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Aula 16

Noções de Direito Processual Civil p/


TJ-RJ (Técnico em Atividade Judiciária) -
Pós-Edital

Autor:
Ricardo Torques
Aula 16

16 de Março de 2020

64148335334 - Denise de Lima Lopes


Ricardo Torques
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Sumário

Considerações Iniciais ......................................................................................................................................... 2

Introdução do Direito Processual Civil................................................................................................................. 2

Jurisdição e Ação ................................................................................................................................................ 9

Competência ..................................................................................................................................................... 16

Partes e Procuradores....................................................................................................................................... 22

Juiz e Auxiliares da Justiça ............................................................................................................................... 35

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Atos Processuais ................................................................................................................................................ 40

Comunicação dos Atos Processuais ................................................................................................................... 46

Tutela Provisória ............................................................................................................................................... 52

Procedimento Comum........................................................................................................................................ 58

Provas – Parte 01 ............................................................................................................................................. 66

Provas – Parte 02 ............................................................................................................................................. 71

Sentença ........................................................................................................................................................... 78

Recursos ............................................................................................................................................................ 88

Ações Constitucionais ...................................................................................................................................... 102

Lei do Processo Eletrônico ............................................................................................................................... 110

Considerações Finais ....................................................................................................................................... 115

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COMPILADO DE RESUMOS
CONSIDERAÇÕES INICIAIS
Na aula de hoje, traremos um compilado de todos os resumos. Além de termos resumos vinculados em cada
vídeo conforme o conteúdo, lançamos essa aula extra para aqueles alunos que queiram fazer uma revisão
rápida ou imprimir o material.

Vamos lá!?

INTRODUÇÃO DO DIREITO PROCESSUAL CIVIL

Fundamentos do Direito Processual Civil

 O Estado Juiz é uma das formas de solução dos conflitos que podem ocorrer em sociedade. Paralelamente temos a
arbitragem, a conciliação, a mediação.

 A solução de conflitos dada pelo Estado:

 é definitiva; e

 estrutura-se por intermédio de um procedimento em contraditório.

Processo

 O processo é compreendido como:

 o processo é uma série de atos processuais (ex. petição inicial, contestação, sentença);

 o processo é o conjunto de relações que se estabelece entre as partes (autor, réu, juiz);

 o processo visa aplicar concretamente as normas jurídicas a um caso concreto.

 caráter instrumental do processo: significa dizer que o direito processual serve ao direito material, é instrumento
deste. Decorre do caráter instrumental a ideia de complementariedade (ou relação circular) do processo:

 o processo serve para realizar o direito material; e

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 o direito material dá sentido ao direito processual.

 formalismo processual:

 As regras processuais são formais em nome da segurança jurídica;

 O Processo Civil repudia o formalismo dado o caráter instrumental de suas regras.

Prestação jurisdicional satisfativa

 A prestação jurisdicional é o resultado do processo.

 Em Direito Processual Civil estudamos:

 a atividade fim do Poder Judiciário, que é pacificar conflitos de interesses, pela entrega da prestação
jurisdicional; e

 os denominados meios alternativos de solução de conflitos (conciliação, mediação e arbitragem).

 Tão importante como conhecer do direito é criar condições concretas para aplicá-lo, satisfazendo o direito tal qual
conhecido, por isso, fala-se em tutela jurisdicional satisfativa.

Noções de Direito Processual Civil Constitucional

Estrutura do Poder Judiciário brasileiro

 O Poder é estruturado com vários órgãos e instâncias, a partir das matérias que tratam.

 No ápice dessa estrutura temos o STF, a partir daí são estruturadas as demais instâncias do Poder Judiciário:

 STJ

 TJ > juízes estaduais

 TRF > juízes federais

 TSE > TRE > Juízes Eleitorais

 STM > Juiz Auditor Militar

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 TST > TRT > juízes do trabalho

Funções essenciais à justiça

 Ministério Público;

 Advocacia pública;

 Advocacia privada;

 Defensoria pública.

Procedimentos jurisdicionais constitucionalmente diferenciados

 A Constituição estrutura em linhas gerais algumas ações específicas como a ação de mandado de segurança, a ação
popular, a ação de improbidade administrativa, as ações do controle de constitucionalidade, entre outras.

Noções sobre Normas Processuais Civis

Normas processuais civis fundamentais

 As normas processuais civis fundamentais incluem regras e princípios processuais.

 O processo civil será ordenado, disciplinado e interpretado de acordo com a Constituição.

 Princípio da inércia da jurisdição: o processo começa por iniciativa da parte e se desenvolve por impulso oficial.

 Esse princípio engloba dois princípios:

 princípio dispositivo: a parte provocará o início do processo; e

 princípio inquisitivo: o desenvolvimento do processo é responsabilidade do Estado-juízo.

 Esses princípios evidenciam que o nosso modelo de processo é misto, pois engloba em um único
procedimento, o princípio dispositivo e o princípio inquisitivo.

 Princípio da inafastabilidade da atuação jurisdicional: não se excluirá da apreciação jurisdicional ameaça ou lesão a
direito.

 Esse princípio comporta a proteção:

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1ª perspectiva – lesões já ocorridas.

2ª perspectiva – ameaça de lesão.

 Embora seja inafastável a jurisdição, permite-se a utilização da arbitragem e o Estado incentivará a solução
consensual dos conflitos (conciliação e mediação).

 Depósito prévio para admissibilidade de ação judicial: é inconstitucional a exigência de depósito prévio
como requisito de admissibilidade de ação judicial na qual se pretenda discutir a exigibilidade de crédito
tributário.

 O princípio da inafastabilidade se diferencia do princípio da inevitabilidade

 princípio da inevitabilidade: diz respeito à vinculação obrigatória das partes ao processo, que
passam a integrar a relação processual em um estado de sujeição aos efeitos da decisão jurisdicional.

 princípio da inafastabilidade: não se excluirá da apreciação jurisdicional ameaça ou lesão a direito.

 Princípio da celeridade: no processo deve-se buscar um resultado adequado com o menor número de atos
processuais.

 Cuidado, que o princípio da celeridade não se confunde com celeridade, sob pena de violação de outros
princípios.

 Na condução do processo o juiz deverá buscar a solução integral do mérito, resolvendo o conflito existente
entre as partes.

 A prestação jurisdicional deve ser satisfativa, buscando dar efetividade ao que foi definido pela sentença.

 Princípio da boa-fé processual: o comportamento dos sujeitos no processo deverá estar em conformidade com um
padrão ético de conduta.

 A boa-fé que se exige no processo é a objetiva, não a subjetiva (que diz respeito à intimidade da pessoa).

 O princípio da boa-fé constitui uma cláusula geral.

 Princípio da cooperação: os sujeitos do processo devem atuar de forma cooperativa.

 Esse princípio aplica-se às partes, ao juiz, às testemunhas, aos peritos, aos servidores e aos advogados.

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 O princípio da cooperação impõe ao juiz:

 dever de consulta: o juiz deverá dialogar com as partes.

 dever de prevenção: o juiz deverá apontar falhas processuais, de modo não comprometer a
prestação jurisdicional.

 dever de esclarecimento: o juiz deve decidir de forma clara.

 dever de auxílio: o juiz deve remover obstáculos processuais.

 Princípio da igualdade no processo: às partes são asseguradas paridade de tratamento em relação ao exercício de
direitos e faculdades processuais, aos meios de defesa, aos ônus, aos deveres de sanções processuais.

 Princípio da hermenêutica processual: ao aplicar o ordenamento deve-se levar em consideração:

 o atendimento aos fins sociais e às exigências do bem comum;

 a dignidade da pessoa humana;

 a proporcionalidade;

 a razoabilidade;

 a legalidade;

 a publicidade;

 a eficiência.

 Princípio do contraditório: não se proferirá decisão contra uma das partes sem que ela seja previamente ouvida.

 Dimensões do princípio do contraditório:

 Pela dimensão formal refere-se ao direito de participar do processo (ser ouvido).

 Já pela dimensão material refere-se ao poder de influenciar na decisão.

 O princípio do contraditório contém mitigações (contraditório diferido):

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 tutela de urgência (antecipada ou cautelar); e

 tutela de evidência:

a) prova documental + precedente ou súmula vinculantes

b) pedido reipersecutório + prova documental

c) procedimento de ação monitória.

 Dever de consulta: O juiz não pode decidir, em grau algum de jurisdição, com base em fundamento a respeito do
qual não se tenha dado às partes oportunidade de se manifestar, AINDA QUE se trate de matéria sobre a qual deva
decidir de ofício.

 Princípio da publicidade e motivação: comporta dois sentidos:

1º sentido: são vedados julgamentos secretos. Assim, em regra, todos os julgamentos devem ser acessíveis a
quem quiser acompanhá-los.

2º sentido: as decisões devem ser publicizadas. Todas as decisões proferidas devem ser publicadas, a fim de
cientificar as partes.

 Ordem cronológica de conclusão:

 regra: os processos devem ser julgados conforme a ordem cronológica de conclusão

 exceções:

 julgamento de processos ou recursos anulados

 julgamento de recursos especiais e extraordinários sobrestados, quando há publicação da decisão


paradigma

 julgamento de processos em audiência

 julgamentos de sentenças homologatórias de acordo

 julgamento de sentenças de improcedência limitar do pedido

 julgamento de processos e recursos processuais em bloco (casos repetitivos)

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 sentença sem julgamento de mérito

 julgamento antecipada pelo relator do processo

 julgamento de embargos de declaração e de agravo interno

 julgamento de ações que possuem preferência legal ou decorrente de metas do CNJ

 julgamento de processos de natural criminal

 julgamento de processos urgentes assim fundamentado na decisão

Lei Processual no tempo

 A norma processual não retroagirá e será aplicável imediatamente aos processos em curso, respeitados os atos
processuais praticados e as situações jurídicas consolidadas sob a vigência da norma revogada.

 Quanto à vigência do NCPC temos:

 Os processos transitados até 17/3/2016 observam o CPC73.

 Os processos iniciados a partir de 18/3/2018 observam o NCPC.

 Os processos que se iniciaram antes de 17/3/2016, porém, serão concluídos após, observam até essa data
o CPC/73 e, após, o NCPC.

 Na ausência de normas que regulem processos eleitorais, trabalhistas ou administrativos, as disposições deste
Código lhes serão aplicadas supletiva e subsidiariamente.

Princípios Processuais

 princípio do devido processo legal: o Estado poderá impor restrições a direitos das pessoas, desde que o faça por
intermédio de um processo regular, que observe todas regras processuais.

 Considerado como supraprincípio ou postulado geral do direito;

 base para todos os demais princípios processuais; e

 não está previsto explicitamente no NCPC.

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 princípio do contraditório:

 o direito assegurado à parte de participar do processo; e

 o direito de influenciar o juiz na decisão a ser tomada.

 princípio da ampla defesa:

 o direito que a parte tem de se defender utilizando todos os meios de defesa lícitos e disponíveis

JURISDIÇÃO E AÇÃO
⚫ ESTÁGIOS DE EVOLUÇÃO:

 primeiro estágio: imanentistas, para os quais o processo civil é visto como parte integrante do Direito
Civil.

 segundo estágio: autônoma, que possui regras e princípios próprios e está TOTALMENTE desvinculada do
Direito Civil.

 terceiro estágio: instrumentalistas, que defendem a reaproximação do direito processual do direito


material.

⚫ NEOCONCRETISTAS: o Direito Processual Civil e o Direito Civil estão muito próximos um do outro, o Direito
Processual Civil tem um único sentido, o de prestar a tutela jurisdicional a quem fizer jus a ela no plano material.

⚫ JURISDIÇÃO: Jurisdição constitui parcela do Poder Estatal, voltada para a função jurisdicional, que é executada como
uma atividade, composta por um complexo de atos para a prestação efetiva da tutela jurisdicional.

⚫ JURISDIÇÃO É PODER, FUNÇÃO E ATIVIDADE:

• JURISDIÇÃO COMO PODER - Poder Estatal de interferir na esfera jurídica dos jurisdicionados.
• JURISDIÇÃO COMO FUNÇÃO - Encargo atribuído pela CF ao Poder Judiciário (em regra).
• JURISDIÇÃO COMO ATIVIDADE - Conjunto de atos praticados pelos agentes estatais investidos de jurisdição.

⚫ CARACTERÍSTICAS:

a) Caráter substitutivo - caracteriza-se a jurisdição por substituir a vontade da parte pela vontade da Lei aplicada
ao caso concreto, como forma de colocar fim ao conflito.
b) Lide – caracteriza-se a jurisdição por atuar quando há um conflito de interesses em decorrência de uma
pretensão resistida.
c) Inércia – caracteriza-se a jurisdição por ficar subordinada à provocação pela parte (princípio da demanda); e
d) Definitividade – caracteriza-se a jurisdição por decidir o conflito de interesses de forma incontestável,
definitiva e imutável.

⚫ EQUIVALENTES JURISDICIONAIS

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 autônomos: transação, reconhecimento jurídico do pedido, renúncia.

 heterônomo: tribunais administrativos e arbitragem.

Sem necessidade de maior aprofundamento, é relevante ter em mente alguns conceitos:

 AUTOTUTELA: Solução de conflitos pelo uso da força, por intermédio do qual a parte vencedora sacrifica o
interesse da outra.

 CONCILIAÇÃO: Solução de conflitos pela vontade das partes, por intermédio da conciliação (transação), da
submissão ou da renúncia.

 MEDIAÇÃO: Solução de conflitos fundada no exercício da vontade das partes, sem a existência de um
sacrifício de interesses, mas na investigação das causas que levaram ao conflito, com a finalidade de assegurar
o real interesse de ambas as partes.

 ARBITRAGEM: Solução de conflitos por intermédio da nomeação consensual (prévia ou posterior ao conflito)
de árbitros que tenham a confiança das partes para a solução do conflito de interesses. Essa solução decorre
da imposição da decisão pelo terceiro (árbitro), independentemente da vontade das partes.

 TRIBUNAIS ADMINISTRATIVOS: A solução de questões por tribunais administrativos também é considerada


como um equivalente jurisdicional para parte da doutrina. São exemplos o CADE (Conselho Administrativo de
Defesa Econômica) e o CARF (Conselho Administrativo da Receita Federal).

⚫ PRINCÍPIO

 Princípio da investidura: necessidade de que a jurisdição seja exercida pela pessoa legitimamente investida na
função jurisdicional.

 Princípio da territorialidade: apenas poderá ser exercida a jurisdição dentro dos limites territoriais brasileiros, em
razão da soberania do nosso Estado.

 Princípio da indelegabilidade: a) externa; e b) interna.

Pela perspectiva externa, o princípio da indelegabilidade remete à ideia de que o Poder Judiciário não poderá
outorgar a sua competência a outros poderes. Dito de forma simples, não pode o Poder Judiciário delegar a
atribuição de julgar os processos aos poderes Executivo ou Legislativo.

Pela perspectiva interna, o princípio da indelegabilidade entende que a jurisdição é fixada por intermédio de
um conjunto de normas gerais, abstratas e impessoais, não sendo admissível a delegação da competência
para julgar de um Juiz para outro.

 Princípio da inevitabilidade: o princípio da inevitabilidade impõe às partes a vinculação ao processo e a sujeição à


decisão judicial.

1º momento: vinculação das partes ao processo judicial.

2ª momento: estado de sujeição ante a vinculação automática.

 Princípio da inafastabilidade: a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça de lesão a
direito.

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1º aspecto: relação entre contencioso judicial e administrativo.

2º aspecto: acesso à ordem jurídica justa.

 Princípio do juiz natural: ninguém será julgado a não ser pela autoridade competente.

⚫ ESPÉCIES DE JURISDIÇÃO

EM RELAÇÃO AO OBJETO DA DEMANDA

- Jurisdição Penal - matéria penal

- Jurisdição Civil - todas as matérias não penais (conceito amplo e subsidiário)

EM RELAÇÃO AO ÓRGÃO JURISDICIONAL

- Jurisdição Inferior - enfrenta a demanda do início (originariamente)

- Jurisdição Superior - enfrenta a demanda, em regra, na esfera recursal

EM RELAÇÃO À MATÉRIA

- Jurisdição Especial - Justiça do Trabalho, Eleitoral e Militar

- Comum - Demais “Justiças” (engloba a Justiça Estadual Comum e Federal)

EM RAZÃO DA LITIGIOSIDADE

- Jurisdição Contenciosa: caracterizada pelo conflito de interesses

- Jurisdição Voluntária: caracterizada pelo controle jurisdicional de interesses privados.

CARACTERÍSTICAS DA JURISDIÇÃO VOLUNTÁRIA

- obrigatória

- caráter inquisitivo

- possibilidade de decidir por equidade ou até mesmo contrariamente às partes

- atuação do MP como fiscal da ordem jurídica

CORRENTE ADMINISTRATIVA CORRENTE JUDICIAL


 Esse atributo não é imprescindível para a caracterização
 NÃO TEM CARÁTER SUBSTITUTIVO. da jurisdição, pois a substitutividade é regra, que pode ser
excepcionada.
 Argumenta-se que há uma pretensão resistida que é o
 AUSÊNCIA DE LIDE. condicionamento à atuação jurisdicional para a obtenção
dos efeitos jurídicos pelas partes.

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 São partes, embora não estejam atuando em posições


 AUSÊNCIA DE PARTE.
antagônicas.
 O processo é caracterizado pela relação jurídica
 NÃO HÁ PROCESSO. processual que se desenvolve por intermédio de um
procedimento em contraditório.
 Se houver alteração jurídica superveniente é admissível
a revisão da sentença. Isso não fulmina a existência de
 AUSÊNCIA DE COISA JULGADA.
coisa jurídica material, até porque são respeitados os
efeitos jurídicos já produzidos.

⚫ AÇÃO

 Teorias da ação

TEORIA IMANENTISTA

- direito material em movimento

- direito de ação contra o adversário

- processo é mero procedimento

TEORIA CONCRETA DA AÇÃO

- ação é direito contra o Estado (para obter uma tutela favorável) e contra o adversário (para obter o direito material)

- condicionado ao direito material

- direito potestativo

TEORIA ABSTRATA DO DIREITO DE AÇÃO

- direito a um pronunciamento do Estado

- direito de ação existe ainda que sem o direito material

- não há condição da ação ou sentença terminativa por carência da ação

- interesse e legitimidade são assuntos de mérito

TEORIA ECLÉTICA

- direito de ação condicionado (interesse e legitimidade)

- carência da ação forma apenas coisa julgada formal

- condição da ação é matéria de ordem pública analisável a qualquer momento

- direito de petição é incondicionado

TEORIA DA ASSERÇÃO

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- distinção entre direito material e direito de ação

- direito de ação condicionado à legitimidade e interesse

- avaliação das condições da ação à vista das afirmações do demandante em cognição sumária, que pode levar à
carência da ação (avaliação das condições d ação "in status assertionis".

- avaliação do interesse e legitimidade como matéria de mérito que pode conduzir à rejeição do pedido

⚫ INTERESSE E LEGITIMIDADE

 Essa cognição é prévia, é sumária e exercida in status assertionis (em asserção). Superada a cognição sumária, se
o magistrado decidir pela citação da parte ré, preclui a possibilidade da sentença terminativa pela não caracterização
de interesse e legitimidade.

 Interesse:

➢ necessário toda vez que o autor não tiver outro meio para obter o bem da vida pretendido, a não ser por
intermédio do Poder Judiciário.
➢ adequado se, em razão dos pedidos deduzidos, o processo for apto a resolver o conflito de interesses.

 Legitimidade: pertinência subjetiva da ação, ou seja, refere-se à titularidade para promover ativa ou passivamente
a ação.

LEGITIMAÇÃO

➢ ordinária - a parte pleiteia direito próprio


➢ extraordinária - a parte pleiteia direito alheio, quando expressamente autorizado pelo ordenamento.

 A legitimação extraordinária aplica-se apenas ao processo judicial individual.

 Legitimação extraordinária, como regra, é considerada sinônimo de substituição processual.

 Legitimação extraordinária não se confunde com a legitimação ad processum, ou seja, a capacidade para estar em
Juízo.

 Ainda em relação à legitimação extraordinária, cumpre observar que o substituto detém, em regra, todos os poderes
inerentes à ação, como a capacidade de alegar, de postular e de produzir provas etc. Contudo, não poderá: a) fazer
depoimento pessoal; b) praticar atos de disposição do direito material do titular do direito, como renunciar ou
reconhecer o pedido e transicionar. Para esses atos é necessária a anuência expressa do substituído.

⚫ ELEMENTOS DA AÇÃO:

➢ parte
➢ pedido
➢ causa de pedir

 Partes

➢ Parte processual: aquela que está em uma relação jurídica processual, que exerce o contraditório, atua com
parcialidade e pode sofrer consequências com a decisão.

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➢ Parte material: é o sujeito da relação jurídica discutida em Juízo, podendo (legitimação ordinária) ou não
(legitimação extraordinária) ser parte processual.

 Causa de pedir

➢ causa de pedir remota (ou fática)- constitui a descrição do fato que deu origem a lide
➢ causa de pedir próxima (ou jurídica)
o é o próprio direito, aplicado a partir da descrição fática
o envolve a concretização da norma, conferindo substância ao pedido do autor

 Teoria da Individuação X Teoria da Substanciação

➢ TEORIA DA INDIVIDUAÇÃO: a) causa de pedir composta tão somente pela relação jurídica afirmada pelo autor;
b) caráter meramente histórico.
➢ TEORIA DA SUBSTANCIAÇÃO: a) causa de pedir formada apenas pelos fatos jurídicos narrados pelo autor; b)
aplicada ao Direito Processual Civil brasileiro.

 Pedido: objeto da ação, consiste na pretensão do autor que é levada ao Estado-Juiz, que irá prestar a tutela
jurisdicional sobre essa pretensão.

➢ pedido imediato: a) aspecto processual; b) espécie de tutela jurisdicional.


➢ pedido mediato: a) aspecto material; b) bem da vida

⚫ ESPÉCIES DE AÇÃO

 Classificação segundo a natureza da relação jurídica discutida: real e pessoal

➢ ação real: envolve relação jurídica de direito real


➢ ação pessoal: envolve relação jurídica de direito pessoal

 Classificação segundo o objeto do pedido mediato: mobiliária e imobiliária

➢ ação mobiliária: envolve bens móveis.


➢ ação imobiliária: envolve bens imóveis.

 Classificação segundo o tipo de tutela jurisdicional: conhecimento, cautelar e executiva (ações sincréticas)

➢ ação de conhecimento - certificação de direito


➢ ação de execução - efetivação de direito
➢ ação cautelar - proteger a efetivação de um direito

 Classificação de conhecimento: condenatórias, constitutivas e declaratórias

➢ ação condenatória: aquela em que se afirma a titularidade de um direito a uma prestação e pela qual se busca
a certificação e a efetivação desse mesmo direito, com a condenação do réu ao cumprimento da prestação
devida.
➢ ações constitutivas: aquela que tem por objetivo obter uma certificação e efetivação de um direito potestativo.
➢ ações declaratórias: aquela que tem o objetivo de certificar a existência, a inexistência ou o modo de ser de
uma relação jurídica.

Além das classificações acima, dois outros conceitos são importantes:

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a) ação executiva em sentido amplo: é aquela pela qual se afirma um direito e se busca a efetivação e a
certificação desse direito por intermédio de medidas de coerção direta.

b) ação mandamental: é aquela pela qual se afirma um direito e se busca a efetivação e a certificação desse
direito por intermédio de medidas de coerção indireta.

Limites da Jurisdição Nacional e da Cooperação Internacional

⚫ LIMITES DA JURISDIÇÃO NACIONAL

 Princípios:

1 – efetividade – os países irão delimitar a jurisdição sobre processos que eles entendem que poderão,
posteriormente, cumprir.

2 – interesse – os países delimitam a jurisdição sobre processos que entendem que é de interesse do Estado.

3 – submissão – os países respeitam a decisão das partes na eleição da jurisdição internacional (contratos
internacionais).

 Jurisdição internacional concorrente:

➢ ação contra réu domiciliado no Brasil;


➢ ação cujo objeto envolva obrigação que deve ser cumprida no país;
➢ ação cujo fato objeto de discussão tenha sido praticado no Brasil;
➢ ação de alimentos cujo credor seja domiciliado ou tenha, tão somente, residência no Brasil ou cujo réu
mantenha vínculos no país (posse, proprietário, renda ou benefício econômico);
➢ ação decorrente de relação de consumo quando o consumidor tiver domicílio ou residência no Brasil; e
➢ ação em que as partes se submetam à jurisdição nacional.

 Jurisdição nacional exclusiva

➢ ações relativas a imóveis situações no Brasil;


➢ ações para confirmação de testamento particular, de inventário e de partilha de bens situados no Brasil,
mesmo que o falecido seja estrangeiro ou tenha residido fora do Brasil; e
➢ ações relativas à partilha de bens para divórcio ou dissolução de união estável quando envolver bens situados
no Brasil, mesmo que o titular dos bens seja de nacionalidade estrangeira ou tenha domicílio fora do território
brasileiro.

⚫ COOPERAÇÃO INTERNACIONAL

 CARTA ROGATÓRIA

➢ Sempre que o ato possuir conteúdo decisório, devendo passar pela homologação perante o STJ.
➢ Para atos sem conteúdo decisório (como um intimação), quando não houver regra expressa adotando o auxílio
direto.

 Atos processuais poderão ser objeto de cooperação internacional para a efetividade dos processos:

➢ citação, intimação e notificação judicial e extrajudicial;

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➢ colheita de provas e obtenção de informações;


➢ homologação e cumprimento de decisão;
➢ concessão de medida judicial de urgência;
➢ assistência jurídica internacional;
➢ qualquer outra medida judicial ou extrajudicial não proibida pela lei brasileira.

 AUXÍLIO DIRETO

➢ ativo - aquele no qual o Brasil pretende a cooperação de outro país


➢ passivo - aquele no qual um país requer a cooperação internacional do Brasil

 Carta rogatória X Auxílio Direto

CARTA ROGATÓRIA AUXÍLIO DIRETO


 instrumento de jurisdição contenciosa exclusivo do  instrumento de cooperação internacional que pode ser
Poder Judiciário que tramita perante o STJ, com executado diretamente pela autoridade ou com
observância do devido processo legal intermediação do Poder Judiciário
 depende de homologação  não há homologação

⚫ NA HOMOLOGAÇÃO DE CARTA ROGATÓRIA, O STJ

➢ deve analisar o preenchimento dos requisitos para homologação


➢ não pode revisar o mérito do pronunciamento estrangeiro

COMPETÊNCIA

Competência Interna

As causas cíveis serão processadas e decididas pelo juiz nos limites de sua competência, RESSALVADO às partes o
direito de instituir juízo arbitral, na forma da lei.

FIXAÇÃO DA COMPETÊNCIA - registro ou distribuição da petição

➢ regra - fixada, decorre a perpetuação da competência


➢ exceção
o supressão do órgão judiciário
o alteração da competência absoluta

Determina-se a competência no momento do registro ou da distribuição da petição inicial, sendo irrelevantes as


modificações do estado de fato ou de direito ocorridas posteriormente, SALVO quando suprimirem órgão judiciário
ou alterarem a competência absoluta.

