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Estatística

       A importância da estatística pode ser vista através da sua utilização ao


nível do Estado, de organizações sociais e profissionais, do cidadão comum e
ao nível científico.

O grau de importância atribuída à estatística é tão grande que


praticamente todos os governos possuem organismos oficiais destinados à
realização de estudos estatísticos. Em Portugal esse organismo é designado
por Instituto Nacional de Estatística ( I.N.E.) e foi fundado em 1935.

A estatística é responsável pelo desenvolvimento científico em geral. Para


além da sua aplicabilidade nas ciências naturais, na medicina, na agronomia e
na economia, a estatística constitui um suporte de cientificidade para as
ciências humanas e sociais. É assim que ciência como a sociologia, a
psicologia, a história e a pedagogia têm beneficiado de consideráveis
desenvolvimentos e de aumento de credibilidade
pública com a sua utilização.

De uma forma sintética, pode dizer-se que a


estatística é um conjunto de técnicas apropriadas
para recolher, classificar, apresentar e interpretar
conjuntos de dados numéricos.

Assim, a estatística constitui-se


fundamentalmente como método e não como uma
teoria, pois o seu objectivo é descrever os
fenómenos e não tanto explicá-los.

Como a estatística é um ramo de matemática aplicada, os seus métodos


são rigorosos e precisos. Apesar da objectividade que a matemática confere
aos métodos estatísticos, deve ter-se em conta que os seus resultados
incorporam alguma subjectividade. Tal subjectividade resulta principalmente da
qualidade das medidas e das observações, o que é particularmente crítico no
caso das ciências sociais e humanas.
http://www.prof2000.pt/users/cfaeem/acd/Estatistica.htm

Bibliografia:

http://alea-estp.ine.pt
A ESTATÍSTICA NO MUNDO MODERNO
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Por CARLOS EDUARDO

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A ESTATÍSTICA NO MUNDO MODERNO

Carlos Eduardo da Costa

RESUMO

O presente trabalho vem mostrar a importância adquirida pela estatística nos últimos anos. Explica como

a estatística começou a surgir no mundo e chegou até os dias atuais. Cita como as empresas e os

governos usam e aplicam as estatísticas em seu dia-a-dia. Esclarece a importância da estatística para o

governo que com esses dados conseguem um melhor aproveitamento dos recursos públicos.

Palavra-chave: Números; Dados; Pesquisa.

1 INTRODUÇÃO

A estatística passou a ser usada diariamente para explicar resultados de pesquisa de forma simples e

dinâmica. Tomou força no século XX, mas já era utilizada pelos povos antigos e até na Bíblia existe

citações dela. Mas é nas organizações que ela demonstra toda a sua força. Gráficos e tabelas são

apresentados na exposição de resultados de uma empresa. Dados numéricos são usados para aprimorar

e aumentar a produção. Censos demográficos ajudam o Governo a entender melhor sua população e a

organizazar seus gastos com saúde e assistência social. Com a velocidade da informação a estatística

passou a ser uma ferramenta essencial na produção e atuação do conhecimento.


2 A ESTATÍSTICA

Para Ramos (2007), os métodos estatísticos modernos formam uma mistura de ciência, tecnologia, e

lógica para que os problemas de várias áreas do conhecimento humano sejam investigados e

solucionados. Ela é reconhecida como um campo da ciência e é uma tecnologia quantitativa para a

ciência experimental e observacional em que se pode avaliar e estudar as incertezas e os efeitos de

algum planejamento e observações de fenômenos da natureza e principalmente os da sociedade.

Para Inesul (2007), a utilização da estatística já remota há quatro mil anos antes de Cristo, quando era

utilizada por povos guerreiros na conquista de territórios. A própria Bíblia ns descreve isso:

Naqueles tempos apareceu um decreto de César Augusto, ordenando o recenseamento de toda a terra.

Este recenseamento foi feito antes do governo de Quirino, na Síria. Todos iam alistar-se, cada um na sua

cidade. (BÍBLIA, N.T. Lucas, 2:1-3)

Inesul (2007) destaca que foi somente no século XIX, que a Estatística começou a ganhar importância

nas diversas áreas do conhecimento. E a partir do século XX começou a ser aplicada nas grandes

organizações, quando os japoneses começaram a falar em qualidade total.

3 APLICAÇÕES NAS ORGANIZAÇÕES.

Para Ramos (2007), a estatística é uma ciência multidisciplinar que abrange praticamente todas as áreas

do conhecimento humano. Podem fazer analises e utilizar de resultados estatísticos um economista,

agrônomo, químico, geólogo, matemático, biólogo, sociólogo, psicólogo e cientista político. Neste sentido

a estatística tem sido utilizada para a otimização de recursos econômicos, aumento da quallidade e

produtividade, na analise de decisões políticas e judiciais e tantas outras. Em entrevista ao site do IBGE

(2007), o Presidente do Conselho Federal de Estatística, Francisco de Paula Buscácio, “A estatística tem

por objetivo fornecer métodos e técnicas para que possa, racionalmente, lidar com situações de

incerteza”.

3.1 QUALIDADE E CONTROLE ESTATISTICO EM UMA FABRICA DE BALAS

Para Romero e Salgado (2007), os programas de qualidade adotados nas organizações dependem em

grande parte por modelos estatísticos. A implantação de um programa de qualidade pode eliminar

desperdícios, reduzir os índices de defeitos, diminuir as constantes inspeções e aumentar a satisfação do

consumidor final. As técnicas de controle antigas como a inspeção de qualidade no produto acabado, vão
sendo deixadas de lado e passa a ser substituída pelo conceito de prevenção, baseado no controle do

processo produtivo.

Ainda para Romero e Salgado (2007), dentro do setor de balas não há dois produtos ou características

exatamente iguais entre si porque os processos contêm muitas fontes de variação. As diferenças entre os

produtos podem ser enormes ou quase imperceptíveis, mas sempre estarão presentes. As balas

fabricadas têm de estar dentro do limite aceitável e não podem estar fora, pois serão descartadas. Todas

as origens da causa devem ser analisadas e estudas e quando for colocado sob o controle estatístico, o

processo deverá ser medido para verificar seu potencial sobre as especificações.

3.2 A APLICAÇÃO DA ESTATÍSTICA NO DESENVOLVIMENTO SOCIAL

De acordo com Paris21 (2007), a redução da pobreza e o desenvolvimento mundial estão diretamente

ligados com a estatística. Sua utilização está associada desde a elaboração até a implementação de

políticas sociais. A estatística também serve para avaliar o desempenho destas políticas junto à

sociedade. Números confiáveis demonstram de forma clara a realidade socioeconômica da população.

Onde estão os mais pobres e também mostram porque razão são mais pobres. Ajudando assim o

governo a concentrar esforços em determinados lugares.

Paris21 (2007), também descreve que estatísticas de boa qualidade na prestação de contas junto à

população. Números claros e bem definidos ajudam o povo a entender onde os recursos estão sendo

aplicados e se essa política está realmente trazendo resultados.

4 CONCLUSÃO

Pode se concluir com esse artigo que a importância da estatística vai alem dos números. Assistir os

jornais da TV e ler nas revistas dados, porcentagem, projeções, a bolsa de valores que sobe e desce,

reflete apenas o que pesquisas de opinião e previsões dizem. Estatística vai alem. É preciso que esses

números sejam confiáveis e tenha garantia de qualidade. O cidadão comum tem que saber avaliar dados

e não ser manipulado por números mascarados, para não poder tomar decisões equivocadas e ir de

contra a seus próprios interesses. Portanto entender e comprender estatística é ter controle de suas

decisões, controle de sua vida.

5 REFERÊNCIAS
BÍBLIA, Português. Bíblia Sagrada. Trad. Editora Vozes. 26 ed. São Paulo: Vozes, 1999.

IBGE. Palavra de Estatístico. Disponível em:

<http://www1.ibge.gov.br/ibgeteen/datas/geografo/palavraestatistico.html>. Acesso em 05 jan. 2007.

INESUL. Inesul destaca a importância da estatística no mundo contemporâneo. Disponível em:

<http://www.inesul.edu.br/maranhao/mat3.htm>. Acesso em: 10 jan. 2007.

