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CADERNO DE ORIENTAÇÕES

CADERNO DE ORIENTAÇÕES:POEMAS

POEMAS
O Programa Crer para Ver é uma das iniciativas que traduzem o compromisso
da Natura com a construção de uma sociedade mais justa. Nesse sentido,
o principal objetivo do Programa é contribuir para um dos aspectos mais relevantes
e estruturais da sociedade: a qualidade da educação nas escolas públicas brasileiras.

Por acreditarmos que a participação de todos é o caminho para mudanças, desde a


concepção do Programa, a Natura mobiliza seu canal de vendas para compartilhar
a importância e o valor da educação. Esse envolvimento possibilita que as ações
desenvolvidas pelo Programa sejam financiadas por meio de recursos arrecadados pelos
Consultores e Consultoras Natura, que vendem os produtos da linha Crer para Ver sem
fins lucrativos.

Desde o início do Programa, em 1995, essa participação voluntária arrecadou mais de


R$ 32 milhões, o que possibilitou o investimento em iniciativas voltadas para o ensino
fundamental, educação de jovens e adultos e educação infantil de escolas públicas em todo
o Brasil, resultando em mais de 2,4 milhões de alunos beneficiados.

Uma dessas iniciativas é este material que você, professor, está recebendo. O projeto TRILHAS
visa promover o desenvolvimento da leitura, escrita e oralidade dos alunos de 4 a 6 anos e
também instrumentalizar e apoiar o trabalho do professor das redes públicas de ensino.

Essa ação contribui para ampliar o universo cultural de alunos e professores, por meio do
acesso à leitura de bons livros de literatura infantil. A escolha da LEITURA como o principal
tema deve-se por ser uma estratégia mundialmente reconhecida como determinante para
a aprendizagem e para promover um melhor desempenho escolar ao longo de toda a vida.

Esperamos que o projeto possa ser útil a você e a todos os profissionais que trabalham para
a melhoria da educação infantil pública.

Aos Consultores e Consultoras Natura, agradecemos o esforço voluntário e a contribuição


para o desenvolvimento de uma sociedade mais justa e solidária. Graças a essa mobilização,
milhares de municípios brasileiros, na sua diversidade e pluralidade, fazem parte deste
e de outros projetos do Programa Crer para Ver.
Equipe do Programa Crer para Ver, Natura Cosméticos

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Por que ler poemas?

Brincar com palavras, sons e sentidos


Em Convite, o poeta José Paulo Paes escreve:

“Poesia é brincar com palavras


como se brinca com bola, papagaio, pião
Só que bola, papagaio, pião gastam,
as palavras não... “

Ver: s poemas convidam o leitor a jogar com os sons e sentidos das palavras. Para as crianças, assim
Caderno de
estudos como para muitas pessoas, a poesia é rima, é algo bonito, é como uma brincadeira. Poema é a
poesia em palavras e costuma ser identificado por sua forma gráfica com versos e estrofes. Porém, um
de seus aspectos mais importantes é a sua capacidade de chamar atenção sobre si mesmo, ou seja,
sobre a sua linguagem.

A repetição é um recurso linguístico que caracteriza esse tipo de texto. É comum encontrar a repetição
de um mesmo som por meio de aliterações e rimas – “O barbeiro comprou um babeiro para a baba
de seu filho: Baba agora, bebê babão, de babeiro, babar é bom.” (O barbeiro e o babeiro, Sérgio Ca-
parelli). Recursos sonoros também são frequentes nos textos poéticos. Um deles é a onomatopeia, ou
seja, a transcrição de um som tal como costuma ser emitido: “Blim, blim, blão, dedilha o violão. Blão,
blão, blim, Serafim, Serafim.” (Serafim seresteiro, Sérgio Caparelli). Também há a presença de figuras
de linguagem, como comparações e/ou metáforas – “Leão! Leão! Leão! Rugindo como um trovão”.
(O Leão, Vinicius de Moraes).

A liberdade para jogar com as palavras é outra característica dos textos poéticos. Além de colocar a
linguagem em cena, uma das qualidades de um poema é justamente a sugestão, ou seja, a propriedade
de dialogar com impressões, emoções e pensamentos do leitor a partir das imagens que surgem em sua
mente. Esses estímulos podem ser visuais, sonoros, táteis ou articulados em torno de pensamentos e
emoções. Mas são sempre o ponto de partida para a abertura da percepção e de nossa capacidade de
nos surpreender com um poema e de admirá-lo. A poesia está quase sempre nos pequenos detalhes do
mundo objetivo que nos colocam em contato com o nosso universo subjetivo.

Os textos poéticos na educação infantil


A leitura de poemas pode proporcionar às crianças momentos de intenso prazer no contato com a
linguagem. Aprende-se muito sobre a língua lendo, ouvindo, recitando ou se deliciando com os sons e
as rimas presentes em um poema. Fora da escola os poemas ocupam espaços nos recitais, saraus, festas
populares, nos lares das crianças. Na escola, ele é um tipo de texto ainda pouco trabalhado. Recente-
mente, diferentes autores têm mostrado que a relação entre o oral e o escrito presente nos textos poéti-
cos revela-se um aspecto importante para o aprendizado da língua e do sistema de escrita pela criança.
O trabalho com poemas é, portanto, possível e desejável, pois favorece que se criem situações didáticas
com o uso de textos significativos e contribui para o processo de aprendizagem da leitura e da escrita na
medida em que os aspectos sonoros, a linguagem usada, o aspecto formal, assim como a literalidade e a

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fixação desse tipo de texto possibilitam que as crianças reflitam sobre as relações entre o oral e o escrito.

É possível imaginar situações de trabalho em sala que ampliem o repertório das crianças e, ao mesmo
tempo, garantam que elas, enquanto apreciam os versos, aprendam sobre a língua.

Como trabalhar com os poemas


A matéria-prima do poema é a sonoridade. A forma gráfica do texto em versos e estrofes favorece a
atenção e sua memorização, e permite o exercício da recitação. A linguagem poética oferece ainda a
vantagem da exigência de que a reprodução seja literal, uma vez que qualquer alteração faz com que o
poema perca sua autoria. Essas características propiciam uma série de aprendizagens às crianças. Pode-
se propor o trabalho com poemas em três formas distintas:

Escutar com ênfase na relação entre a oralidade, a voz falada e a musicalidade.

Ler com ênfase na visualização da linha, do verso, do parágrafo e da estrofe.

Produzir poemas tanto por meio da reescrita como também da criação.

