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Aula 07

Noções de Direito Processual Civil p/


TJ-RJ (Técnico em Atividade Judiciária) -
Pós-Edital

Autor:
Ricardo Torques
Aula 07

7 de Março de 2020
Ricardo Torques
Aula 07

Sumário

Tutela Provisória ................................................................................................................................................. 2

1 - Classificação doutrinária das tutelas provisórias ...................................................................................... 2

2 - Disciplina das tutelas provisórias no NCPC ............................................................................................... 6

2.1 - Disposições Gerais ............................................................................................................................. 7

2.2 - Requerimento.................................................................................................................................... 11

2.3 - Fungibilidade ................................................................................................................................... 12

2.4 - Legitimidade ................................................................


.................................................................... 12

3 - Tutelas de Urgência ................................................................................................................................ 13

3.1 - Disposições Gerais ........................................................................................................................... 13

3.2 - Tutela antecipada requerida em caráter antecedente .................................................................... 18

3.3 - Tutela cautelar requerida em caráter antecedente ......................................................................... 25

4 - Tutela de Evidência ................................................................................................................................. 32

Destaques da Legislação .................................................................................................................................. 35

Questões Comentadas ...................................................................................................................................... 38

Lista de Questões ............................................................................................................................................ 110

Gabarito ......................................................................................................................................................... 132

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TUTELA PROVISÓRIA
CONSIDERAÇÕES INICIAIS
Enfim temos uma aula menor! Hoje, será um encontro tranquilo, no qual abordaremos assunto de primacial
importância, contudo, menos denso quando comparado com os temas anteriores que estudamos.

Na aula de hoje vamos nos ocupar com as tutelas provisórias, que foram totalmente reformuladas à luz do
NCPC, o que exigirá grande esforço para compreendê-las na nova sistemática.

De todo modo, é importante registrar que não obstante a matéria seja menos extensa – arts. 294 a 311 do
NCPC – a incidência nas provas recentes é grande. Note que a maioria das questões são, inclusive, elaboradas
com base no NCPC.

Dessa forma, abordaremos os seguintes pontos do edital:

15 Tutela provisória. 15.1 Tutela de urgência. 15.2 Disposições gerais.

Vamos lá, então?

Bons estudos!

TUTELA PROVISÓRIA

1 - Classificação doutrinária das tutelas provisórias

Antes de apresentar a classificação das tutelas provisórias, vamos, rapidamente, diferenciar a tutela
definitiva da provisória.

Quanto à tutela definitiva1:

A tutela definitiva é aquela obtida com base em cognição exauriente, com profundo debate
acerca do objeto da decisão, garantindo-se o devido processo legal, o contraditório e a
ampla defesa.

Essa tutela definitiva poderá ser satisfativa, ou seja, poderá ser voltada para certificar direitos (ações
declaratórias, constitutivas e condenatórias) ou para efetivar direitos (ações executivas).

1
JR. DIDIER, Fredie. Curso de Direito Processual Civil, volume 1, 18ª edição, rev., atual. e ampl., Bahia: Editora JusPodvim,
2016, p. 575.

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Além disso, a tutela definitiva também poderá ser assecuratória (ou cautelar), cuja finalidade é conservar o
direito do autor, neutralizando efeitos maléficos do tempo. A tutela cautelar caracteriza-se pela
referibilidade e pela temporariedade.

a tutela cautelar deve se referir a outro direito


REFERIBILIDADE
principal (tutela acautelatória)

tem eficácia limitada no tempo, extinguindo-se


TEMPORARIEDADE com a obtenção do direito principal (tutela
satisfativa)

A tutela provisória, por sua vez, tem por finalidade antecipar o gozo de determinado direito ou assegurá-lo
a fim de que possa ser gozado em momento oportuno.

A tutela provisória caracteriza-se pela sumariedade da cognição, pela precariedade e pela impossibilidade
de sofrer os efeitos da coisa julgada.

a decisão se assenta em análise superficial do


COGNIÇÃO SUMÁRIA
objeto litigioso

poderá ser revogada ou modificada a qualquer


PRECARIEDADE
tempo

IMPOSSIBILIDADE DE
não poderá sofrer os efeitos da coisa julgada
COISA JULGADA

Feito isso, vamos analisar a classificação das tutelas provisórias, com base na posição majoritária da doutrina.

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tutela antecipada

ESPÉCIES DE TUTELA
tutela cautelar
PROVISÓRIA

tutela de evidência

Essas três espécies de tutela são chamadas de provisórias ou provisionais, o que significa dizer que não são
definitivas, e se sujeitam a mudanças. De forma técnica, podemos afirmar que a tutela provisória não se
estabiliza pela formação da coisa julgada.

A tutela antecipada é satisfativa e urgente. Além de ser provisória, nessa tutela antecipa-se a concessão da
prestação jurisdicional à parte em razão de alguma situação urgente. A ideia é simples: a parte precisa do
bem da vida agora, caso contrário, não lhe será mais útil. Caso não receba o bem nesse momento, a parte
sofrerá um dano irreparável ou de difícil reparação.

De acordo com a doutrina2, a tutela provisória satisfativa antecipa os efeitos da tutela definitiva satisfativa,
conferindo eficácia ao direito afirmado.

Por exemplo, determinada pessoa precisa da liberação do SUS para o recebimento de determinado
medicamento. Nesse caso, ajuíza a ação e pleiteia tutela antecipada para a concessão do medicamento, uma
vez que corre risco de morte.

No exemplo:

pode ser que, ao final, o pedido seja julgado


PROVISÓRIA
improcedente

confere-se o bem da vida de forma antecipada


ANTECIPADA
(fornecimento do medicamento)

URGENTE demonstra-se risco de morte

2
JR. DIDIER, Fredie. Curso de Direito Processual Civil, volume 1, 18ª edição, rev., atual. e ampl., Bahia: Editora JusPodvim,
2016, p. 582.

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É importante que você não confunda a tutela provisória com julgamento antecipado da lide. Não temos um
julgamento antecipado do processo, mas tão somente a antecipação da tutela jurisdicional.

Assim...

antecipação da
TUTELA PROVISÓRIA
tutela

concessão da
julgamento do
JULGAMENTO tutela
mérito do
ANTECIPADO jurisdicional
processo
definitiva

Além disso, as hipóteses de cabimento de uma e de outra hipótese são distintas e, no caso de julgamento
antecipado, temos um julgamento definitivo, não provisório.

A tutela cautelar, tal como a tutela antecipada, é provisória e fundada na urgência. A diferença dessa tutela
é que, nesse caso, ela é conservativa. Assim, não há concessão da tutela jurisdicional, mas conservação do
interesse da parte a fim de que ela possa ser beneficiada posteriormente com a tutela jurisdicional.

De acordo com a doutrina3, a tutela provisória cautelar antecipa os efeitos de tutela definitiva não satisfativa
(cautelar), conferindo eficácia imediata ao direito à cautela.

Por exemplo, bloqueio de bens da pessoa devedora para que, na execução, haja valores suficientes para
pagar o valor devido.

A tutela de evidência, tal como a tutela antecipada, caracteriza-se pela provisoriedade e por ser satisfativa.
A grande distinção em relação à tutela antecipada é que não há urgência. Nesse caso, a cessão antecipada
da tutela jurisdicional não se funda na urgência, mas na evidência do direito pleiteado pelo autor.

Por exemplo, em um contrato de financiamento, a contratante não paga o financiamento e, após notificação
extrajudicial sem manifestação do contratante, a financiadora ingressa em juízo com pedido de busca e
apreensão do bem dado em garantia. Nesse caso, se o juiz conceder a tutela, não o fará em face da urgência,

3
JR. DIDIER, Fredie. Curso de Direito Processual Civil, volume 1, 18ª edição, rev., atual. e ampl., Bahia: Editora JusPodvim,
2016, p. 583.

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mas poderá determinar a medida constritiva em razão da evidência de que a contratante não pagou as
mensalidades do financiamento.

Assim...

antecipada cautelar evidência


==137435==

provisória provisória provisória

satisfativa conservativa satisfativa

urgente urgente

O quadro acima identifica claramente a distinção de elementos entre essas espécies de tutelas provisórias
no NCPC. Vistos esses conceitos gerais, vamos adentrar na disciplina específica da matéria no NCPC.

2 - Disciplina das tutelas provisórias no NCPC

Antes de iniciar a análise dos dispositivos do NCPC em relação às tutelas provisórias, vamos destacar duas
mudanças importantes que tivemos em relação ao CPC73.

A primeira delas refere-se à unificação do trato na parte geral. O NCPC unifica o tratamento da temática
referente às tutelas provisórias em um único título, a partir do art. 294. Essa disciplina é abordada na parte
geral do Código, comum, portanto, tanto à fase de conhecimento como à fase de execução.

Além disso, temos o fim das cautelares em espécie. O NCPC não dispõe de um livro específico para tratar
das cautelares em espécie, tal como tínhamos no CPC73. Não temos mais, portanto, dispositivos específicos
para tratar do arresto, do sequestro, da caução, da busca e apreensão, da separação de corpos etc.

A supressão dessas cautelares específicas decorreu do fato de que o nosso sistema confere ao magistrado o
poder geral de cautela. Desse modo, não haveria necessidade de uma disciplina específica para temas
cautelares. Isso não impede que essas cautelares específicas sejam concedidas, mas o fundamento será
extraído do art. 301, do NCPC, que disciplina a temática em termos gerais.

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2.1 - Disposições Gerais

O NCPC, ao contrário do que tínhamos em relação ao CPC73, consolida a disciplina relativa à tutela de
evidência e agrupa as tutelas de natureza urgentes sob o nome de “tutelas de urgência”.

Assim, essa é a classificação das tutelas adotada pelo NCPC:

TUTELA
PROVISÓRIA

tutela de tutela de
urgência evidência

tutela
tutela cautelar
antecipada

O que justifica a denominação de tutela de urgência com dois subgêneros é o fato de que ambas estão
condicionadas ao perigo da demora (periculum in mora). É justamente isso que trata do art. 294, caput, do
NCPC.

Art. 294. A tutela provisória pode fundamentar-se em urgência ou evidência.

Parágrafo único. A tutela provisória de urgência, cautelar ou antecipada, pode ser


concedida em caráter antecedente ou incidental.

Na sistemática do CPC73, a medida cautelar era antecedente. Assim, antes de ingressar com a demanda
principal, a parte ajuizava uma ação cautelar preparatória a fim de obter a garantia do direito e, após,
ajuizava a ação principal. Além disso, em relação à tutela antecipada, tínhamos o ajuizamento da ação
principal e, em pedido preliminar, o pedido antecipado.

Essa distinção não existe mais no NCPC. Tanto no caso de tutela cautelar como nas hipóteses de tutela
antecipada é possível o pedido antecedente, preparatório. No caso específico da tutela antecipada, uma vez
concedida, confere-se à parte prazo para que ela possa emendar o pedido, a fim de tornar o pedido
antecedente em pedido principal.

Há, portanto, uma sistemática específica em relação à forma de se apresentar os pedidos em juízo.

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Nos arts. 295 a 299, todos do NCPC, temos algumas regras gerais específicas:

 o art. 295 esclarece que as tutelas provisórias, quando requeridas incidentalmente, não dependem do
pagamento de custas:

Art. 295. A tutela provisória requerida em caráter INCIDENTAL independe do pagamento


de custas.

As despesas processuais têm por finalidade custear a obtenção da tutela jurisdicional final. Assim, eventual
pedido incidente será isento de custas.

 o art. 296 aborda o conceito de provisoriedade dessas tutelas, na medida em que podem ser revogadas
ou modificadas a qualquer tempo:

Art. 296. A tutela provisória conserva sua eficácia na pendência do processo, mas pode,
A QUALQUER TEMPO, ser revogada ou modificada.

Parágrafo único. SALVO decisão judicial em contrário, a tutela provisória conservará a


eficácia durante o período de suspensão do processo.

Apenas para esclarecer: admite-se, em determinadas situações, que as partes convencionem a suspensão
do processo. Suspenso o processo, questiona-se: a medida provisória concedida mantém seus efeitos ou
também será suspensa? O parágrafo único acima determina que, em regra, os efeitos da tutela provisória
permanecem, a não ser que haja decisão expressa do juiz em sentido contrário.

 Contudo, simplesmente conceder a tutela provisória poderá não ser eficiente, nesse caso, faz-se
necessário dispor de instrumentos a fim de tornar a decisão executável, para garantir a efetividade da tutela
concedida. Nesse contexto, o art. 297 estabelece que o juiz poderá adotar as medidas que entender
necessárias para a efetivação da tutela provisória.

Art. 297. O juiz poderá determinar as medidas que considerar adequadas para efetivação
da tutela provisória.

Parágrafo único. A efetivação da tutela provisória observará as normas referentes ao


cumprimento provisório da sentença, no que couber.

O dispositivo acima não traz limitações às medidas aplicadas, ele prevê, de modo geral, a possibilidade de
que sejam utilizadas quaisquer medidas executivas, como, por exemplo, a fixação de multas.

De acordo com a doutrina4, conclui-se que esse dispositivo concede ao julgador “um poder geral de cautela
e de efetivação, com a adoção de todas as medidas provisórias idôneas e necessárias para a satisfação ou
acautelamento adiantados”.

4
JR. DIDIER, Fredie. Curso de Direito Processual Civil, volume 1, 18ª edição, rev., atual. e ampl., Bahia: Editora JusPodvim,
2016, 603.

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Veja como o assunto já foi explorado em provas:

(MPE-MS - 2015) Julgue:


As astreintes não podem ser fixadas em decisão concessiva de tutela provisória antecipada, uma vez que
visam punir a parte que desrespeita a sentença de mérito, podendo ser executada provisoriamente desde
que o recurso eventualmente interposto não seja recebido com efeito suspensivo.
Comentários
A assertiva está incorreta, pois o art. 297, do NCPC, é expresso no sentido de permitir a ação de medidas
necessárias ao cumprimento, inclusive astreintes (multas).

Sigamos!

 o art. 298 obriga o magistrado a fundamentar a decisão de tutela provisória de forma clara a precisa,
aproximando-se do dever de esclarecimento extraído do princípio da cooperação, previsto expressamente
no art. 6º, do NCPC.

Esse dispositivo tem por finalidade evitar decisões monocráticas que simplesmente concedem a tutela
provisória com base nos pressupostos legais sem expor qualquer fundamentação mais aprofundada e
completa.

Dessa forma, a decisão deve ser fundamentada de forma clara e precisa.

Art. 298. Na decisão que conceder, negar, modificar ou revogar a tutela provisória, o juiz
motivará seu convencimento de modo claro e preciso.

 A tutela provisória poderá ser concedida de forma antecedente ou no curso da ação. Nesse contexto, o
art. 299 disciplina que se a tutela for concedida no curso da ação, naturalmente, deve ser requerida ao juiz
competente para a causa. Quando se tratar de tutela provisória de caráter antecedente, deverá ser
endereçada diretamente ao magistrado que será competente para analisar a futura ação principal.

Art. 299. A tutela provisória será requerida ao juízo da causa e, quando antecedente, ao
juízo competente para conhecer do pedido principal.

Em relação aos processos que tramitam perante tribunais, estabelece o parágrafo único que, tanto nos
processos de natureza originária (que começam perante o tribunal) como os processos que chegam ao
tribunal por intermédio de recurso, se houver requerimento de tutela provisória, quem deverá analisar o
pedido é o órgão responsável pela decisão de mérito da ação originária ou do recurso. Assim, se a
competência para julgar o processo for de determinada turma, órgão especial ou do pleno do tribunal, a

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decisão de mérito competirá à turma, ao órgão especial ou ao pleno, respectivamente, a decisão de


requerimentos de tutelas provisórias.

Parágrafo único. RESSALVADA disposição especial, na ação de competência originária de


tribunal e nos recursos a tutela provisória será requerida ao órgão jurisdicional
competente para apreciar o mérito.

Para fins de prova...

DISPOSIÇÕES GERAIS
• A tutela provisória divide-se em tutela de urgência (que engloba a tutela antecipada e
cautelar) e as tutelas e de evidência.
• As tutelas de urgência (tutela antecipada e cautelar) podem ser antecedentes ou
incidental.
• As tutelas provisórias incidentais independem do pagamento de custas.
• As tutelas provisórias podem ser revogadas ou alteradas a qualquer tempo.
• As tutelas provisórias conservam a eficácia durante o período de suspensão do
processo, exceto decisão judicial em sentido contrário.
• O juiz poderá determinar as medidas necessárias para efetivação de tutelas provisórias
concedidas, inclusive, os instrumentos previstos para o cumprimento provisório de
sentença.
• As decisões que envolvem tutelas provisórias devem ser claras e precisas (princípio da
cooperação).

Veja como o assunto já foi explorado em provas:

(TRT15ªR-SP - 2015) Acerca da antecipação dos efeitos da tutela, considere:


I. É possível a antecipação dos efeitos da tutela em sentença, desde que satisfeitos os requisitos legais.
II. Não é possível antecipação dos efeitos da tutela sem comprovação de periculum in mora.
III. O Código de Processo Civil admite expressamente a concessão de tutela antecipada ex officio.
Está correto o que consta APENAS em

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a) I.
b) II e III.
c) I e III.
d) I e II.
e) III.
Comentários
O item I está correto. Embora não haja previsão específica no NCPC, o entendimento da doutrina majoritária
é no sentido de que o juiz poderá conceder a tutela provisória em sentença, até mesmo para impedir o efeito
suspensivo da apelação.
O item II está incorreto, pois é admissível a antecipação dos efeitos da tutela na hipótese de tutela de
evidência.
O item III está incorreto, pois não há mais previsão para a concessão de ofício da tutela provisória antecipada,
embora possa sugerir à parte que o faça, em respeito ao princípio da cooperação e da demanda.
Portanto, a alternativa A está correta e é o gabarito da questão.

Confira mais uma questão.

(TRT-21ªR-RN - 2015) Com base nas disposições do Código de Processo Civil aplicável, analise as assertivas
abaixo.
O objetivo da antecipação dos efeitos da tutela é entregar ao autor a própria pretensão deduzida em juízo
ou os seus efeitos.
Comentários
Está correta a assertiva. É exatamente esse o objetivo da tutela de urgência provisória.

Antes de passarmos adiante na análise da disciplina das tutelas de urgência no NCPC, vamos tratar de dois
pontos doutrinários relevantes: requerimento e fungibilidade.

2.2 - Requerimento

Ao contrário do que tínhamos em relação ao CPC73, o NCPC não prevê a possibilidade de concessão de
ofício da tutela provisória. Logo, não poderá o magistrado, mesmo que entenda presentes os pressupostos,
conceder uma tutela provisória sem requerimento da parte (ou seja, conceder de ofício)5.

Portanto, o entendimento atual é no sentido de que a tutela provisória está circunscrita ao princípio da
demanda, de modo que a parte deverá requerê-la expressamente.

5
JR. DIDIER, Fredie. Curso de Direito Processual Civil, volume 1, 18ª edição, rev., atual. e ampl., Bahia: Editora JusPodvim,
2016, p. 606.

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Isso, contudo, não impede que o magistrado, ciente da situação fática envolvida no processo – à luz do
princípio da cooperação –, consulte a parte interessada para que requeira a tutela. É o que nos ensina a
doutrina6:

(...) tem em conta a estrutura cooperativa do novo processo civil, pode o juiz, percebendo
que é possível tutelar a parte provisoriamente, consultá-la a respeito de seu interesse na
obtenção de uma tutela sumária (art. 6º, CPC). Não pode o juiz, porém, antecipar a tutela
de ofício (seja satisfativa, seja cautelar), dado o regime de responsabilidade objetiva
inerente à sua fruição (art. 302, CPC), o qual a parte pode não ter interesse em submeter-
se.

2.3 - Fungibilidade

No CPC73 tínhamos regra específica de fungibilidade entre a tutela antecipada e a cautelar. Pela sistemática
anterior, se a parte equivocadamente ingressasse com uma ação cautelar, mas o magistrado, ao analisar o
pedido, entendesse que se tratava em verdade de pedido antecipatório, aplicava a regra da fungibilidade e,
se estivessem presentes os pressupostos, concederia a tutela antecipada.

No NCPC não temos essa regra, tal como disposta no Código anterior.

Contudo, o entendimento da doutrina7 é no sentido de que é possível transmudar-se uma tutela em outra,
não com fundamento em regra de fungibilidade, mas pela “necessidade de aproveitamento dos atos
processuais – por força do princípio da duração razoável do processo e da necessidade de promoção da
economia processual dele decorrente – e a necessidade de se privilegiar a proteção de decisão de mérito em
detrimento de decisões puramente formais para a causa”.

Observe-se, ainda, que a fungibilidade é aplicada de forma expressa para as tutelas de urgência de caráter
antecedente, com base no parágrafo único do art. 305, conforme veremos adiante.

2.4 - Legitimidade

Quando falamos em tutelas provisórias, pensamos sempre que ela será requerida pelo autor. Assim, o autor,
diante do risco da demora ou da probabilidade do direito, pode requerer uma das espécies de tutelas
provisórias.

Contudo, como ressalta a doutrina8, “todo aquele que alega ter direitos à tutela jurisdicional (definitiva) está
legitimado a requerer a antecipação provisória dos seus efeitos”. Portanto, o autor, o réu e os terceiros

6
MARINONI, Luiz Guilherme, ARENHART, Sérgio Cruz e MITIDIERO, Daniel. Código de Processo Civil Comentado, 2ª edição,
rev., ampl. e atual., São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2016, p. 377/8.
7
MARINONI, Luiz Guilherme, ARENHART, Sérgio Cruz e MITIDIERO, Daniel. Código de Processo Civil Comentado, 2ª edição,
rev., ampl. e atual., São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2016, p. 378.
8
JR. DIDIER, Fredie. Curso de Direito Processual Civil, volume 1, 18ª edição, rev., atual. e ampl., Bahia: Editora JusPodvim,
2016, p. 587.

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intervenientes possuem legitimidade para requerer tais tutelas. O mesmo ocorre em relação ao Ministério
Público, tanto quando atuar como parte como na função de fiscal da ordem jurídica.

3 - Tutelas de Urgência

A tutela de urgência está disciplinada no NCPC entre os arts. 300 e 310. Nos primeiros dispositivos temos
algumas regras de caráter geral, após, o NCPC se ocupa de regrar a tutela de urgência antecipada e, na
sequência, a tutela de urgência cautelar.

3.1 - Disposições Gerais

Conforme já explicitado, a tutela de urgência é concedida sempre que houver elementos que evidenciem
que a não concessão possa implicar perigo de dano, ou risco ao resultado útil do processo.

É o que dispõe o art. 300, do NCPC, veja:

Art. 300. A tutela de urgência será concedida quando houver elementos que evidenciem
a probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo.

Veja como o assunto já foi explorado em provas:

(MPT/2015) Com base no Código de Processo Civil, julgue:


Na decisão que conceder tutela de urgência, o juiz indicará, de modo claro e preciso, as razões do seu
convencimento, mas não concederá a medida quando houver perigo de irreversibilidade do provimento
antecipado.
Comentários
Está correta a assertiva em face do que prevê o art. 298, do NCPC, que declina que a “decisão que conceder,
negar, modificar ou revogar a tutela provisória, o juiz motivará seu convencimento de modo claro e preciso”.
Além disso, de acordo com o art. 300, §1º, prevê que “a tutela de urgência de natureza antecipada não será
concedida quando houver perigo de irreversibilidade dos efeitos da decisão”.

Vamos aprofundar um pouco o conteúdo?

Primeiramente devemos lembrar que a tutela de urgência abrange tanto a tutela antecipada como a
cautelar. De acordo com a doutrina, quando o NCPC se refere a “perigo de dano” está abordando a concessão
da tutela de urgência de natureza antecipada (satisfativa); ao passo que quando se reporta à expressão “risco
ao resultado útil do processo”, temos campo para tutela de urgência de natureza cautelar (conservativa).

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Essa possível associação feita pelo legislador é criticada pela doutrina. Afirmam, em síntese, que a tutela de
urgência antecipada não deve ser concedida apenas com a hipótese de dano. Além disso, critica-se o fato de
associarem a tutela de urgência cautelar à necessidade de conservar o processo, quando deveria visar à
proteção do direito. Como sucedâneo do conceito legal, sugere-se9:

A tutela provisória é necessária simplesmente porque não é possível esperar, sob pena de
o ilícito ocorrer, continuar ocorrendo, ocorrer novamente, não ser removido ou de dano
não ser reparado ou de reparável no futuro. Assim, é preciso ler as expressões perigo de
dano e risco ao resultado útil do processo como alusões ao perigo da demora. Vale dizer:
há urgência quando a demora pode comprometer a realização imediata ou futura do
direito.

Nesse contexto, para a prova, que é o que realmente importa para nós, primeiramente devemos assinalar a
alternativa que fizer referência à literalidade expressa do dispositivo. Se a questão se referir ao
entendimento doutrinário, devemos considerar que a tutela de urgência decorre do perigo da demora
(periculum in mora).

Assim:

“perigo de dano”
para a literalidade do NCPC
“risco ao resultado útil do
TUTELA DE URGÊNCIA processo”

“perigo da demora”
para a doutrina
(periculum in mora)

Nesse sentido, segundo Fredie Didier Jr.10:

9
MARINONI, Luiz Guilherme, ARENHART, Sérgio Cruz e MITIDIERO, Daniel. Código de Processo Civil Comentado, 2ª edição,
rev., ampl. e atual., São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2016, p. 383.
10
JR. DIDIER, Fredie. Curso de Direito Processual Civil, volume 1, 18ª edição, rev., atual. e ampl., Bahia: Editora JusPodvim,
2016, 610.

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A tutela provisória de urgência pressupõe, também, a existência a de elementos que


evidenciem o perigo que a demora no oferecimento da prestação jurisdicional (periculum
in mora) representa para a efetividade da jurisdição e a eficaz realização do direito.

Esse perigo deve ser:

 concreto, ou seja, certo;

 atual, ou seja, que está na iminência de ocorrer; e

 grave, vale dizer, com aptidão para prejudicar ou impedir a fruição de direitos.

Afirma-se, também, que toda tutela provisória depende de configuração da probabilidade do direito, vale
dizer, há de se verificar a plausibilidade do direito a ser provisoriamente satisfeito ou realizado. Para tanto,
inicialmente, deve-se verificar a verossimilhança fática do alegado e, em sequência, a plausibilidade jurídica.

Além do perigo da demora, da plausibilidade do direito, o último requisito apontado pela doutrina, que pode
configurar a possibilidade de concessão da tutela de urgência, é a irreparabilidade do dano ou, pelo menos,
deve o dano tratar-se de difícil reparação.

Em regra, portanto...

periculum in mora; ou

PARA CONFIGURAÇÃO DA
plausibilidade do direito; e
TUTELA DE URGÊNCIA

irreparabilidade do dano ou de
difícil reparação

Como a concessão de tutela antecipada implica riscos, pois a cognição é sumária, poderá o magistrado exigir
caução.

A cognição aprofundada depende do desenvolvimento do procedimento em contraditório e análise


aprofundada da matéria probatória pelo magistrado. Na tutela provisória, a urgência da demanda requer
que seja concedido o direito à luz das informações apresentadas na peça inicial e, no máximo, com base na
justificação da parte contrária. Logo, a decisão é denominada de precária.

Em face disso, exceto se tratar de pessoa hipossuficiente economicamente, o magistrado poderá exigir
caução a fim de minimizar os riscos da concessão provisória da tutela.

§ 1o Para a concessão da tutela de urgência, o juiz pode, conforme o caso, exigir caução
real ou fidejussória idônea para ressarcir os danos que a outra parte possa vir a sofrer,

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podendo a caução ser DISPENSADA se a parte economicamente hipossuficiente não puder


oferecê-la.

O §2º prevê duas formas de concessão da tutela de urgência:

 sem a oitiva da parte contrária (inauditera altera pars ou in limine); ou

 com a notificação da parte contrária para apresentar pedido de justificação em face do


requerimento provisório deduzido.

Veja:

§ 2o A tutela de urgência pode ser concedida liminarmente ou após justificação prévia.

A concessão da tutela de uma ou outra forma dependerá de decisão do magistrado, que irá se basear nas
peculiaridades do caso concreto.

Para finalizar o dispositivo, note que o §3º impõe uma limitação à concessão de tutela de urgência de caráter
antecipatório: a irreversibilidade dos efeitos da decisão. Essa limitação NÃO se aplica às tutelas de urgência
de caráter cautelar, mas apenas às tutelas antecipadas.

§ 3o A tutela de urgência de natureza antecipada NÃO será concedida quando houver


perigo de irreversibilidade dos efeitos da decisão.

Assim, a tutela provisória antecipada concedida à parte deve poder ser revertida, ou seja, deve haver a
possibilidade de que as partes retornem ao status quo em caso de decisão definitiva que reverta a concessão
provisória.

O art. 301 ratifica o que dissemos no início. Não existe mais regras específicas acerca das cautelares, mas
apenas a disciplina geral que estudamos nesta aula. Ao contrário do CPC73, que expressamente abordava
cautelares específicas, no NCPC elas não mais existem.

Art. 301. A tutela de urgência de natureza cautelar pode ser efetivada mediante arresto,
sequestro, arrolamento de bens, registro de protesto contra alienação de bem e qualquer
outra medida idônea para asseguração do direito.

Assim...

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A TUTELA DE URGÊNCIA DE NATUREZA CAUTELAR É UTILIZADA


PARA

• arrestos
• sequestros
• arrolamento de bens
• registro de protesto contra alimentação de bem
• QUALQUER outra medida idônea para assegurar o direito

Veja que a última hipótese traz uma regra geral, que amplia a possibilidade de concessão de cautelares, na
medida em que forem identificadas as situações necessárias no caso concreto.

Além disso, é importante conhecer:

Medida cautelar que tem por objetivo resguardar o direito à tutela ressarcitória,
ARRESTO em razão de perigo de algum dano. Objetiva, portanto, resguardar futura execução
por QUANTIA.
Medida cautelar que tem por finalidade proteger o direito à coisa de um perigo de
SEQUESTRO
dano. Objetiva, portanto, resguardar futura entrega de COISA.
Medida cautelar que tem por finalidade apreender, descrever e depositar a
ARROLAMENTO DE BENS universalidade de bens que está exposta a risco de dano. Objetiva, portanto,
garantir futura PARTILHA DE BENS.
Medida cautelar que visa assegurar os frutos de determinada tutela em razão de
PROTESTO CONTRA
um perigo de dano. Objetiva, portanto, EVITAR TRANSFERÊNCIA supostamente
ALIENAÇÃO DE BENS
indevida de bem sujeito a registro.

Por se tratar de medida de caráter provisório, a concessão de tutela provisória gera responsabilidade do
requerente. Veja:

Art. 302. INDEPENDENTEMENTE da reparação por dano processual, a parte responde pelo
prejuízo que a efetivação da tutela de urgência causar à parte adversa, SE:

I - a sentença lhe for desfavorável;

II - obtida liminarmente a tutela em caráter antecedente, não fornecer os meios


necessários para a citação do requerido no prazo de 5 (cinco) dias;

III - ocorrer a cessação da eficácia da medida em qualquer hipótese legal;

IV - o juiz acolher a alegação de decadência ou prescrição da pretensão do autor.

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Parágrafo único. A indenização será liquidada nos autos em que a medida tiver sido
concedida, sempre que possível.

De acordo com a doutrina, temos hipóteses de responsabilidade objetiva e subjetiva. Vamos sistematizar!

RESPONSABILIDADE
- Não fornecimento de meios suficientes à citação do requerido no prazo de 5 dias, após a
concessão da tutela de urgência.
Veja que, nesse caso, basta o decurso do prazo para que haja configuração da
OBJETIVA responsabilidade da parte.
- Cassação da tutela provisória de urgência.
Independentemente do motivo que levar à revogação, a cassação da liminar gerará
responsabilidade da parte, de forma objetiva, a favor de quem fora concedida.
- Sentença desfavorável.
Nesse caso, inicialmente a tutela era provável, contudo, em cognição exauriente, conclui-se
improcedente o pedido.
- Sentença resolutória com mérito, em razão do acolhimento de prescrição ou decadência.
Caso o juiz, apreciando melhor a celeuma ao final do processo, conceda sentença
SUBJETIVA
desfavorável à parte autora (ainda que acolhendo a prescrição ou decadência), somente
haverá responsabilização da parte se demonstrar dolo ou culpa ao pedir a tutela provisória.
Note que, nessas duas hipóteses de responsabilização subjetiva, a tutela provisória foi
alterada em razão do exercício da atividade jurisdicional de forma que não justifica a
responsabilização direta, objetiva.

3.2 - Tutela antecipada requerida em caráter antecedente

No CPC73, o requerimento de tutela antecipada era formulado de forma preliminar em ação ajuizada, com
o objetivo de atingir a decisão final de mérito. Assim, o magistrado recebia a ação, analisava o requerimento
de tutela antecipada e dava seguimento ao processo.

No NCPC há a tentativa de facilitar o requerimento da tutela antecipada, que poderá ser formulada em
caráter antecedente. Logo, temos efetivamente o ajuizamento de uma ação inicial sumarizada (simplificada)
cujo pedido principal é a concessão da tutela antecipada.

Para tanto, essa ação inicial sumarizada deve observar seis requisitos, declinados no caput, do art. 303, do
NCPC.

Art. 303. Nos casos em que a urgência for contemporânea à propositura da ação, a
petição inicial pode LIMITAR-SE ao requerimento da tutela antecipada e à indicação do

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pedido de tutela final, com a exposição da lide, do direito que se busca realizar e do perigo
de dano ou do risco ao resultado útil do processo.

§ 1o CONCEDIDA a tutela antecipada a que se refere o caput deste artigo:

I - o autor deverá ADITAR a petição inicial, com a complementação de sua argumentação,


a juntada de novos documentos e a confirmação do pedido de tutela final, em 15 (quinze)
dias ou em outro prazo maior que o juiz fixar;

II - o réu será citado e intimado para a audiência de conciliação ou de mediação na forma


do art. 334;

III - NÃO havendo autocomposição, o prazo para contestação será contado na forma
do art. 335.

§ 2o NÃO realizado o aditamento a que se refere o inciso I do § 1o deste artigo, o processo


será extinto sem resolução do mérito.

§ 3o O aditamento a que se refere o inciso I do § 1o deste artigo dar-se-á nos mesmos autos,
sem incidência de novas custas processuais.

§ 4o Na petição inicial a que se refere o caput deste artigo, o autor terá de indicar o valor
da causa, que deve levar em consideração o pedido de tutela final.

§ 5o O autor indicará na petição inicial, ainda, que pretende valer-se do benefício previsto
no caput deste artigo.

§ 6o Caso entenda que NÃO HÁ ELEMENTOS PARA A CONCESSÃO de tutela antecipada, o


órgão jurisdicional determinará a emenda da petição inicial em até 5 (cinco) dias, sob
pena de ser indeferida e de o processo ser extinto sem resolução de mérito.

Portanto, a parte deverá peticionar com:

 a informação de que se trata de uma tutela provisória de urgência de natureza antecipada;

 a informação de qual a pretensão final, para que seja possível verificar a correspondência entre a
tutela inicial e final;

 a indicação do conflito que surgiu;

 a referência ao direito que se busca tutelar, denominado tecnicamente de fumus boni iuris;

 a menção ao perigo de dano ou risco ao resultado útil do processo, denominado de periculum in


mora; e

 a indicação do valor da causa, a fim de que possa ser posteriormente emendada e se torne a ação
principal.

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Esses são, portanto, os requisitos para a postulação antecedente de pedido de tutela antecipada.

Encaminhado o processo para o magistrado, podemos ter duas decisões:

1ª – CONCESSÃO DA TUTELA

Com a concessão da tutela, o autor será intimado para complementar a argumentação, juntar novos
documentos e confirmar o pedido da tutela inicial no prazo de 15 dias.

Em seguida, cita-se o réu para comparecer à audiência de conciliação e de mediação. Se frutífera, o


termo da autocomposição será homologado e o processo extinto com resolução de mérito.

Caso não haja autocomposição, o réu sairá intimado da audiência para apresentar a contestação no
prazo de 15 dias.

Com isso, o processo seguirá o curso normal.

2ª – NÃO CONCESSÃO DA TUTELA

O autor será intimado para emendar a petição inicial no prazo de 5 dias, a fim de que seja dada
continuidade à ação na forma regular.

Caso não haja aditamento, o processo será extinto sem julgamento do mérito.

Para a prova...

aditamento
concessiva
prazo de 15 dias
DA DECISÃO
emenda
denegatória
prazo de 5 dias

Não há lógica na diferença de prazos e expressões utilizados, mas essa é a disciplina do NCPC. Portanto,
cuidado com questões literais.

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informação de que se trata de tutela provisória de urgência de natureza antecipada;


INICIAL SUMARIZADA

TUTELA ANTECIPADA

pretensão final (correspondência);


REQUISITOS DA

EM PEDIDO DE

ANTECEDENTE

conflito
fumus boni iuris
periculum in mora
valor da causa

PEDIDO DE TUTELA ANTECIPADA


ANTECEDENTE

CONCESSÃO NÃO CONCESSÃO

aditar no prazo de 15 emendar no prazo de


dias 5 dias

citar réu para


audiência de infrutífera a
não emendou emendou
conciliação e autocomposição
mediação

o réu sai intimado extingue o processo


em caso de
para contestar em 15 sem julgamento de segue o processo
autocomposição
dias mérito

extingue o processo
com julgamento de
mérito

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No art. 304, do NCPC, passamos a tratar de uma novidade no direito processual civil: a estabilização da tutela
antecipada com caráter antecedente.

Esse dispositivo intenta a estabilização das decisões provisórias. Por exemplo, determinada parte entra com
uma ação e pede a tutela antecipada. Se após concedida pelo magistrado, não houver insurgência do réu e
nenhum outro pedido da parte autora, a tutela antecipada se estabiliza e torna-se perene.

De acordo com o caput, do art. 304, a estabilização da demanda ocorrerá com a não interposição de recurso,
o que implicará a extinção no processo na forma do §1º, do art. 304, do NCPC.

Veja:

Art. 304. A tutela antecipada, concedida nos termos do art. 303, TORNA-SE ESTÁVEL se da
decisão que a conceder não for interposto o respectivo recurso.

§ 1o No caso previsto no caput, o processo será extinto.