PARIS21. Avaliar a redução da pobreza. Disponível em: <http://www.paris21.org/documents/2575.pdf>.

Acesso em: 04 jan. 2007.

RAMOS. Estatística: poderosa ciência ao alcance de todos. Disponível em:

<http://www.ufpa.br/beiradorio/arquivo/Beira21/opiniao.html>. Acesso em: 14 jan. 2007.

ROMERO E SALGADO. Utilização de ferramentas estatísticas da qualidade em uma fabrica de balas e

confeitos. Disponível em: <

http://www.simpep.feb.unesp.br/anais10/gestaoqualidprodutividade/arq26.PDF>. Acesso em 07 jan. 2007.

http://www.administradores.com.br/informe-se/producao-academica/a-estatistica-no-
mundo-moderno/518/
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ESTATÍSTICA NA EDUCAÇÃO
 Por Itallo Rangell Santana Ramos Alves
 20/09/2010
 Educação
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UMA ANÁLISE NO PROCESSO DE ENSINO APRENDIZAGEM

1 Introdução
A estatística na educação é uma disciplina que deve ser analisada de forma bastante
minuciosa, pois a mesma é companheira do cidadão durante muitas etapas da vida, todavia a
mesma deve ser abordada desde os primeiros anos de vida, fazendo com o mesmo crie um
censo critico diante dos diversos dados estatísticos que lhe acompanharam por muito tempo.
Quando abordamos o poder de criticidade do cidadão diante dos dados estatísticos na
educação, nos deparamos com uma série de fatores que acarretam a essa concepção,
principalmente o desejo de se conhecer as fontes originadoras de determinados dados
apresentados. É intrínseco do ser humano querer descobrir a veracidade como também discutir
sobre certas coisas que não possuem um fator visível e consciente a que se refere. Daí, as
inúmeras indagações diante das proposições que a estatística oferece.
A aprendizagem da estatística desde as séries iniciais do ensino fundamental torna-se fator
determinante para a construção desse ser humano crítico e atuante quando se depara a dados
estatísticos, portanto é importante demonstrar que o ensino da estatística nas séries iniciais do
ensino fundamental contribui para o desenvolvimento do cidadão que passa a analisar com
mais criticidade e menos incredulidade dados de diversas pesquisas estatísticas.
Para Gracio e Garrutti (2005. p.01)
Mediante esta realidade, o ensino de Estatística deve tratar de questões da realidade dos
alunos, de forma a instigá-los na percepção de como as quantificações estão inseridas nos
diversos cotidianos. É por meio da visualização da utilidade prática da Estatística, que os
alunos perceberão sua importância no mundo real, ambiente do qual fazem parte.

O problema da pesquisa proposto é de qual forma o ensino da estatística nas séries iniciais do
ensino fundamental contribui para o desenvolvimento da criticidade do cidadão quanto as
pesquisas estatísticas que lhe são apresentadas.
Para elucidação de tal problemática foi utilizada a pesquisa bibliográfica baseada em livros e
textos disponibilizados na internet.
O artigo apresentado foi dividido em quatro partes onde se inicia pelo breve histórico da
estatística, passando pela sua importância, sua essencialidade diante dos parâmetros
curriculares nacionais e por fim as conclusões referentes à pesquisa.
2. História da Estatística
Considerada como sendo o ramo da matemática aplicada, a estatística lida com os dados
numéricos relativos a fenômenos sociais ou naturais, com o objetivo de medir ou estimar a
proporção e importância desses fenômenos verificando suas inter-relações.
A origem etimológica da palavra Estatística vem do vocábulo latino “status” que significa
“estado” e do vocábulo latino “sticas” que significa “contagem”. Assim sendo, “estatísticas”, em
sua origem, significa contagem do estado. O seu desenvolvimento, que germinou há mais de
40 séculos entre os povos orientais, mais especificamente na China de Confúcio, em cujo livro
sagrado “CHOUKING” consta os dados estatísticos do grande império Chinês .
A palavra estatística é usada em dois sentidos: estatísticas e estatística. Quando está sob a
forma plural, refere-se a dados numéricos, mesmo aqueles obtidos por uma simples contagem,
servindo para auxiliar na identificação de algumas informações necessárias. Por exemplo,
Quando temos muitas estatísticas sobre a cidade de Aracaju, significa dizer que temos, em
forma de números, várias informações sobre a cidade. Quando empregada de forma singular, a
estatística significa o conjunto de processos usados na condensação e análise de dados
numéricos.
Desde as administrações antigas, a estatística sempre se fez presente a favor do estado, a
ponto de herdar o nome do vocábulo “status”. A estatística servia de apoio, pelo seu aspecto
quantitativo, para uma administração consciente, ou seja, sem a ocultação de informações
importantes ao andamento do estado. A exposição de dados obtidos e alcançados eram
importantes, quer fosse em estado de paz (para mostrar dados que representassem o
crescimento do estado) , quer fosse em estado de guerra (para expressar o número de óbitos).
Sendo assim, o estado prestava seu trabalho, em consonância com a imagem fria, mas
verdadeira dos números que sempre lhe coube analisar, no campo dos fenômenos coletivos,
econômicos, sociais ou científicos geralmente com a finalidade de controle fiscal ou de
segurança nacional.
Assim, reportando-se à antiguidade, como o próprio livro “CHOUKING” menciona, percebemos
que em varias civilizações, como as do Egito e da China, já se registrava o número de
habitantes, nascimentos, óbitos, faziam-se estimativas pertinentes às riquezas: individual e
social cobravam-se impostos, etc. Todas essas ações poderiam ser chamadas de estatísticas,
uma vez que no futuro a estatística não seria apenas baseada nessas premissas, mas também
em varias outras, como por exemplos, cálculos de imposto de renda, habitantes de um país e
até mesmo do mundo.
A partir do século XVII, devido ao aumento das necessidades dos estados, começaram a surgir
sistematicamente as primeiras análises de fatos sociais como, por exemplo, batizados,
casamentos, funerais, originando-se assim as primeiras tábuas e tabelas e, consequentemente,
os primeiros números relativos, ou seja, os números positivos e negativos, o que demonstra um
desenvolvimento bastante significativo da estatística.
Outrossim, as origens da estatística científica tiveram início na metade do século XVII, quando
passou a ser considerada como uma disciplina autônoma, com o objetivo de descrever coisas
do Estado, e teve como fundador Hermam Conring (1600 – 1681). Os seguidores de Conring
foram M. Schymeitzel (1679-1767) e Godofredo Achenwall (1719 – 1782) , dente outros,
chegando mais tarde este último a superar a fama do próprio Conring. Contudo, foi graças a
Godofredo Anchenwall que a estatística firmou-se como ciência, determinando o seu objetivo
principal como também suas relações com as demais ciências, tais como economia, história,
etc.
No século XIX, paralelamente ao desenvolvimento da estatística como disciplina científica,
desenvolveu-se ainda, e de forma independente, o cálculo das probabilidades, uma vez que a
estatística também trabalha com o cálculo das possibilidades. Segundo Silva e Coutinho (2005)
a ligação das probabilidades com o conhecimento estatístico, veio dar uma nova dimensão a
estatística, considerando-se o inicio da inferência estatística.
Os percussores do estudo da probabilidade foram os matemáticos Fermat e Pascal, que
iniciaram seus estudos com o objetivo de tentar resolver problemas relacionados a jogos de
azar. Além deles, outros matemáticos interessaram-se por esse tipo de estudo, destacando-se
principalmente Jacob Bernoulli (1654 – 1705), responsável pelo teorema que leva o seu nome,
permitindo, assim, estruturar o cálculo das probabilidades como disciplina orgânica.
No final do século XVIII e início do século XIX, o cálculo das probabilidades foi definitivamente
estruturado, graças ao incessante trabalho de Laplace . A partir deste, as duas
Disciplinas: cálculo das probabilidades e estatística, que até então se encontravam separadas,
foram unificadas.
Vale ainda ressaltar, que as teorias desenvolvidas por Galton e Pearson, cujos trabalhos
marcaram o ponto de partida das correntes de investigações que levaram a estatística ao alto
grau de desenvolvimento em que se encontram até hoje. Os dois atuaram sucessivamente. O
primeiro criou, entre outras teorias, a “teoria de regressão”, que juntamente com a “teoria de
correlação” (inferência estatística), criada por Pearson, constituíram um dos campos de maior
aplicabilidade dentro da estatística.
No decorrer do século XX, a obra de Karl Pearson teve destacados seguidores, dentre os quais
podemos enfatizar Ronald A. Fisher. Este é notadamente reconhecido como a figura mais
proeminente da estatística de todos os tempos, principalmente por ter deixado, em seu legado,
a “teoria das pequenas amostras e estimativas”, como também, a “formulação e aplicação do
índice de Fisher”.
Entretanto, é no período de 1920 a 1940, que Fisher torna a estatística extremamente visível,
pois além das contribuições anteriores, preocupou-se com o fato de que, em situações
experimentais, uma variável era explicada por várias outras, correlacionadas entre si, o que
tornava impossível o estudo isolado de cada uma. Para contornar esse problema, desenvolveu,
na estação experimental de Rothamstead, Inglaterra, esquemas experimentais de modo que os
efeitos pudessem ser estudados independentemente e, no mesmo período estendeu e deu
idéia mais precisa a técnica chamada Análise de Variação, até hoje uma das mais poderosas
utilizadas na estatística.
No final do século XIX e meados do XX, um novo instrumento estatístico, denominado
“números índices”, passou a ser de grande utilidade, definido como uma expressão utilizada
para medir a relação entre dois estados de uma variável ou de um grupo de variáveis,
suscetíveis no tempo ou no espaço. Os “números índices” foram inicialmente utilizados por
Stanley Jevons (1835-1882) que consagrou a aplicação destes no campo da economia. Jevons
destacou-se, sobretudo, por combinar este novo instrumento à analise teórica, ou seja, reuniu
análises baseadas na utilidade de formular uma teoria mais abrangente do valor, da troca e da
distribuição, onde para isso foi desenvolvida uma exposição matemática das leis do mercado e
da teoria do valor-utilidade, ponto crucial de sua teoria. Assim, tomou como ponto de partida o
indivíduo e suas necessidades, baseando-se nos princípios da filosofia hedonista de Bentham,
definindo utilidade como sendo a capacidade que um objeto tem de provocar prazer ou impedir
dor.
Os “números índices” foram criados porque como os problemas relacionados à estatística
abrangiam números grandes, ou seja, números em quantidade extensa, os estudiosos da
época procuraram meios para torná-los mais fáceis e assim equacionar o problema. Tais
números são amplamente usados nos diversos campos de conhecimento.

