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Índice

Introdução ................................................................................................................................... 1

1. Humanismo ......................................................................................................................... 2

1.1. Uma Breve História da Psicologia Humanista ................................................................ 2

1.2. Os Cinco Princípios Básicos da Psicologia Humanista ................................................... 2

1.3. O Impacto da Psicologia Humanista ............................................................................... 3

2. Psicanálise ........................................................................................................................... 3

2.1. Pressupostos da Psicanálise ............................................................................................. 4

2.2. Psicanálise é uma terapia, bem como uma teoria. ........................................................... 4

2.3. Aplicações clínicas da Psicanálise ................................................................................... 4

2.4. Críticas à Psicanálise ....................................................................................................... 5

Conclusão ................................................................................................................................... 6

Bibliografia ................................................................................................................................. 7
Introdução
A Psicologia Humanista surgiu na década de 50 e ganhou força nos anos 60 e 70, como uma
reação às idéias de análise apenas do comportamento, defendida pelo Behaviorismo e do
enfoque no inconsciente e seu determinismo, defendido pela Psicanálise.

A grande divergência com o Behaviorismo é que o Humanismo não aceita a idéia do ser
humano como máquina ou animal, sujeitos aos processos de condicionamento. Já em relação
à Psicanálise, a reação foi à ênfase dada no inconsciente, nas questões biológicas e eventos
passados, nas neuroses, psicoses e na divisão do seu humano em compartimentos.

A Psicanálise, por sua vez, foi criada pelo neurologista austríaco Sigmund Freud, com o
objetivo de tratar desequilíbrios psíquicos. Este corpo teórico foi responsável pela descoberta
do inconsciente – antes já desbravado, porém em outro sentido, por Leibniz e Hegel -, e a
partir de então passou a abordar este território desconhecido, na tentativa de mapeá-lo e de
compreender seus mecanismos, originalmente conferindo-lhe uma realidade no plano
psíquico. Esta disciplina visa também analisar o comportamento humano, decifrar a
organização da mente e curar doenças carentes de causas orgânicas.

Neste trabalgo aborda-se a psicanalise e o humanismo ou psicologia humanista, explicando


suas geneses, principios e aspectos importantes combase numa pesquisa bibliografica assente
em autores citados ao longo do texto que aparecem nas referencia bibliográficas.

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1. Humanismo
A psicologia humanista, também conhecida como humanismo ou a perspectiva humanista da
psicologia, é um movimento que enfatiza a bondade inerente nas pessoas. Ao invés de se
concentrar no que há de errado com as pessoas, a psicologia humanista adota uma abordagem
mais holística, olhando o indivíduo como um todo e enfatizando o desejo de autoatualização.

1.1. Uma Breve História da Psicologia Humanista


A psicologia humanista surgiu durante a metade do meio do século XX em resposta direta à
psicanálise e ao behaviorismo. Os fundadores da abordagem humanista acreditavam que a
perspectiva psicanalítica de Sigmund Freud era muito negativa e focada apenas na patologia.
O behaviorismo de BF Skinner, por outro lado, era muito mecanicista e reduzia a natureza
humana à simples respostas condicionadas.
Rogers (1951) estava interessado em entender todas as coisas que ajudavam as pessoas a
crescerem, mudarem, melhorarem e prosperarem. A psicologia era muito mais do que
consertar comportamentos problemáticos ou doenças mentais, ele acreditava. Era também
ajudar as pessoas a viver as melhores vidas que pudessem e conseguir a maior felicidade
possível.
Rogers acreditava que todas as pessoas possuem o que é conhecido como uma tendência
atualizante, ou uma necessidade inata de se esforçar para se tornar seu melhor eu. Foi esse
conceito da tendência atualizante que ajudou a inspirar o psicólogo Maslow (1968) a criar
uma hierarquia de necessidades humanas. Necessidades mais básicas estão próximas da base
desta hierarquia, sugeriu Maslow (1968). À medida que essas necessidades são cumpridas, ele
propôs que as necessidades mais avançadas assumissem maior importância, incluindo a
necessidade de autoatualização. Ele descreveu isso como a necessidade de cumprir o potencial
total e tornar-se tudo o que você pode ser.

1.2. Os Cinco Princípios Básicos da Psicologia Humanista


De acordo com um artigo inicial escrito por dois psicólogos proeminentes, existem cinco
princípios fundamentais da psicologia humanista:

 As pessoas são mais do que a soma de suas partes.