Obedecidos os limites estabelecidos pela Constituição Federal, a competência é determinada pelas normas previstas
neste Código ou em legislação especial, pelas normas de organização judiciária e, ainda, no que couber, pelas
constituições dos Estados.

⚫ CLASSIFICAÇÃO DA COMPETÊNCIA

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 competência de foro X competência do Juízo

COMPETÊNCIA DO FORO (TERRITORIAL) COMPETÊNCIA DO JUÍZO


O foro deve ser compreendido como o local em que o Uma vez definido o local, deve-se perquirir qual é o Juízo
magistrado exerce sua competência. competente, ou seja, qual, dentre os vários juízes do
foro, é concretamente competente.

 competência originária X competência derivada

COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA COMPETÊNCIA DERIVADA


Define o órgão jurisdicional para conhecer o processo Estabelece a reponsabilidade de julgar recursos a partir
pela primeira vez. da decisão do órgão originariamente competente.

 competência relativa X competência absoluta

COMPETÊNCIA ABSOLUTA COMPETÊNCIA RELATIVA


Estabelece regras de competência a partir do interesse Fixa regras de competência a partir do interesse
público. particular.

⚫ CRITÉRIOS

➢ Objetivo: a) em razão da matéria; b) em razão da pessoa; e c) em razão do valor.


➢ Funcional
➢ Territorial

⚫ COMPETÊNCIA OBJETIVA

 competência em razão da pessoa (que leva em consideração o elemento partes)

 competência em razão da matéria (que leva em consideração a causa de pedir)

 competência em razão do valor da causa (que leva em consideração o pedido)

⚫ CRITÉRIO TERRITORIAL

 Servirão para definir, dentro da competência da justiça comum estadual ou federal, onde a demanda será
proposta.

⚫ CRITÉRIO FUNCIONAL

 competência originária e recursal;

 competência de acordo com a fase do processo (cognição, cautelar ou execução);

 competência em razão de assunção de competência, instituto próprio do NCPC, que está previsto no art.
947;

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 competência decorrente de arguição de inconstitucionalidade em controle difuso, disciplinada no NPCP, no


art. 948.

⚫ JUSTIÇAS CÍVEIS

 Justiça Eleitoral: a definição da competência da Justiça Eleitoral é feita pela causa de pedir (os fundamentos de fato
e de direito), abrangendo o que envolver o sufrágio (eleições, plebiscito e referendos) e questões político-partidárias.

 Justiça do Trabalho: novamente com base na causa de pedir, será da competência da Justiça do Trabalho os
processos que envolverem as relações de trabalho.

⚫ JUSTIÇA FEDERAL: a competência da Justiça Federal é assentada em dois elementos da ação: em razão das partes
no processo ou em razão da causa de pedir.

 PARTE: ações que tenha como parte a União, autarquias federais e empresas públicas federais.

 Quatro exceções:

matéria trabalhista (por exemplo, reclamatória trabalhista contra a Caixa Econômica);

matéria eleitoral (por exemplo, autuação irregular efetuada pelo Correios no bojo de processo
eleitoral cível);

falência e recuperação judicial; e

acidente de trabalho típico, quando o INSS é parte.

 CAUSA DE PEDIR:

➢ as causas entre Estado estrangeiro ou organismo internacional e Município ou pessoa domiciliada ou residente
no País;
➢ as causas fundadas em tratado ou contrato da União com Estado estrangeiro ou organismo internacional;
➢ os crimes políticos e as infrações penais praticadas em detrimento de bens, serviços ou interesses da União ou
de suas entidades autárquicas ou empresas públicas, excluídas as contravenções e ressalvada a competência
da Justiça Militar e da Justiça Eleitoral;
➢ os crimes previstos em tratado ou convenção internacional, quando, iniciada a execução no País, o resultado
tenha ou devesse ter ocorrido no estrangeiro, ou reciprocamente;
➢ as causas relativas a direitos humanos a que se refere o § 5º deste artigo;
➢ os crimes contra a organização do trabalho e, nos casos determinados por lei, contra o sistema financeiro e a
ordem econômico-financeira;
➢ os habeas corpus, em matéria criminal de sua competência ou quando o constrangimento provier de
autoridade cujos atos não estejam diretamente sujeitos a outra jurisdição;
➢ os mandados de segurança e os habeas data contra ato de autoridade federal, excetuados os casos de
competência dos tribunais federais;
➢ os crimes cometidos a bordo de navios ou aeronaves, ressalvada a competência da Justiça Militar;
➢ os crimes de ingresso ou permanência irregular de estrangeiro, a execução de carta rogatória, após o
"exequatur", e de sentença estrangeira, após a homologação, as causas referentes à nacionalidade, inclusive
a respectiva opção, e à naturalização;
➢ a disputa sobre direitos indígenas.

⚫ JUSTIÇA COMUM

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 A competência da justiça estadual é determinada por exclusão. Se não for da competência das “justiças especiais”
ou da Justiça Federal, será atribuída ao poder judiciário comum estadual.

⚫ COMPETÊNCIA TERRITORIAL NO NCPC

Ações de direito pessoal ou direito real sobre bens móveis

REGRA - foro do domicílio do réu

ESPECIFICIDADES:

➢ mais de um domicílio - qualquer um deles


➢ domicílio incerto ou desconhecido - onde for encontrado OU domicílio do autor
➢ não tiver domicílio ou residência no Brasil - domicílio do autor
➢ 2 réus com domicílios diferentes - qualquer deles, à escolha do autor

Execuções Fiscais

➢ foro de domicílio do réu;


➢ no de sua residência; ou
➢ no do lugar onde for encontrado.

Ações fundadas em direito real sobre imóveis DEVEM SER AJUIZADAS NO FORO DA SITUAÇAO DA COISA

➢ competência relativa (EXCEÇÃO) - domicílio do réu ou foro de eleição


➢ competência absoluta (REGRA) - direito de propriedade, de vizinhança, de servidão, de divisão e demarcação
de terras e de nunciação de obra nova; E

Ações relativas à sucessão causa mortis

1ª regra: o último domicílio do falecido;

2ª regra: se não tiver domicílio certo, será o local da situação dos bens imóveis;

3ª regra: se tiver bens em domicílios em vários locais, poderá ser ajuizado em qualquer foro;

4ª regra: se não tiver domicílio, nem bens imóveis, a ação poderá ser ajuizada em qualquer local dos bens
móveis do espólio.

Ação contra réu Ausente - foro do seu último domicílio

Ações contra incapaz - foro do domicílio do representante ou do assistente.

Competência para julgar ações envolvendo a união, os estados-membros e o distrito federal

➢ Se os entes públicos forem autores - domicílio do réu


➢ Se os entes públicos forem réus: a) foro do domicílio; b) no local do ato ou fato; c) no foro da situação da coisa;
ou d) Distrito Federal (se for o Estado, na capital).

Ação de divórcio separação, anulação de casamento e reconhecimento de união estável

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1º - domicílio do responsável pelo incapaz (que coincide, em regra, com o domicílio do incapaz);

2º - não havendo, último domicílio do casal; e

3º - se residirem em domicílios distintos do domicílio do casal, a competência será do foro do domicílio do réu.

Ação de alimentos: de domicílio ou residência do alimentando.

Ação em que a ré for pessoa jurídica: foro do lugar onde está a sede.

Ação relativa às obrigações que a pessoa jurídica contraiu: local onde está a agência ou sucursal.

Ação contra ré sociedade ou associação sem personalidade jurídica: local onde exerce suas atividades.

Ação em que se lhe exigir o cumprimento: local onde a obrigação deve ser satisfeita.

Ação que verse sobre direito previsto o estatuto: local de residência do idoso.

Ação de reparação de dano por ato praticado em razão do ofício: local da serventia notarial ou de registro.

Ação de reparação de dano ou cujo réu administrador ou gestor de negócios alheios: foro do lugar do ato ou do fato.

Ação de reparação de dano sofrido em razão de delito ou acidente de veículos, inclusive aeronaves: foro do domicílio
do autor do local do fato.

⚫ MÉTODO PARA IDENTIFICAR O JUÍZO COMPETENTE

a) verificar se a justiça brasileira é competente para julgar as causas (arts. 21 a 23 do NCPC);

b) se for, investigar se é caso de competência originária de Tribunal ou de órgão jurisdicional atípico (Senado Federal
– art. 52, I e II, da CF; Câmara dos Deputados – art. 51, da CF; Assembleia Legislativa estadual para julgar governador
de Estado)

c) não sendo o caso, verificar se é afeto à justiça especial (eleitoral, trabalhista ou militar) ou justiça comum;

d) sendo competência da justiça comum, verificar se é da justiça federal (arts. 108 e 109, da CF), pois, não sendo, será
residualmente da estadual;

e) sendo da justiça estadual, deve-se buscar o foro competente, segundo os critérios do CPC (competência absoluta e
relativa, material, funcional, valor da causa e territorial); f) determinado o foro competente, verifica-se o juízo
competente, de acordo com o sistema do CPC (prevenção, p. ex.) das normas de organização judiciária.

⚫ MODIFICAÇÃO DA COMPETÊNCIA

 um Juiz que não era originariamente competente passará a ser

 isso somente é possível quando se tratar de competência relativa

⚫ PRORROGAÇÃO DE COMPETÊNCIA:

 supressão do órgão judiciário (art. 43, do NCPC);

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 alteração da competência absoluta (art. 43, do NCPC);

 conexão (art. 55, do NCPC) e continência (arts. 56 e 67, ambos do NCPC);

A conexão ocorre quando forem comuns o pedido ou a causa de pedir.

➢ Hipóteses
o Identidade da relação material, ainda que o pedido ou a causa de pedir não sejam idênticos,
porém, semelhantes.
o Execuções fundadas no mesmo título executivo.
➢ Consequência
o Reunião, exceto se um processo já estiver sido julgado.

Na continência, há identidade entre as partes, causa de pedir, mas o pedido de uma é mais amplo que o da outra.

E qual será o Juiz competente para julgar as ações conexas ou contingentes? O juízo prevento, ou seja, define-
se a competência pela propositura da ação, no momento em que houver registro ou distribuição da petição inicial.

 incidente de deslocamento de competência (art. 109, §5º, da CF);

 foro de eleição

➢ A regra deve constar de instrumento escrito e se referir expressamente a determinado negócio jurídico
específico
➢ O foro contratual se transmite aos herdeiros e sucessores das partes contratantes
➢ Se abusiva a cláusula de eleição de foro, poderá ser reputada ineficaz pelo magistrado, com determinação de
remessa dos Autos ao foro de domicílio do réu.
➢ Se não declarada abusiva pelo magistrado de ofício, cabe à parte alegar a abusividade na contestação, sob
pena de preclusão.
➢ Ocorre também a modificação da competência por intermédio do foro de eleição. Para eleição do foro devem
ser observadas algumas regras que constam do art. 63, do NCPC.

⚫ INCOMPETÊNCIA

COMPETÊNCIA ABSOLUTA COMPETÊNCIA RELATIVA


Estabelece regras de competência a partir do interesse Fixa regras de competência a partir do interesse
público. particular.

A incompetência absoluta deve ser alegada em Deve ser alegada pelo réu em preliminar de contestação,
preliminar de contestação. Contudo, a incompetência sob pena de precluir e, em decorrência disso, prorrogar
poderá ser alegada a qualquer tempo, por qualquer das a competência.
partes.
Agora, a incompetência relativa será feita em preliminar
em contestação, NÃO existindo mais a exceção de
incompetência.
Pode ser reconhecida de ofício. NÃO pode ser reconhecida de ofício.

NÃO pode ser alterada por vontade das partes. As partes têm a prerrogativa de eleger o foro.

NÃO admite conexão e continência. Admite conexão e continência.

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NÃO pode ser alterada por conexão ou continência. Pode ser modificada por conexão ou continência.

Abrange as regras e a fixação da competência material, Abrange as regras de competência territorial e


em razão da pessoa e funcional. competência sobre o valor da causa.

Se houver violação à regra de competência absoluta, são preservados os atos decisórios, pois, embora não haja
competência, há jurisdição, e os atos são preservados até a análise ser feita pelo juiz efetivamente competente.

Se a ação transitar em julgado é cabível a ação rescisória. NÃO cabe ação rescisória, pois há prorrogação da
competência.

Alteração superveniente da competência implica o Mudança superveniente de competência relativa não


deslocamento da causa para outro juízo. produz efeitos.

⚫ CONFLITO DE COMPETÊNCIA

 negativo: ambos os juízes reputam-se incompetentes

 positivos: ambos os juízes reputam-se competentes

PARTES E PROCURADORES

Pressupostos processuais

● CONCEITO: Pressupostos processuais são todos os elementos de existência, os requisitos de validade e as condições
de eficácia do procedimento.

● PRESSUPOSTOS PROCESSUAIS

 elementos de existência

 requisitos de validade

 condições de eficácia do procedimento

● CLASSIFICAÇÃO DOS PRESSUPOSTOS PROCESSUAIS

• pressupostos de existência
• subjetivos
• juiz - investido de jurisdição
• parte - capacidade de ser parte
• objetivos
• existência de demanda
• requisitos de validade
• subjetivos

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• juiz - competência e imparcialidade


• partes - capacidade processual, capacidade postulatória e legitimidade "ad causam"
• objetivos
• intrínsecos - respeito ao formalismo processual
• extrínsecos: a) negativos - inexistência de perempção, litispendência, coisa julgada ou convenção
de arbitragem; e b) positivo - interesse de agir.

Partes e procuradores

● CAPACIDADES

• capacidade para ser parte


• capacidade para estar em juízo
• capacidade postulatória

● CAPACIDADE DE SER PARTE (também conhecida como capacidade processual ou judiciária) remete ao conceito de
capacidade civil.

● CAPACIDADE DE ESTAR EM JUÍZO (de capacidade processual em sentido estrito, ou legitimatio ad processum) refere-
se ao modo como se exerce a ação e a defesa no curso do processo em relação à prática de atos processuais.

 TODA pessoa que se encontre no exercício de seus direitos tem capacidade para estar em juízo.

 O incapaz será representado ou assistido por seus pais, por tutor ou por curador, na forma da lei.

 A curadoria do incapaz será determinada em duas situações:

a) quando o incapaz não possuir representante ou assistente; ou

b) quando os interesses do incapaz colidirem com os interesses do representante ou do assistente.

 O NCPC prevê a designação de curador especial para o réu preso revel e para aqueles que foram citados por edital
ou por hora certa.

CAPACIDADE DE ESTAR EM JUÍZO – REGRAS ESPECÍFICAS

União AGU

Estados e Distrito Federal procuradores do Estado

Município Prefeito ou procuradores municipais

autarquias e fundações públicas quem tiver essa prerrogativa de acordo com lei específica.

massa falida administrador judicial

herança jacente ou vacante curador

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espólio inventariante

pessoa jurídica quem o ato constitutivo designar ou seus diretores

sociedade e associações sem personalidade jurídica pessoa que for responsável pela administração dos bens

pessoa jurídica estrangeira gerente, representante ou administrador da filial no Brasil

condomínio administrador ou síndico

 Quando o inventariante for dativo, os sucessores do falecido serão intimados no processo no qual o espólio seja
parte.

 A sociedade ou a associação sem personalidade jurídica NÃO poderá opor a irregularidade de sua constituição
quando demandada.

 O gerente de filial ou agência presume-se autorizado pela pessoa jurídica estrangeira a receber citação para
qualquer processo.

● CAPACIDADES PROCESSUAIS (OU POSTULATÓRIA): atributo para que determinada pessoa possa praticar
validamente atos processuais.

 Atributo conferido ao advogado regular perante a OAB e, em situações específicas, à própria parte.

 Verificada a incapacidade processual ou a irregularidade da representação da parte, o juiz suspenderá o processo


e designará prazo razoável para que seja sanado o vício.

➢ Se o autor não regularizar a incapacidade processual ou a irregularidade de representação, o processo será


extinto sem julgamento do mérito.
➢ Se o réu não regularizar a incapacidade processual ou a irregularidade de representação, ele será revel no
processo, considerando-se que se recusou a manifestar-se validamente no processo.
➢ Se for terceiro interessado no processo, poderá ser excluído ou considerado revel.

 Na fase recursal

➢ NÃO conhecerá do recurso, se a providência couber ao recorrente;


➢ Determinará o desentranhamento das contrarrazões, se a providência couber ao recorrido.

● LEGITIMAÇÃO PARA AGIR

Para encerrar a primeira parte, é importante deixar claro que as capacidades que estudamos acima não se confundem
com a legitimação.

A pessoa, pela simples existência, tem capacidade de ser parte. Digamos que seja plenamente capaz, não esteja presa
e tenha sido citada regularmente, logo, terá também capacidade de estar em Juízo. Vamos supor, ainda, que essa
pessoa tenha constituído advogado de forma regular, que juntou a documentação nos autos de forma que não há
qualquer vício da capacidade postulatória. Na situação acima, ainda que atendidas as regras relativas à capacidade,
pode ocorrer de a parte não ter legitimação para agir sozinha no processo.

São situações, portanto, que, para além da capacidade, exige-se que duas ou mais pessoa atuem juntas no processo
ou, pelo menos, que ambas as partes (com capacidade de ser parte, de estar em juízo e postulatória) sejam intimadas.

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Essas situações envolvem a denominada legitimação para agir, que está disciplinada nos arts. 73 e 74, do NCPC.

Conforme o art. 73, os cônjuges somente poderão propor ações que envolvam os bens do casal conjuntamente. Do
mesmo modo, quando demandados em lide que envolva bens do casal, ambos os cônjuges devem ser citados.

Antes de iniciar, é importante registrar que as regras que veremos abaixo aplicam-se tanto aos cônjuges (casado por
intermédio de contrato solene) como àqueles que convivem em união estável, conforme expõe o §3º do art. 73:

§ 3o Aplica-se o disposto neste artigo à união estável comprovada nos autos.

O caput do art. 73 estabelece que os cônjuges somente terão legitimidade para agir se estiverem juntos nas ações
que envolvam direito real imobiliário, a não ser que o casamento se dê em regime de bens de separação absoluta.

Art. 73. O cônjuge necessitará do consentimento do outro para propor ação que verse
sobre direito real imobiliário, SALVO quando casados sob o regime de separação absoluta
de bens.

Deste modo, cabe destacar que não é necessário formar litisconsórcio no polo ativo, basta o consentimento do
cônjuge. Dito de outra forma, a parte poderá agir sozinha desde que tenha obtido o consentimento do outro cônjuge
e isso reste provado no processo.

De acordo com a doutrina1:

Não é caso de litisconsórcio necessário. Trata-se de norma que tem o objetivo de integrar
a capacidade processual ativa do cônjuge demandante. Dado consentimento inequívoco,
somente o cônjuge que ingressa com a ação é parte ativa; o que outorgou o consentimento
não é parte na causa. Nada impede, porém, a formação do litisconsórcio ativo, que é
facultativo.

Quando estiverem no polo passivo da ação, ambos os cônjuges devem ser citados nas ações que envolverem as
hipóteses citadas nos incisos do §1º, do art. 73:

§ 1o Ambos os cônjuges serão necessariamente citados para a ação:

I - que verse sobre direito real imobiliário, SALVO quando casados sob o regime de
separação absoluta de bens;

II - resultante de fato que diga respeito a ambos os cônjuges ou de ato praticado por eles;

III - fundada em dívida contraída por um dos cônjuges a bem da família;

IV - que tenha por objeto o reconhecimento, a constituição ou a extinção de ônus sobre


imóvel de um ou de ambos os cônjuges.

1
DIDIER JR., Fredie. Curso de Direito Processual Civil, 18ª edição, Bahia. Editora Jus Podvim, 2016,
2016, p. 324.

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Para fins de prova...

LEGITIMAÇÃO PARA AGIR DOS CÔNJUGES


Para propor ação: Quando demandados:
⚫ devem ingressar juntos quando envolver ação sobre ⚫ devem ser citados quando envolver ação sobre direito
direito real imobiliário, exceto se o regime de bens for real imobiliário, exceto se casados em regime de
de separação total. separação total de bens.
⚫ Ambos os cônjuges deverão, necessariamente, ser
citados nas seguintes hipóteses:
 Ação que envolva fatos relacionados a ambos os
cônjuges.
 Ação referente à dívida contraída por um dos
cônjuges a bem de família.
 Ação que tenha por objeto o reconhecimento, a
constituição ou a extinção de ônus sobre imóvel de um
ou de ambos os cônjuges.
Por exemplo, ação hipotecária em face de bens do
casal.

 Nas ações possessórias, a participação do cônjuge do autor, ou do réu, SOMENTE é indispensável nas hipóteses de
composse ou de ato praticado por ambos.

 A ação de suprimento de vontade de um dos cônjuges poderá ser proposta em duas situações:

➢ negativa de um dos cônjuges sem justo motivo; e


➢ quando for impossível o cônjuge conceder o consentimento.

● DEVERES DAS PARTES E DE SEUS PROCURADORES

 Constitui dever das partes:

• expor fatos conforme a verdade


• não formular pretensão destituída de fundamento
• não produzir provas inúteis/desnecessárias
• informar e atualizar endereços
• cumprir as decisões judiciais e não criar embaraços
• não praticar inovação ilegal no estado de fato ou de bem ou direito litigioso

● ATO ATENTATÓRIO À DIGNIDADE DA JUSTIÇA x LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ

 ATO ATENTATÓRIO À DIGNIDADE DA JUSTIÇA

• O dano é ao Poder Judiciário.


• Multa de até 20% do valor da causa ou multiplicada por até 10 salários mínimos, caso seja irrisório/inestimável
o valor da causa.
• hipóteses: a) não cumprir decisões jurisdicionais; b) criar embaraços à efetivação do processo; e c) inovação
ilegal no estado de fato de bem litigiosos.

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• revertido para o fundo de modernização do Poder Judiciário

 LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ

• O dano é à parte contrária.


• Multa de 1 a 10% do valor da causa ou multiplicada por até 10 salários mínimos, caso seja irrisório/inestimável
o valor da causa.
• hipóteses: a) contra texto expresso de lei ou fato incontroverso; b) alterar a verdade; c) objetivo ilegal; d)
resistência injustificada; e) proceder de modo temerário; f) provocar incidente manifestamente infundado; e
g) recurso manifestamente protelatório.
• revertido para a parte que sofreu o dano

● DESPESAS, DOS HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS E DAS MULTAS

 Despesas:

• REGRA DE PAGAMENTO: parte que for vencida na ação.


• SUCUMBÊNCIA RECÍPROCA: se ambas as partes forem vencedores e vencidos, as despesas serão distribuídas
proporcionalmente, exceto quando houver sucumbência mínima de uma das partes, hipótese em que a parte
que sucumbiu em praticamente todo o objeto da ação será responsável pela integralidade das despesas do
processo.
• LITISCONSÓRCIO: proporcionalmente a seus quinhões.
• ADIANTAMENTO: as despesas devem ser adiantadas pela parte que der causa ao gasto, exceto se esse
requerimento for determinado pelo Juiz ou requerido pelo Ministério Público quando atuar na condição de
fiscal da ordem jurídica, hipótese em que as despesas serão adiantadas pela parte autora.
• ABRANGÊNCIA: custas dos atos do processo, indenização para viagem, remuneração do assistente técnico e
diária de testemunha.
• JURISDIÇÃO VOLUNTÁRIA: as despesas serão adiantadas pelo requerente e rateadas pelos interessados.
• JUÍZOS DIVISÓRIOS: se não houver litígio, serão rateadas as despesas proporcionalmente aos seus respectivos
quinhões.
• ADIANTAMENTO DE DESPESAS REQUERIDOS PELA FAZENDA, MP E DP: há o pagamento apenas ao final do
processo. No caso de perícia, elas serão realizadas por entidades públicas ou adiantadas pelos cofres públicos,
se houver previsão orçamentária.
• ATOS ADIADOS OU REPETIÇÃO NECESSÁRIA: as despesas extras decorrentes serão pagas por quem der causa.
• ADIANTAMENTO DE ASSISTENTE TÉCNICO: compete à parte que indicou.
• PERÍCIA: será adiantado pela parte que requereu e, quando determinada pelo magistrado ou requerido por
ambas as partes, o custo do adiantamento será dividido.
• ASSISTENTE: condenado ao pagamento das custas em proporção à atividade que houver exercido no processo.

 Honorário do advogado

• REGRA: o vencido será o responsável pelo pagamento dos honorários.


• SÃO DEVIDOS DE FORMA CUMULATIVA: sentença de mérito, reconvenção, cumprimento (provisório ou
definitivo), execução (resistida ou não) e recursos.

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• CRITÉRIOS PARA DEFINIÇÃO DO PERCENTUAL DE HONORÁRIOS: a) zelo profissional; b) lugar da prestação dos
serviços; c) natureza e importância da causa; e d) trabalho realizado e tempo dedicado.
• PERCENTUAIS MÍNIMOS E MÁXIMOS: 10 e 20% do valor da condenação, do proveito econômico obtido com a
ação ou sobre o valor da causa.
• AÇÃO DE VALOR INESTIMÁVEL/IRRISÓRIO: caberá ao juiz arbitrar, segundo critérios utilizados para aferir os
percentuais.
• AÇÃO DE INDENIZAÇÃO CONTRA PESSOA POR ATO ILÍCITO: para o cálculo do montante da condenação,
consideram-se os valores já devidos (prestações vencidas) e as primeiras 12 parcelas vincendas.
• PERDA DO OBJETO DA AÇÃO: responde pelos honorários a parte que deu causa ao processo.
• HONORÁRIOS EM RECURSO: caberá ao Tribunal majorar o valor dos honorários, levando em consideração os
percentuais máximos (em regra, de 10 a 20%).
• CUMULATIVIDADE: os honorários são cumulativos com multas e outras sanções aplicáveis.
• NATUREZA JURÍDICA DA VERBA: caráter alimentar com preferência creditória.
• PAGAMENTO: o advogado pode requerer que o pagamento seja feito diretamente à sociedade de advogados
e, caso não fixado o valor em sentença, poderá ingressar com ação autônoma para definição do valor e
pagamento.
• JUROS MORATÓRIOS: contam do trânsito em julgado.
• ATUAÇÃO EM CAUSA PRÓPRIA: são devidos, do mesmo modo, os honorários do advogado.