2.1.Estatística na atualidade
Atualmente, a estatística é aplicada em diversas áreas, destacando-se principalmente nas
áreas: industrial, recursos humanos, demografia, marketing e análise de mercado, bem como
na área financeira. É da mesma forma, utilizada em universidades e instituições de pesquisa.
Na área industrial, a estatística é utilizada no planejamento, desde os estudos de implantação
de fábricas até a avaliação das necessidades de expansão industrial; na pesquisa e
desenvolvimento de técnicas, produtos e equipamentos; nos testes de produtos; no controle da
qualidade e da quantidade; no controle de estoques; na avaliação de desempenho das
operações; nas analise de investimentos operacionais; nos estudos de produtividade; na
previsão de acidentes de trabalho; no planejamento de manutenção de máquinas, etc.
Nos recursos humanos, a estatística encontra-se presente em pesquisas de compatibilização
entre os conhecimentos e habilidades dos empregados; nos estudos salariais e necessidades
de treinamentos: nas propostas de planos de avaliação de desempenho do quadro funcional;
na elaboração de plano de previdência complementar e de fundos de pensão, etc.
Em relação à demografia, através da estatística, pode-se,estudar a evolução e as
características da população, estabelecer tábuas de mortalidade, analisar fluxos migratórios,
estabelecer níveis e padrões para testes clínicos; planejar e realizar experimentos com grupos
de controle para a avaliação de tratamentos; desenvolver estudos sobre distribuição e
incidência de determinadas doenças, etc.
No estudo de marketing e análise de mercado, a estatística oferece condições de se poder
traçar um perfil adequado para se trabalhar na monitoração e analise de mercado, nos
sistemas de informação de marketing, na prospecção e avaliação de oportunidades, na análise
e desenvolvimento de produtos, nas decisões relativas a preços, na previsão de vendas, na
logística da distribuição e nas decisões de canais, no desenvolvimento e avaliação de
campanhas publicitárias, etc.
Na área financeira, pode-se realizar análises atuarial, na avaliação e na seleção de
investimentos, no estudo e no desenvolvimento de modelos financeiros, no desenvolvimento de
informações gerenciais, na definição, na analise e no acompanhamento de carteiras de
investimentos, nas analise de fluxo de caixa, na avaliação e na projeção de indicadores
financeiros, na analise das demonstrações contábeis, no desenvolvimento e no
acompanhamento de produtos e serviços
Por fim, em relação às universidades e instituições de pesquisas como também nas escolas, a
aplicação da estatística pode estar voltada à pesquisa e desenvolvimento de novas
metodologias de análise estatística para os mais variados problemas práticos e teóricos
assessorando pesquisadores de outras áreas, dando-lhes suporte científico para que se
consigam tomar decisões acertadas dentro da variabilidade de cada problema, auxiliando-os na
escolha da metodologia cientifica a ser adotada, no planejamento da pesquisa, a escolha
qualificada dos dados, na analise das respostas, etc.
3. A importância da Estatística

Na atualidade, quando falamos de estatística uma série de indagações surgem, como, por
exemplo, qual é a fonte? Isso é verdade mesmo? . Assim, o seu grau de importância é
relevante.
A estatística deve ser encarada de uma forma mais eminente, pois a mesma contribui, e muito,
na formação crítica do cidadão, pois auxilia na análise de várias pesquisas e dados que lhe são
apresentados diariamente, tais como, dados eleitorais, nascimentos, mortalidades, etc. Sendo
assim, faz-se necessário procurar entendê-la, cada vez mais, pois, como afirma Lopes (2004,p
01), em seu artigo,
o perigo está de que, se não consegue distinguir as afirmações falsas das verdadeiras, então
você esta vulnerável a manipulação por outras pessoas, cujas conclusões podem conduzir
você para decidir contra, os interesses seus, depois, arrepender-se.
Jornais, revistas, e outros meios de comunicação apresentam várias matérias que contêm
dados estatísticos. Todavia, tais dados, na sua maioria, não conseguem ser decifrados,
deixando clara a dificuldade por parte da população em entender sua contextualidade, ou seja,
compreender o que representam, uma vez que não são trabalhados desde o inicio da vida
escolar
Com o avanço da mídia digital e o fácil acesso a internet oferecido através da informática, as
pesquisas deixaram de ser ocasionais para se tornarem parte integrante e inseparável de
nossas vida,como por exemplo, campanhas políticas,referendos, fazendo com que através de
uma qualificada utilização de métodos quantitativos, importantes informações acerca de
diversos temas que envolvem questões de cidadania e sociedade democratizando assim a
pesquisa e os modelos estatísticos.
A estatística, paulatinamente, tem conquistado seu espaço dentro da realidade social vigente,
uma vez que em quase todos os momentos a estatística é utilizada, como por exemplo, nos
casos de óbitos, nascimentos, eleições políticas, etc. Portanto, a mesma deve ser inserida
dentro de nosso ambiente uma vez que ela é uma realidade cada vez mais presente

4. Estatísticas e os PCN

As inúmeras informações que recebemos e/ou temos conhecimento todos os dias, dos mais
variados meios de comunicação mostra uma necessidade de sabermos selecionar, qualificar,
analisar e contextualizar tais informações a fim de entendê-las e/ou interpretá-las.
Apesar de que o conhecimento combinatório e estatístico esteja previsto nos Parâmetros
Curriculares Nacionais (PCN), para o terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental, dentro do
sistema de ensino brasileiro, a estatística ocupa um lugar muito pouco destacado nos cursos
superiores e praticamente inexistente no ensino fundamental e médio
Nos Parâmetros Curriculares Nacionais é salientado que:
o ensino da matemática deve visar o desenvolvimento do raciocínio combinatório, estatístico e
probabilístico, por meio da exploração de situações de aprendizagem que levem o aluno a:
coletar,organizar e analisar informações, construir e interpretar tabelas e gráficos, formular
argumentos convincentes, tendo por base a análise de dados organizados em representações
matemáticas diversas.(PCN, 1998, p.65).

