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INSTITUTO SUPERIOR DE CIÊNCIAS E EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA


DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS DE EDUCAÇÃO
LICENCIATURA EM ENSINO DE GEOGRAFIA

ORGANIZAÇÃO DAS ESCOLAS EM MOÇAMBIQUE: ESTUDO DO


CASO: ESCOLA SECUNDÁRIA DE MORRUMBENE

Telma da Graca Albino Massango Nhoela

Maxixe, 17 de Julho de 2019


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INSTITUTO SUPERIOR DE CIÊNCIAS E EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA


DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS DE EDUCAÇÃO
LICENCIATURA EM ENSINO DE GEOGRAFIA

ORGANIZAÇÃO DAS ESCOLAS EM MOÇAMBIQUE: ESTUDO DO


CASO: ESCOLA SECUNDÁRIA DE MORRUMBENE

Trabalho do módulo de Seminário de Orientação e Estagio Docente , a ser entregue ao tutor Sualé
Amade, do Departamento de Ciências de Educação como 2º teste.

A Estudante O tutor

Telma da Graca Albino Massango Nhoela Sualé Amade

Maxixe, 17 de Julho de 2019


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Índice
1. Titulo....................................................................................................................................................4
2. Justificativa..........................................................................................................................................4
3. Problematização...................................................................................................................................4
4. Hipóteses..............................................................................................................................................5
5. Objectivos............................................................................................................................................6
5.1. Objectivo Geral............................................................................................................................6
5.2. Objectivos Específicos.................................................................................................................6
6. Fundamentação Teórica........................................................................................................................7
6.1. Conceito Escola............................................................................................................................7
6.2. Educação......................................................................................................................................7
6.3. Organização..................................................................................................................................8
6.4. A concepção de Organização Escolar...........................................................................................8
6.5. Conselho de Escola.......................................................................................................................9
6.6. Gestão Educacional vs Gestão escolar..........................................................................................9
6.7. Autonomia das Escolas...............................................................................................................10
6.8. Conselho de Escola como um mecanismo de gestão democrática..............................................11
6.9. Estrutura e Funcionamento do Conselho de Escola em Moçambique.........................................11
7. Metodologia.......................................................................................................................................12
7.1. Abordagem metodológica...........................................................................................................12
7.2. Natureza da pesquisa..................................................................................................................12
7.3. Descrição do local de estudo......................................................................................................13
8. Análise e discussão de dados..............................................................................................................14
8.1. Conselho de escola.....................................................................................................................14
8.2. Direção.......................................................................................................................................14
8.3. Setor técnico-administrativo.......................................................................................................15
8.4. Sector pedagógico......................................................................................................................15
8.5. Corpo docente.............................................................................................................................16
8.6. Transparência na gestão dos recursos da Escola.........................................................................16
Considerações Finais..................................................................................................................................17
Referencias Bibliográficas..........................................................................................................................18
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1. Titulo

A ORGANIZAÇÃO DA ESCOLA EM MOÇAMBIQUE. ESTUDO DE CASO DA ESCOLA


SECUNDARIA DE MORRUMBENE

2. Justificativa

Toda empresa necessita de uma estrutura de organização interna, e como vimos no filme a escola
também é uma empresa e por isso também tem sua estrutura organizacional, geralmente prevista
no Regimento Escolar ou em legislação específica estadual ou municipal. Essa estrutura é
comumente representada graficamente num organograma um tipo de gráfico quemostra a inter-
relações entre os vários setores e funções de uma organização ou serviço. Evidentemente a forma
do organograma reflete a concepção de organização e gestão. Sendo assim temos como
justificativa o estudo de a organização da escola em Moçambique. E temos como o estudo do
caso a Escola Secundaria de Morrumbene.

3. Problematização

Com essa realidade à frente, na condição de cidadão moçambicano, este pesquisador é


conhecedor e formado pelo sistema educativo desse país. Hoje, como profissional da educação
comprometido com a inovação organizacional e com a gestão participativa nas escolas
secundárias e com a formação em políticas, organização e administração/gestão educacional,
assumimos grande responsabilidade no sentido de contribuir, desenvolver e partilhar
conhecimentos sobre teorias e modelos de organização, sobretudo, nos processos de
administração e gestão, de tomada de decisão dos atores, rumo à construção de políticas
educativas para uma escola cidadã e inclusiva numa sociedade cada vez mais democrática.