 Regras específicas aplicáveis às despesas e aos honorários advocatícios

• CAUÇÃO DO NÃO RESIDENTE (BRASILEIRO OU ESTRANGEIRO) QUANDO FOR PARTE AUTORA (para custas e
honorários advocatícios). Não exigem caução: a) em face de acordo, ou de tratado internacional, os Estados
signatários dispensarem a exigência; b) nas ações de execução de título extrajudicial e no cumprimento de
sentenças; c) nas ações de reconvenção.
• CAUÇÃO DO ESTRANGEIRO RESIDENTE, QUANDO FOR PARTE AUTORA: em regra, será exigido para fazer frente
às despesas e aos honorários de advogado. Não se exige caução: a) em face de acordo ou tratado
internacional, os Estados signatários dispensarem a exigência; b) nas ações de execução de título
extrajudicial e no cumprimento de sentenças; e c) nas ações de reconvenção.
• LITISCONSORTES: havendo vários autores ou réus vencidos, responderão proporcionalmente pelas despesas e
pelos honorários.
• DESISTÊNCIA, DENÚNCIA e RECONHECIMENTO DO PEDIDO: serão pagos pela parte que desistiu, renunciou ou
reconheceu. Se houver vários, calcula-se o valor proporcionalmente.
• RECONHECIMENTO DA PROCEDÊNCIA DO PEDIDO E CUMPRIMENTO: são reduzidos os honorários pela metade
(não se aplica às despesas).
• TRANSAÇÃO: as partes podem estipular quem pagará despesas processuais e, se nada disserem, será dividido.
• SENTENÇA SEM RESOLUÇÃO DE MÉRITO: somente poderá ser proposta nova ação se pago ou depositado o
valor referente às despesas e aos honorários.
• SUCUMBÊNCIA MÍNIMA: honorários e despesas serão devidos na integralidade pela parte que sucumbir em
praticamente todo o objeto da demanda.

 Gratuidade da Justiça

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• A parte ou terceiro deve requerer na primeira vez que tiver oportunidade de se manifestar nos Autos (petição
inicial, contestação, ingresso de terceiro ou por petição, se superveniente).
• Pressupõe-se a insuficiência alegada pela pessoa natural.
• A parte contrária pode impugnar e o juiz decidirá a respeito de acordo com elementos constantes dos autos.
• Trata-se de benefício de caráter pessoal (não extensível ao litisconsorte ou sucessor).
• Recurso formulado por beneficiário dispensa preparo, exceto se esse recurso tratar exclusivamente de
honorários advocatícios, a não ser que o advogado também seja beneficiário da Justiça gratuita.
• A assistência do beneficiário por advogado não impede a concessão do benefício.

● PROCURADORES

 A parte será representada em juízo por advogado regularmente inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil.

 É lícito à parte postular em causa própria quando tiver habilitação legal.

 Situações nas quais é admitida, excepcionalmente, a atuação sem mandato de procuração:

➢ atuação em causa própria (art. 103, parágrafo único, do NCPC);


➢ para evitar preclusão, decadência ou prescrição; e
➢ para praticar ato considerado urgente.

PROCURAÇÃO
... GERAL DE FORO ... ESPECÍFICA
Habilita o advogado para a prática de todos os Exige-se menção específica na procuração para:
atos do processo.  citar
 confessar
 reconhecer a procedência do pedido
 transigir
 desistir
 renunciar ao direito sobre o qual se funda a ação
 receber
 dar quitação, firmar compromisso e assinar declaração de
hipossuficiência econômica.
 Pode ser assinada digitalmente.
 Deve conter: nome do advogado, número e endereço. Se o advogado integrar sociedade de advogados será
necessário indicar o nome, o número e o endereço da sociedade.
 A procuração constituída na fase de conhecimento será válida para todo o processo, exceto se houver
alguma restrição estipulada contratualmente.

 Direitos assegurados aos advogados:

1º DIREITO: examinar processos em cartório.

2º DIREITO: requerer vista do processo pelo prazo de 5 dias, quando tiver procuração.

3º DIREITO: retirar os autos da secretaria quando couber falar nos autos.

 Denúncia do mandato

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• O advogado que renunciar deve:


• comprovar que comunicou a renúncia à parte;
• permanecer representante por mais 10 dias, para evitar prejuízo ao representado.

● SUCESSÃO DAS PARTES E DOS PROCURADORES: No curso do processo, somente é lícita a sucessão voluntária das
partes nos casos expressos em lei.

● ALIENAÇÃO DE COISA LITIGIOSA: não altera a legitimidade das partes.

 O adquirente ou cessionário não poderá ingressar em juízo, sucedendo o alienante ou cedente, sem que o consinta
a parte contrária.

 O adquirente ou cessionário poderá intervir no processo como assistente litisconsorcial do alienante ou cedente.

 Estendem-se os efeitos da sentença proferida entre as partes originárias ao adquirente ou cessionário.

Litisconsórcio

● CONCEITO: Litisconsórcio há apenas quando, no mesmo polo do processo, existe uma pluralidade de partes ligadas
por uma afinidade de interesses.

● CLASSIFICAÇÃO

 Quanto aos sujeitos – Ativo, Passivo e Misto

 Quanto ao momento – Inicial e Ulterior

 Quanto aos efeitos – Simples e Unitário

possibilidade de que a decisão seja diferente para


LITISCONSÓRCIO SIMPLES
os litisconsortes no mesmo polo

obrigatoriedade de que a decisão seja a mesma


LITISCONSÓRCIO UNITÁRIO
para os litisconsortes no mesmo polo

 Quanto à obrigatoriedade – Facultativo e Necessário

➢ Facultativo:
o entre elas houver comunhão de direitos ou de obrigações relativamente à lide;
o entre as causas houver conexão pelo pedido ou pela causa de pedir;
o ocorrer afinidade de questões por ponto comum de fato ou de direito.
➢ Obrigatório: por disposição de lei ou quando, pela natureza da relação jurídica controvertida, a eficácia da
sentença depender da citação de todos que devam ser litisconsortes.

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o por força da lei.


o por força da unilateralidade da relação jurídica.

● LITISCONSÓRCIO MULTITUDINÁRIO: litisconsórcio formado por um número excepcionalmente grande de litigantes,


sempre que, em razão de sua formação, possa ocorrer o comprometimento da defesa, ou do cumprimento de
sentença, ou a rápida solução do litígio. Por motivos atinentes à paridade de armas e à efetividade do processo,
portanto, é possível desmembrar o litisconsórcio

● EFEITO DA SENTENÇA SEM OBSERVÂNCIA DAS REGRAS DO LITISCONSÓRCIO NECESSÁRIO

 A sentença será nula se for caso de litisconsórcio unitário, ou seja, se a decisão deveria ser uniforme para
todos aqueles que deveriam ter integrado o polo da ação.

 Agora, se o litisconsórcio for necessário, mas simples, a sentença será ineficaz em relação àqueles que não
foram integrados à lide. Dito de outra forma, a sentença não produzirá efeitos em relação a essas outras partes.

● REGIME JURÍDICO DO LITISCONSÓRCIO

Benéficos Prejudiciais
Como a decisão pode ser diferente para cada Como a decisão pode ser diferente para cada
Litisconsórcio
um dos litisconsortes, os atos benéficos não um dos litisconsortes, os atos benéficos não
Simples
beneficiarão os demais litisconsortes. prejudicarão os demais litisconsortes.
Não, inclusive quanto ao praticante do ato
Litisconsórcio
Sim, os atos benéficos estendem-se a todos. prejudicial. Nesse caso, dependerá da
Unitário
concordância de todos os litisconsortes.

Intervenção de Terceiros

Introdução

 Toda vez que o terceiro for atingido direta ou reflexamente pela decisão proferida em processo alheio, ele se
tornará parte legítima para ingressar no processo. Trata-se, portanto, de um fato jurídico processual que implica a
modificação de processo que já existe.

 Terceiro é quem não pede e não tem pedidos formulados contra si. Desse modo, é parte quem pede ou quem tem
pedido formulado contra si.

 Há três formas de se tornar parte em determinado processo:

a) tomando a iniciativa de instaurá-lo;

b) sendo chamado a juízo para ver-se processar;

c) intervindo em processo já existente entre outras pessoas.

 Com o Novo CPC, a nomeação à autoria deixa de existir, dando lugar à técnica da correção da legitimidade passiva,
disciplinada nos arts. 338 e 339, ambos do NCPC, que será estudada em outra oportunidade.

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 A oposição não consta mais como intervenção de terceiro típica, tornando-se um procedimento especial, previsto
no art. 682 a 686, do NCPC. A oposição em termos gerais é o instituto por intermédio do qual o terceiro reclama o bem
ou o direito disputado em processo alheio.

 Foram acrescentadas duas novas hipótese de intervenção de terceiros: o amicus curie e a desconsideração de
personalidade jurídica.

Classificação

 INTERVENÇÕES DE TERCEIROS TÍPICOS

• assistência
• denunciação da lide
• chamamento ao processo
• amicus curie
• incidente de desconsideração da personalidade jurídica

 INTERVENÇÃO DE TERCEIROS ESPONTÂNEA OU PROVOCADA

INTERVENÇÃO DE TERCEIROS ESPONTÂNEA INTERVENÇÃO DE TERCEIROS PROVOCADA


denunciação da lide
assistência chamamento ao processo
incidente de desconsideração da personalidade jurídica
amicus curie

 INTERVENÇÃO DE TERCEIRO POR INSERÇÃO OU POR AÇÃO

A intervenção de terceiros por inserção é aquela que ocorre dentro da mesma relação jurídica processual primitiva.

No outro caso, a intervenção de terceiro se dá por intermédio do ajuizamento de uma ação pelo terceiro ou contra
ele.

Assistência

● HIPÓTESES DE CABIMENTO

 terceiro com interesse jurídico que uma das partes processuais seja a vencedora da demanda.

 o assistente receberá o processo no estado em que se encontrar.

 assistência em decorrência da intervenção anódina: intervenção da União nas causas em que figurarem, no polo
ativo ou passivo da demanda, autarquias, fundações públicas, sociedades de economia mista ou empresas públicas
federais, quando for proprietária ou acionista majoritária.

● ESPÉCIES

ASSISTÊNCIA
SIMPLES LITISCONSORCIAL

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A parte ingressa em juízo para auxiliar uma das partes por Sempre que a sentença influir na relação jurídica
possuir interesse jurídico no deslinde da demanda. entre ele e o adversário do assistido.
Relação jurídica do terceiro assistente com ambas
Relação jurídica do terceiro assistente apenas com o assistido.
as partes na ação.
O assistente é um coadjuvante no processo (atividade
O assistente recebe tratamento de parte.
subordinada).

● PROCEDIMENTO: uma vez pleiteado o ingresso do assistente na ação, o magistrado poderá:

 rejeitar liminarmente o ingresso; ou

 se não for o caso de rejeição, o magistrado deverá intimar as partes para que, no prazo de 15 dias,
apresentem impugnação.

Denunciação da lide

Constitui uma demanda, pois ela envolve o direito de ação. Essa demanda se caracteriza por ser: a) incidente; b)
regressiva; c) eventual; e d) antecipada.

● Hipóteses de denunciação da lide

 ao alienante imediato, no processo relativo à coisa cujo domínio foi transferido ao denunciante, a fim de que possa
exercer os direitos que da evicção lhe resultam;

 àquele que estiver obrigado, por lei ou pelo contrato, a indenizar, em ação regressiva, o prejuízo de quem for
vencido no processo.

● Procedimento e formação

 Feita a denunciação pelo AUTOR, o denunciado poderá assumir a posição de litisconsorte do denunciante e
acrescentar novos argumentos à petição inicial, procedendo-se em seguida à citação do réu.

 Feita a denunciação pelo RÉU:

• se o denunciado contestar o pedido formulado pelo autor, o processo prosseguirá tendo, na ação principal,
em litisconsórcio, denunciante e denunciado;
• se o denunciado for revel, o denunciante pode deixar de prosseguir com sua defesa, eventualmente oferecida,
e abster-se de recorrer, restringindo sua atuação à ação regressiva;
• se o denunciado confessar os fatos alegados pelo autor na ação principal, o denunciante poderá prosseguir
com sua defesa ou, aderindo a tal reconhecimento, pedir apenas a procedência da ação de regresso.

Chamamento ao processo

● HIPÓTESES

 Admite-se o chamamento do afiançado quando o fiador for demandado.

 Admite-se o chamamento ao processo dos demais fiadores quando a ação for proposta apenas contra um deles.

 Admite-se o chamamento ao processo dos demais devedores solidários quando o credor ingressar contra um deles
apenas.

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● PROCEDIMENTO

• citado, o réu poderá chamar o afiançado, demais fiadores ou devedores solidários no prazo de:
• 30 dias, se residir na mesma comarca, seção ou subseção; ou
• 2 meses, se residir em comarca, seção ou subseção distintas ou estiver em LINS.

● Formação do título executivo: finalidade do chamamento ao processo é a formação do título executivo contra os
demais devedores solidários do processo.

Incidente de desconsideração da personalidade jurídica

● MODELOS: ação e incidente.

● LEGITIMIDADE: será instaurado a pedido da parte ou do Ministério Público, quando lhe couber intervir no
processo.

● PROCEDIMENTO

 CABÍVEL:

• fase de conhecimento
• cumprimento de sentença
• execução de título extrajudicial

 Instaurado o incidente, o sócio ou a pessoa jurídica será citado para manifestar-se e requerer as provas cabíveis no
PRAZO DE 15 (QUINZE) DIAS.

● EFEITOS DO JULGAMENTO: acolhido o pedido de desconsideração, de alienação ou de oneração de bens, havida em


fraude de execução, será ineficaz em relação ao requerente.

Amicus Curiae

● CONCEITO: terceiro que, espontaneamente, a pedido da parte ou por provocação do órgão jurisdicional, intervém
no processo para fornecer subsídios que possam aprimorar a qualidade da decisão.

● AUTORIZA-SE O AMICUS CURIE QUANDO ENVOLVER

• matéria relevante
• tema específico
• repercussão social da controvérsia

 O amicus curie não se confunde com a atuação do Ministério Público como fiscal da ordem jurídica, pois a figura
interventiva não tem qualquer interesse no julgamento da ação. O amicus curie atua como um órgão meramente
opinativo e não tem tantos poderes quanto o MP.

 O amicus curie não se confunde com o assistente, pois esse tem interesse no resultado do julgamento, tendo
poderes mais amplos que a figura interventiva.

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 Os poderes do amicus curie serão fixados pelo magistrado na decisão que determina o ingresso. Desse modo, em
regra, o amicus curie irá se manifestar sobre os fatos discutidos no processo.

 O amicus curie poderá opor embargos de declaração e interpor recursos que julgue os incidentes de resolução de
demandas repetitivas. Outras possibilidades recursais somente serão admitidas se o juiz permitir.

JUIZ E AUXILIARES DA JUSTIÇA


● JUIZ

PODERES, DEVERES E RESPONSABILIDADE JUIZ

 assegurar a igualdade de tratamento;

 velar pela duração razoável do processo;

 prevenir e reprimir atos contrários à dignidade da justiça e indeferir postulações meramente protelatórias;

 adotar medidas indutivas, coercitivas, mandamentais ou sub-rogatórias;

 promover a autocomposição;

 dilatar prazos e alterar a ordem produção dos meios de provas de acordo com as necessidades do conflito;

 exercer o poder de política;

 determinar o comparecimento pessoa para inquirir partes (não gera confissão);

 buscar o conhecimento de mérito com o suprimento de pressupostos processuais e saneamento de vícios


processuais;

 representar para a coletivização de demandas no caso de direitos individuais homogêneos.

● PROIBIÇÃO DO NON LIQUET → o juiz NÃO se exime de decidir sob a alegação de lacuna ou obscuridade do
ordenamento jurídico.

 O juiz só decidirá por equidade nos casos previstos em lei.

● PRINCÍPIO DA CONGRUÊNCIA - o juiz decidirá o mérito nos limites propostos pelas partes, sendo-lhe VEDADO
conhecer questões não suscitadas, a cujo respeito a lei exige iniciativa da parte.

● RESPONSABILIDADE CIVIL DO MAGISTRADO

• agir com dolo ou fraude no desempenho de suas funções; e


• recursar, omitir ou retardar providência que deveria ordenar de ofício quando o pedido não for apreciado no
prazo de 10 dias.

● IMPEDIMENTOS E DA SUSPEIÇÃO

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IMPEDIMENTO SUSPEIÇÃO

presunção absoluta de parcialidade presunção relativa de parcialidade

Circunstâncias objetivas: Circunstâncias subjetivas:


 mandatário da parte, perito, membro do MP ou  amigo íntimo ou inimigo da parte ou advogado.
testemunha.
 receber presentes de pessoa com interesse na
 decidiu no feito em outro grau de jurisdição causa.
 advogado, defensor ou membro do MP (+  aconselhar ou subsidiar as despesas do processo
cônjuge/companheiro ou parente até 3º) (após iniciado o processo).
 cônjuge/companheiro ou parente até 3º for parte no  credor ou devedor da parte (cônjuge/companheiro
processo. ou parente até 3º).
 sócio ou membro de direção ou de administração de PJ  interessado no julgamento do processo.
parte no processo.
 herdeiro presuntivo, donatário ou empregador
 relação de emprego ou prestador de serviços de
instituição parte no processo.
 cônjuge/companheiro ou parente até 3º for advogado
ou atue no escritório.
 promover ação contra parte ou advogado.

Violação gera nulidade mesmo se não arguida Não gera nulidade


oportunamente

Enseja ação rescisória Não enseja ação rescisória

Arguição por incidente a qualquer tempo Arguição por incidente no prazo de 15 dias a contar do
conhecimento do fato

 será considerada ilegítima a alegação de suspeição:

• se a própria parte que alegar a suspeição a provocar.


• se a parte que alegar a suspeição já tiver praticado ato no processo que implique a aceitação
tácita do magistrado.

● Quando 2 ou mais juízes forem parentes, consanguíneos ou afins, em linha reta ou colateral, até o terceiro grau,
inclusive, o primeiro que conhecer do processo impede que o outro nele atue, caso em que o segundo se escusará,
remetendo os autos ao seu substituto legal.

● HIPÓTESES DE IMPEDIMENTO E SUSPEIÇÃO (arts. 144/5)

• aplica-se
• magistrado
• MP

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• auxiliares de justiça
• sujeitos imparciais do processo
• não aplica
• testemunha

● AUXILIARES DA JUSTIÇA

• chefe de secretaria e oficial de justiça


• perito
• depositário e administrador
• intérprete e tradutor
• conciliadores e mediadores judiciais

 Escrivão ou chefe de secretaria e oficial de justiça

• É a estrutura mínima de uma unidade funcional judiciária, que se denomina de cartório ou de


secretaria.

 Atribuições do escrivão/chefe de secretaria:

• Redação de ofícios, de mandados, de cartas precatórias e demais atos.


• Efetivar as ordens judiciais.
• Atuar nas audiências.
• Guarda e responsabilidade dos autos dos processos.

São exceções à guarda dos autos:

a) conclusão (com o juiz para despacho, decisão ou julgamento);

b) vistas (advogado, defensor público, membro do Ministério Público ou Fazenda Pública);

c) remessa ao contador ou repartidor; e

d) remessa a outro juízo por modificação da competência.

• Fornecimento de certidões.
• Prática de atos meramente ordinatórios.

 ordem de publicação e efetivação

• cronológica
• preferência
• atos declarados urgentes
• preferências legais

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 Incumbe ao oficial de justiça:

• Executar as ordens determinadas pelo magistrado, com devolução posterior do mandado.


• Auxiliar no exercício do poder de polícia pelo magistrado.
• Certificar proposta de conciliação.

 Responsabilização civil do chefe de secretaria e do oficial de justiça

• recusa cumprir atribuições no prazo legal ou fixado pelo juiz


• prática de ato nulo com dolo ou culpa

 Perito

• Auxiliar ocasional que atuará apenas quando necessária a produção de prova técnica.
• Para a definição do perito temos dois modos:

1º - formação de cadastro de órgãos

2º - na hipótese de não haver perito inscrito para a localidade no cadastro, o magistrado poderá nomear
livremente profissional ou órgão técnico ou científico para realização da perícia.

• PRAZO PARA ESCUSA


• 15 dias
• a contar da intimação OU
• do fato, se derivado de causa superveniente
• RESPONSABILIZAÇÃO DO PERITO
• se agir com dolo ou culpa e prestar informações inverídicas
• responsabilidade civil pelos danos causados
• inabilitação para outras perícias pelo prazo de 2 a 5 anos
• comunicação ao órgão de classe para medidas cabíveis

 Depositário e Administrador

• responsável pela guarda e manutenção;


• receberá contraprestação e ressarcimento de despesas;
• admite-se a nomeação de prepostos para auxiliá-lo;
• se, por dolo ou culpa, causar prejuízo, deve indenizar e perde a contraprestação, mas terá direito ao
ressarcimento de despesas;
• depositário infiel sofre responsabilização civil, penal e sanção por ato atentatório à dignidade da justiça (na
forma do art. 77, do NCPC).

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O depositário ou administrador é uma figura comum no processo civil. Sempre que houver apreensão judicial de bens,
o juiz poderá nomeá-los para a guarda e conservação. Embora não seja objeto do estudo da aula de hoje, é possível
que o próprio executado ou o demandado assuma a guarda dos bens.

 Intérprete e Tradutor

• ATUAÇÕES:
o Para traduzir documento escrito em língua estrangeira;
o Para traduzir depoimentos colhidos em língua estrangeira dos depoentes que não
conhecerem o idioma nacional; e
o Para realizar interpretação simultânea dos depoimentos quando a parte ou a
testemunha se comunique por intermédio de LIBRAS.
• NÃO PODEM ATUAR COMO INTÉRPRETES OU TRADUTORES
o caso se enquadrem nas hipóteses de impedimento (art. 144) ou de suspeição (art. 145)
o se não tiver a livre administração dos bens
o se for arrolado como testemunha ou se atuar como perito no processo
o se estiver inabilitado para o exercício da profissão, em face de sentença penal condenatória, pelo
período que durar os efeitos da pena

 Conciliadores e Mediadores Judiciais

• O conciliador atua preferencialmente em casos em que não haja vínculo entre as partes, podendo sugerir
solução (sem intimidar ou constranger).
• O mediador atua preferencialmente em casos em que haja vínculo entre as partes, atuando como
facilitador para que as partes identifiquem a solução consensual.
• Princípios: a) imparcialidade; b) autonomia da vontade; c) confidencialidade; d) oralidade; e)
informalidade; f) decisão informada.
• Aos conciliadores e mediadores: a) aplicam-se as regras de impedimento e de suspeição; b) advogado não
pode atuar como conciliador ou mediador perante o juízo que atua como procurador; c) uma vez atuado
como conciliador ou mediador da parte não pode ser assessor, representante ou procurador das partes
pelo prazo de 1 ano;
• afastamento de conciliador/mediador:
• Exclusão
• Dolo ou culpa na condução do trabalho
• Violação do dever de confidencialidade
• Atuação quando impedido ou suspenso
• Suspensão, por até 180 dias por atuação inadequada
• Atividade, em regra, remunerada, exceto: a) trabalho voluntário; b) mínimo exigido das câmaras privadas
para gratuidade da justiça; c) servidores públicos mediadores e conciliadores, cuja remuneração se dá por
intermédio dos cofres públicos.
• As partes podem escolher entre mediadores e conciliadores: a) pessoas naturais cadastradas; b) câmaras
privadas; ou c) servidores, se houver.

Noções de Direito Processual Civil p/ TJ-RJ (Técnico em Atividade Judiciária) - Pós-Edital 39


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• A fim de subsidiar a escolha são divulgados (ao menos anualmente): a) número de processos que atuou;
b) desempenho; e c) áreas de atuação.

Ministério Público, Advocacia Pública e Defensoria Pública

MINISTÉRIO PÚBLICO ADVOCACIA PÚBLICA DEFENSORIA PÚBLICA

Atuação: Atuação: Atuação (apenas em relação aos


necessitados):
 defesa da ordem jurídica;  defesa do interesse
público da União,  orientação jurídica;
 defesa do regime democrático;
estados-membros,
 promoção dos direitos humanos; e
 defesa dos interesses e direitos sociais e Distrito Federal e
individuais indisponíveis. Municípios.  defesa dos direitos individuais e
coletivos.

Prerrogativa do prazo em dobro para todas as manifestações processuais, a não ser quando a lei prever prazo
específico, contando-se o prazo da intimação pessoal (carga, remessa ou meio eletrônico).

Sujeitam-se à responsabilidade civil regressiva em caso de atuação com dolo ou fraude.

Regras específicas: Regra específica:


 Intimado para se manifestar no prazo de  A Defensoria Pública poderá
30 dias, quando fiscal da ordem jurídica. requerer a intimação pessoal do
próprio defensor quando se referir à
 Atua como fiscal da ordem jurídica,
providência ou informação que
quando: a) previsto na CF/lei; b) interesse
apenas ele possa realizar ou prestar
público ou social; c) interesse de incapaz; d)
litígios coletivos pela posse de terra rural ou
urbana.
 Na atuação como fiscal da ordem jurídica:
a) terá vista dos autos após as partes; b) será
intimado de todos os atos do processo; c)
poderá produzir provas; d) poderá requerer
medidas processuais; e e) poderá recorrer.

ATOS PROCESSUAIS

Negócio Jurídico Processual

● CONCEITO: fato jurídico voluntário em que as partes regulam, dentro dos limites fixados no próprio ordenamento
jurídico, certas situações jurídicas processuais ou alteram o procedimento.

 Abrange apenas direitos que admitem a autocomposição.

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 As partes podem estipular regras procedimentais ou dispor sobre posições processuais (ônus, poderes, faculdades
e deveres).

 Pode ser firmado antes ou durante o processo.

 Não há necessidade de participação do Juiz, muito menos de homologação judicial, contudo, o magistrado deverá
controlar a legalidade, anulando cláusula de adesão abusiva e quando o negócio for estipulado com parte em situação
de vulnerabilidade.

 Trata-se de uma cláusula geral, de forma que as partes possuem liberdade para estabelecer negócios jurídicos
processuais.

 Princípio do respeito ao autorregramento da vontade das partes.

Calendário Procedimental

● CONCEITO: técnica processual voltada para a gestão eficiente do tempo no processo, NO QUAL o juiz e as partes, em
regime de diálogo, podem acertar datas para a realização dos atos processuais.

 Possibilidade de as partes e o juiz fixarem calendário para a prática dos atos processuais.

 Dispensa a obrigatoriedade de intimação para os atos previstos no calendário.

 Regra de efetividade e celeridade processual, que implica a desburocratização do processo e segurança jurídica.

 Somente é possível alterar a data do calendário previamente fixado, em situações excepcionais e mediante
justificativa.

Atos processuais

● FORMA: diz respeito à forma como o ato se exterioriza;

● TEMPO: diz respeito ao momento em que o ato é praticado;

●LUGAR: diz respeito ao espaço físico em que o ato é realizado.

Forma dos Atos Processuais

● SISTEMA DA INSTRUMENTALIDADE DAS FORMAS

 em regra, os atos processuais independem de forma pré-determinada;

 excepcionalmente, devem ser praticados na forma legalmente prevista; e

 ainda que realizado irregularmente, se o ato atingir a finalidade, restará convalidado.

● Os atos processuais são, EM REGRA, públicos.

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 EXCEÇÕES

• Interesse público ou interesse social;


• Ações sobre casamento, separação de corpos, divórcio, separação, união estável, filiação, alimentos e guarda
de crianças e adolescentes;
• Intimidade com sede constitucional;
• Cláusula de confidencialidade em juízo arbitral.

Nas hipóteses de exceções: acessam-se os autos apenas as partes e os respectivos procuradores; e o terceiro
juridicamente interessado terá acesso apenas ao dispositivo da sentença e, se for o caso, do inventário e da
partilha.