Assim, para facilitar o aprimoramento e construção do “pensamento estatístico” no aluno, a


meu ver, seria importante a introdução dos estudos de estatística já a partir do ensino
fundamental para que o educando tivesse o contato com o “meio estatístico” desde as séries
iniciais, A antecipação do conhecimento estatístico, já a partir do ensino fundamental, é
importante para que o aluno possa adquirir uma intuição probabilística e assim ao ingressar no
ensino superior não chegue com uma visão viciada sobre os fenômenos aleatórios decorrente
de sua pequena familiaridade com as variações amostrais e com os estudos dos fenômenos
aleatórios em geral.
O PCN mostra o quanto é importante fazer com que se ampliem as noções básicas da
estatística, tais como coletar e organizar dados em tabelas e fazer algumas previsões. Com o
estudo da estatística, o aluno se apropria de conhecimentos que irão ajudar a formular
questões pertinentes para um conjunto de informações, a elaborar algumas conjecturas e
comunicar informações de modo convincente, podendo, no decorrer do trabalho iniciar o estudo
das medidas estatísticas, como a média aritmética.
Com a aplicação da estatística desde cedo no campo de conhecimento das crianças e
adolescentes, terão um desenvolvimento da capacidade de intervenção e da perseverança na
busca de resultados, valorizando o uso de estratégias de verificação e controle de resultados,
predisposição para alterar a estratégia prevista para resolver uma situação problema quando o
resultado não for satisfatório, reconhecimento de que pode haver diversas formas de resolução
para uma mesma situação-problema e conhecê-la, valorização e uso da linguagem matemática
para expressar-se com clareza, precisão e concisão, valorização do trabalho coletivo,
colaborando na interpretação de situações problema, na elaboração de estratégias de
resolução e na sua validação e finalizando, o aluno deve ter interesse pelo uso dos recursos
tecnológicos, como instrumentos que podem auxiliar na realização de alguns trabalhos, sem
anular o esforço da atividade compreensiva.
Saber matemática é indispensável em qualquer área do conhecimento, pois auxilia com os
números e outras técnicas na descoberta de outras questões. Aprendê-la bem, transforma
pessoas em profissionais confiantes e criativos, pois desenvolve o raciocínio lógico.
As mídias em geral, principalmente a visual, utilizam-se, em sua maioria, de gráficos para
noticiar os mais diversos temas e assuntos, usando-o, ou seja, os gráficos, como ferramenta
para defender seus argumentos jornalísticos. Isso mostra a importância dos alunos
compreenderem a interpretação de dados estatísticos que se deparam no dia-a-dia. Sendo
assim, uma formação epistemológica em “estatística” se configura como essencial no
desenvolvimento cognitivo do aluno, considerando-se o que o que é salientado nos PCN (1998,
p.65), quando se estabelece que “só está alfabetizado quem sabe ler e interpretar dados
numéricos dispostos de forma organizada”.
A importância do estudo da estatística para que os indivíduos aprendam a ler e interpretar as
situações da sua vida diária vem corroborar com uma forma de educação que busca
abandonar o processo de memorização de fórmulas e algorítimos, visando a formação de
sujeitos capazes de perceber, compreender e atuar no meio social no qual está inserido.
Dentro desta perspectiva, torna-se importante que o professor comece a repensar seu papel no
processo educativo, procurando observar e refletir sobre como o seu trabalho está sendo
executado, da mesma forma que para quem e para que aquilo que se é trabalhado em sala de
aula está servindo. Assim, um fator que o educador deve levar em consideração ao lecionar
fazer com que o processo de ensino tenha uma ”seqüência didática”, pois esta vai proporcionar
ao educador e ao educando um caminho de construção do conhecimento mais sistemático e
permitirá ao professor perceber se os seus objetivos educacionais, inicialmente propostos,
estão sendo e/ou serão alcançados.

Segundo Pannuti. (2004, p.4):

A seqüência didática é uma outra modalidade organizativa que se constitui numa série de
ações planejadas e orientadas com o objetivo de promover uma aprendizagem específica e
definida. Estas ações são seqüenciais de forma a oferecer desafios com o grau de
complexidade crescente, para que as crianças possam colocar em movimento suas
habilidades, superando-as e atingindo novos níveis de aprendizagem.

É importante salientar a necessidade de sempre estar em busca da compreensão de que o


aluno deve entender que os acontecimentos do cotidiano são aleatórios, podendo identificar
possíveis resultados, utilizando recursos probabilísticos para resolver situações que lhe são
apresentadas. Outro contexto importante está em torno das avaliações de ensino, pois os
mecanismos de avaliação da Educação Básica tem sido uma das principais causas de fracasso
escolar. Nesta vertente, a avaliação torna-se sinônimo de classificar, selecionar e julgar a
aquisição de conhecimentos e habilidades utilizando-se dos mesmos instrumentos para todos,
o que, muitas vezes, e um enorme erro, pois
Exigir que todos os alunos, independente das diferenças psicossociais,apresentem o mesmo
desempenho, é ignorar que cada pessoa tem o seu tempo para a aprendizagem, é dotada de
identidade própria, visões de mundo e padrões culturais próprios, a serem considerados em
práticas docentes e avaliativas, tendo em vista uma apropriação efetiva e significativa do
conhecimento. (Diretrizes para Avaliação da Aprendizagem: 2006, p.30)

5 Conclusão
A meu ver, o estudo da estatística deve ser ensinado desde o curso fundamental e não apenas
no curso superior como tem acontecido comumente, para que o pensamento estatístico esteja
apresentado desde o inicio da escolarização e o aluno possa adquirir uma habilidade de
interpretar os dados estatísticos de forma habitual. Dessa forma, o educando receberá uma
educação que o fará perceber que a estatística não é apenas relevante, mas muito importante
no nosso cotidiano para o entendimento da realidade que nos cerca.
É importante mudarmos e tentarmos diminuir a dificuldade dos alunos no entendimento dos
conceitos e métodos estatísticos. É importante termos profissionais aptos e preparados para o
atendimento dessa clientela, pois cabe ao professor a tarefa de auxiliar os alunos no
desenvolvimento de suas competências, inserindo-as na realidade estatística a partir dos
assuntos de seu interesse e orientando-os na construção de novos significados a partir
daqueles que eles já conhecem, para que sejam capazes de discernir diante de uma
dificuldade e perceber qual é a melhor direção a tomar.
Em muitas situações para o entendimento da realidade, só são possíveis através das
estatísticas, dessa forma, o conhecimento estatístico nos auxilia na procura incessante pela
verdade absoluta. Todavia é clara e abrangente a importância de algumas mudanças dentro do
contexto da estatística, pois somente com essas mudanças poderemos aumentar o poder de
criticidade por parte dos cidadãos e alunos quanto aos dados estatísticos.
Ensinar estes conceitos na escola requer do professor consciência da importância destes
temas para o sujeito hoje, em que a sua relação com o mundo supera a sua própria capacidade
de lidar com as certezas, transcendendo, assim, para o âmbito das incertezas, o que exige uma
percepção do acaso. Nesta idéia, o professor que ensina Matemática, ao trabalhar com
Probabilidades e Estatística, faz que o aluno aprecie não apenas a Matemática das incertezas.
A Estatística na escola irá representar o papel de que o aluno possa compreender e apreciar o
papel da estatística na sociedade, incluindo seus diferentes campos de atuação e
desenvolvimento como também a compreensão e valorização do método estatístico, isto é,
perceber tipos de questões a que o uso inteligente da Estatística pode responder, as formas
básicas de raciocínio estatístico, suas potencialidades e limitações.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ARA, Amilton Braio. O ensino de Estatística e a busca do equilíbrio entre os aspectos
determinísticos e aleatórios da realidade. Tese de Doutorado.
BRASIL, Ministério da Educação. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros
Curriculares Nacionais:matemática, Brasília: Ministério da Educação/Secretaria de Educação
Fundamental, 1998.
CRESPO, Antônio Arnot. Estatística Fácil.17ed. São Paulo: Saraiva,1999.
CUORE, Raul Enrique. As Diferenças Históricas Entre Probabilidade E Estatística E Sua
Abordagem No Ensino Superior. Artigo.2009. Disponível em
http://www.artigonal.com/educacao-artigos.
DA SILVA, Cláudia Borim. COUTINHO, Cileda de Queiroz e Silva. O nascimento da Estatística
e sua relação com a Teoria da Probabilidade. Artigo. 2005. Disponível em
ftp://ftp.usjt.br/pub/revint/191_41.pdf .
GRÁCIO, Maria Cláudia Cabrini. GARRUTTI, Érica Aparecida. Estatística Aplicada a Educação:
Uma Análise de Conteúdos Programáticos de Planos de Ensino e de Livros Didáticos. Artigo.
2005. Disponível em
http://www.fcav.unesp.br/RME/fasciculos/v23/v23_n3/A8_Maria_Claudia.pdf.
GRACIOSO, Luciana de Souza. Produção de disseminação da informação estatística
brasileira: uma análise quantitativa. Artigo.2004.
LOPES, Paulo Afonso Lopes. Entendendo a importância da estatística sem ser gênio,
matemático ou bruxo. 2007.
NAZARETH, Helenalda. Curso Básico de Estatística. 12 ed. São Paulo: Ática,2001.
TOLEDO, Geraldo Luciano. OVALLE, Ivo Izidoro. Estatística Básica. 2 ed. São Paulo: Atlas,
1995.

