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7 FERRAMENTAS

DA QUALIDADE

1
CAE Treinamentos
NOSSO
COMPROMETIMENTO
A CAE Treinamentos oferece treinamento e consultoria,
formando e aperfeiçoando profissionais para que
apliquem o conhecimento no mercado de trabalho. Os
cursos CAE são referências em qualidade e fazem parte
do dia a dia de empresas como: RbInvesimentos,
Lactalis do Brasil, B2W, etc.

Os cursos são preparados visando um pensamento


objetivo e aplicação prática de melhoria contínua dos
processos.

Nosso comprometimento é oferecer um treinamento “POR MAIS BRILHANTE QUE SEJA A


de qualidade com suporte único, para que você possa CAPACIDADE, SEM TREINAMENTO,
aplicar as ferramentas e se destacar profissionalmente. NÃO HÁ EVOLUÇÃO”

2
CAE Treinamentos
PASSO A PASSO PARA A FORMAÇÃO

Treinamento 01
TREINAMENTO TEÓRICO
7 FERR. Z
A PRIMEIRA ETAPA DO TREINAMENTO É
OFERECER O EMBASAMENTO TEÓRICO SOBRE
AS 7 FERRAMENTAS DA QUALIDADE.

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CAE Treinamentos
02

APROVAÇÃO CURSO
APÓS O ESTUDO TEÓRICO E PRÁTICA DE EXERCÍCIOS,
NÓS IREMOS REALIZAR UMA AVALIAÇÃO QUE IRÁ
CONFIRMAR OS CONCEITOS ESTUDADOS. SE
APROVADO, VOCÊ RECEBERÁ SUA CERTIFICAÇÃO E
CAPACITAÇÃO NAS 7 FERRAMENTAS DA QUALIDADE.

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CAE Treinamentos
SUPORTE CAE TREINAMENTOS
Tire qualquer DÚVIDA sobre o conteúdo

CARGA HORÁRIA
DIFERENCIAIS Personalizáveis de acordo com a NECESSIDADE do cliente

CAE TREINAMENTOS
APOSTILAS
Desenvolvidas ESPECIALMENTE para os cursos

FAÇA NO SEU TEMPO


Cursos à distância para você realizar quando e onde quiser

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CAE Treinamentos
CONTEÚDO
PROGRAMÁTICO
O conteúdo programático do curso das 7 ferramentas
da qualidade é dividido em 8 módulos para uma
melhor consolidação dos conceitos.

Durante as 8 etapas, os alunos aprenderão todo o


embasamento teórico e o uso prático de diversas
ferramentas.
7 FERRAMENTAS
Os módulos são:
1. Introdução
DA QUALIDADE
2. Folha de Verificação
3. Diagrama de Pareto
4. Brainstorming
5. Gráfico de Ishikawa
6. Mapeamento de Processo
7. Dispersão
8. Gráfico de Controle
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CAE Treinamentos
OUTROS SERVIÇOS CAE

Cursos Black Belt Consultoria Suporte EAD


Especializados para Treinamento em Lean Implantação de Professores onlines e
estudantes e Seis Sigma – Black projetos de melhoria dispostos à sanar
profissionais Belt para empresas todas as dúvidas

Consulte Consulte Consulte Consulte

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CAE Treinamentos
Palestrante
Informações Background

• Engenheiro Mecânico pela Universidade Estadual Paulista – UNESP

• Laboratório de Extensão SAE Aerodesign

• Laboratório de Pesquisa Materiais

• Laboratório de Física

• NCE – Núcleo de Cálculos Especiais

• Formação Green Belt em Lean Six Sigma

• Bolsista SWB – University of Arkansas - Undergraduate Student


Engº Carlos Sander • Sam M Walton – College of Business
Co-fundador CAE Treinamentos

• Formação Black Belt em Lean Six Sigma

• Agosto 2016 - CAE Treinamentos

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CAE Treinamentos
O que é Gestão da Qualidade?

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CAE Treinamentos
Algumas definições
relacionadas a qualidade

01 02 03 04

Definição 01 Definição 2 Definição 3 Definição 04


Qualidade é Qualidade é Qualidade é o grau Definição subjetiva
adequação ao uso. conformidade aos no qual um inclui como
requisitos. conjunto de qualidade, tudo que
características atende a
Joseph Juran Philip Crosby inerentes satisfaz determinados
requisitos. padrões e
requisítos críticos.
ISO 9000:2000

+ + + +

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CAE Treinamentos
G&E e a Gestão da Qualidade

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CAE Treinamentos
Gestão da Qualidade na GE

Números:

• GE Medical Systems: scanner de diagnóstico por imagem desenvolvido


utilizando-se as ferramentas da qualidade teve o tempo de diagnóstico
reduzido de 3 minutos para 17 segundos;

• GE Plastics: aperfeiçoamento de um processo de produção de plástico


que alcançou volume de 1,1 bilhão de libras, o que aumentou o
faturamento e possibilitou o fechamento de um contrato com a Apple;

• Giros de estoque foram de 5,8 para 9,2;

• Em 4 anos, economizou R$ 1,5 Bilhão.

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CAE Treinamentos
Objetivos

Orientação
Utilizar a gestão para orientar,
desenvolver e aplicar a metodologia
além das expectativas dos clientes.

Parâmetro
Para comparar o nível de
qualidade entre empresas,
unidades de negócio,
departamento, etc

Mensurável
Chegar a um determinado
valor de perdas

Dirigida
Por dados para atacar defeitos
e melhorar a qualidade de seus
produtos e serviços.

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Diferenças na prática

Organização Modelo Tradicional Empresas Qualidade N1


Solução de problemas Correção Prevenção (causas)
Comportamento Reativo Pró ativo
Tomada de decisão Baseado na experiência Base em dados
Processo Ajuste Controle
Seleção de fornecedores Custo (parte do preço) Capabilidade
Planejamento Curto prazo Longo prazo
Projeto Desempenho Produção econômica
Treinamento de funcionários Se o tempo permitir Mandatório
Cadeia de comando Hierarquia Equipes energizadas
Direção Experiência e pessoal Benchmarking e métricas
Força de trabalho Custo Ativo

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CAE Treinamentos
Qual o custo da má qualidade?

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CAE Treinamentos
Custo da má qualidade

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CAE Treinamentos
Custo da má qualidade

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CAE Treinamentos
Quais as categorias de custos ?

