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AUTARQUIA HOSPITALAR MUNICIPAL

HOSPITAL MUNICIPAL TIDE SETÚBAL

PROJETO DE FARMÁCIA CLÍNICA


HOSPITAL MUNICIPAL TIDE SETUBAL

I – INTRODUÇÃO

O hospital, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, é um modelo de organização


de caráter médico-social, cuja função básica consiste em propiciar à população: assistência
médica e sanitária completa, tanto curativa como preventiva, sob qualquer regime de
atendimento.

Registros demonstram que a Farmácia Hospitalar vem da época dos gregos, romanos e
árabes ‘. Na idade média, a medicina e a farmácia se desenvolveram de forma paralela f,
estando a cargo dos religiosos nos conventos. No Brasil Colônia, havia as boticas - arcam
de madeira que continham certa quantidade de drogas _ que foram trazidas pelos
boticários junto com os jesuítas, no final dos séculos XVII alguns boticários se
estabeleceram nas principais ruas das vilas e cidades, onde os medicamentos eram
preparados e comercializados.

O farmacêutico hospitalar deve estar habilitado a assumir atividades clínico-


assistenciais (ter participação efetiva na equipe de saúde ), contribuir para a eficiência
administrativa com consequente redução dos custos. Ter como principal função garantir a
qualidade da assistência prestada ao paciente, por meio do uso racional dos
medicamentos e produtos, adequar sua aplicação à saúde individual e coletiva nos
planos assistencial, preventivo, docente e investigativo.

De acordo com o Guia de Padrões Mínimos para Farmácia Hospitalar da SBRAFH,


são atribuições das farmácias hospitalares dentre outras a seleção e aquisição de
medicamentos e outros produtos para a saúde; o armazenamento e distribuição dos
medicamentos; a produção de medicamentos; a análise de matérias primas e produtos
acabados; a participação em Comissões Técnicas responsáveis pela formulação de
políticas e procedimentos relacionados à assistência farmacêutica ( farmácia e
Terapêutica, Infecção Hospitalar, Gerenciamentos de Resíduos, Suporte Nutricional dentre
outras ); a Farmácia Clínica, Farmacocinética, Farmacovigilância, e a prestação de
Cuidados Farmacêuticos; a participação nos Ensaios Clínicos e o desenvolvimento de
ações de formação.
Para assegurar o uso racional de medicamentos à farmácia precisa de uma
estrutura organizacional bem elaborada e esta depende do tipo de atendimento
assistencial da instituição, do número de leitos, das atividades da farmácia e dos
recursos financeiros, materiais e humanos disponíveis.

O uso racional de medicamentos promove a diminuição da permanência do paciente


no hospital e a melhoria de sua qualidade de vida.

Entende-se por uso racional de medicamentos: a utilização do medicamento


adequado, cuja qualidade esteja assegurada na dose terapêutica, ou profilática e na
dosagem mais conveniente ao tratamento do paciente, maximizando os efeitos
benéficos, minimizando a ocorrência de efeitos adversos e com o menos custo possível.

O serviço de farmácia do Hospital Municipal Tide Setubal realiza a distribuição de


medicamentos para área assistencial através do Sistema de Distribuição de
Medicamentos Misto, ou seja, Sistema por Dose Individualizada para 24 horas aos
pacientes internados e Sistema de Distribuição Coletivo para o setor de medicação do
Pronto-Socorro, ficando os medicamentos sob a responsabilidade do Setor de
Enfermagem ( atividade que não está incluída entre as atribuições do profissional de
enfermagem).

O sistema de distribuição coletivo é o mais primitivo, se caracteriza pelo fato dos


medicamentos serem distribuídos para unidade assistencial e/ou serviço a partir de uma
solicitação da enfermagem, que se baseia na prescrição médica, ou pode ser uma
transcrição da mesma.

Esse sistema permite uma grande variedade terapêutica presente nas unidades, o
que facilita o uso imediato, além de propiciar um número pequeno de pedidos à
farmácia. Entretanto, as requisições elaboradas pela enfermagem podem levar à omissão
e/ou troca de medicamentos; excesso de medicamentos na unidade assistencial e
armazenamento incorreto dos mesmos. Fatores que podem levar a uma perda de
medicamentos pela expiração do prazo de validade e desvios. Essas atividades causam
desperdício do tempo de trabalho da enfermagem com ações relativas ao controle dos
medicamentos, não havendo a imperativa e efetiva participação do farmacêutico

O Sistema de Distribuição Individualizado se caracteriza pilo fato do medicamento ser


fornecido para o paciente, geralmente para 24 horas, com base na prescrição médica.
Através desse sistema a equipe de enfermagem envia para a Farmácia cópia da
prescrição médica, esta é avaliada pelo farmacêutico e os medicamentos separados pela
equipe da farmácia. .

Pelo sistema existe a possibilidade de revisão das prescrições, maior controle sobre
o medicamento redução de estoque nas unidades assistenciais, contudo, ainda podemos
encontrar erro de distribuição e de administração de medicamentos, alto consumo do
tempo da enfermagem em atividades relacionadas aos medicamentos, incluindo o de
cálculos e preparo de doses. Muitos hospitais, de acordo com sua estrutura
organizacional optam pelo “Sistema Combinado “ ou “Misto”, no qual alguns
medicamentos são distribuídos mediante solicitação da enfermagem ( Sistema Coletivo )_
para as áreas assistenciais e outros através da cópia da prescrição (Sistema
Individualizado ) para cada paciente.

