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Instituto Superior Cristão

(HEFSIBA)

Linda Thacha Muiambo

Psicologia Como Ciência:

Behaviorismo e Gestalt

Mocuba

2020
Linda Thacha Muiambo

Behaviorismo e Gestalt

Trabalho a ser apresentado ao Instituto Superior Cristão,


Faculdade de Psicologia para fins Avaliativos na Cadeira
de Psicologia Como Ciência.

Docente:

Mocuba
2018

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Índice
Introdução...................................................................................................................................4

1. BEHAVIORISMO...............................................................................................................5

2. A GESTALT (A PSICOLOGIA DA FORMA)..................................................................7

2.1. Fundamentos básicos ou leis da Gestalt...........................................................................7

2.2. Aplicações da Gestalt.......................................................................................................8

Conclusão....................................................................................................................................9

Bibliografia...............................................................................................................................10

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Introdução
Enquanto o behaviorismo tem como objeto de estudo a relação individual (estimulo-resposta),
a Gestalt é contra essa abordagem, visto que considera que o comportamento quando estudado
de forma isolada pode ter seu significado ou entendimento real alterado. O comportamento
deveria e deve ser estudado de forma onde todos os aspectos são analisados de forma geral,
considerando todas as condições que possam alterar o estímulo.
A Gestalt é convencionalmente utilizada por profissionais da área da Psicologia como um
instrumento de análise do indivíduo e de suas percepções. O Behaviorismo é considerado uma
corrente polêmica, contrastando com a teoria construtivista sócio-interacionista, de Piaget e
outros teóricos da área da Pedagogia. Ocorre conflito uma vez que, utilizada como
instrumento de condicionamento, esta corrente atrapalha o desenvolvimento social e cognitivo
do indivíduo na sua totalidade humana.
Em momentos históricos mais fechados como em tempos de ditadura militar, foi
indistintamente utilizado para controle social, onde comportamentos destoantes dos
permitidos, já se julgavam subversivos e, portanto, limitavam-se o alcance de pensamento e
interatividade do sujeito com o seu meio vivido.
No presente trabalho serão abordados o Behaviorismo e a Gestalt de forma isolada para sua
melhor compreensão. O trabalho vem respaldado por considerações de autores devidamente
citados ao longo do texto e mencionados na bibliografia.

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1. BEHAVIORISMO
É tratado como a ciência do comportamento observável Seu termo "behavior" em inglês, se
refere à comportamento. A teoria também é conhecida por comportamentalismo ou analise do
comportamento etc. O behaviorismo era visto como uma proposta para a psicologia, onde o
seu objeto de estudo seria o comportamento. Segundo Watson (1913) é o ramo da psicologia
que determina o sujeito; seu objetivo é prever o comportamento.
O estudo do comportamento ou Behaviorismo é a designação das observações das reações
visíveis do organismo, sem nenhuma consideração por fatores anímicos, ou seja, que pertence
à alma ou psicológico. Esta orientação psicológica foi encabeçada nos Estados Unidos por
Watson (1913) entre outros, e convencionou o estudo como psicologia objetiva. Nesta teoria,
os pesquisadores chegaram à conclusão que as únicas reações admissíveis como originais na
criança recém nascida, seriam o medo, a cólera e o amor, sendo as demais, frutos de
condicionamento.
Watson (1913) distribui vários nomes ao que chamamos de Behaviorismo: análise
experimental do comportamento comportamentalismo, teoria comportamental; tudo em prol
do comportamento humano. Ele faz atribuição de que o comportamento não é uma ação
isolada, mas sim, que depende do meio onde se vive. O comportamento como objeto
observável, mensurável da Psicologia Duas razões foram indicadas para que se pudesse
entender a origem dos termos “resposta” e “estímulo”, uma seria a metodológica- que analisa,
experimenta- e a outra, seria a histórica- aproveitava as idéias de outros estudiosos- tudo isso
para entender a interação do homem com o meio.
O indivíduo é “ensinado” a defender-se dos estímulos da natureza, quer sejam eles bons ou
ruins, por conta da necessidade que seu corpo demonstra. Acredita-se que as punições são
temporariamente uma pressão à fuga da verdadeira vontade. O ambiente onde nos
encontramos, é capaz de determinar a forma de nosso comportamento. Skinner se apoiou na
formulação do comportamento operante. Para entendermos esse comportamento é preciso
antes de tudo entender o comportamento respondente, que é uma interação estímulo-resposta
(ambiente-sujeito) incondicionada e que ele independe da aprendizagem.
Esse comportamento fez com que Skinner desenvolvesse seu trabalho sobre a relação
indivíduo-ambiente na qual seria uma nova unidade de análise de sua ciência: o
comportamento operante, que é o contrário do respondente, pois ele depende da
aprendizagem, ele vai estudar como as variações no ambiente modificam o comportamento e
faz referência entre interação sujeito-ambiente. O Reforçamento é o que vem depois da