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Custos (categorias)
Custos das falhas
São todos os custos incorridos
na correção da qualidade de
produtos e serviços

Custos de avaliação
São todos os custos associados Custos de falhas internas
com a medição do nível de
qualidade obtido pelo sistema São os custos associados com
a correção ou troca de
produtos com defeitos, antes
que eles sejam entregues

Custos de prevenção Custos de falhas externas


São todos os custos associados São identificados depois que os
com as ações tomadas para produtos ou serviços com
garantir que o processo defeitos foram entregues ao
forneça produtos e serviços cliente
com qualidade

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Elementos de custos da qualidade

Categoria Prevenção:

• Administração da qualidade;

• Engenharia da qualidade;

• Planejamento da qualidade por outros;

• Treinamento;

• Controle do processo;

• Avaliação da qualidade de fornecedores.

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Elementos de custos da qualidade

Categoria Avaliação:

• Teste de aceitação do laboratório;

• Auditorias da qualidade do produto;

• Revisão de testes e dados de inspeção;

• Teste interno e atualização;

• Avaliação de materiais;

• Processamento de dados, inspeção e reportes de testes.

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Elementos de custos da qualidade

Categoria Falhas Internas:

• Refugo;

• Retrabalho e reparação;

• Análise de defeitos;

• Reinspeção, retestes;

• Refugo e retrabalho: falhas do fornecedor;

• Modificações permitidas e concedidas.

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Elementos de custos da qualidade

Categoria Falhas Externas:

• Comprometimentos;

• Serviços do produto: confiabilidade;

• Retorno dos produtos;

• Reparação de material retornado;

• Garantia;

• Perdas de clientes;

• Perda de vendas.

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CAE Treinamentos
Qual o impacto da qualidade nos lucros?

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CAE Treinamentos
Afeta de duas formas...

• Reduz custos, tais como refugo, retrabalho e garantia do


cliente, melhora o moral do trabalhador e aumenta a
eficiência e produtividade. Estudos indicam que clientes
fiéis são menos custosos para o serviço;

• Aumenta os rendimentos: melhorias da qualidade são


fatores necessários para manter os clientes antigos e
atrair novos clientes.

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Influência do número de defeitos

DEFEITOS

Custos de prevenção Custos de avaliação Custos de má qualidade

Aumenta Aumenta Diminui

Falhas externas Falhas internas

Diminui Diminui

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A busca da qualidade

01 02 03 04 05
Situação

Defeitos saem da Defeitos não saem Reduzir Defeitos NÃO Produção Zero
empresa da empresa defeitos saem do processo Defeitos

Operações Operações Operações Operações Operações

Melhoria

Melhoria
Fábrica

Melhoria
Erros Erros Erros
Erros Defeitos Defeitos Erros
Defeitos
Inspeções Inspeções Inspeções
Defeitos Inspeções
Insp. Estrat. Slogan

Muitos defeitos, Procure evitar Não deixe defeitos Não passe defeitos Evite erros se transf.
muitas reclamações reclamações recorrerem adiante em defeitos

Fechar a fábrica? Mais inspetores? Intensificar CQ Treinar colaborad. Adotar Zero Defeit.

Sem inspeção Inspeção por julgam Inspeção inform. Inspeç process. Inspeç na fonte

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Custos dos defeitos

No cliente

• Custos de garantia
• Custos administrativos
Custo dos defeitos • Descontentamento do cliente
• Perda de participação no mercado
No final da Linha
• Retrabalho (possível refugo)
Na fonte
• Aumento do custo de inspeção
• Atrasos na entrega

• Menores atrasos na produção

Onde defeito é detectado

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O que é Fábrica Oculta?
Tudo aquilo que não faz parte do processo normal, não contribui para o produto final, não agrega valor, mas
gera custo para a empresa.

Retrabalho TRABALHO EXTRA


Reinspeção
GASTOS DESNECESSÁRIOS
Recuperação
Refazer
Reprograma
Rejeição

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“Sem um standard não há base lógica para
se tomar uma decisão”.

Joseph M. Juran

“Custos existem para serem eliminados,


não contabilizados”.

Taiichi Ohno

“Não é preciso mudar. Sobreviver não é obrigatório. Se


você não pode descrever aquilo que está fazendo como
um processo, você não sabe o que está fazendo”.
Deming
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Benefícios diretos

FINANCEIRO CULTURA RESULTADOS ESTATÍSTICA MELHORIA

Retorno Mudança 1 à 3 meses Ferramenta Contínua


garantido positiva após implementação para decisões e aumento produtividade

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Benefícios indiretos

01 02 03 04

CLIENTE EMPRESA FUNCIONÁRIO COMUNIDADE

Maior qualidade nos Aumento de Segurança e estabilidade Menos poluição


produtos marketshare no emprego

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Mudanças

“A maior dificuldade está em criar um


Mudança Organizacional
compromisso, alcançando um nível

de suporte significativo dos


Mudança Técnica Mudança Comportamental
empregados que devem mudar, a fim

• Estratégia; • Comportamento; de obter os maiores benefícios do


• Infraestrutura; • Atitude;
• Sistemas e processos. projeto”.
• Cultura.

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Gerenciamento da mudança

Resistência positiva Resistência Negativa

• Testar a mudança; • Sabotagem;


• Questionamento aberto; • Não comparecer as reuniões;
• Discordância da solução; • Retirar pessoas chave da
• Fazer lobby para soluções; reunião;
• Analisar e avaliar alternativas; • Começar outra iniciativa;
• Questionamento da • Questionar o projeto;
necessidade. • Ignorar o projeto.

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CAE Treinamentos
Gerenciamento da mudança

A mudança pode ser alcançada através do compromisso ou da aceitação.

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CAE Treinamentos
Gerenciamento da mudança

Deve-se realizar os seguintes procedimentos:

• COMUNICAR CLARAMENTE a visão e a necessidade urgente da mudança;

• EXPLICAR CLARAMENTE a necessidade de mudança e os riscos potenciais que serão afetados;

• ENVOLVER OS EMPREGADOS em todas as fases da transição;

• RECONHECER E RECOMPENSAR novos comportamentos.

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CAE Treinamentos
7 Ferramentas da Qualidade

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CAE Treinamentos
Quais são as 7 Ferramentas da qualidade?

Mapeamento Diagrama de
Processo Dispersão

Folha de
Diagrama de Pareto Verificação

Gráfico de Tendência
ou Controle
Diagrama Causa
e Efeito
Brainstorming

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CAE Treinamentos
Quais são as 7 Ferramentas da qualidade?