● ATOS DAS PARTES

 produção de efeitos de forma imediata.

 consequências:

o a irretratabilidade, uma vez que os efeitos são imediatos; e


o a preclusão consumativa, uma vez que a prática do ato pela parte exaure a prerrogativa de fazê-lo.

 Veda-se o uso de cotas marginais e interlineares. O juiz mandará riscar e multará a parte em ½ salário mínimo.

● PRONUNCIAMENTOS DO JUIZ

 O juiz pratica atos materiais (presidência da audiência) e pronunciamentos judiciais.

 A SENTENÇA e a decisão que colocam fim à fase de conhecimento, extingue a execução ou o que for previsto
como sentença em procedimento especial.

 A DECISÃO INTERLOCUTÓRIA constitui decisão que resolve incidente sem pôr fim ao processo.

 O DESPACHO envolve pronunciamentos judiciais sem caráter decisório.

 O ACÓRDÃO constitui decisão que põe fim à fase de conhecimento, que extingue a execução e que resolve
incidentes no processo no âmbito dos tribunais.

● ATOS DO ESCRIVÃO OU DO CHEFE DE SECRETARIA

 São responsáveis pelo protocolo, registro, distribuição (se houver) e autuação.

 Todos as peças e documentos devem ser numerados e rubricados, inclusive termos, vistas e conclusão.

 Admite-se o uso de formas abreviadas (taquigrafia e estenotipia) para o registro de atos processuais.

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Tempo dos Atos Processuais

● REGRA: praticados entre as 6 e 20 horas, em dias úteis (de segunda a sexta). Há possibilidade de prorrogação para
além das 20 horas quando houver possibilidade de prejudicar a diligência ou resultar em grave dano.

● Citações, intimações, penhoras e atos relativos a tutelas de urgência podem ser realizadas fora do horário e,
inclusive, em dias não úteis.

● FÉRIAS FORENSES: em regra, suspende o prazo. Não há suspensão excepcionalmente nos casos de jurisdição
voluntária, de atos necessários à conservação de direitos quando causar prejuízos em face do adiamento, de ação de
alimentos, e processos de nomeação ou remoção de tutor e curador e quando a lei prever.

● São considerados FERIADOS os dias declarados em lei, sábados, domingos e dias sem expediente forense.

Lugar dos Atos Processuais

● REGRA: praticados na sede do Juízo

● EXCEÇÕES:

 deferência;

 interesse da justiça;

 natureza do ato;

 obstáculo arguido pelo interessado e acolhi pelo magistrado.

Prazos

● CONCEITO: lapsos temporais que existem entre dois termos (termo inicial, dies a quo, e termo final, dies ad quem)
dentro dos quais se prevê a oportunidade para uma ação ou omissão.

● CLASSIFICAÇÃO

a) pela sua origem: legais, judiciais ou convencionais.

b) quanto às consequências de seu descumprimento: próprios ou impróprio, que se subdividem-se em ordinário ou


anômalo.

c) quanto à exclusividade do destinatário: comum ou particulares.

 A classificação entre prazos dilatórios e peremptórios não faz mais sentido no NCPC.

● PRAZO SUBSIDIÁRIO E PRAZO PARA COMPARECIMENTO

 INTIMAÇÃO PARA COMPARECIMENTO (antecedência mínima): 48 horas

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 PRAZO SUBSIDIÁRIO: 5 dias

● ATO PROCESSUAL PREMATURO: será considerado tempestivo o ato praticado antes do termo inicial do prazo.

● CONTAGEM DOS PRAZOS

 Os prazos são contados apenas de segunda a sexta-feira. Essa modalidade de contagem não se aplica a prazos
materiais.

 Haverá a suspensão do prazo em sábados, domingos, feriados e em dias sem expediente forense.

 Haverá suspensão dos prazos entre os dias 20/dez a 20/jan. E não haverá audiência ou sessão de julgamento.

 Haverá suspensão do prazo por obstáculo criado pela parte ou pela suspensão do processo (art. 313, do CPC).

 Haverá suspensão do prazo quando houver instituição de programa de autocomposição pelo Poder Judiciário.

 Haverá prorrogação do prazo, por até 2 meses, quando se tratar de unidade judiciária de difícil acesso.

 Haverá prorrogação do prazo em situação de calamidade, podendo ultrapassar os 2 meses, a depender da situação
concreta.

 Os prazos serão contados excluindo o dia do começo e incluindo o dia do vencimento.

 A citação, a notificação ou a intimação podem ocorrer de diversas formas no processo. Em razão disso, temos
momentos distintos para que o prazo se inicie:

FORMA COMEÇO DO PRAZO


Pelos Correios Juntada aos Autos do Aviso de Recebimento.
Por oficial de Justiça Juntada aos Autos do Mandado Cumprido.
Por ato do escrivão ou do chefe de
Na data atestada.
secretaria
Por edital Dia útil seguinte ao fim da dilação assinada pelo Juiz.
Dia útil seguinte à consulta ou ao término do prazo para consultar (10
Via eletrônica
dias).
Por Diário de Justiça Data da publicação.
Por retirada dos autos de cartório. Dia da carga.

● RENÚNCIA DO PRAZO

 somente é possível a renúncia quando se tratar de prazo estabelecido exclusivamente a seu favor.

 deve renunciar de modo expresso, com petição nos autos.

● PRAZOS DO JUIZ

 DESPACHOS: 5 dias

 DECISÕES INTERLOCUTÓRIAS: 10 dias

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 SENTENÇA: 30 dias

● PRAZOS DOS SERVIDORES

 REMETER OS AUTOS CONCLUSOS: 1 dia

 EXECUTAR: 5 dias

● PRAZOS EM CASO DE LITISCONSÓRCIO (por procuradores diferentes, de escritórios distintos)

 para todas as manifestações;

 para qualquer juízo ou tribunal; e

 independe de requerimento da parte.

● VERIFICAÇÃO DOS PRAZOS E DAS PENALIDADES

 em relação aos servidores públicos: instauração de processo administrativo.

 em relação às partes no processo:

1 – preclusão; e

2 – no caso de excesso de prazo na carga dos autos:

 perda do direito de vista fora do cartório. Dito de outro modo, a parte não poderá retirar os autos físicos
em carga.

 multa no valor de ½ salário mínimo.

 comunicação ao órgão de classe para apuração disciplinar (por exemplo, OAB, Conselho Superior do
Ministério Público, entre outros).

 em relação aos magistrados:

 representação à corregedoria do tribunal respectivo; e

 representação ao CNJ.

 procedimento da representação:

1º – ajuizamento da representação (corregedoria ou CNJ);

2º - oitiva prévia do Juiz;

3º - verificação se é caso de arquivamento limitar;

4º - instauração do procedimento;

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5º - intimação do representado (no caso, o juiz supostamente incorreu em excesso de prazo) para se
manifestar no prazo de 15 dias;

6º - adoção das medidas administrativas cabíveis no prazo de 48 horas;

7º - determinação para que o juiz pratique o ato processual que gerou a representação no prazo de 10 dias;

8º - não praticado o ato no prazo de 10 dias, será determinado que o substituto o faça em 10 dias.

Preclusão

● CONCEITO: “preclusão é definida como a perda de uma situação jurídica processual ativa”.

● PRINCÍPIOS:

 princípio da segurança jurídica;


 princípio da boa-fé;
 princípio da duração razoável do processo.
● ESPÉCIES

1 - Preclusão Temporal: perda de um poder processual em razão da perda de um prazo.

2 - Preclusão Lógica: perda do poder processual em razão da prática anterior de um ato incompatível com ele.

3 - Preclusão Consumativa: perda de um poder processual em razão do seu exercício. A ideia é simples: veda-se à parte
repetir ato processual já praticado.

4 - Preclusão sanção: preclusão decorrente da prática de ato ilícito.

COMUNICAÇÃO DOS ATOS PROCESSUAIS


● CONCEITOS

 CITAÇÃO

• ato por meio do qual se dá ciência sobre determinado processo


• réu, executado ou interessado como destinatários

 INTIMAÇÃO

• ato de comunicação de atos processuais praticados ou a serem praticados


• partes, auxiliares e terceiros são destinatários

 NOTIFICAÇÃO

• comunicação para que se manifeste formalmente sobre assunto juridicamente relevante

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• jurisdição voluntária como âmbito de aplicação

● CITAÇÃO

 Regular - Ato de integração do demandado ao processo

 Irregular - Gera a invalidade do processo

 Comparecimento espontâneo - Convalida eventual irregularidade da citação formal

 Desnecessidade

• Indeferimento da petição inicial


• Improcedência liminar do pedido

 Efeitos da Citação: a citação valida a causa

• induzimento da litispendência
• litigiosidade da coisa
• constituição em mora do devedor

 Intimação do réu em improcedência liminar ou indeferimento de petição inicial

• não haverá citação


• o réu apenas será intimado para que tome ciência dos atos praticados no processo
• se o autor apelar, teremos a citação para apresentação das contrarrazões

 Formas de citação

• a pessoalidade da citação é a regra geral.


• regras específicas:

 CITANDO AUSENTE: se estiver ausente a pessoa a ser citada, considera-se válida a citação efetuada na pessoa
que recebeu o mandado, que é administradora, preposta ou gerente em nome do ausente.

 LOCADOR AUSENTE: nos contratos de locação, se o locador se ausentar do país sem informar a quem compete
receber intimações, será considerada válida a citação que for encaminhada à pessoa responsável por receber
os aluguéis.

 CITAÇÃO DA FAZENDA PÚBLICA: no caso da União, Estados-membros, Distrito Federal, Municípios e respectivas
autarquias e fundações, a citação deverá ser dirigida ao órgão da advocacia pública competente.

 Momento para citação

• REGRA GERAL: poderá ocorrer em qualquer lugar onde se encontre o réu.


• MILITAR: poderá ser intimado na unidade onde estiver exercendo suas funções se não for conhecida a sua
residência ou nela não for encontrado.

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• NÃO SERÁ EFETUADA A CITAÇÃO (exceto se necessário para evitar o perecimento do direito): a) de quem
estiver participando de culto religioso; b) daquele que tiver cônjuge/companheiro, parente em linha reta
(consanguíneo ou afim) ou parente em linha colateral até 2º grau (consanguíneo ou afim) do dia do
falecimento até os 7 dias seguintes; c) de noivo, do dia do casamento até os 3 dias seguintes; e d) de doente,
enquanto for grave o seu estado de saúde.
• NÃO SERÁ EFETUADA A CITAÇÃO DO INCAPAZ OU DE QUEM ESTIVER INCAPACITADO DE RECEBÊ-LA. A
incapacidade deve ser atestada por médico nomeado (laudo no prazo de 5 dias) ou por declaração de médico
da família. Comprovada a incapacidade, nomeia-se curador para representar seus bens e interesses.

 Formas para citação:

1º) Citação por meio eletrônico.

• Obrigatoriedade de empresas públicas e privadas manterem cadastro nos sistemas processuais eletrônicos.
• A obrigatoriedade estende-se à União, aos estados-membros, ao Distrito Federal e aos Municípios.
• A obrigatoriedade não se aplica às microempresas e às empresas de pequeno porte.

2º) Citação pelos Correios.

• Não se aplica às ações de estados, às demandas contra incapaz, contra pessoa de direito público, quando o
demandado residir em local não atendido pelos Correios e quando o autor requerer motivadamente a utilização
de outra forma.

3º) Citação por oficial de justiça.

• O oficial poderá se valer da citação por hora certa se for o caso e também pode cumprir o ato em comarcas
contíguas e em regiões metropolitanas.

4º) Citação por edital

• Subsidiário

PRINCIPAIS INFORMAÇÕES

CITAÇÃO POR MEIO ELETRÔNICO

• utilizada para citar empresas privadas (com exceção de microempresas e empresas de pequeno porte);
• utilizada para citação da Fazenda Pública (federal, estadual, distrital ou municipal);
• exige prévio cadastro no sistema eletrônico processual para que seja viabilizada; e
• considera-se citação pessoal.

CITAÇÃO PELOS CORREIOS

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• regra;
• não pode ser utilizada: ações de estado, ação contra incapaz, contra pessoa jurídica de direito público,
contra pessoa que reside em local não atendido pelos Correios ou quando o autor requerer,
justificadamente, outra modalidade;
• requisitos da carta: cópia da inicial e do despacho/decisão do juiz, referência ao prazo para a resposta,
endereço do juízo e indicação do cartório; e
• será encaminhada por aviso de recebimento; e
• considera-se citação pessoal.
CITAÇÃO POR OFICIAL DE JUSTIÇA
• requisitos do mandado: nome e endereço das partes, finalidade da ação, referência ao prazo para
contestar/embargar, consequência (sanção) pelo descumprimento da ordem, se houver, intimação para
comparecer em juízo para audiência, se houver, cópia da petição inicial e do despacho/decisão que
determina a citação, assinatura do chefe de cartório;
• deve-se colher assinatura e entregar contrafé (no caso de recurso de assinar ou receber contrafé, deve-se
certificar);
• considera-se citação pessoal, em regra;
• citação ficta por hora certa, quando houver suspeita de ocultação. Nesse caso, o oficial deverá comparecer
por duas vezes, oportunidade em que avisará da intimação no dia útil seguinte em hora marcada, sob pena
de citar o réu em nome de familiar, vizinho ou porteiro.
CITAÇÃO POR EDITAL
• feita subsidiariamente;
• hipóteses: desconhecido ou incerto o citando, ignorado, incerto e inacessível o domicílio/residência do
citando e nos casos expressos em lei.
• requisitos do edital: circunstâncias que o autorizam, publicação na internet (Tribunal e CNJ) e certidão nos
autos, prazo de 20 a 60 dias e advertência de nomeação de curador caso o réu seja revel.
• multa: ao autor que, dolosamente, provocar a citação por edital quando conhecido ou acessível o
endereço (reverte a multa em favor do citando)

● CARTAS

 COMUNICAÇÃO DE ATOS PROCESSUAIS

• efetuada, em regra, apenas dentro dos limites territoriais do Juízo;


• se extrapolar tais limites, haverá expedição de cartas (precatória, de ordem, arbitral ou rogatória);
• exceções – admite-se a prática do ato por determinação do juízo competente pelo oficial de justiça, ainda que fora
dos limites territoriais do juízo, quando envolver:
• comarcas contíguas
• regiões metropolitanas

 ESPÉCIES:

• CARTA DE ORDEM - Prática de ato processual pelo juízo imediatamente inferior vinculado ao tribunal
• CARTA ROGATÓRIA - Prática de ato de cooperação internacional entre poderes judiciários de Estados distintos
• CARTA PRECATÓRIA - Prática de ato de cooperação interna por intermédio do qual o juízo deprecante solicita
a prática de ato processual pelo juízo deprecado
• CARTA ARBITRAL - Prática de ato judicial a pedido do juízo arbitral

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 INFORMAÇÕES GERAIS SOBRE AS CARTAS

• REQUISITOS: indicação dos juízes (de origem e de cumprimento); petição, despacho e procuração; menção do
ato processual; e assinatura do juiz emitente.
• É NECESSÁRIO fixar prazo.
• A carta tem CARÁTER ITINERANTE. Se houve remessa, deve-se informar imediatamente o juízo na origem.
• Devem ser cumpridas, preferencialmente, por MEIO ELETRÔNICO.
• Caso cumpridas por MEIO ELETRÔNICO, TELEFONE ou TELEGRAMA, devem conter o resumo dos requisitos
acima.
• DEVOLUÇÃO DA CARTA: faltar requisito legal, incompetência em razão da matéria ou da hierarquia e dúvida
acerca da autenticidade.
• CUMPRIDA deve ser devolvida no prazo de 10 dias.

● INTIMAÇÕES

 A intimação é um ato de ciência.

 SÃO OBRIGADO A MANTER CADASTRO NOS SISTEMAS DIGITAIS DE PROCESSO

• empresas privadas (com exceção das microempresas e empresas de pequeno porte);


• União, Estados, Distrito Federal, Municípios e entidades da administração indireta;
• Ministério Público, Defensoria Pública e Advocacia Pública.

 Em relação à publicação em diário oficial, devem ser observadas algumas regras:

• o advogado da parte poderá requerer que a intimação seja dirigida apenas à sociedade de advogados (desde
que registrada na OAB);
• na intimação deve constar o nome das partes e dos advogados ou sociedade de advogados com o número de
registro na OAB;
• o nome da parte deve ser inteiro, sem abreviatura;
• o nome do advogado deve constar tal como está na procuração ou no registro da OAB;
• o advogado poderá requerer que a intimação seja feita em nome de um dos advogados quando houver mais
de um advogado na procuração, se não observada pelos servidores, implicará a nulidade da intimação;

ORDEM E FORMAS PARA A INTIMAÇÃO

1º - meio eletrônico;

2º - inserção da intimação em diário oficial;

3º - intimação pessoal em cartório (escrivão ou chefe de secretaria);

4º - por carta registrada com aviso de recebimento;

5º - por oficial de justiça se domiciliado na sede do juízo ou por carta registrada com aviso de recebimento se
domiciliado fora do juízo;

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6º - intimação por hora certa; ou

7º - por edital.

Nulidades

● A finalidade do processo é prestar a tutela jurisdicional de forma efetiva, de modo que a declaração de nulidade por
aspectos processuais dependerá da constatação do prejuízo à parte.

● Veda-se à parte atuar contraditoriamente alegando nulidade de ato ao qual deu causa (venire contra factum
proprium).

● Não há nulidade sem prejuízo (pas de nulitté sans grief), de modo que devem ser observados os princípio da
instrumentalidade das formas e da fungibilidade dos atos praticados.

● A nulidade depende de decretação (não há ato processual de pleno direito).

● Nulo o ato por decisão judicial, consideram-se de nenhum efeito todos os subsequentes que dele dependam,
conforme extensão delimitada pelo magistrado, caso não seja possível aproveitá-los.

● A nulidade deve ser alegada, em regra, na primeira oportunidade que a parte tiver para se manifestar nos autos,
com exceção de nulidade declaráveis de ofício e em caso de legítimo impedimento da parte.

● São nulos os atos praticados posteriormente à intimação do Ministério Público quando, em razão da qualidade de
fiscal da ordem jurídica, o parquet não foi intimado. Para tanto, antes do pronunciamento judicial faz-se necessário
colher manifestação do Ministério Público para certificar-se de que houver prejuízo.

Distribuição e do Registro

● O REGISTRO constitui a certificação da existência, que possui diversas finalidades: processual, histórica, estatística,
administrativa, fiscal.

● A DISTRIBUIÇÃO constitui o rateio alternado, aleatório e igual entre os juízes com igual competência.

● Ocorre DISTRIBUIÇÃO POR DEPENDÊNCIA nas hipóteses de a) conexão ou continência; b) extinção anterior sem
julgamento do mérito, quando houver reiteração do pedido; e c) risco de que a haja decisões conflitantes ou
contraditórias se decididas de forma separada, ainda que não haja conexão entre essas duas ações.

● A PROCURAÇÃO é indispensável, exceto para a) postular, com urgência, para evitar preclusão, prescrição, decadência
ou praticar ato urgente (juntar no prazo de 15 dias, prorrogáveis por mais 15); b) representação pela Defensoria
Pública; e c) representação decorrer de norma prevista na CF ou em lei (membro do Ministério Público, advogados
públicos etc.).

● O CANCELAMENTO DA DISTRIBUIÇÃO caso, após intimação, o procurador da parte NÃO realizar o pagamento das
custas e despesas no prazo de 15 dias.

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Valor da Causa

● A toda causa será atribuído valor certo, ainda que não tenha conteúdo econômico imediatamente aferível.

● É a expressão econômica do pedido, devidamente dimensionado à luz da causa de pedir.

● PARÂMETROS PARA O VALOR DA CAUSA

 AÇÃO DE COBRANÇA DE DÍVIDA – principal + juros + penalidades

 AÇÃO EM FACE DE ATO JURÍDICO – valor do ato ou parte controvertida

AÇÃO DE ALIMENTOS – equivalente a 12 prestações mensais

 AÇÃO DE DIVISÃO/DEMARCAÇÃO/REIVINDICAÇÃO – valor da avaliação da parte controvertida do imóvel.

 AÇÃO INDENIZATÓRIA – valor pretendido.

 AÇÃO EM QUE HÁ CUMULAÇÃO DE PEDIDO – somatório do valor pretendido.

 AÇÃO COM PEDIDOS ALTERNATIVOS – pedido de maior valor.

 AÇÃO COM PEDIDO SUBSIDIÁRIO – pedido principal

TUTELA PROVISÓRIA

Classificação doutrinária das tutelas provisórias

● TUTELA DEFINITIVA: aquela obtida com base em cognição exauriente, com profundo debate acerca do objeto da
decisão, garantindo-se o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa.

● TUTELA PROVISÓRIA: tem por finalidade antecipar o gozo de determinado direito ou assegurá-lo a fim de que possa
ser gozado em momento oportuno.

● CARACTERÍSTICAS DA TUTELA PROVISÓRIA:

 COGNIÇÃO SUMÁRIA - a decisão se assenta em análise superficial do objeto litigioso

 PRECARIEDADE - poderá ser revogada ou modificada a qualquer tempo

 IMPOSSIBILIDADE DE COISA JULGADA - não poderá sofrer os efeitos da coisa julgada

● ESPÉCIES DE TUTELA PROVISÓRIA, CONFORME A DOUTRINA:

 tutela antecipada: é satisfativa e urgente. Além de ser provisória, nessa tutela antecipa-se a concessão da prestação
jurisdicional à parte em razão de alguma situação urgente.

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 tutela cautelar: é provisória e fundada na urgência. A diferença dessa tutela é que nesse caso ela é conservativa.
Assim, não há concessão da tutela jurisdicional, mas conservação do interesse da parte a fim de que ela possa ser
beneficiada posteriormente com a tutela jurisdicional.

 tutela de evidência: caracteriza-se pela provisoriedade e por ser satisfativa. A grande distinção em relação à tutela
antecipada é que não há urgência. Nesse caso, a cessão antecipada da tutela jurisdicional não se funda na urgência,
mas na evidência do direito pleiteado pelo autor.

● SÍNTESE

• antecipada
• provisória
• satisfativa
• urgente
• cautelar
• provisória
• conservativa
• urgente
• evidência
• provisória
• satisfativa

Disciplina das tutelas provisórias no NCPC

● TUTELA PROVISÓRIA:

 tutela de urgência: tutela antecipada e tutela cautelar

 tutela de evidência

● A tutela provisória de urgência, cautelar ou antecipada, pode ser concedida em caráter antecedente ou incidental.

● REGRAS GERAIS:

 A tutela provisória divide-se em tutela de urgência (que engloba a tutela antecipada e cautelar) e as tutelas e
evidência.

 As tutelas de urgência (tutela antecipada e cautelar) podem ser antecedentes ou incidental.

 As tutelas provisórias incidentais independem do pagamento de custas.

 As tutelas provisórias podem ser revogadas ou alteradas a qualquer tempo.

 As tutelas provisórias conservam a eficácia durante o período de suspensão do processo, exceto decisão judicial em
sentido contrário.

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 O juiz poderá determinar as medidas necessárias para efetivação de tutelas provisórias concedidas, inclusive, os
instrumentos previstos para o cumprimento provisório de sentença.

 As decisões que envolvem tutela provisórias devem ser claras e precisas (princípio da cooperação).

● REQUERIMENTO: o NCPC não prevê a possibilidade de concessão de ofício da tutela provisória.

● FUNGIBILIDADE: no NCPC não temos essa regra, tal como disposta no Código anterior. Observe-se que a
fungibilidade ainda é aplicada de forma específica tão somente para as tutelas de urgência de caráter antecedente,
com base no parágrafo único do art. 305, conforme veremos adiante.

● LEGITIMIDADE: o autor, o réu, os terceiros intervenientes e o Ministério Público (como parte ou fiscal da ordem
jurídica) possuem legitimidade para requerer tais tutelas.

Tutelas de Urgência

● PARA CONFIGURAÇÃO DA TUTELA DE URGÊNCIA

 “perigo de dano” ou “risco ao resultado útil do processo”

 plausibilidade do direito

 irreparabilidade do dano ou de difícil reparação

● CAUÇÃO: como a concessão de tutela antecipada implica riscos, pois a cognição é sumária, poderá o magistrado
exigir caução.

● FORMAS de concessão da tutela de urgência:

 sem a oitiva da parte contrária (inauditera altera pars ou in limine); ou

 com a notificação da parte contrária para apresentar pedido de justificação em face do requerimento
provisório deduzido.

● A tutela de urgência de natureza antecipada NÃO será concedida quando houver perigo de irreversibilidade dos
efeitos da decisão.

● A TUTELA DE URGÊNCIA DE NATUREZA CAUTELAR É UTILIZADA PARA

 arrestos - resguardar futura execução por QUANTIA

 sequestros - resguardar futura entrega de COISA.

 arrolamento de bens - garantir futura PARTILHA DE BENS.

 registro de protesto contra alimentação de bem - EVITAR TRANSFERÊNCIA supostamente indevida de bem sujeito
a registro

 QUALQUER outra medida idônea para assegurar o direito

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● RESPONSABILIDADE:

 Não fornecimento de meios suficientes à citação do requerido no prazo de 5 dias, após a concessão
OBJETIVA da tutela de urgência.
 Cassação da tutela provisória de urgência.
 Sentença desfavorável.
SUBJETIVA
 Sentença resolutória com mérito, em razão do acolhimento de prescrição ou decadência.

● Tutela antecipada requerida em caráter antecedente

 ação inicial sumarizada (simplificada) cujo pedido principal é a concessão da tutela antecipada.

• informação de que se trata de tutela provisória de urgência de natureza antecipada;


• pretensão final (correspondência);
• conflito
• fumus boni iuris
• periculum in mora
• valor da causa

● PROCEDIMENTO:

1ª – CONCESSÃO DA TUTELA - Com a concessão da tutela, o autor será intimado para complementar a
argumentação, juntar novos documentos e confirmar o pedido da tutela inicial no prazo de 15 dias.

Em seguida, cita-se o réu para comparecer à audiência de conciliação e mediação. Se frutífera, o termo da
autocomposição será homologado e o processo extinto com resolução de mérito.

Caso não haja autocomposição, o réu sairá intimado da audiência para apresentar a contestação no prazo de
15 dias.

Com isso, o processo seguirá o curso normal.

2ª – NÃO CONCESSÃO DA TUTELA

O autor será intimado para emendar a petição inicial no prazo de 5 dias, a fim de que seja dada continuidade
à ação na forma regular.

Caso não haja aditamento, o processo será extinto sem julgamento do mérito.

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PEDIDO DE TUTELA ANTECIPADA ANTECEDENTE

CONCESSÃO NÃO CONCESSÃO

aditar no prazo de 15 dias emendar no prazo de 5 dias

citar réu para


audiência de infrutífera a
não emendou emendou
conciliação e autocomposição
mediação

o réu sai intimado extingue o processo


em caso de
para contestar em sem julgamento de segue o processo
autocomposição
15 dias mérito

extingue o processo
com julgamento de
mérito

● ESTABILIZAÇÃO DA LIDE: ocorrerá com a não interposição de recurso.

 A ESTABILIZAÇÃO DA DEMANDA APLICA-SE APENAS À TUTELA PROVISÓRIA ANTECIPADA ANTECEDENTE.