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resposta, modifica a probabilidade futura de ocorrência dessa resposta. Ele se divide em:
negativo e positivo.
O negativo permite a retirada de algo indesejável; é todo evento que aumenta a probabilidade
futura da resposta que o remove. Já o positivo dispõe algo para o organismo; é todo evento
que aumenta a probabilidade futura da resposta que o produz. Há dois processos nesse
reforçamento que são: a esquiva e a fuga. A esquiva trata-se de um comportamento que é
reforçado pela necessidade de reduzir ou evitar o segundo estímulo, que também é aversivo
(quando nos sentimos ameaçados o nosso corpo já nos envia mensagens para que nos
defendemos).
Na fuga, o comportamento reforçado é aquele que termina com um estímulo aversivo já em
andamento (ex: alguém joga alguma coisa em você e só depois é que você xinga). A Extinção
é um procedimento no qual uma resposta deixa abruptamente de ser reforçada, então a
resposta diminuirá de frequência ou se extinguirá. A Punição é o que vem depois da resposta
quando há um estímulo aversivo; a punição inibe um determinado comportamento.
Os behavioristas apoiaram as críticas feitas por Skinner e outros autores e propuseram a
substituição definitiva das práticas punitivas por comportamentos desejáveis. O controle de
estímulos nos fala do controle ambiente que é exercido sobre nós. Quando a freqüência ou a
forma de resposta é diferente, diz que o comportamento está sob o controle de estímulos.
Divide-se em dois processos: Discriminação -quando uma resposta se mantém na presença de
um estímulo, sofre certo grau de extinção na presença de outro e a Generalização -um
estímulo adquire controle sobre uma resposta devido ao reforço na presença de um estímulo
similar diferente.
A corrente Behaviorista, foi muito utilizada na educação nas décadas de 60 e 70 no em muitos
países e até hoje prevalece em muitas instituições de ensino como forma de padronizar os
elementos envolvidos no processo educativo. Encontra-se também na postura do professor em
trabalhar a favor de certos estímulos considerados saudáveis para o aluno, e a anulação de
outros (reforçamento), prejudiciais à aquisição dos conhecimentos reproduzidos dentro do
ambiente escolar. Devido ao desvio comportamental e os reflexos deste tipo de
irregularidades para os demais, inclui-se no processo, a extinção, procedimento no qual uma
resposta deixa de ser de ser reforçada de forma abrupta e a punição, onde é reduzida a
frequência de certas respostas, o que é bastante debatido por Behavioristas a validade deste
recurso.