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Pedagogo, Pós Graduando em Didática do Ensino Superior e Mestrando em Regime
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1 Comentário em "ESTATÍSTICA NA EDUCAÇÃO"


Maria José de Azevedo Araujo Avaliação:

comentou em 23 Sep 2010 9:35:20 AM BRT

  Olá, Ítallo você escreve muito bem. Continue produzindo bons textos. Parabéns!
Professora Maria José de Azevedo Araujo

(Responder este comentário)

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Home > Educação > A Estatística No Cotidiano Escolar

A Estatística No Cotidiano Escolar


Publicado em: 30/05/2009 |Comentário: 0 | Acessos: 3,969 |

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a ESTATÍSTICA NO COTIDIANO ESCOLAR

Profº Raul Enrique Cuore Cuore


Resumo

A Estatística no cotidiano escolar é uma ferramenta indispensável para traçar de forma


objetiva os rumos que serão tomados dentro da Instituição, tanto no âmbito curricular, como
na gestão escolar. Este trabalho tem a intenção de exemplificar algumas das aplicações da
Estatística na escola e a sua importância, fazendo uma alusão a sua história e às suas
aplicações.

Palavras-chave: Escola; Estatística; Informação.

1 introdução

O universo escolar é constituído de vários campos que permitem o seu funcionamento.


Ensinar é o propósito final da Instituição, porém para que esta funcione a contento, se faz
necessário que todos os seus departamentos “falem a mesma língua”, e os seus objetivos
sejam bem demarcados.

A história da estatística deixa claro que sua função é estatística, ou seja, levantamento de
dados em determinada população, no qual se tem um objetivo para adquirir um resultado.
Este resultado pode ser: Valor absoluto; valor relativo; amostra; estimador; população;
variável contínua; coleta direta e indireta.

As informações estatísticas são concisas, específicas e eficazes, fornecendo assim subsídios


imprescindíveis para as tomadas racionais de decisão. Neste sentido, a Estatística fornece
ferramentas importantes para que as Instituições possam definir melhor suas metas, avaliar
sua performance, identificar seus pontos fracos e atuar na melhoria contínua de seus
processos, assim sendo os investimentos terão o menor risco possível.

2 Uma breve história da estatística

A palavra Estatística, derivada do termo latino “status” (estado), parece ter sido introduzida
na Alemanha, em 1748, por Achenwall. A Estatística é encarada, atualmente, como uma
ciência capaz de obter, sintetizar, prever e tirar inferências sobre dados. Porém no século
XVII em Inglaterra a Estatística era a “Aritmética do Estado” (Political Arithmetic),
consistindo basicamente na análise dos registros de nascimentos e óbitos, originando, mais
tarde, as primeiras tábuas de mortalidade.

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Ao longo da Idade Média e até ao século XVIII a Estatística foi puramente descritiva,
coexistindo duas escolas: a escola descritiva alemã, cujo representante mais conhecido é o
economista Gottfried Achenwall (1719-1772), professor na Universidade de Gottingen,
considerado pelos alemães como o pai da Estatística, e a escola dos matemáticos sociais que
procuravam traduzir por leis a regularidade observada de certos fenômenos, de caráter
econômico e sociológico.

Embora esta escola procurasse fundamentar a formulação de previsões com base em leis
sugeridas pela experiência, a Estatística confundia-se, praticamente, com a demografia, à
qual fornecia métodos sistemáticos de enumeração e organização. Na verdade, a
necessidade sentida, em todas as épocas, de conhecer, numérica e quantitativamente, a
realidade política e social tornou a análise demográfica uma preocupação constante.

John Graunt (1620-1674), juntamente com William Petty (1623-1687), e o astrônomo


Edmond Halley (1656-1742) são os principais representantes da escola inglesa, que dá um
novo impulso à Estatística, fazendo-a ultrapassar um estado puramente descritivo; analisam-
se os dados na procura de certas regularidades, permitindo enunciar leis e fazer previsões.

No entanto, a Estatística para adquirir o status de disciplina científica, e não puramente


ideográfica ou descritiva, teve que esperar pelo desenvolvimento do cálculo das
probabilidades, que lhe viria a fornecer a linguagem conceptual permitindo a formulação de
conclusões com base em regras indutivas.

Data do século XVII o início do estudo sistemático dos problemas ligados aos fenômenos
aleatórios, começando a ser manifesta a necessidade de instrumentos matemáticos, aptos a
analisar este tipo de fenômenos. Pode datar-se dos fins do século XIX o desenvolvimento da
Estatística matemática e suas aplicações, com Francis Galton (1822-1911), K. Pearson
(1857-1936) e William Sealy Gosset (1876-1936), conhecido sob o pseudónimo de Student.

Pode-se afirmar que a introdução sistemática dos métodos estatísticos na investigação


experimental é produto dos trabalhos de K. Pearson e Sir Ronald Aylmer Fisher (1890-1962).
A partir de Pearson e Fisher o desenvolvimento da Estatística matemática, por um lado, e
dos métodos estatísticos aplicados, por outro, têm sido tal que é praticamente impossível
referir nomes.

3 aplicações da estatística
Grande parte das informações divulgadas pelos meios de comunicação atuais provém de
pesquisas e estudos estatísticos. Os índices da inflação, de emprego e desemprego,
divulgados e analisados pela mídia, são um exemplo de aplicação da Estatística no nosso dia
a dia.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, ao qual a Escola Nacional de


Estatísticas está vinculada, é o órgão responsável pela produção das estatísticas oficiais que
subsidiam estudos e planejamentos governamentais no Brasil.

A Estatística é uma ferramenta multidisciplinar, pois os conceitos estatísticos têm exercido


profunda influência na maioria dos campos do conhecimento humano. Métodos estatísticos
vêm sendo utilizados no aprimoramento de produtos agrícolas, no desenvolvimento de
equipamentos espaciais, no controle do tráfego, na previsão de surtos epidêmicos bem como
no aprimoramento de processos de gerenciamento, tanto na área governamental como na
iniciativa privada.

Na prática, a Estatística pode ser empregada como ferramenta fundamental em várias outras
ciências. Na área médica, por exemplo, a Estatística fornece metodologia adequada que
possibilita decidir sobre a eficiência de um novo tratamento no combate à determinada
doença.

Na área tecnológica, o advento da era espacial suscitou diversos problemas relacionados ao


cálculo de posição de uma astronave, cuja solução depende fundamentalmente de conceitos
e teorias estatísticas mais elaboradas.