O poema requer a voz e não só a leitura silenciosa. Requer também a atenção de quem escuta. Por isso
é conveniente que as crianças possam participar de situações de recitação e leitura. A estrutura com-
posicional dos poemas, em especial os que possuem rimas, convida à recitação. A semelhança sonora
entre as palavras, a organização dos versos em estrofes e o ritmo resultante dessa interação são espe-
cialmente sentidos e apreciados quando pronunciamos um poema em voz alta. A musicalidade, seja ela
fluente e cadenciada, seja truncada em tropeços intencionais, é uma forma peculiar de dar sentido ao
que se lê e ao que se ouve.

É preciso não perder de vista a capacidade de sugerir e provocar admiração, que é própria da poesia,
evitando ceder lugar para a técnica desprovida de sentido. Mais vale uma recitação polifônica, na qual
várias vozes dão o tom em busca de um sentido pleno, do que uma recitação uníssona, na qual predo-
mina uma só tonalidade que reduz a significação em um único ressoar. A poesia deve ecoar.

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Sobre os livros

s dois livros indicados para este caderno são considerados clássicos da poesia escrita para crian-
ças, obras de poetas brasileiros que viveram em tempos diferentes – Vinicius de Moraes (1913-
1980) e Sérgio Caparelli (poeta contemporâneo) –, cuja produção poética dialoga principalmente em
seu aspecto lúdico.

A arca de Noé
Vinicius de Moraes
Ilustrações de Laurabeatriz
São Paulo: Companhia das Letrinhas, 1991.

A primeira edição de A arca de Noé foi publicada em 1970 e muito bem recebida pela crítica. A perma-
nência desses poemas no imaginário das crianças é prova de que se trata de um clássico. Como o título
sugere, a maioria dos poemas que compõem essa obra tem como tema os animais. São 32 poemas ao
todo, sendo 23 dedicados aos bichos. Os demais versam sobre desde aspectos religiosos a objetos ca-
seiros e elementos da natureza. Nos poemas sobre os animais, encontramos formatos diversos para os
textos: há aqueles nos quais o próprio animal se apresenta (A pulga e O porquinho), outros em que um
suposto narrador conta em versos as peripécias ou características do bichinho (O pato, O peru, O gato),
e também os que aparecem em forma de conversa (O pinguim e O elefantinho). Em todos eles, o humor
se apresenta no modo irreverente como os animais desfilam em cada poema. Outro aspecto dessa obra
é a musicalidade dos textos. Não só porque boa parte dos poemas virou música na parceria do autor
com o compositor Toquinho – basta ouvir os CDs Arca de Noé I e Arca de Noé II –, mas também pelos
recursos linguísticos utilizados. As ilustrações em preto e branco de Laurabeatriz apresentam um estilo
leve, que opta pelo tracejado e pelo pontilhado em alguns casos. Os desenhos ocupam um pequeno
espaço nas páginas e primam pela delicadeza. Folheando o livro de perto é que o leitor pode apreciar as
imagens e associá-las aos textos.

Boi da cara preta


Sérgio Caparelli
Ilustrações de Caulos
Porto Alegre: L&PM, 2006.

Dos 25 poemas que compõem Boi da cara preta nenhum recebe o título que dá nome ao livro. No en-
tanto, o universo das cantigas de ninar, trovinhas, parlendas e trava-línguas permeia toda a obra. Com
doçura, os poemas embalam as crianças na candura própria das cantigas: “Dorme, dorme, meu menino/
o sono é um macaquinho./ Ele cata grãos de areia/ pra jogar nos teus olhinhos”. (Macaquinho sem-ver-
gonha) – e com humor convidam a brincadeiras divertidas: “Vaca amarela/ fez xixi na gamela,/ cabrito
mexeu, mexeu,/ quem rir primeiro/ bebeu o xixi dela”. (Vaca amarela).

A grande presença de estrofes em forma de quadrinhas reforça o caráter popular dos poemas. Essa
forma de organizar o texto – grupos de 4 versos com rimas principalmente no segundo e no último – é
própria dos repentes que fazem parte da tradição oral de nossa cultura e convida à memorização e à
recitação: “A mulher barbada/ tem barba de chocolate/ e um cachorro bobo/ de bigode e cavanhaque”.

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O tema mais recorrente são os animais: pato, tatu, barata, jacaré, tigre, grilo, lagartixa, sapo e tantos
outros. Em diálogos inusitados: “Não sou sapo, sou sabiá,/ cê sabia ou não sabiá?” (Os sapos inventores)
–, comportando-se como gente – “Uma vaca entrou num bar/ e pediu um guaraná”. (Guaraná com canu-
dinho) – ou metendo-se em aventuras – “O tatu cava um buraco,/perde o fôlego, geme, sua,/ quando quer
voltar atrás,/ leva um susto, está na lua” – os bichos trazem movimento e encantamento aos poemas.

As ilustrações de Caulos, emolduradas em tons ocre, cinza, branco e preto, preservam o humor e a de-
licadeza, ressaltando detalhes e convidando a um olhar atento. Pode-se perceber isso logo na primeira
ilustração, para o poema O que Marina quer de aniversário. Observe-se que a menina segura nas mãos
um suposto buquê composto com os três raios que estão faltando no sol que desponta na janela. Re-
conhecido como uma grande obra pela crítica literária – Prêmio Associação Paulista de Críticos de
Arte (1983); Certificado de Livro Altamente Recomendável pela Fundação Nacional do Livro Infantil
e Juvenil (1983) e selecionado para participar da Feira de Frankfurt (1994) –, Boi da Cara Preta enri-
quece o universo literário das crianças por resgatar com graça e delicadeza o melhor da tradição oral e
por apresentar com inteligência e linguagem apurada aspectos da contemporaneidade que instigam o
pequeno leitor.

O que há de comum nos dois livros?


O valor artístico dos poemas apoia-se principalmente no trabalho com a palavra e na escolha de temas
que muito encantam as crianças. Em ambas as obras, encontramos poemas que têm os animais e seu
curioso universo como tema. Com relação ao trabalho com a palavra, os poetas fazem uso de recursos
linguísticos, como:

1- Estrutura composicional em forma de diálogo ou suposta conversa, recheada de perguntas e respos-


tas intrigantes ou engraçadas. Exemplos: “Bom dia, pinguim/ Onde vai assim/ Com ar apressado?” –
“Cara barata! / Caro, meu caro! / Sou o barato, barata. / Se vê pela cara, barato”.

2- Repetição de versos ou estrofes inteiras, compondo uma espécie de refrão que confere maior musi-
calidade aos poemas. Exemplos: Dorme, dorme, meu menino; Leão! Leão! Leão!/ És o rei da criação!

3- Figuras de linguagem como a onomatopeia, em que um som lembra o do objeto ou situação: “O rato
Roque/ roque roque / rói o queijo”. “Passa, tempo, tic-tac/ Tic-tac, passa, hora/ Chega logo, tic-tac/ Tic-
tac, e vai-te embora”.