Assim, da concessão da tutela antecipada, o réu deverá interpor o recurso – no caso o agravo de instrumento
– sob pena de estabilização da tutela antecipada. Como a tutela antecipada é provisória, admite-se, a
qualquer tempo, que o réu ingresse com pedido revisional dessa tutela, a fim de modificá-la ou extingui-la.

Esse dispositivo é criticado pela doutrina, pois não atende a algumas situações específicas. De todo modo,
para fins de prova, devemos nos pautar pela legalidade.

(i) a estabilização ocorre apenas no pedido de tutela antecipada antecedente, pois não há previsão para a
estabilização no caso de a tutela antecipada constar de pedido preliminar no bojo de ação principal ajuizada.

Além disso, é importante destacar que a estabilização da demanda não se aplica à tutela provisória de
natureza cautelar, pois ela tem caráter conservativo e não satisfativo.

Do mesmo modo, por faltar previsão, não se fala em aplicação da estabilização da demanda em tutela de
evidência.

Assim, não obstante as dúvidas que ainda pairam sobre o assunto, para a prova...

A ESTABILIZAÇÃO DA DEMANDA APLICA-SE APENAS À TUTELA PROVISÓRIA


ANTECIPADA ANTECEDENTE.

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(ii) outro ponto importante é o fato de que o caput afirma que o recurso impede a estabilização.
Literalmente, o recurso cabível dessa decisão interlocutória que concede a tutela antecipada antecedente é
o agravo de instrumento.

Contudo, e se a parte apresentar contestação à ação? Não haveria estabilização?

1ª CORRENTE – apenas o agravo de instrumento é capaz de evitar a estabilização da tutela antecipada


antecedente, muito embora sejam admitidos sucedâneos de insurgência, como o mandado de
segurança ou a reclamação.

2º CORRENTE – qualquer meio de impugnação, abrangendo além do agravo de instrumento a


contestação.

Não há uma corrente dominante, de modo que, enquanto não houver posicionamento explícito do STJ,
devemos seguir a literalidade e, portanto, a 1ª corrente, que não admite a contestação como meio de evitar
a estabilização da lide.

Na sequência, vejamos os §§ 2º a 4º, que disciplinam a revisão da tutela antecipada:

§ 2o Qualquer das partes poderá demandar a outra com o intuito de rever, reformar ou
invalidar a tutela antecipada estabilizada nos termos do caput.

§ 3o A tutela antecipada conservará seus efeitos enquanto não revista, reformada ou


invalidada por decisão de mérito proferida na ação de que trata o § 2o.

§ 4o Qualquer das partes poderá requerer o desarquivamento dos autos em que foi
concedida a medida, para instruir a petição inicial da ação a que se refere o § 2 o, prevento
o juízo em que a tutela antecipada foi concedida.

A regra é que a tutela antecipada antecedente estabilizada é provisória e, por isso, poderá ser revisada a
qualquer tempo pelas partes. A revisão da tutela antecipada estabilizada dependerá de uma ação, em autos
apartados, podendo ser requerido o desarquivamento do processo anterior. Nesse caso, o juízo competente
para essa ação será o mesmo juízo da decisão estabilizada.

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REVISÃO DE TUTELA ANTECIPADA ESTABILIZADA

• ação a ser ajuizada a qualquer tempo pelas partes


• será feita em autos apartados
• pode ser requerido o desarquivamento do processo anterior para ser usado na instrução
• será distribuída ao mesmo juízo que foi competente para a concessão da tutela

Pergunta-se: a tutela antecipada poderá permanecer estabilizada para sempre, permitindo à parte
requerer a revisão, a reforma ou a invalidação a qualquer tempo? De acordo com o §5º, do art. 304, a tutela
PERMANECERÁ ESTABILIZADA PELO PRAZO DE DOIS ANOS. Decorrido o prazo de dois anos, a tutela
antecipada torna-se definitiva.

§ 5o O direito de rever, reformar ou invalidar a tutela antecipada, previsto no § 2o deste


artigo, extingue-se após 2 (dois) anos, contados da ciência da decisão que extinguiu o
processo, nos termos do § 1o.

Em razão do prazo acima, faz-se outro questionamento: após os dois anos, se não houver pedido revisional
da parte interessada, há formação da coisa julgada?

Existem três correntes:

1ª CORRENTE – não faz coisa julgada e, portanto, poderá ser revista a qualquer tempo. Registre-se que
essa corrente contraria expressamente o §5º, do art. 304, acima citado, que fixa um lapso para a
revisão.

2ª CORRENTE – não há formação da coisa julgada e também não há possibilidade de ajuizamento de


ação rescisória contra essa decisão. O legislador apenas definiu um prazo máximo para a ação
revisional.

3ª CORRENTE – findo o prazo de dois anos, há formação da coisa julgada material, com possibilidade de
ação rescisória caso adentre nas hipóteses legais.

Novamente:

Qual posição adotar para a prova?

Não há consenso para fins de prova de concurso público, nem mesmo questões anteriores retrataram o tema
de modo a nos conceder segurança. O entendimento que tende a se consolidar é no sentido de que não é
cabível ação rescisória nos casos de estabilização da tutela antecipada urgência, conforme o Enunciado 33
do Fórum Permanente e Processualistas Civis:

Enunciado 33 do Fórum Permanente e Processualistas Civis

Não cabe ação rescisória nos casos estabilização da tutela antecipada de urgência.

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Assim, acreditamos que a 2ª corrente é a que deve prevalecer.

3.3 - Tutela cautelar requerida em caráter antecedente

A disciplina da tutela cautelar requerida em caráter antecedente está disciplinada nos arts. 305 ao 310 do
NCPC. O caput, do art. 305, indica que a ação cautelar antecedente deve conter:

 indicação do conflito e do fundamento;

 exposição do direito que se pretende assegurar; e

 exposição do perigo de dano ou do risco ao resultado útil ao processo.

Veja:

Art. 305. A petição inicial da ação que visa à prestação de tutela cautelar em caráter
antecedente indicará a lide e seu fundamento, a exposição sumária do direito que se
objetiva assegurar e o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo.

Parágrafo único. Caso entenda que o pedido a que se refere o caput tem natureza
antecipada, o juiz observará o disposto no art. 303.

O parágrafo único alerta para a possibilidade de fungibilidade específica nas medidas antecedentes, não em
relação à tutela antecipada e cautelar incidentais. De acordo com a doutrina11:

O legislador, ciente das dificuldades que podem surgir na diferenciação da tutela


antecipada (satisfativa) e da tutela cautelar, foi cauteloso ao prever a fungibilidade dessas
tutelas de urgência requeridas em caráter antecedente, exigindo a prévia e necessária
adaptação procedimental.

Veja como o assunto já foi explorado em provas:

(MPE-MS - 2015) Julgue:


O Código de Processo Civil não permite a aplicação do princípio da fungibilidade entre a tutela provisória
satisfativa e a tutela provisória acautelatória, a não ser na hipótese de concessão antecedente.

11
JR. DIDIER, Fredie. Curso de Direito Processual Civil, volume 1, 18ª edição, rev., atual. e ampl., Bahia: Editora JusPodvim,
2016, p. 629.

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Comentários
Está correta a assertiva. Conforme o entendimento da doutrina e do que se extrai do parágrafo único do art.
305, do NCPC, a fungibilidade é específica e admissível tão somente no caso de tutela provisória antecedente.

Sigamos!

Distribuída a ação, o réu será citado para apresentar defesa e indicar as provas que pretende produzir no
prazo de 5 dias. Caso não conteste, presumem-se verdadeiros os fatos alegados pelo autor e o processo será
remetido à decisão do magistrado no prazo de 5 dias. Assim, a não apresentação da contestação constitui
presunção das alegações de fato do demandante da probabilidade para a concessão da medida cautelar.

Confira:

Art. 306. O réu será citado para, no PRAZO DE 5 (CINCO) DIAS, contestar o pedido e indicar
as provas que pretende produzir.

Art. 307. NÃO sendo contestado o pedido, os fatos alegados pelo autor presumir-se-ão
aceitos pelo réu como ocorridos, caso em que o juiz decidirá dentro de 5 (cinco) dias.

Parágrafo único. Contestado o pedido no prazo legal, observar-se-á o procedimento


comum.

Portanto, desde já, tome nota em relação aos prazos referidos:

PRAZO PARA CONTESTAR E INDICAR PROVAS 5 dias

PRAZO PARA O MAGISTRADO DECIDIR EM CASO DE


5 dias
NÃO MANIFESTAÇÃO DO REQUERIDO

Se o pedido for contestado, o trâmite da ação seguirá o rito comum. Após o trâmite processual, será
proferida sentença a fim de conceder, ou não, a ação cautelar.

Veja como o assunto já foi explorado em provas:

(TRT8ªR - 2015) Sobre o processo cautelar, julgue.

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No processo cautelar antecedente o requerido será citado, para, no prazo de 05 dias, contestar o pedido,
presumindo-se verdadeiros os fatos alegados pelo requerente, na ausência de contestação.
Comentários
Está correta a assertiva, porque está de acordo com os arts. 306 e 307, ambos do NCPC.

Sigamos!

Concedida a tutela, a parte autora tem o prazo de 30 dias para ajuizar a ação principal, sem necessidade de
adiantamento de custas processuais, podendo, inclusive, aditar pedidos na forma do §2º, do art. 308, do
NCPC.

O §1º permite à parte formular o pedido principal conjuntamente com o pedido cautelar.

Veja:

Art. 308. Efetivada a tutela cautelar, o pedido principal terá de ser formulado pelo autor
no prazo de 30 (trinta) dias, caso em que será apresentado nos mesmos autos em que
deduzido o pedido de tutela cautelar, NÃO dependendo do adiantamento de novas custas
processuais.

§ 1o O pedido principal pode ser formulado conjuntamente com o pedido de tutela


cautelar.

§ 2o A causa de pedir poderá ser aditada no momento de formulação do pedido principal.

O dispositivo acima destaca a necessidade de que o pedido principal se refira à tutela cautelar
(referibilidade).

De todo modo, formulado o pedido principal, o magistrado determinará a intimação das partes, por
intermédio dos respectivos advogados, para comparecimento à audiência de conciliação e de mediação, sem
necessidade de citar o réu.

Note que o prazo de aditamento da petição inicial é maior na tutela cautelar. O prazo será de 30 dias,
enquanto que, na tutela antecipada antecedente, o prazo é de 15 dias para a aditar a petição inicial.

Se infrutífera a conciliação, a parte ré sai do ato processual intimada para contestar a ação no prazo de 15
dias.

§ 3o Apresentado o pedido principal, as partes serão intimadas para a audiência de


conciliação ou de mediação, na forma do art. 334, por seus advogados ou pessoalmente,
sem necessidade de nova citação do réu.

§ 4o Não havendo autocomposição, o prazo para contestação será contado na forma do art.
335.

O art. 309, na sequência, arrola em quais hipóteses a eficácia da tutela cautelar cessará:

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Art. 309. CESSA a eficácia da tutela concedida em caráter antecedente, SE:

I - o autor NÃO deduzir o pedido principal no prazo legal;

II - NÃO for efetivada dentro de 30 (trinta) dias;

III - o juiz julgar improcedente o pedido principal formulado pelo autor ou extinguir o
processo sem resolução de mérito.

Parágrafo único. Se por qualquer motivo cessar a eficácia da tutela cautelar, é vedado à
parte renovar o pedido, salvo sob novo fundamento.

Assim:

CESSA A EFICÁCIA DA TUTELA CAUTELAR

• não ajuizamento da ação principal no prazo de 30 dias


• não efetivação da medida conservativa no prazo de 30 dias
• improcedência do pedido principal
• extinção do processo sem resolução do mérito

Veja como o assunto já foi explorado em provas:

(TRT8ªR - 2015) Sobre o processo cautelar, julgue.


Cessa a eficácia da tutela provisória cautelar se a parte não intentar a ação principal no prazo de 30 dias,
contados da efetivação da medida, se esta não for executada dentro de 30 dias ou se o juiz declarar extinto
o processo principal, com ou sem julgamento do mérito, mas, cessada a medida por qualquer desses motivos,
a parte pode intentar nova ação e repetir o pedido com os mesmos fundamentos.
Comentários
Está incorreta a assertiva, uma vez que, na parte final contrária, o parágrafo único do art. 309, do NCPC,
prevê que, por qualquer motivo, a eficácia da tutela cautelar cessará, sendo vedado à parte renovar o pedido,
a não ser que haja novo fundamento.

Sigamos!

Para encerrar o tópico, confira o art. 310, do NCPC:

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Art. 310. O indeferimento da tutela cautelar NÃO OBSTA a que a parte formule o pedido
principal, NEM influi no julgamento desse, SALVO se o motivo do indeferimento for o
reconhecimento de decadência ou de prescrição.

Para a prova...

exceto no caso de
não impede o
reconhecimento de
ajuizamento da ação
prescrição ou
principal
decadência
O INDEFERIMENTO DA
TUTELA CAUTELAR
não influencia o
julgamento da ação
principal

Veja como o assunto já foi explorado em provas:

(TRT8ªR - 2015) Sobre o processo cautelar, julgue.


O indeferimento da tutela provisória cautelar não obsta a que a parte intente a ação principal, nem influi no
julgamento desta, salvo se o juiz, no procedimento cautelar, acolher a alegação de decadência ou de
prescrição do direito do autor.
Comentários
Está correta a assertiva, que está de acordo com o art. 310, do NCPC.

Confira outra questão.

(FGV/OAB - 2015) Alan ajuizou ação provisória cautelar antecedente em face de Roberta, obtendo
deferimento de pedido liminar para indisponibilizar a venda de veículos de propriedade da ré. De posse
da decisão liminar, Alan protocolizou ofício junto ao órgão competente em 30 de janeiro, tendo a liminar
sido efetivada em 10 de fevereiro, ou seja, quatro dias antes da citação de Roberta. As datas citadas eram
dias úteis.
Com base na hipótese narrada, assinale a afirmativa correta.
a) O ajuizamento da ação principal dentro do prazo legal veda ao magistrado revogar a tutela provisória
antes da sentença de mérito.
b) O ajuizamento da ação principal no dia 14 de março acarreta a perda da eficácia da tutela provisória
deferida e a extinção da ação cautelar.

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c) A eventual falta de diligência de Alan ao inobservar o prazo legal para execução da decisão acautelatória
acarretará a automática extinção dos processos cautelar e principal.
d) O indeferimento do pedido acautelatório formulado por Alan obsta o ajuizamento da ação principal, por
falta de interesse.
Comentários
A alternativa A está incorreta, a tutela provisória poderá ser alterada ou modificada a qualquer tempo, não
havendo possibilidade de vedação ao magistrado quanto à possibilidade de revogá-la.
A alternativa B está correta e é o gabarito da questão, pois, se ajuizada apenas no dia 14 de março, haverá
transcorrido mais de 30 dias, o que implica a perda automática da eficácia da cautelar e a extinção do
processo cautelar sem julgamento do mérito.
A alternativa C está incorreta, pois não existe regramento nesse sentido no NCPC.
A alternativa D está incorreta, pois o indeferimento do pedido acautelatório não impede o ajuizamento da
ação principal.

Esquematizando o procedimento...

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TUTELA CAUTELAR
ANTECEDENTE

ajuizamento do pedido (conflito, fundamento, direito a ser conservado, perigo do dano e risco ao
resultado útil do processo)

citação para manifestar/provas em 5


dias

não apresentou defesa apresentou defesa

o processo segue
juiz decide em 5 dias
regularmente

prazo de 30 dias para o autor efetivar a eficácia da tutela concedida

não efetivou efetivou

prazo de 30 dias para ajuizar ação


cessa a eficácia da ação cautelar
principal

ajuizada, as partes são intimadas para audiência e conciliação e


mediação

em caso de autocomposição infrutífera a autocomposição

extingue o processo com o réu sai intimado para contestar


julgamento de mérito em 15 dias

Sigamos!

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4 - Tutela de Evidência

A tutela de evidência trabalha com a ideia de que a probabilidade do direito do autor é alta e a defesa possui
pouca seriedade a fim de poder influenciar o provimento final. Desse modo, a concessão da tutela de
evidência independe de demonstração do perigo de dano ou de risco ao resultado útil do processo.

A probabilidade do direito para a concessão da tutela de evidência deve ser altíssima, de modo que a
doutrina tem se manifestado no sentido de que a verossimilhança para a concessão da tutela de evidência
deve ser muito superior àquela verificada na prática quando do requerimento formulado pela parte em
tutelas de urgência.

Segundo a doutrina12:

É técnica que serve à tutela provisória, fundada em cognição sumária: a antecipação


provisória dos efeitos da tutela satisfativa. Aqui surge a chamada tutela provisória de
evidência. Nestes casos, a evidência se caracteriza com conjugação de dois pressupostos:
prova das alegações de fato e probabilidade de acolhimento da pretensão processual.

Para nosso estudo é relevante compreender bem as quatro hipóteses descritas no art. 311, do NCPC:

Art. 311. A tutela da evidência será concedida, INDEPENDENTEMENTE da demonstração


de perigo de dano ou de risco ao resultado útil do processo, QUANDO:

I - ficar caracterizado o abuso do direito de defesa ou o manifesto propósito protelatório


da parte;

II - as alegações de fato puderem ser comprovadas apenas documentalmente e houver


tese firmada em julgamento de casos repetitivos ou em súmula vinculante;

III - se tratar de pedido reipersecutório fundado em prova documental adequada do


contrato de depósito, caso em que será decretada a ordem de entrega do objeto
custodiado, sob cominação de multa;

IV - a petição inicial for instruída com prova documental suficiente dos fatos constitutivos
do direito do autor, a que o réu não oponha prova capaz de gerar dúvida razoável.

Parágrafo único. Nas hipóteses dos incisos II e III, o juiz poderá decidir liminarmente.

Antes de analisar cada uma dessas hipóteses, cumpre observar que não existe impedimento para que
procedimentos específicos disciplinem outras hipóteses de tutela de evidência.

12
JR. DIDIER, Fredie. Curso de Direito Processual Civil, volume 1, 18ª edição, rev., atual. e ampl., Bahia: Editora JusPodvim,
2016, 631.

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Vejamos as hipóteses do NCPC:

 Abuso do direito de defesa ou de manifesto propósito protelatório do réu.

Nesse caso, é necessário ouvir o réu para a concessão da tutela de evidência, não podendo ser concedida
liminarmente.

Trata-se de uma hipótese em que a tutela de evidência é concedida com intuito punitivo, como uma sanção
à parte que agir de má-fé ou que provoque empecilhos ao regular andamento do processo, capazes de
comprometer a celeridade e lealdade processuais.

Cita-se, como exemplo, o fornecimento de endereços errados ou incompletos a fim de dificultar a intimação
da testemunha. Outro exemplo referido pela doutrina é a retirada dos autos físicos do cartório e a não
devolução pela parte, não obstante intimação para devolução.

 Alegações de fato comprovadas apenas com documentos e tese firmada em julgamento de casos
repetitivos ou em súmula vinculante.

Atenção aos conectivos!

fato comprovado tese firmada em julgamento


E OU súmula vinculante
documentalmente repetitivo

Importante destacar que, nesse caso, admite-se a concessão da medida em caráter liminar, em razão do que
dispõe o parágrafo único do art. 311, do NCPC.

 ação de depósito, quando quem está com algum bem em razão de contrato de depósito e não o entrega
a quem de direito na forma e nos prazos devidos, poderá a parte demandar tutela de evidência com a
cominação de multa em caso de não devolução no prazo fixado.

Do mesmo modo, também se admite a concessão da medida em caráter liminar, em razão do que dispõe o
parágrafo único do art. 311, do NCPC.

 petição instruída com prova documento suficiente dos fatos constitutivos sem oposição razoável do
réu.

Note que, nesse caso, não é necessário haver entendimento jurisprudencial em caso repetitivo ou súmula
vinculante para subsidiar o pedido.

Para concessão da tutela de evidência, conforme a referida hipótese, faz-se necessário:

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 prova documental;

 incapacidade de o réu, documentalmente, causar qualquer dúvida à evidência do direito ou, muito
menos, de produzir contraprova suficiente a contrapor o autor.

Nessa hipótese também é necessário ouvir o réu para a concessão da tutela de evidência, não podendo ser
concedida liminarmente.

Para a prova...

HIPÓTESES DE CABIMENTO DA TUTELA DE EVIDÊNCIA

• Abuso do direito de defesa ou de manifesto propósito protelatório do réu (liminar).


• Alegações de fato comprovadas apenas com documentos e tese firmada em
julgamento de casos repetitivos ou em súmula vinculante (liminar).
• Ação de depósito, quando quem está com algum bem em razão de contrato de
depósito e não a entrega a quem de direito na forma e nos prazos devidos, poderá a
parte demandar tutela de evidência com a cominação de multa em caso de não
devolução no prazo fixado (liminar).
• Petição instruída com prova documento suficiente dos fatos constitutivos sem
oposição razoável do réu (liminar).

Com isso, encerramos a parte teórica pertinente à aula de hoje.

Veja como o assunto já foi explorado em provas:

(MPE-MS - 2015) Julgue:


Não há possibilidade de tutela provisória no processo civil brasileiro, sem alegação e comprovação de
urgência.
Comentários

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Está incorreta a assertiva. Com a previsão a tutela de urgência não só temos a antecipação de tutela como a
concessão definitiva do direito à parte, nas hipóteses de cabimento. Além disso e o mais importante,
independe da demonstração de urgência.

DESTAQUES DA LEGISLAÇÃO
 art. 294, do NCPC: classificação das tutelas no NCPC

Art. 294. A tutela provisória pode fundamentar-se em urgência ou evidência.

Parágrafo único. A tutela provisória de urgência, cautelar ou antecipada, pode ser


concedida em caráter antecedente ou incidental.

 art. 296, do NCPC: provisoriedade dessas tutelas

Art. 296. A tutela provisória conserva sua eficácia na pendência do processo, mas pode,
A QUALQUER TEMPO, ser revogada ou modificada.

Parágrafo único. SALVO decisão judicial em contrário, a tutela provisória conservará a


eficácia durante o período de suspensão do processo.

Ä art. 297, do NCPC: medidas que o juiz entender necessárias para a efetivação da tutela provisória.

Art. 297. O juiz poderá determinar as medidas que considerar adequadas para efetivação
da tutela provisória.

Parágrafo único. A efetivação da tutela provisória observará as normas referentes ao


cumprimento provisório da sentença, no que couber.

 art. 300, do NCPC: tutela de urgência

Art. 300. A tutela de urgência será concedida quando houver elementos que evidenciem
a probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo.

 art. 302, do NCPC: responsabilidade do requerente

Art. 302. INDEPENDENTEMENTE da reparação por dano processual, a parte responde pelo
prejuízo que a efetivação da tutela de urgência causar à parte adversa, SE:

I - a sentença lhe for desfavorável;

II - obtida liminarmente a tutela em caráter antecedente, não fornecer os meios


necessários para a citação do requerido no prazo de 5 (cinco) dias;

III - ocorrer a cessação da eficácia da medida em qualquer hipótese legal;

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IV - o juiz acolher a alegação de decadência ou prescrição da pretensão do autor.

Parágrafo único. A indenização será liquidada nos autos em que a medida tiver sido
concedida, sempre que possível.

 art. 304, do NCPC: estabilização da tutela antecipada

Art. 304. A tutela antecipada, concedida nos termos do art. 303, TORNA-SE ESTÁVEL se da
decisão que a conceder não for interposto o respectivo recurso.

§ 1o No caso previsto no caput, o processo será extinto.

§ 2o Qualquer das partes poderá demandar a outra com o intuito de rever, reformar ou
invalidar a tutela antecipada estabilizada nos termos do caput.

§ 3o A tutela antecipada conservará seus efeitos enquanto não revista, reformada ou


invalidada por decisão de mérito proferida na ação de que trata o § 2o.

§ 4o Qualquer das partes poderá requerer o desarquivamento dos autos em que foi
concedida a medida, para instruir a petição inicial da ação a que se refere o § 2 o, prevento
o juízo em que a tutela antecipada foi concedida.

§ 6o A decisão que concede a tutela não fará coisa julgada, mas a estabilidade dos
respectivos efeitos só será afastada por decisão que a revir, reformar ou invalidar, proferida
em ação ajuizada por uma das partes, nos termos do § 2o deste artigo.

 art. 305, do NCPC: tutela cautelar antecedente

Art. 305. A petição inicial da ação que visa à prestação de tutela cautelar em caráter
antecedente indicará a lide e seu fundamento, a exposição sumária do direito que se
objetiva assegurar e o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo.

Parágrafo único. Caso entenda que o pedido a que se refere o caput tem natureza
antecipada, o juiz observará o disposto no art. 303.

 art. 309, do NCPC: cessação da eficácia da tutela:

Art. 309. CESSA a eficácia da tutela concedida em caráter antecedente, SE:

I - o autor NÃO deduzir o pedido principal no prazo legal;

II - NÃO for efetivada dentro de 30 (trinta) dias;

III - o juiz julgar improcedente o pedido principal formulado pelo autor ou extinguir o
processo sem resolução de mérito.

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Parágrafo único. Se por qualquer motivo cessar a eficácia da tutela cautelar, é vedado à
parte renovar o pedido, salvo sob novo fundamento.

 art. 311, do NCPC: tutela de evidência.

Art. 311. A tutela da evidência será concedida, INDEPENDENTEMENTE da demonstração


de perigo de dano ou de risco ao resultado útil do processo, QUANDO:

I - ficar caracterizado o abuso do direito de defesa ou o manifesto propósito protelatório


da parte;

II - as alegações de fato puderem ser comprovadas apenas documentalmente e houver


tese firmada em julgamento de casos repetitivos ou em súmula vinculante;

III - se tratar de pedido reipersecutório fundado em prova documental adequada do


contrato de depósito, caso em que será decretada a ordem de entrega do objeto
custodiado, sob cominação de multa;

IV - a petição inicial for instruída com prova documental suficiente dos fatos constitutivos
do direito do autor, a que o réu não oponha prova capaz de gerar dúvida razoável.

Parágrafo único. Nas hipóteses dos incisos II e III, o juiz poderá decidir liminarmente.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Chegamos ao final do nosso oitavo encontro. Como você notou, foi uma aula mais tranquila. Menos regras
do NCPC, mais doutrina. Não é mesmo?

Aguardo vocês no próximo encontro!

Quaisquer dúvidas, sugestões ou críticas entrem em contato conosco. Estou disponível no fórum no Curso e
por e-mail.

Ricardo Torques

rst.estrategia@gmail.com

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QUESTÕES COMENTADAS
CESPE

1. (CESPE/TJ-AM - 2019) Caio ajuizou ação contra determinada sociedade empresária e apresentou
pedido único de repetição de valor decorrente de cobrança indevida, requerendo, ainda, a concessão de
tutela de urgência. Após a apresentação de defesa pela ré, o juiz prolatou sentença em que concedeu a
tutela provisória e, no mesmo pronunciamento, julgou o pedido procedente de forma definitiva. A
sociedade empresária interpôs recurso de apelação requerendo a reforma total da sentença.
Considerando essa situação hipotética, julgue o item seguinte.
O juiz está autorizado pelo ordenamento processual a conceder a tutela provisória no momento de prolação
de sua sentença.

Comentários

A assertiva está correta. A tutela provisória pode ser concedida em qualquer fase do processo. A
possibilidade de concessão em sentença não está positivada no CPC, mas decorre da interpretação do art.
1.012, §1º, V que determina apenas o efeito devolutivo ao recurso contra a sentença que confirma, concede
ou revoga a tutela provisória.

2. (CESPE/TJ-AM - 2019) Rodrigo deixou de cumprir sua parte em obrigação de fazer firmada com
Vinícius. Para assegurar seu direito, Vinícius ajuizou ação em desfavor de Rodrigo.
Considerando essa situação hipotética, julgue o item subsequente.
Na hipótese de Vinícius requerer tutela provisória incidental, esta dependerá do pagamento de custas
referentes ao feito.

Comentários

A assertiva está incorreta. A tutela provisória, quando requerida em caráter incidental, independe do
pagamento de custas, consoante dispõe o art. 295 do CPC. Vale lembrar que as custas, se devidas, já foram
pagas quando da distribuição da ação e, assim, seria incabível um novo pagamento de custas quando do
requerimento da tutela provisória incidental.

3. (CESPE/TJ-PR - 2019) No que concerne às regras estabelecidas para a tutela provisória, o Código de
Processo Civil determina que a concessão, pelo magistrado, da tutela de evidência
a) dependerá da demonstração de perigo de dano ou de risco ao resultado útil do processo e ocorrerá nas
situações em que os efeitos da decisão sejam reversíveis.
b) poderá ser deferida liminarmente caso os fatos sejam comprovados apenas pela via documental e exista
tese firmada em julgamento de casos repetitivos.
c) será realizada na forma de decisão interlocutória de mérito e produzirá coisa julgada material caso não
seja impugnada pelo réu.
d) será cabível somente na hipótese de verificação de abuso do direito de defesa da parte ré, haja vista a
natureza punitiva dessa modalidade de tutela provisória.

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Comentários

A alternativa A está incorreta, porque a tutela de evidência não dependerá da demonstração de perigo de
dano ou de risco ao resultado útil do processo e poderá ocorrer até nas situações em que os efeitos da
decisão sejam irreversíveis, porque a reversibilidade não é pressuposto dela. Neste sentido, o art. 311, caput,
do CPC:

Art. 311. A tutela da evidência será concedida, independentemente da demonstração de


perigo de dano ou de risco ao resultado útil do processo, quando:

A alternativa B está correta e é o gabarito da questão. Dentre as hipóteses de deferimento da tutela de


evidência encontram-se as alegações de fato que puderem ser comprovadas apenas documentalmente e
houver tese firmada em julgamento de casos repetitivos – sem a necessidade de trânsito em julgado – ou
em súmula vinculante. Ressalte-se, que nessa segunda hipótese, fica evidenciada a necessidade de
probabilidade de existência do direito do autor, elemento essencial da tutela de evidência. Neste sentido, o
art. 311, II, do CPC:

Art. 311. A tutela da evidência será concedida, independentemente da demonstração de


perigo de dano ou de risco ao resultado útil do processo, quando:

II - as alegações de fato puderem ser comprovadas apenas documentalmente e houver tese


firmada em julgamento de casos repetitivos ou em súmula vinculante;

Parágrafo único. Nas hipóteses dos incisos II e III, o juiz poderá decidir liminarmente.

A alternativa C está errada. Denomina-se coisa julgada material a autoridade que torna imutável e
indiscutível a decisão de mérito não mais sujeita a recurso (art. 502 do CPC). Sobre a coisa julgada material
na decisão que concede a tutela de evidência, deve-se realizar a seguinte diferenciação:

Tutela de evidência deferida no CURSO do processo Tutela de evidência deferida na SENTENÇA


A tutela de evidência pode ser deferida no curso do
Pode também ser deferida na sentença, baseada
processo, quando terá natureza de decisão
em cognição exauriente, hipótese em que é apta
interlocutória de mérito provisória, não estando apta a
a fazer coisa julgada.
gerar coisa julgada.

A assertiva D está errada. A tutela de evidência, diferente do que ocorre na tutela de urgência, independe
da demonstração de perigo da demora da prestação da tutela jurisdicional, nos termos do art. 311 do CPC.
Quanto às hipóteses de cabimento da tutela de evidência, são previstas 4 no CPC, nos seguintes termos:

Art. 311. A tutela da evidência será concedida, independentemente da demonstração de


perigo de dano ou de risco ao resultado útil do processo, quando:

I - ficar caracterizado o abuso do direito de defesa ou o manifesto propósito protelatório


da parte;

II - as alegações de fato puderem ser comprovadas apenas documentalmente e houver tese


firmada em julgamento de casos repetitivos ou em súmula vinculante;

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III - se tratar de pedido reipersecutório fundado em prova documental adequada do


contrato de depósito, caso em que será decretada a ordem de entrega do objeto
custodiado, sob cominação de multa;

IV - a petição inicial for instruída com prova documental suficiente dos fatos constitutivos
do direito do autor, a que o réu não oponha prova capaz de gerar dúvida razoável.

Parágrafo único. Nas hipóteses dos incisos II e III, o juiz poderá decidir liminarmente.

Logo, o erro da assertiva consiste na previsão de que somente a primeira hipótese de concessão de tutela
de evidência seria a única possível para a sua concessão.

4. (CESPE/TJDFT - 2019) Um estudante de 28 anos de idade do oitavo semestre do curso de direito,


foi aprovado em concurso público para o cargo de analista de tribunal superior. Poucos meses depois da
aprovação, o concurso foi homologado, e o estudante foi chamado para dar início aos trâmites para sua
nomeação e posse. No entanto, por não ter ainda concluído o curso de direito, o universitário ficou
impedido de ser nomeado, pois o edital do concurso exigia bacharelado em direito como requisito de
investidura no cargo. Com receio de perder a oportunidade, o rapaz procurou um advogado para obter
medida liminar que lhe resguardasse o direito de manter sua vaga até a conclusão do curso superior.
Nessa situação hipotética, segundo a legislação vigente, o advogado do estudante poderá
a) requerer tutela antecipada em caráter antecedente que, após estabilizada, poderá ser desconstituída por
meio de ação autônoma, que deverá ser ajuizada no prazo de trinta dias a contar da ciência da decisão que
tiver extinguido o processo.
b) requerer tutela provisória cautelar, visto que restam configurados os requisitos do periculum in mora e
do fumus boni iuris.
c) ajuizar ação de obrigação de fazer cumulada com pedido de tutela provisória cautelar.
d) requerer tutela antecipada em caráter antecedente, a qual, não sendo impugnada ou recorrida, passará
a ser estável no mundo jurídico.
e) impetrar mandado de segurança diretamente no STJ.

Comentários

A alternativa D está correta e é o gabarito da questão. Segundo a previsão do art. 304, caput, do CPC, a
tutela antecipada concedida anteriormente só não se estabiliza na hipótese de interposição de recurso pelo
réu, que embora não esteja indicado expressamente no dispositivo legal, é o agravo de instrumento, nos
termos do art. 1.015, I, do CPC. Havendo a interposição do agravo de instrumento pelo réu, estará afastada
a estabilização da tutela antecipada concedida de forma antecedente, independentemente do resultado do
recurso.

Confira a redação do art. 304 do CPC:

Art. 304. A tutela antecipada, concedida nos termos do art. 303 , torna-se estável se da
decisão que a conceder não for interposto o respectivo recurso.

Vejamos as demais alternativas

Noções de Direito Processual Civil p/ TJ-RJ (Técnico em Atividade Judiciária) - Pós-Edital 40


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A alternativa A está incorreta, pois o direito de invalidar a tutela antecipada estabilizada extingue-se após 2
anos, contado da ciência da decisão que extinguiu o processo, nos termos do art. 304, §5º, do CPC:

Art. 304. A tutela antecipada, concedida nos termos do art. 303 , torna-se estável se da
decisão que a conceder não for interposto o respectivo recurso.

§ 5º O direito de rever, reformar ou invalidar a tutela antecipada, previsto no § 2º deste


artigo, extingue-se após 2 (dois) anos, contados da ciência da decisão que extinguiu o
processo, nos termos do § 1º.

A assertiva B está errada, porque não há o fumus boni iuris, haja vista que o candidato não preencheu os
requisitos para a investidura no cargo, nem à época da inscrição, nem à época da nomeação e posse.

A alternativa C está incorreta, porque a tutela não seria cautelar, uma vez que não é assecuratória; ao
contrário, ela é satisfativa, pois visa garantir antecipadamente o bem final objeto da ação, e só seria
alcançada pela tutela antecipada.

A assertiva E está errada, porque não há direito líquido e certo a viabilizar a impetração do mandado de
segurança, pois o candidato não preencheu os requisitos para a investidura no cargo, nem à época da
inscrição, nem à época da nomeação e posse.

5. (CESPE/MPE-PI - 2018) Acerca de normas processuais, atos processuais, tutela provisória e atuação
do Ministério Público no processo civil, julgue o item subsequente.
A concessão de tutela provisória, em qualquer de suas modalidades previstas no Código de Processo Civil,
depende da demonstração da probabilidade do direito e do perigo de dano ou de risco ao resultado útil do
processo judicial.

Comentários

A alternativa está incorreta. Com o CPC/2015, houve a regulamentação da tutela provisória, que pode se
basear em urgência ou em evidência. A primeira, requer seja demonstrada a probabilidade do direito e o
perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo; além disso, subdivide-se, em tutela cautelar e tutela
antecipada.

Por sua vez, a tutela de evidência nada tem a ver com a urgência, sendo espécie de tutela provisória que
pode ser concedida independentemente da demonstração de perigo ou de risco ao resultado útil do
processo. Neste sentido, o art. 294 do CPC:

Art. 294. A tutela provisória pode fundamentar-se em urgência ou evidência.

Parágrafo único. A tutela provisória de urgência, cautelar ou antecipada, pode ser


concedida em caráter antecedente ou incidental.

Neste sentido, importante a análise do quadro esquemático abaixo:

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Tutela de urgência: baseia-se na


Tutela antecipada: é satisfativa porque defere o próprio
demonstração da probabilidade do
direito material requerido.
direito pleiteado e no perigo de dano
TUTELA
ou risco ao resultado útil do
PROVISÓRIA Tutela cautelar: não é satisfativa, tem por objetivo assegurar
processo.
a efetividade do processo.
Tutela de evidência: antecipa a tutela requerida baseada em elementos que demonstram não só a
probabilidade, mas a existência do direito. Transfere para o réu o ônus da prova.

6. (CESPE/TJBA - 2019) De acordo com o CPC, o magistrado concederá a tutela de urgência durante o
curso do processo se
a) ficar caracterizado abuso do direito pelo réu e as alegações fáticas puderem ser comprovadas apenas
documentalmente.
b) houver manifesto propósito protelatório da parte contrária e probabilidade do direito.
c) as alegações fáticas puderem ser comprovadas apenas documentalmente e existir risco ao resultado útil
do processo.
d) for verificada a existência de risco ao resultado útil do processo.
e) houver constatação do perigo de dano e o réu não apresentar prova capaz de gerar dúvida razoável acerca
do direito discutido.

Comentários

De acordo com o art. 300, caput, do CPC, a tutela de urgência será concedida quando houver elementos que
evidenciem a probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo. Logo,
alternativa D é a correta e gabarito da questão.

As alternativas A, B, C e E estão incorretas, pois em todos os casos é possível a concessão de tutela de


evidência e não de urgência (art. 311, incisos I e II, do CPC).