Por isso, o problema desta investigação consiste em analisar as políticas educacionais e


organização das Escolas em Moçambique.

A gestão democrática da escola como processo exige reflexão sobre as questões relativas à
organização, à autonomia, à educação inclusiva, à direção e à gestão dos estabelecimentos de
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ensino, aspectos que têm relevância nos estudos de administração educacional pela dimensão
política que assumem e pela forma como influenciam as relações de trabalho no ambiente da
escola.

Por isso, a participação dos atores pode ser intensa e inconstante, as metas organizacionais podem
ser ambíguas e dependem de interpretações políticas, porque as organizações educativas podem
ser tidas como coligações de interesses. Assim, a partir desse olhar político-sociológico e
filosófico, pode-se contribuir para o desenvolvimento de políticas nacionais que respeitem a
participação alargada dos atores educativos nas escolas em geral, designadamente no que
concerne às promessas de emancipação, à democratização e à construção de novos ideários na
governação da educação.

4. Hipóteses

Hipótese A – A organização actual das escolas em Moçambique – influencia na construção da


cultura organizacional numa perspetiva integradora assumindo obviamente uma postura
gestionária da cultura defendida pelas orientações politicas e ideológicas;

Hipótese B – A Organização actual das escolas em Moçambique – é indiferentes na construção


da cultura organizacional assumindo como válidas as subculturas numa perspetiva
diferenciadora/fragmentadora da cultura, respeitando as autonomias individuais, grupais e
coletivas assim como os diversos valores, crenças e ideologias.
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5. Objectivos
5.1. Objectivo Geral

Esta pesquisa tem como objectivo Geral analisar a organização das Escolas em Moçambique e
em Particular na Escola Secundária de Morrumbene.

5.2. Objectivos Específicos

Contextualização da Organização das Escola

Reflectir sobre a organização das Escolas em Moçambique

Reflectir sobre a organização das Escolas Secundárias em Moçambique

Analisar a organização da Escola Secundária de Morrumbene.


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6. Fundamentação Teórica
6.1. Conceito Escola

Entende-se por escola a instituição que se dedica ao processo de ensino e aprendizagem entre
alunos e docente. A escola é uma das instituições mais importantes na vida de uma pessoa, talvez
também como uma das primordiais da família, já que na atualidade se estabelece que uma criança
faça parte da escola desde a sua infância para finalizar aproximadamente na idade adulta.

Canário (2005) define escola como sendo uma forma, uma organização e uma instituição,
fundamentando que a organização da escola compreende as relações professor com a turma, pois
a construção do saber é organizada no colectivo. Ainda na perspectiva do autor, a escola é
também uma instituição que a partir de um conjunto de valores tornou-se uma “fábrica de
cidadãos” ressaltando que, historicamente, a mesma tem um papel de unificadora cultural e
política

6.2. Educação

Paro (2007) considera a educação como sendo a apropriação do saber produzido historicamente.

Na sua óptica, é disso que decorre a centralidade da educação como condição imprescindível da
própria realização histórica do homem. Para o autor, é pela educação que o homem tem a
possibilidade de construir-se historicamente, diferenciando-se da mera natureza. Em com este
autor, Libâneo (2002) acrescenta que este é um fenómeno plurifacetado, ocorrendo em muitos
lugares, institucionalizado ou não, sob várias modalidades.

Já Dourado (2007) define educação como sendo uma prática social, constitutiva e constituinte das
relações sociais mais amplas e que se dá por um processo de socialização da cultura. Ainda na
mesma senda, Brandão (1985) define-a como sendo todo conhecimento adquirido com a vivência
em sociedade, seja ela qual for.