4- Composições que têm um padrão fixo de estrutura, o que contribui para a memorização e a recita-
ção, já que permitem ao leitor antecipar partes do poema. Exemplos: no poema O buraco do tatu, todas
as estrofes se iniciam do mesmo modo: “O tatu cava um buraco...”

Marcas poéticas diversas em cada uma das obras


As poéticas de Sérgio Caparelli e Vinicius de Moraes possuem mais semelhanças do que diferenças.
Além da presença de temas comuns nos poemas dos dois livros, há marcas que se repetem na estru-
tura composicional. Tanto em A arca de Noé quanto em Boi da cara preta, nota-se certa irreverência
expressa na forma e no humor do conteúdo. A presença de poemas que utilizam estruturas semelhan-
tes às adivinhas e aos trava-línguas é um bom exemplo do que estamos querendo dizer: “Quer ver a

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foca/ Ficar feliz?/ É pôr uma bola/ No seu nariz”; “Pita pinto pinga pita/ pia pintos pingos pingam”.
A ênfase no uso de onomatopeias também indica preferência pela construção direta e concreta do
significado. É o que vemos em “Glu, glu, glu/ Abram alas pro peru!” ou em “O rato Roque/ roque ro-
que/ rói o queijo/ roque roque/ rói a cama”. Por fim, a presença de certa molecagem em alguns versos
de A arca de Noé se aproxima do bom humor presente em Boi da cara preta. Basta colocar lado a lado
os poemas O ar e Vaca amarela e esperar a gargalhada certa das crianças ao final da leitura.

Apesar do predomínio das semelhanças entre as duas obras, podemos destacar uma diferença impor-
tante. Os dois poetas exploram de modo diferente a musicalidade dos versos. Enquanto em Boi da
cara preta predominam os ritmos populares, presentes, por exemplo, na organização das estrofes em
quadrinhas e nas melodias que embalam, como as cantigas de ninar, em A arca de Noé, a variedade
de ritmos é maior.

É possível verificar isso na diversidade da organização dos versos e estrofes em A arca de Noé. Nesse
livro, encontramos textos mais longos, com refrões que se repetem várias vezes, como é o caso do poe-
ma O leão. Quando musicados, esses poemas ultrapassam os gêneros musicais mais tradicionais na mú-
sica popular brasileira, como o forró e o samba, por exemplo, e são cantados em gêneros como blues (O
leão) e valsa (A porta). A apreciação dos CDs A arca de Noé I e A arca de Noé II, que trazem os poemas
do livro musicados, também permite observar essa variedade de ritmos e gêneros musicais.

As atividades desenvolvidas aqui são referência para a exploração de livros com poemas.
O livro A arca de Noé serviu de referência para a elaboração das propostas apresentadas a seguir.
Contudo, você pode experimentar o mesmo tipo de atividade com outros poemas. Este caderno é um
convite para que você coloque em jogo seus conhecimentos, ampliando-os com as sugestões apresen-
tadas. É por essa razão que já indicamos neste texto outro livro que compõe o acervo enviado junto
com o material.

Bom trabalho!

Lembrete
Sabemos que, quando gostam de um poema, as crianças pedem para que seja recitado diversas
vezes. Por isso, não hesite em ler e recitar várias vezes o mesmo poema junto com elas.
A formação de futuros leitores se dará no equilíbrio de experiências em que eles possam ler
e recitar poemas por puro prazer – desfrutando de literatura de qualidade – com outros momen-
tos em que possam aprofundar conhecimentos sobre o texto. Portanto, o desafio está em não
transformar a leitura de poemas numa atividade mecânica. Assim, procure garantir a leitura
por prazer de maneira independente das atividades com foco no texto. Este Caderno de orien-
tações apresenta um roteiro de trabalho que não deve ser escolarizado, mas, ao contrário, servir
de instrumento para que as crianças façam uma viagem pelo mundo da literatura e do conhecimento.

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Sumário

Atividade 1 Conversar sobre as características dos poemas 8


Atividade 2 Identificar palavras que rimam 10
Atividade 3 Brincar com rimas 12
Atividade 4 Observar a estrutura e criar versos para o poema 14
Atividade 5 Fazer uma lista de palavras que acham bonitas 16
Atividade 6 Ditar um poema conhecido 18
Atividade 7 Ensaiar um recital com diferentes vozes 20
Atividade 8 Preparar a apresentação para o recital 22

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8| TRILHAS

Atividade 1
Conversar sobre as características dos poemas

professor apresenta o livro A arca de Noé e chama a atenção para


as características próprias de um livro de poemas. Apresenta o
sumário e realiza, na frente das crianças, uma prática comum entre
os leitores: localizar, no sumário, em qual página está o poema que
será lido. Lê alguns poemas do livro e depois convida as crianças a
comentarem a estrutura desse tipo de texto.

Roteiro de trabalho
­Preparação
Ler o livro e treinar a leitura em voz alta de alguns poemas para recitar às crianças: A porta; A casa; O
Pinguin; O elefantinho; A foca e O pato.

Organização do espaço e das crianças


Essa é uma atividade coletiva. As crianças devem estar organizadas de forma que se sintam confortáveis e
consigam visualizar o livro.

Orientações para o professor


Apresentar o livro A arca de Noé, ler o título e o nome da autora e contar que esse é um livro de poe-
mas. Folhear o livro, mostrar às crianças o texto dos poemas e ler seus títulos.

Mostrar o sumário e explicar que ali está escrito o título de todos os poemas do livro A arca de Noé e
procurar na frente das crianças em qual página está o primeiro poema que será lido. Você pode dizer:
“Nesta página do livro há um sumário. Alguém sabe o que é um sumário? Nele tem uma lista com os
títulos dos poemas do livro e o número da página em que se encontram. Vou ler para vocês o poema que
se chama O Pato. Vamos ver em qual página está?”

Ler o poema com ritmo e entonação.


Apreciar a leitura de um
poema e diferenciá-la
da leitura de histórias. Fazer perguntas sobre a sua leitura: “O que vocês acharam da leitura desse poema? O modo que eu li
é igual ou diferente do modo que leio histórias? O que é diferente?”

Ler mais um poema do livro, mostrando visualmente a forma gráfica (verso e estrofe) e
Comparar os textos dos
poemas encontrando acompanhando o texto com o dedo enquanto lê.
semelhanças na
forma gráfica.
Fazer perguntas que ajudem as crianças a buscar semelhanças na forma gráfica (verso e estrofe)
dos dois textos: “O que vocês observaram de semelhante na forma como estão escritos esses dois po-
emas que li para vocês? Vocês repararam que há várias linhas que são agrupadas? Por que será que os
poemas são escritos assim?” Deixar que as crianças comentem livremente e circular pelo grupo o livro

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para que observem de perto como são escritos os versos. Se tiver outros livros de poemas na sala, você
pode deixar que as crianças manuseiem observando a forma do texto.