Folha de
Verificação

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CAE Treinamentos
02 Diagrama de
concentração
Folhas de
verificação 01
03 Distribuição
do processo

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CAE Treinamentos
Estratificação

Estratificação é o processo de agrupar os dados em estratos (subgrupos) com base em


características, categorias ou quaisquer condições existentes na hora da coleta. Serve para
possibilitar uma melhor avaliação da situação, identificando o principal problema.

A aplicação da estratificação envolve:

• Analisar dados com o objetivo de encontrar oportunidades de melhoria;

• Dividir os dados em categorias ou características significativas como objetivo de direcionar


ações corretivas;

• Pesquisar caminhos que contribuem com maior intensidade na identificação de um


problema.

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CAE Treinamentos
Estratificação

A ideia da estratificação é que, ao se comparar, por exemplo, os dados referentes a diversos


operadores, pode-se detectar uma diferença significativa no desempenho deles.

Pode-se, então, aplicar uma ação corretiva específica – de treinamento para um deles, por
exemplo.

Isso poderá diminuir a diferença entre eles, reduzindo a variação do processo.

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CAE Treinamentos
Passo a passo

Para construir um processo de estratificação:

• Pesquisar as causas de falhas de um processo, rever todas as variáveis que possam controlar
a qualidade dos seus resultados. Depois, para cada uma delas, preveja que fatores podem
controlar mudanças nos seus respectivos comportamentos estatísticos. Uma forma fácil de
fazer isso é por em discussão as relações entre cada variável os 6M’s do diagrama de
Ishikawa.

• Selecionadas as variáveis que serão medidas e os agrupamentos que serão organizados,


prepare listas de verificação para a coleta dos dados. Os resultados serão tratados
estatisticamente.

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Categorias de Estratificação

Categorias Exemplo
Fabricante, comprador, marca, local de produção, lote,
Por material
componentes, pureza, tamanho, etc.
Tipo de máquina, número, modelo, performance, idade, fábrica,
Por máquina, equipamento ou ferramenta
linha, ferramenta, etc.

Por operador Indivíduo, equipe, grupo, idade, experiência, gênero, etc.

Temperatura, pressão, velocidade, frequência, velocidade de


Por procedimentos ou condições oper.
linha, umidade, temperature do ar, etc.
Instrumento, procedimento de Medição, local de mediçao,
Por medição e inspeção
inspector, dispositivo de fixação, etc.
Por tempo Manhã, tarde, noite, dia, semana, mês, período, etc.
Por ambiente e clima Temperatura, umidade, etc.
Produto novo x antigo, método de embalagem, método de
Outro
manuseio

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CAE Treinamentos
Folha de verificação

É uma planilha para a coleta de dados que serve para facilitar a coleta de dados pertinentes
a um problema. É utilizada quando e preciso colher dados baseados em observações
amostrais com o objetivo de definer um modelo.

Tem como objetivo permitir que a equipe register e compile dados coletados de fontes
históricas ou de observações realizadas durante a ocorrência dos processos.

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Pode ser usado para

• Obter dados de fácil entendimento, por meio de um método simples e eficiente;

• Construir, com cada observação, uma figura clara dos fatos em oposição a opiniões pessoais;

• Construir com consenso sobre as definições de cada condição ou evento;

• Identificar padrões óbvios nos dados coletados;

• Retirar o lado subjetivo dos problemas e obter os dados de maneira consistente;

• Detectar tendências no desempenho do processo e comparar com especificações;

• Contribui para compilar e otimizar a posterior análise dos dados obtidos.

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CAE Treinamentos
Passo a passo

Para construir uma folha de verificação:

• Escrever uma clara definição dos eventos ou condições que estão sendo observados
(definição operacional);

• Decidir quem irá coletar os dados, durante que período, e de quais fontes;

• Projetar uma Folha de Verificação CLARA, completa e fácil de usar;

• Coletar dados de forma consistente e precisa.

A pessoa que irá coletar os dados deve estar segura para registrar e relatar “más notícias”, caso contrário os

dados poderão ser filtrados.

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CAE Treinamentos
Exemplos

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CAE Treinamentos
Folhas de verificação

São fichas simples de coleta de dados que ajudam a determinar a frequência com que algo
ocorre.

PEÇAS COM REBARBA SEMANA 1 SEMANA 2 SEMANA 3 TOTAL

Gaveteiro III I II 6
Pote 0,5 L. II II I 5
Copos Decoração III III III 9
Caixa organizadora II I I 4
Shakeira I IIIIIIIII 10

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CAE Treinamentos
Diagramas de concentração

São fichas que ajudam a marcar onde está ocorrendo o problema, ou qual o tipo de
problema envolvido.

INFORMAÇÕES FALTANTES NA
QTDE. DEZEMBRO TOTAL
SOLICITAÇÃO DE EMPRÉSTIMO
Nome I 1
Endereço II 2
Renda III 3
Informações bancárias III III I 7
CPF III 3

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Distribuição do processo

Mostra a concentração dos dados em função de alguma característica.

PESAGEM DAS CHAPAS RECEBIDAS (kg)

1 kg 2 kg 3 kg 4 kg 5 kg
II
III IIIII I
I IIIII IIIII IIIII I
1 8 12 6 1

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Resultados esperados

• Desempenho do processo ao longo do tempo;

• Determinar a relação entre duas ou mais medidas ou variáveis;

• Tipos de defeitos que ocorrem no processo;

• Uma boa base para tomada de decisão.

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CAE Treinamentos
Exercícios

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CAE Treinamentos
Exercícios

• Elabore uma Folha de Verificação para o diâmetro da boca do copo Coffee;

• Elabore uma Folha de Verificação para produtos defeituosos (defeitos) no Copo Coffee;

• Elabore uma Folha de Verificação para localização dos defeitos no Copo Coffee;

• Elabore uma Folha de Verificação por motivos de reprova no lote de copo Coffee
Incluir: operador, turno, motivo e dia da semana.

O que fazer com esses dados?

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Diagrama de Pareto

Folha de
Diagrama de Pareto Verificação

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Regra do 80/20

80% A regra do 80/20 estabelece que

Resultados 20% dos esforços são responsáveis

por gerar 80% dos resultados.

20%

Esforços

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CAE Treinamentos
Regra do 80/20

20 % 20 % 20 % 20 %
Vendedores Terra Clientes Autores

São responsáveis por cerca Concentra até 80% da Geram até 80% dos São responsáveis por
de 80% das vendas riqueza mineral lucros para as até 80% das vendas dos
mundiais. conhecida. companhias mundiais. best-sellers.

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CAE Treinamentos
O diagrama de pareto

É um gráfico de colunas que ordena as frequências das ocorrências, da maior para a menor,
permitindo a priorização dos problemas.