7. (CESPE/EMAP - 2018) Acerca do valor da causa, da tutela provisória, do Ministério Público, da


advocacia pública, da defensoria pública e da coisa julgada, julgue o item subsequente.
Situação hipotética: Em ação proposta por Luísa, a petição inicial limitou-se ao requerimento da tutela
antecipada em caráter antecedente e à indicação do pedido de tutela final. O julgador, entendendo que não
havia elementos suficientes para a concessão da medida antecipatória, determinou a emenda da inicial no
prazo de cinco dias. Assertiva: Nessa situação, se a autora não emendar a inicial, o pedido será indeferido e
o processo será julgado extinto sem resolução de mérito.

Comentários

De acordo com o art. 303, §1º, I, do NCPC, se a tutela for concedida, o prazo para aditar a petição inicial e
complementar a argumentação será de 15 dias ou outro prazo maior que o juiz fixar.

§ 1o Concedida a tutela antecipada a que se refere o caput deste artigo:

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I - o autor deverá aditar a petição inicial, com a complementação de sua argumentação, a


juntada de novos documentos e a confirmação do pedido de tutela final, em 15 (quinze)
dias ou em outro prazo maior que o juiz fixar;

Além disso, se o juiz entender que não há elementos suficientes para concessão da tutela, determinará a
emenda em 05 dias, sob pena de ser indeferida a petição e de o processo ser extinto sem julgamento do
mérito. É o que dispõe o art. 303, §6º:

§ 6o Caso entenda que não há elementos para a concessão de tutela antecipada, o órgão
jurisdicional determinará a emenda da petição inicial em até 5 (cinco) dias, sob pena de ser
indeferida e de o processo ser extinto sem resolução de mérito.

Assim, a assertiva está correta.

8. (CESPE/PC-MA - 2018) Julgue os itens a seguir, a respeito do procedimento da tutela antecipada


requerida em caráter antecedente.
I Concedida a tutela antecipada, o autor deverá aditar a petição inicial com a complementação de
argumentação e confirmação do pedido de tutela final e, se for o caso, com a juntada de novos documentos.
II O aditamento da petição inicial deverá ocorrer nos mesmos autos, no prazo de quinze dias, mediante o
pagamento de novas custas processuais.
III O processo será extinto sem resolução do mérito quando não for realizado o aditamento à petição inicial.
Assinale a opção correta.
a) Apenas o item I está certo.
b) Apenas o item II está certo.
c) Apenas os itens I e III estão certos.
d) Apenas os itens II e III estão certos.
e) Todos os itens estão certos.

Comentários

Vamos analisar cada um dos itens.

O item I está correto, com base no art. 303, §1º, I, do NCPC:

§ 1o Concedida a tutela antecipada a que se refere o caput deste artigo:

I - o autor deverá aditar a petição inicial, com a complementação de sua argumentação, a


juntada de novos documentos e a confirmação do pedido de tutela final, em 15 (quinze)
dias ou em outro prazo maior que o juiz fixar;

O item II está incorreto. De acordo com o §3º, do art. 303, da Lei nº 13.105/15, o aditamento da petição
inicial dar-se-á nos mesmos autos, sem incidência de novas custas processuais.

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O item III está correto, nos termos do §2º, do art. 303, da referida Lei:

§ 2o Não realizado o aditamento a que se refere o inciso I do § 1 o deste artigo, o processo


será extinto sem resolução do mérito.

Assim, a alternativa C está correta e é o gabarito da questão.

9. (CESPE/PGE-PE - 2018) A respeito da aplicação da tutela de urgência, assinale a opção correta.


a) Poderá ser deferida e efetivada contra o poder público antes do trânsito em julgado do processo.
b) Cassada em sentença, somente poderá ser restabelecida mediante o deferimento de pedido nesse sentido
constante no respectivo recurso.
c) Será concedida sempre que caracterizado o manifesto propósito protelatório da parte adversa ou o abuso
do direito de defesa, independentemente de demonstração de perigo de dano.
d) Não poderá ser concedida nos processos sobrestados por força do regime repetitivo.
e) Não poderá ser concedida em incidente de desconsideração da personalidade jurídica.

Comentários

A alternativa A está correta e é o gabarito da questão. As medidas adequadas para efetivação da tutela
provisória independem do trânsito em julgado, inclusive contra o Poder Público.

A alternativa B está incorreta. Cassada ou modificada a tutela de urgência na sentença, a parte poderá, além
de interpor recurso, pleitear o respectivo restabelecimento na instância superior, na petição de recurso ou
em via autônoma.

A alternativa C está incorreta, pois se refere à uma das hipóteses de tutela de evidência e não urgência.

A alternativa D está incorreta. Nos processos sobrestados por força do regime repetitivo, é possível a
apreciação e a efetivação de tutela provisória de urgência, cuja competência será do órgão jurisdicional onde
estiverem os autos.

A alternativa E está incorreta. É cabível a concessão de tutela provisória de urgência em incidente de


desconsideração da personalidade jurídica.

10. (CESPE/PGM-AM - 2018) À luz das disposições do CPC relativas aos atos processuais, julgue o item
subsequente.
Para a concessão da tutela de evidência, o juiz deverá verificar, além da probabilidade de direito, o perigo
de dano ou de risco ao resultado útil do processo.

Comentários

A assertiva está incorreta. De acordo com o art. 311, do NCPC, a tutela da evidência será concedida,
independentemente da demonstração de perigo de dano ou de risco ao resultado útil do processo.

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Art. 311. A tutela da evidência será concedida, independentemente da demonstração de


perigo de dano ou de risco ao resultado útil do processo, quando:

I - ficar caracterizado o abuso do direito de defesa ou o manifesto propósito protelatório


da parte;

II - as alegações de fato puderem ser comprovadas apenas documentalmente e houver tese


firmada em julgamento de casos repetitivos ou em súmula vinculante;

III - se tratar de pedido reipersecutório fundado em prova documental adequada do


contrato de depósito, caso em que será decretada a ordem de entrega do objeto
custodiado, sob cominação de multa;

IV - a petição inicial for instruída com prova documental suficiente dos fatos constitutivos
do direito do autor, a que o réu não oponha prova capaz de gerar dúvida razoável.

11. (CESPE/STJ - 2018) Julgue os itens a seguir, a respeito das ações no processo civil.
A ação de conhecimento ou cognição visa prevenir, conservar, defender ou assegurar a eficácia de um
direito.

Comentários

A assertiva está incorreta. É a tutela provisória cautelar que tem essa finalidade. A ação de conhecimento ou
cognição visa o pronunciamento de uma sentença que declare, entre as partes, quem tem razão do ponto
de vista jurídico.

12. (CESPE/STJ - 2018) Julgue os itens a seguir, a respeito das ações no processo civil.
A tutela provisória pode ser concedida em caráter antecedente a propositura da ação ou em caráter
incidental, quando proposta no curso da ação principal.

Comentários

A assertiva está correta. Veja:

Art. 294. A tutela provisória pode fundamentar-se em urgência ou evidência.

Parágrafo único. A tutela provisória de urgência, cautelar ou antecipada, pode ser


concedida em caráter antecedente ou incidental.

Art. 295. A tutela provisória requerida em caráter incidental independe do pagamento de


custas.

13. (CESPE/DPE-AC - 2017) Uma criança necessita, com urgência, de internação em UTI. Alegando ser
hipossuficientes, seus pais procuraram a DP e informaram que não havia leitos disponíveis nos hospitais
da rede pública. Além disso, relataram que haviam perdido todos os laudos de exames da criança e que

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não poderiam aguardar a segunda via deles, tampouco submetê-la a novos exames, em razão do risco
iminente de morte dela.
Nessa situação, a fim de garantir a pronta internação da criança, a DP deverá ajuizar
a) ação, qualquer que seja ela, apenas após a entrega dos laudos dos exames da criança.
b) mandado de segurança, com pedido cautelar em caráter antecedente.
c) mandado de segurança, com pedido de produção de prova pericial sobre o estado de saúde dela, a ser
realizada na fase de dilação probatória.
d) ação ordinária, formulando pedido de tutela de evidência.
e) ação ordinária, formulando pedido de tutela de urgência de caráter antecedente.

Comentários

A alternativa A está incorreta. Esse procedimento é incompatível, devido a urgência necessária para o caso.

A alternativa B está incorreta. A DPE deveria ajuizar mandado de segurança, com pedido liminar, e não
cautelar. Além disso, o pleito teria natureza satisfativa e não meramente acautelatória.

A alternativa C está incorreta. O procedimento do mandado de segurança exige direito líquido e certo
demonstrado por prova pré-constituída.

A alternativa D está incorreta. Não cabe a medida de tutela de evidência, pois não se trata de abuso de
direito de defesa, pedido reipersecutório e também não há provas documentais que embasem pretensão
incontroversa ou já decidida favoravelmente em sede de recurso repetitivo.

A alternativa E está correta e é o gabarito da questão. Em relação a ausência de laudos, é cabível ação
ordinária, formulando pedido de tutela de urgência de natureza antecipada, pois há perigo de dano à vida
da criança, conforme prevê o art. 300, do NCPC.

14. (CESPE/TRE-BA - 2017) Julgue os itens a seguir, com base no Código de Processo Civil.
I. É cabível a fixação de honorários de sucumbência na reconvenção, no cumprimento de sentença, na
execução e em grau recursal.
II. A legislação processual proíbe que a tutela da evidência seja concedida antes da manifestação do réu.
III. Somente para rescindir decisão de mérito, pode-se utilizar ação rescisória.
IV. A concessão do benefício da prioridade de tramitação de processo a parte idosa que figure como
beneficiado deve ser estendido em favor de seu cônjuge supérstite no caso de óbito da parte.
Estão certos apenas os itens
a) I e II.
b) I e III.
c) I e IV.
d) II e III.
e) III e IV.

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Comentários

Vejamos cada um dos itens.

O item I está correto em face do que prevê o art. 85, §1º, do NCPC.

O item II está incorreto, pois o parágrafo único do art. 311 do NCPC permite a concessão limitar de tutela de
evidência em duas hipóteses.

O item III também está incorreto, pois de acordo com o art. 966, §2º, do NCPC, é cabível ação rescisória nas
seguintes situações:

§ 2o Nas hipóteses previstas nos incisos do caput, será rescindível a decisão transitada em
julgado que, embora não seja de mérito, impeça:

I - nova propositura da demanda; ou

II - admissibilidade do recurso correspondente.

Por fim, o item IV está de acordo com o art. 1.048, §3º, do NCPC.

Portanto, a alternativa C é a correta e gabarito da questão.

15. (CESPE/MPE-RR - 2017) De acordo com expressa previsão do CPC, o fenômeno processual
denominado estabilização da tutela provisória de urgência aplica-se apenas à tutela
a) cautelar, requerida em caráter antecedente.
b) antecipada, incidental ou antecedente.
c) cautelar, incidental ou antecedente.
d) antecipada, requerida em caráter antecedente.

Comentários

De acordo com os arts. 303 e 304, do NCPC, estabilização da tutela provisória de urgência aplica-se apenas
à tutela antecipada, requerida em caráter antecedente.

Art. 303. Nos casos em que a urgência for contemporânea à propositura da ação, a petição
inicial pode limitar-se ao requerimento da tutela antecipada e à indicação do pedido de
tutela final, com a exposição da lide, do direito que se busca realizar e do perigo de dano
ou do risco ao resultado útil do processo.

Art. 304. A tutela antecipada, concedida nos termos do art. 303, torna-se estável se da
decisão que a conceder não for interposto o respectivo recurso.

Desse modo, a alternativa D está correta e é o gabarito da questão.

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16. (CESPE/Prefeitura de Belo Horizonte-MG - 2017) A respeito da tutela provisória, assinale a opção
correta.
a) Em caso de tutela provisória antecipada requerida em caráter antecedente, as despesas processuais de
preparo serão comprovadas quando do aditamento do pedido de tutela definitiva, momento em que a parte
deverá indicar o valor atribuído à causa.
b) Estando o processo no tribunal para julgamento de recurso, a competência para analisar pedido de tutela
provisória será do juízo que tiver julgado originariamente a causa.
c) O juiz poderá exigir, para a concessão de liminar de tutela provisória de urgência, a prestação de caução a
ser garantida pelo requerente, salvo no caso de hipossuficiência econômica, situação em que tal garantia
poderá ser dispensada.
d) Concedida a tutela provisória antecipada em caráter antecedente, caso o autor não promova o aditamento
da petição inicial com o pedido de confirmação de tutela definitiva dentro do prazo legal, o processo será
extinto sem resolução de mérito, e a liminar será revogada.

Comentários

A alternativa A está incorreta. De acordo com o §4º, do art. 304, do NCPC, o valor da causa deverá ser
indicado na petição inicial, isto é, na própria petição em que se requer a tutela de urgência antecipada em
caráter antecedente.

§ 4o Qualquer das partes poderá requerer o desarquivamento dos autos em que foi
concedida a medida, para instruir a petição inicial da ação a que se refere o § 2 o, prevento
o juízo em que a tutela antecipada foi concedida.

A alternativa B está incorreta. Conforme estabelece o parágrafo único, do art. 299, da Lei nº 13.105/15,
nesse caso, o juízo competente para apreciar o pedido de concessão de tutela provisória é o mesmo
competente para apreciar, em definitivo, o mérito da causa.

Parágrafo único. Ressalvada disposição especial, na ação de competência originária de


tribunal e nos recursos a tutela provisória será requerida ao órgão jurisdicional competente
para apreciar o mérito.

A alternativa C está correta e é o gabarito da questão, pois é o que dispõe o §1º, do art. 300, da referida Lei:

§ 1o Para a concessão da tutela de urgência, o juiz pode, conforme o caso, exigir caução
real ou fidejussória idônea para ressarcir os danos que a outra parte possa vir a sofrer,
podendo a caução ser dispensada se a parte economicamente hipossuficiente não puder
oferecê-la.

A alternativa D está incorreta. Não há previsão de qualquer determinação para que a decisão antecipatória
proferida seja revogada na falta de aditamento da petição.

17. (CESPE/Prefeitura de Fortaleza-CE - 2017) Julgue o item seguinte, com base no que dispõe o CPC
sobre atos processuais, deveres das partes e dos procuradores e tutela provisória.

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Com a consagração do modelo sincrético de processo, as tutelas provisórias de urgência e da evidência


somente podem ser requeridas no curso do procedimento em que se pleiteia a providência principal.

Comentários

A assertiva está incorreta. Realmente, a tutela da evidência somente poderá ser concedida em caráter
incidental, haja vista a ausência de perigo de dano ou de risco ao resultado útil do processo. Porém, a tutela
provisória de urgência pode ser concedida tanto em caráter antecedente quanto em caráter incidental,
conforme dispõe o art. 294, parágrafo único, do NCPC.

18. (CESPE/TJ-PR - 2017) Ao receber a petição inicial de processo eletrônico que tramita pelo
procedimento comum, o magistrado, postergando o contraditório, deferiu liminarmente a tutela
provisória de evidência requerida e intimou o réu para cumprimento no prazo de cinco dias. Considerou o
juiz que as alegações do autor foram comprovadas documentalmente e que havia tese firmada em
julgamento de casos repetitivos que amparava a medida liminar. Posteriormente, o réu apresentou
manifestação alegando a incompetência absoluta do juízo e equívoco do magistrado na concessão da
tutela provisória.
Acerca dessa situação hipotética, assinale a opção correta.
a) O magistrado cometeu error in procedendo, porque viola a ampla defesa a concessão de tutela da
evidência antes da manifestação do réu.
b) Ainda que venha a ser reconhecida a incompetência absoluta do juízo, os efeitos da decisão serão
conservados até que outra seja proferida pelo órgão jurisdicional competente.
c) O magistrado agiu de forma equivocada, porque o CPC não autoriza a concessão de tutela provisória da
evidência pelos motivos indicados pelo juiz.
d) Se reconhecer sua incompetência absoluta, o juiz deverá extinguir o processo sem resolução do mérito,
justificando a medida na impossibilidade técnica em remeter os autos eletrônicos para o juízo competente.

Comentários

As alternativas A e C estão incorretas. Com base no art. 311, do NCPC, não há que se falar em erro de
procedimento na conduta do magistrado. A tutela da evidência pode ser concedida liminarmente, antes da
manifestação do réu.

A alternativa D está incorreta. De acordo com o art. 64, §3º, da Lei nº 13.105/15, não há que se falar em
impossibilidade técnica da remessa dos autos eletrônicos.

§ 3o Caso a alegação de incompetência seja acolhida, os autos serão remetidos ao juízo


competente.

Por fim, a alternativa B está correta e é o gabarito da questão. Vejamos o §4º, do art. 64, da referida Lei:

§ 4o Salvo decisão judicial em sentido contrário, conservar-se-ão os efeitos de decisão


proferida pelo juízo incompetente até que outra seja proferida, se for o caso, pelo juízo
competente.

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19. (CESPE/PGE-AM - 2016) Acerca de tutela provisória, cumprimento de sentença e processos nos
tribunais, julgue o item a seguir.
A tutela provisória antecipada poderá ser concedida em caráter antecedente, liminarmente e
incidentalmente a qualquer tempo, ao passo que a tutela provisória cautelar só poderá ser concedida em
caráter antecedente.

Comentários

A assertiva está incorreta. De acordo com o art. 294, caput, do NCPC, a tutela provisória pode fundamentar-
se em urgência ou evidência.

O parágrafo único, do art. 294, estabelece que a tutela provisória de urgência, cautelar ou antecipada, pode
ser concedida em caráter antecedente ou incidental.

Ao se tratar de tutela provisória de urgência, ambas podem serem concedidas liminarmente ou mediante
justificação prévia, conforme dispõe o art. 300, §2º.

Por fim, em relação à tutela provisória fundamentada na evidência, o art. 311, parágrafo único, informa em
duas hipóteses previstas o juiz também poderá decidir liminarmente.

20. (CESPE/TRF1ªR - 2017) A respeito da petição inicial, da tutela provisória, da suspensão do processo
e das nulidades, julgue os próximos itens à luz do Código de Processo Civil vigente.
Para concessão da tutela de evidência, é exigido que a parte demonstre o perigo de dano ao direito alegado.

Comentários

A assertiva está incorreta, pois a tutela de evidência independe da demonstração do perigo de dano.
Vejamos o art. 311, do NCPC.

Art. 311. A tutela da evidência será concedida, independentemente da demonstração de


perigo de dano ou de risco ao resultado útil do processo, quando: (...)

21. (CESPE/TCE-PA - 2016) No que se refere à formação, extinção e suspensão do processo bem como
à tutela provisória, julgue o item que se segue.
A tutela provisória requerida pela parte em caráter incidental depende de pagamento de custas.

Comentários

A assertiva está incorreta. De acordo com o art. 295, do NCPC, a tutela provisória requerida em caráter
incidental independe do pagamento de custas.

Art. 295. A tutela provisória requerida em caráter incidental independe do pagamento de


custas.

Note que a questão se limita a tratar da cobrança do dispositivo legal. Assim, leia a lei com atenção e aprenda
os termos.

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22. (CESPE/TCE-PA - 2016) Julgue o item a seguir, referentes à tutela provisória e aos meios de
impugnação das decisões judiciais conforme o novo Código de Processo Civil.
A denominada tutela provisória não pode ter natureza satisfativa, uma vez que essa modalidade de tutela
jurisdicional se presta unicamente a assegurar a futura eficácia de tutela definitiva, resguardando direito a
ser satisfeito.

Comentários

A assertiva está incorreta. Vejamos o art. 294, que prevê que a tutela provisória de urgência pode ser
concedida em caráter antecedente ou incidental. Assim, a tutela provisória poderá ser satisfativa ou cautelar.
O erro da questão está em mencionar que a tutela provisória pode ser concedida apenas na modalidade
cautelar.

Art. 294. A tutela provisória pode fundamentar-se em urgência ou evidência.

Parágrafo único. A tutela provisória de urgência, cautelar ou antecipada, pode ser


concedida em caráter antecedente ou incidental.

Lembre-se de que a tutela provisória de urgência pode ser cautelar ou antecipada. A cautelar, como o próprio
nome aponta, tem natureza cautelar, e a antecipada tem natureza satisfativa, haja visa que antecipa a tutela
de direito pretendida.

23. (CESPE/TCE-RN - 2015) No que diz respeito às normas processuais, à função jurisdicional, à petição
inicial e ao tempo e lugar dos atos processuais, conforme o Novo Código de Processo Civil, julgue o item
que se segue.
Com o objetivo de garantir valores fundamentais estabelecidos na Constituição Federal de 1988, é vedado
ao juiz conceder tutela provisória de urgência contra uma das partes sem que ela seja previamente ouvida.

Comentários

Essa questão requer o conhecimento do art. 9º, parágrafo único, I, do NCPC.

Art. 9o Não se proferirá decisão contra uma das partes sem que ela seja previamente
ouvida.

Parágrafo único. O disposto no caput não se aplica:

I - à tutela provisória de urgência;

Assim, a assertiva está incorreta. Como sabemos, a tutela provisória de urgência poderá ser concedida em
caráter liminar, de forma que pode ser concedida sem a oitiva da parte ré. Isso ocorre porque há receio de
que a decisão final do processo fique prejudicada pela demora na decisão. Esse receio da demora e a
probabilidade do direito pleiteado permitem a concessão da tutela de urgência liminarmente (ou inauditera
altera pars) e a mitigação do princípio do contraditório que, nesse caso, será diferido.

24. (CESPE/TCE-PR - 2016) Com relação à tutela provisória, assinale a opção correta.

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a) Requerida após o protocolo da petição inicial, embora processada nos mesmos autos do pedido principal,
a tutela provisória de urgência incidental dependerá do pagamento de custas.
b) Diferentemente do que ocorre com a tutela de urgência cautelar, as regras de competência para a
concessão antecipada da tutela provisória são mitigadas.
c) Preenchidos os requisitos de probabilidade do direito alegado e comprovado o perigo na demora da
prestação jurisdicional, é vedado ao juiz exigir caução para a concessão.
d) Por ser a tutela provisória regra de exceção revestida de provisoriedade, os meios de sua concretização
são elencados taxativamente no CPC.
e) Poderá o juiz suspender a eficácia da tutela provisória concedida durante período de suspensão do
processo.

Comentários

A alternativa A está incorreta. De acordo com o art. 295, do NCPC, a tutela provisória requerida em caráter
incidental independe do pagamento de custas.

A alternativa B está incorreta, pois o art. 299, do NCPC, não traz tal especificação. Ao tratar da competência,
o Código define que a tutela provisória pode ser requerida ao juízo da causa e, quando antecedente, ao juízo
competente para conhecer o pedido principal. Importante frisar que essa regra se aplica às tutelas de
urgência de forma geral e, portanto, às antecipadas e cautelares.

A alternativa C está incorreta. Conforme art. 300, §1º, do NCPC, para a concessão da tutela de urgência, o
juiz pode, conforme o caso, exigir caução real ou fidejussória idônea para ressarcir os danos que a outra
parte possa vir a sofrer, podendo a caução ser dispensada se a parte economicamente hipossuficiente não
puder oferecê-la.

A alternativa D está incorreta. Os meios de concretização não são taxativos.

A alternativa E está correta e é o gabarito da questão. Vejamos o art. 296, do NCPC:

Art. 296. A tutela provisória conserva sua eficácia na pendência do processo, mas pode, a
qualquer tempo, ser revogada ou modificada.

Parágrafo único. Salvo decisão judicial em contrário, a tutela provisória conservará a


eficácia durante o período de suspensão do processo.

25. (CESPE/TJ-PB - 2015) Com relação às tutelas provisórias acautelatórias, julgue o item seguinte.
A instrução probatória da ação cautelar deve ser feita juntamente com a produção de provas da ação
principal.

Comentários

A assertiva está incorreta, pois, somente com a decisão limitar, será iniciado o prazo de 30 dias para que a
ação principal seja ajuizada.

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26. (CESPE/TJ-PB - 2015) Com relação às tutelas provisórias acautelatórias, julgue o item seguinte.
Cessada a eficácia de uma medida cautelar deferida, a parte pode repetir, com base no mesmo fundamento,
novo pedido cautelar.

Comentários

A assertiva está incorreta. De acordo com o art. 309, parágrafo único, do NCPC, cessada a eficácia de uma
medida cautelar deferida, é vedado à parte renovar o pedido.

Parágrafo único. Se por qualquer motivo cessar a eficácia da tutela cautelar, é vedado à
parte renovar o pedido, salvo sob novo fundamento.

27. (CESPE/TJ-PB - 2015) Com relação às tutelas provisórias acautelatórias, julgue o item seguinte.
O ajuizamento da ação principal mais de trinta dias após a efetivação da tutela cautelar implica perda da
eficácia dessa medida, mas não extingue o processo cautelar.

Comentários

A assertiva está incorreta, pois uma vez efetivada a tutela cautelar, o pedido principal deverá ser ajuizado
no prazo de 30 dias. Caso esse prazo não seja observado, a tutela cautelar antecedente perderá a eficácia e
será extinta sem o julgamento do mérito.

28. (CESPE/DPE-AL - 2017) De acordo com o Código de Processo Civil (CPC), é passível de estabilização
a tutela
a) cautelar de urgência requerida em caráter antecedente, mediante a negociação expressa entre as partes.
b) antecipada concedida em caráter antecedente, se da decisão houver interposição de recurso por
assistente simples e o réu não se manifestar.
c) cautelar concedida em caráter antecedente, se da decisão não houver interposição de recurso cabível.
d) antecipada de urgência requerida em caráter antecedente, mediante negociação expressa entre as partes.
e) provisória concedida em caráter incidental, se da decisão não houver interposição tempestiva de recurso.

Comentários

As alternativas A e C estão incorretas. A tutela antecipada, e não a cautelar, deferida em caráter


antecedente, que poderá sofrer estabilização.

Vejamos o que dispõe o art. 303, caput, do NCPC:

Art. 303. Nos casos em que a urgência for contemporânea à propositura da ação, a petição
inicial pode limitar-se ao requerimento da tutela antecipada e à indicação do pedido de
tutela final, com a exposição da lide, do direito que se busca realizar e do perigo de dano
ou do risco ao resultado útil do processo.

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A alternativa B está incorreta. Apenas haverá estabilização da tutela pelo não oferecimento de recurso. Se
o assistente apresentar, ainda que o réu não se manifeste, não haverá estabilização.

A alternativa D está correta e é o gabarito da questão. É possível a estabilização expressamente negociada


da tutela antecipada de urgência antecedente.

A alternativa E está incorreta. A tutela antecipada requerida em caráter antecedente, e não incidental, que
poderá sofrer estabilização.

29. (CESPE/SEDF - 2017) Acerca do Ministério Público e da tutela de urgência, julgue o próximo item.
Concedida e efetivada a tutela provisória de urgência antecipada em caráter antecedente, se o réu não
interpuser recurso contra essa decisão, a tutela concedida se estabilizará mesmo que o processo seja extinto
sem resolução de mérito. Todavia, essa decisão poderá ser revista, reformada ou invalidada a pedido da
parte interessada no prazo de dois anos, contados da ciência da decisão que extinguir o processo.

Comentários

A assertiva está correta, pois está de acordo com o que dispõe o art. 304, do NCPC:

Art. 304. A tutela antecipada, concedida nos termos do art. 303, torna-se estável se da
decisão que a conceder não for interposto o respectivo recurso.

§ 1o No caso previsto no caput, o processo será extinto.

§ 2o Qualquer das partes poderá demandar a outra com o intuito de rever, reformar ou
invalidar a tutela antecipada estabilizada nos termos do caput.

§ 3o A tutela antecipada conservará seus efeitos enquanto não revista, reformada ou


invalidada por decisão de mérito proferida na ação de que trata o § 2o.

§ 4o Qualquer das partes poderá requerer o desarquivamento dos autos em que foi
concedida a medida, para instruir a petição inicial da ação a que se refere o § 2o, prevento
o juízo em que a tutela antecipada foi concedida.

§ 5o O direito de rever, reformar ou invalidar a tutela antecipada, previsto no § 2o deste


artigo, extingue-se após 2 (dois) anos, contados da ciência da decisão que extinguiu o
processo, nos termos do § 1o.

Outras Bancas

30. (QUADRIX/CREA-GO - 2019) Para a concessão da tutela de evidência, o autor deverá demonstrar o
perigo de dano e o risco ao resultado útil do processo.

Comentários

A questão faz um jogo com os institutos da tutela de urgência e tutela de evidência. Como o próprio nome
diz, a primeira será concedida no caso o juiz verifique uma situação de risco, caso a medida não seja

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concedida imediatamente. Já a tutela de evidência tem cabimento quando o direito da parte se encontra
suficientemente demonstrado, sendo desnecessário provar urgência.

• Tutela de Urgência: elementos que evidenciem a probabilidade do direito + perigo de dano OU o


risco ao resultado útil do processo;
• Tutela de Evidência: é concedida independentemente da demonstração de perigo de dano ou de
risco ao resultado útil do processo, quando:
o ficar caracterizado o abuso do direito de defesa ou o manifesto propósito protelatório da
parte;
o as alegações de fato puderem ser comprovadas apenas documentalmente e houver tese
firmada em julgamento de casos repetitivos ou em súmula vinculante;
o se tratar de pedido reipersecutório fundado em prova documental adequada do contrato de
depósito, caso em que será decretada a ordem de entrega do objeto custodiado, sob
cominação de multa;
o a petição inicial for instruída com prova documental suficiente dos fatos constitutivos do
direito do autor, a que o réu não oponha prova capaz de gerar dúvida razoável.

Assim, a assertiva está incorreta.

31. (INAZ do Pará/CORE-SP - 2019) No que diz respeito à Tutela de Urgência e de Evidência reguladas
pelo Código de Processo Civil vigente, marque a alternativa correta
a) A tutela de urgência de natureza antecipada será concedida quando houver elementos que evidenciem a
probabilidade do direito, o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo, ainda que exista perigo
de irreversibilidade dos efeitos da decisão.
b) O juiz não poderá exigir caução real ou fidejussória, pois não há obrigação nesse sentido prevista no atual
Código de Processo Civil.
c) A concessão da Tutela de Evidência independe da demonstração de perigo de dano ou de risco ao
resultado útil do processo quando ficar caracterizado o abuso do direito de defesa ou o manifesto propósito
protelatório da outra parte.
d) Concedida a tutela antecipada em caráter antecedente, o autor deverá aditar a inicial, complementando
sua argumentação, juntando novos documentos e confirmando o pedido de tutela final, no prazo legal de 30
(trinta) dias ou em outro prazo maior que o juiz fixar.
e) O Novo Código de Processo Civil traz a possibilidade da tutela de urgência ser concedida em caráter
liminar, não trazendo, contudo, a possibilidade de concessão após audiência de justificação prévia, pois,
neste caso, perderia sua natureza provisória.

Comentários

A alternativa C está correta e é o gabarito da questão. De acordo com o art. 311, I, do CPC, a concessão da
tutela de evidência não depende da demonstração de perigo de dano/risco ao resultado útil do processo
quando haja abuso do direito de defesa ou manifesto propósito protelatório da parte adversa. Confira a
redação do dispositivo:

Art. 311. A tutela da evidência será concedida, independentemente da demonstração de


perigo de dano ou de risco ao resultado útil do processo, quando:

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I - ficar caracterizado o abuso do direito de defesa ou o manifesto propósito protelatório


da parte;

Vejamos as demais alternativas.

A alternativa A está incorreta. A tutela de urgência é tutela provisória concedida pela forma de satisfação
antecipada do direito ou pelo deferimento de medida protetiva, quando houver elementos que evidenciem
a probabilidade do direito (fumus boni juris) e o perigo de dano (periculum in mora) ou o risco ao resultado
útil do processo, isto é, risco de que sem a medida o litigante possa sofrer perigo de prejuízo irreparável ou
de difícil reparação.

A tutela de urgência de natureza antecipada será concedida quando houver elementos que evidenciem a
probabilidade do direito, o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo, mas ela não será
concedida se houver perigo de irreversibilidade dos efeitos da decisão concessiva da tutela. Neste sentido,
o art. 300, §3º, do CPC:

Art. 300. A tutela de urgência será concedida quando houver elementos que evidenciem a
probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo.

§3º A tutela de urgência de natureza antecipada não será concedida quando houver perigo
de irreversibilidade dos efeitos da decisão.

A alternativa B está errada. Para conceder a tutela de urgência, o juiz pode exigir caução real ou fidejussória,
podendo dispensá-la se a parte economicamente hipossuficiente não puder oferecê-la. Neste sentido, veja
o art. 301, § 1º, do CPC:

Art. 301. [...]

§1º Para a concessão da tutela de urgência, o juiz pode, conforme o caso, exigir caução real
ou fidejussória idônea para ressarcir os danos que a outra parte possa vir a sofrer, podendo
a caução ser dispensada se a parte economicamente hipossuficiente não puder oferecê-la.

Registre-se a distinção entre a caução fidejussória e a real:

CAUÇÃO FIDEJUSSÓRIA CAUÇÃO REAL


É a fiança, o contrato pelo qual alguém, o fiador,
garante satisfazer ao credor uma obrigação É aquela que recai sobre um bem.
assumida pelo devedor, caso este não a cumpra.

A assertiva D está incorreta. A tutela provisória antecedente é aquela que deflagra o processo em que se
pretende, no futuro, pedir a tutela definitiva. É requerimento anterior à formulação do pedido de tutela
definitiva e tem por objetivo adiantar seus efeitos. Primeiro, pede-se a tutela provisória; só depois, pede-se
a tutela definitiva. Concedida a tutela antecipada em caráter antecedente, o autor deverá aditar a inicial,
complementando sua argumentação, juntando novos documentos e confirmando o pedido de tutela final,
no prazo legal de 15 dias ou em outro prazo maior que o juiz fixar. Neste sentido, o art. 303, § 1º, I, do CPC:

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Art. 303. Nos casos em que a urgência for contemporânea à propositura da ação, a petição
inicial pode limitar-se ao requerimento da tutela antecipada e à indicação do pedido de
tutela final, com a exposição da lide, do direito que se busca realizar e do perigo de dano
ou do risco ao resultado útil do processo.

§ 1º Concedida a tutela antecipada a que se refere o caput deste artigo:

I - o autor deverá aditar a petição inicial, com a complementação de sua argumentação, a


juntada de novos documentos e a confirmação do pedido de tutela final, em 15 (quinze)
dias ou em outro prazo maior que o juiz fixar;

A alternativa E está errada. O CPC/2015 traz a possibilidade da tutela de urgência ser concedida em caráter
liminar e a possibilidade de concessão após audiência de justificação prévia, não perdendo neste último caso
sua natureza provisória. Justificação prévia é a oitiva da parte contrária antes da concessão da tutela de
urgência.

Confira o art. 300, § 2º, do CPC:

Art. 300. [...]

§2º A tutela de urgência pode ser concedida liminarmente ou após justificação prévia.

32. (IAUPE/UPE – 2019) A respeito da tutela provisória, é CORRETO afirmar que


a) a tutela provisória de urgência, assim como a tutela provisória de evidência, pode ser concedida em
caráter antecedente ou incidente.
b) é cabível ação rescisória no prazo decadencial de dois anos da decisão que estabiliza os efeitos da tutela
antecipada.
c) a tutela de evidência prescinde de risco ao resultado útil do processo e do perigo de dano e poderá ser
concedida de maneira liminar, quando ficar caracterizado o abuso do direito de defesa.
d) apenas o réu poderá demandar com o intuito de rever, reformar ou invalidar a tutela antecipada
estabilizada.
e) é vedada a exigência de recolhimento de custas para apreciar requerimento de tutela provisória
incidental, cuja decisão, se assim subordiná-lo, é recorrível por meio de agravo de instrumento.

Comentários

A alternativa E está correta. Qualquer espécie de tutela provisória pode ser concedida incidentalmente.
Significa que já estando em trâmite o processo de conhecimento, ou de execução, basta à parte apresentar
petição devidamente fundamentada requerendo a concessão da tutela provisória cabível no caso concreto.
Também poderá fazer o pedido de tutela provisória como tópico da petição inicial. Sendo o pedido de tutela
provisória feito incidentalmente, o art. 295, do CPC, dispensa o pagamento de custas. Confira:

Art. 295. A tutela provisória requerida em caráter incidental independe do pagamento de


custas.

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Em suma, o requerimento de tutela provisória incidental não depende do pagamento de custas, porque o
processo já está em andamento e a decisão que determinar tal pagamento é recorrível por meio de agravo
de instrumento, conforme determina o art. 1.015, I, do CPC:

Art. 1.015. Cabe agravo de instrumento contra as decisões interlocutórias que versarem
sobre:

I - tutelas provisórias;

Vejamos as demais alternativas.

A alternativa A está incorreta. Inicialmente vejamos o quadro comparativo entre a tutela de evidência e de
urgência:

TUTELA DE URGÊNCIA TUTELA DE EVIDÊNCIA


É a tutela provisória concedida pela forma de
satisfação antecipada do direito ou pelo
deferimento de medida protetiva, quando houver É a tutela provisória que permite ao juiz antecipar
elementos que evidenciem a probabilidade do uma medida satisfativa, transferindo para o réu o
direito (fumus boni juris) e o perigo de dano ônus da prova porque há a possibilidade de aferir a
(periculum in mora) ou o risco ao resultado útil do existência de elementos que não só evidenciem a
processo, i.e., risco de que sem a medida o litigante probabilidade do direito, mas a sua existência.
possa sofrer perigo de prejuízo irreparável ou de
difícil reparação.

Somente a tutela provisória de urgência pode ser concedida de forma antecedente; a tutela provisória de
evidência não pode ser, de modo que é este o erro da assertiva. Neste sentido, o art. 294, parágrafo único,
do CPC:

Art. 294. A tutela provisória pode fundamentar-se em urgência ou evidência.

Parágrafo único. A tutela provisória de urgência, cautelar ou antecipada, pode ser


concedida em caráter antecedente ou incidental.

A alternativa B está incorreta. Na técnica da estabilização da tutela antecipada o sistema permite que a
tutela provisória deferida conserve sua eficácia independentemente de confirmação por decisão posterior
de mérito, a ser proferida em cognição exauriente. Sendo extinto o processo com a estabilização da tutela
antecipada, o § 2º do art. 304 do CPC prevê que qualquer das partes poderá ingressar com novo processo
com o objetivo de rever, reformar ou invalidar a tutela antecipada estabilizada. Essa será uma ação própria,
com o prazo decadencial de 2 anos da decisão que estabiliza os efeitos da tutela antecipada. Neste sentido,
o art. 304 do CPC:

Art. 304. A tutela antecipada, concedida nos termos do art. 303 , torna-se estável se da
decisão que a conceder não for interposto o respectivo recurso.