 O recurso impede a estabilização. Literalmente, o recurso cabível dessa decisão interlocutória que concede a tutela
antecipada antecedente é o agravo de instrumento.

 REVISÃO DE TUTELA ANTECIPADA ESTABILIZADA

• ação a ser ajuizada a qualquer tempo pelas partes


• será feita em autos apartados
• pode ser requerido o desarquivamento do processo anterior para ser usado na instrução
• será distribuída ao mesmo juízo que foi competente para a concessão da tutela

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 A decisão que concede a tutela antecipada não faz coisa julgada, pois fica sujeita à ação revisional pelo prazo de
dois anos. Decorrido esse prazo, há a imutabilização da ação. Dito de outra forma, a decisão que era estável torna-se
imutável e somente poderá ser rescindível nos dois anos seguintes, por ação rescisória.

Tutela cautelar requerida em caráter antecedente

● PEDIDO:

 indicação do conflito e do fundamento;

 exposição do direito que se pretende assegurar; e

 exposição do perigo de dano ou do risco ao resultado útil ao processo.

● PRAZO PARA CONTESTAR E INDICAR PROVAS - 5 dias

● PRAZO PARA O MAGISTRADO DECIDIR EM CASO DE NÃO MANIFESTAÇÃO DO REQUERIDO - 5 dias

● Concedida a tutela, a parte autora tem o prazo de 30 dias para ajuizar a ação principal, sem necessidade de
adiantamento de custas processuais, podendo, inclusive, aditar pedidos na forma do §2º, do art. 308, do NCPC.

● Destaca-se a necessidade de que o pedido principal se refira à cautelar (referibilidade).

● CESSA A EFICÁCIA DA TUTELA CAUTELAR

 não ajuizamento da ação principal no prazo de 30 dias

 não efetivação da medida conservativa no prazo de 30 dias

 improcedência do pedido principal

 extinção do processo sem resolução do mérito

● O INDEFERIMENTO DA TUTELA CAUTELAR

 não impede o ajuizamento da ação principal, exceto no caso de reconhecimento de prescrição ou decadência;

 não influencia o julgamento da ação principal

Tutela de Evidência

● CONCEITO: É técnica que serve à tutela provisória, fundada em cognição sumária: a antecipação provisória dos
efeitos da tutela satisfativa. Aqui surge a chamada tutela provisória de evidência. Nestes casos, a evidência se
caracteriza com conjugação de dois pressupostos: prova das alegações de fato e probabilidade de acolhimento da
pretensão processual.

● HIPÓTESES DE CABIMENTO DA TUTELA DE EVIDÊNCIA

 Abuso do direito de defesa ou manifesto propósito protelatório do réu (liminar).

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 Alegações de fato comprovadas apenas com documentos e tese firmada em julgamento de casos repetitivos ou em
súmula vinculante (liminar).

 Ação de depósito, quando quem está com algum bem em razão de contrato de depósito e não a entrega a quem de
direito na forma e nos prazos devidos, poderá a parte demandar tutela de evidência com a cominação de multa em
caso de não devolução no prazo fixado (liminar).

 Petição instruída com prova documental suficiente dos fatos constitutivos sem oposição razoável do réu (liminar)

PROCEDIMENTO COMUM

Formação, Suspensão e Extinção do Processo

● FORMAÇÃO

 com a citação válida; e

 aplicam-se os efeitos do processo ao réu após a citação válida.

● SUSPENSÃO

 conceito: suspensão do curso do procedimento, a paralisação da marcha processual, com o veto a que se pratiquem
atos processuais.

 hipóteses:

• Suspende-se o processo quando houver morte ou perda da capacidade processual das partes, do
representante legal ou do advogado.
• Suspende-se o processo por convenção das partes (máximo de 6 meses, podendo ser sucessivamente
convencionado).

• Suspende-se o processo por impedimento ou suspeição.


• Suspende-se o processo por admissão do incidente de resolução de demandas repetitivas.
• Suspende-se o processo por prejudicidade ou preliminaridade de processos (subordinação entre processos)

• Suspende-se o processo por questões preliminares, por, no máximo, 1 ano (verificação de fato ou produção
de provas).
• Suspende-se o processo em razão de força maior.
• Suspende-se o processo quando se discutir questão decorrente de acidente e fatos da navegação de
competência do Tribunal Marítimo.
• Suspende-se o processo nas demais hipóteses previstas no NCPC.

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 No período de suspensão do processo é vedada a prática de quaisquer atos processuais. Excepcionalmente, alguns
atos podem ser praticados. Isso ocorrerá quando envolver a realização de atos urgentes para evitar danos
irreparáveis.

 Quando a análise de processo civil depender de averiguação de fato delituoso, ou seja, de conduta apurada no
âmbito criminal, é possível a suspensão do processo para aguardar a decisão da Justiça Criminal.

• Suspensão por ação prejudicial


• Suspensão por 3 meses para ajuizamento da ação penal
• Suspensão por 1 ano para julgamento da ação penal

● EXTINÇÃO: a sentença extingue o processo, com ou sem resolução de mérito. No caso de a decisão se dar sem
análise de mérito, dada a norma fundamental que impõe o dever de o magistrado perseguir uma solução integral de
mérito, é necessário que se intime a parte prejudicada para que, se possível, possa corrigir o vício.

Procedimento Comum

● INTRODUÇÃO

 Fases do processo:

a) postulatória – propositura da ação;

b) organizatória – eventuais diálogos com as partes a fim de emendar ou de complementar a inicial, indeferi-
la, julgar liminarmente o pedido, citação do réu, conciliação e mediação, defesa e reconvenção.

c) instrutória – produção de provas;

d) decisória - sentença; e

e) executória – satisfação do direito.

● Petição Inicial

 Conceito: instrumento da demanda.

 Efeitos:

• Com a protocolização da petição inicial temos a propositura da ação.


• Com o registro ou distribuição decorrem dois efeitos relevantes:

1º EFEITO: perpetuatio jurisdicionis

2º EFEITO: prevenção

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 Requisitos:

• 1º requisito: a petição inicial é escrita (escritura).


• 2º requisito: indicação do juízo (conforme as regras de competência)
• 3º requisito: qualificação das partes.

• 4º requisito: causa de pedir.


• 5º requisito: pedido, que constitui o objeto da demanda.
• 6º requisito: valor da causa.

• 7º requisito: protesto genérico por provas.


• 8º requisito: opção pela realização da audiência de conciliação e mediação.
• 9º requisito: documentos indispensáveis.

• 10º requisito: capacidade postulatória de quem assina a petição.


• 11º requisito: requisitos específicos previstos.

E se não estiverem todos presentes? SERÁ DETERMINADA A EMENDA OU A COMPLEMENTAÇÃO DA PETIÇÃO INICIAL

• HIPÓTESES
• Faltar requisito da petição inicial

• Existir defeito ou irregularidade capaz de dificultar o julgamento de mérito.


• PRAZO
• 15 dias

● PEDIDO: objeto do processo.

 Espécies

➢ Pedido Certo: pedido expresso.


➢ Pedido Sucessivo: vários pedidos formulados com ordem de preferência.
➢ Pedido Determinado: pedido delimitado.
➢ Pedido Alternativo: vários pedidos formulados sem ordem de preferência.
➢ Pedido Subsidiário: pede-se o acolhimento do pedido subsidiário na hipótese de não ser acolhido o principal.

 Requisitos para a cumulação de pedidos

➢ compatíveis entre si;


➢ competente para conhecer deles o mesmo juízo;
➢ adequado, para todos os pedidos, o tipo de procedimento.

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 Interpretação dos pedidos e pedidos implícitos: na interpretação do pedido levar-se-á em consideração o conjunto
da postulação e observar-se-á o princípio da boa-fé.

 pedido implícito: aquele que, embora não explicitado no instrumento da postulação, compõe o objeto litigioso do
processo (mérito) em razão de determinação legal. Mesmo que a parte não peça, deve o magistrado examiná-lo e
decidi-lo. São pedidos implícitos:

➢ juros legais;
➢ ressarcimento de despesas processuais e honorários de sucumbência; e
➢ correção monetária.

 Pedido em obrigação indivisível: aquele que NÃO participou do processo receberá sua parte, deduzidas as despesas
na proporção de seu crédito.

 Modificação do pedido:

• antes da citação: pode ocorrer por liberalidade da parte autora


• após a citação até o saneamento: depende de consentimento da parte ré
• após o saneamento: não será admitido, pois a lide é estável

● ADMISSIBILIDADE DA AÇÃO

 Emenda: determinar a emenda: quando forem identificados vícios sanáveis no processo.

 Indeferimento:

➢ sem julgamento de mérito:


o Inépcia da petição inicial: a) faltar pedido ou causa de pedir; b) pedido indeterminado (exceto se for caso
legal de pedido genérico); c) falta de lógica entre narração e conclusão; e d) pedidos incompatíveis
o Manifestamente ilegítima
o Faltar interesse processual
o Não manter endereço atualizado quando atuar em causa própria ou não proceder à emenda.
➢ Com julgamento de mérito:
o Pedido contrário a enunciado de súmula do Supremo Tribunal Federal ou do Superior Tribunal de Justiça.
o Pedido contrário a acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Superior Tribunal de Justiça
em julgamento de recursos repetitivos.
o Pedido em sentido adverso a entendimento firmado em incidente de resolução de demandas repetitivas
ou de assunção de competência;
o Pedido contrário a enunciado de súmula de tribunal de justiça sobre direito local.
o Pedido contrário ao reconhecimento da prescrição e da decadência.

● AUDIÊNCIA DE CONCILIAÇÃO E DE MEDIAÇÃO

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 Se a petição inicial não for indeferida e se, eventualmente, não for caso de improcedência liminar, com ou sem
resolução de mérito, o juiz designará audiência de conciliação e mediação com antecedência mínima de 30 dias,
devendo ser citado o réu com, pelo menos, 20 dias de antecedência.

 NÃO SERÁ REALIZADA A AUDIÊNCIA DE CONCILIAÇÃO E DE MEDIAÇÃO SE

• ambas as partes manifestarem desinteresse na composição consensual

• não for admissível a autocomposição

 NÃO COMPARECIMENTO À AUDIÊNCIA DE CONCILIAÇÃO E DE MEDIAÇÃO

• ato atentatório à dignidade da Justiça


• multa no valor de até 2% da vantagem econômica ou valor da causa
• montante revertido à União ou ao Estado

● RESPOSTAS DO RÉU

 O RÉU PODE:

• reconhecer a procedência do pedido formulado pela parte autora;


• efetuar requerimento avulso de desmembramento do litisconsórcio multitudinário na hipótese do art. 113,
§2º, do NCPC;
• contestar;
• reconvir;
• arguir hipótese de impedimento ou de suspeição; ou
• ser revel.

 Contestação

➢ O instituto é regido por dois princípios basilares:

• PRINCÍPIO DA EVENTUALIDADE
• CONCEITO
• o réu deve concentrar toda a matéria de defesa na contestação.

• EXCEÇÕES
• direito ou fato superveniente
• matéria cognoscível de ofício

• quando a lei permitir a alegação posterior à contestação


• PRINCÍPIO DA IMPGUNAÇÃO ESPECÍFICA DOS FATOS
• CONCEITO
• o réu deve atacar ponto a ponto, sob pena de presunção do alegado pelo autor.

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• NÃO GERAM PRESUNÇÃO


• fatos que não for possível confessar
• se a petição inicial não estiver acompanhada de documentos que a lei considerar essencial

• se o fato estiver contraditado pela defesa no seu conjunto


• se a defesa for produzida por defensor público, advogado dativo ou curador especial

 PRELIMINARES DE CONTESTAÇÃO NO NCPC

• inexistência ou nulidade da citação


• incompetência absoluta e relativa

• incorreção do valor da causa


• inépcia da petição inicial
• perempção

• litispendência
• coisa julgada
• conexão

• incapacidade da parte, defeito de representação ou falta de autorização


• convenção de arbitragem
• ausência de legitimidade ou de interesse processual

• falta de caução ou de outra prestação que a lei exige como preliminar


• indevida concessão do benefício de gratuidade de justiça

 Forma e prazo

• Os requisitos da contestação são semelhantes aos da petição inicial. Deve conter, portanto, nome e prenome
das partes, sem necessidade de qualificação, pois já fora feita na inicial. Deve conter, ainda, endereçamento
ao juízo da causa, documentos indispensáveis, requerimento de provas, apresentação dos fatos e
fundamentos jurídicos da defesa.
• O prazo para contestar é de 15 dias (úteis). REGRAS DE CONTAGEM:

1ª REGRA: houve audiência de conciliação e mediação.

Nesse caso, o prazo de 15 dias é contado da audiência ou da última sessão de conciliação ou


de mediação, caso haja várias delas.

2ª REGRA: não houve audiência porque o réu peticionou informando que não deseja participar
da sessão de conciliação e de mediação.

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O prazo de contestação será contado do protocolo do pedido de cancelamento da audiência.

3ª REGRA: se houver litisconsortes.

Se o autor não desejar expressamente a audiência de conciliação/mediação, necessário levar


em consideração a manifestação dos réus:

a) se ambos não tiverem interesse no ato de composição, o prazo contará individualmente


para cada um deles a partir do peticionamento;
b) se um deles tiver interesse ou não pedir o cancelamento, o prazo contará, para ambos, a
partir da audiência infrutífera.

Se o autor desejar ou não se manifestar sobre a conciliação, a audiência ocorrerá e o prazo


para contestação correrá, para ambos os réus, da audiência infrutífera.

4ª REGRA: se não houver audiência de conciliação e de mediação.

Nos casos em que o direito não admitir composição, o réu será citado na forma tradicional,
por carta ou por mandato, situação em que o prazo irá iniciar a partir da juntada aos Autos do
mandato de citação.

 Reconvenção

• A reconvenção é uma ação inversa, em que o demandado propõe contra a parte autora um pedido próprio,
que irá ampliar o objeto da demanda.
• a reconvenção deve ter:
o conexão com a ação principal; ou
o com o fundamento da defesa.
• Segundo a doutrina, são requisitos para a reconvenção:
o Existência de uma causa pendente;
o Apresentação da reconvenção no prazo da contestação;
o O juízo da causa principal deve ser também competente para analisar a reconvenção;
o Os procedimentos da ação e da reconvenção devem ser compatíveis, uma vez que são processados
conjuntamente; e
o Há necessidade de identificação de conexão ou correlação com os fundamentos da defesa.

 Revelia

• A revelia também é considerada uma forma de defesa. Trata-se de defesa pela não manifestação do réu que
foi citado.
• Efeitos:
o efeito material: presunção de veracidade das alegações feitas pelo demandante. Trata-se de
presunção relativa contra a qual é possível a produção de provas.
o prazos: em decorrência da revelia, os prazos do réu serão informados com a publicação da decisão,
conforme expressamente disciplina o art. 346, do NCPC:

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o preclusão: com a não apresentação da defesa, o réu não poderá mais alegar direitos ou fatos, exceto
se supervenientes, se envolver questões que podem ser conhecidas de ofícios ou que haja expressa
autorização legal para que sejam alegadas em outro momento.
o julgamento antecipado: a revelia traz a possibilidade de julgamento antecipado do processo.
• NÃO SE APLICA A PRESUNÇÃO DE VERACIDADE:
o quando houver pluralidade de réu e um deles contestar a ação (a contestação de um aproveita a
todos);
o quando a demanda envolver direitos indisponíveis;
o quando a petição inicial estiver desacompanhada de documento que a lei considere indispensável para
provar os fatos alegados; e
o quando as alegações de fato formuladas pelo autores forem inverossímeis ou estiverem em
contradição com as provas produzidas nos autos.

 Providências Preliminares e Saneamento

➢ alegação de defesa indireta de mérito;


➢ alegação de questões preliminares na contestação; e
➢ providências ligadas ao saneamento e à instrução do feito.

 Fato Impeditivo, Modificativo ou Extintivo do Direito do Autor: se o réu alegar fato impeditivo, modificativo ou
extintivo do direito do autor, este será ouvido no PRAZO DE 15 (QUINZE) DIAS, permitindo-lhe o juiz a produção de
prova.

➢ FATOS CONSTITUTIVOS: são aqueles que dão vida a um efeito jurídico e à expectativa de um bem por parte de
alguém.
➢ FATOS MODIFICATIVOS: são aqueles que não negam a válida constituição do direito, mas tem por objetivo
alterá-lo.
➢ FATOS EXTINTIVOS: são aqueles que fazem cessar um efeito jurídico e a consequente expectativa sobre um
bem.

 Alegações do Réu

➢ Se o réu alegar qualquer das matérias preliminares de contestação, o juiz determinará a oitiva do autor no
prazo de 15 (QUINZE) DIAS, permitindo-lhe a produção de prova.
➢ Verificando a existência de irregularidades ou de vícios sanáveis, o juiz determinará sua correção em PRAZO
NUNCA SUPERIOR A 30 (TRINTA) DIAS.
➢ Cumpridas as providências preliminares ou não havendo necessidade delas, o juiz proferirá julgamento
conforme o estado do processo.

 Saneamento e da Organização do Processo

• DECIDE-SE:
o questões processuais pendentes, se houver;

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o delimitar as questões de fato sobre as quais recairá a atividade probatória, especificando os meios de
prova admitidos;
o definir a distribuição do ônus da prova;
o delimitar as questões de direito relevantes para a decisão do mérito;
o designar, se necessário, audiência de instrução e julgamento.
▪ despacho para indicar no prazo de 15 dias
▪ 10 testemunhas ao total
▪ 3 testemunhas por fato

● JULGAMENTO ANTECIPADO: forma de abreviar o processo.

 Hipóteses de cabimento

• TOTAL:
o NÃO houver necessidade de produção de outras provas;
o o réu for revel.
• PARCIAL:

a) incontrovérsia.

b) hipóteses do art. 355, do NCPC, abrangendo situações em que é desnecessário produzir outras provas ou
quando houver contumácia ou revelia.

PROVAS – PARTE 01

Audiência de instrução e julgamento

● FASES: abertura > tentativa de conciliação > instrução > debates > decisão > documentação.

ABERTURA: declaração de abertura pelo magistrado seguida do pregão pelo servidor.


Tentativa de Conciliação: realizada independentemente da existência de outras tentativas de solução consensual
do conflito.
INSTRUÇÃO: colheita de provas.
1º - provas periciais;
2º - depoimento do autor e, após, do réu; e
3º - testemunhas do autor e, após, do réu.
DEBATES
 REGRA: 20 minutos, na seguinte ordem: a) autor; b) réu; e c) MP (se houver).
 PRORROGAÇÃO: 10 minutos (a critério do juiz).
 QUANDO HOUVER LITISCONSORTES OU TERCEIRO INTERVENIENTE: 30 minutos para ambos que será dividido de
forma igual (15 para cada), salvo convenção em sentido diverso.
 QUESTÕES COMPLEXAS: memoriais escritos no prazo de 15 dias (prazos sucessivos).
DECISÃO: prazo de 30 dias para proferir a sentença
 prazo impróprio e não preclusivo.
DOCUMENTAÇÃO: lavratura de termos

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● DEMAIS REGRAS

 poder de polícia pelo magistrado (manutenção da ordem e do decoro, determinação para retirada em caso de
comportamento inconveniente, possibilidade de requisição policial, tratamento com urbanidade e registro em ata dos
requerimentos).

 adiamento da audiência:

1º - convenção das partes;

2º - não comparecimento justificado da parte quando necessária a presença;

3º - atraso injustificado superior a 30 minutos.

Provas

● DUAS GRANDES PARTES: teoria geral e provas em espécie.

● CONCEITO: a prova constitui um instrumento para a formação do convencimento do juiz sobre os fatos que são
objeto da atuação jurisdicional.

Teoria Geral das Provas

● PRINCÍPIO DA ATIPICIDADE DOS MEIOS DE PROVA: as partes têm o direito de empregar todos os meios legais, bem
como os moralmente legítimos, AINDA QUE não especificados neste Código, para provar a verdade dos fatos em que
se funda o pedido ou a defesa e influir eficazmente na convicção do juiz.

● PODERES INSTRUTÓRIOS DO JUIZ:

 O juiz irá fixar as provas necessárias ao julgamento do mérito.

 A parte poderá requerer a prova, contudo, o magistrado poderá indeferir as provas que entender inúteis ou
protelatórias.

 O juiz também poderá, de ofício, determinar a relação de provas, ainda que não requeridas pelas partes.

● PRINCÍPIO DO CONVENCIMENTO MOTIVADO E DA COMUNHÃO DA PROVA

 O primeiro deles é o princípio do convencimento motivado, que destaca o sistema da persuasão racional do juiz,
ao conferir ao magistrado liberdade para apreciar a prova.

 O segundo é o princípio da comunhão das provas, segundo o qual entende-se que as provas produzidas no processo
são compartilhadas entre as partes envolvidas, embora seja dirigida principalmente ao magistrado para que ele possa
formar a convicção e proferir a sentença de forma fundamentada.

● PROVAS EMPRESTADAS

 conceito: transporte da prova do primeiro para o segundo processo a fim de que sejam utilizadas como provas
documentais.

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 requisitos:

a) produção regular no processo de origem;

b) observância do contraditório no processo de origem;

c) observância do contraditório no processo de destino.

 A admissão da prova emprestada é faculdade do juiz;

 O magistrado é livre para apreciar a prova emprestada, atribuindo fundamentadamente o valor que entender
razoável;

 Deve ser observado o contraditório antes da decisão que admite a prova emprestada.

● DISTRIBUIÇÃO DO ÔNUS DA PROVA

 regra estática de distribuição [regra de sentença]

• o autor deve provar o fato constitutivo


• o réu deve provar o fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito

 regra dinâmica de distribuição [regra de instrução]

• pelo magistrado (ope judicis) quando há:


o impossibilidade de quem deveria provar
o dificuldade de acesso à prova por quem deveria provar
o facilidade de acesso pela outra parte
• por convenção das partes (convencional), exceto se extremamente difícil ou impossível o acesso à prova pela
outra parte; ou tratar-se de direito indisponível
• lei específica prever regra do ônus (inversão ope legis)

● FATOS QUE NÃO DEPENDEM DE PROVA

 Fatos notórios são aqueles que não dependem de prova para serem admitidos como verdadeiros no processo.

 Fatos afirmados por uma das partes e confessado pela parte contrária.

 Fatos admitidos no processo como incontroversos.

 Fatos em cujo favor milita presunção legal de veracidade.

● DEMAIS DISPOSITIVOS GERAIS DE PROVA

 compete à parte provar teor e vigência de

• direito municipal
• direito estadual
• direito estrangeiro
• direito consuetudinário

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Produção Antecipada da Prova

● Hipótese de cabimento: a) IMPOSSIBILIDADE ou DIFICULDADE PARA REALIZAÇÃO POSTERIOR; b) POSSIBILIDADE DE


AUTOCOMPOSIÇÃO ou OUTRA SOLUÇÃO DO CONFLITO; e c) conhecimento do fato possa JUSTIFICAR OU EVITAR A
AÇÃO.

● A COMPETÊNCIA para a ação de produção de provas antecipada é: a) juiz do foro do local em que deve ser produzida
a prova ou o foro do domicílio do réu.

● A ação de produção antecipada de provas NÃO PREVINE a ação decorrente em que a prova produzida
antecipadamente possa ser utilizada.

● NÃO será admitido recurso, EXCETO no caso de indeferimento TOTAL do requerimento originário de produção
antecipada de provas.

● Deve constar da petição de prova antecipada a: a) indicação da razão que justifica o pedido; b) indicação dos fatos
sobre os quais recairá a prova.

● Realizada a prova, os autos permanecerão em cartório para que os interessados possam extrair cópia ou certidão
pelo período de 1 mês, após, os autos serão entregues ao promovente da ação.

Provas em espécie

● ATA NOTARIAL

 Atesta e documenta a existência e o modo de existir de algum fato.

 Dotado de fé pública.

 Presunção relativa de veracidade.

● DEPOIMENTO PESSOAL E INTERROGATÓRIO

 depoimento pessoal X interrogatório:

• depoimento pessoal: oitiva da parte requerida pela PARTE CONTRÁRIA


• interrogatório: oitiva da parte pelo MAGISTRADO

 No depoimento pessoal, que depende de requerimento da parte contrária, haverá incidência da pena de confesso
quando a parte adversa:

• Não comparecer, se intimada regularmente;


• Mesmo que compareça, se recusar a depor.

 Regras do depoimento:

• A parte não é obrigada a depor sobre fatos criminosos ou torpes que forem imputados ao depoente.
• A parte não é obrigada a depor sobre fatos que deve guardar sigilo em razão do estado ou profissional.

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• A parte não é obrigada a depor sobre fatos que possam implicar desonra à pessoa depoente ou de seus
familiares.
• A parte não é obrigada a depor sobre fatos que impliquem perigo de vida ao depoente ou a sua família.
• As exceções acima NÃO SE APLICAM ÀS AÇÕES DE ESTADO OU DE FAMÍLIA.

● CONFISSÃO

 Conceito e elementos

• CONCEITO: está intimamente ligada ao depoimento pessoal, pois a confissão nada mais é do que o próprio
reconhecimento voluntário da ocorrência de um fato contrário ao interesse da parte que confessa e, por
conta disso, favorável à parte contrária.
• Elementos da confissão:

 ELEMENTO SUBJETIVO: sujeito declarante, ou seja, a parte que confessa.

 ELEMENTO INTENCIONAL: vontade para confessar, denominado de animo confitente.

 ELEMENTO OBJETIVO: existência de fato contrário ao interesse da parte que confessa.

 Confissão X reconhecimento jurídico do pedido

CONFISSÃO RECONHECIMENTO JURÍDICO DO PEDIDO


● referente a fato benéfico à parte contrária ● referente à pretensão da parte contrária
● constitui elemento de prova a ser X
● implica a extinção do processo com resolução de
contraposto com demais elementos constante
mérito
dos autos

 Confissão espontânea ou provocada: a confissão é intencional, ou seja, a parte deve pretender a confissão.
Contudo, a parte pode confessar espontaneamente ou por intermédio de provocações argumentativas.

 Confissão e litisconsórcio: a confissão é um ato individual de forma que eventuais pessoas que estejam no mesmo
polo da parte que confessa não serão afetados. Temos aqui a manifestação da autonomia dos litisconsortes.

 A confissão é irrevogável, mas PODE SER ANULADA se decorreu de erro de fato ou de coação.

 A confissão é, em regra, indivisível, não podendo a parte que a quiser invocar como prova aceitá-la no tópico que
a beneficiar e rejeitá-la no que lhe for desfavorável, porém cindir-se-á quando o confitente a ela aduzir fatos novos,
capazes de constituir fundamento de defesa de direito material ou de reconvenção.

● EXIBIÇÃO DE DOCUMENTO OU COISA:

 Conceito: sempre que for imprescindível a juntada desse documento ou coisa é possível se valer desse instrumento
de prova, por determinação do juiz.

 Documento em poder da parte contrária

• Pedido:

 individuação do documento ou da coisa.

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 finalidade de prova.

 circunstâncias do requerimento.