Assim, pode se dizer então que a educação ocorre em qualquer local, seja em casa, na escola, na
igreja, no trabalho, entre vários outros locais onde haja exposição a algum aprendizado e contacto
com pessoas.
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6.3. Organização

Segundo LIBÂNEO (2004:97) “ organizar significa dispor de forma ordenada, articular as partes
de um todo, prover as condições necessárias para realizar uma acção”.

No campo da educação, a expressão organização escolar é frequentemente identificada com


administração escolar, termo que tradicionalmente caracteriza os princípios e procedimentos
referentes a acção de planejar o trabalho da escola, racionalizar o uso de recursos (materiais
financeiros, intelectuais), coordenar e controlar o trabalho das pessoas.

6.4. A concepção de Organização Escolar

De acordo com LIBÂNEO (2004) o estudo da escola como uma organização de trabalho não é
novo, por isso diversos estudos sobre o processo de organização e gestão apresenta duas
concepções diferentes em relação às finalidades sociais e políticas da educação:

a)    Na concepção científico-racional (burocrática e tecnicista) – a escola é tomada como uma


realidade objectiva, neutra, racional e, por isso, pode ser planejada, organizada e controlada de
modo a alcançar melhores índices de eficácia e eficiência. Este modelo valoriza à estrutura
organizacional, à definição rigorosa de cargos e funções, às normas e regulamentos, à direcção
centralizada e ao panejamento com pouca participação das pessoas.

b)    Na concepção sociocrítica – a escola é organizada como um sistema que agrega pessoas,
destacando-se o carácter intencional de suas acções, a importância das interacções sociais no
meio do grupo e as relações da escolar com o contexto sociocultural e político. A organização
escolar é constituída pela comunidade educativa, envolvendo os professores, os alunos e os pais.
A gestão e tomada de decisões da escolar são feitas democraticamente.

A organização e o processo de gestão incluindo a direcção, assumem diferentes significados


conforme a concepção que se tenha dos objectivos da educação em relação à sociedade e à
formação dos alunos. A concepção técnico-científica é clássica e burocrática como a concepção
científico racional. Ambas são objectivas e limitam-se em atingir os objectivos seguindo um
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padrão hierárquico. Esse é o modelo mais comum de organização escolar encontrado na realidade
educacional moçambicana, embora se use uma política sociocrítica na maior parte das
instituições escolares. Enquanto, as três últimas concepções possuem traços comuns que as
aproximam da concepção sociocrítica. Essas por sua vez, a organização é subjectiva,
democrática, que dá importância as interacções sociais no seio do grupo e as relações da escola
no contexto sociocultural e político.

6.5. Conselho de Escola

Segundo Cury (2001) Conselho vem do latim Consilium, que provém do verbo
Consuloconsulere, significando ouvir e ser ouvido, após uma ponderação reflectida, prudente e de
bom senso.

Segundo Ciseki e Romão (2004) conselho de escola é um órgão colegial formado por pais,
alunos, professores, director, pessoal administrativo e operacional para gerir colectivamente a
escola. Este, pode ser considerado um espaço de construção do projecto de escola voltado aos
interesses da comunidade que dela se serve. Através dele, a população poderá controlar a
qualidade de um serviço prestado pelo Estado, definindo e acompanhando a educação que lhe é
oferecida.

Complementando, Veiga (2001) acrescenta que o conselho possibilita a delegação de


responsabilidades e o desenvolvimento de diversos participantes, ou seja, é um gerador de
descentralização. E, como órgão máximo de decisão no interior da escola, procura defender uma
nova visão de trabalho.

Tal como os outros autores, Marinheiro (2014) define o Conselho de Escola como sendo um
órgão representativo da comunidade escolar e tem por finalidade promover a articulação entre
todos os sujeitos da comunidade escolar, constituindo-se, em tese, como órgão máximo da gestão
democrática e participativa.

6.6. Gestão Educacional vs Gestão escolar

Muitas vezes estes são confundidos, colocando-os na mesma posição como se do mesmo
conceito se tratasse. Desse modo, optamos por começar a discussão clarificando este aspecto.
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Segundo Viera (2007) a gestão educacional refere-se a um amplo espectro de iniciativas


desenvolvidas pelas diferentes instâncias de governo, seja em termos de responsabilidades
compartilhadas na oferta de ensino, ou de outras acções que desenvolvem em suas áreas
específicas de actuação. A gestão escolar, por sua vez, como a própria expressão sugere, situa-se
no plano da escola e diz respeito a tarefas que estão sob sua esfera de abrangência.