§ 1º No caso previsto no caput , o processo será extinto.

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§ 2º Qualquer das partes poderá demandar a outra com o intuito de rever, reformar ou
invalidar a tutela antecipada estabilizada nos termos do caput .

Frise-se que esta nova ação não é rescisória, nem com ela se confunde. Isto porque, a previsão expressa de
que não há coisa julgada afasta o cabimento de ação rescisória contra tal decisão, de forma que teremos
uma decisão de mérito no sistema que jamais será impugnável por ação rescisória, ainda que definitiva.

A alternativa C está errada. Para a concessão da tutela de evidência não é necessária a demonstração de
risco ao resultado útil do processo e do perigo de dano (art. 311, caput, do CPC), mas não poderá ser
concedida de maneira liminar, quando ficar caracterizado o abuso do direito de defesa (art. 311, I, do CPC).
Somente podem ser concedidas liminarmente as tutelas de evidência que tenham por fundamento alegações
de fato que podem ser comprovadas documentalmente e sobre as quais haja tese firmada em julgamento
de casos repetitivos ou em súmula vinculante (art. 311, II, do CPC) ou tenham por fundamento pedido
reipersecutório fundado em prova documental adequada do contrato de depósito (art. 311, III, do CPC),
conforme determina o art. 311, parágrafo único, do CPC. Confira o CPC:

Art. 311. A tutela da evidência será concedida, independentemente da demonstração de


perigo de dano ou de risco ao resultado útil do processo, quando:

I - ficar caracterizado o abuso do direito de defesa ou o manifesto propósito protelatório


da parte;

II - as alegações de fato puderem ser comprovadas apenas documentalmente e houver tese


firmada em julgamento de casos repetitivos ou em súmula vinculante;

III - se tratar de pedido reipersecutório fundado em prova documental adequada do


contrato de depósito, caso em que será decretada a ordem de entrega do objeto
custodiado, sob cominação de multa;

IV - a petição inicial for instruída com prova documental suficiente dos fatos constitutivos
do direito do autor, a que o réu não oponha prova capaz de gerar dúvida razoável.

Parágrafo único. Nas hipóteses dos incisos II e III, o juiz poderá decidir liminarmente.

A assertiva D está errada, porque qualquer das partes poderá demandar com o intuito de rever, reformar
ou invalidar a tutela antecipada estabilizada. Neste sentido, o art. 304, § 2º, do CPC:

Art. 304. A tutela antecipada, concedida nos termos do art. 303 , torna-se estável se da
decisão que a conceder não for interposto o respectivo recurso.

§ 2º Qualquer das partes poderá demandar a outra com o intuito de rever, reformar ou
invalidar a tutela antecipada estabilizada nos termos do caput .

33. (FUNDEP/DPE-MG – 2019) Sobre tutela provisória, assinale a alternativa incorreta.


a) Sendo carente a parte que requer a tutela de urgência, poderá o juiz dispensar apresentação de caução
destinada a ressarcir os danos que a outra parte possa vir a sofrer em virtude da efetivação da medida.

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b) O autor responde objetivamente pelos danos ocasionados à outra parte decorrentes da antecipação de
tutela não confirmada em sentença, independentemente de ordem judicial e de pedido específico do
interessado.
c) A tutela provisória de urgência antecipada pode ser concedida na sentença e, havendo omissão judicial
quanto ao prévio requerimento formulado, nada impede que ela seja concedida na decisão que julga os
embargos declaratórios.
d) Ao prever a possibilidade de estabilização da tutela antecipada requerida em caráter incidente, o
legislador brasileiro equiparou as técnicas processuais de cognição sumária e de cognição exauriente.

Comentários

A alternativa D está incorreta e é o gabarito da questão, porque ao prever a possibilidade de estabilização


da tutela antecipada requerida em caráter antecedente (art. 304, caput, do CPC), o legislador brasileiro não
equiparou as técnicas processuais de cognição sumária e de cognição exauriente, porque a decisão ainda é
provisória (art. 304, §5º, do CPC) e não faz coisa julgada (art. 304, §6º, do CPC). Confira o CPC, neste sentido:

Art. 304. A tutela antecipada, concedida nos termos do art. 303, torna-se estável se da
decisão que a conceder não for interposto o respectivo recurso.

§ 5º O direito de rever, reformar ou invalidar a tutela antecipada, previsto no § 2º deste


artigo, extingue-se após 2 (dois) anos, contados da ciência da decisão que extinguiu o
processo, nos termos do § 1º.

§ 6º A decisão que concede a tutela não fará coisa julgada, mas a estabilidade dos
respectivos efeitos só será afastada por decisão que a revir, reformar ou invalidar, proferida
em ação ajuizada por uma das partes, nos termos do § 2º deste artigo.

Ressalte-se, por oportuno, a distinção entre cognição sumária e exauriente:

COGNIÇÃO SUMÁRIA COGNIÇÃO EXAURIENTE


A cognição é sumária quando o exame é superficial, A cognição é exauriente quando o magistrado faz
baseado na probabilidade. um exame completo ou profundo da matéria.

Vejamos as demais alternativas.

A alternativa A está correta, pois, segundo consta da redação do art. 300, §1º, do CPC, a medida de
contracautela será dispensada quando o demandante for hipossuficiente econômico. Confira:

Art. 300. [...]

§1º Para a concessão da tutela de urgência, o juiz pode, conforme o caso, exigir caução real
ou fidejussória idônea para ressarcir os danos que a outra parte possa vir a sofrer, podendo
a caução ser dispensada se a parte economicamente hipossuficiente não puder oferecê-
la.

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A assertiva B está certa, porque equivale ao entendimento do STJ, divulgado no Informativo 505, de que o
autor da ação responde objetivamente pelos danos sofridos pela parte adversa decorrentes da antecipação
de tutela que não for confirmada em sentença, independentemente de pronunciamento judicial e pedido
específico da parte interessada. Segundo a redação do art. 302, I, do CPC/2015, constitui-se a obrigação de
reparar se a sentença for desfavorável à parte de obteve a tutela de urgência:

Art. 302. Independentemente da reparação por dano processual, a parte responde pelo
prejuízo que a efetivação da tutela de urgência causar à parte adversa, se:

I - a sentença lhe for desfavorável;

A alternativa C está correta, porque está de acordo com a jurisprudência do STJ. Cite-se, neste sentido, o
AgInt. nos EDcl. no AREsp. 1.057.249/AM:

TUTELA ANTECIPADA. SENTENÇA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. A tutela antecipada pode


ser concedida na sentença ou, se omitida a questão anteriormente proposta, nos
embargos de declaração. Art. 273 do CPC. Recurso conhecido e provido. (REsp nº
279.251⁄SP, Relator Ministro Ruy Rosado de Aguiar, Quarta Turma, DJ de 30⁄4⁄2001)

34. (CS UFG/SANEAGO – 2018) São requisitos para a concessão da tutela provisória de urgência, nos
termos do Código de Processo Civil:
a) abuso de direito e manifesto propósito protelatório da parte.
b) probabilidade do direito e manifesto propósito protelatório da parte.
c) perigo de dano e tese firmada em julgamento de recursos repetitivos ou em súmula vinculante.
d) probabilidade do direito e perigo de dano ou risco ao resultado útil do processo.

Comentários

A alternativa D está correta e é o gabarito da questão. São requisitos para a concessão da tutela de urgência
a probabilidade do direito (fumus boni juris) e perigo de dano ou risco ao resultado útil do processo
(periculum in mora). Veja a redação do art. 300, caput, do CPC:

Art. 300. A tutela de urgência será concedida quando houver elementos que evidenciem a
probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo.

Vejamos as demais alternativas.

A assertiva A está incorreta, porque o abuso de direito de defesa e o manifesto propósito protelatório da
parte são requisitos para a concessão da tutela de evidência. Neste sentido, o art. 311, I, do CPC:

Art. 311. A tutela da evidência será concedida, independentemente da demonstração de


perigo de dano ou de risco ao resultado útil do processo, quando:

I - ficar caracterizado o abuso do direito de defesa ou o manifesto propósito protelatório


da parte;

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A alternativa B está errada, porque a probabilidade do direito é um dos requisitos da tutela de urgência (art.
300, caput, do CPC) e o manifesto propósito protelatório da parte é um dos requisitos da tutela de evidência
(art. 311, I, do CPC). Confira o CPC:

Art. 300. A tutela de urgência será concedida quando houver elementos que evidenciem a
probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo.

Art. 311. A tutela da evidência será concedida, independentemente da demonstração de


perigo de dano ou de risco ao resultado útil do processo, quando:

I - ficar caracterizado o abuso do direito de defesa ou o manifesto propósito protelatório


da parte;

A assertiva C está errada, pois o perigo de dano é um dos requisitos da tutela de urgência (art. 300, caput,
do CPC) e a tese firmada em julgamento de recursos repetitivos ou em súmula vinculante é um dos requisitos
da tutela de evidência (art. 311, II, do CPC). Veja o CPC:

Art. 300. A tutela de urgência será concedida quando houver elementos que evidenciem a
probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo.

Art. 311. A tutela da evidência será concedida, independentemente da demonstração de


perigo de dano ou de risco ao resultado útil do processo, quando:

II - as alegações de fato puderem ser comprovadas apenas documentalmente e houver


tese firmada em julgamento de casos repetitivos ou em súmula vinculante;

35. (NC-UFPR/FOZPREV – 2018) Sobre o regime da defesa do réu, da tutela provisória e da coisa julgada
no CPC, assinale a alternativa correta.
a) A incompetência relativa deve ser alegada mediante exceção de incompetência, atendidas as formalidades
estabelecidas no Código de Processo Civil.
b) A antecipação de tutela concedida estabiliza-se se o réu não apresentar contestação.
c) A coisa julgada não favorece nem prejudica terceiros.
d) Quando alegar sua ilegitimidade ad causam, incumbe ao réu indicar o sujeito passivo da relação jurídica
discutida sempre que tiver conhecimento.
e) O Código de Processo Civil veda a antecipação da tutela na ação de embargos de terceiro.

Comentários

A alternativa D é a correta e gabarito da questão. O art. 339 do CPC preconiza que é dever do réu a indicação
da parte legítima na ação, ou seja, incumbe ao réu indicar o sujeito passivo da relação jurídica discutida
sempre que tiver conhecimento, sob pena de arcar com as despesas processuais e de indenizar o autor pelos
prejuízos decorrentes da falta da indicação. Neste sentido, o CPC:

Art. 339. Quando alegar sua ilegitimidade, incumbe ao réu indicar o sujeito passivo da
relação jurídica discutida sempre que tiver conhecimento, sob pena de arcar com as

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despesas processuais e de indenizar o autor pelos prejuízos decorrentes da falta de


indicação.

Vejamos o erro de cada uma das demais alternativas.

A alternativa A está incorreta, porque o CPC/2015 extinguiu a exceção de incompetência; a incompetência,


qualquer que seja ela, de acordo com o art. 64 do CPC deve ser alegada em preliminar de contestação. Neste
sentido, o CPC:

Art. 64. A incompetência, absoluta ou relativa, será alegada como questão preliminar de
contestação.

A assertiva B está errada. Não é toda tutela de urgência que pode ser estabilizada, apenas uma única espécie
dela: a tutela antecipada concedida de forma antecedente (art. 304 do CPC). E assim é porque nela a decisão
é satisfativa, ou seja, concede a tutela final antes que o pedido principal tenha sido apresentado ou, ao
menos, antes que ele tenha sido apresentado com a argumentação completa. Veja o CPC:

Art. 304. A tutela antecipada, concedida nos termos do art. 303, torna-se estável se da
decisão que a conceder não for interposto o respectivo recurso.

A alternativa C está incorreta. No conceito legal, coisa julgada material é o efeito da decisão de mérito que
a torna imutável e indiscutível (art. 502 do CPC). A coisa julgada material se opera entre as partes entre as
quais é dada a sentença, não podendo prejudicar terceiros; se for para beneficiar a sentença transitada em
julgado pode atingir terceiros. Neste sentido, o art. 506 do CPC:

Art. 506. A sentença faz coisa julgada às partes entre as quais é dada, não prejudicando
terceiros.

A assertiva E está errada, porque o art. 678 do CPC permite a antecipação da tutela na ação de embargos
de terceiro. Qualquer das espécies de tutela provisória pode ser concedida nos embargos de terceiro se o
juiz estiver suficientemente convencido das alegações do embargante em juízo de cognição sumária. Veja o
CPC:

Art. 678. A decisão que reconhecer suficientemente provado o domínio ou a posse


determinará a suspensão das medidas constritivas sobre os bens litigiosos objeto dos
embargos, bem como a manutenção ou a reintegração provisória da posse, se o
embargante a houver requerido.

Parágrafo único. O juiz poderá condicionar a ordem de manutenção ou de reintegração


provisória de posse à prestação de caução pelo requerente, ressalvada a impossibilidade
da parte economicamente hipossuficiente.

36. (IDECAN/IPC – 2018) No âmbito das tutelas provisórias, o atual Código de Processo Civil prevê que
a tutela da evidência será concedida, independentemente da demonstração de perigo de dano ou de risco
ao resultado útil do processo, quando:

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I. Houver tese firmada em julgamento de casos repetitivos ou em súmula vinculante, ainda que as alegações
de fato demandem a produção de prova testemunhal.
II. Ficar caracterizado o manifesto propósito protelatório da parte.
III. Houver o abuso do direito de defesa.
Está(ão) correto(s) o(s) item(ns):
a) Apenas I e II.
b) Apenas I e III.
c) Apenas II e III.
d) Todos estão corretos.

Comentários

O item I está incorreto, quando haja tese firmada em julgamento de repetitivos ou súmula vinculante que
dependa da produção de prova testemunhal, não será possível a concessão da tutela de evidência, haja vista
que as alegações de fato demandam produção de prova testemunhal; apenas é possível a concessão de
tutela de evidência se as alegações pudessem ser provadas somente com prova documental, nos termos do
art. 311, II, do CPC:

Art. 311. A tutela da evidência será concedida, independentemente da demonstração de


perigo de dano ou de risco ao resultado útil do processo, quando:

II - as alegações de fato puderem ser comprovadas apenas documentalmente e houver tese


firmada em julgamento de casos repetitivos ou em súmula vinculante;

Os itens II e III estão certos, porque de acordo com o art. 311, I, do CPC restou previsto como requisito para
a concessão da tutela de evidência o abuso do direito de defesa ou o manifesto propósito protelatório da
parte. Confira o CPC:

Art. 311. A tutela da evidência será concedida, independentemente da demonstração de


perigo de dano ou de risco ao resultado útil do processo, quando:

I - ficar caracterizado o abuso do direito de defesa ou o manifesto propósito protelatório


da parte;

Assim, a alternativa C está correta e é o gabarito da questão, pois apenas os itens II e III estão certos.

37. (IBFC/TRF 2 – 2018) Caio requereu, como tutela provisória de urgência, em caráter antecedente, o
bloqueio de cem mil reais, na conta-corrente de Tício, a título de garantia para a eventual procedência de
pedido de condenação pecuniária em face do mesmo, tendo o juiz deferido a medida, que não foi
impugnada. Em seguida, o juiz considerou estabilizada a demanda e extinguiu o processo sem o
julgamento do mérito. Em relação ao caso descrito, pode-se afirmar que:
a) o processo deveria ser extinto com o julgamento do mérito.

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b) o juiz deveria ter aguardado a contestação, tendo em vista que a impugnação à estabilização pode ser
realizada na contestação.
c) a tutela provisória concedida não é suscetível de estabilização.
d) o juiz deveria ter indeferido a tutela em questão porque não cabível em caráter antecedente.
e) o juiz deveria ter aplicado o princípio da fungibilidade à hipótese.

Comentários

A alternativa C está correta e é o gabarito da questão, porque a tutela provisória concedida não é suscetível
de estabilização, haja vista que se trata de tutela cautelar concedida para garantir o futuro cumprimento da
sentença.

Frise-se, que não é toda tutela de urgência que pode ser estabilizada, mas tão somente a tutela antecipada
concedida de forma antecedente, nos termos do art. 304 do CPC, pois nela a decisão é satisfativa, i.e.,
concede-se a tutela final antes que o pedido principal tenha sido apresentado ou, ao menos, antes que ele
tenha sido apresentado com a argumentação completa. Neste sentido, o caput dos arts. 303 e 304 do CPC:

Art. 303. Nos casos em que a urgência for contemporânea à propositura da ação, a petição
inicial pode limitar-se ao requerimento da tutela antecipada e à indicação do pedido de
tutela final, com a exposição da lide, do direito que se busca realizar e do perigo de dano
ou do risco ao resultado útil do processo.

Art. 304. A tutela antecipada, concedida nos termos do art. 303, torna-se estável se da
decisão que a conceder não for interposto o respectivo recurso.

Vamos resumir os pressupostos necessários à estabilização da tutela antecipada antecedente?

a. O requerimento do autor, no bojo da petição inicial, no sentido de valer-se do benefício da tutela


antecipada antecedente, que faz presumir o interesse na sua estabilização;
b. A ausência de requerimento, também no bojo da petição inicial, no sentido de dar prosseguimento
ao processo após eventual decisão concessiva de tutela antecipada;
c. A prolação de decisão concessiva da tutela satisfativa antecedente;
d. Ausência de impugnação do réu.

Vejamos as demais alternativas

A alternativa A está incorreta, porque quando há estabilização da tutela antecipada antecedente o processo
deve ser extinto sem julgamento do mérito, uma vez o pedido não é ainda objeto do processo, só sendo a
ele levado com o aditamento da petição inicial pelo autor. Neste sentido, o art. 304, §1º, do CPC:

Art. 304. A tutela antecipada, concedida nos termos do art. 303 , torna-se estável se da
decisão que a conceder não for interposto o respectivo recurso.

§ 1º No caso previsto no caput , o processo será extinto.

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A assertiva B está errada, porque o instrumento cabível para impugnar a estabilização é o agravo de
instrumento, nos termos do art. 1.015, I, do CPC:

Art. 1.015. Cabe agravo de instrumento contra as decisões interlocutórias que versarem
sobre:

I - tutelas provisórias;

A alternativa D está incorreta. Nos termos do art. 303, caput, do CPC, quando a urgência for contemporânea
à propositura da ação, a petição inicial pode limitar-se ao requerimento da tutela antecipada e à indicação
do pedido de tutela final, com a exposição da lide, do direito que se busca realizar e do perigo de dano ou
do risco ao resultado útil do processo. Como se pode notar do dispositivo legal, não se trata propriamente
de uma petição inicial, mas de um requerimento inicial voltado exclusivamente à tutela de urgência
pretendida. No caso em apreço, era totalmente cabível o pedido de tutela antecipada requerida em caráter
antecedente, haja vista que o autor estava apenas buscando garantir o futuro cumprimento de sentença,
caso a ação que ajuizará seja julgada procedente.

A assertiva E está errada. A fungibilidade entre as tutelas de urgência está prevista no art. 305, parágrafo
único, do CPC, que preconiza que uma vez requerida tutela cautelar em caráter antecedente, caso o juiz
entenda que sua natureza é satisfativa (antecipatória), poderá assim recebê-la, desde que seguindo o rito
correspondente. Veja o CPC:

Art. 305. A petição inicial da ação que visa à prestação de tutela cautelar em caráter
antecedente indicará a lide e seu fundamento, a exposição sumária do direito que se
objetiva assegurar e o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo.

Parágrafo único. Caso entenda que o pedido a que se refere o caput tem natureza
antecipada, o juiz observará o disposto no art. 303.

Ocorre que, no caso disposto no enunciado da questão não comporta a aplicação do princípio da
fungibilidade, porque a tutela possível é só a cautelar antecedente como foi feito.

38. (COSEAC UFF/Pref Maricá – 2018) Acerca da tutela provisória, é correto afirmar que:
a) não conserva sua eficácia se o processo for suspenso, salvo decisão judicial em contrário.
b) ressalvada disposição especial, nos recursos a tutela provisória será requerida ao órgão jurisdicional a
quo.
c) nos casos de tutela provisória de urgência em caráter antecedente, não é necessário que a parte indique,
na petição inicial visando à tutela de urgência antecipada, o valor da causa incluindo o valor do pedido final.
d) entre as hipóteses de acolhimento de tutela provisória de evidência, não se inclui tese firmada em
julgamento de casos repetitivos ou súmula vinculante.
e) em havendo acolhimento de alegação de decadência ou prescrição da pretensão, a parte responderá
pelos prejuízos que a efetivação da tutela de urgência causar à parte adversa, independentemente da
reparação por dano processual.

Comentários

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A alternativa A está incorreta, porque a tutela provisória conserva sim a sua eficácia caso o processo seja
suspenso, salvo decisão em contrário do juiz. Neste sentido, o art. 296, parágrafo único, do CPC:

Art. 296. [...]

Parágrafo único. Salvo decisão judicial em contrário, a tutela provisória conservará a


eficácia durante o período de suspensão do processo.

A assertiva B está errada, pois nos recursos a tutela provisória será requerida ao órgão ad quem, ou seja,
aquele competente para apreciar o mérito recursal, ressalvada alguma disposição especial. Neste sentido, o
art. 299, parágrafo único, do CPC:

Art. 299. [...]

Parágrafo único. Ressalvada disposição especial, na ação de competência originária de


tribunal e nos recursos a tutela provisória será requerida ao órgão jurisdicional competente
para apreciar o mérito.

A alternativa C está errada, nos termos do art. 303, §4º, do CPC, nos casos de tutela provisória de urgência
em caráter antecedente é sim necessário que a parte indique, na petição inicial visando à tutela de urgência
antecipada, o valor da causa incluído o valor do pedido final. Veja o CPC:

Art. 303. [...]

§ 4º Na petição inicial a que se refere o caput deste artigo, o autor terá de indicar o valor
da causa, que deve levar em consideração o pedido de tutela final.

A assertiva D está incorreta, porque dentre as hipóteses de acolhimento de tutela provisória de evidência,
inclui-se a tese firmada em julgamento de casos repetitivos ou súmula vinculante, na redação do art. 311, II,
do CPC:

Art. 311. A tutela da evidência será concedida, independentemente da demonstração de


perigo de dano ou de risco ao resultado útil do processo, quando:

II - as alegações de fato puderem ser comprovadas apenas documentalmente e houver tese


firmada em julgamento de casos repetitivos ou em súmula vinculante;

A alternativa E é a correta e gabarito da questão. A parte responderá, segundo o art. 302, IV, do CPC, pelos
prejuízos que a concessão da tutela de urgência causar, quando o juiz acolher a alegação de decadência ou
prescrição, independe do dano processual (previsto no art. 79 do CPC). Veja o CPC:

Art. 302. Independentemente da reparação por dano processual, a parte responde pelo
prejuízo que a efetivação da tutela de urgência causar à parte adversa, se:

IV - o juiz acolher a alegação de decadência ou prescrição da pretensão do autor.

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39. (FUNRIO/ALERR – 2018) De acordo com o Código de Processo Civil, as tutelas jurisdicional
provisórias serão concedidas pelo magistrado, utilizando o juízo de cognição sumária, e serão de duas
espécies: de urgência e de evidência.
Portanto, pode-se afirmar que a tutela
a) cautelar requerida em juízo, em caráter antecedente, seguirá em processo autônomo.
b) de urgência será concedida quando houver elementos que evidenciem o perigo de dano ou o risco ao
resultado útil do processo.
c) da evidência será concedida, independentemente da demonstração de perigo de dano ou de risco ao
resultado útil do processo, quando ficar caracterizado o abuso do direito de defesa.
d) da evidência será concedida quando houver a demonstração de perigo de dano ou de risco ao resultado
útil do processo, quando se tratar de pedido reipersecutório fundado em prova documental adequada do
contrato de depósito.

Comentários

A assertiva A está errada, pois o CPC/2015 extinguiu o processo cautelar autônomo. No novo regime a tutela
cautelar é tratada como espécie de tutela provisória, baseada na urgência, que pode ser concedida em
caráter antecedente ou incidental, conforme tenha sido requerida antes ou depois do pedido principal, mas
sempre dentro processo cuja efetividade visa assegurar.

A alternativa B está incorreta. A tutela de urgência é concedida quando houver elementos que evidenciem
a probabilidade do direito (fumus boni juris) e o perigo de dano (periculum in mora) ou o risco ao resultado
útil do processo, isto é, risco de que sem a medida o litigante possa sofrer perigo de prejuízo irreparável ou
de difícil reparação. Neste sentido, o art. 300 do CPC:

Art. 300. A tutela de urgência será concedida quando houver elementos que evidenciem a
probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo.

A alternativa C é a correta e o gabarito da questão. De acordo com o art. 311, I, do CPC, a concessão da tutela
de evidência não depende da demonstração de perigo de dano/risco ao resultado útil do processo quando
haja abuso do direito de defesa ou manifesto propósito protelatório da parte adversa. Confira a redação do
dispositivo:

Art. 311. A tutela da evidência será concedida, independentemente da demonstração de


perigo de dano ou de risco ao resultado útil do processo, quando:

I - ficar caracterizado o abuso do direito de defesa ou o manifesto propósito protelatório


da parte;

A alternativa D está errada. A tutela de evidência, diferente do que ocorre na tutela de urgência, independe
da demonstração de perigo da demora da prestação da tutela jurisdicional, nos termos do art. 311 do CPC.
Quanto às hipóteses de cabimento da tutela de evidência, sua terceira hipótese vem prevista no inciso III do
art. 311 do CPC, que trata das situações de pedido reipersecutório fundado em prova documental adequada
do contrato de depósito, caso em que será decretada a ordem de entrega do objeto custodiado, sob
cominação de multa. Confira a redação do art. 311, III, do CPC:

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Art. 311. A tutela da evidência será concedida, independentemente da demonstração de


perigo de dano ou de risco ao resultado útil do processo, quando:

III - se tratar de pedido reipersecutório fundado em prova documental adequada do


contrato de depósito, caso em que será decretada a ordem de entrega do objeto
custodiado, sob cominação de multa;

40. (CEFETBAHIA/MPE-BA – 2018) Sobre as medidas de urgência no CPC, podemos afirmar:


a) Que o juiz deverá conceder a tutela de evidência, havendo provas do perigo de dano, quando
caracterizado manifesto propósito protelatório da parte.
b) A tutela de urgência exige demonstração de probabilidade do direito, do perigo de dano, além do risco
ao resultado útil do processo.
c) Por não ser de urgência, a tutela da evidência prescinde dos requisitos inerentes ao perigo de dano ou
risco ao resultado útil do processo.
d) Independentemente da probabilidade do direito alegado, a tutela de urgência é medida acautelatória
que deve ser concedida se patente o perigo de dano irreparável ou o risco ao resultado útil do processo.
e) Pelo Novo Código de Processo Civil, não se proferirá decisão contra uma das partes sem ouvi-la
previamente, sendo esse princípio uma exceção à regra do contraditório diferido, como nas medidas de
urgência.

Comentários

A assertiva C é a correta e gabarito da questão, porque a tutela de evidência não dependerá da


demonstração de perigo de dano ou de risco ao resultado útil do processo e poderá ocorrer até nas situações
em que os efeitos da decisão sejam irreversíveis, porque a reversibilidade não é pressuposto dela. Neste
sentido, o art. 311, caput, do CPC:

Art. 311. A tutela da evidência será concedida, independentemente da demonstração de


perigo de dano ou de risco ao resultado útil do processo, quando:

Em contrapartida, são requisitos para a concessão da tutela de urgência a probabilidade do direito (fumus
boni juris) e perigo de dano ou risco ao resultado útil do processo (periculum in mora). Veja a redação do art.
300, caput, do CPC:

Art. 300. A tutela de urgência será concedida quando houver elementos que evidenciem a
probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo.

Vejamos as demais assertivas.

A alternativa A está errada. A tutela de evidência é tutela provisória que permite ao juiz antecipar uma
medida satisfativa, transferindo para o réu o ônus da prova porque há a possibilidade de aferir a existência
de elementos que não só evidenciem a probabilidade do direito, mas a sua existência.

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De acordo com o art. 311, I, do CPC, a concessão da tutela de evidência não depende da demonstração de
perigo de dano/risco ao resultado útil do processo quando haja abuso do direito de defesa ou manifesto
propósito protelatório da parte adversa. Confira a redação do dispositivo:

Art. 311. A tutela da evidência será concedida, independentemente da demonstração de


perigo de dano ou de risco ao resultado útil do processo, quando:

I - ficar caracterizado o abuso do direito de defesa ou o manifesto propósito protelatório


da parte;

As assertiva B e D estão incorretas, porque são requisitos para a concessão da tutela de urgência a
probabilidade do direito (fumus boni juris) E perigo de dano OU risco ao resultado útil do processo (periculum
in mora). Veja a redação do art. 300, caput, do CPC:

Art. 300. A tutela de urgência será concedida quando houver elementos que evidenciem a
probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo.

Veja o seguinte esquema para fixação:

Probabilidade Probabilidade
do direito do direito

Tutela Tutela
provisória provisória
de urgência de urgência
Risco ao
Perigo de resultado
dano útil do
processo

A alternativa E está incorreta. Em regra, o juiz primeiro ouve as partes, prestigiando o contraditório, e
somente decide depois. Contudo, poderá haver, em algumas situações específicas, o contraditório diferido
caso em que o juiz pode ouvir as partes depois de decidir, i.e., o contraditório é diferido porque primeiro se
decide e só depois é que se realiza a oitiva das partes.

O contraditório diferido é a exceção no processo civil, sendo permitido nas tutelas de urgência, nos termos
do arts. 9º, parágrafo único, I e art. 300, §2º, do CPC:

Art. 9º Não se proferirá decisão contra uma das partes sem que ela seja previamente
ouvida.

Parágrafo único. O disposto no caput não se aplica:

I - à tutela provisória de urgência;

Art. 300. [...]

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§ 2º A tutela de urgência pode ser concedida liminarmente ou após justificação prévia.

Por consequência, pelo CPC/2015, não se proferirá decisão contra uma das partes em ouvi-la previamente,
sendo que esse princípio traz em sua essência o oposto do princípio do contraditório diferido.

41. (NC-UFPR/COREN PR – 2018) No que toca ao tratamento legal da tutela provisória, pelo Código de
Processo Civil, assinale a alternativa correta.
a) As tutelas provisórias de urgência e de evidência podem ser requeridas pela via incidental ou antecedente.
b) Para a efetivação da tutela provisória, o magistrado encontra-se adstrito às técnicas típicas de execução
previstas pelo próprio Código de Processo Civil.
c) A caução real ou fidejussória é imprescindível para a concessão de tutela de evidência.
d) Nos casos em que a urgência for contemporânea à propositura da ação, pode o autor requerer a tutela
de urgência em caráter antecedente, hipótese em que deverá demonstrar a probabilidade do direito e o
perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo.
e) Uma das hipóteses para a concessão de tutela de evidência, prevista no Código de Processo Civil é que a
matéria controvertida seja unicamente de direito e no juízo já houver sido proferida sentença de total
procedência em casos idênticos.

Comentários

A alternativa D é a correta e gabarito da questão. Nos termos do art. 303, caput, do CPC, quando a urgência
for contemporânea à propositura da ação, a petição inicial pode limitar-se ao requerimento da tutela
antecipada e à indicação do pedido de tutela final, com a exposição da lide, do direito que se busca realizar
e do perigo de dano ou do risco ao resultado útil do processo. Confira o CPC:

Art. 303. Nos casos em que a urgência for contemporânea à propositura da ação, a petição
inicial pode limitar-se ao requerimento da tutela antecipada e à indicação do pedido de
tutela final, com a exposição da lide, do direito que se busca realizar e do perigo de dano
ou do risco ao resultado útil do processo.

Vejamos as demais alternativas.

A assertiva A está incorreta, porque as tutelas provisórias são dividas em tutela provisória de urgência que
podem ser cautelar ou incidental, e a tutela de evidência. Ou seja, não há previsão no CPC de tutela de
evidência antecedente. Neste sentido, o art. 294 do CPC:

Art. 294. A tutela provisória pode fundamentar-se em urgência ou evidência.

Parágrafo único. A tutela provisória de urgência, cautelar ou antecipada, pode ser


concedida em caráter antecedente ou incidental.

A alternativa B está errada. Segundo a previsão do art. 297, caput, do CPC, o juiz poderá determinar as
medidas que considerar adequadas para a efetivação da tutela provisória. O dispositivo legal prevê a
efetivação da tutela provisória e não a execução da decisão concessiva de tutela provisória. O termo

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efetivação na realidade significa execução da tutela, que não dependerá de processo autônomo,
desenvolvendo-se por mera fase procedimental. Confira o art. 297 do CPC:

Art. 297. O juiz poderá determinar as medidas que considerar adequadas para efetivação
da tutela provisória.

A assertiva C está incorreta. A fim de garantir a efetiva indenização dos prejuízos que eventualmente o
requerido venha a sofrer, se entender que existe risco de que sobrevenham, o juiz pode determinar a
prestação de caução como condição para a concessão da tutela de urgência. Neste sentido, o art. 300, §1º,
do CPC:

Art. 300. A tutela de urgência será concedida quando houver elementos que evidenciem a
probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo.

§1º Para a concessão da tutela de urgência, o juiz pode, conforme o caso, exigir caução real
ou fidejussória idônea para ressarcir os danos que a outra parte possa vir a sofrer, podendo
a caução ser dispensada se a parte economicamente hipossuficiente não puder oferecê-la.

A alternativa E está errada, pois não há previsão de tais requisitos para a concessão da tutela de evidência
no CPC. A tutela de evidência, prevista no art. 311 do CPC, independe da demonstração da demora da
prestação jurisdicional e pode ser concedida nas seguintes hipóteses:

Art. 311. A tutela da evidência será concedida, independentemente da demonstração de


perigo de dano ou de risco ao resultado útil do processo, quando:

I - ficar caracterizado o abuso do direito de defesa ou o manifesto propósito protelatório


da parte;

II - as alegações de fato puderem ser comprovadas apenas documentalmente e houver tese


firmada em julgamento de casos repetitivos ou em súmula vinculante;

III - se tratar de pedido reipersecutório fundado em prova documental adequada do


contrato de depósito, caso em que será decretada a ordem de entrega do objeto
custodiado, sob cominação de multa;

IV - a petição inicial for instruída com prova documental suficiente dos fatos constitutivos
do direito do autor, a que o réu não oponha prova capaz de gerar dúvida razoável.

Parágrafo único. Nas hipóteses dos incisos II e III, o juiz poderá decidir liminarmente.

42. (IBADE/IPM JP – 2018) Sobre o instituto da tutela provisória, está correto afirmar que:
a) a tutela de evidência só pode ser concedida liminarmente nos casos de prova exclusivamente documental
apresentada pelo autor. acompanhada de tese firmada em casos repetitivos ou súmula vinculante, ou
quando se tratar de pedido reipersecutório, com prova documental do contrato de depósito.
b) a concessão de tutela provisória em caráter incidental depende do pagamento das respectivas custas.

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c) na tutela de evidência, exige-se a comprovação do requisito do risco de dano grave, irreparável ou de


difícil reparação.
d) a tutela de urgência pode ser concedida mesmo nos casos em que houver perigo de irreversibilidade dos
efeitos da decisão.
e) não é cabível em grau recursal.

Comentários

A alternativa A é a correta e gabarito da questão. Na tutela de evidência não é necessário demonstrar risco
ao resultado útil do processo e o perigo de dano (art. 311, caput, do CPC), e só poderá ser concedida de
maneira liminar, quando tenha por fundamento alegações de fato que podem ser comprovadas
documentalmente e sobre as quais haja tese firmada em julgamento de casos repetitivos ou em súmula
vinculante (art. 311, II, do CPC) ou tenham por fundamento pedido reipersecutório fundado em prova
documental adequada do contrato de depósito (art. 311, III, do CPC), conforme determina o art. 311,
parágrafo único, do CPC.

A assertiva B está incorreta. Qualquer espécie de tutela provisória pode ser concedida incidentalmente. Ou
seja, já estando em trâmite o processo de conhecimento ou de execução basta à parte apresentar petição
devidamente fundamentada pleiteando a concessão da tutela provisória cabível no caso concreto. Nesse
caso, não há necessidade de recolhimento em separado. Neste sentido, o art. 295 do CPC:

Art. 295. A tutela provisória requerida em caráter incidental independe do pagamento de


custas.

A alternativa C está errada, porque a tutela de evidência não dependerá da demonstração de risco de dano
grave, irreparável ou de difícil reparação e poderá ocorrer até nas situações em que os efeitos da decisão
sejam irreversíveis, porque a reversibilidade não é pressuposto dela. Neste sentido, o art. 311, caput, do
CPC:

Art. 311. A tutela da evidência será concedida, independentemente da demonstração de


perigo de dano ou de risco ao resultado útil do processo, quando:

A assertiva D está incorreta. A tutela de urgência de natureza antecipada será concedida quando houver
elementos que evidenciem a probabilidade do direito, o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do
processo, mas ela não será concedida se houver perigo de irreversibilidade dos efeitos da decisão concessiva
da tutela. Neste sentido, o art. 300, §3º, do CPC:

Art. 300. A tutela de urgência será concedida quando houver elementos que evidenciem a
probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo.

§3º A tutela de urgência de natureza antecipada não será concedida quando houver perigo
de irreversibilidade dos efeitos da decisão.

A alternativa E está errada, pois a tutela provisória poderá requerida e, eventualmente, concedida, em
qualquer momento durante a pendência do processo, desde que presentes os requisitos. Assim, não há
nenhum impedimento para que seja requerida em sede de recurso, desde que pendente o processo.

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Observe que o parágrafo único do art. 299, do CPC, menciona que a tutela pode ser requerida em recurso:

Art. 299. A tutela provisória será requerida ao juízo da causa e, quando antecedente, ao
juízo competente para conhecer do pedido principal.

Parágrafo único. Ressalvada disposição especial, na ação de competência originária de


tribunal e nos recursos a tutela provisória será requerida ao órgão jurisdicional competente
para apreciar o mérito.