• Qual a importância de compreender a regra do 80/20 ?

Sua maior utilidade é permitir a fácil visualização e identificação das causas ou problemas mais
importantes, possibilitando a concentração de esforços sobre os mesmos.

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CAE Treinamentos
Pode ser usado para

• Auxiliar a equipe a priorizar suas ações sobre as causas que terão o maior impacto, se
resolvidas;

• Demonstrar a importância relativa dos problemas num formato visual, simples e rápida
interpretação;

• Ajuda na prevenção da “mudança de problemas”, onde as soluções removem algumas causas


piorando outras;

• O progresso é medido em um formato altamente visível fornecendo incentivo na busca de


mais melhorias.

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CAE Treinamentos
Passo a passo

Para construir um diagrama de pareto devemos seguir os seguintes passos:

• Determine o tipo de assunto que você quer investigar;

• Especifique o aspecto de interesse do tipo de assunto. Por exemplo, na produção de perdas


com defeito existem vários aspectos de interesse: tipo de defeito, localização do defeito,
máquinas que produzem o defeito;

• Organize uma folha de verificação com as categorias do aspecto que você decidiu investigar;

• Preencha a folha de verificação;

• Faça as contagens, organize as categorias por ordem decrescente de frequência.

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CAE Treinamentos
Passo a passo

Durante uma verificação, foram constatados os seguintes eventos com as respectivas


frequências dentro de uma organização:

Tipo de defeito Frequência Frequência Acumulada % % Acumulado

Outros
TOTAL

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CAE Treinamentos
Passo a passo

Categorias Quantidade Total Acumulado % % Acumulado

XXXX Q1 Q1 Q1/Q x 100 = P1 P1

YYYY Q2 Q1+Q2 Q2/Q x 100 = P2 P1+P2


XYXY Q3 Q1+Q2+Q3 Q3/Q x 100 = P3 P1+P2+P3
ZZZZ Q4 Q1+Q2+Q3+Q4 Q4/Q x 100 = P4 P1+P2+P3+P4
WZWZ Q5 Q1+Q2+Q3+Q4+Q5 Q5/Q x 100 = P5 …
Outros Q6 Q1+Q2+Q3+Q4+Q5+Q6 Q6/Q x 100 = P6 …
TOTAL Q - 100% -

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CAE Treinamentos
Efeitos e Causas

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CAE Treinamentos
Tipos de Gráficos de Pareto

Gráficos de pareto para efeitos:

1. Qualidade: percentual de produtos defeituosos, número de reclamações de clientes,


número de devoluções de produtos.

2. Custo: perdas de produção, gastos com reparos de produtos dentro do prazo de garantia,
custos de manutenção de equipamentos.

3. Entrega: índices de atrasos de entrega, índices de entrega em quantidade e local errados,


falta de matéria-prima em estoque.

4. Moral: índices de reclamações trabalhistas, índices de demissões, absenteísmo.

5. Segurança: acidentes de trabalho, índices de gravidade de acidentes.


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CAE Treinamentos
Tipos de Gráficos de Pareto

Gráficos de Pareto para causas:

1. Equipamentos ou máquinas: desgaste, manutenção, modo de operação, tipo de ferramenta.

2. Insumos ou matéria-prima: fornecedor, tipo, lote, armazenamento ou transporte.

3. Informação do processo ou medidas: calibração e precisão dos instrumentos, método de


medição.

4. Condições ambientais: temperatura, umidade, iluminação e clima.

5. Pessoas ou mão de obra: idade, treinamento, saúde, experiência.

6. Métodos ou procedimentos: informação, atualização, clareza das instruções, etc.

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CAE Treinamentos
Exemplo Gráfico de Pareto para as causas

Gráfico de Pareto para as Causas de Perdas de Produção (em tonelada por mês), construído
durante a etapa de análise do processo do ciclo PDCA.

Tipo de defeito Frequência Frequência Acumulada % % Acumulado


Troca de ferram. 3100 3100 32,3 32,3
Falta mat. refrigeran 2720 5820 28,3 60,6
Defeitos mecânicos 1470 7290 15,3 75,9
Defeitos elétricos 970 8260 10,1 86,0
Falta estoque mat. prima 890 9150 9,3 95,3
Outros 450 9600 4,7 100
TOTAL

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CAE Treinamentos
Passo a passo

Desenhando o diagrama:

• Trace um eixo horizontal. Divida esse eixo em tantas partes iguais quantas forem as
categorias listadas na tabela;

• Trace um eixo vertical e escreva nele as frequências;

• Trace as barras verticais, com base no eixo horizontal e altura igual a frequência da categoria.
A figura resultante é o diagrama de Pareto.

67
CAE Treinamentos
Passo a passo

Desenhe um gráfico de pareto para os seguintes dados:

Eventos Frequência Frequência Acumulada % % Acumulado


Rebarba 52 52 53 % 53,1 %
Corte Label 26
Coloração 10
Falta Label 6
Empenamento 2
Erro padrão 2
TOTAL 100

68
CAE Treinamentos
Interpretação

Gráfico de Pareto

100 100

80 80
Frequência

Percentual
60 60

40 40

20 20

0 0
Eventos Rebarba Corte Label Coloração Falta Label Outro
Frequência 56 26 10 6 4
Percentual 54,9 25,5 9,8 5,9 3,9
Acum % 54,9 80,4 90,2 96,1 100,0
69
CAE Treinamentos
Observações importantes

Observação 1 Observação 2
É indesejável que o item “outros” Se um item parece de simples solução, deve ser atacado

tenha uma porcentagem muito alta. imediatamente, mesmo que tenha menor importância relativa.

Se isso acontecer, é provável que o Como o gráfico de Pareto objetiva a eficiente solução do problema,

itens não estejam classificados de exige que ataquemos somente os pontos vitais. Se determinado

forma adequada, sendo preciso item parece ter importância relativa menor, mas pode ser

rever o método de classificação. resolvido por medida corretiva simples, deve servir como exemplo

de eficiência na solução de problemas.

70
CAE Treinamentos
Exercícios

71
CAE Treinamentos
Brainstorming

Folha de
Diagrama de Pareto Verificação

Brainstorming

72
CAE Treinamentos
BRAINSTORMING

73
CAE Treinamentos
Brainstorming

O que não fazer O que fazer:

• Buscar quantidade;
• Assassinar ideias;
• Compreender o ponto exato, o
• Julgamentos verbais; tópico que está sendo focado;

• Julgamentos visuais; • Deixar que cada um complete


seu pensamento;
• Criticar a ideia do outro;
• Ser breve;
• Dominar a sessão. • Organizar e categorizar as ideias.