 Para entender as pessoas, você deve olhar para elas dentro de seu contexto humano,
bem como seu lugar dentro do universo.
 Os seres humanos são conscientes, bem como conscientes desta consciência.
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 Os seres humanos têm livre arbítrio e são capazes de fazer suas próprias escolhas, mas
com essas escolhas vêm grandes responsabilidades.
 Os seres humanos procuram as coisas intencionalmente e visam deixar sua marca no
mundo, estabelecendo metas, expressando criatividade e buscando o significado.
 O Desenvolvimento da Psicologia Humanista

Rogers (1951) não só acreditava que as pessoas são basicamente boas e sempre buscam
crescimento, ele também sentiu que esses princípios básicos também desempenhavam papel
essencial na psicoterapia. Ele desenvolveu uma abordagem ao tratamento conhecida como
terapia centrada no cliente [compre o livro clicando aqui], que enfatizou a importância de uma
consideração positiva incondicional. Mostrar aos clientes apoio incondicional poderia
contribuir para o processo de tratamento.
Durante o final da década de 1950 Maslow (1968) e outros pensadores humanistas
começaram a formalizar a crescente abordagem humanista. À medida que começaram a
desenvolver uma organização profissional, eles delinearam alguns dos principais temas de
interesse, incluindo a autoatualização, a criatividade, a individualidade e a realização pessoal.

1.3. O Impacto da Psicologia Humanista


A psicologia humanista é muitas vezes descrita como seu próprio ramo distinto da psicologia,
mas também representa uma perspectiva ou maneira de pensar sobre o comportamento
humano. A abordagem humanista ajudou a introduzir novas formas de pensar sobre a
motivação e o comportamento humanos. Segundo Schneider et al. (2015) a psicologia
humanista também introduziu novas abordagens de tratamento e técnicas de psicoterapia para
lidar com doenças mentais e promover o bem-estar psicológico.
A psicologia humanista continua a exercer hoje uma poderosa influência e seus efeitos podem
ser vistos tanto em outros ramos da psicologia quanto nas áreas de educação, filosofia e até
mesmo a política. O desenvolvimento bastante recente de campos como psicologia positiva e
psicologia transpessoal deve muito à influência da psicologia humanista.
Hoje, a psicologia humanista permanece uma parte vital do campo que continua a contribuir
muito para a nossa compreensão da mente e do comportamento humano.

2. Psicanálise
A psicanálise foi fundada por Freud (1937) pois ele acreditava que as pessoas poderiam ser
curadas, fazendo conscientes seus pensamentos e motivações inconscientes. O objetivo da
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terapia da psicanálise é liberar emoções e experiências reprimidas, ou seja, trazer o
inconsciente ao consciente.
Segundo Freud (1937) a Psicanálise é uma ferramenta para entrar no inconsciente, ou trazer
para o consciente o conteúdo oculto.

2.1. Pressupostos da Psicanálise


 Psicólogos psicanalíticos veem problemas psicológicos como enraizados na mente
inconsciente.
 Sintomas manifestados são causados por distúrbios latentes (ocultos).
 As causas típicas incluem questões não resolvidas durante o desenvolvimento ou
trauma reprimido.
 O tratamento através da psicanálise se concentra em trazer o conflito reprimido à
consciência, onde o cliente pode lidar com isso.

2.2. Psicanálise é uma terapia, bem como uma teoria.


Na psicanálise (terapia) Freud (1937). pedia ao paciente para ficar em um sofá para relaxar, e
o psicanalista sentava-se atrás dele tomando notas enquanto o paciente lhe contava sobre seus
sonhos e memórias de infância.
Devido à natureza dos mecanismos de defesa e a inacessibilidade das forças deterministas que
operam no inconsciente, a psicanálise em sua forma clássica é um processo demorado, muitas
vezes ocorrendo durante vários anos.
A abordagem da psicanálise assume que a redução de sintomas por si só é relativamente
inconsequente, já que o conflito subjacente não é resolvido, os sintomas neuróticos serão
simplesmente substituídos. O analista é tipicamente uma “tela em branco”, revelando muito
pouco sobre si mesmo, a fim de que o cliente possa usar o espaço no relacionamento para
trabalhar em seu inconsciente, sem interferência do exterior. O psicanalista utiliza várias
técnicas como incentivo para o cliente desenvolver insights sobre o seu comportamento e os
significados de sintomas, incluindo borrões de tinta, atos falhos, associação livre,
interpretação (incluindo análise de sonhos), análise de resistência e análise de transferência.

2.3. Aplicações clínicas da Psicanálise


Psicanálise (juntamente com aconselhamento humanista Rogeriano) é um exemplo de uma
terapia global (Comer, 1995, p. 143), que tem o objetivo de ajudar os clientes a trazer grandes
mudanças em toda a sua perspectiva sobre a vida.