Nesse sentido, pode-se dizer que a política educacional está para a gestão educacional como a
proposta pedagógica está para a gestão escolar. Assim, é lícito afirmar que a gestão educacional
situa-se na esfera macro, ao passo que a gestão escolar localiza-se na esfera micro. Ambas
articulam-se mutuamente, dado que a primeira justifica-se a partir da segunda. Noutras palavras,
a razão de existir da gestão educacional é a escola e o trabalho que nela se realiza. A gestão
escolar, por sua vez, orienta-se para assegurar aquilo que é próprio de sua finalidade – promover
o ensino e a aprendizagem, viabilizando a educação como um direito de todos (Viera, 2007).

Portanto, gestão democrática, pode ocorrer em uma ou em outra assim como em ambas, mas no
contexto do presente estudo a mesma é abordada no âmbito da gestão escolar e não educacional,
ainda que não seja possível falar de gestão escolar sem falar de gestão educacional, pois a
primeira encontra seu fundamento na segunda.

De acordo com Libanêo (2000) a gestão é fundamental para qualquer organização e a gestão
escolar constitui uma dimensão importantíssima da educação. A capacidade de administrar a
instituição escolar é relevante para o desenvolvimento do sujeito aprendiz.

6.7. Autonomia das Escolas

Para Santos (2006) autonomia pode ser entendida como a capacidade das pessoas de decidir
sobre seu próprio destino, ou seja, auto-governar-se. Complementando, Libâneo (2001) considera
que autonomia significa ter poder de decisão sobre seus objectivos e suas formas de organização,
ou mesmo manter-se relativamente independente do poder central. Assim como administrar
livremente os recursos financeiros.

Dessa maneira, as escolas podem resolver problemas específicos de cada comunidade. E a melhor
maneira de saber o que a comunidade precisa, é trazê-la para a gestão administrativa e
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pedagógica da escola por meio dos Conselhos. Para que uma escola adopte um princípio
democrático deve agir com participação e autonomia (Libâneo, 2001).

No contexto de Moçambique, pode-se considerar o fundo do Apoio Directo às Escolas (ADE),


como sendo um dos passos param sua autonomia, pelo menos no que diz respeito a gestão dos
recursos financeiros, uma vez que, a escola goza de liberdade para dentro das suas necessidades
identificar o que deve ou não constituir prioridade.

6.8. Conselho de Escola como um mecanismo de gestão democrática

A democratização da gestão é defendida enquanto possibilidade de melhoria na qualidade


pedagógica do processo educacional das escolas, na construção de um currículo pautado na
realidade local, na maior integração entre os agentes envolvidos na escola, director, professores,
estudantes, coordenadores, técnico-administrativo, auxiliares de serviço, no apoio efectivo da
comunidade, às escolas como participante activo e sujeito do processo de desenvolvimento do
trabalho escolar (Dourado, 2006).

Para Fonseca (1998) a análise da problemática da democracia nas organizações remete desde
logo para questão fundamental da participação. Neste contexto, o autor considera que uma forma
de educação democrática e participativa implica um projecto de acção partilhado entre os agentes
envolvidos, onde cada um tem um papel a desempenhar, uma responsabilidade a assumir e
decisões em que deve intervir.

6.9. Estrutura e Funcionamento do Conselho de Escola em Moçambique

Ibrahimo e Machado (2014) em seu estudo sobre “o conselho de escola como meio de
participação da comunidade”, refere que em Moçambique o envolvimento da comunidade
externa nas escolas verifica-se após o período pós-independência quando as primeiras
experiências de envolvimento dos pais e encarregados de educação começam a se fazer sentir
através das comissões de pais e de ligação escola - comunidade.