74
CAE Treinamentos
Brainstorming

Quando usar:

O brainstorming é útil quando se deseja gerar, em curto prazo, uma grande quantidade de
ideais sobre um assunto a ser resolvido, possíveis causas de um problema, abordagens a
serem usadas, ou ações a serem tomadas.

Conceito:

Geração livre de ideias, num espaço de tempo entre 30 e 60 minutos. Pode durar mais ou
menos, dependendo da complexidade do assunto e da motivação da equipe. Usualmente é um
trabalho em conjunto de 4 à 8 pessoas

75
CAE Treinamentos
Passo a passo

O brainstorming Finalização
Pode ser dividido em 4 etapas que D Sessões de multi-votação e
escolha das prováveis soluções
irão preparar o pensamento da
equipe para que não haja Ideias
problemas durante a sessão.
C Nessa etapa, todas as ideias
serão geradas

Definição
B
Em muitos casos, é difícil realizar
esse passo-a-passo, em outros, Ciência de qual problema irá
ser tratado
desnecessário.
Preparar o grupo
Adequar a realidade da empresa, é
A Criação de regras e
adequação dos propósitos
uma necessidade.

76
CAE Treinamentos
A - Preparação

Dedique tempo suficiente para esclarecer os propósitos da sessão de Brainstorming e as


5 regras que deverão ser seguidas o tempo todo:

1. Suspensão de julgamento; 4. Mudar e combinar;


2. Quantidade é importante; 5. Igualdade de oportunidade.
3. Liberdade total;

A
Preparar o grupo

77
CAE Treinamentos
B - Definição

Descreva o problema ou assunto para o qual estão procurando ideias e assegure que
todos tenham compreendido.
Se necessário, pergunte um a um, para que não haja dúvidas.

B
Definição

A
Preparar o grupo

78
CAE Treinamentos
C - Ideias

Nessa etapa, as ideias são anotadas seguindo os seguintes passos:

1. Estabeleça um tempo máximo de duração


da sessão de geração de ideias. Designe
C
Ideias alguém para controlar o tempo;

B 2. Conceda alguns minutos para que todos


Definição
pensem sobre a pergunta e peça que eles
A apresentem suas ideias. Defina se as
Preparar o grupo ideias serão solicitadas de forma
estruturada ou não estruturada;
79
CAE Treinamentos
C - Ideias

O facilitador define uma rotação de maneira


que cada pessoa contribua com uma ideia em
cada turno. Se a pessoa não tem uma ideia,
C
Ideias passa a vez.

B
3. Anote as ideias e disponha-as de forma
Definição
que todos possam vê-las. Isto evita
A duplicidade, mal entendido e estimula o
Preparar o grupo pensamento do grupo;

80
CAE Treinamentos
C - Ideias

4. Terminada a sessão, esclareça todas as


ideais apresentadas, para assegurar que
todos tenham o mesmo entendimento;
C
Ideias
5. Elimine as duplicidades ou similaridades.
B
Se duas ideias parecerem iguais, combine-
Definição
as ou elimine uma delas. Se os autores
A não concordarem, peça explicação
Preparar o grupo detalhada de cada uma;

81
CAE Treinamentos
D – Sessão Final

D Finalização Após finalizada a sessão, deve-se:


• Reunir as ideais e classifica-las;
C • Combinar ideias similares dentro de cada
Ideias
categoria;

B • Selecionar as melhores ideias (votação);


Definição • Dar ao grupo um feedback final;

A • Mostre as contribuições valiosas.

Preparar o grupo

82
CAE Treinamentos
Cuidados

Algumas expressões que devem ser evitadas:


... a gente nunca fez isso dessa forma...

... isso não vai funcionar....

... isso é caro demais....

... não estamos prontos para isso...

... ainda é cedo demais...

... aqui é diferente....

... mas será que dá para colocar em prática...

83
CAE Treinamentos
Multi-votação

Recurso utilizado em equipe para eleger as melhores alternativas, a partir de uma relação
existente:

• Cada membro vota em n/2 alternativas;

• Ao final, as que receberem mais votos, são as melhores;

• Pode-se repetir mais rodadas de votação, se necessário.

84
CAE Treinamentos
Exercícios

85
CAE Treinamentos
Diagrama de Ishikawa

Folha de
Diagrama de Pareto Verificação

Diagrama Causa
e Efeito
Brainstorming

86
CAE Treinamentos
Gráfico de Ishikawa

87
CAE Treinamentos
Diagrama de Ishikawa

O diagrama foi criado por Kaoru Ishikawa em 1943 e se tornou a ferramenta mais útil para
identificar as causas-raiz de um problema.

É uma ferramenta visual para organizar informações a fim de estabelecer as relações entre um
efeito e suas causas principais, ajudando para um entendimento comum do problema.

Método
Material
Mão de obra
Prob.

Meio ambiente
Medida
Máquina
88
CAE Treinamentos
Conceitos Básicos do Diagrama

O diagrama de Causa e Efeito é uma ferramenta utilizada para apresentar a relação existente
entre um resultado de um processo (efeito) e os fatores (causas) do processo que por razões
técnicas, possam afetar o resultado considerado.

Causas Efeito

Espinha
Dorsal CARACTERÍSTICA
Espinha média

Espinha grande Espinha pequena

89
CAE Treinamentos
Passo a passo para o diagrama

1. A construção de um diagrama de causa e efeito deve ser realizada por um grupo de


pessoas envolvidas com o processo considerado;

2. Defina o efeito do processo da forma mais clara possível; (subdivida os problemas, se


necessário);

3. Construa um diagrama de causa e efeito para cada efeito de interesse;

4. Faça perguntas do tipo: “que tipo de variabilidade (nas causas) poderia afetar a
característica de interesse?;

90
CAE Treinamentos
Passo a passo para o diagrama

5. O grau de importância de cada causa relacionada no diagrama deve ser estabelecido com
base em dados;

6. Escolha causas e efeitos mensuráveis;

7. O diagrama de causa e efeito não tem a função de identificar, entre as possíveis causas,
qual é a causa fundamental do problema considerado.

Ele é utilizado para sumarizar e organizar as possíveis causas do problema


analisado.

91
CAE Treinamentos
Passo a passo para o diagrama

Há diferentes abordagens usadas para determinar as categorias principais de um Diagrama de


Ishikawa

• A abordagem mais comum é usar categorias “genéricas” nas espinhas principais: mão de
obra, métodos, máquinas, material, medição e ambiente.

