos, Gilberto e Eduardo.

Nesse período, o fotógrafo também refez, em cores, algumas das fotografias de


paisagens, edificações e monumentos que se tornaram clássicas em preto e bran-
co, como a Pedra de Itapuca, vistas do Jardim Botânico, o Theatro Municipal do
Rio de Janeiro, o Palácio Monroe e a Pedra da Gávea, entre outras imagens.

Figura 16 – Marc Ferrez. Vista do Pão de Açúcar tomada do morro da Urca, c.1912. Acervo Instituto Moreira Salles
Fonte: fotografia.ims.com.br

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UNIDADE História da Fotografia no Brasil

Militão e Augusto Malta,


Cronistas Fotográficos
Outros dois importantes fotógrafos brasileiros também se destacaram na se-
gunda metade do século XIX e início do século XX: o carioca Militão Augusto de
Azevedo (1837-1905), que deixou um legado único de documentação da cidade de
São Paulo, entre os anos de 1860 e 1880, quando ainda eram raros os registros
urbanos no Brasil; e o alagoano Augusto César Malta de Campos (1864-1957),
principal fotógrafo da evolução urbana do Rio de Janeiro nas primeiras décadas do
século XX. Radicado na cidade desde 1888, trabalhou inicialmente como comer-
ciante de tecidos, até dar seus primeiros passos como fotógrafo amador na virada
do século.

O que Militão fez ao chegar à capital paulista pode ser relacionado ao que ocor-
reu em fins da década de 1850 e princípio dos anos 1860, em Recife, pelas mãos
do fotógrafo francês Theophile Auguste Stahl (1828-1877) e, no Rio de Janeiro,
com o alemão Revert Henry Klumb (c.1825-1886), ou seja, o registro das trans-
formações urbanas nas grandes cidades.

Conforme Borges (s/d), enquanto outros fotógrafos da época dedicavam-se es-


sencialmente ao mercado de retratos – o maior da época –, Militão “levou a efeito
uma liberdade artística e criativa bastante exclusiva ao escolher a paisagem urbana
como alvo de seus registros”. As fotografias, todas em papel albuminado – não há
negativos –, são registros da cidade de São Paulo (Fig. 17).

Figura 17 – Militão Augusto de Azevedo. Mosteiro de São Bento (São Paulo, SP), 1862. Fotografia
Fonte: enciclopedia.itaucultural.org.br

O alagoano Augusto César Malta de Campos foi um dos mais importantes fo-
tógrafos do Brasil no início do século XX. Seu trabalho como fotógrafo oficial do
Distrito Federal (então, no Rio de Janeiro) entre as décadas de 1900 e 1930, gerou

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um gigantesco acervo documental sobre as transformações pelas quais passou a
capital do Brasil na época. Foi um verdadeiro cronista fotográfico, registrando ima-
gens da vida cotidiana, a arquitetura, as alterações urbanísticas (como as primeiras
favelas), manifestações culturais como festas, o carnaval, as “Batalhas das Flores”
e desfiles cívicos e militares. O acervo de Malta é composto por mais de 80 mil
fotografias (BORGES, s/d).

Figura 18 – Augusto Malta. Grupo de homens fantasiados para o carnaval, As Marrequinhas, 1913.
Democráticos carnavalescos, Rio de Janeiro. Acervo Instituto Moreira Salles
Fonte: fotografia.ims.com.br

Os Fotoclubes e a Fotografia
Moderna Brasileira
Ainda que o Photo Club do Rio de Janeiro tenha sido criado antes, em 1910,
a pesquisadora Maria Teresa Bandeira de Mello entende que o Foto Clube Brasi-
leiro, fundado em 1923 por um grupo de amadores, seja efetivamente o primeiro
clube de fotógrafos organizado no Brasil ao promover exposições, cursos teóricos
e práticos, debates, concursos, excursões, salões e a publicação das revistas Photo
Revista do Brasil e Photogramma. A intenção do grupo do Foto Clube Brasileiro,
também com sede no Rio, era debater as relações entre arte e fotografia (ENCI-
CLOPÉDIA ITAÚ CULTURAL apud MELLO, 1998).

Os cariocas mantêm correspondência com sociedades internacionais, funcio-


nando como uma instituição divulgadora de novidades técnicas e estéticas. O Foto
Clube Brasileiro exerce papel fundamental na difusão da ideia de fotografia como
arte até os anos 1940, quando é criado o Foto Cine Clube Bandeirante, em 1939,
em São Paulo, que passa a divulgar uma estética modernista identificada com mo-
vimentos internacionais e o conceito de fotografia de autor.