43. (Legalle/MPE-GO – 2018) Segundo o Código de Processo Civil, afirma-se que independentemente
da reparação por dano processual, a parte responde pelo prejuízo que a efetivação da tutela de urgência
causar à parte adversa se obtida liminarmente em caráter antecedente, não fornecer os meios necessários
para a citação do requerido em que prazo?
a) 30 dias.
b) 10 dias.
c) 5 dias.
d) 3 dias.

Comentários

A alternativa C é a correta e gabarito da questão. A parte responderá, segundo o art. 302, II, do CPC, pelos
prejuízos que a efetivação da tutela de urgência causar à parte contrária quando não fornecer os meios
necessários à citação do requerido em 5 dias. Confira:

Art. 302. Independentemente da reparação por dano processual, a parte responde pelo
prejuízo que a efetivação da tutela de urgência causar à parte adversa, se:

II - obtida liminarmente a tutela em caráter antecedente, não fornecer os meios


necessários para a citação do requerido no prazo de 5 (cinco) dias;

44. (MPE-MS/MPE-MS – 2018) A tutela provisória pode fundamentar-se em urgência ou evidência. A


esse respeito, é correto afirmar:
a) A tutela cautelar de urgência não pode ser efetivada mediante arresto, sequestro ou arrolamento de
bens, porquanto sujeitos a procedimento cautelar específico.
b) Nos casos em que a urgência for contemporânea à propositura da ação e a petição inicial pode limitar-se
ao requerimento da tutela antecipada e à indicação do pedido de tutela final, se concedida a tutela
antecipada, o autor deverá aditar a petição inicial, com a complementação de sua argumentação, a juntada
de novos documentos e a confirmação do pedido de tutela final, em quinze dias ou em outro prazo fixado
pelo juiz.
c) A tutela de evidência será concedida se demonstrado perigo de dano ou de risco ao resultado útil do
processo, quando ficar caracterizado o abuso do direito de defesa ou o manifesto propósito protelatório da
parte ou se as alegações de fato puderem ser comprovadas apenas documentalmente e houver tese firmada
em julgamento de casos repetitivos ou em súmula vinculante.

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d) A petição inicial, na ação judicial que pleiteia tutela cautelar em caráter antecedente, indicará a lide e o
seu fundamento, a exposição sumária do direito que se visa assegurar e o perigo de dano ou risco ao
resultado útil do processo, porém será a petição inicial indeferida se o pedido tiver natureza antecipatória.
e) Concedida a tutela cautelar, o pedido principal terá de ser formulado pelo autor no prazo de trinta dias,
em autos apartados e mediante a complementação de custas processuais.

Comentários

A assertiva B é a certa e gabarito da questão. Nos termos do art. 303, caput, do CPC, quando a urgência for
contemporânea à propositura da ação, a petição inicial pode limitar-se ao requerimento da tutela antecipada
e à indicação do pedido de tutela final, com a exposição da lide, do direito que se busca realizar e do perigo
de dano ou do risco ao resultado útil do processo.

Neste caso, concedida a tutela antecipada em caráter antecedente, o autor deverá aditar a inicial,
complementando sua argumentação, juntando novos documentos e confirmando o pedido de tutela final,
no prazo legal de 15 dias ou em outro prazo maior que o juiz fixar. Neste sentido, o art. 303, § 1º, I, do CPC:

Art. 303. Nos casos em que a urgência for contemporânea à propositura da ação, a petição
inicial pode limitar-se ao requerimento da tutela antecipada e à indicação do pedido de
tutela final, com a exposição da lide, do direito que se busca realizar e do perigo de dano
ou do risco ao resultado útil do processo.

§ 1º Concedida a tutela antecipada a que se refere o caput deste artigo:

I - o autor deverá aditar a petição inicial, com a complementação de sua argumentação, a


juntada de novos documentos e a confirmação do pedido de tutela final, em 15 (quinze)
dias ou em outro prazo maior que o juiz fixar;

Vejamos as demais assertivas.

A alternativa A está incorreta. No período de vigência do CPC/73 havia a previsão de cautelares típicas (ou
nominadas), previstas em um rol exemplificativo na lei processual. Contudo, o CPC/15 não prevê mais
cautelares típicas, mas em seu art. 301 prevê que a tutela cautelar pode ser efetivada mediante arresto,
sequestro, arrolamento de bens, registro de protesto contra alienação de bem e qualquer outra medida
idônea para asseguração do direito. Confira o CPC:

Art. 301. A tutela de urgência de natureza cautelar pode ser efetivada mediante arresto,
sequestro, arrolamento de bens, registro de protesto contra alienação de bem e qualquer
outra medida idônea para asseguração do direito.

A assertiva C está errada, pois a tutela de evidência independe de demonstração de perigo de dano ou risco
e dentre as hipóteses para sua concessão, estão as situações em que ficar caracterizado o abuso do direito
de defesa ou o manifesto propósito protelatório da parte ou quando as alegações de fato puderem ser
comprovadas apenas documentalmente e houver tese firmada em julgamento de casos repetitivos ou em
súmula vinculante. Veja o CPC:

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Art. 311. A tutela da evidência será concedida, independentemente da demonstração de


perigo de dano ou de risco ao resultado útil do processo, quando:

I - ficar caracterizado o abuso do direito de defesa ou o manifesto propósito protelatório


da parte;

II - as alegações de fato puderem ser comprovadas apenas documentalmente e houver tese


firmada em julgamento de casos repetitivos ou em súmula vinculante;

A assertiva D está incorreta. Nos termos do art. 305, caput, do CPC a petição inicial da ação que visa à
prestação de tutela cautelar em caráter antecedente indicará a lide e seu fundamento, a exposição sumária
do direito que se visa assegurar e o perigo na demora da prestação da tutela jurisdicional. Veja o CPC:

Art. 305. A petição inicial da ação que visa à prestação de tutela cautelar em caráter
antecedente indicará a lide e seu fundamento, a exposição sumária do direito que se
objetiva assegurar e o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo.

Ademais, caso o magistrado entenda que o pedido tenha natureza antecipada, deverá observar o
procedimento da tutela antecipada requerida em caráter antecedente. Logo, a assertiva está errada.

A alternativa E está incorreta, pois sendo deferido o pedido de tutela cautelar formulada em caráter
antecedente e havendo sua efetivação, o autor terá o prazo de 30 dias para formular o pedido principal por
meio de emenda da petição inicial (i.e., nos mesmos autos em que deduzida a cautelar), sem a necessidade
de complementar as custas processuais, nos termos do art. 308 do CPC:

Art. 308. Efetivada a tutela cautelar, o pedido principal terá de ser formulado pelo autor no
prazo de 30 (trinta) dias, caso em que será apresentado nos mesmos autos em que
deduzido o pedido de tutela cautelar, não dependendo do adiantamento de novas custas
processuais.

45. (MPE-MS/MPE-MS – 2018) A requerimento da parte, o juiz poderá antecipar, total ou parcialmente,
os efeitos da tutela judicial pretendida. Assinale a alternativa correta.
a) O autor da ação não responde pelos danos sofridos pela parte contrária decorrentes da antecipação de
tutela que não for confirmada em sentença.
b) A tutela provisória conserva sua eficácia na pendência do processo, não podendo ser revogada ou
modificada, salvo no caso de interposição de recurso.
c) Ainda que requerida em caráter incidental, a tutela provisória depende do pagamento de custas.
d) É possível a antecipação da tutela em sede de recurso, desde que presentes os requisitos legais.
e) Concedida a tutela antecipada em caráter antecedente, ela se tornará estável independentemente da
interposição de recurso.

Comentários

A alternativa D é a correta e gabarito da questão. No tocante aos processos em que haja recurso interposto,
após essa interposição cabe à parte interessada requerer a concessão de tutela provisória perante o tribunal

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competente para julgar o mérito recursal. Ou seja, é possível a concessão de tutela provisória em grau
recursal. Neste sentido, os arts. 299 e 932, II, do CPC:

Art. 299. A tutela provisória será requerida ao juízo da causa e, quando antecedente, ao
juízo competente para conhecer do pedido principal.

Parágrafo único. Ressalvada disposição especial, na ação de competência originária de


tribunal e nos recursos a tutela provisória será requerida ao órgão jurisdicional competente
para apreciar o mérito.

[...]

Art. 932. Incumbe ao relator:

II - apreciar o pedido de tutela provisória nos recursos e nos processos de competência


originária do tribunal;

Vejamos as demais assertivas.

A alternativa A está errada, porque a parte responderá, segundo o art. 302, I, do CPC, pelos prejuízos que a
efetivação da tutela de urgência causar à parte contrária quando a sentença lhe for desfavorável. Confira:

Art. 302. Independentemente da reparação por dano processual, a parte responde pelo
prejuízo que a efetivação da tutela de urgência causar à parte adversa, se:

I - a sentença lhe for desfavorável;

A assertiva B está incorreta. Segundo a previsão do art. 296, caput, do CPC, a tutela provisória conserva sua
eficácia na pendência do processo, mas pode, a qualquer tempo, ser revogada ou modificada. A regra legal
reforça a compreensão de que tanto a tutela de urgência como a tutela da evidência são tutelas provisórias,
que não existem para durar eternamente. Veja o CPC:

Art. 296. A tutela provisória conserva sua eficácia na pendência do processo, mas pode, a
qualquer tempo, ser revogada ou modificada.

Parágrafo único. Salvo decisão judicial em contrário, a tutela provisória conservará a


eficácia durante o período de suspensão do processo.

A assertiva C está errada. Qualquer espécie de tutela provisória pode ser concedida incidentalmente. Sendo
o pedido de tutela provisória feito incidentalmente, o art. 295 do CPC dispensa o pagamento de custas.
Confira:

Art. 295. A tutela provisória requerida em caráter incidental independe do pagamento de


custas.

A alternativa E está incorreta. Segundo a previsão do art. 304, caput, do CPC, a tutela antecipada concedida
anteriormente só não se estabiliza na hipótese de interposição de recurso pelo réu, que embora não esteja

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indicado expressamente no dispositivo legal, é o agravo de instrumento, nos termos do art. 1.015, I, do CPC.
Havendo a interposição do agravo de instrumento pelo réu, estará afastada a estabilização da tutela
antecipada concedida de forma antecedente, independentemente do resultado do recurso.

Confira a redação do art. 304 do CPC:

Art. 304. A tutela antecipada, concedida nos termos do art. 303 , torna-se estável se da
decisão que a conceder não for interposto o respectivo recurso.

46. (CESGRANRIO/LIQUIGÁS – 2018) Nos termos do Código de Processo Civil em vigor, concedida a
tutela antecipada, o autor deverá aditar a petição inicial, com a complementação de sua argumentação, a
juntada de novos documentos e a confirmação do pedido de tutela final, não havendo outro prazo fixado
pelo juiz, em
a) cinco dias
b) dez dias
c) quinze dias
d) vinte dias
e) trinta dias

Comentários

A assertiva C é a correta e gabarito da questão. Concedida a tutela antecipada em caráter antecedente, o


autor deverá aditar a inicial, complementando sua argumentação, juntando novos documentos e
confirmando o pedido de tutela final, no prazo legal de 15 dias ou em outro prazo maior que o juiz fixar.
Neste sentido, o art. 303, § 1º, I, do CPC:

Art. 303. Nos casos em que a urgência for contemporânea à propositura da ação, a petição
inicial pode limitar-se ao requerimento da tutela antecipada e à indicação do pedido de
tutela final, com a exposição da lide, do direito que se busca realizar e do perigo de dano
ou do risco ao resultado útil do processo.

§ 1º Concedida a tutela antecipada a que se refere o caput deste artigo:

I - o autor deverá aditar a petição inicial, com a complementação de sua argumentação, a


juntada de novos documentos e a confirmação do pedido de tutela final, em 15 (quinze)
dias ou em outro prazo maior que o juiz fixar;

47. (IESES/TJ-AM – 2018) Em relação a tutela provisória no Código de Processo Civil, é INCORRETO:
a) Na tutela da evidência será exigido conforme norma expressa no Código de Processo Civil, a demonstração
de perigo de dano ou de risco ao resultado útil do processo.
b) Na tutela de urgência, deferida em caráter antecedente, o réu será citado e intimado para audiência de
conciliação ou de mediação, e não havendo autocomposição, o prazo para contestar terá sua fluência da
negativa de acordo.

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c) Na tutela de urgência, independente da natureza da medida, cautelar ou antecipada os requisitos legais


para devida concessão são respectivamente, a probabilidade do direito e o risco de dano ou resultado útil
do processo, podendo ser dispensada a caução, caso a parte interessada comprove a sua hipossuficiência.
d) As decisões interlocutórias que dizem respeito a tutela provisória serão recorríveis via agravo de
instrumento, já as sentenças que confirmam, concedem, ou revogam a tutela provisória serão recorríveis
por meio de apelação, a qual será desprovida de efeito suspensivo.

Comentários

A alternativa A é a incorreta e gabarito da questão, porque a tutela de evidência não se fundamenta em


urgência e, portanto, dispensa a demonstração de perigo de dano ou risco ao resultado útil do processo.
Neste sentido, o art. 311 do CPC:

Art. 311. A tutela da evidência será concedida, independentemente da demonstração de


perigo de dano ou de risco ao resultado útil do processo, quando:

A alternativa B está correta. Caso seja concedida tutela antecipada antecedente, o réu será citado e intimado
a comparecer a uma audência de conciliação e mediação. Caso não haja autocomposição, será iniciado o
prazo para o réu contestar do próprio ato. Neste sentido, o art. 303, §1º, II e III, do CPC:

Art. 303. Nos casos em que a urgência for contemporânea à propositura da ação, a petição
inicial pode limitar-se ao requerimento da tutela antecipada e à indicação do pedido de
tutela final, com a exposição da lide, do direito que se busca realizar e do perigo de dano
ou do risco ao resultado útil do processo.

§ 1º Concedida a tutela antecipada a que se refere o caput deste artigo:

II - o réu será citado e intimado para a audiência de conciliação ou de mediação na forma


do art. 334;

III - não havendo autocomposição, o prazo para contestação será contado na forma do art.
335.

A assertiva C está certa, uma vez que com o CPC/2015, houve a uniformização dos requisitos para a
concessão das tutelas cautelares e antecipadas. Em termos gerais, os requisitos para a concessão da tutela
antecipada passaram a ser iguais aos exigidos para a concessão da tutela cautelar, quais sejam: (a)
probabilidade do direito; e (b) perigo de dano ou risco ao resultado útil do processo. Neste sentido, o art.
300 do CPC:

Art. 300. A tutela de urgência será concedida quando houver elementos que evidenciem a
probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo.

A diferença entre as tutelas cautelares e antecipadas é a seguinte: enquanto a tutela cautelar busca
resguardar o resultado final do processo, a tutela antecipada antecipa a concessão do bem da vida
pretendido com o processo.

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Ademais, segundo consta da redação do art. 300, §1º, do CPC, a medida de contracautela será dispensada
quando o demandante for hipossuficiente econômico. Confira:

Art. 300. [...]

§1º Para a concessão da tutela de urgência, o juiz pode, conforme o caso, exigir caução real
ou fidejussória idônea para ressarcir os danos que a outra parte possa vir a sofrer, podendo
a caução ser dispensada se a parte economicamente hipossuficiente não puder oferecê-
la.

A assertiva D está correta, porque o recurso cabível contra a concessão da tutela provisória pelo juízo de
primeira instância depende da natureza do provimento judicial que a concede: quando é concedida no curso
do processo, a decisão concessiva tem natureza jurídica de decisão interlocutória impugnável por agravo de
instrumento (art. 1.015, I, do CPC); quando é concedida na sentença o recurso cabível é a apelação (art.
1.013, §5º, do CPC). Veja o CPC:

Art. 1.015. Cabe agravo de instrumento contra as decisões interlocutórias que versarem
sobre:

I - tutelas provisórias;

Art. 1.013. [...]

§5º O capítulo da sentença que confirma, concede ou revoga a tutela provisória é


impugnável na apelação.

48. (NC-UFPR/Prefeitura de Curitiba-PR – 2019) A Emenda Constitucional nº 45 consagrou o direito


fundamental das partes à razoável duração do processo judicial e administrativo e dos meios que
assegurem a celeridade de sua tramitação. Também é de se dizer que o artigo 5º, XXXV, da Constituição
Federal, quando trata do direito de acesso à justiça, apresenta a necessidade de que a proteção
jurisdicional seja efetiva. Assim, na busca pela razoável duração e celeridade processual, o Código de
Processo Civil prevê as tutelas provisórias, entre elas as tutelas de urgência, que têm por objetivo
assegurar ou proteger o direito da parte de uma possível demora na tramitação do processo. A respeito
das tutelas provisórias previstas no Código de Processo Civil, assinale a alternativa correta.
a) As tutelas provisórias previstas no Código de Processo Civil têm por objetivo minimizar os efeitos da
demora no processo, especialmente quando há evidências de que o demandante tem razão em seu pedido,
mas ainda não existam nos autos elementos suficientes para o julgamento definitivo de procedência.
b) Segundo o Código de Processo Civil, a tutela provisória de urgência antecipada pode ser concedida em
caráter antecedente ou incidental, mas a tutela provisória de urgência cautelar não poderá ser apresentada
em caráter incidental.
c) O juiz poderá determinar as medidas que considerar adequadas para efetivação da tutela provisória, mas
a tutela concedida não conservará a sua eficácia nos períodos em que o processo estiver suspenso.
d) Nos casos em que a urgência for contemporânea à propositura da ação, a petição inicial pode limitar-se
ao requerimento da tutela antecipada e à indicação do pedido de tutela final, com a exposição da lide, do
direito que se busca realizar e do perigo de dano ou do risco ao resultado útil do processo. Nesse caso, caso

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entenda que não há elementos para a concessão de tutela antecipada, o órgão jurisdicional
obrigatoriamente indeferirá a petição inicial.
e) A tutela antecipada antecedente torna-se estável se da decisão que a conceder não for interposto o
respectivo recurso, caso em que tal decisão estará sujeita aos efeitos da coisa julgada, tornando-se imutável
e indiscutível.

Comentários

A alternativa correta e gabarito da questão é a letra A. A tutela provisória é proferida mediante cognição
sumária, ou seja, o juiz, ao concedê-la, ainda não tem acesso a todos os elementos de convicção a respeito
da controvérsia jurídica. Entretanto, essa espécie de tutela poderá ser concedida mediante cognição
exauriente, quando o juiz a concede em sentença. A concessão da tutela provisória é fundada em juízo de
probabilidade, ou seja, não há certeza da existência do direito da parte, mas uma aparência de que esse
direito exista. É consequência natural da cognição sumária realizada pelo juiz na concessão dessa espécie de
tutela. Se ainda não teve acesso a todos os elementos de convicção, sua decisão não será fundada na certeza,
mas na mera aparência – ou probabilidade – de o direito existir.

Vejamos as demais assertivas.

A alternativa B está incorreta, porque a tutela provisória de urgência cautelar pode ser concedida em caráter
antecedente ou incidental. Veja o art. 294, do CPC:

Art. 294. A tutela provisória pode fundamentar-se em urgência ou evidência.

Parágrafo único. A tutela provisória de urgência, cautelar ou antecipada, pode ser


concedida em caráter antecedente ou incidental.

A assertiva C está errada, pois a tutela provisória conserva sua eficácia na pendência do processo. Veja o
CPC:

Art. 296. A tutela provisória conserva sua eficácia na pendência do processo, mas pode, a
qualquer tempo, ser revogada ou modificada.

Parágrafo único. Salvo decisão judicial em contrário, a tutela provisória conservará a


eficácia durante o período de suspensão do processo.

Art. 297. O juiz poderá determinar as medidas que considerar adequadas para efetivação
da tutela provisória.

A alterativa D está incorreta, porque no caso de tutela antecipada requerida em caráter antecedente, caso
não haja elementos para a concessão da tutela, o órgão jurisdicional deverá obrigatoriamente indeferir a
petição inicial. Confira o § 6º, do art. 303, do CPC:

Art. 303. Nos casos em que a urgência for contemporânea à propositura da ação, a petição
inicial pode limitar-se ao requerimento da tutela antecipada e à indicação do pedido de
tutela final, com a exposição da lide, do direito que se busca realizar e do perigo de dano
ou do risco ao resultado útil do processo.

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§6º A decisão que concede a tutela não fará coisa julgada, mas a estabilidade dos
respectivos efeitos só será afastada por decisão que a revir, reformar ou invalidar, proferida
em ação ajuizada por uma das partes, nos termos do §2º deste artigo.

A assertiva E está errada, porque a decisão que concede a tutela antecipada antecedente não faz coisa
julgada. Confira o CPC:

Art. 304. A tutela antecipada, concedida nos termos do art. 303 , torna-se estável se da
decisão que a conceder não for interposto o respectivo recurso.

§6º A decisão que concede a tutela não fará coisa julgada, mas a estabilidade dos
respectivos efeitos só será afastada por decisão que a revir, reformar ou invalidar, proferida
em ação ajuizada por uma das partes, nos termos do §2º deste artigo.

49. (FUNRIO /ALE-RR - 2018) André, menor impúbere, beneficiário do plano de saúde coletivo Z,
começa a sentir fortes dores abdominais, vomitando durante a madrugada, e é socorrido por seus pais
que o levaram para o Hospital Y, credenciado ao plano de saúde. O pediatra que fez o atendimento inicial
de André diagnosticou um quadro clínico muito grave, com risco de morte, sendo necessário o imediato
encaminhamento do menor para o Centro de Terapia Intensiva (CTI) do hospital. Os funcionários
administrativos do hospital entraram em contato com o plano de saúde Z, pedindo autorização para
internação e cirurgia do menor, mas a autorização foi negada, uma vez que André ainda não havia
cumprido o período de carência exigido em contrato. Ao saber a resposta do plano de saúde, a mãe, que
é advogada, resolve elaborar uma petição de ação de obrigação de fazer com pedido de tutela provisória
numa das varas cíveis da Comarca Capital do Tribunal de Justiça X.

Diante do caso hipotético apresentado e, levando-se em consideração o Código de Processo Civil no que
tange à utilização do instituto da tutela provisória, assinale a alternativa CORRETA.
a) Devido à urgência do caso, contemporânea à propositura da ação, a petição inicial poderá limitar-se
simplesmente ao requerimento da tutela antecipada, com a exposição do direito que se busca realizar e do
perigo de dano ou do risco ao resultado útil do processo.
b) A petição inicial da ação de obrigação de fazer, que visa também à prestação de tutela cautelar em caráter
antecedente, indicará somente a exposição sumária do direito que se objetiva assegurar.
c) Devido à urgência do caso, contemporânea à propositura da ação, a petição inicial que será redigida
poderá limitar-se ao requerimento da tutela antecipada e à indicação do pedido final. Concedida a tutela
antecipada, o autor deverá aditar a petição inicial em 15 (quinze) dias ou em outro prazo maior que o juiz
fixar.
d) Para que o magistrado conceda a tutela de evidência em favor de André, autorizando sua internação no
CTI do hospital, bem como a cirurgia; a petição inicial deverá obrigatoriamente demonstrar a existência de
perigo de dano e risco ao resultado útil do processo.

Comentários

A questão exige do candidato conhecimento sobre tutela provisória. Vejamos:

A alternativa A esta incorreta. De acordo com o art. 303, do CPC, nos casos em que a urgência for
contemporânea à propositura da ação, a petição inicial pode limitar-se (i) ao requerimento da tutela

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antecipada e (ii) a indicação do pedido de tutela final. Como podemos ver, não basta que ela se limite,
simplesmente, ao requerimento da tutela antecipada.

A alternativa B também está incorreta. Do mesmo modo, não basta que a petição inicial exponha, apenas,
sumariamente, o direito que se objetiva assegurar. É preciso que a petição inicial traga (i) o requerimento da
tutela antecipada e (ii) a indicação do pedido de tutela final.

A alternativa C é o gabarito da questão. Confiram a reprodução do art. 303, caput:

Art. 303. Nos casos em que a urgência for contemporânea à propositura da ação, a petição
inicial pode limitar-se ao requerimento da tutela antecipada e à indicação do pedido de
tutela final, com a exposição da lide, do direito que se busca realizar e do perigo de dano
ou do risco ao resultado útil do processo.

Agora confira o art. 303, § 1º, I:

Art. 303. (...)

§ 1o Concedida a tutela antecipada a que se refere o caput deste artigo:

I - o autor deverá aditar a petição inicial, com a complementação de sua argumentação, a


juntada de novos documentos e a confirmação do pedido de tutela final, em 15 (quinze)
dias ou em outro prazo maior que o juiz fixar;

E a alternativa D, por fim, está incorreta. O caso não trata de tutela de evidência, mas sim, de tutela de
urgência. Ainda que tratasse, nos casos de tutela de evidência não há a obrigatoriedade de se demonstrar a
existência de perigo de dano e risco ao resultado útil do processo (art. 311, do CPC).

50. (CEBRASPE/PGM-Manaus - 2018) À luz das disposições do CPC relativas aos atos processuais, julgue
os itens subsequentes.
Para a concessão da tutela de evidência, o juiz deverá verificar, além da probabilidade de direito, o perigo
de dano ou de risco ao resultado último do processo.

Comentários

A assertiva est incorreta. A tutela de evidência se baseia na probabilidade do direito e é concedida


independentemente da demonstração do perigo de dano ou de risco ao resultado útil do processo em
diversas hipóteses, conforme o caput do a art. 311, do NCPC.

51. (CS-UFG/TJ-GO - 2017) J.B foi aprovado no vestibular para medicina em uma instituição privada de
ensino, quando ainda estava concluindo o segundo ano do ensino médio. A instituição, no entanto, não
aceitou a efetivação da matrícula de J.B, em razão da ausência do documento comprobatório da conclusão
do ensino médio. Obstinado a matricular-se no curso de medicina, e com receio de perder a vaga, J.B
procurou advogado, visando a obtenção de medida liminar que lhe autorizasse a realização da matrícula,
cujo prazo se encerraria em 5 dias. Nesse caso, J.B poderá ajuizar:

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a) ação de obrigação de fazer em face da instituição de ensino, requerendo a concessão de medida cautelar,
para autorizá-lo a efetivar a matrícula.
b) ação cautelar inominada antecedente, requerendo a determinação judicial à Universidade para aceitar a
matrícula, ante a presença dos requisitos fumus boni iuris e periculum in mora.
c) requerimento de tutela antecipada em caráter antecendente em face da instituição de ensino, que se não
for impugnada, tornar-se-á estável no mundo jurídico.
d) requerimento de tutela antecipada em caráter antecendente em face da instituição de ensino que, se
estabilizada, poderá ser desconstituída por ação autônoma no prazo de cinco anos, contados do trânsito em
julgado.
e) mandado de segurança, perante o Superior Tribunal de Justiça, sendo a autoridade coatora o Reitor da
Universidade.

Comentários

Uma vez que o prazo para a realização da matrícula se encerraria em 5 dias, J. B tinha urgência em obter a
medida liminar. Desse modo, trata-se de tutela de urgência antecipada em caráter antecedente. Vejamos o
art. 300, do NCPC:

Art. 300. A tutela de urgência será concedida quando houver elementos que evidenciem a
probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo.

Assim, a alternativa C está correta e é o gabarito da questão.

52. (PUC-PR/TJ-MS - 2017) Segundo o Código de Processo Civil, a estabilização da tutela provisória –
que ocorre se da decisão que a conceder não for interposto o respectivo recurso – somente é possível na
seguinte hipótese:
a) Tutela antecipada requerida em caráter antecedente.
b) Tutela antecipada requerida em caráter incidental.
c) Tutela cautelar requerida em caráter antecedente.
d) Tutela cautelar requerida em caráter incidental.
e) Tutela da evidência.

Comentários

Exatamente essa a conclusão que extraímos a partir dos arts. 303 e 304, do NCPC:

CAPÍTULO II

DO PROCEDIMENTO DA TUTELA ANTECIPADA REQUERIDA EM CARÁTER ANTECEDENTE

Art. 303. Nos casos em que a urgência for contemporânea à propositura da ação, a petição
inicial pode limitar-se ao requerimento da tutela antecipada e à indicação do pedido de
tutela final, com a exposição da lide, do direito que se busca realizar e do perigo de dano
ou do risco ao resultado útil do processo.

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Art. 304. A tutela antecipada, concedida nos termos do art. 303, torna-se estável se da
decisão que a conceder não for interposto o respectivo recurso.

Portanto, a alternativa A está correta e é o gabarito da questão.

53. (FAURGS/TJ-RS - 2017) Sobre tutela provisória, assinale a alternativa correta.


a) O prazo para realização do aditamento da petição inicial e apresentação do pedido de tutela final, em caso
de tutela antecipada antecedente, é de 30 dias.
b) O prazo para apresentação do pedido de tutela final, no procedimento da tutela cautelar antecedente, é
de 15 dias, se o Juiz não conceder prazo maior.
c) No novo processo civil, o Juiz está restrito à concessão das seguintes medidas cautelares: arresto,
sequestro, arrolamento e protesto contra alienação de bens.
d) Qualquer uma das partes poderá ajuizar, no prazo de dois anos, ação destinada a rever, reformar ou
invalidar a tutela antecipada antecedente já estabilizada.
e) Até que o recurso de apelação já interposto seja distribuído no âmbito do tribunal, a competência para
conceder a tutela provisória é do Juiz de primeiro grau.

Comentários

A alternativa A está incorreta. De acordo com o art. 303, §1º, I, do NCPC, o prazo para o autor aditar a petição
inicial, é de 15 dias ou em outro prazo maior que o juiz fixar.

§ 1o Concedida a tutela antecipada a que se refere o caput deste artigo:

I - o autor deverá aditar a petição inicial, com a complementação de sua argumentação, a


juntada de novos documentos e a confirmação do pedido de tutela final, em 15 (quinze)
dias ou em outro prazo maior que o juiz fixar;

A alternativa B está incorreta. Com base no art. 308, caput, da Lei nº 13.105/15, o pedido principal terá de
ser formulado pelo autor no prazo de 30 dias, e não 15.

Art. 308. Efetivada a tutela cautelar, o pedido principal terá de ser formulado pelo autor
no prazo de 30 (trinta) dias, caso em que será apresentado nos mesmos autos em que
deduzido o pedido de tutela cautelar, não dependendo do adiantamento de novas custas
processuais.

A alternativa C está incorreta. Vejamos o art. 301, da referida Lei:

Art. 301. A tutela de urgência de natureza cautelar pode ser efetivada mediante arresto,
sequestro, arrolamento de bens, registro de protesto contra alienação de bem e qualquer
outra medida idônea para asseguração do direito.

A alternativa D está correta e é o gabarito da questão, pois é o que dispõe o §5º, do art. 304, do NCPC:

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§ 5o O direito de rever, reformar ou invalidar a tutela antecipada, previsto no § 2o deste


artigo, extingue-se após 2 (dois) anos, contados da ciência da decisão que extinguiu o
processo, nos termos do § 1o.

A alternativa E está incorreta. Segundo o parágrafo único, do art. 229, da Lei nº 13.105/15, a competência
para conceder a tutela provisória será do órgão jurisdicional competente para apreciar o mérito.

Parágrafo único. Ressalvada disposição especial, na ação de competência originária de


tribunal e nos recursos a tutela provisória será requerida ao órgão jurisdicional competente
para apreciar o mérito.

54. (FMP Concursos/MPE-RO - 2017) De acordo com a previsão do Código de Processo Civil em relação
às tutelas provisórias, assinale a alternativa CORRETA.
a) Independentemente da reparação por dano processual, a parte responde pelo prejuízo que a efetivação
da tutela de urgência causar à parte adversa, se a sentença lhe for desfavorável.
b) A parte não responde pelo prejuízo que a efetivação da tutela de urgência causar à parte adversa se o juiz
acolher a alegação de decadência ou prescrição da pretensão do autor.
c) A tutela provisória cautelar proposta em caráter antecedente tomar-se-á estável se da decisão que a
conceder não for interposto o respectivo recurso.
d) Em procedimento de tutela provisória cautelar proposta em caráter antecedente, não poderá ser
formulado o pedido principal conjuntamente com o pedido cautelar.
e) Não poderá ser concedida tutela de evidência em pedido reipersecutório fundado em prova documental
adequada do contrato de depósito, salvo se demonstrado perigo de dano ou de risco ao resultado útil do
processo.

Comentários

A alternativa A está correta e é o gabarito da questão, conforme prevê o art. 302, I, da Lei nº 13.105/15:

Art. 302. Independentemente da reparação por dano processual, a parte responde pelo
prejuízo que a efetivação da tutela de urgência causar à parte adversa, se:

I - a sentença lhe for desfavorável;

A alternativa B está incorreta. De acordo com o art. 302, IV, da referida Lei, a parte responde pelo prejuízo
que a efetivação da tutela de urgência causar à parte adversa se o juiz acolher a alegação de decadência ou
prescrição da pretensão do autor.

A alternativa C está incorreta. Com base nos arts. 303 e 304, do NCPC, a estabilização é para tutela
antecipada de urgência proposta em caráter antecedente.

Art. 303. Nos casos em que a urgência for contemporânea à propositura da ação, a petição
inicial pode limitar-se ao requerimento da tutela antecipada e à indicação do pedido de

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tutela final, com a exposição da lide, do direito que se busca realizar e do perigo de dano
ou do risco ao resultado útil do processo.

Art. 304. A tutela antecipada, concedida nos termos do art. 303, torna-se estável se da
decisão que a conceder não for interposto o respectivo recurso.

A alternativa D está incorreta. O §1º, do art. 308, da Lei nº 13.105/15, prevê que o pedido principal pode ser
formulado conjuntamente com o pedido de tutela cautelar.

A alternativa E está incorreta. Nos termos do art. 311, da referida Lei, a tutela de evidência será concedida
em pedido reipersecutório fundado em prova documental adequada do contrato de depósito.

55. (Nosso Rumo/CREA-SP - 2017) O Código de Processo Civil, no tocante à tutela provisória, contém o
instituto processual da tutela provisória de urgência. Esta medida pode ser concedida em caráter
a) cautelar.
b) antecipado ou cautelar.
c) incidental.
d) antecipado, requerido em caráter antecedente.
e) antecedente ou incidental.

Comentários

A questão requer o conhecimento do art. 294, do NCPC. Vejamos:

Art. 294. A tutela provisória pode fundamentar-se em urgência ou evidência.

Parágrafo único. A tutela provisória de urgência, cautelar ou antecipada, pode ser


concedida em caráter antecedente ou incidental.

Conforme se nota, a tutela provisória de urgência pode ser concedida em caráter antecedente ou incidental.
Dessa forma, a alternativa E está correta e é o gabarito da questão.

56. (MPT/MPT - 2017) Sobre a tutela provisória, analise as assertivas abaixo:


I - A chamada tutela da evidência do Código de Processo Civil foi declarada inconstitucional pelo Supremo
Tribunal Federal em controle concentrado de constitucionalidade, por violar os princípios constitucionais do
contraditório e da ampla defesa.
II - O Código de Processo Civil delimita como espécies distintas a tutela de natureza cautelar e a tutela de
natureza antecipada, alinhando-as ao gênero das tutelas provisórias de urgência. Ambas serão concedidas
quando houver elementos que evidenciem a probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao
resultado útil do processo.
III - Sendo concedida a tutela antecipada em caráter antecedente nas hipóteses em que a urgência for
contemporânea à propositura da ação, a petição inicial somente deverá ser aditada caso necessária a juntada
de novos documentos, no prazo máximo de 15 dias.

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IV - A tutela antecipada requerida em caráter antecedente torna-se estável se da decisão que a conceder
não for interposto tempestivamente o respectivo recurso. Qualquer das partes poderá demandar a outra
com o intuito de rever, reformar ou invalidar essa estabilidade da tutela, direito este que se extingue após
dois anos, contados da ciência da decisão que extinguiu o processo.
Assinale a alternativa CORRETA:
a) Apenas as assertivas I, II e III estão corretas.
b) Apenas as assertivas II e IV estão corretas.
c) Apenas as assertivas III e IV estão corretas.
d) Todas as assertivas estão corretas
e) Não respondida.

Comentários

Vamos analisar cada um dos itens.

O item I está incorreto, pois não há pronúncia do STF a respeito da tutela de evidência.

O item II está correto. De acordo com o art. 294, do NCPC, a tutela provisória de urgência pode ter natureza
cautelar ou antecipada.

Art. 294. A tutela provisória pode fundamentar-se em urgência ou evidência.

Parágrafo único. A tutela provisória de urgência, cautelar ou antecipada, pode ser


concedida em caráter antecedente ou incidental.

O item III está incorreto. Com base no art. 303 §1º, I, da Lei nº 13.105/15, a petição inicial deverá ser aditada
em 15 dias ou em outro prazo maior que o juiz fixar.

§ 1o Concedida a tutela antecipada a que se refere o caput deste artigo:

I - o autor deverá aditar a petição inicial, com a complementação de sua argumentação, a


juntada de novos documentos e a confirmação do pedido de tutela final, em 15 (quinze)
dias ou em outro prazo maior que o juiz fixar;

Por fim, o item IV está correto, conforme dispõe o art. 304, caput, combinado com os §§2º e 5º, da referida
Lei:

Art. 304. A tutela antecipada, concedida nos termos do art. 303, torna-se estável se da
decisão que a conceder não for interposto o respectivo recurso.

§ 2o Qualquer das partes poderá demandar a outra com o intuito de rever, reformar ou
invalidar a tutela antecipada estabilizada nos termos do caput.

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§ 5o O direito de rever, reformar ou invalidar a tutela antecipada, previsto no § 2 o deste


artigo, extingue-se após 2 (dois) anos, contados da ciência da decisão que extinguiu o
processo, nos termos do § 1o.

Assim, a alternativa B está correta e é o gabarito da questão.

57. (FAFIPA/Fundação Araucária-PR - 2017) O artigo 294 do Código de Processo Civil vigente (Lei
13.105/2015) prevê a concessão de tutela provisória que pode fundamentar-se em urgência ou evidência.
Em se tratando das tutelas provisórias, assinale a alternativa CORRETA.
a) A tutela provisória será requerida ao juízo da causa e, quando antecedente, ao juízo competente para
conhecer o pedido principal. Ressalvada disposição especial, na ação de competência originária de tribunal,
e nos recursos, a tutela provisória será requerida ao órgão jurisdicional competente para apreciar o mérito.
b) Para a concessão da tutela de urgência, o juiz deve exigir caução real ou fidejussória idônea para ressarcir
os danos que a outra parte possa vir a sofrer, podendo a caução ser dispensada se a parte economicamente
hipossuficiente não puder oferecê-la.
c) Independentemente da reparação por dano processual, a parte responde pelo prejuízo que a efetivação
da tutela de urgência causar à parte adversa, se obtida liminarmente a tutela em caráter antecedente e não
fornecidos os meios necessários para a citação do requerido no prazo de 10 (dez) dias.
d) Nos casos em que a urgência for contemporânea à propositura da ação, a petição inicial pode limitar-se
ao requerimento da tutela antecipada e à indicação do pedido de tutela final, com a exposição da lide e do
direito que se busca realizar, dispensando-se a exposição quanto ao perigo de dano ou do risco ao resultado
útil do processo.