Para torna-las mais significativas, pode ser designadas as categorias genéricas específicos para o
problema do projeto:

• Faça um brainstorming, colocando nas espinhas secundárias, as causas primárias;

• Pergunte por que ocorrem as causas primárias, evidências as causas secundárias de cada um
dos principais contribuintes

92
CAE Treinamentos
Categorias 6M

Categorias Exemplo

Método Procedimentos, maneiras de executar cada trabalho

Conhecimentos e habilidades necessárias para o bom


Mão de obra
desempenho das pessoas

Materiais Tipo de materiais e disponibilidades para utilização no processo

Máquina Condições e capacidade das instalações e recursos físicos

Meio Ambiente Condições de fatores relacionais ao ambiente do negócio

Medição Referentes à medições, confiabilidade, etc.

93
CAE Treinamentos
Exemplo

94
CAE Treinamentos
Exemplo

95
CAE Treinamentos
Exercícios

96
CAE Treinamentos
Exemplo de aplicação

O problema para a aplicação do diagrama de Ishikawa ou Diagrama de Causa e Efeito será o


case de uma empresa que produz placas impressas através de soldagem por onda.

Problema identificado: elevado número de defeitos nas placas de circuitos impressos.

Dados: historicamente, através de folha de verificação, percebemos que o número de defeitos


que poderiam acontecer em uma placa de circuito impresso era igual a 11. Foram coletados
500 dados para construção de um diagrama de pareto e demonstração das principais causas.

97
CAE Treinamentos
Exemplo de aplicação
Tipo de defeito Frequência Frequência Acumulada % % Acumulado
Insuficiência da solda 41 41
Bola de solda 32
Não molhagem da solda 16
Porosidade da solda 8
Pontes na solda 7
Soldagem em baixas temperatura 5
Pontes na solda 5
Falta de componentes 5
Componentes mal alinhados 5
Outros 8
98 TOTAL 137 CAE Treinamentos
Exemplo de aplicação

A distribuição do número de defeitos era diferente em partes diferentes das placas. Essa
conclusão foi obtida por meio dos dados coletados em uma folha de verificação para localização
de defeitos.

A seguir, elaborou-se uma diagrama de Ishikawa preenchido através de um brainstorming, para


determinar as causas das variabilidades que culminaram nos defeitos assinalados na folha de
verificação.

99
CAE Treinamentos
Exemplo de aplicação
Fluxo
Máquina Solda
Quantidade
Turbulência Temperatura
Taxa de produção Densidade relativa
Velocidade do Altura da onda
Descarga transportador Tipo
Tempo de contato
Manutenção Inclinação do
transportador Óleo protetor
Defeitos na solda
Orientação

Diâmetro dos Tipo


Alinhamento furos
da esteira Contaminação
Carregamento Temperatura
da esteira Geometria
Densidade
Metal base

Operador Placa Pré aquecimento


100
CAE Treinamentos
Exemplo de aplicação

Após esse procedimento, foi feito uma investigação das causas dos defeitos do diagrama em
cada placa estudada. Em alguns casos, ficou impossível detectar a origem do defeito, e nesse
caso, encaixamos na categoria INDETERMINADO.

Exemplo do pareto das causas – Excel

101
CAE Treinamentos
Conclusão

Analisando o gráfico de Pareto para causas, a indústria pode verificar que a principal causa dos
defeitos era a altura da onda de solda.

O valor ideal da altura da onda de solda foi padronizado, incorporado aos padrões operacionais
da indústria e a adoção dessas ações resultou em uma queda significativa da percentagem de
placas defeituosas produzidas.

102
CAE Treinamentos
Mapemanto de processo

Mapeamento
Processo

Folha de
Diagrama de Pareto Verificação

Diagrama Causa
e Efeito
Brainstorming

103
CAE Treinamentos
Mapeamento de processo

104
CAE Treinamentos
O que é?
É uma ilustração gráfica com identificação de passos, entradas, saídas e outros
detalhes do processo

• Nos mostra uma figura do passo a passo;

• Mostra como o processo trabalha;

• Documenta as ligações na fabricação;

• Identifica oportunidades de melhoria;

• Caracteriza as relações entre as entradas e saídas;

• Integra o conhecimento do processo.

105
CAE Treinamentos
Mas, o que é um processo?
Processo é qualquer sequência relacionada e repetida de eventos, etapas,
atividades ou tarefas que levam a um resultado desejado.

Os processos devem ter etapas que se repetem toda vez que é realizado.

Podem ser classificados como:

CORE CONTRIBUINTES

Uma série de atividades e tarefas internas à empresa, mas


Coisas que precisam ser feitas. Obrigatoriamente.
que contribuem para o desempenho de processos chave.

106
CAE Treinamentos
Desenvolvendo os passos…

• Um mapeamento de processo nunca termina;

• Mantenha atualizado seu mapeamento de processo quando


você conseguir mais informações;
Não existe formato
• Se houver alterações você deve revisar seu mapeamento de padrão!
processo; Crie o que melhor
representa seu
• Tenha-o sempre em mãos nos momentos de análises e processo!
decisões.

107
CAE Treinamentos
Figuras comuns

Início e Fim Atividades Decisão Setas Conectores

Identifica os limites O que está sendo Mostra pontos de Representa o fluxo Conecta o fluxo
do processo, onde feito. Indica decisão e onde os de informações com outra página
começa e termina atividades loops ocorrem no dentro de um ou processo
executadas processo processo

É importante ter em mente que essas são apenas algumas representações. Atualmente, existem softwares
que automatizam todos os desdobramentos funcionais e tornam as atividades mais práticas.

108
CAE Treinamentos
Exemplo

• Realize um mapeamento de processo de como é feito o procedimento de inspeção em


um rack aguardando aprovação para ser liberado.

109
CAE Treinamentos
Importância fundamental

O mapeamento de processos nos ajuda a identificar o que agrega e o que não agrega valor
ao produto ou processo.

110
CAE Treinamentos
Mas o que é valor?

• O valor real de um produto, serviço ou processo é sempre uma identidade relativa e


correspondente a combinação de tipos específicos de valores. Em geral, aumenta com os
maiores valores de uso e de estima e diminui com o crescimento do valor do custo.

• Valor pode, então, ser melhorado relacionando a função em relação ao custo. Essa
relação qualitativa pode ser expressa como:

𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉 = 𝐹𝐹𝐹𝐹𝐹𝐹𝐹𝐹𝐹𝐹/𝐶𝐶𝐶𝐶𝐶𝐶𝐶𝐶𝐶𝐶

111
CAE Treinamentos
Portanto, um produto ou processo
pode conter dois tipos de atividades:

Agregam Valor Não agregam

Transformam Consomem
a matéria prima e informações, em recursos, mas não contribuem
produtos diretamente para transformar o produto

112
CAE Treinamentos
Como descobrir se a atividade agrega valor?

• Essa atividade é exigida pelo cliente?

