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CURSO DE BACHARELADO EDUCAÇÃO FÍSICA

CLEBER ANTONIO MEJOLARO

METODOLOGIAS EMPREGADAS NO PROCESSO DE ENSINO APRENDIZAGEM DO


FUTEBOL NA INICIAÇÃO ESPORTIVA DO PROJETO SOCIAL FUTEBOL CLUBE DA
PMPA.

PORTO ALEGRE

2011
CLEBER ANTONIO MEJOLARO

METODOLOGIAS EMPREGADAS NO PROCESSO DE ENSINO APRENDIZAGEM DO


FUTEBOL NA INICIAÇÃO ESPORTIVA DO PROJETO SOCIAL FUTEBOL CLUBE DA
PMPA.

Projeto do trabalho de conclusão do curso de


Educação Física do Centro Universitário
Metodista IPA como requisito parcial para
obtenção do grau de Bacharelado em
Educação física.

Orientador: Professor Luiz Afonso Gomes

PORTO ALEGRE

2010
SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO........................................................................................................,4
1.1 PROBLEMA DA PESQUISA..................................................................................5
1.2 OBJETIVOS DA PESQUISA..................................................................................5
1.2.1 Objetivo geral.....................................................................................................5
1.2.2 Objetivos específicos........................................................................................6
1.3 JUSTIFICATIVA......................................................................................................6
2. REFERENCIAL TEÓRICO.......................................................................................8
2.1 FUTEBOL...............................................................................................................8
2.1.1 Futebol e a inclusão social.............................................................................12
2.2 INICIAÇÃO ESPORTIVA......................................................................................15
2.3 FORMAÇÃO PROFISSIONAL E METODOLOGIAS............................................18
2.3.1 Processo ensino aprendizagem.....................................................................20
3. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS..............................................................24
3.1 CARACTERIZAÇÃO DA PESQUISA...................................................................24
3.2 DELIMITAÇÃO DA PESQUISA............................................................................24
3.3 TÉCNICAS E INSTRUMENTOS DA PESQUISA.................................................24
3.4 TÉCNICAS DE ANÁLISE DE DADOS.................................................................25
3.5 CONSIDERAÇÕES ÉTICAS................................................................................25
4. RECURSOS...........................................................................................................25
4.1 RECURSOS HUMANOS......................................................................................26
4.2 RECURSOS MATERIAIS E FINANCEIROS........................................................26
5. CRONOGRAMA.....................................................................................................26
REFERÊNCIAS..........................................................................................................30
APENDICE A – Entrevista com os profissionais...................................................33
ANEXO A …...............................................................................................................34
ANEXO B...................................................................................................................36
ANEXO C...................................................................................................................38
ANEXO D...................................................................................................................39
ANEXO E...................................................................................................................40

1. INTRODUÇÃO

O futebol assume um papel muito importante no que tange a influencia das


crianças hoje em dia em nossa sociedade. Percebe-se que os aspectos sobre o
comportamento a maneira de se falar e vestir são adotados por uma cultura que
envolve o futebol no geral.
Partindo desta relação o futebol tem como base uma grande influencia dentro
da cultura do nosso país e no que envolve a sociedade como um grande fenômeno
que se agrega a todos, adquirindo participantes e admiradores de todas as idades e
classes sociais, sendo que o mesmo faz parte da formação social do brasileiro e
influência a cultura de um modo geral.
O futebol é um fenômeno que se multiplica rapidamente e que atrai
participantes de todas as idades e definitivamente esta envolvido nas camadas
sociais do mundo inteiro.
As pessoas em vulnerabilidade social são privadas de uma convivência
cidadã. Muitas vezes sendo o único tipo de convivência social para essa classe da
população é através do esporte, que em qualquer classe social é entendido,
acompanhado e procurado, principalmente o futebol.
Do ponto de vista cultural, o futebol é uma metalinguagem que revela as
relações sociais substantivas de uma determinada realidade (MURAD, 1996).
Segundo Scaglia (2010), ele chama atenção na posição que às vezes se
assume no tocante à iniciação esportiva, em que freqüentemente a criança é
subordinada à aprendizagem de estereótipos descritos em manuais técnicos, onde
fazendo uma analogia ou comparação a remédios ele argumenta que em suas
“bulas” dizem alcançar resultados imediatos, porém os doutrinadores não se
preocupam em determinar uma posologia para adequar à dosagem da “droga” (os
graus de dificuldade) que será transmitido as crianças.
A iniciação esportiva pode ser definida como o momento em que a criança ou
o jovem começa a praticar regularmente em uma forma sistematizada um ou mais
esportes.
Crianças com idades menores podem e deve participar de escolinhas desde
que o trabalho realizado desenvolva as habilidades propícias á idade em que se
encontram. Pois o futebol é um meio de integração social, proporcionando atividades
saudáveis ainda mais numa sociedade onde cada vez mais encontramos
precocemente o sedentarismo. As atividades que visam à integração, o prazer pelo
jogo, as não exigências de regras rígidas e a possibilidade do aumento do
vocabulário motor, não são prejudiciais e ajudam na formação destas crianças.
O Social Futebol Clube é um projeto que conta com ex-jogadores e
professores de educação física que trabalham com crianças carentes entre 7 e 15
anos em vários campos de futebol da cidade de Porto Alegre.
O projeto tem como finalidade promover a inclusão social e iniciação esportiva
no futebol com as crianças carentes da rede de ensino de Porto Alegre, dando às
crianças a busca de uma infância melhor com mais atenção que muitas vezes falta
na família e na sociedade. Além da participação de professores da SME, o programa
oferece acompanhamentos médicos, psicológicos e pedagógicos às crianças. (SME,
2010)
Na busca de ter como objetivo principal atender menores carentes da rede de
ensino da capital, visando à inclusão desses jovens na sociedade através do
esporte, a problemática da pesquisa visara à questão das diferentes metodologias
que vários autores descrevem sobre a iniciação esportiva e também como esses
projetos sociais envolvem a comunidade, reforçando o papel da escola e
aumentando a auto-estima dos jovens que participam por meio de atividades que
valorizam a sua cultura, a criatividade, a arte e o esporte. A Federação Internacional
de Futebol (FIFA) também acredita que esse é um dos caminhos para melhorar a
qualidade de vida de jovens e crianças no mundo inteiro, especialmente nos países
em desenvolvimento, como é o caso do Brasil. (PORTAL APRENDE BRASIL, 2001).
1.1. PROBLEMA DA PESQUISA

Quais as metodologias utilizadas pelos profissionais que trabalham pela


Prefeitura Municipal de Porto Alegre no desenvolvimento da iniciação esportiva de
jovens do Projeto Social Futebol Clube.

1.2. OBJETIVOS DA PESQUISA

1.2.1 Objetivo Geral

Verificar o perfil e as metodologias dos profissionais que trabalham no Projeto


Social Futebol Clube da Prefeitura Municipal de Porto Alegre.

1.2.2 Objetivos específicos

▪ Analisar a formação dos profissionais que atuam no projeto social


futebol clube.

▪ Analisar o processo ensino-aprendizagem desenvolvido pelos


profissionais que atuam neste projeto.