Comentários

A alternativa A está correta e é o gabarito da questão, pois reproduz o art. 299, do NCPC:

Art. 299. A tutela provisória será requerida ao juízo da causa e, quando antecedente, ao
juízo competente para conhecer do pedido principal.

Parágrafo único. Ressalvada disposição especial, na ação de competência originária de


tribunal e nos recursos a tutela provisória será requerida ao órgão jurisdicional competente
para apreciar o mérito.

A alternativa B está incorreta. O juiz pode, e não deve exigir caução real ou fidejussória idônea para ressarcir
os danos que a outra parte possa vir a sofrer. Vejamos o §1º, do art. 300, da Lei nº 13.105/15:

§ 1o Para a concessão da tutela de urgência, o juiz pode, conforme o caso, exigir caução
real ou fidejussória idônea para ressarcir os danos que a outra parte possa vir a sofrer,
podendo a caução ser dispensada se a parte economicamente hipossuficiente não puder
oferecê-la.

A alternativa C está incorreta. De acordo com o art. 302, II, da referida Lei, o prazo previsto é de 5 dias e não
10.

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Art. 302. Independentemente da reparação por dano processual, a parte responde pelo
prejuízo que a efetivação da tutela de urgência causar à parte adversa, se:

II - obtida liminarmente a tutela em caráter antecedente, não fornecer os meios


necessários para a citação do requerido no prazo de 5 (cinco) dias;

A alternativa D está incorreta. Não será dispensado a exposição quanto ao perigo de dano ou do risco ao
resultado útil do processo, conforme prevê o art. 303, do NCPC:

Art. 303. Nos casos em que a urgência for contemporânea à propositura da ação, a petição
inicial pode limitar-se ao requerimento da tutela antecipada e à indicação do pedido de
tutela final, com a exposição da lide, do direito que se busca realizar e do perigo de dano
ou do risco ao resultado útil do processo.

58. (FMP Concursos/PGE-AC - 2017) Considere as seguintes afirmativas sobre o tema da tutela
provisória no âmbito do Código de Processo Civil. Assinale a alternativa CORRETA.
a) A tutela provisória de urgência, cautelar ou antecipada, pode ser concedida exclusivamente em caráter
antecedente.
b) Salvo decisão judicial em contrário, a tutela provisória perderá a eficácia durante o período de suspensão
do processo.
c) A tutela provisória requerida em caráter incidental depende do pagamento de custas.
d) Na decisão que conceder, negar, modificar ou revogar a tutela provisória, o juiz está desobrigado de
motivar seu convencimento, diante da urgência da situação.
e) A tutela provisória será requerida ao juízo da causa e, quando antecedente, ao juízo competente para
conhecer do pedido principal.

Comentários

A alternativa A está incorreta. De acordo com o parágrafo único, do art. 294, do NCPC, a tutela provisória de
urgência, cautelar ou antecipada, pode ser concedida em caráter antecedente ou incidental.

A alternativa B está incorreta. Com base no art. 296, parágrafo único, da Lei nº 13.105/15, a tutela provisória
conservará a eficácia durante o período de suspensão do processo, salvo decisão judicial em contrário.

A alternativa C está incorreta. O art. 295, da referida Lei, estabelece que a tutela provisória requerida em
caráter incidental independe do pagamento de custas.

A alternativa D está incorreta. Segundo o art. 298, do NCPC, na decisão que conceder, negar, modificar ou
revogar a tutela provisória, o juiz motivará seu convencimento de modo claro e preciso.

A alternativa E está correta e é o gabarito da questão, conforme prevê o art. 299, da Lei nº 13.105/15:

Art. 299. A tutela provisória será requerida ao juízo da causa e, quando antecedente, ao
juízo competente para conhecer do pedido principal.

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59. (IESES/ALGÁS - 2017) Nos casos em que a urgência for contemporânea à propositura da ação, a
petição inicial pode limitar-se ao requerimento da tutela antecipada e à indicação do pedido de tutela
final, com a exposição da lide, do direito que se busca realizar e do perigo de dano ou do risco ao resultado
útil do processo. Segundo a Lei 13.105/2015, o procedimento de tutela antecipada ocorrerá:
a) O direito de rever, reformar ou invalidar a tutela antecipada, na qual o processo foi extinto por não haver
sido realizado o aditamento, extingue-se após 03 (três) anos, contados da ciência da decisão que extinguiu
o processo, nos termos do § 1º do artigo 303 do Novo Código de Processo Civil.
b) Concedida a tutela antecipada consoante o enunciado desta questão, o autor deverá aditar a petição
inicial, com a complementação de sua argumentação, a juntada de novos documentos e a confirmação do
pedido de tutela final, em 15 (quinze) dias ou em outro prazo maior que o juiz fixar.
c) A tutela antecipada, concedida nos termos deste enunciado, torna-se instável mesmo da decisão que a
conceder não seja interposto o respectivo recurso.
d) A decisão que concede a tutela fará coisa julgada, mas a estabilidade dos respectivos efeitos só será
afastada por decisão que a revir, reformar ou invalidar, proferida em ação ajuizada por uma das partes.

Comentários

A alternativa A está incorreta. De acordo com o §5º, do art. 304, da Lei nº 13.105/15, o direito de rever,
reformar ou invalidar a tutela antecipada extingue-se após 2 anos, contados da ciência da decisão que
extinguiu o processo.

A alternativa B está correta e é o gabarito da questão, nos termos do art. 303, §1º, I, da referida Lei:

§ 1o Concedida a tutela antecipada a que se refere o caput deste artigo:

I - o autor deverá aditar a petição inicial, com a complementação de sua argumentação, a


juntada de novos documentos e a confirmação do pedido de tutela final, em 15 (quinze)
dias ou em outro prazo maior que o juiz fixar;

A alternativa C está incorreta. O art. 304, do NCPC, prevê que a tutela antecipada torna-se estável se da
decisão que a conceder não for interposto o respectivo recurso.

A alternativa D está incorreta. Com base no §6º, do art. 304, da Lei nº 13.105/115, a decisão que concede a
tutela não fará coisa julgada.

60. (MPE-PR/MPE-PR - 2017) Sobre o regime da tutela provisória do Código de Processo Civil de 2015,
assinale a alternativa correta:
a) A tutela provisória tem como espécies as tutelas de urgência e de evidência, e dentre as tutelas de urgência
verificam-se as tutelas antecipadas e os procedimentos especiais.
b) Para a efetivação da tutela provisória, há restrição legal que permite apenas o emprego dos dispositivos
relacionados ao cumprimento provisório da sentença.
c) A probabilidade do direito é elemento comum às tutelas provisórias de urgência, sejam elas tutelas
antecipadas ou cautelares.

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d) Como decorrência do direito fundamental à ação, a concessão de tutela de urgência não pode ser
condicionada à oferta de caução real ou fidejussória para garantir eventual reparação aos danos que a outra
parte possa vir a sofrer.
e) As hipóteses de concessão de tutela de evidência dependem exclusivamente das provas produzidas pelo
autor, de modo que todas podem ser concedidas em caráter liminar pelo juiz, quando da apreciação da
petição inicial.

Comentários

A alternativa A está incorreta. De fato, a tutela provisória tem como espécies as tutelas de urgência e de
evidência. Porém, dentre as tutelas de urgência, estão a tutela antecipada e a tutela cautelar.

A alternativa B está incorreta. O NCPC, em seu art. 297, admite que que as regras do cumprimento provisório
da sentença sejam aplicadas à efetivação da tutela provisória.

Art. 297. O juiz poderá determinar as medidas que considerar adequadas para efetivação
da tutela provisória.

Parágrafo único. A efetivação da tutela provisória observará as normas referentes ao


cumprimento provisório da sentença, no que couber.

Contudo, a lei não afirma que somente este regramento pode ser observado.

A alternativa C está correta e é o gabarito da questão. A probabilidade do direito é um dos elementos para
a concessão da tutela provisória. Vejamos o art. 300, da Lei nº 13.105/15:

Art. 300. A tutela de urgência será concedida quando houver elementos que evidenciem a
probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo.

A alternativa D está incorreta. De acordo com o §1º, do art. 300, da referida Lei, a concessão de tutela de
urgência pode ser condicionada à oferta de caução real ou fidejussória.

§ 1o Para a concessão da tutela de urgência, o juiz pode, conforme o caso, exigir caução
real ou fidejussória idônea para ressarcir os danos que a outra parte possa vir a sofrer,
podendo a caução ser dispensada se a parte economicamente hipossuficiente não puder
oferecê-la.

A alternativa E está incorreta. Vejamos o art. 311, do NCPC:

Art. 311. A tutela da evidência será concedida, independentemente da demonstração de


perigo de dano ou de risco ao resultado útil do processo, quando:

I - ficar caracterizado o abuso do direito de defesa ou o manifesto propósito protelatório


da parte;

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II - as alegações de fato puderem ser comprovadas apenas documentalmente e houver tese


firmada em julgamento de casos repetitivos ou em súmula vinculante;

III - se tratar de pedido reipersecutório fundado em prova documental adequada do


contrato de depósito, caso em que será decretada a ordem de entrega do objeto
custodiado, sob cominação de multa;

IV - a petição inicial for instruída com prova documental suficiente dos fatos constitutivos
do direito do autor, a que o réu não oponha prova capaz de gerar dúvida razoável.

Parágrafo único. Nas hipóteses dos incisos II e III, o juiz poderá decidir liminarmente.

Os incs. I, II e III são hipóteses em que a lei admite a concessão da tutela da evidência, pautadas em prova
documental e apresentadas desde o início pelo autor.

Apesar disso, o inc. IV, é uma hipótese em que a tutela da evidência será concedida em razão de condutas
atribuídas ao réu, quais sejam, o abuso do direito de defesa e o manifesto propósito protelatório da parte.

Ainda, o parágrafo único, prevê que apenas nas hipóteses dos incisos II e III, o juiz poderá decidir
liminarmente.

61. (Quadrix/CFO-DF - 2017) Com base em conhecimentos relativos a direito processual civil e à
legislação correlata, julgue o próximo item.
Para a concessão da tutela de urgência, é requisito legal não mais a verossimilhança, mas a existência de
elementos que evidenciem a probabilidade do direito, o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do
processo. Para a concessão, pode o juiz exigir justificação prévia.

Comentários

A assertiva está correta. No NCPC não consta mais a expressão da verossimilhança. De acordo com o art.
300, são requisitos comuns da tutela de urgência a probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao
resultado útil do processo.

Art. 300. A tutela de urgência será concedida quando houver elementos que evidenciem a
probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo.

62. (CETRO/TJ-RJ - 2017) No que tange à tutela de evidência do NCPC (Novo Código de Processo Civil –
Lei nº 13.105/2015), analise as assertivas abaixo.
I. É vedada a utilização da tutela de evidência para tratar a falta de eficácia da sentença decorrente do efeito
suspensivo da apelação.
II. O juiz não pode decidir liminarmente acerca de tutela de evidência fulcrado em caracterizado abuso do
direito de defesa ou manifesto propósito protelatório da parte.
III. A não irreversibilidade dos efeitos do provimento é requisito tanto da tutela de urgência quanto da tutela
de evidência.
É correto o que se afirma em

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a) I, apenas.
b) II, apenas.
c) II e III, apenas.
d) I e II, apenas.
e) III, apenas.

Comentários

Vamos analisar cada um dos itens.

O item I está incorreto. De acordo com o art. 1.012, §§1º e 4º, do NCPC, é admitida a utilização da tutela da
evidência para conferir efeito suspensivo ao recurso de apelação que, como exceção à regra geral, não o
detiver automaticamente.

Art. 1.012. A apelação terá efeito suspensivo.

§ 1o Além de outras hipóteses previstas em lei, começa a produzir efeitos imediatamente


após a sua publicação a sentença que:

I - homologa divisão ou demarcação de terras;

II - condena a pagar alimentos;

III - extingue sem resolução do mérito ou julga improcedentes os embargos do executado;

IV - julga procedente o pedido de instituição de arbitragem;

V - confirma, concede ou revoga tutela provisória;

VI - decreta a interdição.

§ 4o Nas hipóteses do § 1o, a eficácia da sentença poderá ser suspensa pelo relator se o
apelante demonstrar a probabilidade de provimento do recurso ou se, sendo relevante a
fundamentação, houver risco de dano grave ou de difícil reparação.

O item II está correto. Nas hipóteses previstas no art. 311, II e III, da Lei nº 13.105/15, é admitida a concessão
de tutela da evidência e autoriza o juiz a concedê-la liminarmente.

Art. 311. A tutela da evidência será concedida, independentemente da demonstração de


perigo de dano ou de risco ao resultado útil do processo, quando:

II - as alegações de fato puderem ser comprovadas apenas documentalmente e houver tese


firmada em julgamento de casos repetitivos ou em súmula vinculante;

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III - se tratar de pedido reipersecutório fundado em prova documental adequada do


contrato de depósito, caso em que será decretada a ordem de entrega do objeto
custodiado, sob cominação de multa;

Embora o juiz possa conceder a referida tutela quando ficar caracterizado o abuso do direito de defesa ou o
manifesto propósito protelatório da parte, não poderá fazê-lo liminarmente.

Por fim, o item III está incorreto. É requisito apenas da tutela de urgência de natureza antecipada, e não da
tutela da evidência, a não irreversibilidade dos efeitos da decisão. Vejamos o §3º, do art. 300, da referida
Lei:

§ 3o A tutela de urgência de natureza antecipada não será concedida quando houver perigo
de irreversibilidade dos efeitos da decisão.

Assim, a alternativa B está correta e é o gabarito da questão.

63. (TRF-2ªR/TRF-2ª - 2017) Marque a opção correta:


a) O requerente de tutela de urgência, desde que esteja de boa-fé, não responde pela reparação de eventual
prejuízo que a efetivação da medida, mais tarde revogada pela sentença definitiva, tenha causado à
contraparte.
b) Se ocorrer a cessação da eficácia da medida, a parte requerente responde pelo prejuízo que a efetivação
da tutela de urgência cause à parte adversa.
c) Os valores de benefício previdenciário recebido por força de tutela antecipada posteriormente revogada
pela sentença (que transita em julgado) não devem ser devolvidos.
d) Em hipótese na qual ocorreu, sem caução, o cumprimento provisório de sentença, e depois provimento
do recurso - que não tinha efeito suspensivo -, o juiz deve verificar o caso concreto e, com equidade, distribuir
os prejuízos entre as partes.
e) Nas hipóteses nas quais, no cumprimento provisório, o CPC prevê a dispensa de caução, é vedado ao juiz
exigi-la.

Comentários

A alternativa A está incorreta. De acordo com o art. 302, caput, do NCPC, a parte responde pelo prejuízo que
a efetivação da tutela de urgência causar à parte adversa, independentemente da reparação por dano
processual.

A alternativa B está correta e é o gabarito da questão, conforme dispõe o art. 302, III, da Lei nº 13.105/15:

Art. 302. Independentemente da reparação por dano processual, a parte responde pelo
prejuízo que a efetivação da tutela de urgência causar à parte adversa, se:

III - ocorrer a cessação da eficácia da medida em qualquer hipótese legal;

A alternativa C está incorreta. Com base no art. 302, I, da referida Lei, a parte responde pelo prejuízo que a
efetivação da tutela de urgência causar à parte adversa, se a sentença lhe for desfavorável.

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A alternativa D está incorreta. Segundo o parágrafo único, do art. 302, do NCPC, a indenização será liquidada
nos autos em que a medida tiver sido concedida, sempre que possível.

A alternativa E está incorreta. O §1º, do art. 300, da Lei nº 13.105/15, prevê que o juiz pode exigir caução.

§ 1o Para a concessão da tutela de urgência, o juiz pode, conforme o caso, exigir caução
real ou fidejussória idônea para ressarcir os danos que a outra parte possa vir a sofrer,
podendo a caução ser dispensada se a parte economicamente hipossuficiente não puder
oferecê-la.

64. (IBFC/EBSERH - 2016) Assinale a alternativa correta sobre os atos processuais, após analisar os itens
a seguir e considerar as normas da Lei Federal nº 13.105, de 16/03/2015 (Novo Código de Processo Civil).
a) Nos casos em que a urgência for contemporânea à propositura da ação, a petição inicial pode se limitar
ao requerimento da tutela antecipada e à indicação do pedido de tutela final, com a exposição da lide, do
direito que se busca realizar e do perigo de dano ou do risco ao resultado útil do processo, devendo o autor
indicar na petição inicial, que pretende se valer do benefício aqui descrito.
b) Nos casos em que a urgência for contemporânea à propositura da ação, a petição inicial pode se limitar
ao requerimento da tutela antecipada e à indicação do pedido de tutela final, com a exposição da lide, do
direito que se busca realizar e do perigo de dano ou do risco ao resultado útil do processo, devendo ocorrer
a citação e intimação do réu para a audiência de conciliação ou mediação, com antecedência mínima de 30
dias.
c) Nos casos em que a urgência for contemporânea à propositura da ação, a petição inicial deve se limitar ao
requerimento da tutela antecipada e à indicação do pedido de tutela final, com a exposição da lide, do direito
que se busca realizar e do perigo de dano ou do risco ao resultado útil do processo e, caso não realizado o
aditamento, o processo será extinto sem resolução do mérito.
d) Nos casos em que a urgência for contemporânea à propositura da ação, a petição inicial deve se limitar
ao requerimento da tutela antecipada e à indicação do pedido de tutela final, com a exposição da lide, do
direito que se busca realizar e do perigo de dano ou do risco ao resultado útil do processo, devendo o autor
indicar na petição inicial, que pretende se valer do benefício aqui descrito.
e) Nos casos em que a urgência for contemporânea à propositura da ação, a petição inicial pode se limitar
ao requerimento da tutela antecipada e à indicação do pedido de tutela final, com ou sem a exposição da
lide, do direito que se busca realizar e do perigo de dano ou do risco ao resultado útil do processo e, caso
não realizado o aditamento, o processo será extinto sem resolução do mérito.

Comentários

A questão exige o conhecimento do art. 303, §§2º e 5º, combinado com o art. 334, caput, ambos do NCPC.

Art. 303. Nos casos em que a urgência for contemporânea à propositura da ação, a petição
inicial pode limitar-se ao requerimento da tutela antecipada e à indicação do pedido de
tutela final, com a exposição da lide, do direito que se busca realizar e do perigo de dano
ou do risco ao resultado útil do processo.

§ 2o Não realizado o aditamento a que se refere o inciso I do § 1o deste artigo, o processo


será extinto sem resolução do mérito.

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§ 5o O autor indicará na petição inicial, ainda, que pretende valer-se do benefício previsto
no caput deste artigo.

Art. 334. Se a petição inicial preencher os requisitos essenciais e não for o caso de
improcedência liminar do pedido, o juiz designará audiência de conciliação ou de mediação
com antecedência mínima de 30 (trinta) dias, devendo ser citado o réu com pelo menos 20
(vinte) dias de antecedência.

A alternativa A está correta e é o gabarito da questão, conforme prevê o art. 303, caput, e §5º, do NCPC.

Vejamos os erros das demais alternativas:

b) Nos casos em que a urgência for contemporânea à propositura da ação, a petição inicial
pode se limitar ao requerimento da tutela antecipada e à indicação do pedido de tutela
final, com a exposição da lide, do direito que se busca realizar e do perigo de dano ou do
risco ao resultado útil do processo, devendo ocorrer a citação e intimação do réu para a
audiência de conciliação ou mediação, com antecedência mínima de 30 dias.

c) Nos casos em que a urgência for contemporânea à propositura da ação, a petição inicial
deve se limitar ao requerimento da tutela antecipada e à indicação do pedido de tutela
final, com a exposição da lide, do direito que se busca realizar e do perigo de dano ou do
risco ao resultado útil do processo e, caso não realizado o aditamento, o processo será
extinto sem resolução do mérito.

d) Nos casos em que a urgência for contemporânea à propositura da ação, a petição inicial
deve se limitar ao requerimento da tutela antecipada e à indicação do pedido de tutela
final, com a exposição da lide, do direito que se busca realizar e do perigo de dano ou do
risco ao resultado útil do processo, devendo o autor indicar na petição inicial, que pretende
se valer do benefício aqui descrito.

e) Nos casos em que a urgência for contemporânea à propositura da ação, a petição inicial
pode se limitar ao requerimento da tutela antecipada e à indicação do pedido de tutela
final, com ou sem a exposição da lide, do direito que se busca realizar e do perigo de dano
ou do risco ao resultado útil do processo e, caso não realizado o aditamento, o processo
será extinto sem resolução do mérito.

65. (RHS Consult/Prefeitura de Paraty-RJ - 2016) Considerando a Lei nº 13.105/2015, no que tange à
tutela provisória, assinale a alternativa correta.
a) A tutela provisória de urgência, cautelar ou antecipada, não pode ser concedida em caráter antecedente
ou incidental.
b) A tutela provisória requerida em caráter incidental depende do pagamento de custas.
c) A tutela provisória não conserva sua eficácia na pendência do processo, e não pode ser revogada ou
modificada.
d) Salvo decisão judicial em contrário, a tutela provisória conserva a eficácia durante o período de suspensão
do processo.

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e) Na decisão que conceder, negar, modificar ou revogar a tutela provisória, o juiz está dispensado de motivar
seu convencimento.

Comentários

A alternativa A está incorreta. Com base no parágrafo único, do art. 294, da Lei nº 13.105/15, a tutela
provisória de urgência, cautelar ou antecipada, pode ser concedida em caráter antecedente ou incidental.

A alternativa B está incorreta. O art. 295, da referida Lei, estabelece que a tutela provisória requerida em
caráter incidental independe do pagamento de custas.

A alternativa C está incorreta. De acordo com o art. 296, do NCPC, a tutela provisória conserva sua eficácia
na pendência do processo, mas pode, a qualquer tempo, ser revogada ou modificada.

A alternativa D está correta e é o gabarito da questão, pois se refere ao parágrafo único, do art. 296, da Lei
nº 13.105/15:

Parágrafo único. Salvo decisão judicial em contrário, a tutela provisória conservará a


eficácia durante o período de suspensão do processo.

A alternativa E está incorreta. Segundo o art. 298, do NCPC, na decisão que conceder, negar, modificar ou
revogar a tutela provisória, o juiz motivará seu convencimento de modo claro e preciso.

66. (MPE-PR/MPE-PR - 2017) Sobre o regime legal das tutelas provisórias do Código de Processo Civil,
assinale a alternativa correta:
a) Todo pedido de tutela provisória exige probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao resultado
útil do processo;
b) Como é norma fundamental do processo civil a impossibilidade de se proferir decisão contrária a uma das
partes sem que ela seja previamente ouvida, as tutelas provisórias não podem ser concedidas liminarmente
e dependem de justificação prévia;
c) Para o Código de Processo Civil de 2015, a tutela de evidência compreende hipóteses de antecipação dos
efeitos da tutela pretendida sem os requisitos de perigo de dano ou de risco ao resultado útil do processo;
d) A tutela cautelar do Código de Processo Civil de 2015 se define pela natureza do pedido formulado,
considerando-se cautelar apenas os pedidos de arresto, sequestro, arrolamento de bens e registro de
protesto contra alienação de bem;
e) A tutela de evidência pode ser concedida, nos termos do Código de Processo Civil, quando as alegações
de fato puderem ser comprovadas apenas documentalmente e houver entendimento favorável do juízo em
casos idênticos.

Comentários

A alternativa A está incorreta. A probabilidade do direito e o perigo de dano ou risco ao resultado útil do
processo são requisitos para a concessão apenas da tutela de urgência. Vejamos o art. 300, caput, do NCPC:

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Art. 300. A tutela de urgência será concedida quando houver elementos que evidenciem a
probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo.

A alternativa B está incorreta. O art. 9º, da Lei nº 13.105/15, prevê algumas hipóteses em que a tutela
provisória pode ser concedida liminarmente, sem que a parte contrária seja previamente ouvida.

A alternativa C está correta e é o gabarito da questão, com base no art. 311, da referida Lei:

Art. 311. A tutela da evidência será concedida, independentemente da demonstração de


perigo de dano ou de risco ao resultado útil do processo, quando:

A alternativa D está incorreta. De fato, o arresto, o sequestro, o arrolamento de bens e o registro de protesto
contra alienação de bens são medidas de natureza cautelar. Porém, não são as únicas. Confira o art. 301, do
NCPC:

Art. 301. A tutela de urgência de natureza cautelar pode ser efetivada mediante arresto,
sequestro, arrolamento de bens, registro de protesto contra alienação de bem e qualquer
outra medida idônea para asseguração do direito.

A alternativa E está incorreta. De acordo com o art. 311, II, da Lei nº 13.105/15, para a concessão da tutela
da evidência, não basta que exista no juízo entendimento favorável em casos idênticos, é necessário que
esse entendimento tenha sido fixado em julgamento de recursos repetitivos ou tenha sido fixado em súmula
vinculante.

Art. 311. A tutela da evidência será concedida, independentemente da demonstração de


perigo de dano ou de risco ao resultado útil do processo, quando:

II - as alegações de fato puderem ser comprovadas apenas documentalmente e houver tese


firmada em julgamento de casos repetitivos ou em súmula vinculante;

67. (TRF-4ªR/TRF-4ªR - 2016) Dadas as assertivas abaixo, assinale a alternativa correta.


Considerando as regras do Código de Processo Civil de 2015:
I. A tutela provisória de evidência será concedida pelo juiz quando, presentes a probabilidade do direito e o
perigo de dano, ficar caracterizado o abuso no direito de defesa ou o manifesto propósito protelatório do
réu.
II. A estabilização da tutela de urgência antecipada ocorre quando não for interposto o recurso da decisão
que a concedeu e implica a extinção do processo, sem formação de coisa julgada, podendo, porém, o juízo
alterar a medida de urgência a qualquer tempo.
III. As modalidades de tutela provisória de urgência são cautelar, antecipada e antecedente.
IV. Se a tutela de urgência requerida em caráter antecedente for concedida, o autor terá o prazo de 5 dias
para emendar sua petição inicial, indicando qual a lide principal que será ajuizada, e de 30 dias para a
propositura da ação principal.
a) Estão corretas apenas as assertivas I e III.

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b) Estão corretas apenas as assertivas II e III.


c) Estão corretas apenas as assertivas I, II e IV.
d) Estão corretas todas as assertivas.
e) Nenhuma assertiva está correta.

Comentários

Vamos analisar cada um dos itens.

O item I está incorreto. Realmente, a tutela da evidência poderá ser concedida diante da caracterização do
abuso do direito de defesa ou do propósito protelatório do réu. Porém, a probabilidade do direito e o perigo
do dano correspondem a requisitos da tutela de urgência.

O item II está incorreto. De fato, a estabilização da tutela de urgência antecipada ocorre quando não for
interposto recurso contra a decisão que a concedeu, e que implica a extinção do processo sem formação de
coisa julgada. No entanto, o direito de rever, reformar ou invalidar essa decisão somente poderá ser exercido
no prazo limite de 2 anos contados da ciência da decisão que extinguiu o processo, e não a qualquer tempo.

O item III está incorreto. A tutela provisória de urgência pode ser classificada em cautelar e antecipada.

O item IV está incorreto. O autor deverá aditar a sua petição inicial no prazo mínimo de 15 dias, quando a
tutela de urgência for concedida em caráter antecedente. O prazo de 5 dias para emendar a petição inicial é
concedido na hipótese em que a tutela de urgência é negada e não concedida.

Assim, a alternativa E está correta e é o gabarito da questão.

68. (FUNRIO/Prefeitura de Trindade-GO - 2016) Observando o tratamento conferido pelo Novo Código
de Processo Civil à tutela provisória, a afirmativa correta é:
a) O capítulo da sentença que a confirma, a concede ou a revoga não é impugnável na apelação.
b) A tutela de evidência não prescinde da demonstração de perigo de dano ou de risco ao resultado útil do
processo.
c) A tutela provisória fundamenta-se exclusivamente na urgência, isto é, quando houver elementos que
evidenciem a probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo.
d) O juiz poderá determinar as medidas que considerar adequadas para efetivação da tutela provisória e a
sua efetivação observará as normas referentes ao cumprimento provisório da sentença, no que couber.
e) A tutela de urgência de natureza antecipada pode ser concedida quando houver perigo de irreversibilidade
dos efeitos da decisão, desde que seja prestada caução real ou fidejussória idônea para ressarcir os danos
que a outra parte possa vir a sofrer.

Comentários

A alternativa A está incorreta. O §5º, do art. 1.013, da Lei nº 13.105/15, estabelece que o capítulo da
sentença que confirma, concede ou revoga a tutela provisória é impugnável na apelação.

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A alternativa B está incorreta. De acordo com o art. 311, caput, da referida Lei, a tutela da evidência será
concedida, independentemente da demonstração de perigo de dano ou de risco ao resultado útil do
processo.

A alternativa C está incorreta. Com base no art. 294, caput, do NCPC, a tutela provisória pode fundamentar-
se em urgência ou evidência.

A alternativa D está correta e é o gabarito da questão, nos termos do art. 297, da Lei nº 13.105/15:

Art. 297. O juiz poderá determinar as medidas que considerar adequadas para efetivação
da tutela provisória.

Parágrafo único. A efetivação da tutela provisória observará as normas referentes ao


cumprimento provisório da sentença, no que couber.

A alternativa E está incorreta. Segundo o art. 300, §3º, do NCPC, a tutela de urgência de natureza antecipada
não será concedida quando houver perigo de irreversibilidade dos efeitos da decisão.

69. (FAURGS/TJ-RS - 2016) Na vigência do Novo Código de Processo Civil, instituído pela Lei nº
13.105/2015, o Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul ingressa com ação alegando que certo
medicamento está sendo distribuído às farmácias sem determinado selo, exigido por legislação específica
para que o fármaco possa ser vendido. O produto, segundo a inicial, terá sua venda iniciada no dia de
amanhã. Nesse caso, partindo do pressuposto de que os fatos alegados estão provados, é correto afirmar
que, ao deferir a antecipação de tutela, o juiz estará concedendo
a) tutela preventiva contra o dano.
b) tutela preventiva contra o ilícito.
c) tutela repressiva contra o dano.
d) tutela repressiva contra o ilícito.
e) tutela preventiva e repressiva contra o ilícito e o dano.

Comentários

Nesse caso, a tutela requerida é preventiva pelo fato de ser antecedente à colocação do medicamento no
mercado. Se o medicamento já estivesse sendo comercializado e o juiz determinasse a sua retirada do
mercado, haveria tutela repressiva.

A comercialização do medicamento sem o referido selo é ilícita. O juiz, ao impedir que o medicamento seja
comercializado, impede a ocorrência do ilícito e não a ocorrência do dano.

Desse modo, a alternativa B está correta e é o gabarito da questão.

70. (IESES/BAHIAGÁS - 2016) A entrada em vigor do NCPC permitirá uma espécie de “estabilização da
tutela antecipada”, deferida na forma dos artigos 303 e 304, do NCPC. Assinale a afirmativa INCORRETA
em relação ao tema.

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a) O Código criou uma divisão entre tutelas provisórias, sendo elas as tutelas de urgência e evidência. As
tutelas de urgência se subdividem em cautelares e antecipadas, dependendo da carga cognitiva e requisitos
empregados. Podem as tutelas de urgência figurar como procedimento antecedente ou concomitante ao
processo.
b) O NCPC criou uma nova figura, a “estabilização da tutela antecipada”, por meio da qual uma decisão em
tutela pode perdurar indefinidamente no tempo, sem necessidade de confirmação com cognição exauriente.
Há previsão de um prazo decadencial de 02 (dois) anos para “rever, reformar ou invalidar” a decisão
antecipada.
c) Além de um regime jurídico único, outra vantagem é a dispensa de um processo cautelar autônomo. A Lei
nº 13.105 de 2015 permite que as medidas provisórias sejam pleiteadas e deferidas nos autos da ação
principal. A regra é clara: após a antecipação ou a liminar cautelar, o autor terá prazo para juntar novos
documentos e formular o pedido de tutela definitiva.
d) O art. 304 do NCPS inova a tutela antecipada que, se concedida sem oposição do réu, estabiliza a decisão
e autoriza a imediata extinção do processo.
e) A tutela da evidência será concedida havendo demonstração de perigo de dano ou de risco ao resultado
útil do processo.

Comentários

A alternativa E está incorreta e é o gabarito da questão. A tutela da evidência será concedida,


independentemente da demonstração de perigo de dano ou de risco ao resultado útil do processo. Vejamos
o art. 311, do NCPC:

Art. 311. A tutela da evidência será concedida, independentemente da demonstração de


perigo de dano ou de risco ao resultado útil do processo, quando:

I - ficar caracterizado o abuso do direito de defesa ou o manifesto propósito protelatório


da parte;

II - as alegações de fato puderem ser comprovadas apenas documentalmente e houver tese


firmada em julgamento de casos repetitivos ou em súmula vinculante;

III - se tratar de pedido reipersecutório fundado em prova documental adequada do


contrato de depósito, caso em que será decretada a ordem de entrega do objeto
custodiado, sob cominação de multa;

IV - a petição inicial for instruída com prova documental suficiente dos fatos constitutivos
do direito do autor, a que o réu não oponha prova capaz de gerar dúvida razoável.

71. (MPE-RS/MPE-RS - 2016) Assinale com V (verdadeiro) ou com F (falso) as seguintes afirmações
sobre o tema da tutela provisória, segundo o disposto no Código do Processo Civil.
( ) A tutela provisória será requerida ao juízo da causa e, quando antecedente, ao juízo competente para
conhecer do pedido principal.

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( ) Nos casos em que a urgência for contemporânea à propositura da ação, a petição inicial pode limitar-se
ao requerimento da tutela antecipada e à indicação do pedido de tutela final, com a exposição da lide, do
direito que se busca realizar e do perigo de dano ou do risco ao resultado útil do processo.
( ) Efetivada a tutela cautelar requerida em caráter antecedente, o pedido principal terá de ser formulado
pelo autor no prazo de 15 (quinze) dias, caso em que será apresentado nos mesmos autos em que deduzido
o pedido de tutela cautelar, não dependendo do adiantamento de novas custas processuais.
( ) Cessa a eficácia da tutela cautelar concedida em caráter antecedente, se o juiz julgar procedente o pedido
principal formulado pelo autor ou extinguir o processo sem resolução de mérito.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
a) V – V – F – F.
b) F – V – F – V.
c) V – V – V – F.
d) F – F – V – V.
e) V – F – V – F.

Comentários

Vamos analisar cada uma das afirmativas.

A primeira afirmativa é verdadeira, pois reproduz o art. 299, caput, do NCPC.

A segunda afirmativa é verdadeira, pois reproduz o art. 303, caput, do NCPC.

A terceira afirmativa é falsa. O prazo previsto é de 30 dias, e não 15. Vejamos o art. 308, caput, da Lei nº
13.105/15:

Art. 308. Efetivada a tutela cautelar, o pedido principal terá de ser formulado pelo autor
no prazo de 30 (trinta) dias, caso em que será apresentado nos mesmos autos em que
deduzido o pedido de tutela cautelar, não dependendo do adiantamento de novas custas
processuais.

Por fim, a quarta afirmativa também é falsa. De acordo com o art. 309, da referida Lei, é a improcedência do
pedido principal, e não a sua procedência, que cessa a eficácia da tutela cautelar.

Art. 309. Cessa a eficácia da tutela concedida em caráter antecedente, se:

I - o autor não deduzir o pedido principal no prazo legal;

II - não for efetivada dentro de 30 (trinta) dias;

III - o juiz julgar improcedente o pedido principal formulado pelo autor ou extinguir o
processo sem resolução de mérito.

Portanto, a alternativa A está correta e é o gabarito da questão.

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72. (FUNDATEC/Prefeitura de Porto Alegre-RS - 2016) Sobre a tutela provisória de urgência cautelar
requerida em caráter antecedente contra a Fazenda Pública, assinale a alternativa correta.
a) Caso o juiz entenda que o pedido de tutela cautelar antecedente tenha natureza satisfativa, deverá
indeferir a petição inicial, julgando extinto o processo sem exame de mérito.
b) O indeferimento da tutela cautelar obsta a formulação do pedido principal quando o motivo do
indeferimento for o reconhecimento de decadência ou de prescrição.
c) O réu será citado para contestar no prazo de quinze dias o pedido e indicar as provas que pretende produzir
e, não sendo contestado o pedido, os fatos alegados pelo autor presumir-se-ão aceitos pelo réu como
ocorridos, caso em que o juiz decidirá dentro de cinco dias.
d) O pedido principal, cuja causa de pedir poderá ser aditada, terá de ser formulado pelo autor no prazo de
30 (trinta) dias a contar do deferimento da tutela cautelar.
e) A tutela de urgência cautelar antecedente torna-se estável se da decisão que a conceder não for interposto
o respectivo recurso. Nessa hipótese, qualquer das partes poderá demandar a outra com o intuito de rever,
reformar ou invalidar a tutela estabilizada no prazo de dois anos.

Comentários

A alternativa A está incorreta. O art. 305, em seu parágrafo único, do NCPC, determina que o pedido de
tutela cautelar equivocado deve ser entendido como a tutela que verdadeiramente se pretendia, ou seja, a
natureza satisfativa. Nesse caso, o juiz observará o procedimento da tutela antecipada.

A alternativa B está correta e é o gabarito da questão, pois traz o que está expressamente previsto no art.
310, do NCPC.

Art. 310. O indeferimento da tutela cautelar não obsta a que a parte formule o pedido
principal, nem influi no julgamento desse, salvo se o motivo do indeferimento for o
reconhecimento de decadência ou de prescrição.

A alternativa C está incorreta. Com base no art. 306, do NCPC, o réu será citado para, no prazo de 5 (cinco)
dias, contestar o pedido e indicar as provas que pretende produzir.