Entretanto, Nhanice (2013) considera que a necessidade do envolvimento da comunidade nos


destinos da escola não é uma novidade na história da educação moçambicana dado que os relatos
de pesquisa de Mazula (1995) e Gomez (1999) sublinham que desde a luta de libertação do país
do domínio colonial, já nas zonas libertadas, as escolas pilotos funcionaram dentro do princípio
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da ligação entre a escola e a comunidade, embora sem a constituição no sentido estrito dos
conselhos de escola.

7. Metodologia
7.1. Abordagem metodológica

Quanto a abordagem, o presente estudo é uma pesquisa qualitativa, que na óptica de Gerhardt e

Silveira (2009, p. 31), a mesma não se preocupa com a representatividade numérica, mas sim,
com o aprofundamento da compreensão de um determinado grupo social ou de uma organização.

Outros autores consideram como sendo suas características: objectivação do fenómeno,


hierarquização das acções de descrever, compreender, explicar, precisão das relações entre o
global e o local em determinado fenómeno, observância das diferenças entre o mundo social e o
mundo natural, entre outros.

7.2. Natureza da pesquisa

Quanto a natureza, esta pesquisa é de carácter descritivo, onde o objectivo é proporcionar maior
familiaridade com o problema, com vista a torna-lo mais explícito ou a construir hipóteses, tal
como sugere Gerhardt e Silveira (2009). Ainda nessa sequência, (Gil, 2007, como citado em
Gerhardt e Silveira, 2009) considera que esta pode ser classificada como pesquisa bibliográfica e
estudo de caso.

Por pesquisa bibliográfica, Marconi e Lakatos (1992, p. 43) referem que a mesma consiste no
levantamento de toda a bibliografia já publicada sobre a temática em pesquisa, com o objectivo
de fazer com que o pesquisador, entre em contacto directo com todo o material escrito sobre um
determinado assunto, auxiliando o cientista na análise de suas pesquisas ou na manutenção de
suas informações.

Recorremos a esta natureza, uma vez que o nosso interesse passa pela compreensão detalhada do
processo de Organização da Escola Secundária de Morrumbene.
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7.3. Descrição do local de estudo

A Escola Secundária de Morrumbene funciona nas instalações da extinta Escola Primária do 2º


Grau de Morrumbene (EP2 de Morrumbene). Esta foi criada em 1987 como forma de reduzir as
distâncias que os alunos percorriam de vários pontos do Distrito de Morrumbene para a
Localidade de Cambine onde existia a única escola que leccionava o nível do EP2, na altura
considerada como Escola Secundária.

Com a criação das Escolas Primárias Completas (EPCs) e a introdução do Sistema Nacional de
Educação (SNE) nas Escolas Secundárias, surge a Escola Secundária de Morrumbene a funcionar
nas instalações da EP2.

O Projecto da Escola Secundária de Morrumbene teve o seu início em 1999 com a criação de
salas anexas à Escola Secundária de Cambine no espaço onde funciona actualmente (onde
funcionava o EP2), com o objectivo de reduzir as distâncias e os gastos em transporte para a
Localidade de Cambine que maior parte dos alunos e professores residentes na vila sede do
Distrito e arredores estavam sujeitos.

O início deu-se com 4 turmas da 8ª classe em 1999 e introduziu-se a 9ª e 10ª classe em 2000 e
2001, respectivamente. Com a introdução da 10ª classe em 2001, as salas anexas ficaram
independentes e assim ficou oficializada a Escola Secundária de Morrumbene, de acordo com o
despacho de 04/01/2001 da Senhora Vice–Ministra da Educação.

Actualmente, a escola leciona em dois turnos (Curso Diurno e Nocturno) um total de 2911
alunos (ensino presencial e PESD) dos quais 1622 são mulheres, distribuídos por  52 do turmas
do ensino presencial (das quais 24 são da 8ª classe , 15 são da 9ª classe e 13 são da 10ª   classe) e
3 do PESD (sendo 1 da 8ª classe, 1 da 9ª classe e 1 da 10ª classe) em  23 salas de aulas (todas elas
apetrechadas com carteiras), das quais 6 são anexas localizadas da EPC de Bié, na Localidade de
Malaia. Importa referir que as salas onde funcionam as turmas anexas pertencem a EPC de Bié.