▪ Conhecer as metodologias utilizadas pelos profissionais que


desenvolvem o Projeto Social Futebol Clube.
1.3. JUSTIFICATIVA

No Brasil, o futebol é um fenômeno que cativa e impressiona pela sua


grandeza. Esse manifesto é natural, mas, para tudo na vida tem a sua hora,
especialmente no que tange a prática de esportes na infância. O esporte na infância
deve ser tratado de maneira adequada, respeitando a individualidade da criança,
independente dos interesses ou objetivos das instituições formais ou informais.
O esporte deve se adaptar à condição técnica, física e psíquica da criança de
forma compatível com as suas necessidades e possibilidades adequadas à sua
maturação orgânica funcional. Mas, nem sempre esta perspectiva de respeito ao
desenvolvimento infantil é o que acontece na prática, merecendo a atenção deste
estudo, no sentido de captar, dentro da literatura especializada, as sugestões e
propostas adequadas para intervenção nesta fase.
A iniciação esportiva é um processo de ensino-aprendizagem no qual a
criança adquire e desenvolve as técnicas básicas para o desporto. A infância é
considerada a melhor fase para a aprendizagem motora na qual devem ser
trabalhados os fundamentos da técnica, mas com a devida moderação, respeitando
as fases de desenvolvimento da criança.
O trabalho de iniciação requer cuidados especiais, pois a principio o que
acontece com as crianças neste período acaba por deixar marcas de forma
consciente ou inconsciente.
Os educadores para conseguirem alcançar os objetivos no meio educativo,
além de ter o conhecimento profundo ou até mesmo uma vivência prática no ramo
do futebol, e de suma importância possuir um conhecimento mais amplo a respeito
do grupo no qual se trabalha.
Ao desenvolver-se um trabalho de iniciação esportiva para crianças de seis a
doze anos, deve-se abordar questões como, por exemplo, o corpo que nesta fase é
o referencial de percepção, o meio pelo qual a criança absorve o mundo e manifesta
sentimentos, sensações e até mesmo opiniões.
As crianças se diferenciam dos adultos tanto fisicamente quanto
psicologicamente (WEINECK, 1986), porém, são vistas, na maioria das vezes, como
adultos em miniatura e por esse motivo, a exigência sobre elas é equivalente a
exigência exercida sobre os adultos e (PORTELLA, 2003) fortalece a idéia acima,
afirmando que a cobrança exercida sobre a criança nada mais é que o reflexo da
cobrança na categoria adulta.
Por existir essa visão, a exigência exercida sobre a criança, que é comparável
a de um adulto em muitos casos, reflete no treinamento dessas crianças. Tal
exigência conduz técnicos e professores a adotar metodologias apropriadas para
adultos e impróprias para as crianças, tornando o treinamento da criança áspero.
Por isso este estudo busca analisar esses fatores que são desencadeados e como é
aplicada a metodologia dos profissionais que trabalham no projeto visando à
inclusão da criança na sociedade, analisando a pratica e a didática no dia a dia com
as crianças e jovens do projeto social. O referencial a seguir tem como base as
metodologias utilizadas por esses profissionais, vista na prática professor-aluno
tendo em destaque a atuação do professor nesta iniciação esportiva com as
crianças e também seu perfil frente às mesmas neste processo.

2. REFERENCIAL TEORICO

2.1 FUTEBOL

O futebol é um símbolo brasileiro que ultrapassa fronteiras nacionais, devido à


popularidade alcançada por alguns jogadores, citando Pelé que condensa sua
imagem como atleta do século, mostrando ao mundo o estilo brasileiro de jogar
(TOLEDO, 2000).
Em outro aspecto o autor ressalta que reconhecido no domínio público, o
futebol como uma manifestação cultural revela nosso jeito, malícia,alegria ou
ginga ,protagonizando assim um processo identificado e construído por agentes
sociais em interação, nesta mesma linha ele cita que o futebol passou por inúmeras
modificações o que dinamizou e alterou de uma forma significativa a forma de ele
ser praticado, embora muitos hoje não aceitarem o espírito conservador dos
legisladores que zelam pela manutenção das regras, mas com o tempo isso esta
mudando devido à grande exigência da mídia e do forte poder econômico que
precisamente começou a fazer parte do futebol à parte da paixão em volta do
mesmo, existindo uma economia onde se movimenta muito dinheiro onde deveriam
existir mais projetos com acesso a atividades sociais, em particular para crianças.
Segundo Freire (2006), o futebol por muitos pode até se pensar que foi
inventando por brasileiros, tamanho nossa intimidade com a bola, resultando disso
em um casamento perfeito, embora as razões sejam pouco conhecidas. Nesta
mesma perspectiva o autor descreve que o futebol foi gerado nos centros urbanos e
que antigamente havia muito espaço para se jogar futebol que se denominavam
várzeas, onde havia o espaço para as crianças brincarem e jogarem o futebol .
Seguindo este panorama o autor comenta que era um tempo de fartura e
espaço para se brincar, não fazendo sentido se falar sobre escolinhas de futebol ou
projetos sociais com o futebol nos grandes centros urbanos. Neste sentido ele
comenta que com essa escassez de espaço para se jogar o futebol nas escolas, os
craques viravam professores das escolinhas, mas como mesmo o autor ressalta
algum tempo depois de abertas, as escolinhas vinham a conviver com um sério
problema: saber jogar não significava necessariamente saber ensinar.

Segundo Leães (2003), o futebol sempre foi um esporte adorado e praticado


por multidões no mundo todo. O futebol não faz distinção de cor, religião ou classe
social, é um esporte acessível a todos, para sua prática não requer luxo pode ser
feita em uma simples rua, na beira da estrada ou na beira-mar. As goleiras podem
ser feitas de chinelos, garrafas, pedras ou até mesmo por mochilas. Atualmente com
a evolução dos grandes centros urbanos o numero de campos de futebol nas
cidades diminui, o que fez surgir às escolinhas de futebol e as quadras de aluguel,
fazendo assim que pela primeira vez surgisse uma distinção social do futebol. A
classe média e alta começaram a utilizar este tipo de serviço para praticar seu
esporte favorito, e as classes mais baixas da sociedade começaram a praticar o
esporte nos poucos locais disponíveis, ou seja, praticavam o futebol que antes era
na rua nas calçadas, improvisando algum material para fazer as goleiras.
Para Ramalho (1998), o futebol é um esporte popular que pode ser praticado
em qualquer lugar, basta ter uma bola, ou até mesmo uma meia e quatro pedras
para fazer a goleira. Outro fator da popularidade do futebol está no fato dele poder
ser praticado por pessoas de altura mediana ou por pessoas de baixa estatura. Por
estes motivos e por poder ser praticado precariamente e recreativamente pelas
camadas mais pobres da sociedade, e tendo em vista que estas camadas
constituem a maioria da população, o futebol se tornou o esporte mais popular do
mundo.
Nos gramados dos parques, nas ruas estreitas, nos terrenos baldios, em
qualquer lugar, crianças e adultos brincam com a realização do futebol. Os
contratempos de espaço e tempo são transformados com lances de criatividade.
(CARDOSO, 2005)
A autora ressalta ainda que o cenário do futebol apresenta uma relação direta
com a concepção de brasilidade, seguido diversas vezes pela prática do futebol a
própria declaração e qualificação do ser brasileiro.
Neste mesmo contexto, segundo a autora:

“Nenhum povo é reconhecido no mundo da forma como o brasileiro é pelo


futebol. Nenhum país no mundo tem uma relação tão umbilical, formativa e
existencial como a relação do brasileiro com o futebol. O jeito brasileiro de
jogar futebol mistura a ginga do samba, em que jogar bem esteticamente,
muitas vezes, é mais importante do que até mesmo ganhar o jogo.”
(CARDOSO, 2005, p.135).

Segundo Santos Filho (2002), o futebol é o esporte mais praticado no mundo,


sendo o produto de maior aceitação e interesse das pessoas.
Segundo o autor:
¨O futebol só poderá evoluir, em todos seus aspectos, com trabalho
profissional e de bom nível e a seleção de profissionais formados e com a
inegável e valiosa experiência prática, principalmente pautada em bases
cientificas, objetivando sempre a qualidade de vida de seus praticantes. ¨
(SANTOS FILHO, 2002 p.4)

Para o autor existe varias pessoas sem formação trabalhando com atletas do
futebol. Porém esta realidade esta se modificando visto que grande parte de atletas
e ex-atletas procuram o curso de educação de física, dessa forma unindo sua
experiência vivida nos campos de futebol e em sua vivencia profissional com a
formação acadêmica. Para o autor é fundamental que se deixe de trabalhar como
antigamente, o fazer por fazer, sem o conhecimento na área e sem saber o como,
quando e porque fazer.
O futebol é um esporte organizado com um conjunto particular de movimentos
que pelo manuseio da bola com os segmentos corporais com exceção dos membros
superiores, manifesta as idéias e sentimentos de indivíduos e, de uma maneira mais
global, a cultura dos povos. (FREIRE, 2006).
Partindo dessa análise Tubino (2001), fala que ao democratizar o esporte é
assegurada a igualdade de acesso á pratica esportiva para todas as pessoas, sendo
assim percebe-se que a utilização do esporte como meio de democratização, terá
como conseqüência a amplitude desta pratica esportiva e partindo dessas
afirmações, percebe-se que com ações na área social do esporte, contemplando os
preceitos democráticos. Nesta mesma abordagem feita pelo autor ele comenta sobre
as três dimensões do esporte que parte da forma de exercício desse direito ao
esporte e se constitui nas efetivas dimensões esportivas que são as seguintes:
primeiramente o esporte-educação, depois o esporte de participação ou popular e
finalizando o esporte como performance ou rendimento.
No esporte-educação Tubino (2001) relata que existe um principal equívoco
na historia quando falamos do entendimento de esporte-educação, que seria a sua
percepção como um caminho ou um segmento para o esporte de rendimento ou

desempenho. Partindo dessa percepção equivocada o autor comenta que se inicia


nas competições escolares a reprodução da competição de alto nível com suas
características e vícios, não preservando o sentido educativo para essas
competições e deformando qualquer conceito de educação.
No esporte-participação ou popular ele referencia como princípio básico o
prazer lúdico e este tem como finalidade o bem estar social dos seus praticantes,
sendo que essa pratica ocorre em espaços não comprometidos com o tempo e fora
das obrigações da vida diária, proporcionando assim descontração, diversão e
desenvolvimento pessoal e as relações entre as pessoas. O autor destaca ainda que
esta manifestação ofereça oportunidades de liberdade a cada praticante pela sua
própria participação voluntária.
Tubino destaca:

“O esporte popular, além das condições hedonísticas que o envolvem tem o


valor social evidenciado na participação e nas alianças ou parcerias
desenvolvidas. A interatuação entre a participação e as parcerias, fortalece
os grupos e as comunidades, tornando-os ativos e com mais possibilidades
de percepção do conceito de obrigação social, e conseqüentemente mais
agentes do seu próprio destino”. (TUBINO, 2001, p.39).

No esporte de perfomance ou rendimento ele salienta que cada vez mais passa a
ser uma responsabilidade da iniciativa privada e que existe uma tendência a ser
praticado principalmente pelos chamados talentos esportivos e com isso impede-se
de ser considerada uma manifestação comprometida com os preceitos
democráticos, sendo que nesta dimensão social onde se torna favorável os
espetáculos esportivos que geram uma série de possibilidades sociais positivas ou
negativas.
Dentro dos aspectos sociais positivos que o esporte de performance ou
rendimento o autor justifica com grande relevância social alguns desses aspectos
como:
a) O esporte performance ser reconhecido como atividade cultural e ser um
meio de progresso nacional e de intercâmbios internacionais;
b) A organização esportiva comunitária não deixa de ser um fator de
fortalecimento da sociedade, desde que seja legitima.
c) Existe o envolvimento de vários tipos de recursos humanos qualificados,
provocando a existência de varias profissões de especialistas no esporte.
d) Ao causar uma indústria do esporte, com produtos de grande sofisticação,
favorecendo o crescimento especializado da mão-de-obra.
e) Fator de geração de turismo;
f) Pelo fenômeno chamado efeito-imitação, que exerce grande influencia no
esporte popular.
O sistema esportivo passou a viver nas ultimas décadas do século 20 um
processo multiplicado de transformações científicas, tecnológicas, econômicas,
pedagógicas, sociopolíticas e culturais. Neste mesmo paralelo, se evidencia um
eficaz meio de comunicação multinacional que se propaga entre culturas e povos
bem distintos. (CARRAVETA, 2001).

O autor salienta:

“O esporte transformou-se, pela sua dimensão internacional, pela sua


audiência monumental e pelas suas próprias características, um pólo
emissor de evolução tecnológica, e um segmento que transmite informações
e novidades. Constitui-se em uma área de aplicação e de
experimentabilidade básica para o desenvolvimento da esponsorização,
onde estão incluídos os patrocínios, a publicidade, a venda de produtos e
imagens, no novo sistema comunicativo”. (CARRAVETA, 2001, p.152-153).

Já para Cardoso (2005), o futebol se inseriu no “mundo vivido” dos brasileiros


e brasileiras de forma única, diferente de outra cultura mundial. A autora também
aborda que não se deve negar que existe uma instituição futebolística, uma indústria
global da pratica do futebol que é ao mesmo tempo sublocação da indústria cultural.
É evidente que ela é forte e organizada em um sistema com poucos espaços de
resistência. Os jogadores profissionais normalmente são cooptados desde muito
cedo por esta lógica de espetacularização do jogo.
Nesta mesma linha, Homrich e de Souza abordam:

“A guinada do futebol de um “jogo” a “esporte espetáculo” está


concomitantemente ligado com o resplandecer de um novo conceito
de sociedade, baseada na produção, na concorrência, no mercado, nos
valores quantitativos, na exploração ou, sintetizando, na palavra do
momento, no business. Para uma sociedade moderna um futebol
moderno! Este futebol vai direcionando sua estrutura - regras,
dinâmica de jogos, numero de jogos anuais, treinamentos, etc...
voltado com prioridade para o mercado deste próprio espetáculo. O
resultado disto é um futebol altamente competitivo e um elevado grau
de estratégias e sistemas rígidos e inflexíveis, em que o jogador estará
ao mesmo tempo em pólos antagônicos; de um lado é protagonista, do
outro é mero coadjuvante.”. (HOMRICH E DE SOUZA, 2005, p.45).

2.1.1 Futebol e a inclusão social

Segundo Sassaki (1997), conceitua-se inclusão social o processo no qual a


sociedade se adequar para poder incluir, em seus sistemas sociais gerais,
constituindo um método bilateral em que as pessoas que se encontram excluídas na
sociedade, buscando parcerias, mostrando os problemas e definindo soluções e
colocando em igualdade as oportunidades para todos.
Nesta mesma visão o autor o autor descreve que para que aconteça a
inclusão de todas as pessoas, a sociedade deve se modificar a partir de um
entendimento de que ela é que precisa ser capaz de atender as necessidades de
seus membros, e este entendimento ou desenvolvimento deve acontecer por meio
da educação, reabilitação, qualificação profissional, etc.
Para o autor esta mesma inclusão social é um processo que contribui para a
construção de um novo tipo de sociedade através de transformações, nos ambientes
físicos em seus vários espaços como também na mentalidade de todas as pessoas
que contribuem para esta inclusão social.
Neste mesmo panorama ele descreve que os processos sociais, a integração
e a inclusão são muitos importantes, devido que desejamos atingir uma sociedade
inclusiva e que este processo de integração social seja feito e tenha como base a
cumprir mesmo que haja resistência as medidas que abrangem esta inclusão social.
Analisando o esporte como instituição social,Mc Pherson, Curtis e Loy(1989)
defendem a interpretação do esporte como um produto cultural envolvente que
compreende atividades físicas lúdicas, também colocaram como ponto básico deste
entendimento a compreensão deste fenômeno como instituição social.
Seguindo nesta mesma linha os autores falam que o esporte para ser
considerado uma instituição social, devera estar organizado socialmente,
representar uma forma de atividade social, promovendo identificações sociais e ao
mesmo tempo, ao constituir se num problema social e num problema humano
devendo assim promover valores e melhorando a auto-estima.
Nesta mesma perspectiva, Marques (2008), denota que os projetos sociais
visando à inclusão envolvendo o esporte estão crescendo e a tendência é crescerem
cada vez mais. Projetos sociais têm mostrado resultados e comprovam que o
esporte pode sim ser ferramenta de inclusão. Crianças sonham em se tornar
grandes jogadores, que com incentivo e direcionamento adequado, poderão se
engajar numa trajetória promissora, a do futebol profissional. Futebol esse que é
assistido por olhos brilhantes e almejantes, pois através dele vários jogadores
reverteram sua situação de pobreza e miséria em riqueza, proporcionando uma vida
melhor para seus familiares.
A inclusão é uma inovação, cujo sentido tem sido muito distorcido é um
movimento muito polemizado pelos mais diferentes segmentos educacionais e
sociais. No entanto, inserir alunos com déficits de toda ordem, permanentes ou
temporários, mais graves ou menos severos na pratica de esportes nada mais é do
que garantir o direito de todos à educação.(MANTOAN,2007)
Conforme a Constituição o Projeto de lei nº 640/ 2007, instituiu o dia 10 de
dezembro como o Dia da Inclusão Social. A data foi escolhida por ser o dia em que
foi promulgada, pela Assembléia das Nações Unidas, a Declaração Universal dos
Direitos Humanos, em 1948. O objetivo é promover e conscientizar a sociedade
sobre a importância e construção de uma cultura de direitos humanos em nosso
país. (PORTAL INCLUSÃO SOCIAL, 2010)
Promulgada no dia 31 de outubro deste ano, esta data tem como objetivo
despertar a sociedade para a importância dos direitos humanos. Criar um dia
dedicado à inclusão é uma das formas de sensibilização pública sobre o tema, é
conscientizar a população para o reconhecimento de cada indivíduo como
merecedor de seus direitos e promover uma mudança de atitude dos cidadãos e
seus governantes. Enfim, propiciar meios para que todos tenham acesso a seus
direitos dentro de uma sociedade mais justa. (PORTAL SOMMA BLOG, 2009)
O projeto entende inclusão social de uma forma mais ampla como um
conjunto de ações que combatam a exclusão de pessoas cuja classe social, etnia,
cor da pele, idade, nível educacional ou renda não permitem que usufruam dos
direitos fundamentais da vida em sociedade. O projeto foi proposto pelo senador
Valadares e sancionado pelo presidente Lula.
Nesta inclusão social o inovar não tem necessariamente o sentido do
inusitado. As grandes inovações estão, muitas vezes na concretização do óbvio, do
simples, do que é possível fazer, mas que precisa ser desvelado, para que possa
ser compreendido por todos e aceito sem outras resistências.
Entretanto, segundo Tubino (2001) a conquista do direito á pratica esportiva
pelos grupos sociais populares, no esporte-participação das crianças, utilizando a
riqueza cultural contida no esporte para a formação da cidadania e que passa a
levar os envolvidos aos fatos esportivos a caminhos democráticos, progredindo as
defesas contra os seus usos políticos.
2.2 INICIAÇÃO ESPORTIVA