• O cliente está disposto a pagar por esta atividade?

• Essa atividade poderia ser eliminada se algo fosse feito de forma diferente?

• Qual seria o risco de eliminar esta atividade?

• Seria possível tornar esta etapa mais eficiente?

• Há alguma tecnologia para eliminar esta atividade?

• Essa atividade atende algum requisito legal?

113
CAE Treinamentos
Ganhos rápidos

Ao realizarmos uma análise de valor, podemos encontrar oportunidades de melhoria


imediata.

QUICK WINS

114
CAE Treinamentos
Ganhos rápidos

Agilidade
Ferramentas disponíveis de
modo que essa mudança se
torne ágil

Facilidade Custo
para implementar a mudança, Relativamente baixo se
sem a necessidade de burocracia comparado a implantação de
um projeto mais sofisticado

115
CAE Treinamentos
Atividades

Agregam valor
Trabalhos e atividades que
Agregam Valor
transformam produto
V
Tipo 01 Trabalhos que transformam produto

Desperdícios
categoria tipo 01

Tipo 01
01 Desperdícios categoria um

Tipo 02
Desperdícios
categoria tipo 02
Tipo 02
02 Desperdícios categoria dois

116
CAE Treinamentos
Agregam valor
V Trabalhos que transformam produto

Valor Tipo
01
Essas atividades são de extrema importância para alterar

as características primários, transformando o produto.

Adicionam custos que os clientes estão dispostos a pagar.


Tipo
São atividades que não devem e não podem ser 02
eliminadas.

117
CAE Treinamentos
Tipo 01
01 Desperdícios categoria um

Valor Tipo
01
Operações que não agregam valor ao produto, porém não

podemos elimina-las por necessidades particulares.

Custos não podem ser eliminados, mas podem e devem


Tipo
ser reduzidos. 02

118
CAE Treinamentos
Tipo 02
02 Desperdícios categoria dois

Valor Tipo
01
Operações que não agregam valor ao produto e são

completamente desnecessárias na produção.

Esses custos devem ser eliminados de qualquer empesa,


Tipo
evitando gastos desnecessários. 02

119
CAE Treinamentos
Desperdício

Tudo que ultrapassar a quantidade MÍNIMA de equipamento, peças, espaço e tempo dos
empregados que seja ABSOLUTAMENTE ESSENCIAL para adicionar VALOR ao produto.

120
CAE Treinamentos
Tipos

Produtos defeituosos Transporte

Excesso de produção Espera

Estoques Super processamento

Excesso de movimentos Criatividade

121
CAE Treinamentos
Tipos

Produtos defeituosos

Produção de peças defeituosas ou com necessidade de correção. Consertar,

retrabalhar, descartar ou substituir a produção e inspecionar significam

perdas de manuseio, tempo e esforço.

122
CAE Treinamentos
Tipos

Excesso de produção

Produção de itens para os quais não há demanda, gerando perda com o

excesso de pessoal, estoque e com os custos de transporte devido ao

estoque excessivo.

123
CAE Treinamentos
Tipos

Estoques

Excesso de matéria prima, de produtos acabados, causando lead times mais

longos, obsolescência, produtos danificados, custos de transporte e de

armazenagem, além de atrasos.

124
CAE Treinamentos
Tipos

Excesso de movimentos

Qualquer movimento inútil que os funcionários têm que fazer durante o

trabalho, tais como procurar, pegar ou empilhar peças. Caminhar dentro da

fábrica também é perda.

125
CAE Treinamentos
Tipos

Transporte

Movimento de estoque em processo por longas distâncias, criação de

transporte ineficiente ou movimentação de materiais, peças ou produtos

acabados para dentro ou fora da empresa.

126
CAE Treinamentos
Tipos

Espera

Funcionários que vigiam máquinas automáticas, esperar um próximo

procedimento, suprimento, etc., ou funcionários que não tenham trabalho

para fazer por atrasos, interrupção ou gargalos.

127
CAE Treinamentos
Tipos

Super processamento

Passos desnecessários para processar as peças. Processamento ineficiente

devido a baixa qualidade da ferramenta produzindo defeito. Produtos com

qualidade acima da média geram perdas.

128
CAE Treinamentos
Tipos

Criatividade

Perda de tempo, ideias, habilidades, melhorias e oportunidades de

aprendizagem por não envolver ou ouvir seus funcionários.

129
CAE Treinamentos
Causas dos desperdícios

• Lay-out de fábrica (longas distâncias) • Método de trabalho deficiente

• Longo tempo de set-up • Falta de treinamento

• Regras antiquadas • Falta de organização

• Medida irreais de desempenho • Controle ineficiente

• Planejamento ineficiente • Manutenção deficiente

130
CAE Treinamentos
Gráfico de Controle

Mapeamento
Processo

Folha de
Diagrama de Pareto Verificação

Gráfico de Tendência
ou Controle
Diagrama Causa
e Efeito
Brainstorming

131
CAE Treinamentos
Conceito básico

Precisamos compreender que todo processo apresenta variabilidade.

O gráfico de controle (carta de controle) é uma ferramenta que monitora a variabilidade e nos
demonstra a estabilidade de um processo.

Por que devemos monitorar a estabilidade de um processo?

Processos instáveis irão apresentar produtos finais fora dos requisitos críticos, ou seja,
produtos com defeitos.

132
CAE Treinamentos
Causas comuns vs Causas especiais

133
CAE Treinamentos
Causas comuns vs especiais

Um processo qualquer apresenta dois tipos de causas para a variação: causas comuns e
especiais.

As causas comuns não são capazes de produzir produtos fora da especificação. Já as causas
especiais, são aquelas que irão resultar em “produtos defeituosos”.

Um gráfico de controle permite distinção entre os dois tipos de causas de variação, ou seja, ele nos
informa se o processo está ou não sob controle estatístico.