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2. A GESTALT (A PSICOLOGIA DA FORMA)
Termo alemão que não há tradução exata para o português, onde o termo mais próximo é
Estrutura. Ou seja, é um conjunto de objetos ou coisas que se determinam uns aos outros. Para
Maslow (1968) a Gestalt é uma organização de elementos constitutivos, com a finalidade de
estimular, criando uma percepção global estruturada.
De acordo com a Wilson (1972) o psiquismo humano não tem condições de ser analisado de
forma isolada, e sim, sempre em conjunto, tendo como ponto de partida a percepção. Para os
“gestaltistas” existe uma relação estimulo-resposta, no qual o estimulo que o meio fornece a
resposta, está diretamente ligada ao processo de percepção. O que e como o individuo percebe
é extremamente importante para entender o comportamento humano.
Os Gestaltistas estão interessados em entender quais os processos psicológicos envolvidos na
ilusão de ótica, como é que percebemos as coisas contrariamente o que verdadeiramente é. O
que diferencia os Gestaltistas dos Behavioristas é que para eles- Gestaltistas- entre o processo
de estímulo e resposta, há o estágio da percepção. E o que as duas correntes tem em comum, é
que ambas definem psicologia como sendo a ciência que estuda o comportamento.
A Gestalt procura entender como o indivíduo é capaz de na sua mente completar uma figura
aparentemente faltando seus contornos. A maneira como nós percebemos as coisas, determina
o nosso comportamento. O campo psicológico nos permite estruturar situações que não estão
nítidas. Há um fenômeno na Gestalt chamado insight que nos permite compreender
imediatamente uma figura que até é desconhecida.
Os gestaltistas se preocuparam em compreender quais os processos psicológicos envolvidos
na ilusão de ótica. Eles queriam analisar quando um indivíduo percebe um estímulo físico de
forma diferente da que ele tem na realidade. A Percepção para os gestaltistas, entre o estímulo
que o meio fornece e a resposta do indivíduo, encontra-se o Processo de Percepção. Na visão
dos gestaltistas o comportamento deveria ser estudado nos seus aspectos mais globais,
levando em consideração as condições que alteram a percepção do estímulo. Se basearam
na Teoria do Isomorfismo.

2.1. Fundamentos básicos ou leis da Gestalt


Os fundamentos básicos da Gestalt se relacionam com a capacidade do nosso cérebro de criar
conexões que permitam identificar um objeto de maneira compreensível a partir da junção dos
elementos que o compõem. Os sete fundamentos básicos são:

 Continuidade;
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 Segregação;
 Semelhança;
 Unidade;
 Proximidade;
 Pregnância;
 Fechamento.

Semelhança: A lei da semelhança dita que objetos similares se agruparão entre si. Na
imagem abaixo, a maioria das pessoas vê colunas de quadrados e colunas de círculos. Poucas
pessoas vão associar isto como uma linha horizontal onde quadrados e círculos se intercalam.
Proximidade: Elementos próximos tendem a se agrupar, constituindo uma unidade.
Elementos vão parecer mais próximos e unificados quanto menor for a distância entre eles.
Continuidade: Essa lei dita que pontos que estão conectados por uma linha reta ou curva são
vistos de uma maneira a seguir um caminho mais suave. Em vez de ver linhas e ângulos
separados, linhas são vistas como uma só.
Pregnância: É chamada também de lei da simplicidade. Ela dita que objetos em um ambiente
são vistos da forma mais simples possível. Quanto mais simples, mais facilmente é
assimilada.
Fechamento: Elementos são agrupados se eles parecem se completar. Ou seja, nossa mente
tende a ver um objeto completo, mesmo quando não há um.
Unificação: Na lei da unificação, mesmo uma imagem abstrata pode ser entendida pela mente
humana, pois preenchemos os espaços vazios instintivamente, como no logo do Johnnie
Walker ou da WWF (um homem caminhando e um urso panda).

2.2. Aplicações da Gestalt


As aplicações dos conceitos da Gestalt em geral estão relacionadas a áreas que se baseiam na
percepção sensorial das pessoas como, por exemplo, artes, cinema, paisagismo, arquitetura ou
design. Vale ressaltar no entanto, suas aplicações paralelas como as terapias gestaltistas e sua
aplicação na gestão de empresas, nesse último caso a aplicação é mais dos fundamentos
teóricos do que práticos.
É importante perceber que a aplicação dos conceitos da Gestalt de certa maneira são
fundamentais para a construção mais harmônica das coisas com as quais interagimos no dia-a-
dia.

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Conclusão
O Behaviorismo e a Gestalt estudam o comportamento como objeto da Psicologia. Só que o
Behaviorismo estuda o comportamento estímulo-resposta tentando isolar o estímulo que
corresponderia a resposta esperada. Já a Gestalt diz que o comportamento estudado de
maneira isolada perderá seu significado. A Boa- Forma reflete na Gestalt que nos fala sobre a
maneira como percebemos um determinado estímulo irá desencadear nosso comportamento.

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Bibliografia
Watson, J. B (1913). Psychology as lhe Behaviorist Views It\ Psychological. Review. 20,
158-77.
Maslow, AH (1968). Introdução à Psicologia do Ser. Princeton, NJ: Van Nostrand.
Wilson A. M. (1972). Diderot. Nova York: Oxford University Press.

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