Para Gallahue e Ozmun (2005), a infância é compreendida como uma fase


de extrema importância para o desenvolvimento motor, principalmente porque é
nesta fase que acontece o desenvolvimento das habilidades motoras fundamentais
que auxiliam como base para o desenvolvimento das habilidades motoras
especializadas que o indivíduo utilizará nas suas atividades cotidianas, de lazer ou
esportivas.
Já para Gallardo (2005), para aprender uma habilidade motora vários fatores
se interpõem, como o grau de maturidade biológica, o nível de experiências motoras
e afetivas, grau de interesse ou de atenção (motivação) e o nível de organização do
ambiente.
Nesta mesma abordagem o autor salienta que a mediação de fatores
cognitivos para se obter as habilidades específicas do ser humano, não
desempenha um papel preponderante, sendo necessário uma melhor estimulação e
um grau de maturidade para que elas se expressem.
O autor salienta que: “Os fatores cognitivos, no entanto, são fundamentais
para a aquisição de habilidades que são próprias do ambiente social, sobretudo
aquelas determinadas culturais”. (GALLARDO, 2005, p.63).
Segundo Carraveta (2001) a formação de um futebolista é uma compreensão
de qualidades psicomotoras e coordenativas adquiridas na infância e na
adolescência e se representa pelo desenvolvimento de vários componentes físico,
técnico, tático, mental e psicológico a estes somados a outras condições naturais
que o individuo traz ao nascer em seu código genético.
Entretanto para Sanz Torrelez e Alcaraz (2003), o processo de crescimento
da criança faz surgir uma serie de capacidades físicas e psicológicas, onde
aparecem diferentes manifestações que caracterizam estas etapas. Para o autor
estas capacidades devem ser respeitadas e de acordo com a idade do atleta as
diferentes capacidades devem ser valorizadas.
Já para Kunz (2003) a introdução de alunos na aprendizagem sistemática do
futebol, se passa normalmente pelo ensino dos fundamentos como o chute, o
domínio de bola, passe, drible e seqüencialmente com o aprendizado do jogo, mas
muitos alunos no seu mundo de movimento tiveram pouco contato com o futebol e
por isso sentem imensas dificuldades e na maioria das vezes, não se sentem a
vontade para aprender.
Todas as habilidades motoras exercidas pelo jogador de futebol são
coordenadas, por isso em função do controle da bola na medida certa e suas
necessidades de estabelecer, através dela, relação com os outros que podem ser de
solidariedade, rivalidade, amor ou ódio, entre varias outros. (Freire, 2006).
O papel mais importante no sistema de preparação ou iniciação dos futuros
jogadores de futebol cabe aos clubes desportivos que tem como objetivo aprimorar
as capacidades motoras, distinguidas pela preparação geral e especial dos jovens
estudantes até alcançar o alto rendimento no futebol. (Gomes, Erichsen, 2006).
Para Scalon (2004) ele salienta que um aspecto que merece atenção no
contexto da iniciação esportiva é o fato do modelo esportivo dos adultos ser muitas
vezes levados para as crianças, sendo assim ao mesmo tempo em que este modelo
atrai pelo alto nível de da competição, outras vezes afasta por fatores como excesso
ou rigidez de exigências advindas desse tipo de competição.
Já para Gomes, Erichsen (2006) a competição é a principal parte da
preparação desportiva na infância e na adolescência. Deve fazer parte do plano do
clube desportivo e contribui para o alcance de objetivos, como: melhora da saúde,
aprimoramento da função do organismo em crescimento; amplia o repertório das
capacidades motoras; participação dos jovens na atividade esportiva regular e
progressão de vários tipos de atividades motoras.
“O equilíbrio entre a competição e a cooperação dentro de um grupo
influencia consideravelmente a dinâmica dos treinos e das competições”. (RÚBIO,
2000).
O autor fala ainda que para se falar de iniciação esportiva é necessário ter
claro quais objetivos dessa prática, em vista que essa área pode ter um ponto de
vista bastante diferenciado, relacionado com uma pratica esportiva educacional ou
com um objetivo de formar futuros atletas.
Nesta mesma abordagem o autor ressalta que a iniciação esportiva deve ter
por quem orienta uma atenção cuidadosa no que se refere a seus objetivos e
métodos, pois, do mesmo modo que pode ser uma ótima ferramenta para a criança
começar a aprender a lidar com experiências que envolvem confiança, auto-imagem
e autopercepção, qualificando seu processo de socialização, assim tornando um
instrumento alienante para se lidar com essas questões.
Devido à grande popularidade do esporte em todo país, muitas crianças têm
procurado a prática esportiva em idades cada vez mais precoces, sobretudo em
modalidades esportivas amplamente divulgadas na mídia e com forte impacto
cultural, como é o caso do futebol. Embora a iniciação esportiva possa proporcionar
vivências positivas para o desenvolvimento motor da criança, sabe-se que a
especialização precoce também pode trazer diversas complicações para o
desenvolvimento infantil (FERRAZ, 2009).
Para Scaglia (1996), a iniciação esportiva pode ensinar valores éticos, sociais
e morais por meio das várias possibilidades que a conceito do esporte alcança,
ajudando na formação de um cidadão preparado para as diferentes situações do dia
a dia e permitindo que a criança viva melhor, quaisquer seja o esporte escolhido
futuramente.
Para American Sport Education Program (2000), esta iniciação esportiva ao
futebol é muito bem vinda a programas de esporte e pode ser praticada anualmente,
em vários campos e quadras, devido à facilidade que o futebol tem de ser explicado
e jogado, ampliando as técnicas individuais e o trabalho coletivo em equipe, não
exigindo muitos equipamentos e lugares específicos e se constituindo por exercícios
sucessivos e vigorosos.
Todas as habilidades motoras praticadas pelo jogador de futebol na iniciação
esportiva são coordenadas, portanto, em função de controlar a bola na medida certa
de suas necessidades de determinar, através dela, relações com os outros, relações
que podem ser de solidariedade, rivalidade, amor ou ódio. (FREIRE, 2006).
O autor ressalta que deve se adaptar as habilidades existentes da criança no
seu convívio com o esporte, socializando-a no mundo do futebol, buscando a
motricidade de cada um. Nesta aprendizagem esportiva, as questões sociais que
orientam o exercício das ações de cada um e em seguida, o exercício social das
habilidades motoras demandara aperfeiçoamento e a integração, entre si, de
distintas habilidades individuais.
Freire destaca:
“Do ponto de vista da motricidade, caso o ambiente da criança seja rico para
que ela expresse com liberdade suas produções internas (emoções,
pensamentos, julgamentos...), o comportamento será constituído por uma
gama muito variada de expressões corporais. Considerando que o poder da
criança é tanto mais motor que verbal quanto mais nova ela for, supõe-se
que, ao final da primeira infância (mais ou menos 7 anos), uma criança livre
e exposta a muitos estímulos,tenha uma motricidade bastante diversificada
e livre”. (FREIRE, 2006, pag.23).