Compartilhar com as crianças que durante alguns dias elas vão ouvir outros poemas deste livro e
realizar diferentes atividades, e que, no final, realizarão um recital de poemas.

O que as crianças podem aprender


Ao convidar as crianças a observar o livro de poemas e escutar a leitura de alguns deles, favorece-se
que elas aprendam comportamentos leitores e explorem o livro como objeto, conhecendo suas características.

Ao conversar sobre a maneira como os poemas são lidos, possibilita-se que as crianças identifiquem
diferenças entre a leitura de diversos tipos de textos.

Ao propor que observem a forma gráfica do poema, possibilita-se que ampliem seu conhecimento
sobre a estrutura do texto para além de seu conteúdo.

O que as crianças podem aprender


Como a última proposta deste Caderno de orientações é realizar um recital de poemas com as crianças,
é importante que conheçam outros poemas deste livro. Para tanto, organize outros momentos de leitura
e apreciação dos poemas, de forma a garantir que memorizem alguns deles. Para que possam saber de
memória alguns poemas, é importante sempre voltar ao livro e relê-los, convidando as crianças a recitar.
Com essa prática, as crianças também podem ganhar desenvoltura na recitação.

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10 | TRILHAS

Atividade 2
Identificar palavras que rimam

professor retoma com as crianças o poema A foca e depois propõe


que elas identifiquem e observem as semelhanças nas
palavras que rimam.

Roteiro de trabalho
­Preparação
Para esta atividade é importante que as crianças já conheçam o poema que será trabalhado. Preparar
um cartaz com o poema escrito em letra maiúscula, respeitando sua forma gráfica.

Organização do espaço e das crianças


Essa é uma atividade coletiva. Organizar as crianças de forma que vejam o cartaz e possam se ouvir e se
olhar (podem sentar em roda no chão, ou fazer uma roda de cadeiras, por exemplo).

Orientações para o professor


Iniciar a atividade apresentando o cartaz com o poema A foca e propor que as crianças retomem
Recitar partes do
poema de memória. de memória os versos. Você pode dizer: “Hoje vamos conversar sobre o poema A foca e recitá-lo para lem-
brar. Faremos assim, eu leio os dois primeiros versos e vocês dizem os dois versos seguintes”.

Propor uma nova leitura do poema, dessa vez circulando as palavras que rimam: “Agora que já
conhecemos muito bem esse poema, vamos encontrar as palavras que rimam. Eu vou ler cada estrofe e
circular as palavras que rimam. Prestem bastante atenção, pois, ao final, vamos descobrir por que
essas palavras rimam”.

Ler a primeira estrofe e circular as palavras FELIZ e NARIZ. Dizer que estas duas palavras rimam.
Observar partes
semelhantes na grafia Ler as palavras, marcar os finais iguais (IZ) e perguntar o que elas têm de parecido.
das palavras.

Ajudar as crianças a estabelecer relações entre a grafia e o som das palavras: “Então vocês percebe-
Identificar no texto do
poema palavras ram que nessas duas palavras há partes iguais! Vou ler essas partes. Quando lemos, elas também são pare-
que rimam. cidas? Então é por isso que estas palavras rimam. Vamos identificar outras palavras que rimam?”

Seguir desse modo até que todas as palavras do poema que rimam tenham sido identificadas
pelas crianças.

Propor uma brincadeira com as rimas desse poema. Você diz: “Lá vai a barquinha carregada de...”
Dizer palavras que
rimam a partir de uma (fala uma das palavras identificadas no poema) e as crianças devem completar com palavras que
palavra dada. rimem. Podem ser as palavras do poema ou outras que conheçam (Beatriz/ giz/ atriz/ raiz/ formiga/
espiga/ amiga). Você pode dizer: “Vamos fazer uma brincadeira com as rimas? Eu digo: Lá vai uma bar-
quinha carregada de dentes e vocês têm de falar outra palavra que rime com esta, como, por exemplo,
dormentes, ardentes, sorridentes etc.”

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11 | POESIA

Combinar as regras da brincadeira com as crianças: cada uma terá a sua vez de falar; no começo
podem ser palavras repetidas, mas depois (para criar mais desafios) não poderão repetir as palavras já
ditas por outros colegas; lembrar que precisam prestar atenção ao som para achar uma palavra que rima.

Possíveis adaptações
Caso o desafio proposto nessa atividade se mostre muito difícil para algumas crianças, no momento
da brincadeira da barquinha, você pode listar, juntamente com elas, algumas rimas para as palavras do
poema antes de iniciar a brincadeira.

Se o desafio proposto nessa atividade parecer muito fácil para algumas crianças, você pode propor na
brincadeira da barquinha outras palavras que não aparecem no poema para que elas criem novas rimas.

O que as crianças podem aprender


Ao propor que as crianças identifiquem as palavras que rimam observando as partes semelhantes na
grafia e na sonoridade, contribui-se para que elas aprendam sobre as características das palavras rimadas.

Ao estimulá-las a participar de desafios de formar duplas de palavras rimadas, favorece-se que


joguem com a linguagem (atividade metalinguística).

O que mais é possível fazer


Você pode propor esta mesma brincadeira com palavras de outros poemas conhecidos.

O que é possível fazer em casa


Sugerir que brinquem, em casa, com os pais ou irmãos a mesma brincadeira, e que tragam no dia seguinte
duas duplas de palavras que rimam.

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12 | TRILHAS

Atividade 3
Brincar com rimas
professor retoma com as crianças algumas rimas dos poemas
conhecidos e propõe uma brincadeira com elas. Mostra cartelas
com palavras dos poemas escritas e propõe diferentes maneiras de
brincar com as rimas daquelas palavras:
1º. O professor diz uma palavra – as crianças dizem outra que rima.
2º. O professor mostra duas cartelas e lê as palavras escritas – as
crianças dizem se rimam e por quê.
3º. O professor mostra uma cartela com uma palavra escrita – as
crianças reconhecem a palavra e dizem outra que rime com aquela.
4º. O professor mostra uma cartela com uma palavra escrita – as
crianças reconhecem a palavra e escrevem outra que rime com aquela.

Roteiro de trabalho
Preparação
Produzir cartões com palavras (escritas em letras maiúsculas) retiradas dos poemas mais conhecidos das
crianças do livro A arca de Noé. Cuidar para selecionar palavras que sejam fáceis de rimar e que estejam
no repertório de poemas que vem sendo trabalhado.