DOCUMENTO/COISA EM PODER DA PARTE


DOCUMENTO/COISA EM PODER DE TERCEIRO
CONTRÁRIA
Intimado para se manifestar no prazo de 5 dias. Citado para se manifestar no prazo de 15 dias.
Pedido deve conter: individuação, finalidade e
circunstâncias do requerimento.
Após a intimação:
 apresentação ou requerimento de prazo para Após a citação:
apresentação.  apresentação ou requerimento de prazo para
 negativa de possuir documento (o requerente será apresentação.
intimado a provar)  negativa de apresentação: a) audiência especial; b)
 não manifestação e escusa injustificada (gera a mandado de apreensão com forma policial, crime de
presunção de que de prova dos fatos que se pretendia desobediência.
provar).
Possibilidade de adoção de medidas indutivas, coercitivas, mandamentais e sub-rogatórias
Admite-se a escusa:
• documentos concernentes à própria vida familiar
• violação dos deveres de honra
• desonra à parte ou ao terceiro (abrange parentes até 3º grau)
• sigilo em face do estado ou profissão
• motivos graves que justifiquem a entrega de documentos
• por previsão legal

PROVAS – PARTE 02

Prova Documental

● FORÇA PROBANTE DOS DOCUMENTOS

 Os DOCUMENTOS PÚBLICOS gozam de presunção relativa de autenticidade e de veracidade (fé pública).

 Se exigido o documento público não há como provar de outras formas.

 Documento público feito por oficial público INCOMPETENTE ou SEM a observância das FORMALIDADES legais tem
eficácia de documento privado.

 DOCUMENTO PÚBLICO, com declaração de ciência, prova a ciência e o fato; ao passo que DOCUMENTO PRIVADO,
com declaração de ciência, prova APENAS a ciência.

 Considera-se AUTÊNTICO o documento com reconhecimento de firma, com autoria identificada mediante
certificado e, quando apresentado o documento, não restar impugnado pela parte contrária.

 Os DOCUMENTOS são analisados em sua integralidade (globalidade), pois são indivisíveis.

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 REGISTROS DOMÉSTICOS (diários e agendas) e CARTAS somente podem ser utilizados como meio de prova para
certificar recebimento de crédito, anotações que tenham por finalidade suprir a falta de algum título em favor de quem
é apontado como credor e para esclarecer ciência de fatos para os quais não se exige prova determinada.

 NOTA ESCRITA pelo credor em qualquer parte do documento quanto à quitação, ainda que não assinada, prova em
benefício do devedor.

 LIVROS EMPRESARIAIS provam contra o autor e, em lides entre empresários, a favor do autor.

 Faz a MESMA PROVA QUE DOCUMENTOS ORIGINAIS:

a) certidões emitidas dos autos pelo escrivão ou chefe de secretaria.

b) traslados e certidões emitidas dos cartórios pelos oficiais públicos.

c) certidões emitidas a partir de documentos e fatos registrados que estão sob o poder de oficiais públicos.

d) cópias de documentos públicos autenticadas pelos registros públicos.

e) cópias dos autos do processo quando atestadas a autenticidade do documento pelo advogado.

f) extratos digitais emitidos de bancos de dados públicos ou privados desde que atestado pelo emitente.

g) reproduções digitalizadas de documentos públicos ou privados quando juntados aos autos pelo: i) auxiliar
de justiça; ii) órgão da justiça ou auxiliares; iii) Ministério Público e auxiliares; iv) Defensoria Pública e seus
auxiliares; v) procuradorias; vi) repartições públicas e respectivos advogados.

O juiz apreciará fundamentadamente, dentro daquilo que o documento permitir, caso contenha ENTRELINHA,
EMENDA, BORRÃO ou CANCELAMENTO.

● CESSAÇÃO DA FÉ DO DOCUMENTO

 Em relação aos documentos públicos, eles perdem a fé quando declarada judicialmente a falsidade do documento
não verdadeiro ou alterado.

 Em relação aos documentos privados, eles perdem a fé quando:

a) declarada judicialmente a falsidade do documento não verdadeiro ou alterado.

b) for impugnada a autenticidade sem a prova da veracidade;

c) for assinado em branco e o seu conteúdo for impugnado por preenchimento abusivo.

 Em relação ao ônus da prova, em ARGUIÇÃO DE FALSIDADE, a prova deve ser feita por quem arguir o preenchimento
abusivo e, em impugnação de autenticidade, compete provar que produziu o documento.

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 A fé de determinado documento a princípio aceito e, portanto, dotado de fé, ou seja, dotado de caráter de prova,
poderá cessar de diversas formas.

● ARGUIÇÃO DE FALSIDADE

 MOMENTOS: a) na contestação (quando juntado com a inicial); b) na réplica (quando juntado com a contestação);
e no prazo de 15 dias contados da intimação, quando juntados no curso do procedimento.

 CONTRADITÓRIO: intima-se quem apresentou o documento para se manifestar no prazo de 15 dias.

 RETIRADA DOS AUTOS: na hipótese de a parte que juntou o documento concordar que o documento não é válido.

 PERÍCIA: se a parte não anuir.

 DECISÃO: a) interlocutória (se suscitada como questão preliminar); ou b) sentença (se admitida suscitadas como
questão principal).

● PRODUÇÃO DA PROVA DOCUMENTAL

 MOMENTO: o AUTOR produz a prova documental na INICIAL; o RÉU na CONTESTAÇÃO. Após, PRECLUSÃO.

 A JUNTADA POSTERIOR é admitida excepcionalmente quando destinada a provar: a) fatos novos; b) fatos antigos,
cuja ciência à possibilidade de juntada ocorreu após a inicial/contestação; c) documentos necessários para contrapor
provas da outra parte, desde que seja igualmente nova, ou seja, após a inicial/contestação.

 CONTRADITÓRIO: juntado o documento a parte adversa será intimada para: a) rejeitar a admissibilidade; b)
impugnar a autenticidade; c) arguir a falsidade (com ou sem incidente); d) manifestar-se sobre o documento que foi
adulterado.

 MOMENTO DO CONTRADITÓRIO: a) réu manifesta-se na contestação quanto aos documentos juntados na inicial;
b) autor manifesta-se na réplica quanto aos documentos juntados na contestação; e c) quanto aos documentos
juntados em outros momentos do procedimento, intima-se a parte contrária para se manifestar em 15 dias.

 DILATAÇÃO do prazo para manifestação: quantidade ou complexidade dos documentos acostados pela parte
contrária.

 REQUISIÇÃO de documentos ou processo administrativo de repartições públicas, com envio do original para cópias
ou em meio digital.

● DOCUMENTOS ELETRÔNICOS

 A utilização de documentos eletrônicos no processo convencional dependerá de sua conversão à forma impressa e
da verificação de sua autenticidade, na forma da lei.

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 O juiz apreciará o valor probante do documento eletrônico NÃO CONVERTIDO, assegurado às partes o acesso ao
seu teor.

 Serão admitidos documentos eletrônicos produzidos e conservados com a observância da legislação específica.

Prova Testemunhal

● A PROVA TESTEMUNHAL É SEMPRE ADMISSÍVEL, EXCETO:

 se a lei prever em sentido contrário

 fatos já provados ou que possam ser comprovados por intermédio de exame pericial ou por provas documentais

PROVA DE CONTRATO

 regra: prova documental

 excepcionalmente admite-se prova testemunhal: quando não pode ou não tem como efetuar a prova (exemplos:
parentesco, depósito necessário e hospedagem).

● QUEM PODE TESTEMUNHAR? REGRA: todos; PARTICULARIDADES:

 são incapazes para testemunhar:

• interdito por enfermidade ou por deficiência mental.


• está doente ou possui retardamento mental, ao tempo em que ocorreram os fatos, de modo que não tinha
condições de discernir os fatos, ou, ao tempo em que deve depor, não está habilitado a transmitir as
percepções.

• menor de 16 anos.
• cego e surdo, quando a ciência do fato depender dos sentidos que lhes faltam.

 são impedidos para testemunhar:

• cônjuge/companheiro, ascendente ou descendente em qualquer grau e o colateral até 3º grau da parte (não
se aplica quando: a) interesse público exigir b) em causas relativas ao estado da pessoa, quando a prova não
possa ser obtida de outra forma necessária ao julgamento do mérito.
• parte na causa.
• quem intervém em nome da parte como tutor, representante da pessoa jurídica, juiz, advogado ou que
tenham assistido a parte.

 são suspeitos

• inimigo ou amigo íntimo

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• interesse no litígio

● SUBSTITUIÇÃO DE TESTEMUNHA

a) falecimento;

b) enfermidade que impossibilite de depor; e

c) mudança de residência ou trabalho, sem ciência de onde pode ser encontrado.

● JUIZ FOR ARROLADO COMO TESTEMUNHA

a) se ele entender que realmente tem conhecimento dos fatos, não poderá atuar na causa. Nesse caso, o magistrado
deve se declarar impedido para julgar o feito, permanecendo como testemunha nos autos.

b) se nada souber sobre os fatos, determinará a retirada do seu nome do rol de testemunhas.

● SÃO OUVIDOS NA RESIDÊNCIA/LOCAL DE TRABALHO

a) Presidente/vice;

b) Min. de Estado;

c) Min. STF, conselheiro do CNJ, Min. STJ, STM, TSE, TST e TCU;

d) PGE e conselheiros do CNPM;

e) AGU, PRE, PRM, DPGU e DPGE;

f) senadores e deputados federais;

g) Governadores;

h) Prefeito;

i) deputados estaduais e distritais;

j) desembargadores do TJ, Juízes do TRF, TRT e TRE e conselheiros do TCE;

l) PGJ; e embaixador de país (desde que haja reciprocidade).

●PROCEDIMENTO

 juiz solicita a autoridade que indique dia/hora/local e envia cópia da inicial ou da contestação a depender de quem
a arrolou como testemunha

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• a autoridade se manifesta e a data fica agendada


o com o comparecimento, há colheita da prova
o sem o comparecimento, o magistrado designada data e hora para inquirição na sede do juízo
• sem manifestação (há mais de um mês), o magistrado designada data e hora para inquirição na sede do juízo

● INTIMA-SE JUDICIALMENTE QUANDO:

 se intimada pelo advogado e juntada o AR nos autos a parte não comparecer, haverá determinação da intimação
judicial.

 quando for necessária a oitiva pela via judicial a requerimento da parte e aceita por decisão do juiz.

 quando se pretender a oitiva de servidor público ou militar, teremos a requisição para a chefia.

 quando se pretender a oitiva de testemunha arrolada pelo Ministério Público ou pela Defensoria.

 quando se pretender a oitiva de autoridade com prerrogativa de definir dia, hora e local do ato.

NÃO COMPARECIMENTO DE TESTEMUNHA INTIMADA JUDICIALMENTE: a) condução coercitiva; e b) pagamento


das despesas pelo adiamento

● INTIMAÇÃO

• formas:

• 1ª - intimação por carta com AR pelo advogado, que juntará o comprovante de intimação 3 dias antes
da audiência.
• 2ª – advogado leva a testemunha independentemente de intimação (inviabiliza a intimação judicial
em caso de não comparecimento)
• 3ª – intimação judicial: a) parte intimada por AR pelo advogado não comparecer; b) requerimento
fundamentado do advogado; c) requisição de servidor público ou militar; d) oitiva de MP e DP; e e)
oitiva de autoridade com prerrogativa de definir dia, hora e local.
• No caso de intimação judicial o não comparecimento implica:
• a) condução coercitiva

• b) ressarcimento das despesas geradas pelo adiamento.

● DA QUALIFICAÇÃO, PODEMOS TER AS SEGUINTES SITUAÇÕES:

1º - a testemunha é admitida e será ouvida na forma regular, conforme a ordem de oitiva acima analisada.

2º - constata-se que a testemunha incorre em algum dos impedimentos para testemunhar (incapacidade, suspeição
ou impedimento). Nesse caso, identificada algumas dessas situações – seja de ofício pelo magistrado seja por
contradita das partes – o juiz poderá:

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a) dispensar a testemunha; ou

b) ouvi-la como informante.

3º - testemunha poderá se escusar a depor quando o fato puder acarretar grave dano a si próprio ou ao seu
cônjuge/companheiro ou parentes até 3º grau ou se tiver o dever de sigilo em face do estado ou profissão.

●MODO DE INTERROGAR (cross examination)

 O advogado da parte irá arrolar diretamente a testemunha e, após, perguntará direto.

 O juiz pode formular perguntas antes ou após.

 O juiz exerce poder de polícia no ato processual e, além disso, não admitirá questionamentos indutivos e que não
tenham relação com as questões objeto da prova.

 As perguntas que o juiz indeferir serão transcritas no termo, se a parte o requerer.

É possível ao magistrado determinar o comparecimento de TESTEMUNHAS REFERIDAS.

Admite-se, por decisão de ofício ou a requerimento, a acareação que será realizada com a finalidade de esclarecer
manifestações divergentes das partes.

Perícia

Perícia consiste em exame, vistoria e avaliação.

Será INDEFERIDA a perícia quando os fatos não dependerem de conhecimento especial técnico, for desnecessária em
face de outras provas já produzidas nos autos ou quando impraticável a produção de provas técnicas.

A PERÍCIA poderá ser SIMPLIFICADA para prova técnica de menor complexidade e consiste tão somente na inquirição
do especialista em audiência.

Quanto ao PROCEDIMENTO, temos: a) nomeação do perito pelo juiz com a fixação do prazo para entrega do laudo; b)
intimação das partes para, em 15 dias, arguir impedimento ou suspeição do perito, indicar assistente técnico e
apresentar quesitos; c) intimação do perito para, em 5 dias, propor honorários, apresentar currículo e especificar
contatos profissionais; d) intimação das partes para manifestação; e) fixação do honorários pelo magistrado; f)
adiantamento dos honorários com a possibilidade de determinação de levantamento de até 50% de adiantamento.

Será SUBSTITUÍDO o perito quando faltar conhecimento técnico ou científico ou quando deixar de cumprir o encargo
no prazo assinalado (injustificadamente).

Admite-se que o perito seja nomeado em COMUM ACORDO pelas partes.

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A prova pericial pode ser DISPENSADA quando houver pareceres técnicos ou documentos elucidativos que considerar
suficientes.

DEVE CONSTAR DA PERÍCIA (em linguagem simples e com coerência lógica): a) exposição da pessoa/coisa objeto da
perícia; b) análise técnica/científica; c) método de trabalho; e d) responsa conclusiva dos quesitos.

O perito deve PROTOCOLAR o laudo, pelo menos, 20 dias antes da audiência. Após, as partes são intimadas para, no
prazo de 15 dias, se manifestarem. Se houver requerimento, o perito será intimado a prestar esclarecimentos.

O juiz é livre para APRECIAR a prova pericial.

REALIZAÇÃO DE NOVA PERÍCIA será determinada quando o esclarecimento for insuficiente da primeira perícia. Essa
nova perícia: a) rege-se pelas regras da primeira perícia; e b) não substitui a primeira perícia atuando como instrumento
probatório completar.

INSPEÇÃO JUDICIAL

 Pode ser determinada em qualquer fase do processo.

 Volta-se para o exame de pessoas ou coisas para esclarecer ponto controvertido do processo.

 O ato pode ser acompanhado por peritos.

 A inspeção judicial pode ocorrer no juízo ou no local da coisa ou da pessoa se necessário à elucidação, se difícil
apresentação ou se for determinada a reconstituição dos fatos.

 Após a inspeção é lavrado auto circunstanciado.

SENTENÇA

Disposições Gerais

 CONCEITO LEGAL DE SENTENÇA

 aquilo que o procedimento especial disciplinar como sentença;

 no procedimento comum é o pronunciamento que põe fim à fase cognitiva;

 pronunciamento que extingue a execução.

 CONCEITO DOUTRINÁRIO DE SENTENÇA: ato jurídico do qual decorre uma norma jurídica individualizada, ou
simplesmente norma individual, que se diferencia das demais normas jurídicas (leis, por exemplo) em razão da
possibilidade de tornar-se indiscutível pela coisa julgada.

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 SENTENÇA TERMINATIVA E DEFINITIVA

 SENTENÇA TERMINATIVA - sem análise do mérito (art. 485, do NCPC)

 SENTENÇA DEFINITIVA - com análise do mérito (art. 487, do NCPC)

 SENTENÇA TERMINATIVA – HIPÓTESES

▪ INDEFERIMENTO DA PETIÇÃO INICIAL.


▪ NEGLIGÊNCIA DAS PARTES (AMBAS).
▪ ABANDONO DA CAUSA (PELO AUTOR).
▪ AUSÊNCIA DE PRESSUPOSTOS PROCESSUAIS COMO REQUISITO DE EXISTÊNCIA E VALIDADE DO PROCESSO.
➢ pressupostos de existência:
o subjetivos
▪ juiz - investido de jurisdição
▪ parte - capacidade de ser parte
o objetivos
▪ existência de demanda
➢ requisitos de validade
o subjetivos
▪ juiz - competência e imparcialidade
▪ partes - capacidade processual, capacidade postulatória e legitimidade "ad causam"
o objetivos
▪ intrínsecos - respeito ao formalismo processual
▪ extrínsecos: a) negativos - inexistência de perempção, litispendência, coisa julgada ou
convenção de arbitragem; e b) positivo - interesse de agir.
▪ AUSÊNCIA DE LEGITIMIDADE OU DE INTERESSE PROCESSUAL.
▪ DESISTÊNCIA DA AÇÃO.
▪ INTRANSMISSIBILIDADE DA AÇÃO.
▪ DEMAIS CASOS PRESCRITOS NA LEGISLAÇÃO PROCESSUAL.

 APELAÇÃO: encerramento da fase de conhecimento sem resolução do mérito.

▪ PRAZO DE 15 DIAS
▪ RETRATAÇÃO do juiz sentenciante NO PRAZO DE 5 DIAS.

 A sentença que põe fim à fase de conhecimento sem análise do mérito não impede que a parte possa novamente
propor a mesma demanda. PARA REPROPOSITURA DE NOVA AÇÃO EM FACE DE PRONUNCIAMENTO SEM RESOLUÇÃO
DO MÉRITO

➢ correção do vício que levou à sentença


➢ depósito das custas e dos honorários da sentença resolutiva

 PEREMPÇÃO

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➢ três abandonos da causa (deixar de dar andamento ao processo por mais de 30 dias quando lhe competia
dar andamento ou cumprir diligências determinadas pelo juiz).
➢ implica a impossibilidade de discutir o mesmo objeto contra as mesmas partes
➢ não impede que o objeto seja utilizado como matéria de defesa

 SENTENÇA DEFINITIVA - HIPÓTESES

▪ ACOLHIMENTO OU REJEIÇÃO DO PEDIDO.


▪ DECIDIR PELA PRESCRIÇÃO OU PELA DECADÊNCIA.
▪ RECONHECIMENTO DA PROCEDÊNCIA DO PEDIDO.
▪ TRANSAÇÃO.
▪ RENÚNCIA À PRETENSÃO FORMULADA.

 ELEMENTOS E EFEITOS DA SENTENÇA

 O relatório envolve a análise de tudo o que ocorreu no processo.

• nome das partes


• identificação do caso

• resumo do pedido e da contestação


• registro das principais ocorrências no processo

 A fundamentação é o ponto central da sentença, pois é o local em que o magistrado analisa o problema jurídico
posto pelas partes.

 O dispositivo constitui o fecho da sentença.

 NÃO se considera fundamentada a sentença quando:

▪ Apenas indicar, reproduzir ou parafrasear o ato normativo sem relacioná-lo com as questões a serem
decididas.
▪ Empregar conceitos jurídicos indeterminados sem explicar a incidência no caso concreto.
▪ Invocar motivos genéricos, que possam justificar qualquer outra decisão no processo.
▪ Não enfrentar todos os argumentos apresentados pelas partes capazes de contrariar a tese adotada pelo
julgador.
▪ Apenas fizer referência a determinado precedente ou súmula, sem demonstrar que o caso concreto se amolda
aos fundamentos do julgado ou súmula.

 SENTENÇA LÍQUIDA

▪ regra, devendo indicar:


o a extensão da obrigação
o o índice de correção monetária

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o a taxa de juros
o a periodicidade de capitalização dos juros
▪ exceções:

o não for possível definir o montante devido


o for necessária prova para apurar o montante devido

 O MAGISTRADO DEVE DECIDIR DE ACORDO COM O PEDIDO FORMULADO PELAS PARTES.

 sentença infra petita - ocorre quando o juiz não aprecia um dos pedidos formulados (esquece)

 sentença extra petita - ocorre quando o juiz aprecia um pedido fora daquilo que foi demandado (inventa)

 sentença ultra petita - ocorre quando o juiz decide para além daquilo que foi demandado (ultra)

Remessa Necessária

 CONCEITO: constitui eficácia da sentença e um óbice para a formação da coisa julgada. NÃO se trata de recurso,
uma vez que independe da manifestação de irresignação da parte prejudicada pela sentença.

 HIPÓTESES

• sentenças proferidas contra a Administração Pública direta, autarquia e fundacional

• sentenças que julgarem procedentes embargos à execução fiscal

 A regra é a remessa necessária das condenações CONTRÁRIAS à Fazenda Pública.

• REGRA
• condenações contra a União, DF, Estados e Municípios (+ autarquias e fundações públicas)
• julgamento procedente de embargos à Execução
• EXCEÇÕES
• Condenação contrária à União (+ autarquias/fundações) inferior a 1000 salários-mínimos.
• Condenação contrária ao Estado, DF ou município de capital inferior a 500 salários-mínimos.

• Condenação contrária ao município (exceto o de capital) inferior a 100 salários-mínimos.


• Condenação contrária à Fazenda Pública quando fundamentada em súmula de tribunal superior,
acórdão do STF/STJ em julgamento de recursos repetitivos, entendimento firmado em incidente de
resolução de demandas repetitivas ou assunção de competência, entendimento pacificado
administrativamente em parecer ou súmula administrativa.

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Julgamento das Ações Relativas às Prestações de Fazer, de Não


Fazer e de Entregar Coisa

 NAS PRESTAÇÕES DE FAZER OU DE NÃO FAZER: a sentença irá determinar providência específica ou assegurar o resultado
prático pretendido.

 Além da possibilidade de tutela específica de fazer ou não fazer (prevista no caput) temos a tutela inibitória e de
remoção de ilícito.

➢ A tutela inibitória tem por finalidade, como o próprio nome indica, de inibir determinada prática, repetição
ou continuidade de ilícito.
➢ A tutela de remoção de ilícito, por sua vez, tem a finalidade de eliminar eventual situação de ilicitude ou
de remoção dos efeitos concretos que derivam de determinada situação ilícita. Aqui, a prática ilícita implica
a produção de efeitos concretos continuados.

 NAS PRESTAÇÕES DE ENTREGAR COISA: SOMENTE haverá conversão da tutela específica em perdas e danos em duas
hipóteses:

➢ o autor assim requerer no processo; ou


➢ a prestação específica ou o resultado prático equivalente se tornar impossível.

Coisa Julgada

 COISA JULGADA FORMAL x MATERIAL

 formal: preclusão temporal que não permite mais a discussão daquele processo

 material: qualidade da sentença que torna imutável e indiscutível a decisão de mérito não mais sujeita a recurso

 A sentença de mérito tem força de lei nos limites daquilo que foi decido e em relação às questões expressamente
decididas pelo juiz. Assim, é possível que tenhamos questões que dizem respeito ao mérito de determinado processo,
mas que não foram decididas expressamente e, em razão disso, não são qualificadas pela coisa julgada material.

 Apenas fará coisa julgada material aquilo que constar do dispositivo da sentença.

 COISA JULGADA

• FAZ - o dispositivo, inclusive as questões prejudiciais, se necessárias para o julgamento do mérito, com efetivo
contraditório e competente o magistrado (em razão da matéria e da pessoa)
• NÃO FAZEM
• motivos
• verdade dos fatos

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 É VEDADO à parte discutir, no curso do processo, as questões já decididas a cujo respeito se operou a preclusão.

• PRECLUSÃO
• Temporal - perda da prerrogativa de praticar ato processual em face do tempo
• Lógica - perda da prerrogativa de praticar ato processual pela prática de ato incompatível

• Consumativa - perda da prerrogativa de praticar ato processual pelo exercício da referida faculdade.

Liquidação de Sentença

 CONCEITO: incidente processual, que tem por finalidade apurar quantias ilíquidas fixadas na sentença (apuração
do quantum debeatur).

 ESPÉCIE:

➢ LIQUIDAÇÃO POR ARBITRAMENTO - apuração do valor devido pelo arbitramento do juiz ou por perícia.
➢ LIQUIDAÇÃO POR ARTIGOS - apuração do valor devido com procedimento comum
➢ LIQUIDAÇÃO POR CÁLCULOS - apuração do valor devido por cálculo aritmético

 liquidação por arbitramento – HIPÓTESES:

 convenção das partes; ou

 exigido pela natureza do objeto da condenação.

 liquidação pelo procedimento comum (por artigos) a apuração do valor devido depende de provar fatos novos.

 liquidação por cálculos será utilizada quando necessário tão somente cálculo aritmético para apuração do valor
devido.

Cumprimento da Sentença

 DISPOSIÇÕES GERAIS

 CONCEITO: fase de realização material do que foi previsto na sentença.

 INTIMADO:

 no Diário da Justiça na pessoa do advogado da parte ré;

 por carta com AR quando o réu for representado pela Defensoria Pública ou quando não tiver procurador
constituído no processo, a não ser na hipótese de réu revel, cuja intimação ocorre por edital;

 por meio eletrônico em relação às empresas que são obrigadas a manter cadastro perante os órgãos
judiciários.

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 por edital, quando o réu for citado por edital (desconhecido ou incerto o citando, quando ignorado, incerto
ou inacessível o lugar em que se encontrar o citando) no processo de conhecimento e permaneceu revel ao
longo do procedimento.

 TÍTULO EXECUTIVOS JUDICIAIS

 As decisões judiciais, de um modo geral, são consideradas títulos executivos judiciais.

 As decisões homologatórias de autocomposição são também espécies de título executivo judicial. Esses acordos de
homologação podem ser executados no bojo do processo (autocomposição judicial) ou independentemente da
existência do processo (autocomposição extrajudicial).

 O formal e a certidão de partilha também são considerados títulos executivos judiciais, pois constituem a sentença
de inventário.

 O crédito de auxiliar da justiça referente às despesas do processo (custas, emolumentos ou honorários), concedido
==137435==

na sentença, são títulos executivos judiciais.

 Do mesmo modo, a sentença arbitral poderá ser levada ao Poder Judiciário a fim de que seja efetivada
judicialmente. É importante destacar que essa sentença produz título executivo judicial!

 As decisões estrangeiras possuem, também, natureza de título executivo judicial. Tanto as sentenças como as
decisões interlocutórias podem ser consideradas título executivo judicial.

• PARA SER CONSIDERADA COMO TÍTULO EXECUTIVO JUDICIAL


• a sentença deve ser homologada pelo STJ
• a decisão interlocutória depende de exequatur pelo STJ

 COMPETÊNCIA PARA O CUMPRIMENTO DE SENTENÇA

 São três hipóteses de competência para o cumprimento de sentença e uma regra de flexibilização.