Já para Gallardo (2004), as principais implicações sobre a aprendizagem


motora consistem em que a criança deve alcançar, em primeiro lugar, adquirir o
domínio da habilidade, através de tarefas variadas, em que a habilidade seja
utilizada de maneiras diferentes, e após o domínio desta habilidade, utilizá-la nas
atividades de interação social, como os jogos e brincadeiras sociais (aprendizagem
pelo movimento).
O autor ressalta ainda que só com um conhecimento apropriado do
desenvolvimento e da utilização das capacidades e habilidades do ser humano
podem garantir o sucesso no processo de desenvolver as capacidades e adquirir as
habilidades motoras.
Neste capitulo o referencial aborda as questões que norteiam a iniciação
esportiva e que será uma das referencias, junto ao futebol para o capitulo seguinte,
e segundo abordagem de Casarin e Greboggy (2009), partindo da visão que no
futebol tudo esta relacionado entre si, e suas realizações são de natureza não-linear,
há um desejo de aprender o processo de interpretação destes acontecimentos não-
lineares em outra visão, através de um complexo amplo sobre o futebol. Sendo
assim, esta maneira de raciocinar que deveria ser uma corrente existente no futebol,
chega-se a conclusão de que a complexidade pertencente ao jogo gera um alto nível
de variabilidade prática (maneiras diferentes e inúmeras de se conduzir os
comportamentos tanto tático, técnico, físico e psicológico do jogo).
Desta forma, chega-se a um denominador comum: onde treinar o futebol deve
ser compreendido na sua extensão por ter existir uma atmosfera repleta de
variabilidade, especialmente na formação ou iniciação esportiva (entendam-se
escolas de futebol).

2.3 FORMAÇAO DO PROFISSIONAL E METODOLOGIAS

A formação profissional não é um processo neutro em relação à estrutura de


desigualdades sociais, na medida em que não se articula apenas competência, mas
comunica formas de reflexão sobre a profissão, na grande maioria dos profissionais
que trabalham no projeto foram jogadores de futebol, contendo assim princípios de
autoridade, legitimidade e controle. (FARIAS JUNIOR, 2001).
Neste mesmo contexto segundo o autor ele aborda que embora a questão
principal diga a respeito das desigualdades nas relações sociais e como elas são
perpetuadas e legitimadas, não se pressupondo como certo que a formação de
professores reproduza na sua forma integra as desigualdades das relações de
classe, raça ou gênero.
Farias Junior ressalta:

“Profissionalização é entendida como um processo pelo qual uma ocupação


reúne, em maior ou menor quantidade, diferentes critérios definidores. A
profissão, por exemplo, é considerada uma ocupação que desempenha uma
função social crucial. O exercício dessa função requer um grau considerável
de habilidade, que é exercida em situações que não são totalmente
rotineiras, mas sim que apresentam novos problemas e situações que
precisam ser enfrentados”. (FARIAS JUNIOR, 1993, pag.23).

Para Gatti (2000) pode-se acompanhar a polarização entre a permanência


das atividades profissionais nos moldes tradicionais e aqueles profissionais que já
foram atingidos de alguma forma escravizada da estrutura de trabalho. Embora
exista a tensão em conservar a estrutura de produção com as relações de trabalho
em vigor e as novas formas de relação de produção no campo social que domina o
cenário neste momento.
Para Bracht (1992), os professores de educação física devem buscar o
entendimento de que, o que determinará a prática de uma atividade pelo aluno não é
sua condição física, habilidade esportiva ou flexibilidade, e sim seus valores e
normas de comportamento de acordo com sua condição econômica e social.
Para Mattos e Neira (2000), o professor de educação física deve ter uma
noção clara do seu papel político como formador de cidadãos, para tanto uma
quantidade enorme de conhecimentos se torna necessário, não somente os das
técnicas desportivas, mas também os processos de desenvolvimento cognitivo,
psicossocial e motor.
Betti (1992) descreve que quem vê um aluno de futebol chutando uma bola
imagina ser fácil o ensinamento daquele fundamento. A aparente facilidade dos
gestos não deixa transparecer quais os conhecimentos estão fundamentados
naqueles procedimentos.
Para o autor cabe ao profissional de educação física planejar, executar e
avaliar programas de atividades físicas para os mais diferentes tipos de grupos em
ambientes diversificados e com diferentes objetivos.

“Um profissional generalista, capaz de adaptar-se as demandas do mercado


de trabalho, parece ser ideal para qualquer área. Uma formação com essa
característica é sinônimo de sólida formação teórica e não de técnicas, esta
sim, passiveis de especialização. Isso cria um dilema para a educação
física, pois é difícil articular um único currículo capaz de formar um
profissional competente para um campo de trabalho tão diversificado”
(BETTI, 1992 p.248-249)

Para Borges (2001), o perfil generalista supõe uma formação ampla e com
conhecimento suficiente para dar conta das necessidades que envolvem o
movimento humano, as condições culturais, econômicas, sociais e políticas.
Segundo Revertino (2008), a metodologia consiste em um conjunto de
princípios ou previas que esboçam a analise de fatos ou verdades. Desta maneira, a
metodologia conforme aos seus princípios ou pressupostos para a sistematização do
ensino, constituí-se de métodos e técnicas que irão guiar o professor em sua
intervenção no processo de aprendizagem do educando, capaz de realizar os
objetivos educacionais propostos, de conhecimento de todos os envolvidos na
prática educativa.
Nesta perspectiva, o autor aborda que não se pode gastar o tempo exaltando
os aspectos discordantes que aparecem nas mais diversas propostas metodológicas
e métodos de ensino, temos a responsabilidade de centralizar esforços sobre os
diversos aspectos que nascem com a aprendizagem. O como ensinar está orientado
para o sujeito que aprende e não ao inverso, isto é, para o objeto a ser aprendido.
Desta maneira, estando à lógica didática submetida à lógica do jogo e os
princípios do jogo regulador da aprendizagem, buscamos pedagogizar o jogo, para
que seja jogado e jogante. No jogo jogado fazemos menção ao fazer procedimental,
manipulando diversas formas jogadas, jogos reduzidos ou funcionais, recomendados
para a aprendizagem de uma habilidade (conteúdo). Entretanto, a aprendizagem do
jogo, falando do futebol que é o esporte praticado no projeto social futebol clube, não
poderá estar restringido ao fazer e agir da maneira correta, ou seja, ser apenas o
jogo jogado. O jogo também tem de ser jogante.
No jogo jogante se faz menção ao caráter festivo, figurado, do mundo do jogo,
no qual o jogador adentra para jogar e ser jogado pelo jogo. Logo que se obtém
aproximar o fazer procedimental, sugere-se a aprendizagem de se estabelecer um
conteúdo, do mundo da fantasia, onde a realidade é instantânea e interrompida para
dar espaço ao subjetivo. Sendo assim o jogo sendo jogante levara os alunos a
querer jogá-lo novamente.
Entretanto para Gomes e Erischen:

“As ações metodológicas no processo de treinamento dos jovens no futebol


devem ser tomadas levando em consideração os princípios científicos do
treinamento desportivo, que podem ser discutidos na área da pedagogia,
desenvolvendo-se amplamente a personalidade, a conscientização do
treinamento, ou mesmo os aspectos relativos à saúde e a capacidade de
decisão do atleta”. (GOMES E ERISCHEN, 2004 p.257-258)

Seguindo nesta analise os autores ressaltam que na área da metodologia,


deve se levar em consideração os aspectos da inter-relação entre as mais diversas
capacidades de se adaptar especificamente no momento exato, alcançando uma
melhor e mais ampla motivação psicológica e qualidade do trabalho.
Na analise de Soares et al(1992),ele constata

“Os conteúdos selecionados, organizados e sistematizados devem


promover uma concepção cientifica de mundo, a formação de interesses e a
manifestação de possibilidades e aptidões para conhecer a natureza e a
sociedade. Para isso, o método deve apontar o incremento da atividade
criadora e de um sistema de relações sociais entre os homens”. (SOARES
Et al, 1992 p.87)

Soares et al (1992), descreve que existe a necessidade do professor analisar


junto ao aluno a pratica do futebol, visto que em um pais como o Brasil onde existem
diferenças econômicas, políticas, culturais e sociais que desaparecem como uma
passe de mágica no momento da realização de um gol. O professor ao trabalhar
estas questões auxilia o aluno a perceber o que ocorre por trás do campo, perceber
o jogo que existe entre o poder econômico e esportivo, assim como o uso da pessoa
humana na busca do lucro.
Nesta mesma linha a autora descreve que a educação física tem como
principal objetivo a expressão corporal e, portanto neste capitulo foi referenciado a
formação profissional e algumas de suas metodologias utilizadas que trazem
através da avaliação,um dos pontos mais significativos na questão do processo
pedagógico, e precisamente por meio dela que se estabelece os mecanismos
estruturais e limitantes no processo de ensino aprendizagem que será abordado no
próximo capitulo.