Organização do espaço e das crianças


Essa é uma atividade com dois momentos. Um primeiro, coletivo, em que as crianças devem estar orga-
nizadas de forma que todas possam visualizar os cartões que serão apresentados. E outro, em dupla, para
a escrita de palavras que rimam.

Orientações para o professor


Apresentar as cartelas às crianças contando que farão uma brincadeira com as palavras que estão
Criar rimas a partir de
uma palavra. nelas. Você pode dizer: “Nós já sabemos o que são rimas e já conhecemos muitas palavras que rimam nos
diversos poemas que lemos. Hoje vamos fazer uma brincadeira com elas. Para isso eu escrevi, nestas carte-
las, algumas palavras que estão nos poemas que conhecemos. Vamos ler todas elas?” Ler todas as cartelas
em voz alta, tomando cuidado para não silabar enquanto lê.

Contar às crianças que vai começar com a brincadeira. Mostrar uma cartela, ler a palavra e pedir
que as crianças digam outra que rime com aquela. Nesse momento você pode organizar a turma de
forma que cada criança fale uma palavra.

Seguir com essa orientação uma ou duas vezes e propor um desafio maior. Mostrar duas cartelas (ora
Identificar palavras que
rimam e justificar. com palavras que rimam, ora com palavras que não rimam), ler as palavras e pedir que as crianças
digam se rimam e por quê.

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Aumentar o desafio, quando achar que é possível, dizendo que você não vai mais ler as palavras, vai
Ler a palavra e criar
uma rima. apenas mostrar a cartela e as crianças deverão ler a palavra e dizer outra que rime com aquela: “Vou
mostrar uma palavra escrita; eu não falo nada, e vocês devem falar outra palavra que rime”.

Propor, depois que as crianças leiam a palavra na cartela, que escrevam outra que rime com aquela.
Ler a palavra e escrever
outra que rime com Para isso, é preciso organizá-las em duplas. Mostrar uma cartela, pedir que elas leiam em silêncio a
aquela que foi lida. palavra e, juntamente com suas duplas de trabalho, busquem uma palavra que rime com aquela e
escrevam no papel.

Possíveis adaptações
Caso o desafio proposto pareça muito difícil para algumas crianças, você pode realizar essa proposta
sem pedir que elas escrevam palavras que rimem, mas apenas digam.

Se o desafio proposto se mostrar muito fácil para algumas crianças, você pode propor que, em peque-
nos grupos, escrevam uma lista de palavras que rimam, e não apenas uma. Depois troque as listas entre
os grupos para que eles possam verificar se aquelas palavras realmente rimam.

O que as crianças podem aprender


Ao propor que as crianças criem rimas a partir de uma palavra lida pelo professor, favorece-se
que coloquem atenção sobre a sonoridade das palavras e utilizem seus conhecimentos para criar
novas rimas.

Ao propor que as crianças leiam as palavras nas cartelas para depois criar uma rima, possibilita-se
que elas façam uso dos conhecimentos gráficos e sonoros e possam compreender as relações entre
oralidade e escrita.

Ao propor que as crianças escrevam rimas a partir da palavra lida na cartela, favorece-se que ponham
em prática conhecimentos gráficos e sonoros enquanto refletem sobre como se escreve.

O que mais é possível fazer


Você pode propor outras atividades de leitura e escrita com os poemas conhecidos, como, por exemplo,
fazer lista de palavras que mais gostam dos poemas.

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14 | TRILHAS

Atividade 4
Observar a estrutura e criar versos para o poema

professor lê o poema A Porta e conversa sobre as repetições e


rimas presentes. Depois convida as crianças a criar novos versos
brincando com as rimas.

Roteiro de trabalho
Preparação
Treinar a leitura do poema A Porta. Identificar as repetições e rimas presentes na segunda estrofe. Ga-
rantir que as crianças tenham escutado o poema e brincado bastante com as rimas antes de propor essa
atividade.

Organização do espaço e das crianças


Essa é uma atividade coletiva. Organize as crianças de modo que elas consigam se ouvir enquanto criam
novas estrofes com repetições e rimas.

Orientações para o professor


Iniciar a atividade retomando o poema A Porta. Você pode reler o poema inteiro, propondo que as
crianças que souberem recitem com você.

Escrever a segunda estrofe do poema na lousa (ou em um cartaz grande) em letra maiúscula e ler
em voz alta acompanhando com o dedo

Propor que as crianças identifiquem as rimas dessa estrofe. “Vou ler esta estrofe e vocês devem obser-
var que palavras rimam. Nesses dois versos EU ABRO DEVAGARINHO / PRA PASSAR O MENININHO,
quais são as palavras que rimam? E nos dois versos seguintes”?

Chamar a atenção para as repetições presentes nessa estrofe. Você pode dizer: “Vocês repararam
que nesta estrofe do poema os versos começam sempre do mesmo jeito? Ou começa com EU ABRO... ou
então com: PRA PASSAR...” Vamos observar aqui na escrita da lousa onde estão essas repetições?

Retomar com as crianças a estrutura dessa estrofe do poema. Você pode dizer: “Vamos retomar o que
descobrimos dessa estrofe do poema: Seus versos começam sempre iguais e as palavras rimam”.

Propor que as crianças inventem novos versos para o poema: “Vamos criar novos versos para este
Criar novos versos dentro
da estrutura do poema. poema? De que outras formas a porta pode se abrir?”

Escrever na lousa ou em um papel grande, em forma de lista, as sugestões das crianças. Caso ache
necessário você poderá dar alguns exemplos: eu abro muito rápido, eu abro com gentileza, eu abro fazen-
do barulho, etc.

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Iniciar a criação dos novos versos. “Agora que temos muitas outras formas que a porta pode se abrir,
vamos inventar os novos versos. Lembrem-se que as palavras devem rimar. Por exemplo: Eu abro a porta
com gentileza. Pra passar a princesa”.

Escrever na lousa (ou num cartaz) os novos versos que forem sendo criados.

Possíveis adaptações
Caso o desafio proposto nessa atividade se mostre muito difícil para algumas crianças, você pode, em
vez de propor que criem novos versos, brincar com os versos já existentes. Pode perguntar quem mais
poderia passar pela porta quando ela abre bem devagarinho, e quando ela abre de supetão.

Se o desafio proposto nessa atividade parecer muito fácil para algumas crianças, você pode propor que
elas criem os novos versos em duplas, para depois socializar com a turma. Para isso, entregue folha e
lápis para cada dupla escrever seus novos versos.

O que as crianças podem aprender


Ao propor que observem as partes que se repetem e criem novos versos dentro da estrutura do poe-
ma, favorece-se que as crianças explorem, de maneira mais analítica, as características e os recursos
deste poema.