Para seguir a evolução do modelo de dispensarão de medicamentos deste


nosocômio e objetivando o melhor controle das reações adversas a medicamentos, nós
farmacêuticos hospitalares devemos ter o conhecimento de todas as medicações
administradas ao paciente ( perfil farmacoterapêutico), durante o período de internação e
alta hospitalar. Devemos aprimorar as atividades desenvolvidas no serviço de farmácia
hospitalar, visando à implantação do Sistema de Dispensarão dos medicamentos por
Dose Unitária, implantando o exercício da
Farmácia Clínica.

A implantação do SISTEMA DE DISPENSAÇÃO POR DOSE UNITÁRIA deverá


facilitar:

 No fornecimento de informações sobre medicamentos a outros profissionais da


equipe de saúde,

 Na escolha do tratamento farmacoterapêutico mais adequado;

 Na utilização de protocolos clínicos seguros e eficazes tendo por base as


condições clínicas do paciente.

 O monitoramento do tratamento farmacológico; sua eficácia; a presença de


reações adversas; o ajuste de doses e da posologia( laboratório de
farmacocinética clinica)

 A interação entre a vigilância sanitária e o serviço hospitalar na busca da


redução dos riscos de reinternação hospital dos pacientes com doenças crônicas
e a participação em comissões entre C.C.I.H., C.F.T. são importantes para
melhor utilização dos medicamentos, correlatos e saneantes dentro do hospital.

 Elaborar programas de formação aos funcionários ( farmácia e enfermagem ) para


que orientem os pacientes internados visando diminuir o número de
reinternações.

 Controle da infecção hospitalar através de formação dos funcionários envolvidos


com o atendimento do paciente ( farmácia, enfermagem )
 O estudo pelos farmacêuticos que diagnosticará os resultados quanto à utilização
dos medicamentos baseado no projeto de DDD.

 Implantar unidades de nutrição parenteral

 Possibilitar à farmacêutica maior dedicação às atividades clínicas em sua jornada


de trabalho ( e menos administrativa).

III. METODOLOGIA

Para realizarmos uma farmácia clínica com êxito devemos considerar algumas
atividades indispensáveis:

 Organização o trabalho, funções, rotinas de trabalho de forma racional e sem


sobrecarregar os funcionários com atividades burocráticas, informatizar o serviço
para melhor logística e controle dos estoques, elaborar, com a participação de
todo um manual de procedimentos interno, revisando os mesmos anualmente.

 Orientação e formação dos funcionários da farmácia com relação aos novos


procedimentos.

 Implantação do Programa de Dose Unitária, como forma eficaz de terapêutica e


racionalização do uso dos recursos da farmácia.

 Estabelecer um grupo de funcionário para formar uma comissão que verificara os


resultados do projeto.

Esta comissão serviria como centro de informação de medicamentos e


elaboraria um Guia farmacoterapêutico, estimulando o uso de genéricos aos
médicos e à enfermagem.

Neste guia encontraríamos dicas/sugestões de: atitudes, conhecimentos básicos


e orientações para a conduta profissional na área da farmácia clínica no hospital,
de forma simples, direta e resumida.

Conseguiríamos uma integração melhor entre farmácia e clínica médica,


obtendo para o paciente um tratamento eficiente.
II – OBJETIVO

Considerando que, o Serviço de Farmácia do Hospital


Municipal Tide Setubal esta implementando novos procedimentos operacionais, visando à
estandardização dos processos trabalho dentro do hospital, inclusive com a implantação da
Farmácia Satélite no setor de pronto atendimento o presente trabalho tem como objetivo a
reorganização das atividades desenvolvidas no serviço de Farmácia Hospitalar visando à
implantação da Farmácia Clinica nas áreas assistenciais deste nosocômio.

III. METODOLOGIA

Para realizarmos uma farmácia clínica com êxito devemos considerar algumas
atividades indispensáveis:

 Organização o trabalho, funções, rotinas de trabalho de forma racional e sem


sobrecarregar os funcionários com atividades burocráticas, informatizar o serviço
para melhor logística e controle dos estoques, elaborar, com a participação de
todo um manual de procedimentos interno, revisando os mesmos anualmente.

 Orientação e formação dos funcionários da farmácia com relação aos novos


procedimentos.

 Implantação do Programa de Dose Unitária, como forma eficaz de terapêutica e


racionalização do uso dos recursos da farmácia.

 Estabelecer um grupo de funcionário para formar uma comissão que verificara os


resultados do projeto.

Esta comissão serviria como centro de informação de medicamentos e


elaboraria um Guia farmacoterapêutico, estimulando o uso de genéricos aos
médicos e à enfermagem.

Neste guia encontraríamos dicas/sugestões de: atitudes, conhecimentos básicos


e orientações para a conduta profissional na área da farmácia clínica no hospital,
de forma simples, direta e resumida.

Conseguiríamos uma integração melhor entre farmácia e clínica médica,


obtendo para o paciente um tratamento eficiente.
IV- RECURSOS NECESSÁRIOS

Para a implantação da Farmácia Clínica no Hospital Municipal Tide Setubal necessitamos


dos recursos abaixo relacionados:

Local adequado:

- sala equipada com computador e internet banda larga.

- biblioteca atualizada na área de farmácia.

- mobiliário adequado ao trabalho desenvolvido.

- programa atualizado na área de farmácia com base de dados em medicamentos, interações


medicamentosas, etc.

V – CONCLUSÃO

Para a implantação da Farmácia Clinica haverá a necessidade de uma grande interpelação


com a equipe de enfermagem, visando uma parceria de trabalho para sensibilização da equipe
e elaboração dos novos fluxos, bem como a realização de treinamentos para os funcionários
da farmácia e da equipe de enfermagem.

Posteriormente, visando uma otimização dos recursos, pretendemos incorporar ao serviço a


distribuição dos materiais médicos-hospitalares para o pronto-socorro (agulha, seringa, “Cali”,
etc.) juntamente com os medicamentos individualizados.

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