➢ Caso se trate de processo que esteja tramitando originariamente no tribunal, será o próprio tribunal o órgão
competente para o cumprimento.
➢ Caso se trate de processo que tramite no primeiro grau de jurisdição, a competência será, em regra, do órgão
que sentenciou o processo.
➢ Caso se trate de processo cujo título executivo se formou no juízo penal, arbitral, no estrangeiro ou em tribunal
marítimo, o cumprimento de sentença tramitará no juízo competente para analisar a matéria cível, caso o
processo fosse ajuizado diretamente no juízo cível.

Em relação às duas últimas hipóteses, há a possibilidade de que o cumprimento da sentença seja promovido:

 no domicílio do executado;

 no juízo do local onde se encontrem os bens sujeitos à execução; ou

 no juízo do local onde deve ser cumprida a obrigação de fazer ou de não fazer.

 PROTESTO

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 CONCEITO: técnica extrajudicial adotada para induzir o pagamento de determinada prestação.

 Da prolação da sentença transitada em julgado o exequente (credor) poderá requerer ao juiz a intimação do
executado (devedor) para efetuar o cumprimento da sentença no prazo de 15 dias. Decorrido esse prazo sem o
pagamento, temos a possibilidade de utilização do protesto da sentença judicial.

 CUMPRIMENTO PROVISÓRIO DA SENTENÇA QUE RECONHECE A EXIGIBILIDADE DE OBRIGAÇÃO DE PAGAR


QUANTIA CERTA

 PREMISSAS PARA O CUMPRIMENTO PROVISÓRIO:

➢ Sentença condenatória de pagar quantia certa; e


➢ Recurso desprovido de efeito suspensivo.

 REGRAS ESPECÍFICAS

➢ A responsabilidade pelo cumprimento provisório de sentença é do exequente, de forma que, se reformada ou


anulada a sentença, ainda que parcialmente, será objetivamente responsável por reparar eventuais danos.
➢ O cumprimento provisório de sentença perde o efeito caso haja decisão posterior que modifique ou anule a
sentença.
➢ Eventual levantamento de dinheiro, transferência da posse, ou outro direito real sobre bem do executado em
cumprimento provisório de sentença exige caução por parte do exequente.
A caução pode ser dispensada:
1. Se o crédito for de natureza alimentar, independentemente de sua origem;
2. Se o credor demonstrar situação de necessidade;
3. Se pender o agravo contra decisão do Presidente do Tribunal que não conhece do RExt (Recurso
Extraordinário) e do REsp (Recurso Especial).
4. Se a sentença a ser provisoriamente cumprida estiver em consonância com a súmula da jurisprudência
do STF ou do STJ ou em conformidade com acórdão proferido no julgamento de casos repetitivos.
➢ O condenado tem prazo de 15 dias para cumprir espontaneamente a decisão condenatória. Assim, passado
prazo, incide multa e verba honorária. Essa cominação aplica-se tanto à execução definitiva como ao
cumprimento provisório de sentença.

 CUMPRIMENTO DEFINITIVO DA SENTENÇA QUE RECONHECE A EXIGIBILIDADE DE OBRIGAÇÃO DE PAGAR


QUANTIA CERTA

 Hipóteses:

➢ houver condenação em sentença com fixação de quantia certa;


➢ houver condenação em sentença ilíquida, mas cujo incidente de liquidação já findou; e
➢ quando, embora não transitado globalmente o processo, houver parcela da condenação incontroversa.

 Se o condenado não efetuar o pagamento no prazo de 15 dias, o juiz determinará a expedição de mandado de
penhora e a avaliação dos bens do executado a fim de quitar o valor devido.

• A PETIÇÃO, COM DEMONSTRATIVO DISCRIMINADO DO DÉBITO, DEVE CONTER:


• o nome completo, o número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas ou no Cadastro Nacional da
Pessoa Jurídica do exequente e do executado;
• o índice de correção monetária adotado;
• os juros aplicados e as respectivas taxas;

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• o termo inicial e o termo final dos juros e da correção monetária utilizados;


• a periodicidade da capitalização dos juros, se for o caso;
• a especificação dos eventuais descontos obrigatórios realizados;
• a indicação dos bens passíveis de penhora, sempre que possível.

 Impugnação ao cumprimento de sentença

 PODEM SER ALEGADOS EM IMPUGNAÇÃO AO CUMPRIMENTO DE SENTENÇA

➢ falta ou nulidade da citação


➢ ilegitimidade da parte
➢ inexigibilidade do título ou obrigação
➢ penhora incorreta ou avaliação errônea
➢ excesso de execução ou cumulação indevida de execução
➢ incompetência absoluta ou relativa do juízo da execução
➢ causa modificativa ou extintiva da obrigação

 No caso de alegação de excesso de execução, deverá o executado, ao impugnar, informar o valor que entende
correto, mediante apresentação de um demonstrativo descriminado e atualizado dos valores.

 A impugnação não possui, em regra, efeito suspensivo. Isso significa dizer que uma vez protocolada a petição de
impugnação ao cumprimento de sentença, o prosseguirá. Nesse contexto, o §6º prevê que a apresentação da
impugnação não impede a prática de atos executivos, inclusive atos de expropriação de bens do executado.

➢ Admite-se que, no caso concreto, o magistrado conceda efeito suspensivo à impugnação, que depende de:

1º – requerimento do executado;

2º - oferecimento de garantia por intermédio de penhora, caução ou depósito; e

3º - execução capaz de gerar grave dano de difícil ou incerta reparação.

 PODEM SER ALEGADOS APÓS O PRAZO PARA A IMPUGNAÇÃO

 fatos supervenientes no prazo de 15 dias a contar da ciência

 validade e adequação da penhora no prazo de 15 dias a contar da realização da penhora

Poderá ser deduzida na impugnação ao cumprimento de sentença a inexigibilidade do título ou da obrigação. Em


relação a essas situações, temos quatro §§ no art. 525. De acordo com esses dispositivos, constitui situação de
inexigibilidade, caso a obrigação contida em título executivo judicial esteja fundada em lei ou em ato normativo
declarado inconstitucional ou incompatível com a CF por decisão do STF. Independentemente dessa declaração se dar
em controle abstrato ou difuso, o Código prevê que a obrigação será inexigível.

 A impugnação somente poderá ser apresentada até o trânsito em julgado da decisão exequenda. Após o trânsito,
e em razão da imutabilidade da decisão no corpo do processo, a parte deverá ajuizar uma ação rescisória.

 CUMPRIMENTO DE SENTENÇA QUE RECONHEÇA A EXIGIBILIDADE DE OBRIGAÇÃO DE PRESTAR ALIMENTOS

 Uma vez determinado pelo juiz o pagamento de verba alimentícia, o réu tem três possibilidades:

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1ª – iniciar o pagamento no prazo de 3 dias.

2ª – justificar a impossibilidade de pagamento no prazo de 3 dias.

Nesse caso, o juiz irá avaliar a escusa, deferindo ou não a impossibilidade de pagamento.

3ª – nada fazer.

 NÃO CUMPRIU DA ORDEM DE PAGAMENO DE PENSÃO ALIMENTÍCIA

➢ Protesto
➢ Prisão civil

 A prisão civil será decretada, em regime fechado, pelo prazo de 1 a 3 meses, que não eximirá o executado do
cumprimento da prestação alimentícia.

 Se o réu estiver preso e, durante o período recluso, houver o pagamento, será suspensa a prisão civil.

 CUMPRIMENTO DE SENTENÇA QUE RECONHEÇA A EXIGIBILIDADE DE OBRIGAÇÃO DE PAGAR QUANTIA CERTA


PELA FAZENDA PÚBLICA

 Às condenações contra a Fazenda Pública não se aplicam a multa de 10% em caso de não pagamento espontâneo
no prazo de 15 dias.

 PODEM SER ALEGADOS EM IMPUGNAÇÃO AO CUMPRIMENTO DE SENTENÇA

 falta ou nulidade da citação

 ilegitimidade da parte

 inexigibilidade do título ou obrigação

 excesso de execução ou cumulação indevida de execução

 incompetência absoluta ou relativa do juízo da execução

 causa modificativa ou extintiva da obrigação

 PAGAMENTO DE CONDENAÇÃO CONTRA FAZENDA PÚBLICA

 se superior a 60 salários mínimos - precatório

 se igual ou inferior a 60 salários-mínimos - RPV

 CUMPRIMENTO DE SENTENÇA QUE RECONHEÇA A EXIGIBILIDADE DE OBRIGAÇÃO DE FAZER, DE NÃO FAZER OU


DE ENTREGAR COISA

 CUMPRIMENTO DE SENTENÇA QUE RECONHEÇA A EXIGIBILIDADE DE OBRIGAÇÃO DE FAZER OU DE NÃO FAZER

 No caso de obrigações de fazer ou não fazer, a condenação será para a prática da tutela específica (ou seja, fazer
ou não fazer) ou obtenção de tutela pelo resultado prático equivalente.

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 Se necessário, o juiz poderá determinar a expedição de mandado de busca e apreensão para cumprimento da
obrigação, devendo ser cumprido por dois oficiais de justiça.

 O não atendimento à determinação judicial no mandado de busca e apreensão implica litigância de má fé.

 astreintes: multa pecuniária pelo não cumprimento da obrigação de fazer ou não fazer. Pode ser aplicada em
qualquer momento do procedimento (fase de conhecimento ou execução). O magistrado deverá fixar a multa em valor
compatível, suficiente e por prazo razoável a fim de compelir o devedor a cumprir a obrigação.

➢ O valor da multa poderá ser:

 alterado, com aumento ou redução da multa;

 excluído, caso se torne insuficiente, ou excessivo, ou se houver cumprimento parcial ou suficiente


da obrigação.

 CUMPRIMENTO DE SENTENÇA QUE RECONHEÇA A EXIGIBILIDADE DE OBRIGAÇÃO DE ENTREGAR COISA

 Quando se tratar de bem móvel expede-se o mandado de busca e apreensão para, conforme o nome já nos indica,
apreender o bem imóvel e entregá-lo a quem é de direito.

 Quando se tratar de bem imóvel, haverá expedição de mandado de imissão na posse do réu a fim de reparar o
esbulho na posse. O esbulho é o ato por meio do qual a pessoa é privada de bem do qual seja proprietário ou tenha a
posse.

RECURSOS

Teoria Geral dos Recursos

● PRESSUPOSTOS RECURSAIS: são requisitos formais dos recursos, analisados no juízo de admissibilidade do recurso,
que implicam, caso algum deles esteja ausente, a não admissão do recurso.

 requisitos intrínsecos

➢ cabimento/adequação: ato impugnado suscetível de ataque


➢ legitimidade: parte vencida, terceiro prejudicado e MP na qualidade de fiscal da ordem jurídica (o amicus curie
pode ingressar apenas com embargos de declaração e IRDR)
➢ interesse: demonstração da necessidade de ajuizamento do recurso e a adequação do expediente recursal
escolhidos.
➢ inexistência de:
o fato impeditivo: parte proibida de falar nos autos (ex. abuso processual e litigância de má-fé) e
desistência; e
o extintivo: renúncia e aquiescência à decisão.

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 requisitos extrínsecos

➢ tempestividade recursal: prazo (em regra, 15 dias)


➢ regularidade formal: exigências formais para que possa ser admitido
➢ preparo: pagamento das custas processuais incidentes sobre aquela espécie recursal, e a respectiva
comprovação no ato de interposição recursal.

Disposições Gerais

● CONCEITO: O recurso é um remédio voluntário e idôneo, apto a ensejar, dentro do mesmo processo, a reforma, a
invalidação, a integração ou o esclarecimento da decisão judicial que se impugna.

● ESPÉCIES

 apelação

 agravo de instrumento

 agravo interno

 embargos de declaração

 recurso ordinário

 recurso extraordinário

 agravo em recurso especial ou extraordinário

 embargos de divergência

● EFEITOS

 EFEITO DEVOLUTIVO: Será devolvida ao conhecimento do tribunal toda a matéria efetivamente impugnada pela parte
em seu recurso (tantum devolutum quantum appellatum).

➢ EXTENSÃO DO EFEITO DEVOLTIVO: delimitação do objeto do recurso pela parte recorrente (horizontal)
➢ PROFUNDIDADE DO EFEITO DEVOLUTIVO: possibilidade de reanálise de todas as questões suscitadas ou de
ordem pública (vertical)

 EFEITO TRANSLATIVO: Efeito que viabiliza a análise a qualquer tempo de matérias cognoscíveis de ofício, ainda que não
tenham sido analisadas pelo juiz ou alegadas pela parte.

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 EFEITO SUSPENSIVO: forma de evitar a produção de efeitos da decisão atacada enquanto estiver pendente o julgamento
do recurso.

➢ pode ser:
o ope legis: quando expressamente previsto na legislação.
o ope judicis: concedido pelo relator quando houver:
▪ risco de dano grave, de difícil ou impossível reparação; E
▪ demonstração de probabilidade de provimento do recurso.

 EFEITO SUBSTITUTIVO: julgamento do recurso substituirá os efeitos da decisão anterior.

 EFEITO OBSTATIVO: o recurso impede o trânsito em julgado da decisão recorrida.

 EFEITO REGRESSIVO: possibilidade de o juiz prolator da decisão recorrida (sentença ou interlocutória) “voltar atrás” e
modificar a sentença, retratando-se.

 EFEITO EXPANSIVO: o recurso terá efeito para além dos limites das partes (subjetivo) e de outros atos processuais ao
longo do processo (objetivo).

● LEGITIMIDADE RECURSAL

 a parte vencida;

 o terceiro prejudicado; ou

 o Ministério Público (como parte ou como fiscal da ordem jurídica).

● RECURSO ADESIVO:

 forma adesiva de interposição do:

➢ recurso de apelação;
➢ RExt;
➢ REsp.

 O recurso adesivo deve ser dirigido ao órgão perante o qual o recurso independente fora interposto, no prazo de
que a parte dispõe para responder.

 O recurso adesivo não será conhecido se houver desistência do recurso principal ou se ele for considerado
inadmissível.

● DESISTÊNCIA

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 impede o direito de recorrer

 independe de aceitação

 sentença homologatória

● RENÚNCIA

 extingue o direito de recorrer

 independe de aceitação

 independe de sentença homologatória

● RECORRE-SE DE SENTENÇA E DECISÕES INTERLOCUTÓRIAS

● CONTAGEM DO PRAZO PARA RECORRER

 Se a decisão for proferida em audiência, considera-se intimada a parte no ato;

 Se proferida a decisão e as partes forem intimadas por carta registrada, considera-se o dia do começo do prazo a
data de juntada aos autos do aviso de recebimento.

 Se proferida a decisão e as partes forem intimadas por oficial de justiça, considera-se dia do começo do prazo a data
de juntada aos autos do mandado cumprido.

 Se proferida a decisão e as partes forem intimadas por ato do escrivão ou do chefe de secretaria, considera-se
intimada na data de ocorrência da citação ou da intimação.

 Se proferida a decisão e as partes forem intimadas por edital, considera-se dia do começo do prazo o dia útil seguinte
ao fim da dilação assinada pelo juiz.

 Se proferida a decisão e as partes forem intimadas de forma eletrônica, considera-se dia do começo do prazo o dia
útil seguinte à consulta ao teor da citação ou da intimação ou ao término do prazo para que a consulta ocorra.

 Se proferida a decisão e as partes forem intimadas por cumprimento de carta (precatória, de ordem ou rogatória),
considera-se o dia do começo do prazo a data de juntada da carta aos autos de origem devidamente cumprida.

● PREPARO

 CONCEITO: custas do recurso + valor de porte e de remessa (esse último não tem se o recurso for eletrônico)

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 DISPENSADOS DO PREPARO:

➢ MP
➢ Administração Direta (União, DF, Estados e Municípios)
➢ Autarquias

 Insuficiência/ausência:

➢ NÃO PAGAMENTO DO PREPARO NO PRAZO: a parte será intimada para pagar o preparo em dobro, sob pena
de deserção;
➢ PAGAMENTO A MENOR: a parte será intimada para complementar o preparo no prazo de 5 dias, sob pena de
deserção.

 Não admissão do recurso por falta de preparo poderá ser relevada quando a parte demonstrar a impossibilidade de
efetuar o preparo (reconhecido esse justo motivo, a parte será intimada para, no prazo de 5 cinco dias, efetuar o
preparo);

 O equívoco no preenchimento da guia também não gerará deserção (sanar o vício, no prazo de 5 dias, em caso de
dúvida).

 Independem de Preparo

➢ embargos de declaração
➢ agravo em REsp e RExt
➢ embargos infringentes na LEF
➢ recursos do ECA

Apelação

● CONCEITO: o recurso que se interpõe das sentenças dos juízes de primeiro grau de jurisdição para levar a causa ao
reexame dos tribunais de segundo grau, visando à obtenção de uma reforma total ou parcial da decisão impugnada,
ou mesmo a sua invalidação.

● CABIMENTO:

 de sentença;

 de decisões interlocutórias das quais não cabe agravo de instrumento.

● JUÍZO DE RETRATABILIDADE – apenas:

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 indeferimento de inicial

 improcedência liminar do pedido

 sentenças terminativas

● PRAZO: 15 dias

● ADMITE INTERPOSIÇÃO NA FORMA ADESIVA

● COM A CHEGADA NO TRIBUNAL, O RELATOR: decide monocraticamente ou elabora voto.

 decidir o processo monocraticamente (cabe agravo interno).

➢ não admitir o recurso por ausência dos pressupostos de admissibilidade do recurso ou quando prejudicado ou
que não tiver impugnado especificamente os fundamentos da decisão recorrida.
➢ negar provimento a recurso que for contrário:

a) à súmula do STF, do STJ ou do próprio tribunal que faça parte o relator;

b) ao acórdão proferido pelo STF ou pelo STJ em julgamento de recursos repetitivos;

c) ao entendimento firmado em incidente de resolução de demandas repetitivas (IRDR) ou de assunção


de competência;

➢ depois de facultada a apresentação de contrarrazões, dar provimento ao recurso se a decisão recorrida for
contrária:

a) à súmula do STF, do STJ ou do próprio tribunal que faça parte o relator;

b) ao acórdão proferido pelo STF ou pelo STJ em julgamento de recursos repetitivos;

c) ao entendimento firmado em incidente de resolução de demandas repetitivas (IRDR) ou de assunção


de competência;

 elaborar seu voto para julgamento do recurso pelo órgão colegiado do tribunal.

● EFEITO SUSPENSIVO LEGAL (ope legis) – exceções:

 homologação de divisão ou demarcação de terras

 condenação em alimentos

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 extinção do processo sem resolução de mérito

 improcedência dos embargos

 procedência de pedido de instituição de arbitragem

 confirmação, concessão ou revogação de tutela provisória

 decreto de interdição

● EFEITO DEVOLUTIVO: todas as questões suscitadas e discutidas no processo, ainda que não tenham sido
solucionadas, desde que relativas ao capítulo impugnado (profundidade).

● JULGAMENTO DESDE LOGO DA APELAÇÃO “MADURA”:

 decisão sem o conhecimento do mérito

 decreto de nulidade da sentença por incongruência

 omissão do juízo “a quo”

 falta de fundamentação

Agravo de Instrumento

● CONCEITO: é o recurso adequado para atacar decisões interlocutórias proferidas no curso do processo.

● HIPÓTESES DE CABIMENTO

 tutelas provisórias

 mérito do processo, que não põe fim ao processo

 rejeição da alegação de convenção de arbitragem

 incidente de desconsideração da personalidade jurídica

 rejeição do pedido de gratuidade da justiça ou acolhimento do pedido de sua revogação

 exibição ou posse de documento ou coisa

 exclusão de litisconsorte

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 rejeição do pedido de limitação do litisconsórcio

 admissão ou inadmissão de intervenção de terceiros

 concessão, modificação ou revogação do efeito suspensivo aos embargos à execução

 redistribuição do ônus da prova

 decisões interlocutórias proferidas na fase de liquidação de sentença ou de cumprimento de sentença, no processo


de execução e no processo de inventário.

 outros casos expressamente referidos em lei.

● FORMAÇÃO DO INSTRUMENTO

 peças obrigatórias:

➢ petição inicial
➢ petição que ensejou a decisão agravada
➢ decisão agravada
➢ certidão de intimação das partes da decisão agravada ou outro documento que comprove a tempestividade
➢ procurações outorgadas aos advogados das partes

 facultativas + declaração: a parte poderá juntar outras peças e deverá declarar se não existir nos autos algumas das
peças obrigatórias.

● NÃO HÁ PRECLUSÃO CONSUMATIVA PELA NÃO JUNTADA DE ALGUM DOS DOCUMENTOS OBRIGATÓRIOS: parte deve
ser intimada para se manifestar.

● INTERPOSIÇÃO:

 ocorre diretamente no tribunal.

 informação do juízo “a quo” da interposição: há uma obrigatoriedade de informar o juízo de origem da


interposição do agravo, mas a inadmissibilidade do recurso por falta de comunicação depende de provocação da
parte agravada.

1ª hipótese: uma das partes agrava diretamente no tribunal e comunica o juízo na origem. Nesse caso, se
presentes os requisitos, o agravo será admitido. Nada poderá fazer a parte contra quem se agravou.

2ª hipótese: uma das partes agrava diretamente no tribunal, não comunica o juízo na origem e a parte
agravada nada alega. Nesse caso, devido à inércia do agravado, o recurso de agravo de instrumento será
admitido (se presentes os demais requisitos).

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3ª hipótese: uma das partes agrava diretamente no tribunal, não comunica o juízo na origem e a parte
agravada prova a não comunicação no prazo de 3 dias. Nesse caso, o recurso de agravo de instrumento não
será admitido.

● CONHECIMENTO DO AGRAVO:

 NEGATIVO: não conhecer de recurso inadmissível, prejudicado ou que não tenha impugnado especificamente os
fundamentos da decisão recorrida.

 IMPROVIMENTO LIMINAR: negar provimento a recurso que for contrário:

a) à súmula do STF, do STJ ou do próprio tribunal;

b) ao acórdão proferido pelo STF ou pelo STJ em julgamento de recursos repetitivos;

c) ao entendimento firmado em incidente de resolução de demandas repetitivas ou de assunção de


competência;

 POSITIVO: Se não verificar uma das hipóteses acima, o relator terá prazo de 5 dias para:

➢ atribuir efeito suspensivo ao recurso;


➢ analisar eventual requerimento de antecipação de tutela;
➢ determinar a intimação do agravado para apresentar a contraminuta no prazo de 15 dias;
➢ determinar a intimação do Ministério Público para que, na qualidade de fiscal da ordem jurídica, se manifeste
no prazo de 15 dias.

Agravo Interno

● CONCEITO: expediente recursal utilizado para se insurgir contra decisões interlocutórias do relator de processos
que tramitam em tribunais.

● PRAZO: 15 dias

● ADMITE JUÍZO DE RETRATAÇÃO

● MULTA POR AGRAVO INTERNO MANIFESTAMENTE INADMISSÍVEL

 decisão que é considerada manifestamente inadmissível por todo o colegiado (unânime);

 valor de 1 a 5% sobre o valor atualizado da causa;

 reverte em favor da parte agravada; e

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 o pagamento da multa é condicionante para interposição de outros recursos.

Agravo em Recurso Especial e Extraordinário

● CONCEITO: expediente recursal voltado a forçar a admissibilidade do RExt ou REsp no juízo “ad quem”.

● NÃO SERÁ ADMISSÍVEL O AGRAVO:

 se a decisão estiver fundamentada em regime de repercussão geral; ou

 se a decisão estiver fundada no julgamento de recursos repetitivos.

● PRAZO: 15 dias

● PROCEDIMENTO:

 interposto, o Presidente ou vice-Presidente do Tribunal determinará a intimação do agravo para contraminuta no


prazo de 15 dias.

 se negativo o juízo de retratação, será determinado o envio dos autos ao STF/STJ.

O agravo poderá ser julgado, conforme o caso, conjuntamente com o recurso especial ou extraordinário, assegurada,
neste caso, a sustentação oral, observando-se, ainda, o disposto no regimento interno do tribunal respectivo.

Embargos de Declaração

● CONCEITO: não tem por finalidade cassar ou reformar a decisão proferida. Pretende-se, com os embargos de
declaração, esclarecer, integrar, corrigir e completar a decisão prolatada.

● PRAZO: 5 dias

● CABIMENTO: sentenças e decisões interlocutórias, para:

 esclarecer obscuridade: falta clareza na redação da decisão, afetando a compreensão da ideia exposta.

 eliminar contradição: há duas ou mais proposições ou enunciados inconciliáveis na sentença.

 suprir omissão: verificação de omissão na análise de algum dos pedidos formulados. Considera-se omissa a decisão
que

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➢ deixar de se manifestar em relação a teses trazidas por uma das partes em julgados de casos repetitivos ou de
incidentes de assunção de competência.
➢ Faltar fundamentação, que:
o apenas indicar, reproduzir ou parafrasear o ato normativo sem relacioná-lo com as questões a serem
decididas.
o empregar conceitos jurídicos indeterminados sem explicar a incidência no caso concreto.
o invocar motivos genéricos, que possam justificar qualquer outra decisão no processo.
o não enfrentar todos os argumentos apresentados pelas partes capazes de contrariar a tese adotada
pelo julgador.
o apenas fizer referência a determinado precedente ou súmula, sem demonstrar que o caso concreto
se amolda aos fundamentos do julgado ou súmula.
o pelo contrário, deixar de seguir súmula, jurisprudência ou precedentes invocados pela parte sem
demonstrar a inaplicabilidade ao caso concreto ou a superação do entendimento anteriormente
adotado.

 corrigir erro material

● INTERRUPÇÃO DO PRAZO: oposto o recurso de embargos de declaração, o prazo para interposição de outros
recursos é INTERROMPIDO e, após o julgamento, o prazo será integralmente devolvido à parte para apresentação do
recurso

● 5 DIAS

 prazo para opor os embargos de declaração

 prazo para a parte contrária se manifestar quanto aos embargos opostos (se infringentes)

 prazo para o magistrado julgar os embargos.

● DECISÃO

 colegiada: quando impugnada a decisão do tribunal

 monocrática: quando impugnada a decisão do juízo ou no caso de decisão monocrática no tribunal.

● PREQUESTIONAMENTO EM EMBARGOS DE DECLARAÇÃO:

 para que o recurso especial ou extraordinário sejam conhecidos, deve constar pré-análise e julgamento prévio pelos
tribunais de segunda instância da matéria que se pretende recorrer.

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 a mera interposição dos embargos de declaração já é suficiente para prequestionar a matéria, independentemente
de rejeição dos embargos pelo tribunal de segundo grau.

● EFEITO SUSPENSIVO: regra (ope legis)

 a parte recorrente poderá requerer tal efeito se (ope judicis):

➢ demonstrar a probabilidade de provimento do recurso; ou


➢ relevante a fundamentação, houver risco de dano grave ou de difícil reparação.