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O uso da Estatística na Gestão das
Empresas
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Trabalhos Prontos - Outras

Escrito por Lucilda Karg Oliczesk e outros   

RESUMO

Este trabalho tem como objetivo o estudo da utilização da estatística na gestão das
empresas. Chamamos de estatística o conjunto de processos, métodos e técnicas
utilizados para descrever uma determinada situação, representada por uma coleção
de dados numéricos cuja organização permite um melhor conhecimento de seu
significado e do fenômeno mostrado. Nos últimos anos a competição entre as
empresas se tornou muito acirrada, houve uma significativa abertura da economia e é
neste contexto que a estatística empresarial ganha fundamental importância. As
empresas precisam manter-se competitivas, é necessário tomar decisões acertadas,
com o menor risco possível, e com maior rentabilidade. A estatística pode contribuir
de forma impar nesse processo de decisão.

 Palavras-chave: Estatística; Estatística Descritiva; Empresas.

1 INTRODUÇÃO
    
Os números-índices são medidas estatísticas frequentemente usadas por
administradores, para comparar grupos de variáveis relacionadas entre si e obter um
quadro simples e resumido das mudanças significativas em áreas relacionadas como
preços de matérias primas, preços de produtos acabados, volume físico de produto,
etc. Mediante o emprego de números-índices é possível estabelecer comparações
entre variações ocorridas ao longo do tempo, diferenças entre lugares, diferenças
entre categorias semelhantes, tais como produtos, pessoas, organizações, etc.
É grande a importância dos números-índices para o administrador, especialmente
quando a moeda sofre uma desvalorização constante e quando o processo de
desenvolvimento econômico acarreta mudanças contínuas nos hábitos dos
consumidores, provocando com isso modificações qualitativas e quantitativas na
composição da produção nacional e de cada empresa individualmente. Assim,em
qualquer análise, quer no âmbito interno de uma empresa, ou mesmo fora dela, na
qual o fator monetário se encontra presente, a utilização de números-índices torna-se
indispensável, sob pena de o analista ser conduzido a conclusões totalmente falsas e
prejudiciais a empresa. Por exemplo, se uma empresa aumenta seu faturamento de
um período a outro, isso não quer dizer necessariamente que suas vendas
melhoraram em termos de unidades vendidas. Pode ter ocorrido que uma forte
tendência inflacionária tenha obrigado a empresa a aumentar acentuadamente. Os
preços de seus produtos, fazendo gerar um acréscimo no faturamento (em termos
nominais), o qual, na realidade, não corresponde a uma melhora de situação. Fora
dos problemas gerados por alterações nos preços dos produtos, os números-índices
são úteis também em outras áreas de atuação da empresa como, por exemplo, no
campo da pesquisa de mercado. Neste caso, podem ser utilizadas nas mensurações
do potencial de mercado, na análise da lucratividade por produto, por canais de
distribuição, etc.
Em suma, os números índices são sempre úteis quando nos defrontamos com
análises comparativas.

[Leia mais ...]

 http://www.geniodalampada.com/index.php?
option=com_content&view=article&id=281:o-uso-da-estatistica-na-gestao-das-
empresas&catid=53:outras&Itemid=73

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7-, 2010 - 29: 1


A ESTATISTICA E SUA IMPORTÂNCIA NA AVALIAÇÃO DE RISCO E
RETORNO DOS INVESTIMENTOS.
Entender o significado e os fundamentos de riscos, retorno e preferências em relação
ao risco, bem como, demonstrar a importância de mecanismos estatísticos para uma
avaliação segura na gestão de carteiras de investimentos e ativos individuais.

A ESTATISTICA E SUA IMPORTÂNCIA NA AVALIAÇÃO DE RISCO E


RETORNO DOS INVESTIMENTOS.

Antoniel Costa Alves


Cleber Queiroz Trindade

RESUMO
Entender o significado e os fundamentos de riscos, retorno e preferências em relação
ao risco, bem como, demonstrar a importância de mecanismos estatísticos para uma
avaliação segura na gestão de carteiras de investimentos e ativos individuais.
Descrever procedimentos para aferir o risco de um ativo individual, analisar a
mensuração de retorno e desvio-padrão do retorno de uma carteira. Correlacionar às
ferramentas da Estatística como média, amplitude, coeficiente de variância, desvio-
padrão e gráfico de barra e linha, traduzindo-os em decisões que levem a uma elevação
do valor da empresa.

PALAVRAS-CHAVE: Estatística; Tomada de decisão; Gestão Empresarial; Análise


de risco.

ABSTRACT
Understand the meaning and the fundamentals of risk and return preferences regarding
risk and demonstrate the importance of statistical mechanics for a reliable assessment
in the management of portfolios and individual assets. Describe procedures to assess
and measure the risk of an individual asset, consider the measurement of return and
standard deviation of the return of a portfolio. Correlate to the tools of statistics as
mean, range, coefficient of variance, standard deviation and bar graph and line,
translating them into decisions that lead to a rise in company value.
KEYWORDS: Statistics, Decision making, Business Management, Risk Analysis.

INTRODUÇÃO
Segundo Crespo (2009, p6),
A direção de uma empresa, de qualquer tipo, incluindo as estatais e governamentais,
exige de seu administrador a importante tarefa de tomar decisões, e o conhecimento e
o uso da Estatística facilitarão seu tríplice trabalho de organizar, dirigir e controlar a
empresa.
Seu uso vem a melhorar o conhecimento em várias áreas de forma a alcançar os
objetivos e metas de curto, médios e longos prazos, selecionando, organizando,
verificando e avaliando estratégias que possibilitem saber a qualidade e quantidade do
produto, bem como, os possíveis lucros ou perdas.
Segundo Gitman (2004, p184), “para maximizar o preço da ação, o administrador
financeiro deve saber avaliar dois fatores importantes: o risco e o retorno.” [...] “risco é
a possibilidade de perda financeira.” [...] “retorno é o ganho ou a perda total sofrido
por um investimento em certo período.”
Para mensurar os resultados num ativo individual ou numa carteira de ativos o
administrador precisa ter habilidade adquirida na disciplina de estatística que o
auxiliará na tomada de decisão, para tanto, deve-se conhecer o uso e a importância da
amplitude, média, do desvio-padrão, coeficiente de variância, como também
representar esses resultados em gráficos que irão proporcionar uma melhor
visualização de como se comportam esses dados.
O objetivo deste estudo é demonstrar a importância da estatística na análise e
interpretação dos dados junto ao risco e retorno de ativos individuais e carteiras de
ativos na gestão empresarial a fim de conhecer seus problemas, formulando soluções
eficientes e eficazes para alcançar resultados precisos e confiáveis.

METODOLOGIA
O método utilizado para este trabalho é a pesquisa bibliográfica, que tem como
objetivo explicar e elucidar a necessidade do conhecimento do estudo da Estatística
para a gestão empresarial de analise de risco e retorno dos ativos individuais e também
as carteiras de ativos, fortalecendo o gestor financeiro na tomada de decisão.
Segundo Marconi e Lakatos (2009, p 57), “a pesquisa bibliográfica não é mera
repetição do que já foi dito ou escrito sobre certo assunto, mas propicia o exame de um
tema sob novo enfoque ou abordagem, chegando a conclusões inovadoras.” Gil (2002,
44), “... é desenvolvida com base em material já elaborado, constituído principalmente
de livros e artigos científicos.”