A alternativa D está incorreta. Conforme art. 308, do NCPC, efetivada a tutela cautelar, o pedido principal
terá de ser formulado pelo autor no prazo de 30 (trinta) dias, caso em que será apresentado nos mesmos
autos em que deduzido o pedido de tutela cautelar, não dependendo do adiantamento de novas custas
processuais. Note que, nesse caso, a contagem do prazo de 30 dias corre da efetivação da tutela cautelar, e
não do deferimento do pedido. Aqui reside o erro da alternativa.

A alternativa E está incorreta. A estabilização não é um fenômeno da tutela de urgência cautelar, mas sim
da tutela de urgência antecipada antecedente.

73. (Quadrix/CRQ 18° Região-PI - 2016) No campo do Direito Processual Civil, no capítulo referente à
tutela provisória, a doutrina e jurisprudência tem entendido o seguinte:
a) a tutela provisória de urgência, cautelar ou antecipada, não pode ser concedida em caráter antecedente,
apenas incidentalmente.

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b) nos termos do Código de Processo Civil, a tutela provisória requerida em caráter incidental depende do
pagamento de custas.
c) a tutela de urgência de natureza antecipada pode ser concedida quando houver perigo de irreversibilidade
dos efeitos da decisão, desde que o requerente se responsabilize por eventuais perdas e danos.
d) com a vigência do novo Código de Processo Civil, a tutela de urgência de natureza cautelar não pode ser
efetivada mediante arresto e sequestro.
e) para concessão da tutela de urgência, o juiz pode exigir caução real ou fidejussória idônea para ressarcir
os danos que a outra parte possa vir a sofrer.

Comentários

A alternativa A está incorreta. Conforme o art. 294, do NCPC, em seu parágrafo único, a tutela provisória de
urgência, cautelar ou antecipada, pode ser concedida em caráter antecedente ou incidental. Essa é uma
grande novidade do Novo Código de Processo Civil.

A alternativa B está incorreta. Com base no art. 295, a tutela provisória requerida em caráter incidental
independe do pagamento de custas.

A alternativa C está incorreta. De acordo com o art. 300, §3º, a tutela de urgência de natureza antecipada
não será concedida quando houver perigo de irreversibilidade dos efeitos da decisão. A tutela apenas será
concedida se, ao final do processo, as partes puderem ser reestabelecidas ao status quo ante.

A alternativa D está incorreta. O art. 301, do NCPC, prevê que a tutela de urgência de natureza cautelar pode
ser efetivada mediante arresto, sequestro, arrolamento de bens, registro de protesto contra alienação de
bem e qualquer outra medida idônea para asseguração do direito.

A alternativa E está correta e é o gabarito da questão, pois reproduz o previsto no art. 300, §1º.

§ 1o Para a concessão da tutela de urgência, o juiz pode, conforme o caso, exigir caução
real ou fidejussória idônea para ressarcir os danos que a outra parte possa vir a sofrer,
podendo a caução ser dispensada se a parte economicamente hipossuficiente não puder
oferecê-la.

74. (Quadrix/CRO-PR - 2016) Com relação à tutela provisória, considerando o disposto no Código de
Processo Civil de 2015, assinale a alternativa incorreta.
a) A tutela provisória de urgência, cautelar ou antecipada, pode ser concedida em caráter antecedente ou
incidental.
b) Nos termos do Código de Processo Civil, em todos os casos, a tutela provisória perde sua eficácia durante
o período de suspensão do processo.
c) A tutela de urgência de natureza antecipada não será concedida quando houver perigo de irreversibilidade
dos efeitos da decisão.
d) Para concessão da tutela de urgência, o juiz pode exigir caução real ou fidejussória idônea para ressarcir
os danos que a outra parte possa vir a sofrer.
e) A tutela provisória requerida em caráter incidental independe do pagamento de custas.

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Comentários

A alternativa A está correta, pois está prevista no art. 294, do NCPC.

Art. 294. A tutela provisória pode fundamentar-se em urgência ou evidência.

Parágrafo único. A tutela provisória de urgência, cautelar ou antecipada, pode ser


concedida em caráter antecedente ou incidental.

A alternativa B está incorreta e é o gabarito da questão. De acordo com o art. 296, a tutela provisória
conserva sua eficácia na pendência do processo, mas pode, a qualquer tempo, ser revogada ou modificada.
Salvo decisão judicial em contrário, a tutela provisória conservará a eficácia, também, durante o período de
suspensão do processo.

A alternativa C está correta, pois reproduz o art. 300, §3º, do NCPC.

§ 3o A tutela de urgência de natureza antecipada não será concedida quando houver perigo
de irreversibilidade dos efeitos da decisão.

A alternativa D está correta, conforme prevê o art. 300, §1º, do NCPC.

§ 1o Para a concessão da tutela de urgência, o juiz pode, conforme o caso, exigir caução
real ou fidejussória idônea para ressarcir os danos que a outra parte possa vir a sofrer,
podendo a caução ser dispensada se a parte economicamente hipossuficiente não puder
oferecê-la.

A alternativa E está correta, com base no art. 295, do NCPC.

Art. 295. A tutela provisória requerida em caráter incidental independe do pagamento de


custas.

75. (TRT4ºR-RS - 2016) Considere as assertivas abaixo sobre tutela provisória.


I - A tutela provisória de urgência pode ser classificada, no tocante ao seu conteúdo, em cautelar e
antecipada, podendo ser concedida, em qualquer das hipóteses, em caráter antecedente ou incidental.
II - A tutela provisória, uma vez concedida, mantém sua eficácia até o julgamento final do processo, podendo
o julgador, na sentença, mantê-la, revoga-la ou modificá-la, o que não mais é admissível no curso do
processo.
III - O Julgador, ao exercer o poder geral de cautela, em tutela provisória, deve observar apenas o quanto
pretendido pela parte postulante no que tange às medidas de sua efetivação.
Quais são corretas?
a) Apenas I
b) Apenas II
c) Apenas III

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d) Apenas I e II
e) I, II e III

Comentários

Vamos analisar cada um dos itens:

O item I está correto, pois está previsto no art. 294, do NCPC.

Art. 294. A tutela provisória pode fundamentar-se em urgência ou evidência.

Parágrafo único. A tutela provisória de urgência, cautelar ou antecipada, pode ser


concedida em caráter antecedente ou incidental.

O item II está incorreto. De acordo com o art. 296, do NCPC, a tutela provisória conserva a sua eficácia na
pendência do processo, mas pode, a qualquer tempo, ser revogada ou modificada. Assim, a revogação ou
modificação da medida não se restringe apenas à sentença.

Art. 296. A tutela provisória conserva sua eficácia na pendência do processo, mas pode, a
qualquer tempo, ser revogada ou modificada.

Parágrafo único. Salvo decisão judicial em contrário, a tutela provisória conservará a


eficácia durante o período de suspensão do processo.

O item III está incorreto. Conforme art. 297, do NCPC, o juiz poderá determinar as medidas que considerar
adequadas para a efetivação da tutela provisória.

Art. 297. O juiz poderá determinar as medidas que considerar adequadas para efetivação
da tutela provisória.

Parágrafo único. A efetivação da tutela provisória observará as normas referentes ao


cumprimento provisório da sentença, no que couber.

Assim, a alternativa A está correta e é o gabarito da questão.

76. (FAFIPA/Câmara de Cambará-PR - 2016) Sobre tutelas provisórias, assinale a alternativa


INCORRETA.
a) A tutela provisória requerida em caráter incidental independe do pagamento de custas.
b) Nos casos em que a urgência for contemporânea à propositura da ação, a petição inicial pode limitar-se
ao requerimento da tutela antecipada e à indicação do pedido de tutela final, com a exposição da lide, do
direito que se busca realizar e do perigo de dano ou do risco ao resultado útil do processo.
c) A tutela da evidência será concedida, independentemente da demonstração de perigo de dano ou de risco
ao resultado útil do processo, quando ficar caracterizado o abuso do direito de defesa ou o manifesto
propósito protelatório da parte.

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d) A tutela de urgência de natureza antecipada será concedida mesmo quando houver perigo de
irreversibilidade dos efeitos da decisão.

Comentários

A alternativa A está correta, conforme prevê o art. 295, do NCPC.

A alternativa B está correta, com base no art. 303, do NCPC.

A alternativa C está correta, pois reproduz o art. 311, I, do NCPC. Trata-se da tutela de evidência punitiva.

A alternativa D está incorreta e é o gabarito da questão. De acordo com o art. 300, §3º, do NCPC, a tutela de
urgência de natureza antecipada não será concedida quando houver perigo de irreversibilidade dos efeitos
da decisão.

77. (MPE-SC - 2016) Nos termos do novo Código de Processo Civil, a tutela da evidência será concedida
quando houver elementos que evidenciem a probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao
resultado útil do processo.

Comentários

A assertiva está incorreta. O art. 311, do NCPC, prevê que a tutela da evidência será concedida
independentemente da demonstração de perigo de dano ou de risco ao resultado útil do processo.

Art. 311. A tutela da evidência será concedida, independentemente da demonstração de


perigo de dano ou de risco ao resultado útil do processo, quando:

Vejamos, também, os incisos do art. 311, do NCPC, que trazem as hipóteses de concessão da tutela de
evidência.

I - ficar caracterizado o abuso do direito de defesa ou o manifesto propósito protelatório


da parte;

II - as alegações de fato puderem ser comprovadas apenas documentalmente e houver tese


firmada em julgamento de casos repetitivos ou em súmula vinculante;

III - se tratar de pedido reipersecutório fundado em prova documental adequada do


contrato de depósito, caso em que será decretada a ordem de entrega do objeto
custodiado, sob cominação de multa;

IV - a petição inicial for instruída com prova documental suficiente dos fatos constitutivos
do direito do autor, a que o réu não oponha prova capaz de gerar dúvida razoável.

78. (MPE-SC - 2016) Nos termos do novo Código de Processo Civil, a tutela de urgência e da evidência
podem ser requeridas apenas no curso do procedimento em que se pleiteia a providência principal.

Comentários

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Vejamos os art. 294 e 299, do NCPC.

Art. 294. A tutela provisória pode fundamentar-se em urgência ou evidência.

Parágrafo único. A tutela provisória de urgência, cautelar ou antecipada, pode ser


concedida em caráter antecedente ou incidental.

Art. 299. A tutela provisória será requerida ao juízo da causa e, quando antecedente, ao
juízo competente para conhecer do pedido principal.

A tutela de urgência pode ser requerida em caráter antecedente, ou seja, antes de se iniciar o processo
propriamente dito. Assim, o erro da questão está em mencionar que as tutelas provisórias poderão ser
requeridas apenas no curso do procedimento em que se pleiteia o objeto principal da ação.

Portanto, a assertiva está incorreta.

79. (INSTITUTO CIDADES/Prefeitura de Itauçu-GO - 2015) Acerca da tutela provisória, marque a


alternativa CORRETA:
a) O requerido será citado, qualquer que seja o procedimento cautelar, para, no prazo de 15 (quinze) dias,
contestar o pedido, indicando as provas que pretende produzir.
b) O indeferimento da tutela provisória obsta a que a parte intente a ação.
c) Não sendo contestado o pedido, o juiz deverá obrigatoriamente conceder a tutela de urgência cautelar na
forma do pedido do autor.
d) É lícito ao juiz conceder liminarmente ou após justificação prévia a tutela de urgência, sem ouvir o réu,
quando verificar que este, sendo citado, poderá torná-la ineficaz; caso em que poderá determinar que o
requerente preste caução real ou fidejussória de ressarcir os danos que o requerido possa vir a sofrer.

Comentários

A alternativa A está incorreta. De acordo com o art. 398, o requerido será citado, para, no prazo de 5 dias,
dar a sua resposta.

Art. 398. O requerido dará sua resposta nos 5 (cinco) dias subsequentes à sua intimação.

A alternativa B está incorreta. Conforme art. 310, o indeferimento da tutela cautelar não obsta que a parte
formule o pedido principal.

Art. 310. O indeferimento da tutela cautelar não obsta a que a parte formule o pedido
principal, nem influi no julgamento desse, salvo se o motivo do indeferimento for o
reconhecimento de decadência ou de prescrição.

A alternativa C está incorreta, uma vez que tal informação não se dessume do art. 307, do NCPC, que apenas
explicita que não sendo contestado o pedido, os fatos alegados pelo autor presumir-se-ão aceitos pelo réu
como ocorridos, caso em que o juiz decidirá dentro de cinco dias.

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A alternativa D está correta e é o gabarito da questão, pois traz o previsto no art. 300, §1º e §2º, do NCPC:

Art. 300. A tutela de urgência será concedida quando houver elementos que evidenciem a
probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo.

§ 1o Para a concessão da tutela de urgência, o juiz pode, conforme o caso, exigir caução
real ou fidejussória idônea para ressarcir os danos que a outra parte possa vir a sofrer,
podendo a caução ser dispensada se a parte economicamente hipossuficiente não puder
oferecê-la.

§ 2o A tutela de urgência pode ser concedida liminarmente ou após justificação prévia.

LISTA DE QUESTÕES
CESPE

1. (CESPE/TJ-AM - 2019) Caio ajuizou ação contra determinada sociedade empresária e apresentou
pedido único de repetição de valor decorrente de cobrança indevida, requerendo, ainda, a concessão de
tutela de urgência. Após a apresentação de defesa pela ré, o juiz prolatou sentença em que concedeu a
tutela provisória e, no mesmo pronunciamento, julgou o pedido procedente de forma definitiva. A
sociedade empresária interpôs recurso de apelação requerendo a reforma total da sentença.
Considerando essa situação hipotética, julgue o item seguinte.
O juiz está autorizado pelo ordenamento processual a conceder a tutela provisória no momento de prolação
de sua sentença.

2. (CESPE/TJ-AM - 2019) Rodrigo deixou de cumprir sua parte em obrigação de fazer firmada com
Vinícius. Para assegurar seu direito, Vinícius ajuizou ação em desfavor de Rodrigo.
Considerando essa situação hipotética, julgue o item subsequente.
Na hipótese de Vinícius requerer tutela provisória incidental, esta dependerá do pagamento de custas
referentes ao feito.

3. (CESPE/TJ-PR - 2019) No que concerne às regras estabelecidas para a tutela provisória, o Código de
Processo Civil determina que a concessão, pelo magistrado, da tutela de evidência
a) dependerá da demonstração de perigo de dano ou de risco ao resultado útil do processo e ocorrerá nas
situações em que os efeitos da decisão sejam reversíveis.
b) poderá ser deferida liminarmente caso os fatos sejam comprovados apenas pela via documental e exista
tese firmada em julgamento de casos repetitivos.
c) será realizada na forma de decisão interlocutória de mérito e produzirá coisa julgada material caso não
seja impugnada pelo réu.
d) será cabível somente na hipótese de verificação de abuso do direito de defesa da parte ré, haja vista a
natureza punitiva dessa modalidade de tutela provisória.

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4. (CESPE/TJDFT - 2019) Um estudante de 28 anos de idade do oitavo semestre do curso de direito,


foi aprovado em concurso público para o cargo de analista de tribunal superior. Poucos meses depois da
aprovação, o concurso foi homologado, e o estudante foi chamado para dar início aos trâmites para sua
nomeação e posse. No entanto, por não ter ainda concluído o curso de direito, o universitário ficou
impedido de ser nomeado, pois o edital do concurso exigia bacharelado em direito como requisito de
investidura no cargo. Com receio de perder a oportunidade, o rapaz procurou um advogado para obter
medida liminar que lhe resguardasse o direito de manter sua vaga até a conclusão do curso superior.
Nessa situação hipotética, segundo a legislação vigente, o advogado do estudante poderá
a) requerer tutela antecipada em caráter antecedente que, após estabilizada, poderá ser desconstituída por
meio de ação autônoma, que deverá ser ajuizada no prazo de trinta dias a contar da ciência da decisão que
tiver extinguido o processo.
b) requerer tutela provisória cautelar, visto que restam configurados os requisitos do periculum in mora e
do fumus boni iuris.
c) ajuizar ação de obrigação de fazer cumulada com pedido de tutela provisória cautelar.
d) requerer tutela antecipada em caráter antecedente, a qual, não sendo impugnada ou recorrida, passará
a ser estável no mundo jurídico.
e) impetrar mandado de segurança diretamente no STJ.

5. (CESPE/MPE-PI - 2018) Acerca de normas processuais, atos processuais, tutela provisória e atuação
do Ministério Público no processo civil, julgue o item subsequente.
A concessão de tutela provisória, em qualquer de suas modalidades previstas no Código de Processo Civil,
depende da demonstração da probabilidade do direito e do perigo de dano ou de risco ao resultado útil do
processo judicial.

6. (CESPE/TJBA - 2019) De acordo com o CPC, o magistrado concederá a tutela de urgência durante o
curso do processo se
a) ficar caracterizado abuso do direito pelo réu e as alegações fáticas puderem ser comprovadas apenas
documentalmente.
b) houver manifesto propósito protelatório da parte contrária e probabilidade do direito.
c) as alegações fáticas puderem ser comprovadas apenas documentalmente e existir risco ao resultado útil
do processo.
d) for verificada a existência de risco ao resultado útil do processo.
e) houver constatação do perigo de dano e o réu não apresentar prova capaz de gerar dúvida razoável acerca
do direito discutido.

7. (CESPE/EMAP - 2018) Acerca do valor da causa, da tutela provisória, do Ministério Público, da


advocacia pública, da defensoria pública e da coisa julgada, julgue o item subsequente.
Situação hipotética: Em ação proposta por Luísa, a petição inicial limitou-se ao requerimento da tutela
antecipada em caráter antecedente e à indicação do pedido de tutela final. O julgador, entendendo que não
havia elementos suficientes para a concessão da medida antecipatória, determinou a emenda da inicial no
prazo de cinco dias. Assertiva: Nessa situação, se a autora não emendar a inicial, o pedido será indeferido e
o processo será julgado extinto sem resolução de mérito.

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8. (CESPE/PC-MA - 2018) Julgue os itens a seguir, a respeito do procedimento da tutela antecipada


requerida em caráter antecedente.
I Concedida a tutela antecipada, o autor deverá aditar a petição inicial com a complementação de
argumentação e confirmação do pedido de tutela final e, se for o caso, com a juntada de novos documentos.
II O aditamento da petição inicial deverá ocorrer nos mesmos autos, no prazo de quinze dias, mediante o
pagamento de novas custas processuais.
III O processo será extinto sem resolução do mérito quando não for realizado o aditamento à petição inicial.
Assinale a opção correta.
a) Apenas o item I está certo.
b) Apenas o item II está certo.
c) Apenas os itens I e III estão certos.
d) Apenas os itens II e III estão certos.
e) Todos os itens estão certos.

9. (CESPE/PGE-PE - 2018) A respeito da aplicação da tutela de urgência, assinale a opção correta.


a) Poderá ser deferida e efetivada contra o poder público antes do trânsito em julgado do processo.
b) Cassada em sentença, somente poderá ser restabelecida mediante o deferimento de pedido nesse sentido
constante no respectivo recurso.
c) Será concedida sempre que caracterizado o manifesto propósito protelatório da parte adversa ou o abuso
do direito de defesa, independentemente de demonstração de perigo de dano.
d) Não poderá ser concedida nos processos sobrestados por força do regime repetitivo.
e) Não poderá ser concedida em incidente de desconsideração da personalidade jurídica.

10. (CESPE/PGM-AM - 2018) À luz das disposições do CPC relativas aos atos processuais, julgue o item
subsequente.
Para a concessão da tutela de evidência, o juiz deverá verificar, além da probabilidade de direito, o perigo
de dano ou de risco ao resultado útil do processo.

11. (CESPE/STJ - 2018) Julgue os itens a seguir, a respeito das ações no processo civil.
A ação de conhecimento ou cognição visa prevenir, conservar, defender ou assegurar a eficácia de um
direito.

12. (CESPE/STJ - 2018) Julgue os itens a seguir, a respeito das ações no processo civil.
A tutela provisória pode ser concedida em caráter antecedente a propositura da ação ou em caráter
incidental, quando proposta no curso da ação principal.

13. (CESPE/DPE-AC - 2017) Uma criança necessita, com urgência, de internação em UTI. Alegando ser
hipossuficientes, seus pais procuraram a DP e informaram que não havia leitos disponíveis nos hospitais
da rede pública. Além disso, relataram que haviam perdido todos os laudos de exames da criança e que
não poderiam aguardar a segunda via deles, tampouco submetê-la a novos exames, em razão do risco
iminente de morte dela.

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Nessa situação, a fim de garantir a pronta internação da criança, a DP deverá ajuizar


a) ação, qualquer que seja ela, apenas após a entrega dos laudos dos exames da criança.
b) mandado de segurança, com pedido cautelar em caráter antecedente.
c) mandado de segurança, com pedido de produção de prova pericial sobre o estado de saúde dela, a ser
realizada na fase de dilação probatória.
d) ação ordinária, formulando pedido de tutela de evidência.
e) ação ordinária, formulando pedido de tutela de urgência de caráter antecedente.

14. (CESPE/TRE-BA - 2017) Julgue os itens a seguir, com base no Código de Processo Civil.
I. É cabível a fixação de honorários de sucumbência na reconvenção, no cumprimento de sentença, na
execução e em grau recursal.
II. A legislação processual proíbe que a tutela da evidência seja concedida antes da manifestação do réu.
III. Somente para rescindir decisão de mérito, pode-se utilizar ação rescisória.
IV. A concessão do benefício da prioridade de tramitação de processo a parte idosa que figure como
beneficiado deve ser estendido em favor de seu cônjuge supérstite no caso de óbito da parte.
Estão certos apenas os itens
a) I e II.
b) I e III.
c) I e IV.
d) II e III.
e) III e IV.

15. (CESPE/MPE-RR - 2017) De acordo com expressa previsão do CPC, o fenômeno processual
denominado estabilização da tutela provisória de urgência aplica-se apenas à tutela
a) cautelar, requerida em caráter antecedente.
b) antecipada, incidental ou antecedente.
c) cautelar, incidental ou antecedente.
d) antecipada, requerida em caráter antecedente.

16. (CESPE/Prefeitura de Belo Horizonte-MG - 2017) A respeito da tutela provisória, assinale a opção
correta.
a) Em caso de tutela provisória antecipada requerida em caráter antecedente, as despesas processuais de
preparo serão comprovadas quando do aditamento do pedido de tutela definitiva, momento em que a parte
deverá indicar o valor atribuído à causa.
b) Estando o processo no tribunal para julgamento de recurso, a competência para analisar pedido de tutela
provisória será do juízo que tiver julgado originariamente a causa.
c) O juiz poderá exigir, para a concessão de liminar de tutela provisória de urgência, a prestação de caução a
ser garantida pelo requerente, salvo no caso de hipossuficiência econômica, situação em que tal garantia
poderá ser dispensada.

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d) Concedida a tutela provisória antecipada em caráter antecedente, caso o autor não promova o aditamento
da petição inicial com o pedido de confirmação de tutela definitiva dentro do prazo legal, o processo será
extinto sem resolução de mérito, e a liminar será revogada.

17. (CESPE/Prefeitura de Fortaleza-CE - 2017) Julgue o item seguinte, com base no que dispõe o CPC
sobre atos processuais, deveres das partes e dos procuradores e tutela provisória.
Com a consagração do modelo sincrético de processo, as tutelas provisórias de urgência e da evidência
somente podem ser requeridas no curso do procedimento em que se pleiteia a providência principal.

18. (CESPE/TJ-PR - 2017) Ao receber a petição inicial de processo eletrônico que tramita pelo
procedimento comum, o magistrado, postergando o contraditório, deferiu liminarmente a tutela
provisória de evidência requerida e intimou o réu para cumprimento no prazo de cinco dias. Considerou o
juiz que as alegações do autor foram comprovadas documentalmente e que havia tese firmada em
julgamento de casos repetitivos que amparava a medida liminar. Posteriormente, o réu apresentou
manifestação alegando a incompetência absoluta do juízo e equívoco do magistrado na concessão da
tutela provisória.
Acerca dessa situação hipotética, assinale a opção correta.
a) O magistrado cometeu error in procedendo, porque viola a ampla defesa a concessão de tutela da
evidência antes da manifestação do réu.
b) Ainda que venha a ser reconhecida a incompetência absoluta do juízo, os efeitos da decisão serão
conservados até que outra seja proferida pelo órgão jurisdicional competente.
c) O magistrado agiu de forma equivocada, porque o CPC não autoriza a concessão de tutela provisória da
evidência pelos motivos indicados pelo juiz.
d) Se reconhecer sua incompetência absoluta, o juiz deverá extinguir o processo sem resolução do mérito,
justificando a medida na impossibilidade técnica em remeter os autos eletrônicos para o juízo competente.

19. (CESPE/PGE-AM - 2016) Acerca de tutela provisória, cumprimento de sentença e processos nos
tribunais, julgue o item a seguir.
A tutela provisória antecipada poderá ser concedida em caráter antecedente, liminarmente e
incidentalmente a qualquer tempo, ao passo que a tutela provisória cautelar só poderá ser concedida em
caráter antecedente.

20. (CESPE/TRF1ªR - 2017) A respeito da petição inicial, da tutela provisória, da suspensão do processo
e das nulidades, julgue os próximos itens à luz do Código de Processo Civil vigente.
Para concessão da tutela de evidência, é exigido que a parte demonstre o perigo de dano ao direito alegado.

21. (CESPE/TCE-PA - 2016) No que se refere à formação, extinção e suspensão do processo bem como
à tutela provisória, julgue o item que se segue.
A tutela provisória requerida pela parte em caráter incidental depende de pagamento de custas.

22. (CESPE/TCE-PA - 2016) Julgue o item a seguir, referentes à tutela provisória e aos meios de
impugnação das decisões judiciais conforme o novo Código de Processo Civil.

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A denominada tutela provisória não pode ter natureza satisfativa, uma vez que essa modalidade de tutela
jurisdicional se presta unicamente a assegurar a futura eficácia de tutela definitiva, resguardando direito a
ser satisfeito.

23. (CESPE/TCE-RN - 2015) No que diz respeito às normas processuais, à função jurisdicional, à petição
inicial e ao tempo e lugar dos atos processuais, conforme o Novo Código de Processo Civil, julgue o item
que se segue.
Com o objetivo de garantir valores fundamentais estabelecidos na Constituição Federal de 1988, é vedado
ao juiz conceder tutela provisória de urgência contra uma das partes sem que ela seja previamente ouvida.

24. (CESPE/TCE-PR - 2016) Com relação à tutela provisória, assinale a opção correta.
a) Requerida após o protocolo da petição inicial, embora processada nos mesmos autos do pedido principal,
a tutela provisória de urgência incidental dependerá do pagamento de custas.
b) Diferentemente do que ocorre com a tutela de urgência cautelar, as regras de competência para a
concessão antecipada da tutela provisória são mitigadas.
c) Preenchidos os requisitos de probabilidade do direito alegado e comprovado o perigo na demora da
prestação jurisdicional, é vedado ao juiz exigir caução para a concessão.
d) Por ser a tutela provisória regra de exceção revestida de provisoriedade, os meios de sua concretização
são elencados taxativamente no CPC.
e) Poderá o juiz suspender a eficácia da tutela provisória concedida durante período de suspensão do
processo.

25. (CESPE/TJ-PB - 2015) Com relação às tutelas provisórias acautelatórias, julgue o item seguinte.
A instrução probatória da ação cautelar deve ser feita juntamente com a produção de provas da ação
principal.

26. (CESPE/TJ-PB - 2015) Com relação às tutelas provisórias acautelatórias, julgue o item seguinte.
Cessada a eficácia de uma medida cautelar deferida, a parte pode repetir, com base no mesmo fundamento,
novo pedido cautelar.

27. (CESPE/TJ-PB - 2015) Com relação às tutelas provisórias acautelatórias, julgue o item seguinte.
O ajuizamento da ação principal mais de trinta dias após a efetivação da tutela cautelar implica perda da
eficácia dessa medida, mas não extingue o processo cautelar.

Comentários

A assertiva está incorreta, pois uma vez efetivada a tutela cautelar, o pedido principal deverá ser ajuizado
no prazo de 30 dias. Caso esse prazo não seja observado, a tutela cautelar antecedente perderá a eficácia e
será extinta sem o julgamento do mérito.

28. (CESPE/DPE-AL - 2017) De acordo com o Código de Processo Civil (CPC), é passível de estabilização
a tutela
a) cautelar de urgência requerida em caráter antecedente, mediante a negociação expressa entre as partes.

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b) antecipada concedida em caráter antecedente, se da decisão houver interposição de recurso por


assistente simples e o réu não se manifestar.
c) cautelar concedida em caráter antecedente, se da decisão não houver interposição de recurso cabível.
d) antecipada de urgência requerida em caráter antecedente, mediante negociação expressa entre as partes.
e) provisória concedida em caráter incidental, se da decisão não houver interposição tempestiva de recurso.

29. (CESPE/SEDF - 2017) Acerca do Ministério Público e da tutela de urgência, julgue o próximo item.
Concedida e efetivada a tutela provisória de urgência antecipada em caráter antecedente, se o réu não
interpuser recurso contra essa decisão, a tutela concedida se estabilizará mesmo que o processo seja extinto
sem resolução de mérito. Todavia, essa decisão poderá ser revista, reformada ou invalidada a pedido da
parte interessada no prazo de dois anos, contados da ciência da decisão que extinguir o processo.

Outras Bancas

30. (QUADRIX/CREA-GO - 2019) Para a concessão da tutela de evidência, o autor deverá demonstrar o
perigo de dano e o risco ao resultado útil do processo.

31. (INAZ do Pará/CORE-SP - 2019) No que diz respeito à Tutela de Urgência e de Evidência reguladas
pelo Código de Processo Civil vigente, marque a alternativa correta
a) A tutela de urgência de natureza antecipada será concedida quando houver elementos que evidenciem a
probabilidade do direito, o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo, ainda que exista perigo
de irreversibilidade dos efeitos da decisão.
b) O juiz não poderá exigir caução real ou fidejussória, pois não há obrigação nesse sentido prevista no atual
Código de Processo Civil.
c) A concessão da Tutela de Evidência independe da demonstração de perigo de dano ou de risco ao
resultado útil do processo quando ficar caracterizado o abuso do direito de defesa ou o manifesto propósito
protelatório da outra parte.
d) Concedida a tutela antecipada em caráter antecedente, o autor deverá aditar a inicial, complementando
sua argumentação, juntando novos documentos e confirmando o pedido de tutela final, no prazo legal de 30
(trinta) dias ou em outro prazo maior que o juiz fixar.
e) O Novo Código de Processo Civil traz a possibilidade da tutela de urgência ser concedida em caráter
liminar, não trazendo, contudo, a possibilidade de concessão após audiência de justificação prévia, pois,
neste caso, perderia sua natureza provisória.

32. (IAUPE/UPE – 2019) A respeito da tutela provisória, é CORRETO afirmar que


a) a tutela provisória de urgência, assim como a tutela provisória de evidência, pode ser concedida em
caráter antecedente ou incidente.
b) é cabível ação rescisória no prazo decadencial de dois anos da decisão que estabiliza os efeitos da tutela
antecipada.
c) a tutela de evidência prescinde de risco ao resultado útil do processo e do perigo de dano e poderá ser
concedida de maneira liminar, quando ficar caracterizado o abuso do direito de defesa.

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d) apenas o réu poderá demandar com o intuito de rever, reformar ou invalidar a tutela antecipada
estabilizada.
e) é vedada a exigência de recolhimento de custas para apreciar requerimento de tutela provisória
incidental, cuja decisão, se assim subordiná-lo, é recorrível por meio de agravo de instrumento.

33. (FUNDEP/DPE-MG – 2019) Sobre tutela provisória, assinale a alternativa incorreta.


a) Sendo carente a parte que requer a tutela de urgência, poderá o juiz dispensar apresentação de caução
destinada a ressarcir os danos que a outra parte possa vir a sofrer em virtude da efetivação da medida.
b) O autor responde objetivamente pelos danos ocasionados à outra parte decorrentes da antecipação de
tutela não confirmada em sentença, independentemente de ordem judicial e de pedido específico do
interessado.
c) A tutela provisória de urgência antecipada pode ser concedida na sentença e, havendo omissão judicial
quanto ao prévio requerimento formulado, nada impede que ela seja concedida na decisão que julga os
embargos declaratórios.
d) Ao prever a possibilidade de estabilização da tutela antecipada requerida em caráter incidente, o
legislador brasileiro equiparou as técnicas processuais de cognição sumária e de cognição exauriente.

34. (CS UFG/SANEAGO – 2018) São requisitos para a concessão da tutela provisória de urgência, nos
termos do Código de Processo Civil:
a) abuso de direito e manifesto propósito protelatório da parte.
b) probabilidade do direito e manifesto propósito protelatório da parte.
c) perigo de dano e tese firmada em julgamento de recursos repetitivos ou em súmula vinculante.
d) probabilidade do direito e perigo de dano ou risco ao resultado útil do processo.

35. (NC-UFPR/FOZPREV – 2018) Sobre o regime da defesa do réu, da tutela provisória e da coisa julgada
no CPC, assinale a alternativa correta.
a) A incompetência relativa deve ser alegada mediante exceção de incompetência, atendidas as formalidades
estabelecidas no Código de Processo Civil.
b) A antecipação de tutela concedida estabiliza-se se o réu não apresentar contestação.
c) A coisa julgada não favorece nem prejudica terceiros.
d) Quando alegar sua ilegitimidade ad causam, incumbe ao réu indicar o sujeito passivo da relação jurídica
discutida sempre que tiver conhecimento.
e) O Código de Processo Civil veda a antecipação da tutela na ação de embargos de terceiro.

36. (IDECAN/IPC – 2018) No âmbito das tutelas provisórias, o atual Código de Processo Civil prevê que
a tutela da evidência será concedida, independentemente da demonstração de perigo de dano ou de risco
ao resultado útil do processo, quando:
I. Houver tese firmada em julgamento de casos repetitivos ou em súmula vinculante, ainda que as alegações
de fato demandem a produção de prova testemunhal.
II. Ficar caracterizado o manifesto propósito protelatório da parte.
III. Houver o abuso do direito de defesa.

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Está(ão) correto(s) o(s) item(ns):


a) Apenas I e II.
b) Apenas I e III.
c) Apenas II e III.
d) Todos estão corretos.

37. (IBFC/TRF 2 – 2018) Caio requereu, como tutela provisória de urgência, em caráter antecedente, o
bloqueio de cem mil reais, na conta-corrente de Tício, a título de garantia para a eventual procedência de
pedido de condenação pecuniária em face do mesmo, tendo o juiz deferido a medida, que não foi
impugnada. Em seguida, o juiz considerou estabilizada a demanda e extinguiu o processo sem o
julgamento do mérito. Em relação ao caso descrito, pode-se afirmar que:
a) o processo deveria ser extinto com o julgamento do mérito.
b) o juiz deveria ter aguardado a contestação, tendo em vista que a impugnação à estabilização pode ser
realizada na contestação.
c) a tutela provisória concedida não é suscetível de estabilização.
d) o juiz deveria ter indeferido a tutela em questão porque não cabível em caráter antecedente.
e) o juiz deveria ter aplicado o princípio da fungibilidade à hipótese.

38. (COSEAC UFF/Pref Maricá – 2018) Acerca da tutela provisória, é correto afirmar que:
a) não conserva sua eficácia se o processo for suspenso, salvo decisão judicial em contrário.
b) ressalvada disposição especial, nos recursos a tutela provisória será requerida ao órgão jurisdicional a
quo.
c) nos casos de tutela provisória de urgência em caráter antecedente, não é necessário que a parte indique,
na petição inicial visando à tutela de urgência antecipada, o valor da causa incluindo o valor do pedido final.
d) entre as hipóteses de acolhimento de tutela provisória de evidência, não se inclui tese firmada em
julgamento de casos repetitivos ou súmula vinculante.
e) em havendo acolhimento de alegação de decadência ou prescrição da pretensão, a parte responderá
pelos prejuízos que a efetivação da tutela de urgência causar à parte adversa, independentemente da
reparação por dano processual.

39. (FUNRIO/ALERR – 2018) De acordo com o Código de Processo Civil, as tutelas jurisdicional
provisórias serão concedidas pelo magistrado, utilizando o juízo de cognição sumária, e serão de duas
espécies: de urgência e de evidência.
Portanto, pode-se afirmar que a tutela
a) cautelar requerida em juízo, em caráter antecedente, seguirá em processo autônomo.
b) de urgência será concedida quando houver elementos que evidenciem o perigo de dano ou o risco ao
resultado útil do processo.
c) da evidência será concedida, independentemente da demonstração de perigo de dano ou de risco ao
resultado útil do processo, quando ficar caracterizado o abuso do direito de defesa.

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d) da evidência será concedida quando houver a demonstração de perigo de dano ou de risco ao resultado
útil do processo, quando se tratar de pedido reipersecutório fundado em prova documental adequada do
contrato de depósito.

40. (CEFETBAHIA/MPE-BA – 2018) Sobre as medidas de urgência no CPC, podemos afirmar:


a) Que o juiz deverá conceder a tutela de evidência, havendo provas do perigo de dano, quando
caracterizado manifesto propósito protelatório da parte.
b) A tutela de urgência exige demonstração de probabilidade do direito, do perigo de dano, além do risco
ao resultado útil do processo.
c) Por não ser de urgência, a tutela da evidência prescinde dos requisitos inerentes ao perigo de dano ou
risco ao resultado útil do processo.
d) Independentemente da probabilidade do direito alegado, a tutela de urgência é medida acautelatória
que deve ser concedida se patente o perigo de dano irreparável ou o risco ao resultado útil do processo.
e) Pelo Novo Código de Processo Civil, não se proferirá decisão contra uma das partes sem ouvi-la
previamente, sendo esse princípio uma exceção à regra do contraditório diferido, como nas medidas de
urgência.

41. (NC-UFPR/COREN PR – 2018) No que toca ao tratamento legal da tutela provisória, pelo Código de
Processo Civil, assinale a alternativa correta.
a) As tutelas provisórias de urgência e de evidência podem ser requeridas pela via incidental ou antecedente.
b) Para a efetivação da tutela provisória, o magistrado encontra-se adstrito às técnicas típicas de execução
previstas pelo próprio Código de Processo Civil.
c) A caução real ou fidejussória é imprescindível para a concessão de tutela de evidência.
d) Nos casos em que a urgência for contemporânea à propositura da ação, pode o autor requerer a tutela
de urgência em caráter antecedente, hipótese em que deverá demonstrar a probabilidade do direito e o
perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo.
e) Uma das hipóteses para a concessão de tutela de evidência, prevista no Código de Processo Civil é que a
matéria controvertida seja unicamente de direito e no juízo já houver sido proferida sentença de total
procedência em casos idênticos.