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UNIDADE História da Fotografia no Brasil

A produção fotográfica do grupo paulista é regida por temas e normas de com-


posição características da pintura ensinada na Escola Nacional de Belas Artes, com
seus associados registrando cenas dos gêneros retrato, paisagem, natureza-morta e
nu, equilibrando as imagens entre as formas e as áreas de luz e sombra.

Figura 19 – Hermínia Borges. Instrução divulgada, 1926. Fotografia. Figura 19 – Hermínia Borges. Instrução
divulgada, 1926. Fotografia. Fonte: https://bit.ly/2KBW5K3. Fotógrafa, pintora e desenhista, Hermínia é uma das
pioneiras da fotografia de expressão pessoal no Brasil. Ela participa, em 1923, juntamente com seu marido, João
Nogueira Borges e um grupo de amigos, da criação do Foto Clube Brasileiro, que tem como primeira sede a casa
dos dois em Laranjeiras, no Rio de Janeiro/RJ.
Fonte: enciclopedia.itaucultural.org.br

Em contrapartida, Fernandes Júnior (2003) entende que a fotografia moderna


brasileira se desenvolveu não diretamente em decorrência da criação do Foto Cine
Clube Bandeirante, mas sim, devido à conjuntura histórica nacional do dos anos
1940, com os primeiros investimentos de capitais estrangeiros no país e as inicia-
tivas para alavancar o desenvolvimento industrial. O autor destaca, a partir desse
momento, o período de 1940 e 1950, quando fotografia documental e fotografia
experimental começam a caminhar lado a lado e se desenvolvem no Brasil com os
trabalhos de Geraldo de Barros (1923-1998), Thomaz Farkas (1924-2011) e José
Medeiros (1921-1990), entre tantos outros profissionais.

1940-1950
Dentro do Foto Cine Clube Bandeirante, a partir do final dos anos 1940, ob-
serva-se a experimentação de uma nova linguagem fotográfica, nos trabalhos do
húngaro radicado no Brasil Thomaz Farkas e do paulista Geraldo de Barros. Os
trabalhos de Farkas permitem identificar a preocupação com pesquisas formais,
exploração de planos e texturas, além da escolha de ângulos inusitados (Fig. 20).
Geraldo de Barros – pintor, fotógrafo e designer –, por sua vez, notabiliza-se pelas
cenas montadas, pelos recortes e desenhos que realiza sobre os negativos. Ele foi
um dos expoentes da vanguarda na arte brasileira, precursor da arte concreta e
pioneiro na fotografia abstrata (Fig. 21).

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Figura 20 – Thomaz Farkas. Salto ornamental na piscina do Estádio do Pacaembu, São Paulo/SP, 1945. Fotografia
Fonte: fotografia.ims.com.br

Figura 21 – Geraldo de Barros. Cadeira Unilabor, São Paulo/SP, 1954.


Reprodução fotográfica Sérgio Guerini/Itaú Cultural
Fonte: enciclopedia.itaucultural.org.br

Um dos méritos do modernismo que a fotografia brasileira experimentou nesses


anos foi a incursão definitiva da fotografia artística de expressão pessoal nos mu-
seus do país, principalmente com as exposições e com a criação de um laboratório
de fotografia no Museu de Arte de São Paulo (Masp), organizado por Geraldo de
Barros, além de a crítica de arte do país ter voltado seus olhos para a produção
fotográfica nacional.

Outro fotógrafo que marcou época foi o piauiense José Medeiros (1921-
1990), que dos 25 aos 40 anos, integrou a equipe da revista O Cruzeiro, então
a maior do país. O departamento de fotografia da publicação revolucionou o
tratamento dado à imagem na imprensa nacional nos moldes de revistas estran-
geiras como Life, Paris Match e Der Spiegel, tornando a fotorreportagem seu
principal atrativo.

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UNIDADE História da Fotografia no Brasil

Medeiros registrou com competência técnica cenas de rua e retratos de famosos


e anônimos, pobres e ricos, foliões no Carnaval e internas em um manicômio, en-
tre outros extremos da vida brasileira, que mostrou em suas reportagens. A década
de 1950 marca a expansão do fotojornalismo no país. Além dos profissionais con-
tratados, os órgãos de imprensa se valiam de colaboradores como Pierre Verger
(1902-1996) e Marcel Gautherot (1910-1996).