2.3.1 Processo ensino aprendizagem


“O assunto da instrumentalidade técnica do ensinar esportivo e principalmente
no aprender a jogar do jogador brasileiro, é um assunto polemico e de longa data”.
(HOMRICH E DE SOUZA, 2005, p.70)

Neste contexto os autores salientam:

“Como poderemos pensar um ensino dos esportes no que diz respeito ao


aprendizado do jogo, diferentemente do procedimento de fundamentos, os
quais viemos denunciando técnicos, táticos e físicos, fragmentados,
estereotipados, alienantes, que ditados por uma forma hegemônica de
ensinar esportes em nada corresponde as ansiedades do mundo infantil?
Como poderemos optar por um ensino do futebol que respeite a cultura
primeira dos jovens,possibilitando vivencias para além da racionalização
pela qual passam os esportes,orientados pelos princípios da civilização
industrial,reduzidos a ações regulares e padronizados?Como poderemos
optar por um ensino de futebol que ao mesmo tempo contemple tudo isto,e
mais,seja esclarecedor? ” (HOMRICH E DE SOUZA, 2005 p.71)

Para Santos Filho (2002), o bom ensinamento do futebol nas escolinhas exige
do professor qualidades de educador e formador. A fase de iniciação é a principal
fase de formação não só do atleta, mas do homem, do cidadão. Nesta etapa todos
os gestos esportivos são assimilados e fixados, neste período os atletas precisam
ser bem educados e formados pela prática constante de todos os fundamentos do
futebol, para que possam memorizar de forma precisa e correta os gestos
específicos.
Para Sanz Torrelez e Alcaraz (2003), o processo de crescimento da criança
faz surgir uma serie de capacidades físicas e psicológicas, onde aparecem
diferentes manifestações que caracterizam estas etapas. Para o autor estas
capacidades devem ser respeitadas e de acordo com a idade do atleta as diferentes
capacidades devem ser valorizadas.
Segundo Fernandes (2004), o objetivo de todo processo de aprendizagem é
atingir a melhor performance, podendo ser física, técnica ou tática. Para o autor
nunca deve ser esquecido que desde o inicio da aprendizagem nas escolinhas, a
criança passa por um processo de desenvolvimento e crescimento, com elevadas
transformações físicas e psíquicas, o que implica na escolha certa da metodologia.
Isso requer que os profissionais estejam capacitados para a função de professores
ou treinadores, eles devem conhecer os problemas e encontrar as soluções
adequadas durante o processo de desenvolvimento. O profissional deve saber
utilizar as metodologias adequadas a cada faixa etária e levar em conta os estágios
de aprendizado da técnica e do domínio do futebol.
Para American Sport Education Program (2000), treinar jovens jogadores é
uma forma empolgante de se envolver com o futebol. Mas é difícil. Um técnico sem
experiência pode ser envolvido pelas responsabilidades ligadas a ajudar os atletas
em suas primeiras experiências no futebol. Preparar estes atletas física e
mentalmente para representar um modelo positivo, está entre suas difíceis tarefas.
Ao treinar uma equipe de futebol o treinador se torna educador, ele deve
saber ensinar as crianças às técnicas e estratégias fundamentais para o
entendimento do futebol, para proporcionar aos jogadores as experiências
educacionais necessárias o treinador deve ter um planejamento adequado do treino
que ele irá aplicar aos seus jogadores.
Já para Santana (2004), existem professores que são conscientes da
dificuldade da iniciação esportiva e se comprometem com isso, denominados pelo
autor como pedagogos, mas também existem os outros que não estudam e se
idealizam como professores do esporte, que prendem a atenção, somente com a
questão mercadológica, e não se preocupam com o esporte na infância e sim como
ferramenta para o esporte de alto rendimento.
O autor ressalta ainda que os professores que se preocupam com o esporte
de uma maneira profissional, visando o alto rendimento, são professores
comprometidos com o pensamento reducionista que relaciona o esporte somente
visando os resultados e a vitoria a qualquer custo, ainda que reconheçam os riscos
de uma especialização precoce, que proibi os desejos e reprimi as necessidades
infantis.
Neste mesmo paradigma o autor ressalta que “crianças precisam de
professores de crianças. Crianças precisam de professores que conduzam o
processo e gostem de crianças. Crianças precisam de professores que refutem a
especialização precoce”. (SANTANA, 2004 p.31)
O autor também aborda que o componente lúdico, da alegria em realizar as
atividades e as intervenções do professor servem de ligação para que as crianças
adquiram e construam novos conhecimentos. Ele comenta ainda que:

“Caso contrario, pode-se ficar na prática pela prática e não


diferenciar o que se fazia (faz) fora do que se faz dentro da escola. E ainda:
uma pedagogia comprometida apenas em ensinar habilidades e
desenvolver capacidades deixa a desejar em relação a educara autonomia.
E isso é um dever e não uma concessão do professor de esporte.
(SANTANA, 2004 p.33)
Para Cabral (2001) qualquer dos objetivos, principalmente o operacional se
torna lúdico, se agregarmos o prazer de instruir e ser instruído, seguido dos valores
simbólicos e da dedicação e empenho em vencer as dificuldades.
O autor ressalta ainda que o objetivo desta ludicidade se encontra na melhora
do sistema de ensino aprendizagem, através do conhecimento e da prática de suas
vivencias lúdicas,partindo de que toda a ação do jogo se concentra essencialmente
pela busca do prazer, sendo assim este prazer será um aliado para todos os
processos do sistema de ensino aprendizagem.
3. PROCEDIMENTOS METODOLOGICOS

3.1 CARACTERIZAÇÃO DA PESQUISA

Este estudo caracteriza-se por ser uma pesquisa descritiva, de cunho


qualitativo, para (ANDER EGG, 1978, p.28) a pesquisa é um procedimento formal,
com método de pensamento reflexivo, que requer um tratamento cientifico e se
constitui no caminho para conhecer a realidade ou descobrir verdades parciais.
Para Negrine:

“A base analógica desse tipo de investigação se centra na descrição,analise


e interpretação das informações recolhidas durante o processo
investigatório,procurando entende-las de forma contextualizada. Isso
significa que nas pesquisas de corte qualitativo não há preocupação em
generalizar os dados”. (NEGRINE, 2000, p.115-116)

Segundo Ibope (2010), as pesquisas qualitativas são exploratórias, ou seja,


estimulam os entrevistados a pensarem livremente sobre algum tema, objeto ou
conceito. Elas fazem emergir aspectos subjetivos e atingem motivações não
explícitas, ou mesmo conscientes, de maneira espontânea. São usadas quando se
busca percepções e entendimento sobre a natureza geral de uma questão, abrindo
espaço para a interpretação.

3.2 DELIMITAÇÃO DA PESQUISA

O presente estudo tende a verificar o perfil dos profissionais que trabalham no


Projeto Social Futebol Clube e suas metodologias de trabalho frente à iniciação
esportiva e a inclusão social dos jovens que participam do projeto. A pesquisa será
realizada através entrevistas estruturadas com no máximo 10 profissionais que
trabalham no projeto. Serão incluídos na pesquisa os profissionais que estiverem
atuando pelo menos há um ano no desenvolvimento do Projeto e todos os
profissionais que não atuam dentro deste tempo no Projeto serão excluídos da
pesquisa.

3.3 TÉCNICAS E INSTRUMENTOS DE DADOS

Dado o seu caráter exploratório as pesquisas qualitativas não pretendem


generalizar as suas informações, não havendo, portanto, preocupação em projetar
os seus resultados para população. Abordam-se, em geral, pequenos grupos de
entrevistados com uma observação não participante onde o pesquisador toma
contato com a comunidade, grupo ou realidade estudada, mas não se integra a ela,
permanecendo de fora e através de entrevistas estruturadas que são aquelas onde o
entrevistador segue um roteiro previamente estabelecido, onde as perguntas já são
definidas. (MARCONI E LAKATOS, 2006).
Será aplicada uma entrevista para os profissionais participantes (APÊNDICE
A) com perguntas estruturadas, com a finalidade de identificar os objetivos deste
trabalho.

3.4 TÉCNICAS DE ANÁLISE DE DADOS

Para Marconi e Lakatos(1996),a entrevista tem como objetivo principal a


conseguir do entrevistado,informações sobre um determinado assunto. Os dados
serão analisados com base nas observações e entrevistas aplicadas nos
profissionais que trabalham com o projeto social.