42. (IBADE/IPM JP – 2018) Sobre o instituto da tutela provisória, está correto afirmar que:
a) a tutela de evidência só pode ser concedida liminarmente nos casos de prova exclusivamente documental
apresentada pelo autor. acompanhada de tese firmada em casos repetitivos ou súmula vinculante, ou
quando se tratar de pedido reipersecutório, com prova documental do contrato de depósito.
b) a concessão de tutela provisória em caráter incidental depende do pagamento das respectivas custas.
c) na tutela de evidência, exige-se a comprovação do requisito do risco de dano grave, irreparável ou de
difícil reparação.
d) a tutela de urgência pode ser concedida mesmo nos casos em que houver perigo de irreversibilidade dos
efeitos da decisão.
e) não é cabível em grau recursal.

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43. (Legalle/MPE-GO – 2018) Segundo o Código de Processo Civil, afirma-se que independentemente
da reparação por dano processual, a parte responde pelo prejuízo que a efetivação da tutela de urgência
causar à parte adversa se obtida liminarmente em caráter antecedente, não fornecer os meios necessários
para a citação do requerido em que prazo?
a) 30 dias.
b) 10 dias.
c) 5 dias.
d) 3 dias.

44. (MPE-MS/MPE-MS – 2018) A tutela provisória pode fundamentar-se em urgência ou evidência. A


esse respeito, é correto afirmar:
a) A tutela cautelar de urgência não pode ser efetivada mediante arresto, sequestro ou arrolamento de
bens, porquanto sujeitos a procedimento cautelar específico.
b) Nos casos em que a urgência for contemporânea à propositura da ação e a petição inicial pode limitar-se
ao requerimento da tutela antecipada e à indicação do pedido de tutela final, se concedida a tutela
antecipada, o autor deverá aditar a petição inicial, com a complementação de sua argumentação, a juntada
de novos documentos e a confirmação do pedido de tutela final, em quinze dias ou em outro prazo fixado
pelo juiz.
c) A tutela de evidência será concedida se demonstrado perigo de dano ou de risco ao resultado útil do
processo, quando ficar caracterizado o abuso do direito de defesa ou o manifesto propósito protelatório da
parte ou se as alegações de fato puderem ser comprovadas apenas documentalmente e houver tese firmada
em julgamento de casos repetitivos ou em súmula vinculante.
d) A petição inicial, na ação judicial que pleiteia tutela cautelar em caráter antecedente, indicará a lide e o
seu fundamento, a exposição sumária do direito que se visa assegurar e o perigo de dano ou risco ao
resultado útil do processo, porém será a petição inicial indeferida se o pedido tiver natureza antecipatória.
e) Concedida a tutela cautelar, o pedido principal terá de ser formulado pelo autor no prazo de trinta dias,
em autos apartados e mediante a complementação de custas processuais.

45. (MPE-MS/MPE-MS – 2018) A requerimento da parte, o juiz poderá antecipar, total ou


parcialmente, os efeitos da tutela judicial pretendida. Assinale a alternativa correta.
a) O autor da ação não responde pelos danos sofridos pela parte contrária decorrentes da antecipação de
tutela que não for confirmada em sentença.
b) A tutela provisória conserva sua eficácia na pendência do processo, não podendo ser revogada ou
modificada, salvo no caso de interposição de recurso.
c) Ainda que requerida em caráter incidental, a tutela provisória depende do pagamento de custas.
d) É possível a antecipação da tutela em sede de recurso, desde que presentes os requisitos legais.
e) Concedida a tutela antecipada em caráter antecedente, ela se tornará estável independentemente da
interposição de recurso.

46. (CESGRANRIO/LIQUIGÁS – 2018) Nos termos do Código de Processo Civil em vigor, concedida a
tutela antecipada, o autor deverá aditar a petição inicial, com a complementação de sua argumentação, a

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juntada de novos documentos e a confirmação do pedido de tutela final, não havendo outro prazo fixado
pelo juiz, em
a) cinco dias
b) dez dias
c) quinze dias
d) vinte dias
e) trinta dias

47. (IESES/TJ-AM – 2018) Em relação a tutela provisória no Código de Processo Civil, é INCORRETO:
a) Na tutela da evidência será exigido conforme norma expressa no Código de Processo Civil, a demonstração
de perigo de dano ou de risco ao resultado útil do processo.
b) Na tutela de urgência, deferida em caráter antecedente, o réu será citado e intimado para audiência de
conciliação ou de mediação, e não havendo autocomposição, o prazo para contestar terá sua fluência da
negativa de acordo.
c) Na tutela de urgência, independente da natureza da medida, cautelar ou antecipada os requisitos legais
para devida concessão são respectivamente, a probabilidade do direito e o risco de dano ou resultado útil
do processo, podendo ser dispensada a caução, caso a parte interessada comprove a sua hipossuficiência.
d) As decisões interlocutórias que dizem respeito a tutela provisória serão recorríveis via agravo de
instrumento, já as sentenças que confirmam, concedem, ou revogam a tutela provisória serão recorríveis
por meio de apelação, a qual será desprovida de efeito suspensivo.

48. (NC-UFPR/Prefeitura de Curitiba-PR – 2019) A Emenda Constitucional nº 45 consagrou o direito


fundamental das partes à razoável duração do processo judicial e administrativo e dos meios que
assegurem a celeridade de sua tramitação. Também é de se dizer que o artigo 5º, XXXV, da Constituição
Federal, quando trata do direito de acesso à justiça, apresenta a necessidade de que a proteção
jurisdicional seja efetiva. Assim, na busca pela razoável duração e celeridade processual, o Código de
Processo Civil prevê as tutelas provisórias, entre elas as tutelas de urgência, que têm por objetivo
assegurar ou proteger o direito da parte de uma possível demora na tramitação do processo. A respeito
das tutelas provisórias previstas no Código de Processo Civil, assinale a alternativa correta.
a) As tutelas provisórias previstas no Código de Processo Civil têm por objetivo minimizar os efeitos da
demora no processo, especialmente quando há evidências de que o demandante tem razão em seu pedido,
mas ainda não existam nos autos elementos suficientes para o julgamento definitivo de procedência.
b) Segundo o Código de Processo Civil, a tutela provisória de urgência antecipada pode ser concedida em
caráter antecedente ou incidental, mas a tutela provisória de urgência cautelar não poderá ser apresentada
em caráter incidental.
c) O juiz poderá determinar as medidas que considerar adequadas para efetivação da tutela provisória, mas
a tutela concedida não conservará a sua eficácia nos períodos em que o processo estiver suspenso.
d) Nos casos em que a urgência for contemporânea à propositura da ação, a petição inicial pode limitar-se
ao requerimento da tutela antecipada e à indicação do pedido de tutela final, com a exposição da lide, do
direito que se busca realizar e do perigo de dano ou do risco ao resultado útil do processo. Nesse caso, caso
entenda que não há elementos para a concessão de tutela antecipada, o órgão jurisdicional
obrigatoriamente indeferirá a petição inicial.

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e) A tutela antecipada antecedente torna-se estável se da decisão que a conceder não for interposto o
respectivo recurso, caso em que tal decisão estará sujeita aos efeitos da coisa julgada, tornando-se imutável
e indiscutível.

49. (FUNRIO /ALE-RR - 2018) André, menor impúbere, beneficiário do plano de saúde coletivo Z,
começa a sentir fortes dores abdominais, vomitando durante a madrugada, e é socorrido por seus pais
que o levaram para o Hospital Y, credenciado ao plano de saúde. O pediatra que fez o atendimento inicial
de André diagnosticou um quadro clínico muito grave, com risco de morte, sendo necessário o imediato
encaminhamento do menor para o Centro de Terapia Intensiva (CTI) do hospital. Os funcionários
administrativos do hospital entraram em contato com o plano de saúde Z, pedindo autorização para
internação e cirurgia do menor, mas a autorização foi negada, uma vez que André ainda não havia
cumprido o período de carência exigido em contrato. Ao saber a resposta do plano de saúde, a mãe, que
é advogada, resolve elaborar uma petição de ação de obrigação de fazer com pedido de tutela provisória
numa das varas cíveis da Comarca Capital do Tribunal de Justiça X.

Diante do caso hipotético apresentado e, levando-se em consideração o Código de Processo Civil no que
tange à utilização do instituto da tutela provisória, assinale a alternativa CORRETA.
a) Devido à urgência do caso, contemporânea à propositura da ação, a petição inicial poderá limitar-se
simplesmente ao requerimento da tutela antecipada, com a exposição do direito que se busca realizar e do
perigo de dano ou do risco ao resultado útil do processo.
b) A petição inicial da ação de obrigação de fazer, que visa também à prestação de tutela cautelar em caráter
antecedente, indicará somente a exposição sumária do direito que se objetiva assegurar.
c) Devido à urgência do caso, contemporânea à propositura da ação, a petição inicial que será redigida
poderá limitar-se ao requerimento da tutela antecipada e à indicação do pedido final. Concedida a tutela
antecipada, o autor deverá aditar a petição inicial em 15 (quinze) dias ou em outro prazo maior que o juiz
fixar.
d) Para que o magistrado conceda a tutela de evidência em favor de André, autorizando sua internação no
CTI do hospital, bem como a cirurgia; a petição inicial deverá obrigatoriamente demonstrar a existência de
perigo de dano e risco ao resultado útil do processo.

50. (CEBRASPE/PGM-Manaus - 2018) À luz das disposições do CPC relativas aos atos processuais,
julgue os itens subsequentes.
Para a concessão da tutela de evidência, o juiz deverá verificar, além da probabilidade de direito, o perigo
de dano ou de risco ao resultado último do processo.

51. (CS-UFG/TJ-GO - 2017) J.B foi aprovado no vestibular para medicina em uma instituição privada de
ensino, quando ainda estava concluindo o segundo ano do ensino médio. A instituição, no entanto, não
aceitou a efetivação da matrícula de J.B, em razão da ausência do documento comprobatório da conclusão
do ensino médio. Obstinado a matricular-se no curso de medicina, e com receio de perder a vaga, J.B
procurou advogado, visando a obtenção de medida liminar que lhe autorizasse a realização da matrícula,
cujo prazo se encerraria em 5 dias. Nesse caso, J.B poderá ajuizar:
a) ação de obrigação de fazer em face da instituição de ensino, requerendo a concessão de medida cautelar,
para autorizá-lo a efetivar a matrícula.
b) ação cautelar inominada antecedente, requerendo a determinação judicial à Universidade para aceitar a
matrícula, ante a presença dos requisitos fumus boni iuris e periculum in mora.

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c) requerimento de tutela antecipada em caráter antecendente em face da instituição de ensino, que se não
for impugnada, tornar-se-á estável no mundo jurídico.
d) requerimento de tutela antecipada em caráter antecendente em face da instituição de ensino que, se
estabilizada, poderá ser desconstituída por ação autônoma no prazo de cinco anos, contados do trânsito em
julgado.
e) mandado de segurança, perante o Superior Tribunal de Justiça, sendo a autoridade coatora o Reitor da
Universidade.

52. (PUC-PR/TJ-MS - 2017) Segundo o Código de Processo Civil, a estabilização da tutela provisória –
que ocorre se da decisão que a conceder não for interposto o respectivo recurso – somente é possível na
seguinte hipótese:
a) Tutela antecipada requerida em caráter antecedente.
b) Tutela antecipada requerida em caráter incidental.
c) Tutela cautelar requerida em caráter antecedente.
d) Tutela cautelar requerida em caráter incidental.
e) Tutela da evidência.

53. (FAURGS/TJ-RS - 2017) Sobre tutela provisória, assinale a alternativa correta.


a) O prazo para realização do aditamento da petição inicial e apresentação do pedido de tutela final, em caso
de tutela antecipada antecedente, é de 30 dias.
b) O prazo para apresentação do pedido de tutela final, no procedimento da tutela cautelar antecedente, é
de 15 dias, se o Juiz não conceder prazo maior.
c) No novo processo civil, o Juiz está restrito à concessão das seguintes medidas cautelares: arresto,
sequestro, arrolamento e protesto contra alienação de bens.
d) Qualquer uma das partes poderá ajuizar, no prazo de dois anos, ação destinada a rever, reformar ou
invalidar a tutela antecipada antecedente já estabilizada.
e) Até que o recurso de apelação já interposto seja distribuído no âmbito do tribunal, a competência para
conceder a tutela provisória é do Juiz de primeiro grau.

54. (FMP Concursos/MPE-RO - 2017) De acordo com a previsão do Código de Processo Civil em relação
às tutelas provisórias, assinale a alternativa CORRETA.
a) Independentemente da reparação por dano processual, a parte responde pelo prejuízo que a efetivação
da tutela de urgência causar à parte adversa, se a sentença lhe for desfavorável.
b) A parte não responde pelo prejuízo que a efetivação da tutela de urgência causar à parte adversa se o juiz
acolher a alegação de decadência ou prescrição da pretensão do autor.
c) A tutela provisória cautelar proposta em caráter antecedente tomar-se-á estável se da decisão que a
conceder não for interposto o respectivo recurso.
d) Em procedimento de tutela provisória cautelar proposta em caráter antecedente, não poderá ser
formulado o pedido principal conjuntamente com o pedido cautelar.

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e) Não poderá ser concedida tutela de evidência em pedido reipersecutório fundado em prova documental
adequada do contrato de depósito, salvo se demonstrado perigo de dano ou de risco ao resultado útil do
processo.

55. (Nosso Rumo/CREA-SP - 2017) O Código de Processo Civil, no tocante à tutela provisória, contém
o instituto processual da tutela provisória de urgência. Esta medida pode ser concedida em caráter
a) cautelar.
b) antecipado ou cautelar.
c) incidental.
d) antecipado, requerido em caráter antecedente.
e) antecedente ou incidental.

56. (MPT/MPT - 2017) Sobre a tutela provisória, analise as assertivas abaixo:


I - A chamada tutela da evidência do Código de Processo Civil foi declarada inconstitucional pelo Supremo
Tribunal Federal em controle concentrado de constitucionalidade, por violar os princípios constitucionais do
contraditório e da ampla defesa.
II - O Código de Processo Civil delimita como espécies distintas a tutela de natureza cautelar e a tutela de
natureza antecipada, alinhando-as ao gênero das tutelas provisórias de urgência. Ambas serão concedidas
quando houver elementos que evidenciem a probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao
resultado útil do processo.
III - Sendo concedida a tutela antecipada em caráter antecedente nas hipóteses em que a urgência for
contemporânea à propositura da ação, a petição inicial somente deverá ser aditada caso necessária a juntada
de novos documentos, no prazo máximo de 15 dias.
IV - A tutela antecipada requerida em caráter antecedente torna-se estável se da decisão que a conceder
não for interposto tempestivamente o respectivo recurso. Qualquer das partes poderá demandar a outra
com o intuito de rever, reformar ou invalidar essa estabilidade da tutela, direito este que se extingue após
dois anos, contados da ciência da decisão que extinguiu o processo.
Assinale a alternativa CORRETA:
a) Apenas as assertivas I, II e III estão corretas.
b) Apenas as assertivas II e IV estão corretas.
c) Apenas as assertivas III e IV estão corretas.
d) Todas as assertivas estão corretas
e) Não respondida.

57. (FAFIPA/Fundação Araucária-PR - 2017) O artigo 294 do Código de Processo Civil vigente (Lei
13.105/2015) prevê a concessão de tutela provisória que pode fundamentar-se em urgência ou evidência.
Em se tratando das tutelas provisórias, assinale a alternativa CORRETA.
a) A tutela provisória será requerida ao juízo da causa e, quando antecedente, ao juízo competente para
conhecer o pedido principal. Ressalvada disposição especial, na ação de competência originária de tribunal,
e nos recursos, a tutela provisória será requerida ao órgão jurisdicional competente para apreciar o mérito.

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b) Para a concessão da tutela de urgência, o juiz deve exigir caução real ou fidejussória idônea para ressarcir
os danos que a outra parte possa vir a sofrer, podendo a caução ser dispensada se a parte economicamente
hipossuficiente não puder oferecê-la.
c) Independentemente da reparação por dano processual, a parte responde pelo prejuízo que a efetivação
da tutela de urgência causar à parte adversa, se obtida liminarmente a tutela em caráter antecedente e não
fornecidos os meios necessários para a citação do requerido no prazo de 10 (dez) dias.
d) Nos casos em que a urgência for contemporânea à propositura da ação, a petição inicial pode limitar-se
ao requerimento da tutela antecipada e à indicação do pedido de tutela final, com a exposição da lide e do
direito que se busca realizar, dispensando-se a exposição quanto ao perigo de dano ou do risco ao resultado
útil do processo.

58. (FMP Concursos/PGE-AC - 2017) Considere as seguintes afirmativas sobre o tema da tutela
provisória no âmbito do Código de Processo Civil. Assinale a alternativa CORRETA.
a) A tutela provisória de urgência, cautelar ou antecipada, pode ser concedida exclusivamente em caráter
antecedente.
b) Salvo decisão judicial em contrário, a tutela provisória perderá a eficácia durante o período de suspensão
do processo.
c) A tutela provisória requerida em caráter incidental depende do pagamento de custas.
d) Na decisão que conceder, negar, modificar ou revogar a tutela provisória, o juiz está desobrigado de
motivar seu convencimento, diante da urgência da situação.
e) A tutela provisória será requerida ao juízo da causa e, quando antecedente, ao juízo competente para
conhecer do pedido principal.

59. (IESES/ALGÁS - 2017) Nos casos em que a urgência for contemporânea à propositura da ação, a
petição inicial pode limitar-se ao requerimento da tutela antecipada e à indicação do pedido de tutela
final, com a exposição da lide, do direito que se busca realizar e do perigo de dano ou do risco ao resultado
útil do processo. Segundo a Lei 13.105/2015, o procedimento de tutela antecipada ocorrerá:
a) O direito de rever, reformar ou invalidar a tutela antecipada, na qual o processo foi extinto por não haver
sido realizado o aditamento, extingue-se após 03 (três) anos, contados da ciência da decisão que extinguiu
o processo, nos termos do § 1º do artigo 303 do Novo Código de Processo Civil.
b) Concedida a tutela antecipada consoante o enunciado desta questão, o autor deverá aditar a petição
inicial, com a complementação de sua argumentação, a juntada de novos documentos e a confirmação do
pedido de tutela final, em 15 (quinze) dias ou em outro prazo maior que o juiz fixar.
c) A tutela antecipada, concedida nos termos deste enunciado, torna-se instável mesmo da decisão que a
conceder não seja interposto o respectivo recurso.
d) A decisão que concede a tutela fará coisa julgada, mas a estabilidade dos respectivos efeitos só será
afastada por decisão que a revir, reformar ou invalidar, proferida em ação ajuizada por uma das partes.

60. (MPE-PR/MPE-PR - 2017) Sobre o regime da tutela provisória do Código de Processo Civil de 2015,
assinale a alternativa correta:
a) A tutela provisória tem como espécies as tutelas de urgência e de evidência, e dentre as tutelas de urgência
verificam-se as tutelas antecipadas e os procedimentos especiais.

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b) Para a efetivação da tutela provisória, há restrição legal que permite apenas o emprego dos dispositivos
relacionados ao cumprimento provisório da sentença.
c) A probabilidade do direito é elemento comum às tutelas provisórias de urgência, sejam elas tutelas
antecipadas ou cautelares.
d) Como decorrência do direito fundamental à ação, a concessão de tutela de urgência não pode ser
condicionada à oferta de caução real ou fidejussória para garantir eventual reparação aos danos que a outra
parte possa vir a sofrer.
e) As hipóteses de concessão de tutela de evidência dependem exclusivamente das provas produzidas pelo
autor, de modo que todas podem ser concedidas em caráter liminar pelo juiz, quando da apreciação da
petição inicial.

61. (Quadrix/CFO-DF - 2017) Com base em conhecimentos relativos a direito processual civil e à
legislação correlata, julgue o próximo item.
Para a concessão da tutela de urgência, é requisito legal não mais a verossimilhança, mas a existência de
elementos que evidenciem a probabilidade do direito, o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do
processo. Para a concessão, pode o juiz exigir justificação prévia.

62. (CETRO/TJ-RJ - 2017) No que tange à tutela de evidência do NCPC (Novo Código de Processo Civil –
Lei nº 13.105/2015), analise as assertivas abaixo.
I. É vedada a utilização da tutela de evidência para tratar a falta de eficácia da sentença decorrente do efeito
suspensivo da apelação.
II. O juiz não pode decidir liminarmente acerca de tutela de evidência fulcrado em caracterizado abuso do
direito de defesa ou manifesto propósito protelatório da parte.
III. A não irreversibilidade dos efeitos do provimento é requisito tanto da tutela de urgência quanto da tutela
de evidência.
É correto o que se afirma em
a) I, apenas.
b) II, apenas.
c) II e III, apenas.
d) I e II, apenas.
e) III, apenas.

63. (TRF-2ªR/TRF-2ª - 2017) Marque a opção correta:


a) O requerente de tutela de urgência, desde que esteja de boa-fé, não responde pela reparação de eventual
prejuízo que a efetivação da medida, mais tarde revogada pela sentença definitiva, tenha causado à
contraparte.
b) Se ocorrer a cessação da eficácia da medida, a parte requerente responde pelo prejuízo que a efetivação
da tutela de urgência cause à parte adversa.
c) Os valores de benefício previdenciário recebido por força de tutela antecipada posteriormente revogada
pela sentença (que transita em julgado) não devem ser devolvidos.

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d) Em hipótese na qual ocorreu, sem caução, o cumprimento provisório de sentença, e depois provimento
do recurso - que não tinha efeito suspensivo -, o juiz deve verificar o caso concreto e, com equidade, distribuir
os prejuízos entre as partes.
e) Nas hipóteses nas quais, no cumprimento provisório, o CPC prevê a dispensa de caução, é vedado ao juiz
exigi-la.

64. (IBFC/EBSERH - 2016) Assinale a alternativa correta sobre os atos processuais, após analisar os itens
a seguir e considerar as normas da Lei Federal nº 13.105, de 16/03/2015 (Novo Código de Processo Civil).
a) Nos casos em que a urgência for contemporânea à propositura da ação, a petição inicial pode se limitar
ao requerimento da tutela antecipada e à indicação do pedido de tutela final, com a exposição da lide, do
direito que se busca realizar e do perigo de dano ou do risco ao resultado útil do processo, devendo o autor
indicar na petição inicial, que pretende se valer do benefício aqui descrito.
b) Nos casos em que a urgência for contemporânea à propositura da ação, a petição inicial pode se limitar
ao requerimento da tutela antecipada e à indicação do pedido de tutela final, com a exposição da lide, do
direito que se busca realizar e do perigo de dano ou do risco ao resultado útil do processo, devendo ocorrer
a citação e intimação do réu para a audiência de conciliação ou mediação, com antecedência mínima de 30
dias.
c) Nos casos em que a urgência for contemporânea à propositura da ação, a petição inicial deve se limitar ao
requerimento da tutela antecipada e à indicação do pedido de tutela final, com a exposição da lide, do direito
que se busca realizar e do perigo de dano ou do risco ao resultado útil do processo e, caso não realizado o
aditamento, o processo será extinto sem resolução do mérito.
d) Nos casos em que a urgência for contemporânea à propositura da ação, a petição inicial deve se limitar
ao requerimento da tutela antecipada e à indicação do pedido de tutela final, com a exposição da lide, do
direito que se busca realizar e do perigo de dano ou do risco ao resultado útil do processo, devendo o autor
indicar na petição inicial, que pretende se valer do benefício aqui descrito.
e) Nos casos em que a urgência for contemporânea à propositura da ação, a petição inicial pode se limitar
ao requerimento da tutela antecipada e à indicação do pedido de tutela final, com ou sem a exposição da
lide, do direito que se busca realizar e do perigo de dano ou do risco ao resultado útil do processo e, caso
não realizado o aditamento, o processo será extinto sem resolução do mérito.

65. (RHS Consult/Prefeitura de Paraty-RJ - 2016) Considerando a Lei nº 13.105/2015, no que tange à
tutela provisória, assinale a alternativa correta.
a) A tutela provisória de urgência, cautelar ou antecipada, não pode ser concedida em caráter antecedente
ou incidental.
b) A tutela provisória requerida em caráter incidental depende do pagamento de custas.
c) A tutela provisória não conserva sua eficácia na pendência do processo, e não pode ser revogada ou
modificada.
d) Salvo decisão judicial em contrário, a tutela provisória conserva a eficácia durante o período de suspensão
do processo.
e) Na decisão que conceder, negar, modificar ou revogar a tutela provisória, o juiz está dispensado de motivar
seu convencimento.

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66. (MPE-PR/MPE-PR - 2017) Sobre o regime legal das tutelas provisórias do Código de Processo Civil,
assinale a alternativa correta:
a) Todo pedido de tutela provisória exige probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao resultado
útil do processo;
b) Como é norma fundamental do processo civil a impossibilidade de se proferir decisão contrária a uma das
partes sem que ela seja previamente ouvida, as tutelas provisórias não podem ser concedidas liminarmente
e dependem de justificação prévia;
c) Para o Código de Processo Civil de 2015, a tutela de evidência compreende hipóteses de antecipação dos
efeitos da tutela pretendida sem os requisitos de perigo de dano ou de risco ao resultado útil do processo;
d) A tutela cautelar do Código de Processo Civil de 2015 se define pela natureza do pedido formulado,
considerando-se cautelar apenas os pedidos de arresto, sequestro, arrolamento de bens e registro de
protesto contra alienação de bem;
e) A tutela de evidência pode ser concedida, nos termos do Código de Processo Civil, quando as alegações
de fato puderem ser comprovadas apenas documentalmente e houver entendimento favorável do juízo em
casos idênticos.

67. (TRF-4ªR/TRF-4ªR - 2016) Dadas as assertivas abaixo, assinale a alternativa correta.


Considerando as regras do Código de Processo Civil de 2015:
I. A tutela provisória de evidência será concedida pelo juiz quando, presentes a probabilidade do direito e o
perigo de dano, ficar caracterizado o abuso no direito de defesa ou o manifesto propósito protelatório do
réu.
II. A estabilização da tutela de urgência antecipada ocorre quando não for interposto o recurso da decisão
que a concedeu e implica a extinção do processo, sem formação de coisa julgada, podendo, porém, o juízo
alterar a medida de urgência a qualquer tempo.
III. As modalidades de tutela provisória de urgência são cautelar, antecipada e antecedente.
IV. Se a tutela de urgência requerida em caráter antecedente for concedida, o autor terá o prazo de 5 dias
para emendar sua petição inicial, indicando qual a lide principal que será ajuizada, e de 30 dias para a
propositura da ação principal.
a) Estão corretas apenas as assertivas I e III.
b) Estão corretas apenas as assertivas II e III.
c) Estão corretas apenas as assertivas I, II e IV.
d) Estão corretas todas as assertivas.
e) Nenhuma assertiva está correta.

68. (FUNRIO/Prefeitura de Trindade-GO - 2016) Observando o tratamento conferido pelo Novo Código
de Processo Civil à tutela provisória, a afirmativa correta é:
a) O capítulo da sentença que a confirma, a concede ou a revoga não é impugnável na apelação.
b) A tutela de evidência não prescinde da demonstração de perigo de dano ou de risco ao resultado útil do
processo.

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c) A tutela provisória fundamenta-se exclusivamente na urgência, isto é, quando houver elementos que
evidenciem a probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo.
d) O juiz poderá determinar as medidas que considerar adequadas para efetivação da tutela provisória e a
sua efetivação observará as normas referentes ao cumprimento provisório da sentença, no que couber.
e) A tutela de urgência de natureza antecipada pode ser concedida quando houver perigo de irreversibilidade
dos efeitos da decisão, desde que seja prestada caução real ou fidejussória idônea para ressarcir os danos
que a outra parte possa vir a sofrer.

69. (FAURGS/TJ-RS - 2016) Na vigência do Novo Código de Processo Civil, instituído pela Lei nº
13.105/2015, o Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul ingressa com ação alegando que certo
medicamento está sendo distribuído às farmácias sem determinado selo, exigido por legislação específica
para que o fármaco possa ser vendido. O produto, segundo a inicial, terá sua venda iniciada no dia de
amanhã. Nesse caso, partindo do pressuposto de que os fatos alegados estão provados, é correto afirmar
que, ao deferir a antecipação de tutela, o juiz estará concedendo
a) tutela preventiva contra o dano.
b) tutela preventiva contra o ilícito.
c) tutela repressiva contra o dano.
d) tutela repressiva contra o ilícito.
e) tutela preventiva e repressiva contra o ilícito e o dano.

70. (IESES/BAHIAGÁS - 2016) A entrada em vigor do NCPC permitirá uma espécie de “estabilização da
tutela antecipada”, deferida na forma dos artigos 303 e 304, do NCPC. Assinale a afirmativa INCORRETA
em relação ao tema.
a) O Código criou uma divisão entre tutelas provisórias, sendo elas as tutelas de urgência e evidência. As
tutelas de urgência se subdividem em cautelares e antecipadas, dependendo da carga cognitiva e requisitos
empregados. Podem as tutelas de urgência figurar como procedimento antecedente ou concomitante ao
processo.
b) O NCPC criou uma nova figura, a “estabilização da tutela antecipada”, por meio da qual uma decisão em
tutela pode perdurar indefinidamente no tempo, sem necessidade de confirmação com cognição exauriente.
Há previsão de um prazo decadencial de 02 (dois) anos para “rever, reformar ou invalidar” a decisão
antecipada.
c) Além de um regime jurídico único, outra vantagem é a dispensa de um processo cautelar autônomo. A Lei
nº 13.105 de 2015 permite que as medidas provisórias sejam pleiteadas e deferidas nos autos da ação
principal. A regra é clara: após a antecipação ou a liminar cautelar, o autor terá prazo para juntar novos
documentos e formular o pedido de tutela definitiva.
d) O art. 304 do NCPS inova a tutela antecipada que, se concedida sem oposição do réu, estabiliza a decisão
e autoriza a imediata extinção do processo.
e) A tutela da evidência será concedida havendo demonstração de perigo de dano ou de risco ao resultado
útil do processo.

71. (MPE-RS/MPE-RS - 2016) Assinale com V (verdadeiro) ou com F (falso) as seguintes afirmações
sobre o tema da tutela provisória, segundo o disposto no Código do Processo Civil.

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( ) A tutela provisória será requerida ao juízo da causa e, quando antecedente, ao juízo competente para
conhecer do pedido principal.
( ) Nos casos em que a urgência for contemporânea à propositura da ação, a petição inicial pode limitar-se
ao requerimento da tutela antecipada e à indicação do pedido de tutela final, com a exposição da lide, do
direito que se busca realizar e do perigo de dano ou do risco ao resultado útil do processo.
( ) Efetivada a tutela cautelar requerida em caráter antecedente, o pedido principal terá de ser formulado
pelo autor no prazo de 15 (quinze) dias, caso em que será apresentado nos mesmos autos em que deduzido
o pedido de tutela cautelar, não dependendo do adiantamento de novas custas processuais.
( ) Cessa a eficácia da tutela cautelar concedida em caráter antecedente, se o juiz julgar procedente o pedido
principal formulado pelo autor ou extinguir o processo sem resolução de mérito.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
a) V – V – F – F.
b) F – V – F – V.
c) V – V – V – F.
d) F – F – V – V.
e) V – F – V – F.

72. (FUNDATEC/Prefeitura de Porto Alegre-RS - 2016) Sobre a tutela provisória de urgência cautelar
requerida em caráter antecedente contra a Fazenda Pública, assinale a alternativa correta.
a) Caso o juiz entenda que o pedido de tutela cautelar antecedente tenha natureza satisfativa, deverá
indeferir a petição inicial, julgando extinto o processo sem exame de mérito.
b) O indeferimento da tutela cautelar obsta a formulação do pedido principal quando o motivo do
indeferimento for o reconhecimento de decadência ou de prescrição.
c) O réu será citado para contestar no prazo de quinze dias o pedido e indicar as provas que pretende produzir
e, não sendo contestado o pedido, os fatos alegados pelo autor presumir-se-ão aceitos pelo réu como
ocorridos, caso em que o juiz decidirá dentro de cinco dias.
d) O pedido principal, cuja causa de pedir poderá ser aditada, terá de ser formulado pelo autor no prazo de
30 (trinta) dias a contar do deferimento da tutela cautelar.
e) A tutela de urgência cautelar antecedente torna-se estável se da decisão que a conceder não for interposto
o respectivo recurso. Nessa hipótese, qualquer das partes poderá demandar a outra com o intuito de rever,
reformar ou invalidar a tutela estabilizada no prazo de dois anos.

73. (Quadrix/CRQ 18° Região-PI - 2016) No campo do Direito Processual Civil, no capítulo referente à
tutela provisória, a doutrina e jurisprudência tem entendido o seguinte:
a) a tutela provisória de urgência, cautelar ou antecipada, não pode ser concedida em caráter antecedente,
apenas incidentalmente.
b) nos termos do Código de Processo Civil, a tutela provisória requerida em caráter incidental depende do
pagamento de custas.
c) a tutela de urgência de natureza antecipada pode ser concedida quando houver perigo de irreversibilidade
dos efeitos da decisão, desde que o requerente se responsabilize por eventuais perdas e danos.

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d) com a vigência do novo Código de Processo Civil, a tutela de urgência de natureza cautelar não pode ser
efetivada mediante arresto e sequestro.
e) para concessão da tutela de urgência, o juiz pode exigir caução real ou fidejussória idônea para ressarcir
os danos que a outra parte possa vir a sofrer.

74. (Quadrix/CRO-PR - 2016) Com relação à tutela provisória, considerando o disposto no Código de
Processo Civil de 2015, assinale a alternativa incorreta.
a) A tutela provisória de urgência, cautelar ou antecipada, pode ser concedida em caráter antecedente ou
incidental.
b) Nos termos do Código de Processo Civil, em todos os casos, a tutela provisória perde sua eficácia durante
o período de suspensão do processo.
c) A tutela de urgência de natureza antecipada não será concedida quando houver perigo de irreversibilidade
dos efeitos da decisão.
d) Para concessão da tutela de urgência, o juiz pode exigir caução real ou fidejussória idônea para ressarcir
os danos que a outra parte possa vir a sofrer.
e) A tutela provisória requerida em caráter incidental independe do pagamento de custas.

75. (TRT4ºR-RS - 2016) Considere as assertivas abaixo sobre tutela provisória.


I - A tutela provisória de urgência pode ser classificada, no tocante ao seu conteúdo, em cautelar e
antecipada, podendo ser concedida, em qualquer das hipóteses, em caráter antecedente ou incidental.
II - A tutela provisória, uma vez concedida, mantém sua eficácia até o julgamento final do processo, podendo
o julgador, na sentença, mantê-la, revoga-la ou modificá-la, o que não mais é admissível no curso do
processo.
III - O Julgador, ao exercer o poder geral de cautela, em tutela provisória, deve observar apenas o quanto
pretendido pela parte postulante no que tange às medidas de sua efetivação.
Quais são corretas?
a) Apenas I
b) Apenas II
c) Apenas III
d) Apenas I e II
e) I, II e III

76. (FAFIPA/Câmara de Cambará-PR - 2016) Sobre tutelas provisórias, assinale a alternativa


INCORRETA.
a) A tutela provisória requerida em caráter incidental independe do pagamento de custas.
b) Nos casos em que a urgência for contemporânea à propositura da ação, a petição inicial pode limitar-se
ao requerimento da tutela antecipada e à indicação do pedido de tutela final, com a exposição da lide, do
direito que se busca realizar e do perigo de dano ou do risco ao resultado útil do processo.

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c) A tutela da evidência será concedida, independentemente da demonstração de perigo de dano ou de risco


ao resultado útil do processo, quando ficar caracterizado o abuso do direito de defesa ou o manifesto
propósito protelatório da parte.
d) A tutela de urgência de natureza antecipada será concedida mesmo quando houver perigo de
irreversibilidade dos efeitos da decisão.

77. (MPE-SC - 2016) Nos termos do novo Código de Processo Civil, a tutela da evidência será concedida
quando houver elementos que evidenciem a probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao
resultado útil do processo.

78. (MPE-SC - 2016) Nos termos do novo Código de Processo Civil, a tutela de urgência e da evidência
podem ser requeridas apenas no curso do procedimento em que se pleiteia a providência principal.

79. (INSTITUTO CIDADES/Prefeitura de Itauçu-GO - 2015) Acerca da tutela provisória, marque a


alternativa CORRETA:
a) O requerido será citado, qualquer que seja o procedimento cautelar, para, no prazo de 15 (quinze) dias,
contestar o pedido, indicando as provas que pretende produzir.
b) O indeferimento da tutela provisória obsta a que a parte intente a ação.
c) Não sendo contestado o pedido, o juiz deverá obrigatoriamente conceder a tutela de urgência cautelar na
forma do pedido do autor.
d) É lícito ao juiz conceder liminarmente ou após justificação prévia a tutela de urgência, sem ouvir o réu,
quando verificar que este, sendo citado, poderá torná-la ineficaz; caso em que poderá determinar que o
requerente preste caução real ou fidejussória de ressarcir os danos que o requerido possa vir a sofrer.

GABARITO
1. CORRETA 19. INCORRETA 37. C
2. INCORRETA 20. INCORRETA 38. E
3. B 21. INCORRETA 39. C
4. D 22. INCORRETA 40. C
5. INCORRETA 23. INCORRETA 41. D
6. D 24. E 42. A
7. CORRETA 25. INCORRETA 43. C
8. C 26. INCORRETA 44. B
9. A 27. INCORRETA 45. D
10. INCORRETA 28. D 46. C
11. INCORRETA 29. CORRETA 47. A
12. CORRETA 30. INCORRETA 48. A
13. E 31. C 49. C
14. C 32. E 50. INCORRETA
15. D 33. D 51. C
16. C 34. D 52. A
17. INCORRETA 35. D 53. D
18. B 36. C 54. A

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55. E 64. A 73. E


56. B 65. D 74. B
57. A 66. C 75. A
58. E 67. E 76. D
59. B 68. D 77. INCORRETA
60. C 69. B 78. INCORRETA
61. CORRETA 70. E 79. D
62. B 71. A
63. B 72. B

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