134
CAE Treinamentos
Como é um gráfico de controle?

135
CAE Treinamentos
Gráficos Sequenciais

Indíce de Perdas Indíce de Perdas


10,00 8,75

8,50
9,75

8,25
9,50

Perdas (%) Atual


8,00
Perdas (%)

9,25
7,75

9,00 7,50

7,25
8,75

7,00
8,50

2 4 6 8 10 12 14 16 18 2 4 6 8 10 12 14 16 18
Meses Meses

136
CAE Treinamentos
Gráfico Sequencial

Comparação entre % de perdas


10,0 Variável
Perdas (%)
Perdas (%) Atual
9,5

9,0
Perdas (%)

8,5

8,0

7,5

7,0

2 4 6 8 10 12 14 16 18
Meses
137
CAE Treinamentos
Causa especial

Lim. Sup. de Controle (LSC)

CAE
Treinamentos Lim. Média (LM)

Lim. Inf. de Controle (LIC)

Causas Comuns

138
CAE Treinamentos
Como construir um gráfico de controle?

139
CAE Treinamentos
Passo a passo

A construção de um gráfico de controle envolve o cálculos dos limites de controle e cálculo da


linha média.

Para calcular os limites de controle, devemos utilizar a equação:

𝐿𝐿𝐿𝐿𝐿𝐿𝐿𝐿 = 𝑥𝑥̅ + 𝐴𝐴𝐴 𝑥𝑥 𝑅𝑅�


𝐿𝐿𝐿𝐿𝐿𝐿𝐿𝐿 = 𝑥𝑥̅ − 𝐴𝐴𝐴 𝑥𝑥 𝑅𝑅�
Onde:
x = média dos subgrupos
A2 = constante que deve ser retirada em tabelas a partir do tamanho da amostra
R = amplitude média

140
CAE Treinamentos
Pontos importantes

• Gráfico de controle para variáveis;

• Gráfico de controle para atributos;

• Conceito de amplitude.

141
CAE Treinamentos
Fluxograma para utilização de Gráficos de Controle

142
CAE Treinamentos
Calcular x e R

Calcular limites do
controle
SIM

Há Causas
SIM
Procurar causas foram
pontos assinaláveis encontradas
fora? ?

NÃO
NÃO
Adotar limites para
controle atual e
futuro
143
CAE Treinamentos
Interpretações

• Pontos fora dos limites de controle;

• Periodicidade;

• Sequência;

• Tendência;

• Aproximação dos Limites de Controle;

• Aproximação da Linha Média.

144
CAE Treinamentos
Diagrama de Dispersão

Mapeamento Diagrama de
Processo Dispersão

Folha de
Diagrama de Pareto Verificação

Gráfico de Tendência
ou Controle
Diagrama Causa
e Efeito
Brainstorming

145
CAE Treinamentos
Variável X Variável X Variável Y
Saída dependente,
Entrada independente,
incontrolável
controlável
Aumentamos Diminuímos

X X

Aumenta Muda aleatoriamente Diminui

Variável Y Variável Y Variável Y

146
CAE Treinamentos
Dispersão

Qual ferramenta utilizar para demonstrar a relação entre duas variáveis distintas ?

Dispersão
Demonstra como duas
variáveis estão
relacionadas

147
CAE Treinamentos
Dispersão

O gráfico de dispersão é um diagrama onde os pontos no espaço cartesiano XY são usados


para representar simultaneamente os valores de duas variáveis quantitativas medidas em cada
elemento do conjunto de dados.

Muito utilizado para visualizar a relação/associação entre duas variáveis, mas também útil para:

• Comparar o efeito de duas soluções para uma mesma causa;

• Verificação do antes e depois

148
CAE Treinamentos
Dispersão

Para a coleta de dados:

• Deve haver pelo menos 30 pares de dados;

• Os dados devem ser coletados durante um período de tempo suficientemente longo para
serem representativos.

Para a construção dos eixos:

• Os eixos devem ser iguais em comprimento;

• Os eixos não necessariamente precisam começar do zero;

• A escala deve ir do valor mínimo para o valor máximo de suas medidas.

149
CAE Treinamentos
Dispersão

A função do Diagrama de Dispersão é verificar se existe correlação entre duas ou mais


variáveis. Os tipos podem ser:

• Correlação positiva forte, ou seja, X e Y crescem (exemplo 1);

• Correlação positiva fraca, ou seja, X cresce e Y cresce, porém pouco (exemplo: idade e
experiência);

• Correlação nula, ou seja, X cresce e Y varia ao acaso;

• Correlação negativa fraca, ou seja, X cresce e Y decresce mas pouco (exemplo: qualidade e
reclamações);

• Correlação negativa forte, ou seja, X cresce e Y decresce (exemplo 2).


150
CAE Treinamentos
Exemplos de dispersão

151
CAE Treinamentos
Exemplo 1

Considere as seguintes medidas de pressão e temperatura. Verifique qual a relação entre as


variáveis

Pressão (atm) Temperatura (ºC)

1,0 17

1,2 22

1,4 27

1,6 31

1,8 34

2,0 41

152
2,2 59 CAE Treinamentos
Exemplo 2

Considere as seguintes medidas de pressão e volume. Verifique qual a relação entre as


variáveis

Pressão (atm) Volume (m³)

1,0 1

1,2 0,9

1,4 0,8

1,6 0,7

1,8 0,6

2,0 0,4

153
2,2 0,2 CAE Treinamentos
Dispersão

Exemplo:

“Quanto maior a temperatura, maior a viscosidade de um óleo?”

Essa afirmação é VERDADEIRA ou FALSA ?

Construa um gráfico de dispersão para verificar essa afirmação.

154
CAE Treinamentos
Exercícios

155
CAE Treinamentos
Diagrama de Pareto

Durante um período de seis meses, a produção de filme de polietileno de baixa densidade


(PEBD) foi acompanhada, a notando-se o s defeitos encontrados:

Defeito Quantidade de Bobinas

Micro Furos 5

Opacidade 67

Espessura Maior 43

Espessura Menor 182

Largura Incorreta 30

Grumos 9

156 Outros 19 CAE Treinamentos


Diagrama de Dispersão

Construir um diagrama de dispersão para os valores abaixo (temperatura e rendimento):

Temperatura Rendimento Temperatura Rendimento

17 0,20 23 0,60

19 0,25 25 0,55

19 0,30 25 0,65

20 0,35 27 0,55

22 0,40 27 0,70

22 0,60 29 0,65

157 23 0,50 29 0,60 CAE Treinamentos


Gráfico Linear

Os seguintes dados referem-se a produção semanal de uma planta de empresa de utensílios


domésticos, em toneladas:

Semana Toneladas Semana Toneladas

1 21,6 8 22,8

2 23,9 9 28,7

3 23,3 10 22,9

4 22,6 11 24,2

5 28,8 12 23,3

6 22,7 13 27,2

158 7 13,5 14 23,9 CAE Treinamentos