Ao propor que as crianças criem duplas de rimas para compor os novos versos, favorece-se que colo-
quem atenção sobre a sonoridade das palavras e utilizem seus conhecimentos para criar novas rimas.

O que mais é possível fazer


Você pode combinar com as crianças que vai escrever todos os novos versos criados e produzir um livro
de coletânea de versos. Uma ideia é propor que as crianças levem para casa esse livro para ler com seus
familiares. Para isso, faça um sorteio para definir a ordem que será feito esse rodízio.

O que é possível fazer em casa


Cada vez que uma criança levar o livro de coletâneas de versos para casa, você pode pedir que, em casa,
ela faça um desenho de um dos versos criados para ser colocado no mural da sala.

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Atividade 5
Fazer uma lista de palavras que acham bonitas

professor convida as crianças a conhecer um novo poema do


livro A arca de Noé e propõe que elas prestem atenção na leitura
para eleger as palavras que elas acham as mais bonitas. Por fim,
convida as crianças a ditarem uma lista com estas palavras.
Roteiro de trabalho
Preparação
Treinar a leitura do poema O leão para ler com entonação e ritmo. Separar um papel grande para ela-
borar uma lista de palavras bonitas do poema.

Organização do espaço e das crianças


Essa é uma atividade coletiva. As crianças podem estar organizadas de forma confortável, de modo que
consigam visualizar a lista.

Orientações para o professor


Contar às crianças que vão conhecer um novo poema do livro A arca de Noé e propor que prestem
atenção nas palavras do poema que achem bonitas. Você pode dizer: “Hoje vamos conhecer um novo
poema do livro A arca de Noé. Prestem bastante atenção na leitura, que depois eu vou pedir para vocês
me dizerem quais as palavras do poema que acharam mais bonitas”.

Ler o poema O leão, preocupando-se em colocar ritmo e entonação na leitura.

Pedir que as crianças digam quais palavras elas acharam mais bonitas e escrevê-las no papel.
Identificar e eleger
palavras que acham Nesse momento você poderá ajudá-las a justificar suas escolhas: “Você me disse que a palavra ‘labareda’
bonitas no poema. é bonita. Vou ler novamente a estrofe em que aparece essa palavra, para que você me diga por que acha
ela bonita”. É importante que as crianças digam o porquê de suas escolhas, porém, não há certo e errado.
As escolhas podem ser simplesmente pela sonoridade ou porque as palavras têm rimas, são difíceis,
representam coisas gostosas etc.

Propor que as crianças digam outras palavras que achem bonitas para ampliar a lista.

Combinar que, sempre que encontrarem palavras que achem bonitas em outros poemas, elas vão
colocar nessa lista que ficará na parede da sala.

Possíveis adaptações
Caso o desafio proposto nessa atividade se mostre muito difícil para algumas crianças, você pode eleger
uma ou duas palavras que considere bonitas para exemplificar antes de propor que elas escolham as
delas. Nesse momento, é importante que você justifique suas escolhas.

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Se o desafio proposto nessa atividade parecer muito fácil para algumas crianças, você pode propor que
elas escrevam, ao final da proposta, uma lista de palavras que achem bonitas.

O que as crianças podem aprender


Ao propor que as crianças identifiquem no poema as palavras que consideram bonitas, favorece-se
que atentem para a forma das palavras nesse tipo de texto e a função poética no poema.

Ao propor que as crianças ditem uma lista de palavras que acham bonitas, possibilita-se que
ampliem o vocabulário de palavras que consideram bonitas.

O que mais é possível fazer


Você pode realizar outras listas de palavras com os diferentes poemas deste livro, como, por exemplo,
lista de palavras que tenham letras e sons iguais ou de palavras que comecem com a mesma letra.

O que é possível fazer em casa


Você pode propor que as crianças contem em casa sobre as palavras que elegeram como as mais bonitas
do poema e perguntar aos pais, irmãos e vizinhos se sabem dizer palavras que considerem bonitas.

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Atividade 6
Ditar um poema conhecido

professor retoma com as crianças os poemas do livro A arca de


Noé que elas já sabem de memória. Em seguida, divide as
crianças em grupos e propõe que escolham um desses poemas e
ditem para ele escrever.

Roteiro de trabalho
Preparação
Garantir que as crianças saibam de memória o poema que será ditado, para que não precisem consultar
o livro durante a atividade.

Organização do espaço e das crianças


Essa é uma atividade com dois momentos; um primeiro, coletivo, e outro em pequenos grupos. Porém,
você deve organizar a turma para que, enquanto estiver trabalhando com um grupo, o restante das
crianças esteja realizando outra proposta que saibam fazer sozinhas, como brincar com jogos conhe-
cidos, por exemplo. Ao longo de alguns dias, você fará essa mesma proposta de forma a atender cada
grupo separadamente.

Orientações para o professor


Sentar com as crianças em roda e propor que digam quais os poemas do livro A arca de Noé que já
sabem de memória para que você possa organizá-los em uma lista.

Contar às crianças que a proposta é que, divididas em pequenos grupos, cada um escolha um poema
para ditar. Você pode dizer: “Agora que já listaram todos os poemas que sabem de cor, vou dividir vocês
em grupos, mas cada grupo fará uma atividade diferente. Alguns terão jogos para brincar e um único
grupo sentará comigo para escrever um poema do livro A arca de Noé”.

Explicar, já no pequeno grupo, que, primeiro, as crianças vão escolher o poema que vão ditar. Lembrar
que todos do grupo devem saber o poema escolhido de memória. Uma dica é pedir que recitem o poema
para verificar se realmente sabem o texto de memória.

Iniciar a proposta de escrita do poema lembrando às crianças os cuidados que precisam tomar ao
Adequar o ritmo do
ditado ao da escrita ditar para que você possa escrever: “Vamos começar a escrever o poema escolhido. Vou escrever tudo o
do professor. que vocês me ditarem, mas tentem falar devagar e um de cada vez, para que eu possa escrever tudo que
vocês me disserem”.

Observar a disposição
Propor questões que ajudem as crianças a observar a unidade gráfica do poema (linha do verso,
gráfica do texto (linhas, trecho da estrofe). Por exemplo, se a criança ditar duas linhas de uma vez, você pode perguntar: “Olha
verso e estrofe).
só, até aqui eu escrevi uma parte do que você me falou. Onde eu escrevo a outra parte, junto com essa ou

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em outra linha?” Ou ainda: “Tudo isso que vocês me ditaram agora é uma estrofe inteira. Continuo escre-
vendo ao lado desta linha ou em outra?”

Reler a parte do poema que já foi escrita para que as crianças o recuperem, se localizem e continuem
ditando a partir do ponto que pararam.