A análise parte do principio da categorização de dados descrita por Bardin


(2003):

“A categorização é uma operação de classificação de elementos


constitutivos de um conjunto, por diferenciação e, seguidamente, por
reagrupamento segundo o gênero (analogia), com os critérios previamente
definidos. As categorias são rubricas ou classes, as quais reúnem um grupo
de elementos (unidades de registro, no caso da analise de conteúdo) sob
um título genérico, agrupamento esse efetuado em razão dos caracteres
comuns destes elementos.” (BARDIN, 2003.p.117 118).
3.5 Considerações Éticas
Em respeito à vontade dos participantes, eles ficarão livres para responder ou
não as questões abordadas e responderem a entrevista. Os profissionais também
terão garantia sobre o sigilo das informações obtidas que serão utilizadas apenas
para fins científicos vinculados ao presente projeto de pesquisa. Todas as dúvidas e
esclarecimentos dos participantes deverão ser esclarecidos no decorrer do estudo.

4. RECURSOS
4.1 RECURSOS HUMANOS

A coleta e a análise dos dados serão realizadas pelo acadêmico sob a


supervisão e orientação do Professor Luiz Afonso Gomes, sem quaisquer ônus à
Instituição.

4.2 RECURSOS MATERIAIS E FINANCEIROS

Materiais Quantidade Preço R$

Folhas de ofício 150 R$ 15,00

Canetas 5 R$ 5,00

Gravador Portátil 1 150,00

Pilhas Portáteis 10 30,00

Tinta para impressora 2 R$ 95,00

Xerox 100 R$10,00

Transporte 96 R$ 250,00’

Total R$ 545,00
O material utilizado para a pesquisa será fornecido pelo acadêmico sem
qualquer custo para os participantes da pesquisa ou para a Instituição.

5. CRONOGRAMA

O cronograma foi estabelecido para organizar o planejamento e o


desenvolvimento desta pesquisa ao longo do ano de 2010 e 2011. No segundo
semestre, durante os meses de agosto a dezembro, será elaborado o projeto com
sua estruturação e toda sua parte teórica. No primeiro semestre de 2010, durante os
meses de março a junho, será aplicada a pesquisa, com a coleta dos dados na
instituição, análise e interpretação desses dados e entrega do relatório final. A tabela
a seguir demonstra as etapas da realização desta pesquisa.

Cronograma de organização do planejamento do projeto de pesquisa.


2010/2 (ANO) 2011/1 (ANO)

Fases da Pesquisa
MÉS MÊS

8 9 10 11 12 3 4 5 6 7

Revisão de Literatura X X X X
Encaminhamento ao Comitê de Ética X
Implantação do Programa e Coleta de
X X X
Dados

Análise e Discussão dos Resultados X

Redação do Trabalho X

Apresentação X
REFERENCIAS

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Tradução de Carlos Ugrinowitsch, Valdir J. Barbanti. São Paulo: Manole, 2000

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WEINECK, J. Manual do Treino Desportivo: 2. Ed. São Paulo. Ed. Manole. (1986).

Apêndice

ENTREVISTA

1. Qual sua formação e seu histórico profissional com o futebol até chegar ao
Projeto.

2. Você é formado em educação física ou é provisionado?

3. Após o ingresso no Projeto como é realizada sua formação contínua com


o futebol, pretende se especializar na área?

4. Como é realizada a avaliação do Projeto, existem reuniões periódicas ou


mensais?

5. Qual o aspecto que denomina mais relevante no processo da iniciação


esportiva
6. Como são feitas as aulas e as competições no projeto social?

7. Quais critérios que são feitos para fazer o planejamento das atividades no
teu núcleo?

8. Existe alguma diretriz dos métodos de trabalho na orientação dos alunos.

9. Como é feita a participação dos alunos nas competições entre os núcleos e


projetos?

Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação

Comitê de Ética em Pesquisa

___________________________________________________________________

CURSO DE EDUCAÇÃO FÍSICA - BACHARELADO

ANEXO A - TERMO DE CONSCENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO (TCLE)

PROJETO: Metodologias empregadas no processo de ensino aprendizagem


com o futebol na iniciação esportiva do Projeto Social Futebol Clube da Prefeitura
Municipal de Porto Alegre.

Você está sendo convidado a participar de uma pesquisa realizada pelo


acadêmico Cleber Antonio Mejolaro do Curso de Educação Física – Bacharelado do
Centro Universitário Metodista do IPA, a qual tem como objetivo analisar as
metodologias dos profissionais que trabalham no Projeto Social Futebol Clube da
Prefeitura Municipal de Porto Alegre. Este estudo não trará benefício aos
participantes, mas sua participação ajudará no desenvolvimento de novos
conhecimentos. Os participantes não serão identificados (as) por nome, e sua
participação no estudo é voluntária. Após as entrevistas, as fitas utilizadas serão
incineradas.

Antes de sua participação neste estudo, é preciso esclarecer alguns detalhes


importantes:

1º) Será entregue o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido ao


participante da pesquisa em duas vias, sendo que uma fica com o participante e a
outra com o pesquisador;

2º) Após ser assinado o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, o


pesquisador auxiliar agendará um horário com o participante da pesquisa para a
realização da entrevista;

3º) Os resultados, respostas das entrevistas deste projeto poderão ser


utilizados em eventos científicos e periódicos, garantindo total privacidade sobre a
identificação dos respectivos participantes;

4º) A pesquisa não trará qualquer despesa, dano, risco ou desconforto aos
participantes;

5º) É garantido ao participante receber resposta a qualquer pergunta, dúvida


ou esclarecimento a cerca dos procedimentos, riscos, benefícios e outros assuntos
relacionados à pesquisa, antes, durante e após a conclusão do estudo;

Em caso de qualquer outra dúvida quanto à pesquisa você poderá contatar


com o(a) Prof. orientador(a) do projeto, Luiz Afonso Gomes(51) 9971-4586,
responsável pelo estudo, ou com o acadêmico João Paulo Serpa Azambuja, telefone
(51) 98784593 pesquisadora auxiliar.
Este parecer foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Centro
Universitário Metodista (IPA) em _____/_____/_______. O telefone para contato
com o CEP-IPA é: (51) 3316-12-51.

Fui informado dos objetivos da pesquisa de maneira clara e detalhado.


Recebi informação a respeito do tratamento e esclareci as minhas dúvidas. Sei que
poderei solicitar novas informações a qualquer momento. Declaro que recebi cópia
do presente termo de consentimento.

Nome do participante: ________________________________________________

Assinatura do participante: ____________________________________________

Assinatura do professor orientador: _____________________________________

Assinatura do pesquisador auxiliar: _____________________________________

Data: _____________________________________________________________

Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação

Comitê de Ética em Pesquisa

ANEXO B - TERMO DE CONHECIMENTO INSTITUCIONAL - IPA


Termo de Conhecimento Institucional - IPA

Estamos cientes da intenção da realização da pesquisa “Metodologias


empregadas no processo de ensino aprendizagem com o futebol na iniciação
esportiva do Projeto Social Futebol Clube da Prefeitura Municipal de Porto Alegre .”,
sob a responsabilidade do pesquisador Professor Luiz Afonso Gomes, orientador do
acadêmico Cleber Antonio Mejolaro, após a sua aprovação do Comitê de Ética em
Pesquisa do Centro Universitário Metodista IPA no período de _10_/_03_/__2011_ a
_10_/_06_/__2011_.