Figura 22 – José Medeiros. A pedra da Gávea, o morro Dois Irmãos e as praias de Ipanema e do Leblon,
Rio de Janeiro, 1952. Fotografia
Fonte: fotografia.ims.com.br

1960-1970: A Contemporaneidade Pede Passagem


Nas décadas de 1960 e 1970, observa-se a entrada cada vez maior de trabalhos
fotográficos em museus e galerias de arte. É o período da representação da iden-
tidade nacional a partir de manifestações populares. A contemporaneidade pede
passagem e ganha espaço. A produção fotográfica no período oscila, também,
entre trabalhos de cunho documental e de caráter experimental. Destaques para
a inglesa naturalizada brasileira Maureen Bisilliat (1931-) e para a suíça, também
naturalizada brasileira, Claudia Andujar (1931-) – que seguem a trilha etnográfica
de Gautherot e Verger –; e para o carioca Luis Humberto (1934-).

Formado em arquitetura, em 1959, pela Faculdade Nacional da Universidade


do Brasil (atual Universidade Federal do Rio de Janeiro), Luis Humberto trocou a
arquitetura pela fotografia em 1966, destacando-se no fotojornalismo, sobretudo
nas revistas Veja (1968/1978) e Isto É (1978/1982), e como diretor de arte e
editor de fotografia do Jornal de Brasília (1973). Também colaborou com outras
publicações da Editora Abril, entre as quais as revistas Quatro Rodas, Cláudia e
Realidade (VASQUEZ, [2018]). Humberto produziu, ainda, farta documentação da
paisagem urbana de Brasília. Publicou vários livros de fotografia.

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Figura 23 – Luís Humberto. Palácio da Alvorada, 1979. Fotografia
Fonte: enciclopedia.itaucultural.org.br

Figura 24 – Claudia Andujar. Yanomami, 1974. Fotografia


Fonte: enciclopedia.itaucultural.org.br

A fotografia brasileira esteve, de maneira geral, atrelada por muito tempo a


sua função documental da realidade brasileira que, apesar de mostrar o caráter de
compromisso social, apresentava pouca experimentação. Essa análise do profes-
sor, curador e crítico de arte Tadeu Chiarelli (Dobranszky, 2002) diz muito sobre
a fotografia nacional nas últimas décadas do século XX. Conforme ele, algumas
obras refletem a subjetividade do olhar dos fotógrafos e mostram até mesmo um
discurso sobre a própria fotografia. Chiarelli observa que na exposição Identidade/
Não identidade – A fotografia brasileira contemporânea, realizada em 1997, no
Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM), houve uma ruptura com a tradição
da fotografia no Brasil:

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UNIDADE História da Fotografia no Brasil

Contra ou parodiando, em chave irônica, essa vertente, a grande maioria


dos artistas presentes em Identidade/Não identidade parecia evidenciar
o descompromisso com aquela cartilha, sobretudo os jovens artistas. Por
outro lado, a mostra tentava evidenciar como essa mesma geração busca-
va novos valores de identidade tanto para eles próprios - como indivíduos
cidadãos e artistas, vivendo no final de um milênio, num país como o
Brasil – como também para a própria arte e a fotografia (DOBRANSZKY
apud CHIARELLI, 2002, p. 10).

Participaram desta mostra coletiva os fotógrafos Marcela Hara, Marcia Xavier,


Marcelo Arruda, Cris Bierrenbach, Rafael Assef, Rosangela Rennó e Rubens Mano,
além de Claudia Jaguaribe, com a série Retratos, que constrói faces despersonali-
zadas a partir do recorte de vários rostos (Fig. 25).

Figura 25 – Claudia Jaguaribe. Retratos anônimos, 1997. Fotografia


Fonte: enciclopedia.itaucultural.org.br

A década de 1990 ficou marcada por várias ações protagonizadas pelos pró-
prios fotógrafos brasileiros e também pesquisadores, como a criação do Núcleo de
Amigos da Fotografia (Nafoto), que concebeu maio como o Mês Internacional da
Fotografia de São Paulo. Destaque, também, para a iniciativa do Masp, que con-
juntamente com a multinacional Pirelli, cria, em 1991, a Coleção Pirelli / Masp de
Fotografia, adquirindo obras de fotógrafos brasileiros no intuito de estabelecer um
ponto de referência da fotografia nacional.

Um grupo de grandes fotógrafos surge e se consolida como Mario Cravo Neto,


Antonio Saggese, Araquém Alcântara, Pedro Vasquez, Ed Viggiani, Elza Lima,
Cássio Vasconcellos, Luiz Braga, Eustáquio Neves e Miguel Rio Branco (a realidade
social, as cenas urbanas e os pobres conhecem novo tratamento nos trabalhos de
Miguel Rio Branco, desde os anos 1980, quando fotografa o cotidiano de Salva-
dor), entre outros fotógrafos.