Reler o poema, após ter sido escrito por inteiro, para que as crianças decidam se falta algo: “Vou
Verificar se há
modificações para reler o que me ditaram para que vocês possam verificar se é necessário mudar algo, para que fique igual ao
fazer no texto. poema que conhecemos”.

Possíveis adaptações
Caso o desafio proposto nessa atividade se mostre muito difícil para algumas crianças, você pode com-
partilhar suas decisões de quebra de linha, de estrofe e de verso. Por exemplo, assim que elas ditarem
uma parte, diga que aquele pedaço é uma estrofe do poema e que nela há três linhas e que por esse
motivo você vai escrever um verso em cada linha e separar as estrofes.

Se o desafio proposto parecer muito fácil para algumas crianças, você pode propor que elas se revezem
no papel de quem vai escrever. Assim, além de ditar o poema, elas terão também o desafio de escrevê-lo.

O que as crianças podem aprender


Ao solicitar que as crianças ditem um texto, favorece-se que elas coloquem em jogo seus conheci-
mentos sobre as características da linguagem escrita.

Ao participar de uma escrita coletiva na qual elas ditam e acompanham o que o professor escreve, as crianças
podem aprender alguns comportamentos de escritor e atentar para as características gráficas do poema.

Ao reler para as crianças aquilo que foi ditado, solicitando que pensem sobre a necessidade de mudar
algo no texto, contribui-se para que elas se apropriem da linguagem escrita nos textos.

O que mais é possível fazer


Você pode propor outras atividades que ajudem as crianças a conhecer as estruturas características dos
poemas. Um exemplo é entregar em tiras de papel todos os versos de um poema bem conhecido das
crianças e pedir que elas, em duplas ou em pequenos grupos, os organizem por estrofes.

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Atividade 7
Ensaiar um recital com diferentes vozes

professor propõe que as crianças ensaiem uma recitação de


poemas com diferentes vozes. Para isso, organiza a sala em grupos
para que possam treinar e conversar sobre como melhorar o recital.

Roteiro de trabalho
Preparação
Garantir que cada criança já tenha escolhido o poema que vai recitar e que o saiba de memória. Para
esse dia prepare uma folha com os poemas escolhidos pelas crianças escritos em letras maiúsculas.

Organização do espaço e das crianças


Essa é uma atividade em pequenos grupos (que devem ser divididos por escolha igual de poema) e,
enquanto você trabalha com um deles, orientando-o no ensaio para o recital, os demais devem estar
realizando uma atividade que saibam fazer sozinhos. Ao longo de alguns dias você fará essa mesma
proposta de modo que possa acompanhar todos os grupos separadamente.

Orientações para o professor


Propor às crianças um ensaio para o recital em pequenos grupos. Para isso você pode organizar uma
grande roda e dizer: “Agora que vocês já escolheram o poema que sabem de memória e que querem recitar,
vamos fazer um ensaio para o recital. Dividi vocês em pequenos grupos, deixando juntas as crianças que
escolheram o mesmo poema. Vou ajudar um grupo de cada vez, então, enquanto eu trabalho com um
grupo, os demais poderão escolher um jogo para brincar”.

Organizar os grupos. Para isso, retome com elas os poemas que escolheram e organize as crianças de
forma que estejam no mesmo grupo aquelas que escolheram o mesmo poema. É importante que cada
grupo tenha entre 4 e 5 crianças. Caso necessário, organize mais de um grupo para o mesmo poema.

Contar às crianças, já no pequeno grupo, que elas vão treinar a recitação do poema para a apresentação.
Entregar a folha com o poema escrito para cada criança do grupo e contar que naquela folha está escrito
o poema que elas escolheram. Ler o poema em voz alta e pedir que acompanhem a leitura.

Explicar que elas vão, no dia do recital, declamar o poema em diferentes vozes, cada criança dizendo
uma ou mais estrofes.

Combinar qual passagem cada criança vai recitar e, na frente de cada uma delas, marcar essa parte
no papel em que está escrito o poema. Explicar que você fará isso para que elas possam acompanhar a
recitação do colega e saber quando será a sua vez de recitar.

Conversar com as crianças sobre qual seria a melhor maneira de recitar um poema. Nesse momento
você pode retomar a conversa que tiveram na primeira atividade sobre a importância de ler um poema
com ritmo e entonação.

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Realizar a primeira recitação com diferentes vozes e explicar ao grupo que elas devem ficar aten-
Recitar sua parte do poema
considerando a ordem tas enquanto cada uma delas recita a sua parte, para que possam saber quando é a sua hora de recitar.
sequencial do texto. Nesse primeiro ensaio, ajude as crianças informando o momento de cada uma recitar.

Propor às crianças do grupo, após o primeiro ensaio, que conversem sobre como melhorar a
Identificar o que pode ser
melhorado na recitação. recitação, considerando entonação, ritmo, expressão, altura da voz, clareza na fala etc.

Repetir a recitação levando em conta o que foi conversado anteriormente.

Possíveis adaptações
Caso o desafio proposto nessa atividade se mostre muito difícil para algumas crianças, você pode se
colocar como um integrante do grupo, recitando uma parte do poema. Dessa forma, as crianças terão
uma parte menor para decorar e recitar.

Se o desafio proposto nessa atividade parecer muito fácil para algumas crianças, você pode propor que
elas formem duplas e não grupos para recitar o poema.

Q que as crianças podem aprender


Ao pedir que as crianças recitem respeitando o seu momento de falar e o momento do outro, pos-
sibilita-se que acompanhem a ordem sequencial do texto e adaptem a sua participação desenvolvendo
atenção para a atividade.

Ao propor que as crianças conversem sobre o seu desempenho, possibilita-se que aprimorem alguns
procedimentos de recitação de poema, como ritmo e entonação de voz.

O que mais é possível fazer


Você pode gravar a recitação dos grupos para que as crianças possam ouvir e aprimorar suas declamações.

O que é possível fazer em casa


Você pode sugerir que as crianças levem para casa a folha com o poema escrito e façam mais um
treino de suas recitações.

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22 | TRILHAS

Atividade 8
Preparar a apresentação para o recital

professor propõe que as crianças realizem o ensaio final para


o recital, organizando uma apresentação de todos os grupos.
Conversa com as crianças sobre como devem colocar a voz durante a
recitação, como devem ficar organizadas e como devem se comportar
enquanto escutam o recital dos colegas.
Roteiro de trabalho
Preparação
Garantir que todas as crianças tenham participado do ensaio em pequenos grupos antes de propor o
ensaio final.

Organização do espaço e das crianças


Essa é uma atividade coletiva. É importante considerar que o espaço deve estar organizado de forma
que, enquanto as crianças recitam, elas estejam bem visíveis e que haja o silêncio necessário.