● EMBARGOS DE DECLARAÇÃO PROTELATÓRIOS

1ª interposição: multa de até 2%

2ª interposição: multa de até 10%

3ª interposição: inadmissibilidade imediata

 valor calculado sobre o valor atualizado da causa

 reverte em favor da parte contrária

● EMBARGOS DE DECLARAÇÃO ATÍPICOS (modificativos ou com efeitos infringentes):

 CONCEITO: ao efetuar o esclarecimento, a complementação ou a correção de erro material em sede de embargos


de declaração, há a possibilidade de que decorra alguma alteração no bojo daquilo que foi decidido, hipótese
excepcional em que os embargos terão efeitos infringentes.

 CONTRADITÓRIO: necessidade de intimar o embargado para complementar as razões (no prazo de 15 dias) e a
parte contrária para se manifestar (prazo de 5 dias).

Recurso Ordinário Constitucional

● CONCEITO: “apelação em segundo grau” contra decisões originárias dos tribunais.

● HIPÓTESES DE CABIMENTO:

 STF:

➢ o habeas corpus, o mandado de segurança, o habeas data e o mandado de injunção decididos em única
instância pelos Tribunais Superiores, se denegatória a decisão.
➢ o crime político.

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 STJ:

➢ habeas corpus e mandados de segurança decididos em única instância pelos Tribunais Regionais Federais ou
pelos tribunais dos Estados, do Distrito Federal e Territórios, quando denegatória a decisão;
➢ as causas em que forem partes Estado estrangeiro ou organismo internacional, de um lado, e, do outro,
Município ou pessoa residente ou domiciliada no País.

● PRAZO: 15 dias

Embargos de Divergência em Recursos Extraordinário e Especial

● CONCEITO: expediente uniformizador de jurisprudência dos tribunais superiores.

● HIPÓTESES DE CABIMENTO

 em recurso extraordinário ou em recurso especial, divergir do julgamento de qualquer outro órgão do mesmo
tribunal, sendo os acórdãos, embargado e paradigma, de mérito.

 em recurso extraordinário ou em recurso especial, divergir do julgamento de qualquer outro órgão do mesmo
tribunal, sendo um acórdão de mérito e outro que não tenha conhecido do recurso, embora tenha apreciado a
controvérsia.

● ACÓRDÃOS IMPUGNADO OU PARADIGMA: acórdãos originários, acórdãos em face de recurso ordinário


constitucional e recursos especiais ou extraordinários, desde que da mesma instância.

● DIVERGÊNCIA: pode ser de direito material ou processual.

● DEMONSTRAÇÃO DA DIVERGÊNCIA: com a juntada da petição de embargos do acórdão paradigma, seja por certidão,
cópia, referência à repositório de jurisprudência, mídia eletrônica que contenha a publicação ou a reprodução nos
autos do julgado com indicação precisa da fonte (meio mais comum).

● interrompe o prazo para demais recursos cabíveis.

Recurso Extraordinário e Recurso Especial

● CONCEITO: espécies recursais que não estão voltadas para o reexame de matéria já decidida no contexto interpartes.
Não se colocam para analisar a justiça da decisão de segundo grau. São recursos voltados para tutelar o sistema, o
direito objetivo, não diretamente o direito das partes.

● CARACTERÍSTICAS:

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 são recursos excepcionais, interponíveis se esgotadas as vias ordinárias.

 cabíveis contra decisões interlocutórias e sentenças.

 visam tutelar a correta interpretação da legislação federal.

 não são providos de efeito suspensivo (ope legis), mas admitem concessão judicial (ope judicis)

 exigem prequestionamento.

● CABIMENTO

 cabimento do RExt:

➢ Decisão contrária a dispositivo desta Constituição;


➢ Decisão que declarar a inconstitucionalidade de tratado ou lei federal;
➢ Decisão que julgar válida lei ou ato de governo local contestado em face desta Constituição.
➢ Decisão que julgar válida lei local contestada em face de lei federal.

 cabimento do REsp:

➢ Decisão que contrariar tratado ou lei federal, ou negar-lhes vigência;


➢ Decisão que julgar válido ato de governo local contestado em face de lei federal;
➢ Decisão que der a lei federal interpretação divergente da que lhe haja atribuído outro tribunal.

● INTERPOSTO O RECURSO, O PRESIDENTE/VICE DO TRIBUNAL PODERÁ

1ª POSSIBILIDADE: negativa de seguimento

a) Se o RExt discutir questão constitucional sobre a qual não foi reconhecida a repercussão geral ou
esteja contrário à repercussão geral já reconhecida.

b) Se o RExt ou REsp estiverem em contradição com acórdão do STF ou do STF decidido em IRDR.

2ª POSSIBILIDADE: encaminhar os autos ao colegiado para juízo de retratação

3ª POSSIBILIDADE: sobrestar o processo

4ª POSSIBILIDADE: selecionar o recurso para envio ao STF ou STJ como processos paradigma de recursos especiais
ou extraordinários repetitivos

5ª POSSIBILIDADE: juízo de admissibilidade e envio ao STF/STJ

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A) Se o juízo de admissibilidade for positivo (houve conhecimento do recurso), os autos serão enviados
ao tribunal superior para processamento.

B) Se o juízo de admissibilidade for negativo (não for conhecido o recurso por ausência dos
pressupostos processuais), a parte poderá agravar de instrumento na forma do art. 1.042, do NCPC,
que já estudamos.

● O recurso extraordinário somente será julgado após o recurso especial.

● REPERCUSSÃO GERAL: questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico que ultrapassem
os interesses subjetivos do processo.

 CONSIDERA-SE COM REPERCUSSÃO GERAL O ACÓRDÃO QUE

➢ contrariar a súmula do STF


➢ reconhecer a inconstitucionalidade de lei federal (+ tratado)

AÇÕES CONSTITUCIONAIS

Noções Constitucionais

● CABIMENTO CONSTITUCIONAL: conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo, NÃO
amparado por “habeas-corpus” ou “habeas-data”, quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder for
autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público.

● MANDADO DE SEGURANÇA COLETIVO – legitimidade ativa

✓ partido político (com representação no CN)


✓ organização sindical
✓ entidade de classe
✓ associação (funcionamento há 1 ano e para a defesa dos membros)

● FINALIDADE: proteger o direito líquido e certo contra a ilegalidade ou o abuso de poder do Estado.

● AÇÃO SUBSIDIÁRIA: ajuizável apenas se não couber habeas corpus ou habeas data.

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Lei nº 12.016/2009

● DIREITO LÍQUIDO E CERTO: direito que não gera dúvidas, que pode ser demonstrado com os documentos constantes
do processo, sem a necessidade de instrução probatória.

● LEGITIMIDADE PASSIVA (quem poderá ser réu em ação de mandado de segurança)

 litisconsórcio passivo: autoridade coatora e pessoa jurídica a que se encontra vinculada.

 autoridade coatora federal: se a consequência do ato abusivo ou ilegal houver de ser suportado pela União ou por
entidade controlada pela União.

 autoridade equiparada: a) representantes ou órgãos de partidos políticos; b) administradores de entidades


autárquicas; e c) dirigentes de pessoas jurídicas ou pessoas naturais que exerçam atribuições do Poder Público.

●LEGITIMIDADE ATIVA

 MS Individual: pessoa natural ou jurídica, de direito privado ou público

 MS Coletivo:

• partido político com representação no Congresso Nacional, para defesa dos interesses dos filiados ou em
defesa da finalidade partidária
• organização sindical
• entidade de classe
• associação, regulamente constituída há mais de 1 ano, para defesa de parte ou de todos os seus membros,
sem a necessidade de concessão de autorização especial para agir

● LEGITIMAÇÃO EXTRAORDINÁRIA: o titular de direito líquido e certo decorrente de direito, em condições idênticas,
de terceiro poderá impetrar mandado de segurança a favor do direito originário, se o seu titular não o fizer, no prazo
de 30 (TRINTA) DIAS, quando notificado judicialmente.

● NÃO CABIMENTO DO MANDADO DE SEGURANÇA

✓ ato pendente de recurso administrativo com efeito suspensivo


✓ decisão judicial da qual caiba recurso
✓ decisão judicial transitada em julgado

● PROCEDIMENTO

 Petição Inicial

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• Petição inicial, que deverá preencher os requisitos estabelecidos pela lei processual, será apresentada em 2
(duas) vias com os documentos que instruírem a primeira reproduzidos na segunda e indicará, além da
autoridade coatora, a pessoa jurídica que esta integra, a qual se acha vinculada ou da qual exerce atribuições.
• Providências iniciais
o determinar a notificação da autoridade coatora para que preste informações no prazo de 10 dias;
o cientificar o órgão de representação judicial da pessoa jurídica vinculada para integrar no feito; e
o determinar a suspensão liminar do ato que deu origem ao pedido.
• NÃO SERÁ CONCEDIDA MEDIDA LIMINAR
o compensação de créditos tributários.
o entrega de mercadorias e bens proveniente do exterior.
o reclassificação ou equiparação de servidores públicos.
o concessão de aumento ou a extensão de vantagens ou pagamento de qualquer natureza.
• TUTELA PROVISÓRIA ANTECIPADA EM MANDADO DE SEGURANÇA
o Regra: admissível.
o Requisitos: a) relevância do fundamento; e b) ineficácia da medida, se concedida apenas ao final.
o Decisão interlocutória: da qual cabe agravo de instrumento, seja concessivo ou negativo.
o Tramitação preferencial: se concedida.
o Não será concedida em: a) compensação de créditos tributários; b) entrega de mercadorias e bens
proveniente do exterior; c) reclassificação ou equiparação de servidores públicos; e d) concessão de
aumento ou a extensão de vantagens ou pagamento de qualquer natureza

 PEREMPÇÃO OU CADUCIDADE DA MEDIDA LIMINAR: será decretada a perempção ou caducidade da medida


liminar ex officio ou a requerimento do Ministério Público quando, concedida a medida, o impetrante criar obstáculo
ao normal andamento do processo ou deixar de promover, por mais de 3 (três) dias úteis, os atos e as diligências que
lhe cumprirem.

 INDEFERIMENTO LIMINAR

• Indefere-se liminarmente a petição de mandado de segurança quando não for hipótese de cabimento da ação.
• Indefere-se liminarmente a petição de mandado de segurança quando faltar algum dos requisitos legais da
ação.
• Indefere-se liminarmente a petição de mandado de segurança quando já houver decaído o direito de impetrar
o mandado (cujo prazo é de 120 dias).

 MANIFESTAÇÃO DO MP E SENTENÇA

• PRAZO PARA PARECER DO MP: 10 dias

• PRAZO PARA SENTENÇA: 30 dias

 RECURSO

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• recurso de agravo de instrumento: da decisão interlocutória que analisa o pedido liminar


• recurso de apelação: da decisão que indefere liminarmente a petição de mandado de segurança

 EFEITO DA APELAÇÃO EM MANDADO DE SEGURANÇA

• Devolutivo: todos os recursos possuem.


• Suspensivo: em regra não existe, exceto:
o compensação de créditos tributários
o entrega de mercadorias e bens proveniente do exterior
o reclassificação ou equiparação de servidores públicos
o concessão de aumento ou a extensão de vantagens ou pagamento de qualquer natureza

● AÇÕES DE MANDADO DE SEGURANÇA

 prioridade processual (exceto em relação ao habeas corpus).

 devem ser levados a julgamento na instância superior na primeira sessão seguinte à data em que forem conclusos.

 o prazo para conclusão não pode exceder a 5 dias.

● PRAZO PARA O MANDADO DE SEGURANÇA: é decadencial e de 120 dias, a contar da ciência do ato impugnado

Estudo da Ação Civil Pública e da Ação Popular

 INTRODUÇÃO

 A ACP e a AP podem ser utilizadas tanto para proteção do patrimônio público como para a defesa do meio
ambiente.

 FUNDAMENTO

 ACP

➢ patrimônio público e social


➢ meio ambiente
➢ interesses difusos e coletivos

 AP

➢ moralidade administrativa
➢ meio ambiente

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➢ patrimônio histórico e cultural

 PRINCÍPIOS

➢ Princípio do acesso à justiça


➢ Princípio da universalidade de jurisdição
➢ Princípio da participação no processo e pelo processo
➢ Princípio da economia processual
➢ Princípio do interesse jurisdicional no conhecimento do mérito do processo coletivo
➢ Princípio da máxima prioridade jurisdicional da tutela coletiva
➢ Princípio da disponibilidade motivada da ação coletiva
➢ Princípio da não taxatividade da ação coletiva
➢ Princípio do máximo benefício da tutela jurisdicional coletiva comum
➢ Princípio da máxima amplitude do processo coletivo
➢ Princípio da obrigatoriedade da execução coletiva pelo Ministério Público
➢ Princípio da ampla divulgação da demanda
➢ Princípio da informação aos órgãos legitimados
➢ Princípio da integração

Lei nº 4.717/1965

 ação constitucional

 visa tutelar liberdades públicas (patrimônio público e violações à moralidade e ao meio ambiente)

 garantia constitucional (direito meio)

 propiciar uma ação fiscalizadora pelo cidadão das atividades estatais

 cidadão legitimado ativo

 NATUREZA JURÍDICA

 ação especial

 ação constitucional

 instrumento para controle popular de atos ilegais e lesivos ao patrimônio popular

 LEGITIMIDADE

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Legitimidade Ativa
É legitimado: Não tem legitimidade:
 Cidadão
 Brasileiro equiparado (ou quase nacional)  Menor de 16 anos
* prova da reciprocidade  Estrangeiros e apátridas, ainda que residentes.
 Maior de 16 e menor de 18, se estiver no pleno  Pessoa jurídica
gozo dos direitos políticos  Ministério Público
* necessita de assistência em razão da * atua como fiscal da ordem jurídica
incapacidade de estar em juízo
É hipótese de substituição processual
Legitimidade Passiva
 Administração Pública de uma forma geral, direta ou indireta, e pessoas jurídicas que administrarem ou
receberem verbas de natureza pública podem ser demandas como rés na ação popular.
* se o patrimônio público da PJ representar menos de 50% do patrimônio da empresa ou da receita anual, a
responsabilidade patrimonial é limitada à repercussão sobre a contribuição pública.

 Objeto:

Objeto da Ação Popular


São objeto de ação popular: Não podem ser objeto de ação popular:
 Atos administrativos e equiparados.  Atos jurisdicionais (sentença, acórdão, decisão
 Atos do Poder Judiciário de caráter interlocutória)
administrativo.  Lei em tese.
 Atos do Poder Legislativo de efeitos concretos.

 COMPETÊNCIA: conforme a origem do ato impugnado, é competente para conhecer da ação, processá-la e julgá-
la, o juiz que, de acordo com a organização judiciária de cada Estado, o for para as causas que interessem à União, ao
Distrito Federal, ao Estado ou ao Município.

 PROCESSO

• CITAR partes + intimação do MP + REQUISIÇÃO de documentos (a requerimento ou de ofício) – 15 a 30 dias


para cumprir.

• CONTESTAÇÃO - prazo de 20 dias (prorrogação por mais 20 dias, QUANDO difícil a produção da prova
documental)

• DESPACHO SANEADOR – determinação da PRODUÇÃO DE PROVAS (testemunhal ou pericial).

• ALEGAÇÕES FINAIS – prazo de 10 dias

• SENTENÇA (prazo de 15 dias) – se superior, deve justificar, sob pena de responsabilidade.

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 Da sentença que implicar a extinção sem julgamento de mérito ou improcedência haverá DUPLO GRAU DE
JURISDIÇÃO OBRIGATÓRIO.

 Das decisões interlocutórias, cabe AGRAVO DE INSTRUMENTO.

 Da sentença, pode recorrer a parte, qualquer outro CIDADÃO ou o MINISTÉRIO PÚBLICO.

Lei nº 7.347/1985

 INTERESSES ESSENCIALMENTE COLETIVOS x INTERESSES ACIDENTALMENTE COLETIVOS

 Interesse essencialmente coletivo

➢ Interesse Difuso
➢ Interesse Coletivo

 Interesse acidentalmente coletivo → Interesses Individuais Homogêneos

DIFUSOS COLETIVOS INDIVIDUAIS HOMOGÊNEOS


Transindividual Real
Transindividual Real (material): Transindividual artificial (formal):
(material): essencialmente
essencialmente coletivo. Acidentalmente Coletivos
coletivo.
Objetivo Indivisível Objetivo Indivisível Objetivo divisível
Titulares agregados por relação
Titulares agregados por Titulares agregados por situação em comum:
jurídica entre si ou com a parte
circunstâncias de fato de fato ou de direito.
contrária.
Indivisibilidade absoluta Determinabilidade dos titulares
Determinabilidade dos titulares
dos titulares. (indeterminabilidade relativa)
Recomendabilidade do tratamento
conjunto (característica apontada pela
doutrina e jurisprudência).

 LEGITIMIDADE

 Ativa: legitimação para a ação civil pública é disjuntiva e concorrente. É denominada de concorrente pois qualquer
pessoa poderá agir em defesa de direito próprio. Por outro lado, denomina-se disjuntiva porque, na medida em que
uma parte legítima ingressa com a ACP, os demais não poderão mais ingressar em juízo com a mesma ação, sob pena
de caracterização da litispendência.

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 SÃO LEGITIMADOS PARA A ACP

 Ministério Público

 Defensoria Pública

 União, Estados, DF e Municípios

 autarquias, empresas públicas, fundações ou sociedades de economia mista

 associação constituída há, pelo menos, 1 ano e que tenha, entre suas finalidades, a proteção ao patrimônio público
e social, ao meio ambiente, ao consumidor, à ordem econômica, à livre concorrência, aos direitos de grupos raciais,
étnicos ou religiosos ou ao patrimônio artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico

 Passiva: podem ser demandadas tanto pessoas naturais quanto pessoas jurídicas, de direito público ou de direito
privado.

 OBJETO

 meio-ambiente

 consumidor

 ordem urbanística

 bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico;

 por infração da ordem econômica e da economia popular

 ordem urbanística

 NÃO SERÁ CABÍVEL ACP PARA TRATAR DE

 tributos

 contribuições previdenciárias

 FGTS

 fundos de natureza institucional

 COMPETÊNCIA: a competência para a propositura da ACP é funcional e leva em consideração o local de ocorrência
do dano.

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 PROCEDIMENTO

 REQUERIMENTO DE DOCUMENTOS PELOS LEGITIMADOS: 15 dias

 REQUISIÇÃO DE DOCUMENTOS PELO MP: não inferior a 10 dias úteis

 EFEITO SUSPENSIVO DO RECURSO EM AÇÃO CIVIL PÚBLICA: o juiz conceder efeito suspensivo ao recurso DESDE
QUE seja demonstrada a possibilidade de dano irreparável à parte.

 Execução de sentença

 princípio da obrigatoriedade da execução coletiva pelo Ministério Público.

 SE A ASSOCIAÇÃO NÃO PROMOVER A EXECUÇÃO NO PRAZO DE 60 DIAS, O MP É OBRIGADO A FAZÊ-LO.

 COISA JULGADA ERGA OMNES: a indivisibilidade do objeto confere à coisa julgada, em ações coletivas sobre
direitos difusos, efeitos erga omnes, ou seja, a sentença que versar sobre tais direitos emanará sua eficácia para além
das partes do processo, beneficiando a todos os que, mesmo não tendo composto um dos polos processuais, tiverem
ameaçado ou lesado o direito.

 LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ: condenação em honorários advocatícios e multa no valor de 10 vezes o montante devido
de custas, além da condenação por perdas e danos.

LEI DO PROCESSO ELETRÔNICO

Introdução

 Os atos processuais podem ser total ou parcialmente digitais.

 VANTAGENS:

➢ elimina custos de labor humano;


➢ racionaliza a prática de atos processuais.

NCPC

 Eventual confronto de normas deverá prevalecer o Novo Código de Processo Civil frente à Lei nº 11.419/2006.

 O sistema de automação processual deve ser compatível com o princípio do acesso à justiça.

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 O processo judicial eletrônico deverá respeitar a publicidade dos atos.

 Assegura-se o amplo acesso das partes e de seus procuradores aos autos eletrônicos, especialmente no caso das
audiências e sessões de julgamento e todos os atos orais neles realizados.

 NO PROCESSO ELETRÔNICO DEVE SER GARANTIDA

 a disponibilidade

 a independência da plataforma computacional

 a acessibilidade

 a interoperabilidade dos sistemas, serviços, dados e informações que o Poder Judiciário administre no exercício de
suas funções

 O STJ entende que a falha operacional do serviço eletrônico no dia cabal do prazo processual acarreta a
consideração de tempestividade do ato praticado no primeiro dia útil subsequente.

 “padrões abertos”: sistema utilizado não poderá ter custo ou qualquer forma de limitação de uso.

 Requisitos do registro:

 autenticidade

 integridade

 temporalidade

 não repúdio

 conservação

 confidencialidade, se necessário

 Confere-se a competência suplementar aos tribunais para regulamentar os atos processuais eletrônicos no âmbito
de sua competência territorial.

 Cada Tribunal deverá possuir página própria para a divulgação das informações constantes no sistema eletrônico.
As informações presentes na página gozarão de presunção de veracidade e de confiabilidade.

 Devem as unidades do Poder Judiciário fornecer meios técnicos para a prática desses atos.

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 Caso a unidade do Poder Judiciário não disponibilize os equipamentos necessários, será admitida a prática de ato
processual por meio não eletrônico.

 DEVERÁ SER ACESSÍVEL AOS DEFICIENTES:

 a prática de atos judiciais;

 a comunicação eletrônica dos atos processuais;

 a assinatura eletrônica.

Lei nº 11.419/2006

 INFORMATIZAÇÃO DO PROCESSO JUDICIAL

 A assinatura eletrônica pode se dar de duas formas: a) mediante assinatura digital; ou b) mediante cadastro do
usuário perante o órgão do Poder Judiciário.

➢ PRIMEIRO CASO: a autoridade certificadora emite os certificados digitais que são utilizados para a prática de
atos processuais.

Trata-se de um arquivo de computador que identifica um usuário. Pode-se comparar a uma carteira de
identidade virtual, contendo informações pessoais do usuário, sendo que sua principal informação é sua chave
pública.

➢ SEGUNDO CASO: independentemente de o usuário ter um certificado digital, ele comparece perante o órgão
específico do Poder Judiciário para efetuar um cadastro, mediante emissão de login e senha, que permitirão
acesso seguro e restrito à plataforma digital para a prática de atos processuais na forma eletrônica.

 momento de realização do ato praticado por meio eletrônico: envio (registrado o dia e o horário, com
fornecimento de protocolo eletrônico)

➢ são consideradas tempestivas as publicações que ocorrerem até as 24 horas do termo do prazo.
➢ Se protocolizadas até o limite para finalizar o dia, será considerada tempestiva.
➢ Ao chegar às 00h, o protocolo será considerado intempestivo.
➢ NÃO IMPORTA, PORTANTO, O HORÁRIO DE TÉRMINO DO EXPEDIENTE DO FÓRUM.
➢ É importante registrar que, se a questão mencionar que o ato deverá ser praticado até as 23h e 59min do
último dia do prazo, estará tecnicamente incorreta, pois, a rigor, a parte terá até o final desse último minuto
para a prática do ato de forma válida.

 PRÁTICA DE ATOS PROCESSUAIS DE FORMA ELETRÔNICA

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 Será considerado protocolizado no dia e na hora da data de envio, mediante fornecimento de protocolo eletrônico.

 Considera-se tempestivo o envio até as 24 horas do último dia.

 COMUNICAÇÃO ELETRÔNICA DOS ATOS PROCESSUAIS

 pelos DJe: são assinados digitalmente, fato que substitui qualquer outra forma de intimação, COM EXCEÇÃO de
eventuais situações nas quais é necessária a intimação pessoal ou via postal.

 Uma vez disponibilizado o diário eletrônico, será considerado como data de publicação o dia seguinte.

 Dispensa-se a publicação em órgão oficial.

 No momento que o advogado da parte acessar os autos do processo ele será considerado intimado. Ato contínuo,
o sistema emite uma certidão que constará dos autos, informando que a parte consultou a informação. No dia
seguinte, começará a correr o prazo.

 Após o envio da intimação pelo Juiz, se a parte não consultar os autos no prazo de 10 dias, ela será considerada
automaticamente intimada. No 11ª dia, inicia a contagem do prazo.

 Mitigações:

casos urgentes

MITIGAÇÃO DA REGRA DA INTIMAÇÃO ELETRÔNICA


POR DETERMINAÇÃO DO JUIZ

evidência de burla ao
sistema

 A INTIMAÇÃO ELETRÔNICA SERÁ CONSIDERADA COMO PESSOAL. A citação eletrônica somente será admitida caso
esteja disponível o acesso integral dos autos. Há, entretanto, duas exceções: NÃO PODEM SER EFETUADAS AS
CITAÇÕES DE FORMA ELETRÔNICA NO CASO DE PROCESSOS CRIMINAIS E INFRACIONAIS.

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é possível, desde que o


regra acesso integral aos autos
seja operacionalizado

CITAÇÃO ELETRÔNICA
processos criminais

não podem ser efetuados


de forma eletrônica

processos infracionais

 DEVEM SER REALIZADOS PREFERENCIALMENTE DE FORMA ELETRÔNICA:

➢ cartas precatórias
➢ cartas rogatórias
➢ cartas de ordem
➢ comunicações oficiais

⚫ PROCESSO ELETRÔNICO

 Os órgãos do Poder Judiciário podem criar sistemas eletrônicos próprios para processamento das ações judiciais.

 Essas ações judiciais podem ser parcial ou totalmente eletrônicas e o meio de comunicação a ser utilizado deverá
ser a internet ou até mesmo a intranet.

 O que irá garantir a validade e a autenticidade do documento será a assinatura eletrônica que se dá por intermédio
da certificação digital.

 O termo do prazo encerra no último dia do prazo até as 24h, independentemente do horário de funcionamento do
órgão judicial.

 Caso o sistema fique indisponível por algum motivo de ordem técnica, o prazo será prorrogado de forma automática,
sem a necessidade despacho do Juiz competente ou de ato normativo do órgão.

 Os documentos produzidos de forma eletrônica são considerados originais.

 É dispensada a formação de autos suplementares dos processos digitais. Vale dizer, não é necessária a impressão
dos documentos como forma de garanti-los.

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 Quando for necessária a remessa dos autos para outro órgão judiciário que não adote o sistema eletrônico, deverão
ser impressos os autos em papel.

⚫ DISPOSIÇÕES GERAIS E FINAIS

 Regras para os sistemas eletrônicos:

utilizar códigos abertos

OS SISTEMAS ELETRÔNICOS
estar acessíveis a todos,
DEVEM,
ininterruptamente
PREFERENCIALMENTE,

utilizar de padronização

 obrigatoriedade de fornecimento no CPF/CNPJ:

➢ é possível, EXCEPCIONALMENTE, não informar o número do CPF/CNPJ. Isso ocorrerá quando houver
possibilidade de comprometer o acesso à Justiça. Assim, se a parte não dispuser de cadastro perante a Receita
Federal não poderá ser impossibilitada de ingressar em Juízo.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
É isso pessoal.

Quaisquer dúvidas, sugestões ou críticas entrem em contato conosco. Estou disponível no fórum no Curso e
por e-mail.

rst.estrategia@gmail.com
www.fb.com/rstorques

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