Data: ___/___/_____

Assinatura Orientador(a): ___________________________________

Assinatura Coordenador(a) do curso: ___________________________________

Assinatura Responsável (Instituição): ___________________________________

Carimbo da Instituição onde será realizado:

Centro Universitário Metodista


Rua Cel. Joaquim Pedro Salgado, 80
Bairro Rio Branco CEP: 90420-060
Porto Alegre / RS
Fone (51) 3316.1251
www.metodistadosul.edu.br

Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação

Comitê de Ética em Pesquisa

___________________________________________________________________

ANEXO C - TERMO DE AUTORIZAÇÃO INSTITUCIONAL

Termo de Autorização Institucional


Prezado(a) Senhor(a):

Solicitamos sua autorização para realização do projeto de pesquisa intitulado


Metodologias empregadas no processo de ensino aprendizagem com o futebol na
iniciação esportiva do Projeto Social Futebol Clube da Prefeitura Municipal de Porto
Alegre. em sua Instituição.
Esta pesquisa pretende verificar o perfil e as metodologias dos profissionais
que trabalham no Projeto Social Futebol Clube da Prefeitura Municipal de Porto
Alegre,esta atividade não apresenta riscos aos participantes.Qualquer informação
adicional poderá ser obtida através dos telefones (51) 3316-1251 – Comitê de Ética
em Pesquisa do Centro Universitário Metodista ou (51) 9971-4586, Professor Luiz
Afonso Gomes, responsável pelo estudo ou com a acadêmica Cleber Antonio
Mejolaro, (51) 8132 - 3408.
A qualquer momento, o senhor (a) poderá solicitar esclarecimentos sobre o
trabalho que está sendo realizado e, sem qualquer tipo de cobrança, poderá retirar
sua autorização. Os pesquisadores estão aptos a esclarecer estes pontos e, em
caso de necessidade, dar indicações para contornar qualquer mal-estar que possa
surgir em decorrência da pesquisa ou não.
Os dados obtidos nesta pesquisa serão utilizados na publicação de artigos
científicos, contudo, assumimos a total responsabilidade de não publicar qualquer
dado que comprometa o sigilo da participação dos integrantes de sua instituição.
Nomes, endereços e outras indicações pessoais não serão publicados em hipótese
alguma. A participação será voluntária, não forneceremos por ela qualquer tipo de
pagamento.

Eu,________________________________(nome legível), responsável pela


Instituição____________________________________________declaro que fui
informado dos objetivos da pesquisa acima, e concordo em autorizar a execução
das mesma nesta Instituição. Sei que a qualquer momento posso revogar essa
autorização, sem a necessidade de prestar qualquer informação adicional. Declaro,
também, que não recebi ou receberei qualquer tipo de pagamento por esta
autorização bem como os participantes não receberão qualquer tipo de pagamento.
Este documento foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Centro
Universitário Metodista IPA em _______________________.
_______________________ _______________________

Pesquisador (a) Responsável Institucional

_______________________

Orientador (a)

Centro Universitário Metodista


Rua Cel. Joaquim Pedro Salgado, 80
Bairro Rio Branco CEP: 90420-060
Porto Alegre / RS
Fone (51) 3316.1251
www.metodistadosul.edu.br

Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação

Comitê de Ética em Pesquisa

_________________________________________________________________

ANEXO D - PARECER DO (A) ORIENTADOR (A)

PARECER DO (A) ORIENTADOR (A)

Eu Professor _Luiz Afonso Gomes comprometo-me com a estrutura do


projeto “Metodologias empregadas no processo de ensino aprendizagem com o
futebol na iniciação esportiva do Projeto Social Futebol Clube da Prefeitura Municipal
de Porto Alegre” metodologicamente, tecnicamente e eticamente”.
Este projeto foi revisado juntamente com o (a) aluno (a) Cleber Antonio
Mejolaro e estamos em comum acordo para ser avaliado pelo Comitê de Ética em
Pesquisa do Centro Universitário Metodista IPA.

______________________________

Assinatura Orientador (a)

Data de Encaminhamento: ___/___/_____

Centro Universitário Metodista


Rua Cel. Joaquim Pedro Salgado, 80
Bairro Rio Branco CEP: 90420-060
Porto Alegre / RS
Fone (51) 3316.1251
www.metodistadosul.edu.br

ANEXO E

Programa Social Futebol Clube

O Social Futebol Clube conta com 22 ex-jogadores de futebol profissional que


trabalham com crianças carentes entre 7 e 15 anos em 11 campos de futebol da
Cidade. Esses ex-atletas, reunidos em uma Cooperativa, além de ensinar futebol
para os garotos realizam oficinas, palestras e cursos.
A iniciativa tem o objetivo de promover a inclusão social e formar cidadãos,
dando às crianças o carinho e a atenção que muitas vezes falta na família e na
sociedade. Além da participação de professores da SME, o programa oferece
acompanhamentos médicos, psicológicos e pedagógicos às crianças.
Como a Prefeitura não tem verba pagar os 22 ex-jogadores, a SME
organizou-os em uma Cooperativa, a EsporteCoop. Esse programa tem a parceria
com a Secretaria Municipal da Educação (Smed). A Ulbra Saúde garante o plano de
saúde aos ex-jogadores e Associação dos Transportadores de Passageiros (ATP)
lhes fornece as passagens.
Horários:

Manhã: das 9h30 às 11h30


Tarde: das 14h às 17h

PROJETO SOCIAL FUTEBOL CLUBE/CIDADE ESCOLA

REALIZAÇÃO:ESPORTECOOP

COORDENADOR: CLÓVIS MEIRA


O projeto Social Futebol Clube iniciou as atividades em outubro de 2005,
idealizado pela Secretaria Municipal de Esportes com o objetivo principal atender
menores carentes da rede de ensino da capital, visando a inclusão na sociedade
através do esporte.
O futebol, sabemos, é um integrador social e uma alavanca na formação de
cidadãos. A Esportecoop, constituída em 02 de junho de 2005 por vinte ex-atletas da
dupla GRENAL, experientes, e, sobretudo identificados com o público alvo, foi
contratada para desenvolver o projeto, iniciando as atividades em outubro do mesmo
ano.
Em março de 2009 o SOCIAL FUTEBOL CLUBE, foi integrado nas atividades
do Cidade Escola, que prevê a oferta de atendimento em tempo integral aos alunos
da rede municipal de Ensino de Porto Alegre.Hoje o PROJETO SOCIAL FUTEBOL
CLUBE/CIDADE ESCOLA contribui, decisivamente para a formação do aluno, e
desenvolve uma real integração entre estudantes, professores e comunidade em
geral.Atualmente, o projeto conta 1254 menores de 07 à 14 anos cadastrados.
O Social Futebol Clube é uma atividade para ambos os sexos na modalidade
de futebol(campo, sete ou salão), desenvolvido por monitores/oficineiros, todos ex-
atletas de futebol e associados da ESPORTECOOP, sob a supervisão da Secretaria
Municipal de Esportes-SME, através de seus professores de Educação Física
devidamente credenciados no CREF/RS.
As atividades são realizadas no contra-turno das aulas regulares, duas vezes na semana, nos
seguintes bairro e vilas de Porto alegre:
Local/Monitores Dias/Horários

Segundas e quartas.
Vila Nova Brasilia
Das 9:00 às 11:30Hs e das 14:00 às
Alci Martha de Freitas (KIM) e Carlos 17:00 hs.
Eduardo da Rocha Santos (Caio)
Terças e quintas.
Vila Nova Gleba
Das 9:00hs às 11:30hs. e das 14:00 às
Osmar Lima e Arlen Avila Gomes
17:00hs
Vila Safira Segundas e quartas.

Robinson Jairo Fernandes (JAIRÃO) e Das 9:00hs às 11:30hs. e das 14:00 às


Pedro Antonio Simeão (Pedrinho) 17:00

Segundas e quartas.
Parque dos Maias
Das 9:00 às 11:30 hs. e das 14:00 às
João Alberto Buzzetto e Luiz Fernando 17:00 hs.
Araujo dos Santos (Careca)

Terças e quintas.
CEGEB - Medianeira
Das 9:00hs. às 11:30hs. e das 14:00 às
Gaspar Fronteira Rodrigues, Alberto 17:30hs.
Silveira e Neri Tadeu Xavier Custodio

Terças e quintas.
INTERCAP
Das 9:00 às 11:30 hs. e das 14:00 às
Silvio Cesar Pesoa Torres, Edson 17:00hs.
Nunes Ferraz e Hebert Stedille

Terças e quintas.
Ginásio Lupi Martins (Teresópolis)
Das 10:00 às 12:00hs e das 13:30 às
Luiz Frederico Sisson de Castro e 16:00hs.
Laerte Pinheiro

Terças e quartas.
Campo da Tuca
Das 9:00 às 11:30Hs. e das 14:00 às
Jorge Mario Gomes Montenegro 17:00 hs.
(Bagé) e Jacson Liberato Ramos
Bairro Restinga
Terças e quintas.
Luiz Carlos Fioravante Goulart (Caio),
Das 9:00 às 11:30hs. e das 14:00 às
Volmir Francisco de Souza e José Luiz
17:00hs.
Ferreira Rodrigues (ZECA)

Segundas e quartas.
Ilha do Marinheiros
Das 9:00 às 11:30hs. e das l4:00 às
Almir de Souza Fraga e Cedenir de 17:00 hs.
Almeida Machado