Orientações para o professor


Propor às crianças um ensaio final para o recital. Você pode dizer: “Hoje faremos um ensaio geral do
nosso recital. Cada grupo vai se apresentar e todas as crianças da sala vão assistir, como se fosse o dia do
nosso recital. Quando acharmos que estamos prontos, podemos convidar os pais ou os colegas de outra
classe para assistir”.

Conversar sobre a importância das crianças ficarem em silêncio e atentas à recitação dos colegas.

Organizar a ordem da apresentação dos grupos e chamar a atenção para a organização das crianças
Pensar sobre a
posição que devem que estão recitando e como devem colocar a voz, para que todos possam ouvir: “Como vocês devem
ficar durante a ficar enquanto se apresentam, para que todos possam vê-los? E para que todos escutem como vocês devem
recitação e como
colocar a voz. declamar o poema?”

Recitar o poema
Iniciar a recitação dos grupos.
em diferentes vozes
Conversar com as crianças sobre como foi a apresentação dos grupos em relação à maneira que
Pensar sobre como
melhorar a recitação eles recitaram considerando o público: “Todos conseguiram ouvir a recitação dos grupos? O que podemos
considerando os melhorar na maneira de recitar os poemas?”
desafios de se
apresentar em
público. Propor que as crianças falem sobre como foi o desafio de se apresentar em público. Você pode
dizer: “Como vocês se sentiram ao se apresentar? O que foi mais difícil?”

Combinar que elas ensaiarão até que estejam seguras para convidar seus pais ou outras crianças para
o recital.

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Possíveis adaptações
Caso o desafio proposto nessa atividade se mostre muito difícil para algumas crianças, você pode propor,
antes do ensaio final, um ensaio no qual um grupo apresenta para apenas outro grupo, sem que todos
da sala assistam.

Se o desafio proposto nessa atividade parecer muito fácil para algumas crianças, você pode propor um
ensaio final com a presença de outros adultos da escola.

O que as crianças podem aprender


Ao propor que as crianças ensaiem para um recital de poemas, favorece-se que elas desenvolvam a
capacidade de se apresentar em público e participar de uma prática social.

Ao propor que as crianças conversem sobre seu desempenho, possibilita-se que aprimorem alguns
procedimentos de recitação de poema, como ritmo e entonação da voz, desenvolvam atenção sobre a
linguagem e pensem sobre a sua própria ação.

Ao pedir que as crianças recitem respeitando o seu momento de falar e o momento do outro, possibilita-
se que atuem de maneira colaborativa, identificando sua contribuição para o trabalho conjunto.

O que mais é possível fazer


Você pode combinar com as crianças quem serão os convidados para o recital (crianças de outras
salas, funcionários e os pais) e escrever coletivamente um convite.

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Créditos institucionais

TRILHAS

Iniciativa:
Natura Cosméticos

Realização:
Programa Crer para Ver, Natura Cosméticos

Desenvolvimento:
Cedac

Ficha Técnica

Programa Crer para Ver, Natura Cosméticos


Coordenação:
Maria Lucia Guardia e Lilia Asuca Sumiya

Cedac
Coordenação:
Beatriz Cardoso e Tereza Perez

Concepção do conteúdo e supervisão:


Ana Teberosky

Direção editorial:
Beatriz Cardoso e Beatriz Ferraz

Consultoria literária:
Maria José Nóbrega

Equipe de redação:
Beatriz Cardoso, Beatriz Ferraz, Cristiane Fernandes Tavares, Debora Samori, Maria Grembecki, Milou Sequerra, Patrícia Diaz

Equipe da Gerência de Educação e Sociedade, Natura Cosméticos:


Maria Lucia Guardia, Lilia Asuca Sumiya, Fabiana Shiroma, Eliane Santos, Isabel Ferreira, Luara Maranhão, Marcio Picolo

Edição de texto:
Marco Antonio Araujo

Coordenação de produção:
Fátima Assumpção

Projeto gráfico:
SM&A Design

Ilustrações:
Vicente Mendonça

Revisão:
Ali Onaissi

“ESTE CADERNO TEM OS DIREITOS RESERVADOS E NÃO PODE SER COPIADO OU REPRODUZIDO, PARCIAL OU
TOTALMENTE, SEM AUTORIZAÇÃO PRÉVIA E EXPRESSA DO PROGRAMA CRER PARA VER, DA NATURA COSMÉTICOS,
E DO CEDAC.”

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CADERNO DE ORIENTAÇÕES
CADERNO DE ORIENTAÇÕES:POEMAS

POEMAS
O Programa Crer para Ver é uma das iniciativas que traduzem o compromisso
da Natura com a construção de uma sociedade mais justa. Nesse sentido,
o principal objetivo do Programa é contribuir para um dos aspectos mais relevantes
e estruturais da sociedade: a qualidade da educação nas escolas públicas brasileiras.

Por acreditarmos que a participação de todos é o caminho para mudanças, desde a


concepção do Programa, a Natura mobiliza seu canal de vendas para compartilhar
a importância e o valor da educação. Esse envolvimento possibilita que as ações
desenvolvidas pelo Programa sejam financiadas por meio de recursos arrecadados pelos
Consultores e Consultoras Natura, que vendem os produtos da linha Crer para Ver sem
fins lucrativos.

Desde o início do Programa, em 1995, essa participação voluntária arrecadou mais de


R$ 32 milhões, o que possibilitou o investimento em iniciativas voltadas para o ensino
fundamental, educação de jovens e adultos e educação infantil de escolas públicas em todo
o Brasil, resultando em mais de 2,4 milhões de alunos beneficiados.

Uma dessas iniciativas é este material que você, professor, está recebendo. O projeto TRILHAS
visa promover o desenvolvimento da leitura, escrita e oralidade dos alunos de 4 a 6 anos e
também instrumentalizar e apoiar o trabalho do professor das redes públicas de ensino.

Essa ação contribui para ampliar o universo cultural de alunos e professores, por meio do
acesso à leitura de bons livros de literatura infantil. A escolha da LEITURA como o principal
tema deve-se por ser uma estratégia mundialmente reconhecida como determinante para
a aprendizagem e para promover um melhor desempenho escolar ao longo de toda a vida.

Esperamos que o projeto possa ser útil a você e a todos os profissionais que trabalham para
a melhoria da educação infantil pública.

Aos Consultores e Consultoras Natura, agradecemos o esforço voluntário e a contribuição


para o desenvolvimento de uma sociedade mais justa e solidária. Graças a essa mobilização,
milhares de municípios brasileiros, na sua diversidade e pluralidade, fazem parte deste
e de outros projetos do Programa Crer para Ver.
Equipe do Programa Crer para Ver, Natura Cosméticos

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