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A Coleção Pirelli / Masp de Fotografia representa a produção contemporânea brasileira, ofe-
recendo condições para seu estudo e divulgação. Ela parte do reconhecimento do valor da
Explor

fotografia brasileira em si e na consideração da fotografia enquanto forma de representação


e sistema de conhecimento. Confira as edições anuais da coleção em: https://goo.gl/RBzH3q

Figura 26 – Miguel Rio Branco. Amaú, 1983. Fotografia


Fonte: enciclopedia.itaucultural.org.br

A explosão de cores, a granulação da imagem e os ângulos inéditos recolocam


o problema da relação entre a fotografia e a pintura. As contribuições recentes
de Rochelle Costi (1961-), Vik Muniz (1961-), Arthur Omar (1948-), Rosângela
Rennó (1962-) e Cassio Vasconcellos (1965-) e muitos outros apontam para as
possibilidades abertas no campo das experimentações fotográficas.

Óbvio que o nome de Sebastião Salgado (1944-) deve ser acrescentado a essa
lista. Repórter fotográfico desde a década de 1970, Salgado realiza ensaios temá-
ticos dedicados às questões sociais, políticas e ambientais que afetam o mundo,
como Trabalhadores (documenta o trabalho manual e as difíceis condições de vida
dos trabalhadores em várias regiões do mundo), em 1996, Gênesis (2013) e Êxo-
dos (2016), entre outros, sendo reconhecido mundialmente.

Figura 27 – Reprodução das capas dos livros de Sebastião Salgado:


Trabalhadores (1996), Gênesis (2013) e Êxodos (2016)

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UNIDADE História da Fotografia no Brasil

Explor
Fique por dentro dos concursos fotográficos que ocorrem no Brasil e no Exterior, como o
2º Concurso Internacional Photo Nature 2018; o 30º Concorso Fotografico Internazionale; o
UNESCO: Youth Eyes on the Silk Roads; o 25º Prêmio CNH Industrial de Jornalismo; e o VI Sa-
lão Nacional de Arte Fotográfica, entre outros, acessando o portal da Confoto (Confederação
Brasileira de Fotografia) (Fig. 28) https://goo.gl/knddmE

Figura 28 – Página inicial da Confederação Nacional de Fotografia (Confoto). Acesso em: 7 jul. 2018
Fonte: http://www.confoto.art.br/fotografia/

Bob Wolfenson: O Mago da Fotografia


de Moda no Brasil
Não há como falar de fotografia contemporânea brasileira sem citar o paulistano
Bob Wolfenson (1954-). Desde que iniciou sua trajetória profissional, aos dezesseis
anos de idade, no estúdio da Editora Abril, trabalhou com os principais gêneros
fotográficos. E, todos com grande sucesso, tanto em seu estúdio como em viagens
pelo Brasil e pelo mundo. Uma das referências nacionais como retratista, fotógrafo
de nus e de moda, Wolfenson transita entre a publicidade e a arte. Trabalha para
grandes publicações como Folha de São Paulo, Veja, Vogue, Elle, S/N, Playboy,
Harper’s Bazaar, Marie Claire e Rolling Stone. Ele também é criador e editor da
revista de arte e moda S/N.

Wolfenson publicou vários livros como Jardim da Luz (Editora DBA/Com-


panhia das Letras, 1996), Moda no Brasil por brasileiros (Cosac Naify, 2003),
Antifachada-Encadernação dourada (Cosac Naify, 2004), Cinépolis (Schoeler,
2009), Apreensões (Cosac Naify, 2010), Belvedere (Cosac Naify, 2013), 24x36
(Schoeler Editions, 2013) e, finalmente, Bob Wolfenson (Terra Virgem Edições,
2017), além de participar de diversas exposições individuais.

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Muitas de suas obras fazem parte dos acervos do Museu de Arte de São Paulo
(Coleção Pirelli-Masp), Museu de Arte Moderna de São Paulo, Museu de Arte Bra-
sileira – FAAP, Museu de Arte Contemporânea de São Paulo (MAC-USP), Zacheta
National Gallery of Art (Varsóvia) e muitas coleções particulares. Wolfenson se-
gue baseado em São Paulo.