REFERENCIAL TEORICO
A ESTATÍSTICA DENTRO DA AVALIAÇÃO DO RISCO E RETORNO DOS
ATIVOS INDIVIDUAIS E CARTEIRA DE INVESTIMENTOS

Segundo Crespo (2009, p. 3), “A estatística e uma parte da matemática aplicada que
fornece métodos para coleta, organização, descrição, análise e interpretação de dados e
para a utilização dos mesmos na tomada de decisões.”
“O conceito de risco pode ser desenvolvido considerando-se inicialmente o
investimento em um único ativo. Podemos considerar os comportamentos de retornos
esperados para medir o risco usando a estatística.” GITMAN (2004, p. 188)
Diante de tal interpretação é imprescindível o conhecimento e uso da estatística para o
planejamento e gestão empresarial.
O uso da amplitude na estatística serve para, dentro de uma amostra, saber a diferença
do valor máximo pelo valor mínimo, na administração financeira esta amplitude define
a variabilidade do resultado pessimista em relação ao resultado otimista, ou seja,
quanto maior for a amplitude maior será o risco do ativo. Sua utilização é um tanto
rudimentar, pois, é influenciada pelos valores extremos da amostra, precisando na
mensuração de risco o uso do desvio-padrão e do coeficiente de variação na medida
em que fogem dessa imprecisão. Diante disto, a ciência da administração considera o
desvio-padrão como o indicador mais comum, por avaliar a dispersão do valor
esperado, enquanto que o coeficiente de variação é o mais eficaz na comparação dos
riscos de ativos por considerar a magnitude relativa, ou seja, o retorno esperado, que
em outras palavras, é que a media.
Fórmulas:
AMPLITUDE: É a diferença do resultado otimista menos o resultado pessimista.
A = Ro - Rp
RETORNO ESPERADO: É o somatório dos resultados de cada período de um ativo
dividido pela quantidade de períodos (Qp).
Re = (∑▒RETORNOS)/Qp
DESVIO-PADRÃO: É o somatório de cada retorno menos o retorno esperado elevado
ao quadrado.
Dp =√((∑▒〖(retornos-Re)²〗)/(Qp-1))
COEFICIENTE DE VARIAÇÃO: É a divisão do Dp pelo Re.
Cv = Dp/Re

Observe o exemplo abaixo:


A empresa “A” deseja selecionar o menos ariscado de dois ativos, X e Y. O retorno
esperado, o desvio-padrão e o coeficiente de variação de cada um são:
Ativo X Ativo Y
Retorno esperado 12% 20%
Desvio-padrão 9% 10%
Coeficiente de Variação 0,75 0,50
Fonte: Gitman, 2004
A primeira vista para uma pessoa não conhecedora dos indicadores estatísticos
preferiria o ativo Y, julgando pelo retorno esperado ser maior, ao analisar pelo desvio-
padrão o gestor financeiro optaria pelo ativo X, por apresentar uma dispersão de risco
menor que o ativo Y, porém, estaria cometendo um grave erro, pois, o coeficiente de
variação demonstra no Ativo Y, ser a menor possibilidade de risco, porque se utiliza
tanto do retorno esperado quando do desvio-padrão na sua análise. Portanto o ativo
escolhido é o Y.
Na carteira de ativos estes indicadores não seriam diferentes, observando-se que o
gestor/administrador financeiro precisa criar uma carteira mais eficiente minimizando
os riscos e obtendo o aproveitamento do retorno esperado. O desvio-padrão seria
calculado de cada ativo individual para depois somá-los. Para Gitman (2004, p. 194),
“O retorno de uma carteira é uma média ponderada dos retornos dos ativos individuais
que a compõem.”
Esta definição fica mais clara ao observarmos o exemplo abaixo:
ATIVOS CARTEIRAS
Ano X Y Z XY (50%X+ 50%Y) XZ (50%X+ 50%Y)
2004 8% 16% 8% 12% 8%
2005 10 14 10 12 10
Estatísticas
Valor Esperado 9% 15% 9% 12% 9%
Desvio-padrão 1,41% 1,41% 1,41% 0% 1,41%
Coeficiente de variação 0,16% 0,09 0,16 0% 0,16
Fonte: Gitman, 2004, adaptado

Ao comparar os ativos individuais e as carteiras percebe-se que:


Ativos Individuais
O que proporciona melhor retorno é o ativo Y, se formos utilizar os dados estatísticos
do desvio-padrão qualquer um dos três ativos não faria diferença, pois percentualmente
possuem mesmo resultado, por outro lado o coeficiente de variação nos dá um
resultado mais confiável uma vez que se utiliza tanto do retorno como do desvio-
padrão na sua análise, minimizando assim o risco no investimento.

Carteiras de Ativos
A que proporciona melhor investimento é a carteira XY, porque ao utilizarmos da
estatística podemos perceber que é a que oferece maior retorno e menor desvio-padrão
e coeficiente de variação.
Ao fazermos estas comparações o gestor do investimento consegue reduzir seu risco
quando se utiliza de carteiras, ao invés de fazer a aplicação em um único ativo,
garantindo assim uma possibilidade de maiores ganhos.
CONCLUSÕES
A utilização da estatística na administração proporcionará ao administrador mais
subsídios na avaliação dos ativos e carteiras de ativos evitando erros generalizados a
respeito de dados, tabelas e gráficos vivenciados no seu cotidiano. A estatística ajuda a
organizar as informações coletadas e criar parâmetros estruturados que auxiliarão o
gestor de empresa a investir com segurança, obtendo ganhos positivos e quando não
com perdas irrelevantes.
No mundo globalizado o administrador precisa de competências e habilidades para
usar a estatística a seu favor, fazendo um diferencial a mais para com seus
concorrentes.
REFERÊNCIAS
CRESPO, A. A.. Estatística fácil. 19 ed. São Paulo: Saraiva, 2009.

GIL, A. C.. Como elaborar projetos de pesquisa. 4 ed. São Paulo: Atlas, 2002.

GITMAN, L. J.. Princípios de administração financeira. Tradução Antonio Zoratto


Sanvicente. 10 ed. São Paulo: Pearson Addison Wesley, 2004.

MARCONI, M. A; LAKATOS, E. M.. Técnicas de pesquisa: planejamento e execução


de pesquisas, amostragens e técnicas de pesquisa, elaboração, análise e interpretação
de dados. 7 ed. São Paulo: Atlas, 2009.

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http://www.rhportal.com.br/artigos/wmview.php?idc_cad=vh59jlksd
Entendendo a importância da Estatística sem ser
gênio, matemático ou bruxo
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Jornais, televisão, rádio, revistas e outros meios de comunicação nos bombardeiam, diariamente, com

notícias, baseadas em estatísticas, como se fossem verdades absolutas. Nessa hora, provavelmente,

você sente a importância de ser capaz de avaliar corretamente o que lhe dizem. Todavia, será que os

números apresentados resultam de uma análise estatística cuidadosa? O perigo está no fato de que, se

não consegue distinguir as afirmações falsas das verdadeiras, então você está vulnerável à manipulação

por outras pessoas, cujas conclusões podem conduzi-lo para decidir contra os interesses seus e, depois,

arrepender-se. Por estas razões, conhecer Estatística é um grande passo no sentido de você tomar

controle da sua vida (embora não seja, obviamente, a única maneira necessária). Observe os seguintes

exemplos de afirmações recentemente publicadas em dez meios de comunicação (não estou dizendo que

cada uma delas seja verdadeira): • “O mercado prevê recuo de até 0,5%”. (Folha de São Paulo, Dinheiro,

27 de novembro de 2005) • “Tenha o BC exagerado na dose ou não, nenhum economista razoável

acredita que as taxas reais cairão abaixo de 10% no curto prazo, a menos que o governo descambe para

o populismo monetário.”(Revista Veja, edição 1933, 30 de novembro de 2005) • “...e o Corinthians tem

chances de ficar com o título antecipado. Para isso, precisa vencer a Ponte Preta, no Morumbi, e torcer

para um tropeço do Inter, que recebe o Palmeiras no Beira-Rio.”(O Estado de São Paulo, 27 de novembro

de 2005) • “83% farão compras financiadas no Natal e no Ano Novo ”.(Portal Exame, Finanças, 25 de

novembro de 2005) • “Em 2004, o rendimento médio ficou em R$ 730, 18,8% menor que os R$ 903 de

1996.” (Jornal do Commercio, Brasília, 27 de novembro de 2005) • “Segundo informações da Radiobrás,

para divulgar a pesquisa Miséria em Queda, a FGV já fez um 'levantamento relâmpago', mas bastante

completo, na avaliação de Néri, sobre a pobreza com base nos dados da Pnad 2004...” (JB Online, 27 de
novembro de 2005) • “Desde que fechou suas portas no último dia 4 de novembro a Avestruz Master não

conseguiu fornecer um único dado seguro quanto ao seu patrimônio ativo ou passivo.” (Diário da Manhã,

