Você está na página 1de 4

EEL115 - LABORATÓRIO DE C IRCUITOS E LÉTRICOS I

L ABORATÓRIO N O 3: R ESISTÊNCIA VARIÁVEL

Objetivos: Os potenciômetros e trimpots rotativos simples,


com ângulo de giro do eixo de 270º ou ¾ de volta,
 Utilizar potenciômetro são utilizados para controle amplo. Os potenciôme-
 Verificar experimentalmente o “teorema da má- tros multivoltas (15, 20, 25voltas) são utilizados pa-
xima transferência de potência” ra ajustes finos ou de precisão.
 Desenhar “reta de carga”
Um potenciômetro ¾ de volta associado a uma
boa técnica de ajuste pode apresentar resultados
LISTA DE MATERIAL
melhores que um potenciômetro multivoltas mal uti-
lizado.
 Fonte de alimentação DC simétrica
ajustável ±15V/1A Valores comerciais de potenciômetro seguem a
 2 multímetros digitais tabela E6 da IEC63, ou seja, 10, 15, 22, 33, 47 e
 Proto Board 68.
 Potenciômetro: 1kΩ (1) 10k (1) Divisor Resistivo
 Resistores 5%, >1/3 W
1kΩ (1) 1k5 (1) 2kΩ (1) 3kΩ (1) O potenciômetro ligado como divisor resistivo
conforme a Figura 2, a tensão Vo no cursor C irá
1- POTENCIÔMETRO E TRIMPOT variar entre 0V e o valor máximo VO-MAX girando o
eixo no sentido horário.
O potenciômetro e trimpot podem ser utilizados Se invertermos os terminais externos do poten-
na eletrônica como resistência variável e como divi- ciômetro com mostra a Figura 3, ou seja, trocarmos
sor resistivo. os terminais 0 e 10, a tensão Vo variará do máximo
para o mínimo ao girarmos o eixo no sentido horá-
5 rio.

resistência

cursor
0

10

0 C 10 0 C 10
TimPot - ¾ Volta

Figura 2- Divisor resistivo (sentido horário)


10
C
0

Figura 1- Potenciômetro e trimpot.


Visto de frente, o terminal da esquerda é o ter-
minal “0” e o da direita, “10”. O terminal central “C”
(cursor) é ligado ao contato deslizante do potenci-
ômetro.
A resistência entre os terminais “0” e “10” tem o
valor total especificado (1kΩ). A resistência entre o
cursor “C” e o terminal “0” é diretamente proporcio-
nal ao deslocamento do eixo do potenciômetro,
aumenta ao girarmos o eixo no sentido horário.
A variação da resistência com a rotação do eixo
pode ser linear ou logarítmico. Não confundir po- Figura 3- Divisor resistivo (sentido anti-horário)
tenciômetro deslizante com potenciômetro linear.

UNIFEI-IESTI Kazuo Nakashima https://elt09.unifei.edu.br 1


o
EEL115 - LABORATÓRIO DE C IRCUITOS E LÉTRICOS I Laboratório N 3: Resistência variável

A tensão máxima é determinada pela relação en- No circuito apresentado na Figura 6, uma fonte
tre R1 e RP, como mostra a curva 2a da Figura 5. de tensão real, a tensão máxima será 15V para cir-
A utilização do resistor limitador R1 é opcional cuito aberto (Rx=∞ ou Io=0) e a corrente máxima
em muitas aplicações. será 10mA para curto-circuito (Rx=0 ou Vo=0).

R P //R CARGA
VO MAX = E
R 1 +R P //R CARGA

Resistência Variável
Como resistência variável o cursor é conectado a
um dos terminais externos.
Para utilizar o “resistor variável” como divisor re-
sistivo será necessário a utilização do resistor limi-
Figura 6- Circuito equivalente Thevenin
tador R1. Neste caso a variação da tensão não será
linear, curvas 4a e 4b da Figura 5. Os gráficos da Figura 7 apresentam a variação
da tensão, corrente e potência sobre Rx para resis-
tência entre 1Ω e 10kΩ.

Figura 4- Resistência variável

Figura 5 - Tensão ajustável

2- GRÁFICOS Figura 7- Gráficos de tensão, corrente e potência em Rx.


Gráfico: a) Linear, b) SemiLog, c) BiLog
Existem várias formas de verificar o comporta-
mento do circuito em função da variação da resis- No gráfico 7(a) os dois eixos estão na escala li-
tência. near. Para uma faixa de variação muito ampla de
Rx, 1Ω a 1MΩ, uma relação de 106:1, o gráfico tor-

UNIFEI-IESTI Kazuo Nakashima https://elt09.unifei.edu.br 2


o
EEL115 - LABORATÓRIO DE C IRCUITOS E LÉTRICOS I Laboratório N 3: Resistência variável

na-se inútil. O aspecto pode melhorar se reduzimos Laboratório


a faixa de variação, ou seja, uma relação de no má-
ximo 10:1.  Montar o circuito apresentado na Figura 9 de
forma que a corrente aumente ao girarmos o ei-
O gráfico terá melhor utilidade se utilizarmos es-
xo do potenciômetro no sentido horário.
cala logarítmica para o eixo X como mostra a Figura
7(b).
Para uma cobertura mais ampla devemos utilizar
também a escala logarítmica para o eixo Y como
mostra a Figura 7(c).
Atenção: Na escala logarítmica não existe o valor
zero.
Observe que a potência máxima ocorre quando
Rx=R conforme o Teorema da Máxima Transferên-
cia de Potência.
Figura 9 - Circuito Equivalente Thevenin.

3- RETA DE CARGA  Anotar o valor da tensão na Tabela 1 e transferir


o resultado para o gráfico da Figura 10
Outra forma gráfica interessante é representar a (Y=1mA/DIV e X=1V/DIV).
corrente em função da tensão como mostra a Figu-  Calcular Po=Vo.Io [W] e transferir o resultado
ra 8. Neste gráfico, Io em função de Vo será uma para o gráfico da Figura 10 (Y=5mW/DIV).
reta determinada pela fonte E e pela resistência R.  Calcular o valor de Rx=Vo/Io
 Desenhar a “Reta de carga”
VO = E - R.I O  Desenhar a curva da hipérbole de potência para
E -VO Po=37,5mW
IO =
R Tabela 1
Dois pontos desta reta são Vo=E (para Io=0 ou Teórico Medido
circuito aberto ou sem carga) e Io=E/R (para Vo Rx Io Po Io Po
Vo=0 ou curto-circuito.). A inclinação da reta ∆V/∆I é
V kΩ mA mW mA mW
determinada pela resistência R. ∆V/∆I é um valor
negativo. 0
Esta reta é conhecida como RETA DE CARGA e 1
é muito utilizado na eletrônica para análise de cir- 2
cuitos lineares e não lineares.
3
A Figura 8 mostra o “´ponto de operação”, cru-
4
zamento da reta de carga com a curva VxI da resis-
tência, (6V; 6mA), para carga resistiva de 1kΩ. 5
6
7
7,5
8
9
10
11
12
13
14
Figura 8- Reta de carga. 15

UNIFEI-IESTI Kazuo Nakashima https://elt09.unifei.edu.br 3


o
EEL115 - LABORATÓRIO DE C IRCUITOS E LÉTRICOS I Laboratório N 3: Resistência variável

Figura 10- Reta de carga.


Itajubá, MG, julho de 2018

UNIFEI-IESTI Kazuo Nakashima https://elt09.unifei.edu.br 4

Você também pode gostar