A escola funciona 1 director, 2 DAPs (1 do Curso Diurno e 1 do Curso Nocturno). Possui uma
secretaria, uma sala onde funciona o PESD, uma biblioteca minimamente apetrechada com
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material didático necessário para levar avante o Processo e Ensino e Aprendizagem com
sucessos, e uma sala de informática equipada com 9 computadores ligados a rede de internet. 

8. Análise e discussão de dados

Esta etapa apresenta dota estrutura organizacional da escola Secundária de Morrumbene e as


respectivas actividades exercidas pelos memos integrantes.

8.1. Conselho de escola

O Conselho de Escola tem atribuições consultivas, deliberativas e fiscais em questões definidas


na legislação estadual ou municipal e no Regimento Escolar. Essas questões, geralmente,
envolvem aspectos pedagógicos, administrativos e financeiros. Em vários Estados o Conselho é
eleito no início do ano lectivo. Sua composição tem uma participação dos docentes, dos
especialistas em educação, dos funcionários, dos pais e alunos, observando-se, a semelhança dos
integrantes da escola (50%) e usuários (50%).

Sendo assim como membro do conselho da escola encontramos 4 encarregados de educação que
foram votados no inicio do ano sendo que um deles esta a prolongar o seu mandato.

8.2. Direção

O diretor coordena, organiza e gerencia todas as atividades da escola, auxiliado pelos demais
componentes do corpo de especialistas e de técnicos-administrativos, atendendo às
leis,regulamentos e determinações dos órgãos superiores do sistema de ensino e às decisões no
âmbito da escola e pela comunidade. O assistente de diretor desempenha as mesmas funções na
condição de substituto eventual do diretor.

Como director da escola temos o senhor Alvino Venancio, temos como o seus adjuntos directores
que quase desempenham as mesma funções na ausência dele, os senhores Julio Bauque e o
senhor Fernando Amelia Mbozo.
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8.3. Setor técnico-administrativo

A Secretaria Escolar cuida da documentação, escrituração e correspondência da escola, dos


docentes, demais funcionários e dos alunos. Responde também pelo atendimento ao público. Para
a realização desses serviços, a escola conta com um secretário e escriturários ou auxiliares da
secretaria.

Neste subsector tem como a chefe a dona Luisa Teodosio.

8.4. Sector pedagógico

O setor pedagógico compreende as atividades de coordenação pedagógica e orientação


educacional. As funções desses especialistas variam confirme a legislação estadual e municipal,
sendo que em muitos lugares suas atribuições ora são unificadas em apenas uma pessoa, ora são
desempenhadas por professores. Como são funções especializadas, envolvendo habilidades
bastante especiais, recomenda-se que seus ocupantes sejam formados em cursos de Pedagogia ou
adquiram formação pedagógico-didática específica

Coordenador pedagógico- O coordenador pedagógico ou professor coordenador supervisiona,


acompanha assessora, avalia as atividadespedagógico-curriculares. Sua atribuição prioritária é
prestar assistência pedagógico-didática aos professores em suas respectivas disciplinas, no que
diz respeito ao trabalho ao trabalho interativo com os alunos. Há lugares em que a coordenação
restringe-se à disciplina em que o coordenador é especialista; em outros, a coordenação se faz em
relação a todas as disciplinas. Neste a escola o Director pedagógico e o senhor Júlio Bauque. Este
também possui outra atribuição que cabe ao coordenador pedagógico é o relacionamento com os
pais e a comunidade, especialmente no que se refere ao funcionamento pedagógico-curricular e
didático da escola e comunicação e interpretação da avaliação dos alunos.
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8.5. Corpo docente

O corpo docente é constituído pelo conjunto dos professores em exercício na escola, que tem
como função básica realizar o objetivo prioritário da escola, o ensino.Os professores de todas as
disciplinas formam, junto com a direção e os especialistas, a equipe escolar. Além do seu papel
específico de docência das disciplinas, os professores também têm responsabilidades de
participar na elaboração do plano escolar ou projeto pedagógico-curricular, na realização das
atividades da escola e nas decisões dos Conselhos de Escola e de classe ou série, das reuniões.
Nesta escola temos um total de 43 professores divididos em grupos de disciplinas e cada grupo
possui o chefe do grupo de disciplina. Também temo um docente que serve como representante
de todos os professores da escola.