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Psicanálise baseia-se no pressuposto de que a perspectiva corrente está ligada a fatores de
personalidade profundos. Terapias globais estão em contraste com as abordagens que se
concentram principalmente na redução de sintomas, tais como abordagens cognitivas e
comportamentais, as chamados terapias baseadas em problemas.
Os transtornos de ansiedade como fobias, ataques de pânico, transtorno obsessivo-compulsivo
e transtorno de estresse pós-traumático são áreas óbvias onde a psicanálise pode ser assumida
para o trabalho. O objetivo é ajudar o cliente a chegar a um acordo com os seus próprios
impulsos do id ou para reconhecer a origem de sua ansiedade atual nos relacionamentos de
infância que estão sendo revividos na idade adulta. Svartberg e Stiles (1991) e Prochaska e
DiClemente (1984) apontam que a evidência para sua eficácia é equívoca.
Salzman (1980) sugere que as terapias psicodinâmicas geralmente são de pouca ajuda para os
clientes com transtornos de ansiedade específicos, tais como fobias ou TOCs, mas podem ser
de mais ajuda com transtornos de ansiedade geral. Salzman (1980), na verdade expressa a
preocupação de que a psicanálise pode aumentar os sintomas de TOCs devido à tendência de
tais clientes para ser excessivamente preocupados com as suas ações e refletir
exageradamente sobre sua situação (Noonan, 1971).
Shapiro e Emde (1991) relatam que as terapias psicodinâmicas como a psicanálise tem sido
bem sucedidas apenas ocasionalmente. Uma razão possível é que as pessoas deprimidas
podem ser muito inativas ou desmotivadas para participar na sessão. Em tais casos, uma
abordagem mais diretiva e desafiadora pode ser benéfica.
Outra razão pode ser que os depressivos podem esperar uma cura rápida e como a psicanálise
não oferece isso, o cliente pode deixar ou se tornar excessivamente envolvido na elaboração
de estratégias para manter uma relação de transferência de dependência com o analista.

2.4. Críticas à Psicanálise


Fisher e Greenberg (1977), em uma revisão da literatura, concluíram que a teoria psicanalítica
não pode ser aceita ou rejeitada como um pacote. “É uma estrutura completa que consiste em
muitas peças, algumas das quais devem ser aceitas, outros rejeitadas e outras ao menos
parcialmente reformuladas’.
Fonagy (1981) questiona se tentativas para validar a abordagem da psicanálise de Freud
através de exames laboratoriais têm qualquer validade em si. A teoria de Freud questiona a
própria base racionalista de uma abordagem científica e poderia muito bem ser vista como
uma crítica à ciência, ao invés da ciência rejeitar a psicanálise porque não é suscetível a
refutação.
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Conclusão
Psicologia humanista, também muitas vezes referida como humanismo, surgiu durante a
década de 1950 como uma reação à psicanálise e behaviorismo que dominavam a psicologia
no momento. A psicanálise estava focada em compreender as motivações inconscientes que
orientam o comportamento, enquanto o behaviorismo estudava os processos de
condicionamento que produzem comportamento. Essencialmente a psicanálise é uma teoria da
personalidade e um procedimento de psicoterapia; a psicanálise influenciou muitas outras
correntes de pensamento e disciplinas das ciências humanas, gerando uma base teórica para
uma forma de compreensão da ética, da moralidade e da cultura humana.
Mas os pensadores humanistas sentiram que tanto a psicanálise quanto behaviorismo eram
demasiado pessimistas, quer focando o mais trágico das emoções ou não levando em conta o
papel da escolha pessoal. Assim, a psicologia humanista foi focar no potencial de cada
indivíduo e salientou a importância do crescimento e auto-realização. A crença fundamental
da psicologia humanista é que as pessoas são naturalmente boas e que os problemas mentais e
sociais resultam de desvios desta tendência natural.

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Bibliografia
Comer, R. J. (1995). Abnormal psychology (2nd ed.). New York: W. H. Freeman.
Fisher, S., & Greenberg, R. P. (1977). The scientific credibility of Freud’s theories and
therapy. Columbia University Press.
Fonagy, P. (1981). Several entries in the area of psycho-analysis and clinical psychology.
Freud, A. (1937). The Ego and the mechanisms of defense. London: Hogarth Press and
Institute of Psycho-Analysis.
Freud, S. (1916-1917). Introductory lectures on psychoanalysis. SE, 22: 1-182.
Maslow, AH (1968). Introdução à Psicologia do Ser. Princeton, NJ: Van Nostrand.
Noonan, J. R. (1971). An obsessive-compulsive reaction treated by induced anxiety. American
Journal of Psychotherapy, 25(2), 293.
Prochaska, J., & C. DiClemente (1984). The transtheoretical approach: Crossing traditional
boundaries of therapy. Homewood, Ill., Dow Jones-Irwin.
Rogers, CR (1951). Terapia centrada no cliente. Boston: Houghton-Mifflin.
Salzman, L. (1980). Treatment of the obsessive personality. Jason Aronson Inc. Publishers.
Schneider, K.J., Pierson, J.F., & Bugental, J.F.T. (2015). The Handbook of Humanistic
Psychology: Theory, Research, and Practice. Los Angeles: SAGE Publications.
Shapiro, T., & Emde, R. N. (1991). Introduction: Some Empirical Approaches To
Psychoanalysis. Journal of the American Psychoanalytic Association, 39, 1-3.
Storr, A. (1987). Why psychoanalysis is not a science. Mind-waves.
Svartberg, M., & Stiles, T. C. (1991). Comparative effects of short-term psychodynamic
psychotherapy: a meta-analysis. Journal of consulting and clinical psychology, 59(5),
704.