Goiânia, 27 de novembro de 2005) • “A renda média real da população ocupada foi de R$ 733, estável em

relação a 2003, mas ainda longe de recuperar a perda real de 18,8% em relação a 1996, ano em que a

remuneração alcançou seu ponto máximo (R$ 903) desde o início da década de 1990. “ (Jornal O Globo,

27 de novembro de 2005) • ““Vinte e cinco por cento das mortes maternas ocorrem em conseqüência de

abortos ilegais. “ (Revista Isto É On-line, 30 de novembro de 2005) • “Aprovação a Lula cai de 31% para

28%; reprovação oscila de 26% para 28%”. (DataFolha, 21 de outubro de 2005) Todas essas notícias

são, nas suas essências, Estatística. Elas parecem familiares, embora os exemplos sejam de áreas

bastante distintas: economia, esporte, comércio, social, industrial, medicina e até política. Em resumo, os

números (também expressos por meio de tabelas e gráficos) e a interpretação deles surgem nos

discursos de praticamente todo aspecto da vida contemporânea. Desse modo, as estatísticas são,

freqüentemente, apresentadas como um testemunho de credibilidade a um argumento ou a uma

recomendação, fato que você pode comprovar ouvindo o veiculado nos meios de comunicação: o primeiro

pensamento é acreditar na notícia como se fosse verdade absoluta. Recorde-se, então, do ex-primeiro-

ministro britânico Benjamin Disraeli (1804-1881), quando afirmou que “Há três espécies de mentiras:

mentiras, mentiras deslavadas e estatísticas”. No entanto, Estatística é método, ciência e arte. É método

quando, na Física, na Biologia, na Medicina ou na Pedagogia, aplica-se a populações específicas, isto é,

serve a uma ciência particular, da qual se torna instrumento. É ciência quando, graças às suas teorias,

estuda grandes conjuntos, independentemente da natureza destes, sendo autônoma e universal.

Finalmente, é arte na construção de modelos para representar a realidade. Assim sendo, nem tudo está

perdido, porque a Estatística pode ajudar você a reagir de modo inteligente às informações que lê ou

escuta e, neste sentido, torna-se um dos mais importantes assuntos que provavelmente estudou. O

presente artigo tem o objetivo de motivar você a ser mais um dos consumidores inteligentes de

estatísticas e, para ser um deles, o primeiro passo é refletir e começar a questionar aquelas que

encontrar. Por esta razão, convido você a reformar os seus hábitos estatísticos a partir de agora.

Simplesmente, não mais aceite números, tabelas, gráficos e conclusões. Ao invés disso, comece a

pensar nas fontes de informação e, mais importante, nos procedimentos usados para gerar essa

informação. Defenda-se contra afirmações falsas, embrulhadas como se fossem estatísticas. Aprenda a

reconhecer se uma evidência estatística apóia, realmente, uma conclusão apresentada. A Estatística está

toda ela em volta de você, algumas vezes usada de modo adequado, outras vezes não. Como o objetivo

da Estatística é auxiliar a sua tomada de decisões em situações de incerteza, distinguir as boas das más

estatísticas é, mais do que nunca, um dever, uma obrigação.

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Autor

Paulo Afonso Lopes

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A importância da estatística no tratamento das
informações organizacionais
As amostras são, portanto, largamente utilizadas no mundo atual
para estabelecimento de diagnósticos das situações atuais.
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Uma amostra estatisticamente válida consiste numa fração quantitativa de uma população bem maior

que, na impossibilidade de ser analisada completamente (ou por impossibilidade operacional ou por

inviabilidade econômica), forneceria as mesmas conclusões se comparado a avaliação da população

inteira.

Uma metáfora bastante utilizada é que para reconhecer o sabor de uma sopa (independentemente do

tamanho do caldeirão) colhe-se apenas uma pequena colherzinha da mesma para ser experimentada e, a

partir desta experimentação, concluir sob o sabor (ideal ou não) da sopa toda. Para sabermos sobre as

circunstâncias de saúde de uma pessoa, colhe-se apenas uma pequena fração quantitativa de seu

sangue para subsidiar todo o diagnóstico do paciente.

As amostras são, portanto, largamente utilizadas no mundo atual para estabelecimento de diagnósticos

das situações atuais. A questão básica é de que tamanho deveria ser a amostra para que as conclusões

sejam o mais próximas possível da realidade populacional!?

A Estatística Aplicada (como braço fundamental da Matemática Cartesiana protagonizada pioneiramente

por Carl Friedrich Gauss) desenvolveu uma série de argumentações científicas para definir o melhor

tamanho das amostras, no entanto, o objetivo deste artigo é comentar a mágica do tamanho de amostras

entre 30 e 40 como número mínimo (e máximo) das amostras em geral.

A questão básica que se defende aqui é que ANTES de sabermos a quantidade amostral ideal, deve-se
GARANTIR uma retirada de amostras de forma absolutamente ALEATÓRIA (o que nem sempre é tão

simples quanto parece). Se fosse possível garantir total aleatoriedade, sem qualquer tipo de viés, então o

tamanho de amostras padrão poderia ser entre 30 e 40 com grande força conclusiva, independentemente

do tamanho populacional!

É por este motivo que o tamanho mínimo de pontos nas Cartas de Controle (gráficos lineares que

constituem o instrumento principal do CEP – Controle Estatístico do Processo – metodologia desenvolvida

nos anos 40 por Walter Shewart e depois difundida no mundo todo William Edward Deming) é de 30!

Quando a pureza da aleatoriedade puder ser plenamente garantida, números superiores a 40 contribuirão

muito pouco (quase insignificantemente) para melhorar o poder conclusivo viabilizado por amostras de

tamanho 30 a 40. Em contrapartida, tamanhos de amostras inferiores a 30 não fornecem a potência

necessária para uma conclusividade confiável.

Por exemplo: A trabalhabilidade científica de dados oriundos dos clientes via manifestações capturadas

pelas áreas de Atendimento ao Consumidor (SAC) nada tem de aleatórios, uma vez que os motivos de

um contato do cliente com estas áreas sempre estão carregados de algum tipo de viés, seja para

formalizar alguma reclamação, seja para formalizar algum tipo elogio.

O poder de conclusividade interpretativa, principalmente quando alguma dúvida se estabelece na análise

estatística destes dados viesados, mesmo que numericamente expressivos (como normalmente o são),

poderia ser substituído (ou simplesmente validado) com uma pesquisa ativa e efetivamente aleatória com

apenas 30 a 40 dados.

Difícil acreditar não é!?

Um dos testes curiosos que mais aplico em minhas intervenções (onde posso agregar pelo menos 30

pessoas) serve muito bem para ilustrar, metaforicamente, este fenômeno. Leia o desafio que proponho

abaixo:

“Se você estiver num ambiente contendo de 30 a 40 pessoas (no mínimo), constituídas de forma

relativamente aleatória (uma sala de aula, uma palestra, uma reunião de amigos, uma reunião de

condomínio etc.), pode-se AFIRMAR (aposte dinheiro se desejar, eu garanto.....) que existirão, pelo

menos, um par de pessoas que nasceram no mesmíssimo dia e mês (não considerando o ano do

nascimento), ou seja, comemoram aniversário juntos. Pode haver até mais de um par, mas pelo menos

um par de pessoas com coincidência de data de aniversário haverá!”

Creio que o leitor possa replicar este desafio quantas vezes considerar pertinente e constatará que estou
dizendo a verdade. Esta brincadeira pode servir de “quebra-gelo” em suas intervenções tendo um poder

interessante, pois demonstra que o número 30 já pode fornecer conclusões importantes, além de

impressionar a plateia de forma significativa.

Numa época em que o processo decisório é tão submisso (ou deveria ser) a dados e fatos (informações e

indicadores) tratados estatisticamente, saber que uma quantidade destes entre 30 e 40, desde que

aleatórios, poderia subsidiar conclusões relevantes, pode iniciar uma revitalização do uso da Estatística

Aplicada no mundo corporativo. Não necessariamente somente por meio da Metodologia Seis-Sigma ou

da Pesquisa Operacional mais complexa, mas preponderantemente por meio do uso sistemático das

Cartas de Controle (Shewart e Deming) para 100% das informações organizacionais.

Orlando Pavani Junior - CEO da Gauss Consulting, empresa de assessoria instrumental e consultoria

especializada.

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