8.6. Transparência na gestão dos recursos da Escola

Ainda na mesma reunião do dia 20 de Abril de 2019 , a agenda por si só revela de que formas o
conselho de escola participa na gestão da escola. Dentre os vários pontos de agenda, temos a
destacar os seguintes:

Ponto um- divulgação da segunda prestação do Fundo de ADE.

Ponto dois- criação das comissões de gestão a fundo.

Ponto três- normas de sua utilização.

Ponto quatro- nomeação de dois membros de trabalhos para o desembaraço do valor.

Ponto cinco- divulgação das colectas do conselho e suas metas (valor do guarda).

Ponto seis- divulgação do calendário dos exames.

Ponto sete- observações e considerações por parte dos membros.

A partir destes dados, constatamos que os membros do conselho participam na gestão dos
recursos da escola.
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Considerações Finais
Terminado o trabalho podemos concluir que a organização escolar e a sua gestão, compreendida
a escola com uma instituição social, que difere das empresas industriais, comerciais e de serviços.
Ela tem, como principal objetivo, a educação e a formação de pessoas, cujos resultados são de
natureza muito mais qualitativa do que quantitativa. (LIBÂNEO, OLIVEIRA & TOSCHI, 2009,
p. 315). Sendo assim a Escola Secundária de Morrumbene não foge do assunto sendo que esta é
gerida pelo director da escola e ainda presidida pelo presidente do conselho da escola que foi
eleito pelos pais e encarregados de educação e e ele mesmo faz parte dos encarregados de
educação assim tornando a gestão da escola mais participativa da comunidade e assim operando
em democratização.

Referencias Bibliográficas
CHIAVENATO, (2009), Ildaberto, Administração nos Novos Tempos, 2ª Edição, Elsivier, Rio
de Janeiro.
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COSTA, (1995), Rosaque Marques, Implementação da qualidade total na educação, Belo


Orizonte, Editora Literária Maciel Lda.  

DOS REIS, Lopes e REIS, (2008), Henrique Pimentel: Gestão Estratégica, Lisboa, Escolar
Editor.

LIBÂNEO, José Carlos, (2004), Organização e Gestão da Escola – Teoria e Pratica, 5a Edição,
Editora Alternativa, Goiânia.

MOÇAMBIQUE. Lei nº 4/83 de 23 de março de 1983. Aprova a Lei do Sistema Nacional de


Educação e define os princípios fundamentais na sua aplicação. Publicada no BR, II SÉRIE-
N.12.
MOÇAMBIQUE. Lei nº 6/92 de 6 de maio de 1992. Lei do Sistema Nacional de Ensino que
adequa as disposições contidas na Lei nº 4/83. Publicada no BR. II SÉRIE – NÚMERO 19.
MOÇAMBIQUE. Ministério do Plano e Finanças e Ministério da Educação da República de
Moçambique, 2003. A despesa pública com a Educação, 2003.
MOÇAMBIQUE. Resolução n° 18/2012. Comissão interministerial da função pública que
aprova os qualificadores de direção e chefia dos estabelecimentos de ensino. Publicado no BR. 3°
Suplemento. 7 de dezembro de 2012.
MOÇAMBIQUE. Resolução nº 4/90, publicada no B.R., 1ª série, nº 26 – Suplemento.
MOÇAMBIQUE. Resolução nº 4/90. Instrui, que o ingresso na carreira docente se faz por
concurso documental. 1990
MOÇAMBIQUE. Resolução nº 8/95, que aprova a Política Nacional da Educação. Publicada no
BR. I SÉRIE – NÚMERO 41, 1995.

SOBRAL Filipe e PECI Alkete, (2002), Administração – Teoria e Pratica, 2ª Edução, Pearson
Prentice, São Paulo.    

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