Figura 29 – Bob Wolfenson. Camila Pitanga Figura 30 – Bob Wolfenson.


para a capa da Marie Claire, 2015. Fotografia Capa e editorial de Claudia Andujar para a Trip, 2017
Fonte: Acervo do Conteudista Fonte: Acervo do Conteudista

Figura 31 – Bob Wolfenson. Isabelli Fontana para a Elle, 2018


Fonte: Acervo do Conteudista

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UNIDADE História da Fotografia no Brasil

Material Complementar
Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade:

  Sites
Dicas de Fotografia
https://goo.gl/LJeh
Instituto Moreira Salles (IMS)
https://goo.gl/PH5yr9
Associação Brasileira de Fotógrafos (Abrafoto)
https://goo.gl/beCD3g

 Livros
Geração 00: A nova fotografia brasileira
CHIODETTO, Eder (Coord.). Geração 00: A nova fotografia brasileira. São Paulo:
Edições Sesc: São Paulo, 2013.

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Referências
AGUILAR, Nelson (Org.). Mostra do redescobrimento: o olhar distante. São
Paulo: Associação Brasil 500 Anos Artes Visuais, 2000.

BOB WOLFENSON. Sobre. Disponível em: <https://www.bobwolfenson.com.


br/copy-of-about>. Acesso em: 7 jul. 2018.

BORGES, Déborah Rodrigues. História da fotografia no Brasil, s/d. Disponível em:


<http://professor.pucgoias.edu.br/SiteDocente/admin/arquivosUpload/14299/
material/Hist%C3%B3ria%20da%20Fotografia%20no%20Brasil.pdf>. Acesso em:
4 jul. 2018.

BRASILIANA FOTOGRÁFICA. Marc Ferrez e a Exposição Antropológica Brasi-


leira no Museu Nacional em 1882, 2018. Disponível em: <http://brasilianafoto-
grafica.bn.br/?tag=marc-ferrez>. Acesso em: 4 jul. 2018.

BRASILIANA FOTOGRÁFICA. Jean Victor Frond (França, 1/11/1821 –


França, 16 /1/1881), 2016. Disponível em: <http://brasilianafotografica.
bn.br/?p=3885>. Acesso em: 4 jul. 2018.

BURGI, Sergio. A descoberta de Florence. In: Instituto Moreira Salles, 2014.


Disponível em: <https://ims.com.br/por-dentro-acervos/a-descoberta-de-floren-
ce/>. Acesso em: 4 jul. 2018.

_________. Composição em preto-e-branco – Os panoramas de 360º de Mi-


litão Augusto de Azevedo, [2018]. Disponível em: <http://brasilianafotografi-
ca.bn.br/wp-content/uploads/2015/05/Milit%C3%A3o-Texto-de-Sergio-Burgi.
pdf>. Acesso em: 5 jul. 2018.

DOBRANSZKY, Diana de Abreu. Referente e imagem na fotografia brasileira


em fins do século XX. Dissertação apresentada ao curso de Mestrado em Multi-
meios, do Instituto de Artes da Unicamp, 2002. Disponível em: <http://reposito-
rio.unicamp.br/jspui/handle/REPOSIP/285045>. Acesso em: 5 jul. 2018.

ETCHEVERRY, Carolina Martins. História da fotografia moderna brasileira: expe-


rimentações de Geraldo de Barros e José Oiticica Filho (1950-1964). In: MONTEI-
RO, Charles (Org.). Fotografia, história e cultura visual: pesquisas recentes.
Porto Alegre: EdiPucrs, 2012.

ENCICLOPÉDIA ITAÚ CULTURAL. Foto Clube Brasileiro. São Paulo: Itaú


Cultural, 2017. Disponível em: <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/institui-
cao480027/foto-clube-brasileiro-rio-de-janeiro-rj>. Acesso em: 5 de jul. 2018.

FERNANDES JÚNIOR, Rubens. Labirinto e identidades - Panorama da foto-


grafia no Brasil 1946-1998. São Paulo: Cosac Naify, 2003.

KOSSOY, Boris. Dicionário histórico-fotográfico brasileiro. São Paulo: Instituto


Moreira Salles, 2002.

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UNIDADE História da Fotografia no Brasil

MARCOLIN, Neldson. Caminhos paralelos – Há 175 anos Hercule Florence se tor-


nava, no interior de São Paulo, um dos muitos inventores da fotografia. In: Pesqui-
sa Fapesp, ed. 150, ago. 2008, p. 8-11. Disponível em: <http://revistapesquisa.
fapesp.br/2008/08/01/folheie-a-ed-150/>. Acesso em: 4 jul. 2018.

VASQUEZ, Pedro. Brasil, Memória das Artes – Biografia de Luis Humberto. In:
Fundação Nacional de Artes/Funarte, [2018]. Disponível em: < http://www.fu-
narte.gov.br/brasilmemoriadasartes/acervo/infoto/biografia-de-luis-humberto/>.
Acesso em: 7 jul. 2018.

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